AGOSTO 2006

Greve na VW mantida; sindicato terá estratégia surpresa
Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, prometem manter nesta quinta-feira, 31, a greve iniciada na terça-feira à tarde, mas devem mudar a tática do movimento. Até agora, os funcionários de todos os setores entram na fábrica, mas não ligam as máquinas. A Volks confirma que, na primeira quinzena de setembro, ocorrerá na sede do grupo em Wolfsburg, na Alemanha, reunião estratégica para decisão de novos investimentos para as operações da empresa no Brasil. Com a greve, deixaram de ser fabricados até agora cerca de 1,4 mil carros (Fox Europa, Polo, Gol, Kombi e Saveiro). A Anchieta também fornece peças estampadas como capôs e portas para as fábricas de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), que ainda não foram prejudicadas. Na Europa, onde a Volkswagen pretende eliminar 20 mil postos de trabalho, a empresa anunciou que 3,2 mil trabalhadores da fábrica alemã já assinaram acordos para encerrar sua relação de trabalho com a empresa. Desde junho, a montadora oferece aos 85 mil funcionários pacotes de desligamento com valores variando entre 41 mil euros (R$ 112 mil) e 250 mil (685 mil), dependendo da renda do trabalhador e o tempo de serviço (Estadão, 31 de agosto).

China vai encomendar mais mil jatos
A Embraer anunciou ontem a venda de 100 aviões ao Grupo HNA - quarta maior empresa área da República Popular da China - por US$ 2,7 bilhões. Trata-se do segundo maior contrato de aquisição de jatos da história da companhia brasileira. São 50 aeronaves do tipo ERJ 145 e 50 do modelo Embraer 190. O presidente do Conselho e diretor-presidente da empresa aérea brasileira, Maurício Botelho, disse que o contrato prevê ainda a venda de 100 aviões em mercado de opções (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Volvo contrata manutenção para seminovos
A Volvo do Brasil, que liderou a venda de caminhões pesados de janeiro a julho, está preparando para lançar ainda neste ano contrato de manutenção válido para os caminhões seminovos que comercializa. Com isso a marca espera estimular o hábito de contratos de manutenção junto às revendas. Os contratos de manutenção da Volvo hoje só cobrem caminhões novos. O Brasil tem hoje uma frota de cerca de 45 mil caminhões Volvo (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

VW pede que pessoal faça hora-extra no Paraná
Para fazer frente à greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), a Volkswagen está reforçando a operação da sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). No último final de semana, a montadora chegou a pedir aos funcionários do terceiro turno que fizessem hora-extra no sábado à noite. "Mas os metalúrgicos optaram por não atender o pedido, já que isso só ajudaria a empresa a aumentar ainda mais seus estoques. A fábrica de São José dos Pinhais opera com 100% da capacidade. A produção é de 810 veículos, em três turnos. Desse total, dois terços são do modelo Fox que é vendido no mercado interno. A fábrica produz ainda 50% dos volumes do Fox Europa - que também é montado na unidade de Anchieta -, o Fox exportado para a América Latina, o Golf e o Audi A3. Esse último deve deixar de ser fabricado até o final desta semana (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).

Volkswagen ameaça fechar (de novo)
Em meio ao movimento grevista dos metalúrgicos, a Volkswagen do Brasil voltou quarta-feira a ameaçar as operações da fábrica Anchieta, de São Bernardo. A direção da empresa reiterou que, sem acordo, a planta perde condições de atrair investimentos da matriz, o que inviabilizaria o futuro da unidade. “A empresa está sendo absolutamente clara e transparente ao indicar as graves conseqüências que ocorrerão caso não haja um acordo trabalhista. Desta vez, a questão está concentrada na existência ou não de futuro para a Anchieta”, disse o vice-presidente de RH da Volks, Josef-Fidelis Senn (Diário do Grande ABC, 31 de agosto).

Escapou o nome da nova versão da 206 SW
A nova versão a que o diretor-superintendente da Peugeot do Brasil, Bruno Grundeler, vinha se referindo a jornalistas como “206 SW `off-road´” vai mesmo se chamar Escapade e tem data e local para ser lançada: 20 e 21 de setembro, em Porto de Galinhas, Pernambuco (Interpress Motor, 31 de agosto).

Kia lançará minivan Carens no Brasil
A minivan Carens será o próximo lançamento da Kia no mercado nacional. A apresentação do modelo para o público brasileiro está marcada para o Salão do Automóvel, entre os dias 19 e 29 de setembro, em São Paulo. O Carens é um modelo desenvolvido pela Kia para o mercado europeu. Um de seus principais atributos fica por conta dos sete assentos, dispostos em três fileiras. Ele chegará para reforçar o segmento no qual atuam Chevrolet Zafira, Citroën Picasso e Renault Scénic. Também no salão, a Kia mostrará o Opirus com leve reestilização e novo motor 3.8, de 266 cavalos (Carsale, 31 de agosto).

Fiat contrata para atender crescimento do mercado
Um dia depois do início da greve na Volkswagen em protesto contra o programa de demissões, a principal concorrente da montadora alemã no Brasil, a Fiat, anunciou que vai abrir empregos em Betim (MG). Ao todo, 300 vagas serão abertas já em setembro para operadores de produção na Fiat Automóveis, Magneti Marelli e Comau, empresas do grupo Fiat. Com a produção de 2,2 mil carros por dia, o grupo emprega hoje 9 mil trabalhadores (Valor, 31 de agosto).

China é o segundo maior mercado
A China já é o segundo maior mercado de automóvel do mundo, ultrapassando o Japão. Nos primeiros seis meses de 2006, foram vendidos no mercado chinês 3,6 milhões de veículos e, no japonês, 3 milhões. Os analistas do setor prevêem que, em 2015, as vendas anuais chinesas atinjam os 14 milhões de unidades (Terra, 31 de agosto).

