Eaton é a primeira do Brasil a fabricar válvula antipoluente ORVR

Empresa produz em Valinhos (SP) o componente que será obrigatório para atender normas de emissões do Proconve 8

Por BRUNO DE OLIVEIRA, AB
  • 25/08/2021 - 18:49
  • | Atualizado há 3 semanas
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    A Eaton passou a produzir na fábrica de Valinhos (SP) a linha de válvulas de combustíveis ORVR (On Board Refueling Vapor Recovery), que são aplicadas em tanques de combustível de veículos flex para reduzir a emissão de vapores tóxicos. Essas válvulas eram importadas pela companhia anteriormente.

    De acordo com Marcos Janasi, diretor geral para automóveis e picapes, a produção local dos componentes foi motivada principalmente pela legislação da fase 8 do Proconve, o Programa de Controle de Emissões Veiculares, que estabelece que todos os veículos produzidos no País passem a contar com essas válvulas a partir de 2025.

    A demanda, no entanto, já passa a valer em 2023, quando 20% da produção nacional de veículos flex já deverá ter as válvulas ORVR instaladas de fábrica. Em 2024, a fatia subirá para 60%, até chegar à totalidade produzida em 2025.

    A montadora afirma que já tem contratos fechados de fornecimento das válvulas para o mercado de OEM, mas, por questões contratuais, ainda não pode revelar quais são os clientes.

    "O processo de nacionalização envolveu três fases. A de desenvolver os projetos junto com as montadoras, a de estabelecer a produção e, a terceira, a de desenvolvimento dos projetos ligados aos futuros lançamentos", disse Janasi na quarta-feira, 25, em transmissão online.

    A aplicação das válvulas ocorre apenas em tanques que comportam gasolina ou etanol, por causa da evaporação dos gases típicos desses combustíveis, algo que não ocorre nos tanques reservatórios de diesel.

    De acordo com Janasi, a Eaton é a única empresa a produzir este tipo de válvula no País. Nos Estados Unidos a produção ocorre há, 20 anos. Na China, outro grande mercado da companhia, a produção iniciou em 2020.

    A linha de produção que foi montada em Valinhos já tem capacidade para atender os 20% de veículos novos produzidos localmente, segundo Janasi, sem mencionar os valores despendidos na unidade.