
AGOSTO/2003
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Curitiba
cria o ISS tecnológico
"Juntar
a fome com a vontade de comer" talvez seja uma forma um pouco deselegante
para explicar a implantação do ISS Tecnológico em
Curitiba. O incentivo fiscal já beneficia 53 empresas da cidade.
Juntas, elas obtiveram R$ 3,247 milhões em incentivos, ou seja,
deixaram de pagar este valor em imposto (sobre prestação
de serviços), de um total de R$ 4,194 milhões investidos.
Criado no final de 2001, o mecanismo permite que empresas usem parte do
imposto devido ao município para financiar projetos de pesquisa
e desenvolvimento tecnológico. A prefeitura aceita empresas de
qualquer porte ou setor (Valor, 29 de agosto).
General
Motors eleva em 50% produção de fábrica na China
A GM implementou um turno adicional na fábrica de Xangai, elevando
a capacidade de produção em 50% para suprir o aumento da
demanda na China. A GM opera agora em três turnos para produzir
18 mil carros por mês, 6 mil a mais do que quando operava em dois
turnos. O aumento na produção permitirá que a empresa
amplie sua margem de 8% em um mercado que está se expandindo rapidamente.
As previsões são de que as vendas ultrapassem 2 milhões
de unidades este ano. A Volkswagen possui um terço do mercado.
(UOL, 28 de agosto).
Ciferal
apresenta o Citmax para uso urbano
A Ciferal, empresa pertencente à Marcopolo, lançou nesta
quinta-feira, 28, o Citmax, novo ônibus para transporte urbano.
Com investimento de R$ 5 milhões, o modelo foi desenvolvido, segundo
Moacir Moroni, diretor comercial da Marcopolo, para proporcionar ao frotista
menor custo operacional dentre os modelos comercializados no mercado nacional
(AutoData, 29 de agosto).
Primeiro
Fiat brasileiro deve chegar em 2005
O primeiro modelo Fiat totalmente
projetado e testado no Brasil deverá chegar ao mercado no fim de
2005, possivelmente um modelo compacto. O anúncio foi feito ontem
pelo presidente da Fiat Automóveis, Alberto Ghiglieno, na inauguração
do Pólo de Desenvolvimento da fábrica de Betim (MG). Único
centro de desenvolvimento de veículos Fiat fora da Itália,
a unidade brasileira foi batizada de Giovanni Agnelli, numa homenagem
ex-presidente da holding italiana que morreu neste ano. A montadora está
investindo R$ 400 milhões na instalação do pólo.
Cerca de 60% dos recursos já foram aplicados em 2002, na instalação
dos laboratórios e na contratação de especialistas.
Cinqüenta profissionais foram contratados para trabalhar no local,
incluindo o executivo de estilo, Peter Fassburder. Responsável
pelo desenho do Stilo, o alemão é considerado um dos profissionais
de ponta que foram trazidos da matriz italiana (Valor, 28 de agosto).
Fiat
projeta exportação de 5 mil veículos para o México
O acordo comercial de exportação da Fiat do Brasil com a
GM do México, GMM, totalizará 5 mil unidades dos modelos
Palio, Palio Weekend, Palio Adventure e Siena – nomeado por lá
de Palio Sedã – para atender ao mercado mexicano, afirmou
o superintendente da Fiat Automóveis para América Latina,
Alberto Ghiglieno nesta quarta-feira, 27, durante a inauguração
do Pólo de Desenvolvimento da montadora em Betim, MG. Para 2005
o executivo acredita que o volume possa atingir 30 mil unidades, 10 mil
a mais do que o previsto inicialmente quando da notícia da parceria
(AutoData, 28 de agosto).
Nacionalização
de autopeças impulsionou fundições
A nacionalização de componentes na indústria automobilística,
acelerada depois da alta do dólar, está ajudando o setor
de fundição a registrar altos índices de crescimento.
A produção nacional cresceu 16,2% no primeiro semestre de
2003 em relação ao mesmo período do ano passado.
"É mais do que esperávamos", disse o presidente
da Associação Brasileira de Fundição (Abifa),
Luís Carlos Koch. A expectativa, segundo ele, é que o crescimento
se mantenha alto até o fim do ano. Em julho, segundo dados divulgados
pela Abifa, o crescimento foi de 5% em relação ao mesmo
mês de 2002. No acumulado do ano até julho, a produção
somou 1,29 milhão de toneladas de peças fundidas em ferro,
aço e não ferrosos (ligas de cobre, zinco, alumínio
e magnésio) - um crescimento de 14,4% em relação
ao mesmo período de 2002 (Valor, 28 de agosto).
Para
Furlan, País ainda terá festival de boas notícias
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Luiz Fernando Furlan, disse ontem que no último trimestre o Brasil
terá uma seqüência de boas notícias. Para ele,
não só haverá uma inversão do quadro econômico
atual como também a continuidade da queda da taxa de juros e a
retomada dos planos de investimentos públicos e privados. "Será
um festival de boas notícias", disse o ministro, pouco antes
de participar do seminário "São Paulo Exportações",
organizado pelo governo do Estado. Furlan disse ter recebido informações
de várias empresas de que serão retomados os investimentos
e desengavetados vários projetos em seus orçamentos para
2004. (Estadão, 28 de agosto).
Vendas
de carros sobem 24% em agosto
Depois de um período de retração, as vendas de automóveis
voltaram a reagir após a redução temporária
do IPI. Segundo a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias,
na primeira quinzena deste mês foram emplacados 32.038 automóveis,
23,78% mais que igual período de julho, que totalizou 25.884 unidades.
Os carros populares lideraram as vendas no período, com 18.475
unidades (15.099 em julho). Os médios venderam 13.563 unidades
(10.785 em julho). O VW Gol liderou as vendas no período, com 5.421
unidades, seguido pelo GM Celta, com 2.977 unidades e pelo Fiat Palio,
com 2.554 carros (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).
Fiat
faz planos para recuperar exportações
Até 2005, a Fiat pretende
elevar o volume anual de exportações de 40 mil para 100
mil unidades. Para isso, tem um plano para recuperar vendas que perdeu
na Europa, onde está a matriz da companhia. "Não podemos
ainda dar os detalhes desse plano", afirma o superintendente da Fiat,
Alberto Ghiglieno. Segundo ele, alcançar a venda externa de 100
mil veículos significa fazer a subsidiária brasileira recuperar
a sua histórica capacidade de exportação. "A
Fiat do Brasil chegou a exportar volume duas vezes maior que o atual,
mas seus principais mercados, Argentina, Venezuela e Itália, foram
os que mais caíram no mundo", lembra o executivo (Valor, 27
de agosto).
VW
do Brasil exporta para a Alemanha
A Volkswagen iniciou ontem as exportações do modelo Polo
Sedan, fabricado em São Bernardo do Campo (SP) para a Alemanha.
É a primeira vez que a montadora consegue vender carros produzidos
no País para a Europa, onde está sua matriz. O Polo, só
fabricado no ABC , será lançado no mercado alemão
no início de outubro. A versão exportação
tem motor 1.4 (gasolina e diesel) e 1.9 (diesel), além de adaptações
técnicas para atender padrões de emissão de poluentes
e segurança exigidos pela União Européia, como duplo
air bag frontal e lateral. A previsão da Volkswagen é de
exportar cerca de 3 mil unidades em 2004 (Estadão, 27 de agosto).
Nova
gerente de comunicação corporativa na Audi
Denise Revelk Cecatto assume neste mês a gerência de comunicação
corporativa e será porta-voz da Audi para o Brasil sucedendo a
Luciane Siqueira. A executiva, que ficará no escritório
do departamento na unidade de São José dos Pinhais, PR,
onde o A3 é fabricado, se reportará ao diretor-presidente
da Audi do Brasil, Frank Segieth (AutoData, 27 de agosto).
