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Wirex está de olho no polo fluminense

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14 out 2011

3 minutos de leitura

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Paulo Ricardo Braga, AB

A expansão do polo automotivo fluminense, que ganhará a presença da Nissan e significativo reforço nas operações da MAN e PSA, já desperta interesse de empresas de autopeças. É o caso da Wirex, de capital nacional, com uma história de 20 anos e especialista na produção de conjuntos de condutores elétricos para diversos segmentos industriais.

Os fornecimentos para sistemistas e montadoras representam 20% do faturamento da companhia. Rui Sérgio Barbosa Machado, gerente da Unidade de Negócios Cabos Automotivos (foto), está otimista com as oportunidades abertas por investimentos bilionários no setor e não esconde que há projeto para uma planta na região de Resende, onde fica a MAN, que absorve um quarto de sua produção para a indústria automobilística.

Caminhões, chassis de ônibus, máquinas agrícolas e para construção representam 60% dos negócios automotivos da Wirex, que aposta em crescimento também na área de leves, em que iniciou a trajetória nos tempos da Autolatina, fornecendo para a Volkswagen. Hoje apenas as suecas não comparecem no portfólio de clientes em veículos comerciais.

Com sede em Santa Branca (SP), onde terá a Chery como vizinha no município de Jacareí, a Wirex firmou-se como um dos principais players no suprimento de cabos para baterias com terminais e cordoalhas de aterramento. Os insumos são cobre e alumínio, na parte condutora, e PVC, silicone e elastômeros no isolamento. O alumínio, mais barato e leve, exige área maior para competir com o cobre em transmissão elétrica. Se o produto de cobre tem 50 mm2 de diâmetro, o de alumínio deve ter 85 mm2 para ser equivalente. O alumínio custa metade do cobre e pode ganhar aplicações em veículos comerciais pesados.

A Wirex fornece cabos com diâmetro acima de 10 mm2, com isolações especiais. Entre seus clientes estão Delphi e Yazaki, com as quais compete no suprimento de conjuntos de cabos. O segmento de chicotes não é atendido por questão estratégica: a empresa pretende se concentrar em produtos de maior valor agregado, menos intensivos em mão de obra.

Machado entende que está ocorrendo uma antecipação nas compras de veículos comerciais pesados e acredita que 2012 pode registrar um recuo nas vendas. Fornecedor da Iveco e CNH, ele admite que mantém negociações com a Fiat e quer ir também para Goiana, em Pernambuco.