
AGOSTO 2004
Fiat
exportará CKD para Venezuela
A Fiat Automóveis, instalada em Betim (MG), que sempre teve boa
presença na Venezuela, está começando a retomar tal
condição. A montadora formalizou acordo com a
Comercializadora Todeschini, importador local da marca, para a montagem
do Uno 1.3 a partir
de CKD''s mandados do Brasil. O mercado venezuelano de automóveis
e comerciais leves, que já foi de 217 mil unidades em 2001, despencou
para 63,8 mil unidades ano passado e, em 2004, deverá chegar a
100 mil unidades. A recuperação está sendo possível,
em parte, por causa de incentivos fiscais dados pelo governo para carros
de baixo custo - batizados de "carro familiar" e montados localmente
(Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Dana
cria novos turnos para exportar
A Dana pretende aumentar a participação das exportações
nos resultados da empresa no Brasil. Do faturamento de US$ 540 milhões
previsto para este ano, 22% serão garantidos pelas vendas ao mercado
externo. "A estratégia é que as exportações
representem 1/3 dos negócios da companhia no Brasil", diz
o presidente da empresa, Hugo Ferreira. Para 2005, dos US$ 600 milhões
estimados, 28% serão provenientes de negócios fechados no
exterior. Em 2006, a meta é que as exportações representem
30% dos resultados. "Quero que o terceiro turno da unidade de Diadema
seja dedicado à exportação", disse Ferreira.
Das cinco fábricas que mantém no Brasil, a que mais exporta
é a de Gravataí - a Dana Albarus -, que faz eixo cardan,
junta de motor, anel de pistão, eixo e transmissão para
veículos fora-de-estrada e bronzinas (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Argentina
quer carros fora do livre comércio
O governo argentino não quer o livre comércio de automóveis
no Mercosul a partir de 2006, como prevêem os acordos do bloco comercial
do Cone Sul. A Argentina considera que o comércio automotivo –
atualmente limitado por uma série de restrições –
deveria permanecer como está. Os assessores do presidente Nestor
Kirchner afirmam que se, no cenário atual, onde existem limitações
o Brasil “leva vantagem”, em um panorama de livre comércio
o mercado argentino seria totalmente dominado pelos veículos e
autopeças brasileiros. Conforme Alberto Dumont, secretário
de Indústria e Comércio, em 1994 a participação
no mercado argentino de veículos produzidos no Brasil era de 20%.
“Mas, hoje é 60.” Os automóveis argentinos,
que em 1998 chegaram a 11% do mercado brasileiro, atualmente não
alcançam 3%. “Ou seja, a Argentina parece ter contribuído
para o desenvolvimento do mercado de seu principal sócio. Mas,
se a gente ver quanto o mercado brasileiro contribuiu para o desenvolvimento
da indústria automotiva Argentina, percebemos que não foi
muita coisa” (Estadão, 31 de agosto).
Sinfavea
ainda negocia com montadoras
O Sinfavea (sindicato que representa as montadoras) propôs
na quarta rodada de negociação com os 46.150 trabalhadores
de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Caetano do
Sul, Tatuí e São Carlos, realizada na sexta-feira, 7% de
aumento mais um abono limitado a tetos salariais. Apesar de considerar
um avanço em relação às propostas apresentadas
até agora, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, José Lopez Feijóo, disse que a proposta ainda está
longe da pauta de reivindicações apresentada pela categoria
à bancada patronal."O avanço é tímido.
E já deixamos claro que não aceitamos teto salarial",
disse Feijóo (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
Mercedes
Classe A supera meta de pedidos
A Mercedes-Benz já tem carteira de pedidos de 50 mil unidades da
segunda geração do Classe A, dez semanas após o início
das vendas na Europa Ocidental, segundo informou a empresa. Só
na Alemanha a Mercedes tem 32 mil encomendas. A montadora esperava a princípio
vender 50 mil veículos deste modelo em 2004, mas atingiu o objetivo
apenas dez semanas depois de ter entrado no mercado. A nova versão
do Classe A tem carroceria mais dimensionada que o modelo original, que
depois de seu lançamento em 1997 teve que ser retirado da circulação
durante três meses para modificação da suspensão
para melhorar a estabilidade (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
GM
e Volkswagen tentam congelar salários na Europa
Os executivos da Volkswagen ofereceram congelar seus próprios salários
por dois anos em uma tentativa de ganhar o apoio dos trabalhadores a um
plano de contenção de custos. Apesar disso, líderes
sindicais avaliam que a medida é uma "tática de distração".
O salário geral dos administradores da maior montadora européia
ficará estável se os 103 mil funcionários das seis
fábricas da Volkswagen no Oeste da Alemanha aceitarem o mesmo congelamento
de salário nas negociações do próximo mês,
informou a companhia. Também na ultima sexta-feira, a General Motors
confirmou notícia publicada pelo jornal Bild sobre planos de sua
unidade alemã Adam Opel para a suspensão de aumentos de
salários até 2009, aumento da carga horária para
40 horas semanais, sem compensação, e fim de pagamento de
bônus para funcionários do turno da noite como parte de suas
exigências para negociar com os metalúrgicos. A posição
da GM fortalece as negociações da Volkswagen, que prevê
medidas mais brandas de contenção de custos (Gazeta Mercantil,
30 de agosto)..
Embraer
vai abrir 600 postos de trabalho
A fabricante de aviões Embraer vai contratar 600 funcionários,
informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José
dos Campos. Segundo a entidade, 500 contratações são
de pessoal terceirizado, que será efetivado, e 100 são novas
vagas. A Embraer, que emprega 14,2 mil trabalhadores na fábrica
de São José, interior paulista, revelou que não comentaria
o assunto. Conforme o sindicato, as contratações fazem parte
do acordo após a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) constatar
que havia funcionários terceirizados na produção,
o que é proibido pela convenção dos metalúrgicos.
No início do mês, o governo americano anunciou a vitória
da Embraer na licitação para fornecimento de 58 aviões
de inteligência para o país. As peças seguirão
do Brasil para serem montadas em unidade do grupo na Flórida (Correio
do Povo, 30 de agosto).
As
novas tendências na indústria automobilística - 1
Ter uma idéia do futuro é um objetivo perseguido em todas
as atividades econômicas, mas particularmente vital para os fabricantes
de carros. Incertezas, volatilidades, frustrações, ansiedades,
tudo pode causar impacto e influenciar nos resultados com conseqüências
severas no nível de investimento em cada mercado. No seminário
As Novas Tendências na Indústria Automobilística,
organizado dia 23 de agosto em São Paulo, SP pela SAE Brasil, a
sociedade de engenheiros da mobilidade, ficou patente a complexidade do
tema e que não está apenas nas decisões dos elos
da cadeia de produção a sustentabilidade do próprio
negócio. O cenário torna-se ainda mais complicado porque
as soluções interagem com a sociedade, o governo e o mundo
acadêmico, além de não existir uma saída única
aplicável em todas as regiões, conforme lembrou Holger Westendorf,
vice-presidente de Desenvolvimento da Volkswagen. Nos mercados maduros,
que crescem menos de 1% ao ano, a melhor forma de fazer dinheiro é
superar os concorrentes. Nos EUA, por exemplo, ganhar um ponto porcentual
de participação significa lucrar um bilhão de dólares.
Na China, ao contrário, as vendas sobem com muita força
(meio abalada no último trimestre) e todos estão sorrindo,
mesmo aqueles que perdem um pedaço do bolo. Nos países com
alta taxa de motorização é necessário criar
fatos novos, às vezes ilusórios. Pode ser um modelo híbrido
que associa um motor a combustão e um elétrico ou a era
da tração elétrica pura alimentada por pilhas a combustível
hidrogênio (fuel cell), respostas ao petróleo caro (Fernando
Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).
As
novas tendências na indústria automobilística - 2
David Breedlove, diretor de Engenharia da Ford, disparou na sua palestra:
“Estamos muito longe do hidrogênio como solução
abrangente. Cada cavalo de potência liberado numa fuel cell custa
100 vezes mais caro em relação à gasolina.”
A tendência de curto prazo é o aumento de segurança
graças ao advento de sensores capazes de prever a severidade de
um acidente para gerenciar airbags e cintos, estes com quatro pontos e
infláveis. Mais adiante chegam os sistemas de visão avançada
e de proteção de pedestres. Mesmo assim o preço dos
automóveis tem que subir pouco. No Brasil, além do motor
flex, ele prevê uma tendência para a caixa de câmbio
manual automatizada e utilização de materiais mais leves.
Diretor da Engenharia de Produtos da GMB, o brasileiro William Bertagni
aponta as mulheres e as pessoas mais velhas como dois dos públicos
que merecerão atenção crescente, uma tendência
que também ocorre no País por razões demográficas
e econômicas. Nos próximos dez anos, em mercados ricos, haverá
nos carros diversos alarmes contra colisão, derrapagem, distração
do motorista e invasão de faixa. Para tanto a eletrônica
subirá de 10% para 35% dos custos de produção, o
que de alguma forma deverá ser compensado. Sistemas de informação
de tráfego, inclusive comunicação entre veículos,
já não parecem tão distantes (Fernando Calmon, Alta
Roda, 30 de agosto).
As
novas tendências na indústria automobilística - 3
Parte do seminário, no entanto, se desviou para a difícil
conjuntura atual, sobre o conhecido problema da falta de rentabilidade
e nos gargalos por falta de investimento. Sem contar a queixa geral contra
a infra-estrutura brasileira de transportes. O diagnóstico é
fácil: muitos anos de baixo crescimento econômico, juros
altos e impostos crescentes. Nos próximos três anos a tendência
é de recuperação. Como administrar os conflitos até
lá são capítulos de uma longa e interminável
novela (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).
