
JUNHO/2002
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Test
drive do Polo para funcionários da VW
A Volkswagen do Brasil inicia programa de test drive do novo Polo para
os funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo,
SP. A iniciativa da montadora tem por objetivo integrar seus empregados
às estratégias mercadológicas da empresa. Dos 7.000
empregados inscritos, 1.600 sorteados poderão rodar com o novo
Polo por um dia, levando o automóvel para casa e devolvendo-o na
manhã seguinte. A ação que se prolongará pelos
próximos dois meses (Panorama Setorial da Gazeta Mercantil).
Concessionárias
venderam 5% mais em julho
Depois de um junho fraquíssimo nas vendas, pesquisa realizada com
revendedores pela Agência AutoData dia 26 indica acréscimo
de 5% nas vendas de automóveis em todo o país em julho.
Na rede de concessionários Ford muitos dizem que o lançamento
do novo Fiesta foi a salvação da lavoura. A nova tabela
de preços enviada pela VW à rede no fim do mês chegou
a tempo de levantar o faturamento da rede. A taxa de juros subsidiada
pela General Motors ajudou, e bastante, a recuperação de
mercado de sua rede, segundo seus concessionários (Agência
AutoData, 29 de julho).
Brasil deve atacar mercados emergentes
Para Wim van Acker, presidente da consultoria Roland Berger, o Brasil
pode tornar-se um pólo de exportação automotiva para
países emergentes. Desta forma, além de disputar o mercado
dos carros mundiais, normalmente mais sofisticados, as montadoras brasileiras
deveriam intensificar esforços para vender seus produtos aos países
emergentes, com situação sócio-econômica semelhante
à do Brasil. Uma das vantagens é que nossos veículos
não precisariam de grandes adaptações. Seria o caso
da China e Índia, por exemplo (AB, Estadão, 29 de julho).
Emergentes
vão crescer muito mais
Apesar da situação atual de crise em algumas regiões,
estudo da consultoria Roland Berger aponta que os mercados emergentes
(América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia)
vão registrar crescimento de vendas de 5% a 10% até 2006.
No mesmo período o potencial de crescimento dos mercados automotivos
da América do Norte, Europa, Japão e Oceania não
passa de 0,5% a 3% (Estadão, 29 de julho).
Adequação
aos mercados sofisticados
Para as montadoras brasileiras todos os alvos de exportação
passam a ser cogitados, incluindo emergentes e países desenvolvidos,
como mostra Cleide Silva em matéria para o Estadão de hoje.
Por isso algumas montadoras, como a VW, já vêm planejando
a adequação de produtos e investimentos visando a mercados
mais exigentes. "Estamos negociando com mercados onde antes não
imaginávamos chegar" - disse à repórter Leonardo
Soloaga, gerente de Exportação da Volkswagen. África
do Sul e Oriente médio estão na lista de prováveis
compradores. Para essas regiões não há necessidade
de grandes mudanças nos automóveis. Mas para a União
Européia será preciso desenvolver novos produtos, além
de providenciar adaptações em veículos já
em produção para adequá-los às rígidas
normas locais de segurança e emissão de poluentes (Estadão,
29 de julho).
Acordos
automotivos em separado
Num esforço conjunto de governo e montadoras, representadas pela
Anfavea, o Brasil busca alternativas de exportação junto
à África do Sul, que se especializou na montagem de kits
importados, à China e Índia, para onde embarca na segunda
quinzena de agosto Reginaldo Arcuri, secretário de Desenvolvimento
da Produção do Ministério do Desenvolvimento. A estratégia
de discutir em separado um pacote para o setor automotivo será
uma constante nos acordos que o Mercosul deverá negociar daqui
por diante. "Não pode haver trade-off com outros setores,
senão a conta nunca fecha" - explicou Arcuri (Estadão,
29 de julho).
O
valor da segurança como acessório
Uma despreocupação com os equipamentos de segurança,
quando pagos à parte, pelos compradores brasileiros sempre é
motivo de críticas. Muito diferente de outros países? Aparentemente,
não. Uma pesquisa nos EUA, publicada no jornal Detroit Free Press
em meados deste mês, mostrou que o valor da prestação
é o fator mais citado - 87% - quando os norte-americanos vão
às lojas. Depois, localização de porta-copos (64%),
espaço para bagagem (56%), sistema de som (55%), aparência
do interior (48%) e, ufa, itens de segurança (45%). O único
acessório de proteção considerado importante foi
o airbag, mencionado por 80%. No caso, entretanto, se trata de componente
de série em 17 milhões de veículos vendidos anualmente,
o que rebaixa o custo para meros R$ 400,00 por unidade. Ao contrário
do que se pensa, os cintos, a um preço de apenas R$ 85,00, são
comprovadamente muito mais eficientes do que os airbags. No ano 2000,
aqueles salvaram quase 12.000 vidas e estes, apenas 1.600, em um país
de estatísticas confiáveis (Fernando Calmon, Alta Roda,
29 de julho).
A
aposta da Souza Ramos no Pajero
Criatividade e baixa automação caracterizam primeira ampliação
(até 30.000 unidades/ano) da fábrica Mitsubishi, em Catalão,
GO. A montadora do Grupo Souza Ramos iniciou a produção
do Pajero TR4, que ganhou retoques no estilo, porta-malas ampliado e motor
mais potente de 2 litros, com131 cv. Preço: R$ 61 mil a R$ 66 mil.
O vão livre aumentado em 2,5 cm melhorou desempenho fora de estrada,
sem comprometer no asfalto (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de julho).
Skytrax,
segurança via satélite
O Skytrax, novo equipamento, fabricado no Brasil, promete tranqüilidade.
Miniprocessador recebe dados de localizador por satélite (GPS)
e, por meio de aviso luminoso e sonoro, alerta sobre tudo de interesse
no caminho do motorista: curvas perigosas, quebra-molas, acessos rodoviários,
endereços e até detetores de velocidade fixos ou móveis.
Por não se tratar de anti-radar, é liberado pelo Código
de Trânsito. Preço: R$ 739,00. Informações
em www.skytrax.com.br (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de julho).
Iveco
desiste de trazer linha da Argentina
A nova cláusula do regime automotivo que permitirá déficit
na balança do Mercosul poupará a Argentina de perder montadoras
para o Brasil. Foi essa flexibilidade que levou a Iveco, fabricante de
veículos comerciais do grupo Fiat, a desistir de transferir a linha
de produção de caminhões pesados de Córdoba
para Sete lagoas, em Minas Gerais. No Brasil, a situação
também é desanimadora. A empresa decidiu cortar 8% do pessoal
da fábrica inaugurada há menos de dois anos e parar a produção
durante duas semanas neste mês como forma de adequá-la à
queda de demanda (Marli Olmos, Valor Econômico, 26 de julho).
As
expectativas da Iveco
O novo presidente da Iveco Latin America, Antonio Scognamillo, diz que
"abrir e fechar fábricas não é como abrir e
fechar escritórios", referindo-se à despesa que representaria
uma transferência de produção para o Brasil. Vale
lembrar que a Iveco já se escaldou com a decisão de fazer
o caminho inverso: em 1985 abandonou a fábrica de caminhões
no Rio de Janeiro e abriu uma nova na Argentina. O volume de produção
de toda a indústria argentina de veículos comerciais deverá
cair este ano de 17 mil unidades em 2000 para 4 mil. "Este será
o ano mais difícil do setor na América Latina. No Brasil,
a direção da Iveco estima um mercado de 78 mil unidades
- incluindo vans e caminhões. As fábricas da Iveco na América
do Sul têm hoje capacidade três vezes superior ao volume que
produzem(AB/Marli Olmos, Valor Econômico, 26 de julho).
Tocantins
visita montadora no Irã
A comitiva do governo do Tocantins que está no Irã desde
o dia 21 de julho visitou esta semana, em Teerã, a indústria
automotiva Iran Khodros/SAPCO, que produz 280 mil unidades/ano. De acordo
com a assessoria do governo, a direção da montadora mostrou
interesse em estabelecer parcerias com a Tricos do Brasil, que firmou
um protocolo de intenções para instalar no Tocantins a Fábrica
Brasileira de Automóveis (Fabral), cujo início da produção
está previsto para agosto de 2003. O carro-chefe será o
modelo Aníbal, um 4x4 de tecnologia da Santana Motor, montadora
espanhola com sede na província da Andaluzia. O protocolo prevê
três linhas de montagem, incluindo uma picape para o segmento agrícola
e um chassi para o transporte urbano. (Gazeta Mercantil, 26 de julho).
Iveco
reduz pessoal e projeções
A Iveco, que está trocando seu presidente no Brasil, demitiu
40 de seus 450 trabalhadores na unidade de Sete Lagoas, MG. A empresa
reduziu a previsão de produção dos veículos
da linha Daily em mais de 28%, de 7 mil para 5 mil unidades este ano,
o equivalente a um terço da capacidade destinada à marca
Iveco na fábrica mantida junto com a Fiat Automóveis, que
produz o Ducato, e utilizada para produzir furgões para o grupo
PSA (AB/Agestado, 26 de julho).
Estampados
Maxion para a Mercedes
A fábrica da Iochpe-Maxion, fabricante de componentes automotivos
em Cruzeiro, SP, vai fornecer peças estampadas para caminhões
Mercedes-Benz a partir de setembro. O contrato é de R$ 12 milhões.
A transferência da produção de estampagem de pequenas
peças de caminhões para a Iochpe Maxion faz parte do processo
de terceirização que está sendo realizado pela primeira
vez pela DaimlerChrysler no Brasil (Gazeta Mercantil, 26 de julho).
Motorola
fabricará rastreador
Marcelo Catapani, gerente da divisão automotiva da Motorola,
informa que a empresa produzirá em Jaguariúna, SP, a partir
de janeiro, um equipamento de rastreamento e localização
de automóveis (Gazeta Mercantil, 25 de julho).