Trabalhadores da Volks em greve
Os trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo decretaram nesta terça-feira greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembléia que reuniu cerca de 10 mil trabalhadores. No início da tarde de ontem, a Volkswagen enviou 1.300 cartas a funcionários da ativa informando que eles serão demitidos a partir de 21 de novembro, quando termina o acordo trabalhista que dá direito à estabilidade. Outros 500 funcionários que estão afastados da produção desde 2003, e participam do Centro de Formação e Estudos também serão demitidos, num total de 1.800 cortes. Ao todo, a fábrica Anchieta emprega 12,4 mil trabalhadores. Os demitidos receberão apenas os direitos previstos na lei, sem incentivos extras, conforme oferecido em acordos anteriores (Cleide Silva, Estadão, 30 de agosto).

Nova motocicleta BMW Adventure
O mundo sofisticado das motocicletas ganhou uma novidade. A BMW R 1200 GS Adventure já está no Brasil. O veículo agrada os consumidores quer curtem aventuras em longos percursos. A R 1200 enfrenta tanto o asfalto como terrenos off-roads, assemelhando-se ao perfil de produto que se requer no Brasil. O preço não é tão agradável quanto sua dirigibilidade: R$ 92 mil. A R 1200 é uma evolução da R 1150, por isso, os acessórios da antecessora agora passam a ser itens de produção. O motor é de respeito. A potência chega a 98 cavalos, a 7.000 rpm. A caixa de câmbio de seis marchas reduziu os ruídos em relação ao modelo anterior (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

Toyota aplica US$ 42 milhões no ABC
A Toyota do Brasil anunciou investimentos de US$ 42 milhões para a unidade de São Bernardo de Campo (SP). A quantia, proveniente de recursos próprios, será utilizada para ampliar a produção de peças forjadas - virabrequins e bielas - que irão abastecer exclusivamente, a partir de 2008, as fábricas da Toyota nos Estados Unidos, a de Kentucky, onde é fabricado o modelo Camry e a de Virgínia, onde faz o Corolla. "A Toyota do Brasil está se tornando uma das subsidiárias mais importantes para o grupo Toyota", disse Shozo Hasebe, presidente da Toyota Mercosul. A fábrica de São Bernardo terá linhas de produção integradas, mais compactas e assistida por robôs, e fará 1,1 milhão de peças/ano. A unidade, que emprega 970 funcionários, vai contratar 90 pessoas (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

Neobus disputa segmento rodoviário
A San Marino Ônibus e Implementos - Neobus Ltda., de Caxias do Sul, na serra gaúcha, prepara para o quarto trimestre seu ingresso no segmento de ônibus rodoviários. O primeiro lançamento é um modelo leve, projetado para curtas e médias distâncias, fretamento e turismo receptivo. Os detalhes estão sendo mantidos em sigilo (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).

Novo Corolla programado para 2008
A terceira geração do Toyota Corolla chegará ao mercado brasileiro em março de 2008 e será produzida na fábrica de Indaiatuba (SP), segundo um fornecedor da marca. O motor bicombustível da montadora será apresentado no ano que vem e, dessa forma, a nova geração já deve vir com a tecnologia flexível (Diário do Grande ABC, 30 de agosto).

Nova geração do Polo chegará mais cara
A Volkswagen vai apresentar o novo Polo neste mês. Totalmente reestilizado, o modelo deverá chegar ao mercado até novembro com preço mais elevado. Segundo uma concessionária da marca, o valor para a versão com motor 1.6 bicombustível será de cerca de R$ 45 mil. O veículo ostenta as mesmas linhas do modelo europeu, com lanternas em uma peça única e vinco no capô, formando um “V”. Por dentro, o Polo também recebeu novo revestimento dos bancos e acabamento (Diário do Grande ABC, 30 de agosto).

Renault lança a linha 2007 do Master
A linha 2007 do utilitário Master (Furgão, Chassi Cabine e Minibus) chega às concessionárias Renault. Os preços começam em R$ 75.990 (versão Chassi Cabine). Os conjuntos óticos dianteiro e traseiro mudaram para aumentar a segurança dos passageiros. Novas cores também foram adicionadas à linha e, no interior, todas as versões de acabamento contam com novo revestimento nos bancos dianteiros e traseiros (Diário do Grande ABC, 30 de agosto).

Siderurgia: demanda no país cresce, produção cai

O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) prevê uma queda de 1,8% na produção de aço das usinas brasileiras neste ano. Segundo o instituto, a produção deve somar 31 milhões de toneladas. A projeção, de acordo com o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente, foi influenciada pela parada do alto forno número 3 da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) durante cinco meses, até junho. De janeiro a julho, o setor registrou retração de 6,6% na produção, comparado a igual período de 2005. Em contrapartida, as vendas internas subiram 4,2% no período, impulsionadas pelo maior aquecimento econômico do país. No caso das exportações, o IBS apurou uma diminuição de 2,9% em volume e de 12,2% em valores. O IBS prevê uma alta de 66,7% em valor das importações de produtos siderúrgicos e de 176,5% em volume, passando de 756 mil de toneladas em 2005 para 2,09 milhões de toneladas neste ano. A projeção para exportações deste exercício é de queda de 7,7% em valores e de 1,6% em volume (Valor, 30 de agosto).

Fabricante de autopeça deve melhorar eficiência
Donos dos melhores índices de retorno do capital investido e de margens de lucro do mundo, os fabricantes de autopeças brasileiros devem centrar esforços para ganhar mais competitividade, eficiência e agregar valor aos seus produtos, para não perder sua saudável posição para as indústrias chinesas e indianas. Os baixos custos de produção e a grande demanda desses países são atrativos para a instalação de novas unidades, deixando o Brasil fora do mapa dos investimentos. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Alix Partners, consultoria especializada em reestruturação e melhoria de processos. "As empresa brasileiras têm no máximo três anos para se adequar à nova realidade mundial, ou perderão espaço", afirmou Stefano Aversa, diretor da consultoria. "Há um redesenho no setor de autopeças e o Brasil deve lutar para continuar figurando entre os principais fornecedores globais" (Valor, 30 de agosto).