SUV
pode pagar mais para circular em Londres e Paris
Londres e Paris estudam impostos elevados para quem circular com utilitários
esporte (SUV) nas ruas das cidades. Políticos criticam o tamanho
dos SUVs no trânsito congestionado e danos causados a outros veículos
em acidentes. Representam 6% das vendas atuais. Questão de cultura:
nos EUA, jipes representam 30% e há menos reações
contrárias (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).
Os
utilitários compactos avançam no mercado
Enquanto isso, utilitários compactos continuam sua invasão.
Hyundai inicia comercialização agora nos EUA e Europa do
Tucson, mesmo porte do EcoSport, que lá fora compete com Honda
CR-V e Toyota RAV4, entre outros. Estilo é um de seus pontos fortes.
Será exibido no Salão do Automóvel de São
Paulo, mas importação só em 2005. Candidato a produção
local (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).
Combustível
mais barato a um quilômetro de distância
Tempos de gasolina cara e em véspera de aumento valorizam ferramentas
de consulta de preços. Um deles — www.buscape.com.br —
permite encontrar combustível mais barato num raio de mil metros
em torno de um endereço ou numa pesquisa de rota. Melhor ainda
para quem possui Internet no celular. Serviço em grandes cidades
de São Paulo, Minas, Rio e Paraná (Fernando Calmon, Alta
Roda, 30 de agosto).
A Toyota agora empresta dinheiro para banco
Bancos socorrem empresas endividadas ou que necessitam de dinheiro para
investir. Maioria das fábricas de veículos no mundo depende
deles de uma forma ou de outra. Exceção da Toyota. Sua situação
financeira é tão sólida que vai ajudar com empréstimo
o banco japonês UFJ, no qual tem participação minoritária
no capital. Curiosa inversão de papéis (Fernando Calmon,
Alta Roda, 30 de agosto).
Mais
intensa a crise na união Daimler-Mitsubishi
A união entre a DaimlerChrysler e a Mitsubishi parece ter entrado
numa crise que pode diminuir a colaboração entre as duas
empresas. Fontes da DaimlerChrysler garantiram desconhecer que a Mitsubishi
queira limitar seus projetos em manufatura, compra de componentes e distribuição,
conforme publicou o jornal japonês Nihon Keiza. A Mitsubishi também
não confirmou as informações do jornal, mas garantiu
que atualmente estão sendo revistas as condições
dos acordos de cooperação já existentes e que a companhia
estuda diversas possibilidades de trabalho conjunto no campo dos veículos
médios. A participação da DaimlerChrysler na Mitsubishi
Motors caiu de 37% para cerca de 20% desde o mês de abril passado
(Gazeta Mercantil, 27 de agosto).
Expansão
da economia aquece setor de caminhão
A Volvo, maior fabricante européia de caminhões, anunciou
que as entregas de veículos aumentaram 22% nos primeiros sete meses
do ano, já que as transportadoras na América do Norte e
Europa renovaram as frotas antigas, em meio ao crescimento econômico.
As entregas de janeiro a julho aumentaram para 105.423 unidades, disse
a empresa em um relatório. Em julho, as vendas avançaram
24%, para 12.856 caminhões (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).
GM
não precisa repassar carga de veículos novos
A General Motors do Brasil não está mais obrigada a repassar
10% da carga de veículos novos produzidos na fábrica de
Gravataí - normalmente transportada por empresas filiadas à
Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos
(ANTV) - para outras transportadoras desvinculadas dessa entidade. A determinação
é do ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), que concedeu liminar à associação
suspendendo a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(TRF-4), em Porto Alegre, que obrigava a montadora a fazer o repasse.
Além disso, o juízo de Porto Alegre também havia
proibido que as empresas que viessem a preencher essa cota contratassem
cegonheiros filiados ao Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sindicam),
que reúne 70% da categoria em todo o Brasil (Gazeta Mercantil,
27 de agosto).
Setor
automotivo puxa produção em autopeças
O bom desempenho do setor automotivo está puxando a produção
nas empresas de autopeças. Esse é o caso a Vitrotec Vidros
de Segurança, empresa que fabrica pára-brisas para ônibus.
Números da empresa mostram que a produção do primeiro
semestre registrou um aumento de 38% em relação ao mesmo
período de 2003. "A produção média mensal
de pára-brisas subiu de 3.770 em 2003 para 5.200 em junho",
disse o gerente comercial de laminados da Vitrotec, Rogério da
Silva Marcondes. "Esperamos encerrar o ano com 10 mil pára-brisas
ao mês", afirma (Folha Online, 27 de agosto).
Deu
Skaf na Fiesp e Vaz no Ciesp
Foram necessários 10 minutos para que, pela primeira vez na história,
um candidato de oposição vencesse as eleições
na Fiesp. O presidente da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil (Abit), Paulo Skaf, recebeu 70 votos, contra 52 do candidato
da situação, Claudio Vaz, apoiado pelo atual e por vários
ex-presidentes. Só que, também pela primeira vez, Vaz venceu
as eleições no Centro das Indústrias (Ciesp), provocando
situação inédita. Alguns empresários falam
em “crise de governabilidade”. O presidente eleito da Fiesp,
que tomará posse em 27 de setembro, disse que não há
risco de divisão. “Temos de defender os interesses do Brasil
e dos produtores. Vamos costurar grandes parcerias com a sociedade e com
os trabalhadores”, disse Skaf que há meses vinha afirmando
que ganharia a eleição. O empresário cobrou mudanças
na política econômica. “O Brasil não cresce
há 25 anos. E crescimento não pode ser com aumento de carga
tributária, sem crédito e com juros altos.” (Diário
de São Paulo, 26 de agosto).
Prévia
aponta para alta nas vendas em agosto
O balanço de vendas dos 20 primeiros dias de agosto mostra que
o mercado cresceu em torno de 4% sobre o mesmo período de julho.
Até a última sexta-feira os números preliminares
do Renavan registram 85.888 unidades de carros e comerciais leves vendidos,
o que significa um movimento diário de 5.725 unidades (a média
do mês anterior foi de 5.504). Em julho, nesse mesmo período
(que representa 15 dias úteis), foram vendidos 82.564 unidades.
Nos primeiros vinte dias do mês a Fiat lidera com 20.883 unidades
com a GM colada em segundo lugar, com 20.153 unidades e a Volks com 19.552,
em terceiro. A Ford, bem mais distante, vendeu 9.711 unidades até
dia 20 (Joel Leite, Agência AutoInforme, 26 de agosto).
Toyota
investe em quatro países emergentes
A Toyota Motor informou que vai investir US$ 723 milhões juntamente
com suas fornecedoras para duplicar a produção na Tailândia,
como parte do plano de fabricar mais veículos em países
de mercados emergentes e reduzir custos. A Toyota vai elevar a produção
na Tailândia, Indonésia, África do Sul e Argentina
em quase um terço no ano que vem, para 510 mil automóveis,
minivans e picapes, ou cerca de 8% de sua produção mundial.
Para dar esse salto a empresa vai utilizar sistemas de chassis e motor
semelhantes e peças compartilhadas para reduzir os custos. A expansão
da produção nos mercados emergentes pode também reduzir
os salários para apenas uma fração do que a Toyota
paga no Japão e evitar os impostos sobre importações
(Gazeta Mercantil, 26 de agosto).
Brasileira
Dyna vende mais a alemães
A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de pára-brisa,
acaba de fechar um dos maiores contratos de exportação de
toda a história da empresa. O negócio foi celebrado com
a Aldi, um dos maiores grupos da Alemanha, que fatura € 6 bilhões
por ano e atua em vários segmentos de negócios, além
do setor de autopeças. "É a primeira encomenda, com
1,35 milhão de unidades, a ser entregue de uma só vez para
um único cliente naquele país", disse o presidente
da empresa, Marc Nacamuli. O negócio representa 10% de toda a produção
da empresa (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).
Carros
médios são os mais desvalorizados
O carro médio é o que mais desvaloriza no mercado de usados,
conforme pesquisa da Agência AutoInforme divulgada na semana passada.
O estudo, feito com na cotação de preços da Molicar,
mostra que modelos como Vectra, Marea, Golf, Megane, Scénic e Focus
estão entre os que mais perderam valor em julho. O Vectra CD 2.2
automático, ano 2003, teve uma das maiores desvalorizações
no mês: o seu preço caiu de R$ 48,8 mil para R$ 46 mil, uma
redução de 5,3%. O Golf 2.0 Comfortline ano 2001 foi o segundo
mais desvalorizado. O preço caiu de R$ 31,8 mil para R$ 30 mil,
queda de 5,6% (Agência AutoInforme, 26 de agosto).
O
desafio de adequar as plataformas ao mercado local
O desafio das montadoras instaladas no Brasil é criar veículos
adaptados para o mercado doméstico e ao mesmo tempo 'exportáveis',
utilizando plataformas globais. De acordo com o presidente da Anfavea,
Rogelio Golfarb, a indústria precisa produzir veículos com
alta tecnologia, alta qualidade e preço mais baixo. Segundo ele,
o Brasil tem uma base automotiva como poucos países no mundo, com
17 montadoras produzindo, cerca de 500 fornecedores e uma engenharia capaz
de desenvolver produtos locais. O país só não tem
uma produção própria de plataformas, já que
as montadoras lançam plataformas mundiais a partir das matrizes.
'Não acho que o Brasil tenha necessidade de produzir plataformas
locais; nosso maior desafio é pegar essa plataforma e transformar
o veículo no novo produto regional, que também pode ser
exportado; ou seja, a tecnologia global com a aplicação
regional', comentou Golfarb (Correio do Povo, Porto Alegre, 26 de agosto).
