ABRIL 2004

Assembléia define valor mínimo para PLR na Volks
Funcionários da fábrica da Volkswagen em São Bernardo definiram nesta quinta-feira à tarde, em assembléia, o valor mínimo de R$ 4,2 mil como reivindicação para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) deste ano e o prazo de 31 de maio como teto para se chegar a um entendimento com a empresa. Além disso, aceitaram receber antecipação de R$ 1,2 mil no dia 7 de maio. Dessa forma, os empregados aprovaram parcialmente a última proposta da companhia, que era pagar R$ 1,2 mil no próximo mês e discutir o valor total até 30 de junho. No ano passado, a PLR foi de R$ 3.212 (Diário do Grande ABC, 30 de abril).

Presidente da Anfavea faz visita ao RS segunda-feira
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, reúne-se na segunda-feira, às 17h, em Porto Alegre, com o governador Germano Rigotto para cumprir programa de visitas aos estados produtores automotivos. O RS possui cinco montadoras automotivas, nove fábricas, e responde por cerca de 7% da produção nacional de automóveis e por 52% da produção de máquinas agrícolas (30 de abril).

Para montadoras e construtoras, siderúrgicas impõem cartel
A Anfavea planeja solicitar ao governo a redução ou eliminação da alíquota média de 12% a 14% do Imposto de Importação que incide sobre o aço. A medida é uma reação ao reajuste de até 15% no preço do insumo, previsto para vigorar a partir de sábado. As montadoras ainda vão avaliar o impacto do reajuste do insumo em seus custos, a partir de 1º de maio. Mas, segundo o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, o único caminho parece ser a substituição do aço nacional pelo importado. "Não temos mais alternativa. A situação é muito preocupante, mas queria deixar claro que entendemos as dificuldades do próprio governo em tratar essa questão em função dos problemas que temos com os EUA", afirmou Golfarb. Um levantamento da entidade mostra que, de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004, o aço acumula alta de 71%. Nesse período, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) subiu 37% e as tabelas de preços dos automóveis ficaram 39% mais caras. Dos custos industriais do setor, 20% são referentes à utilização do insumo (Diário do Grande ABC, 29 de abril).

Volkswagen faz recall de 800 mil carros
A Volkswagen anunciou ontem um recall de 800 mil automóveis Passat e Audi A4, A6 e A8, vendidos no mundo todo. Segundo a montadora, a convocação é para reparar um defeito numa peça de borracha do braço da suspensão dianteira - há risco de ocorrer um desgaste prematuro da peça e a conseqüente soltura do braço de sua ancoragem. A montadora informa que há 410 mil carros em circulação na Alemanha que podem estar com esse problema. A Volkswagen do Brasil informou que o recall vai atingir cerca de 10 mil Passat fabricados entre 1996 e 1999. Os modelos da Audi chamados para a revisão são o A4 e A8, produzidos entre 1994 e 1998 e o Audi A6, fabricados de 1997 a 1999 (Gazeta Mercantil, 29 de abril).

Munekuni deixa a presidência da Honda
O presidente da Honda, no Japão, Yoshihide Munekuni, deixará o cargo dia 23 de junho e passará a ser conselheiro da empresa, anunciou ontem a montadora. Munekuni, que entrou na Honda em 1966, fortaleceu as operações da empresa nos Estados Unidos e ocupa a presidência há sete anos, período mais longo para esse cargo na empresa. Em maio de 2002 foi nomeado principal executivo da Honda para presidir a associação que representa as montadoras naquele país, cargo que termina em maio. (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

Hyundai Motor quer cortar laços com a DaimlerChrysler
A Hyundai Motor, maior montadora da Coréia do Sul, mantém conversações para cortar os laços com seu maior acionista estrangeiro, a DaimlerChrysler, informaram três executivos próximos às discussões. A DaimlerChrysler comprou 9% da Hyundai há quatro anos para incrementar sua participação no mercado automotivo asiático. O esforço da Hyundai de fabricar caminhões pesados e carros pequenos com a DaimlerChrysler foi abortado na Coréia do Sul depois que as duas empresas entraram em conflito sobre a formação de empreendimentos com a mesma sócia chinesa, disseram os três executivos, que pediram para não serem identificados. A DaimlerChrysler detém agora 10,5% do capital da Hyundai, avaliada em 1,14 trilhão de won (US$ 983,6 milhões) pelo preço de fechamento das ações de quinta-feira passada. O conselho da Hyundai se reunirá nessa semana em Seul e a decisão de romper relações pode ser tomada nessa ocasião, disseram os executivos. Isso pode forçar a DaimlerChrysler a vender sua participação de 10,5% na Hyundai, eles disseram (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

São Paulo recebe seminário sobre combustível
A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) realiza, no dia 18 de maio, no Centro de Eventos Abimaq, no Planalto Paulista (região sul de SP), o seminário "Visão Realista: Combustíveis e Tecnologia X Efetivação das Futuras Etapas do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores)". Segundo Geraldo Rangel, presidente da AEA, a proposta é discutir a diminuição das emissões de poluentes e, conseqüentemente, a manutenção destes índices durante toda a vida útil do veículo. As inscrições podem ser feitas pelo site da AEA (www.aea.org.br). Informações pelo e-mail eventos@aea.org.br ou pelo telefone 11 5575-9043 (Folha Online, 28 de abril).

Novidades que chegam fora de época
No Brasil, as montadoras não medem esforços para estimular as vendas. A mais recente estratégia é antecipar para os primeiros meses do ano o modelo do ano seguinte, ou seja, lançar já a versão 2005 do carro. Foi o que ocorreu em março com a Fiat, que apresentou o Palio Weekend e o Siena, e agora com a Chevrolet, com a Zafira e o Astra, todos 2005. Já a Ford estreou o seu novo Focus Sedan 1.6 como 2004 e meio. A justificativa da marca é que se trata de um incremento em uma linha já existente. Há alguns anos, as montadoras revelavam as suas novidades no último trimestre do ano, para aproveitar a antecipação do 13º salário. Hoje, porém, o objetivo das fabricantes é dar ao comprador a impressão de estar sempre comprando algo realmente novo. Então, para que esperar até o final do ano? (Diário de São Paulo, 28 de abril).

Vendas no quadrimestre mantêm ritmo de crescimento
A queda de 30% nas vendas no mercado interno - anunciada pelo novo presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, durante a coletiva da sua posse da nova diretoria da entidade, na semana passada - não pode ser analisada isoladamente. Esse número puro e simples pode dar a impressão de que o setor automobilístico entrou num período de queda de vendas, invertendo a tendência de alta de 7% no ano traçada pelos fabricantes. Não é verdade: até o dia 22, as vendas acumuladas somavam 74.910 unidades (5.350 carros por dia). Considerando a média diária de vendas do mês passado (6.170 carros por dia) a queda é de apenas 15%. E mesmo assim é preciso considerar que março teve um desempenho excepcional comparado com os dois primeiros meses do ano (janeiro observou registro irreal de vendas e fevereiro teve Carnaval). A distorção ocorre porque abril teve apenas 20 dias úteis, enquanto março teve 23. O resultado dessa ponderação é uma queda bem menor: abril deverá fechar com vendas 15% menores do que março (e não 30%). A queda de vendas em março não é resultado de desaquecimento. Na verdade o resultado das vendas internas em abril está na média prevista pelas montadoras (Joel Leite, AutoInforme, 28 de abril).

GM pretende agilizar exportações
Para a General Motors, o problema da burocracia portuária é muito sério. O vice-presidente José Carlos Pinheiro Neto resumiu esse significado com duas frases. Na primeira, ele disse: 'Quando a GM exporta do Brasil, de 25% a 30% dos embarques saem com atraso em prejuízo de preço, qualidade e serviço'. Depois, ele acrescentou: 'Em Hong Kong se exporta em três horas e no Brasil esse processo leva alguns dias, dois, três, quatro ou qualquer dia', numa referência às operações do porto de Santos (São Paulo), onde hoje estão concentradas suas operações de importação e exportação de veículos. Segundo Pinheiro Neto, a montadora busca uma flexibilização das suas operações em Rio Grande. O diretor de Assuntos Institucionais, Luiz Moan, comentou que não faz sentido à GMB ter que emitir nota fiscal numa exportação no porto de Rio Grande. Por essa razão, a ida hoje ao porto será complementada com uma conversação junto ao delegado da Receita Federal no município. Quanto ao porto de Porto Alegre, não foram dados mais detalhes; porém, a GMB pretende tratar junto ao governo do Estado de várias questões - calado, freqüência de navios e operação logística. Em 2004 a meta da montadora brasileira é exportar de 1,2 bilhão a 1,3 bilhão de dólares (Correio do Povo, 28 de abril).

Nas ruas, o carro abastecido na tomada
Além de veículos que rodam com gasolina, álcool, a mistura de ambos ou gás, o Brasil já tem no mercado carros abastecidos na tomada. Modelos elétricos estão sendo importados dos Estados Unidos e montados em uma microempresa de Campinas, SP. São carrinhos de pequeno porte, por enquanto de uso restrito a atividades como coleta de lixo em áreas proibidas ao tráfego normal e transporte interno em grandes áreas. A Club Car, representante da empresa americana, estuda a construção, no futuro, de uma fábrica própria no País. O Brasil tem uma frota de cerca de mil carros elétricos concentrados principalmente nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. “É um volume irrisório, mas a tendência é de aumento nos próximos anos”, diz João Vicente Silva Bezerra, distribuidor da Club Car no Brasil, empresa do grupo Ingersoll Rand (Estadão, 28 de abril).

