ABRIL 2006

Nissan: lucro líquido de US$ 4,57 bilhões
Com seu ano fiscal findado em 31 de março de 2006, a Nissan anunciou esta semana que seu lucro líquido consolidado em 2005 foi de US$ 4,57 bilhões, 1,1% superior ao ano anterior e representa um recorde pelo sexto ano consecutivo. O faturamento líquido da companhia totalizou US$ 83,21 bilhões, um crescimento de 9,9% em relação a 20004. O lucro operacional foi de US$ 7,69 bilhões, um aumento de 1,2%, com margem operacional de 9,2%. A Nissan vendeu um volume recorde de 3.569.295 veículos em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o crescimento foi de 6,1% (1.075.097 unidades), apesar de não ter acontecido nenhum lançamento. No Japão, as vendas caíram 0,7% para 842.945 unidades. Na Europa também houve uma pequena queda de 0,6% com um total de 540.945 unidades comercializadas. Na área chamada General Overseas Markets (que inclui o Brasil) as vendas aumentaram 13% para 1.111.191 unidades (Folha de SP, 28 de abril).

Gefco amplia serviço para a Bosch no mundo
A Gefco, operadora logística do grupo PSA Peugeot Citroën, está ampliando seus serviços para a Bosch no mundo. Diferentemente do serviço que presta aos seus clientes, cuja operação logística é dedicada ao controle externo de mercadoria, com a Bosch esses contratos abrangem o abastecimento interno das fábricas de autopeças. "O contrato com a Bosch vai permitir que a Gefco amplie seus serviços de logística junto a outras empresas do setor de autopeças", destacou Louis Defline, presidente mundial da Gefco. Os serviços prestados para a subsidiária brasileira de autopeças abriram oportunidades de novos negócios para a Gefco dentro da própria Bosch no mundo. "Já temos contratos fechados com a Bosch da França, Portugal, Espanha e Alemanha", disse Christian Zbylut, diretor de operações da Gefco. No Mercosul a Gefco é um dos 10 maiores grupos de transporte e logística, onde obteve aumento de 60% no faturamento em 2005 em relação a 2004, ao passar de € 51 milhões para € 82 milhões. A estimativa da empresa para 2008, segundo Louis Defline, é que o faturamento da Gefco no Mercosul chegue a € 150 milhões, dos quais 60% virão das operações no Brasil. (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

Crescimento sustentado anima Honda
Desempenho da economia brasileira leva empresa a ampliar seu investimento no País. A Honda South America Ltda. antevê sinais de crescimento sustentado na economia brasileira em 2006, quando completa 35 anos de operação no País. Tanto que está em curso investimento de US$ 100 milhões na fábrica de automóveis em Sumaré, no interior paulista. De uma capacidade instalada de 70 mil veículos neste ano, alcançará 100 mil no ano que vem. A área construída, hoje de 180 mil m², crescerá em torno de 40%, para 250 mil m². Neste ano, a empresa prevê crescimento de 18,4% na venda de carros - de 57 mil unidades em 2005 para 67,5 mil - e de 23% nas motocicletas - de 835 mil unidades para 1,03 milhão. Nos carros, a Honda acredita que pode encerrar 2006 na quinta colocação entre os fabricantes, com cerca de 5% do mercado - atualmente detém 4,5%. Apresentado ontem à imprensa, o novo Civic ajudará os planos de crescimento. A meta é sair de produção diária de 315 unidades para 360 - equilibrando cerca de 50% da fabricação entre o Fit e o Civic (ambos terão motor flex em setembro) (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

PSA fatura mais no mundo
O Grupo PSA Peugeot Citroën anunciou alta de 2,4% no faturamento do primeiro trimestre, para € 13,963 bilhões. As vendas totais de veículos foram 821,8 mil unidades, receita de € 10,979 bilhões (Gazeta Mercantil, 28 de abril).

Confenar anuncia parceria com a Moto Honda
A Confenar, Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição, fechou parceria de um ano com a Moto Honda e com a concessionária GP Motos. O intuito é oferecer às revendas associadas preços especiais para a compra da moto 125 Fan, padronizadas conforme cor e adesivagem dos produtos Ambev, com motor de quatro tempos e cinco marchas, ideal para o uso urbano. Segundo a Confenar, para os revendedores Ambev a moto terá um desconto significativo e poderá ser adquirida à vista ou financiada pelo cartão BNDES. A parceria ainda dá direito a compra de acessórios como baús, antenas, capas de chuva, capacetes, entre outros, também com desconto (Webtranspo, 28 de abril).

Volkswagen faz ação inédita nos vôos da TAM
A Volkswagen Caminhões e Ônibus está sorteando 720 miniaturas do caminhão VW Constellation 19.320 Titan Tractor nos vôos de 50 aviões da TAM Linhas Aéreas. A promoção vai até 7 de maio. Comissários de bordo sorteiam números de poltronas e seus ocupantes ganham as miniaturas. Adesivos da nova linha de caminhões Constellation foram aplicados na parte traseira das bandejas de alimentação TAM, buscando chamar a atenção de frotistas do setor de transportes, além de formadores de opinião em geral. Para comemorar os 25 anos da marca, 100 miniaturas também foram sorteadas em março entre os empregados da fábrica em Resende, RJ, na sede administrativa de São Paulo, SP, e também nos escritórios regionais de vendas no Rio de Janeiro, RJ, Recife, PE, e Porto Alegre, RS (Webtranspo, 28 de abril).

Bush reunirá com chefes de montadoras

Os presidentes das três grandes montadoras de Detroit (EUA), Ford, GM e Chrysler, terão uma reunião com o presidente norte-americano, George W. Bush, no mês que vem. A informação foi divulgada por Bill Ford, da Ford Motor Company, em entrevista ao jornal Detroit News. Segundo a publicação, fontes ligadas à Casa Branca afirmaram que o encontro será focado em três pautas: energia e meio ambiente, despesas com planos de saúde - que refletem nos preços dos carros e geram prejuízo para as montadoras - e avanço dos fabricantes japoneses. O presidente da Ford disse ainda ao Detroit News que pretende debater com Bush um plano de expansão do etanol. Este ano, não só o fabricante do oval azul, como a Chrysler, fortaleceu seus investimentos em veículos flexible-fuel, semelhante ao nosso bicombustível. Será a primeira vez que George W. Bush promoverá reunião coletiva com os presidentes das três grandes montadoras de Detroit. Além de Ford, estarão no encontro Rick Wagoner, da General Motors, e Thomas LaSorda, da Chrysler. A reunião deve acontecer no dia 18 de maio, na Casa Branca, em Washington (Carsale, 28 de abril).

Ford prepara “reality show” nos EUA
A Ford prepara um “reality show” para a TV norte-americana. A montadora apresentou um piloto do programa a um grupo de clientes nos Estados Unidos. Se aprovado, o objetivo dos participantes será construir um novo modelo conceitual, com auxílio dos estilistas da marca. O tema da atração será “desenhando o carro dos sonhos”. Clientes que estiveram na apresentação do piloto contaram à imprensa norte-americana que a montadora pretende negociar a exibição do programa com uma das maiores emissoras dos Estados Unidos. O “reality show” é uma tentativa de revigorar a imagem da Ford que, em seu país de origem, vem perdendo mercado para empresas japonesas, especialmente a Toyota (Carsale, 28 de abril).

Faturamento Renault
O Grupo Renault divulgou esta semana seu faturamento nos primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período de 2005, houve um aumento de 5,8%, mesmo com a queda de 2,8% nas vendas mundiais. O acumulado do ano gira em torno dos 10,5 bilhões de euros. Este aumento foi contabilizado somando-se o crescimento em setores como peças, oficinas, carros usados entre outros. Um fato preocupante para o grupo francês é a venda de carros, que teve um resultado negativo de 7,1% na Europa. Para reverter esse quadro, a empresa colocará em prática um plano de recuperação, que prevê o lançamento de 26 carros em todo o mundo e um aumento de 6% de participação no mercado mundial. A Renault espera alcançar essa meta e se tornar a empresa mais lucrativa do Velho Continente em 2009 (Terra, 28 de abril).

VW produziu o Touareg número 250.000
A fábrica da VW na Slovakia, particularmente em Bratislava produziu o Touareg número 250.000. O veículo foi produzido na cor prata metálico, na motorização 5.0l V10 TDI. “Com um importante sistema de tecnologia de quatro rodas, o Touareg consegue ser seguro tanto na estrada quanto na terra” disse Thomas Schmall, diretor-chefe da Volkswagen na Slovakia. Todos modelos Touareg saem de Brastlava, pois é a única fábrica da VW que produz o modelo. O SUV começou a ser produzido em 2002 e os 250 000 modelos produzidos comprovam o bom aceitamento do modelo no mercado mundial (Terra, 28 de abril).