Retomada
da Iveco já traz resultado positivo
A Iveco,
o braço de veículos comerciais do grupo Fiat, conseguirá
em 2004 um resultado financeiro equilibrado na operação
da América do Sul, onde o Brasil responde por 70% de um negócio
anual com receita de US$ 300 milhões, cerca de 2,5% do total da
Iveco no mundo. Desde que retomou a produção no Brasil (em
Minas Gerais) no ano de 1997 - depois de deixar o País em 1985
e fechar a fábrica do Rio - é a primeira vez que conseguirá
resultado positivo. A boa notícia foi dada ontem em Curitiba pelo
presidente da Iveco para América do Sul, Jorge Vicente Garcia,
ao participar do lançamento do caminhão pesado Stralis HD
450S38T, de 45 toneladas brutas, montado na Argentina com motor eletrônico
de 380 cv, com cabine importada (em partes) da França e motor trazido
da Itália. O Stralis começa com índice de nacionalização
de 42% e em 2005 terá mais componentes brasileiros para que se
habilite a obter recursos da linha Finame do BNDES (Gazeta Mercantil,
25 de agosto).
Eurocargo
vai usar motor da MWM
Em outubro lançará um caminhão EuroCargo para competir
no mercado de semipesados, a segunda categoria mais vendida no Brasil.
A novidade é que o veículo terá motor MWM, de 206
cv. "Estamos quebrando paradigma. Poucas vezes na história
da Iveco utilizamos um motor que não é nosso", disse
o presidente da empresa. Em 2005, a Iveco terá um segundo veículo
com motor MWM, de 306 cv. Será um cavalo-mecânico pesado
(na faixa de 42/43 toneladas brutas) para entrar no nicho hoje só
disputado pela Volkswagen e Ford (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).
Vendas
de importados em queda
As vendas de automóveis de passeio importados no acumulado do ano
— entre os meses de janeiro e julho — não têm
apresentado números satisfatórios. Houve uma queda de 42,7%,
quando comparado ao mesmo período de 2003. Nos primeiros sete meses
deste ano foram comercializadas 17.152 unidades ante 29.940 do ano passado.
A alta do dólar e os juros elevados dos financiamentos têm
afastado o consumidor brasileiro das compras, principalmente entre os
modelos mais luxuosos. No segmento de comerciais leves, em contrapartida,
o desempenho foi positivo com elevação de 5,3%. Neste ano
foram vendidas 14.731 unidades e em 2003, 13.933 unidades. Dados da Anfavea
mostram que o mercado global de importados — que inclui veículos
leves, automóveis de passeio e comerciais leves — registrou
a venda de 33.021 unidades no acumulado de 2004. Tal desempenho foi 26,6%
inferior aos sete primeiros meses de 2003, quando foram computadas 44.964
unidades vendidas (Diário de São Paulo, 25 de agosto).
Ford
e a bonificação por metas
A Ford Motor modificará a forma como remunera as concessionárias
de automóveis no próximo ano, pagando comissões mais
altas aos distribuidores que excederem as metas de vendas, afirmou o presidente
da divisão Ford, Steve Lyons. O ajuste poderá economizar
para a fabricante de Dearborn, Michigan cerca de US$ 350 milhões
ao ano, cerca da metade do que a empresa gastou com os incentivos aos
distribuidores, informaram fontes familiarizadas com o programa (Gazeta
Mercantil, 25 de agosto).
Nova
Kia Besta chega em setembro
A nova Kia Besta começaa ser vendida na primeira quinzena de setembro.
O motor e o câmbio são os mesmos, mas o visual está
bem diferente. Entre as mudanças estão a nova frente, faróis
e lanternas traseiras, além de proteção adicional
no pára-choque traseiro, porta corrediça com trava de segurança,
função “um toque” no vidro do motorista, porta-copos
no painel dianteiro, hodômetro digital, painel de instrumentos remodelado
(Diário de São Paulo, 25 de agosto).
Volks
anuncia corte de custos na Alemanha
O grupo Volkswagen, em outros tempos conhecido como a vitrine social da
Alemanha, enfrenta uma de suas mais sérias crises sociais do pós-guerra.
Inspirada pelo diretor de Recursos Humanos, Peter Hartz, a empresa anunciou
medidas drásticas prevendo redução de 30% dos custos
de pessoal até 2011, atingindo 103 mil empregados cujos salários
devem ser congelados por 2 anos. Horas extras não serão
mais pagas com base em 35 horas semanais de trabalho, mas a partir de
40. Espera-se economia de € 2 bilhões. Para Hartz, amigo pessoal
do chanceler Gerhard Schroeder, “os tempos mudaram”, sendo
indispensável uma adaptação. Mas essa não
é a opinião do sindicato IG Metall, que já cedeu
no caso Daimler-Benz e Siemens, negociando um aumento do tempo de trabalho
para preservar empregos, mas agora considera o projeto Volks “totalmente
irrealista” (Estadão, 25 de agosto).
Indústria
avalia preço da tecnologia
Um dos grandes desafios da indústria automobilística em
todo o mundo é produzir veículos que tenham maior conteúdo
tecnológico, mais qualidade e preço menor. "As empresas
estão desenvolvendo novas tecnologias e, para ser competitiva paga-se
um custo maior", disse o presidente da Anfavea (associação
que representa as montadoras no País), Rogélio Golfarb,
durante o seminário sobre "As novas tendências na indústria
automobilística", promovido pela SAE Brasil em São
Paulo. Para o presidente da Anfavea, além da corrida por melhoria
contínua, pela inovação e qualidade, as montadoras
também têm que ir em busca dos consumidores. "Todos
querem fechar acordo de exportação para aumentar a sua base
global de consumidores e a indústria automobilística brasileira
precisa continuar negociando para a expansão deste comércio
porque o País tem qualidade". Sobre a discussão de
se manter plataformas globais de produção no País,
o presidente da Anfavea disse que para desenvolver novas plataformas é
preciso ter escala mundial, o que não é o caso do Brasil.
"O mais atual é se falar em tecnologia global, que seja adaptada
aos veículos de acordo com as características de cada região",
disse Golfarb (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Em
defesa da redução na carga tributária
Para o presidente do Sindipeças (sindicato que representa as autopeças),
Paulo Butori, "mais do que incorporar tecnologia nos veículos
é preciso brigar para reduzir os 45% de carga tributária
das autopeças".Embora o setor automotivo brasileiro ainda
esteja no vermelho, em razão da baixa rentabilidade, mesmo assim
o presidente da Anfavea disse que é preciso continuar o ciclo de
investimentos - de 1994 até hoje foram investidos US$ 27 bilhões
no setor (US$ 17 bilhões pelas montadoras e US$ 10 bilhões
pelas autopeças) -, para não perder o mercado internacional
para os concorrentes. Caso contrário,"vamos deixar de ser
vendedores e passar a ser compradores", destacou Golfarb. Para o
mercado interno, que ainda continua com vendas muito abaixo do que se
espera - a previsão é de fechar o ano com 1,540 milhão
de veículos vendidos -, Golfarb insiste na necessidade de se reduzir
a carga tributária para que o mercado decole e tenha crescimento
sustentável. "Crescimento é um problema estrutural
e isso só se resolve com uma política de médio e
longo prazo". Com base no ritmo atual da indústria automobilística
o presidente do Sindipeças sinaliza um 2005 melhor para o setor,
com crescimento de 8% na produção sobre os 2,1 milhões
veículos a serem produzidos neste ano. "Isso não é
uma bolha de crescimento", garante Butori, que prevê para os
próximos cinco anos que a produção atinja 2,850 milhões
de veículos (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Embraer
lança pedra fundamental de fábrica nos EUA
A Embraer lançou nesta segunda-feira a pedra fundamental
de sua nova unidade de montagem de aeronaves na Flórida, nos Estados
Unidos. A cerimônia contou com a presença do governador Jeb
Bush, irmão do presidente George W. Bush, e do prefeito de Jacksonville,
John Peyton — cidade onde será instalada a fábrica.
A unidade, que deve estar pronta no final de 2005, será destinada
à montagem de aeronaves para os programas de defesa e segurança
nacional dos Estados Unidos. O primeiro projeto da nova fábrica
será o Aerial Common Sensor, um sistema para vigilância de
campos de batalha (Diário do Grande ABC, 24 de agosto).
O
motor flex continua ganhando espaço
Vem aí nova leva de carros equipados com motores flex. Além
do novo Fiesta sedã, com primeiro motor da segunda geração
em setembro, o Polo está confirmado para novembro e, logo em seguida,
o Gol com motor 1.000. GM antecipa ainda para agosto o Astra tricombustível
(álcool, gasolina e gás) (Fernando Calmon, Alta Roda, 24
de agosto).
Setor
de álcool avança no marketing do combustível
A rivalidade entre álcool e gás deve se aprofundar. Em geral
nada agressivos no marketing do combustível, usineiros começam
a se mexer. Rally da Energia Brasileira, em novembro, deve reunir 100
veículos só movidos a álcool. É parte de um
programa mais abrangente com patrocínio da Volkswagen (nunca interrompeu
produção desse tipo de motor) e da Dupont (Fernando Calmon,
Alta Roda, 24 de agosto).
A
suspensão acertada da Palio Adventure
Impressiona a capacidade da station Palio Weekend Adventure de passar
por valetas, quebra-molas, buracos e outros “prêmios”
que o cidadão recebe por pagar impostos altos. Com seus 17 cm de
distância livre do solo e suspensões bem acertadas, o motorista
demora um pouco a relaxar e mesmo acreditar que pode mesmo ir em frente
um pouco mais rápido. Dotação de equipamentos e motor
1.800 são outros destaques (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).
