AGOSTO/2003

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Curitiba cria o ISS tecnológico
"Juntar a fome com a vontade de comer" talvez seja uma forma um pouco deselegante para explicar a implantação do ISS Tecnológico em Curitiba. O incentivo fiscal já beneficia 53 empresas da cidade. Juntas, elas obtiveram R$ 3,247 milhões em incentivos, ou seja, deixaram de pagar este valor em imposto (sobre prestação de serviços), de um total de R$ 4,194 milhões investidos. Criado no final de 2001, o mecanismo permite que empresas usem parte do imposto devido ao município para financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A prefeitura aceita empresas de qualquer porte ou setor (Valor, 29 de agosto).

General Motors eleva em 50% produção de fábrica na China
A GM implementou um turno adicional na fábrica de Xangai, elevando a capacidade de produção em 50% para suprir o aumento da demanda na China. A GM opera agora em três turnos para produzir 18 mil carros por mês, 6 mil a mais do que quando operava em dois turnos. O aumento na produção permitirá que a empresa amplie sua margem de 8% em um mercado que está se expandindo rapidamente. As previsões são de que as vendas ultrapassem 2 milhões de unidades este ano. A Volkswagen possui um terço do mercado. (UOL, 28 de agosto).

Ciferal apresenta o Citmax para uso urbano
A Ciferal, empresa pertencente à Marcopolo, lançou nesta quinta-feira, 28, o Citmax, novo ônibus para transporte urbano. Com investimento de R$ 5 milhões, o modelo foi desenvolvido, segundo Moacir Moroni, diretor comercial da Marcopolo, para proporcionar ao frotista menor custo operacional dentre os modelos comercializados no mercado nacional (AutoData, 29 de agosto).

Primeiro Fiat brasileiro deve chegar em 2005
O primeiro modelo Fiat totalmente projetado e testado no Brasil deverá chegar ao mercado no fim de 2005, possivelmente um modelo compacto. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Fiat Automóveis, Alberto Ghiglieno, na inauguração do Pólo de Desenvolvimento da fábrica de Betim (MG). Único centro de desenvolvimento de veículos Fiat fora da Itália, a unidade brasileira foi batizada de Giovanni Agnelli, numa homenagem ex-presidente da holding italiana que morreu neste ano. A montadora está investindo R$ 400 milhões na instalação do pólo. Cerca de 60% dos recursos já foram aplicados em 2002, na instalação dos laboratórios e na contratação de especialistas. Cinqüenta profissionais foram contratados para trabalhar no local, incluindo o executivo de estilo, Peter Fassburder. Responsável pelo desenho do Stilo, o alemão é considerado um dos profissionais de ponta que foram trazidos da matriz italiana (Valor, 28 de agosto).

Fiat projeta exportação de 5 mil veículos para o México
O acordo comercial de exportação da Fiat do Brasil com a GM do México, GMM, totalizará 5 mil unidades dos modelos Palio, Palio Weekend, Palio Adventure e Siena – nomeado por lá de Palio Sedã – para atender ao mercado mexicano, afirmou o superintendente da Fiat Automóveis para América Latina, Alberto Ghiglieno nesta quarta-feira, 27, durante a inauguração do Pólo de Desenvolvimento da montadora em Betim, MG. Para 2005 o executivo acredita que o volume possa atingir 30 mil unidades, 10 mil a mais do que o previsto inicialmente quando da notícia da parceria (AutoData, 28 de agosto).

Nacionalização de autopeças impulsionou fundições
A nacionalização de componentes na indústria automobilística, acelerada depois da alta do dólar, está ajudando o setor de fundição a registrar altos índices de crescimento. A produção nacional cresceu 16,2% no primeiro semestre de 2003 em relação ao mesmo período do ano passado. "É mais do que esperávamos", disse o presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), Luís Carlos Koch. A expectativa, segundo ele, é que o crescimento se mantenha alto até o fim do ano. Em julho, segundo dados divulgados pela Abifa, o crescimento foi de 5% em relação ao mesmo mês de 2002. No acumulado do ano até julho, a produção somou 1,29 milhão de toneladas de peças fundidas em ferro, aço e não ferrosos (ligas de cobre, zinco, alumínio e magnésio) - um crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2002 (Valor, 28 de agosto).

Para Furlan, País ainda terá festival de boas notícias
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que no último trimestre o Brasil terá uma seqüência de boas notícias. Para ele, não só haverá uma inversão do quadro econômico atual como também a continuidade da queda da taxa de juros e a retomada dos planos de investimentos públicos e privados. "Será um festival de boas notícias", disse o ministro, pouco antes de participar do seminário "São Paulo Exportações", organizado pelo governo do Estado. Furlan disse ter recebido informações de várias empresas de que serão retomados os investimentos e desengavetados vários projetos em seus orçamentos para 2004. (Estadão, 28 de agosto).

Vendas de carros sobem 24% em agosto
Depois de um período de retração, as vendas de automóveis voltaram a reagir após a redução temporária do IPI. Segundo a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, na primeira quinzena deste mês foram emplacados 32.038 automóveis, 23,78% mais que igual período de julho, que totalizou 25.884 unidades. Os carros populares lideraram as vendas no período, com 18.475 unidades (15.099 em julho). Os médios venderam 13.563 unidades (10.785 em julho). O VW Gol liderou as vendas no período, com 5.421 unidades, seguido pelo GM Celta, com 2.977 unidades e pelo Fiat Palio, com 2.554 carros (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

Fiat faz planos para recuperar exportações
Até 2005, a Fiat pretende elevar o volume anual de exportações de 40 mil para 100 mil unidades. Para isso, tem um plano para recuperar vendas que perdeu na Europa, onde está a matriz da companhia. "Não podemos ainda dar os detalhes desse plano", afirma o superintendente da Fiat, Alberto Ghiglieno. Segundo ele, alcançar a venda externa de 100 mil veículos significa fazer a subsidiária brasileira recuperar a sua histórica capacidade de exportação. "A Fiat do Brasil chegou a exportar volume duas vezes maior que o atual, mas seus principais mercados, Argentina, Venezuela e Itália, foram os que mais caíram no mundo", lembra o executivo (Valor, 27 de agosto).

VW do Brasil exporta para a Alemanha
A Volkswagen iniciou ontem as exportações do modelo Polo Sedan, fabricado em São Bernardo do Campo (SP) para a Alemanha. É a primeira vez que a montadora consegue vender carros produzidos no País para a Europa, onde está sua matriz. O Polo, só fabricado no ABC , será lançado no mercado alemão no início de outubro. A versão exportação tem motor 1.4 (gasolina e diesel) e 1.9 (diesel), além de adaptações técnicas para atender padrões de emissão de poluentes e segurança exigidos pela União Européia, como duplo air bag frontal e lateral. A previsão da Volkswagen é de exportar cerca de 3 mil unidades em 2004 (Estadão, 27 de agosto).

Nova gerente de comunicação corporativa na Audi
Denise Revelk Cecatto assume neste mês a gerência de comunicação corporativa e será porta-voz da Audi para o Brasil sucedendo a Luciane Siqueira. A executiva, que ficará no escritório do departamento na unidade de São José dos Pinhais, PR, onde o A3 é fabricado, se reportará ao diretor-presidente da Audi do Brasil, Frank Segieth (AutoData, 27 de agosto).

Linha de produção da Sachs volta para Argentina
A Sachs Argentina levou de volta a linha de produção de amortecedores para veículos pesados que havia instalado no Brasil. A linha foi transferida para São Paulo em janeiro de 2002, quando a Argentina estava afundada na pior crise financeira e social de sua história, amargando, na época, quatro anos e meio de recessão. Naquele momento, o Brasil parecia mais promissor. “Com bom critério, levamos a linha de amortecedores pesados para lá”, lembra o diretor da Sachs Argentina, Carlos Delich. No entanto, o cenário não correspondeu ao esperado (Estadão, 26 de janeiro).