Aumento dos lucros na Nissan
A japonesa Nissan apresentou o resultado de suas atividade no ano de 2005. Os números mostram um aumento de apenas 1,2% em relação ao ano anterior, no entanto, para a empresa isto significa um lucro recorde, apesar das ligeiras quedas nos mercados europeu e japonês. Mesmo assim, este já é o sexto ano consecutivo de crescimento. Grande parte de aumento global deve-se ao crescimento nos EUA, que atingiu os 6,1%, e nos outros mercados, onde a subida foi de 13% (Terra, 28 de abril).

Novo Peugeot 307
No próximo mês começa a ser vendido o novo Peugeot 307, totalmente reestilizado. Em sua versão de topo de linha há um motor de 2.0 l com 143 cv (5 cv a mais que a versão antiga do hatch). Sua versão de motorização 1.6 permaneceu inalterada. Além disso, o modelo sofreu modificações na parte frontal e lateral, ficando mais parecido com seu irmão mais velho, o 407. Quem quiser conferir a novidade, ela estará no Quatro Rodas Experience, que acontece entre os dias 4 e 7 de maio, em Interlagos. A montadora ainda não divulgou maiores detalhes sobre os preços (Terra, 28 de abril).

O EcoSport pode ter companhia da Fiat
A associação de concessionários Fiat mostra otimismo por uma decisão próxima da marca italiana sobre a produção do utilitário esporte compacto Sedici, em Betim (MG). É projeto rentável — divide arquitetura com modelo gêmeo da Suzuki — e tem desenho de Giugiaro. Três anos depois, ninguém se conforma: o EcoSport continua seu passeio tranqüilo e sem adversários no mercado interno (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).

Lexus à prova de motoristas distraídos
A Toyota está lançando no Japão o Lexus GS híbrido (eletricidade e combustão) com a evolução do sistema antidistração do motorista. Uma câmara na coluna de direção monitora se tem o olhar fixo no trânsito à frente e compara às situações de perigo. Em caso de necessidade surgem alarmes visual e sonoro. Se ainda não houver reação, os freios são aplicados pelo sistema para evitar a colisão (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).

Motor acelera as vendas da Peugeot 206 SW
As vendas da Peugeot 206 station continuam a subir, principalmente graças ao motor 1.400 cm³ flex que permitiu preço competitivo. No uso normal, o motor vai muito bem no trânsito urbano. Na estrada exige que se estiquem bem as marchas em ultrapassagens. Todos os comandos são bons, mas o volante poderia ter um pouco menos de inclinação para frente. Ponto fraco é o porta-malas: menor volume entre os concorrentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).

Carteira de motorista sem exigência extra
Aprovado projeto do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA) de eliminar os cursos adicionais de direção defensiva e primeiros socorros para renovação da carteira dos motoristas habilitados antes de 1998. De fato, é exigência sem cabimento, além de custos adicionais e perda de tempo. Para vigorar ainda precisa passar por votação na Câmara dos Deputados (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).

Calibragem para carro que fica na garagem
Quem costuma deixar o carro estacionado por semanas, deve procurar aumentar a calibragem dos pneus em pelo menos 10 libras. Isto pode evitar achatamento da banda de rodagem e desagradável vibração no volante ao se colocar novamente o veículo para rodar (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).

As dificuldades para a reação da Renault
A Renault continua patinando no Brasil. Seu mais recente lançamento, o novo Mégane, no mercado desde meados de março, ainda não deslanchou. Neste mês, foram vendidas até agora 400 unidades, bem abaixo dos concorrentes Vectra e Corolla, com 2 mil unidades cada. O Civic teve 920 modelos comercializados e o Astra seda 683. No primeiro trimestre as vendas da marca , de 11 mil veículos, caíram 5,2% ante igual período de 2005, num mercado que cresceu 13,6% para 395,2 mil carros e comerciais leves. Segundo analistas do setor,automobilístico, a marca enfrenta problemas com a rede de distribuição – que esfacelou-se após longo período sem produtos novos – e imagem desgastada (Estadão, 26 de abril).

Setor automotivo teme Ásia e Leste Europeu - 1
É isso que estava na mente de todos os palestrantes do Simpósio de Tecnologias Automotivas da SAE Brasil, realizado segunda-feira em São Paulo. Inovação foi o mote do evento, que teve como palestrantes, entre outros, o presidente da Confederação das Indústrias de São Paulo, Cláudio Vaz, que disse que falta uma política de tecnologia no Brasil. “É instigante a comparação do nosso país com Índia, China e Coréia do Sul. Todos esses têm algo que não existe no Brasil: estratégia. Não é por acaso que Coréia e China se transformaram em potências na área eletrônica e automotiva. Bangalore, na Índia, era uma cidade como todas as outras, até que foi transformada em celeiro de tecnologias por empresas dos Estados Unidos”, contou. No mesmo painel, que discutia o papel do governo na tecnologia, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza lamentou a ausência de avanços tecnológicos no país. “Temos no Brasil não apenas uma expansão em número de doutores, mas também grande número de publicações. Mas na área de patentes, de fato, estamos muito atrás”, disse. O moderador da mesa e presidente da SAE Brasil, Gábor Deák, ressaltou essa informação com dados que mostram que das oito principais empresas patenteadoras do Brasil registraram 80 vezes menos patentes do que as oito companhias correspondentes da Coréia entre 1997 e 2001 (Diário do Grande ABC, 26 de abril).

Setor automotivo teme Ásia e Leste Europeu - 2
Para Souza, essa falta de inovação é causada pela concentração na área acadêmica em detrimento de tecnologia. Outro dado que confirma isso é o número de doutores em engenharia nas empresas e nas universidades, que no Brasil é de cerca de 20% e 70%, respectivamente, com o restante na área governamental. Nos Estados Unidos, esse dado é o inverso: mais de 70% dos doutores estão na área produtiva e nem 20% na academia. “No Brasil, os doutores não estão nas indústrias desenvolvendo tecnologias, mas nas universidades, formando novos doutores”, resume Deák. Souza também diz que uma possível solução são as parcerias entre o setor produtivo e instituições de ensino, mas que ainda há desconfiança das instituições públicas com essa prática. “O que se vê é que ninguém apóia essas iniciativas, que são muito favoráveis. É como se fosse um crime as universidades ajudarem empresas brasileiras”, diz o ex-ministro. Tanto Souza como Vaz disseram que o segredo está na educação e que, também para ambos, ainda é um campo “por fazer”. “A proporção de cursos de engenharia em relação ao resto é bem pequena. A expansão de cursos universitários foi concentrada nas áreas humanas, já que não houve interesse pelas universidade privadas em engenharia. A demanda de profissionais de engenharia é suprida, na maioria das vezes, por universidade públicas”, conta Souza (Diário do Grande ABC, 26 de abril).

Tecnologia flex veio para ficar, mas engatinha
O motor flex é a tecnologia que mais entusiasma as montadoras, mas ainda engatinha, conforme a conclusão atingida por palestrantes no evento da SAE Brasil. “A tecnologia flex veio para ficar, mas ainda há problemas para resolver”, reconheceu o engenheiro mecânico Ramon Molina Valle, da UFMG. Um exemplo seria a emissão de gases. Mas para o presidente da Magneti Marelli, Silvério Bonfiglioli, a redução da poluição não é a prioridade, e sim o fim da dependência do petróleo. Sobre desempenho, o gerente executivo de Desenvolvimento de Motores e Transmissões da Volks, João Alvarez Filho, diz que o entrave é a baixa qualidade no combustível. “Muitas vezes, a gasolina tem outras substâncias que precisam ser queimadas. Fica muito difícil criar um motor para uma gama tão grande de combustíveis”, diz. Roberto Stein, diretor de Engenharia da Delphi, se anima com a procura de outros países. “Mas se não andarmos a passos largos, vamos ficar para trás. O Brasil está na frente, mas não por muito tempo”, avisa (Diário do Grande ABC, 26 de abril).

Montadoras vêem fuga de trabalho para China e Índia
Para se antecipar à “batalha global” no setor automotivo, há uma “guerra por novos talentos”. As metáforas utilizadas por José Fernando Penteado, diretor de Administração da Engenharia de Produto da General Motors, mostram tanto a preocupação das principais montadoras com a possível fuga de trabalho para mercados como Índia e China, quanto à provável solução para o problema: novos cérebros. “Não adianta ter gasto competitivo sem entregar resultados. A competência do profissional brasileiro é o primeiro fator de decisão e depois o valor”, disse o diretor. Mesmo porque a Ásia e a Índia oferecem profissionais a custos menores ainda. “No setor automotivo há uma batalha global. A concorrência com a Ásia será muito forte.” O diretor exemplifica a competência brasileira com a própria empresa. “A GM foi escolhida pela matriz como uma exportadora de serviços. A área de engenharia de produtos aqui vai crescer, de 500 para 800 engenheiros. E vamos buscar esses profissionais nas escolas daqui.” (Diário do Grande ABC, 26 de abril).

