
ABRIL/2003
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RS
na disputa de projeto da GM
O vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, e o diretor
de assuntos institucionais, Luiz Moan, participaram de uma audiência
pública na Assembléia Legislativa gaúcha para apresentar
os planos de expansão da unidade no Rio Grande do Sul. A montadora
está negociando novos benefícios fiscais para a fábrica
inaugurada em junho de 2000. A nova fábrica está sendo disputada
pelas subsidiárias da GM da China e do México. Ela exigirá
investimentos de US$ 210 milhões a US$ 240 milhões e, se
ficar no Rio Grande do Sul, elevará a capacidade de produção
local de 120 mil para 220 mil carros por ano. O projeto prevê o
lançamento de um novo modelo a ser fabricado sobre a base do Celta
e uma linha de produção de veículos desmontados para
exportação (Valor Econômico, 30 de abril).
Funcionários
da GM encerram greve
Terminou ontem a greve de seis dias dos funcionários da General
Motors de São José dos Campos (SP). Os cerca de 10 mil funcionários
voltaram ao trabalho no início da amanhã sem que suas reivindicações
fossem atendidas. Hoje, o Sindicato dos Metalúrgicos volta a se
reunir com a direção da montadora para negociar o pagamento
único de abono de R$ 900 e o não-desconto dos dias parados.
"Voltar ao trabalho era a condição da empresa para
continuar negociando", justificou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São José, Luiz Carlos Prates (Estadão, 30 de abril).
Peugeot
e Toyota ainda apostam nas peruas
Na contramão das tendências de mercado apontadas por outras
montadoras, que estão investindo nos segmentos de monovolumes e
utilitários-esportivos, Peugeot e Toyota apostam no potencial das
peruas para conquistar os consumidores. A Peugeot está lançando
307 SW, perua derivada do hatch 307. A Toyota, por sua vez, produzirá
a Fielder, perua baseada no Corolla, na fábrica de Indaiatuba (SP),
a partir do ano que vem. Enquanto em 2000 havia 26 desses modelos no mercado,
sem contar as diferentes versões de motor e acabamento, atualmente
existem apenas 16 modelos (Jornal da Tarde, 30 de abril).
Vamos
falar de novo do transponder?
Está completando exatamente um ano uma boa idéia, que
não saiu do papel. Trata-se da adoção de um transponder
nos veículos com a finalidade de facilitar, nos bloqueios policiais,
a identificação daqueles roubados ou irregulares. O dispositivo,
um microchip, emite ondas de radiofreqüência, captadas em até
20 metros de distância, que informam dados como números de
chassi, motor, modelo, cor e outras referências. Desta forma, a
fiscalização seria mais rápida e segura, além
de checar se o imposto anual e o licenciamento foram, de fato, pagos (Fernando
Calmon, Alta Roda, 28 de abril). Leia mais....
Megane
II vem pela Argentina
Depois da eleição presidencial na Argentina, em maio, provavelmente
a Renault anunciará a produção do novo Mégane
II, na fábrica de Córdoba. Apesar da crise profunda em toda
a indústria do país vizinho, não há sinais
de nenhuma retirada de cena. Para a marca francesa, líder do mercado
local, será a resposta ao Peugeot 307. O Mégane II tem uma
traseira de estilo bastante discutível (Fernando Calmon, Alta Roda,
28 de abril).
Os
lançamentos na agenda da Imprensa
A concentração de lançamentos, em pouco mais de uma
semana, impressiona: Peugeot 307 SW, Audi A8, Honda Fit, Citroën
C3 e Chevrolet Omega. Trata-se apenas de coincidências causadas
por sucessivos atrasos industriais, à exceção do
Fit, planejado com a reconhecida meticulosidade japonesa. Poucas vezes
a agenda da Imprensa ficou tão apertada (Fernando Calmon, Alta
Roda, 28 de abril).
As
genéricas ficaram pelo caminho
O programa de peças genéricas mais baratas lançado
pela Fenabrave, federação das concessionárias, não
decolou. A idéia de oferecer peças compradas diretamente
da indústria de autopeças, sem passar pelos fabricantes
de veículos, precisaria ter sido mais bem amadurecida. Soluções
caseiras, mesmo as bem-intencionadas, às vezes batem de frente
com investimentos interligados globalmente (Fernando Calmon, Alta Roda,
28 de abril).
Governo
negocia fim da greve
O secretário de Relações do Trabalho, Osvaldo
Bargas, reúne-se hoje, em São Paulo, com representantes
dos metalúrgicos grevistas ligados à Central Única
dos Trabalhadores (CUT) e da General Motors. O representante do Ministério
do Trabalho vai tentar intermediar um acordo entre as partes que ponha
fim à greve que atinge a fábrica da montadora em São
José dos Campos, SP, desde terça-feira. Na quinta, o Tribunal
Regional do Trabalho julgou a greve abusiva e determinou a volta imediata
ao trabalho, mas os 10,5 mil funcionários decidiram manter a paralisação
até a empresa atender às reivindicações. Eles
querem reajuste de 10,39%, redução da jornada de trabalho
sem corte nos salários e adoção do gatilho salarial
(sempre que a inflação acumular 3%). A GM ofereceu abono
de 56% para salários até R$ 1.600 por mês (Estadão,
28 de abril).
Fras-le
exporta mais
A Fras-le, fabricante de materiais de fricção (lonas e pastilhas
de freio), prevê um aumento de 30% nas suas exportações
deste ano em razão do crescimento da demanda do mercado externo,
principalmente dos Estados Unidos e Canadá, onde estão seus
principais clientes. Em 2002, a receita com exportações
totalizou US$ 30 milhões (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
VW
pega carona no Carga Pesada
A TV Globo retoma amanhã a minissérie Carga Pesada,
sucesso nos anos 80 com Antonio Fagundes e Stênio Garcia. Dois caminhões
VW Titan Tractor 18.310 e um VW 23.220 foram cedidos pela fábrica
de Resende, RJ, que também construiu um estúdio móvel
inédito no país e cedeu motoristas para atuarem como dublês
e pessoal de apoio nas cenas de trânsito (AutoData, 28 de abril).
Fiat
vai construir veículos integralmente no Brasil
A Fiat apresentou em Betim os primeiros laboratórios do Pólo
de Desenvolvimento que permitirá à empresa desenvolver integralmente
novos veículos no Brasil. O presidente da Fiat no Brasil, Roberto
Vedovato, vai apresentar também os planos estratégicos da
montadora para os próximos anos, que prevêem investimentos
de R$ 400 milhões. A unidade da Fiat em Betim, maior fábrica
do grupo no mundo, emprega 8 mil pessoas e 8 mil indiretamente, que trabalham
na própria unidade. A fábrica monta 1,8 mil carros/dia das
linhas Palio, Stilo, Marea e Uno. De acordo com o governo mineiro, a Fiat
foi a única montadora instalada no país que obteve lucro
no ano passado. Em 2002, a empresa apresentou receita líquida de
R$ 5,9 bilhões (Globo News, 23 de abril).