Fiat investe R$ 400 milhões em Pólo de Desenvolvimento
Na próxima quarta-feira, 27, será inaugurado na Fiat em Betim, MG, o Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, última etapa da empreitada da montadora de fazer do Brasil base de produção de veículos 100% brasileiros. Para isso, de 2002 a 2006 estão sendo investidos R$ 400 milhões. Segundo Appio Aguiari, diretor de engenharia da Fiat, o pólo será dividido em quatro principais áreas: centro de estilo, engenharia eletro-eletrônica, carroçaria e chassis, experimentação e construção de protótipos. “A unidade brasileira está pronta para desenvolver sozinha novos projetos contando com o único centro de desenvolvimento fora da Itália.” (AutoData, 26 de agosto)

Número de grupos cairá 50% até 2010 (1)
Os maiores fabricantes de veículos do mundo terão de se reestruturar e encolher para voltar a crescer. A previsão é da presidente da Booz, Allen & Hamilton, Letícia Costa. A executiva prevê que em sete anos, o número de grupos de montadoras no mundo cairá à metade, passando a 8 no total em 2010. A indústria automotiva vem passando por um "ciclo de destruição de valor", segundo Costa, em razão da queda dos preços das ações dessas companhias. Para ela, o retorno insatisfatório das somas de investimento que esse setor tem feito já perdura há mais de 20 anos, tanto nas montadoras como nas autopeças. "O processo de redução de valor da empresa sobre o capital investido tem sido notado mesmo durante picos de crescimento econômico em grandes mercados, como o dos Estados Unidos na década de 90", afirma a consultora (Marli Olmos, Valor, 26 de agosto).

Número de grupos cairá 50% até 2010 (2)
Segundo Letícia Costa, o mesmo fenômeno ocorreu também na Europa Entre as empresas que mais perderam valor em relação ao capital investido, no levantamento da Booz, Allen, estão as maiores do mundo: Ford, General Motors, Fiat, Volkswagen, Renault e DaimlerChrysler. Entre as que conseguiram criar algum valor destacam-se as japonesas Toyota, Honda e Nissan, além da BMW, PSA Peugeot Critoën, Kia, Hyundai e Porsche. Honda, Nissan e Porsche conseguiram até "criar alguma riqueza", segundo Costa (Valor, 26 de agosto).

Volks apresenta a 5.ª geração do Golf
A Volkswagen apresentou ontem, na Alemanha, a novo Golf, modelo mais vendido da marca no mundo que chega à quinta geração. O presidente da montadora, Bernd Pischetsrieder, disse que a previsão é vender 600 mil unidades em 2004. A nova versão não será produzida no Brasil. A filial do grupo no País estuda uma reestilização para o modelo feito em São José dos Pinhais (PR) que, assim, poderá ganhar uma sobrevida mais longa (Estadão, 26 de agosto).

O mundo prepara-se para enfrentar a China
A indústria automotiva chinesa pode, em pouco tempo, passar pelos mesmos problemas que enfrentam hoje as montadoras da América Latina, é o que prevê a presidente da Booz, Allen & Hamilton, Letícia Costa. Durante o seminário sobre as tendências na indústria automobilística, promovido ontem em São Paulo pela SAE Brasil, Letícia destacou que em 2008 a capacidade instalada na China deverá ser de 7,2 milhões de veículos, para um mercado interno de 3,2 milhões de vendas e produção, para este mercado, de 4,2 milhões. "Isso significa que a taxa de ociosidade será próxima de 40%, quase igual à do Brasil" (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).

Fim do mistério: O nome do carro é...
O maior segredo da Volkswagen dos últimos tempos chega ao fim. Foi batizado de Fox o carro até agora conhecido provisoriamente como Tupi. (Veja, 27 de agosto)

Descontos nos preços de veículos
A queda de 3 pontos percentuais no IPI para carros e as promoções das montadoras e concessionárias fizeram os preços de alguns modelos cair até 21%. Veja a matéria no Estadão de domingo, no caderno Autos, em matéria de Juliana Sih. A edição mostra também que o motorista é a maior causa de acidentes e faz uma análise de seis tipos de motoristas (Estadão, 24 de agosto).

IPI não deverá ser unificado
Parece descartado unificar agora a alíquota do IPI, que tiraria boa parte da competitividade dos motores de 1.000 cm³ de cilindrada. Mesmo se vier a acontecer, não significaria o fim destes motores como alegam alguns. Ainda haveria demanda firme por modelos básicos, sem opcionais caros e de baixo consumo de combustível. No mínimo 25% das vendas totais ficaria assegurado (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Carro mexicano não interessa ao Brasil
Está difícil encontrar produtos mexicanos que possam interessar ao mercado brasileiro. Acordo bilateral dispensa reciprocidade, embora desejável. Nissan Sentra seria uma opção, mas esbarra no preço e baixa atratividade da marca. Nova pickup Ford F150 não deverá ser produzida no México e o modelo atual prejudicaria as vendas da nacional F250 e da argentina Ranger (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

TVR Tuscan pode ser produzido em Joinville
Plano de produzir o carro esporte inglês TVR Tuscan em Joinville, SC, basicamente para exportação, foi retomado. Atraso deu-se pela desistência de um dos sócios. Um novo acionista do exterior deve aportar o que falta para completar os US$ 22 milhões de investimento. No início de 2005, serão 100 unidades/ano sob encomenda, ao preço aproximado de US$ 90 mil (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Evolução dos sistemas de rastreamento
Sistemas de rastreamento e bloqueio de veículos roubados evoluem sem parar. Sascar e Motorola uniram-se para oferecer tecnologia de telefonia celular GSM, de maior velocidade de conexão. Vantagens: locação do aparelho (não estará à venda) e pagamento das contas dos celulares por atacado, o que tende a baixar o preço de utilização do rastreador (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Em busca das exportações para a Venezuela
José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, integra a comitiva que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita oficial à Venezuela. Ele viaja confiante na implantação do Convênio de Crédito Recíproco entre os Banco Centrais dos dois países que, segundo Pinheiro Neto, dará condições à retomada de exportações da GM brasileira à GM venezuelana, paralisadas há quase um ano por conta da suspensão desse mecanismo (Sônia Racy, Direto da Fonte, Estadão, 23 de agosto).

Disputa entre Mercedes e Volks emperra Moderfrota
A briga pela liderança do mercado de caminhões entre as duas maiores montadoras do segmento, Volkswagen e DaimlerChrysler, está emperrando o Moderfrota. O modelo de financiamento preparado pelo governo para os caminhoneiros autônomos está praticamente parado. As condições fixadas pelos sindicalistas para concordar com a liberação de R$ 2 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) atrapalham a Volks e, conseqüentemente, ajudam a Daimler. O sindicato quer a unificação dos salários e das jornadas de trabalho. A Daimler trabalha com a jornada de 40 horas por semana e paga salários maiores no ABC, em São Paulo. Já a Volks adota 44 horas semanais e paga salários menores em Resende (RJ). A Volks alega que terá um aumento de 10% no custo, caso concorde com o pedido do sindicato. Com isso, a montadora perderia competitividade, beneficiando a Daimler (Valor, 22 de agosto).

