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Giovanna Riato, AB
A Lemförder, divisão do grupo ZF responsável pela produção de componentes de suspensão e direção, anunciou investimento de R$ 32 milhões na unidade fabril de Sorocaba, interior de São Paulo. O aporte será realizado até 2015 e vai ampliar a produção de 8 milhões para 15 milhões de peças por ano. “Vamos comprar novas máquinas mas não haverá ampliação da área da fábrica”, explica Wilson Sapatel (foto), diretor-geral da empresa.
O investimento da companhia é anunciado após sucessivos resultados positivos na região. “Atendemos à América do Sul, um dos principais mercados da Lemförder”, revela o executivo. A fabricante cresce com foco em emergentes e registrou no Brasil participação de 50% no segmento de veículos leves e de 29% em pesados em 2010. O faturamento chegou a R$ 176 milhões e deve alcançar R$ 210 milhões este ano.
A ampliação da capacidade produtiva deve atender ao objetivo da divisão de deter 65% do segmento de carros de passageiro e 33% do fornecimento para veículos comerciais em 2015. Por enquanto a companhia comemora dois novos contratos. O primeiro é para atender à montagem do extrapesado Actros, da Mercedes-Bens, que será feita em Juiz de Fora, MG. Já o segundo é para equipar o modelo de entrada que a Toyota produzirá na fábrica que está em construção em Sorocaba, o chamado projeto EFC – Entry Damily Car.
O carro deve brigar no segmento de R$ 30 mil à R$ 40 mil e chega ao mercado na segunda metade de 2012. O Etios, que pode ter outro nome no Brasil, já é comercializado na Índia e foi desenvolvido para ampliar a presença da marca japonesa em países emergentes. Segundo a ZF Lemförder, o carro que será produzido no interior de São Paulo quase não deve receber modificações na comparação com o modelo comercializado no exterior.
Competitividade
Aos completar dez anos de atividades, a fábrica da Lemförder comemora resultados positivos mas não fica salva de sofrer com a perda de competitividade do Brasil diante do mercado internacional. Sapatel explica que as montadoras encomendam novos projetos com um preço-objetivo, com pressão por redução de custos. “O câmbio é o fator preponderante para a perda de competitividade mas também há outros pontos, como o custo de produção local e o preço da matéria-prima”, conta o dirigente.
Segundo o executivo, as montadoras costumam priorizar a compra de componentes fabricados nacionalmente mas, no segmento de veículos leves, não há nenhuma obrigação por conteúdo brasileiro. Neste caso, o setor de caminhões é mais protegido por conta da exigência de 60% de nacionalização mínima para que o veículo seja financiado com linhas do Finame.
Contratações
Com 564 colaboradores, a companhia deve admitir mais 90 funcionários para atender ao aumento da produção. A tarefa não será fácil. “Está cada vez mais complicado encontrar mão de obra qualificada”, revela Sapatel. Para solucionar o problema, a Lamförder tem investido na formação do funcionário dentro da empresa, com cursos na companhia.
Foto: Wilson Sapatel, diretor-geral da ZF Lemförder.
