Mas os números são fortes por causa de uma base de comparação ainda baixa. Segundo o gerente executivo de marketing da VWCO Luciano Cafure, embora o ritmo de negócios esteja voltando lentamente à sua normalidade, a tendência aponta para um crescimento contínuo também para os últimos meses do ano.
“Se continuar com o crescimento que tem sido visto de janeiro até agora, certamente deve passar das 100 mil unidades, podendo chegar até 105 mil”, disse o executivo na quarta-feira, 25, a um grupo de jornalistas nas dependências da fábrica de Resende (RJ) durante a apresentação para adiantar as novidades que a empresa vai lançar na Fenatran, em outubro.
O segmento de caminhões pesados e extrapesados, com PBT acima de 15 toneladas, representa 50% das vendas atuais no mercado de caminhões e continuará impulsionando o mercado até o fim do ano graças à demanda do agronegócio, que para o executivo, foi o único fator que conseguiu elevar o desempenho do setor de caminhões após o enfrentamento da crise, que ainda deixa sequelas: “O mercado está voltando à sua normalidade, ainda que lentamente; os negócios não estão desacelerando mês a mês. A economia dá sinais positivos, com uma Selic baixa e inflação sob controle”, completa.
Para o executivo, o País tem potencial para absorver de 150 mil a 200 mil caminhões por ano. “Se os investimentos vierem fortes, acredito que atingiremos esse volume [de 150 mil] em até dois anos”, projeta.