
Segundo Silvio Furtado, diretor de soluções para veículos comerciais, a adição dos novos produtos à gama de transmissões ZF na América do Sul reflete as necessidades atuais do mercado. “Verificamos oportunidades importantes em certas aplicações comuns da região. As novas necessidades não envolvem apenas o tipo do trabalho, mas também a questão do consumo e do perfil do uso do caminhão no continente”.
No caso da nova Traxon, a empresa levou em consideração o momento de transição das normas de emissões Euro 5 para Euro 6, que entrará em vigência para veículos pesados a partir de janeiro de 2023. A partir de julho a ZF produzirá em Sorocaba (SP) a caixa automatizada com o freio-motor Intarder 3, que proporciona a frenagem do veículo sem o acionamento do freio nas rodas, medida que provoca uma série de economias em componentes e combustível.
Já a transmissão automatizada 9AS EcoTronic, oriunda da versão mecânica de 9 marchas que a ZF comercializa no segmento OEM, deverá ser produzida em Sorocaba a partir de janeiro de 2023, segundo Caio Silva, gerente sênior de produto da fabricante. O novo conjunto de transmissão terá uma série de elementos eletrônicos que mudam o perfil de direção dos veículos com a aplicação dos modos Eco e Power.
Nacionalização no horizonte
Também está no radar da companhia a futura produção local de um eixo trativo elétrico, o AVE Axtrax, que entrará em processo de homologação para produção nacional a partir de agosto. O conjunto será apresentado ao mercado pela primeira vez na Fenatran deste ano.
Outro eixo elétrico, o AVE 130, também terá a sua produção local para atender à demanda da Mercedes-Benz no modelo de chassis de ônibus elétrico eO500U, apresentado em agosto do ano passado.
