No setor automotivo, mulheres ainda são minoria em cargos de liderança, cerca de 20% do quadro de gestores, segundo dados da pesquisa AB Diversidade. Indo mais a fundo nos números, a lupa nos mostra que mulheres negras representam fatia de 1% nesse universo de gestoras.
Nesse número tão pequeno, no entanto, figuram talentos gigantes como a da coordenadora de impacto social da Fundação Grupo Volkswagen, Domênica Falcão. Ela é a convidada deste episódio do podcast Lideranças Diversas, apresentado pela repórter de diversidade e ESG da Automotive Business, Natália Scarabotto.
O episódio aborda a trajetória da executiva – que ocupa o seu primeiro cargo de gestão -, a importância do impacto social, os projetos da fundação e como é ser uma das poucas lideranças negras no setor automotivo.
Com uma trajetória muito única, em 9 anos de carreira, Domênica passou pelos três setores: o setor público, privado e o terceiro setor. Foi essa formação com múltiplas experiências que abriu seus horizontes para ser a liderança que é hoje.
“Foi importante ter esse olhar 360 graus sobre sobre o impacto social”, contou Domênica. “Contribuiu para entender como as políticas públicas se articulam, como as empresas se organizam e têm o seu retorno para comunidade a partir do impacto social, e como podemos dialogar entre essas três frentes.”
Ao conhecer essas dinâmicas, Domênica decidiu se fixar no setor privado, na parte de fundações ou institutos. “Estar dentro da Fundação VW é ter o conhecimento do negócio, da indústria e poder transformar isso em conhecimento pra comunidade. Olhar pro território do ponto de vista universal no poder público, ajuda a escolher mesmo no setor privado ou terceiro setor quais comunidades precisamos e podemos ajudar.”
Atualmente, a Fundação Volkswagen tem como principal causa a mobilidade social e, para isso, atua em três grandes frentes: empregabilidade produtiva, empreendedorismo voltado a mulheres e advocacy.
Representatividade fortalece novas lideranças negras
Ao longo desses 9 anos de carreira, Domênica teve diversas lideranças mulheres, mas nenhuma delas preta. Por isso, já decidida a se tornar líder um dia, foi atrás de conhecimento e pertencimento.
“Sempre busquei estar em espaço de lideranças, principalmente para o público preto e pardo, como o Mulheres do Brasil e outros movimentos”, contou ela. “Isso para me fortalecer, porque sabia que eu queria assumir um cargo de liderança e queria me preparar o máximo possível. Então, busquei estar em lugares onde via lideranças negras pra aprender com elas e fazer trocas.”
Para conhecer toda essa história, dê o play no vídeo e assista ao podcast completo.