ABRIL/2003

Clique aqui para ler notícias dos meses anteriores

RS na disputa de projeto da GM
O vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, e o diretor de assuntos institucionais, Luiz Moan, participaram de uma audiência pública na Assembléia Legislativa gaúcha para apresentar os planos de expansão da unidade no Rio Grande do Sul. A montadora está negociando novos benefícios fiscais para a fábrica inaugurada em junho de 2000. A nova fábrica está sendo disputada pelas subsidiárias da GM da China e do México. Ela exigirá investimentos de US$ 210 milhões a US$ 240 milhões e, se ficar no Rio Grande do Sul, elevará a capacidade de produção local de 120 mil para 220 mil carros por ano. O projeto prevê o lançamento de um novo modelo a ser fabricado sobre a base do Celta e uma linha de produção de veículos desmontados para exportação (Valor Econômico, 30 de abril).

Funcionários da GM encerram greve
Terminou ontem a greve de seis dias dos funcionários da General Motors de São José dos Campos (SP). Os cerca de 10 mil funcionários voltaram ao trabalho no início da amanhã sem que suas reivindicações fossem atendidas. Hoje, o Sindicato dos Metalúrgicos volta a se reunir com a direção da montadora para negociar o pagamento único de abono de R$ 900 e o não-desconto dos dias parados. "Voltar ao trabalho era a condição da empresa para continuar negociando", justificou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Luiz Carlos Prates (Estadão, 30 de abril).

Peugeot e Toyota ainda apostam nas peruas
Na contramão das tendências de mercado apontadas por outras montadoras, que estão investindo nos segmentos de monovolumes e utilitários-esportivos, Peugeot e Toyota apostam no potencial das peruas para conquistar os consumidores. A Peugeot está lançando 307 SW, perua derivada do hatch 307. A Toyota, por sua vez, produzirá a Fielder, perua baseada no Corolla, na fábrica de Indaiatuba (SP), a partir do ano que vem. Enquanto em 2000 havia 26 desses modelos no mercado, sem contar as diferentes versões de motor e acabamento, atualmente existem apenas 16 modelos (Jornal da Tarde, 30 de abril).

Vamos falar de novo do transponder?
Está completando exatamente um ano uma boa idéia, que não saiu do papel. Trata-se da adoção de um transponder nos veículos com a finalidade de facilitar, nos bloqueios policiais, a identificação daqueles roubados ou irregulares. O dispositivo, um microchip, emite ondas de radiofreqüência, captadas em até 20 metros de distância, que informam dados como números de chassi, motor, modelo, cor e outras referências. Desta forma, a fiscalização seria mais rápida e segura, além de checar se o imposto anual e o licenciamento foram, de fato, pagos (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de abril). Leia mais....

Megane II vem pela Argentina
Depois da eleição presidencial na Argentina, em maio, provavelmente a Renault anunciará a produção do novo Mégane II, na fábrica de Córdoba. Apesar da crise profunda em toda a indústria do país vizinho, não há sinais de nenhuma retirada de cena. Para a marca francesa, líder do mercado local, será a resposta ao Peugeot 307. O Mégane II tem uma traseira de estilo bastante discutível (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de abril).

Os lançamentos na agenda da Imprensa
A concentração de lançamentos, em pouco mais de uma semana, impressiona: Peugeot 307 SW, Audi A8, Honda Fit, Citroën C3 e Chevrolet Omega. Trata-se apenas de coincidências causadas por sucessivos atrasos industriais, à exceção do Fit, planejado com a reconhecida meticulosidade japonesa. Poucas vezes a agenda da Imprensa ficou tão apertada (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de abril).

As genéricas ficaram pelo caminho
O programa de peças genéricas mais baratas lançado pela Fenabrave, federação das concessionárias, não decolou. A idéia de oferecer peças compradas diretamente da indústria de autopeças, sem passar pelos fabricantes de veículos, precisaria ter sido mais bem amadurecida. Soluções caseiras, mesmo as bem-intencionadas, às vezes batem de frente com investimentos interligados globalmente (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de abril).

Governo negocia fim da greve
O secretário de Relações do Trabalho, Osvaldo Bargas, reúne-se hoje, em São Paulo, com representantes dos metalúrgicos grevistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da General Motors. O representante do Ministério do Trabalho vai tentar intermediar um acordo entre as partes que ponha fim à greve que atinge a fábrica da montadora em São José dos Campos, SP, desde terça-feira. Na quinta, o Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve abusiva e determinou a volta imediata ao trabalho, mas os 10,5 mil funcionários decidiram manter a paralisação até a empresa atender às reivindicações. Eles querem reajuste de 10,39%, redução da jornada de trabalho sem corte nos salários e adoção do gatilho salarial (sempre que a inflação acumular 3%). A GM ofereceu abono de 56% para salários até R$ 1.600 por mês (Estadão, 28 de abril).

Fras-le exporta mais
A Fras-le, fabricante de materiais de fricção (lonas e pastilhas de freio), prevê um aumento de 30% nas suas exportações deste ano em razão do crescimento da demanda do mercado externo, principalmente dos Estados Unidos e Canadá, onde estão seus principais clientes. Em 2002, a receita com exportações totalizou US$ 30 milhões (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

VW pega carona no Carga Pesada
A TV Globo retoma amanhã a minissérie Carga Pesada, sucesso nos anos 80 com Antonio Fagundes e Stênio Garcia. Dois caminhões VW Titan Tractor 18.310 e um VW 23.220 foram cedidos pela fábrica de Resende, RJ, que também construiu um estúdio móvel inédito no país e cedeu motoristas para atuarem como dublês e pessoal de apoio nas cenas de trânsito (AutoData, 28 de abril).

Fiat vai construir veículos integralmente no Brasil
A Fiat apresentou em Betim os primeiros laboratórios do Pólo de Desenvolvimento que permitirá à empresa desenvolver integralmente novos veículos no Brasil. O presidente da Fiat no Brasil, Roberto Vedovato, vai apresentar também os planos estratégicos da montadora para os próximos anos, que prevêem investimentos de R$ 400 milhões. A unidade da Fiat em Betim, maior fábrica do grupo no mundo, emprega 8 mil pessoas e 8 mil indiretamente, que trabalham na própria unidade. A fábrica monta 1,8 mil carros/dia das linhas Palio, Stilo, Marea e Uno. De acordo com o governo mineiro, a Fiat foi a única montadora instalada no país que obteve lucro no ano passado. Em 2002, a empresa apresentou receita líquida de R$ 5,9 bilhões (Globo News, 23 de abril).

