
ABRIL
2005
Demanda
continua pressionando o aço
Contrariando a previsão de consultorias internacionais importantes, de
que os preços do aço deveriam cair fortemente neste ano, a cotação
do insumo tem se mantido em patamares elevados e até registra variações
positivas, principalmente na Ásia. Para muitos analistas nacionais, os
preços se manterão ao menos estáveis até o fim do
ano, dando espaço para pequenas quedas em 2006, de forma a equilibrar
as cotações (Estadão, 30 de abril).
Novidades
em todas as partes dos caminhões
Executivos da Ford, Volkswagen e Scania debateram no Seminário SAE Tecnologias
Automotivas (25 de abril), em São Paulo, a evolução dos
caminhões nos próximos anos. As novidades estarão em quase
todas as partes: da cabina ao motor, dos pneus ao compartimento de carga. O
grande destaque, contudo, será a cada vez mais crescente utilização
da eletrônica. Não apenas nos motores, já uma realidade,
mas também na melhoria da segurança e eficiências nas cabinas. “Tais
inovações estarão no mercado até 2010”, afirmou
Luso Ventura, consultor e coordenador do painel. José Henrique Senna,
gerente executivo da Scania, e Ventura apontaram a tendência de maior
interação entre os sistemas do veículo e a disseminação
dos sensores nos caminhões. “Monitoramentos proporcionarão
treinamento intensivo do motorista na própria cabina, além melhor
aproveitamento da frota”, assegurou Senna. Mas o céu parece o
limite para a tecnologia. O que ainda pode vir: sensores atuadores inteligentes,
sistemas de auxílio na manutenção e troca de faixas, cruise
control com controle de emergência, sistemas de visão e um alerta
de fadiga do motorista. Ventura mostrou quadro das novas tecnologias que estarão
disponíveis rapidamente, como o monitoramento da pressão dos
pneus, ainda este ano, direção superassistida, em 2008, ou suspensão
dianteira independente, prevista para 2010 (Leandro Alves, AutoData, 30 de
abril).
Ford
investe US$ 30 milhões em Taubaté
A Ford vai investir este ano US$ 30 milhões na planta de motores de
Taubaté, SP. O investimento visa aumentar a produtividade da fábrica,
que hoje já trabalha em três turnos e atende a demanda nacional
e de diversos mercados externos. A unidade industrial de Taubaté é responsável
pela produção dos motores Zetec RoCam que equipam o Ka, o Fiesta
e a Courier, além de câmbios e componentes de chassi. Hoje, a
capacidade produtiva anual da planta é 250 mil motores e 450 mil transmissões
(Carsale, 29 de abril).
Classe
C volta a Minas; Formore vai para Bremem.
Com o fim do projeto Smart Formore e a paralisação da montagem
do modelo Classe A, a partir de setembro, a DaimlerChrysler AG decidiu retomar
a produção do Classe C a partir do final deste ano para garantir
as atividades da fábrica de Juiz de Fora, MG. A montadora não
definiu se o automóvel de luxo da marca Mercedes-Benz terá um
prazo determinado de produção. É que esse modelo começou
a ser montado na fábrica de Juiz de Fora em 2001 e teve sua operação
finalizada em 2004. "Naquela época havia um projeto de produção
determinado pela matriz", justificou a subsidiária. Ao todo foram
montadas 20 mil unidades do Classe C. Assim como na operação
anterior, o modelo Classe C será montado na unidade mineira com peças
que virão da Alemanha e será exportado para os Estados Unidos.
A montadora informou que o novo Smart Formore (previsto para o Brasil) será montado
em Bremem, na Alemanha (Gazeta Mercantil, 29 de abril).
Governo
de Minas apóia a decisão da Daimler
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, revelou que foi informado
oficialmente pela direção mundial da DaimlerChrysler, proprietária
da marca Mercedes-Benz, que a empresa retomará a produção
da sua fábrica de Juiz de Fora. O governador disse que a iniciativa
da montadora alemã decorre de ação conjunta do governo
mineiro com a direção da empresa, quando ele estava na Europa,
em viagem oficial (Gazeta Mercantil, 29 de abril).
Produção
de Classe C não tranqüiliza funcionários
Para os trabalhadores da DaimlerChrysler a montagem do Classe C não
acaba com o risco de fechamento da fábrica. "Só a montagem
de CKD não resolve o problema de ociosidade da unidade. Essa fábrica
precisa de um produto nacionalizado e com possibilidade de exportação
para dos os países e não apenas para os Estados Unidos",
disse Geraldo Werneck, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz
de Fora. Segundo ele, a fábrica de Juiz de Fora emprega 1.160 funcionários
que têm uma jornada semanal de 20 horas. Quando a unidade montou pela
primeira vez o Classe C eram só 300 funcionários. "Como
a empresa não informou o volume que será produzido, não
temos como nos sentir confortáveis com essa notícia. É uma
medida paliativa e que não acaba com o problema", afirmou Werneck.
A montadora informou que vai manter o nível de mão-de-obra de
Juiz de Fora (Fabiana Futema, Folha Online, 29 de abril).
Brasileiro
Carlos Ghosn assume hoje a Renault
O brasileiro Carlos Ghosn assume hoje o controle da montadora francesa Renault,
dividindo-se no comando da japonesa Nissan. Para se ocupar dos dois grupos,
que estão a uma distância de 10 mil quilômetros e somam
300 mil funcionários, Ghosn pretende passar 40% de seu tempo em Paris
com a Renault, 40% em Tóquio com a Nissan, e o restante do tempo disponível
nos EUA e outros países (Correio do Povo, 29 de abril).
Ford
lança financiamento de 60 meses para compra de caminhões
A Ford lançou uma linha de financiamento de 60 meses para a compra de
caminhões da linha Cargo. A entrada é a partir de 20% e a taxa é de
1,96% ao mês. O valor das parcelas é fixo, sem alterações
até o final do contrato. Na compra dos modelos Cargo Eletrônicos
(C815e, C-1317e, C-1517e e C-1717e), o cliente também pode optar pelo
parcelamento em 48 meses, com três meses de carência para o pagamento
da primeira parcela (Diário do Grande ABC, 29 de abril).
Estudo
aponta problema da gasolina ruim
A Central de Inteligência Automotiva divulga os resultados de levantamento
inédito sobre a gasolina comercializada no Brasil e seus reflexos sobre
os consumidores e o mercado de reparação automotiva. A pesquisa
aponta que 94,7% das oficinas consultadas afirmam que recebem veículos
com problemas causados pela gasolina adulterada. Os veículos com defeitos
gerados por gasolina adulterada já representam 15% do movimento das
oficinas mecânicas. O combustível "batizado" pode provocar
desde a simples limpeza do tanque até fundir o motor do veículo.
O levantamento detectou que, na maioria dos casos, os gastos com a reparação
deste problema ficam entre R$ 110 e R$ 310. A pesquisa foi realizada em janeiro
com oficinas mecânicas de todo o território nacional (Carsale,
29 de abril).
Fiat
reduz em 25% previsão de exportação - 1
A Fiat decidiu que reduzir o volume de exportações previsto para
este ano em cerca de 25% como conseqüência da valorização
do real. Segundo o presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, a filial
brasileira deverá perder contratos para as fábricas da companhia
italiana instaladas em outros países. A montadora começou o ano
com um planejamento de exportações que indicava o embarque de
120 mil veículos em 2005. Esse volume representaria um crescimento de
50% na comparação com os volume de 2004, quando foram exportados
80 mil carros. "Tivemos de refazer todos os cálculos", afirma
Belini. "As novas projeções indicam que não conseguiremos
nada mais do que algo entre 90 mil; 100 mil no máximo", complementa
o executivo. "Além do impacto dos custos, como o aço, o
câmbio despencou", justifica Belini (Valor, 29 de abril).
Fiat
reduz em 25% previsão de exportação - 2
A Fiat é a segunda montadora a sinalizar com a revisão dos volumes
de exportação por conta do câmbio. Há menos de uma
semana, o presidente da GMB, Ray Young, ameaçou diminuir os volumes
de exportação se nos próximos três meses o dólar
não valorizar-se. Segundo disse, a empresa só tem fôlego
de mais três meses com o câmbio nos níveis de hoje. No caso
da Fiat, segundo explica Belini, parte da própria matriz, na Itália,
a decisão de trocar as fábricas que abastecem determinados mercados.
Dessa forma, as subsidiárias de países como Polônia e Turquia
se sobressaem na concorrência com o Brasil nos tempos de real mais forte. "Como
hoje a moeda brasileira está mais forte, a matriz acaba decidindo transferir
os novos contratos de exportação para fábricas de outros
países", explica Belini, no cargo desde janeiro deste ano. O mais
irônico nesse processo de transferência de contratos é que
grande parte das linhas de produção das fábricas desses
outros países é abastecida com peças brasileiras. Já faz
algum tempo que a fábrica da Fiat em Betim (MG) envia para esses países
diversas partes dos carros da linha Palio, cuja produção partiu
também do Brasil.
Gigantes
de Detroit convivem com a ameaça de colapso
Na terça-feira da semana passada a General Motors anunciou prejuízo
de US$ 1,1 bilhão para os três meses encerrados em março,
seu pior desempenho trimestral desde 1992, quando a montadora esteve à beira
da falência. Mas o mais preocupante é que ela se recusou a fazer
uma previsão para o ano como um todo e não forneceu nenhum esboço
de algum plano para resolver seus problemas. Os números da Ford para
o mesmo período, anunciados um dia depois, pelo menos mostraram um lucro.
Só que este caiu 38% em relação ao primeiro trimestre
de 2004, para US$ 1,2 bilhão. Mas esse resultado desanimador não
foi tudo: a Ford abalou os mercados ao abandonar sua meta, estabelecida em
2002, de um lucro anual de US$ 7 bilhões até o fim de 2006 (The
Economist, 29 de abril).
Francesa
ainda busca lucratividade no Brasil
O maior problema da Renault no Brasil é a falta de rentabilidade. A
empresa terminou 2004 com prejuízo líquido de R$ 284,3 milhões,
segundo balanço publicado neste mês. Mas as perdas diminuíram.