Linha
de produção da Sachs volta para Argentina
A Sachs Argentina
levou de volta a linha de produção de amortecedores para
veículos pesados que havia instalado no Brasil. A linha foi transferida
para São Paulo em janeiro de 2002, quando a Argentina estava afundada
na pior crise financeira e social de sua história, amargando, na
época, quatro anos e meio de recessão. Naquele momento,
o Brasil parecia mais promissor. “Com bom critério, levamos
a linha de amortecedores pesados para lá”, lembra o diretor
da Sachs Argentina, Carlos Delich. No entanto, o cenário não
correspondeu ao esperado (Estadão, 26 de janeiro).
Fiat
investe R$ 400 milhões em Pólo de Desenvolvimento
Na próxima quarta-feira, 27, será inaugurado na Fiat em
Betim, MG, o Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, última
etapa da empreitada da montadora de fazer do Brasil base de produção
de veículos 100% brasileiros. Para isso, de 2002 a 2006 estão
sendo investidos R$ 400 milhões. Segundo Appio Aguiari, diretor
de engenharia da Fiat, o pólo será dividido em quatro principais
áreas: centro de estilo, engenharia eletro-eletrônica, carroçaria
e chassis, experimentação e construção de
protótipos. “A unidade brasileira está pronta para
desenvolver sozinha novos projetos contando com o único centro
de desenvolvimento fora da Itália.” (AutoData, 26 de agosto)
Número
de grupos cairá 50% até 2010 (1)
Os maiores fabricantes de veículos do mundo terão de se
reestruturar e encolher para voltar a crescer. A previsão é
da presidente da Booz, Allen & Hamilton, Letícia Costa. A executiva
prevê que em sete anos, o número de grupos de montadoras
no mundo cairá à metade, passando a 8 no total em 2010.
A indústria automotiva vem passando por um "ciclo de destruição
de valor", segundo Costa, em razão da queda dos preços
das ações dessas companhias. Para ela, o retorno insatisfatório
das somas de investimento que esse setor tem feito já perdura há
mais de 20 anos, tanto nas montadoras como nas autopeças. "O
processo de redução de valor da empresa sobre o capital
investido tem sido notado mesmo durante picos de crescimento econômico
em grandes mercados, como o dos Estados Unidos na década de 90",
afirma a consultora (Marli Olmos, Valor, 26 de agosto).
Número
de grupos cairá 50% até 2010 (2)
Segundo Letícia Costa, o mesmo fenômeno ocorreu também
na Europa Entre as empresas que mais perderam valor em relação
ao capital investido, no levantamento da Booz, Allen, estão as
maiores do mundo: Ford, General Motors, Fiat, Volkswagen, Renault e DaimlerChrysler.
Entre as que conseguiram criar algum valor destacam-se as japonesas Toyota,
Honda e Nissan, além da BMW, PSA Peugeot Critoën, Kia, Hyundai
e Porsche. Honda, Nissan e Porsche conseguiram até "criar
alguma riqueza", segundo Costa (Valor, 26 de agosto).
Volks
apresenta a 5.ª geração do Golf
A Volkswagen apresentou ontem, na Alemanha, a novo Golf, modelo mais vendido
da marca no mundo que chega à quinta geração. O presidente
da montadora, Bernd Pischetsrieder, disse que a previsão é
vender 600 mil unidades em 2004. A nova versão não será
produzida no Brasil. A filial do grupo no País estuda uma reestilização
para o modelo feito em São José dos Pinhais (PR) que, assim,
poderá ganhar uma sobrevida mais longa (Estadão, 26 de agosto).
O
mundo prepara-se para enfrentar a China
A indústria automotiva chinesa pode, em pouco tempo, passar pelos
mesmos problemas que enfrentam hoje as montadoras da América Latina,
é o que prevê a presidente da Booz, Allen & Hamilton,
Letícia Costa. Durante o seminário sobre as tendências
na indústria automobilística, promovido ontem em São
Paulo pela SAE Brasil, Letícia destacou que em 2008 a capacidade
instalada na China deverá ser de 7,2 milhões de veículos,
para um mercado interno de 3,2 milhões de vendas e produção,
para este mercado, de 4,2 milhões. "Isso significa que a taxa
de ociosidade será próxima de 40%, quase igual à
do Brasil" (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).
Fim
do mistério: O nome do carro é...
O maior segredo da Volkswagen dos
últimos tempos chega ao fim. Foi batizado de Fox o carro até
agora conhecido provisoriamente como Tupi. (Veja, 27 de agosto)
Descontos
nos preços de veículos
A queda de 3 pontos percentuais no IPI
para carros e as promoções das montadoras e concessionárias
fizeram os preços de alguns modelos cair até 21%. Veja a
matéria no Estadão de domingo, no caderno Autos, em matéria
de Juliana Sih. A edição mostra também que o motorista
é a maior causa de acidentes e faz uma análise de seis tipos
de motoristas (Estadão, 24 de agosto).
IPI
não deverá ser unificado
Parece descartado unificar agora a alíquota do IPI, que tiraria
boa parte da competitividade dos motores de 1.000 cm³ de cilindrada.
Mesmo se vier a acontecer, não significaria o fim destes motores
como alegam alguns. Ainda haveria demanda firme por modelos básicos,
sem opcionais caros e de baixo consumo de combustível. No mínimo
25% das vendas totais ficaria assegurado (Fernando Calmon, Alta Roda,
25 de agosto).
Carro
mexicano não interessa ao Brasil
Está difícil encontrar produtos mexicanos que possam interessar
ao mercado brasileiro. Acordo bilateral dispensa reciprocidade, embora
desejável. Nissan Sentra seria uma opção, mas esbarra
no preço e baixa atratividade da marca. Nova pickup Ford F150 não
deverá ser produzida no México e o modelo atual prejudicaria
as vendas da nacional F250 e da argentina Ranger (Fernando Calmon, Alta
Roda, 25 de agosto).
TVR
Tuscan pode ser produzido em Joinville
Plano de produzir o carro esporte inglês TVR Tuscan em Joinville,
SC, basicamente para exportação, foi retomado. Atraso deu-se
pela desistência de um dos sócios. Um novo acionista do exterior
deve aportar o que falta para completar os US$ 22 milhões de investimento.
No início de 2005, serão 100 unidades/ano sob encomenda,
ao preço aproximado de US$ 90 mil (Fernando Calmon, Alta Roda,
25 de agosto).
Evolução
dos sistemas de rastreamento
Sistemas de rastreamento e bloqueio de veículos roubados evoluem
sem parar. Sascar e Motorola uniram-se para oferecer tecnologia de telefonia
celular GSM, de maior velocidade de conexão. Vantagens: locação
do aparelho (não estará à venda) e pagamento das
contas dos celulares por atacado, o que tende a baixar o preço
de utilização do rastreador (Fernando Calmon, Alta Roda,
25 de agosto).
Em
busca das exportações para a Venezuela
José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, integra a comitiva
que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita
oficial à Venezuela. Ele viaja confiante na implantação
do Convênio de Crédito Recíproco entre os Banco Centrais
dos dois países que, segundo Pinheiro Neto, dará condições
à retomada de exportações da GM brasileira à
GM venezuelana, paralisadas há quase um ano por conta da suspensão
desse mecanismo (Sônia Racy, Direto da Fonte, Estadão, 23
de agosto).
Disputa
entre Mercedes e Volks emperra Moderfrota
A briga pela liderança do
mercado de caminhões entre as duas maiores montadoras do segmento,
Volkswagen e DaimlerChrysler, está emperrando o Moderfrota. O modelo
de financiamento preparado pelo governo para os caminhoneiros autônomos
está praticamente parado. As condições fixadas pelos
sindicalistas para concordar com a liberação de R$ 2 bilhões
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) atrapalham a Volks e, conseqüentemente,
ajudam a Daimler. O sindicato quer a unificação dos salários
e das jornadas de trabalho. A Daimler trabalha com a jornada de 40 horas
por semana e paga salários maiores no ABC, em São Paulo.
Já a Volks adota 44 horas semanais e paga salários menores
em Resende (RJ). A Volks alega que terá um aumento de 10% no custo,
caso concorde com o pedido do sindicato. Com isso, a montadora perderia
competitividade, beneficiando a Daimler (Valor, 22 de agosto).
