Como a Maxion Structural Components reforçou o DNA de inovação ao criar um departamento dedicado ao tema

Fabricante de peças investe em criatividade e colaboração para desenvolver tecnologias que ajudem a reduzir custos, facilitem processos e até ampliem a capacidade de carga em veículos comerciais

Por VITOR MATSUBARA,AB
  • 17/08/2021 - 10:00
  • | Atualizado há 2 semanas, 1 dia
  • 3 minutos de leitura
    Abastecer o carro com etanol ou gasolina era impensável até meados dos anos 2000, quando a tecnologia flex ganhou as ruas. A novidade desenvolvida no Brasil rapidamente se popularizou e hoje equipa praticamente todos os carros fabricados no país. Até marcas de luxo se renderam à praticidade de escolher entre os dois combustíveis e investiram milhões de dólares para adaptar seus modelos à tecnologia bicombustível.

    Este é um bom exemplo de que a inovação é essencial em uma indústria tão dinâmica e competitiva como a automotiva. Assim, quem ousa acaba largando na frente da concorrência.

    É por isso que esse lema é prioridade dentro da Maxion Structural Components. A empresa brasileira de componentes estruturais faz parte do grupo Iochpe-Maxion, um dos principais fornecedores de componentes estruturais nas Américas, com vasta experiência e atendendo todas as principais montadoras além de líder global na produção de rodas automotivas. Hoje, o conglomerado (que ainda conta com duas outras empresas do setor de autopeças) possui 32 fábricas distribuídas em 16 países e emprega mais de 17 mil funcionários.

    Atualmente, a Maxion Structural Components fabrica peças como longarinas, travessas e chassis montados para veículos comerciais, além de conjuntos estruturais para veículos leves.

    INOVAR PARA SEGUIR NA FRENTE



    A última novidade foi a criação da Diretoria de Estratégia e Inovação, em 2021. Liderada por Lamartine Barbosa, a área representa uma mudança de mentalidade em uma organização industrial em direção a uma lógica cada vez mais colaborativa e aberta. O departamento será responsável pela criação de novos projetos e desenvolvimento dos projetos já existentes.

    Neste último caso, a Maxion pretende investir em novas soluções em design, tecnologia e uso de materiais alternativos para redução de peso. De acordo com a empresa, a intenção é propor novas tecnologias para “ampliar a estratégia da divisão na busca de um crescimento sustentável”.

    “Trabalhamos sempre com o foco em antecipar as necessidades da indústria automotiva, que está passando por uma grande transformação. Desenvolvemos em conjunto com os nossos clientes, parceiros e universidades as melhores soluções de design, tecnologia, uso de materiais alternativos para redução de peso”, diz Lamartine Barbosa, diretor de estratégia e inovação.



    A empresa vai aproveitar suas amplas instalações fabris para realizar mais testes de desenvolvimento de novos produtos. Em um ambiente controlado, a Maxion pode avaliar novidades, como o uso de novos materiais e novos processos de fabricação.

    Na fábrica de Cruzeiro (SP), a Maxion inaugurou um espaço chamado Innovation Room. O local foi preparado para receber os colaboradores em um espaço que estimula a criatividade e o trabalho em equipe para resultar em novas ideias.

    MAIS INOVAÇÃO, MAIS RESULTADOS



    A nova área dedicada à inovação já gera resultados. Um dos exemplos de projetos que ganharam força no terreno fértil da companhia é o SoftTooling. A tecnologia, já com patente publicada, permite utilizar a impressão 3D na fabricação de ferramentais de estampagem para pequenos lotes.

    De acordo com a Maxion, a metodologia conhecida como manufatura aditiva, que imprime objetos através da sobreposição progressiva de um material, reduziu o custo e o tempo de desenvolvimento deste tipo de ferramental pela metade.

    Outro bom exemplo de inovação está nos racks feitos para acomodar baterias de veículos elétricos comerciais. Os projetos resultaram em uma redução de até 60% no peso total do veículo. Na prática, isso pode aumentar o número de passageiros em um ônibus ou elevar a capacidade de carga útil de um caminhão.

    METAS PARA OTIMIZAR PROCESSOS



    A Maxion traçou um planejamento com base em oito objetivos globais para trabalhar áreas vitais da empresa. Alguns deles, inclusive, já tiveram eficiência comprovada em algumas das 32 plantas da Iochpe Maxion pelo mundo.

    A estratégia busca estabelecer uma transformação digital dentro da MSC, que pode ser um importante diferencial competitivo para a empresa, seja em eficiência ou na agilidade e qualidade da interação com os clientes.

    O plano se baseia em três pilares: digitalização e integração das cadeias de valores vertical e horizontal, digitalização das ofertas de produtos e serviços e modelos de negócios digital e acesso dos clientes.

    Na prática, a MSC pretende implantar tecnologias como inteligência artificial e big data (coleta e análise de grandes conjuntos de dados) para obter maior eficiência nos processos operacionais e aumentar a eficácia em processos como o controle de qualidade.

    Um bom exemplo está na manutenção preditiva, capaz de otimizar o custo de produção a partir da melhora da eficiência operacional de equipamentos e prevenção de paradas inesperadas nas máquinas por causa de falhas que não foram detectadas.

    Ao analisar uma grande massa de dados coletada por sensores instalados nas máquinas críticas, algoritmos de aprendizado geram um indicador de saúde da máquina. Assim, é possível gerar um relatório com tendência de degradação dos aparelhos.

    Da mesma maneira, outra prioridade está no cuidado com o meio-ambiente. É por isso que a empresa gerencia o uso de insumos importantes, como energia elétrica, gás e água. Ações como a otimização da estação de tratamento de efluentes, recentemente reconhecida e premiada por um de seus principais clientes com um Prêmio de Responsabilidade Ambiental, e a gestão de energia, apenas para citar dois exemplos, são essenciais para reduzir a pegada de carbono.

    Com um planejamento focado na otimização de processos, a Maxion Structural Components trabalha para reduzir custos de manutenção e agilizar a produtividade. No fim das contas, tudo é feito em prol de um objetivo: estabelecer uma empresa preparada para os desafios do futuro.