Greve pára GM no Sul
Mesmo sem greve, a fábrica da General Motors de Gravataí, RS, deve suspender hoje a produção dos modelos Celta por falta de motores e transmissões. O mesmo pode ocorrer na unidade de São Caetano do Sul, SO, onde os estoques dos produtos estão no fim. As duas montadoras recebem os equipamentos da fábrica de São José dos Campos, SP, que está parada desde terça-feira por causa da greve dos cerca de 10 mil funcionários (Cleide Silva, Estadão, 25 de abril).

CSN tem lucro de R$ 406 milhões
O aumento dos preços e a maior participação dos aços revestidos no mix de vendas ajudaram a Companhia Siderúrgica, CSN, a fechar o primeiro trimestre de 2003 com lucro líquido de R$ 406 milhões. No mesmo período do ano passado, a empresa registrava prejuízo líquido de R$ 197 milhões. Para Benjamin Steinbruch, presidente da empresa, o resultado se deve a esforços de reduzir custos e estratégia de vendas para mercado externo (Estadão, 25 de abril).

Scania vende chassis à Colômbia
A Scania Latin América venceu uma concorrência para fornecer 130 chassis de ônibus para a cidade de Bogotá, na Colômbia. O contrato, no valor de US$ 24 milhões, é o primeiro da montadora naquele país. Os veículos são modelos articulados, com capacidade para 160 passageiros, que começaram a ser produzidos este ano e ainda não tiveram nenhuma unidade vendida no Brasil (Cleide Silva, Estadão, 25 de abril).

AMX será montado em Gavião Peixoto
A Embraer vai transferir, no fim deste ano, a linha de montagem do jato militar AMX de São José dos Campos, SP, para a unidade de Gavião Peixoto, SP. A informação foi dada pelo presidente da empresa, Mauricio Botelho, durante a inauguração da fábrica de asas da Kawasaki Aeronáutica do Brasil, KAB, a primeira fornecedora a se instalar no complexo industrial da empresa, na região de Araraquara, interior paulista (Gustavo Porto, Estadão, 25 de abril).

Fábrica de asas para jato da Embraer
A montagem dos conjuntos de asas dos jatos regionais Embraer 195 no Brasil vai aumentar em 4,5% o índice de nacionalização dos aviões da Embraer. A Kawasaki Heavy Industries, segunda maior fabricante de aviões do Japão, inaugurou ontem em Gavião Peixoto, SP, sua primeira fábrica fora do Japão para atender a Embraer. O investimento da Kawasaki na nova unidade foi de R$ 20 milhões (Gazeta Mercantil, 25 de abril).

Outros seis fornecedores no Brasil
Além da Kawasaki, outras seis parceiras da Embraer já se instalaram no Brasil. A norte-americana C&D Aerospace, fornecedora de interiores para avião, construiu fábrica em Jacareí, onde também está instalado centro de serviços para a Embraer, da Parker Hannifin, fabricante de sistemas hidráulicos, comandos de vôo e de combustível. Em São José dos Campos estão instaladas a belga Sonaca (conjuntos de suporte do motor e da fuselagem traseira dos jatos), a Pilkington Aerospace (janelas da cabine de passageiros) e a Eleb, uma joint-venture entre a Embraer e a alemã Liebherr (trens de pouso). Em São Paulo, a Goodyear reativou a linha de produção de pneus de avião (Gazeta Mercantil, 25 de abril).

Governador mineiro leva apoio ao plano da Fiat
O governador Aécio Neves garantiu, durante visita às instalações da Fiat Automóveis, em Betim, MG, que defenderá a competitividade da Fiat no plano político e dará tranqüilidade ao comando internacional da montadora para manter e ampliar os seus investimentos no estado. O presidente da Fiat no Brasil, Roberto Vedovato, confirmou que a empresa vai investir R$ 3 bilhões no desenvolvimento de novos produtos e processos na fábrica de Betim até 2005. Desse total de investimentos, R$ 750 milhões já foram empregados no Pólo de Desenvolvimento da montadora, que permitirá à Fiat produzir carros integralmente no Brasil (Gazeta Mercantil, 25 de abril).

ABNT renova diretoria
Ricardo Rodrigues Fragoso, engenheiro mecânico, é o novo diretor geral da ABNT – Associação Brasileira de Normas. Ele assumiu o cargo, no dia 1º de abril. Fragoso foi diretor executivo da CSN do grupo Villarta, tendo assumido cargo de direção e consultoria técnica, no Brasil, da TecnoAmerica, empresa do grupo espanhol Tecnolama, com atividade no setor de manufatura de componentes industriais (Automotive Business, 24 de abril).

As negociações para evitar a greve
Mais uma montadora do Paraná, a Volvo, teve paralisada a produção ontem, depois de os trabalhadores decretarem greve por reajuste salarial. A Renault, que produz os modelos Clio e Scénic, está parada desde terça-feira. Em São Paulo, a greve atinge a unidade da General Motors de São José dos Campos, mas pode afetar outras empresas do grupo, pois é de lá que saem os motores que equipam os carros feitos no ABC paulista e em Gravataí (RS). Os demais sindicatos de metalúrgicos do ABC, São Carlos e Taubaté, ligados à CUT e à Força Sindical, devem aceitar a proposta apresentada ontem pelo Sinfavea, de abono de R$ 900, pago em duas vezes. A oferta será avaliada em assembléias de trabalhadores, entre hoje e terça-feira (Estadão, 24 de abril).

Sindipeças pede apoio pra carro popular
O Sindipeças pediu ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoio do governo para financiar um programa de venda de carros populares. O objetivo é combater a ociosidade do setor, que gira em torno de 40%, segundo o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. A proposta do Sindipeças é a criação de um sistema de venda parcelada em 36 meses, para o público com renda entre dois e cinco salários mínimos (Estadão, 24 de abril).

Iochpe-Maxion lucra R$ 3 milhões
A Iochpe-Maxion, fabricante de autopeças e equipamentos ferroviários, fechou o primeiro trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 3,36 milhões, revertendo perdas de R$ 7,34 milhões nos mesmos meses de 2002. Esse é o primeiro resultado positivo que a companhia registra desde que iniciou o processo de reestruturação, em 1998. "Foi um trimestre maravilhoso. As vendas cresceram de forma consistente", diz Oscar Becker, diretor financeiro. (Valor, 24 de abril).

Ghosn afirma que dívida foi eliminada
A Nissan anunciou resultados preliminares, que indicam lucro operacional recorde de US$ 6,04 bilhões para o ano fiscal de 2002, concluído em 31 de março de 2003. Segundo o presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, a montadora espera registrar lucro líquido após impostos de US$ 4,06 bilhões. A dívida líquida (2,1 trilhões de yenes no início do ano fiscal de 1999) deverá ser completamente eliminada (Valor, 24 de abril).

