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Volvo venderá carros pela internet

A Volvo Cars anunciou que venderá carros pela internet nos próximos anos como parte de sua estratégia global de marketing. A companhia, controlada pelo grupo chinês Geely, pretende digitalizar as vendas em todos os mercados em que atua globalmente à medida que lança novos veículos, até que toda a linha de produtos seja oferecida online.
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Redação AB

15 dez 2014

2 minutos de leitura

A empresa aponta que, por meio de pesquisas, constatou que os consumidores estão prontos para comprar carros pela internet. “O motivo não é conseguir um preço melhor, mas evitar o transtorno de entrar em uma negociação na concessionária”, explicou Alain Visser, chefe de vendas da companhia, em entrevista à agência Automotive News Europe.

A iniciativa é ousada, já que poucos fabricantes de veículos tentaram fazer todo o processo de venda pela internet. Uma exceção é a Tesla, que não formou uma rede de distribuição no formato tradicional e oferece seus carros elétricos apenas on-line. A estratégia causou problemas para a marca nos Estados Unidos, com conflitos e até a impossibilidade de vender em determinadas regiões do país.

Visser garante que a intenção da Volvo não é deixar a rede fora do processo de compra. O executivo assegura que mesmo os veículos vendidos pela internet passarão pelo sistema da concessionária para a entrega. “Quando você fala em e-commerce inicialmente os revendedores ficam nervosos. Mas não vemos um sistema que não passe pela concessionária”, esclarece. A marca tem 2 mil distribuidores no mundo, metade deles na Europa.

Como parte do novo plano, a empresa não pretende seguir as concorrentes do segmento premium, como BMW, Audi e Mercedes-Benz, construindo lojas suntuosas em ruas centrais das grandes cidades. Vesser defende que a marca é diferente e tem seus limites financeiros. “Não acreditamos na construção destes grandes palácios.”

A Volvo também reduzirá a participação em salões de automóvel para se concentrar em ações mais diretas ao consumidor. A partir do ano que vem o objetivo é manter a presença em apenas uma mostra em cada uma das regiões mais expressivas para a marca no mundo. Na Europa o escolhido foi o Salão de Genebra, na China, Pequim e, nos Estados Unidos, a opção foi por Detroit.