JUNHO/2002

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Test drive do Polo para funcionários da VW
A Volkswagen do Brasil inicia programa de test drive do novo Polo para os funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, SP. A iniciativa da montadora tem por objetivo integrar seus empregados às estratégias mercadológicas da empresa. Dos 7.000 empregados inscritos, 1.600 sorteados poderão rodar com o novo Polo por um dia, levando o automóvel para casa e devolvendo-o na manhã seguinte. A ação que se prolongará pelos próximos dois meses (Panorama Setorial da Gazeta Mercantil).

Concessionárias venderam 5% mais em julho
Depois de um junho fraquíssimo nas vendas, pesquisa realizada com revendedores pela Agência AutoData dia 26 indica acréscimo de 5% nas vendas de automóveis em todo o país em julho. Na rede de concessionários Ford muitos dizem que o lançamento do novo Fiesta foi a salvação da lavoura. A nova tabela de preços enviada pela VW à rede no fim do mês chegou a tempo de levantar o faturamento da rede. A taxa de juros subsidiada pela General Motors ajudou, e bastante, a recuperação de mercado de sua rede, segundo seus concessionários (Agência AutoData, 29 de julho).

Brasil deve atacar mercados emergentes
Para Wim van Acker, presidente da consultoria Roland Berger, o Brasil pode tornar-se um pólo de exportação automotiva para países emergentes. Desta forma, além de disputar o mercado dos carros mundiais, normalmente mais sofisticados, as montadoras brasileiras deveriam intensificar esforços para vender seus produtos aos países emergentes, com situação sócio-econômica semelhante à do Brasil. Uma das vantagens é que nossos veículos não precisariam de grandes adaptações. Seria o caso da China e Índia, por exemplo (AB, Estadão, 29 de julho).

Emergentes vão crescer muito mais
Apesar da situação atual de crise em algumas regiões, estudo da consultoria Roland Berger aponta que os mercados emergentes (América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia) vão registrar crescimento de vendas de 5% a 10% até 2006. No mesmo período o potencial de crescimento dos mercados automotivos da América do Norte, Europa, Japão e Oceania não passa de 0,5% a 3% (Estadão, 29 de julho).

Adequação aos mercados sofisticados
Para as montadoras brasileiras todos os alvos de exportação passam a ser cogitados, incluindo emergentes e países desenvolvidos, como mostra Cleide Silva em matéria para o Estadão de hoje. Por isso algumas montadoras, como a VW, já vêm planejando a adequação de produtos e investimentos visando a mercados mais exigentes. "Estamos negociando com mercados onde antes não imaginávamos chegar" - disse à repórter Leonardo Soloaga, gerente de Exportação da Volkswagen. África do Sul e Oriente médio estão na lista de prováveis compradores. Para essas regiões não há necessidade de grandes mudanças nos automóveis. Mas para a União Européia será preciso desenvolver novos produtos, além de providenciar adaptações em veículos já em produção para adequá-los às rígidas normas locais de segurança e emissão de poluentes (Estadão, 29 de julho).

Acordos automotivos em separado
Num esforço conjunto de governo e montadoras, representadas pela Anfavea, o Brasil busca alternativas de exportação junto à África do Sul, que se especializou na montagem de kits importados, à China e Índia, para onde embarca na segunda quinzena de agosto Reginaldo Arcuri, secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento. A estratégia de discutir em separado um pacote para o setor automotivo será uma constante nos acordos que o Mercosul deverá negociar daqui por diante. "Não pode haver trade-off com outros setores, senão a conta nunca fecha" - explicou Arcuri (Estadão, 29 de julho).

O valor da segurança como acessório
Uma despreocupação com os equipamentos de segurança, quando pagos à parte, pelos compradores brasileiros sempre é motivo de críticas. Muito diferente de outros países? Aparentemente, não. Uma pesquisa nos EUA, publicada no jornal Detroit Free Press em meados deste mês, mostrou que o valor da prestação é o fator mais citado - 87% - quando os norte-americanos vão às lojas. Depois, localização de porta-copos (64%), espaço para bagagem (56%), sistema de som (55%), aparência do interior (48%) e, ufa, itens de segurança (45%). O único acessório de proteção considerado importante foi o airbag, mencionado por 80%. No caso, entretanto, se trata de componente de série em 17 milhões de veículos vendidos anualmente, o que rebaixa o custo para meros R$ 400,00 por unidade. Ao contrário do que se pensa, os cintos, a um preço de apenas R$ 85,00, são comprovadamente muito mais eficientes do que os airbags. No ano 2000, aqueles salvaram quase 12.000 vidas e estes, apenas 1.600, em um país de estatísticas confiáveis (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de julho).

A aposta da Souza Ramos no Pajero
Criatividade e baixa automação caracterizam primeira ampliação (até 30.000 unidades/ano) da fábrica Mitsubishi, em Catalão, GO. A montadora do Grupo Souza Ramos iniciou a produção do Pajero TR4, que ganhou retoques no estilo, porta-malas ampliado e motor mais potente de 2 litros, com131 cv. Preço: R$ 61 mil a R$ 66 mil. O vão livre aumentado em 2,5 cm melhorou desempenho fora de estrada, sem comprometer no asfalto (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de julho).

Skytrax, segurança via satélite
O Skytrax, novo equipamento, fabricado no Brasil, promete tranqüilidade. Miniprocessador recebe dados de localizador por satélite (GPS) e, por meio de aviso luminoso e sonoro, alerta sobre tudo de interesse no caminho do motorista: curvas perigosas, quebra-molas, acessos rodoviários, endereços e até detetores de velocidade fixos ou móveis. Por não se tratar de anti-radar, é liberado pelo Código de Trânsito. Preço: R$ 739,00. Informações em www.skytrax.com.br (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de julho).

Iveco desiste de trazer linha da Argentina
A nova cláusula do regime automotivo que permitirá déficit na balança do Mercosul poupará a Argentina de perder montadoras para o Brasil. Foi essa flexibilidade que levou a Iveco, fabricante de veículos comerciais do grupo Fiat, a desistir de transferir a linha de produção de caminhões pesados de Córdoba para Sete lagoas, em Minas Gerais. No Brasil, a situação também é desanimadora. A empresa decidiu cortar 8% do pessoal da fábrica inaugurada há menos de dois anos e parar a produção durante duas semanas neste mês como forma de adequá-la à queda de demanda (Marli Olmos, Valor Econômico, 26 de julho).

As expectativas da Iveco
O novo presidente da Iveco Latin America, Antonio Scognamillo, diz que "abrir e fechar fábricas não é como abrir e fechar escritórios", referindo-se à despesa que representaria uma transferência de produção para o Brasil. Vale lembrar que a Iveco já se escaldou com a decisão de fazer o caminho inverso: em 1985 abandonou a fábrica de caminhões no Rio de Janeiro e abriu uma nova na Argentina. O volume de produção de toda a indústria argentina de veículos comerciais deverá cair este ano de 17 mil unidades em 2000 para 4 mil. "Este será o ano mais difícil do setor na América Latina. No Brasil, a direção da Iveco estima um mercado de 78 mil unidades - incluindo vans e caminhões. As fábricas da Iveco na América do Sul têm hoje capacidade três vezes superior ao volume que produzem(AB/Marli Olmos, Valor Econômico, 26 de julho).

Tocantins visita montadora no Irã
A comitiva do governo do Tocantins que está no Irã desde o dia 21 de julho visitou esta semana, em Teerã, a indústria automotiva Iran Khodros/SAPCO, que produz 280 mil unidades/ano. De acordo com a assessoria do governo, a direção da montadora mostrou interesse em estabelecer parcerias com a Tricos do Brasil, que firmou um protocolo de intenções para instalar no Tocantins a Fábrica Brasileira de Automóveis (Fabral), cujo início da produção está previsto para agosto de 2003. O carro-chefe será o modelo Aníbal, um 4x4 de tecnologia da Santana Motor, montadora espanhola com sede na província da Andaluzia. O protocolo prevê três linhas de montagem, incluindo uma picape para o segmento agrícola e um chassi para o transporte urbano. (Gazeta Mercantil, 26 de julho).

Iveco reduz pessoal e projeções
A Iveco, que está trocando seu presidente no Brasil, demitiu 40 de seus 450 trabalhadores na unidade de Sete Lagoas, MG. A empresa reduziu a previsão de produção dos veículos da linha Daily em mais de 28%, de 7 mil para 5 mil unidades este ano, o equivalente a um terço da capacidade destinada à marca Iveco na fábrica mantida junto com a Fiat Automóveis, que produz o Ducato, e utilizada para produzir furgões para o grupo PSA (AB/Agestado, 26 de julho).

Estampados Maxion para a Mercedes
A fábrica da Iochpe-Maxion, fabricante de componentes automotivos em Cruzeiro, SP, vai fornecer peças estampadas para caminhões Mercedes-Benz a partir de setembro. O contrato é de R$ 12 milhões. A transferência da produção de estampagem de pequenas peças de caminhões para a Iochpe Maxion faz parte do processo de terceirização que está sendo realizado pela primeira vez pela DaimlerChrysler no Brasil (Gazeta Mercantil, 26 de julho).

Motorola fabricará rastreador
Marcelo Catapani, gerente da divisão automotiva da Motorola, informa que a empresa produzirá em Jaguariúna, SP, a partir de janeiro, um equipamento de rastreamento e localização de automóveis (Gazeta Mercantil, 25 de julho).