Picape Strada ganha visual atualizado
A picape Strada, da Fiat, ganhou na versão de entrada o design externo dos modelos da família Palio – renovada entre 2003 e 2004. A versão Fire 1.4 Flex, que desenvolve 80 cv (cavalos) com gasolina e 81 cv com álcool, pode ser encontrada como cabine simples ou estendida. O modelo ganhou a dianteira com o conjunto óptico de uma única peça que integra os três canhões refletores: farol baixo, farol alto e luz de direção. Sua dianteira traz ainda faróis com interno cromado e máscara negra, grade dianteira na cor preta e maçanetas mais ergonômicas. A versão com cabine estendida traz ainda calotas de 14 polegadas. Preços: R$ 29.790 (cabine simples) e R$ 33.770 (cabine estendida) (Interpress Motor, 30 de agosto).

Kia Picanto chega por R$ 34.900
Azul, verde, laranja... Várias cores berrantes fazem parte da gama do compacto Picanto, que a Kia Motors do Brasil acaba de apresentar em Itu (SP). “A gama de cores faz parte do carro, do estilo a que ele se propõe”, afirma José Luiz Gandini, presidente da empresa, durante a conferência de imprensa. O modelo chega com motor 1.1 de 64 cv (cavalos) e opção de câmbio mecânico (R$ 34.900) e automático (R$ 39.900). Traz ainda ar-condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, toca-MP3 e rodas de 14 polegadas, entre outros itens. Concorrente de modelos como Citroën C3, Honda Fit e Fiat Idea, é o menor compacto do mercado – mede 3,49 metros de comprimento, 1,59 metro de largura, 1,48 metro de altura e 2,37 metros de entreeixos (Luís Perez, Interpress Motor, 30 de agosto).

Lexus lançará híbrido no Salão de Paris
A Lexus, divisão de carros de luxo do grupo Toyota, exibirá uma versão híbrida do sedã LS 600 no Salão de Paris, na França. O modelo, denominado LS 600h, tem tração nas quatro rodas e um motor 5.0 V8, capaz de desenvolver 444 cavalos de potência. De acordo com a Lexus, o sistema híbrido que equipa o sedã é o mesmo usado no Toyota Prius, no Lexus RX 400h e no GS 450h (Carsale, 30 de agosto).

Volkswagen diz que iniciará os cortes
Ao mesmo tempo em que seu representante estava em Brasília com ministros, a direção da Volkswagen informava ontem aos trabalhadores de São Bernardo do Campo que não conseguiu chegar a um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Diante disso, iniciará o envio de cartas para um grupo de trabalhadores que será demitido em novembro, sem pacote de incentivos. Hoje, os trabalhadores fazem assembléia para aprovar a reação aos cortes. Em nota distribuída aos empregados ontem, a Volks afirmava que, "considerando não ter sido possível chegar a um entendimento, nos próximos dias será dado início ao processo de comunicação aos empregados que serão desligados após 21 de novembro", período em que vence o acordo de estabilidade feito em 2001. Nessa primeira leva estão previstas 1,8 mil demissões. A Volkswagen falava inicialmente em demitir 3,6 mil funcionários até 2008. Na semana passada disse que, sem um acordo para o plano de reestruturação, 6,1 mil vagas seriam eliminadas, metade do quadro atual, de 12 mil pessoas. Também ameaçou fechar a fábrica (Cleide Silva, Estadão, 29 de agosto).

BNDES suspende empréstimo à Volks
Está suspensa a liberação do financiamento de R$ 497 milhões à Volkswagen para que o BNDES possa verificar se o plano original de investimento da montadora está sendo seguido. O governo chama de "fato novo" a possibilidade de fechamento da unidade de São Bernardo do Campo, SP, com a demissão de milhares de operários. O sinal verde para a liberação depende, agora, da negociação entre a Volks e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ontem, reuniram-se no Palácio do Planalto, por mais de duas horas, representantes do governo e da montadora. Discutiram a possibilidade de fechamento da unidade do ABC os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Dilma Rousseff (Casa Civil) e o presidente do BNDES, Demian Fiocca. Pela Volks, estavam, entre outros representantes, o vice-presidente de Recursos Humanos, Josef-Fidelis Senn. Marinho afirmou que, enquanto a negociação não for consolidada, o BNDES vai "suspender e aguardar". "A possibilidade de desmobilização das atividades em uma das fábricas não tinha sido colocada num primeiro momento", disse Fiocca. O banco informou que o último financiamento de R$ 497 milhões, aprovado recentemente, está vinculado a investimentos em várias fábricas (Valor, 29 de agosto).

Citroën multada por propaganda enganosa
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça multou, ontem, em R$ 287,7 mil, a montadora Citröen por "publicidade enganosa". Segundo o Ministério da Justiça, a montadora veiculou, em 2000, promoção em que oferecia duas passagens aéreas para Paris aos consumidores que comprassem um veículo Xsara. O problema, de acordo com o DPDC, é que a empresa não informou nas peças da campanha que a passagem seria para apenas para viagens feitas a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro. O texto da promoção dizia: "Compre um Citröen 0 km e ganhe duas passagens para Paris. Não é sorteio. Comprou, ganhou". O DPDC concluiu que não havia ressalvas sobre as restrições de partida dos trechos aéreos. Havia apenas a menção: "Consulte o regulamento junto a uma concessionária Citröen" (Valor, 29 de agosto).

Frota de flex chegará a 2,5 milhões em 2006
Hoje sete montadoras produzem 41 modelos de veículos flex no mercado brasileiro e novos fabricantes irão entrar neste mercado com a oferta de novas opções de modelos, diz Henry Joseph Jr., presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, entidade que reúne as montadoras de veículos automotores. Com isso a participação dos carros com motorização flexível, hoje de 76%, deverá subir para 85%. Segundo a Anfavea, até o final de 2006, a frota de veículos flex atingirá 2,5 milhões. Em 2010, este número poderá chegar a 7,9 milhões (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Álcool recebe US$ 10 bilhões até 2010
No Seminário Fenabrave sobre Biocombustível realizado ontem em São Paulo, Antonio Sérgio Martins Mello, secretário de Desenvolvimento da Produção, disse que o setor de álcool deve receber investimentos de US$ 10 bilhões até 2010, quando a produção chegará a 25 bilhões de litros/ano. A previsão é de que, até 2014, estes números subam para 31 bilhões litros/ano (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

México deve ter nova fábrica da VW
Está perto a definição sobre novos investimentos mundiais do Grupo VW. O México deverá receber nova fábrica, onde o Passat poderá ser produzido e exportado para EUA e América do Sul (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de agosto).

