
AGOSTO
2005
Fiat
ampliará centro de peças na Argentina
Cledorvino Belini, presidente da Fiat América Latina, aproveitou o lançamento
do Fiat Idea para anunciar investimento de 150 milhões de pesos para expansão
do centro de desenvolvimento de peças localizado na fábrica de
Córdoba, Argentina. O empreendimento criará 2 mil empregos diretos
e indiretos na região, além de gerar aumento de 700 milhões
de pesos em exportações nos próximos dois anos (AutoData,
31 de agosto).
Montadoras
pedem regras para Euro 4 - 1
A indústria automobilística nacional quer acelerar o debate sobre
as normas de emissões Euro 4 (Fase P6 do Conama) para motores a diesel,
que entram em vigor em janeiro de 2009 no Brasil. Segundo as empresas, se não
houver uma rápida definição de questões como a
distribuição do diesel menos poluente por parte da Petrobras
e de especificações técnicas por parte da Agência
Nacional de Petróleo (ANP), o setor corre o risco de não conseguir
se preparar a tempo para a entrada em vigor da nova legislação
de emissões de poluentes. "No momento a indústria tem apenas
indagações", diz Yoshio Kawakami, vice-presidente da SAE
para o Paraná e Santa Catarina (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Montadoras
pedem regras para Euro 4 - 2
As empresas querem, por exemplo, saber da Petrobras se a nova geração
do combustível - com 50 ppms (partes por milhão) de enxofre -
prevista na nova legislação, estará disponível
em todo o País, ou inicialmente apenas em regiões metropolitanas
ou nas rotas mais usadas pelos veículos. "As novas tecnologias
disponíveis no mundo exigem esse padrão, sob pena de danos nos
motores", diz Kawakami. A introdução das normas do Euro
4 também promete colocar de lados opostos as grandes fabricantes mundiais
de caminhões. Na Europa, onde a norma entra em vigor em outubro de 2005,
a Scania adotou o modelo Exhaust Gases Recirculation (EGR), sigla traduzida
em português para Recirculação de Gases de Escape. Nesse
sistema, as emissões são purificadas durante o processo de combustão
do motor, sem necessidade de tratamento posterior e nem adição
de uréia. Já a Volvo utiliza o Selective Catalytic Reduction,
SRC (Conversão Catalítica Seletiva), pelo qual o veículo
terá que ser abastecido, além do diesel, também com uréia
para garantir o funcionamento do sistema (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Minivan
da Fiat é ágil em qualquer pista
Não é um carro para quem procura fortes emoções
ao dirigir, tampouco é recomendado para aqueles que buscam superdesempenho
de motor. Mas, certamente, pode ser indicado para quem busca praticidade. O
Fiat Idea, que a Fiat está lançando nessa semana e começa
a comercializar em setembro em todo País (e, em novembro, na Argentina)
alia dois pontos que pareciam inconciliáveis: tamanho reduzido por fora
e grande espaço por dentro. Tais atributos conferem ao Idea, disponível
em duas versões de motor, 1.4 e 1.8, ambos bicombustível, a flexibilidade
para rodar tanto em cidades apinhadas, de ruelas acanhadas, como em estradas
de dimensões generosas. Ou seja, o Idea foi pensado para o trabalho
e para o lazer. A Fiat investiu R$ 500 milhões no desenvolvimento total
do Idea, R$ 450 milhões cobrindo as fases do projeto à materialização
do carro, outros R$ 50 milhões em marketing e propaganda. (Ariverson
Feltrin, Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Diário
de São Paulo lança o Caderno de Caminhões
O Diário de São Paulo lança o Caderno de Caminhões, Ônibus
e Utilitários, suplemento semanal especializado editado nas quintas-feiras.
O novo suplemento vai trazer os lançamentos do setor, assim como avaliações
de veículos, reportagens de mercado, de serviço e de comportamento.
Terá também uma seção fixa, com assuntos ligados à segurança
e dicas úteis para o profissional do volante. Os públicos-alvos
são o motorista de caminhão - urbano e rodoviário -, o
empresário, o frotista, o perueiro e o comerciante, que usam os seus
veículos para o transporte de carga ou de passageiros.
O
motor eletrônico se populariza
Nos últimos dias a Nissan apresentou a Frontier e o Xterra com motor
eletrônico a diesel e a Troller fez o mesmo recurso com o jipe T4. Esses
são os mais novos movimentos de uma onda que começou em fevereiro,
com a Ford Ranger e continuou, em ordem cronológica, com a Toyota Hilux
e, mais recentemente, Chevrolet S10 e Blazer. O surgimento repentino de propulsores
a diesel mais modernos se deve à nova legislação sobre
emissão de poluentes e ruídos, a Conama Fase 5. Essa lei, que
segue o padrão Euro III, entrou em vigor em 1º de janeiro passado.
Esses motores são mais eficientes em todos os sentidos, diz Luso Ventura,
diretor de Comissões Técnicas da SAE Brasil. “Com a tecnologia
de injeção common rail (duto único), é possível
fazer uma pré-injeção, que prepara a câmara para
uma combustão mais suave e silenciosa.” Por isso, os propulsores
conseguem oferecer um desempenho melhor, gastar e poluir menos e agredindo
menos os ouvidos. Mas o conceito de motor eletrônico não é sinônimo
de sistema common rail. A Mitsubishi tem, desde 2003, um motor com gerenciamento
eletrônico de injeção, sem o duto único, mas que
permite cumprir com todas as legislações de gases tóxicos
e ruídos. Na L200, um sistema computadorizado controla a conhecida bomba
injetora (Diário de São Paulo, 31 de agosto).
Oferta
limita projetos de biodiesel
A limitada produção de biodiesel no país tem inibido projetos
mais ambiciosos para este segmento e levado empresas interessadas em comercializar
o produto a procurar alternativas fora do Brasil para cumprir contratos. A
falta de uma política interna de preços para o biodiesel e o
incentivo tributário limitado a pequenos produtores ligados à agricultura
familiar são um empecilho para o avanço deste setor, segundo
Miguel Dabdoub, presidente do projeto Biodiesel Brasil e pesquisador de química
na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). "O
Brasil não terá condições de abastecer a demanda
de biodiesel somente com a agricultura familiar", afirmou Dabdoub. Segundo
ele, vários grupos instalados no Brasil, entre eles montadoras e empresas
de autopeças, já detêm tecnologia, desenvolvida nestes últimos
cinco anos, que permite uma mistura de até 30% de biodiesel no diesel
(Valor, 31 de agosto).
Bugatti
Veyron já tem fila de espera
A Volkswagen já contabiliza 40 pedidos de compra do superesportivo Bugatti
Veyron. O carro, cujo preço deve superar a casa de 1,2 milhões
de euros, conta com cinco unidades vendidas. Porém, o diário
financeiro afirma que nenhum dos proprietários ainda teve oportunidade
de levar o carro para casa. A Volkswagen adquiriu os direitos da Bugatti em
1998. O Veyron é o carro em produção mais veloz do mundo.
Em maio, ele superou a marca de 400 km/h na pista de testes da Volkswagen de
Ehra-Lessien, na Alemanha. Debaixo do capô desse bólido há um
motor 8.0 W16 de 64 válvulas equipado com quatro turbo compressores
e capaz de gerar nada menos de 1.001 cv de potência a 6.000 rpm. Ainda
de acordo com o jornal, a montadora voltou a afirmar que pretende limitar a
produção do modelo em 300 unidades (Carsale, 31 de agosto).
Opel
mostra nova Zafira a gás natural
A Opel, braço europeu da General Motors, apresentará no Salão
de Frankfurt a nova geração da Zafira 1.6 CNG. A mostra automotiva
abre suas portas para o público em 15 de setembro. O modelo será vendido
a partir do segundo trimestre de 2006, mas a empresa já aceita encomendas
(Carsale, 31 de agosto).
Volkswagen Concept C já tem nome
O novo cupê-cabriolet da Volkswagen, baseado no Concept C, carro conceito
apresentado no Salão do Automóvel de Genebra em 2004, já tem
nome definido: Eos. Esse nome vem da mitologia grega, mais especificamente
conhecida como a "deusa do amanhecer". A principal característica
do VW Eos é a sua transformação de cupê para cabriolet
graças a um mecanismo eletro-hidráulico, responsável pela
retração da capota do automóvel (Terra, 31 de agosto).
Volkswagen
antecipa prazos para o flex
Foi antecipado para o início de 2006 o plano da Volkswagen de produzir
somente motores flex em sua linha fabricada no País. Será a primeira
marca a encerrar a oferta de motores só a gasolina e só a álcool.
No final de setembro, chega o Bora importado do México. Embora não
se trate da última versão, terá preço competitivo
pela vantagem cambial do peso mexicano frente ao real (Fernando Calmon, Alta
Roda, 30 de agosto).
Fiat
Automóveis reduz meta de exportação
Cledorvino Belini, diretor superintendente da Fiat Automóveis, tem boas
perspectivas. "O Brasil acaba de ficar responsável, também,
pelo mercado da África do Sul, onde temos boas perspectivas de negócios".
O presidente da Fiat reiterou que a subsidiária da Argentina - que recebe
investimentos de 150 milhões de pesos (cerca de R$ 130 milhões)
em novos motores, caixas de câmbio e componentes mecânicos, dentro
de dois anos terá 2 mil empregados diretos e estará exportando
700 milhões de pesos (R$ 630 milhões). O presidente da Fiat Auto
América Latina controla, além da América Latina, as operações
do México e, agora, da África do Sul.