Funcionários
da Volks vão à Alemanha
Eles sentiram-se rotulados, diferenciados e excluídos ao receberem,
no mês passado, cartas da direção da Volkswagen informando
que deixariam de exercer as funções a partir de 1.º
de setembro, quando seriam transferidos para uma nova empresa, a Autovisão.
Agora, Arthur Kurowski Filho, Luis Fernando Lucas e Ubirajara Nogueira
Costa vão acompanhar o grupo de sindicalistas que embarca domingo
rumo à Alemanha, para conhecer o projeto implantado naquele país.
A viagem, a convite da montadora, pode ser decisiva para a aprovação,
pelos trabalhadores, do projeto no Brasil. Kurowski e Lucas são
funcionários da Volks de São Bernardo do Campo (SP) e foram
sorteados para a viagem. Costa, que trabalha na unidade de Taubaté
(SP), foi indicado em assembléia para representar os trabalhadores
daquela fábrica. Os três vão compartilhar a experiência
inédita de viajar para fora do País. Mas dizem estar mais
preocupados em trazer respostas concretas para os demais 3.930 empregados
indicados pela Volks a participar da Autovisão, empresa de recolocação
que também incentivará a abertura de novos negócios
(Estadão, 22 de agosto).
Bosch
exporta acima de R$ 1 bilhão
A Robert Bosch Ltda. vai fechar 2003 com o maior volume de exportações
de todos os tempos - R$ 1,05 bilhão, 42% da receita total, de R$
2,5 bilhões. Em 2002, faturou R$ 2 bilhões, 35% com vendas
externas. Das unidades de negócios que a empresa opera no País,
duas delas - chamadas internamente de unidade diesel e unidade de freios
- estão puxando o crescimento das exportações. No
negócio de freios, segundo o vice-presidente da unidade José
Mauro Pelosi, o aumento de exportações é para atender
os novos contratos, principalmente para os Estados Unidos (Gazeta Mercantil,
22 de agosto).
Queda
da Selic inspira confiança
A terceira queda consecutiva da taxa de juros básica da economia
do País, a Selic, de 24,5% para 22%, não só aumenta
o otimismo como também retoma a sensação de confiança
do consumidor brasileiro. A opinião é do diretor executivo
da Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das
Montadoras, José Romélio Brasil Ribeiro. Para o executivo
a baixa foi superior à esperada, a situação é
favorável e poderá refletir novamente nas taxas aplicadas
pelos bancos das montadoras. Na opinião da Anfavea, Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a redução
da Selic é essencial para a economia brasileira voltar a crescer.
O efeito no mercado será positivo, ainda mais com outros indicativos
positivos, como a redução do compulsório (AutoData,
22 de agosto).
Efeito
da combinação com IPI menor
A combinação
não poderia ser melhor: IPI e queda de juros no mesmo mês.
A indústria automobilística é um dos setores que
mais têm a comemorar. E também foi um dos que menos se surpreendeu.
Segundo fontes do setor, ao acertarem com o governo a redução
do IPI, no início do mês, os representantes das montadoras
ouviram de integrantes da equipe econômica a informação
de que a Selic poderia chegar a 17% até o fim do ano. Foi com essa
informação que as montadoras começaram a fazer o
planejamento de aumento de vendas a partir da redução do
IPI nos carros, que diminuiu quatro pontos percentuais desde o dia 6.
Mas, antes mesmo da redução de IPI e já apostando
na queda da taxa básica, os bancos de montadoras começaram
a reduzir as próprias taxas de juros já na virada de julho
para agosto. As médias mensais haviam sido reduzidas de 2,52% para
2,30%, com promoções de até menos de 2% ao mês
(Valor, 21 de agosto).
Embarque
do Corolla para novos mercados
A Toyota do Brasil em nova fase, que inclui sua consolidação
como base exportadora, dará mais um importante passo neste mês.
Em agosto serão embarcadas as primeiras unidades montadas do Corolla
para novos mercados da América Latina. Segundo o vice-presidente
sênior da Toyota do Brasil e Mercosul, Luiz Carlos Andrade Junior,
em entrevista à Agência AutoData, até o fim de 2003
serão exportadas 6 mil unidades do modelo para Chile, Costa Rica,
El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Peru e República
Dominicana. Até então esses países recebiam o automóvel
fabricado no Japão, com alguns diferenciais. O Corolla brasileiro
também é vendido na Argentina, Uruguai e para a Venezuela
segue pelo sistema CKD. Esses mercados somarão aproximadamente
4 mil unidades nas exportações da subsidiária brasileira
neste ano (AutoData, 21 de agosto)
Randon
estuda reestruturação societária
Até o início do próximo ano deve estar concretizada
mudança na atual estrutura societária das Empresas Randon,
de Caxias do Sul, RS. Pela proposta em estudo a Randon Participações,
holding que controla as sete empresas do grupo, incorporaria a Randon
S/A Implementos e Sistemas Automotivos, sociedade da qual detém
99,47% do capital social total. Na seqüência, a holding deixaria
de existir como unidade de negócios. O papel de controladora seria
agregado na atual Randon S/A Implementos e Sistemas Automotivos. “Será
uma nova Randon, talvez com outra denominação, mas com dupla
função: produção de equipamentos e controladora
das demais empresas – Master, Jost, Fras-le, Suspensys, Randon Veículos
e Randon Consórcios”, observa Alexandre Randon, vice-presidente
executivo da Randon Participações. Os objetivos da mudança
são dimensionar a racionalização e otimização
das operações, a redução de custos, possíveis
benefícios fiscais e aumentar a sinergia empresarial (AutoData,
20 de agosto).
Fiat
Automóveis dá novas férias coletivas
A Fiat Automóveis dará férias coletivas a 800 empregados
da fábrica de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte,
a partir da próxima segunda-feira. De acordo com a assessoria da
empresa, o número corresponde a 10% do total de empregados na unidade.
A duração da folga pode chegar a 20 dias. A medida tem o
objetivo de diminuir a produção e regular o estoque. Segundo
a indústria, cerca de 1.500 carros deixarão de ser fabricados
em agosto e dois mil em setembro (Valor, 20 de agosto).
Cai
de 70% para 57% financiamento de veículos
A retração nas vendas de veículos novos para o mercado
interno freou também o desempenho das financeiras. Números
da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das
Montadoras) mostram que a participação dos financiamentos
sobre as vendas de veículos novos recuou de 70% para 57% de dezembro
de 2002 para julho de 2003. No mês passado, por exemplo, 43% das
vendas de carros foram feitas por meio de pagamento à vista. Os
financiamentos responderam por 57% das vendas. "Queremos retomar
ao patamar histórico, em que a relação era de 70%
de vendas a prazo e 30% à vista", disse o diretor-executivo
da Anef, José Romélio Ribeiro. Segundo ele, o setor de financiamentos
foi prejudicado pelo medo do consumidor de se comprometer em dívidas
de médio e longo prazo. "A recessão afugenta o consumidor,
que prefere poupar do que se endividar", afirmou Ribeiro (Folha de
São Paulo, 20 de agosto).
Setor
de logística tem menos operadores com mais volume
Duas tendências começam a se consolidar no segmento de logística
nacional: um forte avanço da terceirização dos serviços
e uma redução efetiva do número de operadores logísticos,
em virtude do processo de incorporação de empresas. É
o que afirma o professor Paulo Fernando Fleury, diretor do Centro de Estudos
em Logística do Coppead/UFRJ. Segundo ele, as empresas típicas
de logística (ou seja, as que transportam, armazenam e fazem a
gestão dos estoques) alcançaram um faturamento de R$ 6,8
bilhões no ano passado, levando-se em conta apenas os gastos realizados
pelas 500 maiores empresas do País, no valor de R$ 40 bilhões,
mas têm um mercado potencial três vezes maior. Do total da
movimentação dos produtos das 500 maiores empresas do País,
cerca de 57% já estão terceirizados, incluindo os R$ 6,8
bilhões em mãos dos operadores logísticos, destacou
ele. O mercado potencial a ser disputado pelos operadores no setor, com
transportadoras ou caminhoneiros autônomos, totaliza R$ 17,2 bilhões,
ou seja, 43% do total envolvido na movimentação de cargas,
segundo ele. Apesar dessas perspectivas, Fleury constata que o número
de operadores logísticos, em expansão até o ano passado,
começa a encolher, seguindo tendência comum a mercados em
consolidação (Gazeta Mercantil, 20 de agosto de 2003).