O
caminho para a garantia de três anos no setor
A Toyota não está mais totalmente só no oferecimento
da pioneira garantia de três anos para produtos nacionais. Em parte,
a Volkswagen chegou lá na linha 2005: três anos também,
mas apenas para motor e câmbio, sem limite de quilometragem (Kombi,
80.000 quilômetros). Na realidade já era tempo de todas as
marcas oferecerem esta garantia temporal e integral. Sinalização,
agora, parece existir (Fernando Calmon, Alta Roda, 24 de agosto).
Preservando
o cheiro de carro novo
Cheiro de carro novo em automóvel usado. É experiência
que a Vauxhall, subsidiária inglesa da GM, implanta em algumas
concessionárias no fim do mês. Pesquisas concluíram
que o comprador não esquece de suas ligações com
um produto novo por meio do olfato. Cientistas criaram este “perfume”
e ainda um fixador da fragrância (Fernando Calmon, Alta Roda, 24
de agosto).
Volks
chega à marca de 200 mil Golf exportados
A Volkswagen do Brasil chegou ontem à marca de 200 mil unidades
de Golf produzidas em cinco anos na unidade de São José
dos Pinhais (PR), destinadas ao mercado externo. O Golf '200 mil' exportação
é veículo vermelho 1.8 litro e será destinado aos
Estados Unidos. O modelo é o segundo mais exportado pela montadora,
atrás do Gol. Até o fim de 2004, mais 30 mil Golf serão
vendidos ao exterior (Correio do Povo, Porto Algre, 20 de agosto).
Vendas
para forças americanas abrem mercado à Embraer
A vitória, no começo deste mês, da Embraer como parte
do consórcio liderado pela Lockheed Martin no fornecimento do ACS
(Aerial Common Sensor) para o Exército norte-americano abre para
a empresa brasileira o potencial de futuros negócios governamentais
nos Estados Unidos, afirmou Maurício Botelho, presidente da Embraer.
"O ponto é que isso cria uma enorme oportunidade para nós,
construtores brasileiros, nos Estados Unidos porque as nossas aeronaves
foram aceitas para operação pelas forças armadas
norte-americanas", acrescentou Botelho durante uma entrevista para
discutir os resultados do segundo trimestre da empresa. "Este é
o motivo de esse contrato ser estrategicamente muito importante".
Além desse contrato com o Pentágono, Botelho citou o Departamento
de Segurança Interna norte-americano, especialmente a Guarda Costeira,
como mercado potencial para os aviões para missão especial
da Embraer (Gazeta Mercantil, 20 de agosto).
Consultor
diz que qualidade do supply chain é estratégica
No mercado globalizado e competitivo, a qualidade da cadeia de suprimentos
(supply chain) de uma empresa é ponto determinante para seu desempenho
financeiro e operacional. Ou seja, a aplicação de modernas
técnicas de manejo das diferentes etapas de uma cadeia de suprimentos
da empresa pode representar maiores ganhos de mercado e de lucratividade.
Isso é o que revela pesquisa feita pela consultoria Accenture ,
em conjunto com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e o Insead,
instituto suíço de estudos. Os resultados da pesquisa foram
apresentados no X Forum Nacional de Logística, organizado pelo
Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (Gazeta Mercantil,
20 de agosto).
Sabó
investe no Brasil e na Hungria e pretende ir para a China
A Sabó está em plena fase de expansão multinacional.
Vai construir uma nova fábrica no Brasil só para atender
às montadoras dos Estados Unidos, está ampliando a produção
na unidade da Hungria e se prepara para começar a produzir na China.
Na semana passada, a direção da empresa lançou a
pedra fundamental da nova fábrica, que será construída
em Mogi Mirim, interior de São Paulo, com investimento de US$ 10
milhões. Esta é a primeira expansão em território
brasileiro que a Sabó faz fora da fábrica do bairro de Água
Branca, na capital paulista, onde está instalada desde a década
de 40. No exterior, a empresa está ampliando em um terço
a capacidade de produção de uma fábrica que construiu
na Hungria há seis anos. O desafio, agora, de instalar uma fábrica
na China vem da pressão dos próprios clientes. Montadoras
como a Volkswagen , atendidas no Brasil pela Sabó, querem que o
fornecedor siga seus projetos no mercado chinês. (Valor Econômico,
19 de agosto).
GM
mundial perde executivo para autopeça
A General Motors, maior empresa privada do mundo, vai perder seu executivo
mais importante na área de projetos. Mark Rogan, vice-presidente
da GM Corporation para desenvolvimento de produtos e ex-presidente da
empresa no Brasil, vai dirigir, a partir de setembro, a canadense Magna
Internacional, importante produtora de autopeças com filiais em
vários países, inclusive o Brasil. Hogan substituirá
Belinda Stronach, filha do fundador da Magna, Frank Stronach, que decidiu
seguir carreira política, segundo informa o jornal americano Detroit
News. Ele era cotado para assumir futuramente um dos mais importantes
cargos na GM, o de vice-presidente do conselho, hoje ocupado por Bob Lutz.
A direção da montadora não comentou a saída
do executivo (Estadão, 20 de agosto).
Setor
no vermelho. Agora, a crise é de rentabilidade.
"A crise não é, como em outros tempos, de volume, pois
não há fotos de pátios cheios nas primeiras páginas
dos jornais. A crise é de rentabilidade." Ou seja, que sustentabilidade
vivemos se o mercado interno não cresce? Resposta: "O conjunto
do setor está no vermelho há cinco anos. E não vive
momento de solidez financeira a ponto de ter forças para criar
novo ciclo de investimentos". China, Leste Europeu e Ásia
também participam da maratona mas aqui o negócio tem suficiente
falta de robustez para que se pense, no médio prazo, em nível
menor de sustentabilidade. No último ciclo virtuoso da atividade
automobilística de vendas, de 1990 a 1997, a taxa de crescimento
médio anual foi de 12% e o mercado evoluiu de 900 mil unidades
para o seu recorde, 2 milhões 64 mil. Depois colheu recuo notável.
"O mundo mudou", recorda Rogelio Golfarb. "E inspira novas
necessidades." (Vicente Alessi Filho, AutoData, 19 de agosto).
Fiesta
Sedan muda desenho e terá motor Flex
O desenho lembra bastante o do Mondeo. Além da nova traseira, que
fará estréia mundial no Brasil (as vendas começam
em setembro), a grande novidade desse Fiesta encontra-se sob o capô.
Serão duas opções de motor: 1.6 Flex e 1.0. O primeiro
marca a entrada da montadora na era dos bicombustíveis. Os preços
devem se manter na mesma faixa dos sugereidos para as versões anteriores
– cerca de R$ 28 mil para o 1.0 e R$ 33 mil no caso do 1.6 (Estadão,
Autos, 19 de agosto).
Cegonheiros
suspendem transporte de veículos
Os cegonheiros decidiram ontem suspender o transporte de veículos
das fábricas para as concessionárias e portos. Segundo a
categoria, a greve interrompeu as entregas da maioria das montadoras,
com exceção da Fiat. De acordo com a GM, a partir da tarde
de ontem deixaram de ser recolhidos veículos das fábricas
de São Caetano do Sul, SP, São José dos Campos, SP
e Gravataí, RS. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros, o protesto
não é contra as montadoras, mas um apelo social para que
as autoridades interfiram numa decisão judicial do Ministério
Público do Rio Grande do Sul. A sentença obriga a GM a repassar
10% da carga de veículos novos (hoje transportada por filiados
da ANTV) para outras transportadoras desvinculadas da entidade. Também
proíbe que novas contratadas utilizem serviços dos cegonheiros
filiados ao Sindicam (Estadão, 19 de agosto).
Jost
comemora produção de 100 mil quintas-rodas
A Jost Brasil Sistemas Automotivos, empresa do grupo Randon, comemora
neste mês a produção de 100 mil quintas-rodas produzidas
desde sua fundação, em 1995. O recorde foi atingido com
o incremento de 61% na produção no primeiro semestre. A
quinta-roda é um dos produtos mais representativos da marca, que
atende a maioria das montadoras nacionais de veículos e implementos
rodoviários. Com o novo recorde o faturamento atingiu R$ 50,52
milhões, 72% superior a igual período de 2003 (Gazeta Mercantil,
18 de agosto).
MWM
aumenta exportações
A MWM Motores Diesel obteve crescimento de 81% nas exportações
de veículos equipados com os propulsores da marca no primeiro semestre
de 2004. O mais recente registro foi o contrato de exportação
de 273 ônibus Volkswagen 17.260 EOT, equipados com motores MWM Acteon
6.12 TCE, para a Arábia Saudita. De janeiro a junho deste ano,
as exportações dos modelos equipados com os motores MWM
Série 10 apresentaram alta de 87%. Já os veículos
que utilizam os propulsores MWM Sprint cresceu 79%, considerando o mesmo
intervalo de tempo. "As exportações indiretas mostram
que os veículos que utilizam nossos motores são muito bem
aceitos no mercado internacional", diz José Eduardo Luzzi,
diretor de vendas e marketing (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).
Os
riscos de converter um carro gasolina em flex
Além da perda de garantia, montadoras e sistemistas alertam para
a corrosividade de componentes e prejuízo no curto prazo. Nas páginas
dos jornais especializados, os anúncios de conversão de
carros a gasolina para automóveis flex fuel se multiplicam. As
promessas são muitas, como "com tecnologia semelhante aos
novos modelos lançados pelas montadoras, ganho de 7% na potência
e economia de até 50% no gasto com combustível". A
conversão para bicombustível consiste no remapeamento/reprogramação
do chip de gerenciamento do motor, instalação do sistema
de partida a frio e, em alguns casos, a substituição da
bomba de combustível por uma selada -resistente a corrosividade
do álcool hidratado. O trabalho demora em média seis horas
e custa de R$ 450 a R$ 600. (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).