Rolf Eckrodt deixa a Mitsubishi
O presidente da Mitsubishi Motors, o alemão Rolf Eckrodt, apresentou sua demissão após 23 meses no cargo, informou ontem a montadora japonesa. O anúncio da renúncia de Eckrodt - que foi presidente da Mercedes-Benz brasileira na década de 90 - ocorre apenas quatro dias após a sócia majoritária da empresa japonesa, a alemã DaimlerChrysler, com 37% do controle, anunciar que não participará de um esperado aumento de capital. Segundo a Mitsubishi, enquanto se aguarda a "breve nomeação" de um substituto, presidirá a empresa interinamente Keiichiro Hashimoto, chefe de finanças e membro do conselho diretor. Eckrodt entrou para a Mitsubishi em janeiro de 2001 na qualidade de CEO de operações da divisão de carros de passeio e, em julho de 2002, assumiu o cargo de presidente da empresa. O executivo alemão, de 61 anos, tem 38 anos de carreira no setor automotivo, iniciados em 1966 na Daimler-Benz, antecessora da DaimlerChrysler. Sua renúncia era prevista pelos analistas setoriais (Gazeta Mercantil, 27 de abril).

Nissan, uma das empresas mais rentáveis do setor
A Nissan anunciou que no ano fiscal de 2003 seu lucro líquido consolidado e seu lucro operacional bateram recordes devido à boa demanda mundial por seus veículos. O faturamento anual da Nissan em 2003 cresceu 8,8%, chegando a 7,4 trilhões de ienes (US$ 65,6 bilhões). Suas vendas aumentaram 10,4%, alcançando a marca recorde de 3.057.000 unidades. Segundo o fabricante japonês, proprietário de 44,4% da francesa Renault, a venda de mais de 3 milhões de veículos anuais no ano fiscal concluído em 31 de março passado foi registrada pela primeira vez em 13 anos. O lucro operacional da Nissan em 2003 foi de 825 bilhões de ienes (US$ 7,29 bilhões de dólares), o que significa alta de 11,9% em relação ao ano anterior. Já o lucro líquido consolidado da montadora subiu 1,7 por cento, para 503,7 bilhões de ienes (US$ 4,45 bilhões de dólares), enquanto a margem de lucro operacional cresceu 11,1%. Este desempenho tornou a Nissan uma das empresas mais rentáveis do setor no mundo, diz comunicado da divulgado pela companhia (Gazeta Mercantil, 27 de abril).

GM e Fiat seguem a Volks e reajustam carros em 2%
Mais duas montadoras, General Motors e Fiat, reajustaram os preços dos automóveis ontem em cerca de 2%, o mesmo índice que a Volkswagen anunciou na semana passada. Até a última sexta-feira, os negócios com automóveis e comerciais leves caíram 14,5% ante igual período de março. Com o novo aumento, a média de reajustes dos preços dos carros neste ano chega a 12,2%. O índice inclui a volta da cobrança integral do IPI (Correio do Povo, 27 de abril).

Mercedes-Benz e Scania partem para ano recorde
Montadoras ampliam produção e empregos no ABC. Duas importantes marcas de caminhões e ônibus do País, a Mercedes-Benz e Scania, vão realizar em 2004 recordes de produção. A Mercedes está preparada para montar 40 mil unidades, melhor desempenho desde 1996. A Scania produzirá 12 mil unidades, maior número em seus 48 anos de Brasil. Para tornar o recorde possível, ambas, instaladas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, estão ampliando empregos e ritmo de trabalho. A DaimlerChrysler, detentora da marca Mercedes-Benz, passou de 165 caminhões e ônibus diários para 194 unidades, crescimento de 17,6%. A Scania, semana passada, passou de 40 para 50 unidades diárias, expansão de 25%. Há alguns fatores que justificam a aceleração do ritmo de produção. A exportação (tanto de veículos como de peças e componentes) é o principal motivo. Mas, há um mercado interno aquecido por caminhões pesados, aplicados no transporte da safra. No primeiro trimestre, a Mercedes vendeu nessa categoria 39,1% mais que em igual período de 2003. Já a Scania, teve um crescimento de 24% (Gazeta Mercantil, 26 de abril).

Daimler fica com Mitsubishi
A DaimlerChrysler vai manter por enquanto sua participação de 37% na japonesa Mitsubishi Motors, anunciou o diretor de Finanças do grupo, Manfred Gentz. Em teleconferência com investidores e jornalistas, Gentz disse que a decisão da venda do pacote de ações dependerá muito de como atuarem os demais acionistas da Mitsubishi. A maior acionista da montadora japonesa abandonou os planos de participar de uma ampliação de capital no consórcio japonês calculada em cerca de € 5 bilhões de euros US$ (5,95 bilhões) para sanear suas finanças (Gazeta Mercantil, 26 de abril).

Volvo tem lucro no trimestre
A Volvo obteve lucro líquido de 2,248 bilhões de coroas (US$ 300 milhões) no primeiro trimestre, informaram fontes da companhia. No mesmo período de 2003, os ganhos foram de 506 milhões de coroas (US$ 67,4 milhões). Segundo o presidente-executivo da Volvo, Leif Johansson, "o aumento da produção em conjunto com uma forte demanda sobre os novos produtos da empresa, assim como um plano de racionalização, contribuíram para melhorar os resultados em todas as áreas de negócios". De janeiro a março, o lucro bruto da Volvo foi de 2,916 bilhões de coroas (US$ 389 milhões), ante 909 milhões de coroas (US$ 121 milhões) obtidos em igual período de 2003. O faturamento cresceu 17% e foi para 45,489 bilhões de coroas (US$ 6,065 bilhões), contra os 40,931 bilhões de coroas (US$ 5,457 bilhões de dólares) de 2003 (Gazeta Mercantil, 26 de abril).

Caminhões: briga por liderança chega à TV
A briga pela liderança de mercado chegou aos veículos pesados e, a partir de domingo, vai chegar à mídia de massa. Pela primeira vez, a Mercedes-Benz fará uma campanha nacional de marketing na TV para mostrar caminhões, ônibus e vans, um segmento que normalmente só aparece na imprensa especializada, como revistas, ou em patrocínios de eventos, como futebol. Segundo Tânia Silvestri, diretora-adjunta de Marketing da DaimlerChrysler – dona da Mercedes-Benz -, o objetivo é ressaltar a presença dos veículos no cotidiano dos brasileiros. Mas, por trás disso, admite ela, está também a intenção de “sustentar a liderança do mercado, dentro de um ambiente competitivo”. No primeiro trimestre, as vendas de caminhões no atacado (das fábricas às lojas) cresceram 14,8% em relação a igual período de 2003, com um total de 18.806 unidades. A Mercedes vendeu 5.722 caminhões, enquanto a Volks vendeu 5.425, apenas 297 unidades a menos. (Cleide Silva, Estadão, 23 de abril).

Marcopolo se instala em países do Leste

A Marcopolo, um dos maiores fabricantes de ônibus do mundo com uma produção de 15.500 veículos ao ano, quer crescer ainda mais. A empresa está em negociações para a realização de uma joint-venture na Rússia; no próximo ano inaugura uma fábrica de componentes na China e ainda prospecta oportunidades para uma parceria na Índia. "O mercado brasileiro está estagnado desde 1990 e, para crescer, a Marcopolo decidiu tornar-se um multinacional com uma estratégia de verticalização" conta José Antonio Martins, vice-presidente do grupo e responsável pela área internacional. O fabricante brasileiro quer chegar, por exemplo, a deter 5% do mercado europeu. Hoje tem uma fatia correspondente a 1% alimentada, fundamentalmente, pela fábrica instalada em Coimbra. "Até 2010 queremos estar produzindo 1.000 ônibus ao ano ", diz Paulo Júlio, diretor da unidade portuguesa que é a única fábrica pertencente ao grupo instalada na União Européia (Gazeta Mercantil, 23 de abril).

DaimlerChrysler recebe a visita de Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará dia 26 de abril na fábrica da DaimlerChrysler, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Lula vai participar da cerimônia de entrega simbólica de ambulâncias ao Ministério da Saúde. Da venda total de 1.480 unidades do modelo, 680 são da marca Mercedes-Benz, o restante são da Iveco e Renault. Os veículos serão adaptados pela Rontan (Gazeta Mercantil, 23 de abril).

Volkswagen admite que o trimestre foi "desastroso"
Os resultados da Volkswagen no primeiro trimestre foram "desastrosos", disse ontem o presidente mundial da empresa, Bernd Pischetsrieder, em Hamburgo. À fraca demanda do setor nos dois primeiros meses se somaram os custos dos lançamentos do Audi A6 e do Seat Altea, além das "desfavoráveis" taxas de câmbio. Os analistas prevêem que os lucros operacionais de janeiro a março tenham caído pela metade em relação a igual período de 2003, quando foram US$ 713 milhões. No entanto, a Volkwagen advertiu que no primeiro trimestre deste ano a produção subiu 2,8%, para 1,31 milhão de unidades, e que as entregas aumentaram 0,6%, para 1,2 milhão de unidades (Gazeta Mercantil, 23 de abril).

GM faz recall de quase toda sua linha de veículos no Brasil
A General Motors convoca os proprietários de 27.831 veículos da linha Celta, Corsa, Corsa Classic, Montana, Meriva, Astra e Vectra, todos fabricados em 2004, e também o Zafira modelo 2005, equipados com câmbio manual para a substituição gratuita do eixo da caixa do diferencial. Dos modelos da marca fabricados no país, apenas a picape S10 e a Blazer ficaram de fora do recall. A montadora detectou um erro na produção do componente, que pode quebrar e causar a perda da tração do veículo. Segundo a GM, 16.890 destes veículos já foram vendidos ao consumidor. O restante permanece nos estoques da rede. Os proprietários dos veículos serão notificados por meio de carta e deverão comparecer a uma concessionária ou oficina autorizada da Rede Chevrolet a partir do dia 29 de abril para agendar a substituição do componente. Mais informações pelo telefone 0800 702-4200 ou em www.chevrolet.com.br (Folha Online, 23 de abril).