Volks
negocia
A Volkswagen e o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC acertaram ontem que retomarão as negociações
para a recolocação dos 3.933 funcionários excedentes
nas fábricas de São Bernardo e Taubaté. As conversas
haviam sido suspensas na semana passada. A montadora se comprometeu que
não aplicará os efeitos das cartas de transferência
para o projeto Autovisão. (Valor Econômico, 19 de agosto).
AGCO doa R$ 200 mil ao Fome Zero
O ministro de Segurança Alimentar
e Combate à Fome, José Graziano da Silva, recebe nesta terça-feira,
19, cheque no valor de R$ 200 mil doado pela AGCO do Brasil. A entrega
será feita por Normélio Ravanello, superintendente geral
da empresa para América Latina e Caribe, Werner Santos, diretor
de marketing, e Mário Fioretti, diretor de assuntos institucionais.
A doação é proveniente do leilão do trator
Massey Ferguson número 500 mil, que aconteceu em 8 de julho na
fábrica da AGCO em Canoas, RS. O evento foi acompanhado por 15
mil pessoas de todo o País por meio de transmissão em TV
a cabo (AutoData, 19 de agosto).
Renault
e Nissan comemoram 10 mil utilitários produzidos no País
A primeira fábrica da aliança Renault-Nissan no mundo, a
planta de veículos utilitários, VU, localizada no Complexo
Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, comemorou
nesta segunda-feira, 18, a marca de 10 mil veículos produzidos.
Inaugurada no dia 20 de dezembro de 2001, com investimentos da ordem de
US$ 230 milhões, com a presença do presidente do Grupo Renault,
Louis Schweitzer, e pelo presidente da Nissan Motor Company, Carlos Ghosn,
a unidade produz atualmente três modelos: o furgão Master,
o picape Frontier e o utilitário esportivo Xterra – os dois
últimos lançados no País em maio e junho, respectivamente
(AutoData, 19 de agosto).
Exportação
da Kia Motors cresce 32,9% no 1º semestre
O volume exportado pela Kia no primeiro semestre, excluindo veículos
desmontados, cresceu 32,9% em comparação a igual período
de 2002, atingindo 258,3 mil unidades. Em seu mercado interno, na Coréia
do Sul, a alta foi de 4,3%, com a venda de 437,8 mil veículos de
janeiro a junho. Na Europa as entregas superaram 76,9 mil unidades, volume
114,6% superior se comparado ao mesmo período do ano passado. Atualmente
a participação da Kia no mercado da Europa Ocidental é
de 0,86%. Até o final de 2002 o índice era de 0,51%. A montadora
informou, em nota oficial, que o bom desempenho é devido ao aumento
da demanda por carros top de linha (AutoData, 19 de agosto).
Marcopolo
fatura US$ 3 milhões com venda para o Chile
A Marcopolo fechou a venda de 56 ônibus para a Tur-Bus, maior frotista
do Chile e tradicional cliente da empresa, no valor de US$ 3 milhões.
O negócio inclui 12 unidades do modelo Andare 1000, vinte do Andare
850, duas do Paradiso 1200 e 22 do Viaggio 1050, que começaram
a ser enviadas para Santiago neste mês. A companhia exporta para
este mercado uma média de US$ 15 milhões ao ano. Segundo
Nelson Gehrke, diretor comercial para o mercado internacional, o Chile
em meados dos anos 90 era o principal mercado externo da empresa, mas
hoje responde por cerca de 20% das exportações de veículos
montados (AutoData, 19 de agosto).
A
louvável iniciativa do Prêmio Volvo
Uma das iniciativas mais importantes e
abrangentes para enfrentar uma tragédia nacional é o Prêmio
Volvo de Segurança no Trânsito, agora em sua décima
quarta edição. Dividido em sete categorias — Cidades,
Empresa, Escola, Estudante Universitário, Motorista Profissional,
Imprensa e Geral —, incluindo estímulo em dinheiro e uma
viagem à Suécia vem a cada ano atraindo novos trabalhos
(Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto). Leia
mais...
Versão flex da Bosch no lançamento da VW
Estratégia diferente da Volkswagen
quanto às motorizações do seu novo compacto com carroceria
de um volume e meio, ainda sem nome, que chega em outubro. Tanto no motor
de 1.000 como de 1.600 cm³, ambos de oito válvulas, adotará
de série a versão flex (álcool/gasolina) desenvolvida
pela Bosch (no pioneiro Gol, tecnologia Magneti Marelli). Motor a gasolina
será opcional. Por uns tempos (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de
agosto).
Marasmo
atrasa a chega do Focus 1600 Rocam
O marasmo no mercado atrasa lançamentos. Previsto para o final
do primeiro semestre, só chega em outubro o Focus com motor 1.600
Rocam. Fabricado na Argentina com motor importado de fora do Mercosul
e baixo índice de conteúdo regional, a Ford aproveita para
fazer algumas simplificações de acabamento e ter preço
melhor, ajudado agora pelo motor mais barato produzido em Taubaté,
SP (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).
Pode
não acontecer a renúncia fiscal
Apesar de certas críticas quanto à “renúncia
fiscal” provisória em “benefício” da indústria
automobilística, é necessário esperar até
novembro para saber se o governo federal perderá mesmo receita.
Em outras ocasiões, o efeito sobre a arrecadação
foi neutro e até positivo. Aumento de vendas costuma compensar
o imposto menor. Ideal seriam três pontos percentuais a menos no
mínimo por seis meses (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).
O
bom caminho da Mitsubishi com a L200
Investir em evolução foi o melhor caminho trilhado pela
Mitsubishi em Catalão, GO. Nova versão L200 Sport da vice-líder
entre pickups médias exibe um estilo mais arrojado, além
do motor japonês turbodiesel de até 141 cv. Novos equipamentos,
marcha à ré sincronizada (facilita no uso fora de estrada)
e suspensões mais confortáveis em um chassi melhorado modernizaram
bem o produto (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).
Presidente
da GM quer novo projeto em Gravataí
O presidente da GM, Walter Wieland, embarca
para os Estados Unidos na sexta-feira, 15, em mais uma tentativa de convencer
a matriz da empresa sobre os benefícios e a capacidade da fábrica
de Gravataí, RS, para sediar projeto de produção
de novo carro compacto, que concorre com unidades da China e do México.
A decisão vem sendo adiada, mas, segundo o executivo, até
o fim de setembro a situação deve ser definida. Wieland
está otimista em vencer a concorrência. Caso seja a escolhida,
a fábrica de Gravataí receberá investimentos da ordem
de US$ 210 milhões a US$ 240 milhões (AutoData, 14 de agosto).
Fórum
discute custos de logística
O Brasil tem custos logísticos 70% superiores aos dos Estados Unidos
por conta da "excessiva utilização do transporte rodoviário
de carga, somada às precárias condições das
rodovias brasileiras; enquanto aqui se gasta com logística o equivalente
a 17% do PIB, nos EUA, devido ao maior uso do trem e das embarcações,
os gastos se limitam a 10%", é uma das revelações
que constam de pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Logística
(CEL), instituição ligada ao Coppead/UFRJ. O levantamento
será apresentado no IX Fórum Nacional de Logística,
no Rio de Janeiro, de 18 a 20 deste mês. A organização
espera participação de 800 pessoas "a maioria executivos
em nível de direção e gerência das principais
empresas brasileiras." A pesquisa do CEL mostra também que
41% das empresas mantêm profissionais da logística em cargos
de direção e 44% em cargos de alta gerência (Gazeta
Mercantil, 14 de agosto).
Bridgestone
investe e aumenta produção
A Bridgestone Firestone do Brasil vai investir US$ 50 milhões e
aumentar a produção de pneus entre 2004 e 2005. O volume
diário, que atualmente é de 30 mil unidades, deverá
subir para 34 mil unidades. "A expansão faz parte da estratégia
de fortalecer a marca no mercado brasileiro", diz o presidente da
empresa, Eugênio Deliberato. A empresa vende hoje 50% do volume
de pneus produzidos para o segmento de reposição - "onde
temos uma participação de mercado que varia de 50% a 53%".