CTA
concede certificado ao jato 190 da Embraer
O Centro Técnico Aeroespacial concede hoje para a Embraer o certificado
de homologação de tipo para o seu jato de 100 passageiros, o
Embraer 190. A certificação de tipo garante a produção
em série do avião e confirma que os processos produtivos e de
projeto da aeronave estão de acordo com os requisitos exigidos para
a segurança em vôo. Com o certificado em mãos, a Embraer
também pode iniciar as entregas do 190 para as companhias aéreas.
O cliente lançador do jato é a norte-americana Jet Blue, que
encomendou 100 unidades do modelo. A aeronave possui um total de 177 pedidos
firmes feitos pela Air Canadá, Copa Airlines, do Panamá e Gecas,
dos Estados Unidos. (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
Fiat
reduz previsão de exportações
A depreciação do dólar afetou o plano de exportação
da Fiat para 2005. A montadora esperava vender neste ano até 120 mil
veículos para o mercado externo. Mas o câmbio desfavorável
rebaixou essa projeção para 80 mil unidades --o mesmo patamar
registrado em 2004. "O meu sonho era exportar 120 mil veículos
em 2005. Mas não vai dar para realizar esse sonho. Não neste
ano", disse o presidente da Fiat, Cledorvino Belini. Mesmo esperando por
um crescimento zero nas exportações --considerando os volumes
de veículos embarcados--, Belini diz que o resultado de 2005 será positivo. "Será um
bom volume de exportações. No conjunto, a massa de exportações
será importante para o resultado final da economia." (Fabiana Futema,
Folha Online, 30 de agosto).
Fiat
prevê liderar mercado neste ano
A Fiat descarta uma possível contaminação da economia
pela crise política. Para o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, a
indústria automotiva deverá encerrar o ano com um incremento
nas vendas de 8% frente a 2004. Ou seja: serão 1,6 milhão de
veículos só para o mercado interno. "A economia parece estar
desvinculada da política. Não há, por enquanto, sinais
de contaminação", disse Belini. Segundo ele, esse aquecimento
deverá ser mantido em 2006, quando Belini espera pela venda de 1,7 milhão
de veículos para o mercado interno. "A economia toda está girando.
Temos produtos e acreditamos no crescimento do mercado." (Fabiana Futema,
Folha Online, 30 de agosto).
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Novo
Vectra chega à revenda mais cedo
A General Motors antecipará em um mês o início das vendas
do novo Vectra, que será lançado em outubro. A versão redesenhada
pela filial brasileira poderá ser encomendada a partir de sábado,
quando também será anunciado o preço do veículo.
Para promover a venda, a GM montou um espaço denominado Universo Vectra
no Jockey Club de São Paulo. O espaço também será instalado
em nove capitais e nas revendas autorizadas (Correio do Povo, 30 de agosto). |
Gás
natural amplia rede no interior de SP
O governo do Estado de São Paulo e as concessionárias paulistas
estão ampliando a rede de distribuição de gás natural
canalizado. O governador Geraldo Alckmin autorizou a desapropriação
de imóveis necessários para a execução das obras
de expansão das empresas Comgás e Gás Natural São
Paulo Sul. A Comgás vai construir nova passagem de dutos e uma Estação
de Redução de Pressão nas cidades de Guararema e Jacareí.
Já a Gás Natural São Paulo Sul, concessionária
da região de Sorocaba, está ampliando sua rede de distribuição
canalizada no trecho Porto Feliz-Laranjal Paulista. Serão realizadas
obras para passagem de dutos no município de Tietê (Diário
do Grande ABC, 30 de agosto).
Carrera
GT atinge mil unidades produzidas
A Porsche anunciou a produção da milésima unidade do Carrera
GT, marca atingida este mês, na planta da marca em Leipzig (Alemanha).
O modelo número 1.000, pintado na cor prata, foi encomendado por um
comprador de Omã, no Oriente Médio. O esportivo é equipado
com motor 5.7 V10, de 612 cavalos, capaz de atingir 330 km/h (Carsale, 30 de
agosto).
Toyota
mostrará as últimas evoluções do Yaris
e do RAV
Duas das principais atrações da Toyota no Salão de Frankfurt
serão os novos Yaris e RAV4. A última evolução
do utilitário foi desenhada no ED2, o estúdio europeu de design
da marca japonesa, localizado no sul de França. A versão europeia
do Yaris continuará sendo fabricada na França. O início
das vendas está marcado para Janeiro de 2006. De acordo com a Toyota,
a terceira geração do RAV4 oferece melhores performances, mais
qualidade e novas tecnologias. O seu lançamento está previsto
para a primavera de 2006 (Terra, 30 de agosto).
Excesso
de capacidade na indústria automotiva
O presidente da Ford na América do Norte disse que a indústria
automotiva terá excesso de capacidade, à medida que novas fábricas
são abertas em mercados como a China, segundo a Bloomberg. "Muitas
serão centradas à América do Norte", disse o vice-presidente
executivo Greg Smithem durante conferência en Detroit. No mês passado,
Don Leclair, da área financeira, disse que a Ford tem mais capacidade
do que precisa na região, onde suas fábricas operaram a 86% da
capacidade em 2004 (Valor, 30 de agosto).
Basell
desenvolve peças para carro compacto
A Basell, a gigante petroquímica que saiu do negócio de resinas
no Brasil ao vender sua participação na Polibrasil ao grupo Suzano,
irá ajudar no desenvolvimento de peças de plásticos de
um novo carro compacto global, a ser lançado no país em 2007.
A companhia centrou seu foco no Brasil no segmento de compostos de polipropileno,
produto que utiliza a resina misturada a aditivos, para a produção
de peças automotivas, como painéis e pára-choques, entre
outros produtos. É um mercado que movimenta cerca de US$ 150 milhões
por ano, segundo estimativas da própria empresa. A indústria
automobilística tem procurado reduzir o peso dos carros, usando cada
vez mais materiais mais leves. "O resultado é o menor consumo de
gasolina", disse o presidente da Basell Internacional, Ian Dunn. O nome
da montadora não foi revelado. Em 2007, espera-se que pelo menos Renault,
GM e Volkswagen lancem modelos de carros compactos no Brasil. O composto de
polipropileno tem um custo menor do que os plásticos de engenharia.
Ele já é utilizado no Gol e Fox, ambos da Volks. A Basell deve
colocar em operação uma capacidade de produção
de compostos de 40 mil toneladas até o fim do ano em Pindamonhangaba,
SP (Valor, 30 de agosto).
Honda
a gás, abastecido na garagem
Um carro movido a gás natural, que pode ser abastecido na própria
garagem da casa, é a mais recente aposta da Honda no mercado americando.
A montadora japonesa, pioneira no lançamento de modelos híbridos,
movidos a gasolina e energia elétrica, também quer incentivar
o uso do gás, outra alternativa para a cara gasolina, além de
bem menos poluente. O equipamento de abastecimento foi desenvolvido em parceria
com a americana Fuel Maker Corporation (Estadão, 30 de agosto).
Fiat
estréia no segmento das minivans - 1
O novo Idea é o que o que se chama de minivan - veículo serelepe,
que alia a desenvoltura de automóvel compacto para grandes cidades com
virtudes de conforto de uma station wagon. É descrito, tanto como "companheiro" de
trabalho como de lazer. A empresa informa que buscou satisfazer preferências
brasileiras e exemplifica com o quadro de instrumentos, localizado diante do
motorista (na minivan européia, está alojado no centro do painel).
O Idea brasileiro traz uma profusão de portas-objetos, que podem chegar
até 20. A idéia sempre é aproveitar ao máximo todo
o espaço disponível. A minivan Idea aliou mix de automóvel
e station wagon sem esquecer a esportividade. Nesse aspecto, traz como item opcional
teto solar panorâmico - que ocupa 70% da área do teto (Ariverson
Feltrin, Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
Fiat
estréia no segmento das minivans - 2
A minivan Idea, para cinco pessoas, tem 3.931 milímetros de comprimento
e 1.698 mm de largura, mas "um habitáculo generoso e racionalmente
distribuído onde pessoas se acomodam com todo o conforto". O Idea
chega com duas opções de motores, ambos bicombustível
ou Flex: o 1.4 e o novo 1.8 Flex, que faz sua estréia na nova minivan.
A versão 1.8 Flex tem 112 cv a gasolina e 114 cv a álcool, potência
máxima a 5.500 rpm. Desenvolve 180 km/h a gasolina e 182 km/h a álcool;
acelera de 0 a 100 km/h em 11 segundos (gasolina) e 10,9 s (álcool).