GM suspende demissões em São Caetano
A General Motors suspendeu a demissão de 700 funcionários diretos prevista para ocorrer neste mês na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, mas vai adotar um pacote de medidas para adequar o quadro de pessoal à atual demanda do mercado de veículos. Hoje mesmo a montadora inicia um programa de demissões voluntárias (PDV). Além de dar férias coletivas a partir de segunda-feira e operar com jornada reduzida de trabalho em agosto, a empresa possivelmente adotará o sistema de lay-off (suspensão temporária do contrato) para parte do pessoal (Cleide Silva, Estadão, 25 de julho).

Linha especial de financiamento
A Caixa Econômica Federal deve anunciar uma nova modalidade de financiamento para a compra de automóveis pela população de baixa renda. A informação foi dada ontem pelo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, à Anfavea. Segundo Amaral, ainda esta semana haverá uma reunião entre dirigentes da CEF, da Anfavea e o secretário de Desenvolvimento, Reginaldo Arcuri, para discutir as condições da linha de financiamento. Outro programa já apresentada ao governo é o "Carro Próprio", do Sindipeças. Amaral não deixou claro se a nova modalidade da CEF seguirá as condições desse projeto. O "Carro Próprio" contemplaria consumidores com renda entre 5 e 10 salários mínimos, beneficiados pela isenção de impostos federais (IPI, Pis e Cofins), que representam mais de 20% do valor do carro popular. O consumidor pagaria prestação média de R$ 179 durante 36 meses - levando-se em conta um carro de R$ 15 mil. Após esse período, ele poderia resgatar o título e receber um certificado com direito a adquirir o carro sem impostos. O valor restante - cerca de 50% - poderia ser financiado (AE Setorial, 25 de julho).

Aço mais leve para automóveis
Os primeiros resultados de um projeto internacional iniciado em 1994 por 33 siderúrgicas e pela Porsche Engineering Services já estão chegando ao mercado: carros até 20% mais leves. O projeto foi uma reação das siderúrgicas ao avanço do alumínio e de plásticos na produção de automóveis. Contou com a participação de uma única brasileira, a Usiminas, já equipada para fornecer 60% das linhas desenvolvidas pelo consórcio. (DCI, 25 de julho).

Recorde de participação no Rally dos Sertões
Começa hoje às 20 horas, em Goiânia, GO, a décima edição do Rally Internacional dos Sertões. A prova deste ano tem número recorde de participantes - são 214 veículos, entre carros, motos, caminhões, quadriciclos e expedition (passeio). O final será dia 2 de agosto, em Fortaleza, CE. A estimativa é de que o rali movimente R$ 20 milhões em gastos como compra de automóveis, mecânicos, peças, alimentação, hospedagem, combustível (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 24 de julho).

Divórcio entre Subaru e Hyundai na distribuição
A Subaru, marca importada pelo grupo Caoa, já está seguindo novos rumos no Brasil. A marca japonesa quer se desvencilhar de vez da coreana Hyundai, também comercializada pela Caoa e com a qual compartilha pontos de venda. Um dos motivos é a proximidade do preço dos veículos, com a chegada do esportivo Tiburon, o Terracan e o Sonata, da Hyundai. A primeira atitude será a separação dos showrooms. Fora de São Paulo há sete distribuidores comuns (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 24 de julho).

Aço pode onerar montadoras em US$ 1 bilhão
As montadoras americanas estão encarando um novo fantasma: um aumento de um bilhão de dólares no seu mais básico componente, o aço. A informação é das agências internacionais, segundo quem os fornecedores de aço já estão preparando a indústria para aumento de no mínimo 20%. Eles reclamam de baixos estoques domésticos, consumo crescente e da tarifa de 30% imposta pela Casa Branca sobre as importações de aço. Muitas montadoras já se declaram temerosas quanto a uma escassez de produtos de aço, por conta da redução na capacidade produtiva das siderúrgicas americanas nos últimos sete meses. E como os acordos de preços expiram nos próximos meses, muitas já admitem que seus custos de produção certamente subirão (AutoData, 24 de julho).

Produção mexicana cai 5,62% em junho
A produção de veículos no México caiu 5,62% em junho. As montadoras instaladas no país produziram 152.126 unidades contra 161.196 no mesmo período do ano passado. Com relação a maio passado, quando foram fabricados 167.817 veículos, a baixa é de 9,35%. Os dados foram divulgados pela Amia, associação que representa as montadoras instaladas no país. No primeiro semestre de 2002 foram produzidos 931.518 veículos, volume 0,3%superior comparando-se ao mesmo período do ano passado, 928.778. A GM foi a companhia que mais produziu no México nos seis primeiros meses deste ano: 245.889 unidades. Em seguida vem a DaimlerChrysler, com 205.154 veículos e, em terceiro lugar, a Volkswagen, com 180.440 (AutoData, 24 de julho).

Indústria de autopeças prepara demissões - 1
De janeiro a junho o faturamento da indústria de autopeças ficou 8,1% menor do que o do primeiro semestre do ano passado. A reboque desse quadro, que deve se agravar por conta da redução do ritmo das montadoras, virão as demissões na indústria de autopeças. Os dados do semestre fazem parte de levantamento preliminar do Sindipeças, que não divulgou o valor total. Segundo o presidente da entidade, Paulo Butori, os fabricantes de componentes para veículos têm faturado, juntos, a média de R$ 920 milhões por mês (Marli Olmos, Valor Econômico, 24 de julho).

Indústria de autopeças prepara demissões - 2
O dirigente não sabe quantificar o número de demissões já feitas no setor este mês e muito menos as que estão por acontecer. A indústria de autopeças está em pleno compasso de espera, envolvida num cenário pouco otimista e que oferece poucas saídas. As montadoras pararam, seja por meio de férias, bancos de horas ou jornadas reduzidas, o que torna iminente a queda nas encomendas nos próximos dois meses (Marli Olmos, Valor Econômico, 24 de julho).

Indústria de autopeças prepara demissões - 3
Para se livrar das penalidades previstas em véspera de dissídio coletivo (novembro para os metalúrgicos) , as empresas de autopeças terão de efetuar as dispensas antes de setembro. Mês que coincide com a véspera das eleições presidenciais. O setor de autopeças chegou em maio com 170 mil empregados, número mantido desde o início do ano. Mas, desde então, muitas empresas confirmaram queda nas encomendas. Não se fala em cortar vagas. "Mas a gente sabe que nas montadoras tudo começa com férias; depois o empregado vai pintar paredes e, por fim, vêm as demissões", afirma Butori (Marli Olmos, Valor Econômico, 24 de julho).

Ford aumenta exportações em 8,85%
A Ford Motor Company do Brasil aumentou em 8,85% suas exportações no primeiro semestre deste ano, para US$ 210,345 milhões. Em igual período do ano passado as vendas externas renderam US$ 193,241 milhões. Já as importações caíram 22,56%, de US$ 339,968 milhões para US$ 263,274 milhões. Mesmo com o aumento das vendas ao exterior a montadora ficou com déficit na balança comercial de US$ 52,928 milhões, posicionando-se em 14º lugar entre as empresas exportadoras do País. No ranking geral das empresas importadoras a Ford está em quinto lugar, segundo informações liberadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Sônia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de julho).

Sinal verde para compra da Daewoo - 1
A Comissão da União Européia (UE) aprovou a aquisição da coreana Daewoo Motor Co. pela General Motors Co. "A operação não terá nenhum impacto antitruste", disse a UE em comunicado. A GM, juntamente com seus parceiros, injetará US$ 400 milhões para adquirir uma participação de 67% na Daewoo. A GM sozinha deterá uma fatia de 42,1% na nova companhia, a ser chamada de GM Daewoo Automotive and Technology Co. A japonesa Suzuki Co. Ltd., na qual a GM detém uma participação de 20%, investirá US$ 89 milhões por uma participação de 14,9% (Estadão, 23 de julho).

Sinal verde para compra da Daewoo - 2
A transação enfatiza os esforços da GM em ganhar posição na Ásia. Após a aquisição, a empresa terá aproximadamente 20% do mercado asiático. A empresa norte-americana também detém 49% na Isuzu Motors Ltd. e 20% na Fuji Heavy Industries Ltd., que fabrica os veículos Subaru. A GM continuará usando as marcas da Daewoo Motors. Os automóveis produzidos pela nova companhia serão vendidos pela GM e pela Suzuki no mundo todo. A aquisição marca o fim da difícil reestruturação da Daewoo (Estadão, 23 de julho).

Vectra é líder entre os luxuosos
Com 4.897 unidades vendidas no primeiro semestre deste ano e 30,66% de participação no seu segmento de mercado, o GM Vectra foi o carro luxuoso de maior vendagem do período, segundo dados do Registro Nacional de Veículos Automotores do Departamento Nacional de Trânsito, Renavam/Detran, distribuídos pela Fenabrave, entidade que congrega os distribuidores no Brasil. (Agência AutoData)

Trabalhar menos para diminuir estoques
Pela segunda vez em menos de 20 dias, a Renault suspendeu a produção de carros na fábrica de São José dos Pinhais (PR) por causa da queda nas vendas. Na Fiat de Betim (MG), mil metalúrgicos iniciaram férias de 20 dias com o objetivo de reduzir estoques. É a terceira vez que a empresa adota essa medida desde junho, com a dispensa de grupos de mil funcionários de cada vez. Na próxima segunda-feira 7 mil funcionários das fábricas da GM de São Caetano do Sul e São José dos Campos e 1,7 mil da Ford de São Bernardo do Campo também ficarão em casa até o dia 7 de agosto. As vendas de veículos no primeiro semestre caíram 17,7% no atacado e 13,2% no varejo em relação a igual período de 2001. A direção da GM volta a se reunir com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano para discutir medidas que evitem a demissão de 808 funcionários prevista para este mês. (Cleide Silva, Estadão, 23 de julho)

Argentina compromete balança Brasil-Mercosul
A retração do mercado argentino comprometeu os resultados da balança comercial do Brasil com o Mercosul em 2001, registrando déficit de US$ 646 milhões. A participação do bloco nas exportações do setor automotivo foi de 18,4%. Enquanto isso, o comércio do Brasil com outros blocos, como Alca, Nafta, Aladi e União Européia, resultaram em superávit no mesmo período. As informações são de Elizabeth de Carvalhaes, vice-presidente da Anfavea e diretora de assuntos governamentais da VW do Brasil (Agência AutoData, 23 de julho).