Chrysler investe no etanol
Em resposta aos altos preços da gasolina nos Estados Unidos a Chrysler planeja ajustar 25% de sua produção para rodar com etanol, E 85, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis nos próximos anos. O CEO da empresa Tom LaSorda diz que já no ano que vem a Chrysler pode vender 250 mil veículos com motor flexível. E 500 mil em 2008. Os Jeep Gran Cherokee e Comander e o Dodge Dakota devem ser os primeiros modelos a receber o sistema. A Chrysler já oferece a substituição da gasolina pelo etanol em seu sedã Sebring e no picape Dodge Ram, mas exclusivamente para frotas comerciais (Boletim AutoData, 26 de abril).

GM Europa apresenta novo Astravan
A subsidiária européia da General Motors revela fotos e detalhes do Astravan, um misto de perua e minivan grande com aptidão comercial, à venda no Velho Continente no segundo semestre de 2006. O modelo terá linha de produção na planta da marca inglesa Vauxhall, em Ellesmere Port, Cheshire (Inglaterra), ao lado da versão cinco portas do Astra. No restante da Europa, será comercializado com a bandeira alemã Opel (Carsale, 26 de abril).

Fiesta europeu ganha versão SportVan
Aqui no Brasil, a denominação sportvan ficou conhecida em março, quando a Volkswagen lançou o SpaceFox. A montadora alemã apresentou o carro como misto de minivan e perua, e por isso o inseriu em um novo segmento, que batizou sportvan. Agora, uma idéia parecida se consolida na Europa: a Ford apresenta na mostra comercial de Birmingham (Inglaterra) o Fiesta SportVan, que estará à venda no Velho Continente a partir do final de 2006. Segundo a montadora norte-americana, o modelo reúne espaço e funcionalidade das minivans com estilo invocado, que sugere esportividade. Por isso, ganhou a denominação SportVan. Na verdade, é um Fiesta hatch com detalhes que o diferenciam do restante da linha. O formato da carroceria, assim como as dimensões, são os mesmos. A aptidão de minivan está nas características naturais do modelo: posição alta de dirigir e espaço considerável para seu segmento. O Fiesta SportVan traz, na dianteira, entradas de ar mais largas e altas do que o do restante da linha e faróis de neblina. A traseira é marcada pela introdução de spoiler e de pára-choque esportivo. Na lateral, chamam a atenção as novas rodas de liga leve de 16 polegadas e 12 raios, montadas em pneus 195/45. A cabine conta com assentos diferenciados e couro no revestimento do volante e em detalhes do painel (Carsale, 26 de abril).

Faturamento do Grupo Renault cresce 5,8%
No primeiro trimestre de 2006, o faturamento do Grupo Renault atingiu 10,538 bilhões de euros, crescimento de 5,8% na comparação com os 9,961 bilhões de euros registrados no mesmo período do ano passado. O faturamento do segmento automotivo chegou a 10,055 bilhões de euros, alta de 5,8% com relação ao mesmo período de 2005. O impacto da baixa de 2,6% das vendas mundiais da Renault foi compensado, segundo a empresa, por fatores como o crescimento das atividades da rede comercial: oficinas, peças e veículos usados; e um impacto favorável do câmbio. Na Europa, a montadora francesa registrou redução de 7,1% nas vendas no primeiro trimestre de 2006. Mais da metade desta queda diz respeito a vendas menos rentáveis, numa aplicação da política comercial seletiva que se seguirá nos próximos meses. Fora da Europa, no entanto, a Renault registrou alta de 12,4% nas vendas, com suas três marcas – Renault (14,1%), Dacia (11,6%) e Samsung (7,5%).

Cadeia automotiva terá prioridade do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve concluir em dois meses estudo que visa facilitar o crédito para a cadeia automotiva, diz o superintendente da entidade para a área industrial, Carlos Gastaldoni. Em simpósio de incentivo à inovação no setor, promovido pela SAE BRASIL, representantes indicam esforços junto ao governo federal para reduzir tributos para a pesquisa. De acordo com superintendente do BNDES, a cadeia automotiva é uma entre cinco áreas de prioridade para novas políticas de incentivos aos investimentos, junto à produção de álcool, bens de capital, indústria bioquímica e agroindústria. “São áreas em que o Brasil tem alta competitividade, mas que têm gargalos específicos”, diz Gastaldoni. O estudo visa levantar as dificuldades e implementar facilidades como créditos com juros menores, prazos mais longos ou incentivar parcerias, de acordo com cada caso (Carsale, 25 de abril).

Mais alumínio nos carros americanos
De acordo com relatório organizado pela The Aluminum Association e conduzido pela Ducker Worldwide o uso de alumínio na produção de veículos de passeio na América do Norte cresceu 16% em quatro anos. Com isso, o alumínio se tornou o segundo material mais utilizado no setor em todo o planeta, superando o ferro fundido (Folha Online, 26 de abril).

Guinchos com GPS atendem Audi
A Audi está lançando uma novidade no serviço de assistência automotiva, trata-se dos guinchos com GPS. Esse novo sistema permite que o cliente que teve algum problema no carro seja prontamente localizado, acionando o reboque mais próximo. Com a tecnologia, o tempo de chegada do guincho diminui, em média, 21 minutos, mesmo em cidades congestionadas. A inovação permite ao usuário conhecer imediatamente a placa do veículo que irá atendê-lo e acompanhar a localização e velocidade de deslocamento do reboque", destaca Adriano Costa, gerente de contas da Mondial Assistance Brasil, empresa que presta o serviço para a Audi. serviço de socorro com GPS está disponível para os proprietários de veículos da marca Audi que estejam no período de garantia ou que tenham cobertura de assistência 24 horas incluída (Terra, 26 de abril).

Brasil cria carro pequeno para a Ford globalizada
Com a estratégia de trazer do México o Fusion, carro de porte médio a grande, a Ford cada vez mais solidifica o Brasil, no cenário global, como produtor de carros compactos. "Não é uma relação de exploração, mais sim de integração", disse Rogelio Golfarb, diretor de assuntos governamentais e de comunicação da empresa. "É um novo desenho global que surge." Nesse contexto, a importância da engenharia da Ford brasileira, que já desenvolve um carro compacto para os EUA, voltou a ser enfatizada por Barry Engle, 42 anos, presidente da Ford Brasil e Mercosul. Os engenheiros brasileiros estão criando um carro pequeno a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP) a partir de 2008. "É um carro que, além de atender às expectativas do brasileiro, será exportado para vários países", afirmou.

Lucro sustentado fortalece Ford no País
Os nove trimestres consecutivos de lucro da Ford na América do Sul, encabeçada pela produção brasileira, fortalecem a operação da companhia na região, cada vez mais autônoma na condução de seus próprios projetos. No balanço do último trimestre, a montadora norte-americana obteve ganho de US$ 134 milhões na América do Sul - a Ford não divulga a operação por país, só em bloco. Com a operação em todo o mundo, os lucros chegaram a US$ 458 milhões, só que as dívidas acumuladas na matriz derrubaram o resultado para US$ 1,2 bilhão negativo. A maior preocupação atual do jovem presidente da Ford no Mercosul, Barry Engle, que também preside a operação no Brasil, é conseguir ampliar a produção da fábrica de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. A companhia está deixando de ganhar dinheiro porque não consegue ter produto para atender o crescimento do mercado. Sem planos para expandir a estrutura física, em razão dos altos custos, o objetivo é maior eficiência na produção, como apressar o andamento da linha de montagem. Hoje a fábrica baiana produz um carro a cada 80 segundos. Trabalha em três turnos. "É uma equação interessante", diz Engle, 42 anos, que, com a saída de Antonio Maciel Neto da presidência da Ford na América Andina, passa a concentrar esforços no Brasil e no Mercosul. "Temos que buscar meios de fazer melhorar a produção e aumentarmos ainda mais nossa participação de mercado e, conseqüentemente, nossos lucros", afirmou. Afogada em dívidas, a matriz agradece o empenho. Com o esgotamento da fábrica baiana, a produção no ABC paulista volta a ter uma maior atenção.

