
ABRIL
2006
Nissan:
lucro líquido de US$ 4,57 bilhões
Com seu ano fiscal findado em 31 de março de 2006, a Nissan anunciou
esta semana que seu lucro líquido consolidado em 2005 foi de US$
4,57 bilhões, 1,1% superior ao ano anterior e representa um recorde
pelo sexto ano consecutivo. O faturamento líquido da companhia
totalizou US$ 83,21 bilhões, um crescimento de 9,9% em relação
a 20004. O lucro operacional foi de US$ 7,69 bilhões, um aumento
de 1,2%, com margem operacional de 9,2%. A Nissan vendeu um volume recorde
de 3.569.295 veículos em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o crescimento
foi de 6,1% (1.075.097 unidades), apesar de não ter acontecido
nenhum lançamento. No Japão, as vendas caíram 0,7%
para 842.945 unidades. Na Europa também houve uma pequena queda
de 0,6% com um total de 540.945 unidades comercializadas. Na área
chamada General Overseas Markets (que inclui o Brasil) as vendas aumentaram
13% para 1.111.191 unidades (Folha de SP, 28 de abril).
Gefco amplia serviço para a Bosch
no mundo
A Gefco, operadora logística do grupo PSA Peugeot Citroën,
está ampliando seus serviços para a Bosch no mundo. Diferentemente
do serviço que presta aos seus clientes, cuja operação
logística é dedicada ao controle externo de mercadoria,
com a Bosch esses contratos abrangem o abastecimento interno das fábricas
de autopeças. "O contrato com a Bosch vai permitir que a Gefco
amplie seus serviços de logística junto a outras empresas
do setor de autopeças", destacou Louis Defline, presidente
mundial da Gefco. Os serviços prestados para a subsidiária
brasileira de autopeças abriram oportunidades de novos negócios
para a Gefco dentro da própria Bosch no mundo. "Já
temos contratos fechados com a Bosch da França, Portugal, Espanha
e Alemanha", disse Christian Zbylut, diretor de operações
da Gefco. No Mercosul a Gefco é um dos 10 maiores grupos de transporte
e logística, onde obteve aumento de 60% no faturamento em 2005
em relação a 2004, ao passar de € 51 milhões
para € 82 milhões. A estimativa da empresa para 2008, segundo
Louis Defline, é que o faturamento da Gefco no Mercosul chegue
a € 150 milhões, dos quais 60% virão das operações
no Brasil. (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
Crescimento
sustentado anima Honda
Desempenho da economia brasileira leva empresa a ampliar seu investimento
no País. A Honda South America Ltda. antevê sinais de crescimento
sustentado na economia brasileira em 2006, quando completa 35 anos de
operação no País. Tanto que está em curso
investimento de US$ 100 milhões na fábrica de automóveis
em Sumaré, no interior paulista. De uma capacidade instalada de
70 mil veículos neste ano, alcançará 100 mil no ano
que vem. A área construída, hoje de 180 mil m², crescerá
em torno de 40%, para 250 mil m². Neste ano, a empresa prevê
crescimento de 18,4% na venda de carros - de 57 mil unidades em 2005 para
67,5 mil - e de 23% nas motocicletas - de 835 mil unidades para 1,03 milhão.
Nos carros, a Honda acredita que pode encerrar 2006 na quinta colocação
entre os fabricantes, com cerca de 5% do mercado - atualmente detém
4,5%. Apresentado ontem à imprensa, o novo Civic ajudará
os planos de crescimento. A meta é sair de produção
diária de 315 unidades para 360 - equilibrando cerca de 50% da
fabricação entre o Fit e o Civic (ambos terão motor
flex em setembro) (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
PSA
fatura mais no mundo
O Grupo PSA Peugeot Citroën anunciou alta de 2,4% no faturamento
do primeiro trimestre, para € 13,963 bilhões. As vendas totais
de veículos foram 821,8 mil unidades, receita de € 10,979
bilhões (Gazeta Mercantil, 28 de abril).
Confenar
anuncia parceria com a Moto Honda
A Confenar, Confederação Nacional das Revendas Ambev e das
Empresas de Logística da Distribuição, fechou parceria
de um ano com a Moto Honda e com a concessionária GP Motos. O intuito
é oferecer às revendas associadas preços especiais
para a compra da moto 125 Fan, padronizadas conforme cor e adesivagem
dos produtos Ambev, com motor de quatro tempos e cinco marchas, ideal
para o uso urbano. Segundo a Confenar, para os revendedores Ambev a moto
terá um desconto significativo e poderá ser adquirida à
vista ou financiada pelo cartão BNDES. A parceria ainda dá
direito a compra de acessórios como baús, antenas, capas
de chuva, capacetes, entre outros, também com desconto (Webtranspo,
28 de abril).
Volkswagen
faz ação inédita nos vôos da TAM
A Volkswagen Caminhões e Ônibus está sorteando 720
miniaturas do caminhão VW Constellation 19.320 Titan Tractor nos
vôos de 50 aviões da TAM Linhas Aéreas. A promoção
vai até 7 de maio. Comissários de bordo sorteiam números
de poltronas e seus ocupantes ganham as miniaturas. Adesivos da nova linha
de caminhões Constellation foram aplicados na parte traseira das
bandejas de alimentação TAM, buscando chamar a atenção
de frotistas do setor de transportes, além de formadores de opinião
em geral. Para comemorar os 25 anos da marca, 100 miniaturas também
foram sorteadas em março entre os empregados da fábrica
em Resende, RJ, na sede administrativa de São Paulo, SP, e também
nos escritórios regionais de vendas no Rio de Janeiro, RJ, Recife,
PE, e Porto Alegre, RS (Webtranspo, 28 de abril).
Bush reunirá com chefes de montadoras
Os presidentes das três grandes montadoras de Detroit (EUA), Ford,
GM e Chrysler, terão uma reunião com o presidente norte-americano,
George W. Bush, no mês que vem. A informação foi divulgada
por Bill Ford, da Ford Motor Company, em entrevista ao jornal Detroit
News. Segundo a publicação, fontes ligadas à Casa
Branca afirmaram que o encontro será focado em três pautas:
energia e meio ambiente, despesas com planos de saúde - que refletem
nos preços dos carros e geram prejuízo para as montadoras
- e avanço dos fabricantes japoneses. O presidente da Ford disse
ainda ao Detroit News que pretende debater com Bush um plano de expansão
do etanol. Este ano, não só o fabricante do oval azul, como
a Chrysler, fortaleceu seus investimentos em veículos flexible-fuel,
semelhante ao nosso bicombustível. Será a primeira vez que
George W. Bush promoverá reunião coletiva com os presidentes
das três grandes montadoras de Detroit. Além de Ford, estarão
no encontro Rick Wagoner, da General Motors, e Thomas LaSorda, da Chrysler.
A reunião deve acontecer no dia 18 de maio, na Casa Branca, em
Washington (Carsale, 28 de abril).
Ford
prepara “reality show” nos EUA
A Ford prepara um “reality show” para a TV norte-americana.
A montadora apresentou um piloto do programa a um grupo de clientes nos
Estados Unidos. Se aprovado, o objetivo dos participantes será
construir um novo modelo conceitual, com auxílio dos estilistas
da marca. O tema da atração será “desenhando
o carro dos sonhos”. Clientes que estiveram na apresentação
do piloto contaram à imprensa norte-americana que a montadora pretende
negociar a exibição do programa com uma das maiores emissoras
dos Estados Unidos. O “reality show” é uma tentativa
de revigorar a imagem da Ford que, em seu país de origem, vem perdendo
mercado para empresas japonesas, especialmente a Toyota (Carsale, 28 de
abril).
Faturamento
Renault
O Grupo Renault divulgou esta semana seu faturamento nos primeiros três
meses do ano. Em relação ao mesmo período de 2005,
houve um aumento de 5,8%, mesmo com a queda de 2,8% nas vendas mundiais.
O acumulado do ano gira em torno dos 10,5 bilhões de euros. Este
aumento foi contabilizado somando-se o crescimento em setores como peças,
oficinas, carros usados entre outros. Um fato preocupante para o grupo
francês é a venda de carros, que teve um resultado negativo
de 7,1% na Europa. Para reverter esse quadro, a empresa colocará
em prática um plano de recuperação, que prevê
o lançamento de 26 carros em todo o mundo e um aumento de 6% de
participação no mercado mundial. A Renault espera alcançar
essa meta e se tornar a empresa mais lucrativa do Velho Continente em
2009 (Terra, 28 de abril).
VW
produziu o Touareg número 250.000
A fábrica da VW na Slovakia, particularmente em Bratislava produziu
o Touareg número 250.000. O veículo foi produzido na cor
prata metálico, na motorização 5.0l V10 TDI. “Com
um importante sistema de tecnologia de quatro rodas, o Touareg consegue
ser seguro tanto na estrada quanto na terra” disse Thomas Schmall,
diretor-chefe da Volkswagen na Slovakia. Todos modelos Touareg saem de
Brastlava, pois é a única fábrica da VW que produz
o modelo. O SUV começou a ser produzido em 2002 e os 250 000 modelos
produzidos comprovam o bom aceitamento do modelo no mercado mundial (Terra,
28 de abril).