Ônibus com motor eletrônico vende mais
A comercialização de ônibus Mercedes-Benz com motor eletrônico está crescendo significativamente. No primeiro semestre o motor mecânico representou 57% das vendas, contra 66% no final do ano passado. Os principais motivos para a preferência do consumidor são a durabilidade do produto e a economia que proporciona. A Mercedes afirma que o motor eletrônico chega a rodar 1,2 milhão de quilômetros sem problemas. O consumo de combustível do motor eletrônico é 10% inferior ao de um equipamento mecânico com as mesmas propriedades. Na manutenção, os custos com lubrificantes para motor e câmbio chegam a ser 12% menores. A montadora vendeu 137 ônibus para a Viação Cometa e Auto Viação 1001, no mês de junho, todos equipados com motores eletrônicos (DCI, 23 de julho).

Eletrônica avança nos caminhões
A tendência de crescimento da participação do motor eletrônico também foi notada nas vendas de caminhões da montadora. Segundo o diretor de vendas de veículos comerciais da marca, Gildon Mansur, o ritmo de crescimento para caminhões é mais lento em função dos diferentes perfis dos consumidores. A maioria dos compradores de caminhões, diz, são autônomos ou proprietários de dois ou três veículos. No caso dos ônibus, os grandes frotistas são maioria. (DCI, 23 de julho).

Questionada restrição ao frete
O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul enviou notificação à GM recomendando que empresas não ligadas às entidades dos transportadores também possam transportar os carros produzidos em Gravataí. Atualmente só estão autorizadas a levar os veículos das montadoras empresas ligadas à Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV) e cegonheiros filiados ao Sindicato Nacional dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos e Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário de Veículos (Sindican) (Gazeta Mercantil, 22 de julho).

Disfunções no frete e protesto
A recomendação enfatiza que "o domínio de mercado por parte de poucas empresas e pessoas, a uniformidade dos fretes cobrados e a atuação concertada das transportadoras que compõem a ANTV têm prejudicado muito o consumidor brasileiro". Na semana passada o Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul organizou proteste em frente à fábrica da GM, em Gravataí, impedindo a entrada e saída de veículos do pátio (Gazeta Mercantil, 22 de julho).

Cresce investimento em marketing
Segundo o Ibope/Monitor, o investimento em ações de marketing do setor de veículos, peças e acessórios no primeiro semestre foi de R$ 365 milhões, com um ligeiro crescimento em relação aos R$ 323 milhões de igual período de 2001. Os executivos não apostam em crescimento no segundo semestre, em função de pátios lotados, dispensa de funcionários e férias coletivas. No máximo as ações das montadoras vão se concentrar no varejo, nas revendedoras (Estadão, 22 de julho).

Cooperação entre Peugeot e Toyota
A cooperação entre Peugeot e Toyota para produzir um veículo compacto barato e de qualidade na República Tcheca pode se estender ao Brasil. Terá desenho totalmente diferente para as duas marcas. A fábrica perto de Praga está adiantada e os carros estarão à venda no início de 2005. Uma iniciativa sob medida para resolver falta de produtos Toyota neste conceito (22 de julho).

Brasil não é líder dos populares
Apesar da preocupante concentração de modelos pequenos no mercado brasileiro (cerca de 80%), limitando a capacidade exportadora e criando distorções, o país não lidera esta categoria. Estamos em quarto (décimo, na classificação geral), atrás dos EUA, com percentual baixo de um volume massivo, da França e da Espanha (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de julho).

Interpretando a liderança nas vendas
A guerra pelo mercado tem despertado, como nunca, a criatividade do marketing das montadoras. Números, de fato, não mentem; difíceis são as interpretações. Há coisas curiosas. Um fabricante pode, por exemplo, vencer na soma dos segmentos de automóveis e comerciais leves sem liderar individualmente em nenhum dos dois. Em parte, ocorreu com a Fiat em 2001: primeira, em automóveis e terceira, em comerciais leves. Apesar disso, a marca italiana anunciou a conquista do mercado "automotivo", o que incluiria todas as categorias (inclusive caminhões), fato incorreto. Leia mais...(Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de setembro).

Atendendo aos pedidos contra demissões - 1
A General Motors vai anunciar na manhã desta sexta a suspensão da demissão de 808 funcionários. O anúncio acontecerá durante reunião com os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. A informação partiu do secretário do Emprego e Relações do Trabalho do governo paulista, Fernando Leça. "É seguro dizer que a empresa não vai demitir", disse Leça nesta quinta à noite, por telefone. A assessoria do governador Geraldo Alckmin, candidato a um novo mandato, informou em nota divulgada na quinta que a GM prometeu estudar alternativas para evitar a demissão, depois de um encontro entre Alckmin e o vice-presidente da GM, José Carlos da Silveira Pinheiro Neto. De acordo com a nota, Alckmin conversou sobre o assunto também com o ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral. "Tenho certeza de que estes contatos resultarão em saídas que evitarão as demissões", diz Alckmin na nota (Diário do Grande ABC, 19 de julho).

Atendendo aos pedidos contra demissões
O vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, divulgou nota à imprensa hoje informando que "a empresa, consistente com a sua política de pessoal e, em atenção aos pedidos do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, está envidando todos os esforços no sentido de estabelecer alternativas visando atenuar os efeitos da programada redução de seu pessoal para adequar os níveis de produção à demanda do mercado". Ele enfatizou, na nota, também "a absoluta necessidade da empresa manter-se competitiva em um mercado acentuadamente concorrencial" (19 de julho).

Feirões estão de volta
As montadoras vão apelar novamente neste fim de semana para feirões e promoções especiais para atrair consumidores que desapareceram das lojas. Medidas tradicionais como juros abaixo de 1%, descontos e condições facilitadas de pagamento dessa vez serão mais agressivas porque as fábricas e as lojas estão com um dos estoques mais altos da história do setor. O encalhe estava próximo de 170 mil veículos no início do mês, suficiente para quase 50 dias de vendas. Com o mercado em queda e a falta de perspectiva de reativação dos negócios no curto prazo, as empresas deram férias coletivas aos funcionários e pelo menos uma delas, a GM, está fazendo demissões. Com os pátios abarrotados, a GM vai manter as lojas da rede fechadas hoje na Grande São Paulo para reabrir amanhã com "superofertas como IPVA grátis, descontos especiais e juros abaixo de zero", informa o gerente nacional de varejo e marketing da montadora, Roberto Carvalho (Estadão, 19 de julho).

Corsa vai para a Argentina
A GM deverá transferir a produção da família Corsa (versão antiga) de São Caetano para a fábrica de Rosário, na Argentina (onde já é produzida a perua Corsa), a partir de 8 de agosto. O último dia de produção do veículo no Grande ABC - segundo colocado em vendas - será 29 de julho, antes das férias coletivas na fábrica. A assessoria da empresa não confirmou a informação, obtidas na própria montadora. O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Irapuã Serdas, confirmou a transferência. A linha do Corsa antigo em São Caetano monta, em média, de 24 a 26 carros por hora, ante 11 veículos por hora na linha do Astra e cinco na linha do Vectra (que deverá deixar de ser produzido) (Diário do Grande ABC, 19 de julho).

Lucro da Daimler sobe 52%
A DaimlerChrysler AG, quinta maior montadora mundial, elevou as metas de ganhos para este ano, depois de registrar aumento de 52% no lucro líquido do segundo trimestre, em função do programa de corte de custos na Chrysler. O lucro líquido do segundo trimestre aumentou para 1,1 bilhão de euros, US$ 1,1 bilhão, ou 1,10 euro por ação, ante os 731 milhões de euros, ou US$ 0,73 por papel, do mesmo período do na passado, segundo o site da montadora. O lucro operacional anual, excluindo itens extraordinários, será "significativamente mais de três vezes" maior do que o de 2001, destacou a empresa (Bloomberg, 19 de julho).

Negócios automotivos com a UE
A negociação direta de um acordo automotivo entre União Européia e Mercosul tratada diretamente entre a indústria dos dois blocoas está em estudo pelos governos, para engajar mais o setor privado nos entendimentos. O setor automotivo representa 19% do comércio efetivo EU-Mercosul, o que justifica sua escolha. A idéia sereá discutida na reunião de ministros dos países dos dois blocos, no Rio de Janeiro, na próxima terça-feira, e pode mesmo surgir como um dos poucos sinais positivos do encontro, marcado desde já pelo ceticismo (Gazeta Mercantil, 19 de julho).