Já as vendas diretas para as montadoras representam 21%. O restante
é destinado para as exportações intercompany, principalmente
para os Estados Unidos (Gazeta Mercantil, 14 de agosto).
Tupi
terá 30% da produção exportada
O carro que a Volkswagen lançará
daqui a dois meses já tem 30% da produção deste ano
comprometida com exportações. Segundo o presidente da subsidiária
brasileira da companhia, Paul Fleming, já foram fechados contratos
com Argentina, México, República Dominicana e outros países
da América Latina. Na segunda fase da exportação,
o veículo seguirá para a China e a África do Sul.
Mas, nesse caso, a exemplo do Gol, o modelo seguirá desmontado
em kits para posterior montagem final nos países de destino, que
exigem conteúdo local. O nome do novo carro foi definido na tarde
de segunda-feira, segundo Fleming, depois de vários meses de busca
de algo atraente e pronunciável no Brasil e também em outros
países. A empresa deverá anunciar o nome apenas no final
do mês. Por enquanto, o projeto segue com o apelido de Tupi. Segundo
Fleming, somente neste ano serão produzidas 10 mil unidades do
novo modelo em São José dos Pinhais (PR). Mas ele garante
que, com esse carro, a Volks recuperará a liderança de mercado
de automóveis e comerciais leves - perdida há dois anos
para a Fiat (Valor, 13 de agosto)
Volks
confia no Tupi para retomar a liderança
A dois meses de seu lançamento, o Tupi, apelido do carro que a
Volkswagen colocará no mercado a partir de outubro, reacendeu na
montadora a esperança de retomar a liderança do segmento
de automóveis e comerciais leves já no próximo ano.
Até pouco tempo, a aposta do presidente da empresa, Paul Fleming,
era de que a marca só voltaria a ultrapassar as concorrentes Fiat
e General Motors em 2005. O carro vai custar entre R$ 22 mil e R$ 30 mil.
Depois do Gol, lançado há 23 anos, é o primeiro modelo
da marca totalmente fabricado no País. Desenvolvido nos últimos
3 anos e meio, o modelo foi inicialmente rejeitado pela matriz da companhia,
que não apostava no produto (Estadão, 13 de agosto).
Nome
Tupi fica feio em inglês
Apesar de adotado pelo mercado automobilístico local, o novo carro
da Volks, que disputará mercado com modelos como Clio, Corsa, Fiesta
e Fit, não se chamará Tupi. O nome oficial foi definido
ontem à tarde, de uma lista de cinco sugestões, mas só
será revelado nos próximos dias. No mercado internacional,
o nome Tupi foi recusado porque o som seria parecido a “to pee”,
que em inglês significa urinar. Mas, no Brasil, ele também
foi rejeitado em pesquisas feitas pela montadora. “Detectamos nas
pesquisas um preconceito ao nome, por lembrar coisa de índio”,
disse o diretor de Marketing, Paulo Sérgio Kakinoff (Estadão,
13 de agosto).
Produção
automotiva mexicana em queda
A produção de veículos no México totalizou
114,3 mil unidades em julho, queda de 17% em relação ao
mesmo mês do ano passado, 137,8 mil. Em relação a
junho, 142,7 mil veículos, baixa de 19,8%. Os dados foram divulgados
nesta terça-feira, 12, pela Amia, associação que
representa as montadoras instaladas no país. Nos sete primeiros
meses deste ano foram produzidas 926,8 mil unidades contra 1,1 milhão
no mesmo período de 2002, baixa de 13,9% (AutoData, 13 de agosto).
Furlan
adota discurso de montadora
O ministro do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços, Luiz Fernando Furlan, fez ontem uma
palestra afinada com antigas e novas reivindicações da indústria
automobilística, durante a abertura de um seminário de exportações
automotivas. Considerou a redução do IPI nos carros uma
solução paliativa e disse que a retomada das vendas depende
de crédito e taxas de juros menores. Destacou, ainda, que, para
ele, o preço dos carros não é alto. "O problema
está no poder aquisitivo da população." "A
redução do IPI é apenas um remédio para dor
de cabeça", afirmou Furlan a um auditório lotado de
executivos de montadoras e da indústria de autopeças. Posteriormente,
em entrevista, o ministro explicou que a redução de três
pontos percentuais no preço dos carros, feita na semana passada
por meio de redução do imposto, não é suficiente
porque existe um "problema estrutural" no setor, a ser resolvido
no fórum de competitividade. "Não acredito que o preço
está alto porque hoje é possível comprar um carro
com US$ 5 mil", disse. "Mas temos um problema de poder aquisitivo",
acrescentou. Furlan apontou as altas taxas de juros como fator inibidor
na compra de carros. Segundo ele, não fosse isso, o brasileiro
poderia seguir o exemplo de modelos de aquisição de veículos
praticados em outros países, como o leasing (Marli Olmos, Valor,
12 de agosto).
Furlan
descontente com demora do Modercarga
O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior,
Luiz Fernando Furlan, mostrou-se descontente com a demora para finalização
do projeto que objetiva estimular as vendas e a renovação
da frota de caminhões no País, o Modercarga. "Está
tudo pronto, mas o Fundo de Aval, que dará garantia em casos de
inadimplência aos agentes financeiros, vem emperrando as negociações.
Já temos os recursos, definimos questões como prestações,
juros, mas a criança não nasce." Furlan afirmou, entretanto,
que espera lançar o projeto em breve. Na opinião do ministro
também existem outros caminhos para modernizar a frota brasileira
de caminhões, que hoje tem idade média de 18 anos. Baseando-se
em iniciativa bem-sucedida da indústria aeronáutica, Furlan
sugeriu que o setor automotivo poderia, por exemplo, criar projeto no
qual a própria montadora realizaria a manutenção
e possíveis reparos em veículos usados para comercializá-los
com preço menor, tornando-o, assim, acessível àquele
proprietário de caminhão bem mais velho, com toda garantia
do fabricante. "A iniciativa também geraria empregos."
(AutoData, 12 de agosto).
Marcopolo
pretende entrar nos EUA
A Marcopolo planeja entrar no mercado americano de ônibus em cerca
de dois anos. Para tal, a empresa exportará os veículos
a partir de sua fábrica no México, onde é parceira
da DaimlerChrysler. Segundo o vice-presidente da Marcopolo, José
Fernandes Martins, a idéia é usar o chassi da DaimlerChrysler,
"com componentes aceitos pelos operadores americanos, montado com
nossa carroceria". O executivo disse também que nesse projeto
será usada a rede de assistência técnica da Chrysler
nos Estados Unidos. A Marcopolo detém 74% de participação
na fábrica mexicana, enquanto o restante pertence à DaimlerChrysler
(Valor Econômico, 12 de agosto).
Ford
quer dobrar exportações do Brasil
A Ford planeja dobrar suas exportações do Brasil, como uma
tentativa de fortalecer suas atividades na América do Sul sem precisar
fechar fábricas. Segundo o diário britânico Financial
Times noticiou ontem, a montadora planeja vender o modelo EcoSport fora
da região e aumentar as exportações para o México,
onde o veículo vem tendo um sucesso surpreendente. A meta é
que as exportações cheguem a 40% da produção,
que pode atingir 260 mil unidades no Brasil neste ano (Estadão,
12 de agosto).
Produção
de veículos despenca na Argentina
A indústria automotiva argentina despencou no ranking mundial de
produção de veículos, passando do 12.º lugar
da Organização Internacional de Fabricantes de Automóveis
para o 30.º lugar. A produção argentina, que em 1998
– época dourada da indústria automotiva local –
era de 400 mil veículos por ano, passou para 159 mil no ano passado.
A indústria automotiva argentina retrocedeu 40 anos, já
que os níveis de produção em 2002 foram equiparáveis
aos do início dos anos 60. O setor funciona com apenas 20% de sua
capacidade instalada. A perspectiva das montadoras é que neste
ano a produção seria levemente superior (Estadão,
12 de agosto).