Funcionários da Volks vão à Alemanha
Eles sentiram-se rotulados, diferenciados e excluídos ao receberem, no mês passado, cartas da direção da Volkswagen informando que deixariam de exercer as funções a partir de 1.º de setembro, quando seriam transferidos para uma nova empresa, a Autovisão. Agora, Arthur Kurowski Filho, Luis Fernando Lucas e Ubirajara Nogueira Costa vão acompanhar o grupo de sindicalistas que embarca domingo rumo à Alemanha, para conhecer o projeto implantado naquele país. A viagem, a convite da montadora, pode ser decisiva para a aprovação, pelos trabalhadores, do projeto no Brasil. Kurowski e Lucas são funcionários da Volks de São Bernardo do Campo (SP) e foram sorteados para a viagem. Costa, que trabalha na unidade de Taubaté (SP), foi indicado em assembléia para representar os trabalhadores daquela fábrica. Os três vão compartilhar a experiência inédita de viajar para fora do País. Mas dizem estar mais preocupados em trazer respostas concretas para os demais 3.930 empregados indicados pela Volks a participar da Autovisão, empresa de recolocação que também incentivará a abertura de novos negócios (Estadão, 22 de agosto).

Bosch exporta acima de R$ 1 bilhão
A Robert Bosch Ltda. vai fechar 2003 com o maior volume de exportações de todos os tempos - R$ 1,05 bilhão, 42% da receita total, de R$ 2,5 bilhões. Em 2002, faturou R$ 2 bilhões, 35% com vendas externas. Das unidades de negócios que a empresa opera no País, duas delas - chamadas internamente de unidade diesel e unidade de freios - estão puxando o crescimento das exportações. No negócio de freios, segundo o vice-presidente da unidade José Mauro Pelosi, o aumento de exportações é para atender os novos contratos, principalmente para os Estados Unidos (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).

Queda da Selic inspira confiança
A terceira queda consecutiva da taxa de juros básica da economia do País, a Selic, de 24,5% para 22%, não só aumenta o otimismo como também retoma a sensação de confiança do consumidor brasileiro. A opinião é do diretor executivo da Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, José Romélio Brasil Ribeiro. Para o executivo a baixa foi superior à esperada, a situação é favorável e poderá refletir novamente nas taxas aplicadas pelos bancos das montadoras. Na opinião da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a redução da Selic é essencial para a economia brasileira voltar a crescer. O efeito no mercado será positivo, ainda mais com outros indicativos positivos, como a redução do compulsório (AutoData, 22 de agosto).

Efeito da combinação com IPI menor
A combinação não poderia ser melhor: IPI e queda de juros no mesmo mês. A indústria automobilística é um dos setores que mais têm a comemorar. E também foi um dos que menos se surpreendeu. Segundo fontes do setor, ao acertarem com o governo a redução do IPI, no início do mês, os representantes das montadoras ouviram de integrantes da equipe econômica a informação de que a Selic poderia chegar a 17% até o fim do ano. Foi com essa informação que as montadoras começaram a fazer o planejamento de aumento de vendas a partir da redução do IPI nos carros, que diminuiu quatro pontos percentuais desde o dia 6. Mas, antes mesmo da redução de IPI e já apostando na queda da taxa básica, os bancos de montadoras começaram a reduzir as próprias taxas de juros já na virada de julho para agosto. As médias mensais haviam sido reduzidas de 2,52% para 2,30%, com promoções de até menos de 2% ao mês (Valor, 21 de agosto).

Embarque do Corolla para novos mercados
A Toyota do Brasil em nova fase, que inclui sua consolidação como base exportadora, dará mais um importante passo neste mês. Em agosto serão embarcadas as primeiras unidades montadas do Corolla para novos mercados da América Latina. Segundo o vice-presidente sênior da Toyota do Brasil e Mercosul, Luiz Carlos Andrade Junior, em entrevista à Agência AutoData, até o fim de 2003 serão exportadas 6 mil unidades do modelo para Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Peru e República Dominicana. Até então esses países recebiam o automóvel fabricado no Japão, com alguns diferenciais. O Corolla brasileiro também é vendido na Argentina, Uruguai e para a Venezuela segue pelo sistema CKD. Esses mercados somarão aproximadamente 4 mil unidades nas exportações da subsidiária brasileira neste ano (AutoData, 21 de agosto)

Randon estuda reestruturação societária
Até o início do próximo ano deve estar concretizada mudança na atual estrutura societária das Empresas Randon, de Caxias do Sul, RS. Pela proposta em estudo a Randon Participações, holding que controla as sete empresas do grupo, incorporaria a Randon S/A Implementos e Sistemas Automotivos, sociedade da qual detém 99,47% do capital social total. Na seqüência, a holding deixaria de existir como unidade de negócios. O papel de controladora seria agregado na atual Randon S/A Implementos e Sistemas Automotivos. “Será uma nova Randon, talvez com outra denominação, mas com dupla função: produção de equipamentos e controladora das demais empresas – Master, Jost, Fras-le, Suspensys, Randon Veículos e Randon Consórcios”, observa Alexandre Randon, vice-presidente executivo da Randon Participações. Os objetivos da mudança são dimensionar a racionalização e otimização das operações, a redução de custos, possíveis benefícios fiscais e aumentar a sinergia empresarial (AutoData, 20 de agosto).

Fiat Automóveis dá novas férias coletivas
A Fiat Automóveis dará férias coletivas a 800 empregados da fábrica de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, a partir da próxima segunda-feira. De acordo com a assessoria da empresa, o número corresponde a 10% do total de empregados na unidade. A duração da folga pode chegar a 20 dias. A medida tem o objetivo de diminuir a produção e regular o estoque. Segundo a indústria, cerca de 1.500 carros deixarão de ser fabricados em agosto e dois mil em setembro (Valor, 20 de agosto).

Cai de 70% para 57% financiamento de veículos
A retração nas vendas de veículos novos para o mercado interno freou também o desempenho das financeiras. Números da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostram que a participação dos financiamentos sobre as vendas de veículos novos recuou de 70% para 57% de dezembro de 2002 para julho de 2003. No mês passado, por exemplo, 43% das vendas de carros foram feitas por meio de pagamento à vista. Os financiamentos responderam por 57% das vendas. "Queremos retomar ao patamar histórico, em que a relação era de 70% de vendas a prazo e 30% à vista", disse o diretor-executivo da Anef, José Romélio Ribeiro. Segundo ele, o setor de financiamentos foi prejudicado pelo medo do consumidor de se comprometer em dívidas de médio e longo prazo. "A recessão afugenta o consumidor, que prefere poupar do que se endividar", afirmou Ribeiro (Folha de São Paulo, 20 de agosto).

Setor de logística tem menos operadores com mais volume
Duas tendências começam a se consolidar no segmento de logística nacional: um forte avanço da terceirização dos serviços e uma redução efetiva do número de operadores logísticos, em virtude do processo de incorporação de empresas. É o que afirma o professor Paulo Fernando Fleury, diretor do Centro de Estudos em Logística do Coppead/UFRJ. Segundo ele, as empresas típicas de logística (ou seja, as que transportam, armazenam e fazem a gestão dos estoques) alcançaram um faturamento de R$ 6,8 bilhões no ano passado, levando-se em conta apenas os gastos realizados pelas 500 maiores empresas do País, no valor de R$ 40 bilhões, mas têm um mercado potencial três vezes maior. Do total da movimentação dos produtos das 500 maiores empresas do País, cerca de 57% já estão terceirizados, incluindo os R$ 6,8 bilhões em mãos dos operadores logísticos, destacou ele. O mercado potencial a ser disputado pelos operadores no setor, com transportadoras ou caminhoneiros autônomos, totaliza R$ 17,2 bilhões, ou seja, 43% do total envolvido na movimentação de cargas, segundo ele. Apesar dessas perspectivas, Fleury constata que o número de operadores logísticos, em expansão até o ano passado, começa a encolher, seguindo tendência comum a mercados em consolidação (Gazeta Mercantil, 20 de agosto de 2003).