Volkswagen reajusta preços; aço sobe em maio
A Volkswagen vai reajustar em 2% em média os preços de seus veículos na segunda-feira. De acordo com a montadora, o aumento ocorre para compensar a elevação dos custos de produção nos últimos meses. O aumento anterior, de 3% em média, foi aplicado em 1º de março. Os carros da Volkswagen permanecem com preços inalterados até domingo e haverá feirões de vendas no fim de semana. Fiat, GM e Ford ainda não confirmaram elevação de preços. As montadoras também terão custos maiores em decorrência do preço do aço, que deve subir 12% em maio (Diário do Grande ABC, 23 de abril).

Brasil puxa lucro da Ford na região
A Ford voltou a registrar lucro na América do Sul, puxado pelas operações do Brasil, que respondem por 70% dos negócios na região. A montadora, que há nove anos operava no vermelho, fechou o primeiro trimestre com ganho de US$ 15 milhões. No ano anterior, havia registrado prejuízo de US$ 31 milhões no período. As vendas na região somaram US$ 650 milhões, o dobro das de 2003. A região inclui Argentina e Venezuela, que abrigam fábricas, e mais quatro países onde há representações comerciais. No mundo todo, a Ford contabilizou lucro líquido de US$ 1,95 bilhão, um aumento de 118% ante o primeiro trimestre de 2003, de acordo com balanço divulgado ontem nos EUA. O presidente da Ford América do Sul e Brasil, Antonio Maciel Neto, creditou o desempenho aos novos produtos, principalmente o EcoSport, líder no segmento de comerciais leves, e o novo Fiesta, ambos produzidos na Bahia. O resultado não inclui exportações. “A Ford está indo muito bem em um mercado muito ruim. Estamos melhores que os concorrentes porque nossos produtos são líderes em design.” (Estadão, 22 de abril).

Demel tira brasileiro da VW para chefiar a qualidade da Fiat
O engenheiro brasileiro Stefan Ketter é o novo responsável por Qualidade da divisão automobilística do grupo italiano Fiat, que desde o final de 2003 é dirigido pelo austríaco Herbert Demel - ex-presidente da Volkswagen do Brasil e que já colocou outros não-italianos em cargos estratégicos. Ketter integra o time encarre-gado de executar o plano de relançamento industrial e financeiro, operação iniciada há nove meses (vai até 2006) para reerguer as empresas do grupo Fiat em todo o mundo. Aos 44 anos, Ketter tem experiência no setor automobilístico em nível internacional. Entre 1986 e 1996 trabalhou na alemã BMW, da qual foi principal responsável de Qualidade. Nos últimos nove anos esteve no grupo VW, onde trabalhou com Demel. Em 1996, foi responsável pelos projetos das novas fábricas para a marca Audi e, no ano seguinte, assumiu o comando da Qualidade da Volkswagen na América do Sul. Teve papel importante na implantação da unidade conjunta VW/Audi em São José dos Pinhais (PR). Já em 2002 ampliou sua competência neste mesmo campo ao assumir a vice-presidência da Volkswagen of America, com base em Detroit. (Gazeta Mercantil, 22 de abril).

Fiat quer índice maior de nacionalização de peças
Em parceria com seus fornecedores, a Fiat Automóveis quer nacionalizar ainda mais a produção de peças para seus carros. O índice de nacionalização dos produtos fabricados pela Fiat no Brasil chega a 87,9%, em média, e nas famílias Uno e Palio o percentual atinge até 97%. Mas ainda há muito mercado para se abrir, segundo explicou o diretor da GM-Fiat Worldwide Purchasing (WWP), Vilmar Fistarol. "Temos feito um grande esforço para contar com o máximo de componentes localizados. O grande desafio é encontrar soluções para viabilizar os investimentos", diz. Dentro deste objetivo, a Fiat participa do Projeto Forte, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) que conta com o apoio da Prefeitura de Betim e do Centro de Tecnologia Automotiva do Senai para estimular novos empreendimentos e o aumento da capacitação das indústrias já existentes. A Prefeitura de Betim (região metropolitana de Belo Horizonte), por exemplo, oferece incentivos aos empresários, como a oferta de terrenos para novas plantas industriais voltadas para a nacionalização de componentes. De acordo com Vilmar Fistarol, há oportunidades de nacionalização de componentes como peças plásticas, subconjuntos com eletroeletrônicos, pequenos subconjuntos de estampados em chapas e de peças usinadas, entre outros (Folha Online, 22 de abril).

GM lucra no mundo e perde no Brasil
A GM anunciou lucros no primeiro trimestre na LAAM, região que engloba a América Latina, Oriente Médio e África do Sul, que totalizaram US$ 1 milhão, ou 0,1% do lucro total da GM no mundo. Em 2003 a perda foi de US$ 12 milhões. "O lucro na região é o primeiro após três anos de prejuízos. Essa melhoria ocorreu, principalmente, por causa da África do Sul, que passou a fazer parte da LAAM, já que a GM assumiu o controle acionário da Delta, empresa que monta os CKDs na região", afirma Ray Young, presidente da General Motors do Brasil e América do Sul. Segundo Young, o Brasil, no entanto, assim como toda a América Latina, registrou prejuízo no primeiro trimestre. "As perdas no País nesse período foram o dobro em relação e igual período de 2003. Um dos motivos foram as exportações. Mesmo com aumento de 10% nas exportações no trimestre em relação a igual período de 2003, tivemos lucro 50% menor. Um dos exemplos mais significativos é o México, que tem os preços em dólar." (Gazeta Mercantil, 22 de abril).

“Não preciso da Anfavea”, diz vice da GM
A General Motors tem encontro agendado nos próximos dias com representantes do governo para intensificar sua isolada batalha pela redução de impostos para carros com motores bicombustíveis (rodam com gasolina ou álcool). Sem apoio das demais montadoras, o vice-presidente da empresa, José Carlos Pinheiro Neto, partiu novamente para o ataque ontem. “Não preciso da Anfavea para discutir o assunto e a GM não está sozinha; está muito bem acompanhada pelos consumidores brasileiros”. A crítica foi feita um dia depois da posse do novo presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, diretor da Ford. Em seu discurso, ele afirmou que a entidade não vai defender questões individuais, pois é favorável a um acordo mais amplo. “Somos contra posições padronizadas pois, na livre concorrência, ganha quem investe mais e atende o consumidor”, disse Pinheiro Neto. “Na Rússia, tentou-se por décadas pasteurizar posições e sabemos o que ocorreu”, exagerou, referindo-se ao sistema comunista. Só GM, Volks e Fiat têm carros bicombustíveis no mercado atualmente. As vendas desses produtos respondem por 14% do mercado de automóveis e comerciais leves. Em fevereiro, quando acabou a redução de 3 pontos porcentuais do IPI dos carros, a GM tentou manter o corte para os bicombustíveis, mas, sem consenso entre as empresas, não houve acordo com o governo (Estadão, 21 de abril).

Empresas investem no gás natural veicular
A expansão do uso do gás natural veicular (GNV) no Brasil tem impulsionado importantes investimentos no setor, seja em infra-estrutura ou novas tecnologias. A Ipiranga, por exemplo, vai investir R$ 40 milhões no mercado e acrescentar 40 postos de abastecimento em todo País. Até o final do ano passado, a empresa havia inaugurado 100 novos estabelecimentos – número 37% superior a 2002. Segundo a Associação Nacional de Gás Natural Veicular (ABgnv), em sete anos o número de postos subiu de 14 estabelecimentos em 1996 para 679, em 2003. A expectativa é atingir 1.002 postos até o final do ano que vem e elevar o consumo de 3.820 para 5.700 metros cúbicos por dia. Para alcançar esses números cerca de 1 milhão de veículos terão de ser convertidos para o gás natural. Hoje a frota nacional – de 660 mil veículos – é a segunda maior do mundo, atrás apenas de Argentina, que tem 1 milhão de veículos movidos a gás (Estadão, 21 de abril).

Moderfrota é aprovado no BNDES com juros de 17%
Quatro meses após ter sido lançado pelo governo, o Modercarga, programa de renovação da frota nacional de caminhões, foi aprovado pelo BNDES com a cláusula que enfrentava resistência da equipe econômica de desconto de 4% em cada financiamento, dado pelas montadoras em favor do banco. Os juros que despertaram críticas dos caminhoneiros, principal público-alvo do programa, foram mantidos em 17% fixos ao ano, superior à atual cotação da Selic - taxa básica de juros -, de 16%. O primeiro ano do programa terá verba de R$ 2 bilhões, que poderá ser ampliada, caso seja insuficiente para a demanda. O diretor de Planejamento do banco, Mauricio Borges Lemos, disse que o programa terá 'ajustes para melhor' (Correio do Povo, 21 de abril).

Volkswagen vai reajustar preços dos veículos em 2%
A Volkswagen do Brasil anunciou ontem que irá reajustar os preços de seus veículos a partir da próxima segunda-feira. A montadora alegou que aumento de 2% em média será feito para compensar a elevação dos custos de produção nos últimos meses. Em março a empresa havia aplicado um reajuste de 3% em média. Segundo um comunicado da Volkswagen, os consumidores poderão comprar carros com os preços inalterados durante todo este fim de semana nos feirões e concessionárias da rede (Diário do Grande ABC, 21 de abril).

Belini defende acordo setorial na entrega do Prêmio Qualitas
A Fiat Automóveis realizou a 15ª edição do Prêmio Qualitas em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 19, reunindo cerca de 200 fornecedores e distinguindo 23 empresas fornecedoras da Fiat Automóveis que foram destaque em qualidade em 2003. Foram concedidos, também, prêmios especiais aos melhores desempenhos em redução de custos e, pela primeira vez, nas categorias Ecologia e Responsabilidade Social. A importância da qualidade como fator de competitividade para toda a cadeia produtiva foi a ênfase das palestras do superintendente da Fiat, Cledorvino Belini, e do diretor da GM-Fiat Worldwide Purchasing, Vilmar Fistarol. Leia mais... (20 de abril).

