
“Por fora é difícil notar a tecnologia agregada à nossa Polia OAD, os segredos estão por dentro, no interior da peça”, explica Gilberto Heinzelmann, presidente da ZEN. O componente difere de uma polia de aço maciço porque, após atingir alta rotação, deixa de tracionar o alternador que já produz energia suficiente, passando a operar em roda-livre, sem resistência, o que faz o motor trabalhar mais livre, com economia de combustível. Ao mesmo tempo, a Polia OAD reduz a vibração do motor.
“Até hoje só uma a Litens (do grupo canadense Magna) produzia este tipo de polia no mundo. Nós desenvolvemos uma evolução do componente”, conta Heinzelmann. “Já temos o parecer favorável do escritório de advocacia que contratamos nos Estados Unidos para requerer a patente do componente”, completa.
Segundo o executivo, o componente será vendido primeiro no exterior, a começar pelo mercado de reposição dos Estados Unidos. “É o maior mercado do mundo”, justifica. “Mas como é um componente que se encaixa na estratégia de redução de atrito para economia de combustível, poderemos atender muitos fabricantes de veículos no futuro”, acredita.