AGOSTO 2005

Fiat ampliará centro de peças na Argentina
Cledorvino Belini, presidente da Fiat América Latina, aproveitou o lançamento do Fiat Idea para anunciar investimento de 150 milhões de pesos para expansão do centro de desenvolvimento de peças localizado na fábrica de Córdoba, Argentina. O empreendimento criará 2 mil empregos diretos e indiretos na região, além de gerar aumento de 700 milhões de pesos em exportações nos próximos dois anos (AutoData, 31 de agosto).

Montadoras pedem regras para Euro 4 - 1
A indústria automobilística nacional quer acelerar o debate sobre as normas de emissões Euro 4 (Fase P6 do Conama) para motores a diesel, que entram em vigor em janeiro de 2009 no Brasil. Segundo as empresas, se não houver uma rápida definição de questões como a distribuição do diesel menos poluente por parte da Petrobras e de especificações técnicas por parte da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o setor corre o risco de não conseguir se preparar a tempo para a entrada em vigor da nova legislação de emissões de poluentes. "No momento a indústria tem apenas indagações", diz Yoshio Kawakami, vice-presidente da SAE para o Paraná e Santa Catarina (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Montadoras pedem regras para Euro 4 - 2
As empresas querem, por exemplo, saber da Petrobras se a nova geração do combustível - com 50 ppms (partes por milhão) de enxofre - prevista na nova legislação, estará disponível em todo o País, ou inicialmente apenas em regiões metropolitanas ou nas rotas mais usadas pelos veículos. "As novas tecnologias disponíveis no mundo exigem esse padrão, sob pena de danos nos motores", diz Kawakami. A introdução das normas do Euro 4 também promete colocar de lados opostos as grandes fabricantes mundiais de caminhões. Na Europa, onde a norma entra em vigor em outubro de 2005, a Scania adotou o modelo Exhaust Gases Recirculation (EGR), sigla traduzida em português para Recirculação de Gases de Escape. Nesse sistema, as emissões são purificadas durante o processo de combustão do motor, sem necessidade de tratamento posterior e nem adição de uréia. Já a Volvo utiliza o Selective Catalytic Reduction, SRC (Conversão Catalítica Seletiva), pelo qual o veículo terá que ser abastecido, além do diesel, também com uréia para garantir o funcionamento do sistema (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Minivan da Fiat é ágil em qualquer pista
Não é um carro para quem procura fortes emoções ao dirigir, tampouco é recomendado para aqueles que buscam superdesempenho de motor. Mas, certamente, pode ser indicado para quem busca praticidade. O Fiat Idea, que a Fiat está lançando nessa semana e começa a comercializar em setembro em todo País (e, em novembro, na Argentina) alia dois pontos que pareciam inconciliáveis: tamanho reduzido por fora e grande espaço por dentro. Tais atributos conferem ao Idea, disponível em duas versões de motor, 1.4 e 1.8, ambos bicombustível, a flexibilidade para rodar tanto em cidades apinhadas, de ruelas acanhadas, como em estradas de dimensões generosas. Ou seja, o Idea foi pensado para o trabalho e para o lazer. A Fiat investiu R$ 500 milhões no desenvolvimento total do Idea, R$ 450 milhões cobrindo as fases do projeto à materialização do carro, outros R$ 50 milhões em marketing e propaganda. (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Diário de São Paulo lança o Caderno de Caminhões
O Diário de São Paulo lança o Caderno de Caminhões, Ônibus e Utilitários, suplemento semanal especializado editado nas quintas-feiras. O novo suplemento vai trazer os lançamentos do setor, assim como avaliações de veículos, reportagens de mercado, de serviço e de comportamento. Terá também uma seção fixa, com assuntos ligados à segurança e dicas úteis para o profissional do volante. Os públicos-alvos são o motorista de caminhão - urbano e rodoviário -, o empresário, o frotista, o perueiro e o comerciante, que usam os seus veículos para o transporte de carga ou de passageiros.

O motor eletrônico se populariza
Nos últimos dias a Nissan apresentou a Frontier e o Xterra com motor eletrônico a diesel e a Troller fez o mesmo recurso com o jipe T4. Esses são os mais novos movimentos de uma onda que começou em fevereiro, com a Ford Ranger e continuou, em ordem cronológica, com a Toyota Hilux e, mais recentemente, Chevrolet S10 e Blazer. O surgimento repentino de propulsores a diesel mais modernos se deve à nova legislação sobre emissão de poluentes e ruídos, a Conama Fase 5. Essa lei, que segue o padrão Euro III, entrou em vigor em 1º de janeiro passado. Esses motores são mais eficientes em todos os sentidos, diz Luso Ventura, diretor de Comissões Técnicas da SAE Brasil. “Com a tecnologia de injeção common rail (duto único), é possível fazer uma pré-injeção, que prepara a câmara para uma combustão mais suave e silenciosa.” Por isso, os propulsores conseguem oferecer um desempenho melhor, gastar e poluir menos e agredindo menos os ouvidos. Mas o conceito de motor eletrônico não é sinônimo de sistema common rail. A Mitsubishi tem, desde 2003, um motor com gerenciamento eletrônico de injeção, sem o duto único, mas que permite cumprir com todas as legislações de gases tóxicos e ruídos. Na L200, um sistema computadorizado controla a conhecida bomba injetora (Diário de São Paulo, 31 de agosto).

Oferta limita projetos de biodiesel
A limitada produção de biodiesel no país tem inibido projetos mais ambiciosos para este segmento e levado empresas interessadas em comercializar o produto a procurar alternativas fora do Brasil para cumprir contratos. A falta de uma política interna de preços para o biodiesel e o incentivo tributário limitado a pequenos produtores ligados à agricultura familiar são um empecilho para o avanço deste setor, segundo Miguel Dabdoub, presidente do projeto Biodiesel Brasil e pesquisador de química na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). "O Brasil não terá condições de abastecer a demanda de biodiesel somente com a agricultura familiar", afirmou Dabdoub. Segundo ele, vários grupos instalados no Brasil, entre eles montadoras e empresas de autopeças, já detêm tecnologia, desenvolvida nestes últimos cinco anos, que permite uma mistura de até 30% de biodiesel no diesel (Valor, 31 de agosto).

Bugatti Veyron já tem fila de espera
A Volkswagen já contabiliza 40 pedidos de compra do superesportivo Bugatti Veyron. O carro, cujo preço deve superar a casa de 1,2 milhões de euros, conta com cinco unidades vendidas. Porém, o diário financeiro afirma que nenhum dos proprietários ainda teve oportunidade de levar o carro para casa. A Volkswagen adquiriu os direitos da Bugatti em 1998. O Veyron é o carro em produção mais veloz do mundo. Em maio, ele superou a marca de 400 km/h na pista de testes da Volkswagen de Ehra-Lessien, na Alemanha. Debaixo do capô desse bólido há um motor 8.0 W16 de 64 válvulas equipado com quatro turbo compressores e capaz de gerar nada menos de 1.001 cv de potência a 6.000 rpm. Ainda de acordo com o jornal, a montadora voltou a afirmar que pretende limitar a produção do modelo em 300 unidades (Carsale, 31 de agosto).

Opel mostra nova Zafira a gás natural
A Opel, braço europeu da General Motors, apresentará no Salão de Frankfurt a nova geração da Zafira 1.6 CNG. A mostra automotiva abre suas portas para o público em 15 de setembro. O modelo será vendido a partir do segundo trimestre de 2006, mas a empresa já aceita encomendas (Carsale, 31 de agosto).

Volkswagen Concept C já tem nome
O novo cupê-cabriolet da Volkswagen, baseado no Concept C, carro conceito apresentado no Salão do Automóvel de Genebra em 2004, já tem nome definido: Eos. Esse nome vem da mitologia grega, mais especificamente conhecida como a "deusa do amanhecer". A principal característica do VW Eos é a sua transformação de cupê para cabriolet graças a um mecanismo eletro-hidráulico, responsável pela retração da capota do automóvel (Terra, 31 de agosto).

Volkswagen antecipa prazos para o flex
Foi antecipado para o início de 2006 o plano da Volkswagen de produzir somente motores flex em sua linha fabricada no País. Será a primeira marca a encerrar a oferta de motores só a gasolina e só a álcool. No final de setembro, chega o Bora importado do México. Embora não se trate da última versão, terá preço competitivo pela vantagem cambial do peso mexicano frente ao real (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de agosto).

Fiat Automóveis reduz meta de exportação
Cledorvino Belini, diretor superintendente da Fiat Automóveis, tem boas perspectivas. "O Brasil acaba de ficar responsável, também, pelo mercado da África do Sul, onde temos boas perspectivas de negócios". O presidente da Fiat reiterou que a subsidiária da Argentina - que recebe investimentos de 150 milhões de pesos (cerca de R$ 130 milhões) em novos motores, caixas de câmbio e componentes mecânicos, dentro de dois anos terá 2 mil empregados diretos e estará exportando 700 milhões de pesos (R$ 630 milhões). O presidente da Fiat Auto América Latina controla, além da América Latina, as operações do México e, agora, da África do Sul.