Os motores flex ainda precisam de avanços
Embora tidos como um grande avanço, os bicombustíveis ainda apresentam aspectos que precisam ser melhorados. A taxa de compressão do flex usando álcool, por exemplo, é ligeiramente inferior a dos carros dedicados ao etanol, o que traz um rendimento um pouco pior. Outro aspecto é o uso do ‘tanquinho de gasolina’, que serve para partidas a frio. Segundo o gerente-executivo de desenvolvimento de motores e transmissões da Volkswagen, João Alvarez Filho, o desafio é justamente não encarecer a tecnologia. "Tudo que se faz para encarecer o carro faz com que se perca participação no mercado. Até uma variação de R$ 200,00 no preço do automóvel pode fazer com que o consumidor simplesmente troque de marca", afirmou no Simpósio Tecnologias Automotivas realizado ontem pela SAE Brasil. "Ainda temos que resolver alguns problemas e aperfeiçoar a tecnologia, mas o flex veio para ficar", disse o professor da UFMG, Ramon Molina Valle (Gazeta Mercantil, 25 de abril).

O papel da educação na inovação - 1
A SAE Brasil discutiu a inovação como caminho para o crescimento do País no seminário Tecnologias Automotivas, realizado na segunda-feira, 24, em São Paulo. Apesar de o Brasil apresentar algumas iniciativas nesse campo, como o sistema multicombustível dos motores, o setor automotivo pode estar perdendo o passo da inovação. Referência utilizada para confirmar essa tendência diz respeito ao número de patentes registradas pelo Brasil na comparação com outros países, segundo Gábor Deák, presidente da SAE Brasil. O executivo moderou o painel Aplicação da Tecnologia: o Papel da Indústria, da Universidade e do Governo e, antes de dar a palavra a Cláudio Vaz, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, CIESP, e a Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educação, comparou as patentes brasileiras, que não ultrapassaram uma centena em 2001, com o número de patentes da Coréia do Sul, mais de 10 mil naquele ano. A questão, para Souza, passa pela escassez de cursos de aprimoramento dos engenheiros e cientistas, que precisam sair do País para buscar capacitação em mestrados e doutorados. “Não houve interesse do setor privado em criar cursos para os engenheiros. A expansão no ensino superior se dá na área de humanas.” (Leandro Alves, AutoData, 25 de abril).

O papel da educação na inovação - 2
A formação de doutores no Brasil, algo como 8 mil em 2002, mostra essa carência. De acordo com estudos da Unicamp a China formou 12 mil doutores e a Índia 10 mil no mesmo período. Para Cláudio Vaz o problema tem como fonte a falta de prioridade dos governos com a educação, não só a especializada como também a educação básica. Seu ponto de vista engloba distribuição de renda, redução de impostos e maior participação da sociedade nas decisões sobre estratégias educacionais. “Quem não gosta de política pode ter a certeza de que está fadado a ser subordinado por quem gosta.” O setor produtivo, como o governo, também não tem como prioridade investir em pesquisa e desenvolvimento, P&D, relegando o conhecimento gerado no País aos fóruns acadêmicos. Enquanto no Brasil 70% de engenheiros e cientistas desenvolvem suas pesquisas em universidades e instituições de ensino, na maioria dos outros países esse pessoal altamente qualificado trabalha em laboratórios das empresas. A relação é inversamente proporcional à realidade nacional, na qual apenas 20% desses profissionais atuam no desenvolvimento de tecnologias que serão aplicadas em qualquer produto. Como veículos, por exemplo (Leandro Alves, AutoData, 25 de abril).

Workshop sobre alumínio no transporte
No próximo dia 27, a partir das 8h30, em São Paulo, SP, a Associação Brasileira do Alumínio, realizará o Workshop 2006: Alumínio em Transportes. O objetivo é reunir os profissionais do segmento para incentivar o uso do metal e apontar novos caminhos para aplicações (Webtranspo, 25 de abril).

Cai o prejuízo da Renault no Brasil
A Renault do Brasil encerrou 2005 com prejuízo de R$ 4,1 milhões. A empresa, contudo, melhorou seu desempenho na comparação com 2004, quando havia apurado um resultado negativo de R$ 284,3 milhões. O resultado foi conseguido graças ao perdão de dívidas e a um novo aporte de recursos por parte da matriz na França, que totalizaram R$ 393,2 milhões. A empresa não comenta os resultados no Brasil. Acumulando prejuízos sucessivos desde que começou a produzir no País, em 1999, a empresa já anunciou que espera fechar o primeiro resultado no azul em 2007. No início do ano, o presidente mundial do grupo, Carlos Ghosn, anunciou o plano de retomada da empresa no País que prevê a produção de cinco novos modelos de veículos na fábrica de São José dos Pinhais (PR) em três anos, com investimentos de US$ 120 milhões. Além da versão sedã do Mégane, a empresa lançará a perua do mesmo modelo e para o próximo ano está previsto o Logan, veículo de baixo custo já feito na Romênia. Considerado um sucesso de vendas na Europa, o modelo é a grande aposta da empresa para reverter os resultados negativos nos últimos anos. (Webtranspo, 25 de abril).

GM do Brasil volta ao lucro após três anos
Uma estratégia sustentada em três pilares abriu as portas para a operação brasileira da General Motors alcançar lucratividade no primeiro trimestre, o que não ocorria desde 2002. O plano se voltou a uma administração de vendas mais equilibrada no mercado interno, exportações e redução de custos de engenharia. A empresa não abre os números do balanço no país. Mas o presidente da filial brasileira, Ray Young, garante que o Brasil desta vez ajudou a região na qual está inserido a fechar no azul. O Brasil integra um grupo que inclui toda a América do Sul, Oriente Médio e África do Sul, que alcançou lucro de US$ 56 milhões nos primeiros três meses do ano. No mesmo período de 2005, a região já tinha fechado no azul, com lucro de US$ 31 milhões (Correio do Povo, 25 de abril).

SsangYong mostra substituto do Musso
A montadora sul-coreana SsangYong apresenta a primeira imagem do Actyon Sports, picape que substituirá o Musso. Na comparação com o veículo comercializado atualmente, a novidade conta com linhas mais robustas e modernas. Conhecido como projeto Q100, o Actyon Sports é baseado na linha Actyon, já disponível no mercado sul-coreano. Sua estréia mundial acontece na quinta-feira (27), durante a abertura do Salão de Busan (Coréia do Sul). Na ocasião, a SsangYong divulgará mais detalhes sobre o modelo (Carsale, 25 de abril).

Ronaldo recebe novo Audi Q7 4.2
O atacante brasileiro Ronaldo acaba de receber um novo Q7 4.2 FSI pelas mãos da Audi. A montadora alemã á patrocinadora do Real Madrid, equipe espanhola pela qual compete o jogador. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa disponibiliza seus modelos topo de linha para uso dos craques e equipe técnica do time de futebol. Além do "Fenômeno", o brasileiro Roberto Carlos, David Beckham, Thomas Gravessen, Raul e Zinedine Zidane também optaram pelo novo utilitário esportivo da Audi, na versão 4.2 FSI. Jogadores menos badalados, entre eles os brasileiros Robinho, Cicinho e Júlio Baptista, receberam exemplares do Q7 3.0 TDI, a diesel (Carsale, 25 de abril).

O transatlântico está parando
Paulo Butori, presidente do Sindipeças
Causa estranheza a jornalistas e representantes do governo que as exportações brasileiras de autopeças se mantenham crescentes apesar da desfavorável valorização do real frente ao dólar. Há quem julgue que nossa reclamação não passa de “outra choradeira de empresários”. O erro desse julgamento está na visão imediata do problema. Infelizmente os efeitos danosos já estão a caminho. Os principais clientes das autopeças brasileiras em outros países são as montadoras. Participamos de projetos e nos comprometemos com o fornecimento por tempo rigorosamente determinado nos contratos. Romper negócios externos é decretar o próprio desaparecimento naquele mercado. O jeito então é seguir entregando produtos negociados quando as condições comerciais eram melhores. Mas e os novos negócios? Seguramente diminuirão, como já é possível observar em outros setores industriais. Podemos comparar o que ocorre com nosso setor a um transatlântico que está sendo freado. Ele não pára de repente, mas pára. As exportações têm nos ajudado a enfrentar a falta de crescimento do mercado interno, que quase uma década depois ainda não recuperou os patamares registrados no antológico ano de 1997. Este ano, os embarques de autopeças podem chegar a US$ 8,2 bilhões, 9,5% mais que em 2005, com superávit de US$ 900 milhões. O número é bom, mas poderia ser bem melhor, repetindo saldo positivo histórico de mais de US$ 1 bilhão. Quando o remédio é mais forte que o necessário, o doente pode morrer (25 de abril).