GM
suspende demissões em São Caetano
A General Motors suspendeu a demissão de 700 funcionários
diretos prevista para ocorrer neste mês na fábrica de São
Caetano do Sul, no ABC paulista, mas vai adotar um pacote de medidas para
adequar o quadro de pessoal à atual demanda do mercado de veículos.
Hoje mesmo a montadora inicia um programa de demissões voluntárias
(PDV). Além de dar férias coletivas a partir de segunda-feira
e operar com jornada reduzida de trabalho em agosto, a empresa possivelmente
adotará o sistema de lay-off (suspensão temporária
do contrato) para parte do pessoal (Cleide Silva, Estadão, 25 de
julho).
Linha
especial de financiamento
A Caixa Econômica Federal deve anunciar uma nova modalidade de financiamento
para a compra de automóveis pela população de baixa
renda. A informação foi dada ontem pelo ministro do Desenvolvimento,
Sérgio Amaral, à Anfavea. Segundo Amaral, ainda esta semana
haverá uma reunião entre dirigentes da CEF, da Anfavea e
o secretário de Desenvolvimento, Reginaldo Arcuri, para discutir
as condições da linha de financiamento. Outro programa já
apresentada ao governo é o "Carro Próprio", do
Sindipeças. Amaral não deixou claro se a nova modalidade
da CEF seguirá as condições desse projeto. O "Carro
Próprio" contemplaria consumidores com renda entre 5 e 10
salários mínimos, beneficiados pela isenção
de impostos federais (IPI, Pis e Cofins), que representam mais de 20%
do valor do carro popular. O consumidor pagaria prestação
média de R$ 179 durante 36 meses - levando-se em conta um carro
de R$ 15 mil. Após esse período, ele poderia resgatar o
título e receber um certificado com direito a adquirir o carro
sem impostos. O valor restante - cerca de 50% - poderia ser financiado
(AE Setorial, 25 de julho).
Aço
mais leve para automóveis
Os primeiros resultados de um projeto internacional iniciado em 1994 por
33 siderúrgicas e pela Porsche Engineering Services já estão
chegando ao mercado: carros até 20% mais leves. O projeto foi uma
reação das siderúrgicas ao avanço do alumínio
e de plásticos na produção de automóveis.
Contou com a participação de uma única brasileira,
a Usiminas, já equipada para fornecer 60% das linhas desenvolvidas
pelo consórcio. (DCI, 25 de julho).
Recorde
de participação no Rally dos Sertões
Começa hoje às 20 horas, em Goiânia, GO, a décima
edição do Rally Internacional dos Sertões. A prova
deste ano tem número recorde de participantes - são 214
veículos, entre carros, motos, caminhões, quadriciclos e
expedition (passeio). O final será dia 2 de agosto, em Fortaleza,
CE. A estimativa é de que o rali movimente R$ 20 milhões
em gastos como compra de automóveis, mecânicos, peças,
alimentação, hospedagem, combustível (Renato Acciarto,
Gazeta Mercantil, 24 de julho).
Divórcio
entre Subaru e Hyundai na distribuição
A Subaru, marca importada pelo grupo Caoa, já está seguindo
novos rumos no Brasil. A marca japonesa quer se desvencilhar de vez da
coreana Hyundai, também comercializada pela Caoa e com a qual compartilha
pontos de venda. Um dos motivos é a proximidade do preço
dos veículos, com a chegada do esportivo Tiburon, o Terracan e
o Sonata, da Hyundai. A primeira atitude será a separação
dos showrooms. Fora de São Paulo há sete distribuidores
comuns (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 24 de julho).
Aço
pode onerar montadoras em US$ 1 bilhão
As montadoras americanas estão encarando um novo fantasma: um aumento
de um bilhão de dólares no seu mais básico componente,
o aço. A informação é das agências internacionais,
segundo quem os fornecedores de aço já estão preparando
a indústria para aumento de no mínimo 20%. Eles reclamam
de baixos estoques domésticos, consumo crescente e da tarifa de
30% imposta pela Casa Branca sobre as importações de aço.
Muitas montadoras já se declaram temerosas quanto a uma escassez
de produtos de aço, por conta da redução na capacidade
produtiva das siderúrgicas americanas nos últimos sete meses.
E como os acordos de preços expiram nos próximos meses,
muitas já admitem que seus custos de produção certamente
subirão (AutoData, 24 de julho).
Produção
mexicana cai 5,62% em junho
A produção de veículos no México caiu 5,62%
em junho. As montadoras instaladas no país produziram 152.126 unidades
contra 161.196 no mesmo período do ano passado. Com relação
a maio passado, quando foram fabricados 167.817 veículos, a baixa
é de 9,35%. Os dados foram divulgados pela Amia, associação
que representa as montadoras instaladas no país. No primeiro semestre
de 2002 foram produzidos 931.518 veículos, volume 0,3%superior
comparando-se ao mesmo período do ano passado, 928.778. A GM foi
a companhia que mais produziu no México nos seis primeiros meses
deste ano: 245.889 unidades. Em seguida vem a DaimlerChrysler, com 205.154
veículos e, em terceiro lugar, a Volkswagen, com 180.440 (AutoData,
24 de julho).
Indústria
de autopeças prepara demissões - 1
De janeiro a junho o faturamento da indústria de autopeças
ficou 8,1% menor do que o do primeiro semestre do ano passado. A reboque
desse quadro, que deve se agravar por conta da redução do
ritmo das montadoras, virão as demissões na indústria
de autopeças. Os dados do semestre fazem parte de levantamento
preliminar do Sindipeças, que não divulgou o valor total.
Segundo o presidente da entidade, Paulo Butori, os fabricantes de componentes
para veículos têm faturado, juntos, a média de R$
920 milhões por mês (Marli Olmos, Valor Econômico,
24 de julho).
Indústria
de autopeças prepara demissões - 2
O dirigente não sabe quantificar o número de demissões
já feitas no setor este mês e muito menos as que estão
por acontecer. A indústria de autopeças está em pleno
compasso de espera, envolvida num cenário pouco otimista e que
oferece poucas saídas. As montadoras pararam, seja por meio de
férias, bancos de horas ou jornadas reduzidas, o que torna iminente
a queda nas encomendas nos próximos dois meses (Marli Olmos, Valor
Econômico, 24 de julho).
Indústria
de autopeças prepara demissões - 3
Para se livrar das penalidades previstas em véspera de dissídio
coletivo (novembro para os metalúrgicos) , as empresas de autopeças
terão de efetuar as dispensas antes de setembro. Mês que
coincide com a véspera das eleições presidenciais.
O setor de autopeças chegou em maio com 170 mil empregados, número
mantido desde o início do ano. Mas, desde então, muitas
empresas confirmaram queda nas encomendas. Não se fala em cortar
vagas. "Mas a gente sabe que nas montadoras tudo começa com
férias; depois o empregado vai pintar paredes e, por fim, vêm
as demissões", afirma Butori (Marli Olmos, Valor Econômico,
24 de julho).
Ford
aumenta exportações em 8,85%
A Ford Motor Company do Brasil aumentou em 8,85% suas exportações
no primeiro semestre deste ano, para US$ 210,345 milhões. Em igual
período do ano passado as vendas externas renderam US$ 193,241
milhões. Já as importações caíram 22,56%,
de US$ 339,968 milhões para US$ 263,274 milhões. Mesmo com
o aumento das vendas ao exterior a montadora ficou com déficit
na balança comercial de US$ 52,928 milhões, posicionando-se
em 14º lugar entre as empresas exportadoras do País. No ranking
geral das empresas importadoras a Ford está em quinto lugar, segundo
informações liberadas pela Secretaria de Comércio
Exterior (Sônia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de julho).
Sinal
verde para compra da Daewoo - 1
A Comissão da União Européia (UE) aprovou a aquisição
da coreana Daewoo Motor Co. pela General Motors Co. "A operação
não terá nenhum impacto antitruste", disse a UE em
comunicado. A GM, juntamente com seus parceiros, injetará US$ 400
milhões para adquirir uma participação de 67% na
Daewoo. A GM sozinha deterá uma fatia de 42,1% na nova companhia,
a ser chamada de GM Daewoo Automotive and Technology Co. A japonesa Suzuki
Co. Ltd., na qual a GM detém uma participação de
20%, investirá US$ 89 milhões por uma participação
de 14,9% (Estadão, 23 de julho).
Sinal
verde para compra da Daewoo - 2
A transação enfatiza os esforços da GM em ganhar
posição na Ásia. Após a aquisição,
a empresa terá aproximadamente 20% do mercado asiático.
A empresa norte-americana também detém 49% na Isuzu Motors
Ltd. e 20% na Fuji Heavy Industries Ltd., que fabrica os veículos
Subaru. A GM continuará usando as marcas da Daewoo Motors. Os automóveis
produzidos pela nova companhia serão vendidos pela GM e pela Suzuki
no mundo todo. A aquisição marca o fim da difícil
reestruturação da Daewoo (Estadão, 23 de julho).
Vectra é líder entre os luxuosos
Com 4.897 unidades vendidas no primeiro semestre deste ano e 30,66% de
participação no seu segmento de mercado, o GM Vectra foi
o carro luxuoso de maior vendagem do período, segundo dados do
Registro Nacional de Veículos Automotores do Departamento Nacional
de Trânsito, Renavam/Detran, distribuídos pela Fenabrave,
entidade que congrega os distribuidores no Brasil. (Agência AutoData)
Trabalhar
menos para diminuir estoques
Pela segunda vez em menos de 20 dias, a Renault suspendeu a produção
de carros na fábrica de São José dos Pinhais (PR)
por causa da queda nas vendas. Na Fiat de Betim (MG), mil metalúrgicos
iniciaram férias de 20 dias com o objetivo de reduzir estoques.
