
Sem falsa modéstia, o executivo destaca que o poder do aplicativo vai além de evitar que as pessoas fiquem muito tempo paradas no trânsito. Ele diz que a ferramenta efetivamente reduz os engarrafamentos nos centros urbanos e é precursor de uma importante transformação: “Há uma mudança grande no comportamento dos moradores e motoristas das grandes cidades principalmente por causa dos smartphones e da possibilidade de se estar conectado o tempo todo”, avalia.
REVOLUÇÃO NA MOBILIDADE
Segundo Loureiro, este é o começo de uma revolução na forma como as pessoas se deslocam. Ele dá o exemplo de aplicativos que permitem coordenar a oferta e a demanda de transporte público, como o Moovit, que traça rotas e informa horários de ônibus, por exemplo, e o Uber, voltado ao transporte público individual. “Em muitos casos, já é mais fácil e barato coordenar uma alternativa de transporte do que dirigir por conta própria”, avalia. Ele aponta que as pessoas começam a ver o compartilhamento de carros com bons olhos, oferecendo até seu próprio veículo em plataformas de aluguel.
O executivo defende que o avanço da tecnologia vai intensificar ainda mais esse movimento e aumentar a eficiência de sistemas do gênero. “Hoje o carro privado fica em média 95% do tempo estacionado”, lembra, apontando que o uso colaborativo e a tecnologia devem melhorar drasticamente este índice, com impacto em vários segmentos da economia e da logística. “Este conjunto de tendências deve pautar uma mudança estrutural nas cidades”, diz.
Apesar de ser um recurso recente, o próprio Waze – que foi criado em 2008 em Israel, um dos maiores polos globais de inovação – passou por grandes transformações para acompanhar o mercado nos últimos anos. “Evoluímos de um aplicativo de trânsito para agente de mudança do tráfego e de inovação em mobilidade. Aproveitando insights anônimos dos usuários ativos, dos editores de mapa e dos vários parceiros de dados, o Waze compartilha base de conhecimentos de trânsito sem precedentes para melhorar a mobilidade urbana ao redor do mundo”, defende.
ESTRATÉGIA LOCAL
Loureiro diz que, por sua importância, o Brasil é um dos poucos mercados em que a empresa desenvolve recursos exclusivos. A ideia é atender a peculiaridades com ferramentas como o alerta de rodízio para veículos que circulam na cidade de São Paulo. O executivo afirma que, para responder a estas demandas, a empresa deve fortalecer sua equipe na região. Um dos desafios, diz, é tornar mais conhecido o potencial da ferramenta de impactar nas rotas do usuário e no trânsito.
“Não imaginávamos que o Brasil iria se empolgar tão rapidamente e permaneceria como um dos países que mais usam o serviço no mundo. A receptividade do usuário brasileiro e a abertura dele para conhecer o novo é um dos motores do nosso sucesso, mas o seu hábito de compartilhar e tornar tudo uma atividade social é o que faz com que ele seja diferente dos outros”, avalia, garantindo que o objetivo é seguir investindo localmente.
