
ABRIL 2004
Assembléia
define valor mínimo para PLR na Volks
Funcionários da fábrica da Volkswagen em São Bernardo
definiram nesta quinta-feira à tarde, em assembléia, o valor
mínimo de R$ 4,2 mil como reivindicação para a PLR
(Participação nos Lucros e Resultados) deste ano e o prazo
de 31 de maio como teto para se chegar a um entendimento com a empresa.
Além disso, aceitaram receber antecipação de R$ 1,2
mil no dia 7 de maio. Dessa forma, os empregados aprovaram parcialmente
a última proposta da companhia, que era pagar R$ 1,2 mil no próximo
mês e discutir o valor total até 30 de junho. No ano passado,
a PLR foi de R$ 3.212 (Diário do Grande ABC, 30 de abril).
Presidente
da Anfavea faz visita ao RS segunda-feira
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, reúne-se na segunda-feira,
às 17h, em Porto Alegre, com o governador Germano Rigotto para
cumprir programa de visitas aos estados produtores automotivos. O RS possui
cinco montadoras automotivas, nove fábricas, e responde por cerca
de 7% da produção nacional de automóveis e por 52%
da produção de máquinas agrícolas (30 de abril).
Para
montadoras e construtoras, siderúrgicas impõem cartel
A Anfavea planeja solicitar ao governo a redução ou eliminação
da alíquota média de 12% a 14% do Imposto de Importação
que incide sobre o aço. A medida é uma reação
ao reajuste de até 15% no preço do insumo, previsto para
vigorar a partir de sábado. As montadoras ainda vão avaliar
o impacto do reajuste do insumo em seus custos, a partir de 1º de
maio. Mas, segundo o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, o único
caminho parece ser a substituição do aço nacional
pelo importado. "Não temos mais alternativa. A situação
é muito preocupante, mas queria deixar claro que entendemos as
dificuldades do próprio governo em tratar essa questão em
função dos problemas que temos com os EUA", afirmou
Golfarb. Um levantamento da entidade mostra que, de janeiro de 2002 a
fevereiro de 2004, o aço acumula alta de 71%. Nesse período,
o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) subiu 37% e
as tabelas de preços dos automóveis ficaram 39% mais caras.
Dos custos industriais do setor, 20% são referentes à utilização
do insumo (Diário do Grande ABC, 29 de abril).
Volkswagen
faz recall de 800 mil carros
A Volkswagen anunciou ontem um recall de 800 mil automóveis Passat
e Audi A4, A6 e A8, vendidos no mundo todo. Segundo a montadora, a convocação
é para reparar um defeito numa peça de borracha do braço
da suspensão dianteira - há risco de ocorrer um desgaste
prematuro da peça e a conseqüente soltura do braço
de sua ancoragem. A montadora informa que há 410 mil carros em
circulação na Alemanha que podem estar com esse problema.
A Volkswagen do Brasil informou que o recall vai atingir cerca de 10 mil
Passat fabricados entre 1996 e 1999. Os modelos da Audi chamados para
a revisão são o A4 e A8, produzidos entre 1994 e 1998 e
o Audi A6, fabricados de 1997 a 1999 (Gazeta Mercantil, 29 de abril).
Munekuni
deixa a presidência da Honda
O
presidente da Honda, no Japão, Yoshihide Munekuni, deixará
o cargo dia 23 de junho e passará a ser conselheiro da empresa,
anunciou ontem a montadora. Munekuni, que entrou na Honda em 1966, fortaleceu
as operações da empresa nos Estados Unidos e ocupa a presidência
há sete anos, período mais longo para esse cargo na empresa.
Em maio de 2002 foi nomeado principal executivo da Honda para presidir
a associação que representa as montadoras naquele país,
cargo que termina em maio. (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
Hyundai
Motor quer cortar laços com a DaimlerChrysler
A Hyundai Motor, maior montadora da Coréia do Sul, mantém
conversações para cortar os laços com seu maior acionista
estrangeiro, a DaimlerChrysler, informaram três executivos próximos
às discussões. A DaimlerChrysler comprou 9% da Hyundai há
quatro anos para incrementar sua participação no mercado
automotivo asiático. O esforço da Hyundai de fabricar caminhões
pesados e carros pequenos com a DaimlerChrysler foi abortado na Coréia
do Sul depois que as duas empresas entraram em conflito sobre a formação
de empreendimentos com a mesma sócia chinesa, disseram os três
executivos, que pediram para não serem identificados. A DaimlerChrysler
detém agora 10,5% do capital da Hyundai, avaliada em 1,14 trilhão
de won (US$ 983,6 milhões) pelo preço de fechamento das
ações de quinta-feira passada. O conselho da Hyundai se
reunirá nessa semana em Seul e a decisão de romper relações
pode ser tomada nessa ocasião, disseram os executivos. Isso pode
forçar a DaimlerChrysler a vender sua participação
de 10,5% na Hyundai, eles disseram (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
São
Paulo recebe seminário sobre combustível
A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) realiza,
no dia 18 de maio, no Centro de Eventos Abimaq, no Planalto Paulista (região
sul de SP), o seminário "Visão Realista: Combustíveis
e Tecnologia X Efetivação das Futuras Etapas do Proconve
(Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos
Automotores)". Segundo Geraldo Rangel, presidente da AEA, a proposta
é discutir a diminuição das emissões de poluentes
e, conseqüentemente, a manutenção destes índices
durante toda a vida útil do veículo. As inscrições
podem ser feitas pelo site da AEA (www.aea.org.br). Informações
pelo e-mail eventos@aea.org.br ou pelo telefone 11 5575-9043 (Folha Online,
28 de abril).
Novidades
que chegam fora de época
No Brasil, as montadoras não medem esforços para estimular
as vendas. A mais recente estratégia é antecipar para os
primeiros meses do ano o modelo do ano seguinte, ou seja, lançar
já a versão 2005 do carro. Foi o que ocorreu em março
com a Fiat, que apresentou o Palio Weekend e o Siena, e agora com a Chevrolet,
com a Zafira e o Astra, todos 2005. Já a Ford estreou o seu novo
Focus Sedan 1.6 como 2004 e meio. A justificativa da marca é que
se trata de um incremento em uma linha já existente. Há
alguns anos, as montadoras revelavam as suas novidades no último
trimestre do ano, para aproveitar a antecipação do 13º
salário. Hoje, porém, o objetivo das fabricantes é
dar ao comprador a impressão de estar sempre comprando algo realmente
novo. Então, para que esperar até o final do ano? (Diário
de São Paulo, 28 de abril).
Vendas
no quadrimestre mantêm ritmo de crescimento
A queda de 30% nas vendas no mercado interno - anunciada pelo novo presidente
da Anfavea, Rogelio Golfarb, durante a coletiva da sua posse da nova diretoria
da entidade, na semana passada - não pode ser analisada isoladamente.
Esse número puro e simples pode dar a impressão de que o
setor automobilístico entrou num período de queda de vendas,
invertendo a tendência de alta de 7% no ano traçada pelos
fabricantes. Não é verdade: até o dia 22, as vendas
acumuladas somavam 74.910 unidades (5.350 carros por dia). Considerando
a média diária de vendas do mês passado (6.170 carros
por dia) a queda é de apenas 15%. E mesmo assim é preciso
considerar que março teve um desempenho excepcional comparado com
os dois primeiros meses do ano (janeiro observou registro irreal de vendas
e fevereiro teve Carnaval). A distorção ocorre porque abril
teve apenas 20 dias úteis, enquanto março teve 23. O resultado
dessa ponderação é uma queda bem menor: abril deverá
fechar com vendas 15% menores do que março (e não 30%).
A queda de vendas em março não é resultado de desaquecimento.
Na verdade o resultado das vendas internas em abril está na média
prevista pelas montadoras (Joel Leite, AutoInforme, 28 de abril).
GM
pretende agilizar exportações
Para a General Motors, o problema da burocracia portuária é
muito sério. O vice-presidente José Carlos Pinheiro Neto
resumiu esse significado com duas frases. Na primeira, ele disse: 'Quando
a GM exporta do Brasil, de 25% a 30% dos embarques saem com atraso em
prejuízo de preço, qualidade e serviço'. Depois,
ele acrescentou: 'Em Hong Kong se exporta em três horas e no Brasil
esse processo leva alguns dias, dois, três, quatro ou qualquer dia',
numa referência às operações do porto de Santos
(São Paulo), onde hoje estão concentradas suas operações
de importação e exportação de veículos.
Segundo Pinheiro Neto, a montadora busca uma flexibilização
das suas operações em Rio Grande. O diretor de Assuntos
Institucionais, Luiz Moan, comentou que não faz sentido à
GMB ter que emitir nota fiscal numa exportação no porto
de Rio Grande. Por essa razão, a ida hoje ao porto será
complementada com uma conversação junto ao delegado da Receita
Federal no município. Quanto ao porto de Porto Alegre, não
foram dados mais detalhes; porém, a GMB pretende tratar junto ao
governo do Estado de várias questões - calado, freqüência
de navios e operação logística. Em 2004 a meta da
montadora brasileira é exportar de 1,2 bilhão a 1,3 bilhão
de dólares (Correio do Povo, 28 de abril).
Nas
ruas, o carro abastecido na tomada
Além de veículos que rodam com gasolina, álcool,
a mistura de ambos ou gás, o Brasil já tem no mercado carros
abastecidos na tomada. Modelos elétricos estão sendo importados
dos Estados Unidos e montados em uma microempresa de Campinas, SP. São
carrinhos de pequeno porte, por enquanto de uso restrito a atividades
como coleta de lixo em áreas proibidas ao tráfego normal
e transporte interno em grandes áreas. A Club Car, representante
da empresa americana, estuda a construção, no futuro, de
uma fábrica própria no País. O Brasil tem uma frota
de cerca de mil carros elétricos concentrados principalmente nas
capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná,
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. “É um volume irrisório,
mas a tendência é de aumento nos próximos anos”,
diz João Vicente Silva Bezerra, distribuidor da Club Car no Brasil,
empresa do grupo Ingersoll Rand (Estadão, 28 de abril).