Uma
novela com desfecho demorado
A novela da tal ação emergencial para
redução temporária de imposto a fim de estimular
as vendas finalmente terminou. São três pontos percentuais
a menos de IPI até 30 de novembro próximo em todos os carros,
nacionais e importados, abaixo de 2.000 cm³ de cilindrada. O reflexo
no preço final vai depender do modelo: uma baixa entre R$ 500,00
e R$ 1.500,00, aparentemente pouco, mas de impacto significativo porque
se dará sobre preços promocionais em um mercado que sofreu
forte diminuição de poder aquisitivo. Veículos específicos,
vendidos com descontos bem acima da média, devem ser pouco afetados.
Algumas marcas até já anteciparam a redução
do IPI em campanhas no último fim de semana. Infelizmente o governo
demorou em tomar a decisão e semiparalisou as vendas. Sabia que
enfrentaria as críticas de sempre vindas de outros setores, agora
mais fortes pela origem da carreira política do Presidente da República.
Na realidade, a queda na arrecadação de impostos era flagrante
e insustentável (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).
Pré-teste
junto aos jornalistas
Ainda sem nome escolhido, o novo compacto da Volkswagen foi pré-apresentado
informalmente a um grupo de jornalistas, enfatizando características
de projeto. O carro só estará à venda no final de
outubro. Permitirá à marca ter um quarto produto no segmento,
além das duas gerações do Gol e do Polo, este mantido
como modelo premium (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto) (Fernando
Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).
O
bom trabalho dos estilistas
Bom espaço para passageiros, banco traseiro que desliza sobre trilhos,
porta-malas de tamanho variável e inteligentes soluções
internas são destaques do novo VW. Estilo impressiona e é
outra prova de capacidade de desenhistas brasileiros. Construído
sobre a base mecânica original do Polo, tem carroceria de duas ou
quatro portas, de um volume e meio, mais curta e alta (Fernando Calmon,
Alta Roda, 10 de agosto).
O
Tupi no caminho do Lupo
Dentro de dois anos, a versão incrementada deste chamado Projeto
Tupi substituirá na Europa o subcompacto Lupo, embora a VW por
enquanto não confirme. Seu capô, por exemplo, é elevado,
dentro da tendência de mudança do desenho frontal para proteção
em caso de atropelamento que a União Européia exigirá
até o final da década (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de
agosto).
Reboque
no Fit só com projeto
O projeto do Fit não foi dimensionado para a utilização
de reboques ou engates, informa a Honda. Entre vários argumentos
técnicos, a fábrica destaca a segurança: qualquer
engate deve ser compatível com a deformação programada
da carroçaria, caso contrário a desaceleração
em colisões traseiras seria transferida aos ocupantes (Fernando
Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).
Com
redução, previsão de vendas é mantida
A redução do IPI evitou
um cenário ainda pior para as montadoras. O setor estava pronto
para rever projeções pela segunda vez no ano, indicando
que as vendas não passariam de 1,3 milhão de unidades, voltando
ao volume de quatro anos atrás. Com o corte no imposto, a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu
manter a previsão de 1,4 milhão de unidades. Ainda assim,
o resultado será 5,8% inferior ao de 2002. Até julho a queda
é de 8,3% ante 2002. Em julho a produção cresceu
7% em relação ao mês anterior, totalizando 151,4 mil
veículos. As vendas registraram desempenho 13,5% melhor, com 113,7
mil unidades. Montadoras e revendas continuam com 160 mil veículos
encalhados, suficientes para 44 dias de vendas. O setor encerrou o mês
com 92,1 mil funcionários, mesmo número de junho. Contabilizando-se
só as fábricas de automóveis houve redução
de 298 postos, fechados, segundo a Anfavea, por meio de voluntariado (Cleide
Silva, Estadão, 7 de agosto)
Mercedes
contrata 150 para atender exportação
A Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, anuncia
hoje a contratação de 150 funcionários para reforçar
a produção de motores voltados à exportação
para os Estados Unidos. Eles terão contratos temporários
até março de 2004. Em junho, a montadora já havia
aberto 126 vagas também para o mesmo período. No ano, a
montadora, do grupo DaimlerChrysler, anunciou 309 contratações,
sendo 183 delas de pessoal que já atuava como trainee. A fábrica
emprega atualmente 9,3 mil trabalhadores (Valor, 7 de agosto).
Preço
dos carros cai com corte do IPI
O corte de 3 pontos porcentuais no IPI dos automóveis populares
e médios (com motor até 2.0), anunciado na terça-feira
pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, começou a ser
repassado aos preços no varejo ontem mesmo. Os carros estão
3% mais baratos, em média. O desconto está sendo aplicado
mesmo nos valores que já estavam em promoção, segundo
montadoras e lojistas. Ainda assim, o consumidor precisa pesquisar, pois
pode haver diferenças de uma loja para outra. Não houve
corrida às revendas, como já era esperado, pois a redução,
embora aguardada, não é tão significativa. Em modelos
como o Uno Mille, por exemplo, representa um desconto de R$ 630 em relação
ao que vinha sendo cobrado. O carro passa a ser vendido pela internet
por R$ 14.360. Para o Fiesta, com novo preço de R$ 19.840, a redução
é de R$ 660 (Cleide Silva, Estadão, 7 de agosto).
O
carro da virada da Volkswagen
O projeto 249 chega com a missão de reconduzir a marca à
liderança. Conhecido como projeto 249 - e batizado informalmente
de Tupi -, chega no final de setembro às revendas Volkswagen de
todo o País o carro nascido com a missão de reconduzir a
montadora à condição de líder no mercado brasileiro.
Guardado a sete chaves durante três anos de desenvolvimento, nesta
semana a montadora abriu as portas da ala 17 - a de design, uma das mais
vigiadas e menos visitadas da companhia - para 16 jornalistas especializados,
que puderam conhecer as linhas e soluções do projeto 249,
modelo intermediário entre o Gol e o Polo. No encontro, uma certeza:
o projeto 249 não se chamará Tupi. Mas, quando questionado
sobre se o nome seria genuinamente brasileiro - assim como Gol -, Paul
Fleming, presidente da subsidiária brasileira respondeu: "Será
um nome com ligação com o Brasil" (Gazeta Mercantil,
7 de agosto).
Reajustes
acumulados já superam o desconto
Nos primeiros
dias do mês passado, alguns dos automóveis mais vendidos
no país já estavam custando mais do que 30 dias antes -
e os reajustes dos preços variaram entre 1% até algo acima
de 3%. Índices muito próximos do que será repassado
agora, na forma de desconto, por conta da redução do IPI.
No ano, são poucas as exceções de modelos que subiram
abaixo da inflação. Uma boa parte dos carros que as montadoras
mais produzem para o mercado interno acumulam aumentos que representam
até três vezes mais do que as taxas inflacionárias
(Valor, 6 de agosto).
Volks
terá espaço para o Tupy em Santos
O projeto da Volkswagen de exportação do novo modelo Tupy
pelo porto de Santos está praticamente garantido. Um Termo de Permissão
de Uso (TPU) assinado ontem entre a direção da Codesp e
a Santos Brasil permitirá o uso, a título precário,
da área denominada Tecon 2 para atender, com prioridade, a movimentação
de veículos. A Santos Brasil é a arrendatária do
Tecon, contígua à área de 180 mil m2 e com 310 metros
de cais que será usada para exportação do novo carro
da Volks. A maturação do projeto Tupy está prevista
para 2005 e até lá, pelas previsões da Codesp, o
processo licitatório da área, mais as obras necessárias,
não estariam concluídas, o que levou a empresa à
cessão da área, a partir da assinatura do termo (Valor,
6 de agosto).
Governo
cede às pressões e reduz IPI de carros
O governo cedeu ontem às pressões das montadoras e das centrais
sindicais e autorizou a redução de 3 pontos porcentuais
nas alíquotas do IPI de veículos de passeio e comerciais
leves. Anunciada pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a medida
emergencial deverá vigorar por apenas quatro meses - de hoje a
30 de novembro - e provocará uma perda de arrecadação
de R$ 342 milhões no período, caso não haja expressivo
aumento das vendas. Como contrapartida, as montadoras se comprometeram
a manter os níveis atuais de emprego e a repassar o benefício
fiscal para os preços dos veículos (Estadão, 6 de
agosto).