Aumento
dos lucros na Nissan
A japonesa Nissan apresentou o resultado de suas atividade no ano de 2005.
Os números mostram um aumento de apenas 1,2% em relação
ao ano anterior, no entanto, para a empresa isto significa um lucro recorde,
apesar das ligeiras quedas nos mercados europeu e japonês. Mesmo
assim, este já é o sexto ano consecutivo de crescimento.
Grande parte de aumento global deve-se ao crescimento nos EUA, que atingiu
os 6,1%, e nos outros mercados, onde a subida foi de 13% (Terra, 28 de
abril).
Novo
Peugeot 307
No próximo mês começa a ser vendido o novo Peugeot
307, totalmente reestilizado. Em sua versão de topo de linha há
um motor de 2.0 l com 143 cv (5 cv a mais que a versão antiga do
hatch). Sua versão de motorização 1.6 permaneceu
inalterada. Além disso, o modelo sofreu modificações
na parte frontal e lateral, ficando mais parecido com seu irmão
mais velho, o 407. Quem quiser conferir a novidade, ela estará
no Quatro Rodas Experience, que acontece entre os dias 4 e 7 de maio,
em Interlagos. A montadora ainda não divulgou maiores detalhes
sobre os preços (Terra, 28 de abril).
O
EcoSport pode ter companhia da Fiat
A associação de concessionários Fiat mostra otimismo
por uma decisão próxima da marca italiana sobre a produção
do utilitário esporte compacto Sedici, em Betim (MG). É
projeto rentável — divide arquitetura com modelo gêmeo
da Suzuki — e tem desenho de Giugiaro. Três anos depois, ninguém
se conforma: o EcoSport continua seu passeio tranqüilo e sem adversários
no mercado interno (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).
Lexus
à prova de motoristas distraídos
A Toyota está lançando no Japão o Lexus GS híbrido
(eletricidade e combustão) com a evolução do sistema
antidistração do motorista. Uma câmara na coluna de
direção monitora se tem o olhar fixo no trânsito à
frente e compara às situações de perigo. Em caso
de necessidade surgem alarmes visual e sonoro. Se ainda não houver
reação, os freios são aplicados pelo sistema para
evitar a colisão (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).
Motor
acelera as vendas da Peugeot 206 SW
As vendas da Peugeot 206 station continuam a subir, principalmente graças
ao motor 1.400 cm³ flex que permitiu preço competitivo. No
uso normal, o motor vai muito bem no trânsito urbano. Na estrada
exige que se estiquem bem as marchas em ultrapassagens. Todos os comandos
são bons, mas o volante poderia ter um pouco menos de inclinação
para frente. Ponto fraco é o porta-malas: menor volume entre os
concorrentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de abril).
Carteira
de motorista sem exigência extra
Aprovado projeto do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA) de eliminar os
cursos adicionais de direção defensiva e primeiros socorros
para renovação da carteira dos motoristas habilitados antes
de 1998. De fato, é exigência sem cabimento, além
de custos adicionais e perda de tempo. Para vigorar ainda precisa passar
por votação na Câmara dos Deputados (Fernando Calmon,
Alta Roda, 27 de abril).
Calibragem
para carro que fica na garagem
Quem costuma deixar o carro estacionado por semanas, deve procurar aumentar
a calibragem dos pneus em pelo menos 10 libras. Isto pode evitar achatamento
da banda de rodagem e desagradável vibração no volante
ao se colocar novamente o veículo para rodar (Fernando Calmon,
Alta Roda, 27 de abril).
As
dificuldades para a reação da Renault
A Renault continua patinando no Brasil. Seu mais recente lançamento,
o novo Mégane, no mercado desde meados de março, ainda não
deslanchou. Neste mês, foram vendidas até agora 400 unidades,
bem abaixo dos concorrentes Vectra e Corolla, com 2 mil unidades cada.
O Civic teve 920 modelos comercializados e o Astra seda 683. No primeiro
trimestre as vendas da marca , de 11 mil veículos, caíram
5,2% ante igual período de 2005, num mercado que cresceu 13,6%
para 395,2 mil carros e comerciais leves. Segundo analistas do setor,automobilístico,
a marca enfrenta problemas com a rede de distribuição –
que esfacelou-se após longo período sem produtos novos –
e imagem desgastada (Estadão, 26 de abril).
Setor
automotivo teme Ásia e Leste Europeu - 1
É isso que estava na mente de todos os palestrantes do Simpósio
de Tecnologias Automotivas da SAE Brasil, realizado segunda-feira em São
Paulo. Inovação foi o mote do evento, que teve como palestrantes,
entre outros, o presidente da Confederação das Indústrias
de São Paulo, Cláudio Vaz, que disse que falta uma política
de tecnologia no Brasil. “É instigante a comparação
do nosso país com Índia, China e Coréia do Sul. Todos
esses têm algo que não existe no Brasil: estratégia.
Não é por acaso que Coréia e China se transformaram
em potências na área eletrônica e automotiva. Bangalore,
na Índia, era uma cidade como todas as outras, até que foi
transformada em celeiro de tecnologias por empresas dos Estados Unidos”,
contou. No mesmo painel, que discutia o papel do governo na tecnologia,
o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza lamentou a
ausência de avanços tecnológicos no país. “Temos
no Brasil não apenas uma expansão em número de doutores,
mas também grande número de publicações. Mas
na área de patentes, de fato, estamos muito atrás”,
disse. O moderador da mesa e presidente da SAE Brasil, Gábor Deák,
ressaltou essa informação com dados que mostram que das
oito principais empresas patenteadoras do Brasil registraram 80 vezes
menos patentes do que as oito companhias correspondentes da Coréia
entre 1997 e 2001 (Diário do Grande ABC, 26 de abril).
Setor
automotivo teme Ásia e Leste Europeu - 2
Para Souza, essa falta de inovação é causada pela
concentração na área acadêmica em detrimento
de tecnologia. Outro dado que confirma isso é o número de
doutores em engenharia nas empresas e nas universidades, que no Brasil
é de cerca de 20% e 70%, respectivamente, com o restante na área
governamental. Nos Estados Unidos, esse dado é o inverso: mais
de 70% dos doutores estão na área produtiva e nem 20% na
academia. “No Brasil, os doutores não estão nas indústrias
desenvolvendo tecnologias, mas nas universidades, formando novos doutores”,
resume Deák. Souza também diz que uma possível solução
são as parcerias entre o setor produtivo e instituições
de ensino, mas que ainda há desconfiança das instituições
públicas com essa prática. “O que se vê é
que ninguém apóia essas iniciativas, que são muito
favoráveis. É como se fosse um crime as universidades ajudarem
empresas brasileiras”, diz o ex-ministro. Tanto Souza como Vaz disseram
que o segredo está na educação e que, também
para ambos, ainda é um campo “por fazer”. “A
proporção de cursos de engenharia em relação
ao resto é bem pequena. A expansão de cursos universitários
foi concentrada nas áreas humanas, já que não houve
interesse pelas universidade privadas em engenharia. A demanda de profissionais
de engenharia é suprida, na maioria das vezes, por universidade
públicas”, conta Souza (Diário do Grande ABC, 26 de
abril).
Tecnologia
flex veio para ficar, mas engatinha
O motor flex é a tecnologia que mais entusiasma as montadoras,
mas ainda engatinha, conforme a conclusão atingida por palestrantes
no evento da SAE Brasil. “A tecnologia flex veio para ficar, mas
ainda há problemas para resolver”, reconheceu o engenheiro
mecânico Ramon Molina Valle, da UFMG. Um exemplo seria a emissão
de gases. Mas para o presidente da Magneti Marelli, Silvério Bonfiglioli,
a redução da poluição não é
a prioridade, e sim o fim da dependência do petróleo. Sobre
desempenho, o gerente executivo de Desenvolvimento de Motores e Transmissões
da Volks, João Alvarez Filho, diz que o entrave é a baixa
qualidade no combustível. “Muitas vezes, a gasolina tem outras
substâncias que precisam ser queimadas. Fica muito difícil
criar um motor para uma gama tão grande de combustíveis”,
diz. Roberto Stein, diretor de Engenharia da Delphi, se anima com a procura
de outros países. “Mas se não andarmos a passos largos,
vamos ficar para trás. O Brasil está na frente, mas não
por muito tempo”, avisa (Diário do Grande ABC, 26 de abril).
Montadoras
vêem fuga de trabalho para China e Índia
Para se antecipar à “batalha global” no setor automotivo,
há uma “guerra por novos talentos”. As metáforas
utilizadas por José Fernando Penteado, diretor de Administração
da Engenharia de Produto da General Motors, mostram tanto a preocupação
das principais montadoras com a possível fuga de trabalho para
mercados como Índia e China, quanto à provável solução
para o problema: novos cérebros. “Não adianta ter
gasto competitivo sem entregar resultados. A competência do profissional
brasileiro é o primeiro fator de decisão e depois o valor”,
disse o diretor. Mesmo porque a Ásia e a Índia oferecem
profissionais a custos menores ainda. “No setor automotivo há
uma batalha global. A concorrência com a Ásia será
muito forte.” O diretor exemplifica a competência brasileira
com a própria empresa. “A GM foi escolhida pela matriz como
uma exportadora de serviços. A área de engenharia de produtos
aqui vai crescer, de 500 para 800 engenheiros. E vamos buscar esses profissionais
nas escolas daqui.” (Diário do Grande ABC, 26 de abril).