Greve pára GM no Sul
Mesmo sem greve, a fábrica da General Motors de Gravataí,
RS, deve suspender hoje a produção dos modelos Celta por
falta de motores e transmissões. O mesmo pode ocorrer na unidade
de São Caetano do Sul, SO, onde os estoques dos produtos estão
no fim. As duas montadoras recebem os equipamentos da fábrica de
São José dos Campos, SP, que está parada desde terça-feira
por causa da greve dos cerca de 10 mil funcionários (Cleide Silva,
Estadão, 25 de abril).
CSN
tem lucro de R$ 406 milhões
O aumento dos preços e a maior participação dos aços
revestidos no mix de vendas ajudaram a Companhia Siderúrgica, CSN,
a fechar o primeiro trimestre de 2003 com lucro líquido de R$ 406
milhões. No mesmo período do ano passado, a empresa registrava
prejuízo líquido de R$ 197 milhões. Para Benjamin
Steinbruch, presidente da empresa, o resultado se deve a esforços
de reduzir custos e estratégia de vendas para mercado externo (Estadão,
25 de abril).
Scania
vende chassis à Colômbia
A Scania Latin América venceu uma concorrência para fornecer
130 chassis de ônibus para a cidade de Bogotá, na Colômbia.
O contrato, no valor de US$ 24 milhões, é o primeiro da
montadora naquele país. Os veículos são modelos articulados,
com capacidade para 160 passageiros, que começaram a ser produzidos
este ano e ainda não tiveram nenhuma unidade vendida no Brasil
(Cleide Silva, Estadão, 25 de abril).
AMX
será montado em Gavião Peixoto
A Embraer vai transferir, no fim deste ano, a linha de montagem do jato
militar AMX de São José dos Campos, SP, para a unidade de
Gavião Peixoto, SP. A informação foi dada pelo presidente
da empresa, Mauricio Botelho, durante a inauguração da fábrica
de asas da Kawasaki Aeronáutica do Brasil, KAB, a primeira fornecedora
a se instalar no complexo industrial da empresa, na região de Araraquara,
interior paulista (Gustavo Porto, Estadão, 25 de abril).
Fábrica
de asas para jato da Embraer
A montagem dos conjuntos de asas dos jatos regionais Embraer 195
no Brasil vai aumentar em 4,5% o índice de nacionalização
dos aviões da Embraer. A Kawasaki Heavy Industries, segunda maior
fabricante de aviões do Japão, inaugurou ontem em Gavião
Peixoto, SP, sua primeira fábrica fora do Japão para atender
a Embraer. O investimento da Kawasaki na nova unidade foi de R$ 20 milhões
(Gazeta Mercantil, 25 de abril).
Outros
seis fornecedores no Brasil
Além da Kawasaki, outras seis parceiras da Embraer já se
instalaram no Brasil. A norte-americana C&D Aerospace, fornecedora
de interiores para avião, construiu fábrica em Jacareí,
onde também está instalado centro de serviços para
a Embraer, da Parker Hannifin, fabricante de sistemas hidráulicos,
comandos de vôo e de combustível. Em São José
dos Campos estão instaladas a belga Sonaca (conjuntos de suporte
do motor e da fuselagem traseira dos jatos), a Pilkington Aerospace (janelas
da cabine de passageiros) e a Eleb, uma joint-venture entre a Embraer
e a alemã Liebherr (trens de pouso). Em São Paulo, a Goodyear
reativou a linha de produção de pneus de avião (Gazeta
Mercantil, 25 de abril).
Governador
mineiro leva apoio ao plano da Fiat
O governador Aécio Neves garantiu, durante visita às instalações
da Fiat Automóveis, em Betim, MG, que defenderá a competitividade
da Fiat no plano político e dará tranqüilidade ao comando
internacional da montadora para manter e ampliar os seus investimentos
no estado. O presidente da Fiat no Brasil, Roberto Vedovato, confirmou
que a empresa vai investir R$ 3 bilhões no desenvolvimento de novos
produtos e processos na fábrica de Betim até 2005. Desse
total de investimentos, R$ 750 milhões já foram empregados
no Pólo de Desenvolvimento da montadora, que permitirá à
Fiat produzir carros integralmente no Brasil (Gazeta Mercantil, 25 de
abril).
ABNT
renova diretoria
Ricardo Rodrigues Fragoso, engenheiro mecânico, é o
novo diretor geral da ABNT – Associação Brasileira
de Normas. Ele assumiu o cargo, no dia 1º de abril. Fragoso foi diretor
executivo da CSN do grupo Villarta, tendo assumido cargo de direção
e consultoria técnica, no Brasil, da TecnoAmerica, empresa do grupo
espanhol Tecnolama, com atividade no setor de manufatura de componentes
industriais (Automotive Business, 24 de abril).
As negociações
para evitar a greve
Mais uma montadora do Paraná, a Volvo, teve paralisada a produção
ontem, depois de os trabalhadores decretarem greve por reajuste salarial.
A Renault, que produz os modelos Clio e Scénic, está parada
desde terça-feira. Em São Paulo, a greve atinge a unidade
da General Motors de São José dos Campos, mas pode afetar
outras empresas do grupo, pois é de lá que saem os motores
que equipam os carros feitos no ABC paulista e em Gravataí (RS).
Os demais sindicatos de metalúrgicos do ABC, São Carlos
e Taubaté, ligados à CUT e à Força Sindical,
devem aceitar a proposta apresentada ontem pelo Sinfavea, de abono de
R$ 900, pago em duas vezes. A oferta será avaliada em assembléias
de trabalhadores, entre hoje e terça-feira (Estadão, 24
de abril).
Sindipeças
pede apoio pra carro popular
O Sindipeças pediu ontem ao presidente Luiz Inácio Lula
da Silva apoio do governo para financiar um programa de venda de carros
populares. O objetivo é combater a ociosidade do setor, que gira
em torno de 40%, segundo o presidente do Sindipeças, Paulo Butori.
A proposta do Sindipeças é a criação de um
sistema de venda parcelada em 36 meses, para o público com renda
entre dois e cinco salários mínimos (Estadão, 24
de abril).
Iochpe-Maxion
lucra R$ 3 milhões
A Iochpe-Maxion, fabricante de autopeças e equipamentos ferroviários,
fechou o primeiro trimestre com lucro líquido consolidado de R$
3,36 milhões, revertendo perdas de R$ 7,34 milhões nos mesmos
meses de 2002. Esse é o primeiro resultado positivo que a companhia
registra desde que iniciou o processo de reestruturação,
em 1998. "Foi um trimestre maravilhoso. As vendas cresceram de forma
consistente", diz Oscar Becker, diretor financeiro. (Valor, 24 de
abril).