Na cidade, segundo a empresa, o Fiat Idea faz 12 quilômetros com um litro
de gasolina, e 8,2 km com um litro de álcool. Na estrada, roda 16 km
com 1 litro de gasolina e 11 km por litro de álcool. Tem tanque para
48 litros (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
Eletrônica
chega ao câmbio manual
A Magneti Marelli Controle Motor, empresa do grupo Fiat, está desenvolvendo
com três montadoras no Brasil novo sistema de controle eletrônico,
o MTA (Transmissão Manual Automatizada). A estimativa da empresa é que
esse produto, que foi lançado na Europa em 1986 nos carros de Fórmula
1 e já equipa entre vários modelos a Ferrari, Lamborghini, Maserati
e Alfa Romeo, esteja disponível no mercado brasileiro a partir de 2007. "A
estratégia é que o MTA seja aplicado em carros pequenos com motor
de 1.3 e 1.4 litro, já que oferece o mesmo nível de conforto
de um câmbio automático com custo menor", disse o presidente
da empresa, Silvério Bonfiglioli. Segundo o executivo, para instalar
uma fábrica de câmbio automático no Brasil são necessários
investimentos de € 500 milhões, enquanto que para se fazer uma
linha de montagem do MTA é preciso investir 50 vezes menos. "Além
disso, a transmissão manual automática assegura redução
de 10% no consumo de combustível, diminui o índice de emissão
de poluentes e ainda tem a vantagem de poder ser aplicada em qualquer tipo
de veículo, enquanto que o câmbio automático é mais
indicado para carros com motor de maior potência", compara Bonfiglioli
(Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
Pathfinder
muda visual e tem motor a diesel
Da antiga versão, só o nome foi preservado. O Pathfinder cresceu
100 mm no comprimento, 30 mm na largura e 140 mm na altura. Além disso,
ganhou uma terceira fileira de bancos, que possibilita o transporte de sete
passageiros. Com isso, a capacidade do porta-malas foi reduzida. Com os bancos
extras armados, o Pathfinder leva 190 litros de bagagem. Sem eles, a capacidade
do porta-malas sobe para 515 litros. O carro traz de volta o motor a diesel,
presente nos primeiros modelos importados em 1993. O atual propulsor é um
2.5 de 174 cv (cavalos) e 41,1 kgfm de torque (força). O motor 3.5 a
gasolina com 243 cv foi aposentado. Em seu lugar, surge o 4.0 de 266 cv. Até o
final deste ano, a previsão é de 167 unidades vendidas. A versão
a gasolina será oferecida por R$ 218 mil. A versão diesel custará R$
225 mil (Folha de SPaulo, 29 de agosto).
Range
Rover fica mais luxuosa e cara
Um carro com números grandiosos e que não economiza no conforto,
na potência e no preço. Essa é a definição
mais próxima do Land Rover Range Rover. A linha 2006 do utilitário
chega ao país só na versão topo de linha. "Estamos
direcionando o carro para um segmento mais luxuoso. Queremos roubar o mercado
de sedãs de luxo", diz Luiz Tambor, diretor comercial da montadora.
Sob o capô, o grandalhão, que pesa 2,6 toneladas, leva um motor
4.2 V8 (oito cilindros em "V") que gera 396 cv (cavalos) e 56 kgfm
de torque (Folha de SPaulo, 29 de agosto).
Motor
bicombustível recebe mais inovação - 1
Em pouco mais de um ano, o Brasil não produzirá mais carros a
gasolina. E até lá, o bicombustível - veículo que
roda com álcool ou gasolina - não precisará ter reservatório
de gasolina da partida a frio. A marcha da tecnologia do motor flexível,
invenção brasileira que vai completar dois anos e meio no próximo
mês, não tem limites: a meta da indústria é, cada
vez mais, reduzir o custo do quilômetro rodado. A Volkswagen já coloca
motor bicombustível em 83% dos automóveis e utilitários
leves e se prepara para poder oferecer 100% da linha com essa tecnologia até o
fim de 2006. A Kombi, um dos últimos modelos da marca que ainda não
recebeu a inovação, terá motor capaz de funcionar com álcool
ou gasolina já no ano que vem, segundo o diretor de marketing da Volks,
Paulo Sérgio Kakinoff. Bosch e Magneti Marelli, dois dos três
fornecedores do sistema que gerencia a queima da gasolina, álcool ou
a mistura de ambos em qualquer proporção, acabam de lançar
um avanço da tecnologia - o fim do tanquinho de gasolina para partida
a frio. Outras novidades vêm por aí. Os fornecedores se esforçam,
agora, para que as montadoras se interessem pelo sistema que permite o uso
do álcool, gasolina ou gás. No caso, existe no mercado uma forte
concorrência com as empresas que fazem a conversão. A experiência
do chamado "trifuel" de fábrica se limita, até agora,
a 500 unidades do Astra, da GM, vendidas quase todas para motoristas de táxi
(Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).
Motor
bicombustível recebe mais inovação - 2
Dona de 70% do mercado do bicombustível, a Magneti Marelli desenvolve
um sistema que permite o gás sem o uso do botão, equipamento
que faz parte dos kits de conversão do mercado e que tem de ser acionado
pelo motorista para trocar o combustível líquido (gasolina ou álcool)
por gás. "É uma evolução do motor flexível",
afirma Silvério Bonfiglioli, presidente da Magneti Marelli Controle
Motor. Segundo ele, o que se busca é um sistema que "pense" pelo
usuário. Dessa forma, caberá a uma central eletrônica verificar
se o veículo está numa subida ou não e se necessita de
mais torque para ultrapassagem. Assim, a escolha entre queimar álcool,
gasolina ou gás deveria ser feita por essa central eletrônica
e não pelo motorista. Bonfiglioli chama esse sistema de "tetra
fuel" porque permite também o uso da gasolina pura, sem álcool,
que, afinal, é o combustível usado nos demais países do
Mercosul (Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).
Tecnologia
evolui e atrai o interesse de outros países
Na próxima semana, uma delegação da filial da Magnetti
Marelli da China, visitará a fábrica da empresa em Hortolândia,
no interior de São Paulo, para conhecer de perto o desenvolvimento da
tecnologia do motor que aceita álcool e gasolina. Desde o lançamento
do bicombustível, essa criação brasileira vem atraindo
a atenção de outros países, principalmente depois que
os preços do petróleo dispararam e que o mundo começou
a discutir formas de reduzir a emissão de poluentes. A China é o
país mais interessado. O vice-presidente da unidade de sistemas à gasolina
da Bosch, Besaliel Botelho, conta que os responsáveis pelo projeto brasileiro
na companhia já estiveram na China e também receberam visitantes
daquele país na fábrica instalada em Campinas (SP). Os chineses
já convivem com a mistura de 10% de álcool na gasolina. Na Europa
e no Japão a média da quantidade de álcool adicionada
na gasolina está em torno de 5% (Marli Olmos, Valor, 29 de agosto).
O
primeiro nome para a presidência da Mercedes
As especulações sobre os potenciais candidatos a presidente do
Grupo Mercedes, divisão da DaimlerChrysler, tomaram conta das discussões
sobre a indústria automobilística alemã e já começam
a vazar para fora do setor. O primeiro nome a circular na imprensa é o
de Franz-Josef Paefgen, presidente da britânica Bentley. Até que
o novo presidente seja escolhido o Grupo Mercedes será dirigido por
Dieter Zetsche, presidente da DaimlerChrysler, que assumirá o cargo
a partir do 1º de setembro (AutoData, 27 de agosto).
Vendas
de R$ 2,8 bi pela internet
A venda de carros pela internet, realizada por montadoras e revendedoras de veículos,
deve ultrapassar a marca de R$ 5 bilhões em 2005. Segundo o relatório
elaborado pela companhia E-Consulting e a Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico (Camara-e.net), o setor movimentou R$ 2,874 bilhões no
primeiro semestre de 2005, montante que representa 62,45% do total do índice
de varejo online (VOL), o qual inclui gastos com turismo e bens de consumo (lojas
virtuais e leilões para pessoa física). "Em 2004, a venda
de carros pela internet totalizou R$ 4,27 bilhões, uma alta de 31,7% sobre
2003. Essa média deve ficar entre 25% e 30% nesse ano, se a economia não
sofrer grandes mudanças daqui para frente", avalia o diretor executivo
da Camara-e.net, Cid Torquato (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).
Marcopolo
estuda entrar na Rússia
A Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, não desmente tampouco confirma a
informação de que está em conversações com
a empresa Russkiy Avtobusy, maior fabricante de ônibus da Rússia.
Sem citar o nome da empresa russa, o vice-presidente do grupo gaúcho,
José Antonio Martins, disse ontem que não há nada definido,
mas não descartou a possibilidade de futuramente existir uma parceria
naquele país. "Por enquanto, estamos apenas fazendo pesquisas",
limitou-se a responder o empresário. Embora a direção
da Marcopolo esquiva-se em dar informações, o comentário
no mercado é de que as negociações estão em estágio
avançado, e que pode resultar, em breve, na formalização
de uma joint venture. Martins admite que joint venture é o modelo indicado,
não apenas para a Rússia, mas para os Países do Leste
Europeu, Índia e China com os quais a empresa caxiense vem fazendo estudos
de mercado. "Mas isso não significa dizer que vamos fazer joint
venture com a Rússia", ressaltou ele (Gazeta Mercantil, 26 de agosto).
Acordo
Brasil-Argentina sai em 2 meses
O acordo provisório para o setor automotivo entre a Argentina e o Brasil
só deverá ser concluído dentro de dois meses, segundo
um dos negociadores brasileiros que se reuniram nesta quinta-feira em Buenos
Aires. Embora o Brasil possua o desejo de iniciar o livre comércio do
setor a partir de 2006, conforme previa o acordo em vigor desde 2001, a Argentina
não vai abrir mão de postergar essa decisão, conforme
declarações do secretário de Indústria da Argentina,
Miguel Peirano. As negociações prometem ser complicadas, mas
neste início das discussões, as delegações de ambos
países afirmam que tentarão chegar a um consenso “dentro
de um ou dois meses sobre o acordo provisório a partir de janeiro de
2006”, no intercâmbio bilateral de veículos e autopeças. “Se
a Argentina e o Brasil recuarem novamente, estarão dando um espaço
para a China em terceiros mercados e também no mercado doméstico
dos dois países”, afirmou fonte da Anfavea (Diário do Grande
ABC, 26 de agosto).
VW
apresenta sexta geração do Passat
Em setembro chega às concessionárias Volkswagen de todo o Brasil
a sexta geração do Passat, modelo lançado há menos
de três meses na Europa. A estréia do novo modelo por aqui é representada
pela versão Comfortline e já tem lista de espera para a compra.