Volks negocia
A Volkswagen e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acertaram ontem que retomarão as negociações para a recolocação dos 3.933 funcionários excedentes nas fábricas de São Bernardo e Taubaté. As conversas haviam sido suspensas na semana passada. A montadora se comprometeu que não aplicará os efeitos das cartas de transferência para o projeto Autovisão. (Valor Econômico, 19 de agosto).

AGCO doa R$ 200 mil ao Fome Zero
O ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano da Silva, recebe nesta terça-feira, 19, cheque no valor de R$ 200 mil doado pela AGCO do Brasil. A entrega será feita por Normélio Ravanello, superintendente geral da empresa para América Latina e Caribe, Werner Santos, diretor de marketing, e Mário Fioretti, diretor de assuntos institucionais. A doação é proveniente do leilão do trator Massey Ferguson número 500 mil, que aconteceu em 8 de julho na fábrica da AGCO em Canoas, RS. O evento foi acompanhado por 15 mil pessoas de todo o País por meio de transmissão em TV a cabo (AutoData, 19 de agosto).

Renault e Nissan comemoram 10 mil utilitários produzidos no País
A primeira fábrica da aliança Renault-Nissan no mundo, a planta de veículos utilitários, VU, localizada no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, comemorou nesta segunda-feira, 18, a marca de 10 mil veículos produzidos. Inaugurada no dia 20 de dezembro de 2001, com investimentos da ordem de US$ 230 milhões, com a presença do presidente do Grupo Renault, Louis Schweitzer, e pelo presidente da Nissan Motor Company, Carlos Ghosn, a unidade produz atualmente três modelos: o furgão Master, o picape Frontier e o utilitário esportivo Xterra – os dois últimos lançados no País em maio e junho, respectivamente (AutoData, 19 de agosto).

Exportação da Kia Motors cresce 32,9% no 1º semestre
O volume exportado pela Kia no primeiro semestre, excluindo veículos desmontados, cresceu 32,9% em comparação a igual período de 2002, atingindo 258,3 mil unidades. Em seu mercado interno, na Coréia do Sul, a alta foi de 4,3%, com a venda de 437,8 mil veículos de janeiro a junho. Na Europa as entregas superaram 76,9 mil unidades, volume 114,6% superior se comparado ao mesmo período do ano passado. Atualmente a participação da Kia no mercado da Europa Ocidental é de 0,86%. Até o final de 2002 o índice era de 0,51%. A montadora informou, em nota oficial, que o bom desempenho é devido ao aumento da demanda por carros top de linha (AutoData, 19 de agosto).

Marcopolo fatura US$ 3 milhões com venda para o Chile
A Marcopolo fechou a venda de 56 ônibus para a Tur-Bus, maior frotista do Chile e tradicional cliente da empresa, no valor de US$ 3 milhões. O negócio inclui 12 unidades do modelo Andare 1000, vinte do Andare 850, duas do Paradiso 1200 e 22 do Viaggio 1050, que começaram a ser enviadas para Santiago neste mês. A companhia exporta para este mercado uma média de US$ 15 milhões ao ano. Segundo Nelson Gehrke, diretor comercial para o mercado internacional, o Chile em meados dos anos 90 era o principal mercado externo da empresa, mas hoje responde por cerca de 20% das exportações de veículos montados (AutoData, 19 de agosto).

A louvável iniciativa do Prêmio Volvo
Uma das iniciativas mais importantes e abrangentes para enfrentar uma tragédia nacional é o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, agora em sua décima quarta edição. Dividido em sete categorias — Cidades, Empresa, Escola, Estudante Universitário, Motorista Profissional, Imprensa e Geral —, incluindo estímulo em dinheiro e uma viagem à Suécia vem a cada ano atraindo novos trabalhos (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto). Leia mais...

Versão flex da Bosch no lançamento da VW
Estratégia diferente da Volkswagen quanto às motorizações do seu novo compacto com carroceria de um volume e meio, ainda sem nome, que chega em outubro. Tanto no motor de 1.000 como de 1.600 cm³, ambos de oito válvulas, adotará de série a versão flex (álcool/gasolina) desenvolvida pela Bosch (no pioneiro Gol, tecnologia Magneti Marelli). Motor a gasolina será opcional. Por uns tempos (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).

Marasmo atrasa a chega do Focus 1600 Rocam
O marasmo no mercado atrasa lançamentos. Previsto para o final do primeiro semestre, só chega em outubro o Focus com motor 1.600 Rocam. Fabricado na Argentina com motor importado de fora do Mercosul e baixo índice de conteúdo regional, a Ford aproveita para fazer algumas simplificações de acabamento e ter preço melhor, ajudado agora pelo motor mais barato produzido em Taubaté, SP (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).

Pode não acontecer a renúncia fiscal
Apesar de certas críticas quanto à “renúncia fiscal” provisória em “benefício” da indústria automobilística, é necessário esperar até novembro para saber se o governo federal perderá mesmo receita. Em outras ocasiões, o efeito sobre a arrecadação foi neutro e até positivo. Aumento de vendas costuma compensar o imposto menor. Ideal seriam três pontos percentuais a menos no mínimo por seis meses (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).

O bom caminho da Mitsubishi com a L200
Investir em evolução foi o melhor caminho trilhado pela Mitsubishi em Catalão, GO. Nova versão L200 Sport da vice-líder entre pickups médias exibe um estilo mais arrojado, além do motor japonês turbodiesel de até 141 cv. Novos equipamentos, marcha à ré sincronizada (facilita no uso fora de estrada) e suspensões mais confortáveis em um chassi melhorado modernizaram bem o produto (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de agosto).

Presidente da GM quer novo projeto em Gravataí
O presidente da GM, Walter Wieland, embarca para os Estados Unidos na sexta-feira, 15, em mais uma tentativa de convencer a matriz da empresa sobre os benefícios e a capacidade da fábrica de Gravataí, RS, para sediar projeto de produção de novo carro compacto, que concorre com unidades da China e do México. A decisão vem sendo adiada, mas, segundo o executivo, até o fim de setembro a situação deve ser definida. Wieland está otimista em vencer a concorrência. Caso seja a escolhida, a fábrica de Gravataí receberá investimentos da ordem de US$ 210 milhões a US$ 240 milhões (AutoData, 14 de agosto).

Fórum discute custos de logística
O Brasil tem custos logísticos 70% superiores aos dos Estados Unidos por conta da "excessiva utilização do transporte rodoviário de carga, somada às precárias condições das rodovias brasileiras; enquanto aqui se gasta com logística o equivalente a 17% do PIB, nos EUA, devido ao maior uso do trem e das embarcações, os gastos se limitam a 10%", é uma das revelações que constam de pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Logística (CEL), instituição ligada ao Coppead/UFRJ. O levantamento será apresentado no IX Fórum Nacional de Logística, no Rio de Janeiro, de 18 a 20 deste mês. A organização espera participação de 800 pessoas "a maioria executivos em nível de direção e gerência das principais empresas brasileiras." A pesquisa do CEL mostra também que 41% das empresas mantêm profissionais da logística em cargos de direção e 44% em cargos de alta gerência (Gazeta Mercantil, 14 de agosto).

Bridgestone investe e aumenta produção
A Bridgestone Firestone do Brasil vai investir US$ 50 milhões e aumentar a produção de pneus entre 2004 e 2005. O volume diário, que atualmente é de 30 mil unidades, deverá subir para 34 mil unidades. "A expansão faz parte da estratégia de fortalecer a marca no mercado brasileiro", diz o presidente da empresa, Eugênio Deliberato. A empresa vende hoje 50% do volume de pneus produzidos para o segmento de reposição - "onde temos uma participação de mercado que varia de 50% a 53%". Já as vendas diretas para as montadoras representam 21%. O restante é destinado para as exportações intercompany, principalmente para os Estados Unidos (Gazeta Mercantil, 14 de agosto).

