
A geração anterior do Neo teve 82,2 mil unidades vendidas entre 2004 e 2013. No ano de estreia, a Abraciclo (entidade que reúne os fabricantes do setor) tinha apenas quatro fabricantes de motos associadas (hoje são nove). O melhor ano do Neo foi 2008, com 18,6 mil unidades. Em 2010 suas vendas foram bastante afetadas com o relançamento da Yamaha Crypton, mais simples e barata.
Em 2013 a Yamaha repassou à rede as últimas 352 unidades da geração antiga. Com sua volta a Yamaha tem agora dois scooters em linha. O outro é o NMax 160, lançado em março (veja aqui). Seu preço sugerido atual é de R$ 11.690.
Com os dois produtos a Yamaha aproveita a boa maré dos scooters. Os motoristas de carro que querem driblar o trânsito das grandes capitais se encorajam mais a comprar um destes do que uma moto de baixa cilindrada. Isso ocorre por aspectos objetivos como a facilidade de pilotagem e também subjetivos: o próprio motorista e também os familiares aceitam melhor a ideia de ter um scooter do que uma moto com preço semelhante na garagem.
A transmissão do Neo permanece automática do tipo CVT. O piloto só precisa acelerar ou frear, não tem segredo. Mas o novo modelo tem agora freios combinados por uma exigência legal. Quando se aperta o manete esquerdo, ele atua no tambor traseiro e no disco dianteiro simultaneamente. A Yamaha chama a tecnologia de UBS, Unified Brake System.
O Neo tem faróis por LEDs, tanque para 4,2 litros de gasolina e pesa 92 quilos. A altura do assento é de 77,5 centímetros. O espaço sob o banco é pequeno. Cabem ali 14 litros ou um capacete aberto (sem queixeira). No modelo antigo o porta-objetos comportava um capacete fechado.