Com visual mais arredondado e imponente, o carro traz nova identidade dianteira,
caracterizada pela grade do radiador cromada e estendida ao pára-choque,
além da traseira mais robusta, em que se destaca o conjunto óptico
formado por lanternas equipadas com leds (diodos emissores de luz). Uma das
novidades é o motor 2.0 dotado com o sistema de alimentação
FSI (Fuel Stratified Injection), que rende 150 cv de potência (Terra,
26 de agosto).
Novo
diretor de transporte na Ryder Logística
A Ryder Logística dobrou, neste ano, a capacidade de atuação
do trecho Brasil/Argentina. A previsão é que a demanda para àquele
país aumente, resultado do aquecimento do mercado entre os dois países.
Para coordenar este crescimento, a Ryder contratou o executivo Ruy Galvão
como diretor de transporte (WebTranspo, 26 de agosto).
VW
poderá lançar nova perua em 2008
O presidente do Grupo Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, informou que a empresa
planeja produzir uma nova perua, que deverá ficar posicionada estrategicamente
entre outros dois modelos da marca: o Passat e o Phaeton. De acordo com a companhia,
o novo veículo viria para competir com o Mercedes CLS e o BMW Série
6. A expectativa da VW é de que o novo modelo, que deverá contar
ainda com as versões sedan e cupê, chegue ao mercado em 2008 (Carsale,
26 de agosto).
DPaschoal
promove curso de off-road
A DPaschoal realiza neste final de semana, 27 e 28 de agosto, em São
Paulo, mais uma edição do Off-Road 4x4. O evento conta com aulas
que incluem desde o conceitos básicos sobre veículos até práticas
em trilhas, nas quais os alunos podem conhecer melhor suas máquinas,
sempre acompanhados pelo instrutor João Roberto Gaiotto. A segurança é o
foco do curso. Como grande parte dos participantes são principiantes,
as etapas práticas utilizam trilhas leves. Durante todo o percurso,
os alunos serão acompanhados por um instrutor. Os interessados devem
possuir um veículo 4x4 e efetuar sua inscrição no site
www.dpaschoal.com.br (Carsale, 26 de agosto).
Caminhoneiros: Senna, celular, internet
e jornal - 1
Sula Miranda, quem diria, perdeu o título de "rainha dos caminhoneiros".
O maior ídolo dos profissionais das estradas é o já falecido
piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna. Esta é uma das curiosidades
reveladas em pesquisa realizada pelo instituto Ipsos, em julho passado. A coordenadora
da pesquisa, Ana Letícia Verroni, diz que não há uma justificativa
palpável para a preferência pelo piloto, morto em 1994. "Vai
ver que é o mau desempenho do Rubens Barrichello que traz a saudade
do Senna", arrisca. O levantamento ouviu 500 caminhoneiros que participaram
da 26ª Festa do Carreteiro, na Basílica de Aparecida, no interior
de São Paulo e mostra que o programa de TV preferido por estes profissionais é o
Jornal Nacional, da TV Globo seguido pela novela das oito. Aos domingos, o
líder entre a turma da estrada é o "Domingão do Faustão",
também da Globo e em segundo lugar vêm as transmissões
esportivas (Valor, 26 de agosto).
Caminhoneiros:
Senna, celular, internet e jornal - 2
Dos entrevistados, 27% rodam mais de 15 mil quilômetros por mês,
e 11% costumam usar a internet durante essas andanças. Pelo menos uma
vez por semana 41% deles lêem os jornais e o rádio é apontado
como o maior companheiro - 81% deles declararam que ouvem rádios FM,
enquanto apenas 10% preferem sintonizar as ondas médias. A forma mais
utilizada para falar com a família é o telefone celular - por
50% dos entrevistados - enquanto 43% utilizam o telefone fixo público
para ligar para casa. A maioria dos entrevistados, 54%, possui cartão
de crédito, contra 46% que declaram não ter o dinheiro plástico.
Mas na hora de pagar a conta do abastecimento do caminhão a opção
da maioria é o dinheiro vivo. A pesquisa também mostra que a
idade média da atual frota de caminhões é de 11 anos -
quando o público entrevistado é proprietário do veículo
- e cai para 8 anos quando o pesquisado é empregado de alguma transportadora
(Valor, 26 de agosto).
Campanha
para a tribo dos fiéis ao Pathfinder
O Pathfinder foi o primeiro utilitário esportivo a chegar no país
depois da abertura, em 1993. Naquele instante, comprar um veículo bacana
vindo do Japão, e até então visto apenas nas estradas do
Primeiro Mundo, saciou o desejo reprimido de muita gente. Nesses 12 anos, perto
de 4 mil consumidores compraram um Pathfinder, que passou por apenas uma grande
modificação, em 1996. O que de um lado representa uma satisfação,
mas por outro um problema para a direção da Nissan, é que
muitos clientes não vendem o veículo por nada. Pensando nisso,
a Nissan preparou uma ação de marketing especial para apresentar
a nova geração do Pathfinder, que agora vem da Espanha, seguindo
as trilhas da globalização da marca japonesa. Os fiéis donos
do modelo receberão uma apresentação pelo correio antes
da campanha de lançamento ir ao ar, na próxima semana. O veículo
chega ao mercado custando R$ 218 mil na versão a gasolina e R$ 225 mil
na diesel (Marli Olmos, Valor, 25 de agosto).
Penske
prevê expansão no Brasil
Após assumir o controle da Cotia Penske Logistics, da qual detinha 50%,
a americana Penske Logistics prevê um crescimento de até 15% no
Brasil, ampliando sua atuação em transporte aéreo e marítimo.
Para isso, a empresa pretende fazer alianças com aéreas e empresas
de transporte internacional, seguindo linha de atuação adotada
em outros mercados. O país é o único onde a multinacional
não atua nesses segmentos, focando apenas em transporte rodoviário
e armazenamento. A operação de aquisição, de valor
não divulgado, foi concluída no início do mês (Valor,
25 de agosto).
S10
na disputa do segundo lugar
A GM ficará feliz se a pickup média S10, modelo 2006, conseguir
vender mais de 1.000 unidades mês e disputar pelo menos o segundo lugar,
em ambiente de alta concorrência. Além do novo motor diesel com
injeção eletrônica que ganhou 8 cv (agora, 140 cv de potência),
houve retoques na grade, faróis e uma entrada de ar no capô. Mecanicamente,
novos amortecedores e a volta do bloqueio parcial do diferencial que melhora
o desempenho em terrenos difíceis. Tanto a S10 como a Blazer ganharam
em dirigibilidade e conforto de marcha, com o motor MWM menos ruidoso e apresentando
menor nível de vibrações. O acelerador eletrônico
ajuda bastante. A fábrica garante que buscou mais economia de combustível
do que desempenho. Na média consome em torno de 11% menos, em relação
ao anterior. Uma boa diferença para frotistas (Fernando Calmon, Alta
Roda, 25 de agosto).
Cilindro
para conversão GNV mais leve
A White Martins lança um cilindro mais leve e com maior quantidade de
gás. O modelo, para veículos leves, é composto de dois
cilindros instalados um em cima do outro, com capacidade para 36 litros e 85
cm de comprimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás
as conversões subiram de 52.122 no primeiro quadrimestre de 2004 para
85.143 no mesmo período deste ano o que representou um aumento de 63%.
A frota de carros movidos a gás natural no Brasil já soma 921.102
veículos (Terra, 25 de agosto).
Baja
Cross: inscrições só até 26 de agosto
O IX Baja Cross São Carlos, competição regional que reúne
veículos off-road projetados e construídos por estudantes do
curso de Engenharia de faculdades de todo o país, encerra suas inscrições
nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, prazo final para o envio dos relatórios
de projeto. As equipes que desejarem participar da competição,
que acontece de 16 e 18 de setembro, devem acessar www.saebrasil.org.br (Terra,
25 de agosto).
VW: prejuízos nos EUA até 2006
A Volkswagen AG prevê prejuízos em suas operações
nos Estados Unidos pelo menos até 2006 devido às pressões
dos preços praticados pela concorrência e à desvalorização
do dólar. "Esse ano não será muito melhor do que
2004", disse Bernd Pischetsrieder, principal executivo da empresa, a analistas
em conferência realizada ontem em Londres. No ano passado, a Volkswagen
registrou prejuízo de US$ 1,22 bilhões nos EUA (Gazeta Mercantil,
25 de agosto).
Moody’s
rebaixa GM e Ford
A agência de classificação de risco Moody´s reduziu
ontem o rating de crédito da Ford e da GM para o nível "junk",
o patamar de risco mais elevado. No caso da GM, a Moody´s citou perdas
operacionais consecutivas na divisão da América do Norte e desafios
enfrentados no processo de reestruturação. A Moody´s foi
a última das três principais agências de classificação
de risco a rebaixar o rating da empresa para "junk". Ainda assim,
as ações da montadora caíam no pregão eletrônico
após a notícia, assim como as da Ford (Valor, 25 de agosto).
Ford:
reestruturação deve surpreender
A proposta de reestruturação da Ford Motor, no quarto trimestre,
irá além do corte de custos e incluirá "novas iniciativas",
disse o principal executivo, William Clay Ford Jr. "Será um anúncio
abrangente e surpreenderá as pessoas de forma positiva", disse
Ford. "Mas não é só corte, corte, corte", acrescentou
(Gazeta Mercantil, 25 de agosto).