Avaliando os efeitos do FlexFuel - 1
A entrega, esta semana, dos primeiros Gols Total Flex a compradores particulares, abre uma nova era quanto à utilização de combustíveis alternativos no Brasil. Depois de um início exageradamente otimista, em meados dos anos 80 do século XX, o programa do álcool entrou em rápida decadência, desaparecendo praticamente a partir de 1995. Nos últimos anos houve um esboço de reação, sem passar dos 4% das vendas de veículos leves (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).

Avaliando os efeitos do FlexFuel - 2
Afinal, um automóvel capaz de utilizar flexivelmente um ou outro combustível pode ser considerado um carro a álcool? A lógica diz que sim. O usuário só utilizaria gasolina para uma autonomia maior ou quando o custo por quilômetro fosse mais interessante. E o cálculo é simples: basta multiplicar o preço do derivado de petróleo por 0,7. Se o combustível vegetal custar igual ou menos, a escolha seria óbvia, embora nos melhores motores se possa considerar 0,75 (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).

Avaliando os efeitos do FlexFuel - 3
O lançamento antecipado do Total Flex levou a uma rancorosa disputa de bastidores. Concorrentes tentaram derrubar, junto ao governo, o enquadramento como carro a álcool ou procuraram “plantar” notícias de que se tratava apenas de um protótipo. Na realidade, a tendência entre as quatro marcas mais antigas é aproveitar a experiência na área e produzir apenas motores flex em curto prazo. Os custos de produção caem, proporciona livre escolha do combustível, produtores de álcool tratariam de assegurar a vantagem em relação à gasolina, além de facilitar exportações. Em situação desvantajosa estariam as marcas recém-chegadas (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).

A Tritec abre espaço na China
Boa notícia foi a conquista de clientes na China pela Tritec, fábrica de motores do Paraná que pertence à DaimlerChrysler e BMW. Serão 170.000 unidades em três anos. A empresa teve de procurar alternativas porque a BMW, que encomenda hoje 90% da produção, sairá da sociedade em 2005. A Tritec negocia ainda com outros fabricantes da China, Inglaterra e Rússia (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).

Garantia extra não atrai
Mais uma prova de que garantia longa não atrai, quando se paga explicitamente por ela. Apenas 12% dos compradores do Peugeot 206 aceitam desembolsar R$ 450,00 por um ano extra de cobertura. Sem mágicas: para resolver determinados problemas recorrentes pós-garantia, só repassando ao preço final uma espécie de seguro de qualidade. Difícil de os compradores aceitarem (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).

Honda Fit já está chegando
A Honda já iniciou a produção do Fit no Brasil e deve apresentar o carro ao público dia 29 de abril. Conhecido como Jazz na Europa, o Fit será o segundo carro da empresa fabricado no Brasil, depois do Civic. A intenção é disputar mercado com modelos como o Chevrolet Meriva. O Brasil será o segundo país a fabricar o Fit, depois do Japão, onde é líder de vendas. A previsão é vender 30 mil unidades ao ano. No segundo semestre a Honda iniciará as exportações do Fit para países da América do Sul em pequena quantidade (Estadão, 22 de abril).

Gol bicombustível vende 400 por semana
Segundo a assessoria de imprensa da Volkswagen, a montadora está vendendo uma média de 400 unidades por semana do Gol Total Flex, que funciona à base de gasolina ou álcool (Gazeta Mercantil, 22 de abril).

FlexFuel pronto para exportação
A Magneti Marelli investiu R$ 5 milhões, o trabalho de uma equipe de 30 engenheiros e quatro anos de pesquisas para desenvolver o sistema FlexFuel. Como compensação, consolidou sua lidrança no mercado brasileiro de injeção eletrônica, com fatia de 42% e está em posição favorável para lançar internacionalmente o inédito Software Flexfuel Sensor, que gerencia a queima de álcool e gasolina misturados (Gazeta Mercantil, 22 de abril).

Iveco vende 170 Daily à Martins
A Iveco, com fábrica em Sete Lagoas, concluiu a entrega de lote de 170 caminhões semileves Daily, na versão chassis, para o grupo atacadista Martins, de Uberlândia, MG. Trata-se de um dos maiores contratos já fechados pela subsidiária brasileira, cujo valor gira ao redor de R$ 6 milhões e inclui contrato de manutenção programada por quatro anos (Gazeta Mercantil, 22 de abril).

Valeo traz linhas de Córdoba ao Brasil
A fabricante francesa de autopeças Valeo vai transferir, até o final de maio, parte de sua produção da fábrica de Córdoba, na Argentina, para o Brasil. Segundo o presidente da empresa para a América do Sul, Alain Keruzore, "o objetivo de concentrar a produção de certas peças em São Paulo é a redução de custos logísticos". A Valeo começou no Brasil em 1974, produzindo radiadores. Hoje, depois de absorver várias empresas do setor, controla entre 20% e 50% dos mercados de seus vários produtos (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 17 de abril).

Queda do dólar atrapalha exportação
A Marcopolo vai rever as projeções de desempenho para este ano devido à queda na cotação do dólar para perto de R$ 3. Até agora, a projeção é de uma receita líquida consolidada de R$ 1,56 bilhão em 2003, 5,3% superior à do ano passado, mas o impacto do câmbio pode reduzir as estimativas devido ao peso dos negócios externos sobre as vendas de carrocerias de ônibus e componentes. "Vamos revisar os números, mas isso não quer dizer que eles serão modificados", ressalvou o vice-presidente corporativo do grupo, José Antônio Martins. Em 2002, 62,5% da receita líquida da Marcopolo foi originária das exportações a partir do Brasil ou das vendas das subsidiárias no México, Colômbia, África do Sul e Portugal (Valor, 17 de abril).

Prejuízo da Ford cai 63,5%
Ao roubar parte da participação de mercado da concorrência, a Ford conseguiu, no primeiro trimestre, reduzir os prejuízos na América do Sul em 63,5%. Durante a divulgação do balanço mundial ontem, a segunda maior montadora do mundo anunciou que as perdas na região somaram US$ 31 milhões. No primeiro trimestre de 2002, o prejuízo foi de US$ 85 milhões. "Estamos fazendo progressos na América do Sul", disse ao Valor o diretor de operações internacionais da matriz da Ford, em Detroit, Ken Zino. Segundo ele, as perspectivas para os próximos meses são de resultados ainda mais positivos porque novos veículos estarão no mercado (Valor, 17 de abril).