É a terceira vez que a empresa adota essa medida desde junho, com
a dispensa de grupos de mil funcionários de cada vez. Na próxima
segunda-feira 7 mil funcionários das fábricas da GM de São
Caetano do Sul e São José dos Campos e 1,7 mil da Ford de
São Bernardo do Campo também ficarão em casa até
o dia 7 de agosto. As vendas de veículos no primeiro semestre caíram
17,7% no atacado e 13,2% no varejo em relação a igual período
de 2001. A direção da GM volta a se reunir com o Sindicato
dos Metalúrgicos de São Caetano para discutir medidas que
evitem a demissão de 808 funcionários prevista para este
mês. (Cleide Silva, Estadão, 23 de julho)
Argentina
compromete balança Brasil-Mercosul
A retração do mercado argentino comprometeu os resultados
da balança comercial do Brasil com o Mercosul em 2001, registrando
déficit de US$ 646 milhões. A participação
do bloco nas exportações do setor automotivo foi de 18,4%.
Enquanto isso, o comércio do Brasil com outros blocos, como Alca,
Nafta, Aladi e União Européia, resultaram em superávit
no mesmo período. As informações são de Elizabeth
de Carvalhaes, vice-presidente da Anfavea e diretora de assuntos governamentais
da VW do Brasil (Agência AutoData, 23 de julho).
Ônibus
com motor eletrônico vende mais
A comercialização de ônibus Mercedes-Benz com motor
eletrônico está crescendo significativamente. No primeiro
semestre o motor mecânico representou 57% das vendas, contra 66%
no final do ano passado. Os principais motivos para a preferência
do consumidor são a durabilidade do produto e a economia que proporciona.
A Mercedes afirma que o motor eletrônico chega a rodar 1,2 milhão
de quilômetros sem problemas. O consumo de combustível do
motor eletrônico é 10% inferior ao de um equipamento mecânico
com as mesmas propriedades. Na manutenção, os custos com
lubrificantes para motor e câmbio chegam a ser 12% menores. A montadora
vendeu 137 ônibus para a Viação Cometa e Auto Viação
1001, no mês de junho, todos equipados com motores eletrônicos
(DCI, 23 de julho).
Eletrônica
avança nos caminhões
A tendência de crescimento da participação do motor
eletrônico também foi notada nas vendas de caminhões
da montadora. Segundo o diretor de vendas de veículos comerciais
da marca, Gildon Mansur, o ritmo de crescimento para caminhões
é mais lento em função dos diferentes perfis dos
consumidores. A maioria dos compradores de caminhões, diz, são
autônomos ou proprietários de dois ou três veículos.
No caso dos ônibus, os grandes frotistas são maioria. (DCI,
23 de julho).
Questionada
restrição ao frete
O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul enviou
notificação à GM recomendando que empresas não
ligadas às entidades dos transportadores também possam transportar
os carros produzidos em Gravataí. Atualmente só estão
autorizadas a levar os veículos das montadoras empresas ligadas
à Associação Nacional das Empresas Transportadoras
de Veículos (ANTV) e cegonheiros filiados ao Sindicato Nacional
dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos
e Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário de Veículos
(Sindican) (Gazeta Mercantil, 22 de julho).
Disfunções
no frete e protesto
A recomendação enfatiza que "o domínio de mercado
por parte de poucas empresas e pessoas, a uniformidade dos fretes cobrados
e a atuação concertada das transportadoras que compõem
a ANTV têm prejudicado muito o consumidor brasileiro". Na semana
passada o Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul organizou proteste
em frente à fábrica da GM, em Gravataí, impedindo
a entrada e saída de veículos do pátio (Gazeta Mercantil,
22 de julho).
Cresce
investimento em marketing
Segundo o Ibope/Monitor, o investimento em ações de marketing
do setor de veículos, peças e acessórios no primeiro
semestre foi de R$ 365 milhões, com um ligeiro crescimento em relação
aos R$ 323 milhões de igual período de 2001. Os executivos
não apostam em crescimento no segundo semestre, em função
de pátios lotados, dispensa de funcionários e férias
coletivas. No máximo as ações das montadoras vão
se concentrar no varejo, nas revendedoras (Estadão, 22 de julho).
Cooperação
entre Peugeot e Toyota
A cooperação entre Peugeot e Toyota para produzir um veículo
compacto barato e de qualidade na República Tcheca pode se estender
ao Brasil. Terá desenho totalmente diferente para as duas marcas.
A fábrica perto de Praga está adiantada e os carros estarão
à venda no início de 2005. Uma iniciativa sob medida para
resolver falta de produtos Toyota neste conceito (22 de julho).
Brasil não é líder dos populares
Apesar da preocupante concentração de modelos pequenos no
mercado brasileiro (cerca de 80%), limitando a capacidade exportadora
e criando distorções, o país não lidera esta
categoria. Estamos em quarto (décimo, na classificação
geral), atrás dos EUA, com percentual baixo de um volume massivo,
da França e da Espanha (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de julho).
Interpretando a liderança nas vendas
A guerra pelo mercado tem despertado, como nunca, a criatividade do marketing
das montadoras. Números, de fato, não mentem; difíceis
são as interpretações. Há coisas curiosas.
Um fabricante pode, por exemplo, vencer na soma dos segmentos de automóveis
e comerciais leves sem liderar individualmente em nenhum dos dois. Em
parte, ocorreu com a Fiat em 2001: primeira, em automóveis e terceira,
em comerciais leves. Apesar disso, a marca italiana anunciou a conquista
do mercado "automotivo", o que incluiria todas as categorias
(inclusive caminhões), fato incorreto. Leia
mais...(Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de setembro).
Atendendo
aos pedidos contra demissões - 1
A General Motors vai anunciar na manhã desta sexta a suspensão
da demissão de 808 funcionários. O anúncio acontecerá
durante reunião com os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Caetano. A informação partiu do secretário
do Emprego e Relações do Trabalho do governo paulista, Fernando
Leça. "É seguro dizer que a empresa não vai
demitir", disse Leça nesta quinta à noite, por telefone.
A assessoria do governador Geraldo Alckmin, candidato a um novo mandato,
informou em nota divulgada na quinta que a GM prometeu estudar alternativas
para evitar a demissão, depois de um encontro entre Alckmin e o
vice-presidente da GM, José Carlos da Silveira Pinheiro Neto. De
acordo com a nota, Alckmin conversou sobre o assunto também com
o ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio
Exterior, Sérgio Amaral. "Tenho certeza de que estes contatos
resultarão em saídas que evitarão as demissões",
diz Alckmin na nota (Diário do Grande ABC, 19 de julho).
Atendendo
aos pedidos contra demissões
O vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro
Neto, divulgou nota à imprensa hoje informando que "a empresa,
consistente com a sua política de pessoal e, em atenção
aos pedidos do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin,
do Ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio
Exterior, Sérgio Amaral, e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, está
envidando todos os esforços no sentido de estabelecer alternativas
visando atenuar os efeitos da programada redução de seu
pessoal para adequar os níveis de produção à
demanda do mercado". Ele enfatizou, na nota, também "a
absoluta necessidade da empresa manter-se competitiva em um mercado acentuadamente
concorrencial" (19 de julho).
Feirões
estão de volta
As montadoras vão apelar novamente neste fim de semana para feirões
e promoções especiais para atrair consumidores que desapareceram
das lojas. Medidas tradicionais como juros abaixo de 1%, descontos e condições
facilitadas de pagamento dessa vez serão mais agressivas porque
as fábricas e as lojas estão com um dos estoques mais altos
da história do setor. O encalhe estava próximo de 170 mil
veículos no início do mês, suficiente para quase 50
dias de vendas. Com o mercado em queda e a falta de perspectiva de reativação
dos negócios no curto prazo, as empresas deram férias coletivas
aos funcionários e pelo menos uma delas, a GM, está fazendo
demissões. Com os pátios abarrotados, a GM vai manter as
lojas da rede fechadas hoje na Grande São Paulo para reabrir amanhã
com "superofertas como IPVA grátis, descontos especiais e
juros abaixo de zero", informa o gerente nacional de varejo e marketing
da montadora, Roberto Carvalho (Estadão, 19 de julho).
Corsa
vai para a Argentina
A GM deverá transferir a produção da família
Corsa (versão antiga) de São Caetano para a fábrica
de Rosário, na Argentina (onde já é produzida a perua
Corsa), a partir de 8 de agosto. O último dia de produção
do veículo no Grande ABC - segundo colocado em vendas - será
29 de julho, antes das férias coletivas na fábrica. A assessoria
da empresa não confirmou a informação, obtidas na
própria montadora. O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Caetano, Irapuã Serdas, confirmou a transferência.
A linha do Corsa antigo em São Caetano monta, em média,
de 24 a 26 carros por hora, ante 11 veículos por hora na linha
do Astra e cinco na linha do Vectra (que deverá deixar de ser produzido)
(Diário do Grande ABC, 19 de julho).
Lucro
da Daimler sobe 52%
A DaimlerChrysler AG, quinta maior montadora mundial, elevou as metas
de ganhos para este ano, depois de registrar aumento de 52% no lucro líquido
do segundo trimestre, em função do programa de corte de
custos na Chrysler. O lucro líquido do segundo trimestre aumentou
para 1,1 bilhão de euros, US$ 1,1 bilhão, ou 1,10 euro por
ação, ante os 731 milhões de euros, ou US$ 0,73 por
papel, do mesmo período do na passado, segundo o site da montadora.
O lucro operacional anual, excluindo itens extraordinários, será
"significativamente mais de três vezes" maior do que o
de 2001, destacou a empresa (Bloomberg, 19 de julho).
Negócios
automotivos com a UE
A negociação direta de um acordo automotivo entre União
Européia e Mercosul tratada diretamente entre a indústria
dos dois blocoas está em estudo pelos governos, para engajar mais
o setor privado nos entendimentos. O setor automotivo representa 19% do
comércio efetivo EU-Mercosul, o que justifica sua escolha. A idéia
sereá discutida na reunião de ministros dos países
dos dois blocos, no Rio de Janeiro, na próxima terça-feira,
e pode mesmo surgir como um dos poucos sinais positivos do encontro, marcado
desde já pelo ceticismo (Gazeta Mercantil, 19 de julho).
