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de carro por aí

VW melhora Fox e faz Saveiro cabine dupla

A linha 2015 da Volkswagen expõe exercícios de criatividade: mescla os novos motores EA 211 de três e quatro cilindros, a incorporação de itens eletrônicos para conforto e segurança, e opção de câmbio com seis velocidades. Curiosamente faz miscela – deve ser fugaz – entre as novidades e motores e câmbios antigos, criando diversidade em versões entre mecânica, segurança, decoração, conforto. É o retrato para o mercado deste ano: novidades e maior conteúdo para reverter as projeções de 5% de queda média em todas as marcas.
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Redação AB

21 ago 2014

11 minutos de leitura

No caso do Fox, agora apresentado, mudança no grupo óptico. No frontal, mais inclinado, atrás, lanternas maiores. E friso cromado inferior na dianteira e traseira. As opções já conhecidas motores 1,0, 76 cv, e 1,6 litros, 104 cv, 2 válvulas por cilindro, câmbio de cinco marchas, se interpenetram com as versões melhor equipadas com os novos motores da família EA 211 com duplo comando, 16 válvulas e avanços técnicos, e o câmbio de seis velocidades.

O pacote de opções para conteúdo é rico, superior ao no momento oferecido em carros dos mesmos patamares de preço. Do controle de estabilidade, sensores de estacionamento, direção elétrica assistida, controles para partida em rampa, e tração. Na prática quatro versões de decoração, quatro motores, três transmissões – cinco e seis marchas e mais o automatizador. Ganho mecânico está no sistema de freios dianteiros com discos de 28 cm.


Saveiro

O veículo com maior dedicação na linha é o picape Saveiro. A VW quer reduzir a distância ao líder, o Fiat Strada. Daí aplicou-se a melhorá-lo, a partir das dimensões internas maiores, mais confortáveis, e de caçamba, dotando-o de opção com cabine dupla, criando banco traseiro para três pessoas. Tem agora três versões de cabine – simples, estendida e dupla -, e o novo motor EA 211 de quatro cilindros e 16 válvulas. Na versão de topo Highline, freio a disco nas quatro rodas, três apoios de cabeça no banco traseiro, freios ABS para uso off road, controles de estabilidade, tração, e partida em rampa.

Outra motorização é o antigo motor 1,6 litro. Na prática tem o melhor conteúdo tecnológico da categoria. A VW preparou-se, ampliando a capacidade de produção do Saveiro.


Enfim, a GM se atualiza

Anúncio pela CEO da marca Mary Barra diz, empresa investirá US$ 2,8 bilhões – R$ 6,5 bilhões para se reposicionar no mercado, focando no desenvolver produtos, tecnologias, nacionalização de componentes, treinamento de empregados.

Na prática significa mudar sua base no mercado, lastreada em veículos adaptados sobre a plataforma do Corsa, e com motores herdados ao Monza; faze-los atualizados, e partes de carros, como o Cruze, hoje com boa parte de seu conteúdo importado; instalar máquinas adequadas aos tempos atuais de briga por centavos na redução de custos, substituindo mão de obra; oxigenar a abrasiva relação com os sindicatos. Nesta parte é um porrete de ipê.

Os novos produtos, substituindo Classic, Celta, Agile, Montana, etccc, são do chamado Projeto Ambar. Da nova estrutura mecânica surgirão sedã 4 portas, hatch de duas, station wagon e possível utilitário esportivo – linhas gerais no conceito Y mostrado pela empresa há algum tempo. Picape pequeno, exclusividade nacional, decisão posterior. Estes Chevrolet não são competitivos.

Fonte do setor indica ser o projeto mais sólido da GM nos próximos anos, ante a necessidade de focar em mercados com capacidade ascendente, embora com problemas passageiros como os da América Latina – queda de vendas no Brasil, Argentina e necessidade de definição com a Venezuela, no caso apta a montar produtos enviados pelas GM daqui e da vizinha.

Para cumpri-lo, ampliará áreas de engenharia e design, pela exigida especialidade estrutural e de suspensão para sobrevivência dos produtos às agruras dos pisos e buracos nacionais. Outra fonte, mais otimista, diz, será projeto mundial criado no Brasil.

Não há informação sobre a GM mudar a motorização básica para 1.0 com três cilindros, tendência mundial, onde se inclui esta marca, e se elegeu no acordo operacional com a Peugeot há poucos meses. O projeto de produção de caixas de marchas automáticas, na nova fábrica em Santa Catarina, onde se fazem apenas as mecânicas, será retomado.


Enfim, a Suzuki aumenta o leque de produtos

Instigada pelos revendedores buscando mais opções a seus shows room, a Suzuki lançará próximo dia 29 o Swift Sport. Nome de pequeno hatch importado com a abertura dos portos ao início dos anos 1990, mas nada a ver.