Inconveniência para abrir a Automec
Atenção para a data de realização da Automec, que mudou há bastante tempo mas aparece errada em alguns programas: será de 25 a 29 de maio, no Anhembi, em São Paulo. Como você sabe, 25 de maio é domingo e seria o dia da abertura oficial. Diante da inconveniência de abrir um evento dessa magnitude no domingo, o que vem irritando dirigentes e entidades do setor, há alguma tentativa de mudar a cerimônia oficial para a segunda-feira. Espere para saber (Automotive Business, 17 de abril).

Automec quer atrair estrangeiros
Em 1993 a Automec recebeu 20 mil visitantes; em maio próximo cerca de 80 mil pessoas são esperadas na feira. O número de expositores cresceu no período de 420 para 1250. A Alcântara Machado está se empenhando para internacionalizar ainda mais o evento, com ações promocionais no Exterior e convites a jornalistas estrangeiros. A Almax é uma empresa de turismo criada para facilitar viagens e lazer durante a Automec (Automotive Business, 17 de abril).

Divulgação da Automec via imprensa
A S2 Comunicação Integrada é a empresa encarregada de coordenar a divulgação das novidades da Automec, organizando as coletivas com jornalistas. Para informações entre em contato com a Thais Ruiz, cujo email é thais@s2.com.br. O telefone da S2 é 11 3457-0235. Veja mais também em www.automecfeira.com.br (Automotive Business, 17 de abril).

Retrato do mercado chinês
A China parece encantar a todos com seu assombroso crescimento de vendas de 37% no ano passado, que deslocou a Alemanha do terceiro lugar no ranking mundial. O mercado potencial chinês é gigantesco, os salários são um terço do que se paga no Brasil e todos os grandes grupos estão lá. Há custos indiretos de peso, ressaltou Corrado Capellano, consultor da AT Kearney: “Ninguém sabe quem faz as regras, infra-estrutura e logística ainda são deficientes, sistema financeiro é atrofiado”. A demanda de frotistas oficiais e particulares responde por 50% das vendas e metade dos modelos comercializados são de precários veículos de três rodas (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).

O diferencial competitivo do Brasil
Capelano lembrou que o Brasil gera ou aperfeiçoa tecnologias e se trata de um grande diferencial competitivo. “São 60 laboratórios só em pesquisa de materiais.” A Fiat, por exemplo, que tinha baixo investimento técnico aqui, mudou a estratégia. Desde o ano passado está construindo uma estrutura muito moderna capaz de desenhar e desenvolver veículos. Peter Fassbender, responsável pelo novo centro de estilo de Betim, destacou ser este o único da companhia fora da Itália. Certamente vai criar produtos para o Brasil e outros mercados emergentes (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 16 de abril).

Interesse pela tecnologia FlexFuel
Numa platéia predominante de engenheiros e técnicos, o tema que mais despertou atenção durante o seminário “O Impacto das Novas Tecnologias na Indústria Automobilística”, promovido pela SAE Brasil em São Paulo, dia 7 de abril, foi o debate sobre o uso de motores de uso flexível álcool/gasolina. A tecnologia já existia no Brasil desde 1994, mas o interesse ciclotímico das fábricas atrasou o processo. O lançamento do primeiro modelo, o Gol Total Flex, disparou a corrida, inclusive de marcas recém-chegadas e atropeladas pelos fatos. Nenhum dos três fornecedores de tecnologia presentes (Magneti Marelli, Bosch e Delphi) abriu os planos de seus velhos e novos clientes. A melhor solução técnica é um motor a álcool que também pode consumir gasolina e não o contrário. Mas a tendência está no meio termo entre os dois acertos possíveis (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).

As perspectivas do x-by-wire
Mais eletrônica e menos mecânica. Este é o futuro dos comandos de embreagem, freios e direção graças às tecnologias by wire: saem cabos e condutos, entram fios. Segundo Marcos Lemos, da Visteon, além das vantagens de simplificação e eficiência, a indústria preocupa-se com a ergonomia e a tendência mundial de envelhecimento da população. Isso vai exigir acionamentos mais suaves, sem perda de sensibilidade e de prazer ao dirigir (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).

Consumidores esperam juros menores
A safra de boas notícias na área econômica chegou mais no começo de abril, sem força para influenciar as vendas de março. Mercado interno caiu 16% em relação a fevereiro, refletindo apatia. No trimestre, porém, a queda foi de apenas 1% contra o mesmo período de 2002. Os estoques voltaram a subir, de 39 dias para 44 dias. Queda dos juros parece ser o que realmente os compradores esperam (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).

Ritmo acelerado nas exportações
Exportações continuam em aceleração fulminante. Cresceram nada menos que 54% em 2003, se comparadas ao ano passado. Se continuarem neste ritmo, a capacidade ociosa da indústria cairá um pouco, passando de 44% para 41%. Não é nenhuma maravilha, mas se cair para 30% nos próximos três anos seria um bom alívio para empresas que investiram US$ 27 bilhões de 1994 a 2002 (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).

Moderfrota eleva arrecadação
O Moderfrota elevou em 390% a arrecadação de IPI sobre tratores entre 1999 e 2002, chegando a R$ 152 milhões no ano passado. No mesmo período, o recolhimento total do imposto cresceu 20% (Valor, 15 de abril).

Troller quer cativar área militar
A cearense Troller Veículos Especiais S/A, de Horizonte, a 23 quilômetros de Fortaleza, lança um produto dirigido às forças armadas: o jipe T4-M, que será apresentado a comandantes militares de vários países durante a Latin America Defentech (LAD), entre 22 e 25 de abril, no Rio. Com o T4-M a Troller pretende conhecer o mercado militar e preparar terreno para incursões mais agressivas (Gazeta Mercantil, 15 de abril).

Crecem as vendas de veículos na Europa
As vendas de automóveis cresceram 2% em março último nos países da Europa Ocidental, pela primeira vez no ano, segundo dados da Acea, entidade que congrega as montadoras que operam no continente. As vendas alcançaram 1,59 milhão de veículos, 2% a mais que no mesmo mês de 2002. No acumulado do trimestre em toda Europa Ocidental foram vendidos 3,80 milhões de veículos, 2,4% menos que no primeiro trimestre do ano passado (AutoData, 15 de abril).

Esforço para manter a liderança
A Mercedes-Benz tem acelerado as promoções de corpo-a-corpo com o comprador. "Queremos intensificar junto ao cliente o contato com o produto, para que ele perceba que motor eletrônico é sinônimo de economia e rentabilidade", explica o gerente de vendas de veículos comerciais da montadora, Euclydes Ghedin Coelho. A empresa nem imagina perder sua liderança brasileira, em caminhões, que perdura há 33 anos. No último trimestre encerrado em março, a Mercedes teve 32,3% das vendas internas, a Volks, 30,6% (Gazeta Mercnatil, 15 de abril).