No exercício de 2003, a montadora obteve um prejuízo de R$ 570,0
milhões. A maior expectativa em relação ao Brasil está no
projeto de produção de uma nova família de automóveis.
Esse projeto terá como base o modelo Logan, carro simples que a montadora
começou a produzir na Romênia pensando na demanda dos países
emergentes. O lançamento do carro está previsto para o início
de 2007. Segundo fornecedores, até agora a empresa fez poucos contatos
com a indústria de autopeças para o projeto. Isso pode ser um
indicativo de que a companhia espera a posse de Carlos Ghosn para a definição
dos contratos (Valor, 29 de abril).
MG
Rover pode ter um comprador
Depois de tantos problemas e ajudas humanitárias oferecidas à montadora
britânica MG Rover, parece que finalmente alguém decidiu adquiri-la
completamente. Primeiro foi o governo inglês que pagou algumas dívidas
necessárias, depois foi a União Européia que investirá na
região afetada pelo fechamento da fábrica, porém, agora
as coisas são diferentes. E a ajuda virá do governo do Irã.
Recentemente, o Ministro das Indústrias e Minas daquele país,
Esahq Jahangiri, reconheceu o interesse em comprar totalmente o grupo MG Rover,
descartando a possibilidade anterior de adquirir somente uma parte. Enquanto
isso, oito subsidiárias européias da MG Rover estão sendo
geridas por três administradores da Pricewaterhouse (29 de abril).
Visteon
fecha primeiro trimestre com prejuízo
A Visteon Corporation fechou o primeiro trimestre com prejuízo líquido
de US$ 188 milhões. No mesmo período do ano passado a empresa havia
registrado lucro líquido de US$ 20 milhões. Os resultados de 2005
foram afetados por um impacto negativo com as vendas mais baixas da Ford; os
custos mais elevados com aço, alumínio, cobre e resina; as reduções
de preço; e despesas maiores com benefícios de aposentadoria. Esses
fatores adversos foram parcialmente compensados pelo crescimento nas vendas excetuando
a Ford, e pelas despesas menores de mão-de-obra, informou a Visteon.
(Gazeta Mercantil, 28 de abril)
Argentina
vai saldar dívida com montadoras
O Ministério da Economia da Argentina criou um aguardado programa para
saldar a antiga dívida de US$ 350 milhões com as montadoras do
país, iniciando um programa no qual as empresas apresentarão
planos de investimento para o dinheiro devido a elas. O texto da medida esclareceu
que o plano foi concebido para compensar as montadoras por dois programas de
promoção de vendas de carros novos no ano de 1999. Por esses
programas, conjuntamente patrocinados pelas empresas e pelo governo e encerrados
em março de 2000, os consumidores puderam trocar um carro velho por
um novo com desconto. Em 2001, o governo distribuiu bônus para as montadoras
como sendo a parte dos custos do governo, mas eventualmente acabou contraindo
uma dívida de US$ 350 milhões com o setor (Gazeta Mercantil,
28 de abril).
Grupo Fiat planeja reduzir a dívida
O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, planeja reduzir novamente a dívida
do grupo em setembro, ao converter em ações um débito
de US$ 3,9 bilhões com oito bancos, segundo o Financial Times (Valor,
28 de abril).
Visteon
cobra Ford; ações caem
A Visteon afirmou que atrasos na negociação de uma um pacote
de ajuda da Ford Motor, sua ex-controladora, poderiam impedi-la de cumprir
suas obrigações financeiras. De acordo com o Financial Times,
suas ações caíram 15,5% ontem (Valor, 28 de abril).
Volks
filma novo carro no Chile
Para concorrer com um dos maiores sucessos da Ford, o Ford Eco Sport, a Volkswagen
lança o FoxCross, uma versão do compacto Fox. A campanha de lançamento
do novo carro terá dois meses de duração e começa
a ser veiculada neste final de semana com anúncios em mídia impressa
e eletrônica. A produção do filme consumiu três meses
de trabalho e o resultado é a fusão de imagens de selva com os
elementos dos centros urbanos. A meta de participação de mercado
da Volkswagem com o FoxCross é vender algo entre 20% e 30% do que vende
mensalmente o modelo Fox. "Hoje isso representa algo como 2 mil veículos
mês", diz o gerente de propaganda e marketing da Volks, Marcelo
Olival. O FoxCross chega ao mercado custando R$ 39,7 mil e o preço do
concorrente fica entre R$ 45 mil e R$ 50 mil (Valor, 28 de abril).
GM
acredita em um uso futuro do hidrogênio
Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, liberou 90 milhões
de dólares para a construção e instalação
de 200 postos de hidrogênio até 2010. Para a General Motors, à frente
na pesquisa e desenvolvimento de veículos movidos a hidrogênio, é uma
chance de que veículos como Sequel, o belo SUV movido a célula
de combustível, apresentado no Salão de Detroit, possa ser utilizado
em condições reais. O Sequel, com suas linhas fluidas, é a
terceira geração de veículos da hidrogênio da GMC
(Correio do Povo, 28 de abril).
Volkswagen
baterá recorde de produção
A VW do Brasil estabelecerá segunda-feira um recorde absoluto da indústria
automobilística nacional: a produção de 15 milhões
de veículos. Para comemorar esse marco, a empresa irá recepcionar
na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin. Estarão na cerimônia executivos do alto comando da Volks
da Alemanha e do Brasil. A solenidade também irá marcar o início
da produção do Fox Europa na fábrica Anchieta (Correio
do Povo, 28 de abril).
Audi
alemã assume os negócios no Brasil
A Audi AG, matriz alemã da Audi, assumiu a distribuição
da marca no mercado brasileiro. Isso indica, segundo o diretor da AudiStar,
Roger Russowski, uma mudança no posicionamento da marca que, a partir
de 2006, encerra a produção do A3 no país. 'A Audi AG
quer maior participação no Brasil e terá uma política
de marketing e distribuição mais agressiva', enfatiza. Segundo
Russowski, os revendedores também esperam por uma rápida definição
sobre a importação do novo A3, que já esta sendo vendido
na Europa. Enquanto o A3 brasileiro custa em média R$ 70 mil, o novo
A3 europeu parte de R$ 140 mil e apresenta tecnologia muito superior (Correio
do Povo, 28 de abril).
Toyota
vai ter fábrica na Rússia em 2007
A Toyota anunciou a construção de uma planta em São Petesburgo
(Rússia), a primeira fábrica da marca no país. As operações
da nova unidade industrial, que recebeu investimento de cerca de US$ 142 milhões,
começam em 2007. Segundo a Toyota, já foi assinado um acordo
com o governo russo para determinar as condições de construção
da fábrica. A capacidade de produção anual será 50
mil automóveis e a Toyota espera criar 500 postos de trabalho (Carsale,
28 de abril).
Linha
Peugeot 206 1.6 agora é "flexível"
A Peugeot apresenta o 206 1.6 Flex Fuel, primeiro modelo da marca francesa
a incorporar tecnologia bicombustível. A motorização 1.6
Flex rende 113 cavalos e 15,5 kgfm de torque quando o tanque está abastecido
100% com álcool. O modelo vai chegar às concessionárias
de todo o Brasil na primeira semana de maio, mas segundo a Peugeot o consumidor
já pode encontrar algumas unidades nas revendas da marca. A motorização
bicombustível está disponível nas versões hatchback
e perua (SW) do 206. Os preços não sofreram alterações
na comparação com os modelos equipados com propulsor a gasolina,
comercializados até então. Ou seja, partem de R$ 35.200 na opção
de entrada (Presence 1.6 Flex Fuel). Segundo a Peugeot, até o fim do
ano a família 206 deve ganhar também versão de motorização
1.4 bicombustível (Carsale, 28 de abril).
Desconto
no carro zero chega a 15%
O carro zero está sendo vendido com desconto médio de 5,75%,
conforme pesquisa da Agência AutoInforme, que comparou os preços
das tabelas das montadoras com o Preço de Verdade, isto é: o
preço realmente praticado no mercado (cotação Molicar).
Alguns modelos estão sendo vendidos com descontos bem atraentes, podendo
chegar a até 15% sobre a tabela. É o caso do Marea ELX 1.8, que
custa R$ 56.273,00 já com o frete e pintura metálica incluídos,
mas pode ser encontrado no mercado por R$ 47.600,00, 15,4% menos que o preço
oficial (Agência AutoInforme).
Modercarga
agora é BNDES Caminhões
O BNDES anunciou ontem novas regras de financiamento para caminhões.
Chamada inicialmente de Modercarga, a modalidade foi rebatizada de Programa
BNDES Caminhões e, entre as medidas para impulsionar investimentos,
o banco resolveu ampliar o limite de financiamento de caminhões de 70%
para 90% do valor unitário. O aumento de limite vai requerer uma linha
mais encorpada.. O volume de recursos para veículos novos foi ampliado
de R$ 1,6 bilhão para R$ 3,4 bilhões. No caso dos usados foi
reduzido de R$ 400 milhões para R$ 200 milhões. Além de
nome e limite novos, a linha ganha também taxas de juros menores. Para
grandes empresas, foi definida TJLP mais spread de 2,5% a 4% ao ano (taxa de
remuneração do banco). Até então, a taxa era fixa
em 17% anuais. Para micro, pequenas e médias empresas, o banco cobra
spread de apenas 1%. O prazo de pagamento por transportadores autônomos
admitido pelo banco, que era de até 60 meses, passará para até 72
meses em caso de veículos novos e, para caminhões usados, o prazo
sobe de 36 para 48 meses (Gazeta Mercantil, 27 de abril).
Produção
da Marcopolo teve redução de 2,8%
A alta base de comparação com o mesmo período de 2004,
um ano eleitoral no Brasil, é a razão apresentada pela Marcopolo
para queda da produção verificada no primeiro trimestre, quando
a empresa fabricou 3.798 unidades no País e no exterior, uma redução
de 2,8%. "Mesmo assim, caímos apenas 2,8% no trimestre, enquanto
o mercado caiu 6,1%", diz o diretor de relação com investidores
da líder latino-americana em carroceria de ônibus, Carlos Zignani,
citando dados da empresa e do Simefre (Gazeta Mercantil, 27 de abril).
A
Toyota vai ajudar a GM e Ford?