Ghosn
afirma que dívida foi eliminada
A Nissan anunciou resultados preliminares, que indicam lucro operacional
recorde de US$ 6,04 bilhões para o ano fiscal de 2002, concluído
em 31 de março de 2003. Segundo o presidente da Nissan, o brasileiro
Carlos Ghosn, a montadora espera registrar lucro líquido após
impostos de US$ 4,06 bilhões. A dívida líquida (2,1
trilhões de yenes no início do ano fiscal de 1999) deverá
ser completamente eliminada (Valor, 24 de abril).
Avaliando
os efeitos do FlexFuel - 1
A entrega, esta semana, dos primeiros Gols Total Flex a compradores
particulares, abre uma nova era quanto à utilização
de combustíveis alternativos no Brasil. Depois de um início
exageradamente otimista, em meados dos anos 80 do século XX, o
programa do álcool entrou em rápida decadência, desaparecendo
praticamente a partir de 1995. Nos últimos anos houve um esboço
de reação, sem passar dos 4% das vendas de veículos
leves (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).
Avaliando
os efeitos do FlexFuel - 2
Afinal, um automóvel capaz de utilizar flexivelmente um ou outro
combustível pode ser considerado um carro a álcool? A lógica
diz que sim. O usuário só utilizaria gasolina para uma autonomia
maior ou quando o custo por quilômetro fosse mais interessante.
E o cálculo é simples: basta multiplicar o preço
do derivado de petróleo por 0,7. Se o combustível vegetal
custar igual ou menos, a escolha seria óbvia, embora nos melhores
motores se possa considerar 0,75 (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).
Avaliando
os efeitos do FlexFuel - 3
O lançamento antecipado do Total Flex levou a uma rancorosa disputa
de bastidores. Concorrentes tentaram derrubar, junto ao governo, o enquadramento
como carro a álcool ou procuraram “plantar” notícias
de que se tratava apenas de um protótipo. Na realidade, a tendência
entre as quatro marcas mais antigas é aproveitar a experiência
na área e produzir apenas motores flex em curto prazo. Os custos
de produção caem, proporciona livre escolha do combustível,
produtores de álcool tratariam de assegurar a vantagem em relação
à gasolina, além de facilitar exportações.
Em situação desvantajosa estariam as marcas recém-chegadas
(Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de abril).
A
Tritec abre espaço na China
Boa notícia foi a conquista de clientes na China pela Tritec, fábrica
de motores do Paraná que pertence à DaimlerChrysler e BMW.
Serão 170.000 unidades em três anos. A empresa teve de procurar
alternativas porque a BMW, que encomenda hoje 90% da produção,
sairá da sociedade em 2005. A Tritec negocia ainda com outros fabricantes
da China, Inglaterra e Rússia (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de
abril).
Garantia
extra não atrai
Mais uma prova de que garantia longa não atrai, quando se paga
explicitamente por ela. Apenas 12% dos compradores do Peugeot 206 aceitam
desembolsar R$ 450,00 por um ano extra de cobertura. Sem mágicas:
para resolver determinados problemas recorrentes pós-garantia,
só repassando ao preço final uma espécie de seguro
de qualidade. Difícil de os compradores aceitarem (Fernando Calmon,
Alta Roda, 23 de abril).
Honda
Fit já está chegando
A Honda já iniciou a produção do Fit no Brasil
e deve apresentar o carro ao público dia 29 de abril. Conhecido
como Jazz na Europa, o Fit será o segundo carro da empresa fabricado
no Brasil, depois do Civic. A intenção é disputar
mercado com modelos como o Chevrolet Meriva. O Brasil será o segundo
país a fabricar o Fit, depois do Japão, onde é líder
de vendas. A previsão é vender 30 mil unidades ao ano. No
segundo semestre a Honda iniciará as exportações
do Fit para países da América do Sul em pequena quantidade
(Estadão, 22 de abril).
Gol
bicombustível vende 400 por semana
Segundo a assessoria de imprensa da Volkswagen, a montadora está
vendendo uma média de 400 unidades por semana do Gol Total Flex,
que funciona à base de gasolina ou álcool (Gazeta Mercantil,
22 de abril).
FlexFuel
pronto para exportação
A Magneti Marelli investiu R$ 5 milhões, o trabalho de uma equipe
de 30 engenheiros e quatro anos de pesquisas para desenvolver o sistema
FlexFuel. Como compensação, consolidou sua lidrança
no mercado brasileiro de injeção eletrônica, com fatia
de 42% e está em posição favorável para lançar
internacionalmente o inédito Software Flexfuel Sensor, que gerencia
a queima de álcool e gasolina misturados (Gazeta Mercantil, 22
de abril).
Iveco
vende 170 Daily à Martins
A Iveco, com fábrica em Sete Lagoas, concluiu a entrega de lote
de 170 caminhões semileves Daily, na versão chassis, para
o grupo atacadista Martins, de Uberlândia, MG. Trata-se de um dos
maiores contratos já fechados pela subsidiária brasileira,
cujo valor gira ao redor de R$ 6 milhões e inclui contrato de manutenção
programada por quatro anos (Gazeta Mercantil, 22 de abril).
Valeo
traz linhas de Córdoba ao Brasil
A fabricante francesa de autopeças Valeo vai transferir, até
o final de maio, parte de sua produção da fábrica
de Córdoba, na Argentina, para o Brasil. Segundo o presidente da
empresa para a América do Sul, Alain Keruzore, "o objetivo
de concentrar a produção de certas peças em São
Paulo é a redução de custos logísticos".
A Valeo começou no Brasil em 1974, produzindo radiadores. Hoje,
depois de absorver várias empresas do setor, controla entre 20%
e 50% dos mercados de seus vários produtos (Sonia Moraes, Gazeta
Mercantil, 17 de abril).
Queda do dólar atrapalha exportação
A Marcopolo vai rever as projeções de desempenho para
este ano devido à queda na cotação do dólar
para perto de R$ 3. Até agora, a projeção é
de uma receita líquida consolidada de R$ 1,56 bilhão em
2003, 5,3% superior à do ano passado, mas o impacto do câmbio
pode reduzir as estimativas devido ao peso dos negócios externos
sobre as vendas de carrocerias de ônibus e componentes. "Vamos
revisar os números, mas isso não quer dizer que eles serão
modificados", ressalvou o vice-presidente corporativo do grupo, José
Antônio Martins. Em 2002, 62,5% da receita líquida da Marcopolo
foi originária das exportações a partir do Brasil
ou das vendas das subsidiárias no México, Colômbia,
África do Sul e Portugal (Valor, 17 de abril).
Prejuízo
da Ford cai 63,5%
Ao roubar parte da participação de mercado da concorrência,
a Ford conseguiu, no primeiro trimestre, reduzir os prejuízos na
América do Sul em 63,5%. Durante a divulgação do
balanço mundial ontem, a segunda maior montadora do mundo anunciou
que as perdas na região somaram US$ 31 milhões. No primeiro
trimestre de 2002, o prejuízo foi de US$ 85 milhões. "Estamos
fazendo progressos na América do Sul", disse ao Valor o diretor
de operações internacionais da matriz da Ford, em Detroit,
Ken Zino. Segundo ele, as perspectivas para os próximos meses são
de resultados ainda mais positivos porque novos veículos estarão
no mercado (Valor, 17 de abril).