Novidades na distribuição européia
A Comissão Européia anunciou medidas de estímulo da concorrência no mercado varejista de automóveis. A partir de outubro, os concessionários europeus terão a opção de decidir se continuarão a vender carros de apenas uma marca ou se irão se tornar lojas multimarca. As medidas foram anunciadas pelo comissário da área de Concorrência da Comissão Européia, Mario Monti, depois de anos de negociações entre fabricantes de automóveis, comerciantes e grupos de defesa dos consumidores. A mudança na legislação proíbe a reserva de mercado por região - os revendedores poderão vender veículos para o consumidor final em qualquer lugar, e não só mais em uma área de atuação limitada. As oficinas - inclusive de revendedores autorizadas - também terão o direito de comprar peças de reposição do fornecedor que quiser, rompendo com a exclusividade das montadoras e fabricantes de autopeças autorizados (Agência Estado, 17 de julho).

Castanha de caju para uso nos automóveis
Castanha de caju como produto antioxidante para evitar o entupimento dos bicos de injeção eletrônica: o projeto vem sendo desenvolvido na Universidade Federal do Ceará (Gazeta Mercantil, 17 de julho).

Demissões versus exportações - 1
Reginaldo Arcuri, secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, pediu aos representantes das montadoras que mantenham o emprego em suas fábricas, porque o governo está mobilizado para antecipar as negociações para acordos de livre comércio, o que elevaria as exportações de veículos, aliviando a crise da demanda no mercado interno (Estadão, 18 de julho).

Demissões versus exportações - 2
Segundo Arcuri, além dos acordos com o México e o Chile, recém-concluídos, o governo está empenhado em fechar até o fim do acordo acordo de livre comércio com a África do Sul, mercado de 330 mil veículos/ano. Ele informou que há pressa na finalização de acordos do mesmo tipo com a Comunidade Andina, China, Ìndia e União Européia (Estadão, 18 de julho).

Exportações da VW crescerão 10%
Maior exportadora do setor automotivo, a VW estuda antecipar alguns pedidos caso seja necessário. "As vendas externas são um caminho para ajudar a reduzir essa crise no curto prazo" - disse Elizabeth de Carvalhaes, diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen. A empresa projeta aumento de 10% de suas vendas externas neste ano, que devem chegar a US$ 1,27 bilhão, contra US$ 600 milhões em importações. Para 2003, com o aumento das vendas do Pólo, as exportações podem chegar a US$ 1,8 bilhão. (Estadão, 18 de julho).

Scania adia demissões, GM deve manter
A Scania suspendeu a demissão de 65 funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, que estavam em licença remunerada. Eles continuarão a fazer parte do quadro de pessoal até novembro, quando vence o acordo de estabilidade com o Sindicato dos Metalúrgicos. Já a GM estuda a proposta do sindicato para evitar 808 demissões mas, como não espera melhora do mercado, pode manter os cortes (Estadão, 18 de julho).

Anúncio da Volks sai do ar
A novela sobre a eficiência dos motores dos carros da VW e da Ford chegou ao fim. A montadora alemã retirou do ar, ontem, o comercial em que insinuava que a tecnologia de compressão utilizada no Fiesta é similar a de uma geladeira. A Embraco, fabricante de compressores, já havia entrado em representação junto ao Conar - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária. Na revista Veja a Ford publicou anúncio de três páginas argumentando que Mercedes, jaguar e Aston Martin também utilizam compressores nos motores (Gazeta Mercantil, 18 de julho).

Zanframundo na equipe para salvar Fiat
O presidente da Iveco para a América Latina, Pier Luigi Zanframundo, já está de malas prontas para retornar à Itália e integrar o time de executivos de primeiro escalão, convocados pelo superintendente mundial da Fiat Auto, Giancarlo Boschetti, para sanear as dívidas da empresa. Zanframundo assumiu a Iveco - braço de caminhões da Fiat - em novembro de 2001 com a proposta de ficar pelo menos três anos no Brasil, de onde dirige os negócios da empresa na América Latina. Mas a crise financeira da Fiat encurtou sua estadia no Brasil. O executivo deve retornar para a Itália dentro de 15 dias (Folha Online, 17 de julho).

Volvo mantém previsões para 2002
A Volvo vendeu no primeiro semestre 2.002 veículos ante 2.020 em igual período de 2001. A montadora pretende fechar o ano com 4,3 mil unidades, um pequeno crescimento em relação aos 4.209 veículos vendidos em 2001. O gerente de vendas de caminhões da Volvo do Brasil, Carlos Pacheco, discorda dos concorrentes que estão revendo a previsão inicial de venda. "Existe muito mais pessimismo do que a realidade", reafirma Pacheco. (Zero Hora, 17 de julho).

Vahland troca a VW Brasil pela Skoda
Vice-presidente de finanças da Volkswagen do Brasil, Winfried Vahland, está de malas prontas para como diretor da Skoda, em Praga, capital da República Tcheca. Não é a primeira vez que Vahland assume cargos fora do Brasil. No Grupo Volkswagen desde 1990, ingressou como diretor de controladoria na Audi AG e VW AG e seguiu novamente para filiais da montadora em outros lugares do mundo. Trabalhando no Brasil desde 1997, Vahland participou da diretoria que promoveu ações no Grupo Volkswagen como a implantação de duas fábricas - Nova Anchieta, SP e São José dos Pinhais, PR - modernização dos processos de produção, lançamento do Golf, Audi A3 e novo Polo. A Volkswagen ainda não anunciou o nome do sucessor de Vahland. (AutoData/Fernanda Canto, 17 de julho).

Abrac tem nova diretoria
A Associação Brasileira dos Concessionários Chevrolet já tem nova diretoria. João Batista Simão é o presidente da diretoria executiva e Pedro Seleme o presidente do conselho plenário. João Batista Simão, que sucede a Arcélio Alceu dos Santos, é titular da concessionária Artvel, de Mogi Guaçú, SP, e também da Artvel Sul e Seleta, ambas no interior de São Paulo. Já Pedro Seleme, que sucede a Darcy dos Santos, comanda a concessionária CCV, de Curitiba, PR. (AutoData/Roberto Marks, 17 de julho).

Juiz de Fora, sem Hyundai, pode ter Mitsubishi
A Hyundai não se mostrou dispota a investir na produção de um carro compacto em Juiz de Fora, MG, onde a DaimlerChrysler monta o Classe A. A informação é do presidente da DaimlerChrysler, Ben van Schaik, que volta a atenção agora para a Mitsubishi. O interesse está em produzir um veículo compacto, na faixa dos R$ 20 mil (Gazeta Mercantil, 17 de julho).

DaimlerChrysler teve semestre positivo
A Mercedes-Benz conquistou a Viação Cometa e a AutoViação 1001, um dos maiores grupos de transporte rodoviários de passageiros do país, desbancando a Scania. O negócio, avaliado em R$ 50 milhões, envolve a venda de 137 ônibus rodoviários, que serão encarroçados pela Marcopolo. A negociação contribuiu para a DaimlerChrysler fechar o semestre com bons resultados (Gazeta Mercantil, 17 de julho).

A nova tentativa da SsangYong
O caderno Carro da Gazeta Mercantil (17 de julho) faz um balanço das atividades da SsangYong no Brasil, apresentando o utilitário Rexton como lançamento e a reestruturação da rede de concessionárias. Como a maioria dos importadores, o grupo Tricôs enfrenta dificuldades em levar adiante seu projeto. Praticamente toda a equipe comercial foi trocada, com a saída de Luis Curi e Jorge Oliveira (ex-Suzuki). Aguinaldo Guaranha também deixou a gerência técnica. O desafio agora está nas mãos do novo diretor de vendas e marketing, José Américo Huertas, ex-Kia. Além do Rexton, a marca importa os utilitários Musso e Korando, o miniônibus Istana e o sedã Chairman. Vale lembrar que a operação da SsangYong teve início (sem sucesso) em paralelo com a distribuição da Suzuki no Brasil (Gazeta Mercantil, 17 de julho).

O desafio dos importadores
Equacionar a distribuição de veículos importadores é uma tarefa no mínimo desafiadora, seja para a SsangYong ou para qualquer uma das associadas da Abeiva, entidade do setor. Mesmo com preços FOB camaradas, os importadores precisam fazer ginástica para tornar o preço de seus veículos no mercado brasileiro aceitável - especialmente com as taxas de câmbio atuais. Com venda reduzida a operação torna-se nanica e pouco atrativa para candidatos a revendedores. Vem depois a questão da assistência técnica, em geral com agilidade e preços discutíveis. A finada Lada foi, a seu tempo, uma exceção (acredite quem quiser): chegou a ter 126 revendedores e um invejável estoque de peças, logo clonado por fornecedores locais (17 de julho).

Fiesta mais interessante que Gol
Título da matéria de Renato Acciarto na capa do caderno Carro da Gazeta Mercantil desta semana: Fiesta Supercharger é mais interessante que Gol Turbo. O texto diz que o modelo VW se destaca em persucrsos rodoviárias, mas para uso misto o compacto da Ford oferece melhor equilíbrio (17 de julho).

Ford começa a produzir Fusion
A Ford já começou a produzir, na Alemanha, o Fusion, versão "utilitária" no novo Fiesta. O Fusion é, na verdade, um "jipinho" com visual baseado no do compacto, e também será feito no Brasil - mas somente a partir do início do ano que vem e com expressivas mudanças estéticas que vão acentuar seu estilo off-road. O modelo brasileiro será destinado ao mercado interno e também abastecerá as concessionárias Ford dos Estados Unidos (Auto Press, 16 de julho).