Mercedes
comemora 1,5 milhão de veículos
A DaimlerChrysler do Brasil está completando a produção
de 1,5 milhão de veículos na linha de montagem de São
Bernardo do Campo, no ABC paulista. Do volume total, segundo a empresa, 70%
são caminhões e 30% ônibus. O veículo de número
1.500.000º que saiu da linha de montagem foi um chassi de ônibus,
modelo O 500 RS, entregue ao empresário Jacob Barata, um dos maiores
frotistas do país, com empresas de transportes em vários estados
- Rio, São Paulo e Ceará, entre outros. Barata está no
setor há 58 anos (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).
GM
ultrapassa VW no mercado chinês
A General Motors superou a Volkswagen no ranking de vendas do mercado chinês.
O grupo norte-americano comercializou 308,8 mil veículos no país
asiático, o que lhe garantiu a liderança. Enquanto isso, a ex-líder
Volkswagen vendeu 183 mil modelos, 125 mil a menos do que a GM (Carsale, 25
de agosto).
Venda
de importados volta a cair
Depois de três meses com as vendas em alta, os importadores filiados à Abeiva
(BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong) apresentaram queda
de vendas em julho. Foram comercializadas no varejo, 475 unidades, 6,86% menos
que no mês de junho, quando foram vendidos 510 veículos. Mas no
acumulado de sete meses o volume de vendas apresentou crescimento de 52,94%
(varejo) e 49,14% (atacado), o que mostra uma recuperação (embora
ainda fraca) do setor. Foram 2.970 unidades este ano, diante de 1.942 veículos
em 2004 (Diário do Grande ABC, 25 de agosto).
Toyota
proíbe fumantes em fábrica norueguesa
A Toyota excluiu os fumantes de sua lista de possíveis candidatos a
disputar uma vaga de emprego na Noruega, segundo os anúncios inseridos
pela empresa em vários meios de comunicação. Um anúncio
de uma página inteira no jornal "Budstikka", da Província
de Asker e Barum (leste da Noruega), oferecendo distintas vagas de trabalho "para
você que não fuma" despertou hoje diversas reações
e críticas de especialistas. "Os cidadãos devem saber que
as companhias automobilísticas são grandes espaços abertos.
Em atenção aos clientes e ao ambiente de trabalho queremos deixar
muito claro que é proibido fumar", declarou o chefe da Toyota em
Asker, Henrik Junker (Folha de SPaulo, 25 de agosto).
Créditos
do BNDES para o setor automotivo
Um crédito de R$ 180 milhões foi aprovado pelo BNDES para a Fiat
Automóveis produzir o Fiat Idea, a minivan que será lançada
no fim de semana no mercado brasileiro, informou Haroldo Fialho Prates, do Departamento
de Indústria Pesada do banco. O custo do financiamento, que está em
fase de contratação, será de 15% em cesta de moedas (com
risco cambial) e os 75% restantes corrigido pela TJLP mais juro de 4,5% ao ano,
por se tratar de multinacional. O investimento total da Fiat no projeto será de
R$ 450 milhões. Prates contou que o banco já aprovou até agora
mais de 20 operações de financiamento ao setor automotivo. "Todas
as grandes montadoras estão com pedidos de financiamento para tocar projetos
de novos modelos. Estes projetos estão em fase de análise e posterior
aprovação ainda em 2005", contou. Ele revelou que a indústria
automobilística também demandou a linha de capital de giro do banco,
o Progeren. O BNDES deu "sinal verde" para o projeto de ampliação
de capacidade da Comil (R$ 4,3 milhões) e aprovou empréstimo de
R$ 17,5 milhões para expansão da MVC, empresa de componentes de
plástico da Marcopolo (Valor, 24 de agosto).
Honda
lança modelo bicombustível em 2006
No próximo ano, a Honda começará a produzir no Brasil
os primeiros veículos com motor bicombustível. O projeto precisará da
participação dos técnicos da matriz da montadora, no Japão,
já que as peças dos motores colocados nos carros da marca fabricados
no Brasil ainda são importadas. Portanto, nesse caso, os primeiros passos
para o uso da tecnologia desenvolvida no Brasil estão partindo do Japão.
Segundo o diretor executivo da Honda, Kazuo Nozawa, não está ainda
definido qual dos dois modelos de carros produzidos no país será o
primeiro a sair com o chamado motor flexível. Falta ainda a Toyota,
que deve anunciar a adesão à tecnologia em breve (Marli Olmos,
Valor, 24 de agosto).
Crescimento
da Honda no mercado internacional
O presidente da Honda na América do Sul, Tetsuo Iwamura, diz que a empresa
deve expandir os negócios mundiais em 13% neste ano, com a venda de
12,5 milhões de motocicletas, 3,4 milhões de automóveis
e 6 milhões de equipamentos de força (como geradores e motores
de polpa). No Brasil, a produção de motocicletas continua sendo
responsável pela maior parte da receita da companhia. Da previsão
de faturamento de R$ 8,3 bilhões para este ano, R$ 5,1 bilhões
serão obtidos com a produção de motocicletas. A receita
total será 10% maior que a do ano passado. Com a venda prevista de 850
mil unidades no mercado interno e mais 130 mil no externo neste ano, a fábrica
de motocicletas, em Manaus, recebeu investimento de R$ 220 milhões para
atingir capacidade de um milhão de veículos por ano. "Com
horas extras poderemos chegar a 1,112 milhão de motos por ano",
completa Iwamura (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).
Embraer
inicia treinamentos na Europa
A Embraer investiu cerca de US$ 15 milhões no desenvolvimento do simulador
de vôo completo da sua nova família de jatos regionais 170/190,
de 70 a 108 lugares. O equipamento, que começou a funcionar recentemente
na Europa, para atender aos operadores das aeronaves na região, foi
desenvolvido pela empresa canadense CAE Inc, líder mundial na produção
de simuladores e na prestação de serviços de treinamento
voltados para empresas aéreas. No Brasil a CAE está presente
desde 2001, quando instalou no país o maior e mais moderno centro de
treinamento da empresa no mundo, com investimentos de US$ 100 milhões.
O centro brasileiro da CAE também funciona como base das operações
da empresa na América do Sul. O simulador de vôo do Embraer 170
está instalado na sede da Swiss Aviation Training, em Zurique, Suíça
(Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Torque é principal
atração do Astra
Não é à toa que a GM contratou uma campanha na TV com
o piloto Cacá Bueno, da Stock Car, para fazer a divulgação
do Astra. Quando se sente a força do Astra, a propaganda faz sentido
- o conjunto mecânico é bem agradável. A linha 2006 que
chega às concessionárias conta com duas opções
de motorização: 2.0 litros 8 válvulas Flexpower e o Multipower
(que inclui o gás), que utiliza o motor 2.0 litros de 8 válvulas
equipado com o sistema eletrônico Flex Fuel - desenvolvido pela Bosch
em parceria com a Powertrain especialmente para a General Motors (Wagner Oliveira,
Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Marea
Weekend 2006 tem preço e conjunto atraentes
A Fiat tenta reposicionar no mercado a station wagon Marea Weekend, cujas vendas
decaíram nos últimos anos. Dirigindo o carro, não se entende
por que a montadora deixou que o modelo perdesse força. O conjunto é agradável,
da suspensão ao motor. Suas dimensões o tornam confortável
e uma boa opção para a família, sem ter o preço
salgado das versões importadas. Para alguns, o design é ultrapassado,
para outros, não. Os faróis pequenos, na contramão da
atual tendência, ainda dão aspecto interessante tanto ao sedã quanto à perua,
que tem a mesma frente. Em pesquisas com clientes, a Fiat "sentiu" que
o carro ainda agrada a uma parcela de compradores, principalmente com o motor
1.6. O que tornava o carro difícil para a montadora, em termos de mercado,
era o alto índice de importação de suas peças.
O motor produzido na Argentina resolveu o problema. A Weekend tem preço
competitivo para o seu porte: R$ 50 mil.A linha 2006 que chega às concessionárias
aumenta a tecnologia e dá mais opções de compra (Wagner
Oliveira, Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Novo
Classe M chega em outubro
Lançada no Salão de Detroit deste ano, a nova geração
do Mercedes-Benz Classe M desembarca no Brasil em outubro. O utilitário-esportivo
de luxo chega com visual bem mais agressivo que o modelo anterior, lançado
em 1997. Com 4,78 m de comprimento e 2,12 m de largura, o novo jipão é 15
cm mais longo e 7,1 cm mais largo que o antecessor. O novo Classe M vem com
duas opções de motor: V6 3.5 de 272 cv e V8 5.0 de 306 cv. O
câmbio é automático de sete marchas com modo manual seqüencial,
a tração é integral e a suspensão, pneumática.
O veículo não custará menos de US$ 110 mil — ou
cerca de R$ 270 mil (Diário de São Paulo, 24 de agosto).
Crise
freia o trabalho do terceiro turno em SP
Uma retração na demanda, nos últimos dias,
justificada pela direção da companhia como uma conseqüência
da crise política, levou a Honda a suspender o terceiro turno
de produção na fábrica de automóveis em Sumaré,
SP. "Chegamos a fazer 315 unidades", lembra o diretor executivo
da Honda no Brasil, Kazuo Nozawa. Agora, a média diária
caiu para 280 veículos e o terceiro turno foi suspenso até que
a demanda interna dê sinais mais positivos. Já a exportação,
porém, está em pleno crescimento. Com isso, a empresa prevê aumento
de produção de 18% neste ano. Isso significa elevar o volume
total das 55 mil unidades de 2004 para 65 mil. As vendas externas vão
crescer graças ao recente contrato do modelo Fit para o México.
Para o presidente da Honda, Tetsuo Iwamura, a situação
cambial não ajuda na exportação, mas é benéfica
para a importação de peças (Marli Olmos, Valor,
24 de agosto).