Por descrição à morfologia, é um hatch pequeno. Alegra-o motor deslocando 1,6 litro, quatro cilindros, 16 válvulas, transversal, dianteiro. Terá, salvo engano, a potência mais elevada dentre os 1.600 cm3 à venda no país, ao expelir 136 cv.
Automóvel seguro, cinco estrelas em testes do Euro NCAP, estará no segundo degrau de preços da marca, acima de seu único produto nacional, o jipe Jimny, encontrável a R$ 55 mil. E abaixo do SX4, negociável acima de R$ 65 mil.

Presumivelmente esperto no acelerar por conta do peso faceando os 1.000 kg, tem quatro lugares – os posteriores sem maior conforto. Vendas ao início de setembro – previsão anterior seria pós Salão do Automóvel.

Enfim, a JAC engrena
Após terraplanar área em Camaçari (BA), município baiano próximo a Salvador, o empresário Sérgio Habib reteve os investimentos para a construção de fábrica apta a 100 mil automóveis anuais da chinesa marca JAC, sua representada com exclusividade, e transferiu o início da produção a data futura.

Queda de mercado, imposição de barreiras tarifárias extras, limitação de importações, má situação econômica do país, diminuíram o fluxo de caixa, garrotearam os lucros, motivaram fechamento de 20% das revendas dentre as 50 por ele operadas, definindo: em tal cenário o sonho de ser dono de montadora superava a razão. Sofreou o negócio, avocou a si a responsabilidade, interrompeu o cronograma, parou a obra.

Razão

Fonte baiana diz, coragem da mudança estaria em frase aposta num Chevrolet sedã, de 1932, de vizinho à sua casa de recreio no litoral da Bahia. Proprietário, volátil argentino, usufrui do patrimônio conquistado em meio século, e em férias rodoviárias cruza o mundo sobre o antigo e digno automóvel. Mesma frase o colocou na estrada: “O conquistador não pode ser escravo de suas conquistas”.


Agora

Habib mudou o convívio com a JAC chinesa, recompôs os negócios, separou indústria e comércio. Produção será operação independente. Chineses com 66% das cotas, Habib 34%. Outra empresa, do empreendedor nacional, comprará, distribuirá e venderá os automóveis e os modelos importados – aos concessionários, terá 100% das cotas com a holding SHC, guarda chuva e sol da variedade de negócios de Habib, relacionados a automóvel ou sua operação.

Com novo desenho societário obras serão retomadas no próximo mês, com inauguração prevista para 13 meses após o início –em outubro de 2015, produzindo a modelia 2016.


Roda a Roda
No clima
– Chrysler usou o maior evento automobilístico de rua, o Woodward Dream Cruise, e mostrou o novo Dodge Charger SRT Hellcat, muscle car poderoso, 717 cv e 88 kilos de torque. Caixa automática de 8 marchas.

Mercado
– É a volta da Chrysler ao incremento à performance com o sedã é o mais rápido do mundo. 0 a 100 km/h em 3,7s e máximos 328 km/h.

Situação
– Nestes tempos de Internet e Smartphone vistos por crescente faixa da população mais atrativos que automóveis e sexo, carros desmesuradamente potentes e de estonteantes reações, são grito da indústria ao remanescente público que ainda prefere mexer em botões de automóveis e de vestidos.

Caminho
– Volvo vende modelia 2015 da família 60: S, automóvel; V, camioneta; XC, utilitário esportivo. Motores transversais L4, desenho novo, 2,0 litro, 245 cv, caixa automática 8 velocidades; e L6, 304 cv e seis marchas. Maior novidade é o Sensus Connect, interface tecnológica via Bluetooth e celular.

Sim e não
– Coisas positivas como ligá-los à distância e regular a temperatura interna, via celular. Inutilidades, dispor via satélite de 50 mil estações de rádio e 12 milhões de faixas de música. R$ 157.950 a R$ 250.950.
Ecologia – BMW abriu pré-inscrição – tipo auditoria em previsão de mercado de 130 unidades neste ano – para aquisição do modelo i3 – seu carro elétrico. Autonomia de até 160 km, e versão com motor auxiliar de motocicleta, 650 cm3, 34 cv, para acionar gerador, carregar baterias, aumentar autonomia. Ver e pensar nos revendedores em São Paulo, Rio, Florianópolis, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Brasília.

Mercado 1
– Nissan faz versão de menor preço em sua picape Frontier, com transmissão automática de cinco velocidades. É a SV Attack 4×4, a R$ 114.790. Versão superior incrementa tecnologia, conectividade e conforto, e mantém o leque com tração em duas e quatro rodas.

Mercado 2
– Outro Nissan, o Livina, parece, não verá o próximo ciclo lunar. Um dos veículos mais inadequados ao país, nunca decolou, teve produção detida e agora, tudo indica, se vai sem saudade.

Mãozão
– Durante o Congresso da Fenabrave, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes , superintendente do BNDES informou, 71% das vendas de caminhões e ônibus no Brasil são feitos pelo banco de fomento.