Tupi terá 30% da produção exportada
O carro que a Volkswagen lançará daqui a dois meses já tem 30% da produção deste ano comprometida com exportações. Segundo o presidente da subsidiária brasileira da companhia, Paul Fleming, já foram fechados contratos com Argentina, México, República Dominicana e outros países da América Latina. Na segunda fase da exportação, o veículo seguirá para a China e a África do Sul. Mas, nesse caso, a exemplo do Gol, o modelo seguirá desmontado em kits para posterior montagem final nos países de destino, que exigem conteúdo local. O nome do novo carro foi definido na tarde de segunda-feira, segundo Fleming, depois de vários meses de busca de algo atraente e pronunciável no Brasil e também em outros países. A empresa deverá anunciar o nome apenas no final do mês. Por enquanto, o projeto segue com o apelido de Tupi. Segundo Fleming, somente neste ano serão produzidas 10 mil unidades do novo modelo em São José dos Pinhais (PR). Mas ele garante que, com esse carro, a Volks recuperará a liderança de mercado de automóveis e comerciais leves - perdida há dois anos para a Fiat (Valor, 13 de agosto)

Volks confia no Tupi para retomar a liderança
A dois meses de seu lançamento, o Tupi, apelido do carro que a Volkswagen colocará no mercado a partir de outubro, reacendeu na montadora a esperança de retomar a liderança do segmento de automóveis e comerciais leves já no próximo ano. Até pouco tempo, a aposta do presidente da empresa, Paul Fleming, era de que a marca só voltaria a ultrapassar as concorrentes Fiat e General Motors em 2005. O carro vai custar entre R$ 22 mil e R$ 30 mil. Depois do Gol, lançado há 23 anos, é o primeiro modelo da marca totalmente fabricado no País. Desenvolvido nos últimos 3 anos e meio, o modelo foi inicialmente rejeitado pela matriz da companhia, que não apostava no produto (Estadão, 13 de agosto).

Nome Tupi fica feio em inglês
Apesar de adotado pelo mercado automobilístico local, o novo carro da Volks, que disputará mercado com modelos como Clio, Corsa, Fiesta e Fit, não se chamará Tupi. O nome oficial foi definido ontem à tarde, de uma lista de cinco sugestões, mas só será revelado nos próximos dias. No mercado internacional, o nome Tupi foi recusado porque o som seria parecido a “to pee”, que em inglês significa urinar. Mas, no Brasil, ele também foi rejeitado em pesquisas feitas pela montadora. “Detectamos nas pesquisas um preconceito ao nome, por lembrar coisa de índio”, disse o diretor de Marketing, Paulo Sérgio Kakinoff (Estadão, 13 de agosto).

Produção automotiva mexicana em queda
A produção de veículos no México totalizou 114,3 mil unidades em julho, queda de 17% em relação ao mesmo mês do ano passado, 137,8 mil. Em relação a junho, 142,7 mil veículos, baixa de 19,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 12, pela Amia, associação que representa as montadoras instaladas no país. Nos sete primeiros meses deste ano foram produzidas 926,8 mil unidades contra 1,1 milhão no mesmo período de 2002, baixa de 13,9% (AutoData, 13 de agosto).

Furlan adota discurso de montadora
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Luiz Fernando Furlan, fez ontem uma palestra afinada com antigas e novas reivindicações da indústria automobilística, durante a abertura de um seminário de exportações automotivas. Considerou a redução do IPI nos carros uma solução paliativa e disse que a retomada das vendas depende de crédito e taxas de juros menores. Destacou, ainda, que, para ele, o preço dos carros não é alto. "O problema está no poder aquisitivo da população." "A redução do IPI é apenas um remédio para dor de cabeça", afirmou Furlan a um auditório lotado de executivos de montadoras e da indústria de autopeças. Posteriormente, em entrevista, o ministro explicou que a redução de três pontos percentuais no preço dos carros, feita na semana passada por meio de redução do imposto, não é suficiente porque existe um "problema estrutural" no setor, a ser resolvido no fórum de competitividade. "Não acredito que o preço está alto porque hoje é possível comprar um carro com US$ 5 mil", disse. "Mas temos um problema de poder aquisitivo", acrescentou. Furlan apontou as altas taxas de juros como fator inibidor na compra de carros. Segundo ele, não fosse isso, o brasileiro poderia seguir o exemplo de modelos de aquisição de veículos praticados em outros países, como o leasing (Marli Olmos, Valor, 12 de agosto).

Furlan descontente com demora do Modercarga
O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, mostrou-se descontente com a demora para finalização do projeto que objetiva estimular as vendas e a renovação da frota de caminhões no País, o Modercarga. "Está tudo pronto, mas o Fundo de Aval, que dará garantia em casos de inadimplência aos agentes financeiros, vem emperrando as negociações. Já temos os recursos, definimos questões como prestações, juros, mas a criança não nasce." Furlan afirmou, entretanto, que espera lançar o projeto em breve. Na opinião do ministro também existem outros caminhos para modernizar a frota brasileira de caminhões, que hoje tem idade média de 18 anos. Baseando-se em iniciativa bem-sucedida da indústria aeronáutica, Furlan sugeriu que o setor automotivo poderia, por exemplo, criar projeto no qual a própria montadora realizaria a manutenção e possíveis reparos em veículos usados para comercializá-los com preço menor, tornando-o, assim, acessível àquele proprietário de caminhão bem mais velho, com toda garantia do fabricante. "A iniciativa também geraria empregos." (AutoData, 12 de agosto).

Marcopolo pretende entrar nos EUA
A Marcopolo planeja entrar no mercado americano de ônibus em cerca de dois anos. Para tal, a empresa exportará os veículos a partir de sua fábrica no México, onde é parceira da DaimlerChrysler. Segundo o vice-presidente da Marcopolo, José Fernandes Martins, a idéia é usar o chassi da DaimlerChrysler, "com componentes aceitos pelos operadores americanos, montado com nossa carroceria". O executivo disse também que nesse projeto será usada a rede de assistência técnica da Chrysler nos Estados Unidos. A Marcopolo detém 74% de participação na fábrica mexicana, enquanto o restante pertence à DaimlerChrysler (Valor Econômico, 12 de agosto).

Ford quer dobrar exportações do Brasil
A Ford planeja dobrar suas exportações do Brasil, como uma tentativa de fortalecer suas atividades na América do Sul sem precisar fechar fábricas. Segundo o diário britânico Financial Times noticiou ontem, a montadora planeja vender o modelo EcoSport fora da região e aumentar as exportações para o México, onde o veículo vem tendo um sucesso surpreendente. A meta é que as exportações cheguem a 40% da produção, que pode atingir 260 mil unidades no Brasil neste ano (Estadão, 12 de agosto).

Produção de veículos despenca na Argentina
A indústria automotiva argentina despencou no ranking mundial de produção de veículos, passando do 12.º lugar da Organização Internacional de Fabricantes de Automóveis para o 30.º lugar. A produção argentina, que em 1998 – época dourada da indústria automotiva local – era de 400 mil veículos por ano, passou para 159 mil no ano passado. A indústria automotiva argentina retrocedeu 40 anos, já que os níveis de produção em 2002 foram equiparáveis aos do início dos anos 60. O setor funciona com apenas 20% de sua capacidade instalada. A perspectiva das montadoras é que neste ano a produção seria levemente superior (Estadão, 12 de agosto).