CTA concede certificado ao jato 190 da Embraer
O Centro Técnico Aeroespacial concede hoje para a Embraer o certificado de homologação de tipo para o seu jato de 100 passageiros, o Embraer 190. A certificação de tipo garante a produção em série do avião e confirma que os processos produtivos e de projeto da aeronave estão de acordo com os requisitos exigidos para a segurança em vôo. Com o certificado em mãos, a Embraer também pode iniciar as entregas do 190 para as companhias aéreas. O cliente lançador do jato é a norte-americana Jet Blue, que encomendou 100 unidades do modelo. A aeronave possui um total de 177 pedidos firmes feitos pela Air Canadá, Copa Airlines, do Panamá e Gecas, dos Estados Unidos. (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

Fiat reduz previsão de exportações
A depreciação do dólar afetou o plano de exportação da Fiat para 2005. A montadora esperava vender neste ano até 120 mil veículos para o mercado externo. Mas o câmbio desfavorável rebaixou essa projeção para 80 mil unidades --o mesmo patamar registrado em 2004. "O meu sonho era exportar 120 mil veículos em 2005. Mas não vai dar para realizar esse sonho. Não neste ano", disse o presidente da Fiat, Cledorvino Belini. Mesmo esperando por um crescimento zero nas exportações --considerando os volumes de veículos embarcados--, Belini diz que o resultado de 2005 será positivo. "Será um bom volume de exportações. No conjunto, a massa de exportações será importante para o resultado final da economia." (Fabiana Futema, Folha Online, 30 de agosto).

Fiat prevê liderar mercado neste ano
A Fiat descarta uma possível contaminação da economia pela crise política. Para o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, a indústria automotiva deverá encerrar o ano com um incremento nas vendas de 8% frente a 2004. Ou seja: serão 1,6 milhão de veículos só para o mercado interno. "A economia parece estar desvinculada da política. Não há, por enquanto, sinais de contaminação", disse Belini. Segundo ele, esse aquecimento deverá ser mantido em 2006, quando Belini espera pela venda de 1,7 milhão de veículos para o mercado interno. "A economia toda está girando. Temos produtos e acreditamos no crescimento do mercado." (Fabiana Futema, Folha Online, 30 de agosto).

Novo Vectra chega à revenda mais cedo
A General Motors antecipará em um mês o início das vendas do novo Vectra, que será lançado em outubro. A versão redesenhada pela filial brasileira poderá ser encomendada a partir de sábado, quando também será anunciado o preço do veículo. Para promover a venda, a GM montou um espaço denominado Universo Vectra no Jockey Club de São Paulo. O espaço também será instalado em nove capitais e nas revendas autorizadas (Correio do Povo, 30 de agosto).

Gás natural amplia rede no interior de SP
O governo do Estado de São Paulo e as concessionárias paulistas estão ampliando a rede de distribuição de gás natural canalizado. O governador Geraldo Alckmin autorizou a desapropriação de imóveis necessários para a execução das obras de expansão das empresas Comgás e Gás Natural São Paulo Sul. A Comgás vai construir nova passagem de dutos e uma Estação de Redução de Pressão nas cidades de Guararema e Jacareí. Já a Gás Natural São Paulo Sul, concessionária da região de Sorocaba, está ampliando sua rede de distribuição canalizada no trecho Porto Feliz-Laranjal Paulista. Serão realizadas obras para passagem de dutos no município de Tietê (Diário do Grande ABC, 30 de agosto).

Carrera GT atinge mil unidades produzidas
A Porsche anunciou a produção da milésima unidade do Carrera GT, marca atingida este mês, na planta da marca em Leipzig (Alemanha). O modelo número 1.000, pintado na cor prata, foi encomendado por um comprador de Omã, no Oriente Médio. O esportivo é equipado com motor 5.7 V10, de 612 cavalos, capaz de atingir 330 km/h (Carsale, 30 de agosto).

Toyota mostrará as últimas evoluções do Yaris e do RAV
Duas das principais atrações da Toyota no Salão de Frankfurt serão os novos Yaris e RAV4. A última evolução do utilitário foi desenhada no ED2, o estúdio europeu de design da marca japonesa, localizado no sul de França. A versão europeia do Yaris continuará sendo fabricada na França. O início das vendas está marcado para Janeiro de 2006. De acordo com a Toyota, a terceira geração do RAV4 oferece melhores performances, mais qualidade e novas tecnologias. O seu lançamento está previsto para a primavera de 2006 (Terra, 30 de agosto).

Excesso de capacidade na indústria automotiva
O presidente da Ford na América do Norte disse que a indústria automotiva terá excesso de capacidade, à medida que novas fábricas são abertas em mercados como a China, segundo a Bloomberg. "Muitas serão centradas à América do Norte", disse o vice-presidente executivo Greg Smithem durante conferência en Detroit. No mês passado, Don Leclair, da área financeira, disse que a Ford tem mais capacidade do que precisa na região, onde suas fábricas operaram a 86% da capacidade em 2004 (Valor, 30 de agosto).

Basell desenvolve peças para carro compacto
A Basell, a gigante petroquímica que saiu do negócio de resinas no Brasil ao vender sua participação na Polibrasil ao grupo Suzano, irá ajudar no desenvolvimento de peças de plásticos de um novo carro compacto global, a ser lançado no país em 2007. A companhia centrou seu foco no Brasil no segmento de compostos de polipropileno, produto que utiliza a resina misturada a aditivos, para a produção de peças automotivas, como painéis e pára-choques, entre outros produtos. É um mercado que movimenta cerca de US$ 150 milhões por ano, segundo estimativas da própria empresa. A indústria automobilística tem procurado reduzir o peso dos carros, usando cada vez mais materiais mais leves. "O resultado é o menor consumo de gasolina", disse o presidente da Basell Internacional, Ian Dunn. O nome da montadora não foi revelado. Em 2007, espera-se que pelo menos Renault, GM e Volkswagen lancem modelos de carros compactos no Brasil. O composto de polipropileno tem um custo menor do que os plásticos de engenharia. Ele já é utilizado no Gol e Fox, ambos da Volks. A Basell deve colocar em operação uma capacidade de produção de compostos de 40 mil toneladas até o fim do ano em Pindamonhangaba, SP (Valor, 30 de agosto).

Honda a gás, abastecido na garagem
Um carro movido a gás natural, que pode ser abastecido na própria garagem da casa, é a mais recente aposta da Honda no mercado americando. A montadora japonesa, pioneira no lançamento de modelos híbridos, movidos a gasolina e energia elétrica, também quer incentivar o uso do gás, outra alternativa para a cara gasolina, além de bem menos poluente. O equipamento de abastecimento foi desenvolvido em parceria com a americana Fuel Maker Corporation (Estadão, 30 de agosto).

Fiat estréia no segmento das minivans - 1
O novo Idea é o que o que se chama de minivan - veículo serelepe, que alia a desenvoltura de automóvel compacto para grandes cidades com virtudes de conforto de uma station wagon. É descrito, tanto como "companheiro" de trabalho como de lazer. A empresa informa que buscou satisfazer preferências brasileiras e exemplifica com o quadro de instrumentos, localizado diante do motorista (na minivan européia, está alojado no centro do painel). O Idea brasileiro traz uma profusão de portas-objetos, que podem chegar até 20. A idéia sempre é aproveitar ao máximo todo o espaço disponível. A minivan Idea aliou mix de automóvel e station wagon sem esquecer a esportividade. Nesse aspecto, traz como item opcional teto solar panorâmico - que ocupa 70% da área do teto (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Fiat estréia no segmento das minivans - 2
A minivan Idea, para cinco pessoas, tem 3.931 milímetros de comprimento e 1.698 mm de largura, mas "um habitáculo generoso e racionalmente distribuído onde pessoas se acomodam com todo o conforto". O Idea chega com duas opções de motores, ambos bicombustível ou Flex: o 1.4 e o novo 1.8 Flex, que faz sua estréia na nova minivan. A versão 1.8 Flex tem 112 cv a gasolina e 114 cv a álcool, potência máxima a 5.500 rpm. Desenvolve 180 km/h a gasolina e 182 km/h a álcool; acelera de 0 a 100 km/h em 11 segundos (gasolina) e 10,9 s (álcool). Na cidade, segundo a empresa, o Fiat Idea faz 12 quilômetros com um litro de gasolina, e 8,2 km com um litro de álcool. Na estrada, roda 16 km com 1 litro de gasolina e 11 km por litro de álcool. Tem tanque para 48 litros (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Eletrônica chega ao câmbio manual
A Magneti Marelli Controle Motor, empresa do grupo Fiat, está desenvolvendo com três montadoras no Brasil novo sistema de controle eletrônico, o MTA (Transmissão Manual Automatizada). A estimativa da empresa é que esse produto, que foi lançado na Europa em 1986 nos carros de Fórmula 1 e já equipa entre vários modelos a Ferrari, Lamborghini, Maserati e Alfa Romeo, esteja disponível no mercado brasileiro a partir de 2007. "A estratégia é que o MTA seja aplicado em carros pequenos com motor de 1.3 e 1.4 litro, já que oferece o mesmo nível de conforto de um câmbio automático com custo menor", disse o presidente da empresa, Silvério Bonfiglioli. Segundo o executivo, para instalar uma fábrica de câmbio automático no Brasil são necessários investimentos de € 500 milhões, enquanto que para se fazer uma linha de montagem do MTA é preciso investir 50 vezes menos. "Além disso, a transmissão manual automática assegura redução de 10% no consumo de combustível, diminui o índice de emissão de poluentes e ainda tem a vantagem de poder ser aplicada em qualquer tipo de veículo, enquanto que o câmbio automático é mais indicado para carros com motor de maior potência", compara Bonfiglioli (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Pathfinder muda visual e tem motor a diesel
Da antiga versão, só o nome foi preservado. O Pathfinder cresceu 100 mm no comprimento, 30 mm na largura e 140 mm na altura. Além disso, ganhou uma terceira fileira de bancos, que possibilita o transporte de sete passageiros. Com isso, a capacidade do porta-malas foi reduzida. Com os bancos extras armados, o Pathfinder leva 190 litros de bagagem. Sem eles, a capacidade do porta-malas sobe para 515 litros. O carro traz de volta o motor a diesel, presente nos primeiros modelos importados em 1993. O atual propulsor é um 2.5 de 174 cv (cavalos) e 41,1 kgfm de torque (força). O motor 3.5 a gasolina com 243 cv foi aposentado. Em seu lugar, surge o 4.0 de 266 cv. Até o final deste ano, a previsão é de 167 unidades vendidas. A versão a gasolina será oferecida por R$ 218 mil. A versão diesel custará R$ 225 mil (Folha de SPaulo, 29 de agosto).

