
“Um pouco desses dois fatores, mas o fato é que para ter volume maior será preciso ter uma (Fazer) 150 de entrada”, diz. Ele não revela detalhes sobre essa versão mais barata, mas ressalta: “Lembre-se de que prometemos um lançamento a cada seis meses”, afirma.
Não será difícil baratear a Fazer 150 e isso pode ocorrer ainda este ano. Basta a Yamaha trocar suas rodas de liga leve por outras de aço e substituir o freio a disco dianteiro por um a tambor se for o caso. Essas mudanças já seriam suficientes para reduzir o preço de entrada de R$ 7.670 para cerca de R$ 7 mil e com isso aproximar seu valor da Honda CG 150 Start, com tabela de R$ 6.665.
Automotive Business entrevistou o executivo da Yamaha durante o lançamento da MT-07, segunda moto de alta cilindrada lançada em cinco meses (veja aqui). Hegenberg falou sobre o momento das motos de alta cilindrada, que tiveram alta de 11% enquanto o mercado como um todo recuou 5,7%.
“Ter lançamentos de alta cilindrada é uma estratégia global. Seus compradores são muito exigentes e sempre buscam novidades”, diz Hegenberg. No Brasil, com a ampliação da gama Honda, a maior penetração da BMW e com novas operações locais de outras fabricantes (a austríaca KTM é a mais recente), ter opções acima de 450 cc virou obrigação. A Yamaha MT-07 chega até abril com preço inicial de R$ 26.990 e entrará em conflito com outra Yamaha, a XJ6, com cilindrada mais baixa e preço inicial mais alto, R$ 28.890. A veterana terá a linha simplificada e novos preços, mas Hegenberg não descarta a saída de linha da XJ6 se a redução do volume de vendas não justificar sua permanência.