AGOSTO 2004

Fiat exportará CKD para Venezuela
A Fiat Automóveis, instalada em Betim (MG), que sempre teve boa presença na Venezuela, está começando a retomar tal condição. A montadora formalizou acordo com
a Comercializadora Todeschini, importador local da marca, para a montagem do Uno 1.3 a partir de CKD''s mandados do Brasil. O mercado venezuelano de automóveis e comerciais leves, que já foi de 217 mil unidades em 2001, despencou para 63,8 mil unidades ano passado e, em 2004, deverá chegar a 100 mil unidades. A recuperação está sendo possível, em parte, por causa de incentivos fiscais dados pelo governo para carros de baixo custo - batizados de "carro familiar" e montados localmente (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Dana cria novos turnos para exportar
A Dana pretende aumentar a participação das exportações nos resultados da empresa no Brasil. Do faturamento de US$ 540 milhões previsto para este ano, 22% serão garantidos pelas vendas ao mercado externo. "A estratégia é que as exportações representem 1/3 dos negócios da companhia no Brasil", diz o presidente da empresa, Hugo Ferreira. Para 2005, dos US$ 600 milhões estimados, 28% serão provenientes de negócios fechados no exterior. Em 2006, a meta é que as exportações representem 30% dos resultados. "Quero que o terceiro turno da unidade de Diadema seja dedicado à exportação", disse Ferreira. Das cinco fábricas que mantém no Brasil, a que mais exporta é a de Gravataí - a Dana Albarus -, que faz eixo cardan, junta de motor, anel de pistão, eixo e transmissão para veículos fora-de-estrada e bronzinas (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Argentina quer carros fora do livre comércio
O governo argentino não quer o livre comércio de automóveis no Mercosul a partir de 2006, como prevêem os acordos do bloco comercial do Cone Sul. A Argentina considera que o comércio automotivo – atualmente limitado por uma série de restrições – deveria permanecer como está. Os assessores do presidente Nestor Kirchner afirmam que se, no cenário atual, onde existem limitações o Brasil “leva vantagem”, em um panorama de livre comércio o mercado argentino seria totalmente dominado pelos veículos e autopeças brasileiros. Conforme Alberto Dumont, secretário de Indústria e Comércio, em 1994 a participação no mercado argentino de veículos produzidos no Brasil era de 20%. “Mas, hoje é 60.” Os automóveis argentinos, que em 1998 chegaram a 11% do mercado brasileiro, atualmente não alcançam 3%. “Ou seja, a Argentina parece ter contribuído para o desenvolvimento do mercado de seu principal sócio. Mas, se a gente ver quanto o mercado brasileiro contribuiu para o desenvolvimento da indústria automotiva Argentina, percebemos que não foi muita coisa” (Estadão, 31 de agosto).

Sinfavea ainda negocia com montadoras
O Sinfavea (sindicato que representa as montadoras) propôs na quarta rodada de negociação com os 46.150 trabalhadores de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Caetano do Sul, Tatuí e São Carlos, realizada na sexta-feira, 7% de aumento mais um abono limitado a tetos salariais. Apesar de considerar um avanço em relação às propostas apresentadas até agora, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, disse que a proposta ainda está longe da pauta de reivindicações apresentada pela categoria à bancada patronal."O avanço é tímido. E já deixamos claro que não aceitamos teto salarial", disse Feijóo (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

Mercedes Classe A supera meta de pedidos
A Mercedes-Benz já tem carteira de pedidos de 50 mil unidades da segunda geração do Classe A, dez semanas após o início das vendas na Europa Ocidental, segundo informou a empresa. Só na Alemanha a Mercedes tem 32 mil encomendas. A montadora esperava a princípio vender 50 mil veículos deste modelo em 2004, mas atingiu o objetivo apenas dez semanas depois de ter entrado no mercado. A nova versão do Classe A tem carroceria mais dimensionada que o modelo original, que depois de seu lançamento em 1997 teve que ser retirado da circulação durante três meses para modificação da suspensão para melhorar a estabilidade (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

GM e Volkswagen tentam congelar salários na Europa
Os executivos da Volkswagen ofereceram congelar seus próprios salários por dois anos em uma tentativa de ganhar o apoio dos trabalhadores a um plano de contenção de custos. Apesar disso, líderes sindicais avaliam que a medida é uma "tática de distração". O salário geral dos administradores da maior montadora européia ficará estável se os 103 mil funcionários das seis fábricas da Volkswagen no Oeste da Alemanha aceitarem o mesmo congelamento de salário nas negociações do próximo mês, informou a companhia. Também na ultima sexta-feira, a General Motors confirmou notícia publicada pelo jornal Bild sobre planos de sua unidade alemã Adam Opel para a suspensão de aumentos de salários até 2009, aumento da carga horária para 40 horas semanais, sem compensação, e fim de pagamento de bônus para funcionários do turno da noite como parte de suas exigências para negociar com os metalúrgicos. A posição da GM fortalece as negociações da Volkswagen, que prevê medidas mais brandas de contenção de custos (Gazeta Mercantil, 30 de agosto)..

Embraer vai abrir 600 postos de trabalho
A fabricante de aviões Embraer vai contratar 600 funcionários, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Segundo a entidade, 500 contratações são de pessoal terceirizado, que será efetivado, e 100 são novas vagas. A Embraer, que emprega 14,2 mil trabalhadores na fábrica de São José, interior paulista, revelou que não comentaria o assunto. Conforme o sindicato, as contratações fazem parte do acordo após a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) constatar que havia funcionários terceirizados na produção, o que é proibido pela convenção dos metalúrgicos. No início do mês, o governo americano anunciou a vitória da Embraer na licitação para fornecimento de 58 aviões de inteligência para o país. As peças seguirão do Brasil para serem montadas em unidade do grupo na Flórida (Correio do Povo, 30 de agosto).

As novas tendências na indústria automobilística - 1
Ter uma idéia do futuro é um objetivo perseguido em todas as atividades econômicas, mas particularmente vital para os fabricantes de carros. Incertezas, volatilidades, frustrações, ansiedades, tudo pode causar impacto e influenciar nos resultados com conseqüências severas no nível de investimento em cada mercado. No seminário As Novas Tendências na Indústria Automobilística, organizado dia 23 de agosto em São Paulo, SP pela SAE Brasil, a sociedade de engenheiros da mobilidade, ficou patente a complexidade do tema e que não está apenas nas decisões dos elos da cadeia de produção a sustentabilidade do próprio negócio. O cenário torna-se ainda mais complicado porque as soluções interagem com a sociedade, o governo e o mundo acadêmico, além de não existir uma saída única aplicável em todas as regiões, conforme lembrou Holger Westendorf, vice-presidente de Desenvolvimento da Volkswagen. Nos mercados maduros, que crescem menos de 1% ao ano, a melhor forma de fazer dinheiro é superar os concorrentes. Nos EUA, por exemplo, ganhar um ponto porcentual de participação significa lucrar um bilhão de dólares. Na China, ao contrário, as vendas sobem com muita força (meio abalada no último trimestre) e todos estão sorrindo, mesmo aqueles que perdem um pedaço do bolo. Nos países com alta taxa de motorização é necessário criar fatos novos, às vezes ilusórios. Pode ser um modelo híbrido que associa um motor a combustão e um elétrico ou a era da tração elétrica pura alimentada por pilhas a combustível hidrogênio (fuel cell), respostas ao petróleo caro (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

As novas tendências na indústria automobilística - 2
David Breedlove, diretor de Engenharia da Ford, disparou na sua palestra: “Estamos muito longe do hidrogênio como solução abrangente. Cada cavalo de potência liberado numa fuel cell custa 100 vezes mais caro em relação à gasolina.” A tendência de curto prazo é o aumento de segurança graças ao advento de sensores capazes de prever a severidade de um acidente para gerenciar airbags e cintos, estes com quatro pontos e infláveis. Mais adiante chegam os sistemas de visão avançada e de proteção de pedestres. Mesmo assim o preço dos automóveis tem que subir pouco. No Brasil, além do motor flex, ele prevê uma tendência para a caixa de câmbio manual automatizada e utilização de materiais mais leves. Diretor da Engenharia de Produtos da GMB, o brasileiro William Bertagni aponta as mulheres e as pessoas mais velhas como dois dos públicos que merecerão atenção crescente, uma tendência que também ocorre no País por razões demográficas e econômicas. Nos próximos dez anos, em mercados ricos, haverá nos carros diversos alarmes contra colisão, derrapagem, distração do motorista e invasão de faixa. Para tanto a eletrônica subirá de 10% para 35% dos custos de produção, o que de alguma forma deverá ser compensado. Sistemas de informação de tráfego, inclusive comunicação entre veículos, já não parecem tão distantes (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

As novas tendências na indústria automobilística - 3
Parte do seminário, no entanto, se desviou para a difícil conjuntura atual, sobre o conhecido problema da falta de rentabilidade e nos gargalos por falta de investimento. Sem contar a queixa geral contra a infra-estrutura brasileira de transportes. O diagnóstico é fácil: muitos anos de baixo crescimento econômico, juros altos e impostos crescentes. Nos próximos três anos a tendência é de recuperação. Como administrar os conflitos até lá são capítulos de uma longa e interminável novela (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