A Toyota, que se orgulha de ser coerente em seu discurso, está enviando
sinais conflitantes sobre como vai responder à maré baixa de
suas concorrentes americanas. Na segunda-feira, o presidente do conselho da
Toyota, Hiroshi Okuda, disse a repórteres que o setor automobilístico
do Japão precisava dar a Detroit "tempo e espaço para respirar".
Ele até sugeriu que a Toyota poderia aumentar preços de carros
vendidos nos Estados Unidos para aliviar a pressão competitiva sobre
a GM e a Ford, que têm divulgado resultados financeiros cada vez piores
e participação de mercado em queda. Ontem, porém, a Toyota
negou que haja um movimento para amenizar a competição com as
rivais americanas. "O mercado determina o preço", disse Tomomi
Imai, um porta-voz da Toyota, em Tóquio. "Não estamos pensando
em mudar preços para ajudar a indústria americana." (The
Wall Street Journal, 27 de abril).
Franceses
rendem-se ao carro bicombustível
A Peugeot acaba de lançar seus primeiros carros com motor bicombustível.
A partir de agora, o modelo 206 hatch e a perua 206 com motor 1.6 poderão
rodar com álcool, gasolina ou a mistura de ambos. A Renault já lançou
o Clio e em agosto e a Citroën vai começar a produzir o modelo
compacto C3 na versão bicombustível. Os carros com esse motor,
também chamado flexível, vão representar 30% da produção
da linha 206, a mais vendida da Peugeot. Esse modelo é produzido na
fábrica de Porto Real (RJ). A montadora francesa também está programando
o lançamento do 206 na versão 1.4 com motor bicombustível.
Mas ainda não tem data certa. A companhia prepara-se, ainda, para deixar
de vender o modelo 206 com motor 1.0 no Brasil. Além disso, a empresa
concentrará a produção brasileira nas versões 1.4
e 1.6. Segundo a direção da Peugeot revelou em Paris, no ano
passado, com o lançamento do 1.4 bicombustível, a empresa decidiu
não renovar o contrato de compra dos motores 1.0 no Brasil da Renault,
que expira no fim deste ano (Marli Olmos, Valor, 27 de abril).
Collection,
série especial do Vectra
A segunda geração do Vectra sai de linha com a chegada da série
especial Collection, limitada a 1.000 unidades e com preço sugerido
de R$ 52.990. O motoré o 2.0 litros, de oito válvulas e110 cv.
E a transmissão é manual. Como itens exclusivos do Vectra Collection
estão a pintura metálica na cor cinza Mayon, adesivos com aparência
de fibra de carbono nas colunas “B” e “C”, rodas de
aro 16 usinadas com detalhes na cor do carro, além de grade, suporte
da placa e maçanetas pintadas num tom de cinza mais claro. O manual
do proprietário e o chaveiro são numerados. A produção
da nova versão começa ainda neste ano em São Caetano do
Sul, SP (Diário de São Paulo, 27 de abril).
Fornecedores
da GM ganham apoio da Caixa RS
A General Motors reuniu na fábrica de Gravataí, na segunda-feira,
as empresas sistemistas da sua produção e os fornecedores. Com
a presença do diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, e
do presidente da CaixaRS, Dagoberto Godoy, a agência de fomento apresentou
linhas de crédito especiais para as indústrias se qualificarem.
A montadora acertou parceria com a CaixaRS para manter atualizados os fornecedores
do Celta (Correio do Povo, 27 de abril).
International
Engines decide investir em Canoas
O presidente da International Engines South America, Waldey Sanches, anunciou
ao governador Germano Rigotto a decisão de investir 17 milhões
de dólares na planta de produção de motores a óleo
diesel em Canoas. Com o investimento, a fábrica de motores industriais
e para máquinas agrícolas será a mais moderna na América
Latina. A unidade de Canoas emprega 621 pessoas e exporta para México,
Austrália e Inglaterra (Correio do Povo, 27 de abril).
Internacional
amplia exportações após compra da MWM
A aquisição da MWM Motores Diesel, anunciada há duas semanas
pela International Engines South America, transformará as operações
regionais da compradora em uma plataforma global de exportações
de motores para os setores automobilístico, agrícola, industrial
e marítimo. Com a operação, a companhia, subsidiária
da holding americana Navistar International Corporation pretende aumentar as
vendas externas dos US$ 120 milhões previstos neste ano para até US$
500 milhões em 2010. "Vamos suprir a demanda interna e teremos
mais flexibilidade para atender aos mercados da Ásia, Oriente Médio,
Europa e aplicações específicas nos EUA", disse o
presidente da International Engines, Waldey Sanchez. Ele assumirá o
mesmo cargo na MWM International Indústria de Motores da América
do Sul, que será criada após a aprovação da compra
da MWM pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em 2005,
a nova companhia deverá faturar US$ 600 milhões, sendo 20% com
exportações. A produção física é projetada
em 160 mil motores, dos quais perto de 100 mil deverão suprir 34% da
demanda brasileira nos segmentos de picapes e veículos comerciais. Para
2010, a meta é uma receita de US$ 1 bilhão, com 40% a 50% originários
do mercado externo (Valor, 27 de abril).
Produção
de carrocerias cai
11,02% no trimestre
A produção de carrocerias
reduziu 11,02% no primeiro trimestre em relação a igual período
de 2004. O volume caiu de 4.999 unidades para 4.448 unidades, segundo dados da
Fabus (associação que congrega as fabricantes do setor). A Marcopolo,
maior fabricante, diminuiu sua produção em 47,7%, de 2.113 para
1.105 unidades. A Induscar, segunda colocada, teve retração de
34,1%, de 1.472 para 970 unidades neste ano. A Ciferal, terceira do ranking,
reduziu em 7,4% seu volume, de 743 para 688 unidades. Já a Busscar aumentou
o seu volume em 983,64%, de 55 para 596 unidades. A Irizar registrou um crescimento
de 37,37%, de 99 para 136 unidades. A Comil, teve retração de 9,28%
no período, de 517 para 469 unidades. A Neobus, que passa a ser associada
da Fabus, fechou com produção de 484 unidades (Gazeta Mercantil,
26 de abril).
General
Motors faz recall
nos EUA
A General Motors está recolhendo mais de dois milhões de veículos
para recall - a maioria vendida nos EUA - por causa de uma série de
defeitos nos ítens de segurança. A empresa anunciou não
ter conhecimento de problemas ocorridos devido aos potenciais defeitos, a não
ser dois acidentes de menor gravidade. O recall inclui cerca de 1,5 milhão
de picapes e utilitários esportivos com defeito nos cintos de segurança
dos bancos traseiros, que, na atual condição, podem ser difíceis
de ajustar corretamente. O defeito pode ocorrer principalmente nos modelos
Silverado, Suburban, Tahoe e Avalanche (Gazeta Mercantil, 26 de abril).
Resultado
da Volvo sobe 53%
no trimestre
A Volvo, fabricante de caminhões e equipamentos pesados da Suécia,
obteve lucro de US$ 655,7 milhões, antes dos impostos, no primeiro trimestre.
Isso representou crescimento de 53% em comparação com o mesmo
período do ano passado. Na região da América do Sul, na
qual o Brasil tem a maior participação, o faturamento cresceu
43% , num total US$ 282,7 milhões. Esse valor inclui todas as divisões
da companhia, que vão dos caminhões pesados - o forte da marca
no Brasil - aos equipamentos de construção. O resultado líquido
não foi divulgado. A receita total da companhia no mundo, que somou,
US$ 7,4 bilhões, avançou 14% na comparação com
o período de janeiro a março de 2004. A margem operacional do
grupo sueco ficou em 8,7%, a maior na história da companhia, segundo
o balanço divulgado ontem. A empresa destaca o aumento da demanda de
caminhões nos Estados Unidos. Já na Europa, as vendas de caminhões
estão mais fracas. O segmento de ônibus apresenta dados melhores
(Marli Olmos, Valor, 26 de abril).
Nissan
tem lucro recorde
de US$ 4,7 bilhões
A quatro dias de assumir o comando mundial da Renault, cargo que acumulará com
o de presidente da Nissan , o brasileiro Carlos Ghosn anunciou ontem, mais
uma vez, lucro e faturamento recordes no fechamento do ano fiscal da Nissan,
empresa que ele começou a reerguer em 1999. A montadora teve lucro líquido
US $ 4,76 bilhões, 1,7% a mais do que o previsto. O faturamento da Nissan
somou US$ 79,7 bilhões, 15,4% a mais se em relação ao
ano fiscal anterior, que se encerra em 31 de março. O lucro operacional
totalizou US$ 8 bilhões, 4,4% acima do exercício anterior. No
entanto, Ghosn sofreu a primeira queda na margem de lucro operacional desde
que assumiu o comando da Nissan. Por força do impacto do aumento das
matérias-primas, a margem operacional nos resultados de um ano completo
caiu de 11,1% para 10%. Mesmo assim, a Nissan continua ostentando a mais alta
margem operacional entre os fabricantes de veículos do mundo.
Recepção
mais fria para Ghosn
em Paris
O resgate da Nissan fez de Carlos Ghosn um astro no Japão, inspirando
até um gibi em que ele é o herói. Mas quando voltar a
Paris esta semana para assumir a direção da montadora francesa
Renault SA, o brasileiro terá uma recepção mais fria.
Os poderosos sindicatos da França preparam-se para uma briga e avisam
que Ghosn terá de, nas palavras de um líder sindical, "reajustar-se à vida
francesa". Nada de querer copiar os dolorosos cortes que fez na Nissan,
dizem os sindicalistas. Pela primeira vez na indústria automobilística
mundial, um executivo vai dirigir duas grandes montadoras de uma vez. Ghosn
começa a trabalhar como diretor-presidente e superintendente da Renault
segunda-feira, enquanto continua a chefiar a Nissan. Ele vai ter dois salários
e dois blocos de opções de ações, e planeja dividir
seu tempo igualmente entre as duas empresas, separadas por quase 10.000 quilômetros
e oito horas de fuso horário (The Wall Street Journal, 26 de abril).