VW reestrutura comunicação
A VW reestruturou a área de Assuntos Corporativos e Imprensa. Todos os profissionais de imprensa da montadora farão parte do corpo de funcionários da empresa, inclusive os que atuam nas fábricas de Resende, RJ, São Carlos, SP, São José dos Pinhais, PR e Taubaté, SP. Segundo Raul Viana, que comanda a área de comunicação da VW, o objetivo é incentivar o trabalho em equipe e o comprometimento de longo prazo. Ele será assessorado por dois supervisores: Sérgio Ayarroio e o jornalista Flávio Chantre. A partir de agosto toda a área de assuntos corporativos e imprensa ficará baseada na fábrica da via Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. (AutoData, Roberto Marks, 16 de julho)

Veículos usados: pior mercado desde 2000
As vendas de veículos usados registraram queda de 1,5% em junho último, comparado ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do primeiro semestre de 2001 a queda foi de 23,1%. Foram vendidos 283,9 mil veículos usados no primeiro semestre do ano, contra 368,8 mil no mesmo período do ano passado. No último mês 46 mil 583 automóveis foram comercializados contra 55 mil 23 comercializados em junho de 2001, cerca de 8 mil 440 (1,5%) a menos. "O que nos preocupa mesmo é o resultado do acumulado de 2002, muito inferior ao dos dois anos anteriores", disse Chahade. "Nossa previsão era um crescimento de 10% para 2002 e esta revisão já foi baixada. Se obtivermos o mesmo resultado de 2001, pelo menos não teremos decréscimo." (16 de julho).

Fatia das montadoras na balança é pequena
A participação da indústria automotiva no comércio exterior do Brasil aumentou um pouco nos primeiros cinco meses do ano, de 12,8% do ano passado todo, para 13,5%. Mas a fatia ainda é menor do que em 1998, data que marcou a ampliação das fábricas de empresas que prometeram ser grandes exportadoras. Num total de US$ 2,824 bilhões, o total de divisas do setor automotivo, nos primeiros cinco meses do ano, ficou acima do total importado, que somou US$ 2,219 bilhões. Em relação aos US$ 3,081 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado, a participação no comércio exterior brasileiro cresceu de 12,9% para 13,5%. Mas é nítido que o setor dependeu demais da Argentina para as suas vendas externas até a crise atingir o país vizinho (Valor Econômico, 16 de julho).

Protesto contra demissões na GM
Os funcionários da General Motors de São Caetano do Sul, SP, devem realizar hoje protesto diante da empresa por conta do anúncio de 810 demissões nas principais unidades brasileiras (Gazeta Mercantil, 16 de julho).

GM tem lucro no segundo trimeste
A General Motors registrou um lucro líquido de US$ 1,29 bilhão no segundo trimestre de 2002, com um crescimento de 170,4% em relação ao lucro de US$ 477 milhões obtido no mesmo período do ano passado. O sólido desempenho na América do Norte foi parcialmente contrabalançado por perdas na América Latina e Europa. A GM América Latina/África/Oriente Médio teve um prejuízo de US$ 73 milhões, como consequência das condições econômicas desfavoráveis no Brasil, Venezuela e Argentina (Gazeta Mercantil, 16 de julho).

ArvinMeritor vai exportar para Volvo nos EUA
A fábrica de eixos para veículos comerciais da ArvinMeritor de Osasco, na Grande São Paulo, vai exportar seus produtos para os caminhões produzidos pela Volvo no mercado norte-americano. O fornecimento da unidade brasileira é parte de um contrato de US$ 1 bilhão, com duração de sete anos, firmado pela ArvinMeritor com a Volvo Powertrain, subsidiária da AB Volvo que presta serviços e abastece com componentes de powertrain a Volvo Trucks North America e a Mack Trucks (Estadão, 16 de julho).

Cometa agora é Mercedes
Após mais de três décadas de fidelidade total à marca Scania, a cinquentenária Viação Cometa, dona de uma frota de 664 veículos que rodam 87,2 milhões de quilômetros por ano, está trocando de marca. O chassi passa a ser da DaimlerChrysler, incluindo o trem de força. A carroçaria será da Marcopolo, em lugar da CMA, que era do grupo Cometa e não entrou na negociação quando a Viação Cometa passou para a JCA, que também controla a Auto Viação 1001 (Gazeta Mercantil, 15 de julho).

Compressores, turbinas e geladeiras
Ainda sobre a guerra entre VW e Ford, ou entre turbinas e compressores: Ernesto Heinzelmann, presidente da Embraco - Empresa Brasileira de Compressores pega uma carona na polêmica e diz à Gazeta Mercantil que "um compressor hermético de refrigeração é bem mais sofisticado que o equipamento acoplado ao motor de um carro. A expectativa de vida de uso de um automóvel é de quatro mil horas, enquanto que a de uma geladeira é de 44 mil" (Gazeta Mercantil, 15 de julho).

Três novas fábricas de utilitários
Cabem mais fabricantes de autoveículos no mercado brasileiro, ao lado das 22 marcas que já estão presentes com fábricas? Em matéria no Estadão Cleide Silva analisa a atuação de três newcomers da indústria automobilística, dispostos a concorrer em nichos de mercado com utilitários. Trata-se da Cross Lander (fábrica em Manaus, utilitário CL-244); da Amazon Veículos Especiais (Manaus, jipe Selva); e da Fábrica Brasileira de Automóveis (Palmas, TO, jipe Palmas). Confira a lista de fabricantes neste site (Quem é Quem, Marcas de Autoveículos) e veja as notícias abaixo (15 de julho).

Cross Lander produzirá jipe Aro
Com investimento de US$ 32 milhões, bancado pela Samambaia (do setor náutico, dona de 30% da Kia Motors do Brasil) e pelo grupo norte-americano Lacaro, do setor de distribuição, a Cross Lander inaugura ainda em julho sua fábrica em Manaus. A empresa vai produzir a picape CL-330 (R$ 40 mil) e o jipe CL-244 (R$ 50 mil), com tecnologia da empresa romena Aro e 70% de peças adquiridas no Brasil. A produção até dezembro deverá ser de 800 unidades, metade destinada ao mercado norte-americano (Estadão, 15 de julho).

Yamacon fabricará o jipe Selva
De olho no segmento deixado pelo Toyota Bandeirante, a Amazon Veículos Especiais vai fabricar o jipe Selva em Manaus tão logo obtenha a homologação dos órgãos do meio ambiente. O projeto é do grupo cearense Yamacon, que obteve licença de uma empresa militar da Suíça para produzir o jipe, destinado a companhias de energia, saneamento e o Ibama. A capacidade inicial da fábrica será de 30 a 40 unidades mensais, aumentando gradativamente. O Selva terá motor de 4 litros e custará cerca de R$ 50 mil (Estadão, 15 de julho).

Fabral montará Palmas com tecnologia espanhola
O grupo português Tricos, responsável pela Districar, importadora da marca SsangYong, está investindo US$ 14 milhões na Fábrica Brasileira de Automóveis (Fabral) para fabricar o jipe Palmas em Palmas, Tocantins. As operações devem começar em agosto de 2003. Além do jipe a Fabral vai produzir uma picape para uso agrícola e um chassi de microônibus, com componentes da Santana Motor, da Espanha. O presidente da Tricôs do Brasil, Abdul Majid Ibraimo, diz que a capacidade instalada será de 16.750 unidades por ano, das quais 30% para exportação para a América do Sul. Serão criados 200 empregos diretos (Estadão, 15 de julho).

Saveiro em São José dos Pinhais
A VW confirmou que a Saveiro também está sendo fabricada, desde o início deste mês, em São José dos Pinhais, PR, ao ritmo de 50 unidades por dia. A companhia aproveita para reduzir a ociosidade da fábrica paranaense. A capacidade instalada é de 160 mil veículos/ano, mas atualmente a produção total está em cerca de 101 mil unidades anuais. Na fábrica da Anchieta o ritmo de produção do Saveiro continua de 80 veículos/dia. Hoje Gol, Saveiro, Santana, Kombi e novo Polo são feitos na fábrica Anchieta. Gol e Parati são fabricados em Taubaté, enquanto Audi A3 e Golf - e agora Saveiro - são feitos em São José dos Pinhais. (Agência AutoData, Cláudia Freiesleben, 15 de julho).

Preparativos para o novo VW
O nome do novo veículo da VW produzido no Paraná será revelado apenas três meses antes do início da produção, mas já está sendo chamado de Tupi e até de Iguaçu. A fábrica ganhará uma linha de soldagem e adequará as áreas de pintura e montagem. A estimativa é que cerca de 100 funcionários sejam contratados. O que é certo, por enquanto, é que o novo veículo será lançado em 2004, construído sobre a mesma plataforma do Polo e se posicionará como um automóvel intermediário entre o Gol e o Golf. O volume previsto para o novo modelo é de 40 mil unidades por ano. "Mais do que isso não podemos adiantar", explica o gerente da unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, Thomas Schmall. (Gazeta do Povo Online, 15 de julho).

O sonho da renovação da frota
"Há dois anos entregamos proposta de renovação e a reciclagem da frota de veículos ao governo, que engavetou o projeto. Agora, em final de mandato presidencial, não há esperança de que se faça algo para evitar as atuais dificuldades do setor", diz o presidente interino do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Feijó. A proposta visa à troca de veículos com mais de 15 anos de uso por carros mais novos. O consumidor receberia um bônus para fazer a troca. O incentivo seria em parte bancado pelas indústrias, que facilitariam os financiamentos e reduziriam suas margens de lucro. E em parte pelo governo, que diminuiria os impostos cobrados. Da frota brasileira de 20 milhões de veículos, 9 milhões têm mais de 10 anos, e 6 milhões acima de 15 anos. Estima-se que 100 mil carros poderiam ser adquiridos por ano. (Folha de S.Paulo, 15 de julho).