SUV pode pagar mais para circular em Londres e Paris
Londres e Paris estudam impostos elevados para quem circular com utilitários esporte (SUV) nas ruas das cidades. Políticos criticam o tamanho dos SUVs no trânsito congestionado e danos causados a outros veículos em acidentes. Representam 6% das vendas atuais. Questão de cultura: nos EUA, jipes representam 30% e há menos reações contrárias (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

Os utilitários compactos avançam no mercado
Enquanto isso, utilitários compactos continuam sua invasão. Hyundai inicia comercialização agora nos EUA e Europa do Tucson, mesmo porte do EcoSport, que lá fora compete com Honda CR-V e Toyota RAV4, entre outros. Estilo é um de seus pontos fortes. Será exibido no Salão do Automóvel de São Paulo, mas importação só em 2005. Candidato a produção local (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

Combustível mais barato a um quilômetro de distância
Tempos de gasolina cara e em véspera de aumento valorizam ferramentas de consulta de preços. Um deles — www.buscape.com.br — permite encontrar combustível mais barato num raio de mil metros em torno de um endereço ou numa pesquisa de rota. Melhor ainda para quem possui Internet no celular. Serviço em grandes cidades de São Paulo, Minas, Rio e Paraná (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

A Toyota agora empresta dinheiro para banco
Bancos socorrem empresas endividadas ou que necessitam de dinheiro para investir. Maioria das fábricas de veículos no mundo depende deles de uma forma ou de outra. Exceção da Toyota. Sua situação financeira é tão sólida que vai ajudar com empréstimo o banco japonês UFJ, no qual tem participação minoritária no capital. Curiosa inversão de papéis (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

Mais intensa a crise na união Daimler-Mitsubishi
A união entre a DaimlerChrysler e a Mitsubishi parece ter entrado numa crise que pode diminuir a colaboração entre as duas empresas. Fontes da DaimlerChrysler garantiram desconhecer que a Mitsubishi queira limitar seus projetos em manufatura, compra de componentes e distribuição, conforme publicou o jornal japonês Nihon Keiza. A Mitsubishi também não confirmou as informações do jornal, mas garantiu que atualmente estão sendo revistas as condições dos acordos de cooperação já existentes e que a companhia estuda diversas possibilidades de trabalho conjunto no campo dos veículos médios. A participação da DaimlerChrysler na Mitsubishi Motors caiu de 37% para cerca de 20% desde o mês de abril passado (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).

Expansão da economia aquece setor de caminhão
A Volvo, maior fabricante européia de caminhões, anunciou que as entregas de veículos aumentaram 22% nos primeiros sete meses do ano, já que as transportadoras na América do Norte e Europa renovaram as frotas antigas, em meio ao crescimento econômico. As entregas de janeiro a julho aumentaram para 105.423 unidades, disse a empresa em um relatório. Em julho, as vendas avançaram 24%, para 12.856 caminhões (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).

GM não precisa repassar carga de veículos novos
A General Motors do Brasil não está mais obrigada a repassar 10% da carga de veículos novos produzidos na fábrica de Gravataí - normalmente transportada por empresas filiadas à Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV) - para outras transportadoras desvinculadas dessa entidade. A determinação é do ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu liminar à associação suspendendo a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, que obrigava a montadora a fazer o repasse. Além disso, o juízo de Porto Alegre também havia proibido que as empresas que viessem a preencher essa cota contratassem cegonheiros filiados ao Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sindicam), que reúne 70% da categoria em todo o Brasil (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).

Setor automotivo puxa produção em autopeças
O bom desempenho do setor automotivo está puxando a produção nas empresas de autopeças. Esse é o caso a Vitrotec Vidros de Segurança, empresa que fabrica pára-brisas para ônibus. Números da empresa mostram que a produção do primeiro semestre registrou um aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2003. "A produção média mensal de pára-brisas subiu de 3.770 em 2003 para 5.200 em junho", disse o gerente comercial de laminados da Vitrotec, Rogério da Silva Marcondes. "Esperamos encerrar o ano com 10 mil pára-brisas ao mês", afirma (Folha Online, 27 de agosto).

Deu Skaf na Fiesp e Vaz no Ciesp
Foram necessários 10 minutos para que, pela primeira vez na história, um candidato de oposição vencesse as eleições na Fiesp. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, recebeu 70 votos, contra 52 do candidato da situação, Claudio Vaz, apoiado pelo atual e por vários ex-presidentes. Só que, também pela primeira vez, Vaz venceu as eleições no Centro das Indústrias (Ciesp), provocando situação inédita. Alguns empresários falam em “crise de governabilidade”. O presidente eleito da Fiesp, que tomará posse em 27 de setembro, disse que não há risco de divisão. “Temos de defender os interesses do Brasil e dos produtores. Vamos costurar grandes parcerias com a sociedade e com os trabalhadores”, disse Skaf que há meses vinha afirmando que ganharia a eleição. O empresário cobrou mudanças na política econômica. “O Brasil não cresce há 25 anos. E crescimento não pode ser com aumento de carga tributária, sem crédito e com juros altos.” (Diário de São Paulo, 26 de agosto).

Prévia aponta para alta nas vendas em agosto
O balanço de vendas dos 20 primeiros dias de agosto mostra que o mercado cresceu em torno de 4% sobre o mesmo período de julho. Até a última sexta-feira os números preliminares do Renavan registram 85.888 unidades de carros e comerciais leves vendidos, o que significa um movimento diário de 5.725 unidades (a média do mês anterior foi de 5.504). Em julho, nesse mesmo período (que representa 15 dias úteis), foram vendidos 82.564 unidades. Nos primeiros vinte dias do mês a Fiat lidera com 20.883 unidades com a GM colada em segundo lugar, com 20.153 unidades e a Volks com 19.552, em terceiro. A Ford, bem mais distante, vendeu 9.711 unidades até dia 20 (Joel Leite, Agência AutoInforme, 26 de agosto).

Toyota investe em quatro países emergentes
A Toyota Motor informou que vai investir US$ 723 milhões juntamente com suas fornecedoras para duplicar a produção na Tailândia, como parte do plano de fabricar mais veículos em países de mercados emergentes e reduzir custos. A Toyota vai elevar a produção na Tailândia, Indonésia, África do Sul e Argentina em quase um terço no ano que vem, para 510 mil automóveis, minivans e picapes, ou cerca de 8% de sua produção mundial. Para dar esse salto a empresa vai utilizar sistemas de chassis e motor semelhantes e peças compartilhadas para reduzir os custos. A expansão da produção nos mercados emergentes pode também reduzir os salários para apenas uma fração do que a Toyota paga no Japão e evitar os impostos sobre importações (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).

Brasileira Dyna vende mais a alemães
A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de pára-brisa, acaba de fechar um dos maiores contratos de exportação de toda a história da empresa. O negócio foi celebrado com a Aldi, um dos maiores grupos da Alemanha, que fatura € 6 bilhões por ano e atua em vários segmentos de negócios, além do setor de autopeças. "É a primeira encomenda, com 1,35 milhão de unidades, a ser entregue de uma só vez para um único cliente naquele país", disse o presidente da empresa, Marc Nacamuli. O negócio representa 10% de toda a produção da empresa (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).

Carros médios são os mais desvalorizados
O carro médio é o que mais desvaloriza no mercado de usados, conforme pesquisa da Agência AutoInforme divulgada na semana passada. O estudo, feito com na cotação de preços da Molicar, mostra que modelos como Vectra, Marea, Golf, Megane, Scénic e Focus estão entre os que mais perderam valor em julho. O Vectra CD 2.2 automático, ano 2003, teve uma das maiores desvalorizações no mês: o seu preço caiu de R$ 48,8 mil para R$ 46 mil, uma redução de 5,3%. O Golf 2.0 Comfortline ano 2001 foi o segundo mais desvalorizado. O preço caiu de R$ 31,8 mil para R$ 30 mil, queda de 5,6% (Agência AutoInforme, 26 de agosto).

O desafio de adequar as plataformas ao mercado local
O desafio das montadoras instaladas no Brasil é criar veículos adaptados para o mercado doméstico e ao mesmo tempo 'exportáveis', utilizando plataformas globais. De acordo com o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, a indústria precisa produzir veículos com alta tecnologia, alta qualidade e preço mais baixo. Segundo ele, o Brasil tem uma base automotiva como poucos países no mundo, com 17 montadoras produzindo, cerca de 500 fornecedores e uma engenharia capaz de desenvolver produtos locais. O país só não tem uma produção própria de plataformas, já que as montadoras lançam plataformas mundiais a partir das matrizes. 'Não acho que o Brasil tenha necessidade de produzir plataformas locais; nosso maior desafio é pegar essa plataforma e transformar o veículo no novo produto regional, que também pode ser exportado; ou seja, a tecnologia global com a aplicação regional', comentou Golfarb (Correio do Povo, Porto Alegre, 26 de agosto).