Rolf
Eckrodt deixa a Mitsubishi
O presidente da Mitsubishi Motors, o alemão Rolf Eckrodt, apresentou
sua demissão após 23 meses no cargo, informou ontem a montadora
japonesa. O anúncio da renúncia de Eckrodt - que foi presidente
da Mercedes-Benz brasileira na década de 90 - ocorre apenas quatro
dias após a sócia majoritária da empresa japonesa,
a alemã DaimlerChrysler, com 37% do controle, anunciar que não
participará de um esperado aumento de capital. Segundo a Mitsubishi,
enquanto se aguarda a "breve nomeação" de um substituto,
presidirá a empresa interinamente Keiichiro Hashimoto, chefe de
finanças e membro do conselho diretor. Eckrodt entrou para a Mitsubishi
em janeiro de 2001 na qualidade de CEO de operações da divisão
de carros de passeio e, em julho de 2002, assumiu o cargo de presidente
da empresa. O executivo alemão, de 61 anos, tem 38 anos de carreira
no setor automotivo, iniciados em 1966 na Daimler-Benz, antecessora da
DaimlerChrysler. Sua renúncia era prevista pelos analistas setoriais
(Gazeta Mercantil, 27 de abril).
Nissan,
uma das empresas mais rentáveis do setor
A Nissan anunciou que no ano fiscal de 2003 seu lucro líquido consolidado
e seu lucro operacional bateram recordes devido à boa demanda mundial
por seus veículos. O faturamento anual da Nissan em 2003 cresceu
8,8%, chegando a 7,4 trilhões de ienes (US$ 65,6 bilhões).
Suas vendas aumentaram 10,4%, alcançando a marca recorde de 3.057.000
unidades. Segundo o fabricante japonês, proprietário de 44,4%
da francesa Renault, a venda de mais de 3 milhões de veículos
anuais no ano fiscal concluído em 31 de março passado foi
registrada pela primeira vez em 13 anos. O lucro operacional da Nissan
em 2003 foi de 825 bilhões de ienes (US$ 7,29 bilhões de
dólares), o que significa alta de 11,9% em relação
ao ano anterior. Já o lucro líquido consolidado da montadora
subiu 1,7 por cento, para 503,7 bilhões de ienes (US$ 4,45 bilhões
de dólares), enquanto a margem de lucro operacional cresceu 11,1%.
Este desempenho tornou a Nissan uma das empresas mais rentáveis
do setor no mundo, diz comunicado da divulgado pela companhia (Gazeta
Mercantil, 27 de abril).
GM e Fiat seguem a Volks e reajustam carros
em 2%
Mais duas montadoras, General Motors e Fiat, reajustaram os preços
dos automóveis ontem em cerca de 2%, o mesmo índice que
a Volkswagen anunciou na semana passada. Até a última sexta-feira,
os negócios com automóveis e comerciais leves caíram
14,5% ante igual período de março. Com o novo aumento, a
média de reajustes dos preços dos carros neste ano chega
a 12,2%. O índice inclui a volta da cobrança integral do
IPI (Correio do Povo, 27 de abril).
Mercedes-Benz
e Scania partem para ano recorde
Montadoras
ampliam produção e empregos no ABC. Duas importantes marcas
de caminhões e ônibus do País, a Mercedes-Benz e Scania,
vão realizar em 2004 recordes de produção. A Mercedes
está preparada para montar 40 mil unidades, melhor desempenho desde
1996. A Scania produzirá 12 mil unidades, maior número em
seus 48 anos de Brasil. Para tornar o recorde possível, ambas,
instaladas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, estão
ampliando empregos e ritmo de trabalho. A DaimlerChrysler, detentora da
marca Mercedes-Benz, passou de 165 caminhões e ônibus diários
para 194 unidades, crescimento de 17,6%. A Scania, semana passada, passou
de 40 para 50 unidades diárias, expansão de 25%. Há
alguns fatores que justificam a aceleração do ritmo de produção.
A exportação (tanto de veículos como de peças
e componentes) é o principal motivo. Mas, há um mercado
interno aquecido por caminhões pesados, aplicados no transporte
da safra. No primeiro trimestre, a Mercedes vendeu nessa categoria 39,1%
mais que em igual período de 2003. Já a Scania, teve um
crescimento de 24% (Gazeta Mercantil, 26 de abril).
Daimler fica com Mitsubishi
A DaimlerChrysler vai manter por enquanto sua participação
de 37% na japonesa Mitsubishi Motors, anunciou o diretor de Finanças
do grupo, Manfred Gentz. Em teleconferência com investidores e jornalistas,
Gentz disse que a decisão da venda do pacote de ações
dependerá muito de como atuarem os demais acionistas da Mitsubishi.
A maior acionista da montadora japonesa abandonou os planos de participar
de uma ampliação de capital no consórcio japonês
calculada em cerca de € 5 bilhões de euros US$ (5,95 bilhões)
para sanear suas finanças (Gazeta Mercantil, 26 de abril).
Volvo
tem lucro no trimestre
A Volvo obteve lucro líquido de 2,248 bilhões de coroas
(US$ 300 milhões) no primeiro trimestre, informaram fontes da companhia.
No mesmo período de 2003, os ganhos foram de 506 milhões
de coroas (US$ 67,4 milhões). Segundo o presidente-executivo da
Volvo, Leif Johansson, "o aumento da produção em conjunto
com uma forte demanda sobre os novos produtos da empresa, assim como um
plano de racionalização, contribuíram para melhorar
os resultados em todas as áreas de negócios". De janeiro
a março, o lucro bruto da Volvo foi de 2,916 bilhões de
coroas (US$ 389 milhões), ante 909 milhões de coroas (US$
121 milhões) obtidos em igual período de 2003. O faturamento
cresceu 17% e foi para 45,489 bilhões de coroas (US$ 6,065 bilhões),
contra os 40,931 bilhões de coroas (US$ 5,457 bilhões de
dólares) de 2003 (Gazeta Mercantil, 26 de abril).
Caminhões:
briga por liderança chega à TV
A
briga pela liderança de mercado chegou aos veículos pesados
e, a partir de domingo, vai chegar à mídia de massa. Pela
primeira vez, a Mercedes-Benz fará uma campanha nacional de marketing
na TV para mostrar caminhões, ônibus e vans, um segmento
que normalmente só aparece na imprensa especializada, como revistas,
ou em patrocínios de eventos, como futebol. Segundo Tânia
Silvestri, diretora-adjunta de Marketing da DaimlerChrysler – dona
da Mercedes-Benz -, o objetivo é ressaltar a presença dos
veículos no cotidiano dos brasileiros. Mas, por trás disso,
admite ela, está também a intenção de “sustentar
a liderança do mercado, dentro de um ambiente competitivo”.
No primeiro trimestre, as vendas de caminhões no atacado (das fábricas
às lojas) cresceram 14,8% em relação a igual período
de 2003, com um total de 18.806 unidades. A Mercedes vendeu 5.722 caminhões,
enquanto a Volks vendeu 5.425, apenas 297 unidades a menos. (Cleide Silva,
Estadão, 23 de abril).
Marcopolo se instala em países do Leste
A Marcopolo, um dos maiores fabricantes de ônibus do mundo com uma
produção de 15.500 veículos ao ano, quer crescer
ainda mais. A empresa está em negociações para a
realização de uma joint-venture na Rússia; no próximo
ano inaugura uma fábrica de componentes na China e ainda prospecta
oportunidades para uma parceria na Índia. "O mercado brasileiro
está estagnado desde 1990 e, para crescer, a Marcopolo decidiu
tornar-se um multinacional com uma estratégia de verticalização"
conta José Antonio Martins, vice-presidente do grupo e responsável
pela área internacional. O fabricante brasileiro quer chegar, por
exemplo, a deter 5% do mercado europeu. Hoje tem uma fatia correspondente
a 1% alimentada, fundamentalmente, pela fábrica instalada em Coimbra.
"Até 2010 queremos estar produzindo 1.000 ônibus ao
ano ", diz Paulo Júlio, diretor da unidade portuguesa que
é a única fábrica pertencente ao grupo instalada
na União Européia (Gazeta Mercantil, 23 de abril).
DaimlerChrysler
recebe a visita de Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará
dia 26 de abril na fábrica da DaimlerChrysler, em São Bernardo
do Campo, no ABC Paulista. Lula vai participar da cerimônia de entrega
simbólica de ambulâncias ao Ministério da Saúde.
Da venda total de 1.480 unidades do modelo, 680 são da marca Mercedes-Benz,
o restante são da Iveco e Renault. Os veículos serão
adaptados pela Rontan (Gazeta Mercantil, 23 de abril).
Volkswagen
admite que o trimestre foi "desastroso"
Os resultados da Volkswagen no primeiro trimestre foram "desastrosos",
disse ontem o presidente mundial da empresa, Bernd Pischetsrieder, em
Hamburgo. À fraca demanda do setor nos dois primeiros meses se
somaram os custos dos lançamentos do Audi A6 e do Seat Altea, além
das "desfavoráveis" taxas de câmbio. Os analistas
prevêem que os lucros operacionais de janeiro a março tenham
caído pela metade em relação a igual período
de 2003, quando foram US$ 713 milhões. No entanto, a Volkwagen
advertiu que no primeiro trimestre deste ano a produção
subiu 2,8%, para 1,31 milhão de unidades, e que as entregas aumentaram
0,6%, para 1,2 milhão de unidades (Gazeta Mercantil, 23 de abril).
GM
faz recall de quase toda sua linha de veículos no Brasil
A General Motors convoca os proprietários de 27.831 veículos
da linha Celta, Corsa, Corsa Classic, Montana, Meriva, Astra e Vectra,
todos fabricados em 2004, e também o Zafira modelo 2005, equipados
com câmbio manual para a substituição gratuita do
eixo da caixa do diferencial. Dos modelos da marca fabricados no país,
apenas a picape S10 e a Blazer ficaram de fora do recall. A montadora
detectou um erro na produção do componente, que pode quebrar
e causar a perda da tração do veículo. Segundo a
GM, 16.890 destes veículos já foram vendidos ao consumidor.
O restante permanece nos estoques da rede. Os proprietários dos
veículos serão notificados por meio de carta e deverão
comparecer a uma concessionária ou oficina autorizada da Rede Chevrolet
a partir do dia 29 de abril para agendar a substituição
do componente. Mais informações pelo telefone 0800 702-4200
ou em www.chevrolet.com.br (Folha Online, 23 de abril).