Chrysler
investe no etanol
Em resposta aos altos preços da gasolina nos Estados Unidos a Chrysler
planeja ajustar 25% de sua produção para rodar com etanol,
E 85, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis nos próximos
anos. O CEO da empresa Tom LaSorda diz que já no ano que vem a
Chrysler pode vender 250 mil veículos com motor flexível.
E 500 mil em 2008. Os Jeep Gran Cherokee e Comander e o Dodge Dakota devem
ser os primeiros modelos a receber o sistema. A Chrysler já oferece
a substituição da gasolina pelo etanol em seu sedã
Sebring e no picape Dodge Ram, mas exclusivamente para frotas comerciais
(Boletim AutoData, 26 de abril).
GM
Europa apresenta novo Astravan
A subsidiária européia da General Motors revela fotos e
detalhes do Astravan, um misto de perua e minivan grande com aptidão
comercial, à venda no Velho Continente no segundo semestre de 2006.
O modelo terá linha de produção na planta da marca
inglesa Vauxhall, em Ellesmere Port, Cheshire (Inglaterra), ao lado da
versão cinco portas do Astra. No restante da Europa, será
comercializado com a bandeira alemã Opel (Carsale, 26 de abril).
Fiesta
europeu ganha versão SportVan
Aqui no Brasil, a denominação sportvan ficou conhecida em
março, quando a Volkswagen lançou o SpaceFox. A montadora
alemã apresentou o carro como misto de minivan e perua, e por isso
o inseriu em um novo segmento, que batizou sportvan. Agora, uma idéia
parecida se consolida na Europa: a Ford apresenta na mostra comercial
de Birmingham (Inglaterra) o Fiesta SportVan, que estará à
venda no Velho Continente a partir do final de 2006. Segundo a montadora
norte-americana, o modelo reúne espaço e funcionalidade
das minivans com estilo invocado, que sugere esportividade. Por isso,
ganhou a denominação SportVan. Na verdade, é um Fiesta
hatch com detalhes que o diferenciam do restante da linha. O formato da
carroceria, assim como as dimensões, são os mesmos. A aptidão
de minivan está nas características naturais do modelo:
posição alta de dirigir e espaço considerável
para seu segmento. O Fiesta SportVan traz, na dianteira, entradas de ar
mais largas e altas do que o do restante da linha e faróis de neblina.
A traseira é marcada pela introdução de spoiler e
de pára-choque esportivo. Na lateral, chamam a atenção
as novas rodas de liga leve de 16 polegadas e 12 raios, montadas em pneus
195/45. A cabine conta com assentos diferenciados e couro no revestimento
do volante e em detalhes do painel (Carsale, 26 de abril).
Faturamento
do Grupo Renault cresce 5,8%
No primeiro trimestre de 2006, o faturamento do Grupo Renault atingiu
10,538 bilhões de euros, crescimento de 5,8% na comparação
com os 9,961 bilhões de euros registrados no mesmo período
do ano passado. O faturamento do segmento automotivo chegou a 10,055 bilhões
de euros, alta de 5,8% com relação ao mesmo período
de 2005. O impacto da baixa de 2,6% das vendas mundiais da Renault foi
compensado, segundo a empresa, por fatores como o crescimento das atividades
da rede comercial: oficinas, peças e veículos usados; e
um impacto favorável do câmbio. Na Europa, a montadora francesa
registrou redução de 7,1% nas vendas no primeiro trimestre
de 2006. Mais da metade desta queda diz respeito a vendas menos rentáveis,
numa aplicação da política comercial seletiva que
se seguirá nos próximos meses. Fora da Europa, no entanto,
a Renault registrou alta de 12,4% nas vendas, com suas três marcas
– Renault (14,1%), Dacia (11,6%) e Samsung (7,5%).
Cadeia
automotiva terá prioridade do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve
concluir em dois meses estudo que visa facilitar o crédito para
a cadeia automotiva, diz o superintendente da entidade para a área
industrial, Carlos Gastaldoni. Em simpósio de incentivo à
inovação no setor, promovido pela SAE BRASIL, representantes
indicam esforços junto ao governo federal para reduzir tributos
para a pesquisa. De acordo com superintendente do BNDES, a cadeia automotiva
é uma entre cinco áreas de prioridade para novas políticas
de incentivos aos investimentos, junto à produção
de álcool, bens de capital, indústria bioquímica
e agroindústria. “São áreas em que o Brasil
tem alta competitividade, mas que têm gargalos específicos”,
diz Gastaldoni. O estudo visa levantar as dificuldades e implementar facilidades
como créditos com juros menores, prazos mais longos ou incentivar
parcerias, de acordo com cada caso (Carsale, 25 de abril).
Mais
alumínio nos carros americanos
De acordo com relatório organizado pela The Aluminum Association
e conduzido pela Ducker Worldwide o uso de alumínio na produção
de veículos de passeio na América do Norte cresceu 16% em
quatro anos. Com isso, o alumínio se tornou o segundo material
mais utilizado no setor em todo o planeta, superando o ferro fundido (Folha
Online, 26 de abril).
Guinchos
com GPS atendem Audi
A Audi está lançando uma novidade no serviço de assistência
automotiva, trata-se dos guinchos com GPS. Esse novo sistema permite que
o cliente que teve algum problema no carro seja prontamente localizado,
acionando o reboque mais próximo. Com a tecnologia, o tempo de
chegada do guincho diminui, em média, 21 minutos, mesmo em cidades
congestionadas. A inovação permite ao usuário conhecer
imediatamente a placa do veículo que irá atendê-lo
e acompanhar a localização e velocidade de deslocamento
do reboque", destaca Adriano Costa, gerente de contas da Mondial
Assistance Brasil, empresa que presta o serviço para a Audi. serviço
de socorro com GPS está disponível para os proprietários
de veículos da marca Audi que estejam no período de garantia
ou que tenham cobertura de assistência 24 horas incluída
(Terra, 26 de abril).
Brasil
cria carro pequeno para a Ford globalizada
Com a estratégia de trazer do México o Fusion, carro de
porte médio a grande, a Ford cada vez mais solidifica o Brasil,
no cenário global, como produtor de carros compactos. "Não
é uma relação de exploração, mais sim
de integração", disse Rogelio Golfarb, diretor de assuntos
governamentais e de comunicação da empresa. "É
um novo desenho global que surge." Nesse contexto, a importância
da engenharia da Ford brasileira, que já desenvolve um carro compacto
para os EUA, voltou a ser enfatizada por Barry Engle, 42 anos, presidente
da Ford Brasil e Mercosul. Os engenheiros brasileiros estão criando
um carro pequeno a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP)
a partir de 2008. "É um carro que, além de atender
às expectativas do brasileiro, será exportado para vários
países", afirmou.
Lucro
sustentado fortalece Ford no País
Os nove trimestres consecutivos de lucro da Ford na América do
Sul, encabeçada pela produção brasileira, fortalecem
a operação da companhia na região, cada vez mais
autônoma na condução de seus próprios projetos.
No balanço do último trimestre, a montadora norte-americana
obteve ganho de US$ 134 milhões na América do Sul - a Ford
não divulga a operação por país, só
em bloco. Com a operação em todo o mundo, os lucros chegaram
a US$ 458 milhões, só que as dívidas acumuladas na
matriz derrubaram o resultado para US$ 1,2 bilhão negativo. A maior
preocupação atual do jovem presidente da Ford no Mercosul,
Barry Engle, que também preside a operação no Brasil,
é conseguir ampliar a produção da fábrica
de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. A companhia
está deixando de ganhar dinheiro porque não consegue ter
produto para atender o crescimento do mercado. Sem planos para expandir
a estrutura física, em razão dos altos custos, o objetivo
é maior eficiência na produção, como apressar
o andamento da linha de montagem. Hoje a fábrica baiana produz
um carro a cada 80 segundos. Trabalha em três turnos. "É
uma equação interessante", diz Engle, 42 anos, que,
com a saída de Antonio Maciel Neto da presidência da Ford
na América Andina, passa a concentrar esforços no Brasil
e no Mercosul. "Temos que buscar meios de fazer melhorar a produção
e aumentarmos ainda mais nossa participação de mercado e,
conseqüentemente, nossos lucros", afirmou. Afogada em dívidas,
a matriz agradece o empenho. Com o esgotamento da fábrica baiana,
a produção no ABC paulista volta a ter uma maior atenção.
Os
motores flex ainda precisam de avanços
Embora tidos como um grande avanço, os bicombustíveis ainda
apresentam aspectos que precisam ser melhorados. A taxa de compressão
do flex usando álcool, por exemplo, é ligeiramente inferior
a dos carros dedicados ao etanol, o que traz um rendimento um pouco pior.