O fôlego da Ford no lançamento do Fiesta
A demora no lançamento do motor de 1.000 cm³ flex no Fiesta pegou a Ford no melhor do seu fôlego financeiro. O carro está à venda por preço igual ao do motor a gasolina. Usando álcool o custo/km rodado é cerca de 10% mais alto do que os flex concorrentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de agosto).

Brasil vai instalar 220 novas balanças
Depois de o Exército ter mapeado os principais pontos de descontrole do excesso do peso no transporte rodoviário de cargas no Brasil, o governo federal decidiu investir R$ 1,5 bilhão na instalação de 220 novas balanças em todo o território nacional. Atualmente, existem apenas 15 balanças em operação, todas em condições precárias de uso e funcionamento. Os equipamentos a serem instalados têm moderna tecnologia. Fornecedores de todo o mundo estiveram reunidos com o pessoal do Centro de Excelência na Engenharia de Transportes (Centran), órgão controlado pelo Exército e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Citroën lança C2 na China
A Citroën, em parceria com a montadora chinesa Dongfeng, anuncia a produção do hatch compacto C2 no país asiático. O modelo da China, entretanto, terá estilo diferente do já comercializado na Europa. A dianteira utiliza componentes da nova geração de veículos da marca, como C4, C5 e C6. O C2 chinês utiliza a mesma plataforma do 206, da Peugeot e terá motores 1.4 ou 1.6, acompanhados por câmbio automático de quatro marchas (Carsale, 29 de agosto).

Marcopolo aumenta capital para R$ 450 milhões
A Marcopolo vai aumentar seu capital social em R$ 224 milhões, para R$ 450 milhões, anunciou o fabricante brasileiro de ônibus, que tem uma unidade de produção em Portugal. Do aumento de capital fazem parte R$ 34,5 milhões de reserva legal, R$ 135,2 milhões de parte da reserva para aumento de capital, R$ 22,6 milhões de reserva para compra das próprias ações, R$ 31,6 milhões de reserva para reinvestimento com emissão de 111,8 milhões de novas ações (Webtranspo, 29 de agosto).

Jaguar e Land Rover estão à venda
A Ford Motor Co., que passa por um processo de reestruturação após ter registrado prejuízo de US$ 1,44 bilhão no primeiro semestre deste ano, deverá vender algumas marcas de automóveis de luxo para um grupo de investimentos encabeçado por seu ex-principal executivo, Jacques Nasser, disseram quatro pessoas familiarizadas com o andamento das negociações. As discussões contam com a participação da One Equity Partners LLC, controlada pelo JPMorgan Chase (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

A última das grandes a lançar o 1.0 flex
Após dois anos do surgimento do motor 1.0 bicombustível, a Ford apresentou o Fiesta 1.0 flex, nas versões hatch e sedã. O modelo era o único, entre os que utilizam motor de mil cilindradas, que ainda não oferecia ao consumidor a tecnologia que permite o abastecimento com álcool, gasolina ou os dois combustíveis na mesma proporção. Só o Ka continuará com motor a gasolina, mas o carro deixará de ser produzido no ano que vem. Uma das versões oficiais da montadora para a demora no lançamento do 1.0 flex é que a tecnologia é melhor aproveitada em seus modelos que usam motor 1.6 (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

GM amplia em 40% a produção em Rosário
A General Motors Argentina vai aumentar em cerca 40% a produção de veículos na fábrica de Rosario, na Argentina, de 250 para 390 veículos por dia a partir de setembro. Dos vários mercados que a General Motors Argentina exporta os principais compradores são o Brasil, México e Chile. A montadora também envia seus veículos para o Uruguai e a Bolívia. Para o Brasil a subsidiária argentina envia de 1,1 mil a 1,5 mil carros por mês. Projetada para produzir 100 mil carros por ano, a fábrica da Argentina produz em dois turnos 68 mil unidades anualmente. Com o incremento da produção o volume subirá para 78 mil unidades anuais. Na fábrica da Argentina a GM produz a família Corsa, inclusive o modelo Classic 1.0 Flex e o jipe Gran Vitara, em parceria com a Suzuki (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

Carros custam o equivalente a 77 Fiat Mille
Falta uma semana para o novo 911 Turbo chegar às revendas da Porsche. O lançamento de um dos carros mais caros do país (R$ 764 mil) levanta uma questão: por que alguns automóveis são tão caros? Além de nome e sobrenome, tecnologia de ponta e muito luxo fazem as cifras passarem de R$ 1 milhão. O Porsche é equipado com motor 3.6 V6. Há duas turbinas, que inauguram a tecnologia TGV (geometria variável) em motores a gasolina. Mas os 480 cv (cavalos) de pouco adiantariam sem bons sistemas de freio e de suspensão. Os discos são de cerâmica, como os de Fórmula 1, e, segundo a Porsche, duram mais de 300 mil quilômetros. Os amortecedores eletromagnéticos usam, no lugar de óleo, um fluido especial com partículas metálicas. Assim, sob a força de um campo magnético, ficam rígidos ou macios, conforme a pilotagem. O Ferrari 612 Scaglietti, mesmo sem os amortecedores eletromagnéticos --o 599 GTB já os usa--, custa o dobro do 911. A razão para o cupê italiano sair por R$ 1,6 milhão, além do fato de ser um Ferrari, está no motor 6.0 V12 de 540 cv. Ele é capaz até de corrigir amadorismos fortuitos. No modo Sport, indicado para autódromos, um sistema eletrônico acerta o giro do motor nas reduções de marcha. Sem tanta pressa, o Rolls-Royce Phantom apela para o conforto e para a exclusividade. No carro mais caro do Brasil (pelo menos, R$ 1,7 milhão) tudo pode ser personalizado. O couro dos bancos vem de bois confinados em fazendas sem cerca de arame. Segundo a marca, isso evita riscos (Folha de SPaulo, 28 de agosto).