Volkswagen
reajusta preços; aço sobe em maio
A Volkswagen vai reajustar em 2% em média os preços de seus
veículos na segunda-feira. De acordo com a montadora, o aumento
ocorre para compensar a elevação dos custos de produção
nos últimos meses. O aumento anterior, de 3% em média, foi
aplicado em 1º de março. Os carros da Volkswagen permanecem
com preços inalterados até domingo e haverá feirões
de vendas no fim de semana. Fiat, GM e Ford ainda não confirmaram
elevação de preços. As montadoras também terão
custos maiores em decorrência do preço do aço, que
deve subir 12% em maio (Diário do Grande ABC, 23 de abril).
Brasil
puxa lucro da Ford na região
A Ford voltou a registrar lucro na América do Sul, puxado pelas
operações do Brasil, que respondem por 70% dos negócios
na região. A montadora, que há nove anos operava no vermelho,
fechou o primeiro trimestre com ganho de US$ 15 milhões. No ano
anterior, havia registrado prejuízo de US$ 31 milhões no
período. As vendas na região somaram US$ 650 milhões,
o dobro das de 2003. A região inclui Argentina e Venezuela, que
abrigam fábricas, e mais quatro países onde há representações
comerciais. No mundo todo, a Ford contabilizou lucro líquido de
US$ 1,95 bilhão, um aumento de 118% ante o primeiro trimestre de
2003, de acordo com balanço divulgado ontem nos EUA. O presidente
da Ford América do Sul e Brasil, Antonio Maciel Neto, creditou
o desempenho aos novos produtos, principalmente o EcoSport, líder
no segmento de comerciais leves, e o novo Fiesta, ambos produzidos na
Bahia. O resultado não inclui exportações. “A
Ford está indo muito bem em um mercado muito ruim. Estamos melhores
que os concorrentes porque nossos produtos são líderes em
design.” (Estadão, 22 de abril).
Demel
tira brasileiro da VW para chefiar a qualidade da Fiat
O engenheiro brasileiro Stefan Ketter é o novo responsável
por Qualidade da divisão automobilística do grupo italiano
Fiat, que desde o final de 2003 é dirigido pelo austríaco
Herbert Demel - ex-presidente da Volkswagen do Brasil e que já
colocou outros não-italianos em cargos estratégicos. Ketter
integra o time encarre-gado de executar o plano de relançamento
industrial e financeiro, operação iniciada há nove
meses (vai até 2006) para reerguer as empresas do grupo Fiat em
todo o mundo. Aos 44 anos, Ketter tem experiência no setor automobilístico
em nível internacional. Entre 1986 e 1996 trabalhou na alemã
BMW, da qual foi principal responsável de Qualidade. Nos últimos
nove anos esteve no grupo VW, onde trabalhou com Demel. Em 1996, foi responsável
pelos projetos das novas fábricas para a marca Audi e, no ano seguinte,
assumiu o comando da Qualidade da Volkswagen na América do Sul.
Teve papel importante na implantação da unidade conjunta
VW/Audi em São José dos Pinhais (PR). Já em 2002
ampliou sua competência neste mesmo campo ao assumir a vice-presidência
da Volkswagen of America, com base em Detroit. (Gazeta Mercantil, 22 de
abril).
Fiat
quer índice maior de nacionalização de peças
Em parceria com seus fornecedores, a Fiat Automóveis quer nacionalizar
ainda mais a produção de peças para seus carros.
O índice de nacionalização dos produtos fabricados
pela Fiat no Brasil chega a 87,9%, em média, e nas famílias
Uno e Palio o percentual atinge até 97%. Mas ainda há muito
mercado para se abrir, segundo explicou o diretor da GM-Fiat Worldwide
Purchasing (WWP), Vilmar Fistarol. "Temos feito um grande esforço
para contar com o máximo de componentes localizados. O grande desafio
é encontrar soluções para viabilizar os investimentos",
diz. Dentro deste objetivo, a Fiat participa do Projeto Forte, iniciativa
da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
(Fiemg) que conta com o apoio da Prefeitura de Betim e do Centro de Tecnologia
Automotiva do Senai para estimular novos empreendimentos e o aumento da
capacitação das indústrias já existentes.
A Prefeitura de Betim (região metropolitana de Belo Horizonte),
por exemplo, oferece incentivos aos empresários, como a oferta
de terrenos para novas plantas industriais voltadas para a nacionalização
de componentes. De acordo com Vilmar Fistarol, há oportunidades
de nacionalização de componentes como peças plásticas,
subconjuntos com eletroeletrônicos, pequenos subconjuntos de estampados
em chapas e de peças usinadas, entre outros (Folha Online, 22 de
abril).
GM
lucra no mundo e perde no Brasil
A GM anunciou lucros no primeiro trimestre na LAAM, região que
engloba a América Latina, Oriente Médio e África
do Sul, que totalizaram US$ 1 milhão, ou 0,1% do lucro total da
GM no mundo. Em 2003 a perda foi de US$ 12 milhões. "O lucro
na região é o primeiro após três anos de prejuízos.
Essa melhoria ocorreu, principalmente, por causa da África do Sul,
que passou a fazer parte da LAAM, já que a GM assumiu o controle
acionário da Delta, empresa que monta os CKDs na região",
afirma Ray Young, presidente da General Motors do Brasil e América
do Sul. Segundo Young, o Brasil, no entanto, assim como toda a América
Latina, registrou prejuízo no primeiro trimestre. "As perdas
no País nesse período foram o dobro em relação
e igual período de 2003. Um dos motivos foram as exportações.
Mesmo com aumento de 10% nas exportações no trimestre em
relação a igual período de 2003, tivemos lucro 50%
menor. Um dos exemplos mais significativos é o México, que
tem os preços em dólar." (Gazeta Mercantil, 22 de abril).
“Não
preciso da Anfavea”, diz vice da GM
A General Motors tem encontro agendado
nos próximos dias com representantes do governo para intensificar
sua isolada batalha pela redução de impostos para carros
com motores bicombustíveis (rodam com gasolina ou álcool).
Sem apoio das demais montadoras, o vice-presidente da empresa, José
Carlos Pinheiro Neto, partiu novamente para o ataque ontem. “Não
preciso da Anfavea para discutir o assunto e a GM não está
sozinha; está muito bem acompanhada pelos consumidores brasileiros”.
A crítica foi feita um dia depois da posse do novo presidente da
Anfavea, Rogelio Golfarb, diretor da Ford. Em seu discurso, ele afirmou
que a entidade não vai defender questões individuais, pois
é favorável a um acordo mais amplo. “Somos contra
posições padronizadas pois, na livre concorrência,
ganha quem investe mais e atende o consumidor”, disse Pinheiro Neto.
“Na Rússia, tentou-se por décadas pasteurizar posições
e sabemos o que ocorreu”, exagerou, referindo-se ao sistema comunista.
Só GM, Volks e Fiat têm carros bicombustíveis no mercado
atualmente. As vendas desses produtos respondem por 14% do mercado de
automóveis e comerciais leves. Em fevereiro, quando acabou a redução
de 3 pontos porcentuais do IPI dos carros, a GM tentou manter o corte
para os bicombustíveis, mas, sem consenso entre as empresas, não
houve acordo com o governo (Estadão, 21 de abril).
Empresas
investem no gás natural veicular
A expansão do uso do gás natural veicular (GNV) no Brasil
tem impulsionado importantes investimentos no setor, seja em infra-estrutura
ou novas tecnologias. A Ipiranga, por exemplo, vai investir R$ 40 milhões
no mercado e acrescentar 40 postos de abastecimento em todo País.
Até o final do ano passado, a empresa havia inaugurado 100 novos
estabelecimentos – número 37% superior a 2002. Segundo a
Associação Nacional de Gás Natural Veicular (ABgnv),
em sete anos o número de postos subiu de 14 estabelecimentos em
1996 para 679, em 2003. A expectativa é atingir 1.002 postos até
o final do ano que vem e elevar o consumo de 3.820 para 5.700 metros cúbicos
por dia. Para alcançar esses números cerca de 1 milhão
de veículos terão de ser convertidos para o gás natural.
Hoje a frota nacional – de 660 mil veículos – é
a segunda maior do mundo, atrás apenas de Argentina, que tem 1
milhão de veículos movidos a gás (Estadão,
21 de abril).
Moderfrota
é aprovado no BNDES com juros de 17%
Quatro meses após ter sido
lançado pelo governo, o Modercarga, programa de renovação
da frota nacional de caminhões, foi aprovado pelo BNDES com a cláusula
que enfrentava resistência da equipe econômica de desconto
de 4% em cada financiamento, dado pelas montadoras em favor do banco.
Os juros que despertaram críticas dos caminhoneiros, principal
público-alvo do programa, foram mantidos em 17% fixos ao ano, superior
à atual cotação da Selic - taxa básica de
juros -, de 16%. O primeiro ano do programa terá verba de R$ 2
bilhões, que poderá ser ampliada, caso seja insuficiente
para a demanda. O diretor de Planejamento do banco, Mauricio Borges Lemos,
disse que o programa terá 'ajustes para melhor' (Correio do Povo,
21 de abril).
Volkswagen
vai reajustar preços dos veículos em 2%
A Volkswagen do Brasil anunciou ontem que irá reajustar os preços
de seus veículos a partir da próxima segunda-feira. A montadora
alegou que aumento de 2% em média será feito para compensar
a elevação dos custos de produção nos últimos
meses. Em março a empresa havia aplicado um reajuste de 3% em média.
Segundo um comunicado da Volkswagen, os consumidores poderão comprar
carros com os preços inalterados durante todo este fim de semana
nos feirões e concessionárias da rede (Diário do
Grande ABC, 21 de abril).
Belini
defende acordo setorial na entrega do Prêmio Qualitas
A Fiat Automóveis realizou a 15ª edição do Prêmio
Qualitas em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 19, reunindo cerca de
200 fornecedores e distinguindo 23 empresas fornecedoras da Fiat Automóveis
que foram destaque em qualidade em 2003. Foram concedidos, também,
prêmios especiais aos melhores desempenhos em redução
de custos e, pela primeira vez, nas categorias Ecologia e Responsabilidade
Social. A importância da qualidade como fator de competitividade
para toda a cadeia produtiva foi a ênfase das palestras do superintendente
da Fiat, Cledorvino Belini, e do diretor da GM-Fiat Worldwide Purchasing,
Vilmar Fistarol. Leia mais... (20 de abril).