Outro aspecto é o uso do ‘tanquinho de gasolina’, que
serve para partidas a frio. Segundo o gerente-executivo de desenvolvimento
de motores e transmissões da Volkswagen, João Alvarez Filho,
o desafio é justamente não encarecer a tecnologia. "Tudo
que se faz para encarecer o carro faz com que se perca participação
no mercado. Até uma variação de R$ 200,00 no preço
do automóvel pode fazer com que o consumidor simplesmente troque
de marca", afirmou no Simpósio Tecnologias Automotivas realizado
ontem pela SAE Brasil. "Ainda temos que resolver alguns problemas
e aperfeiçoar a tecnologia, mas o flex veio para ficar", disse
o professor da UFMG, Ramon Molina Valle (Gazeta Mercantil, 25 de abril).
 |
O
papel da educação na inovação - 1
A SAE Brasil discutiu a inovação como caminho para o
crescimento do País no seminário Tecnologias Automotivas,
realizado na segunda-feira, 24, em São Paulo. Apesar de o Brasil
apresentar algumas iniciativas nesse campo, como o sistema multicombustível
dos motores, o setor automotivo pode estar perdendo o passo da inovação.
Referência utilizada para confirmar essa tendência diz
respeito ao número de patentes registradas pelo Brasil na comparação
com outros países, segundo Gábor Deák, presidente
da SAE Brasil. O executivo moderou o painel Aplicação
da Tecnologia: o Papel da Indústria, da Universidade e do Governo
e, antes de dar a palavra a Cláudio Vaz, presidente do Centro
das Indústrias do Estado de São Paulo, CIESP, e a Paulo
Renato Souza, ex-ministro da Educação, comparou as patentes
brasileiras, que não ultrapassaram uma centena em 2001, com
o número de patentes da Coréia do Sul, mais de 10 mil
naquele ano. A questão, para Souza, passa pela escassez de
cursos de aprimoramento dos engenheiros e cientistas, que precisam
sair do País para buscar capacitação em mestrados
e doutorados. “Não houve interesse do setor privado em
criar cursos para os engenheiros. A expansão no ensino superior
se dá na área de humanas.” (Leandro Alves, AutoData,
25 de abril). |
O
papel da educação na inovação - 2
A formação de doutores no Brasil, algo como 8 mil em 2002,
mostra essa carência. De acordo com estudos da Unicamp a China formou
12 mil doutores e a Índia 10 mil no mesmo período. Para
Cláudio Vaz o problema tem como fonte a falta de prioridade dos
governos com a educação, não só a especializada
como também a educação básica. Seu ponto de
vista engloba distribuição de renda, redução
de impostos e maior participação da sociedade nas decisões
sobre estratégias educacionais. “Quem não gosta de
política pode ter a certeza de que está fadado a ser subordinado
por quem gosta.” O setor produtivo, como o governo, também
não tem como prioridade investir em pesquisa e desenvolvimento,
P&D, relegando o conhecimento gerado no País aos fóruns
acadêmicos. Enquanto no Brasil 70% de engenheiros e cientistas desenvolvem
suas pesquisas em universidades e instituições de ensino,
na maioria dos outros países esse pessoal altamente qualificado
trabalha em laboratórios das empresas. A relação
é inversamente proporcional à realidade nacional, na qual
apenas 20% desses profissionais atuam no desenvolvimento de tecnologias
que serão aplicadas em qualquer produto. Como veículos,
por exemplo (Leandro Alves, AutoData, 25 de abril).
Workshop
sobre alumínio no transporte
No próximo dia 27, a partir das 8h30, em São Paulo, SP,
a Associação Brasileira do Alumínio, realizará
o Workshop 2006: Alumínio em Transportes. O objetivo é reunir
os profissionais do segmento para incentivar o uso do metal e apontar
novos caminhos para aplicações (Webtranspo, 25 de abril).
Cai
o prejuízo da Renault no Brasil
A Renault do Brasil encerrou 2005 com prejuízo de R$ 4,1 milhões.
A empresa, contudo, melhorou seu desempenho na comparação
com 2004, quando havia apurado um resultado negativo de R$ 284,3 milhões.
O resultado foi conseguido graças ao perdão de dívidas
e a um novo aporte de recursos por parte da matriz na França, que
totalizaram R$ 393,2 milhões. A empresa não comenta os resultados
no Brasil. Acumulando prejuízos sucessivos desde que começou
a produzir no País, em 1999, a empresa já anunciou que espera
fechar o primeiro resultado no azul em 2007. No início do ano,
o presidente mundial do grupo, Carlos Ghosn, anunciou o plano de retomada
da empresa no País que prevê a produção de
cinco novos modelos de veículos na fábrica de São
José dos Pinhais (PR) em três anos, com investimentos de
US$ 120 milhões. Além da versão sedã do Mégane,
a empresa lançará a perua do mesmo modelo e para o próximo
ano está previsto o Logan, veículo de baixo custo já
feito na Romênia. Considerado um sucesso de vendas na Europa, o
modelo é a grande aposta da empresa para reverter os resultados
negativos nos últimos anos. (Webtranspo, 25 de abril).
GM
do Brasil volta ao lucro após três anos
Uma estratégia sustentada em três pilares abriu as portas
para a operação brasileira da General Motors alcançar
lucratividade no primeiro trimestre, o que não ocorria desde 2002.
O plano se voltou a uma administração de vendas mais equilibrada
no mercado interno, exportações e redução
de custos de engenharia. A empresa não abre os números do
balanço no país. Mas o presidente da filial brasileira,
Ray Young, garante que o Brasil desta vez ajudou a região na qual
está inserido a fechar no azul. O Brasil integra um grupo que inclui
toda a América do Sul, Oriente Médio e África do
Sul, que alcançou lucro de US$ 56 milhões nos primeiros
três meses do ano. No mesmo período de 2005, a região
já tinha fechado no azul, com lucro de US$ 31 milhões (Correio
do Povo, 25 de abril).
SsangYong
mostra substituto do Musso
A montadora sul-coreana SsangYong apresenta a primeira imagem do Actyon
Sports, picape que substituirá o Musso. Na comparação
com o veículo comercializado atualmente, a novidade conta com linhas
mais robustas e modernas. Conhecido como projeto Q100, o Actyon Sports
é baseado na linha Actyon, já disponível no mercado
sul-coreano. Sua estréia mundial acontece na quinta-feira (27),
durante a abertura do Salão de Busan (Coréia do Sul). Na
ocasião, a SsangYong divulgará mais detalhes sobre o modelo
(Carsale, 25 de abril).
Ronaldo
recebe novo Audi Q7 4.2
O atacante brasileiro Ronaldo acaba de receber um novo Q7 4.2 FSI pelas
mãos da Audi. A montadora alemã á patrocinadora do
Real Madrid, equipe espanhola pela qual compete o jogador. Pelo terceiro
ano consecutivo, a empresa disponibiliza seus modelos topo de linha para
uso dos craques e equipe técnica do time de futebol. Além
do "Fenômeno", o brasileiro Roberto Carlos, David Beckham,
Thomas Gravessen, Raul e Zinedine Zidane também optaram pelo novo
utilitário esportivo da Audi, na versão 4.2 FSI. Jogadores
menos badalados, entre eles os brasileiros Robinho, Cicinho e Júlio
Baptista, receberam exemplares do Q7 3.0 TDI, a diesel (Carsale, 25 de
abril).
O
transatlântico está parando
Paulo Butori, presidente
do Sindipeças
Causa
estranheza a jornalistas e representantes do governo que as exportações
brasileiras de autopeças se mantenham crescentes apesar da desfavorável
valorização do real frente ao dólar. Há quem
julgue que nossa reclamação não passa de “outra
choradeira de empresários”. O erro desse julgamento está
na visão imediata do problema. Infelizmente os efeitos danosos
já estão a caminho. Os principais clientes das autopeças
brasileiras em outros países são as montadoras. Participamos
de projetos e nos comprometemos com o fornecimento por tempo rigorosamente
determinado nos contratos. Romper negócios externos é decretar
o próprio desaparecimento naquele mercado. O jeito então
é seguir entregando produtos negociados quando as condições
comerciais eram melhores. Mas e os novos negócios? Seguramente
diminuirão, como já é possível observar em
outros setores industriais. Podemos comparar o que ocorre com nosso setor
a um transatlântico que está sendo freado. Ele não
pára de repente, mas pára. As exportações
têm nos ajudado a enfrentar a falta de crescimento do mercado interno,
que quase uma década depois ainda não recuperou os patamares
registrados no antológico ano de 1997. Este ano, os embarques de
autopeças podem chegar a US$ 8,2 bilhões, 9,5% mais que
em 2005, com superávit de US$ 900 milhões. O número
é bom, mas poderia ser bem melhor, repetindo saldo positivo histórico
de mais de US$ 1 bilhão. Quando o remédio é mais
forte que o necessário, o doente pode morrer (25 de abril).
GM
reagiu mais rápido que o esperado
O lucro líquido obtido no primeiro trimestre pela General Motors
do Brasil foi um dos destaques do balanço da corporação.
Segundo o seu presidente no Brasil, Ray Young, todas as regiões
melhoraram o desempenho com relação ao primeiro trimestre
de 2005. No entanto, mesmo com a venda de veículos em alta, o reforço
de caixa com a venda de participação na Suzuki, Isuzu e
GMAC, e o acordo com o sindicato dos metalúrgicos, UAW, sobre os
planos de saúde, a GM Corp. amargou perdas de US$ 323 milhões
no primeiro trimestre. É o sexto trimestre consecutivo de prejuízos.