Volvo
vende 76 semipesados para cervejaria dominicana
Com
a venda de 76 caminhões semipesados para o grupo Leóns Jimenes
da República Dominicana, a Volvo do Brasil comemora a comercialização
de 1,2 mil unidades nos mercados interno e externo, deste o final de 2003,
quando o veículo entrou em linha de produção. "O
Volvo VM está tendo uma grande aceitação junto aos
transportadores pela velocidade média maior, economia de combustível
e baixo custo operacional", disse Renato Serafim, gerente de semipesados
da Volvo do Brasil. O veiculo com capacidade de carga de 17 a 23 toneladas
vem conquistando espaços dos concorrentes - sua participação
de mercado saltou de cerca de 2%, em outubro de 2003, para os atuais 6%
de market share (Gazeta Mercantil, 17 de agosto).
Daimlerchrysler
faz recall de quatro modelos de veículos
A Daimlerchrysler convocou os proprietários de 4.960 veículos
Chrysler 300M, Vision, Chrysler Stratus Sedan e Chrysler Stratus Conversível
para o reparo do sistema de travamento da alavanca do câmbio automático.
Deverão comparecer a uma concessionária ou posto autorizado
os proprietários dos veículos Chrysler 300M e Vision, modelos
1993 a 1999, Chrysler Stratus Sedan, modelos 1995 a 1999 e Chrysler Stratus
Conversível, modelos 1996 a 1999. Segundo a empresa, a alavanca
do câmbio automático desses veículos pode deslocar-se
acarretando a movimentação espontânea do veículo
e eventual acidente em razão do mau funcionamento da trava. Os
proprietários dos veículos podem tirar dúvidas e
obter mais informações no telefone 0800 7037130 (Folha Online,
17 de agosto).
ALL
lucra R$ 45,1 milhões no segundo trimestre
Maior operador logístico com base ferroviária da América
Latina, a ALL obteve lucro líquido de R$ 45,1 milhões no
segundo trimestre, representando crescimento de 300% em relação
ao período de 2003, que foi de R$ 11,2 milhões. Os números
superam as expectativas da empresa, que obteve uma receita operacional
bruta de R$ 303,1 milhões no período, com crescimento de
9,4% sobre o segundo trimestre de 2003 (Correio do Povo, Porto Alegre,
27 de agosto).
Mercado
aguarda alta da gasolina ainda esta semana
O mercado abriu a semana com a expectativa de que a Petrobras reajuste
os preços da gasolina e do diesel até a próxima sexta-feira.
A estatal continua negando a adoção da medida no curto prazo,
mas os analistas avaliam que, se não houver repasse até
o dia 20, será impossível diluir o impacto de um aumento
sobre a inflação nos índices de dois meses consecutivos.
Segundo os especialistas, isso poderia gerar um efeito cascata com reflexos
diretos na retomada do crescimento econômico e no cumprimento das
metas (Correio do Povo, Porto Alegre, 27 de agosto).
DaimlerChrysler
vende participação na Hyundai
A DaimlerChrysler anunciou que vendeu sua participação de
10,5% na montadora coreana Hyundai. O negócio - intermediado pela
Goldman Sachs - gerou US$ 912 milhões para os cofres da fabricante
alemã, porém marca um recuo da companhia nas intenções
de se fortalecer no mercado asiático e criar um grupo global para
a fabricação de veículos. Mesmo com a venda, a DC
informou que continuará desenvolvendo projetos conjuntos com a
Hyundai. A participação acionária da DaimlerChrysler
na Hyundai começou em 2000, com a compra de 10% das ações
por US$ 428 milhões. Em 2001, a empresa havia adquirido mais 0,5%
por US$ 143,6 milhões, totalizando um total de US$ 571,6 milhões.
A venda marca o final da parceria de quatro anos (Carsale, 17 de agosto).
Melhora
o humor no setor automotivo
Euforia não é exatamente a palavra, mas confiança
crescente permeia as conversas de bastidores da indústria automobilística.
Afinal, restam poucas dúvidas de que 2004 registrará o novo
recorde de produção de 2,1 milhões de unidades depois
de sete anos de pneus murchos. Esse bom número, na verdade, se
deve ao crescimento vertiginoso de 36% nas exportações,
revisto para cima pela terceira vez pela Anfavea. Até a jovem cearense
Troller está iniciando vendas de seu utilitário leve para
Angola. As vendas externas vão responder por cerca de 30% da produção
e permitirão que a capacidade ociosa caia de 44% para 35%, bem
menos distante da média mundial de 25%. (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda). Leia mais...
ALL
lucra 300% mais no segundo trimestre do ano
A América Latina Logística (ALL) fechou o segundo trimestre
com lucro líquido de R$ 45,1 milhões, um crescimento de
300% sobre os R$ 11,2 milhões registrados em igual período
de 2003. No semestre a empresa reverteu o prejuízo de R$ 18,4 milhões
registrado nos primeiros seis meses de 2003, com lucro líquido
de R$ 51,6 milhões. O faturamento totalizou R$ 552,7 milhões,
alta de 16% sobre os R$ 476,7 milhões registrados em 2003. "Os
resultados superaram nossa expectativa", disse Bernardo Hees, diretor
superintendente da ALL.
PSA
expande seu braço logístico Gefco no País
A Gefco, braço logístico do grupo PSA Peugeot Citroën,
está pondo em prática a política de intensificar
sua presença no mercado brasileiro. Até o final do mês
a empresa inaugura filial em Santos, um escritório que atenderá
à área de transporte marítimo internacional, além
de uma nova central de distribuição em Belo Horizonte. De
acordo com o presidente da Gefco no Brasil, Jean-Noel Gérard, a
unidade de Santos funcionará como extensão da filial da
Gefco em Santo Amaro (SP), permitindo uma expansão dos serviços
na área marítima e ampliando sua rede em São Paulo.
"Já a central de Belo Horizonte, com inauguração
prevista até dezembro, estará voltada, principalmente, para
o pólo de autopeças da região", disse Gérard,
sem revelar o valor que está sendo investido em Minas Gerais (Gazeta
Mercantil, 16 de agosto).
Lula
aplaude carro multicombustível da GM
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou o Astra Multipower
sedã 2.0, que aceita álcool, gasolina e Gás Natural
Veicular (GNV) durante cerimônia no palácio, na sexta-feira.
E aceitou até posar de garoto-propaganda da marca: "compre
o carro que vale a pena", disse o presidente.O apoio do governo ao
lançamento do modelo multicombustível - tecnologia nacional,
segundo a GM - pode se estender na forma de incentivo fiscal. De acordo
com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, o governo avalia reduzir os impostos dos
veículos multicombustíveis para torná-los mais competitivos.
O preço do modelo da GM só será divulgado pela montadora
no dia 25, durante o lançamento oficial do multipower. O carro
será montado na fábrica de São Caetano do Sul, SP
(Gazeta Mercantil, 16 de agosto).
Engenheiros
brasileiros respondem por 60% das vendas
Palestra recente do consultor Luc de Ferran, ex-diretor de engenharia
da Ford, chamou a atenção para algo pouco conhecido: mais
de 60% das vendas de veículos leves são de produtos nascidos
aqui, desenvolvidos em grande parte por engenheiros brasileiros. Além
de pickups leves, produto genuinamente nacional, são exemplos Gol,
Parati, Fox, Palio, Siena, Weekend, Celta e EcoSport (Fernando Calmon,
Coluna Alta Roda).
A
Peugeot também apresenta seu motor flex
O motor flex da Peugeot começará com a nova station 206
que chega no início de 2005. Só depois estará no
hatch, que tem produção maior. Ambos com 1.600 cm³
de cilindrada e serão os primeiros multiválvulas flex. A
fábrica decidiu produzir seu novo motor 1.400 cm³ também
na versão flex, mas só disponível no segundo semestre
do próximo ano (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).
Stilo
Connect inova em comunicação sem fio
O Stilo Connect abre a era de comunicação telefônica
sem fio dentro dos automóveis. A série especial deve-se
tornar kit opcional permanente. Fiat oferece preço de “degustação”
na faixa de R$ 700,00, incluindo outros itens no pacote, por um quinto
do custo real. Tecnologia Bluetooth para celulares tende a se tornar mais
barata, aposentando viva-voz convencional (Fernando Calmon, Coluna Alta
Roda).
Subaru
Outback cresce e fica mais bonita
Metamorfose na station Subaru Outback. Ficou bem bonita, em especial desenho
do teto mais baixo. Cresceu em dimensões, oferece mais espaço
interno e um novo motor, além de menos 100 quilos no peso total.
Tem tração total permanente e um novo câmbio automático
com duas opções de trocas seqüenciais. Versão
mais cara por menos de US$ 90 mil (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda).
Modercarga
já fez 3 meses e ainda não financiou nada
Modercarga
já fez 3 meses e ainda não financiou nada
Três meses e meio após o lançamento oficial, o Modercarga,
programa do BNDES de incentivo à renovação da frota
nacional de caminhões, não financiou a compra de nenhum
veículo. Em contrapartida, o Finame – linha tradicionalmente
disponível no banco para aquisição de equipamentos
– desembolsou R$ 645,2 milhões, só para operações
com caminhões, desde que o Modercarga foi lançado. Isto
representa um crescimento de 74% em relação às liberações
do mesmo período (de maio a julho) do ano passado: R$370,4 milhões.
Diante do fracasso do programa, o BNDES está aberto a estudar mudanças
como a ampliação do nível de participação
do banco no financiamento, que atualmente é de até 70% do
valor do veículo. Também está em análise uma
alteração no prrazo de carência do empréstimo,
estipulado em três meses (Estadão, 13 de agosto).