Volks - Ou demite ou vai embora
Após reunião com dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Volks estabeleceu até sexta-feira como prazo máximo para o fim das negociações sobre o plano de reestruturação. Na terça-feira, os trabalhadores terão a dura tarefa de definir o futuro da unidade. Ou aceitam as propostas da empresa, com a demissão de 3,7 mil empregados até 2008, ou correm o risco de serem alvos de ação ainda mais rigorosa, com cortes de até 6,1 mil trabalhadores. Ainda abrem espaço para o pior dos cenários: o fechamento da fábrica. Com essa medida, 12 mil metalúrgicos perderiam o emprego direto na Volks e 94,6 mil seriam cortados indiretamente na cadeia produtiva. Isso implicaria menos R$ 2,3 bilhões em salários na economia do Estado de São Paulo por ano, dos quais R$ 1,38 bilhão somente no Grande ABC. Somam-se também o custo social do fechamento da fábrica, da ordem de R$ 13,8 bilhões ao ano (Diário do Grande ABC, 28 de agosto).

Família continua no controle da Ford
Desde que o presidente do conselho de administração e executivo-chefe da Ford, William Clay "Bill" Ford Jr., assumiu o cargo há quase cinco anos a empresa acumula US$ 9 bilhões em prejuízos e custos de reestruturação, cortes de 73 mil empregos nos Estados Unidos e perdas de US$ 18 bilhões em valor no mercado acionário. Apenas no primeiro semestre, a Ford perdeu US$ 1,4 bilhão e a previsão é de prejuízos mais pesados depois de a montadora ter anunciado plano para reduzir em 21% a produção do quarto trimestre - o maior corte em 25 anos - para lidar com o declínio na demanda por suas rentáveis picapes e utilitários-esportivos. O executivo-chefe provavelmente anunciará em poucas semanas um cronograma acelerando o fechamento de fábricas e ampliando o pacote de desligamento voluntário de funcionários. Em meio a um clima tão hostil, Bill admitiu pela primeira vez, em entrevista exclusiva, que a empresa está disposta a vender algumas das marcas e que avalia alianças estratégicas com outras montadoras. Também insistiu que sua família não cogita ceder o controle da empresa tão cedo (Business Week/Valor, 28 de agosto).

Rodízio aplicou mais de 6 milhões de multas
Nos dez anos completados no dia 5 deste mês, o rodízio paulistano já aplicou 6.175.540 multas, de acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego e da Cetesb, órgão que foi responsável pela fiscalização em 1996, primeiro ano da medida. Há um ano o número de autuações dava um salto. Era o chamado “choque de fiscalização”, de acordo com Adauto Martinez Filho, diretor de operações da CET (Interpress Motors, 28 de agosto).

VW inicia vendas do Passat Turbo
A Volkswagen já oferece a versão 2.0 FSI turbo para o Passat, nas versões sedã e perua. O propulsor, com sistema de injeção direta de combustível, rende 200 cavalos de potência. O torque, de 28,4 kgfm, é alcançado a 1.800 rpm. Segundo o fabricante, os números são suficientes para levar o veículo de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e à velocidade máxima de 230 km/h. Os números de desempenho são referentes às duas configurações da carroceria. Em ambas, também, o câmbio é automático de seis marchas, com função seqüencial. Os preços ficam em R$ 151.650 para o sedã e R$ 156.723 para a perua (Carsale, 28 de agosto).

Embraer entrega maior jato fabricado no país
A Embraer, em São José dos Campos, realiza no dia 1º de setembro, a cerimônia de entrega do primeiro jato Embraer 195, a maior aeronave já fabricada no Brasil. O primeiro avião será entregue para a companhia aérea do Reino Unido Flybe. Em junho do ano passado, a Embraer anunciou o contrato de venda de 14 jatos Embraer 195, no valor de US$ 470 milhões, para a Flybe. A empresa aérea é uma das principais operadoras de tarifas econômicas na Europa (Webmotors, 28 de agosto).

Marinho vai se reunir com diretoria da Volks
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reúne-se na segunda-feira, 28, em Brasília, com a diretoria da Volkswagen. Também participarão do encontro a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente do BNDES, Demian Fiocca. Marinho disse que, no seu entendimento, não cabe financiamento do BNDES para uma empresa que vai fechar uma unidade. Ele classificou de chantagem de negociação com os trabalhadores a ameaça da direção de fechar uma fábrica (Estadão, 25 de agosto).

Toyota pode desacelerar expansão
Atingida por uma onda de recalls e problemas de qualidade, a Toyota Motor Corp. está pensando em frear seus ambiciosos planos de crescimento, retardando o lançamento de alguns modelos novos em até seis meses, dizem pessoas familiarizadas com o assunto. A Toyota vem acelerando seu crescimento em todo o mundo para superar a General Motors Corp. como maior montadora do planeta. Mas a acelerada expansão veio com um preço: um número maior de problemas de qualidade no Japão, na América do Norte e em outros mercados, ameaçando manchar sua imagem de alta qualidade. Segundo altos executivos e engenheiros familiarizados com o assunto, a companhia está considerando acrescentar de três a seis meses a projetos que normalmente requerem coisa de dois ou três anos de desenvolvimento, para barrar a crescente onda de problemas de qualidade. Essas pessoas dizem que alguns programas serão poupados, mas atrasos devem afetar um número relativamente grande de projetos. Entre os modelos de alto volume que poderiam ser afetados estão a próxima minivan Sienna, o cupê esportivo Solara e o sedã Avalon (The Wall Street Journal, 25 de agosto).

TMD triplicará remessas de lonas para os EUA
A TMD Friction do Brasil, dona da marca Cobreq, fechou contrato com a Bendix Spicer, segundo maior fabricante de sistemas de freios dos Estados Unidos, para fornecer lonas para veículos pesados. O novo negócio faz parte das estratégias da companhia alemã de expandir os negócios nos Estados Unidos. "A meta é elevar de 3% para 10% a participação da empresa no mercado americano até o final de 2007", disse Feres Macul Neto, diretor-presidente da empresa (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Secretário desaprova mudança de ministério
O Secretário de Política Nacional de Transpor
tes, José Augusto Valente, manifestou ontem discordância quanto à proposta de entidades do setor de transporte e logística de substituir o Ministério dos Transportes pelo Ministério de Infra-Estrutura Logística. "Isso já existiu na época do presidente Collor e não funcionou porque é difícil que um único ministério articule assuntos tão diversos", afirmou (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).