Novo modelo do Celta ocupa Gravataí
O Celta de cinco portas pode ajudar a preencher capacidade da fábrica de Gravataí, RS em dois turnos, se as vendas do modelo subirem 20%, como estima a GMB. Agora, as duas versões do compacto utilizam o mesmo motor do novo Corsa com 70 cv (perdeu 1 cv por diferenças geométricas). Desempenho ficou bem melhor porque conjunto é mais leve em até 180 kg. Há 27 itens de acabamento opcionais, novos ou redesenhados (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de julho).

Em perspectiva o maior recall
Um juiz norte-americano do Texas aceitou processo contra ex-Chrysler sobre possíveis problemas em fivelas dos cintos de segurança: poderiam se soltar em caso de paradas bruscas ou de curvas muito fechadas. Se perder, empresa terá que consertar 14 milhões de veículos, maior operação de recall da história da indústria. (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de julho).

Produção de veículos no Paraná cai 25%
Enquanto a produção brasileira de veículos totalizou nos primeiros seis meses do ano 887.700 unidades, com redução de 9,7% sobre os números de igual período de 2001, as montadoras paranaenses Renault, Volkswagen-Audi e Volvo fabricaram no período 67.274 unidades - uma queda de 25,38% se comparada com a produção do primeiro semestre de 2001, quando foram fabricados 90.161 autoveículos (Gazeta do Povo, 12 de julho).

Estoque elevado no pátio da VW-Audi
O estoque da Volkswagen-Audi em São José dos Pinhais, PR, que geralmente tem 1 mil unidades, atualmente está com até 2 mil veículos no pátio, segundo o gerente da unidade, Thomas Schmall. "Para nós esta situação não é tão crítica porque 50% da produção é exportada, então compensamos com outros mercados." (Gazeta do Povo, 12 de julho).

PSA deve ficar independente
A família controladora da PSA Peugeot Citroën pretende contrariar a tendência mundial de fusões e manter a montadora francesa independente. A tática compensou os 200 descendentes de Armand Peugeot, que fez o primeiro carro Peugeot em 1889. Nos últimos quatro anos, o valor de sua participaçao de 26% aumentou 43%, para 3,2 bilhoes de euros. A montadora é hoje a segunda maior da Europa. (Zero Hora, 12 de julho)

Fiat e Peugeot também param
A Fiat já havia dado férias de 20 dias a mil trabalhadores em junho e neste mês vai dispensar mais mil entre os dias 17 e 27 e outros mil entre os dias 22 e 10 de agosto. Já a Peugeot Citroën dará férias aos cerca de 1,2 mil trabalhadores em Porto Real, RJ, entre 15 e 20 de julho. Os estoques totais das montadoras são suficientes para mais de 40 dias de vendas. A GM precisou, inclusive, alugar terreno para guardar carros em São Caetano do Sul (Estadão, 12 de julho).

Caem os emplacamentos de veículos
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) contabilizou em junho queda de 12,4% no emplacamento total de carros e comerciais leves em relação a maio. No acumulado do semestre a queda é de 14,8% em relação a 2001 (Estadão, 12 de julho).

Novo PIS-Cofins estimula terceirização
A nova lei do PIS/Cofins, que entra em vigor em novembro, modifica essencialmente a cadeia de custos convencional da indústria automotiva. Márcio de Lima Leite, da consultoria Gesco, do grupo Fiat, afirma que o fim da tributação em cascata tornará vantajosa a terceirização de partes e componentes. Os ganhos da indústria não serão tributários e sim operacionais e, para isso, quem se preparar primeiro levará vantagem. Ele explica que as montadoras ainda estão medindo o que muda na vida delas com essa alteração (Gazeta Mercantil, 11 de julho)

Fiat revê números de vendas
O diretor comercial da Fiat Automóveis, Lélio Ramos, está revisando para baixo a previsão de vendas de veículos no mercado brasileiro para este ano. "Estamos num compasso de espera para ver se realmente tivemos uma tendência acentuada de queda ou se foi uma coisa que aconteceu nos meses de maio e junho e agora teremos uma recuperação no mês de julho. Por enquanto, não temos uma previsão mais firme sobre isso." A Fiat havia projetado para 2002 um crescimento de 3% nas vendas no varejo(AE Setorial, 11 de julho).

A guerra dos motores
A Volkswagen lançou uma campanha na qual desdenha, indiretamente, da tecnologia do Fiesta, da concorrente Ford. "Se o motor de carro com compressor é revolucionário, uma geladeira é moderna e ninguém sabia", diz o anúncio da VW em referência ao sistema que gera 95 cavalos de potência para o carro da Ford. A potência do novo modelo do Fiesta é quase 46% maior do que a dos carros populares de primeira geração e contribuiu para levar a Ford a 9,8% de participação no mercado. A VW contra-atacou com a campanha publicitária, promovendo o motor de 112 cv do Gol Turbo e reduzindo R$ 3 mil no preço do carro (Gazeta Mercantil, 11 de julho).

Acordo com o México beneficia motos
A renovação do acordo bilateral Mercosul e México beneficiará o setor de motos. Segundo Roberto Iquejiri, presidente da Associação dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas, Abraciclo, os acertos para este segmento não limitam as cotas e estabelecem tarifa zero de importação. "Acredito que com este acordo o México se tornará um dos nossos principais mercados", disse Iquejiri. Vale ressaltar que antes da renovação do acordo com o México o imposto de importação incidente sobre motos exportadas para aquele país era de aproximadamente 25%. Para o executivo, além de elevar as exportações de motos fabricadas no Brasil, a renovação do acordo com o México também será caminho alternativo para a indústria nacional, prejudicada com a retração das vendas à Argentina, que correspondia a 55% das exportações do segmento. "Essa é a nossa chance de recuperação. Com a crise Argentina, a decisão do governo portenho de cobrar desde junho do ano passado sobretaxa de US$ 444,00 por unidade - para motociclos de até 100 cilindradas pelo período de três anos, limitou nossas exportações." (Agência AutoData, 11 de julho).

Volks antecipa motor 1 litro para o Polo
De acordo com os revendedores da marca, a VW vai antecipar seus planos e apresentar o novo Pólo com motor 1 litro em agosto. A previsão era o lançamento no Salão do Automóvel, em outubro. O motor é o mesmo 16 válvulas do Gol, com pequenas alterações que elevam a potência de 76 para 79 cavalos (Estadão, 11 de julho)

A torcida para a inspeção veicular
Os fabricantes de catalisadores automotivos para o mercado de reposição estão de olho no Programa Estadual de Inspeção Veicular (PIV), previsto para o ano que vem. A OMG Brasil, fabricante de catalisadores, calcula que 80% dos catalisadores usados são substituídos por peças falsificadas. Atualmente, 48% dos veículos vistoriados apresentam problemas quanto à emissão de gases poluentes. A frota de veículos da capital paulista é de 4,6 milhões de unidades. Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e do Sindirepa mostram que 1,5 milhão de veículos circulam na capital paulista com catalisadores falsificados, danificados, adulterados ou ineficientes. (DCI, 10 de julho).

Abradif tem novo presidente
A Abradif, Associação Brasileira dos Distribuidores Ford, já tem novo presidente. O empresário carioca João Carlos Felix Teixeira foi eleito por unanimidade e assumiu o cargo em substituição a Marcos Olsen, que presidia a entidade desde 1997. O vice-presidente é o empresário mineiro Benedito Porfírio Lima (Agência AutoData, 10 de julho).

Ciro Gomes considera automóvel supérfluo
Bebidas, cigarros, cosméticos e automóveis, para o candidato à presidência Ciro Gomes, cabem todos num mesmo saco: são produtos de consumo que ele considera supérfluo e, portanto, merecedores de aumento nos impostos na reforma tributária que pretende fazer, se eleito Presidente da República. Essa promessa de campanha foi feita durante entrevista no Jornal Nacional da TV Globo no dia 8 (Agência AutoData, 10 de julho).

Fiscais suspendem a greve
Depois de 45 dias de paralisação os auditores da Receita Federal voltaram ao trabalho. A categoria pretende fazer paralisações de 24 horas por semana, até o dia 25, quando suas reivindicações voltarão a ser apreciadas pelo Congresso Nacional (Gazeta Mercantil, 10 de julho).

Os termos do acordo com a Argentina
Há um novo acerto automotivo com a Argentina para ser firmado dentro de um mês. Cada país poderá exportar livremente à razão de dois dólares para cada dólar importado. O novo pacto tem ação retroativa a 2001, quando as montadoras argentinas romperam com o limite de vendas ao Brasil e acabaram com multa de mais de US$ 100 milhões ao país, o que agora seria na prática perdoado. A nova razão para os negócios de 2001 passa a ser de 1,6 por 1, o que praticamente zera o excedente do ano. As novas regras prevêem a ampliação gradual da abertura do setor. Para 2003 a razão entre exportação e importação sobe a 2,2 por 1; em 2003, para 2,4 por 1; em 2005 a 2,6 por 1. Em 2006 caem os limites e se estabelece o livre comércio bilateral de veículos. A Argentina aceitou reduzir a cláusula de obrigatoriedade de uso de peças produzidas no país para os carros feitos nas fábricas locais. Dos 30% em vigor (conteúdo superlocal), baixa para 20% até 2003. Para 2004 cai a 10% e 2005 a 5%. As montadoras dos dois países se mantêm obrigadas, porém, a usar um mínimo de 60% de componentes fabricados no Mercosul (Gazeta Mercantil, 10 de julho).