“Não estamos comemorando, mas respirando”. No mesmo
período do ano passado as perdas somaram US$ 1,3 bilhão.
O faturamento mundial deste janeiro-março, de acordo com Young,
foi recorde: US$ 52,2 bilhões. A empresa também destacou
que o prejuízo da área automotiva recuou 50%, passando de
US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2005 para US$ 721 milhões.
A GM comercializou 2,2 milhões de automóveis em trê
s meses, aumento global de 4,4% (Leandro Alves, Boletim AutoData, 22 de
abril).
Mercedes-Benz
apresenta novos Classe B e R
A DaimlerChrysler do Brasil prossegue com sua estratégia de ampliação
da gama de modelos direcionados ao mercado brasileiro. Com a descontinuidade
da produção do Classe A produzido no Brasil, a Mercedes-Benz
vende unicamente veículos importados. Entre eles está o
Classe A fabricado na Alemanha. Esse automóvel, com mais tecnologia
e caro, mostra um surpreendente nível de aceitação,
pois trata-se de um modelo que custa em torno de R$ 115 mil, mais que
o dobro do Classe A brasileiro. Ontem, em São Paulo, foi a vez
de a Mercedes apresentar os modelos Classe B e R, atrações
da marca em recentes salões internacionais, como os de Detroit
e de Genebra. O Classe B, segundo o responsável pela área
de desenvolvimento de produto da DC do Brasil, Rogério Montaigner,
é um automóvel que se adapta a todas as necessidades: para
família, lazer ou dia-a-dia. Uma de suas principais características
de alta tecnologia é o conceito 'sanduíche', que dispõe
o motor e a transmissão à frente e debaixo do habitáculo
do veículo, economizando espaço, enfatiza o executivo. É
compacto, com 4270mm de comprimento, mas a grande distância entre
eixos de 2778mm permite um espaço de acomodação nos
assentos similar ao da Mercedes Classe S, acrescentou. A modularidade
interna permite total rebaixamento dos bancos, excetuando, obviamente,
o do motorista. Esse rebatimento amplia a capacidade de carga para 1645
litros (Correio do Povo, 20 de abril).
Ford
prepara o lançamento do Fusion
O Fusion, carro médio que foi uma das principais atrações
da Ford no Salão de Detroit, em janeiro deste ano, será
apresentado à imprensa especializada domingo, em Florianópolis.
O vice-presidente de design da montadora, J. Mays, destaca que 'o Fusion
sintetiza uma nova linguagem visual da Ford, mais atraente e emocional'.
Produzido na fábrica da Ford em Hermosillo, no México, é
um carro que, mesmo parado, parece romper limites, define o executivo.
É a grade frontal, imponente, com suas três barras horizontais
que dá o tom do Fusion. É um design poderoso que muda completamente
o conceito do carro americano médio, até então associado
à falta de criatividade, acrescentou Mays. Para Brian Vought, chefe
de engenharia do Projeto Fusion, 'o design forte deve ser seguido por
uma arquitetura e uma engenharia à altura da aparência externa.
E nós passamos um tempo muito longo, aprimorando a dirigibilidade
do Fusion', afirmou. O resultado das simulações virtuais
é de mais de um milhão de quilômetros rodados, resultando
em um carro com uma tremenda sensibilidade direcional, salientou Vought.
'Ou seja, um carro que responde imediatamente, preciso às solicitações
do motorista', enfatizou (Correio do Povo, 20 de abril).
Marca
chinesa fará cidade do automóvel
O primeiro produtor de automóveis privado da China, a Geely, vai
abrir uma fábrica perto de Xangai, no leste do país, para
produzir 1 milhão de automóveis por ano. A Geely vai investir
18,8 bilhões de iuanes (2,35 bilhões de dólares)
para construir a unidade. O objetivo é construir uma verdadeira
cidade do automóvel, em Cixi, nos arredores de Ningbo (província
de Zhejiang). A Geely, fundada em 1986, já exporta para Venezuela
e Honduras, e está preparando sua entrada no Chile, com projetos
para vender nos EUA e na Europa. A cidade do automóvel deverá
ficar pronta em 2016, segundo o jornal 'Oriental Morning News'. O presidente
da companhia, Li Shufu, espera produzir 2 milhões de carros até
2015, sendo 1,3 milhão para exportação. A produção
atual é de 200 mil por ano (10 mil para exportação).
(Correio do Povo, 20 de abril).
Volks antecipa R$ 2,2 mil de PLR aos funcionários
Os representantes dos trabalhadores da Volkswagen conquistaram da montadora
alemã a antecipação do pagamento da primeira parcela
da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) no valor
de R$ 2,2 mil para o dia 12 de maio próximo. A reivindicação
foi feita nesta quarta-feira à tarde por sindicalistas em reunião
com executivos da multinacional. Há mais de um mês, encontros
semanais são realizados para dar andamento às negociações
da PLR deste ano. Durante o encontro, os sindicalistas solicitaram a antecipação
da PLR alegando que os trabalhadores estariam inquietos com a demora na
definição da empresa em relação ao primeiro
pagamento. No mesmo período do ano passado, o adiantamento já
havia sido concedido aos metalúrgicos. Na reunião, os executivos
disseram que precisariam avaliar a solicitação e somente
emitiram uma resposta aos representantes dos trabalhadores às 22h,
por telefone (Diário do Grande ABC, 20 de abril).
Procura
por carro usado está maior
Apesar de ainda abaixo das expectativas da maior parte dos lojistas, a
comercialização de veículos usados nas revendas independentes
apresentou resultados positivos em março. O volume de negócios
cresceu 2,5% em relação a fevereiro, atingindo um total
de 80.447 unidades vendidas, segundo dados da Assovesp (Associação
dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São
Paulo). Se comparado a março do ano passado, o resultado é
ainda melhor, com uma alta de 37,8% no número de unidades comercializadas.
Segundo a pesquisa da entidade, os veículos populares, equipados
com motor 1.0, lideraram as vendas de usados. A comercialização
desses automóveis, que costuma ter um giro muito rápido
na revenda, respondeu por 68% dos negócios realizados em março.
Por aqui, na média, os negócios permaneceram praticamente
estáveis em março, se comparados ao mês passado. No
comparativo com março do ano passado, os lojistas apontam ligeira
melhora este ano, mas longe do crescimento de quase 40% nas vendas verificado
no Estado (Diário do Grande ABC, 20 de abril).
Motor
flex: a corrida entre as japonesas instaladas no Brasil
Tanto Honda como Toyota já confirmaram que vão produzir
motores flexíveis álcool-gasolina no Brasil, numa corrida
particular entre as duas principais marcas japonesas que possuem fábricas
no País. A Honda confirmou que no início do segundo semestre
terá à venda um dos seus modelos com essa tecnologia. O
presidente da empresa, Tetsuo Iwamura, não quis adiantar se seria
o Fit ou o novo Civic, que será lançado na próxima
semana. Mas, fontes do mercado garantem que o monovolume compacto, o Fit,
será o escolhido porque compete numa faixa de preço na qual
todos os principais concorrentes, diretos e indiretos, oferecem motores
capazes de funcionar indiferentemente com álcool ou gasolina. A
Bosch brasileira já fornece sistemas de injeção de
combustível - o componente fundamental dos flex - para a Honda,
o que facilita bastante. No início do ano, surgiram rumores de
que a Toyota tentaria surpreender e colocar no mercado, antes da Honda,
o motor flex de 1.600 cm³ no Corolla. Na realidade, a Toyota depende
de fornecedores japoneses que passam longe de qualquer intimidade com
o assunto, embora esta seja uma tecnologia sem grandes segredos (Gazeta
Mercantil, 20 de abril).
Volkswagen
adia decisão sobre Pischetsrieder
O conselho supervisor da Volkswagen decidiu ontem retardar uma decisão
a respeito da renovação contratual do principal executivo
Bernd Pischetsrieder, após semanas de especulações
sobre sua permanência na direção da maior montadora
européia. O conselho da Volkswagen decidiu não abordar esse
assunto durante sua presente reunião que terminará hoje,
anunciou a empresa com sede em Wolfsburg, Alemanha. O atual contrato de
cinco anos expira em abril do próximo ano. É comum entre
as empresas alemãs decidir sobre prorrogações contratuais
com muita antecedência (Gazeta Mercantil, 20 de abril).
Panamá
dá partida para o novo canal
O presidente do Panamá, Martín Torrijos, anunciará
na próxima semana um plano para modernizar o canal interoceânico,
projeto que exigirá investimentos de US$ 8 bilhões e que
se espera será ratificado em um referendo neste ano. A modernização
do canal incluirá a construção de um terceiro jogo
de comportas para possibilitar a passagem dos enormes navios conhecidos
como Post Panamax, que atualmente não podem utilizar a rota que
une os oceanos Atlântico e Pacífico (Gazeta Mercantil, 20
de abril).
