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Zetsche: voltar a fazer carros no Brasil está distante

Em rápida visita ao Brasil, o presidente mundial da Daimler, Dieter Zetsche, voltou a repetir que gostaria de ver a empresa voltar a produzir carros Mercedes-Benz no Brasil (como aconteceu de 1999 a 2009 na fábrica de Juiz de Fora, com o Classe A, C e CLS). Contudo, ele deixou claro que isso é apenas um desejo e que não há, até o momento, nenhum estudo formal em andamento para analisar a viabilidade do negócio. “Não há nada concreto, ainda não é o momento”, disse Zetsche na noite de quarta-feira, 3, logo após a apresentação à imprensa brasileira do novo Classe B, o primeiro de três veículos construídos sobre a nova plataforma global de modelos compactos da Mercedes-Benz, que começa a ser vendido no País agora – e que bem poderia ser a base para um veículo a ser feito aqui.
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pedro

05 out 2012

2 minutos de leitura

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Sobre de que forma a parceria da Daimler com a Aliança Renault Nissan poderia chegar ao Brasil, Zetsche avalia que essa é uma possibilidade promissora, pois “dilui investimentos e riscos”. As duas empresas têm acordo de desenvolvimento e produção de motores, transmissões e veículos inteiros, que eventualmente poderá ser replicada em unidades instaladas aqui também. “Com a Nissan nossas chances de ter outra fábrica aumentam, mas é só uma possibilidade, ainda não há nada definido”, lembrou.

O Classe B que Zetsche veio apresentar aos brasileiros, segundo ele, “tem todos os atributos que os brasileiros apreciam, é o carro certo para um mercado moderno”. O carro será vendido no mercado brasileiro em duas versões: B200 Turbo (por R$ 115,9 mil) e B200 Turbo Sport (R$ 129,9 mil). O executivo destacou, entre as qualidades do novo Classe B, o design mais jovem do que o antecessor, amplo espaço interno e motorização potente e econômica: o motor 1.6 turbo tem 156 cavalos e trabalha com transmissão automatizada de dupla embreagem. “É só o primeiro de uma família de compactos (os outros dois são o novo Classe A e o sedã CLA), que está inserida em nosso plano de crescimento internacional até 2020, que prevê o lançamento de 10 novos modelos nos próximos quatro anos”, disse Zetsche.

Durante a apresentação do Classe B na sede da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP), ficou nítida a sensação de que, no fim de cada frase, só faltou a expressão “que futuramente será fabricado no Brasil também”. Algo que não foi dito e na avaliação de Zetsche, um dia, poderá.