SMB representa US$ 5,4 bilhões em TI
Mauro Peres, gerente de Pesquisas em TI e Telecom da Data Coprporation, revela que o segmento SMB (Small and Medium Business) represnetou US$ 5 bilhões em 2002 e deve voltar a crescer este ano, movimentando US$ 5,4 bilhões (Gazeta Mercantil, 15 de abril).

A situação dramática dos tiers
“A desvalorização foi de 60&, 70% e se considerarmos que os fornecedores têm 40% dos custos e moeda forte, dá 30% de aumento de custo. Como o fornecedor pode aguentar? Se as montadoras pedirem para absorvermos até 5% por meio de aumento de produtividade, temos obrigação de aceitar. Mas se pedirem para absorveremos 25% nossa obrigação é recursar. Repito: fornecedores tier 1 encontram-se em enormes dificuldades e os tier 1, 2, 3 e 4 estão em situação dramática”. O desabafo é de Alain Keruzore, Presidente da Valeo, em entrevistas nas páginas azuis de AutoData de abril.

O sonho dos carros importados
Quando o presidente Fernando Collor decretou a abertura às importações de veículos, em julho de 1990, provocou alvoroço e uma pronta reação das montadoras locais à invasão prometida pela Lada e iniciada em novembro do mesmo ano. O Niva desembarcou em Santos, SP, e começou a ser comercializado no início de 1991, abrindo caminho para o Laica, a Laica Station e o Samara. Várias marcas aderiram à iniciativa da Lada, abriram suas operações e constituiram redes de revendedores. A Lada bateu um recorde: chegou a nomear 126 representantes em todo o Brasil. Muitos tiveram que fechar em razão das pressões das montadoras locais (Automotive Business, 14 de abril).

O 13 não dá sorte aos importados
Este ano é o décimo-terceiro de vendas para o segmento de importadores que não têm fábrica no Brasil – e cuja entidade de classe é a Abeiva. O Lada Niva, pioneiro, começou a ser vendido efetivamente em janeiro de 1991. Espremida pelas montadoras locais, pela legislação e pela falta de novos produtos, a Lada foi a primeira a chegar e também uma das primeiras a abandonar o mercado. A marca foi uma das mais bem servidas por peças de reposição e serviços, contando com o mercado paralelo para atender a frota que chegou perto dos 35 mil veículos. A perda do setor de importados mais recente foi a da Suzuki, marca tradicional no mercado, com indiscutível legião de fãs (Automotive Business, 14 de abril).

Como fica quem tem um importado?
As baixas foram muitas no setor de importados. A Ásia (tel. 11 4195-3702) fechou depois de um boom de vendas que levou a marca a um sucesso quase estrondoso entre os vendedores de cachorro-quente, lavanderias e empresas de serviço. Levou junto a Hyundai Precision (tel. 11 4195-3702). A Lada deixou alguns revendedores teimosos, como a Bomer, de São Bernardo do Campo, SP (tel. 11 4125-0044). Daewoo e Daihatsu ainda atendem em São Paulo (tel. 11 3662-1982). A Mazda oferece suporte aos seus clientes – veja o site www.mazda.com.br ou ligue para 0800-7045490. Para quem tem um Suzuki, vale a pena consultar a Dealer e a Practical, em São Paulo, ou buscar componentes similares que o Tracker oferece ao Gran Vitara. O telefone da importadora é 0800-121334 (Automotive Business, 14 de abril).

Os importados que ainda resistem
BMW, Ferrari, Jaguar, Kia, Maserati, Porsche e SsangYong são as marcas que ainda estão entre os associados da Abeiva. Hyundai e Subaru ainda estão de pé, mas não pertencem mais à Abeiva. Estatísticas e contatos podem ser encontrados no site da Abeiva (www.abeiva.com.br). Veja também neste site o Quem é Quem – Importadores de Autoveículos (Automotive Business, 14 de abril).

Argentina e Chile puxam vendas da Ford
O interesse do Chile por caminhões brasileiros e o começo da recuperação das importações argentinas impulsionaram as exportações de caminhões da Ford Brasil este ano. No primeiro trimestre de 2003 a montadora registrou alta de 110% nas vendas externas deste veículo, em comparação com o ano passado (557 unidades primeiros três meses deste ano contra 265 exportadas no primeiro trimestre do ano passado) (Estadão, 11 de abril).

A salvação na renovação de frota
As montadoras instaladas no Brasil defendem que o governo federal apoie um programa de renovação da frota nacional de caminhões como forma de reverter a tendência de desaquecimento das vendas internas de veículos, atualmente restritas a 1,6 milhão de unidades ao ano. A proposta de adoção de uma linha de financiamento subsidiada para a aquisição de caminhões foi apresentada pela Anfavea ao governo e está em análise pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e também no Ministério dos Transportes (Gazeta Mercantil, 10 de abril).

Montadoras locais não debandam
"Não há debandada de montadoras. Algumas fizeram investimentos com conteúdo importado e em dólar e agora algumas operações sofreram revés", disse Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea. Ele informou que o conjunto dos investimentos feitos pelo setor a partir de 1997 soma US$ 30 bilhões e que os fabricantes tiveram que fazer novas projeções sobre o retorno dos investimentos do setor automotivo. A tábua de salvação, disse Carvalho, têm sido as exportações, estimuladas por acordos firmados com o México, China e Chile (Gazeta Mercantil, 10 de abril).

Preço da gasolina não cai
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff disse que os preços dos combustíveis não serão reduzidos agora, apesar da queda do petróleo no mercado internacional e da cotação do dólar. "Queremos ver o tamanho desse movimento de baixa", afirmou (Agestado, 10 de abril).

Concorde deixará de voar
A British Airways e a Air France divulgaram comunicados simultâneos para informar que encerrarão os vôos do Concorde a partir do final de maio. As empresas são as duas únicas que trabalham com a aeronave, cujo primeiro vôo comercial aconteceu em janeiro de 1976. O número de passageiros nunca mais se recuperou desde a queda de um Concorde perto de Paris, em 2000, e os vôos desse tipo de aeronave deixaram de ser rentáveis (Agestado, 10 de abril).

Bicos da Bosch para os EUA
Em 2003, cerca de 500 mil bicos injetores produzidos na fábrica de Curitiba da Bosch serão exportados para a unidade da Carolina do Sul. "Vamos abastecer a linha de produção de sistemas voltados principalmente para picapes e caminhões que não são fabricados no Brasil", diz Ronaldo Reimer, vice-presidente para a América Latina da divisão diesel. A Bosch prevê um aumento de 6% na produção de bicos nesse ano, que deve chegar a 9 milhões de unidades. Para 2004, a expectativa é chegar a 10 milhões de unidades. As exportações, que respondem por 60% do volume fabricado na unidade de Curitiba, devem chegar a 70% até o próximo ano (Gazeta Mercantil, 10 de abril).

