
Com as informações obtidas a Volvo criou um interior voltado ao melhor aproveitamento desse tempo. “É tudo pensado para as pessoas. Pelas pesquisas soubermos que alguns motoristas vão usar a ida ao trabalho de forma mais criativa a bordo de um carro autônomo; outros vão só sentar, relaxar e assistir a algum vídeo ou ouvir música on-line. A condução autônoma vai tornar isso possível”, afirma o vice-presidente de design de interior da Volvo Cars, Robin Page.
Quando o motorista escolhe passar o comando para o carro, a direção se recolhe, o assento reclina e uma tela ampla surge no painel. Segundo a Volvo, as mudanças abrem novas possibilidades desde o entretenimento à provisão de serviços, usando a tecnologia.
“Temos feito esforços para compreender desafios e oportunidades que os carros autônomos trarão nos próximos anos”, recorda o vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento, Peter Martens. Um mês atrás a Volvo revelou a interface que usará em seus carros autônomos, cuja primeira aplicação pública ocorrerá na Suécia em 2017
(veja aqui). Cem carros vão rodar em testes em Gotemburgo, dirigidos por consumidores comuns.
Também para estudar os desdobramentos da autonomia, a fabricante de interiores Faurecia firmou uma parceria com a Universidade de Stanford, na Califórnia. O objetivo é resolver um problema detectado nos testes de veículos autoguiados, a possibilidade de enjoo (veja aqui).