Novidades
na distribuição européia
A Comissão Européia anunciou medidas de estímulo
da concorrência no mercado varejista de automóveis. A partir
de outubro, os concessionários europeus terão a opção
de decidir se continuarão a vender carros de apenas uma marca ou
se irão se tornar lojas multimarca. As medidas foram anunciadas
pelo comissário da área de Concorrência da Comissão
Européia, Mario Monti, depois de anos de negociações
entre fabricantes de automóveis, comerciantes e grupos de defesa
dos consumidores. A mudança na legislação proíbe
a reserva de mercado por região - os revendedores poderão
vender veículos para o consumidor final em qualquer lugar, e não
só mais em uma área de atuação limitada. As
oficinas - inclusive de revendedores autorizadas - também terão
o direito de comprar peças de reposição do fornecedor
que quiser, rompendo com a exclusividade das montadoras e fabricantes
de autopeças autorizados (Agência Estado, 17 de julho).
Castanha
de caju para uso nos automóveis
Castanha de caju como produto antioxidante para evitar o entupimento dos
bicos de injeção eletrônica: o projeto vem sendo desenvolvido
na Universidade Federal do Ceará (Gazeta Mercantil, 17 de julho).
Demissões
versus exportações - 1
Reginaldo Arcuri, secretário de Desenvolvimento da Produção
do Ministério do Desenvolvimento, pediu aos representantes das
montadoras que mantenham o emprego em suas fábricas, porque o governo
está mobilizado para antecipar as negociações para
acordos de livre comércio, o que elevaria as exportações
de veículos, aliviando a crise da demanda no mercado interno (Estadão,
18 de julho).
Demissões
versus exportações - 2
Segundo Arcuri, além dos acordos com o México e o Chile,
recém-concluídos, o governo está empenhado em fechar
até o fim do acordo acordo de livre comércio com a África
do Sul, mercado de 330 mil veículos/ano. Ele informou que há
pressa na finalização de acordos do mesmo tipo com a Comunidade
Andina, China, Ìndia e União Européia (Estadão,
18 de julho).
Exportações
da VW crescerão 10%
Maior exportadora do setor automotivo, a VW estuda antecipar alguns pedidos
caso seja necessário. "As vendas externas são um caminho
para ajudar a reduzir essa crise no curto prazo" - disse Elizabeth
de Carvalhaes, diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen. A empresa
projeta aumento de 10% de suas vendas externas neste ano, que devem chegar
a US$ 1,27 bilhão, contra US$ 600 milhões em importações.
Para 2003, com o aumento das vendas do Pólo, as exportações
podem chegar a US$ 1,8 bilhão. (Estadão, 18 de julho).
Scania
adia demissões, GM deve manter
A Scania suspendeu a demissão de 65 funcionários da fábrica
de São Bernardo do Campo, SP, que estavam em licença remunerada.
Eles continuarão a fazer parte do quadro de pessoal até
novembro, quando vence o acordo de estabilidade com o Sindicato dos Metalúrgicos.
Já a GM estuda a proposta do sindicato para evitar 808 demissões
mas, como não espera melhora do mercado, pode manter os cortes
(Estadão, 18 de julho).
Anúncio
da Volks sai do ar
A novela sobre a eficiência dos motores dos carros da VW e da Ford
chegou ao fim. A montadora alemã retirou do ar, ontem, o comercial
em que insinuava que a tecnologia de compressão utilizada no Fiesta
é similar a de uma geladeira. A Embraco, fabricante de compressores,
já havia entrado em representação junto ao Conar
- Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.
Na revista Veja a Ford publicou anúncio de três páginas
argumentando que Mercedes, jaguar e Aston Martin também utilizam
compressores nos motores (Gazeta Mercantil, 18 de julho).
Zanframundo
na equipe para salvar Fiat
O presidente da Iveco para a América Latina, Pier Luigi Zanframundo,
já está de malas prontas para retornar à Itália
e integrar o time de executivos de primeiro escalão, convocados
pelo superintendente mundial da Fiat Auto, Giancarlo Boschetti, para sanear
as dívidas da empresa. Zanframundo assumiu a Iveco - braço
de caminhões da Fiat - em novembro de 2001 com a proposta de ficar
pelo menos três anos no Brasil, de onde dirige os negócios
da empresa na América Latina. Mas a crise financeira da Fiat encurtou
sua estadia no Brasil. O executivo deve retornar para a Itália
dentro de 15 dias (Folha Online, 17 de julho).
Volvo
mantém previsões para 2002
A Volvo vendeu no primeiro semestre 2.002 veículos ante 2.020 em
igual período de 2001. A montadora pretende fechar o ano com 4,3
mil unidades, um pequeno crescimento em relação aos 4.209
veículos vendidos em 2001. O gerente de vendas de caminhões
da Volvo do Brasil, Carlos Pacheco, discorda dos concorrentes que estão
revendo a previsão inicial de venda. "Existe muito mais pessimismo
do que a realidade", reafirma Pacheco. (Zero Hora, 17 de julho).
Vahland
troca a VW Brasil pela Skoda
Vice-presidente de finanças da Volkswagen do Brasil, Winfried Vahland,
está de malas prontas para como diretor da Skoda, em Praga, capital
da República Tcheca. Não é a primeira vez que Vahland
assume cargos fora do Brasil. No Grupo Volkswagen desde 1990, ingressou
como diretor de controladoria na Audi AG e VW AG e seguiu novamente para
filiais da montadora em outros lugares do mundo. Trabalhando no Brasil
desde 1997, Vahland participou da diretoria que promoveu ações
no Grupo Volkswagen como a implantação de duas fábricas
- Nova Anchieta, SP e São José dos Pinhais, PR - modernização
dos processos de produção, lançamento do Golf, Audi
A3 e novo Polo. A Volkswagen ainda não anunciou o nome do sucessor
de Vahland. (AutoData/Fernanda Canto, 17 de julho).
Abrac
tem nova diretoria
A Associação Brasileira dos Concessionários Chevrolet
já tem nova diretoria. João Batista Simão é
o presidente da diretoria executiva e Pedro Seleme o presidente do conselho
plenário. João Batista Simão, que sucede a Arcélio
Alceu dos Santos, é titular da concessionária Artvel, de
Mogi Guaçú, SP, e também da Artvel Sul e Seleta,
ambas no interior de São Paulo. Já Pedro Seleme, que sucede
a Darcy dos Santos, comanda a concessionária CCV, de Curitiba,
PR. (AutoData/Roberto Marks, 17 de julho).
Juiz
de Fora, sem Hyundai, pode ter Mitsubishi
A Hyundai não se mostrou dispota a investir na produção
de um carro compacto em Juiz de Fora, MG, onde a DaimlerChrysler monta
o Classe A. A informação é do presidente da DaimlerChrysler,
Ben van Schaik, que volta a atenção agora para a Mitsubishi.
O interesse está em produzir um veículo compacto, na faixa
dos R$ 20 mil (Gazeta Mercantil, 17 de julho).
DaimlerChrysler
teve semestre positivo
A Mercedes-Benz conquistou a Viação Cometa e a AutoViação
1001, um dos maiores grupos de transporte rodoviários de passageiros
do país, desbancando a Scania. O negócio, avaliado em R$
50 milhões, envolve a venda de 137 ônibus rodoviários,
que serão encarroçados pela Marcopolo. A negociação
contribuiu para a DaimlerChrysler fechar o semestre com bons resultados
(Gazeta Mercantil, 17 de julho).
A
nova tentativa da SsangYong
O caderno Carro da Gazeta Mercantil (17 de julho) faz um balanço
das atividades da SsangYong no Brasil, apresentando o utilitário
Rexton como lançamento e a reestruturação da rede
de concessionárias. Como a maioria dos importadores, o grupo Tricôs
enfrenta dificuldades em levar adiante seu projeto. Praticamente toda
a equipe comercial foi trocada, com a saída de Luis Curi e Jorge
Oliveira (ex-Suzuki). Aguinaldo Guaranha também deixou a gerência
técnica. O desafio agora está nas mãos do novo diretor
de vendas e marketing, José Américo Huertas, ex-Kia. Além
do Rexton, a marca importa os utilitários Musso e Korando, o miniônibus
Istana e o sedã Chairman. Vale lembrar que a operação
da SsangYong teve início (sem sucesso) em paralelo com a distribuição
da Suzuki no Brasil (Gazeta Mercantil, 17 de julho).
O
desafio dos importadores
Equacionar a distribuição de veículos importadores
é uma tarefa no mínimo desafiadora, seja para a SsangYong
ou para qualquer uma das associadas da Abeiva, entidade do setor. Mesmo
com preços FOB camaradas, os importadores precisam fazer ginástica
para tornar o preço de seus veículos no mercado brasileiro
aceitável - especialmente com as taxas de câmbio atuais.
Com venda reduzida a operação torna-se nanica e pouco atrativa
para candidatos a revendedores. Vem depois a questão da assistência
técnica, em geral com agilidade e preços discutíveis.
A finada Lada foi, a seu tempo, uma exceção (acredite quem
quiser): chegou a ter 126 revendedores e um invejável estoque de
peças, logo clonado por fornecedores locais (17 de julho).
Fiesta
mais interessante que Gol
Título da matéria de Renato Acciarto na capa do caderno
Carro da Gazeta Mercantil desta semana: Fiesta Supercharger é mais
interessante que Gol Turbo. O texto diz que o modelo VW se destaca em
persucrsos rodoviárias, mas para uso misto o compacto da Ford oferece
melhor equilíbrio (17 de julho).
Ford
começa a produzir Fusion
A Ford já começou a produzir, na Alemanha, o Fusion, versão
"utilitária" no novo Fiesta. O Fusion é, na verdade,
um "jipinho" com visual baseado no do compacto, e também
será feito no Brasil - mas somente a partir do início do
ano que vem e com expressivas mudanças estéticas que vão
acentuar seu estilo off-road. O modelo brasileiro será destinado
ao mercado interno e também abastecerá as concessionárias
Ford dos Estados Unidos (Auto Press, 16 de julho).
