
A Yamaha apresentou novidades para diversos segmentos no Festival Interlagos Edição Motos 2026. Porém, outra novidade também chamou atenção: o serviço de moto por assinatura Blustar.
O serviço já está disponível em planos mensais ou anuais. Os preços começam em R$ 49 por dia.
Yamaha não descarta ampliar serviço moto por assinatura
Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha, revelou que a empresa estudava a entrada no segmento de moto por assinatura há algum tempo.
A intenção, inclusive, é expandir o projeto caso haja demanda de mercado.
“É uma ideia antiga que foi amadurecendo ao longo de 2025 para lançá-la este ano. Vamos sentir o mercado neste momento inicial e ver qual será a resposta, até porque certamente vão surgir demandas e ideias que não previmos. É algo normal porque é impossível prever tudo”.
Inicialmente, a Factor será a primeira moto da Yamaha disponível para assinatura no Blustar. A escolha não se deu por acaso.
“Hoje, as motos até 250 cilindradas correspondem a cerca de 80% do mercado e a Factor está nesse grupo. Nossas motos mais vendidas são Fazer 250, Crosser e Lander, além da própria Factor”, disse Rafael.
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Motos de alta cilindrada também estão no radar

Apesar disso, a Yamaha não esqueceu os demais segmentos, e a quantidade de novidades no Festival Interlagos prova isso. Modelos como as novas R7 e Tracer 7, por exemplo, foram muito procuradas por quem visitou o evento.
“Temos alguns modelos bem icônicos nas cilindradas mais altas, como a família MT, que são motos muito consolidadas e muito bem aceitas pelo público. No ano passado trouxemos outra moto icônica, a Teneré 700, e ela está indo muito bem”, contou o executivo.
“Nossa ideia era aumentar a participação nos segmentos de alta cilindrada, e tanto a Tracer 7 quanto a R7 são apostas muito fortes”, completou.

Rafael também comentou sobre a importação da R1, esportiva que será trazida apenas sob encomenda por R$ 278 mil e para uso em pistas fechadas. Segundo ele, a demanda era alta pelo modelo no Brasil.
“A R1 é uma dessas motos icônicas da Yamaha e talvez comparável com a Teneré em termos de imagem. Há algumas questões de homologação que, por enquanto, impossibilitam a oferta para o mercado geral, então, por enquanto, vamos trazê-la apenas sob encomenda”.
Yamaha está otimista para 2026

O executivo afirmou que a Yamaha espera ter bons resultados em 2026. Rafael cita, inclusive, a projeção otimista da Abraciclo.
“Temos um crescimento contínuo do mercado ano após ano. Segundo as projeções da Abraciclo, a expectativa é de crescer 4,6% em relação a 2025 e devemos passar do volume de dois milhões de motocicletas produzidas. Esse patamar é histórico porque desde 2011 isso não acontece”.
“O cenário é bastante positivo e a Yamaha está olhando para o mercado de forma bastante otimista. Estamos apresentando resultados positivos nos últimos oito anos e também apostando em um novo modelo de negócios, que é o Bluestar. Vamos investir bastante nele, mas sem deixar de lado nosso modelo de negócio tradicional”, complementou.
Marca fechou 2025 em segundo lugar
Em 2025, a Yamaha foi vice-líder de emplacamentos. Foram vendidas 311.011 unidades, que renderam à empresa uma participação de mercado de 14,2%. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
A líder absoluta ainda é a Honda, que emplacou 1.468.229 motocicletas. Esse volume correspondeu a 66,8% do mercado total de duas rodas.
