
Segundo o próprio Yoshio, a empresa está em fase final de definição de seu sucessor. “Eu não participo da escolha, mas pude sugerir nomes. A matriz também tem seus candidatos, mas acredito que o próximo presidente também será um brasileiro”, disse.
A saída de Kawakami conclui um processo de renovação da diretoria da divisão, iniciada há cinco anos. Em quase 13 anos de trabalho, o executivo liderou a mudança da política da empresa em consolidar a marca no mercado de máquinas de construção, principalmente no Brasil, que era conhecida apenas nos segmentos de caminhões, ônibus e automóveis.
“A rede estava estagnada: foi preciso evoluir: quando a rede não evolui, o distribuidor não acredita na marca”, enfatiza, acrescentando que a forma de mudar foi investindo em portfólio, aumentando a oferta de produtos. Atualmente, a Volvo oferece doze linhas diferentes de produtos, o triplo de linhas existentes em 1999. Neste período, o aumento do número de modelos passou de 26 para 107, em diversos segmentos.
Com suas intervenções, Kawakami destaca que logo no primeiro ano após assumir a presidência, os resultados começaram a aparecer. Em 2001, após o início do processo de reestruturação, a Volvo CE saiu do vermelho e em 2004, registrou dois feitos importantes: pela primeira vez, a marca alcançou 1 mil unidades vendidas em um ano e seu faturamento superou a cifra de US$ 100 milhões, também pela primeira vez na região.
Em 12 anos, a empresa acumula vendas de 24 mil unidades e faturamento de US$ 3,5 bilhões na América Latina, sendo que em 2011 houve recorde de vendas e faturamento, de 4,4 mil unidades e US$ 700 milhões. Incluindo as estimativas para 2012, as vendas acumuladas desde 1999 devem somar 28 mil unidades e o faturamento pode chegar a US$ 4,2 bilhões.
Os investimentos em produção também foram parte da estratégia para sustentar o crescimento da Volvo CE na América Latina. A fábrica, localizada em Pederneiras, no interior paulista, é responsável por 70% do abastecimento na região e recebeu diversas intervenções financeiras, tanto para aumento de capacidade quanto em novas linhas de produtos. Um dos mais significativos foi o de US$ 10 milhões, anunciado em 2010, para a nacionalização de escavadeiras.
Atualmente, a Volvo CE conta com 33 casas no Brasil e distribuidores nos principais mercados da América Latina, desde o México até o Chile.