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VW planeja cortar € 3 bi em compras de fornecedores, diz jornal

O Grupo Volkswagen quer cortar € 3 bilhões em preços dos fornecedores, segundo reportagem do jornal alemão Handelsblatt. A medida faria parte de um plano mais amplo de redução de custos da companhia, incluindo compras, patrocínios e ações de marketing, para ajudar a mitigar prejuízos estimados em € 40 bilhões, relativos aos gastos com indenizações, multas e possíveis correções que podem ocorrer devido ao escândalo de fraude no controle de emissões de poluentes de seus carros diesel, revelado no mês passado e que envolve 11 milhões de veículos de diversas marcas do grupo. Também está em curso um “programa de eficiência” com cortes em investimentos e desenvolvimento de produtos, como o anunciado na terça-feira, 13, pela divisão Volkswagen (leia aqui).
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Redação AB

13 out 2015

2 minutos de leitura

O grupo deverá enfrentar inúmeros processos em diversos países pela fraude, além de arcar com custos ainda não calculados para corrigir o problema dos veículos já vendidos. Na semana passada a Volkswagen apresentou às autoridades alemãs um plano para consertar os carros diesel com o sistema que engana as medições de emissões de poluentes durante testes de laboratório. Os reguladores continuam a estudar as propostas apresentadas, que vão desde a atualização do software que frauda os testes até a adição de novos componentes aos motores.

Também segue a busca aos culpados pela fraude. O comitê do conselho de supervisão incumbido de indicar uma investigação externa esteve reunido na sede da companhia, em Wolfsburg, na terça-feira, 13, mas ainda não divulgou quais medidas serão tomadas. Para membros do conselho, contudo, a empresa foi lenta demais em identificar o problema e agir contra ele.

Stephan Weil, primeiro ministro do Estado da Baixa Saxônia, acionista da Volkswagen e ele mesmo membro do conselho do grupo, fez duras críticas ao modo como a companhia tratou do assunto. “A admissão (da fraude) deveria ter vindo à tona muito antes, foi mais um grave erro”, disse ele em uma seção do parlamento estadual na terça-feira, 13. “Quem decidiu esse caminho de ação também é algo que está sendo investigado”, completou.