Anfavea quer estimular vendas internas
O novo presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb - que tomou posse ontem,
19, e presidirá a entidade durante o biênio de 2004 a 2007
-, voltou a defender uma proposta mais duradoura para a indústria
automobilística, sem descrever um modelo que poderia ser apresentado
ao governo e que levaria as montadoras a voltar ao nível de 1997,
quando foram produzidos 2 milhões de veículos no País.
"Não queremos medidas que tragam somente bolhas de consumo.
É preciso resolver as questões estruturais para dar um horizonte
de crescimento ao setor", disse. Golfarb destacou também que
a indústria automobilística precisa obter o retorno dos
investimentos, que somaram US$ 26,1 bilhões de 1980 a 2003 - incluindo
autopeças o total é de US$ 44 bilhões. "Para
isso, é preciso ter um crescimento sustentado das exportações
e atingir ocupação mínima de 80% da capacidade, que
é de 3,2 milhões de unidades". O setor enfrenta atualmente
43% de ociosidade, com 16% das vendas totais representada pelas exportações
e 41% pelo mercado interno, segundo a Anfavea. A retomada do setor automotivo,
segundo Golfarb, está condicionada a vários fatores macroeconômicos,
como por exemplo, um crescimento do PIB em torno de 3% a 3,5% ao ano,
estabilidade cambial - pois é o mecanismo que regula a competitividade
externa -, inflação sob controle, taxa de juros em queda
e risco Brasil abaixo dos 500 pontos (Gazeta Mercantil, 20 de abril).
Passos
assume secretaria no lugar de Kanashiro
Assume hoje em Brasília o secretário executivo do Ministério
dos Transportes Paulo Sérgio dos Passos, que substitui Keiji Kanashiro,
técnico na área e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.
Passos está no Ministério dos Transportes desde os anos
70, onde foi secretário de planejamento e orçamento na gestão
do presidente José Sarney e secretário de desenvolvimento
no governo Fernando Henrique Cardoso. Kanashiro tinha forte identificação
com a iniciativa privada - foi empregado da Mercedes-Benz, no ABC paulista,
como consultor a frotistas. Antes do Ministério dos Transportes,
onde chegou a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
Kanashiro foi secretário estadual de transportes do Mato Grosso
do Sul, no governo de Zeca do PT. Atuou, também, na área
de transportes em Diadema, outra cidade do ABC paulista (Gazeta Mercantil,
20 de abril).
Vendas
de veículos caem 23% na 1ª quinzena de abril
As vendas de veículos no mercado interno caíram 23% na primeira
quinzena de abril em relação a igual período de março.
Segundo dados da Anfavea (associação das montadoras nacionais),
no período foram comercializados 53 mil carros, 7.000 a menos do
que na primeira quinzena do mês anterior. Rogelio Golfarb, o novo
presidente da Anfavea, explicou que as vendas de março ainda foram
beneficiadas pelo IPI menor dos carros em estoque. O IPI reduzido vigorou
de agosto de 2003 a fevereiro de 2004 (Folha Online, 20 de abril).
Montadoras
negociam a redução do IPI em maio
O novo presidente da Anfavea, Rogélio Golfarb, disse ontem, 19,
que a indústria automobilística e o governo anunciarão
em maio a redução de dois pontos percentuais na alíquota
do IPI. A redução deverá compensar o aumento do PIS
e da Cofins. Segundo ele, o setor está pagando uma alíquota
maior das taxas desde fevereiro e, por isso, a redução do
IPI não será repassada ao preço final dos carros
(Correio do Povo, 20 de abril).
Jaguar
recolhe 68 mil carros por falha no câmbio
A
Jaguar confirmou que está recolhendo 68.000 carros no mundo todo
(14.000 deles no Reino Unido) por um problema na caixa de marchas. Os
veículos afetados são os carros de turismo S-Type e XJ e
o modelo esportivo XK fabricados antes de junho de 2003, segundo informou
um porta-voz da companhia. A mesma fonte explicou que a Jaguar tomou a
decisão após ser informada sobre "quatro casos desse
problema", o que faz com que o motorista possa perder o controle
do carro se este chegar a uma velocidade muito alta. O porta-voz destacou
que "não chegaram a se registrar acidentes nem feridos"
como conseqüência do erro técnico, ao mesmo tempo que
reiterou que o recolhimento dos veículos defeituosos é só
uma "medida de precaução" (Gazeta Mercantil, 19
de abril).
O abuso da boa fé: motor veicular a água
Uma empresa de Sumaré, SP, a AVS Tecnologia, diz que desenvolveu
uma unidade geradora de energia elétrica autocontínua e
auto-sustentável “sem qualquer tipo de combustível”.
E vai mais longe: “Usando a mesma tecnologia, convertemos motores
veiculares de combustão à gasolina, para funcionar a água,
isto mesmo a água, tecnologia única no mundo.” Em
seu comunicado, afirmam estar interessados “em transferir nossa
tecnologia e/ou atrair investidores e parceiros que juntamente conosco,
possamos instalar uma unidade industrial ultramoderna e produzir em escala
comercial, na modalidade seriada e sob encomenda”. É incrível
como usam a palavra tecnologia sem cerimônia. Moto contínuo
e água como combustível são falácias históricas.
Quando se fazem as contas, nada do prometido se concretiza ou o balanço
energético se revela altamente negativo, ou seja, a energia gasta
é bem maior do que a produzida. Torna-se assustador que em plena
era da informação ainda se tente empurrar conceitos errados
travestidos de alguma seriedade. O abuso da boa-fé das pessoas,
pelo jeito, continua firme e forte. Sem escolher meio ou país (Fernando
Calmon, Alta Roda, 19 de abril).
Redução
do IPI, um bom negócio para o governo
O balanço do período de sete meses (até fevereiro
último) em que o IPI esteve reduzido revelou-se um bom negócio
para o governo. Vendas subiram 11% e arrecadação 15%. Não
se entende porque esses programas são sempre temporários.
Acabam criando expectativas e surtos de altos e baixos. (Fernando Calmon,
Alta Roda, 19 de abril).
Anfavea
aposta no crescimento das exportações
As exportações continuam batendo recordes. Anfavea já
refez as contas e aposta em crescimento de 20% em 2004. O Brasil tem dado
sorte. Ao mesmo tempo em que a China começa a fraquejar como grande
cliente, a Argentina se recupera e retoma as importações
de veículos (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de abril).
O
aumento do aço diante da liberdade de preços
As críticas da indústria automobilística à
nova rodada de aumento de preço do aço ficam sem sentido
em regime de liberdade de preços. Não há solução
mágica. Contingenciamento de exportações, intervenção
governamental, facilidades de importação? Ninguém
quer assumir um iníquo retrocesso nos mecanismos de mercado (Fernando
Calmon, Alta Roda, 19 de abril).
Locadoras,
cliente cortejado pelas montadoras
A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis
(Abla) finalizou o Censo Abla 2003 e constatou aumento de 2% no volume
de negócios com aluguel de veículos no país. No último
ano, a locação de carros movimentou R$ 2,35 bilhões,
2% a mais do que em 2002. A frota total de carros para aluguel no país,
em 2003, cresceu 2,2%, de 178 mil para 182 mil automóveis, e o
número de usuários evoluiu 4,8% (Correio do Povo, 19 de
abril).
BNDES
dará apoio à fabricação de componentes aeronáuticos
no País
O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) vai apoiar a nacionalização
na fabricação de componentes para o setor aeronáutico.
A Unicamp está sendo contratada pela instituição
para montar um diagnóstico “em profundidade” da cadeia
industrial do setor. Segundo o banco de fomento, um grupo de 22 empresas
está disposto a estudar a fabricação de novos componentes
e aumentar o fornecimento para a cadeia aeronáutica. O presidente
do BNDES, Carlos Lessa, explicou que os setores de montagem estão
tendo forte desempenho exportador no País. Neste grupo, estão
os fabricantes de aviões, automóveis, ônibus, máquinas
agrícolas, motocicletas e caminhões. “Todos esses
setores têm componentes importados e é natural que tenham.
Agora, vamos tentar aumentar o componente nacional, sem prejudicar nem
a qualidade nem o preço dos produtos finais”, afirmou Lessa
(Estadão, 16 de abril).
Volkswagen
leva consumidor ao espaço
A guerra entre as montadoras chegou a um ponto em que empresas já
oferecem até viagens espaciais para vender carros. Em uma campanha
inédita, a Volkswagen vai patrocinar uma viagem semi-orbital a
um consumidor, que verá a Terra de uma altitude de 100 quilômetros,
dez vezes superior a um vôo normal de avião. Outros 10 clientes
e um funcionário serão sorteados para visitar o centro Star
City, em Moscou, e participar de um vôo com gravidade zero, que
permite a flutuação no ar.A responsável pelo passeio
na nave é a americana Space Adventures, única empresa no
mundo a explorar o turismo espacial. O ganhador poderá ser o primeiro
brasileiro a entrar em órbita. Os cupons para participar da campanha
“Procura-se um astronauta” serão entregues hoje até
27 de junho para quem comprar carros novos e peça ou usar os serviços
da marca. O sorteio será em julho (Estadão, 16 de abril).
Ford
aumenta venda de peças
O estímulo da promoção ampliou o fluxo de clientes
nas revendas. A Ford do Brasil registrou um aumento de 27% no fluxo de clientes
nas redes de concessionárias de todo o País e elevou o volume
mensal de vendas de kits de peças de 3 mil para 30 mil em março,
na comparação com igual mês do ano passado, com a campanha
"Desafio Preço Justo Ford". Para atrair os clientes às
autorizadas, a Ford montou um kit de peças de acordo com o plano
de manutenção dos veículos, substituiu alguns itens
importados por modelos nacionais - a partir da negociação
feita com os fornecedores brasileiros - e estabeleceu preço fixo
de R$ 40 por hora para a mão-de-obra. O preço médio
cobrado anteriormente pelas autorizadas era de R$ 90. "Com essa estratégia
conseguimos elevar em 43% as vendas totais de peças em valores",
disse Oswaldo Jardim, gerente nacional de peças e serviços
(Gazeta Mercantil, 16 de abril).