Projeto
piloto será política permanente
O Projeto Piloto de Investimentos do Ministério dos Transportes
para execução de obras em infra-estrutura com recursos do
superávit primário vai prosseguir até 2007. Em 2008,
passará a ser política permanente. Os primeiros repasses,
de R$ 2,2 bilhões, começaram ano passado. De acordo com
o secretário de Política Nacional do Ministério dos
Transportes, José Augusto Valente, os recursos aplicados até
agora custearam obras como a duplicação da rodovia Uberaba-Uberlândia
(MG), duplicação do trecho entre Palhoça (SC) e Osório
(RS) e da rodovia Brasília (DF)-Goiânia (GO) (Gazeta Mercantil,
20 de abril).
EcoRodovias
anuncia plano até 2010
A concessionária rodoviária EcoRodovias, que administra
a Ecovias em São Paulo e no Paraná e a Ecosul no Rio Grande
do Sul, anunciou investimentos de R$ 172 milhões este ano nos trechos
administrados. Segundo o diretor presidente do Grupo EcoRodovias, Marcelino
Rafart de Seras, até 2010 as empresas do grupo terão aportado
R$ 2,6 bilhões em obras de manutenção. "De 1998,
quando começamos a operar, a 2005 os investimentos somaram R$ 1,65
bilhão. Temos ainda para aportar mais R$ 1 bilhão somente
nos trechos já operados pelo grupo", afirmou o executivo.
"Isso faz parte do nosso plano de expansão, que prevê
ainda a aquisição de outras empresas no País",
ressaltou o executivo (Gazeta Mercantil, 20 de abril).
Goodyear
aguarda autorização para novo investimento
A filial brasileira da Goodyear aguarda da matriz, nos Estados Unidos,
autorização para fazer um investimento em novas tecnologias
para a produção de pneus de carros de passeio. Mas pesa
contra o Brasil um problema que cada vez mais preocupa o presidente da
operação (Valor, 20 de abril).
GM
tem prejuízo pelo sexto trimestre consecutivo
A General Motors registrou nesta quinta-feira seu sexto prejuízo
trimestral consecutivo, enquanto a montadora luta para reduzir os altos
custos trabalhistas e de planos de saúde. A maior montadora de
carros do mundo divulgou perda líquida de 323 milhões de
dólares no primeiro trimestre, contra prejuízo de 1,3 bilhão
de dólares no mesmo período do ano anterior. A GM, que perdeu
10,6 bilhões de dólares em 2005, teve aumento de pouco mais
de 4 por cento nas vendas mundiais de veículos no trimestre, mas
registrou recuo de 5 por cento no mercado dos Estados Unidos, onde a estratégia
da companhia depende da nova linha de veículos esportivos utilitários.
As receitas subiram para 52,2 bilhões de dólares, ante 45,8
bilhões de dólares no mesmo intervalo de 2005. Excluindo
itens extraordinários, mas incluindo despesa antes dos impostos
de 1 bilhão de dólares com planos de saúde, a GM
teve prejuízo de 529 milhões de dólares, ou 0,94
dólar por ação. Analistas, em média, tinham
previsto perda de 0,42 dólar por ação, segundo consultas
feitas pela Reuters (Valor, 20 de abril).
VW
oferece rastreador para a Saveiro
A Volkswagen passa a oferecer sistema de monitoramento à distância
para a Saveiro, segundo anúncio feito pela montadora ontem (19).
A picape é o terceiro modelo da marca a dispôr desse recurso.
Antes dela, apenas o Golf e a Parati ofereciam o equipamento, que é
instalado na rede de revendas da VW. O sistema foi desenvolvido pela empresa
Crown Telecom e, de acordo com a VW, tem garantia de fábrica e
não agrega custo ao preço final do veículo. No entanto,
o equipamento é oferecido apenas em concessionárias da Grande
São Paulo, Campinas e Grande Rio de Janeiro. O sistema permite
captar o posicionamento de veículo - por meio da tecnologia GPS
(Sistema de Posicionamento Global) e satélite - e transferir dados
de localização para a base da Crown Telecom. Para dispor
de comunicação abrangente, a empresa usa a tecnologia da
telefonia celular GSM/GPRS (Carsale, 20 de abril).
Irã
cancela projeto de produção do Logan
O governo iraniano suspendeu o projeto de produção do Logan
em seu território, em parceria com a Renault, informam as agências
internacionais. O motivo do rompimento do acordo seria a disputa sobre
a exportação do veículo. Além de outras exigências,
como a utilização da plataforma para a construção
de outros modelos, e o país requer uma parte das exportações
da montadora. A Renault havia criado uma joint-venture com uma empresa
iraniana para a produção do modelo já em 2006. Apesar
do impasse, a montadora francesa afirma que trabalha com o governo iraniano
em busca de solucionar o problema. O investimento era visto com bons olhos
pelo país para a geração de empregos para a população
jovem (Carsale, 20 de abril).
Troller
lançará Pantanal com cabine dupla
A Troller promoverá a estréia da versão cabine dupla
de sua picape Pantanal no Salão do Automóvel, que acontece
entre os dias 19 e 29 de outubro em São Paulo (SP). O modelo será
a grande atração do estande da montadora nacional na mostra
automotiva. Segundo Mário Araripe, presidente da empresa, as vendas
da Pantanal cabine dupla começam ainda no segundo semestre de 2006.
A picape Pantanal foi lançada este ano, na configuração
cabine simples, com opção de tração 4x2 e
4x4 e motor 3.0 eletrônico, da MWM-International. Segundo Araripe,
é um veículo voltado para o trabalho, com porte semelhante
ao da Ford F-250. Ainda de acordo com o presidente da Troller, a montadora
estuda um novo modelo, cujo projeto já está definido. Se
este for aprovado, o lançamento do carro definitivo deverá
ocorrer no final do ano que vem (Carsale, 20 de abril).
As
regras para transportar crianças
Seminário organizado pela Universidade Estadual de Campinas, SP,
em 5 de maio próximo, discutirá propostas ao Contran sobre
o transporte em automóveis de crianças até dez anos
de idade. Até agora falta uma regulamentação clara
sobre os meios de retenção corretos para o caso de acidente.
Iniciativa meritória do prof. Celso Arruda (Fernando Calmon, Alta
Roda, 20 de abril).
Flexibilidade
no atendimento das concessionárias
Micros de mão encontram aplicações em várias
atividades, inclusive atendentes nos restaurantes. Até agora ninguém
havia pensado em utilizá-los situações mais úteis,
como os consultores das concessionárias. A Audi acaba de iniciar
a implantação do sistema na sua rede brasileira. A velocidade
de atendimento sobe até 50% em relação ao sistema
antigo, permitindo mobilidade e interatividade (Fernando Calmon, Alta
Roda, 20 de abril).
Melhoram
as condições nas estradas
A equipe do Guia Rodoviário 2006, já nas bancas, constatou
que houve uma redução de 40% nas más condições
das rodovias de maior movimento, no ano passado. Ainda assim, existem
3.176 quilômetros muito ruins. Não se sabe, entretanto, quanto
tempo vai durar o que foi consertado. As seis melhores estradas estão
em São Paulo. A primeira rodovia federal só aparece em sétimo
(Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de abril).
Toyota
prepara carro flex para o Brasil
A Toyota Motor planeja vender veículos movidos a álcool
nos Estados Unidos até 2008, seguindo o exemplo das montadoras
domésticas General Motors e Ford Motor, publicou o Financial Times
nesta quarta-feira, citando um executivo da companhia japonesa. Uma porta-voz
da Toyota em Tóquio reconheceu que a montadora estava desenvolvendo
veículos bicombustíveis, principalmente para o mercado brasileiro,
que aderiu ao etanol, mas preferiu não revelar planos de produtos
específicos. "Estamos prosseguindo com o desenvolvimento de
carros a base de etanol para o Brasil, mas para outros mercados estamos
descobrindo primeiro quais as necessidades existentes", disse ela.
A Toyota, líder de mercado nos veículos híbridos
movidos por eletricidade e gasolina, resistia à tecnologia por
preocupações sobre o alto impacto de corrosão do
etanol nas peças de borracha do motor, informou o Finantial Times.
As montadoras dos EUA produziram cerca de 6 milhões de veículos
flex-fuel, com muitos funcionando a base de mistura de combustíveis
com 85 por cento de etanol, ou álcool etílico, e 15 por
cento de gasolina (Folha Online, 19 de abril).
Frota
de motos atinge 5,4 milhões de unidades
A frota brasileira de motocicletas mais que dobrou nos últimos
cinco anos. Rodam pelo País hoje aproximadamente 5,4 milhões
de motos, quase metade delas seminovas, com até três anos
de uso. Em 2000, beirava a 2,5 milhões a quantidade de motos em
circulação. No mesmo período, a frota nacional de
automóveis e caminhões cresceu 15,6%, para 23,2 milhões
de unidades. Baixas prestações e alternativa ao trânsito
pesado das grandes cidades são as principais justificativas para
o crescimento acelerado do mercado de duas rodas, dizem analistas. De
acordo com pesquisa recém concluída pelo Sindipeças,
56% das motos em circulação são de modelos com 105
a 135 cilindradas. Versões com 150 a 200 cilindradas correspondem
a 18% da frota e as de 50 a 100 a 16%. As motocicletas acima destas potências,
respondem por 3% do total. "É um meio de transporte mais popular,
mais barato", o pesquisador do Sindipeças, Sven Dinklage (Diário
do Grande ABC, 19 de abril).