Novas
barreiras têm
borracha de pneus
Com a intenção de reduzir a gravidade dos traumas causados por
acidentes automobilísticos nas estradas e na cidade, o Instituto Via
Viva, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público,
anuncia a criação de inovadora solução de concreto,
batizada de DI (Deformável e Isolante), que leva em sua composição
borracha triturada de pneus velhos. De acordo com o engenheiro e vice-presidente
do instituto, Paulo Bina, com a adição da borracha na estrutura,
as barreiras deixam de ser um bloco rígido para ser tornar uma estrutura
semideformável (Carsale, 26 de abril).
Proteção
extra para a picape
Saveiro
A VW começou a distribuir para sua rede de concessionários a
Saveiro com o selo Extra Protegido, que traz o número do chassi gravado
em várias partes do veículo. Com isso, as chances do reaproveitamento
no mercado paralelo desse tipo de peças é bem menor, trazendo
maior segurança aos donos do modelo. A Saveiro é o primeiro veículo
a contar com essa vantagem e a gravação é feita dentro
da fábrica por micro-pulsionamento do número completo do chassi
e a montadora garante a qualidade das peças, principalmente no caso
de corrosão. As gravações são randômicas
e as picapes saem de fábrica com uma configuração diferente
de peças remarcadas. Os carros são identificados por meio do
selo Extra Protegido, um triângulo amarelo em quatro lugares: ao lado
da placa de identificação traseira, no pára-brisa dianteiro
e dois nas janelas laterais. A VW ainda afirma que os selos são auto-reflexivos
e auto-destrutíveis, não permitindo seu reaproveitamento (Carro
Online, 26 de abril).
Com
o Fox, um passo importante
da VW
A
indústria automobilística
brasileira subiu outro
degrau na hierarquia internacional
ao iniciar agora a exportação
do Fox para todo o mercado
europeu. Não é a
primeira vez que chega
ao exterior um produto
projetado no Brasil. O
Voyage, versão sedã do
Gol, coincidentemente também
com o nome de Fox, teve
220.000 unidades vendidas
nos EUA e Canadá entre
1987 e 1993. A Volkswagen
até hoje produz
na China uma versão
do Santana desenhada aqui.
A Fiat abriu as portas
da Europa com o Uno, mas
até agora nenhum
produto genuinamente brasileiro
tinha sido colocado na
União Européia
ampliada, que se transformou
no maior mercado mundial
de veículos e onde
a competição é bastante
acirrada. Leia
mais... (Fernando Calmon,
Alta Roda, 25 de abril).
Peugeot, primeira a abandonar
o motor mil
A Peugeot é a primeira marca a desistir do motor de 1.000 cm³.
Este renasceu em 1990 e chegou a representar mais de 70% das vendas, com ou
sem adequação. No fim do ano termina o contrato de compra com
a Renault e no primeiro trimestre de 2006 o motor básico do 206 será o
de 1.400 cm³ flex. Curiosidade: Polo também usou motor 1.000, mas
só por um mês, em 2002 (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de abril).
Aprendizagem
a partir dos 16 anos
Projeto de lei do deputado Humberto Michiles (PL-AM) permite a maior de 16
anos começar a aprender a dirigir, sem expedição de carteira.
Até os 18 anos só guiariam acompanhados por instrutor e o carro
teria faixa indicadora (removível) de aprendizagem. Pais ou responsáveis
poderiam ser instrutores, sem necessidade de habilitação profissional.
Merece todo apoio (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de abril).
A
ZF e as opções
do câmbio automático
Fabricante de câmbio ZF ainda em dúvida sobre o tipo de câmbio
automático para automóveis, à medida que essa solução
for mais aceita no mundo. Há quatro opções: automático
tradicional, continuamente variável (usado no Fit), manual automatizado
e variação deste com trocas instantâneas. Preço é um
dos fatores de escolha. Automático moderno economiza até combustível,
se comparado ao câmbio manual convencional (Fernando Calmon, Alta Roda,
25 de abril).
GM
concluirá obras
de ampliação
em fevereiro
Iniciadas em setembro de 2004, as obras civis do processo de ampliação
da montadora de veículos da GM de Gravataí, RS, já estão
15% realizadas. Até fevereiro de 2006, o trabalho de construção
será 100% concluído. Depois de finalizada essa etapa, começa
a parte de engenharia, montagem, conexões, testes e treinamento da mão
de obra. No primeiro semestre de 2007 chegará aos mercados brasileiro
e internacional o carro 'irmão' do Celta. O investimento totalizará 240
milhões de dólares, podendo até poderá ultrapassar
esse valor. Desde a sua inauguração em 20 de julho do ano 2000,
a GM/RS já adquiriu 1,3 bilhão de dólares, ou R$ 3,4 bilhões,
diretamente de fornecedores gaúchos (Correio do Povo, 24 de abril).
Picapes
ficam cada vez maiores
e mais caras
Por anos, enquanto as montadoras de Detroit investiam em picapes grandes e
utilitários esportivos, as companhias japonesas se concentraram em carros.
Depois, ocorreu o contrário. Agora que a Toyota e a Nissan colocaram
o pé no mercado de picapes grandes, miram o setor mais negligenciado
da indústria automobilística: o de picapes não tão
grandes, mas maiores que as versões anteriores. Para 2005, houve uma
mudança geral. A Dodge tem uma nova Dakota, e a Honda está vendendo
sua primeira picape, a Ridgeline. O processo começou em 2004, com a
chegada da Chevrolet Colorado. A Ford é a única sem novidades:
a Ranger continua a mesma. Elas vencem as antecessoras em sofisticação,
desempenho, tamanho e preço. A mais barata sai por US$ 15 mil, valor
que dobra dependendo da opção de motor, de cabine e de opcionais
(Folha Online, 24 de abril).
Triplica
lucro da Volks nos
primeiros 3 meses
do ano
A
Volkswagen AG, maior montadora
da Europa em termos de
vendas, anunciou lucro
líquido de 70 milhões
de euros (91,2 milhões
de dólares) nos
primeiros três meses
de 2005, quase o triplo
do lucro obtido em igual
período de 2004,
de 26 milhões de
euros. O resultado, no
entanto, ficou abaixo do
esperado pelos analistas
para o período,
que aguardavam um saldo
próximo a 95 milhões
de euros. (Correio do Povo,
22 de abril).
Japoneses batem recordes de venda nos EUA
Em 2004, Honda e Toyota bateram
recordes de vendas nos Estados
Unidos pelo nono ano consecutivo
e a Nissan foi a marca que
mais cresceu no país.
A consultoria CSM/Worlwide já prevê que a Toyota roubará a
liderança mundial da GM antes de 2007. Ao mesmo tempo em que os asiáticos
aprenderam a fazer os carros preferidos nos EUA, o consumidor americano também
aprendeu a gostar dos modelos japoneses, mais adequados num mundo onde os preços
do petróleo não param de subir. A participação
de mercado da GM nos EUA foi de 27,5% no ano passado. Era de 29,2% em 1999.
Em 2004, juntas, as marcas asiáticas ficaram com quase 35% do mercado
americano. Isso representou avanço de seis pontos percentuais em relação
a quatro anos atrás (Valor, 20 de abril).
A
expectativa do balanço
da Ford
O balanço trimestral que será divulgado pela Ford hoje deve confirmar
que a General Motors não está sozinha na crise que envolve a
indústria automobilística dos Estados Unidos. A penúria
que atinge essas gigantes do país que inventou a linha de montagem pode
ser um sinal de que o modelo de produção dos fabricantes americanos
precisa ser revisto. Depois de reduzir a projeção de lucro para
2005, a direção da Ford abandonou as metas do plano de revitalização
dos lucros, que começou em 2003. Isso mostra que a estratégia
de Bill Ford, presidente do conselho da empresa, bisneto de Henry Ford, inventor
da linha de montagem, está longe de resolver os problemas da companhia.
Bill Ford pensou ter resolvido a perda de rentabilidade quando, em janeiro
de 2002, anunciou o drástico corte de 35 mil empregos - 10% do efetivo
- e fechamento de cinco fábricas (Marli Olmos, Valor, 20 de abril).
O
martírio da
GM que já virou
bola de neve
Na General Motors, enquanto a empresa não conseguir controlar seus custos
fixos, os lucros continuarão caindo. Chama a atenção saber
que as despesas com médicos e remédios dos empregados ocupam
mais tempo do chairman da GM, Rick Wagoner, do que o aumento do custo do aço
e de outras peças que compõem um automóvel. Esse martírio
já virou uma bola de neve. Os pagamentos para os planos de saúde
devem passar de US$ 5,5 bilhões neste ano, segundo recentes declarações
da direção da empresa à imprensa. Chegaram a US$ 4,8 bilhões
em 2003 e passaram de US$ 5 bilhões, em 2004. Soma-se a isso a dívida
de US$ 1,5 bilhão que a GM tem agora com a Fiat por não ter exercido
a compra da divisão de automóveis da empresa italiana (Valor,
20 de abril).
GM tem lucro na região do Brasil
O presidente da General Motors do Brasil, Ray Young, disse ontem, por meio
de comunicado, estar "satisfeito" com os resultados alcançados
no primeiro trimestre pela divisão Laam, que inclui operações
na América Latina, África e Oriente Médio, na qual o Brasil
teve desempenho importante. "A GM Laam obteve lucro de US$ 46 milhões
no período com um ganho nominal de US$ 45 milhões em relação
a US$ 1 milhão registrado pela divisão em igual período
de 2004", disse Young. Embora a GM do Brasil ainda tenha enfrentado prejuízos
operacionais de janeiro a março deste ano, os negócios no mercado
doméstico foram lucrativos, destacou o presidente da montadora. No período,
a empresa teve contínua melhora nos seus resultados financeiros, comparativamente
ao primeiro trimestre de 2004. "As vendas no mercado interno brasileiro
apresentaram boa performance e nossos resultados financeiros só não
foram melhores devido às condições cambiais desfavoráveis,
que afetaram a rentabilidade de nossas exportações" (Gazeta
Mercantil, 20 de abril).
Agrale
lançou um produto
por mês
No ano passado, a Agrale obteve crescimento de 45% em suas receitas em relação
a 2003, tendo obtido faturamento de R$ 443 milhões - no ano anterior
registrou R$ 304 milhões. Para o diretor-superintendente, Hugo Zattera,
o contínuo lançamento de produtos impulsionou a evolução. "No
ano passado lançamos, em média, um produto a cada mês",
comentou. Para 2005, a expectativa é crescer cerca de 10%, principalmente
com base nas vendas dos produtos lançados no final de 2004, como os
caminhões e chassis com motorização eletrônica (linha
E-tronic), a família de chassis Midibus e o jipe militar Agrale Marruá.