Folz
anuncia investimentos na PSA Brasil
A PSA Peugeot-Citroën anunciou ontem investimento de US$ 50 milhões
este ano na fábrica em Porto Real (RJ). As cifras foram reveladas
pelo presidente do grupo, Jean-Martin Folz, durante visita ao Rio. Com
o aporte, a unidade passará a fabricar o novo motor 1.4 e o Peugeot
206 SW. Isso significará o aumento da produção da
fábrica de motores de 50 mil para 70 mil por ano. A perspectiva
do grupo francês é, em médio prazo, alcançar
a marca de 120 mil motores anuais. Os novos produtos serão destinados
ao mercado interno e à exportação. A indústria,
instalada no Rio em 2001, tem 1.700 funcionários. "O novo
206 SW poderá ser beneficiado pelos investimentos já realizados
para a fabricação do Peugeot 206", disse o presidente
do grupo (Gazeta Mercantil, 16 de abril).
Investimento
milionário na Caltabiano
Inaugurada há apenas cinco meses,
megaconcessionária que recebeu mais de R$ 1,2 milhão de
investimento já lidera vendas de veículos Land Rover. Localizada
na Marginal Pinheiros, em São Paulo, a mais nova revenda do grupo
Caltabiano, chamada de Calmac, vende por mês entre 25 e 30 carros
da marca inglesa. É considerada uma ótima marca, já
que a Auto Star, também de São Paulo, até então
a maior concessionária da Land Rover, vendeu no ano passado um
total de 250 veículos - uma média de 20 veículos
mensais -, segundo informou John Peart, diretor geral da Land Rover do
Brasil (Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Transportadores
alertam para o ‘apagão logístico’
Algumas regiões do Brasil já vivem o chamado "apagão
logístico". São locais onde a malha rodoviária
encontra-se em estado intransitável, comprometendo o escoamento
da produção e elevando os custos de transporte. O alerta
foi feito pelo presidente da Associação Nacional dos Transportadores
de Carga e Logística (NTC), Geraldo Vianna, durante o IV Seminário
Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, encerrado ontem,
em Brasília. "Por enquanto, esta crise ainda é localizada,
e se dá principalmente no pico da safra, mas o cenário tende
a piorar se houver uma sincronização entre o aumento do
agronegócio e a retomada do crescimento industrial", disse
Vianna. "É um nó que vai determinar um teto para o
crescimento do País". (Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Ford
alerta consumidor contra falsos anúncios de veículos
A Ford alerta os consumidores contra um tipo de golpe que tem sido aplicado,
tendo como chamariz a venda de veículos novos com preços
abaixo do mercado e outras vantagens. Geralmente, os golpistas atraem
compradores por meio de anúncios classificados em meios de grande
circulação e dão como contato um número de
telefone. Fazendo-se passar por empregados ou representantes da Ford ou
de outras montadoras, propõem aos interessados um "negócio
de ocasião". Como "garantia" do negócio,
o golpista envia ao comprador, por fax, uma falsa nota fiscal, contendo
dados do veículo e o nome e logotipo do fabricante, e o convence
a depositar uma quantia em dinheiro a título de sinal numa conta
bancária em nome de terceiros. Feito isso, some com o dinheiro
e deixa o consumidor sem receber o produto prometido. A Ford não
realiza, nem se responsabiliza por qualquer tipo de venda que não
seja feita diretamente por meio de sua rede de distribuidores ou pelo
seu site na internet (Folha Online, 15 de abril).
Cresce
venda de veículos importados em março
O grupo de importadores oficiais filiado à Abeiva (Associação
Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) registrou
em março a comercialização de 310 unidades, equivalentes
ao aumento de 21,09% em relação ao mês anterior, com
256 veículos. No entanto, se comparada ao igual período
do ano passado, o mercado permanece em queda de 2,8%. São 310 unidades
vendidas no atacado contra 319 carros no ano passado. No primeiro trimestre
deste ano foram vendidas, no atacado, 855 unidades contra 1.039 veículos
do primeiro trimestre de 2003, perfazendo uma queda de 17,7% (Folha Online,
15 de abril).
Reforma
de pneus movimenta US$ 1 bilhão por ano
A maioria dos brasileiros ignora a informação, mas a indústria
de reforma de pneus está mais próxima da realidade da população
do que muitos imaginam. A cada ano, são recapados entre 10 a 12
milhões de pneus no Brasil. Desse total, cerca de 8 milhões
são destinados à área de transportes de cargas e
de passageiros. Segundo dados da Associação das Empresas
Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp), o setor movimenta
por ano cerca de US$ 1 bilhão e 100% das empresas de transporte
utilizam o serviço – 75% do negócio é gerado
pelos segmentos de transporte de cargas e de passageiros (caminhões
ônibus) e 25 % por carros de passeio e veículos agrícolas.
Os dados são representativos e refletem diretamente na economia
do País. Em razão da sua importância econômico-social,
as indústrias de recapagem de pneus realizam em São Paulo,
entre 27 e 30 de abril, a Recaufair – Feira Internacional de Tecnologia
e Equipamentos para Reformas de Pneus. (Carsale, 15 de abril).
GM
e Volkswagen abrem 120 vagas em fábricas da região
Depois de a DaimlerChrysler, de São Bernardo, anunciar a abertura
de 175 vagas neste mês, a General Motors e a Volkswagen informaram
na terça-feira que vão reforçar a linha de produção
com mais 120 funcionários. A GM, que já havia admitido 130
pessoas desde o início do ano, abriu cerca de 70 vagas neste mês.
Já a Volkswagen informou que acertou com o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC o retorno de 50 funcionários que estavam no CFE (Centro
de Formação e Estudos) para o trabalho na fábrica
de São Bernardo. Mas, ao mesmo tempo em que contrata, a GM discute
com os empregados a terceirização da área de manuseio
(pessoal que opera empilhadeiras para abastecer a produção),
que tem 350 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos
de São Caetano (Diário do Grande ABC, 14 de abril).
ZF
do Brasil entra na China para equipar ônibus da Volvo
A divisão de sistemas de transmissão da ZF do Brasil estréia
na exportação com negócio fechado com a Volvo, para
abastecer as linhas de montagem de ônibus no exterior. Depois de
concluir as primeiras remessas do componente para a montadora na China
e na Suécia, a ZF prepara embarques para outras unidades da Volvo.
Em maio será a vez da Índia, em julho o México. A
expectativa da ZF, segundo Cristian Drewes, gerente da unidade de negócios
de transmissões para ônibus, é de exportar anualmente
1 mil caixas de transmissão para a China, 240 unidades à
Suécia, 300 à Índia e 400 para o México. "A
fábrica brasileira foi escolhida pela matriz na Alemanha para abastecer
as linhas de ônibus da Volvo no exterior por oferecer produto com
tecnologia atual e preço competitivo", disse Drewes (Gazeta
Mercantil, 14 de abril).
Berlingo
sai de cena no Brasil
A Citroën deixa de oferecer no mercado nacional o multiuso Berlingo,
importado da Argentina. Em 2003 foram vendidas 543 unidades do modelo
— desde o seu lançamento, em 1998, foram cerca de 5 mil unidades
importadas. O Berlingo custava cerca de R$ 34 mile tinha motor 1.8 de
90 cv. O veículo tinha como rivais o Renault Kangoo (também
montado na Argentina) e o Fiat Doblò (nacional), que oferecem o
mesmo trunfo: grande espaço interno (Diário de São
Paulo, 14 de abril).
Kia
Motors lança no mercado nacional o novo Sorento
A Kia Motors do Brasil iniciou a comercialização do utilitário
esportivo Sorento. O veículo é primeiro projeto dentro do
programa "Top Five", da montadora, que pretende situar a marca
entre as cinco maiores do mundo em 2010. O Kia Sorento chega ao Brasil
na versão movida a gasolina, com motor V6, 3.5 litros, 24 válvulas,
com potência de 197 cavalos a 5.500 rpm e torque máximo de
30,1 kgfm a 3.000 rpm. Segundo a montadora, o Sorento é concorrerá
com o Mitsubishi Pajero, Nissan Pathfinder e Ford Explorer, entre outros.
O 4x4 tem 4.567 mm de comprimento, 1.863 mm de largura e 1.730 mm de altura,
com distância entre-eixos de 2.710 mm e bitolas dianteira e traseira
de 1.580 mm. De série, a Kia Motors incluiu o sistema de tração
integral, o Electric Shift Transfer, que permite o acionamento da tração
4x4 com o veículo em movimento (a até 80km/h). Os preços
ao consumidor do Kia Sorento estão definidos em R$ 149,9 mil e
R$ 157,9 mil, respectivamente em suas versões S132 e S135 (Folha
On Line, 14 de abril).
BMW
planeja carro movido a gasolina e hidrogênio
A BMW planeja oferecer um carro movido
a gasolina e hidrogênio nos próximos quatro anos. O CEO da
companhia, Helmut Panke, afirmou que pretende incluir um carro híbrido
Série 7 no catálogo, apostando no crescimento do número
de estações de abastecimento de hidrogênio nos Estados
Unidos. Ele disse também que a BMW pretende utilizar hidrogênio
em motores a combustão, em lugar das células a combustível
que devem ser adotadas por outros fabricantes com a tecnologia de hidrogênio
combustível (The Wall Street Journal, 13 de abril, página
D3).
Na
Europa, alumínio toma lugar do plástico nos carros
As aplicações do plástico estão caindo
diante do uso do alumínio nos novos carros europeus. Os compostos
de plástico reforçado, que há 25 anos são
utilizados na estrutura dos painéis agora estão se defrontando
com o desafio da reciclagem que poderá limitar seu crescimento.
Computados todos os carros produzidos na Europa, as peças plásticas
somaram a média de 133 kg/veículo em 2003 e o alumínio
110 kg/veículo. No entanto, para os carros novos o alumínio
equivale ao plástico, revela Michel Costes, CEO do grupo Mavel.
Em 2001 o alumínio superou o plástico na América
do Norte para tornar-se o terceiro material mais utilizado pela indústria
automotiva, atrás do aço e ferro. A Associação
Européia de Alumínio prevê que em 2010 a participação
do alumínio nos carros europeus subirá para 160 a 240 kg
(WardsAuto.com, 12 de abril).