Fábricas
chinesas vão a Frankfurt
Das centenas de empresas com presença garantida na 61ª edição
do Salão de Frankfurt, em setembro, três delas são montadoras
chinesas estreantes. A Jiangling Motors Corporation, parceira da Ford e conhecida
na Europa como Landwind Europe, promete mostrar um modelo 4x4 baseado no veterano
Opel Frontera. O utilitário já é vendido na Holanda e
deve ganhar a companhia de uma minivan chamada CV9, ano que vem. A Brilliance
Jinbei Automobile Corporation, parceira da BMW em operações na
China, vai mostrar o sedã grande Zhonghua, que será distribuído
no mercado europeu pela Euro Motors. A Geely Motors deve apresentar uma série
de novidades no evento, a começar pelo sedã compacto Free Cruiser.
A marca também vai levar duas peruas familiares batizadas de FC e M303H,
o hatch compacto Haoling e um esportivo charmoso chamado de Chinese Dragon.
A Geely assinou contrato para distribuição de seus carros na
Espanha e em Portugal e está procurando mais parceiros no mercado europeu
(Carsale, 24 de agosto).
Obrigatoriedade do biodiesel é antecipada
O governo tornou obrigatório a partir de agora a adição
de 2% de biodiesel para a venda às distribuidoras de combustíveis
com o objetivo de antecipar a prática e evitar que as empresas produtoras
no país não percam com o produto produzido desde agora. A obrigatoriedade
estava prevista para começar a valer apenas em janeiro de 2008, com
o percentual de 2% e em 2013, o percentual de biodiesel subiria para 5%. Especialistas
estimam que o biodiesel custará, no mínimo, o dobro do diesel
mineral, que hoje custa cerca de R$ 1,65 na bomba de combustível. O
ministério projeta uma produção de 143,2 milhões
de litros de biodiesel até o final de 2005 e de 473,2 milhões
para o próximo ano (Terra, 24 de agosto).
Plano
da TNT: crescer até 25% em 5 anos
No Brasil desde 1997, a TNT Logistics, divisão do grupo holandês
TNT NV, tem planos de crescer entre 20% e 25% nos próximos cinco anos.
E encontra terreno fértil por aqui. O diretor mundial de marketing e desenvolvimento
de negócios da empresa, Pierre Girardin, argumenta que o Brasil precisa
investir em tecnologia para reduzir seus gastos com logística. As empresas
brasileiras gastam com logística de 10% a 12% do Produto Interno Bruto
(PIB), enquanto que na Europa e nos Estados Unidos o percentual varia entre 8%
e 10%. Mas há quem esteja em pior situação: na China, o
custo logístico é de quase 18% do PIB. Girardin veio ao Brasil
para, entre outras coisas, participar de um seminário sobre logística
no Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ). Mas não só; aproveitou para visitar alguns
clientes, entre eles, o primeiro em terras brasileiras, a Fiat do Brasil. O automotivo é o
setor em que a TNT Logistics atua mais fortemente no país. Além
da Fiat, a primeira cliente em 1997, também estão no portfolio
a Volskwagen, General Motors, Ford e Renault. Não só no Brasil,
mas em várias partes do mundo, já que, como observou Girardin,
as multinacionais estão cada vez mais procurando um mesmo operador logístico
nos mercados em que atuam. "Com a globalização, os clientes
querem ter processos similares em todo o mundo" (Valor, 23 de agosto).
Gol
2006 quebra a tradição das gerações
A Volkswagen quebrou a tradição de convivência de duas
gerações ao lançar o Gol 2006. Até desistiu de
brigar na faixa de entrada, em que o Mille, na realidade, é o único
representante. As mudanças externas atualizaram o modelo e até melhoraram
a visibilidade com a ampliação do óculo traseiro. O interior
ficou mais "arejado", passando sensação melhor, embora
os materiais permaneçam típicos de um carro com preço
de combate. Mexer num produto que fará 19 anos na liderança levou
bastante cautela à fábrica. Tanto que o objetivo é apenas
manter sua participação atual de mercado. Se fosse de aumentar
as vendas, teria uma política de preço mais ousada. Parece que
optou por abrir mais espaço ao Fox. Dentro de um mês, Saveiro
e Parati adotarão mesmas alterações. (Fernando Calmon,
Alta Roda, 23 de agosto).
Crédito do BNDES para VW e Scania
O BNDES aprovou financiamento para Volkswagen do Brasil e Scania Latin America.
As operações de crédito - de US$ 20 milhões para
cada empresa - têm por objetivo a exportação de veículos
na chamada linha pré-embarque do banco. O BNDES informa que o financiamento à Volkswagen
vai "especificamente" para a exportação de veículos
leves modelo Saveiro, movidos a diesel ou gasolina, com capacidade para transporte
de cargas de até 700 kg. O crédito destinado à Scania
será para comercialização de caminhões, ônibus
e chassis de ônibus (Gazeta Mercantil, 23 de agosto).
Prática
de descontos afeta carros usados
Montadoras de Detroit desovaram rapidamente estoques de carros quando neste
verão setentrional ofereceram descontos em nível dos "preços
pagos por empregados". A Ford Motor vendeu 32 mil veículos utilitários-esportivos
(SUVs) Explorer em julho, o que representou um aumento de 3,8% em um ano em
que as vendas haviam despencado. Contudo, a concessão de grandes descontos
acarreta um efeito colateral desagradável: reduz o valor dos carros
usados, o que torna mais difícil para os consumidores negociá-los
em troca de novos modelos. Essa dificuldade poderá aumentar as pressões
para a obtenção de maiores descontos e resultar numa espiral
viciosa na qual Ford, General Motors (GM) e outras montadoras tenham de oferecer
mais descontos em dinheiro para reduzir os preços do varejo que elas
anunciaram para os modelos de 2006. Os preços sugeridos menores se destinam
a refletir de forma mais aproximada o que os consumidores realmente pagam pelos
seus carros (Gazeta Mercantil, 23 de agosto).
Lei
para cobrar pedágio nas grandes cidades
A cobrança de pedágio para automóveis nos grandes centros
urbanos está para se tornar realidade no Brasil. O governo federal prepara
uma legislação para permitir que os municípios cobrem
taxas pela utilização diária do carro, além de
outras medidas de restrição veicular. Em um primeiro momento,
as ações devem atingir motoristas em São Paulo e no Rio
de Janeiro. O prefeito de São Paulo, José Serra, embora tenha
descartado a medida como solução para o trânsito, analisa
um projeto de ampliação das marginais Tietê e Pinheiros,
com pistas feitas pela iniciativa privada e, portanto, pedagiadas (Terra, 23
de agosto).
Garçonete
ganha Porsche de gorjeta
Um homem saiu para jantar em um restaurante e ficou tão satisfeito com
o atendimento que deixou para a garçonete uma gorjeta valiosa: um Porsche.
A história aconteceu no restaurante Njuranger, em Sundvall, na Suécia
e foi manchete do jornal sueco Aftonbladet, na semana passada. A presenteada,
Josefin Justin, de 19 anos, ganhou um Porsche 924 1979, com 30 mil quilômetros
rodados (Carsale, 23 de agosto).
Emprego
industrial escorado no setor automotivo
O tímido crescimento do emprego industrial no Grande ABC em julho foi
sustentado pelas empresas da cadeia automotiva, segundo indica pesquisa do
Ciesp. A alta teve o impulso principal de setores da cadeia automotiva – material
de transporte (montadoras e autopeças), metalurgia e material plástico,
por exemplo, estão entre os de melhor desempenho. Apesar de o ritmo
de geração de novas vagas continuar no processo de desaceleração
de meses anteriores, três cidades da região apresentaram alta
em níveis superiores ao resultado do Estado de São Paulo para
o mês de julho (0,18%). São Caetano, São Bernardo, e Diadema
cresceram 0,62%, 0,54%, e 0,42%, respectivamente. Apenas a diretoria regional
de Santo André – que também abrange Mauá, Ribeirão
Pires e Rio Grande da Serra – apresentou redução de vagas
industriais, com queda de 0,36%. Em todo o Estado, foram geradas 3.537 vagas
em julho, aproximadamente 65% menos que no mesmo mês de 2004, quando
houve a criação de 9.981 postos de trabalho (Diário do
Grande ABC, 23 de agosto).
Internacionalização
da gaúcha Guerra
Segunda
maior fabricante de implementos rodoviários para transporte de
carga do País, a A. Guerra S.A., de Caxias do Sul (RS) elegeu o biênio
2005/2006 para intensificar o seu processo de internacionalização
por meio de associações e joint ventures na América Latina
e Oriente Médio. É a forma que encontrou para expandir seus negócios.
Após acordos comerciais firmados com empresários do Equador, da
Venezuela e do Chile, ela se prepara para iniciar as operações
na Argentina, com fábrica própria, e para o mês de outubro
está programado a montagem das primeiras unidades de reboques e semi-reboques
em Dubai, nos Emirados Árabes, joint venture com a empresa local Excel.
Os equipamentos serão enviados em regime de CKD (desmontado). Dentro de
algumas semanas, a Guerra também vai colocar os pés em Cuba, adotando
procedimento semelhante ao de Dubai, mas vinculado a empresas estatais locais.
Na próxima semana, a montadora gaúcha embarca algumas unidades
para serem expostas na Feira de Havana, que vai acontecer no mês de setembro.
(Gazeta Mercantil, 22 de agosto).