Uma novela com desfecho demorado
A novela da tal ação emergencial para redução temporária de imposto a fim de estimular as vendas finalmente terminou. São três pontos percentuais a menos de IPI até 30 de novembro próximo em todos os carros, nacionais e importados, abaixo de 2.000 cm³ de cilindrada. O reflexo no preço final vai depender do modelo: uma baixa entre R$ 500,00 e R$ 1.500,00, aparentemente pouco, mas de impacto significativo porque se dará sobre preços promocionais em um mercado que sofreu forte diminuição de poder aquisitivo. Veículos específicos, vendidos com descontos bem acima da média, devem ser pouco afetados. Algumas marcas até já anteciparam a redução do IPI em campanhas no último fim de semana. Infelizmente o governo demorou em tomar a decisão e semiparalisou as vendas. Sabia que enfrentaria as críticas de sempre vindas de outros setores, agora mais fortes pela origem da carreira política do Presidente da República. Na realidade, a queda na arrecadação de impostos era flagrante e insustentável (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).

Pré-teste junto aos jornalistas
Ainda sem nome escolhido, o novo compacto da Volkswagen foi pré-apresentado informalmente a um grupo de jornalistas, enfatizando características de projeto. O carro só estará à venda no final de outubro. Permitirá à marca ter um quarto produto no segmento, além das duas gerações do Gol e do Polo, este mantido como modelo premium (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto) (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).

O bom trabalho dos estilistas
Bom espaço para passageiros, banco traseiro que desliza sobre trilhos, porta-malas de tamanho variável e inteligentes soluções internas são destaques do novo VW. Estilo impressiona e é outra prova de capacidade de desenhistas brasileiros. Construído sobre a base mecânica original do Polo, tem carroceria de duas ou quatro portas, de um volume e meio, mais curta e alta (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).

O Tupi no caminho do Lupo
Dentro de dois anos, a versão incrementada deste chamado Projeto Tupi substituirá na Europa o subcompacto Lupo, embora a VW por enquanto não confirme. Seu capô, por exemplo, é elevado, dentro da tendência de mudança do desenho frontal para proteção em caso de atropelamento que a União Européia exigirá até o final da década (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).

Reboque no Fit só com projeto
O projeto do Fit não foi dimensionado para a utilização de reboques ou engates, informa a Honda. Entre vários argumentos técnicos, a fábrica destaca a segurança: qualquer engate deve ser compatível com a deformação programada da carroçaria, caso contrário a desaceleração em colisões traseiras seria transferida aos ocupantes (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de agosto).

Com redução, previsão de vendas é mantida
A redução do IPI evitou um cenário ainda pior para as montadoras. O setor estava pronto para rever projeções pela segunda vez no ano, indicando que as vendas não passariam de 1,3 milhão de unidades, voltando ao volume de quatro anos atrás. Com o corte no imposto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu manter a previsão de 1,4 milhão de unidades. Ainda assim, o resultado será 5,8% inferior ao de 2002. Até julho a queda é de 8,3% ante 2002. Em julho a produção cresceu 7% em relação ao mês anterior, totalizando 151,4 mil veículos. As vendas registraram desempenho 13,5% melhor, com 113,7 mil unidades. Montadoras e revendas continuam com 160 mil veículos encalhados, suficientes para 44 dias de vendas. O setor encerrou o mês com 92,1 mil funcionários, mesmo número de junho. Contabilizando-se só as fábricas de automóveis houve redução de 298 postos, fechados, segundo a Anfavea, por meio de voluntariado (Cleide Silva, Estadão, 7 de agosto)

Mercedes contrata 150 para atender exportação
A Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, anuncia hoje a contratação de 150 funcionários para reforçar a produção de motores voltados à exportação para os Estados Unidos. Eles terão contratos temporários até março de 2004. Em junho, a montadora já havia aberto 126 vagas também para o mesmo período. No ano, a montadora, do grupo DaimlerChrysler, anunciou 309 contratações, sendo 183 delas de pessoal que já atuava como trainee. A fábrica emprega atualmente 9,3 mil trabalhadores (Valor, 7 de agosto).

Preço dos carros cai com corte do IPI
O corte de 3 pontos porcentuais no IPI dos automóveis populares e médios (com motor até 2.0), anunciado na terça-feira pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, começou a ser repassado aos preços no varejo ontem mesmo. Os carros estão 3% mais baratos, em média. O desconto está sendo aplicado mesmo nos valores que já estavam em promoção, segundo montadoras e lojistas. Ainda assim, o consumidor precisa pesquisar, pois pode haver diferenças de uma loja para outra. Não houve corrida às revendas, como já era esperado, pois a redução, embora aguardada, não é tão significativa. Em modelos como o Uno Mille, por exemplo, representa um desconto de R$ 630 em relação ao que vinha sendo cobrado. O carro passa a ser vendido pela internet por R$ 14.360. Para o Fiesta, com novo preço de R$ 19.840, a redução é de R$ 660 (Cleide Silva, Estadão, 7 de agosto).

O carro da virada da Volkswagen
O projeto 249 chega com a missão de reconduzir a marca à liderança. Conhecido como projeto 249 - e batizado informalmente de Tupi -, chega no final de setembro às revendas Volkswagen de todo o País o carro nascido com a missão de reconduzir a montadora à condição de líder no mercado brasileiro. Guardado a sete chaves durante três anos de desenvolvimento, nesta semana a montadora abriu as portas da ala 17 - a de design, uma das mais vigiadas e menos visitadas da companhia - para 16 jornalistas especializados, que puderam conhecer as linhas e soluções do projeto 249, modelo intermediário entre o Gol e o Polo. No encontro, uma certeza: o projeto 249 não se chamará Tupi. Mas, quando questionado sobre se o nome seria genuinamente brasileiro - assim como Gol -, Paul Fleming, presidente da subsidiária brasileira respondeu: "Será um nome com ligação com o Brasil" (Gazeta Mercantil, 7 de agosto).

Reajustes acumulados já superam o desconto
Nos primeiros dias do mês passado, alguns dos automóveis mais vendidos no país já estavam custando mais do que 30 dias antes - e os reajustes dos preços variaram entre 1% até algo acima de 3%. Índices muito próximos do que será repassado agora, na forma de desconto, por conta da redução do IPI. No ano, são poucas as exceções de modelos que subiram abaixo da inflação. Uma boa parte dos carros que as montadoras mais produzem para o mercado interno acumulam aumentos que representam até três vezes mais do que as taxas inflacionárias (Valor, 6 de agosto).

Volks terá espaço para o Tupy em Santos
O projeto da Volkswagen de exportação do novo modelo Tupy pelo porto de Santos está praticamente garantido. Um Termo de Permissão de Uso (TPU) assinado ontem entre a direção da Codesp e a Santos Brasil permitirá o uso, a título precário, da área denominada Tecon 2 para atender, com prioridade, a movimentação de veículos. A Santos Brasil é a arrendatária do Tecon, contígua à área de 180 mil m2 e com 310 metros de cais que será usada para exportação do novo carro da Volks. A maturação do projeto Tupy está prevista para 2005 e até lá, pelas previsões da Codesp, o processo licitatório da área, mais as obras necessárias, não estariam concluídas, o que levou a empresa à cessão da área, a partir da assinatura do termo (Valor, 6 de agosto).

Governo cede às pressões e reduz IPI de carros
O governo cedeu ontem às pressões das montadoras e das centrais sindicais e autorizou a redução de 3 pontos porcentuais nas alíquotas do IPI de veículos de passeio e comerciais leves. Anunciada pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a medida emergencial deverá vigorar por apenas quatro meses - de hoje a 30 de novembro - e provocará uma perda de arrecadação de R$ 342 milhões no período, caso não haja expressivo aumento das vendas. Como contrapartida, as montadoras se comprometeram a manter os níveis atuais de emprego e a repassar o benefício fiscal para os preços dos veículos (Estadão, 6 de agosto).