Range Rover fica mais luxuosa e cara
Um carro com números grandiosos e que não economiza no conforto, na potência e no preço. Essa é a definição mais próxima do Land Rover Range Rover. A linha 2006 do utilitário chega ao país só na versão topo de linha. "Estamos direcionando o carro para um segmento mais luxuoso. Queremos roubar o mercado de sedãs de luxo", diz Luiz Tambor, diretor comercial da montadora. Sob o capô, o grandalhão, que pesa 2,6 toneladas, leva um motor 4.2 V8 (oito cilindros em "V") que gera 396 cv (cavalos) e 56 kgfm de torque (Folha de SPaulo, 29 de agosto).

Motor bicombustível recebe mais inovação - 1
Em pouco mais de um ano, o Brasil não produzirá mais carros a gasolina. E até lá, o bicombustível - veículo que roda com álcool ou gasolina - não precisará ter reservatório de gasolina da partida a frio. A marcha da tecnologia do motor flexível, invenção brasileira que vai completar dois anos e meio no próximo mês, não tem limites: a meta da indústria é, cada vez mais, reduzir o custo do quilômetro rodado. A Volkswagen já coloca motor bicombustível em 83% dos automóveis e utilitários leves e se prepara para poder oferecer 100% da linha com essa tecnologia até o fim de 2006. A Kombi, um dos últimos modelos da marca que ainda não recebeu a inovação, terá motor capaz de funcionar com álcool ou gasolina já no ano que vem, segundo o diretor de marketing da Volks, Paulo Sérgio Kakinoff. Bosch e Magneti Marelli, dois dos três fornecedores do sistema que gerencia a queima da gasolina, álcool ou a mistura de ambos em qualquer proporção, acabam de lançar um avanço da tecnologia - o fim do tanquinho de gasolina para partida a frio. Outras novidades vêm por aí. Os fornecedores se esforçam, agora, para que as montadoras se interessem pelo sistema que permite o uso do álcool, gasolina ou gás. No caso, existe no mercado uma forte concorrência com as empresas que fazem a conversão. A experiência do chamado "trifuel" de fábrica se limita, até agora, a 500 unidades do Astra, da GM, vendidas quase todas para motoristas de táxi (Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).

Motor bicombustível recebe mais inovação - 2
Dona de 70% do mercado do bicombustível, a Magneti Marelli desenvolve um sistema que permite o gás sem o uso do botão, equipamento que faz parte dos kits de conversão do mercado e que tem de ser acionado pelo motorista para trocar o combustível líquido (gasolina ou álcool) por gás. "É uma evolução do motor flexível", afirma Silvério Bonfiglioli, presidente da Magneti Marelli Controle Motor. Segundo ele, o que se busca é um sistema que "pense" pelo usuário. Dessa forma, caberá a uma central eletrônica verificar se o veículo está numa subida ou não e se necessita de mais torque para ultrapassagem. Assim, a escolha entre queimar álcool, gasolina ou gás deveria ser feita por essa central eletrônica e não pelo motorista. Bonfiglioli chama esse sistema de "tetra fuel" porque permite também o uso da gasolina pura, sem álcool, que, afinal, é o combustível usado nos demais países do Mercosul (Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).

Tecnologia evolui e atrai o interesse de outros países
Na próxima semana, uma delegação da filial da Magnetti Marelli da China, visitará a fábrica da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo, para conhecer de perto o desenvolvimento da tecnologia do motor que aceita álcool e gasolina. Desde o lançamento do bicombustível, essa criação brasileira vem atraindo a atenção de outros países, principalmente depois que os preços do petróleo dispararam e que o mundo começou a discutir formas de reduzir a emissão de poluentes. A China é o país mais interessado. O vice-presidente da unidade de sistemas à gasolina da Bosch, Besaliel Botelho, conta que os responsáveis pelo projeto brasileiro na companhia já estiveram na China e também receberam visitantes daquele país na fábrica instalada em Campinas (SP). Os chineses já convivem com a mistura de 10% de álcool na gasolina. Na Europa e no Japão a média da quantidade de álcool adicionada na gasolina está em torno de 5% (Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).

O primeiro nome para a presidência da Mercedes
As especulações sobre os potenciais candidatos a presidente do Grupo Mercedes, divisão da DaimlerChrysler, tomaram conta das discussões sobre a indústria automobilística alemã e já começam a vazar para fora do setor. O primeiro nome a circular na imprensa é o de Franz-Josef Paefgen, presidente da britânica Bentley. Até que o novo presidente seja escolhido o Grupo Mercedes será dirigido por Dieter Zetsche, presidente da DaimlerChrysler, que assumirá o cargo a partir do 1º de setembro (AutoData, 27 de agosto).

Vendas de R$ 2,8 bi pela internet
A venda de carros pela internet, realizada por montadoras e revendedoras de veículos, deve ultrapassar a marca de R$ 5 bilhões em 2005. Segundo o relatório elaborado pela companhia E-Consulting e a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), o setor movimentou R$ 2,874 bilhões no primeiro semestre de 2005, montante que representa 62,45% do total do índice de varejo online (VOL), o qual inclui gastos com turismo e bens de consumo (lojas virtuais e leilões para pessoa física). "Em 2004, a venda de carros pela internet totalizou R$ 4,27 bilhões, uma alta de 31,7% sobre 2003. Essa média deve ficar entre 25% e 30% nesse ano, se a economia não sofrer grandes mudanças daqui para frente", avalia o diretor executivo da Camara-e.net, Cid Torquato (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).

Marcopolo estuda entrar na Rússia
A Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, não desmente tampouco confirma a informação de que está em conversações com a empresa Russkiy Avtobusy, maior fabricante de ônibus da Rússia. Sem citar o nome da empresa russa, o vice-presidente do grupo gaúcho, José Antonio Martins, disse ontem que não há nada definido, mas não descartou a possibilidade de futuramente existir uma parceria naquele país. "Por enquanto, estamos apenas fazendo pesquisas", limitou-se a responder o empresário. Embora a direção da Marcopolo esquiva-se em dar informações, o comentário no mercado é de que as negociações estão em estágio avançado, e que pode resultar, em breve, na formalização de uma joint venture. Martins admite que joint venture é o modelo indicado, não apenas para a Rússia, mas para os Países do Leste Europeu, Índia e China com os quais a empresa caxiense vem fazendo estudos de mercado. "Mas isso não significa dizer que vamos fazer joint venture com a Rússia", ressaltou ele (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).

Acordo Brasil-Argentina sai em 2 meses
O acordo provisório para o setor automotivo entre a Argentina e o Brasil só deverá ser concluído dentro de dois meses, segundo um dos negociadores brasileiros que se reuniram nesta quinta-feira em Buenos Aires. Embora o Brasil possua o desejo de iniciar o livre comércio do setor a partir de 2006, conforme previa o acordo em vigor desde 2001, a Argentina não vai abrir mão de postergar essa decisão, conforme declarações do secretário de Indústria da Argentina, Miguel Peirano. As negociações prometem ser complicadas, mas neste início das discussões, as delegações de ambos países afirmam que tentarão chegar a um consenso “dentro de um ou dois meses sobre o acordo provisório a partir de janeiro de 2006”, no intercâmbio bilateral de veículos e autopeças. “Se a Argentina e o Brasil recuarem novamente, estarão dando um espaço para a China em terceiros mercados e também no mercado doméstico dos dois países”, afirmou fonte da Anfavea (Diário do Grande ABC, 26 de agosto).