Útil & fútil
– Mercedes-Benz em novo negócio: locação de seus automóveis. Por enquanto recebidos e entregues na sede, em São Bernardo do Campo (SP) ou local combinado. Diária começa em R$ 500 para o 180 Turbo Sport 2013/4 – modelo antigo. Tudo combinável em www.mbrent.com.br ou telefone (11) 5070-8570. Tirar uma onda, impressionar, ficar bem na foto? Ligue. Negócio com previsão de franchise a seus revendedores.

Não mexa! – Parece, foi esta a ordem do presidente da Honda ao diretor comercial quanto a mudanças na motocicleta CG 125 Fan e no scooter Biz 100, mais baratos da linha. Ordem acatada, apenas novas cores.

Chamada
– Proprietários de motocicletas com pneus frontais Continental chamados a substituí-los. Fabricante descobriu e alerta sobre o perigo de separação entre banda de rodagem e lonas, perdendo pressão e dirigibilidade. Mais, www.continentalinforma.com.br, tel. 0800-170061,
e-mail [email protected].

Charme
– Focando em clientela com elevado poder aquisitivo, donos de Mercedes, BMW e Audi, a Lexus, marca luxuosa da Toyota, patrocina o Nespresso Trophy, maior campeonato brasileiro de golfe amador. Tipo chique.

Vizinho
– MAN Latin America vendeu 46 ônibus sobre chassis VW 17.210 OD e 17.230 EOD à maior cooperativa de transportes urbanos no Equador.

Ali
– Volvo fornecerá 40 ônibus articulados para o sistema BRT em Goiânia.

Maior
– Federal-Mogul, de autopeças, assumiu a fábrica da Honeywell em Sorocaba, SP, produtora de pastilhas, lonas, sapatas e fluidos de freios Jurid e Bendix. Aumento de capacidade de distribuição a fabricantes, montadoras e lojas na América do Sul.

Recordista
– Recorde na Semana Santa – como nos EUA chamam o período dos incontáveis eventos em Carmel, California, culminando com o Pebble Beach Concours d’Elegance.

Impensável
– Um dos 37 Ferraris 250 GTO, leiloado pela casa Bonhams no exclusivíssimo Quail Lodge, atingiu impensáveis US$ 38,115 milhões. Recorde era do Mercedes Flecha de Prata ex-Juan Manuel Fangio, US$ 29,6 milhões. Outros Ferrari, 250 Berlinetta Mille Miglia – para competir na mítica prova -, marcou US$ 7,2 milhões, e conversível 250 GT Cabriolet foi mais barato – apenas US$ 6,8 milhões.

Retífica RN
– Coluna passada grafou errado o nome do presidente do Conselho da Daimler. É Dieter Zetsche.

Gente
– Eduardo Thiele, engenheiro mecânico automobilístico pela FEI, ampla experiência na indústria, novo gerente de vendas da International Caminhões. OOOO José Luiz Vendramini, engenheiro mecânico, vivência nacional e internacional em indústria automobilística, ex GM e Kia, parada dura. OOOO Novo diretor de vendas da Nissan, e missão de levar a companhia a 5% de vendas no mercado até 2016. OOOO Número supera soma de Peugeot e Citroën. OOOO Eduardo Chaves, engenheiro, promoção. OOOO Geria fabricação de motores no centro de produção da Peugeot Citröen em Porto Real (RJ), agora dirige a fábrica. OOOO


Foi-se Valentino, pioneiro da Fiat

Aos 79 anos o engenheiro Silvano Valentino passou. Nascido em Turim, engenheiro mecânico pelo Instituto Politécnico, aos 25 anos entrou na matriz da Fiat. Trabalhou na fábrica de Mirafiori, implantou e dirigiu a de Cassino. Ainda na Itália foi diretor de pessoal (RH). Em 1976 assumiu cargo exercido com discrição: era o vice presidente da recém inaugurada Fiat Automóveis no Brasil. Representava o acionista majoritário, mas o presidente era indicado pelo acionista menor, o Estado de Minas Gerais.

Valentino ascendeu à presidência com a saída do sócio estatal, e oportunidade e desafio de iniciar plano aparentemente impossível: deixar de ser a quarta colocada em vendas e preparar-se para ser a primeira.

Paralelamente a grande aperfeiçoamento e rigor técnico em processos e produtos, e ao início da mineirização, a atração dos fornecedores para Minas, a cargo do então diretor de compras Cledorvino Belini, demarrou expandir a área construída. Como se dizia então, fez outra Fiat dentro da Fiat. Missão cumprida elevaram-no ao topo da estrutura, presidência da holding, a Fiat Brasil.

De 1995 a 1998 presidiu a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, em gestão de concentração do interesse dos sócios, educada e de pouco aparecer.
Interlocutor sóbrio, coerente, confiável, foi-se com lamentável acerto de previsões: que se o Brasil não unisse esforços governamentais, implantasse infra estrutura, reduzisse impostos, mobilizasse a indústria com este foco, nunca teria auto peças e produtos capazes de competir em preços. Como ocorre hoje, passados quase 20 anos.