Vem aí o padrão Euro III
A partir de 2004, começa a ser adotado no Brasil o Euro III, padrão europeu de emissões de poluentes que vai exigir a troca dos motores mecânicos pelos eletrônicos em boa parte da frota de caminhões, ônibus e utilitários fabricados no País nos próximos anos. A legislação na qual se baseia o modelo adotado no Brasil (Conama fase V) prevê redução de até 80% nos limites de emissões dos motores de combustão interna. "Com a substituição progressiva, o volume de motores convencionais em circulação no Brasil deve diminuir de 200 mil para 50 mil nos próximos dois anos, até 2006", diz diz Mario Massagardi, diretor de vendas e engenharia da Bosch (Gazeta Mercantil, 10 de abril).

Menos ruído e poluição
Em relação ao modelo convencional, os sistemas eletrônicos permitem a injeção de combustível progressiva, com menor nível de emissão de ruídos e poluentes mais comumente presentes, como o monóxido de carbono e o óxido de nitrogênio. A Bosch calcula que, dentro de três anos, a quantidade de motores equipados com sistemas de injeção mecânicos no mercado será reduzida a um quarto do número que está atualmente rodando no Brasil (Gazeta Mercantil, 10 de abril).

Toyota e fornecedores investem na Tailândia
A Toyota Motor Corp. e seus fornecedores vão aumentar em 43% os investimentos projetados para a Tailândia, apostando na crescente demanda por automóveis nesse país do sudeste asiático de 70 milhões de habitantes. A maior montadora do Japão, que tem duas unidades de produção na Tailândia, pretende investir US$ 503,9 milhões, enquanto seus fornecedores vão investir US$ 496,9 milhões (Gazeta Mercantil, 9 de abril).

Toyota avisa: vai produzir a Fielder
A Toyota resolveu investir num segmento menos badalado no país, o das peruas. A montadora anunciou oficialmente a produção da Fielder, segundo modelo a ser fabricado em Indaiatuba, SP, no 1.º trimestre do ano que vem. A montadora confirmou a chegada de três novos modelos a partir de maio: o Land Cruiser Prado, substituto do utilitário-esportivo Hilux SW4 e os novos Camry e Lexus ES 300. A Fielder, montada sobre a plataforma do Corolla. deverá custar cerca de 10% a mais que o Corolla, ou seja, R$ 55 mil (Agestado, 9 de abril).

Vendas encolhem e a saída é exportar
Março passado foi o pior dos últimos 10 anos, mas exportações cresceram 43,9%. A indústria automobilística está à busca de uma fórmula para tentar reaquecer as vendas de veículos no mercado interno. O mês de março de 2003 foi o pior março dos últimos 10 anos. "Há muito tempo o mercado vem apresentando tendência de queda e, além de não crescer, também não oferece perspectivas positivas a curto e médio prazo", diz o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. Dos 102.513 veículos licenciados em março, 96.507 são de modelos nacionais, volume 14,7% menor que os 113.119 modelos nacionais licenciados em março de 2002. Sobre fevereiro deste ano, quando foram emplacados 109.368 veículos nacionais, a retração nas vendas foi de 11,8%. (Gazeta Mercantil, 8 de abril).

Condições para a consolidação
Preocupada com a estagnação do mercado interno a Anfavea elaborou recentemente um diagnóstico do setor automotivo juntamente com a empresa de consultoria Booz-Allen & Hamilton. O objetivo desse estudo é buscar junto ao governo saídas para retomar o crescimento interno do setor automotivo. "Sem um mercado interno forte a indústria automobilística não será uma grande exportadora de veículos", afirma o gerente da Booz-Allen & Hamilton, David Wong. A Anfavea constatou que, para o setor automotivo se consolidar é preciso que a produção de veículos alcance de 2,5 milhões a 2,7 milhões de unidades por ano, absorvendo 73,5% da capacidade instalada das montadoras, que atualmente é de 3,2 milhões de unidades anuais. O recorde histórico de produção do setor foi em 1997, quando foram montados no País 1,9 milhão de veículos. "Ainda não temos uma receita pronta para o futuro", disse o presidente da Anfavea. "Estamos tentando encontrar saídas (Sônia Moraes, Gazeta Mercantil, 8 de abril).

Dianteira da GM nos carros
O ranking de licenciamento de veículos nacionais e importados teve alterações. A General Motors, por exemplo, liderou os registros de automóveis no primeiro trimestre com 72.321 unidades. A Fiat ficou em segundo lugar, com 72.064 unidades. A marca Volkswagen veio em terceiro lugar, com 64.679 carros licenciados. No primeiro trimestre de 2002, a líder foi a Volkswagen (76.282 unidades), seguida pela Fiat (73.715 unidades) e GM (66.418 carros licenciados). Na categoria comerciais leves, o ranking do primeiro trimestre foi o mesmo de igual período de 2002. A Fiat liderou os licenciamentos (9.807 unidades), seguida pela Volkswagen (7.495 unidades) e GM (6.131 unidades). Nos caminhões, a Mercedes-Benz manteve no primeiro trimestre de 2003 a liderança de vendas no atacado (32,3% de participação), seguida de perto pela VW (30,6%). No primeiro trimestre de 2002, a Mercedes tinha 33,9%, e a VW 24,6%.

Funcionários cedem e ganham Tupi
Os funcionários da fábrica Anchieta da Volkswagen do Brasil aprovaram em assembléia a proposta da montadora de terceirizar a ala 21, que faz embalagem de peças, para obter a aprovação da matriz na Alemanha de colocar em produção nesta unidade o projeto 249, denominado Tupi. Segundo o sindicato dos metalúrgicos do ABC, os funcionários também concordaram que a produção de motores para este modelo seja transferida para a fábrica de São Carlos, no interior de São Paulo.Com terceirização da embalagem de peças, a Volkswagen vai transferir para outras áreas da empresa 600 funcionários. Na linha de motores a transferência vai envolver 900 empregados desta unidade.

Fiat poderá fazer carro 100% brasileiro
O pesado investimento da Fiat automóveis num completo laboratório de desenvolvimento, que começou a ser construído em 2002, altera a rotina da fábrica de Betim, MG. Com previsão de infestimentos de R$ 400 milhões, somente da montadora brasileira, até 2006, cria-se um infra-estrutura que possibilitará o projeto e a montagem de um carrro 100% brasileiro (Estadão, 6 de abril).