Custos de movimentação preocupam Delphi
Principal executivo da companhia visita Lula e manifesta apreensão
com a infra-estrutura de transporte do Brasil. O norte-americano J. T.
Battenberg III, de 61 anos, principal executivo da maior empresa de autopeças
do mundo, a Delphi Corporation, passou esta semana no Brasil, e, ontem,
visitou em Brasília o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
para discutir temas sobre logística, transporte e educação.
Sua empresa, que faturou no mundo um total de US$ 28 bilhões em
2003, vê potencial para o Brasil crescer sua participação
no bolo total da companhia - ano passado o País, com US$ 488 milhões,
teve uma parcela de 1,74%. Mas, para crescer, é preciso uma logística
bem afinada. Em outras palavras, o Brasil precisa investir em infra-estrutura.
O problema da logística, seus custos, foi o tema central de Battenberg
com o presidente Lula.
Valeo
mostra novas tecnologias
O conjunto formado por alternador e motor de partida em uma só
peça, que será lançado em um dos automóveis
apresentados pela Citroën no próximo Salão de Paris,
faz parte dos componentes que a Valeo apresentará durante o "Tech-Day"
que promoverá no próximo dia 18, na Ford de Camaçari
(BA). O "Tech-Day" é um programa que o grupo Valeo desenvolve
junto aos principais fabricantes de veículos do Brasil para apresentar
tecnologias que pode fornecer às empresas instaladas na região
do Mercosul. O objetivo é antecipar aos engenheiros e técnicos
das áreas de desenvolvimento de produto, os sistemas e componentes
que podem ser aplicados nos modelos atuais e, principalmente, nos veículos
previsto para os próximos anos (Gazeta Mercantil, 13 de agosto).
GM
mostra a Lula 1º automóvel multicombustível em série
A GM mostrará nesta sexta-feira (13), em primeira mão, ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um novo veículo Chevrolet
Multipower, o primeiro automóvel nacional produzido em série
apto a rodar com álcool, gasolina, qualquer combinação
entre os dois e ainda com o Gás Natural Veicular (GNV). A cerimônia
acontece às 10h, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Durante a apresentação do novo veículo está
prevista também a participação dos ministros da Casa
Civil, José Dirceu; da Fazenda, Antonio Palocci Filho; do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan; do
Meio Ambiente, Marina Silva; e, das Minas e Energia, Dilma Rousseff. A
diretoria da GM estará representada pelo presidente da empresa,
Ray G. Young, e o vice-presidente, José Carlos Pinheiro Neto. O
veículo estará exposto na entrada leste do Palácio
do Planalto (Folha de S. Paulo, 13 de agosto).
Deputados
incluem inspeção veicular na pauta
Os líderes partidários e o presidente da Câmara dos
Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), decidiram incluir na pauta
da última semana de agosto, durante o esforço concentrado,
a votação do projeto que institiu a inspeção
veicular. Pelo projeto, os veículos com mais de cinco anos teriam
que passar anualmente por inspeção técnica de ruídos
e gases emitidos pelo veículo. A verificação, que
hoje só é feita em parte do Rio de Janeiro, será
pré-requisito ao licenciamento do veículo. Estima-se que
o procedimentos de inspeção em São Paulo, por exemplo,
deverão demorar em média três minutos e, embora não
se saiba ainda quanto vai custar aos motoristas, envolve gastos de entre
R$ 30 e R$ 40 por vistoria. O veículo deverá entrar numa
baia parecida com a do pedágio para que mangueiras meçam,
no escapamento, as emissões de poluentes. Caso elas estejam em
desacordo com as normas do Conama, haverá um prazo de 90 a 120
dias para adaptações. Enquanto isso, o carro não
é licenciado (Folha de S. Paulo, 13 de agosto).
Toyota
pede licença para futura central
A Toyota entregou à Fundação Estadual de Proteção
Ambiental (Fepam) documentação para o processo de licenciamento
ambiental de sua futura central de distribuição de veículos
em Guaíba, num investimento de R$ 6 milhões. O diretor-presidente
da Fepam, Cláudio Dilda, e o chefe da Divisão de Controle
da Poluição Industrial, Renato Chagas, receberam ontem a
visita do gerente de Projetos da Toyota Brasil, Sidnei Kakazu. Segundo
Dilda, o pedido de Licença de Instalação irá
para análise técnica dos aspectos ambientais. O local é
parte da área destinada originalmente à implantação
da Ford (Correio do Povo, Porto Alegre, 13 de agosto).
Num
só carro, 3 opções: gasolina, álcool ou gás
Depois da Volkswagen lançar o primeiro carro que roda com gasolina
ou álcool no País, a General Motors será a primeira
a oferecer um carro movido a três combustíveis. O vice-presidente
da GM, José Carlos Pinheiro Neto, anunciou ontem que a montadora
vai lançar este mês um modelo multicombustível, capaz
de rodar com gasolina, álcool ou gás natural veicular (GNV).
Ele não deu detalhes do novo veículo, mas adiantou que o
modelo será apresentado amanhã ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (Estadão, 12 de agosto).
Pinheiro
Neto prevê aumento nas vendas
O vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto,
previu ontem que a venda de veículos novos no mercado interno poderá
chegar este ano a 1,6 milhão de unidades, ante os 1.480 mil veículos
vendidos no ano passado. Para o ano que vem, a expectativa é chegar
a um crescimento de 8% a 10%, afirmou ele. Para a economia nacional, Pinheiro
Neto previu um crescimento de 5% em 2005. A participação
da GM será de 380 mil veículos no país (Correio do
Povo, Porto Alegre, 12 de agosto).
Metalúrgicos
cruzam os braços em Camaçari
Nem bem começou a operar em regime de três turnos, seis dias
por semana, o Complexo Industrial Ford Camaçari, na Bahia, está
com sua produção estacionada desde 6 de agosto, quando funcionários
decidiram cruzar os braços. A reivindicação é
por redução do turno de 44 horas para 40 horas semanais
e a eliminação do trabalho aos sábados. Como não
houve acordo a empresa decidiu recorrer à Justiça. O julgamento
do dissídio coletivo está marcado para quinta-feira, 19
(Lana Pinheiro, AutoData, 12 de agosto)
GM
Argentina adota o segundo turno em Rosario
A General Motors da Argentina vai implantar o segundo turno na fábrica
de Alvear, perto de Rosario a partir de 1º de setembro. A decisão,
segundo o gerente de relações públicas da GM Argentina,
Sebastian Sarapura, é aumentar a produção, de 40
mil para 60 mil unidades por ano do Novo Corsa e do Corsa Classic, para
atender a demanda no mercado interno e do exterior. Para a operação
em dois turnos, a montadora iniciou a contratação de 300
funcionários - atualmente a GM emprega 1.200 pessoas naquela unidade
- e prevê gastos de US$ 150 milhões com compras de materiais,
serviços e pagamento dos funcionários. A GM Argentina exporta
30 mil carros por ano. Do total, 60% (que correspondem ao Novo Corsa 1.8
de 4 e 5 portas) vão para o México e 40% (que se referem
ao Corsa Classic 1.6 gasolina e diesel) vão para o Chile (Gazeta
Mercantil, 12 de agosto).
GM
apresenta novo carro que chega em 2007
O protótipo do novo carro que a General Motors do Brasil (GMB)
fabricará em Gravataí já está sendo apresentado
a importadores, trazidos ao país pela empresa para conhecer o modelo.
Segundo o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, a
partir do ano que vem o carro, que chegará ao mercado no primeiro
semestre de 2007, já terá um protótipo em testes.
Segundo ele, a GM começará em breve as contratações
para a obra de duplicação da montadora de Gravataí,
o que acrescentará entre 1,5 e 2 mil trabalhadores ao local. Quando
estiver implantado, o projeto representará um acréscimo
de 100 mil veículos à produção atual, de 120
mil carros/ano, e o número de empregos diretos passará dos
atuais 3,5 mil para 5 mil, somando os funcionários da GM e os sistemistas.
A ampliação da fábrica exigirá investimento
de 240 milhões de dólares (Correio do Povo, Porto Alegre,
12 de agosto).
Audi
traz o novo A6 ao país até o final do ano
O diretor executivo da Audi Star, Roger Russowski, informa que o Audi
A3, carro-chefe em vendas, continuará a ser produzido no Brasil
até o final de 2005, quando o grupo Volkswagen decidirá
se fabricará a nova versão no país, já lançada
na Europa. Afirma também que novo Audi A6 será comercializado
no Brasil depois de ser apresentado no Salão do Automóvel.
O interior, totalmente reformulado, se aproxima do luxo total do A8, com
o uso de madeira nobre nos painéis dianteiro e laterais, de couro,
que recobre os bancos, e de alumínio escovado, que realça
a sua esportividade. Conta, ainda, com o sistema de reconhecimento digital
do A8, que determina a leitura das impressões digitais de quem
liga o carro. A nova geração do A6 terá diversas
versões de motores, como um V6, com injeção direta
a gasolina e 255hp (Correio do Povo, Porto Alegre, 12 de agosto).
GM-Fiat
WWP premia seus melhores fornecedores
A GM-Fiat World Purchasing, o braço de compras das duas empresas,
reuniu ontem na rede de hotéis Hyatt, em São Paulo, cerca
de 60 fornecedores. Houve premiações aos que mais se destacaram.
Num painel logo à entrada do salão das homenagens, exibia-se
um placar sobre a performance das propostas de melhorias contínuas
implantadas nos últimos 12 meses. O painel lista a performance
de 36 empresas. E, no rodapé, fazia uma observação:
"os fornecedores que não estão na lista acima estão
no vermelho, com índice zero" (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).