Retomada da Iveco já traz resultado positivo
A Iveco, o braço de veículos comerciais do grupo Fiat, conseguirá em 2004 um resultado financeiro equilibrado na operação da América do Sul, onde o Brasil responde por 70% de um negócio anual com receita de US$ 300 milhões, cerca de 2,5% do total da Iveco no mundo. Desde que retomou a produção no Brasil (em Minas Gerais) no ano de 1997 - depois de deixar o País em 1985 e fechar a fábrica do Rio - é a primeira vez que conseguirá resultado positivo. A boa notícia foi dada ontem em Curitiba pelo presidente da Iveco para América do Sul, Jorge Vicente Garcia, ao participar do lançamento do caminhão pesado Stralis HD 450S38T, de 45 toneladas brutas, montado na Argentina com motor eletrônico de 380 cv, com cabine importada (em partes) da França e motor trazido da Itália. O Stralis começa com índice de nacionalização de 42% e em 2005 terá mais componentes brasileiros para que se habilite a obter recursos da linha Finame do BNDES (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Eurocargo vai usar motor da MWM
Em outubro lançará um caminhão EuroCargo para competir no mercado de semipesados, a segunda categoria mais vendida no Brasil. A novidade é que o veículo terá motor MWM, de 206 cv. "Estamos quebrando paradigma. Poucas vezes na história da Iveco utilizamos um motor que não é nosso", disse o presidente da empresa. Em 2005, a Iveco terá um segundo veículo com motor MWM, de 306 cv. Será um cavalo-mecânico pesado (na faixa de 42/43 toneladas brutas) para entrar no nicho hoje só disputado pela Volkswagen e Ford (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Vendas de importados em queda
As vendas de automóveis de passeio importados no acumulado do ano — entre os meses de janeiro e julho — não têm apresentado números satisfatórios. Houve uma queda de 42,7%, quando comparado ao mesmo período de 2003. Nos primeiros sete meses deste ano foram comercializadas 17.152 unidades ante 29.940 do ano passado. A alta do dólar e os juros elevados dos financiamentos têm afastado o consumidor brasileiro das compras, principalmente entre os modelos mais luxuosos. No segmento de comerciais leves, em contrapartida, o desempenho foi positivo com elevação de 5,3%. Neste ano foram vendidas 14.731 unidades e em 2003, 13.933 unidades. Dados da Anfavea mostram que o mercado global de importados — que inclui veículos leves, automóveis de passeio e comerciais leves — registrou a venda de 33.021 unidades no acumulado de 2004. Tal desempenho foi 26,6% inferior aos sete primeiros meses de 2003, quando foram computadas 44.964 unidades vendidas (Diário de São Paulo, 25 de agosto).

Ford e a bonificação por metas
A Ford Motor modificará a forma como remunera as concessionárias de automóveis no próximo ano, pagando comissões mais altas aos distribuidores que excederem as metas de vendas, afirmou o presidente da divisão Ford, Steve Lyons. O ajuste poderá economizar para a fabricante de Dearborn, Michigan cerca de US$ 350 milhões ao ano, cerca da metade do que a empresa gastou com os incentivos aos distribuidores, informaram fontes familiarizadas com o programa (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Nova Kia Besta chega em setembro
A nova Kia Besta começaa ser vendida na primeira quinzena de setembro. O motor e o câmbio são os mesmos, mas o visual está bem diferente. Entre as mudanças estão a nova frente, faróis e lanternas traseiras, além de proteção adicional no pára-choque traseiro, porta corrediça com trava de segurança, função “um toque” no vidro do motorista, porta-copos no painel dianteiro, hodômetro digital, painel de instrumentos remodelado (Diário de São Paulo, 25 de agosto).

Volks anuncia corte de custos na Alemanha
O grupo Volkswagen, em outros tempos conhecido como a vitrine social da Alemanha, enfrenta uma de suas mais sérias crises sociais do pós-guerra. Inspirada pelo diretor de Recursos Humanos, Peter Hartz, a empresa anunciou medidas drásticas prevendo redução de 30% dos custos de pessoal até 2011, atingindo 103 mil empregados cujos salários devem ser congelados por 2 anos. Horas extras não serão mais pagas com base em 35 horas semanais de trabalho, mas a partir de 40. Espera-se economia de € 2 bilhões. Para Hartz, amigo pessoal do chanceler Gerhard Schroeder, “os tempos mudaram”, sendo indispensável uma adaptação. Mas essa não é a opinião do sindicato IG Metall, que já cedeu no caso Daimler-Benz e Siemens, negociando um aumento do tempo de trabalho para preservar empregos, mas agora considera o projeto Volks “totalmente irrealista” (Estadão, 25 de agosto).

Indústria avalia preço da tecnologia
Um dos grandes desafios da indústria automobilística em todo o mundo é produzir veículos que tenham maior conteúdo tecnológico, mais qualidade e preço menor. "As empresas estão desenvolvendo novas tecnologias e, para ser competitiva paga-se um custo maior", disse o presidente da Anfavea (associação que representa as montadoras no País), Rogélio Golfarb, durante o seminário sobre "As novas tendências na indústria automobilística", promovido pela SAE Brasil em São Paulo. Para o presidente da Anfavea, além da corrida por melhoria contínua, pela inovação e qualidade, as montadoras também têm que ir em busca dos consumidores. "Todos querem fechar acordo de exportação para aumentar a sua base global de consumidores e a indústria automobilística brasileira precisa continuar negociando para a expansão deste comércio porque o País tem qualidade". Sobre a discussão de se manter plataformas globais de produção no País, o presidente da Anfavea disse que para desenvolver novas plataformas é preciso ter escala mundial, o que não é o caso do Brasil. "O mais atual é se falar em tecnologia global, que seja adaptada aos veículos de acordo com as características de cada região", disse Golfarb (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Em defesa da redução na carga tributária
Para o presidente do Sindipeças (sindicato que representa as autopeças), Paulo Butori, "mais do que incorporar tecnologia nos veículos é preciso brigar para reduzir os 45% de carga tributária das autopeças".Embora o setor automotivo brasileiro ainda esteja no vermelho, em razão da baixa rentabilidade, mesmo assim o presidente da Anfavea disse que é preciso continuar o ciclo de investimentos - de 1994 até hoje foram investidos US$ 27 bilhões no setor (US$ 17 bilhões pelas montadoras e US$ 10 bilhões pelas autopeças) -, para não perder o mercado internacional para os concorrentes. Caso contrário,"vamos deixar de ser vendedores e passar a ser compradores", destacou Golfarb. Para o mercado interno, que ainda continua com vendas muito abaixo do que se espera - a previsão é de fechar o ano com 1,540 milhão de veículos vendidos -, Golfarb insiste na necessidade de se reduzir a carga tributária para que o mercado decole e tenha crescimento sustentável. "Crescimento é um problema estrutural e isso só se resolve com uma política de médio e longo prazo". Com base no ritmo atual da indústria automobilística o presidente do Sindipeças sinaliza um 2005 melhor para o setor, com crescimento de 8% na produção sobre os 2,1 milhões veículos a serem produzidos neste ano. "Isso não é uma bolha de crescimento", garante Butori, que prevê para os próximos cinco anos que a produção atinja 2,850 milhões de veículos (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Embraer lança pedra fundamental de fábrica nos EUA
A Embraer lançou nesta segunda-feira a pedra fundamental de sua nova unidade de montagem de aeronaves na Flórida, nos Estados Unidos. A cerimônia contou com a presença do governador Jeb Bush, irmão do presidente George W. Bush, e do prefeito de Jacksonville, John Peyton — cidade onde será instalada a fábrica. A unidade, que deve estar pronta no final de 2005, será destinada à montagem de aeronaves para os programas de defesa e segurança nacional dos Estados Unidos. O primeiro projeto da nova fábrica será o Aerial Common Sensor, um sistema para vigilância de campos de batalha (Diário do Grande ABC, 24 de agosto).

O motor flex continua ganhando espaço
Vem aí nova leva de carros equipados com motores flex. Além do novo Fiesta sedã, com primeiro motor da segunda geração em setembro, o Polo está confirmado para novembro e, logo em seguida, o Gol com motor 1.000. GM antecipa ainda para agosto o Astra tricombustível (álcool, gasolina e gás) (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).

Setor de álcool avança no marketing do combustível
A rivalidade entre álcool e gás deve se aprofundar. Em geral nada agressivos no marketing do combustível, usineiros começam a se mexer. Rally da Energia Brasileira, em novembro, deve reunir 100 veículos só movidos a álcool. É parte de um programa mais abrangente com patrocínio da Volkswagen (nunca interrompeu produção desse tipo de motor) e da Dupont (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).

A suspensão acertada da Palio Adventure
Impressiona a capacidade da station Palio Weekend Adventure de passar por valetas, quebra-molas, buracos e outros “prêmios” que o cidadão recebe por pagar impostos altos. Com seus 17 cm de distância livre do solo e suspensões bem acertadas, o motorista demora um pouco a relaxar e mesmo acreditar que pode mesmo ir em frente um pouco mais rápido. Dotação de equipamentos e motor 1.800 são outros destaques (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).