GM reagiu mais rápido que o esperado
O lucro líquido obtido no primeiro trimestre pela General Motors do Brasil foi um dos destaques do balanço da corporação. Segundo o seu presidente no Brasil, Ray Young, todas as regiões melhoraram o desempenho com relação ao primeiro trimestre de 2005. No entanto, mesmo com a venda de veículos em alta, o reforço de caixa com a venda de participação na Suzuki, Isuzu e GMAC, e o acordo com o sindicato dos metalúrgicos, UAW, sobre os planos de saúde, a GM Corp. amargou perdas de US$ 323 milhões no primeiro trimestre. É o sexto trimestre consecutivo de prejuízos. “Não estamos comemorando, mas respirando”. No mesmo período do ano passado as perdas somaram US$ 1,3 bilhão. O faturamento mundial deste janeiro-março, de acordo com Young, foi recorde: US$ 52,2 bilhões. A empresa também destacou que o prejuízo da área automotiva recuou 50%, passando de US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2005 para US$ 721 milhões. A GM comercializou 2,2 milhões de automóveis em trê s meses, aumento global de 4,4% (Leandro Alves, Boletim AutoData, 22 de abril).

Mercedes-Benz apresenta novos Classe B e R
A DaimlerChrysler do Brasil prossegue com sua estratégia de ampliação da gama de modelos direcionados ao mercado brasileiro. Com a descontinuidade da produção do Classe A produzido no Brasil, a Mercedes-Benz vende unicamente veículos importados. Entre eles está o Classe A fabricado na Alemanha. Esse automóvel, com mais tecnologia e caro, mostra um surpreendente nível de aceitação, pois trata-se de um modelo que custa em torno de R$ 115 mil, mais que o dobro do Classe A brasileiro. Ontem, em São Paulo, foi a vez de a Mercedes apresentar os modelos Classe B e R, atrações da marca em recentes salões internacionais, como os de Detroit e de Genebra. O Classe B, segundo o responsável pela área de desenvolvimento de produto da DC do Brasil, Rogério Montaigner, é um automóvel que se adapta a todas as necessidades: para família, lazer ou dia-a-dia. Uma de suas principais características de alta tecnologia é o conceito 'sanduíche', que dispõe o motor e a transmissão à frente e debaixo do habitáculo do veículo, economizando espaço, enfatiza o executivo. É compacto, com 4270mm de comprimento, mas a grande distância entre eixos de 2778mm permite um espaço de acomodação nos assentos similar ao da Mercedes Classe S, acrescentou. A modularidade interna permite total rebaixamento dos bancos, excetuando, obviamente, o do motorista. Esse rebatimento amplia a capacidade de carga para 1645 litros (Correio do Povo, 20 de abril).

Ford prepara o lançamento do Fusion
O Fusion, carro médio que foi uma das principais atrações da Ford no Salão de Detroit, em janeiro deste ano, será apresentado à imprensa especializada domingo, em Florianópolis. O vice-presidente de design da montadora, J. Mays, destaca que 'o Fusion sintetiza uma nova linguagem visual da Ford, mais atraente e emocional'. Produzido na fábrica da Ford em Hermosillo, no México, é um carro que, mesmo parado, parece romper limites, define o executivo. É a grade frontal, imponente, com suas três barras horizontais que dá o tom do Fusion. É um design poderoso que muda completamente o conceito do carro americano médio, até então associado à falta de criatividade, acrescentou Mays. Para Brian Vought, chefe de engenharia do Projeto Fusion, 'o design forte deve ser seguido por uma arquitetura e uma engenharia à altura da aparência externa. E nós passamos um tempo muito longo, aprimorando a dirigibilidade do Fusion', afirmou. O resultado das simulações virtuais é de mais de um milhão de quilômetros rodados, resultando em um carro com uma tremenda sensibilidade direcional, salientou Vought. 'Ou seja, um carro que responde imediatamente, preciso às solicitações do motorista', enfatizou (Correio do Povo, 20 de abril).

Marca chinesa fará cidade do automóvel
O primeiro produtor de automóveis privado da China, a Geely, vai abrir uma fábrica perto de Xangai, no leste do país, para produzir 1 milhão de automóveis por ano. A Geely vai investir 18,8 bilhões de iuanes (2,35 bilhões de dólares) para construir a unidade. O objetivo é construir uma verdadeira cidade do automóvel, em Cixi, nos arredores de Ningbo (província de Zhejiang). A Geely, fundada em 1986, já exporta para Venezuela e Honduras, e está preparando sua entrada no Chile, com projetos para vender nos EUA e na Europa. A cidade do automóvel deverá ficar pronta em 2016, segundo o jornal 'Oriental Morning News'. O presidente da companhia, Li Shufu, espera produzir 2 milhões de carros até 2015, sendo 1,3 milhão para exportação. A produção atual é de 200 mil por ano (10 mil para exportação). (Correio do Povo, 20 de abril).

Volks antecipa R$ 2,2 mil de PLR aos funcionários
Os representantes dos trabalhadores da Volkswagen conquistaram da montadora alemã a antecipação do pagamento da primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) no valor de R$ 2,2 mil para o dia 12 de maio próximo. A reivindicação foi feita nesta quarta-feira à tarde por sindicalistas em reunião com executivos da multinacional. Há mais de um mês, encontros semanais são realizados para dar andamento às negociações da PLR deste ano. Durante o encontro, os sindicalistas solicitaram a antecipação da PLR alegando que os trabalhadores estariam inquietos com a demora na definição da empresa em relação ao primeiro pagamento. No mesmo período do ano passado, o adiantamento já havia sido concedido aos metalúrgicos. Na reunião, os executivos disseram que precisariam avaliar a solicitação e somente emitiram uma resposta aos representantes dos trabalhadores às 22h, por telefone (Diário do Grande ABC, 20 de abril).

Procura por carro usado está maior
Apesar de ainda abaixo das expectativas da maior parte dos lojistas, a comercialização de veículos usados nas revendas independentes apresentou resultados positivos em março. O volume de negócios cresceu 2,5% em relação a fevereiro, atingindo um total de 80.447 unidades vendidas, segundo dados da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo). Se comparado a março do ano passado, o resultado é ainda melhor, com uma alta de 37,8% no número de unidades comercializadas. Segundo a pesquisa da entidade, os veículos populares, equipados com motor 1.0, lideraram as vendas de usados. A comercialização desses automóveis, que costuma ter um giro muito rápido na revenda, respondeu por 68% dos negócios realizados em março. Por aqui, na média, os negócios permaneceram praticamente estáveis em março, se comparados ao mês passado. No comparativo com março do ano passado, os lojistas apontam ligeira melhora este ano, mas longe do crescimento de quase 40% nas vendas verificado no Estado (Diário do Grande ABC, 20 de abril).

Motor flex: a corrida entre as japonesas instaladas no Brasil
Tanto Honda como Toyota já confirmaram que vão produzir motores flexíveis álcool-gasolina no Brasil, numa corrida particular entre as duas principais marcas japonesas que possuem fábricas no País. A Honda confirmou que no início do segundo semestre terá à venda um dos seus modelos com essa tecnologia. O presidente da empresa, Tetsuo Iwamura, não quis adiantar se seria o Fit ou o novo Civic, que será lançado na próxima semana. Mas, fontes do mercado garantem que o monovolume compacto, o Fit, será o escolhido porque compete numa faixa de preço na qual todos os principais concorrentes, diretos e indiretos, oferecem motores capazes de funcionar indiferentemente com álcool ou gasolina. A Bosch brasileira já fornece sistemas de injeção de combustível - o componente fundamental dos flex - para a Honda, o que facilita bastante. No início do ano, surgiram rumores de que a Toyota tentaria surpreender e colocar no mercado, antes da Honda, o motor flex de 1.600 cm³ no Corolla. Na realidade, a Toyota depende de fornecedores japoneses que passam longe de qualquer intimidade com o assunto, embora esta seja uma tecnologia sem grandes segredos (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Volkswagen adia decisão sobre Pischetsrieder
O conselho supervisor da Volkswagen decidiu ontem retardar uma decisão a respeito da renovação contratual do principal executivo Bernd Pischetsrieder, após semanas de especulações sobre sua permanência na direção da maior montadora européia. O conselho da Volkswagen decidiu não abordar esse assunto durante sua presente reunião que terminará hoje, anunciou a empresa com sede em Wolfsburg, Alemanha. O atual contrato de cinco anos expira em abril do próximo ano. É comum entre as empresas alemãs decidir sobre prorrogações contratuais com muita antecedência (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Panamá dá partida para o novo canal
O presidente do Panamá, Martín Torrijos, anunciará na próxima semana um plano para modernizar o canal interoceânico, projeto que exigirá investimentos de US$ 8 bilhões e que se espera será ratificado em um referendo neste ano. A modernização do canal incluirá a construção de um terceiro jogo de comportas para possibilitar a passagem dos enormes navios conhecidos como Post Panamax, que atualmente não podem utilizar a rota que une os oceanos Atlântico e Pacífico (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Projeto piloto será política permanente
O Projeto Piloto de Investimentos do Ministério dos Transportes para execução de obras em infra-estrutura com recursos do superávit primário vai prosseguir até 2007. Em 2008, passará a ser política permanente. Os primeiros repasses, de R$ 2,2 bilhões, começaram ano passado. De acordo com o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, José Augusto Valente, os recursos aplicados até agora custearam obras como a duplicação da rodovia Uberaba-Uberlândia (MG), duplicação do trecho entre Palhoça (SC) e Osório (RS) e da rodovia Brasília (DF)-Goiânia (GO) (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

EcoRodovias anuncia plano até 2010
A concessionária rodoviária EcoRodovias, que administra a Ecovias em São Paulo e no Paraná e a Ecosul no Rio Grande do Sul, anunciou investimentos de R$ 172 milhões este ano nos trechos administrados. Segundo o diretor presidente do Grupo EcoRodovias, Marcelino Rafart de Seras, até 2010 as empresas do grupo terão aportado R$ 2,6 bilhões em obras de manutenção. "De 1998, quando começamos a operar, a 2005 os investimentos somaram R$ 1,65 bilhão. Temos ainda para aportar mais R$ 1 bilhão somente nos trechos já operados pelo grupo", afirmou o executivo. "Isso faz parte do nosso plano de expansão, que prevê ainda a aquisição de outras empresas no País", ressaltou o executivo (Gazeta Mercantil, 20 de abril).