Subida
do Euro beneficia fabricantes de peças no Brasil
O aumento do Euro tem um grande impacto na nacionalização
de peças fornecidas para os principais fabricantes de veículos
no Brasil, elevando o número de componentes produzidos no país.
Uma média de 70% a 80% das peças dos carros são agora
produzidas no Brasil. Algumas companhias dão prioridade às
peças produzidas nos Estados onde estão situadas. A Ford
Brasil afirma que 72% dos componentes do Novo Fiesta e do EcoSport são
feitos na Bahia. A GM do Brasil aumentou suas compras de fornecedores
do Rio Grande do Sul para o Celta e um novo veículo que será
produzido em 2006 (WardsAuto.com, 12 de abril).
Land Rover quer recuperar mercado com o Freelander
A versão 2004 do modelo Freelander,
um SUV compacto premium da Land Rover chega ao mercado brasileiro com
uma importante missão: ajudar a Land Rover do Brasil a recuperar
as vendas perdidas em 2003. O objetivo da montadora é vender 1.800
unidades em 2004, praticamente o mesmo número de 2002, quando foram
comercializados 1.857 veículos da marca. Para aumentar quase 50%
o volume comercializado e chegar às 1.800 unidades neste ano, a
Land Rover do Brasil conta com três trunfos: vender para o Exército
Brasileiro o Defender, único modelo da marca montado no País
desde 1998, em São Bernardo do Campo, SP, e que tem 65% de índice
de nacionalização de peças. "No segundo semestre
saberemos se vamos vender e quanto", diz Peart. Outro trunfo é
a exportação do Defender. A Argentina já compra.
"Para os EUA, estamos fazendo a adequação do produto,
o Defender 110. Acho que para lá o veículo irá só
a partir de 2005", explica. O terceiro trunfo e que vai coroar a
colocação da Land Rover no mercado de SUV 4x4 no Brasil
é o Freelander, que chega às concessionárias em três
versões: SE 3 e 5 portas e o HSE 5 portas. Os preços vão
variar de R$ 121 mil a R$ 135 mil (Gazeta Mercantil, 13 de abril).
Renault
do Brasil estréia no mercado colombiano
A Renault do Brasil acaba de fechar o primeiro contrato de exportação
de automóveis para a Colômbia. O primeiro lote, com 50 unidades
do modelo Scénic 1.6 Privilège, foi embarcado essa semana
pelo porto de Santos, SP. O negócio é fruto de acordo com
a Sociedad de Fabricación de Automotores S.A. (Sofasa), representante
da marca francesa naquele país, que distribuirá o modelo
brasileiro às 37 concessionárias da marca (Gazeta Mercantil,
13 de abril).
Vendas
de veículos VW na China sobem mais de 30% em março
As vendas de automóveis da alemã Volkswagen na China aumentaram
mais de 30 por cento em março sobre igual período de 2003,
informou a empresa nesta terça-feira. "O grupo VW entregou
70.400 veículos a clientes na China em março, uma alta de
32,6 por cento contra o ano passado", disse um porta-voz. No primeiro
trimestre, as vendas da VW na China aumentaram 5,5 por cento, para 170.900
veículos, acrescentou ele. A Volkswagen entregou 697.207 veículos
na China em 2003, um aumento anual de 36 por cento, mas sua participação
de mercado caiu de 38,3 por cento em 2002 para 30,8 por cento (UOL, 13
de abril).
Renault
investirá no mercado iraniano
A montadora francesa Renault assinou acordo com a Idro (Industrial Development
& Renovation Organization) -- órgão público encarregado
da indústria automobilística no Irã -- e mais duas
montadoras locais para produzir veículos da marca naquele país.
As montadoras iranianas, Iran Khodro e a Saipa, produzirão e comercializarão
veículos baseados na plataforma cujo código é tratado
na Renault como X90, a partir de 2006. Segundo as primeiras informações,
a capacidade inicial será de 150 mil unidades para cada uma das
montadoras. A Renault Pars -- nome dado a joint venture -- será
responsável pelas áreas de engenharia, qualidade, compras
e logística, ficando a cargo também da coordenação
da política de vendas, marketing e pós-venda. Com uma população
de 69 milhões de habitantes, o Irã apresentou um crescimento
significativo da sua indústria automobilística nos últimos
três anos. O país produz cerca de 700 mil veículos/ano
(Folha On Line, 13 de abril).
México
abre caminho para o Brasil no setor automotivo
Depois de 10 anos de negociação, a área de Livre
Comércio das Américas (Alca) continua emperrada, basicamente
por desentendimentos entre o Mercosul, liderado pelo Brasil, e a dupla
EUA/Canadá. Enquanto isso, o membro pobre da organização
congênere da América do Norte, o México, continua
acelerando numa bela auto-estrada pavimentada por eles mesmos. Além
de se beneficiar do tratado já existente com os vizinhos ricos,
fechou acordos com outros blocos econômicos: Mercosul, União
Européia e agora o Japão (Fernando Calmon, Alta Roda, 13
de abril). Leia mais...
Exportação
amplia a trajetória do Fox
A escala de produção elevada, graças às exportações,
beneficiará o Fox, agora também na versão 4-portas,
mais equilibrada em termos de estilo e a um preço 5% superior.
Trajetória de venda da versão inicial 2-portas é
bom indicativo de sucesso, inclusive com o único motor flex de
1.000 cm³, que responde por cerca de 55% das vendas. O Fox 1.600,
no entanto, tem a melhor relação preço-prazer ao
dirigir. Ângulo de abertura das portas traseiras e o vão
de acesso realmente impressionam. Além do espaço administrável
no banco traseiro/porta-malas que a VW do Brasil desenvolveu há
20 anos e só agora pôde implantar (Fernando Calmon, Alta
Roda, 13 de abril).
Os
próximos passos da GM na área de produto
Os sucessores do utilitário esporte Blazer e da pickup S10 serão
totalmente desenvolvidos no Brasil. Deverão conter elementos de
estilo do conceito Journey apresentado no Salão de São Paulo
de 2002. Também está decidido: plataforma do Corsa vai gerar
um concorrente direto do EcoSport. Sucesso deste produto pode aguçar
outros concorrentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).
Robôs
dão o OK para os motores da International
Olhos eletrônicos infalíveis. Por isso a International, fábrica
de motores em Canoas, RS, investiu num sistema inédito de inspeção
final por meio de robô que movimenta uma câmara de vídeo
e analisa a conformidade via software. Operações repetitivas
e sujeitas a erros, como a simples instalação de etiquetas
informativas, também são monitoradas com perfeição
(Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).
As
novidades da Saint-Gobain Sekurit no mercado automotivo
O Fiat Idea, monovolume derivado da Palio Weekend será o primeiro
modelo brasileiro, em 2005, com vidros laterais laminados, da Saint-Gobain
Sekurit. São mais seguros em caso de acidente e evitam arrombamento
do veículo. Outros produtos de ponta desta empresa, a partir do
ano que vem: vidros que repelem a água da chuva (expelida pela
ação do vento) e pára-brisa térmico, com resistência
embutida, como o desembaçador do vidro traseiro. Ela não
informa quem serão os próximos clientes (Fernando Calmon,
Alta Roda, 13 de abril).
Delphi
entra no mercado de freio com foco na reposição
O objetivo da empresa é ter 10%
de participação já no primeiro ano. Dentro da estratégia
de disponibilizar todos os produtos oferecidos no mundo, a Delphi inicia
esse ano sua participação também do mercado de freios
para automóveis e comerciais leves no aftermarket. A produção
já teve início e a distribuição começará
em maio. A linha de freios amplia no Brasil a linha de produtos da Delphi
no pós-vendas, que já conta com ar-condicionado, injeção
eletrônica, chicotes, baterias, sensores de estacionamento e entretenimento
- como DVD player e monitores para veículos -, entre outros. Os
produtos oferecidos serão pastilhas de freio, discos e lonas -
chamada linha de atrito - e cilindros, servo-freios - linha hidráulica
- que atenderão 95% da linha de automóveis/comerciais leves
produzidos nacionalmente. A empresa também vai importar sistemas
e produtos de freios que são feitos no exterior, para nichos do
mercado local. Os maiores adversários da empresa nesse segmento
são a TRW/Varga, a Cobreq, a Bosch e Fras-Le (Gazeta Mercantil,
12 de abril).
Vendas
de importados registram queda de 13,5% em março
As importadoras de veículos não enxergam uma luz
no fim do túnel. Diferentemente do mercado de carros nacionais,
que em março registrou uma expressiva alta tanto na produção
como nas vendas, os automóveis importados continuam amargando queda
no volume de vendas. Segundo dados divulgados pela Anfavea, somente 5
231 automóveis importados foram vendidos no mês passado,
o que representa uma queda de 13,5% ante as 6.050 unidades comercializadas
no mesmo mês do ano passado. Apesar da queda em relação
a 2003, o setor registrou um acréscimo de 56% na comparação
com fevereiro. No acumulado do ano foram comercializados 13.234 veículos
importados, um volume 42,5% menor ao registrada no primeiro trimestre
de 2003. (Carro On Line, 12 de abril).
Fiat
Automóveis fechou 2003 com prejuízo
A Fiat Automóveis S.A. fechou 2003 com prejuízo de R$ 284,579
milhões, revertendo um resultado positivo de R$ 18,88 milhões
de 2002. O Balanço Patrimonial indica que a receita bruta de vendas
aumentou apenas 2% ano passado, chegando a R$ 7,958 bilhões. O
resultado só não foi negativo graças às vendas
externas, já que no mercado interno caiu de R$ 7,023 bilhões
em 2002 para R$ 6,944 bilhões em 2003. As exportações
subiram de R$ 724 milhões para R$ 1,01 bilhão, no mesmo
período de comparação. A receita líquida de
vendas subiu de R$ 5,959 bilhões para R$ 6,057 bilhões.
O lucro bruto caiu de R$ 1,240 bilhão em 2002 para R$ 1,217 bilhão
em 2003. O prejuízo operacional foi de R$ 392,472 milhões
ano passado - em 2002 teve lucro operacional de R$ 2,9 milhões
(Gazeta Mercantil, 12 de abril).