O caminho para a garantia de três anos no setor
A Toyota não está mais totalmente só no oferecimento da pioneira garantia de três anos para produtos nacionais. Em parte, a Volkswagen chegou lá na linha 2005: três anos também, mas apenas para motor e câmbio, sem limite de quilometragem (Kombi, 80.000 quilômetros). Na realidade já era tempo de todas as marcas oferecerem esta garantia temporal e integral. Sinalização, agora, parece existir (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).

Preservando o cheiro de carro novo
Cheiro de carro novo em automóvel usado. É experiência que a Vauxhall, subsidiária inglesa da GM, implanta em algumas concessionárias no fim do mês. Pesquisas concluíram que o comprador não esquece de suas ligações com um produto novo por meio do olfato. Cientistas criaram este “perfume” e ainda um fixador da fragrância (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).

Volks chega à marca de 200 mil Golf exportados
A Volkswagen do Brasil chegou ontem à marca de 200 mil unidades de Golf produzidas em cinco anos na unidade de São José dos Pinhais (PR), destinadas ao mercado externo. O Golf '200 mil' exportação é veículo vermelho 1.8 litro e será destinado aos Estados Unidos. O modelo é o segundo mais exportado pela montadora, atrás do Gol. Até o fim de 2004, mais 30 mil Golf serão vendidos ao exterior (Correio do Povo, Porto Algre, 20 de agosto).

Vendas para forças americanas abrem mercado à Embraer
A vitória, no começo deste mês, da Embraer como parte do consórcio liderado pela Lockheed Martin no fornecimento do ACS (Aerial Common Sensor) para o Exército norte-americano abre para a empresa brasileira o potencial de futuros negócios governamentais nos Estados Unidos, afirmou Maurício Botelho, presidente da Embraer. "O ponto é que isso cria uma enorme oportunidade para nós, construtores brasileiros, nos Estados Unidos porque as nossas aeronaves foram aceitas para operação pelas forças armadas norte-americanas", acrescentou Botelho durante uma entrevista para discutir os resultados do segundo trimestre da empresa. "Este é o motivo de esse contrato ser estrategicamente muito importante". Além desse contrato com o Pentágono, Botelho citou o Departamento de Segurança Interna norte-americano, especialmente a Guarda Costeira, como mercado potencial para os aviões para missão especial da Embraer (Gazeta Mercantil, 20 de agosto).

Consultor diz que qualidade do supply chain é estratégica
No mercado globalizado e competitivo, a qualidade da cadeia de suprimentos (supply chain) de uma empresa é ponto determinante para seu desempenho financeiro e operacional. Ou seja, a aplicação de modernas técnicas de manejo das diferentes etapas de uma cadeia de suprimentos da empresa pode representar maiores ganhos de mercado e de lucratividade. Isso é o que revela pesquisa feita pela consultoria Accenture , em conjunto com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e o Insead, instituto suíço de estudos. Os resultados da pesquisa foram apresentados no X Forum Nacional de Logística, organizado pelo Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (Gazeta Mercantil, 20 de agosto).

Sabó investe no Brasil e na Hungria e pretende ir para a China
A Sabó está em plena fase de expansão multinacional. Vai construir uma nova fábrica no Brasil só para atender às montadoras dos Estados Unidos, está ampliando a produção na unidade da Hungria e se prepara para começar a produzir na China. Na semana passada, a direção da empresa lançou a pedra fundamental da nova fábrica, que será construída em Mogi Mirim, interior de São Paulo, com investimento de US$ 10 milhões. Esta é a primeira expansão em território brasileiro que a Sabó faz fora da fábrica do bairro de Água Branca, na capital paulista, onde está instalada desde a década de 40. No exterior, a empresa está ampliando em um terço a capacidade de produção de uma fábrica que construiu na Hungria há seis anos. O desafio, agora, de instalar uma fábrica na China vem da pressão dos próprios clientes. Montadoras como a Volkswagen , atendidas no Brasil pela Sabó, querem que o fornecedor siga seus projetos no mercado chinês. (Valor Econômico, 19 de agosto).

GM mundial perde executivo para autopeça
A General Motors, maior empresa privada do mundo, vai perder seu executivo mais importante na área de projetos. Mark Rogan, vice-presidente da GM Corporation para desenvolvimento de produtos e ex-presidente da empresa no Brasil, vai dirigir, a partir de setembro, a canadense Magna Internacional, importante produtora de autopeças com filiais em vários países, inclusive o Brasil. Hogan substituirá Belinda Stronach, filha do fundador da Magna, Frank Stronach, que decidiu seguir carreira política, segundo informa o jornal americano Detroit News. Ele era cotado para assumir futuramente um dos mais importantes cargos na GM, o de vice-presidente do conselho, hoje ocupado por Bob Lutz. A direção da montadora não comentou a saída do executivo (Estadão, 20 de agosto).

Setor no vermelho. Agora, a crise é de rentabilidade.
"A crise não é, como em outros tempos, de volume, pois não há fotos de pátios cheios nas primeiras páginas dos jornais. A crise é de rentabilidade." Ou seja, que sustentabilidade vivemos se o mercado interno não cresce? Resposta: "O conjunto do setor está no vermelho há cinco anos. E não vive momento de solidez financeira a ponto de ter forças para criar novo ciclo de investimentos". China, Leste Europeu e Ásia também participam da maratona mas aqui o negócio tem suficiente falta de robustez para que se pense, no médio prazo, em nível menor de sustentabilidade. No último ciclo virtuoso da atividade automobilística de vendas, de 1990 a 1997, a taxa de crescimento médio anual foi de 12% e o mercado evoluiu de 900 mil unidades para o seu recorde, 2 milhões 64 mil. Depois colheu recuo notável. "O mundo mudou", recorda Rogelio Golfarb. "E inspira novas necessidades." (Vicente Alessi Filho, AutoData, 19 de agosto).

Fiesta Sedan muda desenho e terá motor Flex
O desenho lembra bastante o do Mondeo. Além da nova traseira, que fará estréia mundial no Brasil (as vendas começam em setembro), a grande novidade desse Fiesta encontra-se sob o capô. Serão duas opções de motor: 1.6 Flex e 1.0. O primeiro marca a entrada da montadora na era dos bicombustíveis. Os preços devem se manter na mesma faixa dos sugereidos para as versões anteriores – cerca de R$ 28 mil para o 1.0 e R$ 33 mil no caso do 1.6 (Estadão, Autos, 19 de agosto).

Cegonheiros suspendem transporte de veículos
Os cegonheiros decidiram ontem suspender o transporte de veículos das fábricas para as concessionárias e portos. Segundo a categoria, a greve interrompeu as entregas da maioria das montadoras, com exceção da Fiat. De acordo com a GM, a partir da tarde de ontem deixaram de ser recolhidos veículos das fábricas de São Caetano do Sul, SP, São José dos Campos, SP e Gravataí, RS. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros, o protesto não é contra as montadoras, mas um apelo social para que as autoridades interfiram numa decisão judicial do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A sentença obriga a GM a repassar 10% da carga de veículos novos (hoje transportada por filiados da ANTV) para outras transportadoras desvinculadas da entidade. Também proíbe que novas contratadas utilizem serviços dos cegonheiros filiados ao Sindicam (Estadão, 19 de agosto).

Jost comemora produção de 100 mil quintas-rodas
A Jost Brasil Sistemas Automotivos, empresa do grupo Randon, comemora neste mês a produção de 100 mil quintas-rodas produzidas desde sua fundação, em 1995. O recorde foi atingido com o incremento de 61% na produção no primeiro semestre. A quinta-roda é um dos produtos mais representativos da marca, que atende a maioria das montadoras nacionais de veículos e implementos rodoviários. Com o novo recorde o faturamento atingiu R$ 50,52 milhões, 72% superior a igual período de 2003 (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).

MWM aumenta exportações
A MWM Motores Diesel obteve crescimento de 81% nas exportações de veículos equipados com os propulsores da marca no primeiro semestre de 2004. O mais recente registro foi o contrato de exportação de 273 ônibus Volkswagen 17.260 EOT, equipados com motores MWM Acteon 6.12 TCE, para a Arábia Saudita. De janeiro a junho deste ano, as exportações dos modelos equipados com os motores MWM Série 10 apresentaram alta de 87%. Já os veículos que utilizam os propulsores MWM Sprint cresceu 79%, considerando o mesmo intervalo de tempo. "As exportações indiretas mostram que os veículos que utilizam nossos motores são muito bem aceitos no mercado internacional", diz José Eduardo Luzzi, diretor de vendas e marketing (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).

Os riscos de converter um carro gasolina em flex
Além da perda de garantia, montadoras e sistemistas alertam para a corrosividade de componentes e prejuízo no curto prazo. Nas páginas dos jornais especializados, os anúncios de conversão de carros a gasolina para automóveis flex fuel se multiplicam. As promessas são muitas, como "com tecnologia semelhante aos novos modelos lançados pelas montadoras, ganho de 7% na potência e economia de até 50% no gasto com combustível". A conversão para bicombustível consiste no remapeamento/reprogramação do chip de gerenciamento do motor, instalação do sistema de partida a frio e, em alguns casos, a substituição da bomba de combustível por uma selada -resistente a corrosividade do álcool hidratado. O trabalho demora em média seis horas e custa de R$ 450 a R$ 600. (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).