VW
reestrutura comunicação
A VW reestruturou a área de Assuntos Corporativos e Imprensa. Todos
os profissionais de imprensa da montadora farão parte do corpo
de funcionários da empresa, inclusive os que atuam nas fábricas
de Resende, RJ, São Carlos, SP, São José dos Pinhais,
PR e Taubaté, SP. Segundo Raul Viana, que comanda a área
de comunicação da VW, o objetivo é incentivar o trabalho
em equipe e o comprometimento de longo prazo. Ele será assessorado
por dois supervisores: Sérgio Ayarroio e o jornalista Flávio
Chantre. A partir de agosto toda a área de assuntos corporativos
e imprensa ficará baseada na fábrica da via Anchieta, em
São Bernardo do Campo, SP. (AutoData, Roberto Marks, 16 de julho)
Veículos usados: pior mercado desde 2000
As vendas de veículos usados registraram queda de 1,5% em junho
último, comparado ao mesmo mês do ano passado. No acumulado
do primeiro semestre de 2001 a queda foi de 23,1%. Foram vendidos 283,9
mil veículos usados no primeiro semestre do ano, contra 368,8 mil
no mesmo período do ano passado. No último mês 46
mil 583 automóveis foram comercializados contra 55 mil 23 comercializados
em junho de 2001, cerca de 8 mil 440 (1,5%) a menos. "O que nos preocupa
mesmo é o resultado do acumulado de 2002, muito inferior ao dos
dois anos anteriores", disse Chahade. "Nossa previsão
era um crescimento de 10% para 2002 e esta revisão já foi
baixada. Se obtivermos o mesmo resultado de 2001, pelo menos não
teremos decréscimo." (16 de julho).
Fatia
das montadoras na balança é pequena
A participação da indústria automotiva no comércio
exterior do Brasil aumentou um pouco nos primeiros cinco meses do ano,
de 12,8% do ano passado todo, para 13,5%. Mas a fatia ainda é menor
do que em 1998, data que marcou a ampliação das fábricas
de empresas que prometeram ser grandes exportadoras. Num total de US$
2,824 bilhões, o total de divisas do setor automotivo, nos primeiros
cinco meses do ano, ficou acima do total importado, que somou US$ 2,219
bilhões. Em relação aos US$ 3,081 bilhões
obtidos no mesmo período do ano passado, a participação
no comércio exterior brasileiro cresceu de 12,9% para 13,5%. Mas
é nítido que o setor dependeu demais da Argentina para as
suas vendas externas até a crise atingir o país vizinho
(Valor Econômico, 16 de julho).
Protesto
contra demissões na GM
Os funcionários da General Motors de São Caetano do Sul,
SP, devem realizar hoje protesto diante da empresa por conta do anúncio
de 810 demissões nas principais unidades brasileiras (Gazeta Mercantil,
16 de julho).
GM
tem lucro no segundo trimeste
A General Motors registrou um lucro líquido de US$ 1,29 bilhão
no segundo trimestre de 2002, com um crescimento de 170,4% em relação
ao lucro de US$ 477 milhões obtido no mesmo período do ano
passado. O sólido desempenho na América do Norte foi parcialmente
contrabalançado por perdas na América Latina e Europa. A
GM América Latina/África/Oriente Médio teve um prejuízo
de US$ 73 milhões, como consequência das condições
econômicas desfavoráveis no Brasil, Venezuela e Argentina
(Gazeta Mercantil, 16 de julho).
ArvinMeritor
vai exportar para Volvo nos EUA
A fábrica de eixos para veículos comerciais da ArvinMeritor
de Osasco, na Grande São Paulo, vai exportar seus produtos para
os caminhões produzidos pela Volvo no mercado norte-americano.
O fornecimento da unidade brasileira é parte de um contrato de
US$ 1 bilhão, com duração de sete anos, firmado pela
ArvinMeritor com a Volvo Powertrain, subsidiária da AB Volvo que
presta serviços e abastece com componentes de powertrain a Volvo
Trucks North America e a Mack Trucks (Estadão, 16 de julho).
Cometa
agora é Mercedes
Após mais de três décadas de fidelidade total
à marca Scania, a cinquentenária Viação Cometa,
dona de uma frota de 664 veículos que rodam 87,2 milhões
de quilômetros por ano, está trocando de marca. O chassi
passa a ser da DaimlerChrysler, incluindo o trem de força. A carroçaria
será da Marcopolo, em lugar da CMA, que era do grupo Cometa e não
entrou na negociação quando a Viação Cometa
passou para a JCA, que também controla a Auto Viação
1001 (Gazeta Mercantil, 15 de julho).
Compressores,
turbinas e geladeiras
Ainda sobre a guerra entre VW e Ford, ou entre turbinas e compressores:
Ernesto Heinzelmann, presidente da Embraco - Empresa Brasileira de Compressores
pega uma carona na polêmica e diz à Gazeta Mercantil que
"um compressor hermético de refrigeração é
bem mais sofisticado que o equipamento acoplado ao motor de um carro.
A expectativa de vida de uso de um automóvel é de quatro
mil horas, enquanto que a de uma geladeira é de 44 mil" (Gazeta
Mercantil, 15 de julho).
Três
novas fábricas de utilitários
Cabem mais fabricantes de autoveículos no mercado brasileiro, ao
lado das 22 marcas que já estão presentes com fábricas?
Em matéria no Estadão Cleide Silva analisa a atuação
de três newcomers da indústria automobilística, dispostos
a concorrer em nichos de mercado com utilitários. Trata-se da Cross
Lander (fábrica em Manaus, utilitário CL-244); da Amazon
Veículos Especiais (Manaus, jipe Selva); e da Fábrica Brasileira
de Automóveis (Palmas, TO, jipe Palmas). Confira a lista de fabricantes
neste site (Quem é Quem, Marcas de Autoveículos) e veja
as notícias abaixo (15 de julho).
Cross
Lander produzirá jipe Aro
Com investimento de US$ 32 milhões, bancado pela Samambaia (do
setor náutico, dona de 30% da Kia Motors do Brasil) e pelo grupo
norte-americano Lacaro, do setor de distribuição, a Cross
Lander inaugura ainda em julho sua fábrica em Manaus. A empresa
vai produzir a picape CL-330 (R$ 40 mil) e o jipe CL-244 (R$ 50 mil),
com tecnologia da empresa romena Aro e 70% de peças adquiridas
no Brasil. A produção até dezembro deverá
ser de 800 unidades, metade destinada ao mercado norte-americano (Estadão,
15 de julho).
Yamacon
fabricará o jipe Selva
De olho no segmento deixado pelo Toyota Bandeirante, a Amazon Veículos
Especiais vai fabricar o jipe Selva em Manaus tão logo obtenha
a homologação dos órgãos do meio ambiente.
O projeto é do grupo cearense Yamacon, que obteve licença
de uma empresa militar da Suíça para produzir o jipe, destinado
a companhias de energia, saneamento e o Ibama. A capacidade inicial da
fábrica será de 30 a 40 unidades mensais, aumentando gradativamente.
O Selva terá motor de 4 litros e custará cerca de R$ 50
mil (Estadão, 15 de julho).
Fabral
montará Palmas com tecnologia espanhola
O grupo português Tricos, responsável pela Districar, importadora
da marca SsangYong, está investindo US$ 14 milhões na Fábrica
Brasileira de Automóveis (Fabral) para fabricar o jipe Palmas em
Palmas, Tocantins. As operações devem começar em
agosto de 2003. Além do jipe a Fabral vai produzir uma picape para
uso agrícola e um chassi de microônibus, com componentes
da Santana Motor, da Espanha. O presidente da Tricôs do Brasil,
Abdul Majid Ibraimo, diz que a capacidade instalada será de 16.750
unidades por ano, das quais 30% para exportação para a América
do Sul. Serão criados 200 empregos diretos (Estadão, 15
de julho).
Saveiro
em São José dos Pinhais
A VW confirmou que a Saveiro também está sendo fabricada,
desde o início deste mês, em São José dos Pinhais,
PR, ao ritmo de 50 unidades por dia. A companhia aproveita para reduzir
a ociosidade da fábrica paranaense. A capacidade instalada é
de 160 mil veículos/ano, mas atualmente a produção
total está em cerca de 101 mil unidades anuais. Na fábrica
da Anchieta o ritmo de produção do Saveiro continua de 80
veículos/dia. Hoje Gol, Saveiro, Santana, Kombi e novo Polo são
feitos na fábrica Anchieta. Gol e Parati são fabricados
em Taubaté, enquanto Audi A3 e Golf - e agora Saveiro - são
feitos em São José dos Pinhais. (Agência AutoData,
Cláudia Freiesleben, 15 de julho).
Preparativos
para o novo VW
O nome do novo veículo da VW produzido no Paraná será
revelado apenas três meses antes do início da produção,
mas já está sendo chamado de Tupi e até de Iguaçu.
A fábrica ganhará uma linha de soldagem e adequará
as áreas de pintura e montagem. A estimativa é que cerca
de 100 funcionários sejam contratados. O que é certo, por
enquanto, é que o novo veículo será lançado
em 2004, construído sobre a mesma plataforma do Polo e se posicionará
como um automóvel intermediário entre o Gol e o Golf. O
volume previsto para o novo modelo é de 40 mil unidades por ano.
"Mais do que isso não podemos adiantar", explica o gerente
da unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, Thomas
Schmall. (Gazeta do Povo Online, 15 de julho).
