O aumento da capacidade produtiva se justifica pelo crescimento da demanda interna. Os dados da ZF mostram que em 2009, a participação do item no portfólio brasileiro era de 11%, enquanto a direção hidráulica dominava o mercado, com 89%. Neste ano, essa relação se inverteu significativamente e passou a ser de 27% para hidráulicos/mecânicos e 73% para sistemas elétricos.
“Estimamos que a partir de 2024 a taxa de aplicação da direção elétrica possa chegar a 90% no mercado nacional”, estima o gerente sênior de vendas da ZF, Matheus Della Coletta. “O crescimento de demanda e produção é impulsionado pelos novos requisitos de eficiência energética e redução de emissões: a direção elétrica promove um ganho energético entre 2% e 3%”, complementa.
De acordo com Carlos Becker, diretor de operações da ZF de Limeira, outras empresas já estão trabalhando para nacionalizar mais componentes que integram o sistema de direção elétrica. Atualmente, além da ZF, outras empresas já se dedicam à produção do sistema no Brasil, seja ele completo ou apenas partes dele, como Bosch, JTekt, NSK e Thissenkrup. Segundo a ZF, sus participação atual neste mercado está em 50%.
“Para 2024, estimamos 35% de market share neste mercado; ainda assim, manteremos a liderança”, comenta Becker.
De acordo com o executivo, as colunas de direção elétrica produzidas localmente pela ZF contam com o conceito em que a coluna é interligada a uma unidade de controle central (ECU) e um motor, com designs específicos para cada modelo de veículo e montadora. Atualmente, a ZF trabalha com um índice de nacionalização na faixa de 40%: tanto a coluna (gear box) quanto a unidade de controle eletrônico (ECU) são nacionais.
“Estamos procurando aumentar o índice de nacionalização do conjunto, mas tudo vai depender do volume de vendas de veículos no mercado brasileiro, que esperamos que volte a crescer; estamos à procura de parceiros aqui na região para localizar ainda mais, principalmente o motor que compõe o sistema”, acrescenta Dela Coletta.