Volvo vende 76 semipesados para cervejaria dominicana
Com a venda de 76 caminhões semipesados para o grupo Leóns Jimenes da República Dominicana, a Volvo do Brasil comemora a comercialização de 1,2 mil unidades nos mercados interno e externo, deste o final de 2003, quando o veículo entrou em linha de produção. "O Volvo VM está tendo uma grande aceitação junto aos transportadores pela velocidade média maior, economia de combustível e baixo custo operacional", disse Renato Serafim, gerente de semipesados da Volvo do Brasil. O veiculo com capacidade de carga de 17 a 23 toneladas vem conquistando espaços dos concorrentes - sua participação de mercado saltou de cerca de 2%, em outubro de 2003, para os atuais 6% de market share (Gazeta Mercantil, 17 de agosto).

Daimlerchrysler faz recall de quatro modelos de veículos
A Daimlerchrysler convocou os proprietários de 4.960 veículos Chrysler 300M, Vision, Chrysler Stratus Sedan e Chrysler Stratus Conversível para o reparo do sistema de travamento da alavanca do câmbio automático. Deverão comparecer a uma concessionária ou posto autorizado os proprietários dos veículos Chrysler 300M e Vision, modelos 1993 a 1999, Chrysler Stratus Sedan, modelos 1995 a 1999 e Chrysler Stratus Conversível, modelos 1996 a 1999. Segundo a empresa, a alavanca do câmbio automático desses veículos pode deslocar-se acarretando a movimentação espontânea do veículo e eventual acidente em razão do mau funcionamento da trava. Os proprietários dos veículos podem tirar dúvidas e obter mais informações no telefone 0800 7037130 (Folha Online, 17 de agosto).

ALL lucra R$ 45,1 milhões no segundo trimestre
Maior operador logístico com base ferroviária da América Latina, a ALL obteve lucro líquido de R$ 45,1 milhões no segundo trimestre, representando crescimento de 300% em relação ao período de 2003, que foi de R$ 11,2 milhões. Os números superam as expectativas da empresa, que obteve uma receita operacional bruta de R$ 303,1 milhões no período, com crescimento de 9,4% sobre o segundo trimestre de 2003 (Correio do Povo, Porto Alegre, 27 de agosto).

Mercado aguarda alta da gasolina ainda esta semana
O mercado abriu a semana com a expectativa de que a Petrobras reajuste os preços da gasolina e do diesel até a próxima sexta-feira. A estatal continua negando a adoção da medida no curto prazo, mas os analistas avaliam que, se não houver repasse até o dia 20, será impossível diluir o impacto de um aumento sobre a inflação nos índices de dois meses consecutivos. Segundo os especialistas, isso poderia gerar um efeito cascata com reflexos diretos na retomada do crescimento econômico e no cumprimento das metas (Correio do Povo, Porto Alegre, 27 de agosto).

DaimlerChrysler vende participação na Hyundai
A DaimlerChrysler anunciou que vendeu sua participação de 10,5% na montadora coreana Hyundai. O negócio - intermediado pela Goldman Sachs - gerou US$ 912 milhões para os cofres da fabricante alemã, porém marca um recuo da companhia nas intenções de se fortalecer no mercado asiático e criar um grupo global para a fabricação de veículos. Mesmo com a venda, a DC informou que continuará desenvolvendo projetos conjuntos com a Hyundai. A participação acionária da DaimlerChrysler na Hyundai começou em 2000, com a compra de 10% das ações por US$ 428 milhões. Em 2001, a empresa havia adquirido mais 0,5% por US$ 143,6 milhões, totalizando um total de US$ 571,6 milhões. A venda marca o final da parceria de quatro anos (Carsale, 17 de agosto).

Melhora o humor no setor automotivo
Euforia não é exatamente a palavra, mas confiança crescente permeia as conversas de bastidores da indústria automobilística. Afinal, restam poucas dúvidas de que 2004 registrará o novo recorde de produção de 2,1 milhões de unidades depois de sete anos de pneus murchos. Esse bom número, na verdade, se deve ao crescimento vertiginoso de 36% nas exportações, revisto para cima pela terceira vez pela Anfavea. Até a jovem cearense Troller está iniciando vendas de seu utilitário leve para Angola. As vendas externas vão responder por cerca de 30% da produção e permitirão que a capacidade ociosa caia de 44% para 35%, bem menos distante da média mundial de 25%. (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda). Leia mais...

ALL lucra 300% mais no segundo trimestre do ano
A América Latina Logística (ALL) fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 45,1 milhões, um crescimento de 300% sobre os R$ 11,2 milhões registrados em igual período de 2003. No semestre a empresa reverteu o prejuízo de R$ 18,4 milhões registrado nos primeiros seis meses de 2003, com lucro líquido de R$ 51,6 milhões. O faturamento totalizou R$ 552,7 milhões, alta de 16% sobre os R$ 476,7 milhões registrados em 2003. "Os resultados superaram nossa expectativa", disse Bernardo Hees, diretor superintendente da ALL.

PSA expande seu braço logístico Gefco no País
A Gefco, braço logístico do grupo PSA Peugeot Citroën, está pondo em prática a política de intensificar sua presença no mercado brasileiro. Até o final do mês a empresa inaugura filial em Santos, um escritório que atenderá à área de transporte marítimo internacional, além de uma nova central de distribuição em Belo Horizonte. De acordo com o presidente da Gefco no Brasil, Jean-Noel Gérard, a unidade de Santos funcionará como extensão da filial da Gefco em Santo Amaro (SP), permitindo uma expansão dos serviços na área marítima e ampliando sua rede em São Paulo. "Já a central de Belo Horizonte, com inauguração prevista até dezembro, estará voltada, principalmente, para o pólo de autopeças da região", disse Gérard, sem revelar o valor que está sendo investido em Minas Gerais (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

Lula aplaude carro multicombustível da GM
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou o Astra Multipower sedã 2.0, que aceita álcool, gasolina e Gás Natural Veicular (GNV) durante cerimônia no palácio, na sexta-feira. E aceitou até posar de garoto-propaganda da marca: "compre o carro que vale a pena", disse o presidente.O apoio do governo ao lançamento do modelo multicombustível - tecnologia nacional, segundo a GM - pode se estender na forma de incentivo fiscal. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o governo avalia reduzir os impostos dos veículos multicombustíveis para torná-los mais competitivos. O preço do modelo da GM só será divulgado pela montadora no dia 25, durante o lançamento oficial do multipower. O carro será montado na fábrica de São Caetano do Sul, SP (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

Engenheiros brasileiros respondem por 60% das vendas
Palestra recente do consultor Luc de Ferran, ex-diretor de engenharia da Ford, chamou a atenção para algo pouco conhecido: mais de 60% das vendas de veículos leves são de produtos nascidos aqui, desenvolvidos em grande parte por engenheiros brasileiros. Além de pickups leves, produto genuinamente nacional, são exemplos Gol, Parati, Fox, Palio, Siena, Weekend, Celta e EcoSport (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).

A Peugeot também apresenta seu motor flex
O motor flex da Peugeot começará com a nova station 206 que chega no início de 2005. Só depois estará no hatch, que tem produção maior. Ambos com 1.600 cm³ de cilindrada e serão os primeiros multiválvulas flex. A fábrica decidiu produzir seu novo motor 1.400 cm³ também na versão flex, mas só disponível no segundo semestre do próximo ano (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).

Stilo Connect inova em comunicação sem fio
O Stilo Connect abre a era de comunicação telefônica sem fio dentro dos automóveis. A série especial deve-se tornar kit opcional permanente. Fiat oferece preço de “degustação” na faixa de R$ 700,00, incluindo outros itens no pacote, por um quinto do custo real. Tecnologia Bluetooth para celulares tende a se tornar mais barata, aposentando viva-voz convencional (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).

Subaru Outback cresce e fica mais bonita
Metamorfose na station Subaru Outback. Ficou bem bonita, em especial desenho do teto mais baixo. Cresceu em dimensões, oferece mais espaço interno e um novo motor, além de menos 100 quilos no peso total. Tem tração total permanente e um novo câmbio automático com duas opções de trocas seqüenciais. Versão mais cara por menos de US$ 90 mil (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).

Modercarga já fez 3 meses e ainda não financiou nada
Modercarga já fez 3 meses e ainda não financiou nada
Três meses e meio após o lançamento oficial, o Modercarga, programa do BNDES de incentivo à renovação da frota nacional de caminhões, não financiou a compra de nenhum veículo. Em contrapartida, o Finame – linha tradicionalmente disponível no banco para aquisição de equipamentos – desembolsou R$ 645,2 milhões, só para operações com caminhões, desde que o Modercarga foi lançado. Isto representa um crescimento de 74% em relação às liberações do mesmo período (de maio a julho) do ano passado: R$370,4 milhões. Diante do fracasso do programa, o BNDES está aberto a estudar mudanças como a ampliação do nível de participação do banco no financiamento, que atualmente é de até 70% do valor do veículo. Também está em análise uma alteração no prrazo de carência do empréstimo, estipulado em três meses (Estadão, 13 de agosto).