BNDES
empresta R$ 49,7 milhões para Volks
O BNDES financiará um total de R$ 497,1 milhões para a Volkswagen
do Brasil – o que representa 54% dos investimentos totais de R$
920,9 milhões que a empresa fará na expansão da produção
e atualização de design nos modelos Fox e CrossFox, além
de melhorias no processo produtivo nas unidades industriais de São
Bernardo, Taubaté e São Carlos. Segundo o banco, os investimentos
estão voltados para incremento nas exportações da
empresa. A produção do Fox é destinada ao mercado
interno e à exportação para a América Latina
e Europa. O BNDES afirma que o projeto de melhorias nas unidades industriais
inclui adequação na linha de produção de motores
da Volkswagen do Brasil para atendimento à legislação
ambiental (Diário do Grande ABC, 19 de abril).
Usiparts,
no azul, busca um parceiro
Considerada por muitos anos o "patinho feio" do exuberante sistema
Usiminas, a estamparia Usiparts ganhou fôlego ao conseguir reverter
prejuízos acumulados desde 1999 e prepara-se para um novo ciclo:
vai receber investimentos de R$ 45 milhões para modernizar a unidade
de Pouso Alegre (MG) e parte em busca de um parceiro no exterior para
troca de tecnologia. "Procuramos uma empresa que possa nos colocar
em contato com as últimas inovações e assim agregar
valor a nossos produtos e serviços", afirmou ao Valor Flávio
Del Soldato, presidente da Usiparts. A parceria pode envolver a venda
de uma participação da Usiparts. O executivo, que também
é vice-presidente do Sindipeças, admite que a empresa mantém
negociações com uma multinacional, mas descarta que vai
se desfazer do negócio, apesar dos inúmeros boatos surgidos
nos últimos anos sobre a venda da empresa (Valor, 19 de abril).
Dyna: lucro cai, mas exportação
é mantida
A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de pára-brisa,
fechou 2005 com lucro líquido de R$ 305,5 mil, segundo balanço
financeiro divulgado pela empresa. O resultado inferior aos R$ 3,745 milhões
registrados em 2004, segundo o diretor financeiro da empresa, Lusmar Gomes,
é decorrente da forte valorização do real frente
ao dólar. "Por causa do câmbio a participação
do lucro na receita líquida da empresa que, em 2004 foi de 4,75%,
caiu para 0,36% neste ano", disse a este jornal o diretor financeiro
da empresa. "Mesmo com a rentabilidade menor em relação
ao ano anterior conseguimos manter os pedidos dos clientes no exterior
depois de implantar um forte trabalho de redução de custos,
que garantiu economia de 10% com matéria-prima - após negociação
de preço com os fornecedores de aço - e 30% com frete, após
eliminar o serviço de seguros cobrado pelos transportadores",
explicou o executivo da empresa. Com essa estratégia a Dyna conseguiu
aumentar o volume de produção de peças para exportação
de 3,9 para 5 milhões de unidades em 2005. "Não abrimos
mão de nenhum cliente no exterior", destacou o diretor geral
da empresa, Celso Liberal (Gazeta Mercantil, 19 de abril).
PSA
fechará fábrica na Inglaterra até 2007
A PSA Peugeot Citroën decidiu fechar em 2007 a atividade da sua fábrica
britânica de Ryton, perto de Coventry, o que implicará na
eliminação de 2,3 mil postos de trabalho, anunciou ontem
a montadora francesa em um comunicado. Essa iniciativa, anunciada pela
direção da montadora aos trabalhadores e aos sindicatos,
será realizada em duas etapas: redução de duas para
uma equipe de trabalho em julho de 2006, e encerramento definitivo da
produção em meados de 2007, segundo o comunicado (Gazeta
Mercantil, 19 de abril).
Hyundai
revela Elantra 2007 em NY
A Hyundai apresenta no Salão de Nova York (EUA), que termina no
próximo dia 23, a linha 2007 do sedã Elantra. O carro está
mais largo e alto do que seu predecessor, além de trazer estilo
diferenciado e novos itens de segurança. Entre eles estão
seis airbags, freios ABS com EBD, chassi renovado, suspensão independente,
apoios para cabeça ativos e cintos de segurança com tensionadores
nos cinco assentos. O estilo do Elantra segue as diretrizes inauguradas
pelo novo Santa Fe, apresentado no ano passado. Sob o capô está
o propulsor 2.0 16V, de 138 cavalos. Há opção de
câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. O
Elantra 2007 chega ao mercado norte-americano no último trimestre
deste ano, tendo como principais concorrentes Toyota Corolla e Honda Civic
(Carsale, 19 de abril).
Ford
deixa de produzir motor Supercharger
A Ford encerrou em abril a produção do motor 1.0 Supercharger,
que equipava a versão de entrada do EcoSport e a intermediária
do Fiesta. Equipado com compressor mecânico, o propulsor tem potência
de 95 cavalos, 30 cv a mais que o 1.0 da linha Fiesta. Ele foi lançado
em 2002, época em que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
era vantajoso para carros com esta cilindrada. Entretanto, a mudança
na política tributária deixou competitivo o preço
de modelos com cilindradas superiores. Além disso, os proprietários
de modelos equipados com o Supercharger sempre reclamaram de seu nível
de ruído e consumo elevado. Por isso, este nunca empolgou o consumidor,
e a Ford resolveu encerrar sua produção (Carsale, 19 de
abril).
Enquete:
cai interesse por bicombustível
Para a maioria dos internautas que participaram da última enquete
veiculada por Carsale, ter um carro bicombustível deixou de valer
a pena. Do total de 1.415 votos registrados na pesquisa, cuja pergunta
foi "Continua valendo a pena ter um carro bicombustível?",
52,37% deles (741 votos) foram para a opção "não".
O "sim" ficou com 47,63%, ou 674 acessos. A pesquisa foi motivada
pelos sucessivos reajustes do preço do álcool nos últimos
meses, em razão da queda na produção. Até
então, um dos principais atrativos dos chamados veículos
flexfuel, além da vantagem de poder optar pelo tipo de combustível
na hora de abastecer o carro, era o menor preço do álcool
na bomba (Carsale, 18 de abril).
General
Motors exportará peças de Taiwan
A General Motors anunciou que irá exportar autopeças de
sua joint venture chinesa em Taiwan. Essa é a primeira vez que
a empresa norte-americana fornecerá peças de sedãs
da China. A Shanghai General Motors, joint venture entre a GM e a SAIC
Motor, exportará peças dos sedãs Buick LaCrosse com
motores de 3 litros e 2,4 litros, provenientes de sua fábrica em
Xangai, a partir de junho, para remontagem em Taiwan, disse a unidade
ontem. Guo Fenglan, executivo do setor de comunicações da
Shanghai GM, se recusou a revelar quantas autopeças serão
vendidas em Taiwan. As montadoras na China, incluindo a Volkswagen e Honda
Motor, passam a fabricar para os mercados estrangeiros, em vez de produzir
exclusivamente para o mercado nacional. A Honda começou a exportar
carros fabricados na China para a Europa no ano passado. A Volkswagen
pretende comprar US$ 1 bilhão em peças na China este ano
para uso no estrangeiro (Gazeta Mercantil, 18 de abril).
GM
descobre no acessório nova fonte de receita
A GM descobriu nos acessórios nova forma de ganhar dinheiro no
mercado brasileiro. "Após o lançamento do Celta, em
setembro de 2000, a GM percebeu o potencial de crescimento que tem esse
mercado e decidiu criar um departamento exclusivo para esse setor, com
uma equipe totalmente dedicada a esse produto", disse Luiz Carlos
Lacreta, diretor de pós-venda da montadora. No ano passado, a venda
de acessórios garantiu à montadora um faturamento de R$
90 milhões, 34,3% superior aos R$ 67 milhões registrados
em 2004. Para 2006, a estimativa de Lacreta é que a venda de acessórios
tenha um crescimento de 47%. Além do mercado brasileiro, em que
já oferece mais de 500 itens de acessórios para todos os
seus modelos, a GM estenderá o negócio para a sua subsidiária
na Argentina (Gazeta Mercantil, 18 de abril).
1ª
fábrica privada da China investe US$ 2,35 bi
O primeiro produtor de automóveis privado da China, a Geely, vai
abrir uma fábrica perto de Xangai, no leste do país, para
produzir um milhão de automóveis por ano, informou ontem
a imprensa local. A Geely vai investir 18,8 bilhões de iuanes (€
1,925 bilhão, ou US$ 2,35 bilhões) para construir a unidade.
O objetivo é construir uma verdadeira "cidade do automóvel"
em Cixi, nos arredores de Ningbo (província de Zhejiang), aproveitando
a ponte que a partir de 2008 vai ligar a localidade a Xangai, passando
sobre 36 quilômetros de mar. A montadora chinesa afirmou que vai
convidar os fornecedores de autopeças a também se instalarem
no novo pólo. O porto de águas profundas de Beilun, em Ningbo,
faz do lugar um ponto ideal para a exportação de veículos.
