Voos internacionais seguem com metade da demanda de antes da pandemia

Relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo diz que restrições a viagens ainda impedem recuperação

Por REDAÇÃO AB
  • 02/09/2021 - 18:13
  • | Atualizado há 2 semanas
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    A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou na quarta-feira, 1º, os dados de seu relatório mensal sobre o uso global de transporte aéreo por passageiros. Em julho deste ano, a demanda global por voos foi 53,1% menor do que em julho de 2019, mostrando que o setor ainda se recupera dos efeitos da pandemia.

    Essa estatística é calculada dentro de um índice chamado RPK (passageiro-quilômetro pagos) A escolha por 2019 como ano de comparação é porque foi o último ano sem pandemia, de modo que seus dados representam o que seria o normal para o setor. Segundo a Iata, houve uma “melhora significativa” no RPK em relação aos números de junho, quando os voos globais eram 60% menores na comparação com 2019.

    Os voos internacionais são os que puxam a estatística para baixo. Em julho, eles estavam 73,9% abaixo do que em julho de 2019, e em junho, 80% inferiores ao mesmo mês de 2019. Já os voos domésticos ficaram apenas 15,6% abaixo em julho e 22,1% em junho. A Rússia foi o único país que teve aumento na demanda doméstica, com crescimento de 28,9% em relação a 2019 em julho. Já o Brasil teve queda de 19,6%.

    Apesar de comemorar as melhoras, a entidade se diz decepcionada com a lentidão na retomada das viagens. “O mês de julho reflete a vontade das pessoas de viajar durante o verão do Hemisfério Norte”, afirma Willie Walsh, diretor geral da Iata, em comunicado à imprensa. “O tráfego doméstico nos EUA voltou a 85% em relação aos níveis pré-crise, mas a demanda internacional só se recuperou em cerca de um quarto em relação aos volumes de 2019. O problema são os controles de fronteira. As decisões governamentais não estão sendo baseadas em dados, particularmente no que diz respeito à eficácia das vacinas. As pessoas viajaram para onde puderam e isso foi prioritariamente para mercados domésticos. Uma recuperação das viagens internacionais depende de os governos restaurarem a liberdade de viagens. No mínimo, viajantes vacinados não deveriam enfrentar restrições”, acredita ele.

    Quando se divide o tráfego internacional por áreas específicas, as quedas em julho de 2021 em comparação com 2019 são de 38,6% para Ásia/Pacífico, 23,7% para Europa, 7,4% para o Oriente Médio, 5,7% para a América Latina e 22,7% para a América do Norte.