O mercado de SUVs médios terá a concorrência acirrada com a estreia do VW Taos que chega às concessionárias no fim do mês. Até agora o Jeep Compass não tomou conhecimento dos modelos disponíveis no mercado por seu preço competitivo, duas possibilidades de motores (flex e diesel) e trações 4×2 e 4×4. O Corolla Cross, por exemplo, visa ao público mais urbano e a versão híbrida destaca-se pelo baixo consumo de combustível. O Ford Territory, importado da China, tem preço menos atraente.
O Taos vem da Argentina sem imposto de importação e sobressai pelo estilo moderno. A frente inova com um filete de LED aplicado na grade, além dos faróis de LED e tecnologia IQ. Light de última geração. Perfil e traseira são bem elegantes. Compass precisaria ter mudado mais, externamente, na linha 2022. Neste aspecto ficou para trás.
Distância entre eixos (2,68 m) e porta-malas (498 litros) também superam o modelo da Jeep. O espaço interno, em especial no banco traseiro, é maior no Taos. Este oferece de série rodas de 18 polegadas, quadro de instrumentos digital (10,25 polegadas) e multimídia (10,1 polegadas). Porém, ao contrário do rival, não tem internet dedicada a bordo.
Motor de 1,33 litro, turbo flex, 185 cv (E)/180 cv (G) do Compass entrega 35 cv a mais que o de 1,4 litro do Taos. Este também perde em torque (25,5 kgfm contra 27,5 kgfm). Entretanto, o SUV da Jeep tem diferença de peso em ordem de marcha de até 80 kg, no caso da de tração 4×4. VW informa aceleração de 0 a 100 km em 9,3 s e o rival entre 9,4 s e 8,8 s, dependendo da versão. Quanto ao tanque de combustível, de 51 litros no Taos contra 60 litros do Compass. Há pequena diferença nos consumos urbano e rodoviário entre os dois concorrentes, mas o alcance sempre é maior no Jeep.
O Taos avançou no pacote de assistência ao motorista: frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestre e controle adaptativo de cruzeiro acrescido à função para-e-anda automática em até três segundos de imobilização.
Quanto ao preço o Compass oferece um leque de oferta maior, pois o motor a diesel encarece. Mas há semelhanças entre os dois modelos. Taos Highline com teto solar por R$ 187.310 e Compass S R$ 187.990. Na Comfortline, o Taos parte de R$ 154.990. As três primeiras revisões são gratuitas.
O novo SUV da VW vai incomodar o líder do segmento, porém não dá para cravar se conseguirá superá-lo em médio prazo.
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PULSE É O NOME DO PRIMEIRO SUV DA FIAT |
Conforme havia previsto aqui, Fiat confirmou que seu primeiro SUV compacto se chamará Pulse. As linhas externas tinham sido reveladas anteriormente. Semana passada apresentou desenhos e pormenores técnicos da plataforma modular MLA que exigiu dois anos de trabalho no seu centro de desenvolvimento em Betim (MG), além de mais de 2 milhões de quilômetros rodados em estradas e simuladores de chassi.
Essa arquitetura permite variar distância entre eixos, bitolas dianteira e traseira, balanços dianteiro e traseiro e também o comprimento. Portanto, vai gerar também um segundo SUV, de porte médio, da marca italiana, além dos sucessores de Argo e Cronos (se houver). Terá capacidade 25% maior de absorção de energia em colisões, promoverá maior conforto acústico e regulagem da coluna de direção em distância e não apenas em altura como hoje.
Especial atenção foi dada ao controle de inclinação de carroceria que ocorre quando se aumenta a altura de rodagem que faz parte do “kit aventureiro” tão em moda. O Pulse vai estrear o motor 1-litro, turbo flex, 3-cilindros da família GSE, além de câmbio automático CVT.
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TIGGO 3X TEM RENOVAÇÃO MECÂNICA E ESTÉTICA |
As dimensões externas e internas não mudaram em relação ao Tiggo 2. Mas a nova frente do Tiggo 3X, grade bem estilizada na versão de topo Pro, faróis de LED e DRL, melhor acabamento interno e central multimídia moderna dão fôlego extra ao modelo da Caoa Chery. Fabricado em Jacareí (SP), o carro é o que europeus chamam de pseudo-SUV por se tratar de um hatch de suspensão elevada, rack de teto, molduras nas caixas de rodas e outros apliques típicos na carroceria.
O novo motor, um 3-cilindros, de 1 litro, turbo flex, sem injeção direta e desenvolvido no Brasil a partir do motor chinês, entrega apenas 102 cv (E)/98 cv (G). Mas o torque de 17,1 kgf.m (E)/16,8 kgf.m (G) supera o do atual 1,5-L, 4-cilindros aspirado, que continua no Tiggo 2. O câmbio de série é automático CVT de nove marchas com seleção manual pela alavanca apenas. A Caoa Chery indica aceleração de 0 a 100 km/h em 14,2 s, melhor que os 15 s do motor de maior cilindrada e câmbio automático de quatro marchas.
Na avaliação, por estradas sinuosas, destaque para o comportamento em curvas, direção precisa e respostas ao acelerador razoáveis. Freios muito bons, a disco nas quatro rodas.
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