Custos de movimentação preocupam Delphi

Principal executivo da companhia visita Lula e manifesta apreensão com a infra-estrutura de transporte do Brasil. O norte-americano J. T. Battenberg III, de 61 anos, principal executivo da maior empresa de autopeças do mundo, a Delphi Corporation, passou esta semana no Brasil, e, ontem, visitou em Brasília o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir temas sobre logística, transporte e educação. Sua empresa, que faturou no mundo um total de US$ 28 bilhões em 2003, vê potencial para o Brasil crescer sua participação no bolo total da companhia - ano passado o País, com US$ 488 milhões, teve uma parcela de 1,74%. Mas, para crescer, é preciso uma logística bem afinada. Em outras palavras, o Brasil precisa investir em infra-estrutura. O problema da logística, seus custos, foi o tema central de Battenberg com o presidente Lula.

Valeo mostra novas tecnologias
O conjunto formado por alternador e motor de partida em uma só peça, que será lançado em um dos automóveis apresentados pela Citroën no próximo Salão de Paris, faz parte dos componentes que a Valeo apresentará durante o "Tech-Day" que promoverá no próximo dia 18, na Ford de Camaçari (BA). O "Tech-Day" é um programa que o grupo Valeo desenvolve junto aos principais fabricantes de veículos do Brasil para apresentar tecnologias que pode fornecer às empresas instaladas na região do Mercosul. O objetivo é antecipar aos engenheiros e técnicos das áreas de desenvolvimento de produto, os sistemas e componentes que podem ser aplicados nos modelos atuais e, principalmente, nos veículos previsto para os próximos anos (Gazeta Mercantil, 13 de agosto).

GM mostra a Lula 1º automóvel multicombustível em série
A GM mostrará nesta sexta-feira (13), em primeira mão, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um novo veículo Chevrolet Multipower, o primeiro automóvel nacional produzido em série apto a rodar com álcool, gasolina, qualquer combinação entre os dois e ainda com o Gás Natural Veicular (GNV). A cerimônia acontece às 10h, no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante a apresentação do novo veículo está prevista também a participação dos ministros da Casa Civil, José Dirceu; da Fazenda, Antonio Palocci Filho; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan; do Meio Ambiente, Marina Silva; e, das Minas e Energia, Dilma Rousseff. A diretoria da GM estará representada pelo presidente da empresa, Ray G. Young, e o vice-presidente, José Carlos Pinheiro Neto. O veículo estará exposto na entrada leste do Palácio do Planalto (Folha de S. Paulo, 13 de agosto).

Deputados incluem inspeção veicular na pauta
Os líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), decidiram incluir na pauta da última semana de agosto, durante o esforço concentrado, a votação do projeto que institiu a inspeção veicular. Pelo projeto, os veículos com mais de cinco anos teriam que passar anualmente por inspeção técnica de ruídos e gases emitidos pelo veículo. A verificação, que hoje só é feita em parte do Rio de Janeiro, será pré-requisito ao licenciamento do veículo. Estima-se que o procedimentos de inspeção em São Paulo, por exemplo, deverão demorar em média três minutos e, embora não se saiba ainda quanto vai custar aos motoristas, envolve gastos de entre R$ 30 e R$ 40 por vistoria. O veículo deverá entrar numa baia parecida com a do pedágio para que mangueiras meçam, no escapamento, as emissões de poluentes. Caso elas estejam em desacordo com as normas do Conama, haverá um prazo de 90 a 120 dias para adaptações. Enquanto isso, o carro não é licenciado (Folha de S. Paulo, 13 de agosto).

Toyota pede licença para futura central
A Toyota entregou à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) documentação para o processo de licenciamento ambiental de sua futura central de distribuição de veículos em Guaíba, num investimento de R$ 6 milhões. O diretor-presidente da Fepam, Cláudio Dilda, e o chefe da Divisão de Controle da Poluição Industrial, Renato Chagas, receberam ontem a visita do gerente de Projetos da Toyota Brasil, Sidnei Kakazu. Segundo Dilda, o pedido de Licença de Instalação irá para análise técnica dos aspectos ambientais. O local é parte da área destinada originalmente à implantação da Ford (Correio do Povo, Porto Alegre, 13 de agosto).

Num só carro, 3 opções: gasolina, álcool ou gás
Depois da Volkswagen lançar o primeiro carro que roda com gasolina ou álcool no País, a General Motors será a primeira a oferecer um carro movido a três combustíveis. O vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, anunciou ontem que a montadora vai lançar este mês um modelo multicombustível, capaz de rodar com gasolina, álcool ou gás natural veicular (GNV). Ele não deu detalhes do novo veículo, mas adiantou que o modelo será apresentado amanhã ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Estadão, 12 de agosto).

Pinheiro Neto prevê aumento nas vendas
O vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, previu ontem que a venda de veículos novos no mercado interno poderá chegar este ano a 1,6 milhão de unidades, ante os 1.480 mil veículos vendidos no ano passado. Para o ano que vem, a expectativa é chegar a um crescimento de 8% a 10%, afirmou ele. Para a economia nacional, Pinheiro Neto previu um crescimento de 5% em 2005. A participação da GM será de 380 mil veículos no país (Correio do Povo, Porto Alegre, 12 de agosto).

Metalúrgicos cruzam os braços em Camaçari
Nem bem começou a operar em regime de três turnos, seis dias por semana, o Complexo Industrial Ford Camaçari, na Bahia, está com sua produção estacionada desde 6 de agosto, quando funcionários decidiram cruzar os braços. A reivindicação é por redução do turno de 44 horas para 40 horas semanais e a eliminação do trabalho aos sábados. Como não houve acordo a empresa decidiu recorrer à Justiça. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para quinta-feira, 19 (Lana Pinheiro, AutoData, 12 de agosto)

GM Argentina adota o segundo turno em Rosario
A General Motors da Argentina vai implantar o segundo turno na fábrica de Alvear, perto de Rosario a partir de 1º de setembro. A decisão, segundo o gerente de relações públicas da GM Argentina, Sebastian Sarapura, é aumentar a produção, de 40 mil para 60 mil unidades por ano do Novo Corsa e do Corsa Classic, para atender a demanda no mercado interno e do exterior. Para a operação em dois turnos, a montadora iniciou a contratação de 300 funcionários - atualmente a GM emprega 1.200 pessoas naquela unidade - e prevê gastos de US$ 150 milhões com compras de materiais, serviços e pagamento dos funcionários. A GM Argentina exporta 30 mil carros por ano. Do total, 60% (que correspondem ao Novo Corsa 1.8 de 4 e 5 portas) vão para o México e 40% (que se referem ao Corsa Classic 1.6 gasolina e diesel) vão para o Chile (Gazeta Mercantil, 12 de agosto).

GM apresenta novo carro que chega em 2007
O protótipo do novo carro que a General Motors do Brasil (GMB) fabricará em Gravataí já está sendo apresentado a importadores, trazidos ao país pela empresa para conhecer o modelo. Segundo o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, a partir do ano que vem o carro, que chegará ao mercado no primeiro semestre de 2007, já terá um protótipo em testes. Segundo ele, a GM começará em breve as contratações para a obra de duplicação da montadora de Gravataí, o que acrescentará entre 1,5 e 2 mil trabalhadores ao local. Quando estiver implantado, o projeto representará um acréscimo de 100 mil veículos à produção atual, de 120 mil carros/ano, e o número de empregos diretos passará dos atuais 3,5 mil para 5 mil, somando os funcionários da GM e os sistemistas. A ampliação da fábrica exigirá investimento de 240 milhões de dólares (Correio do Povo, Porto Alegre, 12 de agosto).

Audi traz o novo A6 ao país até o final do ano
O diretor executivo da Audi Star, Roger Russowski, informa que o Audi A3, carro-chefe em vendas, continuará a ser produzido no Brasil até o final de 2005, quando o grupo Volkswagen decidirá se fabricará a nova versão no país, já lançada na Europa. Afirma também que novo Audi A6 será comercializado no Brasil depois de ser apresentado no Salão do Automóvel. O interior, totalmente reformulado, se aproxima do luxo total do A8, com o uso de madeira nobre nos painéis dianteiro e laterais, de couro, que recobre os bancos, e de alumínio escovado, que realça a sua esportividade. Conta, ainda, com o sistema de reconhecimento digital do A8, que determina a leitura das impressões digitais de quem liga o carro. A nova geração do A6 terá diversas versões de motores, como um V6, com injeção direta a gasolina e 255hp (Correio do Povo, Porto Alegre, 12 de agosto).

GM-Fiat WWP premia seus melhores fornecedores
A GM-Fiat World Purchasing, o braço de compras das duas empresas, reuniu ontem na rede de hotéis Hyatt, em São Paulo, cerca de 60 fornecedores. Houve premiações aos que mais se destacaram. Num painel logo à entrada do salão das homenagens, exibia-se um placar sobre a performance das propostas de melhorias contínuas implantadas nos últimos 12 meses. O painel lista a performance de 36 empresas. E, no rodapé, fazia uma observação: "os fornecedores que não estão na lista acima estão no vermelho, com índice zero" (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).