Anfavea quer estimular vendas internas
O novo presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb - que tomou posse ontem, 19, e presidirá a entidade durante o biênio de 2004 a 2007 -, voltou a defender uma proposta mais duradoura para a indústria automobilística, sem descrever um modelo que poderia ser apresentado ao governo e que levaria as montadoras a voltar ao nível de 1997, quando foram produzidos 2 milhões de veículos no País. "Não queremos medidas que tragam somente bolhas de consumo. É preciso resolver as questões estruturais para dar um horizonte de crescimento ao setor", disse. Golfarb destacou também que a indústria automobilística precisa obter o retorno dos investimentos, que somaram US$ 26,1 bilhões de 1980 a 2003 - incluindo autopeças o total é de US$ 44 bilhões. "Para isso, é preciso ter um crescimento sustentado das exportações e atingir ocupação mínima de 80% da capacidade, que é de 3,2 milhões de unidades". O setor enfrenta atualmente 43% de ociosidade, com 16% das vendas totais representada pelas exportações e 41% pelo mercado interno, segundo a Anfavea. A retomada do setor automotivo, segundo Golfarb, está condicionada a vários fatores macroeconômicos, como por exemplo, um crescimento do PIB em torno de 3% a 3,5% ao ano, estabilidade cambial - pois é o mecanismo que regula a competitividade externa -, inflação sob controle, taxa de juros em queda e risco Brasil abaixo dos 500 pontos (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Passos assume secretaria no lugar de Kanashiro
Assume hoje em Brasília o secretário executivo do Ministério dos Transportes Paulo Sérgio dos Passos, que substitui Keiji Kanashiro, técnico na área e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Passos está no Ministério dos Transportes desde os anos 70, onde foi secretário de planejamento e orçamento na gestão do presidente José Sarney e secretário de desenvolvimento no governo Fernando Henrique Cardoso. Kanashiro tinha forte identificação com a iniciativa privada - foi empregado da Mercedes-Benz, no ABC paulista, como consultor a frotistas. Antes do Ministério dos Transportes, onde chegou a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Kanashiro foi secretário estadual de transportes do Mato Grosso do Sul, no governo de Zeca do PT. Atuou, também, na área de transportes em Diadema, outra cidade do ABC paulista (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Vendas de veículos caem 23% na 1ª quinzena de abril
As vendas de veículos no mercado interno caíram 23% na primeira quinzena de abril em relação a igual período de março. Segundo dados da Anfavea (associação das montadoras nacionais), no período foram comercializados 53 mil carros, 7.000 a menos do que na primeira quinzena do mês anterior. Rogelio Golfarb, o novo presidente da Anfavea, explicou que as vendas de março ainda foram beneficiadas pelo IPI menor dos carros em estoque. O IPI reduzido vigorou de agosto de 2003 a fevereiro de 2004 (Folha Online, 20 de abril).

Montadoras negociam a redução do IPI em maio
O novo presidente da Anfavea, Rogélio Golfarb, disse ontem, 19, que a indústria automobilística e o governo anunciarão em maio a redução de dois pontos percentuais na alíquota do IPI. A redução deverá compensar o aumento do PIS e da Cofins. Segundo ele, o setor está pagando uma alíquota maior das taxas desde fevereiro e, por isso, a redução do IPI não será repassada ao preço final dos carros (Correio do Povo, 20 de abril).

Jaguar recolhe 68 mil carros por falha no câmbio
A Jaguar confirmou que está recolhendo 68.000 carros no mundo todo (14.000 deles no Reino Unido) por um problema na caixa de marchas. Os veículos afetados são os carros de turismo S-Type e XJ e o modelo esportivo XK fabricados antes de junho de 2003, segundo informou um porta-voz da companhia. A mesma fonte explicou que a Jaguar tomou a decisão após ser informada sobre "quatro casos desse problema", o que faz com que o motorista possa perder o controle do carro se este chegar a uma velocidade muito alta. O porta-voz destacou que "não chegaram a se registrar acidentes nem feridos" como conseqüência do erro técnico, ao mesmo tempo que reiterou que o recolhimento dos veículos defeituosos é só uma "medida de precaução" (Gazeta Mercantil, 19 de abril).

O abuso da boa fé: motor veicular a água

Uma empresa de Sumaré, SP, a AVS Tecnologia, diz que desenvolveu uma unidade geradora de energia elétrica autocontínua e auto-sustentável “sem qualquer tipo de combustível”. E vai mais longe: “Usando a mesma tecnologia, convertemos motores veiculares de combustão à gasolina, para funcionar a água, isto mesmo a água, tecnologia única no mundo.” Em seu comunicado, afirmam estar interessados “em transferir nossa tecnologia e/ou atrair investidores e parceiros que juntamente conosco, possamos instalar uma unidade industrial ultramoderna e produzir em escala comercial, na modalidade seriada e sob encomenda”. É incrível como usam a palavra tecnologia sem cerimônia. Moto contínuo e água como combustível são falácias históricas. Quando se fazem as contas, nada do prometido se concretiza ou o balanço energético se revela altamente negativo, ou seja, a energia gasta é bem maior do que a produzida. Torna-se assustador que em plena era da informação ainda se tente empurrar conceitos errados travestidos de alguma seriedade. O abuso da boa-fé das pessoas, pelo jeito, continua firme e forte. Sem escolher meio ou país (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de abril).

Redução do IPI, um bom negócio para o governo
O balanço do período de sete meses (até fevereiro último) em que o IPI esteve reduzido revelou-se um bom negócio para o governo. Vendas subiram 11% e arrecadação 15%. Não se entende porque esses programas são sempre temporários. Acabam criando expectativas e surtos de altos e baixos. (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de abril).

Anfavea aposta no crescimento das exportações
As exportações continuam batendo recordes. Anfavea já refez as contas e aposta em crescimento de 20% em 2004. O Brasil tem dado sorte. Ao mesmo tempo em que a China começa a fraquejar como grande cliente, a Argentina se recupera e retoma as importações de veículos (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de abril).

O aumento do aço diante da liberdade de preços
As críticas da indústria automobilística à nova rodada de aumento de preço do aço ficam sem sentido em regime de liberdade de preços. Não há solução mágica. Contingenciamento de exportações, intervenção governamental, facilidades de importação? Ninguém quer assumir um iníquo retrocesso nos mecanismos de mercado (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de abril).

Locadoras, cliente cortejado pelas montadoras
A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) finalizou o Censo Abla 2003 e constatou aumento de 2% no volume de negócios com aluguel de veículos no país. No último ano, a locação de carros movimentou R$ 2,35 bilhões, 2% a mais do que em 2002. A frota total de carros para aluguel no país, em 2003, cresceu 2,2%, de 178 mil para 182 mil automóveis, e o número de usuários evoluiu 4,8% (Correio do Povo, 19 de abril).

BNDES dará apoio à fabricação de componentes aeronáuticos no País
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apoiar a nacionalização na fabricação de componentes para o setor aeronáutico. A Unicamp está sendo contratada pela instituição para montar um diagnóstico “em profundidade” da cadeia industrial do setor. Segundo o banco de fomento, um grupo de 22 empresas está disposto a estudar a fabricação de novos componentes e aumentar o fornecimento para a cadeia aeronáutica. O presidente do BNDES, Carlos Lessa, explicou que os setores de montagem estão tendo forte desempenho exportador no País. Neste grupo, estão os fabricantes de aviões, automóveis, ônibus, máquinas agrícolas, motocicletas e caminhões. “Todos esses setores têm componentes importados e é natural que tenham. Agora, vamos tentar aumentar o componente nacional, sem prejudicar nem a qualidade nem o preço dos produtos finais”, afirmou Lessa (Estadão, 16 de abril).

Volkswagen leva consumidor ao espaço
A guerra entre as montadoras chegou a um ponto em que empresas já oferecem até viagens espaciais para vender carros. Em uma campanha inédita, a Volkswagen vai patrocinar uma viagem semi-orbital a um consumidor, que verá a Terra de uma altitude de 100 quilômetros, dez vezes superior a um vôo normal de avião. Outros 10 clientes e um funcionário serão sorteados para visitar o centro Star City, em Moscou, e participar de um vôo com gravidade zero, que permite a flutuação no ar.A responsável pelo passeio na nave é a americana Space Adventures, única empresa no mundo a explorar o turismo espacial. O ganhador poderá ser o primeiro brasileiro a entrar em órbita. Os cupons para participar da campanha “Procura-se um astronauta” serão entregues hoje até 27 de junho para quem comprar carros novos e peça ou usar os serviços da marca. O sorteio será em julho (Estadão, 16 de abril).

Ford aumenta venda de peças
O estímulo da promoção ampliou o fluxo de clientes nas revendas. A Ford do Brasil registrou um aumento de 27% no fluxo de clientes nas redes de concessionárias de todo o País e elevou o volume mensal de vendas de kits de peças de 3 mil para 30 mil em março, na comparação com igual mês do ano passado, com a campanha "Desafio Preço Justo Ford". Para atrair os clientes às autorizadas, a Ford montou um kit de peças de acordo com o plano de manutenção dos veículos, substituiu alguns itens importados por modelos nacionais - a partir da negociação feita com os fornecedores brasileiros - e estabeleceu preço fixo de R$ 40 por hora para a mão-de-obra. O preço médio cobrado anteriormente pelas autorizadas era de R$ 90. "Com essa estratégia conseguimos elevar em 43% as vendas totais de peças em valores", disse Oswaldo Jardim, gerente nacional de peças e serviços (Gazeta Mercantil, 16 de abril).