O
sonho da renovação da frota
"Há dois anos entregamos proposta de renovação
e a reciclagem da frota de veículos ao governo, que engavetou o
projeto. Agora, em final de mandato presidencial, não há
esperança de que se faça algo para evitar as atuais dificuldades
do setor", diz o presidente interino do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, José Feijó. A proposta visa à troca de veículos
com mais de 15 anos de uso por carros mais novos. O consumidor receberia
um bônus para fazer a troca. O incentivo seria em parte bancado
pelas indústrias, que facilitariam os financiamentos e reduziriam
suas margens de lucro. E em parte pelo governo, que diminuiria os impostos
cobrados. Da frota brasileira de 20 milhões de veículos,
9 milhões têm mais de 10 anos, e 6 milhões acima de
15 anos. Estima-se que 100 mil carros poderiam ser adquiridos por ano.
(Folha de S.Paulo, 15 de julho).
Novo
modelo do Celta ocupa Gravataí
O Celta de cinco portas pode ajudar a preencher capacidade da fábrica
de Gravataí, RS em dois turnos, se as vendas do modelo subirem
20%, como estima a GMB. Agora, as duas versões do compacto utilizam
o mesmo motor do novo Corsa com 70 cv (perdeu 1 cv por diferenças
geométricas). Desempenho ficou bem melhor porque conjunto é
mais leve em até 180 kg. Há 27 itens de acabamento opcionais,
novos ou redesenhados (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de julho).
Em
perspectiva o maior recall
Um juiz norte-americano do Texas aceitou processo contra ex-Chrysler sobre
possíveis problemas em fivelas dos cintos de segurança:
poderiam se soltar em caso de paradas bruscas ou de curvas muito fechadas.
Se perder, empresa terá que consertar 14 milhões de veículos,
maior operação de recall da história da indústria.
(Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de julho).
Produção
de veículos no Paraná cai 25%
Enquanto a produção brasileira de veículos totalizou
nos primeiros seis meses do ano 887.700 unidades, com redução
de 9,7% sobre os números de igual período de 2001, as montadoras
paranaenses Renault, Volkswagen-Audi e Volvo fabricaram no período
67.274 unidades - uma queda de 25,38% se comparada com a produção
do primeiro semestre de 2001, quando foram fabricados 90.161 autoveículos
(Gazeta do Povo, 12 de julho).
Estoque
elevado no pátio da VW-Audi
O estoque da Volkswagen-Audi em São José dos Pinhais, PR,
que geralmente tem 1 mil unidades, atualmente está com até
2 mil veículos no pátio, segundo o gerente da unidade, Thomas
Schmall. "Para nós esta situação não
é tão crítica porque 50% da produção
é exportada, então compensamos com outros mercados."
(Gazeta do Povo, 12 de julho).
PSA
deve ficar independente
A família controladora da PSA Peugeot Citroën pretende contrariar
a tendência mundial de fusões e manter a montadora francesa
independente. A tática compensou os 200 descendentes de Armand
Peugeot, que fez o primeiro carro Peugeot em 1889. Nos últimos
quatro anos, o valor de sua participaçao de 26% aumentou 43%, para
3,2 bilhoes de euros. A montadora é hoje a segunda maior da Europa.
(Zero Hora, 12 de julho)
Fiat
e Peugeot também param
A Fiat já havia dado férias de 20 dias a mil trabalhadores
em junho e neste mês vai dispensar mais mil entre os dias 17 e 27
e outros mil entre os dias 22 e 10 de agosto. Já a Peugeot Citroën
dará férias aos cerca de 1,2 mil trabalhadores em Porto
Real, RJ, entre 15 e 20 de julho. Os estoques totais das montadoras são
suficientes para mais de 40 dias de vendas. A GM precisou, inclusive,
alugar terreno para guardar carros em São Caetano do Sul (Estadão,
12 de julho).
Caem
os emplacamentos de veículos
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) contabilizou em junho
queda de 12,4% no emplacamento total de carros e comerciais leves em relação
a maio. No acumulado do semestre a queda é de 14,8% em relação
a 2001 (Estadão, 12 de julho).
Novo
PIS-Cofins estimula terceirização
A nova lei do PIS/Cofins, que entra em vigor em novembro, modifica essencialmente
a cadeia de custos convencional da indústria automotiva. Márcio
de Lima Leite, da consultoria Gesco, do grupo Fiat, afirma que o fim da
tributação em cascata tornará vantajosa a terceirização
de partes e componentes. Os ganhos da indústria não serão
tributários e sim operacionais e, para isso, quem se preparar primeiro
levará vantagem. Ele explica que as montadoras ainda estão
medindo o que muda na vida delas com essa alteração (Gazeta
Mercantil, 11 de julho)
Fiat
revê números de vendas
O diretor comercial da Fiat Automóveis, Lélio Ramos, está
revisando para baixo a previsão de vendas de veículos no
mercado brasileiro para este ano. "Estamos num compasso de espera
para ver se realmente tivemos uma tendência acentuada de queda ou
se foi uma coisa que aconteceu nos meses de maio e junho e agora teremos
uma recuperação no mês de julho. Por enquanto, não
temos uma previsão mais firme sobre isso." A Fiat havia projetado
para 2002 um crescimento de 3% nas vendas no varejo(AE Setorial, 11 de
julho).
A
guerra dos motores
A Volkswagen lançou uma campanha na qual desdenha, indiretamente,
da tecnologia do Fiesta, da concorrente Ford. "Se o motor de carro
com compressor é revolucionário, uma geladeira é
moderna e ninguém sabia", diz o anúncio da VW em referência
ao sistema que gera 95 cavalos de potência para o carro da Ford.
A potência do novo modelo do Fiesta é quase 46% maior do
que a dos carros populares de primeira geração e contribuiu
para levar a Ford a 9,8% de participação no mercado. A VW
contra-atacou com a campanha publicitária, promovendo o motor de
112 cv do Gol Turbo e reduzindo R$ 3 mil no preço do carro (Gazeta
Mercantil, 11 de julho).
Acordo
com o México beneficia motos
A renovação do acordo bilateral Mercosul e México
beneficiará o setor de motos. Segundo Roberto Iquejiri, presidente
da Associação dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores,
Motonetas e Bicicletas, Abraciclo, os acertos para este segmento não
limitam as cotas e estabelecem tarifa zero de importação.
"Acredito que com este acordo o México se tornará um
dos nossos principais mercados", disse Iquejiri. Vale ressaltar que
antes da renovação do acordo com o México o imposto
de importação incidente sobre motos exportadas para aquele
país era de aproximadamente 25%. Para o executivo, além
de elevar as exportações de motos fabricadas no Brasil,
a renovação do acordo com o México também
será caminho alternativo para a indústria nacional, prejudicada
com a retração das vendas à Argentina, que correspondia
a 55% das exportações do segmento. "Essa é a
nossa chance de recuperação. Com a crise Argentina, a decisão
do governo portenho de cobrar desde junho do ano passado sobretaxa de
US$ 444,00 por unidade - para motociclos de até 100 cilindradas
pelo período de três anos, limitou nossas exportações."
(Agência AutoData, 11 de julho).
Volks
antecipa motor 1 litro para o Polo
De acordo com os revendedores da marca, a VW vai antecipar seus planos
e apresentar o novo Pólo com motor 1 litro em agosto. A previsão
era o lançamento no Salão do Automóvel, em outubro.
O motor é o mesmo 16 válvulas do Gol, com pequenas alterações
que elevam a potência de 76 para 79 cavalos (Estadão, 11
de julho)
A
torcida para a inspeção veicular
Os fabricantes de catalisadores automotivos para o mercado de reposição
estão de olho no Programa Estadual de Inspeção Veicular
(PIV), previsto para o ano que vem. A OMG Brasil, fabricante de catalisadores,
calcula que 80% dos catalisadores usados são substituídos
por peças falsificadas. Atualmente, 48% dos veículos vistoriados
apresentam problemas quanto à emissão de gases poluentes.
A frota de veículos da capital paulista é de 4,6 milhões
de unidades. Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São
Paulo e do Sindirepa mostram que 1,5 milhão de veículos
circulam na capital paulista com catalisadores falsificados, danificados,
adulterados ou ineficientes. (DCI, 10 de julho).
Abradif
tem novo presidente
A Abradif, Associação Brasileira dos Distribuidores Ford,
já tem novo presidente. O empresário carioca João
Carlos Felix Teixeira foi eleito por unanimidade e assumiu o cargo em
substituição a Marcos Olsen, que presidia a entidade desde
1997. O vice-presidente é o empresário mineiro Benedito
Porfírio Lima (Agência AutoData, 10 de julho).
Ciro
Gomes considera automóvel supérfluo
Bebidas, cigarros, cosméticos e automóveis, para o candidato
à presidência Ciro Gomes, cabem todos num mesmo saco: são
produtos de consumo que ele considera supérfluo e, portanto, merecedores
de aumento nos impostos na reforma tributária que pretende fazer,
se eleito Presidente da República. Essa promessa de campanha foi
feita durante entrevista no Jornal Nacional da TV Globo no dia 8 (Agência
AutoData, 10 de julho).
Fiscais
suspendem a greve
Depois de 45 dias de paralisação os auditores da Receita
Federal voltaram ao trabalho. A categoria pretende fazer paralisações
de 24 horas por semana, até o dia 25, quando suas reivindicações
voltarão a ser apreciadas pelo Congresso Nacional (Gazeta Mercantil,
10 de julho).
Os
termos do acordo com a Argentina
Há um novo acerto automotivo com a Argentina para ser firmado dentro
de um mês. Cada país poderá exportar livremente à
razão de dois dólares para cada dólar importado.
O novo pacto tem ação retroativa a 2001, quando as montadoras
argentinas romperam com o limite de vendas ao Brasil e acabaram com multa
de mais de US$ 100 milhões ao país, o que agora seria na
prática perdoado. A nova razão para os negócios de
2001 passa a ser de 1,6 por 1, o que praticamente zera o excedente do
ano. As novas regras prevêem a ampliação gradual da
abertura do setor. Para 2003 a razão entre exportação
e importação sobe a 2,2 por 1; em 2003, para 2,4 por 1;
em 2005 a 2,6 por 1. Em 2006 caem os limites e se estabelece o livre comércio
bilateral de veículos. A Argentina aceitou reduzir a cláusula
de obrigatoriedade de uso de peças produzidas no país para
os carros feitos nas fábricas locais. Dos 30% em vigor (conteúdo
superlocal), baixa para 20% até 2003. Para 2004 cai a 10% e 2005
a 5%. As montadoras dos dois países se mantêm obrigadas,
porém, a usar um mínimo de 60% de componentes fabricados
no Mercosul (Gazeta Mercantil, 10 de julho).
