
O 1.0 TEC emprega uma nova unidade de controle eletrônico (ECU) herdada de modelos europeus, bem mais moderna. A atualização eletrônica permitiu a instalação de um indicador de troca de marchas. A VW também implantou um novo sistema de partida a frio, com injeção de gasolina mais próxima às válvulas de admissão e um solenoide de alta precisão para controlar a injeção desse combustível, que agora ocorre de modo sincronizado com o motor.
A Volkswagen também se empenhou em reduzir as perdas por atrito no motor 1.0 TEC. Para isso, diminuiu o peso das válvulas, mudou a constante elástica das molas, alterou diversos retentores (do comando, das próprias válvulas e do virabrequim) e aplicou uma camada de carbono nas saias dos pistões. Parte da melhoria em baixas rotações vem de um novo coletor de admissão. “Ele resultou em melhora no fluxo de ar e no enchimento dos cilindros em baixas rotações”, diz Loureiro.
Os bicos injetores foram revistos. Melhorou o spray e com ele a formação da mistura ar-combustível. O sistema de ignição também é novo. Agora há uma bobina para cada vela, o que eliminou as perdas elétricas que ocorrem quando se usam cabos.
Juntas, todas as mudanças tiveram como resultado um motor com funcionamento mais redondo, algo fácil de perceber em marcha lenta. Essas novas bobinas são feitas pela Eldore e vêm da Itália. A Sabó está entre os fornecedores nacionais do novo 1.0 TEC.
A Volkswagen não informa quando, mas deve estender a aplicação do motor TEC ao Fox 1.0.
O motor 1.6 da Volkswagen foi beneficiado apenas com parte das mudanças do 1.0. Também recebeu válvulas mais leves, retentores com menor índice de atrito para válvulas e virabrequim e mudanças na unidade de controle eletrônico.