Goodyear aguarda autorização para novo investimento
A filial brasileira da Goodyear aguarda da matriz, nos Estados Unidos, autorização para fazer um investimento em novas tecnologias para a produção de pneus de carros de passeio. Mas pesa contra o Brasil um problema que cada vez mais preocupa o presidente da operação (Valor, 20 de abril).

GM tem prejuízo pelo sexto trimestre consecutivo
A General Motors registrou nesta quinta-feira seu sexto prejuízo trimestral consecutivo, enquanto a montadora luta para reduzir os altos custos trabalhistas e de planos de saúde. A maior montadora de carros do mundo divulgou perda líquida de 323 milhões de dólares no primeiro trimestre, contra prejuízo de 1,3 bilhão de dólares no mesmo período do ano anterior. A GM, que perdeu 10,6 bilhões de dólares em 2005, teve aumento de pouco mais de 4 por cento nas vendas mundiais de veículos no trimestre, mas registrou recuo de 5 por cento no mercado dos Estados Unidos, onde a estratégia da companhia depende da nova linha de veículos esportivos utilitários. As receitas subiram para 52,2 bilhões de dólares, ante 45,8 bilhões de dólares no mesmo intervalo de 2005. Excluindo itens extraordinários, mas incluindo despesa antes dos impostos de 1 bilhão de dólares com planos de saúde, a GM teve prejuízo de 529 milhões de dólares, ou 0,94 dólar por ação. Analistas, em média, tinham previsto perda de 0,42 dólar por ação, segundo consultas feitas pela Reuters (Valor, 20 de abril).

VW oferece rastreador para a Saveiro
A Volkswagen passa a oferecer sistema de monitoramento à distância para a Saveiro, segundo anúncio feito pela montadora ontem (19). A picape é o terceiro modelo da marca a dispôr desse recurso. Antes dela, apenas o Golf e a Parati ofereciam o equipamento, que é instalado na rede de revendas da VW. O sistema foi desenvolvido pela empresa Crown Telecom e, de acordo com a VW, tem garantia de fábrica e não agrega custo ao preço final do veículo. No entanto, o equipamento é oferecido apenas em concessionárias da Grande São Paulo, Campinas e Grande Rio de Janeiro. O sistema permite captar o posicionamento de veículo - por meio da tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global) e satélite - e transferir dados de localização para a base da Crown Telecom. Para dispor de comunicação abrangente, a empresa usa a tecnologia da telefonia celular GSM/GPRS (Carsale, 20 de abril).

Irã cancela projeto de produção do Logan
O governo iraniano suspendeu o projeto de produção do Logan em seu território, em parceria com a Renault, informam as agências internacionais. O motivo do rompimento do acordo seria a disputa sobre a exportação do veículo. Além de outras exigências, como a utilização da plataforma para a construção de outros modelos, e o país requer uma parte das exportações da montadora. A Renault havia criado uma joint-venture com uma empresa iraniana para a produção do modelo já em 2006. Apesar do impasse, a montadora francesa afirma que trabalha com o governo iraniano em busca de solucionar o problema. O investimento era visto com bons olhos pelo país para a geração de empregos para a população jovem (Carsale, 20 de abril).

Troller lançará Pantanal com cabine dupla
A Troller promoverá a estréia da versão cabine dupla de sua picape Pantanal no Salão do Automóvel, que acontece entre os dias 19 e 29 de outubro em São Paulo (SP). O modelo será a grande atração do estande da montadora nacional na mostra automotiva. Segundo Mário Araripe, presidente da empresa, as vendas da Pantanal cabine dupla começam ainda no segundo semestre de 2006. A picape Pantanal foi lançada este ano, na configuração cabine simples, com opção de tração 4x2 e 4x4 e motor 3.0 eletrônico, da MWM-International. Segundo Araripe, é um veículo voltado para o trabalho, com porte semelhante ao da Ford F-250. Ainda de acordo com o presidente da Troller, a montadora estuda um novo modelo, cujo projeto já está definido. Se este for aprovado, o lançamento do carro definitivo deverá ocorrer no final do ano que vem (Carsale, 20 de abril).

As regras para transportar crianças
Seminário organizado pela Universidade Estadual de Campinas, SP, em 5 de maio próximo, discutirá propostas ao Contran sobre o transporte em automóveis de crianças até dez anos de idade. Até agora falta uma regulamentação clara sobre os meios de retenção corretos para o caso de acidente. Iniciativa meritória do prof. Celso Arruda (Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de abril).

Flexibilidade no atendimento das concessionárias
Micros de mão encontram aplicações em várias atividades, inclusive atendentes nos restaurantes. Até agora ninguém havia pensado em utilizá-los situações mais úteis, como os consultores das concessionárias. A Audi acaba de iniciar a implantação do sistema na sua rede brasileira. A velocidade de atendimento sobe até 50% em relação ao sistema antigo, permitindo mobilidade e interatividade (Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de abril).

Melhoram as condições nas estradas
A equipe do Guia Rodoviário 2006, já nas bancas, constatou que houve uma redução de 40% nas más condições das rodovias de maior movimento, no ano passado. Ainda assim, existem 3.176 quilômetros muito ruins. Não se sabe, entretanto, quanto tempo vai durar o que foi consertado. As seis melhores estradas estão em São Paulo. A primeira rodovia federal só aparece em sétimo (Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de abril).

Toyota prepara carro flex para o Brasil
A Toyota Motor planeja vender veículos movidos a álcool nos Estados Unidos até 2008, seguindo o exemplo das montadoras domésticas General Motors e Ford Motor, publicou o Financial Times nesta quarta-feira, citando um executivo da companhia japonesa. Uma porta-voz da Toyota em Tóquio reconheceu que a montadora estava desenvolvendo veículos bicombustíveis, principalmente para o mercado brasileiro, que aderiu ao etanol, mas preferiu não revelar planos de produtos específicos. "Estamos prosseguindo com o desenvolvimento de carros a base de etanol para o Brasil, mas para outros mercados estamos descobrindo primeiro quais as necessidades existentes", disse ela. A Toyota, líder de mercado nos veículos híbridos movidos por eletricidade e gasolina, resistia à tecnologia por preocupações sobre o alto impacto de corrosão do etanol nas peças de borracha do motor, informou o Finantial Times. As montadoras dos EUA produziram cerca de 6 milhões de veículos flex-fuel, com muitos funcionando a base de mistura de combustíveis com 85 por cento de etanol, ou álcool etílico, e 15 por cento de gasolina (Folha Online, 19 de abril).

Frota de motos atinge 5,4 milhões de unidades
A frota brasileira de motocicletas mais que dobrou nos últimos cinco anos. Rodam pelo País hoje aproximadamente 5,4 milhões de motos, quase metade delas seminovas, com até três anos de uso. Em 2000, beirava a 2,5 milhões a quantidade de motos em circulação. No mesmo período, a frota nacional de automóveis e caminhões cresceu 15,6%, para 23,2 milhões de unidades. Baixas prestações e alternativa ao trânsito pesado das grandes cidades são as principais justificativas para o crescimento acelerado do mercado de duas rodas, dizem analistas. De acordo com pesquisa recém concluída pelo Sindipeças, 56% das motos em circulação são de modelos com 105 a 135 cilindradas. Versões com 150 a 200 cilindradas correspondem a 18% da frota e as de 50 a 100 a 16%. As motocicletas acima destas potências, respondem por 3% do total. "É um meio de transporte mais popular, mais barato", o pesquisador do Sindipeças, Sven Dinklage (Diário do Grande ABC, 19 de abril).

