
A Volkswagen congelou qualquer novo plano de investimentos no Brasil até que o cenário de incerteza melhore. Ainda assim, a empresa confirma o lançamento do SUV compacto Nivus para junho próximo e a chegada do Tarek, modelo médio que concorrerá com o Jeep Compass, para o fim de 2020.
Os projetos concluem o pacote de R$ 7 bilhões que a companhia aplica no Brasil desde 2018, como contou Pablo Di Si, presidente da companhia na América Latina, em entrevista Live #ABX20 (veja aqui) e confirmou durante coletiva de imprensa on-line na quinta-feira, 23.
“Antes da pandemia estávamos próximos de anunciar um novo ciclo. Infelizmente congelamos tudo em abril. Precisamos ter senso de urgência, não dá para planejar o carro que vamos lançar em 2022 se a questão agora é a sobrevivência”, diz.
VW PLAY ESTREIA NOVO MODELO DE NEGÓCIO
A chegada do Nivus estreia também um novo modelo de negócio para a Volkswagen, a monetização de serviços digitais a partir de uma nova central multimídia, a VW Play. Di Si evitou dar mais detalhes sobre a novidade, que será anunciada oficialmente na próxima semana. O executivo confirmou apenas que será o lançamento de um novo formato de monetização para a marca.
“A experiência digital será completamente definida pelo usuário, como acontece com os smartphones. Para este lançamento, firmamos parcerias com uma série de empresas para oferecer serviços”, diz.
Segundo ele, o software da nova central foi completamente desenvolvido no Brasil, mas há uma série de componentes importados no projeto – algo que ele gostaria de mudar. “Adoraria, por exemplo, comprar as telas sensíveis ao toque aqui no Brasil”, declarou ao ser questionado sobre o interesse da fabricante em elevar a nacionalização de componentes para proteger a operação local das oscilações do dólar.
Di Si diz que o plano é justamente este. “Elevar o conteúdo local é algo que estamos desenvolvendo desde antes da crise”, diz. E complementa: “Como temos a plataforma MQB, há uma série de componentes que já teriam um bom volume se fossem fabricados localmente porque são usados em grande parte dos nossos carros”.