Ford
reduz turno no ABC
Com a redução das exportações dos modelos Ka e Courier,
por causa da contínua queda do dólar, a Ford Motor Company do Brasil
diminuiu a jornada de trabalho na fábrica de São Bernardo do Campo,
no ABC paulista. Segundo a assessoria de imprensa da montadora, desde o dia 8
deste mês os funcionários estão cumprindo jornada de 35 horas
semanais. Já na fábrica de caminhões, também em São
Bernardo do Campo, a produção está normalizada com um turno
de trabalho. Em Camaçari (BA), onde são produzidos os modelos Fiesta
e EcoSport o ritmo de trabalho vem sendo cumprido em três turnos. O presidente
da Ford, Antonio Maciel Neto, disse em junho deste ano, que os carros feitos
em Camaçari por serem de nova geração, podem ter seus preços
reajustados no mercado internacional. Já os modelos fabricados em São
Bernardo do Campo, mais tradicionais, não suportam reajustes no mercado
externo. Mesmo com cortes nos embarques do Ka e Courier, no primeiro semestre
a Ford exportou US$ 688 milhões, 44% acima dos US$ 477,8 milhões
em igual período de 2004 (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).
Remanufaturado
Garret na rede Bosch
A Honeywell Turbo Technologies vai vender turbos remanufaturados Garret na
rede de assistência técnica Bosch Truck Service. Segundo o diretor
comercial da empresa, Celso Samea, o turbo remanufaturado custará 50%
menos que o modelo novo (Gazeta Mercantil, 22 de agosto).
Setor
automotivo desperta para nanotecnologia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Nacional
de Nanotecnologia e Nanociência para fortalecer as redes científicas
do país que estudam o assunto. Serão investidos R$ 71 milhões
neste ano em projetos de jovens pesquisadores e na implantação
de grandes laboratórios. Essa tecnologia - que até 2015 deverá movimentar
US$ 1 trilhão, segundo estudiosos – possibilita produzir plásticos
mais resistentes que o aço e desenvolver pinturas de veículos
que suportam bem mais a ação do tempo e avançar na miniaturização
do processo de célula de combustível. A DaimlerChrysler, no ABC,
passou recentemente a utilizar nanotecnologia aplicada à pintura dos
automóveis da marca. A pintura tem um verniz especial, que demorou quatro
anos para ser desenvolvida na Alemanha. A fabricante de vidros automotivos
Saint Gobain Sekurit, de Mauá, desenvolveu na França um pára-brisa
com maior capacidade de refletir o calor, que já está em comercialização
no Brasil. O produto é composto de duas lâminas de vidro recheadas
com uma película de plástico que contém micropartículas
de prata (Diário do Grande ABC, 22 de agosto).
FEI
faz adaptação do currículo
O Centro Universitário FEI, de São Bernardo, implementou alterações
curriculares para oferecer aos alunos as bases da nanotecnologia. As modificações,
que consistiram em um novo enfoque dado à disciplina Física 4,
foram introduzidas em conjunto com a inauguração de um novo laboratório,
de Física Moderna, que demandou cerca de US$ 40 mil em investimentos
na escola. O chefe do Departamento de Física da FEI, professor Vagner
Barbeta, explica que a universidade não tem pesquisa voltada à nanotecnologia,
mas quer dar aos estudantes o arcabouço básico para que o aluno
da instituição lide com algo que é uma tendência
a se firmar na área de engenharia no médio prazo (Diário
do Grande ABC, 22 de agosto).
GM
contratará mais 400 em cinco anos
A General Motors vai contratar mais 400 profissionais nos próximos cinco
anos para o Centro de Engenharia e Design de São Caetano, informou Pedro
Manuchakian, vice-presidente de Engenharia da montadora para América
Latina, África do Sul e México. O reforço, segundo ele, é parte
de um plano de expandir o desenvolvimento de novos projetos de veículos
para o Brasil e outros países (Diário do Grande ABC, 22 de agosto).
Jovem
põe tempero brasileiro no design da VW
O
time de estilistas da subsidiária remoça os carros e a imagem
da marca. Eles usam piercing, camisetas babylook, topete e gel no cabelo. Não
se trata da mais uma nova banda teen, mas sim da jovem ala da equipe de designers
da Volkswagem. A montadora cada vez mais incorpora rapazes e moças em
seus quadros de alto nível para remoçar a imagem da empresa e dinamizar
seus produtos. "É proposital", diz Berthold Krueger, vice-presidente
de Vendas e Marketing a respeito da incorporação de jovens entre
desenhistas e engenheiros da multinacional alemã. "Os mais novos
têm uma paixão e uma visão de liberdade, que os mais velhos,
com o tempo, vão perdendo em razão das limitações
técnicas impostas aos projetos em fábricas de carros espalhadas
pelo mundo." (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).
Com
nova S-10, GM busca retomar o pódio
A General Motors, que criou o segmento de picapes médias no Brasil,
com a produção da S-10 a partir de 1995, espera recuperar a liderança
de mercado que manteve nos últimos dez anos e que foi perdida neste
ano para a Toyota Hylux e pela Mitsubishi L-200, respectivamente primeira e
segunda colocadas no ranking de vendas do setor. Com preços que variam
de R$ 50 mil a R$ 122 mil, S-10 e Blazer têm importância fundamental
para a GM do Brasil. A produção anual de 30 mil unidades, se
considerarmos um preço médio de R$ 80 mil, representaria para
a montadora uma receita de R$ 2,4 bilhões, o equivalente a 16% do faturamento,
de R$ 15 bilhões em 2004. O Celta, com produção anual
de 130 mil unidades (4,3 vezes mais do que a produção das picapes),
ao preço de R$ 20 mil, renderia R$ 2,6 bilhões, ou 17,3% do faturamento
da GM. "Ainda há chances de recuperarmos a liderança neste
ano", acredita Pinheiro Neto, vice-presidente da montadora. "O segmento
de picapes médias representa tradicionalmente um território nosso",
acrescentou. Para o presidente Young, "mais importante do que atingir
a liderança é aumentar as vendas. Teremos um segundo semestre
melhor do que o primeiro", afirmou. "Queremos vender a S-10 com base
nos conceitos de qualidade, durabilidade e economia de combustível",
acrescentou. (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).
Engenharia
cria soluções com baixos custos
A Volkswagen do Brasil mantém cinco unidades de criação
de veículos no mundo - Alemanha, México, Brasil, África
e China. Depois da Alemanha, o Brasil é a que reúne a segunda
maior equipe, com 950 pessoas (60% engenheiros e 40% técnicos). "A
principal missão desses profissionais é criar uma família
de carros que vai gerar negócios no futuro", diz o vice-presidente
de engenharia, Holger Westendorf. "A engenharia brasileira é vista
pela matriz na Alemanha como uma equipe de alto conhecimento e flexibilidade,
pois podemos criar soluções efetivas com custos baixos",
disse Westendorf. Antes do teste de rodagem, o carro passa por várias
etapas de criação na Volkswagen do Brasil, que vai do planejamento,
definição do modelo até a construção do
protótipo. "Tudo tem que ser definido em um ano e meio", afirma,
Holger Westendorf (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).
O
Senado aprova a criação da Anac
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
aprovou ontem o projeto que cria a Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), que terá a competência de regular e fiscalizar o
setor. (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).
VW do México fecha acordo com sindicatos
A VW do México disse que fechou acordo com sindicatos para aumentar
os salários em 4,2% — ligeiramente abaixo da inflação
(The Wall Street Journal, 19 de agosto).
Montadoras põem mais marchas no câmbio
Na busca de uma nova vantagem competitiva, as montadoras estão gastando
bilhões de dólares para criar carros com seis, sete e talvez
até oito marchas. A enxurrada de investimento nas transmissões
com mais marchas do que as tradicionais três ou quatro dos carros automáticos,
que predominam nos Estados Unidos, é causada pelo crescimento da demanda
por mais economia de combustível e a necessidade de as montadoras suplantar
as rivais num mercado congestionado. A Mercedes se prepara para oferecer transmissões
de sete marchas na maioria de seus novos modelos. O novo Bora, da Volkswagen,
tem a opção de transmissão com seis marchas. Em breve
a Ford Motor Co. vai pôr nas ruas o utilitário esportivo Explorer
com câmbio automático de seis marchas, parte de uma reformulação
total do modelo 2006. Além disso, "a Ford tem vários seis
marchas engatilhados", diz Craig Renneker, engenheiro-chefe da empresa
para os novos programas de transmissão automática. A marca Lexus
da Toyota Motor Corp. vai mais adiante. Ela trabalha numa transmissão
automática de oito marchas, dizem executivos do setor. Um porta-voz
da Lexus não quis comentar. A General Motors Corp. está trabalhando
com a Ford numa nova transmissão de seis marchas projetada conjuntamente
que deve aparecer nos veículos GM em 2006. Por volta de 2010, a GM pretende
produzir 3 milhões de transmissões com seis marchas por ano,
diz Tom Stephens, diretor da GM encarregado das operações de
motor e transmissão. Com mais marchas, as montadoras podem melhorar
a eficiência dos veículos no consumo de combustível, oferecendo
ao mesmo tempo o desempenho de um carro esportivo (The Wall Street Journal,
19 de agosto).
Citroën
usa o charme de Paris para vender
A francesa Citroën decidiu apostar que o charme de uma viagem de ida e
volta a Paris com direito a acompanhante atrai mais do que um jogo de rodas,
câmbio automático ou bancos de couro - brindes típicos
nesse setor. A promoção, uma das mais agressivas no mercado de
veículos, vale para a compra de qualquer modelo da linha minivan Xsara
Picasso, até 30 de setembro. O preço da versão mais vendida é de
R$ 55 mil. Se o estoque do modelo 2005 terminar antes dessa data, a promoção
passa a valer para a versão 2006 (Marli Olmos, Valor, 19 de agosto).
