Venda de motos cai 8,8% em agosto após parada das fábricas

Mas média diária de emplacamentos continua elevada e entregas crescem quase 40% no acumulado

Por MÁRIO CURCIO, PARA AB
  • 02/09/2021 - 19:36
  • | Atualizado há 1 semana, 3 dias
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    As motos alcançaram em agosto 102,7 mil unidades emplacadas, anotando queda de 8,8% em relação a julho, o melhor mês desde dezembro de 2015. A retração foi consequência das férias coletivas de julho, que comprometeram a produção das fábricas de Manaus (AM) por dez dias. Os números foram divulgados quinta-feira, 2, pela Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários.

    Apesar da retração, a média diária de vendas se manteve em bom nível, próximo a 4,7 mil unidades. O acumulado do ano teve 732,6 mil motos licenciadas. O total é 37,9% mais alto que o dos mesmos meses de 2020. A parada das fábricas em julho teve impacto direto nas vendas de agosto porque as concessionárias vêm trabalhando com estoques reduzidos.

    “A queda registrada é basicamente o resultado da baixa oferta de motocicletas”, afirma o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.



    A demanda está maior que a oferta porque os serviços de entrega estão aquecidos (respondem por 55% das motos negociadas), mas as fábricas enfrentam o desafio de manter o distanciamento apropriado entre aqueles que trabalham nas linhas de montagem.

    Como consequência, quem precisa de uma moto de baixa cilindrada ainda enfrenta filas de espera de 40 a 50 dias, segundo a Fenabrave. No início do ano, por conta de uma parada da Honda, a espera média chegou a 90 dias. A Abraciclo, associação que reúne fabricantes instalados em Manaus, acredita que a produção até outubro vai atenuar o problema (leia aqui)

    ALTA CILINDRADA: CRESCIMENTO MENOR



    A análise dos números da Fenabrave por montadora indica que a maior parte das marcas com tradição em alta cilindrada teve crescimento menor que o do mercado. Enquanto as vendas totais subiram 37,9% sobre iguais meses de 2020, as entregas da Kawasaki no período (6 mil unidades) aumentaram bem menos, 16,5%.

    A Triumph teve 3.156 motos licenciadas e anotou pequeno acréscimo de 4,3%. E a Ducati cresceu 5,2%, com apenas 666 unidades emplacadas em oito meses. A BMW emplacou 7,9 mil motos e teve crescimento de 31,6%, mais alinhado com o mercado total, mas parte dessa alta foi puxada pela G 310 GS, de baixa cilindrada.

    As vendas da Harley-Davidson somaram pouco mais de 1,4 mil unidades, anotando queda expressiva de 50%. E as da Suzuki recuaram 23,4%, com 1,2 mil motos entregues no período.



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