Lançamentos crescem no ranking
A lista de mais veículos mais vendidos em junho, analisada por Cleide Silva na edição do Estadão do dia 10 de julho, traz mudanças de participação. O Gol continua liderando com folga, com 20,1% das vendas, seguido pelo Palio, que caiu para 10,7% (tinha 13,8% há um ano). O Celta (8,4%) e o Corsa Sedan (7,7%) passaram o Uno (8,4%). Em sexto aparece o novo Fiesta (5,9%), cujas vendas somaram 3,4 mil unidades em munho e colocaram a Ford na melhor posição dos últimos meses. Números expressivos tiveram também o Peugeot 206 (2,9%) e o Citroën Picasso (1,2%), mostrando o avanço da PSA no país. De modo geral, o ranking mostra que os lançamentos recentes começam a desbancar modelos mais antigos (Estadão, 10 de julho).

GM: mais um ano no vermelho?
A queda nas vendas e a alta do dólar frustraram as expectativas da General Motors obter pequeno lucro ou empate financeiro nas operações brasileiras este ano. O presidente Walter Wieland espera um novo resultado negativo em 2002, após cinco anos no vermelho (Carla Franco, Agestado, 10 de julho).

Novos contratos da Delphi com Fiat e GM
A Delphi ganhou concorrência de US$ 25 milhões para fornecer sistemas de freios para futuras minivans da GM Corp. e compressores de ar condicionado da GM do Brasil. A empresa anunciou também contrato de US$ 20 milhões junto à Fiat Spa para fornecer compressores de ar condicionado destinados a carros e vans produzidos no Brasil (Gazeta Mercantil, 10 de julho).

Fabral terá fábrica de veículos em Tocantins
A Fabral, subsidiária do grupo português Tricos, assinou dia 4 protocolo de intenções com o governo do Tocantins para construir uma fábrica de veículos em Palmas, capital do estado. A empresa informou que investirá US$ 14 milhões, recursos próprios, para a construção de uma planta com 65 mil m2 dentro de uma área de 650 mil m2, na qual produzirá veículos sob licença da espanhola Santana Motor. A proposta da nova montadora é produzir um utilitário todo-terreno e uma picape destinada ao segmento agrícola, além de um chassis para microônibus (tecnologia asiática). A Fabral também se comprometeu a iniciar as obras da fábrica nos próximos 60 a 90 dias e completá-las em um ano, iniciando a produção em outubro de 2003. Seriam montdas 3 mil unidades/ano em uma primeira fase. Deste total, 30% serão exportados para o México e toda América do Sul e os 70% restantes serão comercializados no país. A fábrica vai gerar na primeira fase 200 empregos diretos e outros 1 mil 250 indiretos, por meio da cadeia produtiva (Agência AutoData, 8 de julho).

Choque de confiança no mercado
Um choque de confiança está abalando, de novo, o mercado automobilístico. A previsão deste ano era de crescer 5% na produção total, 3% nas vendas internas e 10% nas exportações. Disparada do dólar e do risco-país, queda das bolsas e dos fundos de renda fixa já levam muitos a pensar que igualar os números de 2001 já seria o resultado menos ruim. Os otimistas ainda acreditam em aumento levemente positivo, com a mudança de humores internos e externos a partir de agosto, como ocorreu em outros anos eleitorais. O fato é que a indústria montadora completará entre 1996 e 2003 um ciclo de investimento da ordem de US$ 18 bilhões. O setor de autopeças entrará com outros US$ 12 bilhões, totalizando o paquidérmico volume de US$ 30 bilhões em apenas oito anos. Para aumentar o estresse de quem previu e aplicou esta dinheirama, o índice de ociosidade teima em empacar nos 40% em 2002, ao invés de dar sinais de inflexão (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).

Iniciativas para estimular a demanda
Como enfrentar este cenário? O esforço mais surpreendente, no entanto, vem dos fornecedores reunidos no Sindipeças. Alguns associados, como Bosch e Marelli, foram à luta e se anteciparam no desenvolvimento de sistemas para uso de combustível flexível (álcool e gasolina em qualquer proporção). O Sindipeças preconiza uma espécie de programa do carro próprio, tendo como base modelos na faixa atual de R$ 15.000,00 e prestações antecipadas em torno dos R$ 180,00 ao longo de 72 meses, mas com a retirada do veículo após três anos. O objetivo é criar 25.000 novos empregos e produzir mais 250.000 carros/ano de forma paulatina e firme (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).

Mitsubishi ou Smart em Juiz de Fora
Não houve acordo entre Hyundai e DC para produção do compacto Getz na fábrica Mercedes de Juiz de Fora, MG. Ainda se estudam alternativas: esperar lançamento de um Mitsubishi compacto (mais provável) ou montar Smart para exportação. (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de julho).

Cross Lander já pensa na Anfavea
A Cross Lander do Brasil, joint venture entre o grupo brasileiro Samambaia e um grupo norte-americano, deixa de integrar a Abeiva e avalia se passará a ser filiada da Anfavea, já que a partir deste mês iniciarão suas operações na fábrica que está instalada no distrito industrial de Manaus. A Cross Lander anunciou investimentos no Brasil de cerca de US$ 32 milhões entre 2002 e 2003. O primeiro veículo a ser montado pela empresa será o utilitário esportivo modelo CL-244. Está prevista a produção inicial de 800 unidades em 2002, das quais 400 serão exportadas para os Estados Unidos e as outras 400 serão colocadas à venda no mercado interno. O projeto deve gerar 200 empregos diretos e 700 empregos indiretos. O novo modelo terá um motor produzido pela International Engines, modelo HS 2.8, Turbodiesel Intercooler, de 132 cv de potência. A transmissão é fabricada pela Eaton. (Panorama Setorial, Sonia Moraes, 8 de julho).

Montadoras preparam o frete único
Em pouco temp, o frete dos automóveis estará embutido no preço e será único em todo o país. As montadoras estão negociando com as empresas transportadoras um valor unificado, que deverá ficar em torno de R$ 600. Hoje o custo do transporte do veículo, que o consumidor paga à parte quando compra um automóvel, varia de R$ 100 a R$ 2 mil. Os custos do frete único serão divididos por todos os consumidores, o que significa, em resumo, que os compradores da região Sudeste vão ter de pagar a conta. (Valor Econômico, 8 de julho).

Setor em ritmo mais lento
Não são dos mais otimistas os cálculos de Volker Barth, presidente da Delphi, em relação à performance do setor automotivo no Brasil. Ele prevê redução de 15% da produção do setor em julho e agosto, comparado ao que era esperado em março. "Com as vendas em queda, em maio, as montadoras cortaram a produção e os pedidos para os meses seguintes". Assim como Helio Contador, presidente da Visteon, ele acredita porém que o ano terminará com resultados equivalentes a 2001. (Gazeta Mercantil, 4 de julho).

Mercedes-Benz exporta caixas de câmbio
A DaimlerChrysler do Brasil realiza as primeiras exportações de caixas de câmbio para caminhões e ônibus produzidas pela montadora no Brasil. Para produzir esse componente, a montadora investiu R$ 40 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A estimativa de Schaik é de que serão exportadas ainda neste ano 800 unidades. Em 2003, o volume já será de 30 mil unidades e, em 2004, chegará a 50 mil caixas de câmbio (Gazeta Mercantil, 4 de julho).

Produção de veículos na Argentina em queda
As montadoras instaladas na Argentina produziram 13.887 veículos em junho. O volume é 46% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, que foi de 25.714. Com relação a maio deste ano, quando foram fabricadas 15 mil 247 unidades, o resultado também é negativo: redução de 9%. No acumulado do primeiro semestre o desempenho da indústria de veículos argentina registra a produção de 68.996 unidades, o que representa queda de 48,3% com relação à produção registrada nos seis primeiros meses de 2001, quando foram produzidos 133.574 veículos. (Agência AutoData, 4 de julho).

Copa ajuda a vender o Polo
As campanhas publicitárias e promoções das montadoras durante a Copa do Mundo não conseguiram reverter o quadro de queda nas vendas de veículos no mês de junho. As ações de marketing, no entanto, foram positivas para promover produtos recém-chegados ao mercado brasileiro. É o caso do novo Polo, da Volkswagen, que teve sua estréia na televisão no dia 3 de julho, durante o primeiro jogo no Brasil na Copa contra a Turquia, quando a TV Globo obteve um dos recordes de audiência. O filme "Olhos" do novo carro acabou chamando a atenção do consumidor. As vendas do modelo no atacado (da fábrica para as concessionárias) no fim de maio e em junho totalizaram 4,7 mil unidades, superando os 3 mil carros planejados pela Volkswagen (Agência Estado, Carla Franco, 3 de julho).

A aposta da VW na transmissão da Copa
A Volkswagen foi a única montadora patrocinadora das transmissões de tevê da Copa no Brasil. A empresa adquiriu uma das cotas da TV Globo, no valor de R$ 35 milhões. Além disso, a emissora comprou 330 veículos - 10 automóveis Polo e 320 unidades do Gol - que foram sorteadas durante a Copa pelo apresentador Fausto Silva (Agestado, Carla Franco, 3 de julho).