Inconveniência
para abrir a Automec
Atenção para a data de realização da
Automec, que mudou há bastante tempo mas aparece errada em alguns
programas: será de 25 a 29 de maio, no Anhembi, em São Paulo.
Como você sabe, 25 de maio é domingo e seria o dia da abertura
oficial. Diante da inconveniência de abrir um evento dessa magnitude
no domingo, o que vem irritando dirigentes e entidades do setor, há
alguma tentativa de mudar a cerimônia oficial para a segunda-feira.
Espere para saber (Automotive Business, 17 de abril).
Automec
quer atrair estrangeiros
Em 1993 a Automec recebeu 20 mil visitantes; em maio próximo cerca
de 80 mil pessoas são esperadas na feira. O número de expositores
cresceu no período de 420 para 1250. A Alcântara Machado
está se empenhando para internacionalizar ainda mais o evento,
com ações promocionais no Exterior e convites a jornalistas
estrangeiros. A Almax é uma empresa de turismo criada para facilitar
viagens e lazer durante a Automec (Automotive Business, 17 de abril).
Divulgação
da Automec via imprensa
A S2 Comunicação Integrada é a empresa encarregada
de coordenar a divulgação das novidades da Automec, organizando
as coletivas com jornalistas. Para informações entre em
contato com a Thais Ruiz, cujo email é thais@s2.com.br. O telefone
da S2 é 11 3457-0235. Veja mais também em www.automecfeira.com.br
(Automotive Business, 17 de abril).
Retrato
do mercado chinês
A China parece encantar a todos com seu assombroso crescimento de
vendas de 37% no ano passado, que deslocou a Alemanha do terceiro lugar
no ranking mundial. O mercado potencial chinês é gigantesco,
os salários são um terço do que se paga no Brasil
e todos os grandes grupos estão lá. Há custos indiretos
de peso, ressaltou Corrado Capellano, consultor da AT Kearney: “Ninguém
sabe quem faz as regras, infra-estrutura e logística ainda são
deficientes, sistema financeiro é atrofiado”. A demanda de
frotistas oficiais e particulares responde por 50% das vendas e metade
dos modelos comercializados são de precários veículos
de três rodas (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).
O
diferencial competitivo do Brasil
Capelano lembrou que o Brasil gera ou aperfeiçoa tecnologias e
se trata de um grande diferencial competitivo. “São 60 laboratórios
só em pesquisa de materiais.” A Fiat, por exemplo, que tinha
baixo investimento técnico aqui, mudou a estratégia. Desde
o ano passado está construindo uma estrutura muito moderna capaz
de desenhar e desenvolver veículos. Peter Fassbender, responsável
pelo novo centro de estilo de Betim, destacou ser este o único
da companhia fora da Itália. Certamente vai criar produtos para
o Brasil e outros mercados emergentes (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda,
16 de abril).
Interesse
pela tecnologia FlexFuel
Numa platéia predominante de engenheiros e técnicos, o tema
que mais despertou atenção durante o seminário “O
Impacto das Novas Tecnologias na Indústria Automobilística”,
promovido pela SAE Brasil em São Paulo, dia 7 de abril, foi o debate
sobre o uso de motores de uso flexível álcool/gasolina.
A tecnologia já existia no Brasil desde 1994, mas o interesse ciclotímico
das fábricas atrasou o processo. O lançamento do primeiro
modelo, o Gol Total Flex, disparou a corrida, inclusive de marcas recém-chegadas
e atropeladas pelos fatos. Nenhum dos três fornecedores de tecnologia
presentes (Magneti Marelli, Bosch e Delphi) abriu os planos de seus velhos
e novos clientes. A melhor solução técnica é
um motor a álcool que também pode consumir gasolina e não
o contrário. Mas a tendência está no meio termo entre
os dois acertos possíveis (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).
As
perspectivas do x-by-wire
Mais eletrônica e menos mecânica. Este é o futuro dos
comandos de embreagem, freios e direção graças às
tecnologias by wire: saem cabos e condutos, entram fios. Segundo Marcos
Lemos, da Visteon, além das vantagens de simplificação
e eficiência, a indústria preocupa-se com a ergonomia e a
tendência mundial de envelhecimento da população.
Isso vai exigir acionamentos mais suaves, sem perda de sensibilidade e
de prazer ao dirigir (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).
Consumidores
esperam juros menores
A safra de boas notícias na área econômica chegou
mais no começo de abril, sem força para influenciar as vendas
de março. Mercado interno caiu 16% em relação a fevereiro,
refletindo apatia. No trimestre, porém, a queda foi de apenas 1%
contra o mesmo período de 2002. Os estoques voltaram a subir, de
39 dias para 44 dias. Queda dos juros parece ser o que realmente os compradores
esperam (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).
Ritmo
acelerado nas exportações
Exportações continuam em aceleração fulminante.
Cresceram nada menos que 54% em 2003, se comparadas ao ano passado. Se
continuarem neste ritmo, a capacidade ociosa da indústria cairá
um pouco, passando de 44% para 41%. Não é nenhuma maravilha,
mas se cair para 30% nos próximos três anos seria um bom
alívio para empresas que investiram US$ 27 bilhões de 1994
a 2002 (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de abril).
Moderfrota
eleva arrecadação
O Moderfrota elevou em 390% a arrecadação de IPI sobre
tratores entre 1999 e 2002, chegando a R$ 152 milhões no ano passado.
No mesmo período, o recolhimento total do imposto cresceu 20% (Valor,
15 de abril).
Troller
quer cativar área militar
A cearense Troller Veículos Especiais S/A, de Horizonte, a 23 quilômetros
de Fortaleza, lança um produto dirigido às forças
armadas: o jipe T4-M, que será apresentado a comandantes militares
de vários países durante a Latin America Defentech (LAD),
entre 22 e 25 de abril, no Rio. Com o T4-M a Troller pretende conhecer
o mercado militar e preparar terreno para incursões mais agressivas
(Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Crecem
as vendas de veículos na Europa
As vendas de automóveis cresceram 2% em março último
nos países da Europa Ocidental, pela primeira vez no ano, segundo
dados da Acea, entidade que congrega as montadoras que operam no continente.
As vendas alcançaram 1,59 milhão de veículos, 2%
a mais que no mesmo mês de 2002. No acumulado do trimestre em toda
Europa Ocidental foram vendidos 3,80 milhões de veículos,
2,4% menos que no primeiro trimestre do ano passado (AutoData, 15 de abril).
Esforço
para manter a liderança
A Mercedes-Benz tem acelerado as promoções de corpo-a-corpo
com o comprador. "Queremos intensificar junto ao cliente o contato
com o produto, para que ele perceba que motor eletrônico é
sinônimo de economia e rentabilidade", explica o gerente de
vendas de veículos comerciais da montadora, Euclydes Ghedin Coelho.