VW apresenta sexta geração do Passat
Em setembro chega às concessionárias Volkswagen de todo o Brasil a sexta geração do Passat, modelo lançado há menos de três meses na Europa. A estréia do novo modelo por aqui é representada pela versão Comfortline e já tem lista de espera para a compra. Com visual mais arredondado e imponente, o carro traz nova identidade dianteira, caracterizada pela grade do radiador cromada e estendida ao pára-choque, além da traseira mais robusta, em que se destaca o conjunto óptico formado por lanternas equipadas com leds (diodos emissores de luz). Uma das novidades é o motor 2.0 dotado com o sistema de alimentação FSI (Fuel Stratified Injection), que rende 150 cv de potência (Terra, 26 de agosto).

Novo diretor de transporte na Ryder Logística
A Ryder Logística dobrou, neste ano, a capacidade de atuação do trecho Brasil/Argentina. A previsão é que a demanda para àquele país aumente, resultado do aquecimento do mercado entre os dois países. Para coordenar este crescimento, a Ryder contratou o executivo Ruy Galvão como diretor de transporte (WebTranspo, 26 de agosto).

VW poderá lançar nova perua em 2008
O presidente do Grupo Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, informou que a empresa planeja produzir uma nova perua, que deverá ficar posicionada estrategicamente entre outros dois modelos da marca: o Passat e o Phaeton. De acordo com a companhia, o novo veículo viria para competir com o Mercedes CLS e o BMW Série 6. A expectativa da VW é de que o novo modelo, que deverá contar ainda com as versões sedan e cupê, chegue ao mercado em 2008 (Carsale, 26 de agosto).

DPaschoal promove curso de off-road
A DPaschoal realiza neste final de semana, 27 e 28 de agosto, em São Paulo, mais uma edição do Off-Road 4x4. O evento conta com aulas que incluem desde o conceitos básicos sobre veículos até práticas em trilhas, nas quais os alunos podem conhecer melhor suas máquinas, sempre acompanhados pelo instrutor João Roberto Gaiotto. A segurança é o foco do curso. Como grande parte dos participantes são principiantes, as etapas práticas utilizam trilhas leves. Durante todo o percurso, os alunos serão acompanhados por um instrutor. Os interessados devem possuir um veículo 4x4 e efetuar sua inscrição no site www.dpaschoal.com.br (Carsale, 26 de agosto).

Caminhoneiros: Senna, celular, internet e jornal - 1
Sula Miranda, quem diria, perdeu o título de "rainha dos caminhoneiros". O maior ídolo dos profissionais das estradas é o já falecido piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna. Esta é uma das curiosidades reveladas em pesquisa realizada pelo instituto Ipsos, em julho passado. A coordenadora da pesquisa, Ana Letícia Verroni, diz que não há uma justificativa palpável para a preferência pelo piloto, morto em 1994. "Vai ver que é o mau desempenho do Rubens Barrichello que traz a saudade do Senna", arrisca. O levantamento ouviu 500 caminhoneiros que participaram da 26ª Festa do Carreteiro, na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo e mostra que o programa de TV preferido por estes profissionais é o Jornal Nacional, da TV Globo seguido pela novela das oito. Aos domingos, o líder entre a turma da estrada é o "Domingão do Faustão", também da Globo e em segundo lugar vêm as transmissões esportivas (Valor, 26 de agosto).

Caminhoneiros: Senna, celular, internet e jornal - 2
Dos entrevistados, 27% rodam mais de 15 mil quilômetros por mês, e 11% costumam usar a internet durante essas andanças. Pelo menos uma vez por semana 41% deles lêem os jornais e o rádio é apontado como o maior companheiro - 81% deles declararam que ouvem rádios FM, enquanto apenas 10% preferem sintonizar as ondas médias. A forma mais utilizada para falar com a família é o telefone celular - por 50% dos entrevistados - enquanto 43% utilizam o telefone fixo público para ligar para casa. A maioria dos entrevistados, 54%, possui cartão de crédito, contra 46% que declaram não ter o dinheiro plástico. Mas na hora de pagar a conta do abastecimento do caminhão a opção da maioria é o dinheiro vivo. A pesquisa também mostra que a idade média da atual frota de caminhões é de 11 anos - quando o público entrevistado é proprietário do veículo - e cai para 8 anos quando o pesquisado é empregado de alguma transportadora (Valor, 26 de agosto).

Campanha para a tribo dos fiéis ao Pathfinder
O Pathfinder foi o primeiro utilitário esportivo a chegar no país depois da abertura, em 1993. Naquele instante, comprar um veículo bacana vindo do Japão, e até então visto apenas nas estradas do Primeiro Mundo, saciou o desejo reprimido de muita gente. Nesses 12 anos, perto de 4 mil consumidores compraram um Pathfinder, que passou por apenas uma grande modificação, em 1996. O que de um lado representa uma satisfação, mas por outro um problema para a direção da Nissan, é que muitos clientes não vendem o veículo por nada. Pensando nisso, a Nissan preparou uma ação de marketing especial para apresentar a nova geração do Pathfinder, que agora vem da Espanha, seguindo as trilhas da globalização da marca japonesa. Os fiéis donos do modelo receberão uma apresentação pelo correio antes da campanha de lançamento ir ao ar, na próxima semana. O veículo chega ao mercado custando R$ 218 mil na versão a gasolina e R$ 225 mil na diesel (Marli Olmos, Valor, 25 de agosto).

Penske prevê expansão no Brasil
Após assumir o controle da Cotia Penske Logistics, da qual detinha 50%, a americana Penske Logistics prevê um crescimento de até 15% no Brasil, ampliando sua atuação em transporte aéreo e marítimo. Para isso, a empresa pretende fazer alianças com aéreas e empresas de transporte internacional, seguindo linha de atuação adotada em outros mercados. O país é o único onde a multinacional não atua nesses segmentos, focando apenas em transporte rodoviário e armazenamento. A operação de aquisição, de valor não divulgado, foi concluída no início do mês (Valor, 25 de agosto).

S10 na disputa do segundo lugar
A GM ficará feliz se a pickup média S10, modelo 2006, conseguir vender mais de 1.000 unidades mês e disputar pelo menos o segundo lugar, em ambiente de alta concorrência. Além do novo motor diesel com injeção eletrônica que ganhou 8 cv (agora, 140 cv de potência), houve retoques na grade, faróis e uma entrada de ar no capô. Mecanicamente, novos amortecedores e a volta do bloqueio parcial do diferencial que melhora o desempenho em terrenos difíceis. Tanto a S10 como a Blazer ganharam em dirigibilidade e conforto de marcha, com o motor MWM menos ruidoso e apresentando menor nível de vibrações. O acelerador eletrônico ajuda bastante. A fábrica garante que buscou mais economia de combustível do que desempenho. Na média consome em torno de 11% menos, em relação ao anterior. Uma boa diferença para frotistas (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Cilindro para conversão GNV mais leve
A White Martins lança um cilindro mais leve e com maior quantidade de gás. O modelo, para veículos leves, é composto de dois cilindros instalados um em cima do outro, com capacidade para 36 litros e 85 cm de comprimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás as conversões subiram de 52.122 no primeiro quadrimestre de 2004 para 85.143 no mesmo período deste ano o que representou um aumento de 63%. A frota de carros movidos a gás natural no Brasil já soma 921.102 veículos (Terra, 25 de agosto).

Baja Cross: inscrições só até 26 de agosto
O IX Baja Cross São Carlos, competição regional que reúne veículos off-road projetados e construídos por estudantes do curso de Engenharia de faculdades de todo o país, encerra suas inscrições nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, prazo final para o envio dos relatórios de projeto. As equipes que desejarem participar da competição, que acontece de 16 e 18 de setembro, devem acessar www.saebrasil.org.br (Terra, 25 de agosto).

VW: prejuízos nos EUA até 2006

A Volkswagen AG prevê prejuízos em suas operações nos Estados Unidos pelo menos até 2006 devido às pressões dos preços praticados pela concorrência e à desvalorização do dólar. "Esse ano não será muito melhor do que 2004", disse Bernd Pischetsrieder, principal executivo da empresa, a analistas em conferência realizada ontem em Londres. No ano passado, a Volkswagen registrou prejuízo de US$ 1,22 bilhões nos EUA (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Moody’s rebaixa GM e Ford
A agência de classificação de risco Moody´s reduziu ontem o rating de crédito da Ford e da GM para o nível "junk", o patamar de risco mais elevado. No caso da GM, a Moody´s citou perdas operacionais consecutivas na divisão da América do Norte e desafios enfrentados no processo de reestruturação. A Moody´s foi a última das três principais agências de classificação de risco a rebaixar o rating da empresa para "junk". Ainda assim, as ações da montadora caíam no pregão eletrônico após a notícia, assim como as da Ford (Valor, 25 de agosto).