BNDES empresta R$ 49,7 milhões para Volks
O BNDES financiará um total de R$ 497,1 milhões para a Volkswagen do Brasil – o que representa 54% dos investimentos totais de R$ 920,9 milhões que a empresa fará na expansão da produção e atualização de design nos modelos Fox e CrossFox, além de melhorias no processo produtivo nas unidades industriais de São Bernardo, Taubaté e São Carlos. Segundo o banco, os investimentos estão voltados para incremento nas exportações da empresa. A produção do Fox é destinada ao mercado interno e à exportação para a América Latina e Europa. O BNDES afirma que o projeto de melhorias nas unidades industriais inclui adequação na linha de produção de motores da Volkswagen do Brasil para atendimento à legislação ambiental (Diário do Grande ABC, 19 de abril).

Usiparts, no azul, busca um parceiro
Considerada por muitos anos o "patinho feio" do exuberante sistema Usiminas, a estamparia Usiparts ganhou fôlego ao conseguir reverter prejuízos acumulados desde 1999 e prepara-se para um novo ciclo: vai receber investimentos de R$ 45 milhões para modernizar a unidade de Pouso Alegre (MG) e parte em busca de um parceiro no exterior para troca de tecnologia. "Procuramos uma empresa que possa nos colocar em contato com as últimas inovações e assim agregar valor a nossos produtos e serviços", afirmou ao Valor Flávio Del Soldato, presidente da Usiparts. A parceria pode envolver a venda de uma participação da Usiparts. O executivo, que também é vice-presidente do Sindipeças, admite que a empresa mantém negociações com uma multinacional, mas descarta que vai se desfazer do negócio, apesar dos inúmeros boatos surgidos nos últimos anos sobre a venda da empresa (Valor, 19 de abril).

Dyna: lucro cai, mas exportação é mantida
A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de pára-brisa, fechou 2005 com lucro líquido de R$ 305,5 mil, segundo balanço financeiro divulgado pela empresa. O resultado inferior aos R$ 3,745 milhões registrados em 2004, segundo o diretor financeiro da empresa, Lusmar Gomes, é decorrente da forte valorização do real frente ao dólar. "Por causa do câmbio a participação do lucro na receita líquida da empresa que, em 2004 foi de 4,75%, caiu para 0,36% neste ano", disse a este jornal o diretor financeiro da empresa. "Mesmo com a rentabilidade menor em relação ao ano anterior conseguimos manter os pedidos dos clientes no exterior depois de implantar um forte trabalho de redução de custos, que garantiu economia de 10% com matéria-prima - após negociação de preço com os fornecedores de aço - e 30% com frete, após eliminar o serviço de seguros cobrado pelos transportadores", explicou o executivo da empresa. Com essa estratégia a Dyna conseguiu aumentar o volume de produção de peças para exportação de 3,9 para 5 milhões de unidades em 2005. "Não abrimos mão de nenhum cliente no exterior", destacou o diretor geral da empresa, Celso Liberal (Gazeta Mercantil, 19 de abril).

PSA fechará fábrica na Inglaterra até 2007
A PSA Peugeot Citroën decidiu fechar em 2007 a atividade da sua fábrica britânica de Ryton, perto de Coventry, o que implicará na eliminação de 2,3 mil postos de trabalho, anunciou ontem a montadora francesa em um comunicado. Essa iniciativa, anunciada pela direção da montadora aos trabalhadores e aos sindicatos, será realizada em duas etapas: redução de duas para uma equipe de trabalho em julho de 2006, e encerramento definitivo da produção em meados de 2007, segundo o comunicado (Gazeta Mercantil, 19 de abril).

Hyundai revela Elantra 2007 em NY
A Hyundai apresenta no Salão de Nova York (EUA), que termina no próximo dia 23, a linha 2007 do sedã Elantra. O carro está mais largo e alto do que seu predecessor, além de trazer estilo diferenciado e novos itens de segurança. Entre eles estão seis airbags, freios ABS com EBD, chassi renovado, suspensão independente, apoios para cabeça ativos e cintos de segurança com tensionadores nos cinco assentos. O estilo do Elantra segue as diretrizes inauguradas pelo novo Santa Fe, apresentado no ano passado. Sob o capô está o propulsor 2.0 16V, de 138 cavalos. Há opção de câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. O Elantra 2007 chega ao mercado norte-americano no último trimestre deste ano, tendo como principais concorrentes Toyota Corolla e Honda Civic (Carsale, 19 de abril).

Ford deixa de produzir motor Supercharger
A Ford encerrou em abril a produção do motor 1.0 Supercharger, que equipava a versão de entrada do EcoSport e a intermediária do Fiesta. Equipado com compressor mecânico, o propulsor tem potência de 95 cavalos, 30 cv a mais que o 1.0 da linha Fiesta. Ele foi lançado em 2002, época em que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) era vantajoso para carros com esta cilindrada. Entretanto, a mudança na política tributária deixou competitivo o preço de modelos com cilindradas superiores. Além disso, os proprietários de modelos equipados com o Supercharger sempre reclamaram de seu nível de ruído e consumo elevado. Por isso, este nunca empolgou o consumidor, e a Ford resolveu encerrar sua produção (Carsale, 19 de abril).

Enquete: cai interesse por bicombustível
Para a maioria dos internautas que participaram da última enquete veiculada por Carsale, ter um carro bicombustível deixou de valer a pena. Do total de 1.415 votos registrados na pesquisa, cuja pergunta foi "Continua valendo a pena ter um carro bicombustível?", 52,37% deles (741 votos) foram para a opção "não". O "sim" ficou com 47,63%, ou 674 acessos. A pesquisa foi motivada pelos sucessivos reajustes do preço do álcool nos últimos meses, em razão da queda na produção. Até então, um dos principais atrativos dos chamados veículos flexfuel, além da vantagem de poder optar pelo tipo de combustível na hora de abastecer o carro, era o menor preço do álcool na bomba (Carsale, 18 de abril).

General Motors exportará peças de Taiwan
A General Motors anunciou que irá exportar autopeças de sua joint venture chinesa em Taiwan. Essa é a primeira vez que a empresa norte-americana fornecerá peças de sedãs da China. A Shanghai General Motors, joint venture entre a GM e a SAIC Motor, exportará peças dos sedãs Buick LaCrosse com motores de 3 litros e 2,4 litros, provenientes de sua fábrica em Xangai, a partir de junho, para remontagem em Taiwan, disse a unidade ontem. Guo Fenglan, executivo do setor de comunicações da Shanghai GM, se recusou a revelar quantas autopeças serão vendidas em Taiwan. As montadoras na China, incluindo a Volkswagen e Honda Motor, passam a fabricar para os mercados estrangeiros, em vez de produzir exclusivamente para o mercado nacional. A Honda começou a exportar carros fabricados na China para a Europa no ano passado. A Volkswagen pretende comprar US$ 1 bilhão em peças na China este ano para uso no estrangeiro (Gazeta Mercantil, 18 de abril).

GM descobre no acessório nova fonte de receita
A GM descobriu nos acessórios nova forma de ganhar dinheiro no mercado brasileiro. "Após o lançamento do Celta, em setembro de 2000, a GM percebeu o potencial de crescimento que tem esse mercado e decidiu criar um departamento exclusivo para esse setor, com uma equipe totalmente dedicada a esse produto", disse Luiz Carlos Lacreta, diretor de pós-venda da montadora. No ano passado, a venda de acessórios garantiu à montadora um faturamento de R$ 90 milhões, 34,3% superior aos R$ 67 milhões registrados em 2004. Para 2006, a estimativa de Lacreta é que a venda de acessórios tenha um crescimento de 47%. Além do mercado brasileiro, em que já oferece mais de 500 itens de acessórios para todos os seus modelos, a GM estenderá o negócio para a sua subsidiária na Argentina (Gazeta Mercantil, 18 de abril).

1ª fábrica privada da China investe US$ 2,35 bi
O primeiro produtor de automóveis privado da China, a Geely, vai abrir uma fábrica perto de Xangai, no leste do país, para produzir um milhão de automóveis por ano, informou ontem a imprensa local. A Geely vai investir 18,8 bilhões de iuanes (€ 1,925 bilhão, ou US$ 2,35 bilhões) para construir a unidade. O objetivo é construir uma verdadeira "cidade do automóvel" em Cixi, nos arredores de Ningbo (província de Zhejiang), aproveitando a ponte que a partir de 2008 vai ligar a localidade a Xangai, passando sobre 36 quilômetros de mar. A montadora chinesa afirmou que vai convidar os fornecedores de autopeças a também se instalarem no novo pólo. O porto de águas profundas de Beilun, em Ningbo, faz do lugar um ponto ideal para a exportação de veículos. A Geely, fundada em 1986, já exporta para Venezuela e Honduras, e está preparando sua entrada no Chile, com projetos para vender nos Estados Unidos e na Europa. A "cidade do automóvel" deverá ficar pronta em 2016. O presidente da companhia, Li Shufu, disse que espera produzir até dois milhões de carros até 2015, sendo 1,3 milhão para a exportação. A produção atual é de 200 mil por ano (10 mil para a exportação), acima dos 150 mil fabricados em 2005, dando à empresa 5,25% do mercado chinês (Gazeta Mercantil, 18 de abril).