Indústria
produz 82 mil motociclos e obtém recorde
As fabricantes de motocicletas registraram em março o melhor resultado
da história, com a venda de 82.134 unidades, volume 9,1% maior
que igual mês do ano passado, quando foram comercializadas 75.308
unidades. O recorde até então era outubro de 2003 quando
foram vendidos 80.066 motos. O presidente da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e
Bicicletas (Abraciclo), Yuji Horie, creditou o bom resultado mensal aos
novos modelos, às novas linhas de crédito com taxas de juros
acessíveis ao consumidor de baixa renda, além de créditos
exclusivos para aquisição de motociclos pelos profissionais
liberais e pequenas cooperativas. No acumulado do trimestre as vendas
internas caíram 5,47% em relação a igual período
do ano passado, de 222.645 para 210.466 unidades (Gazeta Mercantil, 12
de abril).
Vendas de colheitadeiras sobem 51% no trimestre
O avanço
da agricultura e a linha de financiamento para equipamentos (Moderfrota)
proporcionaram a renovação da frota de máquinas agrícolas.
As vendas de colheitadeiras no primeiro trimestre aumentaram 51,3% e atingiram
1,92 mil unidades negociadas no País, informa a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As
vendas de tratores nesse período subiram 5%, para 5,55 mil unidades,
diz o vice-presidente da entidade, Persio Pastre. As exportações
das montadoras continuam em alta, com aumento de 84,4% no primeiro trimestre,
com o embarque de 6,98 mil máquinas. No ano, as vendas de tratores
devem crescer 7% e as de colheitadeiras, 10%, prevê Pastre. No ano
agrícola 2003/04, os recursos do BNDES para o setor foram de R$
4,9 bilhões. "Em 2002, a verba somou R$ 3,6 bilhões
e em 2003, R$ 3 bilhões." (Gazeta Mercantil, 8 de Abril).
Anfavea revê exportações para cima
Ao invés de US$ 5,8 bilhões,
vendas externas vão somar US$ 6,5 bilhões no exercício
de 2004. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea) confirmou ontem que as expectativas é que
as vendas externas da indústria automobilística atinjam
US$ 6,5 bilhões este ano - incluindo negócios com veículos,
máquinas agrícolas, motores e outros componentes -, o que
representará um crescimento de 18,2% em relação ao
ano passado. A previsão anterior era que a receita chegasse a US$
5,8 bilhões. A revisão levou em conta a mudança no
programa de embarques de algumas montadoras que não estava incluída
na previsão inicial e o próprio reaquecimento do mercado
argentino."O grande salto será dado quando o setor fechar
um acordo com a União Européia e a Alca", disse Ricardo
Carvalho, presidente da Anfavea (Gazeta Mercantil, 8 de abril).
BID
financia distribuidor de "Peça Genérica"
O Projeto Peça Genérica, desenvolvido pela Federação
Nacional da Distribuição de Veículos Automotores
(Fenabrave), terá o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)
por meio de um recurso não reembolsável. Dos US$ 155,5 mil
que serão gastos para implantar o projeto, US$ 77 mil serão
liberados pelo BID e os US$ 78,5 mil restantes serão bancados pela
Fenabrave. Em razão do seu pioneirismo e abrangência, o projeto
da Fenabrave está entre os 13 contemplados no Brasil em 2003 pelo
Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), segundo os técnicos
do BID. O Projeto Peça Genérica prevê que os concessionários
associados comprem peças de reposição pela Internet,
com preços reduzidos de até 50%. (Gazeta Mercantil, 7 de
abril).
Montadoras
retomam as contratações
Pela terceira vez neste ano, a Mercedes-Benz, do grupo DaimlerChrysler,
anuncia contratações para a fábrica de São
Bernardo do Campo, no ABC paulista. Neste mês de abril, a empresa
vai ampliar seu quadro em 175 funcionários. Em janeiro e fevereiro,
a unidade, que produz caminhões, ônibus e peças, já
havia aberto 555 vagas. Na última sexta-feira, a General Motors
(GM) também comunicou a abertura de 450 postos em São José
dos Campos. Sua coligada, a Powertrain, outros 50. Aos poucos, a indústria
automobilística, que desde 2000 fechou 6,7 mil postos de trabalho,
volta a repor vagas. Nos dois primeiros meses do ano, o setor contratou
1.106 trabalhadores, parte deles na área de máquinas agrícolas.
O número foi ampliado em março, de acordo com dados que
serão divulgados hoje pela Anfavea. Os números de abril
devem dar novo salto. Além da Mercedes e da GM de São José,
há previsão de contratações na GM de São
Caetano do Sul. Na carona das montadoras, as autopeças também
ampliam a mão-de-obra. No ABC, foram abertas 900 vagas nos dois
primeiros meses do ano (Correio do Povo, 7 de abril).
Honda
convoca recall do Civic
A Honda está convocando proprietários de Honda Civic, modelos
2001 e 2002, a comparecerem às concessionárias da marca
para substituição gratuita do interruptor dos faróis.
Ficou constatado que algumas unidades poderão apresentar redução
na durabilidade neste componente e conseqüentemente provocar falha
no funcionamento dos faróis. Segundo a marca, a iniciativa é
preventiva e se estende a todos os países onde o modelo é
comercializado. No Brasil não houve o registro de ocorrências.
Os endereços e telefones da rede Honda poderão ser obtidos
pelo 0800-701-3432 ou em www.honda.com.br (Folha Online, 7 de abril).
Bridgestone
inaugura expansão da fábrica de Sto.André
A Bridgestone Firestone inaugurou nesta terça uma expansão
da área da fábrica em Santo André, incorporando 28
mil metros quadrados aos 249 mil metros quadrados já existentes.
A ampliação é parte de investimentos de US$ 200 milhões
que a companhia está realizando no país entre 2000 e 2004.
Em uma segunda etapa, essa ampliação permitirá aumentar
a capacidade produtiva, que atualmente trabalha no limite, com três
turnos, segundo o presidente da Bridgestone Firestone do Brasil, Eugenio
Deliberato. Em julho, Deliberato acredita que a produção
atual de 32 mil unidades de pneus/dia alcance 32,5 mil diários.
O executivo comentou que a empresa tem outro projeto, já aprovado
pela matriz nos EUA, que prevê a produção de mais
600 mil unidades de pneus de carga, o que totalizará até
março de 2005 a produção de 33,2 mil unidades (Diário
do Grande ABC, 7 de abril).
Caminhões
e carretas aceleram a Jost
Uma das menores e menos comentadas controladas do grupo Randon, a Jost
Brasil Sistemas Automotivos Ltda foi a empresa do conglomerado que mais
cresceu em 2003. Líder no mercado nacional em componentes de acoplamento
entre veículo trator e rebocado, a Jost teve ano passado uma receita
líquida de R$ 66,6 milhões, um salto de 84% sobre 2002.
O vice-presidente das empresas Randon, David Randon, atribui o crescimento
da Jost a fatores como a maior produção de caminhões
e implementos rodoviários no Brasil, puxados principalmente pelo
bom momento do setor primário e das exportações (Gazeta
Mercantil, 7 de abril).
Delphi
vende US$ 6,8 milhões à PSA Mercosul
A Delphi América do Sul acaba de fechar contrato de US$ 6,8 milhões
com o grupo PSA Peugeot Citroën para fornecer componente eletro-eletrônico
BSM para os modelos Peugeot 206, que é fabricado em Porto Real
(RJ), e o 307, que é feito na Argentina. O valor do negócio
será diluído ao longo do fornecimento, que vai até
2007. Segundo a Delphi, as primeiras entregas começam no segundo
semestre deste ano. Com este contrato a Delphi resgata uma antiga parceria
com o grupo PSA na região (Gazeta Mercantil, 7 de abril).
Missão:
reorganizar e salvar a Mitsubishi
A DaimlerChrysler designou Andreas Renschler, presidente da unidade dos
minicarros Smart GmbH, para ocupar a presidência e promover uma
reorganização no valor de ¥ 500 bilhões (US$
4,8 bilhões) na Mitsubishi Motors, disseram fontes bem informadas
sobre o plano. Renschler, de 41 anos, substituirá Rolf Eckrodt,
de 61 anos, no posto de presidente e de principal executivo da única
montadora pouco lucrativa do Japão em uma assembléia dos
acionistas a ser realizada em junho, afirmaram pessoas, que se recusaram
a ser mencionadas. O cotação das ações da
Mitsubishi Motors subiu expressivos 14%, em Tóquio. A Mitsubishi
Motors, que produz o veículo utilitário-esportivo Pajero
e o compacto Colt, vai usar os fundos para desenvolver novos modelos e
melhorar a sua imagem de marca para concorrer com competidores maiores
como Toyota Motor, Nissan Motor e Honda Motor. As vendas despencaram nos
Estados Unidos e no Japão, os seus dois maiores mercados. A companhia
também pretende fechar uma fábrica na Austrália.
(Gazeta Mercantil, 6 de abril).
Porto
de São Sebastião, opção da Volkswagen
O navio Comet Ace, da Mitsui OSK Lines atracará dia 17 deste mês
no Porto de São Sebastião (SP) para levar o primeiro embarque
regular de carros da VW com destino ao Porto de Zarate, Província
de Buenos Aires, Argentina. Até dezembro, uma vez por mês,
a Mitsui zarpará de São Sebastião com cerca de 2
mil carros montados na VW de Taubaté (SP). "Nosso forte continuará
sendo o Porto de Santos, mas utilizaremos São Sebastião
por três razões: dá melhor qualidade de embarque,
reduz nossos custos, além do que demonstramos à comunidade
portuária que temos outra opção", disse Richard
Schues, diretor da Volkswagen Transport, braço de logística
da montadora. A Volks, maior exportadora de carros do País (sua
previsão é embarcar 180 mil veículos prontos em 2004)
há tempos reivindica novo terminal em Santos. "A atual área,
na margem direita, está congestionada. Já foi dada a licença
ambiental para um novo terminal de embarque de carros na margem esquerda.
Esperamos que a obra seja iniciada em maio", disse Schues. O uso
de São Sebastião, entende Schues, é um paliativo
(Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 6 de abril).