Ford: reestruturação deve surpreender
A proposta de reestruturação da Ford Motor, no quarto trimestre, irá além do corte de custos e incluirá "novas iniciativas", disse o principal executivo, William Clay Ford Jr. "Será um anúncio abrangente e surpreenderá as pessoas de forma positiva", disse Ford. "Mas não é só corte, corte, corte", acrescentou (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Mercedes comemora 1,5 milhão de veículos
A DaimlerChrysler do Brasil está completando a produção de 1,5 milhão de veículos na linha de montagem de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Do volume total, segundo a empresa, 70% são caminhões e 30% ônibus. O veículo de número 1.500.000º que saiu da linha de montagem foi um chassi de ônibus, modelo O 500 RS, entregue ao empresário Jacob Barata, um dos maiores frotistas do país, com empresas de transportes em vários estados - Rio, São Paulo e Ceará, entre outros. Barata está no setor há 58 anos (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

GM ultrapassa VW no mercado chinês
A General Motors superou a Volkswagen no ranking de vendas do mercado chinês. O grupo norte-americano comercializou 308,8 mil veículos no país asiático, o que lhe garantiu a liderança. Enquanto isso, a ex-líder Volkswagen vendeu 183 mil modelos, 125 mil a menos do que a GM (Carsale, 25 de agosto).

Venda de importados volta a cair
Depois de três meses com as vendas em alta, os importadores filiados à Abeiva (BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong) apresentaram queda de vendas em julho. Foram comercializadas no varejo, 475 unidades, 6,86% menos que no mês de junho, quando foram vendidos 510 veículos. Mas no acumulado de sete meses o volume de vendas apresentou crescimento de 52,94% (varejo) e 49,14% (atacado), o que mostra uma recuperação (embora ainda fraca) do setor. Foram 2.970 unidades este ano, diante de 1.942 veículos em 2004 (Diário do Grande ABC, 25 de agosto).

Toyota proíbe fumantes em fábrica norueguesa
A Toyota excluiu os fumantes de sua lista de possíveis candidatos a disputar uma vaga de emprego na Noruega, segundo os anúncios inseridos pela empresa em vários meios de comunicação. Um anúncio de uma página inteira no jornal "Budstikka", da Província de Asker e Barum (leste da Noruega), oferecendo distintas vagas de trabalho "para você que não fuma" despertou hoje diversas reações e críticas de especialistas. "Os cidadãos devem saber que as companhias automobilísticas são grandes espaços abertos. Em atenção aos clientes e ao ambiente de trabalho queremos deixar muito claro que é proibido fumar", declarou o chefe da Toyota em Asker, Henrik Junker (Folha de SPaulo, 25 de agosto).

Créditos do BNDES para o setor automotivo
Um crédito de R$ 180 milhões foi aprovado pelo BNDES para a Fiat Automóveis produzir o Fiat Idea, a minivan que será lançada no fim de semana no mercado brasileiro, informou Haroldo Fialho Prates, do Departamento de Indústria Pesada do banco. O custo do financiamento, que está em fase de contratação, será de 15% em cesta de moedas (com risco cambial) e os 75% restantes corrigido pela TJLP mais juro de 4,5% ao ano, por se tratar de multinacional. O investimento total da Fiat no projeto será de R$ 450 milhões. Prates contou que o banco já aprovou até agora mais de 20 operações de financiamento ao setor automotivo. "Todas as grandes montadoras estão com pedidos de financiamento para tocar projetos de novos modelos. Estes projetos estão em fase de análise e posterior aprovação ainda em 2005", contou. Ele revelou que a indústria automobilística também demandou a linha de capital de giro do banco, o Progeren. O BNDES deu "sinal verde" para o projeto de ampliação de capacidade da Comil (R$ 4,3 milhões) e aprovou empréstimo de R$ 17,5 milhões para expansão da MVC, empresa de componentes de plástico da Marcopolo (Valor, 24 de agosto).

Honda lança modelo bicombustível em 2006
No próximo ano, a Honda começará a produzir no Brasil os primeiros veículos com motor bicombustível. O projeto precisará da participação dos técnicos da matriz da montadora, no Japão, já que as peças dos motores colocados nos carros da marca fabricados no Brasil ainda são importadas. Portanto, nesse caso, os primeiros passos para o uso da tecnologia desenvolvida no Brasil estão partindo do Japão. Segundo o diretor executivo da Honda, Kazuo Nozawa, não está ainda definido qual dos dois modelos de carros produzidos no país será o primeiro a sair com o chamado motor flexível. Falta ainda a Toyota, que deve anunciar a adesão à tecnologia em breve (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).

Crescimento da Honda no mercado internacional
O presidente da Honda na América do Sul, Tetsuo Iwamura, diz que a empresa deve expandir os negócios mundiais em 13% neste ano, com a venda de 12,5 milhões de motocicletas, 3,4 milhões de automóveis e 6 milhões de equipamentos de força (como geradores e motores de polpa). No Brasil, a produção de motocicletas continua sendo responsável pela maior parte da receita da companhia. Da previsão de faturamento de R$ 8,3 bilhões para este ano, R$ 5,1 bilhões serão obtidos com a produção de motocicletas. A receita total será 10% maior que a do ano passado. Com a venda prevista de 850 mil unidades no mercado interno e mais 130 mil no externo neste ano, a fábrica de motocicletas, em Manaus, recebeu investimento de R$ 220 milhões para atingir capacidade de um milhão de veículos por ano. "Com horas extras poderemos chegar a 1,112 milhão de motos por ano", completa Iwamura (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).

Embraer inicia treinamentos na Europa
A Embraer investiu cerca de US$ 15 milhões no desenvolvimento do simulador de vôo completo da sua nova família de jatos regionais 170/190, de 70 a 108 lugares. O equipamento, que começou a funcionar recentemente na Europa, para atender aos operadores das aeronaves na região, foi desenvolvido pela empresa canadense CAE Inc, líder mundial na produção de simuladores e na prestação de serviços de treinamento voltados para empresas aéreas. No Brasil a CAE está presente desde 2001, quando instalou no país o maior e mais moderno centro de treinamento da empresa no mundo, com investimentos de US$ 100 milhões. O centro brasileiro da CAE também funciona como base das operações da empresa na América do Sul. O simulador de vôo do Embraer 170 está instalado na sede da Swiss Aviation Training, em Zurique, Suíça (Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Torque é principal atração do Astra
Não é à toa que a GM contratou uma campanha na TV com o piloto Cacá Bueno, da Stock Car, para fazer a divulgação do Astra. Quando se sente a força do Astra, a propaganda faz sentido - o conjunto mecânico é bem agradável. A linha 2006 que chega às concessionárias conta com duas opções de motorização: 2.0 litros 8 válvulas Flexpower e o Multipower (que inclui o gás), que utiliza o motor 2.0 litros de 8 válvulas equipado com o sistema eletrônico Flex Fuel - desenvolvido pela Bosch em parceria com a Powertrain especialmente para a General Motors (Wagner Oliveira, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Marea Weekend 2006 tem preço e conjunto atraentes
A Fiat tenta reposicionar no mercado a station wagon Marea Weekend, cujas vendas decaíram nos últimos anos. Dirigindo o carro, não se entende por que a montadora deixou que o modelo perdesse força. O conjunto é agradável, da suspensão ao motor. Suas dimensões o tornam confortável e uma boa opção para a família, sem ter o preço salgado das versões importadas. Para alguns, o design é ultrapassado, para outros, não. Os faróis pequenos, na contramão da atual tendência, ainda dão aspecto interessante tanto ao sedã quanto à perua, que tem a mesma frente. Em pesquisas com clientes, a Fiat "sentiu" que o carro ainda agrada a uma parcela de compradores, principalmente com o motor 1.6. O que tornava o carro difícil para a montadora, em termos de mercado, era o alto índice de importação de suas peças. O motor produzido na Argentina resolveu o problema. A Weekend tem preço competitivo para o seu porte: R$ 50 mil.A linha 2006 que chega às concessionárias aumenta a tecnologia e dá mais opções de compra (Wagner Oliveira, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Novo Classe M chega em outubro
Lançada no Salão de Detroit deste ano, a nova geração do Mercedes-Benz Classe M desembarca no Brasil em outubro. O utilitário-esportivo de luxo chega com visual bem mais agressivo que o modelo anterior, lançado em 1997. Com 4,78 m de comprimento e 2,12 m de largura, o novo jipão é 15 cm mais longo e 7,1 cm mais largo que o antecessor. O novo Classe M vem com duas opções de motor: V6 3.5 de 272 cv e V8 5.0 de 306 cv. O câmbio é automático de sete marchas com modo manual seqüencial, a tração é integral e a suspensão, pneumática. O veículo não custará menos de US$ 110 mil — ou cerca de R$ 270 mil (Diário de São Paulo, 24 de agosto).

Crise freia o trabalho do terceiro turno em SP
Uma retração na demanda, nos últimos dias, justificada pela direção da companhia como uma conseqüência da crise política, levou a Honda a suspender o terceiro turno de produção na fábrica de automóveis em Sumaré, SP. "Chegamos a fazer 315 unidades", lembra o diretor executivo da Honda no Brasil, Kazuo Nozawa. Agora, a média diária caiu para 280 veículos e o terceiro turno foi suspenso até que a demanda interna dê sinais mais positivos. Já a exportação, porém, está em pleno crescimento. Com isso, a empresa prevê aumento de produção de 18% neste ano. Isso significa elevar o volume total das 55 mil unidades de 2004 para 65 mil. As vendas externas vão crescer graças ao recente contrato do modelo Fit para o México. Para o presidente da Honda, Tetsuo Iwamura, a situação cambial não ajuda na exportação, mas é benéfica para a importação de peças (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).