1 milhão de unidades do Ka
Em cerimônia realizada na fábrica espanhola de Almusafes, em Valencia, que contou com a presença do Vice-Presidente mundial da companhia, David Thursfield, a Ford comemorou a produção de 1 milhão de unidades de seu modelo Ka, conforme informaram as agências internacionais nesta terça-feira, 2. O primeiro modelo Ka saiu da linha de montagem da fábrica espanhola em setembro de 1996 e no primeiro ano de mercado ele já alcançou três prêmios, um deles de melhor carro segundo a revista inglesa Autocar. No Brasil o modelo foi lançado em 1997 e até hoje foram produzidas 195 mil unidades, segundo informou a assessoria de imprensa da montadora. (Agência AutoData, 3 de julho)

Frabal produzirá em Tocantins
Tocantins terá uma fábrica de automóveis. Esta semana, a empresa Frabal começará a produzir um utilitário espanhol chamado Santana. Promete montar 16.750 até o fim do ano. (O Globo, 3 de julho)

A nova arrancada da Troller
A Troller, fabricante de jipes com tração nas quatro rodas, não quer saber de ficar com os pneus atolados. Anuncia que está debruçada sobre um novo projeto, previsto para o final de 2003. Trata-se de uma plataforma inédita, da qual serão derivados cinco modelos. Para este ano o objetivo é faturar R$ 80 milhões com a fabricação de 1300 veículos. A previsão é de mais crescimento. A empresa espera alcançar em 2003 um faturamento de R$ 128 milhões. Em 2004 pretende atingir R$ 250 milhões em faturamento (Gazeta Mercantil, 3 de julho).

Toyota: foi recall?
Dois ruídos, um provocado pelo ponto de solda da base do motor do limpador de pára-brisa e outro no cabo do freio de mão, fizeram a Toyota do Brasil chamar de volta os 109 primeiros compradores do novo Corolla. Oitenta reparos já foram feitos e os demais já estão agendados. Como não têm relação com aspectos de segurança do carro, a chamada dos consumidores não precisou ser feita com base na legislação do recall. A empresa mudou o ponto de solda do motor do limpador de pára-brisa e fez a substituição, quando necessário, do cabo do freio de mão. No total, 399 veículos chegaram a ser produzidos e tiveram que passar pelos ajustes. (Gazeta Mercantil)

Flex em discussão no acordo automotivo
Brasil e Argentina finalizam os entendimentos para um acordo automotivo bilateral. Depois de quase seis meses de discussões o Brasil endureceu suas exigências na proporção do crescimento do déficit comercial. No ano passado a Argentina registrou superávit na balança bilateral automotiva de US$ 650 milhões, mais da metade do total de US$ 1,2 bilhão de vantagem global no comércio com o Brasil. Este ano o superávit argentino pode crescer para US$ 800 milhões. A Argentina já aceitou abrir mão da obrigatoriedade da utilização de 30% de peças locais pelas montadoras argentinas, enquanto o Brasil aceita aumentar a "flex", que define quanto cada país pode vender anualmente ao vizinho sem pagar tarifa de importação. A flex atual é de 1 por 1,15. A Argentina propõe 2.4, enquanto o Brasil defende 1,8. (Gazeta Mercantil, 3 de julho).

Queda de importações automotivas
O desaquecimento da economia interna, a alta do dólar e a incerteza em relação ao resultado das eleições estão provocando uma redução generalizada nas importações. A maior queda por grupo de produtos nos primeiros meses do ano ocorreu em automóveis de passageiros, com redução de 52,04% ante igual período do ano passado. Nesse caso, segundo José Augusto de Castro, diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil, a redução foi resultado direto do encolhimento do mercado interno. A queda relativa ao segmento de partes e peças para veículos automotores e tratores foi de 24,33%. Os dados são da Secex (Estadão, 3 de julho).

Salão do automóvel em Campos do Jordão
Além da Fiat, outras marcas estarão aproveitando o fluxo de turistas em Campos do Jordão para promover seus veículos. É o caso da Audi, Mercedes, Chrysler e Hyundai. A Mercedes mostra, até 4 de agosto, os novos Classe E (sedan) e o esportivo CLK, recém-lançados na Europa, além da nova versão do Classe A, ao lado das linhas Chrysler e Jeep, reestilizadas. A Hyundai exibirá pela primeira vez o Sonata, lançado na Coréia e Estados Unidos no final do ano passado, além do utilitário-esportivo Terracan, do esportivo Tiburon e do monovolume Matrix. A Audi leva a Campos do Jordão o A4 Cabriolet (3 de julho).

Cummins inaugura termelétrica
O grupo americano Cummins inaugurou sua primeira termelétrica do país, a Usina Termelétrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais. O investimento na construção, feito pela subsidiária do grupo Cummins Power Generation, foi de US$ 30 milhões. A usina movida a óleo diesel, no entanto, só entrará em funcionamento em caso de nova crise energética no Brasil. Com capacidade de geração de 64 megawatts (MW), o suficiente para atender um município de 200 mil habitantes, a termelétrica da Cummins está incluída no programa emergencial do governo federal e tem sua operação garantida pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), ligada à Câmara de Gestão da Crise de Energia. O contrato assinado com a CBEE garantirá à Cummins o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões, independente do funcionamento da usina. Caso seja necessário colocar a usina em operação, a Cummins receberá mais R$ 24,00 por megawatt gerado (Valor Econômico, 3 de julho).

Mercedes exporta o 100.000º ônibus
A Tur-Bus, uma das maiores empresas de ônibus do Chile, recebeu solenemente em São Bernardo do Campo, SP, o 100.000º ônibus exportado pela DaimlerChrysler (Gazeta Mercantil, 3 de julho).

Novas funções para Luc de Ferran
O executivo Luc de Ferran assume novos desafios na Ford deixando o cargo de vice-presidente de manufatura da unidade brasileira da montadora, para assumir a vice-presidência de desenvolvimento de produto para toda a América do Sul (Agência AutoData, 2 de julho).

VW insatisfeita com vendas no Brasil
Peter Hartz, um dos principais executivos da Volkswagen alemã, que cuida das relações com o Brasil, espera que a vitória na Copa do Mundo empurre a economia brasileira. Ele declarou em Wolfsburg que está descontente com o desempenho das vendas no Brasil, que precisariam crescer 25% para voltar ao nível de 97. Ele não esconde o desapontamento com a aposta que o grupo fez no Brasil com a construção das fábricas em Curitiba, Resende e São Paulo. Com a queda das vendas domésticas, a VW joga suas fichas nas exportações, sobretudo para o México (Gazeta Mercantil, 2 de julho).

Queda nas exportações industriais
Menores vendas para a Argentina e atraso na renovação do acordo com Chile e México são motoviso invocados para justificar a queda nas vendas externas da VW e GM. Segundo a Secex, a VW reduziu em 12% as exportações de janeiro a maio deste ano em relação ao ano passado, atingindo US$ 471 milhões. A GM reduziu em 21,8% as vendas externas nos cinco meses iniciais deste ano, exportando US$ 216 milhões. A Fiat sofreu redução de 52%, para US$ 115,5 milhões. A Ford registrou aumento de 11,38%, avançando para US$ 168,6 milhões (Gazeta Mercantil, 2 de julho).

Renault aposta no novo Megane
A Renault apresentou na França o novo Mégane, completamente reestilizado. A marca espera que o modelo ultrapasse as vendas de seu predecessor em 10% e aumente sua participação no mercado europeu em dois pontos percentuais para 14%. A montadora francesa US$ 2,06 bilhões no planejamento e produção do novo modelo. O Mégane II é fruto da aliança entre a Renault e a montadora japonesa Nissan Motor Corp. e considerado crucial para a Renault incrementar a sua linha de produtos e impulsionar os lucros. Os observadores consideram que o Mégane I teve menos sucesso do que a minivan Scénic. A combinação de uma falta de novos modelos e o enfraquecimento do mercado automobilístico reduziram o lucro operacional da Renault em 77% em 2001 em comparação com 2000 (Estadão, 2 de julho).

Retração nas vendas de caminhões
O mercado de caminhões, até agora estável, começou a dar os primeiros sinais de retração em junho. No acumulado de janeiro a maio de 2002 foram comercializados 28,1 mil veículos - média mensal de 5.600 veículos, inferior ao mesmo período do ano passado, mas, mesmo assim, uma das melhores médias dos últimos anos. Em junho as vendas deverão registrar queda de aproximadamente 15%, conforme levantamento da Agência AutoData. O principal motivo foi a alta nas taxas de juros praticadas. A Agência AutoData ouviu concessionárias de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins (Agência AutoData, 1 de julho).

Honda lança moto popular
Está chegando ao mercado a nova versão da Honda C100 Biz, com o slogan publicitário "Combina com a moda. Só não combina com posto de gasolina". A meta é vender 23 mil uniddes do modelo até dezembro. O preço será de R$ 3.890,00 no Estado de São Paulo, não incluídas despesas de frete e seguro (Estadão, 1 de julho).

Clio para mulheres agrada homens
Em 40 dias, a Renault vendeu mil unidades do Clio Sedan O Boticário. O
sucesso rápido surpreendeu as duas empresas que se uniram para lançar
esta versão do Clio para o público feminino. A previsão inicial era vender 2 mil carros em quatro meses. Para um modelo que pretendia atingir em cheio as mulheres compradoras de automóveis, a prática mostrou que os homens também estão gostando do que as mulheres gostam. Eles foram atrás da relação custo/beneficio