Outro objetivo da empresa, conforme Zattera, é ampliar ainda mais a
atuação no mercado externo. A Agrale, em 2004, segundo a associação
que reúne as montadoras brasileiras, a Anfavea, bateu o recorde de exportações,
com embarques de 1.081 unidades (1.005 ônibus e 76 caminhões).
A Agrale é a empresa líder do Grupo Industrial Francisco Stedile,
de Caxias do Sul, do qual também fazem parte a Agritech Lavrale, a Germani
Alimentos e a Fazenda Três Rios. No ano passado, o grupo faturou R$ 663
milhões (Gazeta Mercantil, 20 de abril).
Alarmes
originais para o C3
e Picasso
A Citroën lançou uma linha de alarmes originais paraos modelos
C3 e Picasso. Desenvolvido pela Johnson Controls, a sua ativação
ocorre com a ignição do veículo desligada e as portas
fechadas, por meio de envio de comando pelo controle remoto ou o travamentocom
a chave. O preço instalado do sistema no compacto é de R$ 650
e na minivan de R$ 730 (Diário de São Paulo, 20 de abril).
Vectra ganha série limitada Collection
A GM aproveita o X Encontro Paulista de Autos Antigos, em Águas de Lindóia
(SP), entre 21 e 24 de abril, para lançar o Vectra Collection. Trata-se
de uma série especial com apenas 1.000 unidades numeradas. Mais de 600
raridades fabricadas entre 1910 e 1970, que compõem o acervo dos principais
colecionadores brasileiros, estarão expostas. O X Encontro Paulista
será o maior encontro de colecionadores do Brasil em 2005 (Carsale,
20 de abril).
Salão
de Xangai mostra a
força da China
Amanhã a indústria automobilística chinesa vai celebrar
o seu principal momento do ano, com a abertura do Salão de Xangai para
o público. Com 4.057.928 veículos vendidos no ano passado, o
mercado chinês de automóveis já é o terceiro maior
do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Japão. E para cativar
sua fatia neste forte mercado, os fabricantes preparam atrações
exclusivas para a mostra chinesa. A General Motors vai ter um estande com modelos
importados, locais e protótipos da marcas Buick, Cadillac, Chevrolet,
Opel e Saab. O grande destaque do grupo norte-americano é o Chevrolet
Aveo, sedã compacto que vai ser produzido na China, em "joint-venture" com
a local SAIC, e exportado para cerca de 120 países. Outra atração
de destaque da GM é o protótipo híbrido Sequel, que vai
fazer sua primeira aparição para o público asiático.
As marcas alemãs também levam atrações exclusivas
para Xangai. A Audi apresenta o Audi A6 L, versão alongada do sedã produzida
na planta local da marca com exclusividade para o mercado chinês. Hoje,
o país asiático é uma grande aposta da marca alemã,
já que a China é o maior mercado do A6. A Rolls-Royce mostra
uma versão da limusine Phantom LWB preparada para atender as necessidades
do consumidor chinês. Os fabricantes locais também vão
ter seu espaço na mostra de Xangai. A SAIC dividirá estande com
a parceira General Motors, mas outras empresas chinesas vão mostrar
ao mundo as tendências do consumidor do país. Entre as quais está a
Chery, que terá as novas versões do FengYun (baseado no Seat
Toledo), além de um crossover denominado B14 e também um esportivo,
o M14. Outro estande que deve chamar a atenção é o da
Geely, que expõe o irreverente protótipo Chengbao - ou City Castle
- desenvolvido em parceria com a Daihatsu. O carro conceito aponta as linhas
de um futuro modelo de série (Carsale, 20 de abril).
DaimlerChrysler
pode investir na Rússia
De acordo com o jornal Vedomosti, a DaimlerChrysler poderá investir
100 milhões de dólares, na construção de uma fábrica
na Rússia. O grupo estaria interessado em edificar uma fábrica
na região de São Petesburgo, onde a Ford já está instalada
e a Toyota também irá construir a sua. A futura fábrica
terá capacidade de produção anual de 20 000 veículos.
Lembrando que em 2004 a venda de automóveis de marcas estrangeiras no
mercado russo aumentou em 80% (Carro Online, 20 de abril).
Fabricante
chinesa junto com Ford
e Mazda
A fabricante chinesa de automóveis Changan Automotive Group, a americana
Ford Motor e a japonesa Mazda Motor irão formar uma "joint venture" para
a construção de uma fábrica de motores na cidade de Nanquim
(leste da China). A nova fábrica, batizada de Changan Ford Mazda Engine
Company, irá fabricar motores para os veículos das três
companhias e ainda precisa da aprovação do governo chinês
para ser oficializada. A nova fábrica de motores é parte do plano
de investimentos anunciado pela Ford na China em outubro de 2004. A empresa
tem planos de investir mais de US$ 1 bilhão (R$ 2,59 bilhões)
no país. A Ford é uma das fabricantes de veículos com
planos de investir bilhões no mercado chinês, apesar de a demanda
por carros na China dar sinais de estar arrefecendo (Folha Online, 20 de abril).
O
novo arranjo societário da Scania
Desde o final do ano passado, a composição acionária (com
direito a voto) da Scania está mais equilibrada com a venda das ações
que estavam em poder da Volvo. Antes, Volkswagen AG e Volvo concentravam 65%
das ações. Com a Volvo obrigada a vender sua participação
na concorrente de caminhões por determinação da Comissão
Européia - a Volkswagen manteve os 34%, o grupo Investor AB (da família
Wallemberg) subiu para 19,5%, a fundação Knut Wallemberg passou
a deter 9,7%, a Renault (do grupo Volvo) ficou com 5,2% e outros acionistas ficaram
com 31,2% (Gazeta Mercantil, 19 de abril).
Os
planos da Scania
no Mercosul
" O custo em si do Brasil não é menor comparado com outros
países onde temos base produtiva, até porque os valores dos insumos
e máquinas que compramos são internacionais. O que varia é a
mão-de-obra. O Brasil tem um custo menor nesse item". E a operação
brasileira dá lucro? "A lucratividade é igual à da
Europa, ou seja, temos aqui os mesmos 11% de margem operacional” -- disse
Leif Östling, presidente e CEO da Scania, a Ariverson Feltrin, da Gazeta
Mercantil. Com credenciais de lucrativa e maior subsidiária em volume
de produção, o Brasil tem chances de receber novos investimentos?
Investimentos de rotina, sim, na base de US$ 40 a 50 milhões para atualizar
a fábrica e os produtos. Hans-Christer Holgersson, presidente da Scania
Latin America explica que a região recebeu na segunda metade da década
de 90 investimentos de US$ 300 milhões, US$ 220 milhões no Brasil
e US$ 80 milhões na Argentina, para aumentar a capacidade de montagem
para 20 mil unidades por ano. "Não atingimos esse número ainda".
O que vai ocorrer por volta de 2007 é um rearranjo no âmbito do
Mercosul - a empresa começará a montar o caminhão P310 em
Buenos Aires e dedicará sua fábrica de Tucuman à especialização
de usinagem. A montagem de caixas de câmbio de Tucuman será transferida
para São Bernardo do Campo (SP). (Gazeta Mercantil, 19 de abril).
China
deve ter fábrica
da Scania
Os olhos da Scania estão, na verdade, voltados para a Ásia, mais
especialmente sobre a China, onde vende entre 4 a 5 mil caminhões. A
Scania não tem fábrica na China, que recebe os caminhões
de outras fábricas, inclusive do Brasil. "Quando chegarmos no patamar
de 8 a 9 mil caminhões por ano já se justificaria uma base de
produção local", disse Leif Östling. A Scania deverá chegar
a 9 mil caminhões vendidos na Ásia dentro de 4 a 5 anos, considerando
um crescimento anual de 15%. Assim, por volta de 2009/2010, a China, esse é o
país escolhido, terá uma fábrica Scania. (Gazeta Mercantil,
19 de abril).
O
crescimento do gás
natural no transporte
A Irisbus, companhia de ônibus da Iveco, vendeu em março 400 ônibus
movidos a gás natural comprimido à prefeitura de Roma, na Itália.
Trata-se do maior negócio envolvendo este tipo de veículo já firmado
na Europa. Com essa aquisição, os ônibus movidos a gás
natural passam a representar 25% da frota urbana da cidade. Os veículos
--modelos City Class-- se encontram ainda em fase de produção
na fábrica da Irisbus, localizada no Valle Ufita, sul da Itália.
Os ônibus foram especialmente desenvolvidos para operar na capital italiana
e tem um baixo nível de emissão de poluentes. Segundo Giuseppe
Amaturo, executivo da Irisbus na Itália, o controle de emissões
já o coloca o veículo de acordo com padrões ambientais,
que entrarão em vigor apenas em 2009. Com a venda dos 400 City Class
GNC à capital italiana, a Irisbus passa a ter 3.000 ônibus movidos
a gás natural operando na Europa ( Folha Online, 19 de abril).
BB lança seguro para veículo com mais de 10 anos
Os carros mais velhos ganharam uma nova opção de seguro no mercado.
O Banco do Brasil lançou hoje um seguro de automóvel direcionado
para os carros nacionais de passeio com ano-modelo entre 10 e 20 anos. O veículo
a ser segurado deve ter valor mínimo de R$ 4.000, de acordo com a tabela
da Fipe, estar em bom estado de conservação e com a documentação
em dia. Com o lançamento do novo produto, o BB pretende atingir os proprietários
de automóveis que não possuem seguro. Números do Denatran
mostram que a frota brasileira de carros de passeio chega a 24,7 milhões.
Desse total, apenas 9,6 milhões são segurados, segundo a Susep
(Superintendência de Seguros Privados). A contratação pode
ser feita nas agências, na central de atendimento (0800-729-0400) e pela
Internet (www.bb.com.br) (Folha Online, 19 de abril).