Motos
de luxo ganham mercado
O mercado de motos de alta cilindrada deve consumir este ano 10 mil unidades.
Desde 2003, os preços de motos importadas caíram 35%. Uma das
marcas que atua no nicho de produtos acima de 650 cm3, a Triumph, vai quintuplicar
as vendas, estimulada pela desvalorização do dólar, que
facilitou a importação. A empresa espera vender 350 motos, ante
64 no ano passado.A Harley-Davidson, ícone no mercado de duas rodas,
vai vender 89% mais, 1,8 mil motos, parte fabricada localmente, ante 950 em
2004. O modelo de mais saída custa R$ 60 mil (Estadão, 19 de
agosto).
Bicicleta
perde a vez na China
A China Bicycle, uma das maiores fabricantes e a maior exportadora de bicicletas
do país, foi à falência nesta semana, vítima da
crescente paixão dos chineses pelo carro. A companhia, baseada em Shenzhen,
pólo econômico no sul da china tem capacidade de produção
de mais de 3 milhões de bicicletas, mas sofreu com a queda dramática
da demanda doméstica e a feroz competição de rivais chinesas
no mercado externo. Só em Pequim, mil carros novos chegam ás
ruas a cada dia. A ascensão do carro gerou outro perigo para o sitiado
ciclista: a poluição desenfreada. Nas últimas duas semanas,
Pequim sofre sob uma cortina de fumaça (Estadão, 19 de agosto).
Cinco
empresas trocam diretores de compras - 1
DaimlerChrysler, Volkswagen, PSA Peugeot Citroën, ArvinMeritor e Visteon
estão com novos executivos no comando de seus respectivos departamentos
de compras no Brasil. Na DC, Frithjof Punke foi sucedido por Ricardo Vieira Santos
como diretor da área. "Priorizaremos qualidade a preço e contratos
de fornecimento de médio e longo prazos." – diz Santos. Na
Volkswagen a área de compras passa a ser comandada por Thomas Gropp, que
assumiu posição antes ocupada por Bernd Martens. Na PSA Peugeot
Citroën a substituição de Luc Jeanneney por Maurício
Martins é esperada para 1º de setembro. Maurício Martins não é novo
na área: até aceitar a proposta da PSA era ele quem respondia pela
diretoria de compras da Visteon, que passa a ser comandada por David Carvalho
que, por sua vez, deixou a mesma área na ArvinMeritor (Lana Pinheiro,
AutoData, 18 de agosto).
Cinco
empresas trocam diretores de compras - 2
Na ArvinMeritor a diretoria, que era coorporativa, foi dividida para atender
a duas unidades de negócios: a CVS, voltada a veículos comerciais,
e a LVS, exclusiva para veículos leves. José Manuel Fernandes
responde como diretor de compras para América do Sul da CVS desde janeiro.
Já Marcelo Sorato assumiu a diretoria da cadeia de suprimentos da LVS
em junho último. Apesar das peculiaridades de cada unidade os dois executivos
têm como um dos principais projetos desenvolver os fornecedores locais
para que se tornem aptos a atender às demandas mundiais do grupo. "Estamos
repassando todo o nosso aprendizado em lean manufacturing para a cadeia. Nos últimos
meses vinte empresas brasileiras já se transformaram em fornecedores
globais", informa Fernandes. Sorato, ex-gerente de compras da Delphi,
complementa ao enumerar como suas principais metas redução da
base de fornecedores, reestruturação do departamento no Brasil
e reorganização das atividades na Argentina. As funções
de Sorato na Delphi foram absorvidas pelo supervisor de compras Eduardo Cupê.
Edélcio Genaro permanece como diretor de compras da sistemista. (Lana
Pinheiro, AutoData, 18 de agosto).
Acordo
com UE pode sair no início de 2006
Um acordo entre Mercosul e União Européia para a importação
de veículos com tarifa zero (atualmente a taxa varia de 25% a 35% no Mercosul)
pode finalmente sair do papel no início de 2006. O acordo, nos moldes
em que está sendo discutido entre as importadoras situadas no Mercosul
e os 25 países da Europa, poderá trazer até 42 mil veículos
importados ao Brasil por ano, dos quais cerca de 3,7 mil já estariam reservados às
quatro montadoras com matriz naquele bloco representadas pela Abeiva, que são
a BMW, a Maserati, a Porsche e a Ferrari. Pelo acordo, as montadoras teriam direito
a cota zero, ou próxima disso, para 60 mil veículos para todo o
Mercosul, entre carros de luxo e populares (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).
GM lança Blazer e S-10
A General Motors do Brasil apresentou ontem à imprensa especializada a
S-10 e a Blazer 2006, com modificações externas e internas e novo
motor 2.8 eletrônico. A apresentação foi feita na Fazenda
Cravinhos, de propriedade do empresário Luiz Biagi, a poucos quilômetros
de Ribeirão Preto, no interior paulista. Hoje de manhã, também
na Fazenda Cravinhos, o presidente da GM, Ray Young, dará entrevista coletiva
aos jornalistas, que poderão testar os novos veículos numa pista
de terra preparada para o lançamento (Gazeta Mercantil, 18 de agosto).
Ford
reduz jornada de trabalho
A queda acentuada nas exportações, causada pela desvalorização
do dólar, obrigou a Ford a reduzir de 40 para 35 horas semanais a jornada
de trabalho de cerca de 800 metalúrgicos do setor de automóveis,
da unidade em São Bernardo do Campo. Apesar da redução
da jornada, não houve prejuízo nos salários dos trabalhadores
e, sim, um remanejamento do banco de horas previsto no acordo coletivo da categoria
(Folha de SPaulo, 18 de agosto).
México
exigiu de montadoras ajustes na produção
Além Volkswagen, General Motors e Ford também reduziram suas
exportações para o México e tiveram de diminuir as jornadas
de trabalho nas unidades do Grande ABC e no interior de São Paulo para
fazer ajustes na produção e acompanhar o recuo da demanda de
veículos daquele país. Outra medida adotada foi a de organizar
paradas na montagem por períodos determinados. A GM diminuiu a jornada
de 44 para 40 horas semanais nas fábricas de São Caetano e São
José dos Campos. Como conseqüência, a produção
recuou de 45 para 40 unidades por hora. Devido a esse resultado desfavorável,
a montadora reviu suas previsões e agora espera pelo menos repetir o
mesmo desempenho de 2004, quando a empresa faturou US$ 1,4 bilhão em
vendas externas. Antes, a expectativa era movimentar US$ 1,5 bilhão
em 2005. O mesmo cenário se instalou na Ford, que reduziu de 44 para
35 horas semanais a jornada dos 800 funcionários do setor de automóveis
de São Bernardo. A medida foi adotada porque as vendas internas não
absorveram a demanda excessiva que seria destinada ao exterior. (Diário
do Grande ABC, 18 de agosto).
Volks descarta carro 'artesanal'
Para o vice-presidente de Vendas e Marketing da Volks do Brasil, Berthold Kruger,
o recente lançamento na Europa do carro popular Renault Logan, fabricado
numa unidade artesanal da Romênia, foi uma surpresa para os consumidores
locais. Há mais de duas décadas, os europeus recebem carros cada
vez melhores, mais tecnológicos e mais caros. Neste contexto, diz, o
lançamento de um carro que custa 7 mil dólares desperta apenas
a curiosidade nos países ricos e a satisfação nos países
pobres do Leste europeu, que desejam carros que custem muito pouco. 'No Brasil,
o lançamento de novos modelos que custem menos do que um Mille Fire,
que é o carro mais barato do mercado, é inviável, já que
reduzir a tecnologia de produção é impossível.
Tornar um carro com a qualidade do Gol artesanal ou investir em fábricas
artesanais seria uma utopia', conclui o executivo. (Correio do Povo, 18 de
agosto).
Montadora começa a importar aço
europeu
Nos próximos dias, a Volkswagen começará a receber 30
mil toneladas de aço europeu. Segundo o presidente da montadora no Brasil,
Hans-Christian Maergner, a opção de importar um lote desse tamanho
se deve à economia de custos de 5% em relação ao produto
nacional. A Ford também confirmou que importará aço dos
Estados Unidos. Segundo a montadora alemã, as primeiras bobinas chegarão
ao Brasil no dia 20 de setembro. Fiat e General Motors informaram que não
estão importando o produto. (Valor, 18 de agosto).
VW Touareg será o carro oficial
do papa
A Volkswagen anunciou que vai disponibilizar um Touareg especial para transportar
o Papa Bento XVI durante XX Jornada Mundial da Juventude, que acontece entre
os dias 16 e 21 de agosto na cidade alemã de Colônia. Como acontece
tradicionalmente em todos os veículos papais, o utilitário esportivo
também receberá a tradicional vitrine blindada. Já a carroceria
será na cor branca. Além do Touareg, a Volkswagen ainda fornecerá mais
100 veículos para o evento (Carsale, 18 de agosto).
Portal
oferta Ferrari que já foi de Maradona
Um portal de internet europeu anuncia, desde o último dia 12, a venda
de uma Ferrari 355 cupê Spider, que já pertenceu ao ex-jogador
de futebol argentino Diego Armando Maradona. O modelo, fabricado em 1996, tem
motor 3.5 litros, oito cilindros, 380 cv de potência e atinge os 295
km/h, e já recebeu 122 ofertas, sendo a mais alta no valor de 112 mil
euros (R$ 326,5 mil). O esportivo ficará disponível na rede até o
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