
“Ainda que o consumidor queira comprar um veículo novo, não há disposição de produtos no mercado por causa da crise dos componentes, que ainda persiste. Por isso acreditamos que o consumidor seguirá com a ideia de reparar o seu carro atual do que apostar na compra de um novo”, disse o executivo na quinta-feira, 7.

A projeção de crescimento apontada por Contreira é menor do que a alta registrada pela companhia no ano passado na região, quando houve alta de 26% sobre os volumes de vendas de 2020. Isso porque, explicou o executivo, ainda há muitas incertezas no mercado de veículos leves que acabaram levando a companhia a ser mais cautelosa acerca dos números da operação este ano.
“A venda de usados cresceu bastante no ano passado, e isso deverá se manter este ano, como já vimos agora no primeiro trimestre, que foi muito bom. Por outro lado, a crise logística, perda do poder de consumo, dentre outros fatores, podem afetar as nossas projeções. Por isso, no momento, adotamos a projeção de evolução de 12%, que é cautelosa”, contou Contreira.
Cerca de 15% das partes e peças que a empresa vende no mercado de reposição têm origem no exterior, o que, de fato, corrobora com a visão preocupada da fabricante acerca de 2022. “Também fomos afetados pelo desequilíbrio na produção de componentes no mundo, principalmente da produção instalada no continente asiático”, explicou o executivo.