A empresa nem imagina perder sua liderança brasileira, em caminhões,
que perdura há 33 anos. No último trimestre encerrado em
março, a Mercedes teve 32,3% das vendas internas, a Volks, 30,6%
(Gazeta Mercnatil, 15 de abril).
SMB
representa US$ 5,4 bilhões em TI
Mauro Peres, gerente de Pesquisas em TI e Telecom da Data Coprporation,
revela que o segmento SMB (Small and Medium Business) represnetou US$
5 bilhões em 2002 e deve voltar a crescer este ano, movimentando
US$ 5,4 bilhões (Gazeta Mercantil, 15 de abril).
A
situação dramática dos tiers
“A desvalorização foi de 60&, 70% e se considerarmos
que os fornecedores têm 40% dos custos e moeda forte, dá
30% de aumento de custo. Como o fornecedor pode aguentar? Se as montadoras
pedirem para absorvermos até 5% por meio de aumento de produtividade,
temos obrigação de aceitar. Mas se pedirem para absorveremos
25% nossa obrigação é recursar. Repito: fornecedores
tier 1 encontram-se em enormes dificuldades e os tier 1, 2, 3 e 4 estão
em situação dramática”. O desabafo é
de Alain Keruzore, Presidente da Valeo, em entrevistas nas páginas
azuis de AutoData de abril.
O
sonho dos carros importados
Quando o presidente Fernando Collor decretou a abertura às
importações de veículos, em julho de 1990, provocou
alvoroço e uma pronta reação das montadoras locais
à invasão prometida pela Lada e iniciada em novembro do
mesmo ano. O Niva desembarcou em Santos, SP, e começou a ser comercializado
no início de 1991, abrindo caminho para o Laica, a Laica Station
e o Samara. Várias marcas aderiram à iniciativa da Lada,
abriram suas operações e constituiram redes de revendedores.
A Lada bateu um recorde: chegou a nomear 126 representantes em todo o
Brasil. Muitos tiveram que fechar em razão das pressões
das montadoras locais (Automotive Business, 14 de abril).
O
13 não dá sorte aos importados
Este ano é o décimo-terceiro de vendas para o segmento de
importadores que não têm fábrica no Brasil –
e cuja entidade de classe é a Abeiva. O Lada Niva, pioneiro, começou
a ser vendido efetivamente em janeiro de 1991. Espremida pelas montadoras
locais, pela legislação e pela falta de novos produtos,
a Lada foi a primeira a chegar e também uma das primeiras a abandonar
o mercado. A marca foi uma das mais bem servidas por peças de reposição
e serviços, contando com o mercado paralelo para atender a frota
que chegou perto dos 35 mil veículos. A perda do setor de importados
mais recente foi a da Suzuki, marca tradicional no mercado, com indiscutível
legião de fãs (Automotive Business, 14 de abril).
Como
fica quem tem um importado?
As baixas foram muitas no setor de importados. A Ásia (tel. 11
4195-3702) fechou depois de um boom de vendas que levou a marca a um sucesso
quase estrondoso entre os vendedores de cachorro-quente, lavanderias e
empresas de serviço. Levou junto a Hyundai Precision (tel. 11 4195-3702).
A Lada deixou alguns revendedores teimosos, como a Bomer, de São
Bernardo do Campo, SP (tel. 11 4125-0044). Daewoo e Daihatsu ainda atendem
em São Paulo (tel. 11 3662-1982). A Mazda oferece suporte aos seus
clientes – veja o site www.mazda.com.br ou ligue para 0800-7045490.
Para quem tem um Suzuki, vale a pena consultar a Dealer e a Practical,
em São Paulo, ou buscar componentes similares que o Tracker oferece
ao Gran Vitara. O telefone da importadora é 0800-121334 (Automotive
Business, 14 de abril).
Os
importados que ainda resistem
BMW, Ferrari, Jaguar, Kia, Maserati, Porsche e SsangYong são as
marcas que ainda estão entre os associados da Abeiva. Hyundai e
Subaru ainda estão de pé, mas não pertencem mais
à Abeiva. Estatísticas e contatos podem ser encontrados
no site da Abeiva (www.abeiva.com.br). Veja também neste site o
Quem é Quem – Importadores de Autoveículos (Automotive
Business, 14 de abril).
Argentina
e Chile puxam vendas da Ford
O interesse do Chile por caminhões brasileiros e o começo
da recuperação das importações argentinas
impulsionaram as exportações de caminhões da Ford
Brasil este ano. No primeiro trimestre de 2003 a montadora registrou alta
de 110% nas vendas externas deste veículo, em comparação
com o ano passado (557 unidades primeiros três meses deste ano contra
265 exportadas no primeiro trimestre do ano passado) (Estadão,
11 de abril).
A salvação na renovação de frota
As montadoras instaladas no Brasil defendem que o governo federal
apoie um programa de renovação da frota nacional de caminhões
como forma de reverter a tendência de desaquecimento das vendas
internas de veículos, atualmente restritas a 1,6 milhão
de unidades ao ano. A proposta de adoção de uma linha de
financiamento subsidiada para a aquisição de caminhões
foi apresentada pela Anfavea ao governo e está em análise
pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior e também no Ministério dos Transportes (Gazeta
Mercantil, 10 de abril).
Montadoras
locais não debandam
"Não há debandada de montadoras. Algumas fizeram investimentos
com conteúdo importado e em dólar e agora algumas operações
sofreram revés", disse Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea.
Ele informou que o conjunto dos investimentos feitos pelo setor a partir
de 1997 soma US$ 30 bilhões e que os fabricantes tiveram que fazer
novas projeções sobre o retorno dos investimentos do setor
automotivo. A tábua de salvação, disse Carvalho,
têm sido as exportações, estimuladas por acordos firmados
com o México, China e Chile (Gazeta Mercantil, 10 de abril).
Preço
da gasolina não cai
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff disse que os preços
dos combustíveis não serão reduzidos agora, apesar
da queda do petróleo no mercado internacional e da cotação
do dólar. "Queremos ver o tamanho desse movimento de baixa",
afirmou (Agestado, 10 de abril).
Concorde
deixará de voar
A British Airways e a Air France divulgaram comunicados simultâneos
para informar que encerrarão os vôos do Concorde a partir
do final de maio. As empresas são as duas únicas que trabalham
com a aeronave, cujo primeiro vôo comercial aconteceu em janeiro
de 1976. O número de passageiros nunca mais se recuperou desde
a queda de um Concorde perto de Paris, em 2000, e os vôos desse
tipo de aeronave deixaram de ser rentáveis (Agestado, 10 de abril).
Bicos
da Bosch para os EUA
Em 2003, cerca de 500 mil bicos injetores produzidos na fábrica
de Curitiba da Bosch serão exportados para a unidade da Carolina
do Sul. "Vamos abastecer a linha de produção de sistemas
voltados principalmente para picapes e caminhões que não
são fabricados no Brasil", diz Ronaldo Reimer, vice-presidente
para a América Latina da divisão diesel. A Bosch prevê
um aumento de 6% na produção de bicos nesse ano, que deve
chegar a 9 milhões de unidades. Para 2004, a expectativa é
chegar a 10 milhões de unidades. As exportações,
que respondem por 60% do volume fabricado na unidade de Curitiba, devem
chegar a 70% até o próximo ano (Gazeta Mercantil, 10 de
abril).
