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Opinião

Evolução das importações automotivas em 2011

O México, que até 2008 ocupava a segunda posição na lista dos países que mais vendem veículos ao Brasil, atrás da Argentina, está hoje em terceiro lugar, seguido pela Coréia do Sul. O país, no entanto, tem a posição ameaçada pela China.
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Redação AB

21 out 2011

4 minutos de leitura

As vendas de carros mexicanos no mercado nacional subiram expressivos 56% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2010. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento das importações de modelos como Ford New Fiesta, Nissan Tiida, Volkswagen Jetta. Agora, o volume de carros vindos do país ganhará reforço com o lançamento do Nissan March, Fiat 500 e Fiat Freemont.

A presença da China, por outro lado, evoluiu 446% no acumulado de 2011 até setembro sobre o mesmo intervalo de 2010. Entre os responsáveis pela alta são a chegada da JAC Motors, lançamentos da Chery, além do incremento das vendas de vans Hafei e Changan.

O licenciamento de veículos produzidos na Coréia do Sul cresceu 43% nesse mesmo período com novos produtos da Hyundai e Kia. A Alemanha, apesar de volumes mais baixos, evoluiu 49% por conta de um câmbio favorável para importação de carros de luxo. Já o aumento de 12% nas vendas de veículos argentinos foi motivado pelos emplacamentos de modelos como Volkswagen Amarok, Renault Fluence e Peugeot 408.

O gráfico abaixo mostra a evolução das importações dos cinco países que mais fornecem veículos para o Brasil.

Se, por um lado, as importações de veículos avançam no Brasil, por outro o mercado nacional tem absorvido menos automóveis e comerciais leves nacionais. Este movimento resultou em um aumento dos estoques das fábricas, motivando o ajuste recente na produção das montadoras.

A tabela abaixo mostra a evolução das vendas de janeiro a setembro de 2011 sobre o mesmo período de 2010.

No acumulado de janeiro a setembro deste ano as importações de veículos avançaram para 610 mil unidades, evolução de 35% sobre o mesmo período de 2010. O volume representa 22,7% do total de emplacamentos contra 18% no mesmo período do ano passado.

As vendas de veículos importados, que estavam prestes a desacelerar com o aumento de 30 pontos porcentuais do IPI, agora, com a suspensão da alíquota adicional, ganham mais fôlego para continuar a conquistar pontos no market share automotivo brasileiro. Porém, de olho no longo prazo, as companhias já se organizam para instalar unidades industriais locais para atender ao mercado brasileiro.

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