Fiat prevê aumento nas exportações automotivas
Cledorvino Belini previa para 2004 um aumento de "pelo menos 50% nas exportações". Ontem, satisfeito, mostrou números melhores. "Vamos crescer 80% a 90% em volume - passando de 40 mil unidades em 2003 para cerca de 70 mil este ano. E, em receita, sairemos de R$ 1 bilhão para R$1,7 bilhão". É pouco para quem, na década de 90, superava 100 mil veículos nas exportações? Belini responde: "Nossos maiores concorrentes são as próprias subsidiárias da Fiat. (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).

O gargalo é a falta de consumidor, diz Belini
Segundo Belini, a fábrica brasileira tem capacidade para montar de 2 mil a 3 mil veículos por dia e só produz 1,7 mil unidades. "Estávamos com 1,4 mil unidades e aumentamos par 1,7 mil com a contratação de 300 pessoas". E fez uma blague: "Para um país que já vendeu 1,9 milhão de carros em 1997 e vai ficar em 1,5 milhão, o gargalo é a falta de consumidor". (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).

Cresce a venda de carros usados
O mercado de veículos usados teve desempenho 3,36% superior em julho quando comparado ao mês anterior. Segundo a associação de revendedores independentes no Estado de São Paulo (Assovesp), o segmento está em ascenção já que comparado a julho de 2003 as vendas foram 17,29% maiores. Os carros populares representaram 67% do negócios fechados e no acumulado de 2004 a comercialização desses modelos foi 18,39% maior do que no mesmo período do ano passado. Os carros mais vendidos foram os situados na faixa dos R$ 20 mil, seguidos pelos modelos de R$ 25 mil, R$ 27 mil e R$ 24 mil. O valor médio dos negócios permaneceu, praticamente, estável. Ficou em R$ 22.800 em julho, contra a média de R$ 22.400 em junho (Diário de São Paulo, 11 de agosto).

Honda conquista quatro prêmios "New Car Honours"
A Honda confirmou seu prestígio no segmento automotivo inglês ao vencer quatro categorias na edição 2004 do "New Car Honours", que destaca os novos modelos disponíveis no mercado local e é realizado pela revista Auto Express, a maior publicação britânica especializada no assunto. O Honda Fit (chamado na Europa de Honda Jazz) foi escolhido pelo terceiro ano consecutivo como o melhor em sua categoria (Folha Online, 11 de agosto).

As perspectivas para o crescimento sustentado
A avaliação das montadadoras transmitida por Cledorvino Belini aos fornecedores é de um volume de 2,6 milhões de veículos em 2006 (as exportações ficariam estabilizadas em 600 mil unidades). Nessa perspectiva, o crescimento se daria no mercado interno: 1,5 milhão de unidades em 2004, 1,65 milhão em 2005 e 1,8 milhão de unidades em 2006, que somados às 600 mil unidades de exportação e mais 200 mil unidades de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas resultariam em 2,6 milhões de unidades (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).

Saldo da balança encolhe 40% no primeiro semestre
O setor de autopeças fechou o primeiro semestre com saldo comercial de US$ 81,6 milhões (40,6% abaixo dos US$ 137,9 milhões de superávit registrado no mesmo período de 2003), com exportação de US$ 2,684 bilhões e importação de US$ 2,602 bilhões - incluindo operações feitas diretamente pelas montadoras e as empresas de autopeças -, segundo dados preliminares Secex, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, do Sindipeças. Apesar disso o setor de autopeças em afirmar que fechará 2004 com superávit de US$ 700 milhões, com exportação de US$ 5,3 bilhões (11,1% maior que 2003) e importação de US$ 4,6 bilhões (6,5% superior a 2003). No ano passado o saldo comercial do setor foi de US$ 454 milhões. O faturamento estimado para 2004 é de US$ 14,2 bilhões, 14,5% superior aos US$ 12,4 bilhões registrados no ano passado.

Nissan Moco pode ganhar nacionalidade brasileira
Não é de hoje que a Nissan pensa em produzir um modelo compacto no Brasil. A intenção vem desde a inauguração da fábrica paranaense, em dezembro de 2001. E voltou à tona agora quando a marca reuniu jornalistas de todos os mercados onde ela atua para apresentar a sua gama de 70 carros. Foi uma espécie de intercâmbio de produtos entre os países em um evento feito para ressaltar que a Nissan é uma empresa global. Entre enormes picapes e utilitários-esportivos, três carrinhos urbanóides despertaram bastante a atenção dos brasileiros. Tratam-se do Moco, March e Cube³. Afinal, os dois primeiros têm grandes chances de serem feitos aqui. O Moco, oriundo da associação com a Suzuki no Japão, onde foi lançado em 2002, é um forte candidato a ganhar nacionalidade brasileira (Diário de São Paulo, 11 de agosto).

Carro 1.0 é fabricado para passar dos 300 km/h
Em outubro, um automóvel com motor 1.0 turbo desenvolvido pela FEI, de São Bernardo do Campo, e pela Dana, fabricante de peças automotivas, tentará quebrar a barreira dos 300 quilômetros por hora e estabelecer um recorde nacional de velocidade para a categoria. Nos Estados Unidos, a melhor marca está em 389 km por hora. "No ano que vem, vamos levar o carro para disputar nos EUA", disse o professor Ricardo Bock, da FEI, que coordena o projeto (Estadão, 10 de agosto).

Convênio permite identificar veículos que cruzam fronteiras
O ministro das Cidades, Olívio Dutra, assina nesta terça-feira (10), em Brasília, convênio que permitirá a identificação automática dos veículos que cruzam as rodovias nos pontos de fronteira entre o Brasil e outros países da América do Sul. Os equipamentos que permitem a identificação dos veículos foram instalados pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização) com o objetivo de recuperar veículos roubados e furtados, além de reprimir o crime e o descumprimento da legislação dos Sistema Nacional de Trânsito (SNT). A tecnologia utilizada para informar sobre os veículos, chamada de Projeto Fronteiras, é da Fenaseg. Um aparelho faz a leitura da base de dados dos sistemas Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) do Denatran, e do Infoseg (Informações sobre Segurança Pública), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Folha de S.Paulo, 10 de agosto).

Petrobras compra a Agip, que se chamará Sophia
A Petrobras oficializou ontem a compra por 450 milhões de dólares da Agip do Brasil e anunciou a mudança de nome da companhia que passará a se chamar Sophia do Brasil S/A. A modificação se deve a razões contratuais que impediam a estatal brasileira de manter o nome da subsidiária da italiana Eni. Rodolfo Landim, presidente da BR Distribuidora, a qual a Sophia ficará vinculada, presidirá a nova empresa. O vice será Abelardo Puccini, também da BR. Os demais diretores e gerentes serão mantidos. Com a aquisição da Agip do Brasil pela BR Distribuidora, a composição do mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) será: SHV (holandesa) 24,3%; Ultragaz (brasileira) 23,6%; Sophia do Brasil (brasileira) 21,8%; Nacional Gás Butano (brasileira) 19,1%; Copagas (brasileira) 7,3%; e outras, 3,5%. No mercado de postos de serviços, lojas de conveniência e lubrificantes os percentuais não obedecem a uma transferência direta de participação (Correio do Povo, Porto Alegre, 10 de agosto).

Dirigente comenta a situação da Fiat
A Fiat padece de "um mal desempenho crônico", com estrutura "pouco funcional" que é "totalmente inadequada", disse, semana passada, numa conferência, ao comentar o 11º trimestre consecutivo de perdas, o principal executivo da empresa Sergio Marchionne. Ele é o quinto a ocupar o cargo em apenas dois anos. O pagamento das parcelas da dívida ameaça os resultados de 2005 e 2006. A Fiat, com sede em Turim, não se anima a recorrer aos titulares de bônus em busca de dinheiro novo há mais de dois anos. Tem de cumprir as suas obrigações com os bancos credores na forma de títulos obrigatoriamente conversíveis que poderão diluir os ativos de seus atuais acionistas em um terço. A Fiat deve aos titulares de bônus mais de US$ 11 bilhões (Gazeta Mercantil, 9 de agosto).

A Garret paga mais por peça fundida para manter produção
Garret, fabricante de turbocompressores está absorvendo reajustes nos preços das peças fundidas em consequência do aumento de 200% repassado pelas mineradoras às empresas de fundição. Em janeiro deste ano o quilo do minério custava R$ 33. Em julho valia R$ 99. "As empresas de fundição estavam negando a entrega do produto sem o aumento do preço", disse Ricardo Rampaso, gerente de suprimentos da empresa. Por não ter chegado a um consenso nas negociações de preços com seus fornecedores a Garret chegou a reduzir em 40% a produção de turbos, de 1 mil para 600 unidades na semana passado nos dois dias que parou a produção por falta de matéria-prima. "A redução do volume não chegou a afetar as montadoras", garantiu Rampaso. Para continuar recebendo as carcaças de turbinas - a parte externa do turbocompressor -, a Garret concordou em reajustar o preço. Com isso sua fábrica de Guarulhos, na reguão da Grande São Paulo, normalizou a produção (Gazeta Mercantil, 9 de agosto).