O
IPI para os carros encalhados nos pátios
A medida prevê a redução de 3 pontos porcentuais das
alíquotas de IPI para veículos até 2 mil cilindradas.
Entretanto, para estender esse benefício aos cerca de 100 mil automóveis
encalhados nos pátios das montadoras, cujo IPI já foi recolhido,
o governo decidiu estabelecer essa redução de outra forma.
Na prática, as montadoras deverão descontar 4 pontos porcentuais
do IPI sobre os veículos que fabricarem de hoje até 31 de
outubro. No último mês do pacote, novembro, a redução
do tributo será de 3 pontos. O repasse aos preços dos veículos,
entretanto, será sempre de 3 pontos porcentuais. Segundo Palocci,
essa fórmula permitirá estender o benefício aos estoques
das montadoras, bem como sua adoção a partir de hoje. Com
isso, até 31 de outubro, o IPI dos automóveis populares
(até mil cilindradas) cairá de 9% para 5%. Os veículos
médios a gasolina terão alíquotas reduzidas de 15%
para 11%, e os movidos a álcool, de 13% para 9%. De 1.º a
30 de novembro, os porcentuais aplicados serão de 6%, de 12% e
de 10%, respectivamente. Se não houver prorrogação,
a partir de 1.º de dezembro os porcentuais voltam a seus níveis
regulares.
Nem
sinal de freio nas demissões
O anúncio da redução do IPI sobre a produção
dos carros não fez com que a Volkswagen e a General Motors manifestassem
a possibilidade de reverter as demissões em suas fábricas.
A Volks quer transferir 3.933 funcionários para uma empresa de
recolocação de mão-de-obra e a GM pretende demitir
100 pessoas na unidade de São Caetano. O governo condicionou a
redução do IPI à manutenção dos empregos
nas indústrias de automóveis, mas elas não deram
ontem essa garantia aos empregados (Jornal da Tarde, 6 de agosto).
Decenzi
comanda marketing da Goodyear na AL
Marco Antonio
Decenzi é o novo gerente de marketing para América Latina
da Goodyear. O executivo, que trabalhará na matriz da companhia,
em Akron, Ohio, Estados Unidos, terá a missão de gerenciar
a linha de produtos e planejar estratégias de marketing da empresa
para o mercado latino-americano.
Decenzi é formado em administração de empresas pela
Universidade Mackenzie de São Paulo, pós-graduado pela Fundação
Getulio Vargas, FGV, e possui MBA em gestão empresarial (AutoData,
5 de agosto).
Projetos
estapafúrdios para o setor - 1
Em meio às grandes discussões políticas em Brasília,
que trata das importantes reformas econômicas, ainda é possível
encontrar projetos estapafúrdios envolvendo mudanças na
indústria automobilística. Todos com viés demagógico
que, ao contrário de facilitar a aquisição de veículos,
terminariam por encarecer o produto e afastar ainda mais os suficientemente
desestimulados compradores. Um dos projetos, do deputado Inocêncio
Oliveira, almeja obrigar os fabricantes a manter em produção
no mínimo por 10 anos os próximos modelos lançados.
E faz a cândida ressalva de que avanços tecnológicos
deverão continuar sendo feitos. Tentar engessar a evolução
por decreto é uma ótima peça de ficção.
Todas as marcas sonham, dia e noite, projetar um automóvel com
garantia de sucesso prevista em lei. Pena que os clientes sejam tão,
digamos, volúveis. Além de totalmente inexeqüível
por qualquer ângulo, há uma respeitável exceção:
a lei não valeria para veículos importados. Que alívio,
diriam os metalúrgicos que trabalham no exterior com seus empregos
assim garantidos (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).
Projetos
estapafúrdios para o setor - 2
Outra idéia é menos intervencionista quanto a valores envolvidos.
Como no País há poucos problemas a resolver, temos que nos
preocupar com a durabilidade dos pneus. A proposta foi relatada no ano
passado pelo deputado Luciano Pizzatto, em projeto de 1995, de autoria
do deputado Júlio Redecker. No início a proposta era assegurar
o mínimo de 60.000 quilômetros rodados. Mas o relator achou
melhor deixar isso a cargo do fabricante. Ninguém perguntou quanto
custaria um pneu à prova incondicional de buracos e maus tratos.
Hoje, já existe garantia de 100.000 quilômetros desde que
o comprador volte 10 vezes à loja para exame meticuloso, rodízio,
alinhamento e balanceamento. Feitas as contas, pode nem valer a pena.
A força da lei, entretanto, traria o condão mágico
(Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).
Projetos
estapafúrdios para o setor - 3
Mais exótico é o projeto do deputado Roberto Gouveia. Apresentado
este ano, exige a instalação escalonada ao longo de cinco
anos de airbags (bolsas infláveis) em todos os carros, nacionais
e importados, no mercado interno. Surgem, de novo, argumentos surrados
e esparramados em correntes via Internet, de que a vida do brasileiro
vale tanto quanto a de outros povos. Se o nobre legislador tivesse analisado
bem o assunto, descobriria que nos acidentes graves, amplamente estudados,
80% de uma vida salva se deve ao cinto de segurança e 20% ao airbag.
Sua relação custo-benefício, portanto, é sob
medida para populações de alto poder aquisitivo e países
com escalas de produção, geradas em mercados 10 vezes maiores
que o nosso, capazes de absorver os acréscimos de valores envolvidos
(Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).
Projetos
estapafúrdios para o setor - 4
Importante mesmo, se houvesse preocupação com segurança
passiva dos ocupantes de um veículo, seria considerar a viabilidade
de se adotar cintos de maior eficiência, incluindo dispositivos
de pré-tensionamento e de alívio de pressão programado.
Ainda assim, custos mais elevados subiriam o preço final do produto,
salvo se compensados por menor carga fiscal, o que nenhuma proposta apresentada
previu. Em mercado que conta tostões, 80% de modelos pequenos,
60% de básicos, beira o escárnio exigir airbags de série.
Os três projetos não passam de falácia e perda de
tempo inconcebíveis numa casa legislativa (Fernando Calmon, Alta
Roda, 5 de agosto).
Tata
pode estar de olho no Brasil
A marca indiana Tata vem, aos poucos, se acercando do Brasil. Já
exporta seus produtos — pequenos pickups e um simpático compacto
— para a Colômbia, Argentina e Venezuela. O modelo de entrada
Indica foi desenhado pelo estúdio italiano Idea, o mesmo que se
encarregou do Palio. No início a semelhança entre os dois
era tão grande que gerou mal-estar em Turim, sede da Fiat (Fernando
Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).
O
perigo das películas escurecedoras
Moda de películas escurecedoras devem aumentar os acidentes. Já
não se consegue monitorar o tráfego à frente, nem
visualizar a terceira luz de freio de outros veículos através
dos vidros porque as películas são muito menos transparentes
do que especifica a lei. Lojistas irresponsáveis cedem a motoristas
idem. Alega-se medo de assaltos. Fiscalização não
existe. Mais fácil faturar com radares (Fernando Calmon, Alta Roda,
5 de agosto).
Algo
de novo no pára-brisa?
Evolução também chegará ao quase centenário
limpador de pára-brisa. Depois do acionamento a vácuo ser
trocado por motor elétrico quase nada surgiu. A Honda estuda retirar
braços e palhetas, substituídos por fortes jatos de ar comprimido.
Por enquanto, apareceu apenas em carros conceito. Falta resolver limpeza
em caso de lama no vidro (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).
As
mudanças no IPI automotivo
Faz um ano
que o governo FHC autorizou uma redução do IPI dos automóveis
médios, tornada permanente logo em seguida, no mês de outubro.
A partir daí, passou a valer a alíquota de 9% para modelos
populares a gasolina e de 15% para os carros médios a gasolina
e 13% nos movidos a álcool ou bicombustíveis. Os efeitos
da medida são perceptíveis nas vendas de carros acima de
mil cilindradas: em 2001, essa faixa de automóveis respondia por
apenas 29% das vendas internas, passando para 40% hoje. Esse aumento de
participação dos carros médios nas vendas internas,
propiciado pela redução do IPI, tornou a indústria
brasileira mais competitiva no exterior, segundo Adriano Pitoli, da consultoria
Tendências (Estadão, 4 de agosto).