Lançamentos
crescem no ranking
A lista de mais veículos mais vendidos em junho, analisada por
Cleide Silva na edição do Estadão do dia 10 de julho,
traz mudanças de participação. O Gol continua liderando
com folga, com 20,1% das vendas, seguido pelo Palio, que caiu para 10,7%
(tinha 13,8% há um ano). O Celta (8,4%) e o Corsa Sedan (7,7%)
passaram o Uno (8,4%). Em sexto aparece o novo Fiesta (5,9%), cujas vendas
somaram 3,4 mil unidades em munho e colocaram a Ford na melhor posição
dos últimos meses. Números expressivos tiveram também
o Peugeot 206 (2,9%) e o Citroën Picasso (1,2%), mostrando o avanço
da PSA no país. De modo geral, o ranking mostra que os lançamentos
recentes começam a desbancar modelos mais antigos (Estadão,
10 de julho).
GM:
mais um ano no vermelho?
A queda nas vendas e a alta do dólar frustraram as expectativas
da General Motors obter pequeno lucro ou empate financeiro nas operações
brasileiras este ano. O presidente Walter Wieland espera um novo resultado
negativo em 2002, após cinco anos no vermelho (Carla Franco, Agestado,
10 de julho).
Novos
contratos da Delphi com Fiat e GM
A Delphi ganhou concorrência de US$ 25 milhões para fornecer
sistemas de freios para futuras minivans da GM Corp. e compressores de
ar condicionado da GM do Brasil. A empresa anunciou também contrato
de US$ 20 milhões junto à Fiat Spa para fornecer compressores
de ar condicionado destinados a carros e vans produzidos no Brasil (Gazeta
Mercantil, 10 de julho).
Fabral
terá fábrica de veículos em Tocantins
A Fabral, subsidiária do grupo português Tricos, assinou
dia 4 protocolo de intenções com o governo do Tocantins
para construir uma fábrica de veículos em Palmas, capital
do estado. A empresa informou que investirá US$ 14 milhões,
recursos próprios, para a construção de uma planta
com 65 mil m2 dentro de uma área de 650 mil m2, na qual produzirá
veículos sob licença da espanhola Santana Motor. A proposta
da nova montadora é produzir um utilitário todo-terreno
e uma picape destinada ao segmento agrícola, além de um
chassis para microônibus (tecnologia asiática). A Fabral
também se comprometeu a iniciar as obras da fábrica nos
próximos 60 a 90 dias e completá-las em um ano, iniciando
a produção em outubro de 2003. Seriam montdas 3 mil unidades/ano
em uma primeira fase. Deste total, 30% serão exportados para o
México e toda América do Sul e os 70% restantes serão
comercializados no país. A fábrica vai gerar na primeira
fase 200 empregos diretos e outros 1 mil 250 indiretos, por meio da cadeia
produtiva (Agência AutoData, 8 de julho).
Choque
de confiança no mercado
Um choque de confiança está abalando, de novo, o mercado
automobilístico. A previsão deste ano era de crescer 5%
na produção total, 3% nas vendas internas e 10% nas exportações.
Disparada do dólar e do risco-país, queda das bolsas e dos
fundos de renda fixa já levam muitos a pensar que igualar os números
de 2001 já seria o resultado menos ruim. Os otimistas ainda acreditam
em aumento levemente positivo, com a mudança de humores internos
e externos a partir de agosto, como ocorreu em outros anos eleitorais.
O fato é que a indústria montadora completará entre
1996 e 2003 um ciclo de investimento da ordem de US$ 18 bilhões.
O setor de autopeças entrará com outros US$ 12 bilhões,
totalizando o paquidérmico volume de US$ 30 bilhões em apenas
oito anos. Para aumentar o estresse de quem previu e aplicou esta dinheirama,
o índice de ociosidade teima em empacar nos 40% em 2002, ao invés
de dar sinais de inflexão (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).
Iniciativas
para estimular a demanda
Como enfrentar este cenário? O esforço mais surpreendente,
no entanto, vem dos fornecedores reunidos no Sindipeças. Alguns
associados, como Bosch e Marelli, foram à luta e se anteciparam
no desenvolvimento de sistemas para uso de combustível flexível
(álcool e gasolina em qualquer proporção). O Sindipeças
preconiza uma espécie de programa do carro próprio, tendo
como base modelos na faixa atual de R$ 15.000,00 e prestações
antecipadas em torno dos R$ 180,00 ao longo de 72 meses, mas com a retirada
do veículo após três anos. O objetivo é criar
25.000 novos empregos e produzir mais 250.000 carros/ano de forma paulatina
e firme (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).
Mitsubishi ou Smart em Juiz de Fora
Não houve acordo entre Hyundai e DC para produção
do compacto Getz na fábrica Mercedes de Juiz de Fora, MG. Ainda
se estudam alternativas: esperar lançamento de um Mitsubishi compacto
(mais provável) ou montar Smart para exportação.
(Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).
Cross
Lander já pensa na Anfavea
A Cross Lander do Brasil, joint venture entre o grupo brasileiro Samambaia
e um grupo norte-americano, deixa de integrar a Abeiva e avalia se passará
a ser filiada da Anfavea, já que a partir deste mês iniciarão
suas operações na fábrica que está instalada
no distrito industrial de Manaus. A Cross Lander anunciou investimentos
no Brasil de cerca de US$ 32 milhões entre 2002 e 2003. O primeiro
veículo a ser montado pela empresa será o utilitário
esportivo modelo CL-244. Está prevista a produção
inicial de 800 unidades em 2002, das quais 400 serão exportadas
para os Estados Unidos e as outras 400 serão colocadas à
venda no mercado interno. O projeto deve gerar 200 empregos diretos e
700 empregos indiretos. O novo modelo terá um motor produzido pela
International Engines, modelo HS 2.8, Turbodiesel Intercooler, de 132
cv de potência. A transmissão é fabricada pela Eaton.
(Panorama Setorial, Sonia Moraes, 8 de julho).
Montadoras
preparam o frete único
Em pouco temp, o frete dos automóveis estará embutido no
preço e será único em todo o país. As montadoras
estão negociando com as empresas transportadoras um valor unificado,
que deverá ficar em torno de R$ 600. Hoje o custo do transporte
do veículo, que o consumidor paga à parte quando compra
um automóvel, varia de R$ 100 a R$ 2 mil. Os custos do frete único
serão divididos por todos os consumidores, o que significa, em
resumo, que os compradores da região Sudeste vão ter de
pagar a conta. (Valor Econômico, 8 de julho).
Setor
em ritmo mais lento
Não são dos mais otimistas os cálculos de Volker
Barth, presidente da Delphi, em relação à performance
do setor automotivo no Brasil. Ele prevê redução de
15% da produção do setor em julho e agosto, comparado ao
que era esperado em março. "Com as vendas em queda, em maio,
as montadoras cortaram a produção e os pedidos para os meses
seguintes". Assim como Helio Contador, presidente da Visteon, ele
acredita porém que o ano terminará com resultados equivalentes
a 2001. (Gazeta Mercantil, 4 de julho).
Mercedes-Benz
exporta caixas de câmbio
A DaimlerChrysler do Brasil realiza as primeiras exportações
de caixas de câmbio para caminhões e ônibus produzidas
pela montadora no Brasil. Para produzir esse componente, a montadora investiu
R$ 40 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo
(SP). A estimativa de Schaik é de que serão exportadas ainda
neste ano 800 unidades. Em 2003, o volume já será de 30
mil unidades e, em 2004, chegará a 50 mil caixas de câmbio
(Gazeta Mercantil, 4 de julho).
Produção
de veículos na Argentina em queda
As montadoras instaladas na Argentina produziram 13.887 veículos
em junho. O volume é 46% inferior ao registrado no mesmo mês
do ano passado, que foi de 25.714. Com relação a maio deste
ano, quando foram fabricadas 15 mil 247 unidades, o resultado também
é negativo: redução de 9%. No acumulado do primeiro
semestre o desempenho da indústria de veículos argentina
registra a produção de 68.996 unidades, o que representa
queda de 48,3% com relação à produção
registrada nos seis primeiros meses de 2001, quando foram produzidos 133.574
veículos. (Agência AutoData, 4 de julho).
Copa
ajuda a vender o Polo
As campanhas publicitárias e promoções das montadoras
durante a Copa do Mundo não conseguiram reverter o quadro de queda
nas vendas de veículos no mês de junho. As ações
de marketing, no entanto, foram positivas para promover produtos recém-chegados
ao mercado brasileiro. É o caso do novo Polo, da Volkswagen, que
teve sua estréia na televisão no dia 3 de julho, durante
o primeiro jogo no Brasil na Copa contra a Turquia, quando a TV Globo
obteve um dos recordes de audiência. O filme "Olhos" do
novo carro acabou chamando a atenção do consumidor. As vendas
do modelo no atacado (da fábrica para as concessionárias)
no fim de maio e em junho totalizaram 4,7 mil unidades, superando os 3
mil carros planejados pela Volkswagen (Agência Estado, Carla Franco,
3 de julho).
A
aposta da VW na transmissão da Copa
A Volkswagen foi a única montadora patrocinadora das transmissões
de tevê da Copa no Brasil. A empresa adquiriu uma das cotas da TV
Globo, no valor de R$ 35 milhões. Além disso, a emissora
comprou 330 veículos - 10 automóveis Polo e 320 unidades
do Gol - que foram sorteadas durante a Copa pelo apresentador Fausto Silva
(Agestado, Carla Franco, 3 de julho).