Fábricas chinesas vão a Frankfurt
Das centenas de empresas com presença garantida na 61ª edição do Salão de Frankfurt, em setembro, três delas são montadoras chinesas estreantes. A Jiangling Motors Corporation, parceira da Ford e conhecida na Europa como Landwind Europe, promete mostrar um modelo 4x4 baseado no veterano Opel Frontera. O utilitário já é vendido na Holanda e deve ganhar a companhia de uma minivan chamada CV9, ano que vem. A Brilliance Jinbei Automobile Corporation, parceira da BMW em operações na China, vai mostrar o sedã grande Zhonghua, que será distribuído no mercado europeu pela Euro Motors. A Geely Motors deve apresentar uma série de novidades no evento, a começar pelo sedã compacto Free Cruiser. A marca também vai levar duas peruas familiares batizadas de FC e M303H, o hatch compacto Haoling e um esportivo charmoso chamado de Chinese Dragon. A Geely assinou contrato para distribuição de seus carros na Espanha e em Portugal e está procurando mais parceiros no mercado europeu (Carsale, 24 de agosto).

Obrigatoriedade do biodiesel é antecipada

O governo tornou obrigatório a partir de agora a adição de 2% de biodiesel para a venda às distribuidoras de combustíveis com o objetivo de antecipar a prática e evitar que as empresas produtoras no país não percam com o produto produzido desde agora. A obrigatoriedade estava prevista para começar a valer apenas em janeiro de 2008, com o percentual de 2% e em 2013, o percentual de biodiesel subiria para 5%. Especialistas estimam que o biodiesel custará, no mínimo, o dobro do diesel mineral, que hoje custa cerca de R$ 1,65 na bomba de combustível. O ministério projeta uma produção de 143,2 milhões de litros de biodiesel até o final de 2005 e de 473,2 milhões para o próximo ano (Terra, 24 de agosto).

Plano da TNT: crescer até 25% em 5 anos
No Brasil desde 1997, a TNT Logistics, divisão do grupo holandês TNT NV, tem planos de crescer entre 20% e 25% nos próximos cinco anos. E encontra terreno fértil por aqui. O diretor mundial de marketing e desenvolvimento de negócios da empresa, Pierre Girardin, argumenta que o Brasil precisa investir em tecnologia para reduzir seus gastos com logística. As empresas brasileiras gastam com logística de 10% a 12% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que na Europa e nos Estados Unidos o percentual varia entre 8% e 10%. Mas há quem esteja em pior situação: na China, o custo logístico é de quase 18% do PIB. Girardin veio ao Brasil para, entre outras coisas, participar de um seminário sobre logística no Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mas não só; aproveitou para visitar alguns clientes, entre eles, o primeiro em terras brasileiras, a Fiat do Brasil. O automotivo é o setor em que a TNT Logistics atua mais fortemente no país. Além da Fiat, a primeira cliente em 1997, também estão no portfolio a Volskwagen, General Motors, Ford e Renault. Não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, já que, como observou Girardin, as multinacionais estão cada vez mais procurando um mesmo operador logístico nos mercados em que atuam. "Com a globalização, os clientes querem ter processos similares em todo o mundo" (Valor, 23 de agosto).

Gol 2006 quebra a tradição das gerações
A Volkswagen quebrou a tradição de convivência de duas gerações ao lançar o Gol 2006. Até desistiu de brigar na faixa de entrada, em que o Mille, na realidade, é o único representante. As mudanças externas atualizaram o modelo e até melhoraram a visibilidade com a ampliação do óculo traseiro. O interior ficou mais "arejado", passando sensação melhor, embora os materiais permaneçam típicos de um carro com preço de combate. Mexer num produto que fará 19 anos na liderança levou bastante cautela à fábrica. Tanto que o objetivo é apenas manter sua participação atual de mercado. Se fosse de aumentar as vendas, teria uma política de preço mais ousada. Parece que optou por abrir mais espaço ao Fox. Dentro de um mês, Saveiro e Parati adotarão mesmas alterações. (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).

Crédito do BNDES para VW e Scania
O BNDES aprovou financiamento para Volkswagen do Brasil e Scania Latin America. As operações de crédito - de US$ 20 milhões para cada empresa - têm por objetivo a exportação de veículos na chamada linha pré-embarque do banco. O BNDES informa que o financiamento à Volkswagen vai "especificamente" para a exportação de veículos leves modelo Saveiro, movidos a diesel ou gasolina, com capacidade para transporte de cargas de até 700 kg. O crédito destinado à Scania será para comercialização de caminhões, ônibus e chassis de ônibus (Gazeta Mercantil, 23 de agosto).

Prática de descontos afeta carros usados
Montadoras de Detroit desovaram rapidamente estoques de carros quando neste verão setentrional ofereceram descontos em nível dos "preços pagos por empregados". A Ford Motor vendeu 32 mil veículos utilitários-esportivos (SUVs) Explorer em julho, o que representou um aumento de 3,8% em um ano em que as vendas haviam despencado. Contudo, a concessão de grandes descontos acarreta um efeito colateral desagradável: reduz o valor dos carros usados, o que torna mais difícil para os consumidores negociá-los em troca de novos modelos. Essa dificuldade poderá aumentar as pressões para a obtenção de maiores descontos e resultar numa espiral viciosa na qual Ford, General Motors (GM) e outras montadoras tenham de oferecer mais descontos em dinheiro para reduzir os preços do varejo que elas anunciaram para os modelos de 2006. Os preços sugeridos menores se destinam a refletir de forma mais aproximada o que os consumidores realmente pagam pelos seus carros (Gazeta Mercantil, 23 de agosto).

Lei para cobrar pedágio nas grandes cidades
A cobrança de pedágio para automóveis nos grandes centros urbanos está para se tornar realidade no Brasil. O governo federal prepara uma legislação para permitir que os municípios cobrem taxas pela utilização diária do carro, além de outras medidas de restrição veicular. Em um primeiro momento, as ações devem atingir motoristas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O prefeito de São Paulo, José Serra, embora tenha descartado a medida como solução para o trânsito, analisa um projeto de ampliação das marginais Tietê e Pinheiros, com pistas feitas pela iniciativa privada e, portanto, pedagiadas (Terra, 23 de agosto).

Garçonete ganha Porsche de gorjeta
Um homem saiu para jantar em um restaurante e ficou tão satisfeito com o atendimento que deixou para a garçonete uma gorjeta valiosa: um Porsche. A história aconteceu no restaurante Njuranger, em Sundvall, na Suécia e foi manchete do jornal sueco Aftonbladet, na semana passada. A presenteada, Josefin Justin, de 19 anos, ganhou um Porsche 924 1979, com 30 mil quilômetros rodados (Carsale, 23 de agosto).

Emprego industrial escorado no setor automotivo
O tímido crescimento do emprego industrial no Grande ABC em julho foi sustentado pelas empresas da cadeia automotiva, segundo indica pesquisa do Ciesp. A alta teve o impulso principal de setores da cadeia automotiva – material de transporte (montadoras e autopeças), metalurgia e material plástico, por exemplo, estão entre os de melhor desempenho. Apesar de o ritmo de geração de novas vagas continuar no processo de desaceleração de meses anteriores, três cidades da região apresentaram alta em níveis superiores ao resultado do Estado de São Paulo para o mês de julho (0,18%). São Caetano, São Bernardo, e Diadema cresceram 0,62%, 0,54%, e 0,42%, respectivamente. Apenas a diretoria regional de Santo André – que também abrange Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – apresentou redução de vagas industriais, com queda de 0,36%. Em todo o Estado, foram geradas 3.537 vagas em julho, aproximadamente 65% menos que no mesmo mês de 2004, quando houve a criação de 9.981 postos de trabalho (Diário do Grande ABC, 23 de agosto).

Internacionalização da gaúcha Guerra
Segunda maior fabricante de implementos rodoviários para transporte de carga do País, a A. Guerra S.A., de Caxias do Sul (RS) elegeu o biênio 2005/2006 para intensificar o seu processo de internacionalização por meio de associações e joint ventures na América Latina e Oriente Médio. É a forma que encontrou para expandir seus negócios. Após acordos comerciais firmados com empresários do Equador, da Venezuela e do Chile, ela se prepara para iniciar as operações na Argentina, com fábrica própria, e para o mês de outubro está programado a montagem das primeiras unidades de reboques e semi-reboques em Dubai, nos Emirados Árabes, joint venture com a empresa local Excel. Os equipamentos serão enviados em regime de CKD (desmontado). Dentro de algumas semanas, a Guerra também vai colocar os pés em Cuba, adotando procedimento semelhante ao de Dubai, mas vinculado a empresas estatais locais. Na próxima semana, a montadora gaúcha embarca algumas unidades para serem expostas na Feira de Havana, que vai acontecer no mês de setembro. (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).