Ministro diz que fechamento de fábrica é blefe
O ministro Luiz Marinho (Trabalho) disse que solicitou uma reunião com a Volkswagen para tratar do anúncio da empresa de demissão de funcionários e ameaça de fechamento da unidade Anchieta (ABC). A Volkswagen confirmou o encontro para a próxima segunda-feira. Funcionário licenciado da Volks, Marinho acredita que, com o crescimento do mercado interno previsto para 7,1% para o ano e com as medidas cambiais e de apoio a financiamento com spread reduzido, a empresa não deveria ameaçar demissão. "Nos parece que a Volkswagen continua blefando", disse o ministro (Folha de SPaulo, 25 de agosto).

GM promove expedição pelo país
A General Motors do Brasil promoverá o Flexpedition-ABS Experience, que percorrerá vários estados do Brasil, da região Sul ao Norte do país. Cem jornalistas especializados no setor automobilístico participarão do evento, cuja largada acontece nesta sexta-feira (25), em Gravataí (RS), cidade onde está localizada uma das fábricas da GM. Seis modelos da linha bicombustível da marca percorrerão 12 mil quilômetros de estradas, cujo trajeto está dividido em cinco etapas (Carsale, 25 de agosto).

Novo Corsa é mais seguro, diz Euro NCAP
Submetido a crash-tests, o novo Opel Corsa recentemente apresentado ao mercado europeu melhorou consideravelmente suas notas, de acordo com avaliação da European New Car Assessment Programme. O novo modelo da GM recebeu 5 estrelas no item “proteção para ocupantes adultos”, nota máxima. A geração anterior, lançada em 2002, havia recebido 4 estrelas. O Corsa recebeu ainda 3 estrelas (de quatro possíveis) na segurança para crianças, item que não foi avaliado em 2002. Quando o assunto é proteção para pedestres em caso de atropelamento, a nota subiu de uma estrela para 3 (de 4 possíveis) (Interpress Motor, 25 de agosto).

Renovação dos carros exige estrutura enxuta
A direção de recursos humanos da Volkswagen do Brasil e os representantes dos empregados do ABC passaram todo o dia de ontem reunidos sem conseguir solucionar a difícil equação que é evitar demissões numa fábrica que já se esvaziou por falta de investimentos. Três especialistas no assunto concordam que cada dia mais o ciclo de vida dos carros diminui. Isso obriga a indústria automobilística a concentrar a produção em estruturas cada vez mais flexíveis e enxutas. Para Glauco Arbix, estudioso no assunto que recentemente deixou a presidência do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) para retornar à pesquisa na Universidade de São Paulo, a localização dos investimentos não é mais importante para nenhuma montadora. "Os recursos podem vir para o Brasil ou não, como podem sair do ABC para qualquer outra cidade próxima", diz. "Veja o caso da Toyota, que se instalou em Sumaré, no interior de São Paulo", afirma. A necessidade de enfrentar a concorrência passou a exigir dos fabricantes de veículos mais velocidade na renovação dos projetos. Isso os leva a buscar soluções de manufatura enxutas, a custos mais baixos. E também representa o esvaziamento das fábricas antigas (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).

Caloi quer fazer 1 milhão de bicicletas

Apesar dos problemas que cercam o mercado de bicicletas, como roubo e falta de ciclovias, a Caloi pretende aumentar sua produção para um milhão de unidades ao ano até 2010. Se a previsão for concretizada, o crescimento em volumes será de 50% em relação a 2005, quando a empresa fabricou 650 mil unidades. O carro-chefe desse crescimento será o modelo Terra, lançado no mês passado para disputar o segmento de bicicletas para transporte, nicho que representa 48% do faturamento do mercado, mas no qual a Caloi tem o desempenho mais fraco, com 10% de participação (Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Ford também quer parceria com Ghosn

William Clay Ford Jr., principal executivo da Ford Motor Co., telefonou para Carlos Ghosn em julho propondo parceria caso o principal executivo da Renault/Nissan não faça aliança com a General Motors Corp., disseram três fontes que acompanham a questão. Ele e o comandante da GM devem apresentar relatório sobre a aliança até outubro (Gazeta Mercantil, 24 de agosto).

Land Rover apresenta Defender reestilizado
A Land Rover realizará algumas modificações no Defender para 2007. O veículo terá um novo painel, mais funcional, com sistema de entretenimento e adaptado para o nível de exigência hoje em dia. Os bancos da frente serão redesenhados e mais altos. Para permitir o transporte de mais passageiros a marca disponibilizará como opção uma terceira fila de bancos. O modelo ganhará um novo motor 2.4 litros a diesel com uma transmissão manual de 6 velocidades que atingirá velocidade máxima de 130 km/h (Terra, 24 de agosto).

Hyundai desistiu de comprar a Jaguar
A Jaguar não será da Hyundai. A empresa sul-coreana desistiu de adquirir a marca de luxo da Ford, que passa por graves problemas financeiros. A Hyundai está investindo em uma fábrica na República Tcheca, no Leste Europeu, enquanto a Kia, uma de suas subsidiárias, já está montando veículos nos Estados Unidos (Terra, 24 de agosto).

JCB Dieselmax é o diesel mais veloz do mundo
Pontualidade não é a única qualidade prezada pelos britânicos. Além dela, honrar a palavra é fundamental e a JCB cumpriu a sua, a de criar o veículo a diesel mais rápido do mundo. No dia 22 de agosto, o Dieselmax bateu os 526,027 km/h no deserto de Bonneville, em Utah, nos EUA, onde, na semana passada, ele também havia se tornado o diesel mais rápido a cruzar as planícies de sal que tornaram o local tão popular entre os amantes de velocidade (Webmotors, 24 de agosto).