Grand
Cherokee deve chegar
até dezembro
A nova geração do Jeep Grand Cherokee está sendo estudada
para chegar ao mercado brasileiro no segundo semestre. Enquanto isso, o jipão
norte-americano acaba de atingir uma marca histórica naquele mercado.
Em seu 13º aniversário, o utilitário esportivo ultrapassou
a barreira de 3 milhões de unidades vendidas no país ianque.
A terceira geração do jipão de luxo da Jeep foi lançada
nos Estados Unidos no ano passado, durante o Salão de Nova York. A versão
topo de linha do modelo traz motor 5.7 V8 HEMI, de 350 cavalos e 51,2 kgfm
de torque a 3.500 rpm (Carsale, 19 de abril).
Ipiranga
pára produção
de combustíveis
A refinaria de petróleo Ipiranga interrompeu a produção
no dia 11 e não poderá abastecer o mercado de combustíveis
da região sul do Rio Grande do Sul em maio. Segundo a direção
da empresa, a decisão foi tomada porque a disparada dos preços
do petróleo no mercado internacional não foi acompanhada de reajuste
de preço no petróleo no país. A empresa destaca que a
partir de meados de fevereiro, o preço do barril chegou a US$ 58 e tem
se mantido acima de US$ 50 por barril, enquanto o valor para que a refinaria
opere com perda zero está em torno de US$ 44 por barril (Diário
de São Paulo, 19 de abril).
Vendas
têm alta de
26,4% na 1ª quinzena
A indústria automobilística nacional vendeu 61.803 veículos
(automóveis e comerciais leves) na primeira metade útil de abril,
informa a Fenabrave. O número representa alta de 26,4% na comparação
com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 48.901 modelos.
Entretanto, em relação aos primeiros quinze dias de março
(68.125 unidades comercializadas), as vendas de veículos registraram
queda de 9,3% (Carsale, 19 de abril).
Carros
da GM e Ford não
agradam consumidor
Nas últimas semanas, os projetos que deveriam sustentar a GM e a Ford
ao longo do seu segundo século simplesmente se desmontaram. As vendas
na GM caíram e os lucros se transformaram em perdas. Na semana passada,
a Ford advertiu os investidores sobre uma queda na receita. As duas gigantes
do setor automotivo apresentam as mais diversas razões para explicar
o desastre, como a elevação dos custos dos planos de saúde
até o aumento dos preços da gasolina. Mas os consumidores e os
analistas da indústria de automóveis argumentam que as duas montadoras
americanas perderam o rumo por um motivo muito básico: poucas pessoas
gostam dos carros que elas fabricam. A despeito de empréstimos e de
grandes descontos, a GM e a Ford estão perdendo nas vendas para concorrentes
antigos como a Toyota e rivais novos como a Hyundai. Os adversários
parecem estar conseguindo a melhor fórmula: qualidade constante, segurança
e um apelo intangível, segundo reportagem do jornal americano The New
York Times (Revista Exame).
Segmento
de caminhões
vai crescer menos
A indústria de caminhões do Brasil teve um 2004 inesquecível.
O setor nunca produziu e exportou tantos veículos de carga. O desempenho
do primeiro trimestre de 2005 indica que a produção e as vendas
devem continuar a crescer, mas num ritmo menor do que no ano passado. A indústria
deve se manter num patamar alto de produção por causa da demanda
externa, indicando outro ano de recordes no número de veículos
de carga fabricados e exportados. Já no que diz respeito às vendas
domésticas, o crescimento será bem menor do que em 2004. De acordo
com números da Anfavea, foram fabricados no primeiro trimestre de 2005
um total de 27,3 mil caminhões, 18,8% a mais do que no mesmo período
em 2004. No mesmo período, as exportações subiram 28%,
para 6,4 mil caminhões. Já as vendas internas se mostraram bem
mais tímidas. Foram vendidos 19,6 mil caminhões de janeiro a
março, 7,6% a mais do que no primeiro trimestre de 2004. Dentre os motivos
desta timidez no mercado doméstico, além do aperto monetário,
há principalmente a expectativa de desempenho mais fraco para o agribusiness,
setor que tanto contribuiu para as vendas internas, em particular dos caminhões
pesados. Os agricultores estão com as barbas de molho porque os preços
das commodities agrícolas caíram nos últimos meses, o
que retrai investimentos em máquinas agrícolas ou caminhões.
Com a perspectiva de que haverá menos grãos para transportar,
os caminhoneiros também adiam a renovação da frota (AE
Setorial, 19 de abril).
O
prestígio
da equipe de design
da VW
O Brasil descobre a Alemanha 50 anos depois de a Alemanha ter descoberto o
mercado brasileiro. A estréia do Fox na Europa é o êxito
de um projeto concebido por brasileiros. "Lutamos muito para que nossos
parceiros nos dessem ouvidos, pois o Fox veio de surpresa e não estava
nos planos", recorda o chefe de design da Volkswagen, Luiz Alberto Veiga,
51 anos, o "pai da criança". "Quando conseguimos nos
fazer entender, o projeto tornou-se atraente... e mundial." Com o preço
de € 9 mil, o Fox leva a marca VW a ter novamente, na Europa, um produto
com características populares. Preço atraente e muitos consumidores.
Para o Brasil, representa mais exportação e a ressurreição
da fábrica da Anchieta, no ABC paulista. É a primeira vez que
a filial insere um produto no mercado da matriz. Daí o prestígio
da equipe brasileira dentro da corporação (Gazeta Mercantil,
18 de abril).
Fox
começa a ser
exportado em maio
Quinto carro mais vendido no Brasil no primeiro trimestre deste ano, com 20.262
unidades, o Volkswagen Fox faz sua estréia no mercado europeu em maio.
Seu lançamento oficial aconteceu no Salão de Leipizig, na Alemanha,
onde ele custará de 8.950 euros (1.2, gasolina, 55 cv) a 11.400 euros
(1.4, diesel, 70 cv) --no Brasil, o preço do carro começa em
R$ 27.101 (1.0, bicombustivel, 71 cv). A Volkswagen não divulga números,
mas estima-se que ela exporte 80 mil Fox ainda neste ano e 100 mil a partir
de 2006. "Nossa projeção é de estabilidade nesse
mercado de semicompactos", afirmou Uwe Cohrs, executivo de marketing,
na apresentação do modelo para 800 jornalistas europeus em Copenhagen,
na Dinamarca. Na Europa, um milhão dos 5 milhões de carros comercializados
em 2005 foram semicompactos, categoria na qual se enquadram Fiat Panda, Renault
Twingo e Ford Ka, os principais concorrentes do Fox. Ele será o modelo
de entrada da montadora alemã e terá como público-alvo
consumidores de até 35 anos. A versão de exportação
do Fox é fabricada desde o início do ano na planta da Volkswagen
em São Bernardo do Campo (SP). O modelo chega à Europa com uma
lista de itens de série e opcionais mais extensa do que a do comercializado
no Brasil desde o segundo semestre de 2003, feito na planta de São José dos
Pinhais (PR): terá, de série, airbag e freios ABS (Folha Online,
18 de abril).
PSA:
novos modelos na
Argentina e equilíbrio
no Brasil.
O ano de 2006, mais tardar o de 2007, promete ser especial para a PSA Peugeot
Citroën no Mercosul. As operações brasileira e argentina
deverão levar o grupo francês a participação de
7% no mercado regional, meta inicialmente traçada para 2004. E no Brasil,
em particular, a planta de Porto Real, RJ, inaugurada há quatro anos,
pode comemorar o tão sonhado equilíbrio financeiro no segundo
semestre do ano que vem. Para chegar aos 7% de mercado a PSA, confirma Pierre-Michel
Fauconnier, diretor geral da empresa no Brasil, contará com dois novos
modelos derivados da plataforma B – hoje base do Xsara Picasso e Peugeot
307 –, que serão fabricados na planta de Buenos Aires para comercialização,
a princípio, nos dois países do bloco. Fauconnier esquiva-se
de revelar quais seriam os novos produtos, mas, em recente entrevista à Agência
AutoData de Notícias, Sérgio Habib, presidente da Citroën
do Brasil, admitiu que a empresa estuda o C4. O equilíbrio financeiro
do braço brasi leiro deve ser alcançado após o forte programa
de nacionalização de componentes, iniciado há pouco mais
de dois anos e ainda em curso, e que envolve, já este ano, os motores
1.4, partes do 1.6 e, mais à frente, talvez, até o 2.0, hoje
oferecido no Xsara Picasso nacional e 307 argentino e que poderá ser
adotado nos futuros modelos derivados da plataforma B. Fauconnier será um
dos participantes do seminário Revisão das Perspectivas, que
a revista AutoData promoverá dia 9 de maio em São Paulo, no hotel
Gran Meliá (AutoData, 16 de abril).
Flex
1.0 com tecnologia
Magneti Marelli
Atualmente, 100% dos veículos de baixa cilindrada flex do Brasil estão
equipados com o sistema SFS – Software Flexfuel Sensor da Magneti Marelli,
pioneira no lançamento do sistema de injeção eletrônica
bicombustível. Das montadoras brasileiras, apenas a VW e a Fiat lançaram
modelos 1.0 flex no mercado. O sistema SFS flex da Magneti Marelli já havia
sido lançado pelas duas montadoras em seus modelos de cilindrada maior.
Ambas continuaram com a marca italiana quando partiram para a conversão
de seus modelos de baixa cilindrada para o bicombustível. Nos primeiros
três meses deste ano, 108.429 carros flex foram comercializados no Brasil
e, deste total, 24.270 unidades, ou 22,4%, já era 1.0 flex. Considerados
todos os modelos, de todos os fabricantes e tamanhos de motor, os carros flex
responderam por 30,4% do mercado de veículos zero quilômetro nos
primeiros três meses de 2005. Em 2004 os flex comandaram 21,5% das vendas
totais no país (WebTranspo, 18 de abril).
A
evolução
do tuning, sem repressão
Se alguém menosprezava, é melhor ir mudando de opinião.
O movimento Tuning no Brasil não pára de crescer e se tornou uma
realidade irreversível. A personalização de automóveis
mudou ao longo dos anos. O que antes era conhecido como carro “envenenado” ou
preparado, evoluiu para diferentes graus de modificações mecânicas,
estéticas e de sonorização do habitáculo. Incluindo
preços para todos os gostos e bolsos. A demonstração de
vitalidade desse mercado aconteceu na semana passada, quando Emerson Fittipaldi
organizou o I Salão de Tuning, na capital paulista, por cinco dias. Leia
mais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de abril).