Vem
aí o padrão Euro III
A partir de 2004, começa a ser adotado no Brasil o Euro III, padrão
europeu de emissões de poluentes que vai exigir a troca dos motores
mecânicos pelos eletrônicos em boa parte da frota de caminhões,
ônibus e utilitários fabricados no País nos próximos
anos. A legislação na qual se baseia o modelo adotado no
Brasil (Conama fase V) prevê redução de até
80% nos limites de emissões dos motores de combustão interna.
"Com a substituição progressiva, o volume de motores
convencionais em circulação no Brasil deve diminuir de 200
mil para 50 mil nos próximos dois anos, até 2006",
diz diz Mario Massagardi, diretor de vendas e engenharia da Bosch (Gazeta
Mercantil, 10 de abril).
Menos
ruído e poluição
Em relação ao modelo convencional, os sistemas eletrônicos
permitem a injeção de combustível progressiva, com
menor nível de emissão de ruídos e poluentes mais
comumente presentes, como o monóxido de carbono e o óxido
de nitrogênio. A Bosch calcula que, dentro de três anos, a
quantidade de motores equipados com sistemas de injeção
mecânicos no mercado será reduzida a um quarto do número
que está atualmente rodando no Brasil (Gazeta Mercantil, 10 de
abril).
Toyota
e fornecedores investem na Tailândia
A Toyota Motor Corp. e seus fornecedores vão aumentar em 43%
os investimentos projetados para a Tailândia, apostando na crescente
demanda por automóveis nesse país do sudeste asiático
de 70 milhões de habitantes. A maior montadora do Japão,
que tem duas unidades de produção na Tailândia, pretende
investir US$ 503,9 milhões, enquanto seus fornecedores vão
investir US$ 496,9 milhões (Gazeta Mercantil, 9 de abril).
Toyota
avisa: vai produzir a Fielder
A Toyota resolveu investir num segmento menos badalado no país,
o das peruas. A montadora anunciou oficialmente a produção
da Fielder, segundo modelo a ser fabricado em Indaiatuba, SP, no 1.º
trimestre do ano que vem. A montadora confirmou a chegada de três
novos modelos a partir de maio: o Land Cruiser Prado, substituto do utilitário-esportivo
Hilux SW4 e os novos Camry e Lexus ES 300. A Fielder, montada sobre a
plataforma do Corolla. deverá custar cerca de 10% a mais que o
Corolla, ou seja, R$ 55 mil (Agestado, 9 de abril).
Vendas
encolhem e a saída é exportar
Março passado foi o pior dos últimos 10 anos, mas exportações
cresceram 43,9%. A indústria automobilística está
à busca de uma fórmula para tentar reaquecer as vendas de
veículos no mercado interno. O mês de março de 2003
foi o pior março dos últimos 10 anos. "Há muito
tempo o mercado vem apresentando tendência de queda e, além
de não crescer, também não oferece perspectivas positivas
a curto e médio prazo", diz o presidente da Anfavea, Ricardo
Carvalho. Dos 102.513 veículos licenciados em março, 96.507
são de modelos nacionais, volume 14,7% menor que os 113.119 modelos
nacionais licenciados em março de 2002. Sobre fevereiro deste ano,
quando foram emplacados 109.368 veículos nacionais, a retração
nas vendas foi de 11,8%. (Gazeta Mercantil, 8 de abril).
Condições
para a consolidação
Preocupada com a estagnação do mercado interno a Anfavea
elaborou recentemente um diagnóstico do setor automotivo juntamente
com a empresa de consultoria Booz-Allen & Hamilton. O objetivo desse
estudo é buscar junto ao governo saídas para retomar o crescimento
interno do setor automotivo. "Sem um mercado interno forte a indústria
automobilística não será uma grande exportadora de
veículos", afirma o gerente da Booz-Allen & Hamilton,
David Wong. A Anfavea constatou que, para o setor automotivo se consolidar
é preciso que a produção de veículos alcance
de 2,5 milhões a 2,7 milhões de unidades por ano, absorvendo
73,5% da capacidade instalada das montadoras, que atualmente é
de 3,2 milhões de unidades anuais. O recorde histórico de
produção do setor foi em 1997, quando foram montados no
País 1,9 milhão de veículos. "Ainda não
temos uma receita pronta para o futuro", disse o presidente da Anfavea.
"Estamos tentando encontrar saídas (Sônia Moraes, Gazeta
Mercantil, 8 de abril).
Dianteira
da GM nos carros
O ranking de licenciamento de veículos nacionais e importados teve
alterações. A General Motors, por exemplo, liderou os registros
de automóveis no primeiro trimestre com 72.321 unidades. A Fiat
ficou em segundo lugar, com 72.064 unidades. A marca Volkswagen veio em
terceiro lugar, com 64.679 carros licenciados. No primeiro trimestre de
2002, a líder foi a Volkswagen (76.282 unidades), seguida pela
Fiat (73.715 unidades) e GM (66.418 carros licenciados). Na categoria
comerciais leves, o ranking do primeiro trimestre foi o mesmo de igual
período de 2002. A Fiat liderou os licenciamentos (9.807 unidades),
seguida pela Volkswagen (7.495 unidades) e GM (6.131 unidades). Nos caminhões,
a Mercedes-Benz manteve no primeiro trimestre de 2003 a liderança
de vendas no atacado (32,3% de participação), seguida de
perto pela VW (30,6%). No primeiro trimestre de 2002, a Mercedes tinha
33,9%, e a VW 24,6%.
Funcionários
cedem e ganham Tupi
Os funcionários da fábrica Anchieta da Volkswagen do Brasil
aprovaram em assembléia a proposta da montadora de terceirizar
a ala 21, que faz embalagem de peças, para obter a aprovação
da matriz na Alemanha de colocar em produção nesta unidade
o projeto 249, denominado Tupi. Segundo o sindicato dos metalúrgicos
do ABC, os funcionários também concordaram que a produção
de motores para este modelo seja transferida para a fábrica de
São Carlos, no interior de São Paulo.Com terceirização
da embalagem de peças, a Volkswagen vai transferir para outras
áreas da empresa 600 funcionários. Na linha de motores a
transferência vai envolver 900 empregados desta unidade.
Fiat
poderá fazer carro 100% brasileiro
O pesado investimento da Fiat automóveis num completo laboratório
de desenvolvimento, que começou a ser construído em 2002,
altera a rotina da fábrica de Betim, MG. Com previsão de
infestimentos de R$ 400 milhões, somente da montadora brasileira,
até 2006, cria-se um infra-estrutura que possibilitará o
projeto e a montagem de um carrro 100% brasileiro (Estadão, 6 de
abril).