Metalúrgicos da Volks rejeitam proposta da empresa
Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidiram em assembléia nesta terça-feira que não vão negociar com a empresa qualquer plano que implique em demissões de trabalhadores e corte de direitos trabalhistas. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que comandou a assembléia, está disposto a negociar medidas para redução de custos de produção na fábrica, mas acham ser possível encontrar alternativas diferentes daquelas propostas pela fábrica. "Não vamos aceitar nenhum acordo que signifique redução de direitos ou dispensa de trabalhadores", disse José Lopez Feijoó, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Estadão, 23 de agosto).

Tenneco fornecerá para novo carro VW
Em sua visita ao Brasil o vice-presidente executivo da Tenneco, Hari Nair, e diretor executivo para a Europa e América do Sul, disse que a Tenneco vai participar do projeto de um carro pequeno que uma montadora está desenvolvendo no Brasil. “Para esse veículo que será produzido também na China, Rússia, Índia e África do Sul, vamos fornecer amortecedores e sistema de escapamento", afirmou o executivo. Uma fonte do setor de autopeças confirmou que o novo veículo, com motor transversal, é o projeto NF (Nachfolger, sucessor em alemão) que está sendo desenvolvido pela Volkswagen do Brasil para ser produzido em Taubaté (SP) (Gazeta Mercantil, 23 de agosto).

Salão mostra EcoSport com câmbio automático
Atender o mercado crescente de câmbios automáticos está por trás da decisão da Ford de lançar em outubro, no Salão do Automóvel de São Paulo, o EcoSport com opção desse equipamento, na versão 4x2. Fábrica visa também às exportações, em especial ao México, onde já existe Fiesta brasileiro rodando com esse tipo de câmbio. Engenheiros mexicanos desenvolveram a aplicação (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).

Preço de ferro e aço deve entrar em baixa
Previsões de Letícia Costa, da consultoria Booz Allen Hamilton, no seminário Budget 2007, da Autodata: preços de ferro e aço encerraram o ciclo de aumentos. Tendem a começar a cair já no próximo ano. Espera-se que fabricantes de veículos recuperem o fôlego e mantenham a profusão de promoções encadeadas, nos últimos tempos. Para alegria dos compradores (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).

Visibilidade traseira, estepe e custo do seguro
Testes de visibilidade traseira, boa iniciativa do Centro de Experimentação e Sgurança Viária (Cesvi), deixaram mal os veículos que utilizam estepes externos pendurados na tampa. Cesvi trabalha para seguradoras. Pode ser indicativo de que, cedo ou tarde, apólices para modelos ostentando o discutível apêndice, por simples modismo, acabem ficando mais caras. Idea Adventure também vai nessa onda (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).

EUA: preço do combustível muda perfil das vendas
Continua em forte queda a venda de pickups e utilitários nos EUA por razão dos aumentos de preço da gasolina. Marcas americanas colhem o resultado de pressões, em tempos passados, sobre regulamentos de consumo. Automóveis tiveram agudos apertos e prazos muito mais curtos para economizar combustível, enquanto os demais — e lucrativos — modelos continuavam na farra. Resultado: alto prejuízo e desgaste de imagem (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).

DNI lança sensor de estacionamento
A DNI lança o sensor de distância DNI 8701 e 8702. A fabricante nacional de fios, cabos e produtos eletroeletrônicos desenvolveu um módulo eletrônico de controle com dois sensores para serem acoplados na parte traseira do veículo e um sinalizador acústico (buzzer) para ser instalado no painel. Quando o motorista engata a marcha à ré, o aparelho detecta, automaticamente, obstáculos a menos de dois metros. O buzzer emite avisos sonoros, alertando o motorista que uma pessoa ou um objeto está próximo. Custa R$ 300 (Diário do Grande ABC, 23 de agosto).

Fábrica da Volks pode fechar em três anos
O acordo que a Volkswagen quer fechar com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC é capaz apenas de garantir um tempo de sobrevida à maior fábrica de carros da América do Sul. Com essa negociação, uma espécie de aval dos sindicalistas à demissão de um terço do quadro de empregados, a empresa conseguirá manter as linhas de São Bernardo do Campo somente até o final da vida útil dos veículos produzidos ali. Mas a fábrica está mesmo fadada ao fechamento - o que pode acontecer daqui dois ou três anos - porque a Volks não tem nenhum projeto que garanta a atividade da unidade. Os carros que a Volks produz no ABC estão a caminho do final da linha. Mas ainda não chegaram lá. Isso inclui um contrato de exportação para a Europa. É por isso que, por enquanto, a companhia quer evitar reviver um clima de guerra com o sindicato, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Quer fechar um acordo com o sindicato e, assim, pode fechar, sem qualquer resistência, 3,6 mil postos de trabalho. Com a fábrica mais enxuta, conseguiria continuar produzindo naquela unidade o Fox para exportação para a Europa, a Kombi, o Polo e parte do Gol (Valor, 23 de agosto).

Chicolelis lança o livro “Para Fora, Rex!”
O jornalista Chicolelis, que trabalha na área automotiva há 33 anos (foi gerente de imprensa da General Motors e hoje é editor de veículos do “Diário do Comércio”), está lançando o livro infantil “Pra Fora, Rex!”. Na última semana a publicação foi distribuída para 260 crianças de 7 a 14 anos da comunidade de Heliópolis que fazem parte do projeto Parceiros da Criança, inaugurado em 1998, em parceria do Instituto General Motors. A história foi inspirada em um cachorro de verdade chamado Rex, de um casal de amigos. Com 12 páginas, o livro foi editado pela Alis Editora, com ilustrações de Carlos Maia e direção de arte de Gabriela Miranda. Quem quiser adquirir o livro pode entrar em contato com a editora pelo e-mail aliseditora@twi.com.br. Preço: R$ 17 (Interpress Motor, 23 de agosto).

Fenabrave tem seminário sobre a tecnologia flex
A Fenabrave - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores promove segunda-feira, 28, o seminário “Fenabrave Biocombustível”, para discutir a evolução da tecnologia flex, o desenvolvimento de novos combustíveis e os resultados já obtidos no investimento de energias renováveis. Aberto pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o evento terá a participação ainda de nomes como José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, e Marco Antonio Saltini, presidente da AEA - Associação de Engenharia Automotiva. Será no Milenium Centro de Convenções (rua Dr. Bacelar, 1.043, Vila Clementino, zona sul de São Paulo), das 8h30 às 17h30 (Interpress Motor, 23 de agosto).