Mistura de álcool na gasolina pode aumentar
O governo poderá aumentar, se assim o desejar, o percentual de mistura do álcool anidro à gasolina, de 20% para 25%, já em maio, um mês antes do previsto. A garantia de que haverá álcool suficiente para suprir essa diferença já foi dada pelos produtores. Segundo o conselheiro da União da Agroindústria Canavieira do Estado (Única), José Carlos Figueiredo Ferraz, "há uma preocupação muito grande com a redução no percentual do álcool anidro à gasolina, já que a poluição aumentou" (Agestado, 6 de abril).

A renúncia da Suzuki ao Brasil
O humor do mercado causou esta semana mais uma baixa no segmento de importados. A Suzuki renunciou ao País na condição de subsidiária plena. É a primeira vez que isto ocorre em 83 anos, segundo a empresa. A marca, de início, tinha apenas um representante, mas se instalou com a perspectiva de crescer a partir da produção do Grand Vitara na Argentina em parceira com a GM, que possui 20% do capital da matriz japonesa. Foi o quinto importador a desistir, depois de Lada, Mazda, Daihatsu e Daewoo, por erros de marketing e, principalmente, desvalorização cambial aliada a imposto de importação bastante alto (Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de abril).

Suzuki: efeito Tracker e EcoSport?
O caso mais recente de abandono mostrou outros agravantes. A GM vende o utilitário esporte Tracker 4x4, irmão gêmeo do Grand Vitara e principal produto da Suzuki, pelo mesmo preço e disponibiliza uma rede de assistência 10 vezes maior. O Tracker segue sendo ofertado normalmente. O lançamento do EcoSport, produzido na Bahia, também pode ter influenciado por se tratar de um concorrente bem mais barato, embora por enquanto sem tração total (Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de abril).

PSA: mais exportação, menos ociosidade
O presidente mundial do Grupo Peugeot-Citroën, Jean-Martin Folz, em visita ao Brasil, reafirmou o discurso em favor das exportações para melhorar a rentabilidade dos negócios. Sugeriu menos direcionamento em modelos específicos para o País e pouco exportáveis. Citou o motor 1.000 e os movidos a álcool. Talvez não tenha podido se informar sobre os motores flex. Ao lançar o Citroën C3, em maio, a PSA ocupará quase 90% da capacidade instalada em Porto Real, RJ, considerando dois turnos e semana inglesa de trabalho (Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de abril).

GM pode produzir novo carro em Gravataí
A GM abriu disputa entre Rio Grande do Sul, México e China para definir onde implantará uma unidade industrial com investimento entre US$ 210 milhões e US$ 240 milhões para produzir um novo veículo a partir de junho de 2005. A direção da montadora no Brasil reuniu-se ontem com o governador gaúcho Germano Rigotto para anunciar o projeto e medir o interesse do Estado em apoiá-lo com benefícios fiscais, a exemplo do que ocorreu em 1997 no acordo para a instalação da fábrica em Gravataí. O novo modelo a ser produzido terá muita sinergia com o Celta, segundo a GM (Valor, 4 de abril).

GM leva antecipação salarial a julgamento
A GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região não chegaram a acordo durante a audiência de conciliação realizada ontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A montadora levou o dissídio a julgamento. A decisão sai na segunda-feira (Valor, 4 de abril).

Funcionários param contra terceirização na VW
A disputa para abrigar a produção de um novo carro na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o Tupi Europa, resultou ontem na paralisação, por cerca de seis horas, do setor de peças da montadora. Funcionários da Ala 21, onde trabalham 600 pessoas, suspenderam os serviços e realizaram passeata em protesto contra a intenção da empresa de terceirizar esse setor. A proposta de terceirização será votada em assembléia na segunda-feira com os cerca de 14 mil empregados e deve ser aceita pela maioria. A Volks coloca a medida como condição para produzir o carro no País (Estadão, 4 de abril).

A Tritec exportará motores para a China
A Tritec Motors acaba de fechar um contrato de exportação de motores para a China. O acordo, firmado com uma montadora cujo nome é mantido em sigilo pela empresa por motivos contratuais, prevê o envio de 170 mil motores até 2005. O negócio, avaliado em US$ 200 milhões, será o primeiro da Tritec com uma companhia de fora dos seus dois grupos controladores (Gazeta Mercantil, 4 de abril).

Ford cresce 27% no trimestre
A Ford começou a colher os resultados do lançamento de modelos novos no Brasil. Com total de vendas de 34.895, a montadora alcançou crescimento de 27,5% no primeiro trimestre na comparação com igual período do ano passado. De janeiro a março deste ano, as vendas da indústria recuaram 1%. As exportações, puxadas agora pelo Novo Fiesta, somaram US$ 143,4 milhões, o que representou aumento de mais de 100% (Valor Econômico, 4 de abril).

GM quer incentivos para fazer novo carro no RS
O Rio Grande do Sul disputa com México e China a produção do novo automóvel que a General Motors lançará até 2005. O presidente da empresa no Brasil, Walter Wieland, apresentou ontem os planos da GM ao governador Germano Rigotto (PMDB) e pediu incentivos fiscais para trazer o projeto para o País. Rigotto criou um grupo de trabalho entre o governo e a empresa para definir, no prazo de 90 dias, a forma como o Estado poderá apoiar o projeto. A produção do novo carro exigirá investimentos de US$ 210 milhões a US$ 240 milhões e deve gerar 1,5 mil empregos diretos. Para Wieland, o Estado é favorito para produzir o novo carro, um modelo compacto, mas não popular, que também seria exportado para vários países (Jornal da Tarde, 4 de abril).

GM faz recall de cinto de segurança
A General Motors vai fazer no Brasil um recall do cinto de segurança do utilitário esportivo Blazer. Em 'análises realizadas nos Estados Unidos'', a GM constatou que o cinto pode não reter o corpo do passageiro em caso de capotamento do veículo. Não há, segundo a empresa, registro do problema no Brasil. Por precaução, no entanto, a GM publicou comunicado em jornais brasileiros para convocar para o recall todos os proprietários de veículos da linha Blazer 4.3L, de seis cilindros, fabricados nos anos de 1999 e 2000, equipados com airbag e com número do chassi XC915384 a XC930999 e YC400009 a YC 431022. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.chevrolet.com.br ou pelo telefone 0800-702-4200 (Folha de S. Paulo, 4 de abril).