Mistura
de álcool na gasolina pode aumentar
O governo poderá aumentar, se assim o desejar, o percentual de
mistura do álcool anidro à gasolina, de 20% para 25%, já
em maio, um mês antes do previsto. A garantia de que haverá
álcool suficiente para suprir essa diferença já foi
dada pelos produtores. Segundo o conselheiro da União da Agroindústria
Canavieira do Estado (Única), José Carlos Figueiredo Ferraz,
"há uma preocupação muito grande com a redução
no percentual do álcool anidro à gasolina, já que
a poluição aumentou" (Agestado, 6 de abril).
A
renúncia da Suzuki ao Brasil
O humor do mercado causou esta semana mais uma baixa no segmento de importados.
A Suzuki renunciou ao País na condição de subsidiária
plena. É a primeira vez que isto ocorre em 83 anos, segundo a empresa.
A marca, de início, tinha apenas um representante, mas se instalou
com a perspectiva de crescer a partir da produção do Grand
Vitara na Argentina em parceira com a GM, que possui 20% do capital da
matriz japonesa. Foi o quinto importador a desistir, depois de Lada, Mazda,
Daihatsu e Daewoo, por erros de marketing e, principalmente, desvalorização
cambial aliada a imposto de importação bastante alto (Fernando
Calmon, Alta Roda, 6 de abril).
Suzuki:
efeito Tracker e EcoSport?
O caso mais recente de abandono mostrou outros agravantes. A GM vende
o utilitário esporte Tracker 4x4, irmão gêmeo do Grand
Vitara e principal produto da Suzuki, pelo mesmo preço e disponibiliza
uma rede de assistência 10 vezes maior. O Tracker segue sendo ofertado
normalmente. O lançamento do EcoSport, produzido na Bahia, também
pode ter influenciado por se tratar de um concorrente bem mais barato,
embora por enquanto sem tração total (Fernando Calmon, Alta
Roda, 6 de abril).
PSA:
mais exportação, menos ociosidade
O presidente mundial do Grupo Peugeot-Citroën, Jean-Martin Folz,
em visita ao Brasil, reafirmou o discurso em favor das exportações
para melhorar a rentabilidade dos negócios. Sugeriu menos direcionamento
em modelos específicos para o País e pouco exportáveis.
Citou o motor 1.000 e os movidos a álcool. Talvez não tenha
podido se informar sobre os motores flex. Ao lançar o Citroën
C3, em maio, a PSA ocupará quase 90% da capacidade instalada em
Porto Real, RJ, considerando dois turnos e semana inglesa de trabalho
(Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de abril).
GM
pode produzir novo carro em Gravataí
A GM abriu disputa entre Rio Grande do Sul, México e China
para definir onde implantará uma unidade industrial com investimento
entre US$ 210 milhões e US$ 240 milhões para produzir um
novo veículo a partir de junho de 2005. A direção
da montadora no Brasil reuniu-se ontem com o governador gaúcho
Germano Rigotto para anunciar o projeto e medir o interesse do Estado
em apoiá-lo com benefícios fiscais, a exemplo do que ocorreu
em 1997 no acordo para a instalação da fábrica em
Gravataí. O novo modelo a ser produzido terá muita sinergia
com o Celta, segundo a GM (Valor, 4 de abril).
GM
leva antecipação salarial a julgamento
A GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e
Região não chegaram a acordo durante a audiência de
conciliação realizada ontem no Tribunal Regional do Trabalho
(TRT). A montadora levou o dissídio a julgamento. A decisão
sai na segunda-feira (Valor, 4 de abril).
Funcionários
param contra terceirização na VW
A disputa para abrigar a produção de um novo carro na fábrica
da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o Tupi
Europa, resultou ontem na paralisação, por cerca de seis
horas, do setor de peças da montadora. Funcionários da Ala
21, onde trabalham 600 pessoas, suspenderam os serviços e realizaram
passeata em protesto contra a intenção da empresa de terceirizar
esse setor. A proposta de terceirização será votada
em assembléia na segunda-feira com os cerca de 14 mil empregados
e deve ser aceita pela maioria. A Volks coloca a medida como condição
para produzir o carro no País (Estadão, 4 de abril).
A
Tritec exportará motores para a China
A Tritec Motors acaba de fechar um contrato de exportação
de motores para a China. O acordo, firmado com uma montadora cujo nome
é mantido em sigilo pela empresa por motivos contratuais, prevê
o envio de 170 mil motores até 2005. O negócio, avaliado
em US$ 200 milhões, será o primeiro da Tritec com uma companhia
de fora dos seus dois grupos controladores (Gazeta Mercantil, 4 de abril).
Ford
cresce 27% no trimestre
A Ford começou a colher os resultados do lançamento
de modelos novos no Brasil. Com total de vendas de 34.895, a montadora
alcançou crescimento de 27,5% no primeiro trimestre na comparação
com igual período do ano passado. De janeiro a março deste
ano, as vendas da indústria recuaram 1%. As exportações,
puxadas agora pelo Novo Fiesta, somaram US$ 143,4 milhões, o que
representou aumento de mais de 100% (Valor Econômico, 4 de abril).
GM
quer incentivos para fazer novo carro no RS
O Rio Grande do Sul disputa com México e China a produção
do novo automóvel que a General Motors lançará até
2005. O presidente da empresa no Brasil, Walter Wieland, apresentou ontem
os planos da GM ao governador Germano Rigotto (PMDB) e pediu incentivos
fiscais para trazer o projeto para o País. Rigotto criou um grupo
de trabalho entre o governo e a empresa para definir, no prazo de 90 dias,
a forma como o Estado poderá apoiar o projeto. A produção
do novo carro exigirá investimentos de US$ 210 milhões a
US$ 240 milhões e deve gerar 1,5 mil empregos diretos. Para Wieland,
o Estado é favorito para produzir o novo carro, um modelo compacto,
mas não popular, que também seria exportado para vários
países (Jornal da Tarde, 4 de abril).
GM
faz recall de cinto de segurança
A General Motors vai fazer no Brasil um recall do cinto de segurança
do utilitário esportivo Blazer. Em 'análises realizadas
nos Estados Unidos'', a GM constatou que o cinto pode não reter
o corpo do passageiro em caso de capotamento do veículo. Não
há, segundo a empresa, registro do problema no Brasil. Por precaução,
no entanto, a GM publicou comunicado em jornais brasileiros para convocar
para o recall todos os proprietários de veículos da linha
Blazer 4.3L, de seis cilindros, fabricados nos anos de 1999 e 2000, equipados
com airbag e com número do chassi XC915384 a XC930999 e YC400009
a YC 431022. Mais informações podem ser obtidas pelo site
www.chevrolet.com.br ou pelo telefone 0800-702-4200 (Folha de S. Paulo,
4 de abril).
