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Sueli Reis, AB
A ZF participará neste mês da 5º Feira Internacional do Transporte Massivo em Bogotá, na Colômbia, para mostrar suas transmissões automáticas, incluindo o modelo Ecolife (foto), as automatizadas e manuais com foco na aplicação em ônibus rodoviários para o sistema BRT, já consolidado no país pelo Transmilenio, em fase de extensão e renovação da frota. A empresa produz os três tipos de câmbio em sua fábrica de Sorocaba, SP.
Para o diretor operacional da ZF Sistemas de Transmissão, Thomas Schmidt, a tendência é que as montadoras ofereçam cada vez mais produtos diferenciados para abastecer esse tipo de sistema de transporte público.
“Estes ônibus são concebidos para realizar um número mínimo de paradas, o ideal apenas para o embarque e desembarque, sem que seja necessário parar no trânsito ou semáforos. Para tanto, é necessário um equipamento que forneça maior eficiência, como é o caso do câmbio automático.”
Segundo Schmidt, o sistema BRT da Colômbia deve consumir, a médio prazo, cerca de 350 novos ônibus, para os quais a empresa espera fornecer transmissões automáticas. “Também estamos na expectativa de que outros 3,5 mil ônibus que devem fazer parte da renovação de frota do país sejam licitados com a exigência de algum tipo de automação.”
No Chile, o BRS, sistema de corredor para ônibus semelhante ao que existe em São Paulo, deve impulsionar o mercado local. Schmidt estima que o país comprará cerca de 1 mil novos ônibus. “Nossa expectativa é que os contratos também contemplem modelos automáticos ou automatizados.”
A maior parte dos ônibus consumidos pelos países da América do Sul é de origem brasileira. Por aqui, o cenário também beira o positivo, mas com ressalvas. De acordo com o executivo, o País tem potencial para adquirir 2,5 mil ônibus para rodar no sistema BRT. Também são esperados outros 5 mil novos ônibus partir de 2012, ano de eleições municipais, quando geralmente ocorrem licitações para renovação de frotas. Outro fator que deve contribuir para o mercado interno de ônibus é o aumento da demanda de pessoas nas dependências dos aeroportos. “Nossa previsão é de que 600 novos ônibus sejam encomendados para uso nos aeroportos, veículos que devem ter configuração diferenciada e transmissão automática”.
Estes números, entretanto, devem manter um patamar de crescimento entre 3% e 4% em 2012, aponta o executivo. Apesar do cenário positivo, Schmidt afirma que alguns de seus clientes estão reticentes em apostar num crescimento considerável para o mercado de ônibus mais modernos. “Não enxergamos um real aumento no volume das frotas para BRT: as licitações estão atrasadas.” Ele também lembra que das cidades que sediarão a Copa do Mundo e que programaram a instalação do sistema, apenas o Rio de Janeiro iniciou as obras dos corredores.
“Este é um cenário que pode vir a ser real no País, porque com nosso crescimento econômico temos potencial para isso, mas ainda esbarramos na decisão dos órgãos gestores quanto à liberação das licitações.”