Lucro da siderurgia cresce 62% até junho
O lucro da siderurgia cresceu 62,3% no primeiro semestre de 2004, comparado a igual período de 2003, considerando os balanços já divulgados de oito empresas, conforme levantamento da Economática. O grupo, que inclui três dos maiores grupos siderúrgicos do país (Gerdau, CSN, CST), responde por 62% do valor de mercado da siderurgia nacional. Segundo balanços financeiros, o lucro líquido do setor já chega a R$ 2,9 bilhões, ante R$ 1,7 bilhão do mesmo grupo de companhias no primeiro semestre de 2003 (Correio do Povo, Porto Alegre, 9 de agosto).

Stop & Start, a grande inovação no Salão de Paris
Dentro de um mês, no Salão de Automóvel de Paris, vai surgir uma inovação tecnológica que promete ser uma das mais importantes da primeira metade do Século XXI. Apesar disso, vem sendo anunciada com discrição. Até agora, modelos híbridos que funcionam por meio da combinação, gerenciada eletronicamente, de um motor elétrico e um motor convencional a combustão interna tem atraído muito mais a atenção. Além do pioneiro Toyota Prius, seguido pelo Honda Insight, a Ford acaba de lançar o primeiro utilitário esporte híbrido, o Escape. (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto). Leia mais...

Pontos positivos da nova Ranger estimulam o segmento
Acirrada a briga entre os cinco modelos de pickups médias com a chegada da nova Ranger. Frente imponente é igual ao modelo americano. Interior ficou bem melhor, em especial para quem viaja atrás na cabine dupla: os pés podem se acomodar debaixo dos bancos dianteiros. Estes agora recuam mais 7 cm. Até encostos de cabeça são reguláveis. Foi feito ótimo trabalho de engenharia nas suspensões. O nível de vibração também melhorou na Ranger: 94% delas usam motor diesel, 98% têm cabine dupla e 78%, tração 4x4. Nessa categoria utilização é maior como transporte pessoal e familiar. Novo motor International de 3 litros (atual 2,8 litros) ficou para abril de 2005. “Trunfo” contra a nova Toyota Hilux que estréia primeira estrutura monobloco entre pickups médias (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).

Monovolume Idea terá base mecânica da Palio Weekend
O monovolume Idea para combater Meriva e Fit, a partir do primeiro semestre do próximo ano, será praticamente igual ao modelo italiano pelo lado de fora. Por razões de custo, base mecânica virá da Palio Weekend. E até o painel interno também será aproveitado do modelo nacional. Fiat deve exibir o carro no Salão de São Paulo, de 21 a 31 de outubro próximos (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).

Mercado de locação em alta, com tarifas em baixa
O mercado de locação de automóveis continua em firme expansão. Nos últimos dez anos, preço da diária caiu até 35%, segundo empresas do setor. Tarifas altas de antes limitavam o interesse a turistas estrangeiros. Para as locadoras, custos de manutenção mais baixos são um dos motivos para que o aluguel esteja atualmente entre os mais baratos do mundo (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).

Fila de espera para adquirir o Hummer na Rússia
Sinal dos tempos: Hummer, versão civil do jipão Hummvee do exército americano, está sendo lançado na Rússia. Produção em Kaliningrado, cidade que oferece muitas vantagens fiscais, numa associação entre GM e Avtotor. Fila de espera é grande. Das mesmas instalações saem produtos da BMW e da Kia (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).

Indústria automobilística cria 6 mil empregos
Depôs de três anos seguidos de cortes, a indústria automobilística começou a mostrar que acredita no crescimento econômico sustentável. Nas últimas semanas, o setor retomou a contratação de funcionários e anuncia novos turnos de trabalho, em substituição às horas extras, expediente usado em períodos de recuperação sem criação de empregos. Em julho, as montadoras contrataram 1298 trabalhadores. No ano, são 6 mil novas vagas, somando 96,8 mil empregados. Essa indústria já teve mais de 140 mil funcionários no fim dos anos 80, período em que o País abrigava 7 montadoras, com produção de cerca de 1 milhão de veículos. Hoje são 18 marcas, com produção prevista de 2,1 milhões de unidades, um recorde histórico (Estadão, 9 de agosto).

Açúcar e álcool entram em nova era de prosperidade
Quase três décadas depois do lançamento do maior programa de energia renovável do mundo, o Proálcool, o setor sucroalcooleiro vive nova onda de otimismo e atrai investimentos de peso para o País. Até 2010, a previsão é que o volume de recursos aplicados no setor atinja US$ 6 bilhões, a área plantada, hoje de 5,5 milhões de hectares, aumente em 2 milhões de hectares, e a produção de cana-de-açúcar tenha um acréscimo de 160 milhões de toneladas, chegando a 519 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única). Resultado disso será a criação de pelo menos 400 mil empregos diretos e exportações de US$ 4 bilhões. Segundo dados de sindicatos e associações do setor, hoje cerca de 40 novas usinas estão em projeto no País, especialmente na Região Centro-Sul. Parte delas já está em construção e algumas devem começar a operar até o fim deste ano (Estadão, 8 de agosto).

Porto preocupa exportador. Mais do que barreira.
As cem maiores empresas importadoras e exportadoras brasileiras apontam os problemas de infra-estrutura e logística, especialmente no setor portuário, como o principal gargalo para o crescimento das exportações no País. Pesquisa concluída esta semana pelo Centro de Estudos em Logística (Coppead/UFRJ), revelou que este foi o item mais criticado (48%) pelas empresas, seguido pelas dificuldades de venda no exterior (21%), pelas barreiras impostas por outros países à entrada dos produtos (18%) e pela limitação da capacidade de produção (13%). Diretor do centro e coordenador de pesquisa, o professor Paulo Fleury, especialista em logística, estima, em no mínimo, US$ 2 bilhões por ano os recursos desperdiçados pelas empresas somente com custos adicionais em operações de comércio exterior nos portos brasileiros. Pelos cálculos desenvolvidos na Coppead, apenas para evitar perdas maiores – e garantir um crescimentos do PIB entre 3% e 4% ao ano – seriam necessários investimentos anuais em transporte e logística entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões (Estadão, 8 de agosto).

Resultado adia pedido de ajuda ao governo
Com tantos dados positivos, inclusive na criação de empregos, as montadoras devem adiar a intenção de levar ao governo projeto com propostas de redução de impostos e linha de crédito acessível para a compra de carros. Representantes do setor devem se reunir com Lula futuramente - a convite do próprio presidente -, mas sem o projeto de uma política industrial que está sendo preparado há vários meses. "Não temos uma proposta fechada e nem pretendíamos apresentar nada agora", diz o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb. (Estadão, 6 de agosto).

De novo revistos números de produção e exportação
A indústria automobilística deve fechar 2004 com desempenho recorde de exportação e produção. Com os resultados crescentes das vendas externas no primeiro semestre, a Anfavea, associação que representa as montadoras no País, revisou pela segunda vez suas estimativas neste ano. A receita com exportações, que antes se esperava US$ 6,9 bilhões - US$ 5,6 bilhão só de veículos -, subiu para US$ 7,5 bilhões - US$ 5,9 bilhões com vendas de veículos -, um crescimento de 36% sobre 2003. Já a previsão de produção saltou de 1,9 milhão para 2,1 milhões de unidades, alta de 15% em relação a 2003. Em julho as exportações de veículos atingiram US$ 563,737 milhões, 1,7% superior a junho deste ano. Em volume o embarque foi de 62.216 unidades. Nos sete meses a receita foi de US$ 3,347 bilhões, 45,5% acima dos US$ 2,301 bilhões registrados no ano passado, e os embarques totalizaram 340.302 unidades. Deste total, 14.282 são caminhões, com alta de 142,9% em relação a igual período de 2003. Com 5.807 unidades, os embarques de ônibus cresceram 21,4% no período. A produção de julho foi 0,7% maior que junho, com 188.610 veículos. No acumulado dos sete meses o volume foi de 1,226 milhão, 18% superior ao mesmo período de 2003 (Gazeta Mercantil, 6 de agosto).

Capacidade ociosa das montadoras está abaixo dos 40%
Para o mercado interno, a Anfavea mantém as projeções de vendas de 1,54 milhão, 7,8% superior a 2003. Apesar de julho ter sido o melhor mês de vendas dos últimos seis anos, com 133.844 veículos - 2,4% a mais que junho deste ano - mesmo assim a Anfavea não está otimista em relação ao mercado interno. No acumulado do ano as vendas internas somaram 856.927 unidades, 12,3% a mais que em 2003. Carros bicombustível e a álcool tiveram 11% de aumento de vendas - 31.183 junho em para 34.619 em julho, garantindo 28,7% de participação no total comercializado. Com o aquecimento do setor a capacidade ociosa das montadoras já está abaixo dos 40% e o nível de emprego aumentou de 83.219 em junho para 84.226 em julho, com a contratação de 1.007 pessoas (Gazeta Mercantil, 6 de agosto).

Marcopolo prevê produzir 15,5 mil carrocerias
A Marcopolo responsável por mais da metade das carrocerias de ônibus feitas no País prevê que sua produção mundial para este ano de 2004 seja de 15,5 mil unidades - 6,6 mil para o mercado externo e 8,9 mil para o interno. Este volume é 7,9% superior a 2003. No 1º semestre o vol