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Giovanna Riato, AB, de San Pedro de Atacama, Chile
Os 5,7 mil trabalhadores diretos da fábrica paranaense da Renault comemoraram na semana passada quando a montadora fechou com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba aumento salarial real de até 20,1% entre 2011 e 2013. A notícia, no entanto, não foi tão boa para a Volkswagen e a Volvo, que têm fábricas instaladas no Estado e podem enfrentar mais pressão nas próximas campanhas salariais depois do generoso acordo da montadora francesa.
Durante o lançamento da nova geração dos caminhões VM, em San Pedro de Atacama, Chile, Roger Alm, presidente da Volvo Brasil, mostrou preocupação com o assunto. “O problema é que este custo está subindo muito rapidamente”, avalia. Reservado, o executivo afirmou que a companhia ainda não pensou nos próximos reajustes.
Apesar da preocupação, Roger afirma estar satisfeito com o desafio de conduzir a operação nacional. Há um ano e meio no Brasil, o dirigente detecta boas oportunidades na região. “Temos muito para crescer aqui”, aposta. Com passagens por diversos países desde que está na empresa, o presidente destaca uma particularidade dos negócios no mercado interno. “Aqui o relacionamento é muito importante, bem mais do que lá fora”, observa.
Mesmo sem falar português, ele não demonstra enfrentar dificuldade para se adaptar à característica local. Nas mãos do executivo, as vendas de caminhões da marca sueca aceleraram 29,9% no acumulado de janeiro a agosto deste ano sobre o mesmo período de 2010, para 12,3 mil unidades. Com a alta, a montadora saltou do quinto para o quarto lugar no ranking das maiores do País e abocanhou mais de um ponto percentual em participação, para ficar com uma fatia de 10,7%.