Indabra
produz 130 ônibus para o Líbano
A Indabra - Indústria Automotiva Brasileira , fabricante de chassis
de ônibus urbanos, está retomando suas atividades. E, nessa
nova fase, a empresa, instalada em Gravataí (RS), fechou contrato
para exportar 130 unidades para o Líbano. O primeiro lote foi embarcado
mês passado, informa um dos acionistas, Luiz Cezar Fanfa. Os veículos
- chassi Indabra de 9 m de comprimento encarroçados pela Induscar/Caio,
instalada em Botucatu (SP) - foram comprados pela empresa Zantut e serão
utilizados no transporte de passageiros em Beirute e outras cidades (Gazeta
Mercantil, 4 de agosto).
Governo
nega redução do IPI e contraria setor
Representantes de segmentos do setor automotivo que foram na sexta-feira
passada ao primeiro encontro do Fórum de Competitividade da Indústria
Automotiva, esperando ouvir a confirmação do acordo governamental
para a redução do IPI para o setor automotivo, saíram
do encontro de mãos abanando. Virá do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva qualquer decisão sobre eventuais medidas de emergência
para socorrer o setor (Gazeta Mercantil, 4 de agosto).
Furlan
nega que acordo esteja fechado
O ministro do Desenvolvimento, Luiz
Fernando Furlan, negou na noite desta sexta-feira que o governo já
tenha decidido as medidas emergenciais para reativar o setor automotivo.
Ele questionou se a principal medida reivindicada pelo setor, a redução
do IPI, terá eficácia. O ministro confirmou que qualquer
decisão que venha a ser tomada terá de ser referendada pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Furlan confirmou que há
preocupação do governo sobre os problemas que o setor atravessa
e não quis comentar as declarações do ministro do
Planejamento, Guido Mantega, de que a redução do IPI já
estaria decidida e seria anunciada em poucos dias (Estadão, 2 de
agosto).
Venda
de carro cresce mas não anima
As vendas de automóveis e comerciais leves em julho cresceram 13,5%,
contrariando as previsões pessimistas das montadoras de que o mercado
poderia parar por causa das notícias de uma provável redução
de impostos para o setor. Foram vendidos 106,1 mil veículos, o
terceiro melhor resultado deste ano. No acumulado de janeiro a julho,
entretanto, os resultados apontam queda de 8,7% em relação
a igual período de 2002, com um total de 784,8 mil unidades vendidas.
De janeiro a julho deste ano, a Fiat manteve-se na liderança do
mercado de automóveis e comerciais leves, com vendas de 177,3 mil
veículos, seguida de perto pela GM, com 175,9 mil. A VW continua
em terceiro lugar, com 158,1 mil unidades, e a Ford em quarto, com 77,6
mil. A Renault manteve-se na quinta colocação, com 31,8
mil carros comercializados (Cleide Silva, Estadão, 2 de agosto).
A
ociosidade das montadoras - 1
A VW, a GM
e a Ford decidiram discutir abertamente a crise conjuntural do setor automobilístico.
Ao mesmo tempo, decidiram demitir funcionários e paralisar, temporariamente,
a produção em algumas unidades. É preciso, no entanto,
saber se se trata realmente de uma crise séria, ou de uma tática
das empresas para conseguir tratamento tributário mais favorável
- anunciado, aliás, em junho, pelo ministro do Desenvolvimento,
Luiz Fernando Furlan, mas não confirmado, até agora, pela
Fazenda. As montadoras investiram cerca de US$ 20 bilhões, na última
década - sem contar os US$ 10 bilhões do setor de autopeças
-, aumentando a capacidade de produção para 3,2 milhões
de veículos por ano. Mas os mercados interno e externo não
devem absorver mais do que 1,7 milhão de unidades, este ano, o
que corresponde a uma ociosidade da ordem de 45%. É a maior da
história, superando a do início dos anos 80, que oscilou
entre 30% e 40%. É essa ociosidade a maior responsável pelas
dificuldades das empresas (Estadão, 1 de agosto).
A
ociosidade das montadoras - 2
O presidente da GM, Walter Wieland, criticou a promessa de autoridades
de dar incentivos ao setor, argumentando, com razão, que o consumidor
adia a compra de um veículo quando tem a expectativa de pagar mais
barato no futuro. O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, repetiu o
argumento de Wieland e justificou uma política de incentivos. Ele
notou que a produção de veículos tem efeitos multiplicadores
para a economia. Ganham, além das montadoras e revendedores, as
empresas que produzem os 3,5 mil a 4 mil itens presentes num veículo
e os prestadores de serviços de manutenção, lavagem,
abastecimento, estacionamento, além dos governos. Os tributos que
incidem sobre um veículo de 1.000 cilindradas equivalem a 35% a
36% do preço de venda. A pressão das montadoras não
é pequena, mas suas decisões não estão isentas
de crítica. (Estadão, 1 de agosto).
A
ociosidade das montadoras - 3
A VW anunciou a demissão de 1,5 mil funcionários, ignorando
os termos do acordo coletivo de trabalho assinado com o Sindicato de Metalúrgicos
de São Bernardo do Campo, no ano passado, que previa redução
de salários com a contrapartida da manutenção dos
empregos até 2006. Ao que parece, rompeu o acordo por ordem da
matriz na Alemanha. A crise na indústria automobilística
não é apenas nacional, pois há excesso de capacidade
em todo o mundo. Dos US$ 901 milhões de lucro obtidos pela GM norte-americana,
no segundo trimestre, apenas US$ 83 milhões vieram da venda de
veículos. O cerne do problema, no Brasil, é a distância
crescente entre o preço dos veículos e os salários
reais, aumentada pela inflação, pela desvalorização
cambial de 2002 e pela retração da economia (Estadão,
1 de agosto).
Acordo
deve reduzir os impostos
Já está pronto o plano de redução do IPI nos
carros e o governo deverá anunciá-lo até o início
da próxima semana.. Haverá uma redução em
torno de quatro pontos percentuais, o que resultará numa redução
de preços entre 3,5% e 4%. O benefício vai abranger não
apenas carros populares e servirá, como dizem fontes da indústria,
para pelo menos fazer o consumidor voltar para as concessionárias.
Depois das manifestações de Luiz Furlan, e Guido Mantega,
ministros do Desenvolvimento e Planejamento, antecipando que o governo
pretendia anunciar medidas para reativar o mercado, a indústria
automobilística reforçou as negociações com
o governo para que o chamado "plano emergencial" de fato saísse
(Valor, 1 de agosto).
VW
transfere 3.933 para nova empresa
A Volkswagen do Brasil formalizou, por meio de cartas entregues pelas
chefias diretas, a transferência de 3.933 funcionários das
fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté para
outra empresa do grupo, a Autovisão, criada para buscar novas atividades
para esse pessoal. Eles deixarão de trabalhar na unidade automotiva
no dia 1.º de setembro e as vagas serão extintas. Em Taubaté,
o sindicato decretou greve a partir de segunda-feira se a empresa não
recuar. A transferência atinge 16% do quadro total de funcionários
da Volks, que emprega 24,8 mil pessoas em cinco fábricas. Das cartas
entregues, 2.010 foram para trabalhadores de Taubaté e 1.923 do
ABC. Inicialmente eles participarão de um projeto chamado Instituto
Gente, que receberá parte da verba de R$ 300 milhões destinada
à Autovisão (Estadão, 1 de agosto).
Terminam
férias na Fiat Automóveis
Os mil empregados da Fiat Automóveis, montadora instalada em Betim,
MG, retornaram ontem das férias de 10 dias que a empresa italiana
havia concedido. No período, deixaram de ser produzidos 400 carros
por dia da marca, o que reduziu os estoques dos pátios da fábrica
para níveis "administráveis". Segundo a direção
da empresa, não estão previstas novas férias coletivas
(Gazeta Mercantil, 1 de agosto).
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