Folz anuncia investimentos na PSA Brasil
A PSA Peugeot-Citroën anunciou ontem investimento de US$ 50 milhões este ano na fábrica em Porto Real (RJ). As cifras foram reveladas pelo presidente do grupo, Jean-Martin Folz, durante visita ao Rio. Com o aporte, a unidade passará a fabricar o novo motor 1.4 e o Peugeot 206 SW. Isso significará o aumento da produção da fábrica de motores de 50 mil para 70 mil por ano. A perspectiva do grupo francês é, em médio prazo, alcançar a marca de 120 mil motores anuais. Os novos produtos serão destinados ao mercado interno e à exportação. A indústria, instalada no Rio em 2001, tem 1.700 funcionários. "O novo 206 SW poderá ser beneficiado pelos investimentos já realizados para a fabricação do Peugeot 206", disse o presidente do grupo (Gazeta Mercantil, 16 de abril).

Investimento milionário na Caltabiano
Inaugurada há apenas cinco meses, megaconcessionária que recebeu mais de R$ 1,2 milhão de investimento já lidera vendas de veículos Land Rover. Localizada na Marginal Pinheiros, em São Paulo, a mais nova revenda do grupo Caltabiano, chamada de Calmac, vende por mês entre 25 e 30 carros da marca inglesa. É considerada uma ótima marca, já que a Auto Star, também de São Paulo, até então a maior concessionária da Land Rover, vendeu no ano passado um total de 250 veículos - uma média de 20 veículos mensais -, segundo informou John Peart, diretor geral da Land Rover do Brasil (Gazeta Mercantil, 15 de abril).

Transportadores alertam para o ‘apagão logístico’
Algumas regiões do Brasil já vivem o chamado "apagão logístico". São locais onde a malha rodoviária encontra-se em estado intransitável, comprometendo o escoamento da produção e elevando os custos de transporte. O alerta foi feito pelo presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Carga e Logística (NTC), Geraldo Vianna, durante o IV Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, encerrado ontem, em Brasília. "Por enquanto, esta crise ainda é localizada, e se dá principalmente no pico da safra, mas o cenário tende a piorar se houver uma sincronização entre o aumento do agronegócio e a retomada do crescimento industrial", disse Vianna. "É um nó que vai determinar um teto para o crescimento do País". (Gazeta Mercantil, 15 de abril).

Ford alerta consumidor contra falsos anúncios de veículos
A Ford alerta os consumidores contra um tipo de golpe que tem sido aplicado, tendo como chamariz a venda de veículos novos com preços abaixo do mercado e outras vantagens. Geralmente, os golpistas atraem compradores por meio de anúncios classificados em meios de grande circulação e dão como contato um número de telefone. Fazendo-se passar por empregados ou representantes da Ford ou de outras montadoras, propõem aos interessados um "negócio de ocasião". Como "garantia" do negócio, o golpista envia ao comprador, por fax, uma falsa nota fiscal, contendo dados do veículo e o nome e logotipo do fabricante, e o convence a depositar uma quantia em dinheiro a título de sinal numa conta bancária em nome de terceiros. Feito isso, some com o dinheiro e deixa o consumidor sem receber o produto prometido. A Ford não realiza, nem se responsabiliza por qualquer tipo de venda que não seja feita diretamente por meio de sua rede de distribuidores ou pelo seu site na internet (Folha Online, 15 de abril).

Cresce venda de veículos importados em março
O grupo de importadores oficiais filiado à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) registrou em março a comercialização de 310 unidades, equivalentes ao aumento de 21,09% em relação ao mês anterior, com 256 veículos. No entanto, se comparada ao igual período do ano passado, o mercado permanece em queda de 2,8%. São 310 unidades vendidas no atacado contra 319 carros no ano passado. No primeiro trimestre deste ano foram vendidas, no atacado, 855 unidades contra 1.039 veículos do primeiro trimestre de 2003, perfazendo uma queda de 17,7% (Folha Online, 15 de abril).

Reforma de pneus movimenta US$ 1 bilhão por ano
A maioria dos brasileiros ignora a informação, mas a indústria de reforma de pneus está mais próxima da realidade da população do que muitos imaginam. A cada ano, são recapados entre 10 a 12 milhões de pneus no Brasil. Desse total, cerca de 8 milhões são destinados à área de transportes de cargas e de passageiros. Segundo dados da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp), o setor movimenta por ano cerca de US$ 1 bilhão e 100% das empresas de transporte utilizam o serviço – 75% do negócio é gerado pelos segmentos de transporte de cargas e de passageiros (caminhões ônibus) e 25 % por carros de passeio e veículos agrícolas. Os dados são representativos e refletem diretamente na economia do País. Em razão da sua importância econômico-social, as indústrias de recapagem de pneus realizam em São Paulo, entre 27 e 30 de abril, a Recaufair – Feira Internacional de Tecnologia e Equipamentos para Reformas de Pneus. (Carsale, 15 de abril).

GM e Volkswagen abrem 120 vagas em fábricas da região
Depois de a DaimlerChrysler, de São Bernardo, anunciar a abertura de 175 vagas neste mês, a General Motors e a Volkswagen informaram na terça-feira que vão reforçar a linha de produção com mais 120 funcionários. A GM, que já havia admitido 130 pessoas desde o início do ano, abriu cerca de 70 vagas neste mês. Já a Volkswagen informou que acertou com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o retorno de 50 funcionários que estavam no CFE (Centro de Formação e Estudos) para o trabalho na fábrica de São Bernardo. Mas, ao mesmo tempo em que contrata, a GM discute com os empregados a terceirização da área de manuseio (pessoal que opera empilhadeiras para abastecer a produção), que tem 350 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano (Diário do Grande ABC, 14 de abril).

ZF do Brasil entra na China para equipar ônibus da Volvo
A divisão de sistemas de transmissão da ZF do Brasil estréia na exportação com negócio fechado com a Volvo, para abastecer as linhas de montagem de ônibus no exterior. Depois de concluir as primeiras remessas do componente para a montadora na China e na Suécia, a ZF prepara embarques para outras unidades da Volvo. Em maio será a vez da Índia, em julho o México. A expectativa da ZF, segundo Cristian Drewes, gerente da unidade de negócios de transmissões para ônibus, é de exportar anualmente 1 mil caixas de transmissão para a China, 240 unidades à Suécia, 300 à Índia e 400 para o México. "A fábrica brasileira foi escolhida pela matriz na Alemanha para abastecer as linhas de ônibus da Volvo no exterior por oferecer produto com tecnologia atual e preço competitivo", disse Drewes (Gazeta Mercantil, 14 de abril).

Berlingo sai de cena no Brasil
A Citroën deixa de oferecer no mercado nacional o multiuso Berlingo, importado da Argentina. Em 2003 foram vendidas 543 unidades do modelo — desde o seu lançamento, em 1998, foram cerca de 5 mil unidades importadas. O Berlingo custava cerca de R$ 34 mile tinha motor 1.8 de 90 cv. O veículo tinha como rivais o Renault Kangoo (também montado na Argentina) e o Fiat Doblò (nacional), que oferecem o mesmo trunfo: grande espaço interno (Diário de São Paulo, 14 de abril).

Kia Motors lança no mercado nacional o novo Sorento
A Kia Motors do Brasil iniciou a comercialização do utilitário esportivo Sorento. O veículo é primeiro projeto dentro do programa "Top Five", da montadora, que pretende situar a marca entre as cinco maiores do mundo em 2010. O Kia Sorento chega ao Brasil na versão movida a gasolina, com motor V6, 3.5 litros, 24 válvulas, com potência de 197 cavalos a 5.500 rpm e torque máximo de 30,1 kgfm a 3.000 rpm. Segundo a montadora, o Sorento é concorrerá com o Mitsubishi Pajero, Nissan Pathfinder e Ford Explorer, entre outros. O 4x4 tem 4.567 mm de comprimento, 1.863 mm de largura e 1.730 mm de altura, com distância entre-eixos de 2.710 mm e bitolas dianteira e traseira de 1.580 mm. De série, a Kia Motors incluiu o sistema de tração integral, o Electric Shift Transfer, que permite o acionamento da tração 4x4 com o veículo em movimento (a até 80km/h). Os preços ao consumidor do Kia Sorento estão definidos em R$ 149,9 mil e R$ 157,9 mil, respectivamente em suas versões S132 e S135 (Folha On Line, 14 de abril).

BMW planeja carro movido a gasolina e hidrogênio
A BMW planeja oferecer um carro movido a gasolina e hidrogênio nos próximos quatro anos. O CEO da companhia, Helmut Panke, afirmou que pretende incluir um carro híbrido Série 7 no catálogo, apostando no crescimento do número de estações de abastecimento de hidrogênio nos Estados Unidos. Ele disse também que a BMW pretende utilizar hidrogênio em motores a combustão, em lugar das células a combustível que devem ser adotadas por outros fabricantes com a tecnologia de hidrogênio combustível (The Wall Street Journal, 13 de abril, página D3).

Na Europa, alumínio toma lugar do plástico nos carros
As aplicações do plástico estão caindo diante do uso do alumínio nos novos carros europeus. Os compostos de plástico reforçado, que há 25 anos são utilizados na estrutura dos painéis agora estão se defrontando com o desafio da reciclagem que poderá limitar seu crescimento. Computados todos os carros produzidos na Europa, as peças plásticas somaram a média de 133 kg/veículo em 2003 e o alumínio 110 kg/veículo. No entanto, para os carros novos o alumínio equivale ao plástico, revela Michel Costes, CEO do grupo Mavel. Em 2001 o alumínio superou o plástico na América do Norte para tornar-se o terceiro material mais utilizado pela indústria automotiva, atrás do aço e ferro. A Associação Européia de Alumínio prevê que em 2010 a participação do alumínio nos carros europeus subirá para 160 a 240 kg (WardsAuto.com, 12 de abril).

