
A Volvo Caminhões concederá férias coletivas na fábrica que mantém em Curitiba (PR), onde produz, além de caminhões, chassis de ônibus e motores. De acordo com a montadora, a medida será aplicada para o quadro que atua na linha de montagem de caminhões entre 17 a 26 do mês que vem. A razão para a adoção das férias tem a ver com ajuste do volume produzido à demanda do mercado.
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A montadora mantém na unidade paraense um quadro formado por 4,3 mil funcionários. Metade deste total está alocada na produção de caminhões. “Na Volvo a produção de caminhões segue conforme planejado, mas com interrupções pontuais, de acordo com a demanda do mercado. A produção de ônibus segue sem interrupções”, informou a companhia em nota à reportagem.
A montadora projeta queda nas vendas no mercado de caminhões em 2023. Pelo seus cálculos, o volume comercializado no ano dentro do segmento acima de 16 toneladas, onde atua com modelos pesados e semipesados, será 23% menor na comparação com o resultado de 2022, somando 75 mil veículos.
As razões apontadas para justificar tal queda, que seria a primeira a ser registrada pelo setor desde 2017, são várias: vigência da norma Euro 6, que elevou o preço dos caminhões, pressões sobre os custos operacionais, tensões geopolíticas e gargalos na cadeia de suprimentos são algumas delas. Isso, claro, além do cenário econômico.
No ano passado, as vendas de caminhões Volvo cresceram 10% na comparação com 2021, somando 24 mil unidades. O resultado posiciona o país como o segundo maior mercado global da montadora, atrás apenas dos Estados Unidos.
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Já as vendas de chassis de ônibus no Brasil contabilizaram 658 veículos, resultado que representou alta de 80% sobre aquele verificado em 2021. Na América Latina as vendas somaram 1,9 mil unidades, alta de 94%.
No mercado externo, a montadora exportou mais para Chile e Peru. Houve queda nos embarques para a Argentina.
