
A vantagem é a maior segurança. Com uma roda a mais a aderência nas curvas e a frenagem são melhores. Em contrapartida, a frente mais larga rouba parte da agilidade em tráfego pesado. E a estabilidade direcional também é menor que a de modelos com apenas duas rodas.
Uma fonte informa que o Tricity já teria sido homologado por aqui, mas a Yamaha não confirma a venda no Brasil. “Não dá para descartar a vinda de nenhum modelo, mas no momento não há nada concreto”, afirma o chefe de marketing da empresa, Eduardo Ugaji. A venda local provavelmente implicaria sua montagem em Manaus a partir de kits vindos da Tailândia.
SEGMENTO EM ALTA
A demonstração do Tricity pela Yamaha não ocorre à toa. O segmento dos scooters tem trazido algum alento aos fabricantes instalados no Brasil, cansados de sucessivas quedas de vendas desde 2011. Naquele ano, o melhor da história do setor (com 2 milhões de motos vendidas no atacado), os scooters representavam 1,8% do mercado total de duas rodas.
Em 2016 essa fatia cresceu para 4,3%. Dentro da Yamaha esse porcentual saltou de 2,9% para 10,8% no mesmo período por causa da chegada no ano passado de dois novos modelos, o NMax 160 e o Neo 125, e olhe que nenhum deles teve o ano pleno de vendas. O primeiro começou a ser entregue às concessionárias em abril e o outro, em setembro.
Rodas dianteiras se inclinam paralelamente à medida que o Tricity entra nas curvas. Espaço sob o banco leva apenas capacetes abertos (sem queixeira). Painel digital inclui relógio, marcador de combustível, computador de bordo e indicador de temperatura externa.
COMO ANDA O TRICITY 125
Chama a atenção já na primeira voltinha a boa estabilidade do Tricity. A dianteira transmite bem mais segurança em curvas que um scooter convencional, tamanha a aderência gerada pelos dois pneus. As freadas também são mais firmes, já que há três pneus em contato com o solo e dois deles estão na dianteira, onde ocorre maior transferência de peso durante as frenagens.
Cada uma das três rodas tem o próprio conjunto de pinça e disco. O Tricity tem motor refrigerado a líquido de 11 cavalos. A transmissão é automática do tipo CVT, como ocorre com a maioria dos scooters. A velocidade máxima está em torno de 90 km/h. Por ser um produto mais elaborado e complexo, o Tricity pesa cerca de 150 quilos, ou algo como 50 kg a mais que um scooter convencional de 125 cc. Isso compromete sua agilidade, especialmente em retomadas de velocidade. Considerando que um produto como estes não chegaria ao mercado hoje por menos de R$ 15 mil, o ideal seria trazer logo de uma vez a versão de 15,1 cv já à venda no exterior desde 2016.
O Tricity tem painel digital com relógio e marcador de combustível à esquerda, mais temperatura externa e computador de bordo à direita. O espaço embaixo do banco leva apenas capacetes abertos, sem queixeira. O tanque de combustível comporta 6,6 litros.