Ford reduz turno no ABC

Com a redução das exportações dos modelos Ka e Courier, por causa da contínua queda do dólar, a Ford Motor Company do Brasil diminuiu a jornada de trabalho na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo a assessoria de imprensa da montadora, desde o dia 8 deste mês os funcionários estão cumprindo jornada de 35 horas semanais. Já na fábrica de caminhões, também em São Bernardo do Campo, a produção está normalizada com um turno de trabalho. Em Camaçari (BA), onde são produzidos os modelos Fiesta e EcoSport o ritmo de trabalho vem sendo cumprido em três turnos. O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, disse em junho deste ano, que os carros feitos em Camaçari por serem de nova geração, podem ter seus preços reajustados no mercado internacional. Já os modelos fabricados em São Bernardo do Campo, mais tradicionais, não suportam reajustes no mercado externo. Mesmo com cortes nos embarques do Ka e Courier, no primeiro semestre a Ford exportou US$ 688 milhões, 44% acima dos US$ 477,8 milhões em igual período de 2004 (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).

Remanufaturado Garret na rede Bosch
A Honeywell Turbo Technologies vai vender turbos remanufaturados Garret na rede de assistência técnica Bosch Truck Service. Segundo o diretor comercial da empresa, Celso Samea, o turbo remanufaturado custará 50% menos que o modelo novo (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).

Setor automotivo desperta para nanotecnologia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Nacional de Nanotecnologia e Nanociência para fortalecer as redes científicas do país que estudam o assunto. Serão investidos R$ 71 milhões neste ano em projetos de jovens pesquisadores e na implantação de grandes laboratórios. Essa tecnologia - que até 2015 deverá movimentar US$ 1 trilhão, segundo estudiosos – possibilita produzir plásticos mais resistentes que o aço e desenvolver pinturas de veículos que suportam bem mais a ação do tempo e avançar na miniaturização do processo de célula de combustível. A DaimlerChrysler, no ABC, passou recentemente a utilizar nanotecnologia aplicada à pintura dos automóveis da marca. A pintura tem um verniz especial, que demorou quatro anos para ser desenvolvida na Alemanha. A fabricante de vidros automotivos Saint Gobain Sekurit, de Mauá, desenvolveu na França um pára-brisa com maior capacidade de refletir o calor, que já está em comercialização no Brasil. O produto é composto de duas lâminas de vidro recheadas com uma película de plástico que contém micropartículas de prata (Diário do Grande ABC, 22 de agosto).

FEI faz adaptação do currículo
O Centro Universitário FEI, de São Bernardo, implementou alterações curriculares para oferecer aos alunos as bases da nanotecnologia. As modificações, que consistiram em um novo enfoque dado à disciplina Física 4, foram introduzidas em conjunto com a inauguração de um novo laboratório, de Física Moderna, que demandou cerca de US$ 40 mil em investimentos na escola. O chefe do Departamento de Física da FEI, professor Vagner Barbeta, explica que a universidade não tem pesquisa voltada à nanotecnologia, mas quer dar aos estudantes o arcabouço básico para que o aluno da instituição lide com algo que é uma tendência a se firmar na área de engenharia no médio prazo (Diário do Grande ABC, 22 de agosto).

GM contratará mais 400 em cinco anos
A General Motors vai contratar mais 400 profissionais nos próximos cinco anos para o Centro de Engenharia e Design de São Caetano, informou Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia da montadora para América Latina, África do Sul e México. O reforço, segundo ele, é parte de um plano de expandir o desenvolvimento de novos projetos de veículos para o Brasil e outros países (Diário do Grande ABC, 22 de agosto).

Jovem põe tempero brasileiro no design da VW
O time de estilistas da subsidiária remoça os carros e a imagem da marca. Eles usam piercing, camisetas babylook, topete e gel no cabelo. Não se trata da mais uma nova banda teen, mas sim da jovem ala da equipe de designers da Volkswagem. A montadora cada vez mais incorpora rapazes e moças em seus quadros de alto nível para remoçar a imagem da empresa e dinamizar seus produtos. "É proposital", diz Berthold Krueger, vice-presidente de Vendas e Marketing a respeito da incorporação de jovens entre desenhistas e engenheiros da multinacional alemã. "Os mais novos têm uma paixão e uma visão de liberdade, que os mais velhos, com o tempo, vão perdendo em razão das limitações técnicas impostas aos projetos em fábricas de carros espalhadas pelo mundo." (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

Com nova S-10, GM busca retomar o pódio
A General Motors, que criou o segmento de picapes médias no Brasil, com a produção da S-10 a partir de 1995, espera recuperar a liderança de mercado que manteve nos últimos dez anos e que foi perdida neste ano para a Toyota Hylux e pela Mitsubishi L-200, respectivamente primeira e segunda colocadas no ranking de vendas do setor. Com preços que variam de R$ 50 mil a R$ 122 mil, S-10 e Blazer têm importância fundamental para a GM do Brasil. A produção anual de 30 mil unidades, se considerarmos um preço médio de R$ 80 mil, representaria para a montadora uma receita de R$ 2,4 bilhões, o equivalente a 16% do faturamento, de R$ 15 bilhões em 2004. O Celta, com produção anual de 130 mil unidades (4,3 vezes mais do que a produção das picapes), ao preço de R$ 20 mil, renderia R$ 2,6 bilhões, ou 17,3% do faturamento da GM. "Ainda há chances de recuperarmos a liderança neste ano", acredita Pinheiro Neto, vice-presidente da montadora. "O segmento de picapes médias representa tradicionalmente um território nosso", acrescentou. Para o presidente Young, "mais importante do que atingir a liderança é aumentar as vendas. Teremos um segundo semestre melhor do que o primeiro", afirmou. "Queremos vender a S-10 com base nos conceitos de qualidade, durabilidade e economia de combustível", acrescentou. (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

Engenharia cria soluções com baixos custos
A Volkswagen do Brasil mantém cinco unidades de criação de veículos no mundo - Alemanha, México, Brasil, África e China. Depois da Alemanha, o Brasil é a que reúne a segunda maior equipe, com 950 pessoas (60% engenheiros e 40% técnicos). "A principal missão desses profissionais é criar uma família de carros que vai gerar negócios no futuro", diz o vice-presidente de engenharia, Holger Westendorf. "A engenharia brasileira é vista pela matriz na Alemanha como uma equipe de alto conhecimento e flexibilidade, pois podemos criar soluções efetivas com custos baixos", disse Westendorf. Antes do teste de rodagem, o carro passa por várias etapas de criação na Volkswagen do Brasil, que vai do planejamento, definição do modelo até a construção do protótipo. "Tudo tem que ser definido em um ano e meio", afirma, Holger Westendorf (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

O Senado aprova a criação da Anac
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem o projeto que cria a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que terá a competência de regular e fiscalizar o setor. (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

VW do México fecha acordo com sindicatos

A VW do México disse que fechou acordo com sindicatos para aumentar os salários em 4,2% — ligeiramente abaixo da inflação (The Wall Street Journal, 19 de agosto).

Montadoras põem mais marchas no câmbio

Na busca de uma nova vantagem competitiva, as montadoras estão gastando bilhões de dólares para criar carros com seis, sete e talvez até oito marchas. A enxurrada de investimento nas transmissões com mais marchas do que as tradicionais três ou quatro dos carros automáticos, que predominam nos Estados Unidos, é causada pelo crescimento da demanda por mais economia de combustível e a necessidade de as montadoras suplantar as rivais num mercado congestionado. A Mercedes se prepara para oferecer transmissões de sete marchas na maioria de seus novos modelos. O novo Bora, da Volkswagen, tem a opção de transmissão com seis marchas. Em breve a Ford Motor Co. vai pôr nas ruas o utilitário esportivo Explorer com câmbio automático de seis marchas, parte de uma reformulação total do modelo 2006. Além disso, "a Ford tem vários seis marchas engatilhados", diz Craig Renneker, engenheiro-chefe da empresa para os novos programas de transmissão automática. A marca Lexus da Toyota Motor Corp. vai mais adiante. Ela trabalha numa transmissão automática de oito marchas, dizem executivos do setor. Um porta-voz da Lexus não quis comentar. A General Motors Corp. está trabalhando com a Ford numa nova transmissão de seis marchas projetada conjuntamente que deve aparecer nos veículos GM em 2006. Por volta de 2010, a GM pretende produzir 3 milhões de transmissões com seis marchas por ano, diz Tom Stephens, diretor da GM encarregado das operações de motor e transmissão. Com mais marchas, as montadoras podem melhorar a eficiência dos veículos no consumo de combustível, oferecendo ao mesmo tempo o desempenho de um carro esportivo (The Wall Street Journal, 19 de agosto).

Citroën usa o charme de Paris para vender
A francesa Citroën decidiu apostar que o charme de uma viagem de ida e volta a Paris com direito a acompanhante atrai mais do que um jogo de rodas, câmbio automático ou bancos de couro - brindes típicos nesse setor. A promoção, uma das mais agressivas no mercado de veículos, vale para a compra de qualquer modelo da linha minivan Xsara Picasso, até 30 de setembro. O preço da versão mais vendida é de R$ 55 mil. Se o estoque do modelo 2005 terminar antes dessa data, a promoção passa a valer para a versão 2006 (Marli Olmos, Valor, 19 de agosto).