O IPI para os carros encalhados nos pátios
A medida prevê a redução de 3 pontos porcentuais das alíquotas de IPI para veículos até 2 mil cilindradas. Entretanto, para estender esse benefício aos cerca de 100 mil automóveis encalhados nos pátios das montadoras, cujo IPI já foi recolhido, o governo decidiu estabelecer essa redução de outra forma. Na prática, as montadoras deverão descontar 4 pontos porcentuais do IPI sobre os veículos que fabricarem de hoje até 31 de outubro. No último mês do pacote, novembro, a redução do tributo será de 3 pontos. O repasse aos preços dos veículos, entretanto, será sempre de 3 pontos porcentuais. Segundo Palocci, essa fórmula permitirá estender o benefício aos estoques das montadoras, bem como sua adoção a partir de hoje. Com isso, até 31 de outubro, o IPI dos automóveis populares (até mil cilindradas) cairá de 9% para 5%. Os veículos médios a gasolina terão alíquotas reduzidas de 15% para 11%, e os movidos a álcool, de 13% para 9%. De 1.º a 30 de novembro, os porcentuais aplicados serão de 6%, de 12% e de 10%, respectivamente. Se não houver prorrogação, a partir de 1.º de dezembro os porcentuais voltam a seus níveis regulares.

Nem sinal de freio nas demissões
O anúncio da redução do IPI sobre a produção dos carros não fez com que a Volkswagen e a General Motors manifestassem a possibilidade de reverter as demissões em suas fábricas. A Volks quer transferir 3.933 funcionários para uma empresa de recolocação de mão-de-obra e a GM pretende demitir 100 pessoas na unidade de São Caetano. O governo condicionou a redução do IPI à manutenção dos empregos nas indústrias de automóveis, mas elas não deram ontem essa garantia aos empregados (Jornal da Tarde, 6 de agosto).

Decenzi comanda marketing da Goodyear na AL
Marco Antonio Decenzi é o novo gerente de marketing para América Latina da Goodyear. O executivo, que trabalhará na matriz da companhia, em Akron, Ohio, Estados Unidos, terá a missão de gerenciar a linha de produtos e planejar estratégias de marketing da empresa para o mercado latino-americano.
Decenzi é formado em administração de empresas pela Universidade Mackenzie de São Paulo, pós-graduado pela Fundação Getulio Vargas, FGV, e possui MBA em gestão empresarial (AutoData, 5 de agosto).

Projetos estapafúrdios para o setor - 1
Em meio às grandes discussões políticas em Brasília, que trata das importantes reformas econômicas, ainda é possível encontrar projetos estapafúrdios envolvendo mudanças na indústria automobilística. Todos com viés demagógico que, ao contrário de facilitar a aquisição de veículos, terminariam por encarecer o produto e afastar ainda mais os suficientemente desestimulados compradores. Um dos projetos, do deputado Inocêncio Oliveira, almeja obrigar os fabricantes a manter em produção no mínimo por 10 anos os próximos modelos lançados. E faz a cândida ressalva de que avanços tecnológicos deverão continuar sendo feitos. Tentar engessar a evolução por decreto é uma ótima peça de ficção. Todas as marcas sonham, dia e noite, projetar um automóvel com garantia de sucesso prevista em lei. Pena que os clientes sejam tão, digamos, volúveis. Além de totalmente inexeqüível por qualquer ângulo, há uma respeitável exceção: a lei não valeria para veículos importados. Que alívio, diriam os metalúrgicos que trabalham no exterior com seus empregos assim garantidos (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

Projetos estapafúrdios para o setor - 2
Outra idéia é menos intervencionista quanto a valores envolvidos. Como no País há poucos problemas a resolver, temos que nos preocupar com a durabilidade dos pneus. A proposta foi relatada no ano passado pelo deputado Luciano Pizzatto, em projeto de 1995, de autoria do deputado Júlio Redecker. No início a proposta era assegurar o mínimo de 60.000 quilômetros rodados. Mas o relator achou melhor deixar isso a cargo do fabricante. Ninguém perguntou quanto custaria um pneu à prova incondicional de buracos e maus tratos. Hoje, já existe garantia de 100.000 quilômetros desde que o comprador volte 10 vezes à loja para exame meticuloso, rodízio, alinhamento e balanceamento. Feitas as contas, pode nem valer a pena. A força da lei, entretanto, traria o condão mágico (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

Projetos estapafúrdios para o setor - 3
Mais exótico é o projeto do deputado Roberto Gouveia. Apresentado este ano, exige a instalação escalonada ao longo de cinco anos de airbags (bolsas infláveis) em todos os carros, nacionais e importados, no mercado interno. Surgem, de novo, argumentos surrados e esparramados em correntes via Internet, de que a vida do brasileiro vale tanto quanto a de outros povos. Se o nobre legislador tivesse analisado bem o assunto, descobriria que nos acidentes graves, amplamente estudados, 80% de uma vida salva se deve ao cinto de segurança e 20% ao airbag. Sua relação custo-benefício, portanto, é sob medida para populações de alto poder aquisitivo e países com escalas de produção, geradas em mercados 10 vezes maiores que o nosso, capazes de absorver os acréscimos de valores envolvidos (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

Projetos estapafúrdios para o setor - 4
Importante mesmo, se houvesse preocupação com segurança passiva dos ocupantes de um veículo, seria considerar a viabilidade de se adotar cintos de maior eficiência, incluindo dispositivos de pré-tensionamento e de alívio de pressão programado. Ainda assim, custos mais elevados subiriam o preço final do produto, salvo se compensados por menor carga fiscal, o que nenhuma proposta apresentada previu. Em mercado que conta tostões, 80% de modelos pequenos, 60% de básicos, beira o escárnio exigir airbags de série.
Os três projetos não passam de falácia e perda de tempo inconcebíveis numa casa legislativa (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

Tata pode estar de olho no Brasil
A marca indiana Tata vem, aos poucos, se acercando do Brasil. Já exporta seus produtos — pequenos pickups e um simpático compacto — para a Colômbia, Argentina e Venezuela. O modelo de entrada Indica foi desenhado pelo estúdio italiano Idea, o mesmo que se encarregou do Palio. No início a semelhança entre os dois era tão grande que gerou mal-estar em Turim, sede da Fiat (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

O perigo das películas escurecedoras
Moda de películas escurecedoras devem aumentar os acidentes. Já não se consegue monitorar o tráfego à frente, nem visualizar a terceira luz de freio de outros veículos através dos vidros porque as películas são muito menos transparentes do que especifica a lei. Lojistas irresponsáveis cedem a motoristas idem. Alega-se medo de assaltos. Fiscalização não existe. Mais fácil faturar com radares (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

Algo de novo no pára-brisa?
Evolução também chegará ao quase centenário limpador de pára-brisa. Depois do acionamento a vácuo ser trocado por motor elétrico quase nada surgiu. A Honda estuda retirar braços e palhetas, substituídos por fortes jatos de ar comprimido. Por enquanto, apareceu apenas em carros conceito. Falta resolver limpeza em caso de lama no vidro (Fernando Calmon, Alta Roda, 5 de agosto).

As mudanças no IPI automotivo
Faz um ano que o governo FHC autorizou uma redução do IPI dos automóveis médios, tornada permanente logo em seguida, no mês de outubro. A partir daí, passou a valer a alíquota de 9% para modelos populares a gasolina e de 15% para os carros médios a gasolina e 13% nos movidos a álcool ou bicombustíveis. Os efeitos da medida são perceptíveis nas vendas de carros acima de mil cilindradas: em 2001, essa faixa de automóveis respondia por apenas 29% das vendas internas, passando para 40% hoje. Esse aumento de participação dos carros médios nas vendas internas, propiciado pela redução do IPI, tornou a indústria brasileira mais competitiva no exterior, segundo Adriano Pitoli, da consultoria Tendências (Estadão, 4 de agosto).