1
milhão de unidades do Ka
Em cerimônia realizada na fábrica espanhola de Almusafes,
em Valencia, que contou com a presença do Vice-Presidente mundial
da companhia, David Thursfield, a Ford comemorou a produção
de 1 milhão de unidades de seu modelo Ka, conforme informaram as
agências internacionais nesta terça-feira, 2. O primeiro
modelo Ka saiu da linha de montagem da fábrica espanhola em setembro
de 1996 e no primeiro ano de mercado ele já alcançou três
prêmios, um deles de melhor carro segundo a revista inglesa Autocar.
No Brasil o modelo foi lançado em 1997 e até hoje foram
produzidas 195 mil unidades, segundo informou a assessoria de imprensa
da montadora. (Agência AutoData, 3 de julho)
Frabal produzirá em Tocantins
Tocantins terá uma fábrica de automóveis. Esta semana,
a empresa Frabal começará a produzir um utilitário
espanhol chamado Santana. Promete montar 16.750 até o fim do ano.
(O Globo, 3 de julho)
A
nova arrancada da Troller
A Troller, fabricante de jipes com tração nas quatro rodas,
não quer saber de ficar com os pneus atolados. Anuncia que está
debruçada sobre um novo projeto, previsto para o final de 2003.
Trata-se de uma plataforma inédita, da qual serão derivados
cinco modelos. Para este ano o objetivo é faturar R$ 80 milhões
com a fabricação de 1300 veículos. A previsão
é de mais crescimento. A empresa espera alcançar em 2003
um faturamento de R$ 128 milhões. Em 2004 pretende atingir R$ 250
milhões em faturamento (Gazeta Mercantil, 3 de julho).
Toyota:
foi recall?
Dois ruídos, um provocado pelo ponto de solda da base do motor
do limpador de pára-brisa e outro no cabo do freio de mão,
fizeram a Toyota do Brasil chamar de volta os 109 primeiros compradores
do novo Corolla. Oitenta reparos já foram feitos e os demais já
estão agendados. Como não têm relação
com aspectos de segurança do carro, a chamada dos consumidores
não precisou ser feita com base na legislação do
recall. A empresa mudou o ponto de solda do motor do limpador de pára-brisa
e fez a substituição, quando necessário, do cabo
do freio de mão. No total, 399 veículos chegaram a ser produzidos
e tiveram que passar pelos ajustes. (Gazeta Mercantil)
Flex
em discussão no acordo automotivo
Brasil e Argentina finalizam os entendimentos para um acordo automotivo
bilateral. Depois de quase seis meses de discussões o Brasil endureceu
suas exigências na proporção do crescimento do déficit
comercial. No ano passado a Argentina registrou superávit na balança
bilateral automotiva de US$ 650 milhões, mais da metade do total
de US$ 1,2 bilhão de vantagem global no comércio com o Brasil.
Este ano o superávit argentino pode crescer para US$ 800 milhões.
A Argentina já aceitou abrir mão da obrigatoriedade da utilização
de 30% de peças locais pelas montadoras argentinas, enquanto o
Brasil aceita aumentar a "flex", que define quanto cada país
pode vender anualmente ao vizinho sem pagar tarifa de importação.
A flex atual é de 1 por 1,15. A Argentina propõe 2.4, enquanto
o Brasil defende 1,8. (Gazeta Mercantil, 3 de julho).
Queda
de importações automotivas
O desaquecimento da economia interna, a alta do dólar e a incerteza
em relação ao resultado das eleições estão
provocando uma redução generalizada nas importações.
A maior queda por grupo de produtos nos primeiros meses do ano ocorreu
em automóveis de passageiros, com redução de 52,04%
ante igual período do ano passado. Nesse caso, segundo José
Augusto de Castro, diretor da Associação de Comércio
Exterior do Brasil, a redução foi resultado direto do encolhimento
do mercado interno. A queda relativa ao segmento de partes e peças
para veículos automotores e tratores foi de 24,33%. Os dados são
da Secex (Estadão, 3 de julho).
Salão
do automóvel em Campos do Jordão
Além da Fiat, outras marcas estarão aproveitando o fluxo
de turistas em Campos do Jordão para promover seus veículos.
É o caso da Audi, Mercedes, Chrysler e Hyundai. A Mercedes mostra,
até 4 de agosto, os novos Classe E (sedan) e o esportivo CLK, recém-lançados
na Europa, além da nova versão do Classe A, ao lado das
linhas Chrysler e Jeep, reestilizadas. A Hyundai exibirá pela primeira
vez o Sonata, lançado na Coréia e Estados Unidos no final
do ano passado, além do utilitário-esportivo Terracan, do
esportivo Tiburon e do monovolume Matrix. A Audi leva a Campos do Jordão
o A4 Cabriolet (3 de julho).
Cummins
inaugura termelétrica
O grupo americano Cummins inaugurou sua primeira termelétrica do
país, a Usina Termelétrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais.
O investimento na construção, feito pela subsidiária
do grupo Cummins Power Generation, foi de US$ 30 milhões. A usina
movida a óleo diesel, no entanto, só entrará em funcionamento
em caso de nova crise energética no Brasil. Com capacidade de geração
de 64 megawatts (MW), o suficiente para atender um município de
200 mil habitantes, a termelétrica da Cummins está incluída
no programa emergencial do governo federal e tem sua operação
garantida pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE),
ligada à Câmara de Gestão da Crise de Energia. O contrato
assinado com a CBEE garantirá à Cummins o pagamento mensal
de R$ 3,6 milhões, independente do funcionamento da usina. Caso
seja necessário colocar a usina em operação, a Cummins
receberá mais R$ 24,00 por megawatt gerado (Valor Econômico,
3 de julho).
Mercedes
exporta o 100.000º ônibus
A Tur-Bus, uma das maiores empresas de ônibus do Chile, recebeu
solenemente em São Bernardo do Campo, SP, o 100.000º ônibus
exportado pela DaimlerChrysler (Gazeta Mercantil, 3 de julho).
Novas
funções para Luc de Ferran
O executivo Luc de Ferran assume novos desafios na Ford deixando o cargo
de vice-presidente de manufatura da unidade brasileira da montadora, para
assumir a vice-presidência de desenvolvimento de produto para toda
a América do Sul (Agência AutoData, 2 de julho).
VW insatisfeita com vendas no Brasil
Peter
Hartz, um dos principais executivos da Volkswagen alemã, que cuida
das relações com o Brasil, espera que a vitória na
Copa do Mundo empurre a economia brasileira. Ele declarou em Wolfsburg
que está descontente com o desempenho das vendas no Brasil, que
precisariam crescer 25% para voltar ao nível de 97. Ele não
esconde o desapontamento com a aposta que o grupo fez no Brasil com a
construção das fábricas em Curitiba, Resende e São
Paulo. Com a queda das vendas domésticas, a VW joga suas fichas
nas exportações, sobretudo para o México (Gazeta
Mercantil, 2 de julho).
Queda
nas exportações industriais
Menores vendas para a Argentina e atraso na renovação do
acordo com Chile e México são motoviso invocados para justificar
a queda nas vendas externas da VW e GM. Segundo a Secex, a VW reduziu
em 12% as exportações de janeiro a maio deste ano em relação
ao ano passado, atingindo US$ 471 milhões. A GM reduziu em 21,8%
as vendas externas nos cinco meses iniciais deste ano, exportando US$
216 milhões. A Fiat sofreu redução de 52%, para US$
115,5 milhões. A Ford registrou aumento de 11,38%, avançando
para US$ 168,6 milhões (Gazeta Mercantil, 2 de julho).
Renault
aposta no novo Megane
A Renault apresentou na França o novo Mégane, completamente
reestilizado. A marca espera que o modelo ultrapasse as vendas de seu
predecessor em 10% e aumente sua participação no mercado
europeu em dois pontos percentuais para 14%. A montadora francesa US$
2,06 bilhões no planejamento e produção do novo modelo.
O Mégane II é fruto da aliança entre a Renault e
a montadora japonesa Nissan Motor Corp. e considerado crucial para a Renault
incrementar a sua linha de produtos e impulsionar os lucros. Os observadores
consideram que o Mégane I teve menos sucesso do que a minivan Scénic.
A combinação de uma falta de novos modelos e o enfraquecimento
do mercado automobilístico reduziram o lucro operacional da Renault
em 77% em 2001 em comparação com 2000 (Estadão, 2
de julho).
Retração nas vendas de caminhões
O mercado de caminhões, até agora estável, começou
a dar os primeiros sinais de retração em junho. No acumulado
de janeiro a maio de 2002 foram comercializados 28,1 mil veículos
- média mensal de 5.600 veículos, inferior ao mesmo período
do ano passado, mas, mesmo assim, uma das melhores médias dos últimos
anos. Em junho as vendas deverão registrar queda de aproximadamente
15%, conforme levantamento da Agência AutoData. O principal motivo
foi a alta nas taxas de juros praticadas. A Agência AutoData ouviu
concessionárias de São Paulo, Minas Gerais, Goiás,
Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná,
Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins
(Agência AutoData, 1 de julho).
Honda
lança moto popular
Está chegando ao mercado a nova versão da Honda C100 Biz,
com o slogan publicitário "Combina com a moda. Só não
combina com posto de gasolina". A meta é vender 23 mil uniddes
do modelo até dezembro. O preço será de R$ 3.890,00
no Estado de São Paulo, não incluídas despesas de
frete e seguro (Estadão, 1 de julho).
Clio
para mulheres agrada homens
Em 40 dias, a Renault vendeu mil unidades do Clio Sedan O Boticário.
O
sucesso rápido surpreendeu as duas empresas que se uniram para
lançar
esta versão do Clio para o público feminino. A previsão
inicial era vender 2 mil carros em quatro meses. Para um modelo que pretendia
atingir em cheio as mulheres compradoras de automóveis, a prática
mostrou que os homens também estão gostando do que as mulheres
gostam. Eles foram atrás da relação custo/beneficio
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