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Mário Curcio, AB
A Yamaha quer elevar sua participação no mercado brasileiro dos atuais 11,89% para 20% até 2016. Durante o Salão Duas Rodas, que terminou neste domingo e reuniu mais de 250 mil visitantes, Automotive Business entrevistou o coordenador de relações institucionais da companhia, Afonso Cagnino (foto), que falou sobre o desejo de crescimento da marca no Brasil.
Para isso, a empresa vai investir R$ 100 milhões no País a partir de 2012. “O dinheiro será usado no desenvolvimento de produtos e em automação”, afirma Cagnino. Das cinco maiores fábricas de motos no Brasil, a Yamaha é a única que não oferece um produto de 150 cc: “Embora já exista um produto lá fora (a FZ 16), é preciso desenvolver algo específico para o nosso mercado.”
A fábrica de Manaus tem capacidade atual de 400 mil motos ao ano. Para conquistar essa fatia maior do setor, as mudanças implicam aumento desse número. Durante a entrevista, cobramos também de Cagnino uma Yamaha flexível, já que a Honda apresentou sua primeira bicombustível há quase três anos: “Queremos uma moto que trabalhe com 100% de álcool no tanque”, diz.
Cabe aqui um esclarecimento: as motos flex da Honda não têm sistema de partida a frio e por isso requerem adição de pelo menos 20% de gasolina ao etanol no tanque para facilitar as partidas em dias com temperatura inferior a 15 graus Célsius.
A Yamaha também estuda a montagem de novos scooters no Brasil. Ela já produz aqui o Neo AT 115 e trouxe ao salão dois modelos maiores, o Xmax 250 e o Tmax 500, para medir a aceitação do mercado. A marca trouxe ainda produtos elétricos como forma de sondar o consumidor. O destaque vai para uma bicicleta com sistema de “auxílio elétricos às pedaladas”, uma tecnologia semelhante à recém-apresentada pela Bosch (eBike) no Congresso SAE.