O grupo deverá enfrentar inúmeros processos em diversos países pela fraude, além de arcar com custos ainda não calculados para corrigir o problema dos veículos já vendidos. Na semana passada a Volkswagen apresentou às autoridades alemãs um plano para consertar os carros diesel com o sistema que engana as medições de emissões de poluentes durante testes de laboratório. Os reguladores continuam a estudar as propostas apresentadas, que vão desde a atualização do software que frauda os testes até a adição de novos componentes aos motores.
Também segue a busca aos culpados pela fraude. O comitê do conselho de supervisão incumbido de indicar uma investigação externa esteve reunido na sede da companhia, em Wolfsburg, na terça-feira, 13, mas ainda não divulgou quais medidas serão tomadas. Para membros do conselho, contudo, a empresa foi lenta demais em identificar o problema e agir contra ele.
Stephan Weil, primeiro ministro do Estado da Baixa Saxônia, acionista da Volkswagen e ele mesmo membro do conselho do grupo, fez duras críticas ao modo como a companhia tratou do assunto. “A admissão (da fraude) deveria ter vindo à tona muito antes, foi mais um grave erro”, disse ele em uma seção do parlamento estadual na terça-feira, 13. “Quem decidiu esse caminho de ação também é algo que está sendo investigado”, completou.