O
trilionário mercado das autopeças - 1
Em 2010, o mundo vai demandar US$ 1,104 trilhão em peças
e o Brasil participará com 3,9%. Nos próximos seis anos,
a demanda de autopeças no mundo vai crescer 26%. Passará
dos US$ 876 bilhões negociados em 2003 para US$ 1,104 trilhão
em 2010. Desse total, a América do Sul, principalmente o Brasil,
ficará com US$ 43 bilhões - 3,9% de participação
e 72% maior que os US$ 25 bilhões vendidos no ano passado. A avaliação
é da empresa de consultoria multinacional Roland Berger Strategy
Consultants, que entrevistou fabricantes de autopeças que representam
um faturamento anual de US$ 70 bilhões (o mercado norte-americano
movimenta cerca de US$ 250 bilhões por ano) e resultou no trabalho
"The Odyssey of the Auto Industry: Suppliers Changing Manufacturing
Footprints", apresentado recentemente nos Estados Unidos (Lilian
Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de abril).
O trilionário mercado das autopeças
- 2
O negócio está crescendo e a questão é: quem
vai aproveitar e onde. No Leste Europeu, o crescimento será de
8% ao ano. Assim como na América do Sul. "Mas com uma diferença.
O Leste Europeu vai crescer porque está se tornando um mercado
interessante. Já a América do Sul mostra um crescimento
alto - 72% - de 2003 para 2010 porque está em fase de recuperação
do mercado, que está muito baixo", fala Wim van Acker, um
dos autores do trabalho da Roland Berger, que foi transferido do escritório
do Brasil para o dos Estados Unidos, em Troy, Michigan. Para Ingo Weiland,
sócio da Roland Berger no Brasil, o País é um importante
fornecedor mundial - principalmente para os EUA onde vende cerca de US$
5 bilhões anuais -, mas cresce apenas 3% ao ano. "O Brasil
tem um custo baixo, capacidade ociosa, mas mesmo assim, não apresenta
um crescimento tão agressivo quanto as autopeças italianas,
por exemplo, que vendem menos que as brasileiras - US$ 4 bilhões
- mas crescem 10% ao ano", diz Weiland. Van Acker completa que, no
estudo, os países que mais vão crescer no mercado de autopeças
são a China, Hungria, Coréia, Alemanha e Itália.
"Os Estados Unidos perdem 18% de partici-pação na produção
mundial de autopeças e o Canadá, 12%. Na contramão
está o México, que cresce 43%. Isso significa que as fabricantes
de componentes estão migrando para o sul dos Estados Unidos e para
o México em busca de baixo custo e das montadoras que ganharam
participação em outros centros industriais dos Estados Unidos",
afirma van Acker. (Lilian Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de abril).
O
trilionário mercado das autopeças - 3
Nessa busca por menores custos, as fabricantes ainda não se conscientizaram
do risco que determinados mercados podem ter. O México, por exemplo,
é o mercado que apresenta menos risco, mas também o menor
retorno financeiro. A América do Sul tem um risco razoável
e baixo retorno. O Leste Europeu tem risco e retorno razoáveis.
Já a China tem risco e expectativa de retorno altos. "A China
tem o risco de virar o próximo Brasil por causa de seu sistema
político e expectativa das montadoras muito elevada. O mercado
chinês é para empresas que têm recursos financeiros
e que podem sobreviver a crises de estabilidade política, financeira
e proteção à propriedade intelectual", afirma
o consultor da Roland Berger nos EUA. O Brasil, de acordo com Van Acker,
nos últimos cinco anos perdeu quase 1/3 de sua produção.
"O trabalho agora consiste na recuperação do mercado
perdido e na ocupação da capacidade que está muito
ociosa", diz o executivo. (Lilian Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de
abril).
VW
Fox terá uma versão minivan em 2005
Com a chegada da versão quatro portas do Fox, a Volkswagen espera
comercializar 66 mil unidades do modelo no mercado interno. Para o segundo
semestre, a montadora já confirma o lançamento da versão
aventureira do modelo: o CrossFox, com quebra-mato e estribos laterais,
para concorrer com Fiat Palio Weekend Adventure e o Ford EcoSport. A expectativa
de vendas da versão é de 2 mil unidades mensais. "
Vamos lançar o CrossFox no Salão do Automóvel, em
outubro, e o modelo Polo com sistema TotalFlex - bicombustível.
No ano que vem daremos mais um passo importante, que é a chegada
de uma minivan da família Fox, para concorrer com o Chevrolet Meriva",
conta o diretor de vendas e marketing da Volkswagen, Paulo Sérgio
Kakkinoff. Ele diz que se tivesse que apostar num líder em 2004,
apostaria na GM, que tem um mix mais completo. "Já em 2005
acho que teremos grandes chances de chegar à primeira colocação
no mercado brasileiro", diz o executivo (Gazeta Mercantil, 5 de abril).
Na
hora de alavançar o mercado, divergência entre as fábricas
As previsões otimistas de forte recuperação do mercado
interno este ano estão sendo um pouco esfriadas. Os que previam
um aumento nas vendas de até 12% agora já se acautelam nos
5%. E alguns acham que os números muitos fracos de 2003 vão
praticamente se repetir em 2004: 1,5 milhão de unidades entre automóveis,
comerciais leves, caminhões e ônibus. Em 1997 a indústria
encontrou quase 2 milhões de compradores no Brasil. Isso significa
que a demanda teria ainda de subir cerca de 30% apenas para empatar com
os registros de sete anos atrás. Os problemas políticos,
a necessidade de equacionar o déficit público, as reformas
incompletas, a desvalorização cambial, os reflexos de crises
externas, a queda de renda, os impostos que não param de subir,
os juros elevados. Motivos não faltam. Preocupa mais o fato de,
após o desastre, a recuperação ser tão tímida
que mal acompanhou o pequeno crescimento da economia no período.
(Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril). Leia
mais.
Sem investimento,
autonomia para o desenvolvimento
Autonomia para desenvolver no Brasil. É alternativa à falta
de investimento e dificuldades de mercado que impedem alinhar modelos
europeus e nacionais. VW Fox, Ford EcoSport e o monovolume Fiat Idea são
exemplos. GM também desistiu de fabricar aqui o sofisticado Astra,
estreante do mês na Europa. Projeta um modelo brasileiro utilizando
a plataforma atual do Astra e derivação para um novo Vectra.
Exceção à regra é o hatch médio-compacto
Peugeot 307 concorrente direto de Golf, Astra, Stilo, Focus & cia.
Produzido e lançado agora na Argentina em nove versões,
chega ao Brasil em maio, agora sem imposto de importação.
Dizem que no país vizinho o mercado está na lona, mas as
fábricas alcançam rentabilidade... O investimento, porém,
foi baixo: US$ 60 milhões (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril).
Novos
tempos para os combustíveis. Ou a farra do gás.
Sinal dos tempos. A Distribuidora Ipiranga abasteceu de graça veículos
a gás (GNV) durante os dois primeiros dias de funcionamento do
seu primeiro posto em Campinas, SP. Qualquer promoção envolvendo
combustível, no Brasil, já foi palavrão. Hoje há
financiamento específico para transformações, kits
vendidos sem controle técnico e até GNV grátis. É
ou não é a farra do gás? (Fernando Calmon, Alta Roda,
5 de abril).
Um
livro para você lembrar do seu Fusca
Histórias curiosas sobre o modelo que mais tempo liderou o mercado
nacional estão no livro, de 208 páginas, Eu Amo Fusca II.
Compiladas por Alexander Gromow, é leitura divertida e saudosista.
Nas livrarias, por R$ 22,00. Exemplares autografados e a preço
mais em conta podem ser encomendados no site do autor www.fuscabrasil.net
. (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril).
Ministro
chileno vem expor plano Transantiago no Brasil
O vice-ministro dos Transportes do Chile, Guillermo Díaz, participará
amanhã, em São Paulo, de um seminário com as empresas
brasileiras interessadas na concorrência internacional do programa
Transantiago - uma série de contratações de obras
e compra de equipamentos destinados a reorganizar o transporte urbano
na capital chilena. O programa receberá investimentos de US$ 1,180
bilhão em vias e ônibus e US$ 1,647 bilhão no metrô
num prazo total de 16 anos. O governo chileno diz que todo o programa
será financiado por investimentos privados. O Chile só investirá,
a fundo perdido, os US$ 71,4 milhões necessários às
obras de infra-estrutura inicial. Todas as fabricantes de ônibus
e carrocerias brasileiros já têm protótipos para participar
da Transantiago, que exigirá 721 ônibus articulados para
as linhas troncais, e mais 288 de 15 metros e 200 de 12 metros para as
linhas locais, com entrega em 2005 (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil,
1 de abril).
Prius
e Lupo são os menos poluidores
O Toyota Prius, um modelo híbrido que funciona com eletricidade
e gasolina, e o Volkswagen Lupo, a diesel, foram os dois carros menos
poluentes vendidos na França no ano passado, segundo o balanço
apresentado ontem pela Agência do Meio Ambiente e do Controle de
Energia. O Prius, com um consumo médio de 4,3 litros de gasolina
para cada 100 quilômetros, emite uma média de 104 gramas
de dióxido de carbono de quilômetro percorrido, menos que
o segundo da lista, o Daihatsu Cuore, com 109 gramas; o Smart, com 113;
o Honda Civic, com 116; e o Suzuki Alto, com 119. Na categoria diesel,
o Lupo mais econômico, com um consumo misto de 3 litros para cada
100 quilômetros percorridos e uma emissão de 81 gramas de
dióxido, ficou no topo da lista, seguido pelo Smart CDI, com 90
gramas; o Citroën C2 1.4HDi, com 108 e o Renault Clio 1.5dCi, com
110. Segundo a Ademe, em 2003 os franceses não preferiram veículos
menos agressivos ao meio ambiente. O Prius vendeu 15 unidades e o Lupo
diesel uma (Gazeta Mercantil, 1 de abril).
Produção
no setor de máquinas agrícolas deve crescer mais
A produção de máquinas agrícolas no Brasil
tem registrado bom resultado mas tem espaço para crescer ainda
mais. No ano passado, a produção atingiu 60.356 unidades,
16% a mais do que em 2002 e 70% a mais do que em 2000. Foi o maior número
dos últimos sete anos, mas, em termos históricos, representou
apenas o nono |