Subida do Euro beneficia fabricantes de peças no Brasil
O aumento do Euro tem um grande impacto na nacionalização de peças fornecidas para os principais fabricantes de veículos no Brasil, elevando o número de componentes produzidos no país. Uma média de 70% a 80% das peças dos carros são agora produzidas no Brasil. Algumas companhias dão prioridade às peças produzidas nos Estados onde estão situadas. A Ford Brasil afirma que 72% dos componentes do Novo Fiesta e do EcoSport são feitos na Bahia. A GM do Brasil aumentou suas compras de fornecedores do Rio Grande do Sul para o Celta e um novo veículo que será produzido em 2006 (WardsAuto.com, 12 de abril).


Land Rover quer recuperar mercado com o Freelander
A versão 2004 do modelo Freelander, um SUV compacto premium da Land Rover chega ao mercado brasileiro com uma importante missão: ajudar a Land Rover do Brasil a recuperar as vendas perdidas em 2003. O objetivo da montadora é vender 1.800 unidades em 2004, praticamente o mesmo número de 2002, quando foram comercializados 1.857 veículos da marca. Para aumentar quase 50% o volume comercializado e chegar às 1.800 unidades neste ano, a Land Rover do Brasil conta com três trunfos: vender para o Exército Brasileiro o Defender, único modelo da marca montado no País desde 1998, em São Bernardo do Campo, SP, e que tem 65% de índice de nacionalização de peças. "No segundo semestre saberemos se vamos vender e quanto", diz Peart. Outro trunfo é a exportação do Defender. A Argentina já compra. "Para os EUA, estamos fazendo a adequação do produto, o Defender 110. Acho que para lá o veículo irá só a partir de 2005", explica. O terceiro trunfo e que vai coroar a colocação da Land Rover no mercado de SUV 4x4 no Brasil é o Freelander, que chega às concessionárias em três versões: SE 3 e 5 portas e o HSE 5 portas. Os preços vão variar de R$ 121 mil a R$ 135 mil (Gazeta Mercantil, 13 de abril).

Renault do Brasil estréia no mercado colombiano
A Renault do Brasil acaba de fechar o primeiro contrato de exportação de automóveis para a Colômbia. O primeiro lote, com 50 unidades do modelo Scénic 1.6 Privilège, foi embarcado essa semana pelo porto de Santos, SP. O negócio é fruto de acordo com a Sociedad de Fabricación de Automotores S.A. (Sofasa), representante da marca francesa naquele país, que distribuirá o modelo brasileiro às 37 concessionárias da marca (Gazeta Mercantil, 13 de abril).

Vendas de veículos VW na China sobem mais de 30% em março
As vendas de automóveis da alemã Volkswagen na China aumentaram mais de 30 por cento em março sobre igual período de 2003, informou a empresa nesta terça-feira. "O grupo VW entregou 70.400 veículos a clientes na China em março, uma alta de 32,6 por cento contra o ano passado", disse um porta-voz. No primeiro trimestre, as vendas da VW na China aumentaram 5,5 por cento, para 170.900 veículos, acrescentou ele. A Volkswagen entregou 697.207 veículos na China em 2003, um aumento anual de 36 por cento, mas sua participação de mercado caiu de 38,3 por cento em 2002 para 30,8 por cento (UOL, 13 de abril).

Renault investirá no mercado iraniano
A montadora francesa Renault assinou acordo com a Idro (Industrial Development & Renovation Organization) -- órgão público encarregado da indústria automobilística no Irã -- e mais duas montadoras locais para produzir veículos da marca naquele país. As montadoras iranianas, Iran Khodro e a Saipa, produzirão e comercializarão veículos baseados na plataforma cujo código é tratado na Renault como X90, a partir de 2006. Segundo as primeiras informações, a capacidade inicial será de 150 mil unidades para cada uma das montadoras. A Renault Pars -- nome dado a joint venture -- será responsável pelas áreas de engenharia, qualidade, compras e logística, ficando a cargo também da coordenação da política de vendas, marketing e pós-venda. Com uma população de 69 milhões de habitantes, o Irã apresentou um crescimento significativo da sua indústria automobilística nos últimos três anos. O país produz cerca de 700 mil veículos/ano (Folha On Line, 13 de abril).

México abre caminho para o Brasil no setor automotivo
Depois de 10 anos de negociação, a área de Livre Comércio das Américas (Alca) continua emperrada, basicamente por desentendimentos entre o Mercosul, liderado pelo Brasil, e a dupla EUA/Canadá. Enquanto isso, o membro pobre da organização congênere da América do Norte, o México, continua acelerando numa bela auto-estrada pavimentada por eles mesmos. Além de se beneficiar do tratado já existente com os vizinhos ricos, fechou acordos com outros blocos econômicos: Mercosul, União Européia e agora o Japão (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril). Leia mais...


Exportação amplia a trajetória do Fox
A escala de produção elevada, graças às exportações, beneficiará o Fox, agora também na versão 4-portas, mais equilibrada em termos de estilo e a um preço 5% superior. Trajetória de venda da versão inicial 2-portas é bom indicativo de sucesso, inclusive com o único motor flex de 1.000 cm³, que responde por cerca de 55% das vendas. O Fox 1.600, no entanto, tem a melhor relação preço-prazer ao dirigir. Ângulo de abertura das portas traseiras e o vão de acesso realmente impressionam. Além do espaço administrável no banco traseiro/porta-malas que a VW do Brasil desenvolveu há 20 anos e só agora pôde implantar (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).

Os próximos passos da GM na área de produto
Os sucessores do utilitário esporte Blazer e da pickup S10 serão totalmente desenvolvidos no Brasil. Deverão conter elementos de estilo do conceito Journey apresentado no Salão de São Paulo de 2002. Também está decidido: plataforma do Corsa vai gerar um concorrente direto do EcoSport. Sucesso deste produto pode aguçar outros concorrentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).

Robôs dão o OK para os motores da International
Olhos eletrônicos infalíveis. Por isso a International, fábrica de motores em Canoas, RS, investiu num sistema inédito de inspeção final por meio de robô que movimenta uma câmara de vídeo e analisa a conformidade via software. Operações repetitivas e sujeitas a erros, como a simples instalação de etiquetas informativas, também são monitoradas com perfeição (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).

As novidades da Saint-Gobain Sekurit no mercado automotivo
O Fiat Idea, monovolume derivado da Palio Weekend será o primeiro modelo brasileiro, em 2005, com vidros laterais laminados, da Saint-Gobain Sekurit. São mais seguros em caso de acidente e evitam arrombamento do veículo. Outros produtos de ponta desta empresa, a partir do ano que vem: vidros que repelem a água da chuva (expelida pela ação do vento) e pára-brisa térmico, com resistência embutida, como o desembaçador do vidro traseiro. Ela não informa quem serão os próximos clientes (Fernando Calmon, Alta Roda, 13 de abril).

Delphi entra no mercado de freio com foco na reposição
O objetivo da empresa é ter 10% de participação já no primeiro ano. Dentro da estratégia de disponibilizar todos os produtos oferecidos no mundo, a Delphi inicia esse ano sua participação também do mercado de freios para automóveis e comerciais leves no aftermarket. A produção já teve início e a distribuição começará em maio. A linha de freios amplia no Brasil a linha de produtos da Delphi no pós-vendas, que já conta com ar-condicionado, injeção eletrônica, chicotes, baterias, sensores de estacionamento e entretenimento - como DVD player e monitores para veículos -, entre outros. Os produtos oferecidos serão pastilhas de freio, discos e lonas - chamada linha de atrito - e cilindros, servo-freios - linha hidráulica - que atenderão 95% da linha de automóveis/comerciais leves produzidos nacionalmente. A empresa também vai importar sistemas e produtos de freios que são feitos no exterior, para nichos do mercado local. Os maiores adversários da empresa nesse segmento são a TRW/Varga, a Cobreq, a Bosch e Fras-Le (Gazeta Mercantil, 12 de abril).

Vendas de importados registram queda de 13,5% em março
As importadoras de veículos não enxergam uma luz no fim do túnel. Diferentemente do mercado de carros nacionais, que em março registrou uma expressiva alta tanto na produção como nas vendas, os automóveis importados continuam amargando queda no volume de vendas. Segundo dados divulgados pela Anfavea, somente 5 231 automóveis importados foram vendidos no mês passado, o que representa uma queda de 13,5% ante as 6.050 unidades comercializadas no mesmo mês do ano passado. Apesar da queda em relação a 2003, o setor registrou um acréscimo de 56% na comparação com fevereiro. No acumulado do ano foram comercializados 13.234 veículos importados, um volume 42,5% menor ao registrada no primeiro trimestre de 2003. (Carro On Line, 12 de abril).

Fiat Automóveis fechou 2003 com prejuízo
A Fiat Automóveis S.A. fechou 2003 com prejuízo de R$ 284,579 milhões, revertendo um resultado positivo de R$ 18,88 milhões de 2002. O Balanço Patrimonial indica que a receita bruta de vendas aumentou apenas 2% ano passado, chegando a R$ 7,958 bilhões. O resultado só não foi negativo graças às vendas externas, já que no mercado interno caiu de R$ 7,023 bilhões em 2002 para R$ 6,944 bilhões em 2003. As exportações subiram de R$ 724 milhões para R$ 1,01 bilhão, no mesmo período de comparação. A receita líquida de vendas subiu de R$ 5,959 bilhões para R$ 6,057 bilhões. O lucro bruto caiu de R$ 1,240 bilhão em 2002 para R$ 1,217 bilhão em 2003. O prejuízo operacional foi de R$ 392,472 milhões ano passado - em 2002 teve lucro operacional de R$ 2,9 milhões (Gazeta Mercantil, 12 de abril).