Fiat
prevê aumento nas exportações automotivas
Cledorvino Belini previa para 2004 um aumento de "pelo menos 50%
nas exportações". Ontem, satisfeito, mostrou números
melhores. "Vamos crescer 80% a 90% em volume - passando de 40 mil
unidades em 2003 para cerca de 70 mil este ano. E, em receita, sairemos
de R$ 1 bilhão para R$1,7 bilhão". É pouco para
quem, na década de 90, superava 100 mil veículos nas exportações?
Belini responde: "Nossos maiores concorrentes são as próprias
subsidiárias da Fiat. (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).
O
gargalo é a falta de consumidor, diz Belini
Segundo Belini, a fábrica brasileira tem capacidade para montar
de 2 mil a 3 mil veículos por dia e só produz 1,7 mil unidades.
"Estávamos com 1,4 mil unidades e aumentamos par 1,7 mil com
a contratação de 300 pessoas". E fez uma blague: "Para
um país que já vendeu 1,9 milhão de carros em 1997
e vai ficar em 1,5 milhão, o gargalo é a falta de consumidor".
(Gazeta Mercantil, 11 de agosto).
Cresce
a venda de carros usados
O mercado de veículos usados teve desempenho 3,36% superior em
julho quando comparado ao mês anterior. Segundo a associação
de revendedores independentes no Estado de São Paulo (Assovesp),
o segmento está em ascenção já que comparado
a julho de 2003 as vendas foram 17,29% maiores. Os carros populares representaram
67% do negócios fechados e no acumulado de 2004 a comercialização
desses modelos foi 18,39% maior do que no mesmo período do ano
passado. Os carros mais vendidos foram os situados na faixa dos R$ 20
mil, seguidos pelos modelos de R$ 25 mil, R$ 27 mil e R$ 24 mil. O valor
médio dos negócios permaneceu, praticamente, estável.
Ficou em R$ 22.800 em julho, contra a média de R$ 22.400 em junho
(Diário de São Paulo, 11 de agosto).
Honda
conquista quatro prêmios "New Car Honours"
A Honda confirmou seu prestígio no segmento automotivo inglês
ao vencer quatro categorias na edição 2004 do "New
Car Honours", que destaca os novos modelos disponíveis no
mercado local e é realizado pela revista Auto Express, a maior
publicação britânica especializada no assunto. O Honda
Fit (chamado na Europa de Honda Jazz) foi escolhido pelo terceiro ano
consecutivo como o melhor em sua categoria (Folha Online, 11 de agosto).
As
perspectivas para o crescimento sustentado
A avaliação das montadadoras transmitida por Cledorvino
Belini aos fornecedores é de um volume de 2,6 milhões de
veículos em 2006 (as exportações ficariam estabilizadas
em 600 mil unidades). Nessa perspectiva, o crescimento se daria no mercado
interno: 1,5 milhão de unidades em 2004, 1,65 milhão em
2005 e 1,8 milhão de unidades em 2006, que somados às 600
mil unidades de exportação e mais 200 mil unidades de caminhões,
ônibus e máquinas agrícolas resultariam em 2,6 milhões
de unidades (Gazeta Mercantil, 11 de agosto).
Saldo
da balança encolhe 40% no primeiro semestre
O setor de autopeças fechou o primeiro semestre com saldo comercial
de US$ 81,6 milhões (40,6% abaixo dos US$ 137,9 milhões
de superávit registrado no mesmo período de 2003), com exportação
de US$ 2,684 bilhões e importação de US$ 2,602 bilhões
- incluindo operações feitas diretamente pelas montadoras
e as empresas de autopeças -, segundo dados preliminares Secex,
do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio
Exterior, do Sindipeças. Apesar disso o setor de autopeças
em afirmar que fechará 2004 com superávit de US$ 700 milhões,
com exportação de US$ 5,3 bilhões (11,1% maior que
2003) e importação de US$ 4,6 bilhões (6,5% superior
a 2003). No ano passado o saldo comercial do setor foi de US$ 454 milhões.
O faturamento estimado para 2004 é de US$ 14,2 bilhões,
14,5% superior aos US$ 12,4 bilhões registrados no ano passado.
Nissan
Moco pode ganhar nacionalidade brasileira
Não é de hoje que a Nissan pensa em produzir um modelo compacto
no Brasil. A intenção vem desde a inauguração
da fábrica paranaense, em dezembro de 2001. E voltou à tona
agora quando a marca reuniu jornalistas de todos os mercados onde ela
atua para apresentar a sua gama de 70 carros. Foi uma espécie de
intercâmbio de produtos entre os países em um evento feito
para ressaltar que a Nissan é uma empresa global. Entre enormes
picapes e utilitários-esportivos, três carrinhos urbanóides
despertaram bastante a atenção dos brasileiros. Tratam-se
do Moco, March e Cube³. Afinal, os dois primeiros têm grandes
chances de serem feitos aqui. O Moco, oriundo da associação
com a Suzuki no Japão, onde foi lançado em 2002, é
um forte candidato a ganhar nacionalidade brasileira (Diário de
São Paulo, 11 de agosto).
Carro
1.0 é fabricado para passar dos 300 km/h
Em outubro, um automóvel
com motor 1.0 turbo desenvolvido pela FEI, de São Bernardo do Campo,
e pela Dana, fabricante de peças automotivas, tentará quebrar
a barreira dos 300 quilômetros por hora e estabelecer um recorde
nacional de velocidade para a categoria. Nos Estados Unidos, a melhor
marca está em 389 km por hora. "No ano que vem, vamos levar
o carro para disputar nos EUA", disse o professor Ricardo Bock, da
FEI, que coordena o projeto (Estadão, 10 de agosto).
Convênio
permite identificar veículos que cruzam fronteiras
O ministro
das Cidades, Olívio Dutra, assina nesta terça-feira (10),
em Brasília, convênio que permitirá a identificação
automática dos veículos que cruzam as rodovias nos pontos
de fronteira entre o Brasil e outros países da América do
Sul. Os equipamentos que permitem a identificação dos veículos
foram instalados pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas
de Seguros Privados e Capitalização) com o objetivo de recuperar
veículos roubados e furtados, além de reprimir o crime e
o descumprimento da legislação dos Sistema Nacional de Trânsito
(SNT). A tecnologia utilizada para informar sobre os veículos,
chamada de Projeto Fronteiras, é da Fenaseg. Um aparelho faz a
leitura da base de dados dos sistemas Renavam (Registro Nacional de Veículos
Automotores) do Denatran, e do Infoseg (Informações sobre
Segurança Pública), da Secretaria Nacional de Segurança
Pública (Folha de S.Paulo, 10 de agosto).
Petrobras
compra a Agip, que se chamará Sophia
A Petrobras oficializou ontem a compra por 450 milhões de dólares
da Agip do Brasil e anunciou a mudança de nome da companhia que
passará a se chamar Sophia do Brasil S/A. A modificação
se deve a razões contratuais que impediam a estatal brasileira
de manter o nome da subsidiária da italiana Eni. Rodolfo Landim,
presidente da BR Distribuidora, a qual a Sophia ficará vinculada,
presidirá a nova empresa. O vice será Abelardo Puccini,
também da BR. Os demais diretores e gerentes serão mantidos.
Com a aquisição da Agip do Brasil pela BR Distribuidora,
a composição do mercado de Gás Liquefeito de Petróleo
(GLP) será: SHV (holandesa) 24,3%; Ultragaz (brasileira) 23,6%;
Sophia do Brasil (brasileira) 21,8%; Nacional Gás Butano (brasileira)
19,1%; Copagas (brasileira) 7,3%; e outras, 3,5%. No mercado de postos
de serviços, lojas de conveniência e lubrificantes os percentuais
não obedecem a uma transferência direta de participação
(Correio do Povo, Porto Alegre, 10 de agosto).
Dirigente
comenta a situação da Fiat
A Fiat padece de "um mal desempenho crônico", com estrutura
"pouco funcional" que é "totalmente inadequada",
disse, semana passada, numa conferência, ao comentar o 11º
trimestre consecutivo de perdas, o principal executivo da empresa Sergio
Marchionne. Ele é o quinto a ocupar o cargo em apenas dois anos.
O pagamento das parcelas da dívida ameaça os resultados
de 2005 e 2006. A Fiat, com sede em Turim, não se anima a recorrer
aos titulares de bônus em busca de dinheiro novo há mais
de dois anos. Tem de cumprir as suas obrigações com os bancos
credores na forma de títulos obrigatoriamente conversíveis
que poderão diluir os ativos de seus atuais acionistas em um terço.
A Fiat deve aos titulares de bônus mais de US$ 11 bilhões
(Gazeta Mercantil, 9 de agosto).
A
Garret paga mais por peça fundida para manter produção
Garret, fabricante de turbocompressores está absorvendo reajustes
nos preços das peças fundidas em consequência do aumento
de 200% repassado pelas mineradoras às empresas de fundição.
Em janeiro deste ano o quilo do minério custava R$ 33. Em julho
valia R$ 99. "As empresas de fundição estavam negando
a entrega do produto sem o aumento do preço", disse Ricardo
Rampaso, gerente de suprimentos da empresa. Por não ter chegado
a um consenso nas negociações de preços com seus
fornecedores a Garret chegou a reduzir em 40% a produção
de turbos, de 1 mil para 600 unidades na semana passado nos dois dias
que parou a produção por falta de matéria-prima.
"A redução do volume não chegou a afetar as
montadoras", garantiu Rampaso. Para continuar recebendo as carcaças
de turbinas - a parte externa do turbocompressor -, a Garret concordou
em reajustar o preço. Com isso sua fábrica de Guarulhos,
na reguão da Grande São Paulo, normalizou a produção
(Gazeta Mercantil, 9 de agosto).
Lucro
da siderurgia cresce 62% até junho
O lucro da siderurgia cresceu 62,3% no primeiro semestre de 2004, comparado
a igual período de 2003, considerando os balanços já
divulgados de oito empresas, conforme levantamento da Economática.