Ford reedita Mustang California Special
A Ford está fazendo de tudo para manter o Mustang sob as luzes dos holofotes, enquanto as versões definitivas do Dodge Challenger e do Chevrolet Camaro não chegam. A novidade agora é a reedição da série California Special, lançada na década de 1960 e que pode ser vista no Salão de Nova York, evento que acontece até o próximo dia 23. O GT California Special original foi lançado em 1968 como uma série limitada do Mustang cupê, mas foi disponibilizado apenas para concessionárias da Ford na Califórnia. Desta vez, ele será oferecido em todas as revendas dos EUA, nas versões cupê e conversível, a partir de meados desse ano (Folha Online, 18 de abril).

Maciel: saída surpreende setor de autopeças
A saída de Antonio Maciel Neto, da Ford Motor Company do Brasil, surpreendeu o setor de autopeças, que atribuiu a ele o reconhecimento da marca no mercado brasileiro. "Maciel Neto fez uma excelente gestão na Ford do Brasil, construiu uma nova relação com os empregados, com os fornecedores e com a imprensa brasileira e deixa a Ford bem posicionada no Brasil", disse Wilson Rocha que é o diretor de desenvolvimento de negócios e tecnologia da TRW Automotive (Gazeta Mercantil, 17 de abril).

Venda quadruplica com lei de emissão nos EUA
A participação de mercado dos Estados Unidos em carros e picapes a diesel praticamente quadruplicará até o ano de 2015 quando as montadoras atenderem às exigências de economia de combustível e as normas estaduais sobre emissões de gases se tornarem uniformes, informou a J. D. Power & Associates. Os veículos a diesel vão ser responsáveis por 11,8% das vendas nos Estados Unidos até 2015, que cresceram a partir dos 3,2% no ano passado. A participação mundial desses carros e de caminhões vai aumentar de 24,7% para 34,2%, nesse período. Nos Estados Unidos, "os veículos a diesel estarão em condições de atender às normas em todos os 50 estados e há o desejo de reduzir as emissões de gases e as preocupações com a dependência do petróleo importado", afirmou Alastair Bedwell, gerente sênior da J. D. Power Automotive Forecasting, de Surrey, na Inglaterra (Gazeta Mercantil, 17 de abril).

Real valorizado baixa preço dos veículos de luxo
Automóveis, notadamente os de luxo, se destacaram entre as compras de bens importados neste início de ano. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que o valor total dos veículos vindos de outros países cresceu 57% nos três primeiros meses em comparação com igual período do ano passado. Principalmente os consumidores que dispõem de recursos em torno de R$ 100 mil para comprar um carro, aproveitaram a valorização do real, que estimulou os importadores a reduzir preços. Há um ano, o luxuoso Touareg, modelo alemão da Volkswagen, era vendido a R$ 315 mil. No fim de semana os concessionários ofereciam o mesmo carro por R$ 280 mil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a importação de automóveis totalizou US$ 274 milhões de janeiro a março. No primeiro trimestre do ano passado, os carros trazidos de outros países somaram US$ 174 milhões. Com esse salto, a participação desse produto nas importações totais do Brasil aumentou de 1,1% para 1,4% (Valor, 17 de abril).

Ford deixa de oferecer 1.0 Supercharger
Passada a grande onda dos modelos com motor 1.0, a Ford deixa, a partir deste mês, de oferecer a versão Supercharger do Fiesta, do Fiesta Sedan e do EcoSport. Com compressor, o propulsor gerava 95 cv (cavalos), 10 cv a menos que o 1.6. A pequena diferença de potência era só um de seus problemas. Os consumidores reclamavam do gasto excessivo de gasolina. E, por fim, o custo de produção, elevado se comparado com o do motor de oito válvulas, só compensava pelo benefício do IPI. A Ford informa que deixou de oferecer o motor Supercharger porque os clientes passaram a dar prioridade às opções bicombustíveis. Segundo a empresa, não haverá interrupção no fornecimento de peças nem no atendimento a clientes (Folha Online, 17 de abril).

Celta sofre plástica e preço cai R$ 60
Foram cinco anos e sete meses sem alterações no visual e mais de 600 mil unidades produzidas na fábrica de Gravataí (RS). Após tanto tempo apostando nas linhas do Celta, a Chevrolet resolveu dar nova cara a seu carro de entrada. E não mudou pouco. A começar pelo preço, trouxe bons atrativos: antes era vendido a R$ 24.550 (versão 1.0 Life de duas portas); agora, a linha 2007 parte de R$ 24.490 - pela internet, o modelo pode ser adquirido por R$ 23.960. Com modificações na carroceria e no interior, o novo Celta tem inegável semelhança - guardadas as proporções - com o Vectra, principalmente na dianteira. Novos faróis, grade e pára-choque o deixam com aspecto de carro maior e, por isso mesmo, sugerem a comparação com o sedã - a estratégia de marketing da montadora preocupa-se em apresentar um carro robusto, que "encara qualquer parada". O interior melhorou, em alguns pontos, uma velha reclamação dos proprietários do Celta: acabamento espartano (Folha Online, 17 de abril).

Fiat vende motores a gás natural à China
A Fiat Powertrain Technologies, empresa do Grupo Fiat, fechou acordo com a Sociedade de Transportes Públicos de Pequim, para o fornecimento de mil motores movidos a gás natural. Eles equiparão ônibus urbanos fabricados no país e que circulam pela capital chinesa. A iniciativa faz parte de um programa de cooperação entre o Ministério Italiano do Meio Ambiente e o governo chinês, cujo objetivo é favorecer a mobilidade sustentável da população de Pequim, tendo em vista os próximos Jogos Olímpicos, a serem realizados na cidade em 2008. O projeto prevê ainda a elaboração de estudos de viabilidade e programas de conservação e renovação dos recursos naturais, eficiência energética, agricultura sustentável e a criação de tecnologias de transporte com baixas emissões de poluentes, além do desenvolvimento de cursos de formação ambiental. Não é a primeira vez que a Fiat Powertrain Technologies fornece motores a gás natural ao governo de Pequim, mas trata-se de um dos maiores lotes desse tipo de propulsor. Entre 2002 e 2004, a FPT enviou 320 motores à capital chinesa (Carsale, 17 de abril).

Ford anuncia recall do Focus
A Ford está convocando proprietários de 29.173 Focus a comparecer às concessionárias da marca para que seja realizada a troca do tubo de vácuo do servofreio. A montadora detectou um problema na soldagem da peça que provocar trinca ou ruptura na válvula do componente. Os modelos envolvidos no recall foram produzidos em 2004 e 2005. De acordo com a Ford, não existe risco de perda da capacidade de frenagem do veículo. Porém o defeito pode exigir que o motorista pise com mais força no pedal do freio, para garantir a eficiência do sistema (Carsale, 17 de abril).

Produção da Yamaha vai para Manaus
A Yamaha irá transferir até o final do ano toda a produção de Guarulhos (SP) para a sua unidade de Manaus. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, essa transferência já estava nos planos desde 1985, quando a fábrica da Yamaha foi inaugurada no Pólo Industrial de Manaus, dependendo apenas da concretização da ampliação - que deve ser finalizada até o fim do ano. Atualmente são produzidas em São Paulo apenas algumas peças, como engrenagens e campo de motor, que correspondem a cerca de 10% da produção total. Grande parte dessas peças chega semi-acabadas de outros lugares, recebe o acabamento e é enviada para a unidade de Manaus. Agora, a empresa centralizará toda a produção, reduzindo custos (Webtranspo, 17 de abril).

Muda controle da Collins & Aikman no País
A International Automotive Components Group Brazil anunciou na semana passada que completou a compra da maioria das ações das operações no Brasil da Collins & Aikman, fabricante de autopeças, que está em concordata. O controle da Collins & Aikman no Brasil inclui a aquisição de 100% da Permali do Brasil Indústria e Comércio Ltda. e aproximadamente US$ 42,8 milhões de empréstimos entre companhias a Plascar Indústria de Componentes Plásticos Ltda. A International Automotive Components Group Brazil é uma empresa conjunta formada por WL Ross & Co. e Franklin Mutual Advisers, duas empresas de investimento dos Estados Unidos. No Brasil, a Per