Indústria produz 82 mil motociclos e obtém recorde
As fabricantes de motocicletas registraram em março o melhor resultado da história, com a venda de 82.134 unidades, volume 9,1% maior que igual mês do ano passado, quando foram comercializadas 75.308 unidades. O recorde até então era outubro de 2003 quando foram vendidos 80.066 motos. O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo), Yuji Horie, creditou o bom resultado mensal aos novos modelos, às novas linhas de crédito com taxas de juros acessíveis ao consumidor de baixa renda, além de créditos exclusivos para aquisição de motociclos pelos profissionais liberais e pequenas cooperativas. No acumulado do trimestre as vendas internas caíram 5,47% em relação a igual período do ano passado, de 222.645 para 210.466 unidades (Gazeta Mercantil, 12 de abril).


Vendas de colheitadeiras sobem 51% no trimestre
O avanço da agricultura e a linha de financiamento para equipamentos (Moderfrota) proporcionaram a renovação da frota de máquinas agrícolas. As vendas de colheitadeiras no primeiro trimestre aumentaram 51,3% e atingiram 1,92 mil unidades negociadas no País, informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As vendas de tratores nesse período subiram 5%, para 5,55 mil unidades, diz o vice-presidente da entidade, Persio Pastre. As exportações das montadoras continuam em alta, com aumento de 84,4% no primeiro trimestre, com o embarque de 6,98 mil máquinas. No ano, as vendas de tratores devem crescer 7% e as de colheitadeiras, 10%, prevê Pastre. No ano agrícola 2003/04, os recursos do BNDES para o setor foram de R$ 4,9 bilhões. "Em 2002, a verba somou R$ 3,6 bilhões e em 2003, R$ 3 bilhões." (Gazeta Mercantil, 8 de Abril).

Anfavea revê exportações para cima
Ao invés de US$ 5,8 bilhões, vendas externas vão somar US$ 6,5 bilhões no exercício de 2004. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) confirmou ontem que as expectativas é que as vendas externas da indústria automobilística atinjam US$ 6,5 bilhões este ano - incluindo negócios com veículos, máquinas agrícolas, motores e outros componentes -, o que representará um crescimento de 18,2% em relação ao ano passado. A previsão anterior era que a receita chegasse a US$ 5,8 bilhões. A revisão levou em conta a mudança no programa de embarques de algumas montadoras que não estava incluída na previsão inicial e o próprio reaquecimento do mercado argentino."O grande salto será dado quando o setor fechar um acordo com a União Européia e a Alca", disse Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea (Gazeta Mercantil, 8 de abril).

BID financia distribuidor de "Peça Genérica"
O Projeto Peça Genérica, desenvolvido pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), terá o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) por meio de um recurso não reembolsável. Dos US$ 155,5 mil que serão gastos para implantar o projeto, US$ 77 mil serão liberados pelo BID e os US$ 78,5 mil restantes serão bancados pela Fenabrave. Em razão do seu pioneirismo e abrangência, o projeto da Fenabrave está entre os 13 contemplados no Brasil em 2003 pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), segundo os técnicos do BID. O Projeto Peça Genérica prevê que os concessionários associados comprem peças de reposição pela Internet, com preços reduzidos de até 50%. (Gazeta Mercantil, 7 de abril).

Montadoras retomam as contratações
Pela terceira vez neste ano, a Mercedes-Benz, do grupo DaimlerChrysler, anuncia contratações para a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Neste mês de abril, a empresa vai ampliar seu quadro em 175 funcionários. Em janeiro e fevereiro, a unidade, que produz caminhões, ônibus e peças, já havia aberto 555 vagas. Na última sexta-feira, a General Motors (GM) também comunicou a abertura de 450 postos em São José dos Campos. Sua coligada, a Powertrain, outros 50. Aos poucos, a indústria automobilística, que desde 2000 fechou 6,7 mil postos de trabalho, volta a repor vagas. Nos dois primeiros meses do ano, o setor contratou 1.106 trabalhadores, parte deles na área de máquinas agrícolas. O número foi ampliado em março, de acordo com dados que serão divulgados hoje pela Anfavea. Os números de abril devem dar novo salto. Além da Mercedes e da GM de São José, há previsão de contratações na GM de São Caetano do Sul. Na carona das montadoras, as autopeças também ampliam a mão-de-obra. No ABC, foram abertas 900 vagas nos dois primeiros meses do ano (Correio do Povo, 7 de abril).

Honda convoca recall do Civic
A Honda está convocando proprietários de Honda Civic, modelos 2001 e 2002, a comparecerem às concessionárias da marca para substituição gratuita do interruptor dos faróis. Ficou constatado que algumas unidades poderão apresentar redução na durabilidade neste componente e conseqüentemente provocar falha no funcionamento dos faróis. Segundo a marca, a iniciativa é preventiva e se estende a todos os países onde o modelo é comercializado. No Brasil não houve o registro de ocorrências. Os endereços e telefones da rede Honda poderão ser obtidos pelo 0800-701-3432 ou em www.honda.com.br (Folha Online, 7 de abril).

Bridgestone inaugura expansão da fábrica de Sto.André
A Bridgestone Firestone inaugurou nesta terça uma expansão da área da fábrica em Santo André, incorporando 28 mil metros quadrados aos 249 mil metros quadrados já existentes. A ampliação é parte de investimentos de US$ 200 milhões que a companhia está realizando no país entre 2000 e 2004. Em uma segunda etapa, essa ampliação permitirá aumentar a capacidade produtiva, que atualmente trabalha no limite, com três turnos, segundo o presidente da Bridgestone Firestone do Brasil, Eugenio Deliberato. Em julho, Deliberato acredita que a produção atual de 32 mil unidades de pneus/dia alcance 32,5 mil diários. O executivo comentou que a empresa tem outro projeto, já aprovado pela matriz nos EUA, que prevê a produção de mais 600 mil unidades de pneus de carga, o que totalizará até março de 2005 a produção de 33,2 mil unidades (Diário do Grande ABC, 7 de abril).

Caminhões e carretas aceleram a Jost
Uma das menores e menos comentadas controladas do grupo Randon, a Jost Brasil Sistemas Automotivos Ltda foi a empresa do conglomerado que mais cresceu em 2003. Líder no mercado nacional em componentes de acoplamento entre veículo trator e rebocado, a Jost teve ano passado uma receita líquida de R$ 66,6 milhões, um salto de 84% sobre 2002. O vice-presidente das empresas Randon, David Randon, atribui o crescimento da Jost a fatores como a maior produção de caminhões e implementos rodoviários no Brasil, puxados principalmente pelo bom momento do setor primário e das exportações (Gazeta Mercantil, 7 de abril).

Delphi vende US$ 6,8 milhões à PSA Mercosul
A Delphi América do Sul acaba de fechar contrato de US$ 6,8 milhões com o grupo PSA Peugeot Citroën para fornecer componente eletro-eletrônico BSM para os modelos Peugeot 206, que é fabricado em Porto Real (RJ), e o 307, que é feito na Argentina. O valor do negócio será diluído ao longo do fornecimento, que vai até 2007. Segundo a Delphi, as primeiras entregas começam no segundo semestre deste ano. Com este contrato a Delphi resgata uma antiga parceria com o grupo PSA na região (Gazeta Mercantil, 7 de abril).

Missão: reorganizar e salvar a Mitsubishi
A DaimlerChrysler designou Andreas Renschler, presidente da unidade dos minicarros Smart GmbH, para ocupar a presidência e promover uma reorganização no valor de ¥ 500 bilhões (US$ 4,8 bilhões) na Mitsubishi Motors, disseram fontes bem informadas sobre o plano. Renschler, de 41 anos, substituirá Rolf Eckrodt, de 61 anos, no posto de presidente e de principal executivo da única montadora pouco lucrativa do Japão em uma assembléia dos acionistas a ser realizada em junho, afirmaram pessoas, que se recusaram a ser mencionadas. O cotação das ações da Mitsubishi Motors subiu expressivos 14%, em Tóquio. A Mitsubishi Motors, que produz o veículo utilitário-esportivo Pajero e o compacto Colt, vai usar os fundos para desenvolver novos modelos e melhorar a sua imagem de marca para concorrer com competidores maiores como Toyota Motor, Nissan Motor e Honda Motor. As vendas despencaram nos Estados Unidos e no Japão, os seus dois maiores mercados. A companhia também pretende fechar uma fábrica na Austrália. (Gazeta Mercantil, 6 de abril).

Porto de São Sebastião, opção da Volkswagen
O navio Comet Ace, da Mitsui OSK Lines atracará dia 17 deste mês no Porto de São Sebastião (SP) para levar o primeiro embarque regular de carros da VW com destino ao Porto de Zarate, Província de Buenos Aires, Argentina. Até dezembro, uma vez por mês, a Mitsui zarpará de São Sebastião com cerca de 2 mil carros montados na VW de Taubaté (SP). "Nosso forte continuará sendo o Porto de Santos, mas utilizaremos São Sebastião por três razões: dá melhor qualidade de embarque, reduz nossos custos, além do que demonstramos à comunidade portuária que temos outra opção", disse Richard Schues, diretor da Volkswagen Transport, braço de logística da montadora. A Volks, maior exportadora de carros do País (sua previsão é embarcar 180 mil veículos prontos em 2004) há tempos reivindica novo terminal em Santos. "A atual área, na margem direita, está congestionada. Já foi dada a licença ambiental para um novo terminal de embarque de carros na margem esquerda. Esperamos que a obra seja iniciada em maio", disse Schues. O uso de São Sebastião, entende Schues, é um paliativo (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 6 de abril)
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O trilionário mercado das autopeças - 1
Em 2010, o mundo vai demandar US$ 1,104 trilhão em peças e o Brasil participará com 3,9%. Nos próximos seis anos, a demanda de autopeças no mundo vai crescer 26%. Passará dos US$ 876 bilhões negociados em 2003 para US$ 1,104 trilhão em 2010. Desse total, a América do Sul, principalmente o Brasil, ficará com US$ 43 bilhões - 3,9% de participação e 72% maior que os US$ 25 bilhões vendidos no ano passado. A avaliação é da empresa de consultoria multinacional Roland Berger Strategy Consultants, que entrevistou fabricantes de autopeças que representam um faturamento anual de US$ 70 bilhões (o mercado norte-americano movimenta cerca de US$ 250 bilhões por ano) e resultou no trabalho "The Odyssey of the Auto Industry: Suppliers Changing Manufacturing Footprints", apresentado recentemente nos Estados Unidos (Lilian Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de abril).