O grupo, que inclui três dos maiores grupos siderúrgicos
do país (Gerdau, CSN, CST), responde por 62% do valor de mercado
da siderurgia nacional. Segundo balanços financeiros, o lucro líquido
do setor já chega a R$ 2,9 bilhões, ante R$ 1,7 bilhão
do mesmo grupo de companhias no primeiro semestre de 2003 (Correio do
Povo, Porto Alegre, 9 de agosto).
Stop
& Start, a grande inovação no Salão de Paris
Dentro de um mês, no Salão de Automóvel de Paris,
vai surgir uma inovação tecnológica que promete ser
uma das mais importantes da primeira metade do Século XXI. Apesar
disso, vem sendo anunciada com discrição. Até agora,
modelos híbridos que funcionam por meio da combinação,
gerenciada eletronicamente, de um motor elétrico e um motor convencional
a combustão interna tem atraído muito mais a atenção.
Além do pioneiro Toyota Prius, seguido pelo Honda Insight, a Ford
acaba de lançar o primeiro utilitário esporte híbrido,
o Escape. (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto). Leia
mais...
Pontos positivos da nova Ranger estimulam
o segmento
Acirrada a briga entre os cinco modelos de pickups médias com a
chegada da nova Ranger. Frente imponente é igual ao modelo americano.
Interior ficou bem melhor, em especial para quem viaja atrás na
cabine dupla: os pés podem se acomodar debaixo dos bancos dianteiros.
Estes agora recuam mais 7 cm. Até encostos de cabeça são
reguláveis. Foi feito ótimo trabalho de engenharia nas suspensões.
O nível de vibração também melhorou na Ranger:
94% delas usam motor diesel, 98% têm cabine dupla e 78%, tração
4x4. Nessa categoria utilização é maior como transporte
pessoal e familiar. Novo motor International de 3 litros (atual 2,8 litros)
ficou para abril de 2005. “Trunfo” contra a nova Toyota Hilux
que estréia primeira estrutura monobloco entre pickups médias
(Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).
Monovolume
Idea terá base mecânica da Palio Weekend
O monovolume Idea para combater Meriva e Fit, a partir do primeiro semestre
do próximo ano, será praticamente igual ao modelo italiano
pelo lado de fora. Por razões de custo, base mecânica virá
da Palio Weekend. E até o painel interno também será
aproveitado do modelo nacional. Fiat deve exibir o carro no Salão
de São Paulo, de 21 a 31 de outubro próximos (Fernando Calmon,
Alta Roda, 9 de agosto).
Mercado
de locação em alta, com tarifas em baixa
O mercado de locação de automóveis continua em firme
expansão. Nos últimos dez anos, preço da diária
caiu até 35%, segundo empresas do setor. Tarifas altas de antes
limitavam o interesse a turistas estrangeiros. Para as locadoras, custos
de manutenção mais baixos são um dos motivos para
que o aluguel esteja atualmente entre os mais baratos do mundo (Fernando
Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).
Fila
de espera para adquirir o Hummer na Rússia
Sinal dos tempos: Hummer, versão civil do jipão Hummvee
do exército americano, está sendo lançado na Rússia.
Produção em Kaliningrado, cidade que oferece muitas vantagens
fiscais, numa associação entre GM e Avtotor. Fila de espera
é grande. Das mesmas instalações saem produtos da
BMW e da Kia (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de agosto).
Indústria
automobilística cria 6 mil empregos
Depôs de três anos seguidos de cortes, a indústria
automobilística começou a mostrar que acredita no crescimento
econômico sustentável. Nas últimas semanas, o setor
retomou a contratação de funcionários e anuncia novos
turnos de trabalho, em substituição às horas extras,
expediente usado em períodos de recuperação sem criação
de empregos. Em julho, as montadoras contrataram 1298 trabalhadores. No
ano, são 6 mil novas vagas, somando 96,8 mil empregados. Essa indústria
já teve mais de 140 mil funcionários no fim dos anos 80,
período em que o País abrigava 7 montadoras, com produção
de cerca de 1 milhão de veículos. Hoje são 18 marcas,
com produção prevista de 2,1 milhões de unidades,
um recorde histórico (Estadão, 9 de agosto).
Açúcar
e álcool entram em nova era de prosperidade
Quase três décadas depois do lançamento do maior programa
de energia renovável do mundo, o Proálcool, o setor sucroalcooleiro
vive nova onda de otimismo e atrai investimentos de peso para o País.
Até 2010, a previsão é que o volume de recursos aplicados
no setor atinja US$ 6 bilhões, a área plantada, hoje de
5,5 milhões de hectares, aumente em 2 milhões de hectares,
e a produção de cana-de-açúcar tenha um acréscimo
de 160 milhões de toneladas, chegando a 519 milhões de toneladas,
segundo levantamento da União da Agroindústria Canavieira
de São Paulo (Única). Resultado disso será a criação
de pelo menos 400 mil empregos diretos e exportações de
US$ 4 bilhões. Segundo dados de sindicatos e associações
do setor, hoje cerca de 40 novas usinas estão em projeto no País,
especialmente na Região Centro-Sul. Parte delas já está
em construção e algumas devem começar a operar até
o fim deste ano (Estadão, 8 de agosto).
Porto
preocupa exportador. Mais do que barreira.
As cem maiores empresas importadoras e exportadoras brasileiras apontam
os problemas de infra-estrutura e logística, especialmente no setor
portuário, como o principal gargalo para o crescimento das exportações
no País. Pesquisa concluída esta semana pelo Centro de Estudos
em Logística (Coppead/UFRJ), revelou que este foi o item mais criticado
(48%) pelas empresas, seguido pelas dificuldades de venda no exterior
(21%), pelas barreiras impostas por outros países à entrada
dos produtos (18%) e pela limitação da capacidade de produção
(13%). Diretor do centro e coordenador de pesquisa, o professor Paulo
Fleury, especialista em logística, estima, em no mínimo,
US$ 2 bilhões por ano os recursos desperdiçados pelas empresas
somente com custos adicionais em operações de comércio
exterior nos portos brasileiros. Pelos cálculos desenvolvidos na
Coppead, apenas para evitar perdas maiores – e garantir um crescimentos
do PIB entre 3% e 4% ao ano – seriam necessários investimentos
anuais em transporte e logística entre R$ 5 bilhões e R$
7 bilhões (Estadão, 8 de agosto).
Resultado
adia pedido de ajuda ao governo
Com tantos dados positivos, inclusive
na criação de empregos, as montadoras devem adiar a intenção
de levar ao governo projeto com propostas de redução de
impostos e linha de crédito acessível para a compra de carros.
Representantes do setor devem se reunir com Lula futuramente - a convite
do próprio presidente -, mas sem o projeto de uma política
industrial que está sendo preparado há vários meses.
"Não temos uma proposta fechada e nem pretendíamos
apresentar nada agora", diz o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb.
(Estadão, 6 de agosto).
De novo revistos números de produção e exportação
A indústria automobilística
deve fechar 2004 com desempenho recorde de exportação e
produção. Com os resultados crescentes das vendas externas
no primeiro semestre, a Anfavea, associação que representa
as montadoras no País, revisou pela segunda vez suas estimativas
neste ano. A receita com exportações, que antes se esperava
US$ 6,9 bilhões - US$ 5,6 bilhão só de veículos
-, subiu para US$ 7,5 bilhões - US$ 5,9 bilhões com vendas
de veículos -, um crescimento de 36% sobre 2003. Já a previsão
de produção saltou de 1,9 milhão para 2,1 milhões
de unidades, alta de 15% em relação a 2003. Em julho as
exportações de veículos atingiram US$ 563,737 milhões,
1,7% superior a junho deste ano. Em volume o embarque foi de 62.216 unidades.
Nos sete meses a receita foi de US$ 3,347 bilhões, 45,5% acima
dos US$ 2,301 bilhões registrados no ano passado, e os embarques
totalizaram 340.302 unidades. Deste total, 14.282 são caminhões,
com alta de 142,9% em relação a igual período de
2003. Com 5.807 unidades, os embarques de ônibus cresceram 21,4%
no período. A produção de julho foi 0,7% maior que
junho, com 188.610 veículos. No acumulado dos sete meses o volume
foi de 1,226 milhão, 18% superior ao mesmo período de 2003
(Gazeta Mercantil, 6 de agosto).
Capacidade
ociosa das montadoras está abaixo dos 40%
Para o mercado interno, a Anfavea mantém as projeções
de vendas de 1,54 milhão, 7,8% superior a 2003. Apesar de julho
ter sido o melhor mês de vendas dos últimos seis anos, com
133.844 veículos - 2,4% a mais que junho deste ano - mesmo assim
a Anfavea não está otimista em relação ao
mercado interno. No acumulado do ano as vendas internas somaram 856.927
unidades, 12,3% a mais que em 2003. Carros bicombustível e a álcool
tiveram 11% de aumento de vendas - 31.183 junho em para 34.619 em julho,
garantindo 28,7% de participação no total comercializado.
Com o aquecimento do setor a capacidade ociosa das montadoras já
está abaixo dos 40% e o nível de emprego aumentou de 83.219
em junho para 84.226 em julho, com a contratação de 1.007
pessoas (Gazeta Mercantil, 6 de agosto).
Marcopolo
prevê produzir 15,5 mil carrocerias
A Marcopolo responsável por mais da metade das carrocerias de ônibus
feitas no País prevê que sua produção mundial
para este ano de 2004 seja de 15,5 mil unidades - 6,6 mil para o mercado
externo e 8,9 mil para o interno. Este volume é 7,9% superior a
2003. No 1º semestre o vol |