Anfavea: ainda é cedo para rever previsão
Apesar da queda brusca dos estoques totais de 38 dias em fevereiro para 29 dias
em março, indicando certo aquecimento nas vendas internas, ainda é cedo
para revisar o crescimento previsto para 2005 de 4%, segundo a Anfavea. Estoques
menores podem segurar o ritmo das promoções ou diminuir descontos.
Exportações continuam puxando fortemente a produção
brasileira de veículos (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de abril).
VW
esquenta a partida
do motor flex
A Volkswagen trabalha em horizonte de 18 meses para acabar com o sistema de
partida a frio a gasolina nos motores flex. E nos próximos meses aumentará substancialmente
(13:1) a taxa de compressão dos motores flex de 1 litro de cilindrada,
melhorando desempenho e consumo quando abastecidos com álcool. São
motores de segunda geração, como os da Ford (Fernando Calmon,
Alta Roda, 15 de abril).
Potência
de sobra agora no
Clio 1.6
Antes o Clio com motor 1.600 a gasolina (110 cv) já tinha desempenho
acima da média do segmento. Agora, ao adotar flex e utilizando álcool
(115 cv), pode-se afirmar que potência está “sobrando”.
Muito bons também os acertos de suspensão promovidos pela Renault
nos últimos tempos. Além da boa relação conforto-estabilidade,
apresenta-se bem menos ruidosa (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de abril).
Tritec
leva seu motor à China
Tritec, fábrica de motores de Campo Largo, PR conquistou segundo cliente
na China. É o Lifan 520, sedã compacto com motor 1.600, da marca
Chongquing, ligada à subsidiária chinesa da Mazda. A Tritec resultou
de joint venture entre BMW e Chrysler, mas a marca alemã está se
retirando para evitar sociedade com a arqui-rival DaimlerChrysler (Fernando
Calmon, Alta Roda, 15 de abril).
O
ocaso da indústria
automotiva inglesa
Como se esperava, a outrora forte indústria automobilística inglesa
desaparece de vez com a falência da MG-Rover. Desmembrada da Land Rover,
marca que hoje vai bem e pertence à Ford, aquela foi vendida pela BMW
por apenas 10 libras em 2000 ao grupo inglês Phoenix, que nunca conseguiu
alçar vôo. Todas as demais marcas britânicas de renome foram
vendidas ou desapareceram, tragadas por erros de gestão (Fernando Calmon,
Alta Roda, 15 de abril).
International
compra 100% da MWM
E nasce uma nova empresa, com a expectativa de faturar US$ 1 bilhão
em cinco anos. Com a expectativa de chegar a um faturamento anual de US$ 1
bilhão em cinco anos, a International Engines South America (subsidiária
de motores da norte-americana Navistar International Corporation) adquiriu
100% do controle da MWM Motores Diesel. A nova empresa se chamará MWM
International Indústria de Motores da América do Sul. Hoje, separadas,
as duas empresas, faturam US$ 600 milhões por ano (US$ 370 milhões
a MWM e US$ 230 a International Engines). Isso representa cerca de 20% dos
US$ 3 bilhões da receita obtida pela Navistar no negócio de motores.
Com uma receita total de US$ 9 bilhões por ano, a Navistar fatura ainda
US$ 6 bilhões com seu negócio de caminhões. (Gazeta Mercantil,
15 de abril).
Aumenta venda de importados
BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong, marcas filiadas à Associação
Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva),
fecharam o primeiro trimestre com aumento de 27% em suas vendas no mercado
brasileiro. Foram comercializadas 1.114 unidades, este ano, contra 877 veículos
em igual período de 2004. Em março as associadas à entidade
comercializaram 446 unidades, 61% superior a fevereiro e de 36% se comparado
a março de 2004. (Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Rumores
afetam ações
da GM
As ações da General Motors despencavam 6% e eram negociadas ao
preço mais baixo em 17 anos e meio nesta quinta-feira, em parte pelo
que um analista em Wall Street chamou de "preocupações não
confirmadas de falência". O porta-voz da GM, Jerry Dubrowski, disse: "A
General Motors não tem planos de pedir falência". Em nota
enviada a clientes, o analista do JPMorgan, Himanshu Patel, informou que as
preocupações estão ligadas a comentários do presidente-executivo
da GM, Richard Wagoner, feitos ao sindicato dos trabalhadores de automóveis,
a respeito da necessidade da companhia de obter concessões em planos
de saúde, que "têm se transformado em uma iminente possibilidade
de falência". Patel notou, contudo, que a companhia tem liquidez
mais que suficiente e concluiu: "O balanço demonstra de fato que
a GM enfrenta um risco mínimo (se não nulo) de falência
a curto prazo, em nosso ver". Os papéis da empresa perderam 21%
de seu valor desde que a companhia deixou atônitos investidores com um
alerta de lucros em 16 de março. No meio desta sessão, chegaram
a US$ 26,48 por ação, menor cotação desde 1987.
(Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Volks
lança o CrossFox
no Sul
Uma das estrelas do Salão do Automóvel de São Paulo, em
outubro do ano passado, o CrossFox, utilitário esportivo compacto da
Volkswagen, teve lançamento regional ontem à noite no Salão
de Exposições da Fiergs, em Porto Alegre. Depois de lançado
no mercado nacional, há duas semanas, o Rio Grande do Sul foi escolhido
para sediar o primeiro dos seis eventos para apresentações regionais
do modelo. 'A proposta do CrossFox é a diversificação
do produto com o objetivo de despertar no brasileiro o espírito off
road para proporcionar conforto ao desfrutar todas as belezas das nossas praias,
campos e Serra', segundo definição dada por Cláudio Roberto
Ferst, gerente regional de vendas da Volkswagen. (Correio do Povo, 15 de abril).
América
Latina é líder
de crescimento automotivo
Enquanto a produção mundial de veículos cresceu 5,6% no
ano passado em relação a 2003, na América do Sul o aumento
foi de 24%, o maior índice entre as regiões. Liderado pelo Brasil,
responsável por 87% dos automóveis fabricados no continente sul-americano,
o volume totalizou 2,5 milhões de unidades. Apesar do crescimento, a América
do Sul teve apenas 4% dos 63,9 milhões de veículos produzidos em
todo o mundo. Nesse campo a liderança é da Ásia, que respondeu
por 37,4% da produção mundial. Dados da Organização
Internacional dos Fabricantes de Veículos mostram que o Brasil ganhou
uma posição no ranking dos dez maiores fabricantes individuais.
Ocupou o nono lugar, com 2,2 milhões de automóveis, comerciais
leves, caminhões e ônibus, 21% a mais que em 2003. O presidente
da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea), Rogélio Golfarb, disse que o aumento da produção
brasileira, que se mantém neste ano, está ancorado nas exportações,
pois as vendas internas 'crescem de maneira vegetativa' (Correio do Povo, 14
de abril).
Em
vinte dias, Oracle
absorve a PeopleSoft
Depois de demorar um ano e meio para comprar a PeopleSoft, no mais famoso caso
de aquisição hostil da indústria de software, a Oracle
decidiu unificar as operações em tempo recorde. “Tivemos
três semanas para definir todos os aspectos da fusão” – diz
Luiz Meisler, vice-presidente sênior da empresa na América Latina.
A compra foi fechada em dezembro e consumada um mês depois. No Brasil,
a Oracle que emerge da fusão tem o dobro de clientes de aplicativos – a área
de atuação da PeopleSoft – e uma equipe total que é um
terço maior que a anterior. O número de clientes duplicou para
mil empresas, enquanto o quadro de profissionais saltou de 600 para 800 pessoas
(Valor, 14 de abril).
GM
adota logomarca em
novos modelos
A GM colocará sua logomarca corporativa nos novos modelos e naqueles
recentemente agregados nos Estados Unidos porque alguns consumidores não
os reconhecem como veículos General Motors. O logotipo quadrado será colocado
a partir deste mês junto às marcas como Buick e Pontiac (Gazeta
Mercantil, 14 de abril).
As
previsões
da General Motors
para este ano
O vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a meta
da empresa é exportar 1,3 bilhão de dólares em 2005. No
mercado interno, a expectativa para o ano é vender 1,650 milhão
de unidades. Pinheiro Neto criticou a alta taxa de juros praticada pelo Banco
Central. 'O Brasil tem o indesejável privilégio de ter uma das
mais altas taxas de juros do mundo e 70% das nossas vendas são feitas
com financiamento. Portanto, qualquer coisa que você defina como um aumento
do valor da prestação do carro acaba atrapalhando nossas vendas',
comentou. Ele disse ainda que a desvalorização do dólar
está dificultando as vendas externas da GMB. Para 2005, estão
previstos investimentos de 240 milhões de dólares, além
de 650 milhões de dólares nas fábricas de São Paulo
e do lançamento do Vectra. 'A GM continua muito otimista', disse Pinheiro
Neto (Correio do Povo, 14 de abril).
Dana
investe no PR para
suprir a Volvo
A Dana está investindo R$ 3 milhões para ampliar a unidade de
Campo Largo, PR. Os recursos serão aplicados na construção
de um novo prédio para atender o aumento da demanda da Volvo na área
de ônibus. A companhia, que programa US$ 35 milhões em investimentos
nas suas 21 unidades industriais no Brasil em 2005, vai fornecer chassis para
os ônibus que serão enviados pela montadora sueca para o projeto
de transporte urbano Transantiago, em Santiago, no Chile. A Volvo do Brasil
vai vender 1.159 ônibus produzidos na sua fábrica de Curitiba
para o Transantiago. O contrato, avaliado em US$ 400 milhões, é considerado
o maior da história do grupo e inclui ainda a venda de outros 617 veículos
pela matriz sueca. Atualmente a fábrica da Dana em Campo Largo é totalmente
dedicada à demanda da Volvo (Gazeta Mercantil, 14 de abril).