A Geely, fundada em 1986, já exporta para Venezuela e Honduras,
e está preparando sua entrada no Chile, com projetos para vender
nos Estados Unidos e na Europa. A "cidade do automóvel"
deverá ficar pronta em 2016. O presidente da companhia, Li Shufu,
disse que espera produzir até dois milhões de carros até
2015, sendo 1,3 milhão para a exportação. A produção
atual é de 200 mil por ano (10 mil para a exportação),
acima dos 150 mil fabricados em 2005, dando à empresa 5,25% do
mercado chinês (Gazeta Mercantil, 18 de abril).
Ford
reedita Mustang California Special
A Ford está fazendo de tudo para manter o Mustang sob as luzes
dos holofotes, enquanto as versões definitivas do Dodge Challenger
e do Chevrolet Camaro não chegam. A novidade agora é a reedição
da série California Special, lançada na década de
1960 e que pode ser vista no Salão de Nova York, evento que acontece
até o próximo dia 23. O GT California Special original foi
lançado em 1968 como uma série limitada do Mustang cupê,
mas foi disponibilizado apenas para concessionárias da Ford na
Califórnia. Desta vez, ele será oferecido em todas as revendas
dos EUA, nas versões cupê e conversível, a partir
de meados desse ano (Folha Online, 18 de abril).
Maciel:
saída surpreende setor de autopeças
A saída de Antonio Maciel Neto, da Ford Motor
Company do Brasil, surpreendeu o setor de autopeças, que atribuiu
a ele o reconhecimento da marca no mercado brasileiro. "Maciel Neto
fez uma excelente gestão na Ford do Brasil, construiu uma nova
relação com os empregados, com os fornecedores e com a imprensa
brasileira e deixa a Ford bem posicionada no Brasil", disse Wilson
Rocha que é o diretor de desenvolvimento de negócios e tecnologia
da TRW Automotive (Gazeta Mercantil, 17 de abril).
Venda
quadruplica com lei de emissão nos EUA
A participação de mercado dos Estados Unidos em carros e
picapes a diesel praticamente quadruplicará até o ano de
2015 quando as montadoras atenderem às exigências de economia
de combustível e as normas estaduais sobre emissões de gases
se tornarem uniformes, informou a J. D. Power & Associates. Os veículos
a diesel vão ser responsáveis por 11,8% das vendas nos Estados
Unidos até 2015, que cresceram a partir dos 3,2% no ano passado.
A participação mundial desses carros e de caminhões
vai aumentar de 24,7% para 34,2%, nesse período. Nos Estados Unidos,
"os veículos a diesel estarão em condições
de atender às normas em todos os 50 estados e há o desejo
de reduzir as emissões de gases e as preocupações
com a dependência do petróleo importado", afirmou Alastair
Bedwell, gerente sênior da J. D. Power Automotive Forecasting, de
Surrey, na Inglaterra (Gazeta Mercantil, 17 de abril).
Real
valorizado baixa preço dos veículos de luxo
Automóveis, notadamente os de luxo, se destacaram entre as compras
de bens importados neste início de ano. Dados do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram
que o valor total dos veículos vindos de outros países cresceu
57% nos três primeiros meses em comparação com igual
período do ano passado. Principalmente os consumidores que dispõem
de recursos em torno de R$ 100 mil para comprar um carro, aproveitaram
a valorização do real, que estimulou os importadores a reduzir
preços. Há um ano, o luxuoso Touareg, modelo alemão
da Volkswagen, era vendido a R$ 315 mil. No fim de semana os concessionários
ofereciam o mesmo carro por R$ 280 mil. Segundo o Ministério do
Desenvolvimento, a importação de automóveis totalizou
US$ 274 milhões de janeiro a março. No primeiro trimestre
do ano passado, os carros trazidos de outros países somaram US$
174 milhões. Com esse salto, a participação desse
produto nas importações totais do Brasil aumentou de 1,1%
para 1,4% (Valor, 17 de abril).
Ford
deixa de oferecer 1.0 Supercharger
Passada a grande onda dos modelos com motor 1.0, a Ford deixa, a partir
deste mês, de oferecer a versão Supercharger do Fiesta, do
Fiesta Sedan e do EcoSport. Com compressor, o propulsor gerava 95 cv (cavalos),
10 cv a menos que o 1.6. A pequena diferença de potência
era só um de seus problemas. Os consumidores reclamavam do gasto
excessivo de gasolina. E, por fim, o custo de produção,
elevado se comparado com o do motor de oito válvulas, só
compensava pelo benefício do IPI. A Ford informa que deixou de
oferecer o motor Supercharger porque os clientes passaram a dar prioridade
às opções bicombustíveis. Segundo a empresa,
não haverá interrupção no fornecimento de
peças nem no atendimento a clientes (Folha Online, 17 de abril).
Celta
sofre plástica e preço cai R$ 60
Foram cinco anos e sete meses sem alterações no visual e
mais de 600 mil unidades produzidas na fábrica de Gravataí
(RS). Após tanto tempo apostando nas linhas do Celta, a Chevrolet
resolveu dar nova cara a seu carro de entrada. E não mudou pouco.
A começar pelo preço, trouxe bons atrativos: antes era vendido
a R$ 24.550 (versão 1.0 Life de duas portas); agora, a linha 2007
parte de R$ 24.490 - pela internet, o modelo pode ser adquirido por R$
23.960. Com modificações na carroceria e no interior, o
novo Celta tem inegável semelhança - guardadas as proporções
- com o Vectra, principalmente na dianteira. Novos faróis, grade
e pára-choque o deixam com aspecto de carro maior e, por isso mesmo,
sugerem a comparação com o sedã - a estratégia
de marketing da montadora preocupa-se em apresentar um carro robusto,
que "encara qualquer parada". O interior melhorou, em alguns
pontos, uma velha reclamação dos proprietários do
Celta: acabamento espartano (Folha Online, 17 de abril).
Fiat
vende motores a gás natural à China
A Fiat Powertrain Technologies, empresa do Grupo Fiat, fechou acordo com
a Sociedade de Transportes Públicos de Pequim, para o fornecimento
de mil motores movidos a gás natural. Eles equiparão ônibus
urbanos fabricados no país e que circulam pela capital chinesa.
A iniciativa faz parte de um programa de cooperação entre
o Ministério Italiano do Meio Ambiente e o governo chinês,
cujo objetivo é favorecer a mobilidade sustentável da população
de Pequim, tendo em vista os próximos Jogos Olímpicos, a
serem realizados na cidade em 2008. O projeto prevê ainda a elaboração
de estudos de viabilidade e programas de conservação e renovação
dos recursos naturais, eficiência energética, agricultura
sustentável e a criação de tecnologias de transporte
com baixas emissões de poluentes, além do desenvolvimento
de cursos de formação ambiental. Não é a primeira
vez que a Fiat Powertrain Technologies fornece motores a gás natural
ao governo de Pequim, mas trata-se de um dos maiores lotes desse tipo
de propulsor. Entre 2002 e 2004, a FPT enviou 320 motores à capital
chinesa (Carsale, 17 de abril).
Ford
anuncia recall do Focus
A Ford está convocando proprietários de 29.173 Focus a comparecer
às concessionárias da marca para que seja realizada a troca
do tubo de vácuo do servofreio. A montadora detectou um problema
na soldagem da peça que provocar trinca ou ruptura na válvula
do componente. Os modelos envolvidos no recall foram produzidos em 2004
e 2005. De acordo com a Ford, não existe risco de perda da capacidade
de frenagem do veículo. Porém o defeito pode exigir que
o motorista pise com mais força no pedal do freio, para garantir
a eficiência do sistema (Carsale, 17 de abril).
Produção
da Yamaha vai para Manaus
A Yamaha irá transferir até o final do ano toda a produção
de Guarulhos (SP) para a sua unidade de Manaus. De acordo com a assessoria
de imprensa da empresa, essa transferência já estava nos
planos desde 1985, quando a fábrica da Yamaha foi inaugurada no
Pólo Industrial de Manaus, dependendo apenas da concretização
da ampliação - que deve ser finalizada até o fim
do ano. Atualmente são produzidas em São Paulo apenas algumas
peças, como engrenagens e campo de motor, que correspondem a cerca
de 10% da produção total. Grande parte dessas peças
chega semi-acabadas de outros lugares, recebe o acabamento e é
enviada para a unidade de Manaus. Agora, a empresa centralizará
toda a produção, reduzindo custos (Webtranspo, 17 de abril).
Muda
controle da Collins & Aikman no País
A International Automotive Components Group Brazil anunciou na semana
passada que completou a compra da maioria das ações das
operações no Brasil da Collins & Aikman, fabricante
de autopeças, que está em concordata. O controle da Collins
& Aikman no Brasil inclui a aquisição de 100% da Permali
do Brasil Indústria e Comércio Ltda. e aproximadamente US$
42,8 milhões de empréstimos entre companhias a Plascar Indústria
de Componentes Plásticos Ltda. A International Automotive Components
Group Brazil é uma empresa conjunta formada por WL Ross & Co.
e Franklin Mutual Advisers, duas empresas de investimento dos Estados
Unidos. No Brasil, a Per |