Indabra produz 130 ônibus para o Líbano
A Indabra - Indústria Automotiva Brasileira , fabricante de chassis de ônibus urbanos, está retomando suas atividades. E, nessa nova fase, a empresa, instalada em Gravataí (RS), fechou contrato para exportar 130 unidades para o Líbano. O primeiro lote foi embarcado mês passado, informa um dos acionistas, Luiz Cezar Fanfa. Os veículos - chassi Indabra de 9 m de comprimento encarroçados pela Induscar/Caio, instalada em Botucatu (SP) - foram comprados pela empresa Zantut e serão utilizados no transporte de passageiros em Beirute e outras cidades (Gazeta Mercantil, 4 de agosto).

Governo nega redução do IPI e contraria setor
Representantes de segmentos do setor automotivo que foram na sexta-feira passada ao primeiro encontro do Fórum de Competitividade da Indústria Automotiva, esperando ouvir a confirmação do acordo governamental para a redução do IPI para o setor automotivo, saíram do encontro de mãos abanando. Virá do presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualquer decisão sobre eventuais medidas de emergência para socorrer o setor (Gazeta Mercantil, 4 de agosto).

Furlan nega que acordo esteja fechado
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, negou na noite desta sexta-feira que o governo já tenha decidido as medidas emergenciais para reativar o setor automotivo. Ele questionou se a principal medida reivindicada pelo setor, a redução do IPI, terá eficácia. O ministro confirmou que qualquer decisão que venha a ser tomada terá de ser referendada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Furlan confirmou que há preocupação do governo sobre os problemas que o setor atravessa e não quis comentar as declarações do ministro do Planejamento, Guido Mantega, de que a redução do IPI já estaria decidida e seria anunciada em poucos dias (Estadão, 2 de agosto).

Venda de carro cresce mas não anima
As vendas de automóveis e comerciais leves em julho cresceram 13,5%, contrariando as previsões pessimistas das montadoras de que o mercado poderia parar por causa das notícias de uma provável redução de impostos para o setor. Foram vendidos 106,1 mil veículos, o terceiro melhor resultado deste ano. No acumulado de janeiro a julho, entretanto, os resultados apontam queda de 8,7% em relação a igual período de 2002, com um total de 784,8 mil unidades vendidas. De janeiro a julho deste ano, a Fiat manteve-se na liderança do mercado de automóveis e comerciais leves, com vendas de 177,3 mil veículos, seguida de perto pela GM, com 175,9 mil. A VW continua em terceiro lugar, com 158,1 mil unidades, e a Ford em quarto, com 77,6 mil. A Renault manteve-se na quinta colocação, com 31,8 mil carros comercializados (Cleide Silva, Estadão, 2 de agosto).

A ociosidade das montadoras - 1
A VW, a GM e a Ford decidiram discutir abertamente a crise conjuntural do setor automobilístico. Ao mesmo tempo, decidiram demitir funcionários e paralisar, temporariamente, a produção em algumas unidades. É preciso, no entanto, saber se se trata realmente de uma crise séria, ou de uma tática das empresas para conseguir tratamento tributário mais favorável - anunciado, aliás, em junho, pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, mas não confirmado, até agora, pela Fazenda. As montadoras investiram cerca de US$ 20 bilhões, na última década - sem contar os US$ 10 bilhões do setor de autopeças -, aumentando a capacidade de produção para 3,2 milhões de veículos por ano. Mas os mercados interno e externo não devem absorver mais do que 1,7 milhão de unidades, este ano, o que corresponde a uma ociosidade da ordem de 45%. É a maior da história, superando a do início dos anos 80, que oscilou entre 30% e 40%. É essa ociosidade a maior responsável pelas dificuldades das empresas (Estadão, 1 de agosto).

A ociosidade das montadoras - 2
O presidente da GM, Walter Wieland, criticou a promessa de autoridades de dar incentivos ao setor, argumentando, com razão, que o consumidor adia a compra de um veículo quando tem a expectativa de pagar mais barato no futuro. O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, repetiu o argumento de Wieland e justificou uma política de incentivos. Ele notou que a produção de veículos tem efeitos multiplicadores para a economia. Ganham, além das montadoras e revendedores, as empresas que produzem os 3,5 mil a 4 mil itens presentes num veículo e os prestadores de serviços de manutenção, lavagem, abastecimento, estacionamento, além dos governos. Os tributos que incidem sobre um veículo de 1.000 cilindradas equivalem a 35% a 36% do preço de venda. A pressão das montadoras não é pequena, mas suas decisões não estão isentas de crítica. (Estadão, 1 de agosto).

A ociosidade das montadoras - 3
A VW anunciou a demissão de 1,5 mil funcionários, ignorando os termos do acordo coletivo de trabalho assinado com o Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ano passado, que previa redução de salários com a contrapartida da manutenção dos empregos até 2006. Ao que parece, rompeu o acordo por ordem da matriz na Alemanha. A crise na indústria automobilística não é apenas nacional, pois há excesso de capacidade em todo o mundo. Dos US$ 901 milhões de lucro obtidos pela GM norte-americana, no segundo trimestre, apenas US$ 83 milhões vieram da venda de veículos. O cerne do problema, no Brasil, é a distância crescente entre o preço dos veículos e os salários reais, aumentada pela inflação, pela desvalorização cambial de 2002 e pela retração da economia (Estadão, 1 de agosto).

Acordo deve reduzir os impostos
Já está pronto o plano de redução do IPI nos carros e o governo deverá anunciá-lo até o início da próxima semana.. Haverá uma redução em torno de quatro pontos percentuais, o que resultará numa redução de preços entre 3,5% e 4%. O benefício vai abranger não apenas carros populares e servirá, como dizem fontes da indústria, para pelo menos fazer o consumidor voltar para as concessionárias. Depois das manifestações de Luiz Furlan, e Guido Mantega, ministros do Desenvolvimento e Planejamento, antecipando que o governo pretendia anunciar medidas para reativar o mercado, a indústria automobilística reforçou as negociações com o governo para que o chamado "plano emergencial" de fato saísse (Valor, 1 de agosto).

VW transfere 3.933 para nova empresa
A Volkswagen do Brasil formalizou, por meio de cartas entregues pelas chefias diretas, a transferência de 3.933 funcionários das fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté para outra empresa do grupo, a Autovisão, criada para buscar novas atividades para esse pessoal. Eles deixarão de trabalhar na unidade automotiva no dia 1.º de setembro e as vagas serão extintas. Em Taubaté, o sindicato decretou greve a partir de segunda-feira se a empresa não recuar. A transferência atinge 16% do quadro total de funcionários da Volks, que emprega 24,8 mil pessoas em cinco fábricas. Das cartas entregues, 2.010 foram para trabalhadores de Taubaté e 1.923 do ABC. Inicialmente eles participarão de um projeto chamado Instituto Gente, que receberá parte da verba de R$ 300 milhões destinada à Autovisão (Estadão, 1 de agosto).

Terminam férias na Fiat Automóveis
Os mil empregados da Fiat Automóveis, montadora instalada em Betim, MG, retornaram ontem das férias de 10 dias que a empresa italiana havia concedido. No período, deixaram de ser produzidos 400 carros por dia da marca, o que reduziu os estoques dos pátios da fábrica para níveis "administráveis". Segundo a direção da empresa, não estão previstas novas férias coletivas (Gazeta Mercantil, 1 de agosto).

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