Citroën
baixa cilindrada
para vender mais
A Citroën vai começar a produzir os automóveis C3 e Xsara
Picasso – os dois veículos fabricados no Brasil – com motores
de cilindrada reduzida. Mais do que diminuir a potência, o objetivo é baixas
preçoas para aumentar vendas. Em penúltimo lugar entre os fabricantes
de carros com produção no Brasil, a montadora francesa espera
dobrar os volumes comercializados a partir da nova estratégia. O Xsara
Picasso até agora disponível com otor 2.0 importado, começará a
ser vendido em junho também na versão com motor 1.6 brasileiro.
A partir de julho chega ao mercado o C3 com motor 1.4 produzido no Brasil.
(hoje existe a versão 1.6, que custa a partir de R$ 37.670). A Citroën
vendeu 21,1 mil veículos no Brasil em 2004. A meta é chegar a
27 mil unidades este ano, 34 mil em 2006 e 45 mil em 2007 (Valor, 14 de abril).
BNDES
mede impacto da Finame
automotiva
O BNDES vai realizar um estudo para medir o impacto das operações
Finame na cadeia automotiva - particularmente caminhões, ônibus
e tratores. "Queremos mensurar os efeitos gerados em toda a cadeia com
vistas à formulação de políticas industriais",
diz Cláudio Leal, chefe do departamento de máquinas e equipamentos.
As operações da linha Finame, com recursos administrados pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cobrem o
financiamento de uma vastíssima lista de 170 mil itens (bens finais)
produzidos por 8 mil fabricantes. O balanço anual da Finame mostra 135
mil operações realizadas. A linha Finame, ano passado, liberou
R$ 6,6 bilhões, 44,6% dos R$ 14,8 bilhões desembolsados pela
denominada Área de Operação Indireta (AOI), do BNDES.
Nesta área, o banco repassa os recursos disponíveis para os seus
agentes financeiros (Gazeta Mercantil, 14 de abril).
Mondeo
mostra cara nova
em Barcelona
A Ford realizou ajustes no Mondeo para mantê-lo competitivo. Na parte
externa os pára-choques são maiores e têm aplicações
cromadas ao redor do veículo. Ganhou vidros mais claros e dois refletores
abaixo dos faróis traseiros, as setas também mudaram e estão
nos pára-lamas dianteiros. Já na parte interna foram adotados
novos padrões de estofados. O painel atualizado conta com aplicações
em preto e uma nova iluminação. Além das novidades na
estética, o Mondeo teve melhoras no que diz respeito à dinâmica
de condução. A série de motores disponível permanece
inalterada. A apresentação do novo Mondeo está marcada
para o dia 5 de maio, no Salão de Barcelona, e chegará ao mercado
europeu no início de junho (Carro Online, 14 de abril).
Segurança:
lema do Mercedes
Classe S
A próxima geração do Classe S, com estréia marcada
para esse ano,está equipada com o sistema de assistência de travagem
Plus e com o de proteção de passageiros Pré-Safe. Ele
utiliza dois radares que monitorizam a frente do veículo (num ângulo
de 80 graus e alcance de 150 metros), e detecta a distância de um carro
para outro, emitindo um aviso quando estes estão demasiadamente perto.
Combinado com o Plus, o sistema calcula automaticamente a frenagem necessária
para evitar uma colisão, e assim que o condutor aciona o freio, as informações
são distribuídas para os sensores. Em situações
de freadas de emergência os cintos de segurança são imediatamente
apertados e os assentos são insuflados aumentando a proteção
dos ocupantes. Os testes realizados até agora, com por cerca de 100
condutores nos simuladores de condução da DaimlerChrysler, indicam
que com esse novo sistema poderá haver uma redução de
44% do número de acidentes (Carro Online, 14 de abril).
Seat
pode voltar ao mercado
do Brasil
A VW do Brasil pensa numa volta da Seat ao mercado brasileiro, em 2006. É uma
informação extra-oficial que se relaciona a duas verdades. A
primeira é de que a Seat deixou saudades no mercado nacional. A segunda é que
a montadora espanhola, que hoje integra um grupo de marcas poderosas no grupo
Volkswagen, tem em seu portfólio atual alguns dos carros mais bonitos
e eficientes da Europa, como o cupê esportivo Leon, o sedã Toledo
e o monovolume Altea. Este já ganhou diversos prêmios por sua
qualidade e design desde seu lançamento, ocorrido em 2004. O Altea pode
ser a escolha natural da Volks para a reentrada da Seat no Brasil. É um
monovolume de linhas esportivas, quase um cross over. (Correio do Povo, 14
de abril).
Autopeças
sofrem com problemas
de Detroit - 1
Detroit está rapidamente virando a nova meca das reestruturações
de dívidas corporativas. Num momento em que as montadoras americanas enfrentam
vendas em desaceleração, muitas fabricantes de autopeças
que dependem delas escorregaram para o vermelho. Muitas já pediram concordata
e outras estão correndo para consertar seus balanços, carregados
de dívidas (The Wall Street Journal Américas, 13 de abril).
Autopeças
sofrem com problemas
de Detroit - 2
A caça por dinheiro novo está acontecendo em toda a indústria
de autopeças. As fabricantes foram atingidas em dose tripla: demanda
em queda de seus principais clientes, as montadoras americanas; custos em alta
de matérias-primas, como aço e resinas plásticas; e o
repentino fim dos programas de pagamento rápida da GM, Ford e Chrysler. “Este é um
setor sob forte pressão, tanto no front da receita quanto no do custo” – disse
Barry Ridings, co-diretor do departamento de reestruturação de
dívidas da Lazard LLC, que está assessorando várias fabricantes
de autopeças (The Wall Street Journal Américas, 13 de abril).
Venda
de usados cresce 40,5%
em março
As vendas de veículos usados no Estado de São Paulo, em março,
totalizaram 58.398 unidades, resultado 40,5% superior ao registrado no mesmo
mês do ano passado (41.573 unidades), apontam os dados divulgados pela
Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no
Estado de São Paulo (Assovesp). Na comparação com fevereiro,
quando o mercado absorveu 56.021 automóveis usados, houve alta de 4,2%.
No acumulado do ano foram comercializadas 169.208 unidades, volume 36,4% maior
do que o consolidado em igual período de 2004 (124.055 unidades). E
os modelos 1.0 continuam sendo os grandes responsáveis pelo bom desempenho
do setor. No mês passado, os populares somaram 44.966 unidades vendidas
(77% de participação), resultado 54,5% superior ao assinalado
em março do ano anterior (Carsale, 13 de abril).
Aquecida
a disputa entre utilitários
A briga pela liderança do mercado nacional de comerciais leves anda
mais acirrada do que nunca. O utilitário Ford EcoSport, que vinha ocupando
a primeira colocação entre os mais vendidos desde o ano passado,
foi desbancado pela picape Fiat Strada em fevereiro e ainda não se recuperou.
No entanto, a diferença no volume de vendas entre os dois modelos está caindo
e pode ser que o utilitário da Ford volte a tomar a ponta se a picape
leve da Fiat não reforçar sua estratégia de vendas. No
acumulado do trimestre, o EcoSport é o líder com 10.646 unidades
e a Strada está na vice-liderança, com 9.797 unidades. A briga
no segmento dos comerciais leves não se limita à Ford e à Fiat.
Volkswagen e Chevrolet disputam a terceira e quarta colocações
no ranking dos mais vendidos. Tanto que a picape Saveiro, antes na terceira
posição desde o início do ano, caiu para a quarta em março — perdendo
posto para a Montana, que em fevereiro estava em quinto e abaixo da picape
Fiorino (atualmente em sétimo lugar) (Gazeta Mercantil, 13 de abril).
Exportações
impulsionam crescimento
da Honeywell
Nos primeiros três meses deste ano, a Honeywell Turbo Technologies registrou
a produção de 63 mil turbos, volume superior à marca registrada
no mesmo período de 2004. De acordo com o diretor-geral da empresa,
José Rubens Vicari, este foi o melhor trimestres da história
da Honeywell no Brasil, com resultado acima da previsão anunciada no
início do ano (WebTranspo, 13 de abril).
FEI
traz astronauta brasileiro
para palestra
No dia 18, o tenente-coronel Marcos César Pontes, primeiro astronauta
brasileiro a ocupar um posto na Nasa nos EUA, estará no Brasil para
ministrar palestra no Centro Universitário da FEI. O astronauta fará palestra
para alunos do curso de pós-graduação latu sensu 'Administração
e Tecnologia Automotiva', com o tema "A importância do espírito
de equipe na conquista espacial pelo homem". A palestra é gratuita,
começa às 19h30, e é dirigida também aos alunos,
ex-alunos e público em geral, com inscrições antecipadas
pelo telefone 3207-6800 (WebTranspo, 13 de abril).
Dyna
prevê receita
de R$ 100 milhões
A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de pára-brisa,
espera fechar 2005 com receita líquida de R$ 100 milhões, o que
representará um crescimento de 26% sobre 2004, quando a receita foi
de R$ 79,344 milhões - 48,16% acima dos R$ 53,551 milhões registrados
em 2003. No ano passado a empresa fechou com lucro líquido de R$ 3,745
milhões - em 2003 havia registrado prejuízo de R$ 3,365 milhões.
O presidente da empresa, Marc Nacamuli, atribuiu o desempenho positivo aos
investimentos feitos na fábrica de Guarulhos, na Grande São Paulo,
e nos processos industriais que garantiram um aumento de 29% no volume de produção,
além do desempenho da economia que assegurou crescimento de 50% nas
vendas em relação a 2003 (Gazeta Mercantil, 13 de abril).
Sandvik
triplicará capacidade
de usinagem de autopeças
A Sandvik Coromant, divisão da Metalúrgica Sandvik que faz usinagem
de peças para a indústria automobilística, planeja triplicar
sua capacidade produtiva até 2007 para atender a demanda do mercado
brasileiro e do exterior. Em 2004 a empresa aumentou em 25% sua produção
em relação a 2003 e para este ano a meta é que o crescimento
seja de 18%. "Estamos ampliando as instalações da fábrica
do bairro de Santo Amaro (SP), investindo em novos maquinários e modernizando
os processos", disse Cláudio José Camacho, diretor da divisão,
sem detalhar valores (Gazeta Mercantil, 13 de abril).
Auto-suficiência
em petróleo:
já |