Mercado menor no primeiro trimestre
A Fenabrave divulgou os resultados do primeiro trimestre, com base no Renavam. Automóveis e comerciais leves tiveram 320.844 unidades registradas (362.306 no último trimestre de 2002). No mercado de caminhões e ônibus também houve queda durante o primeiro trimestre de 2003 - foram registrados 16.873 unidades destes veículos comerciais - no trimestre anterior o volume foi de 20.022 unidades. As motocicletas estão em alta foram registradas mo primeiro trimestre um total de 206.076 motos. No quarto trimestre de 2002 o volume registrado foi de 197.192 unidades (Gazeta Mercantil, 3 de abril).

Toyota prepara fábrica para o Fielder
O presidente da Toyota do Brasil e Mercosul, Hiroyuki Okabe, confirmou nesta terça-feira, 1, que a fábrica de Indaiatuba, SP, já está sendo preparada para produzir a versão SW do novo Corolla: o Fielder. O veículo será lançado no mercado no primeiro trimestre de 2004 com o mesmo design apresentado em São Paulo – ainda como protótipo – no Salão do Automóvel 2002, com apenas algumas modificações técnicas (AutoData, 2 de abril).

Novo automóvel poderá ter parceria
Três opções estão sendo estudadas pela direção da Toyota para a escolha do carro compacto que será produzido no Brasil. Duas prevêem parcerias com outras montadoras. Uma das hipóteses é um modelo que a Toyota está desenvolvendo em parceria com a francesa Peugeot. A outra é também fruto da aliança com a japonesa Daihatsu. A terceira alternativa é fabricar no Brasil a próxima geração do Yaris, o modelo compacto produzido hoje no Japão. As informações são do presidente da Toyota no Mercosul, Hiroyuki Okabe (Marli Olmos, Valor, 2 de abril).

Metalúrgicos fazem acordos
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região, filiado à Força Sindical, informou que mais 38 empresas (9.240 trabalhadores) fecharam acordo por reposição salarial antecipada, de 10%. Em cinco dias de greve, 137 metalúrgicas aceitaram conceder reajuste fora da data-base da categoria profissional (novembro), beneficiando 46.840 empregados. Hoje, 23 empresas têm sua produção paralisada, entre elas a Elgin, de Mogi das Cruzes, a fábrica da General Motors (GM), também de Mogi, e a Cosmolde, todas em greve desde ontem (Valor, 2 de abril).

Brasil, pólo de compactos da PSA
O grupo PSA Peugeot Citroën pretende transformar o Brasil em centro produtor da região para os veículos pequenos, fabricados na mesma linha de montagem do C3, chamada de plataforma Um. O presidente mundial do grupo, Jean Martin Folz, garantiu que pretende trazer novos modelos para produzir no país, mesmo após as operações no país impactarem negativamente a margem operacional da companhia no mundo. "Estamos passando por tempos difíceis, mas isso não modifica, por enquanto, nossa meta de investimentos e o compromisso com o Brasil", disse Folz (Cindy Correa, Valor, 2 de abril).

Rede de serviços da MWM para Sprint
A MWM lançou o Sprint Service para atender veículos com motores Sprint da marca, como Silverado, Blazer e S10, da GM; F-250, da Ford; Frontier, da Nissan; jipe T4, da Troller; Furgovan, da Agrale, e ainda os microônibus Volare. Segundo o gerente de Marketing da empresa, Roberto Alves dos Santos, apenas no mercado de picapes há mais de 320 mil veículos equipados com os motores MWM. A rede de cem postos deverá dobrar (Jornal do Carro, 2 de abril).

Moderfrota para caminhões em negociação
O BNDES estuda a criação de uma linha de financiamento à aquisição de caminhões, com taxas de juro equalizadas pelo Tesouro Nacional. O programa, que depende de dotações orçamentárias, está em negociação no Conselho Monetário Nacional (CMN) e seguirá os moldes do Moderfrota, voltado à compra de tratores e implementos agrícolas. Segundo o Sindipeças o Brasil tinha em 2002 em circulação 1,128 milhão de caminhões, com idade média de 12 anos (Gazeta Mercantil, 1 de abril).

Lucro da Fiat cai 89% no Brasil
A subsidiária brasileira Fiat Automóveis registrou lucro de R$ 18,8 milhões em 2002, valor 89% menor que o resultado do ano anterior. O lucro líquido por lote de mil ações atingiu apenas R$ 14,17, muito abaixo dos R$ 128,90 obtidos em 2001. Para a direção da indústria, o resultado é "aceitável" para um ano de cenário conturbado com forte retração nas vendas de veículos, com equilíbrio entre receitas e despesas (Valor Econômico, 1 de abril).

GM paralisada para negociações
Primeira montadora a ser atingida diretamente pela campanha por reposição salarial antecipada, a GM teve a produção de sua fábrica de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, paralisada ontem. A unidade, com 400 funcionários - entre contratados e terceirizados - produz peças para veículos que já saíram de linha. A expectativa é de que a negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região, ligado à Força Sindical, seja aberta hoje. Já a matriz da GM do Brasil, em São Caetano do Sul, marcou uma reunião para sexta-feira com os representantes trabalhistas dessa fábrica, também na base da Força Sindical (Valor Econômico, 1 de abril).

Toyota inagura pista de testes
A Toyota do Brasil inaugura hoje uma pista de testes na planta de Indaiatuba, SP. O circuito de 8 km será utilizado para o desenvolvimento dos veículos produzidos pela Toyota do Brasil. Para estrear a pista foi convidado o piloto Cristiano da Matta, da equipe Panasonic Toyota Racing de Fórmula1. Ele conduzirá o novo Corolla e um protótipo da Fielder, sportwagon da marca que foi apresentada pela montadora no Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado, e que também será produzida na planta de Indaiatuba (Maxpress, 1 de abril).

Faturamento de autopeças cresce 9,3%
O aumento das exportações das montadoras impulsionou as vendas de autopeças e o nível de emprego no segmento nos primeiros dois meses do ano. O faturamento dos fornecedores de componentes e sistemas automotivos cresceu 9,3% no primeiro bimestre de 2003 em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o Sindipeças, o resultado reflete o faturamento deflacionado em reais (AE Setorial/Carla Franco)

“Nunca vi nada parecido”
"Apesar do aumento das vendas, a lucratividade das empresas caiu no período", afirmou o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. Segundo ele, a defasagem absorvida pelo setor, entre os custos de matérias-primas e o repasse feito pelas montadoras, ultrapassou 28% no período de 1999 até o fim de 2002. "Os reajustes de insumos como o aço, as resinas, a borracha e as tintas estão pressionando as empresas, que não conseguem repassar esses custos para as montadoras", disse. "Nunca vi nada parecido com o que está acontecendo agora." (AE Setorial/Carla Franco)

voltar