
Envolvido em um dos maiores escândalos da indústria automotiva mundial, ao ser descoberto fraudando as emissões de poluentes de 11 milhões de carros diesel já vendidos em todo o mundo, na avaliação de analistas o Grupo Volkswagen acabou contaminando negativamente a imagem de outros fabricantes alemães de renome. Por isso, como deixou claro em seu comunicado, o Grupo Daimler deixou ir para a concorrente sua chefe jurídica, cujo contrato só terminaria em fevereiro de 2017.
Christine Hohmann-Dennhardt tem 65 anos e reputação de ser intransigente em suas funções, que envolvem a fiscalização da empresa e seus empregados sobre o atendimento de normas, leis e comportamento ético. Após trabalhar por 11 anos como juíza na corte constitucional da Alemanha, em fevereiro de 2011 ela tornou-se a primeira mulher na história centenária da Daimler a ocupar um cargo na alta direção da companhia, que na época aumentou de seis para sete o número de assentos do board para abrigar Christine como responsável por normas, assuntos legais e questões éticas. Quase o mesmo está fazendo a VW agora, ao criar um assento em seu comitê executivo para tratar dos mesmos temas.
O novo presidente do conselho de supervisão do Grupo VW, Hans Dieter Pötsch, pediu pessoalmente a liberação de Christine à sua contraparte na Daimler, Manfred Bischoff. “Estamos felizes que a Dra. Hohmann-Dennhardt concordou em assumir essa tarefa de responsabilidade, que podemos construir baseados em sua competência e experiência”, afirmou em comunicado Pötsch. “Ao mesmo tempo agradecemos a Daimler por concordar em rescindir mais cedo o contrato da Dra. Hohmann-Dennhardt”, acrescentou.