Mercado
menor no primeiro trimestre
A Fenabrave divulgou os resultados do primeiro trimestre, com base
no Renavam. Automóveis e comerciais leves tiveram 320.844 unidades
registradas (362.306 no último trimestre de 2002). No mercado de
caminhões e ônibus também houve queda durante o primeiro
trimestre de 2003 - foram registrados 16.873 unidades destes veículos
comerciais - no trimestre anterior o volume foi de 20.022 unidades. As
motocicletas estão em alta foram registradas mo primeiro trimestre
um total de 206.076 motos. No quarto trimestre de 2002 o volume registrado
foi de 197.192 unidades (Gazeta Mercantil, 3 de abril).
Toyota
prepara fábrica para o Fielder
O presidente da Toyota do Brasil e Mercosul, Hiroyuki Okabe, confirmou
nesta terça-feira, 1, que a fábrica de Indaiatuba, SP, já
está sendo preparada para produzir a versão SW do novo Corolla:
o Fielder. O veículo será lançado no mercado no primeiro
trimestre de 2004 com o mesmo design apresentado em São Paulo –
ainda como protótipo – no Salão do Automóvel
2002, com apenas algumas modificações técnicas (AutoData,
2 de abril).
Novo
automóvel poderá ter parceria
Três opções estão sendo estudadas pela direção
da Toyota para a escolha do carro compacto que será produzido no
Brasil. Duas prevêem parcerias com outras montadoras. Uma das hipóteses
é um modelo que a Toyota está desenvolvendo em parceria
com a francesa Peugeot. A outra é também fruto da aliança
com a japonesa Daihatsu. A terceira alternativa é fabricar no Brasil
a próxima geração do Yaris, o modelo compacto produzido
hoje no Japão. As informações são do presidente
da Toyota no Mercosul, Hiroyuki Okabe (Marli Olmos, Valor, 2 de abril).
Metalúrgicos
fazem acordos
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região,
filiado à Força Sindical, informou que mais 38 empresas
(9.240 trabalhadores) fecharam acordo por reposição salarial
antecipada, de 10%. Em cinco dias de greve, 137 metalúrgicas aceitaram
conceder reajuste fora da data-base da categoria profissional (novembro),
beneficiando 46.840 empregados. Hoje, 23 empresas têm sua produção
paralisada, entre elas a Elgin, de Mogi das Cruzes, a fábrica da
General Motors (GM), também de Mogi, e a Cosmolde, todas em greve
desde ontem (Valor, 2 de abril).
Brasil,
pólo de compactos da PSA
O grupo PSA Peugeot Citroën pretende transformar o Brasil em centro
produtor da região para os veículos pequenos, fabricados
na mesma linha de montagem do C3, chamada de plataforma Um. O presidente
mundial do grupo, Jean Martin Folz, garantiu que pretende trazer novos
modelos para produzir no país, mesmo após as operações
no país impactarem negativamente a margem operacional da companhia
no mundo. "Estamos passando por tempos difíceis, mas isso
não modifica, por enquanto, nossa meta de investimentos e o compromisso
com o Brasil", disse Folz (Cindy Correa, Valor, 2 de abril).
Rede
de serviços da MWM para Sprint
A MWM lançou o Sprint Service para atender veículos com
motores Sprint da marca, como Silverado, Blazer e S10, da GM; F-250, da
Ford; Frontier, da Nissan; jipe T4, da Troller; Furgovan, da Agrale, e
ainda os microônibus Volare. Segundo o gerente de Marketing da empresa,
Roberto Alves dos Santos, apenas no mercado de picapes há mais
de 320 mil veículos equipados com os motores MWM. A rede de cem
postos deverá dobrar (Jornal do Carro, 2 de abril).
Moderfrota
para caminhões em negociação
O BNDES estuda a criação de uma linha de financiamento
à aquisição de caminhões, com taxas de juro
equalizadas pelo Tesouro Nacional. O programa, que depende de dotações
orçamentárias, está em negociação no
Conselho Monetário Nacional (CMN) e seguirá os moldes do
Moderfrota, voltado à compra de tratores e implementos agrícolas.
Segundo o Sindipeças o Brasil tinha em 2002 em circulação
1,128 milhão de caminhões, com idade média de 12
anos (Gazeta Mercantil, 1 de abril).
Lucro da Fiat cai 89% no Brasil
A subsidiária brasileira Fiat Automóveis registrou lucro
de R$ 18,8 milhões em 2002, valor 89% menor que o resultado do
ano anterior. O lucro líquido por lote de mil ações
atingiu apenas R$ 14,17, muito abaixo dos R$ 128,90 obtidos em 2001. Para
a direção da indústria, o resultado é "aceitável"
para um ano de cenário conturbado com forte retração
nas vendas de veículos, com equilíbrio entre receitas e
despesas (Valor Econômico, 1 de abril).
GM
paralisada para negociações
Primeira montadora a ser atingida diretamente pela campanha por reposição
salarial antecipada, a GM teve a produção de sua fábrica
de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, paralisada ontem. A unidade,
com 400 funcionários - entre contratados e terceirizados - produz
peças para veículos que já saíram de linha.
A expectativa é de que a negociação com o Sindicato
dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região, ligado
à Força Sindical, seja aberta hoje. Já a matriz da
GM do Brasil, em São Caetano do Sul, marcou uma reunião
para sexta-feira com os representantes trabalhistas dessa fábrica,
também na base da Força Sindical (Valor Econômico,
1 de abril).
Toyota
inagura pista de testes
A Toyota do Brasil inaugura hoje uma pista de testes na planta de Indaiatuba,
SP. O circuito de 8 km será utilizado para o desenvolvimento dos
veículos produzidos pela Toyota do Brasil. Para estrear a pista
foi convidado o piloto Cristiano da Matta, da equipe Panasonic Toyota
Racing de Fórmula1. Ele conduzirá o novo Corolla e um protótipo
da Fielder, sportwagon da marca que foi apresentada pela montadora no
Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado,
e que também será produzida na planta de Indaiatuba (Maxpress,
1 de abril).
Faturamento
de autopeças cresce 9,3%
O aumento das exportações das montadoras impulsionou
as vendas de autopeças e o nível de emprego no segmento
nos primeiros dois meses do ano. O faturamento dos fornecedores de componentes
e sistemas automotivos cresceu 9,3% no primeiro bimestre de 2003 em comparação
com o mesmo período do ano passado. De acordo com o Sindipeças,
o resultado reflete o faturamento deflacionado em reais (AE Setorial/Carla
Franco)
“Nunca
vi nada parecido”
"Apesar do aumento das vendas, a lucratividade das empresas caiu
no período", afirmou o presidente do Sindipeças, Paulo
Butori. Segundo ele, a defasagem absorvida pelo setor, entre os custos
de matérias-primas e o repasse feito pelas montadoras, ultrapassou
28% no período de 1999 até o fim de 2002. "Os reajustes
de insumos como o aço, as resinas, a borracha e as tintas estão
pressionando as empresas, que não conseguem repassar esses custos
para as montadoras", disse. "Nunca vi nada parecido com o que
está acontecendo agora." (AE Setorial/Carla Franco)
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