Motos de luxo ganham mercado
O mercado de motos de alta cilindrada deve consumir este ano 10 mil unidades. Desde 2003, os preços de motos importadas caíram 35%. Uma das marcas que atua no nicho de produtos acima de 650 cm3, a Triumph, vai quintuplicar as vendas, estimulada pela desvalorização do dólar, que facilitou a importação. A empresa espera vender 350 motos, ante 64 no ano passado.A Harley-Davidson, ícone no mercado de duas rodas, vai vender 89% mais, 1,8 mil motos, parte fabricada localmente, ante 950 em 2004. O modelo de mais saída custa R$ 60 mil (Estadão, 19 de agosto).

Bicicleta perde a vez na China
A China Bicycle, uma das maiores fabricantes e a maior exportadora de bicicletas do país, foi à falência nesta semana, vítima da crescente paixão dos chineses pelo carro. A companhia, baseada em Shenzhen, pólo econômico no sul da china tem capacidade de produção de mais de 3 milhões de bicicletas, mas sofreu com a queda dramática da demanda doméstica e a feroz competição de rivais chinesas no mercado externo. Só em Pequim, mil carros novos chegam ás ruas a cada dia. A ascensão do carro gerou outro perigo para o sitiado ciclista: a poluição desenfreada. Nas últimas duas semanas, Pequim sofre sob uma cortina de fumaça (Estadão, 19 de agosto).

Cinco empresas trocam diretores de compras - 1
DaimlerChrysler, Volkswagen, PSA Peugeot Citroën, ArvinMeritor e Visteon estão com novos executivos no comando de seus respectivos departamentos de compras no Brasil. Na DC, Frithjof Punke foi sucedido por Ricardo Vieira Santos como diretor da área. "Priorizaremos qualidade a preço e contratos de fornecimento de médio e longo prazos." – diz Santos. Na Volkswagen a área de compras passa a ser comandada por Thomas Gropp, que assumiu posição antes ocupada por Bernd Martens. Na PSA Peugeot Citroën a substituição de Luc Jeanneney por Maurício Martins é esperada para 1º de setembro. Maurício Martins não é novo na área: até aceitar a proposta da PSA era ele quem respondia pela diretoria de compras da Visteon, que passa a ser comandada por David Carvalho que, por sua vez, deixou a mesma área na ArvinMeritor (Lana Pinheiro, AutoData, 18 de agosto).

Cinco empresas trocam diretores de compras - 2
Na ArvinMeritor a diretoria, que era coorporativa, foi dividida para atender a duas unidades de negócios: a CVS, voltada a veículos comerciais, e a LVS, exclusiva para veículos leves. José Manuel Fernandes responde como diretor de compras para América do Sul da CVS desde janeiro. Já Marcelo Sorato assumiu a diretoria da cadeia de suprimentos da LVS em junho último. Apesar das peculiaridades de cada unidade os dois executivos têm como um dos principais projetos desenvolver os fornecedores locais para que se tornem aptos a atender às demandas mundiais do grupo. "Estamos repassando todo o nosso aprendizado em lean manufacturing para a cadeia. Nos últimos meses vinte empresas brasileiras já se transformaram em fornecedores globais", informa Fernandes. Sorato, ex-gerente de compras da Delphi, complementa ao enumerar como suas principais metas redução da base de fornecedores, reestruturação do departamento no Brasil e reorganização das atividades na Argentina. As funções de Sorato na Delphi foram absorvidas pelo supervisor de compras Eduardo Cupê. Edélcio Genaro permanece como diretor de compras da sistemista. (Lana Pinheiro, AutoData, 18 de agosto).

Acordo com UE pode sair no início de 2006
Um acordo entre Mercosul e União Européia para a importação de veículos com tarifa zero (atualmente a taxa varia de 25% a 35% no Mercosul) pode finalmente sair do papel no início de 2006. O acordo, nos moldes em que está sendo discutido entre as importadoras situadas no Mercosul e os 25 países da Europa, poderá trazer até 42 mil veículos importados ao Brasil por ano, dos quais cerca de 3,7 mil já estariam reservados às quatro montadoras com matriz naquele bloco representadas pela Abeiva, que são a BMW, a Maserati, a Porsche e a Ferrari. Pelo acordo, as montadoras teriam direito a cota zero, ou próxima disso, para 60 mil veículos para todo o Mercosul, entre carros de luxo e populares (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).

GM lança Blazer e S-10
A General Motors do Brasil apresentou ontem à imprensa especializada a S-10 e a Blazer 2006, com modificações externas e internas e novo motor 2.8 eletrônico. A apresentação foi feita na Fazenda Cravinhos, de propriedade do empresário Luiz Biagi, a poucos quilômetros de Ribeirão Preto, no interior paulista. Hoje de manhã, também na Fazenda Cravinhos, o presidente da GM, Ray Young, dará entrevista coletiva aos jornalistas, que poderão testar os novos veículos numa pista de terra preparada para o lançamento (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).

Ford reduz jornada de trabalho
A queda acentuada nas exportações, causada pela desvalorização do dólar, obrigou a Ford a reduzir de 40 para 35 horas semanais a jornada de trabalho de cerca de 800 metalúrgicos do setor de automóveis, da unidade em São Bernardo do Campo. Apesar da redução da jornada, não houve prejuízo nos salários dos trabalhadores e, sim, um remanejamento do banco de horas previsto no acordo coletivo da categoria (Folha de SPaulo, 18 de agosto).

México exigiu de montadoras ajustes na produção
Além Volkswagen, General Motors e Ford também reduziram suas exportações para o México e tiveram de diminuir as jornadas de trabalho nas unidades do Grande ABC e no interior de São Paulo para fazer ajustes na produção e acompanhar o recuo da demanda de veículos daquele país. Outra medida adotada foi a de organizar paradas na montagem por períodos determinados. A GM diminuiu a jornada de 44 para 40 horas semanais nas fábricas de São Caetano e São José dos Campos. Como conseqüência, a produção recuou de 45 para 40 unidades por hora. Devido a esse resultado desfavorável, a montadora reviu suas previsões e agora espera pelo menos repetir o mesmo desempenho de 2004, quando a empresa faturou US$ 1,4 bilhão em vendas externas. Antes, a expectativa era movimentar US$ 1,5 bilhão em 2005. O mesmo cenário se instalou na Ford, que reduziu de 44 para 35 horas semanais a jornada dos 800 funcionários do setor de automóveis de São Bernardo. A medida foi adotada porque as vendas internas não absorveram a demanda excessiva que seria destinada ao exterior. (Diário do Grande ABC, 18 de agosto).

Volks descarta carro 'artesanal'

Para o vice-presidente de Vendas e Marketing da Volks do Brasil, Berthold Kruger, o recente lançamento na Europa do carro popular Renault Logan, fabricado numa unidade artesanal da Romênia, foi uma surpresa para os consumidores locais. Há mais de duas décadas, os europeus recebem carros cada vez melhores, mais tecnológicos e mais caros. Neste contexto, diz, o lançamento de um carro que custa 7 mil dólares desperta apenas a curiosidade nos países ricos e a satisfação nos países pobres do Leste europeu, que desejam carros que custem muito pouco. 'No Brasil, o lançamento de novos modelos que custem menos do que um Mille Fire, que é o carro mais barato do mercado, é inviável, já que reduzir a tecnologia de produção é impossível. Tornar um carro com a qualidade do Gol artesanal ou investir em fábricas artesanais seria uma utopia', conclui o executivo. (Correio do Povo, 18 de agosto).

Montadora começa a importar aço europeu
Nos próximos dias, a Volkswagen começará a receber 30 mil toneladas de aço europeu. Segundo o presidente da montadora no Brasil, Hans-Christian Maergner, a opção de importar um lote desse tamanho se deve à economia de custos de 5% em relação ao produto nacional. A Ford também confirmou que importará aço dos Estados Unidos. Segundo a montadora alemã, as primeiras bobinas chegarão ao Brasil no dia 20 de setembro. Fiat e General Motors informaram que não estão importando o produto. (Valor, 18 de agosto).

VW Touareg será o carro oficial do papa
A Volkswagen anunciou que vai disponibilizar um Touareg especial para transportar o Papa Bento XVI durante XX Jornada Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 16 e 21 de agosto na cidade alemã de Colônia. Como acontece tradicionalmente em todos os veículos papais, o utilitário esportivo também receberá a tradicional vitrine blindada. Já a carroceria será na cor branca. Além do Touareg, a Volkswagen ainda fornecerá mais 100 veículos para o evento (Carsale, 18 de agosto).

Portal oferta Ferrari que já foi de Maradona
Um portal de internet europeu anuncia, desde o último dia 12, a venda de uma Ferrari 355 cupê Spider, que já pertenceu ao ex-jogador de futebol argentino Diego Armando Maradona. O modelo, fabricado em 1996, tem motor 3.5 litros, oito cilindros, 380 cv de potência e atinge os 295 km/h, e já recebeu 122 ofertas, sendo a mais alta no valor de 112 mil euros (R$ 326,5 mil). O esportivo ficará disponível na rede até o