O trilionário mercado das autopeças - 2
O negócio está crescendo e a questão é: quem vai aproveitar e onde. No Leste Europeu, o crescimento será de 8% ao ano. Assim como na América do Sul. "Mas com uma diferença. O Leste Europeu vai crescer porque está se tornando um mercado interessante. Já a América do Sul mostra um crescimento alto - 72% - de 2003 para 2010 porque está em fase de recuperação do mercado, que está muito baixo", fala Wim van Acker, um dos autores do trabalho da Roland Berger, que foi transferido do escritório do Brasil para o dos Estados Unidos, em Troy, Michigan. Para Ingo Weiland, sócio da Roland Berger no Brasil, o País é um importante fornecedor mundial - principalmente para os EUA onde vende cerca de US$ 5 bilhões anuais -, mas cresce apenas 3% ao ano. "O Brasil tem um custo baixo, capacidade ociosa, mas mesmo assim, não apresenta um crescimento tão agressivo quanto as autopeças italianas, por exemplo, que vendem menos que as brasileiras - US$ 4 bilhões - mas crescem 10% ao ano", diz Weiland. Van Acker completa que, no estudo, os países que mais vão crescer no mercado de autopeças são a China, Hungria, Coréia, Alemanha e Itália. "Os Estados Unidos perdem 18% de partici-pação na produção mundial de autopeças e o Canadá, 12%. Na contramão está o México, que cresce 43%. Isso significa que as fabricantes de componentes estão migrando para o sul dos Estados Unidos e para o México em busca de baixo custo e das montadoras que ganharam participação em outros centros industriais dos Estados Unidos", afirma van Acker. (Lilian Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de abril).

O trilionário mercado das autopeças - 3
Nessa busca por menores custos, as fabricantes ainda não se conscientizaram do risco que determinados mercados podem ter. O México, por exemplo, é o mercado que apresenta menos risco, mas também o menor retorno financeiro. A América do Sul tem um risco razoável e baixo retorno. O Leste Europeu tem risco e retorno razoáveis. Já a China tem risco e expectativa de retorno altos. "A China tem o risco de virar o próximo Brasil por causa de seu sistema político e expectativa das montadoras muito elevada. O mercado chinês é para empresas que têm recursos financeiros e que podem sobreviver a crises de estabilidade política, financeira e proteção à propriedade intelectual", afirma o consultor da Roland Berger nos EUA. O Brasil, de acordo com Van Acker, nos últimos cinco anos perdeu quase 1/3 de sua produção. "O trabalho agora consiste na recuperação do mercado perdido e na ocupação da capacidade que está muito ociosa", diz o executivo. (Lilian Satomi, Gazeta Mercantil, 5 de abril).

VW Fox terá uma versão minivan em 2005
Com a chegada da versão quatro portas do Fox, a Volkswagen espera comercializar 66 mil unidades do modelo no mercado interno. Para o segundo semestre, a montadora já confirma o lançamento da versão aventureira do modelo: o CrossFox, com quebra-mato e estribos laterais, para concorrer com Fiat Palio Weekend Adventure e o Ford EcoSport. A expectativa de vendas da versão é de 2 mil unidades mensais. " Vamos lançar o CrossFox no Salão do Automóvel, em outubro, e o modelo Polo com sistema TotalFlex - bicombustível. No ano que vem daremos mais um passo importante, que é a chegada de uma minivan da família Fox, para concorrer com o Chevrolet Meriva", conta o diretor de vendas e marketing da Volkswagen, Paulo Sérgio Kakkinoff. Ele diz que se tivesse que apostar num líder em 2004, apostaria na GM, que tem um mix mais completo. "Já em 2005 acho que teremos grandes chances de chegar à primeira colocação no mercado brasileiro", diz o executivo (Gazeta Mercantil, 5 de abril).

Na hora de alavançar o mercado, divergência entre as fábricas
As previsões otimistas de forte recuperação do mercado interno este ano estão sendo um pouco esfriadas. Os que previam um aumento nas vendas de até 12% agora já se acautelam nos 5%. E alguns acham que os números muitos fracos de 2003 vão praticamente se repetir em 2004: 1,5 milhão de unidades entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em 1997 a indústria encontrou quase 2 milhões de compradores no Brasil. Isso significa que a demanda teria ainda de subir cerca de 30% apenas para empatar com os registros de sete anos atrás. Os problemas políticos, a necessidade de equacionar o déficit público, as reformas incompletas, a desvalorização cambial, os reflexos de crises externas, a queda de renda, os impostos que não param de subir, os juros elevados. Motivos não faltam. Preocupa mais o fato de, após o desastre, a recuperação ser tão tímida que mal acompanhou o pequeno crescimento da economia no período. (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril). Leia mais.


Sem investimento, autonomia para o desenvolvimento

Autonomia para desenvolver no Brasil. É alternativa à falta de investimento e dificuldades de mercado que impedem alinhar modelos europeus e nacionais. VW Fox, Ford EcoSport e o monovolume Fiat Idea são exemplos. GM também desistiu de fabricar aqui o sofisticado Astra, estreante do mês na Europa. Projeta um modelo brasileiro utilizando a plataforma atual do Astra e derivação para um novo Vectra. Exceção à regra é o hatch médio-compacto Peugeot 307 concorrente direto de Golf, Astra, Stilo, Focus & cia. Produzido e lançado agora na Argentina em nove versões, chega ao Brasil em maio, agora sem imposto de importação. Dizem que no país vizinho o mercado está na lona, mas as fábricas alcançam rentabilidade... O investimento, porém, foi baixo: US$ 60 milhões (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril).

Novos tempos para os combustíveis. Ou a farra do gás.
Sinal dos tempos. A Distribuidora Ipiranga abasteceu de graça veículos a gás (GNV) durante os dois primeiros dias de funcionamento do seu primeiro posto em Campinas, SP. Qualquer promoção envolvendo combustível, no Brasil, já foi palavrão. Hoje há financiamento específico para transformações, kits vendidos sem controle técnico e até GNV grátis. É ou não é a farra do gás? (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril).

Um livro para você lembrar do seu Fusca
Histórias curiosas sobre o modelo que mais tempo liderou o mercado nacional estão no livro, de 208 páginas, Eu Amo Fusca II. Compiladas por Alexander Gromow, é leitura divertida e saudosista. Nas livrarias, por R$ 22,00. Exemplares autografados e a preço mais em conta podem ser encomendados no site do autor www.fuscabrasil.net . (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de abril).

Ministro chileno vem expor plano Transantiago no Brasil
O vice-ministro dos Transportes do Chile, Guillermo Díaz, participará amanhã, em São Paulo, de um seminário com as empresas brasileiras interessadas na concorrência internacional do programa Transantiago - uma série de contratações de obras e compra de equipamentos destinados a reorganizar o transporte urbano na capital chilena. O programa receberá investimentos de US$ 1,180 bilhão em vias e ônibus e US$ 1,647 bilhão no metrô num prazo total de 16 anos. O governo chileno diz que todo o programa será financiado por investimentos privados. O Chile só investirá, a fundo perdido, os US$ 71,4 milhões necessários às obras de infra-estrutura inicial. Todas as fabricantes de ônibus e carrocerias brasileiros já têm protótipos para participar da Transantiago, que exigirá 721 ônibus articulados para as linhas troncais, e mais 288 de 15 metros e 200 de 12 metros para as linhas locais, com entrega em 2005 (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 1 de abril).

Prius e Lupo são os menos poluidores
O Toyota Prius, um modelo híbrido que funciona com eletricidade e gasolina, e o Volkswagen Lupo, a diesel, foram os dois carros menos poluentes vendidos na França no ano passado, segundo o balanço apresentado ontem pela Agência do Meio Ambiente e do Controle de Energia. O Prius, com um consumo médio de 4,3 litros de gasolina para cada 100 quilômetros, emite uma média de 104 gramas de dióxido de carbono de quilômetro percorrido, menos que o segundo da lista, o Daihatsu Cuore, com 109 gramas; o Smart, com 113; o Honda Civic, com 116; e o Suzuki Alto, com 119. Na categoria diesel, o Lupo mais econômico, com um consumo misto de 3 litros para cada 100 quilômetros percorridos e uma emissão de 81 gramas de dióxido, ficou no topo da lista, seguido pelo Smart CDI, com 90 gramas; o Citroën C2 1.4HDi, com 108 e o Renault Clio 1.5dCi, com 110. Segundo a Ademe, em 2003 os franceses não preferiram veículos menos agressivos ao meio ambiente. O Prius vendeu 15 unidades e o Lupo diesel uma (Gazeta Mercantil, 1 de abril).

Produção no setor de máquinas agrícolas deve crescer mais
A produção de máquinas agrícolas no Brasil tem registrado bom resultado mas tem espaço para crescer ainda mais. No ano passado, a produção atingiu 60.356 unidades, 16% a mais do que em 2002 e 70% a mais do que em 2000. Foi o maior número dos últimos sete anos, mas, em termos históricos, representou apenas o nono