Novo Camaro será produzido no Canadá

A nova geração do Chevrolet Camaro será produzida na planta da General Motors de Oshawa, no Canadá. Para adequar a linha de produção de Oshawa ao novo produto, a GM investirá US$ 660 milhões, totalizando US$ 2,67 bilhões que vem sendo aplicados no local desde março de 2005, quando foi anunciado o projeto de ampliação da capacidade da fábrica. O novo Camaro é baseado na versão conceitual do modelo revelado em janeiro durante a última edição do Salão de Detroit, nos Estados Unidos. Ele virá equipado motor dianteiro, de oito ou seis cilindros em V, tração traseira e opções de câmbio manual ou automático (Carsale, 23 de agosto).

Seminário sobre aço ultra-resistente nos automóveis
A SSAB Brasil, filial do Grupo SSAB Swedish Steel, siderúrgica sueca de aços especiais voltados ao segmento de transporte, realiza nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, SP, o seminário técnico para a indústria automobilística 'Open Your Mind', com objetivo de mostrar exemplos dos benefícios da utilização do aço de extra e ultra alta resistência no setor. O encontro é destinado principalmente a profissionais de departamentos técnicos de produção, desenho e desenvolvimento de produtos, além de compradores. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (41) 3014-9070. O seminário tem duração de um dia. A inscrição custa R$ 300,00 (Webtranspo, 23 de agosto).

Volks ameaça fechar fábrica Anchieta
A direção da Volkswagen do Brasil deu um ultimato aos trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo: ou aceitam o plano de reestruturação ou a fábrica pode fechar. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem até sexta-feira para chegar a um entendimento com a montadora. A empresa alega que em setembro haverá reunião na matriz para definir novos investimentos. Sem o acerto, a unidade mais antiga do grupo, inaugurada há 47 anos, ficará de fora dos planos da companhia e "o risco da operação ser encerrada é real", informa a direção brasileira. A empresa também informa que iniciará demissões a partir de 21 de novembro, quando termina o acordo de estabilidade na fábrica e que o número de cortes será superior ao previsto na reestruturação (Cleide Silva, Estadão, 22 de agosto).

Fábrica da Volks no ABC pode ser fechada
A fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), símbolo da chegada da indústria automobilística no Brasil e onde se concentra o foco da crise da montadora no país, viveu ontem o dia mais dramático da sua história de mais de cinco décadas. A empresa ameaçou fechar a unidade em razão da perspectiva de uma drástica queda no ritmo de produção. "O risco da operação ser encerrada é real", disse o vice presidente de recursos humanos, Josef-Fidelis Senn, em comunicado distribuído pela montadora no início da noite. A empresa ameaça demitir mais do que planejou. A Volks quer forçar uma negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ter respaldo dos sindicalistas para seu plano de enxugamento, que prevê eliminação de empregos. O sindicato convocou assembléia dos empregados na troca de turnos hoje à tarde. A montadora alemã quer que os sindicalistas do ABC aceitem um acordo semelhante ao que foi fechado no mês passado na fábrica de Taubaté, interior de São Paulo, que permitiu cortes sem qualquer resistência (Folha de SPaulo, 22 de agosto).

Volks inaugurou fábrica Anchieta com JK
Presente há mais de 50 anos no Brasil, a montadora alemã Volkswagen já produziu mais de 15 milhões de veículos no país. Cerca de 9,5% de suas vendas em todo o mundo são fechadas no Brasil. A empresa decidiu que o país deveria abrigar sua primeira fábrica fora da Alemanha em 1949. A Volkswagen do Brasil só nasceu em 1953, quando começou a produzir os primeiros Fuscas em um armazém alugado no bairro do Ipiranga (São Paulo). Nessa época, os veículos utilizavam apenas peças importadas. Até 1957, 2.820 unidades foram montadas no Ipiranga (2.268 Fuscas Sedan 1.200cc e 552 Kombi). A escolha de São Bernardo do Campo (SP) para abrigar a fábrica ocorreu em 1956. No ano seguinte, o primeiro veículo com 50% de peças nacionais era produzido na unidade, uma Kombi. A fábrica só foi oficialmente inaugurada em 18 de novembro de 1959 com a presença de JK (Folha de SPaulo, 22 de agosto).

Livro traz curiosidades sobre o Fusca
A editora Ediouro lança no Brasil o Almanaque do Fusca, de autoria da dupla Fábio Kataoka e Portuga Tavares. O livro (158 páginas, R$ 39,90) conta histórias e passagens curiosas sobre o modelo, um dos ícones da indústria automobilística nacional. Os autores têm ligações com o mundo dos automóveis clássicos, atuando em revistas especializadas no setor. Eles narram fatos que marcaram a trajetória do carro (Carsale, 22 de agosto).

Audi pode lançar dois veículos compactos
A Audi poderá desenvolver duas novas propostas para os segmentos inferiores, uma nova geração do A2 e um automóvel menor para concorrer com o Mini, provavelmente designado A1. Este novo membro da família de Ingolstad poderá nascer com base na plataforma da próxima geração do Volkswagen Polo, disponibilizando carroçerias copê e roadster. O novo modelo deverá chegar ao mercado por volta de 2010. A segunda geração do A2, poderá ser um monovolume, com baixos custos de fabricação para poder competir com a concorrência. A Audi não confirma essas duas opções, mas é certo que a marca pretende ampliar suas ofertas em segmentos não explorados (Terra, 22 de agosto).

Fiesta 1.0 flex chega para brigar pela liderança
Os consumidores de carros populares agora têm mais uma opção, que será mostrada na quarta-feira, 23, à imprensa: o Fiesta 1.0 flex. O motor RoCam equipará os modelos hatch e sedã. Segundo a fabricante, o novo Fiesta 1.0 tem potência máxima de 73 cv com álcool e 71 cv com gasolina, ambos a 6 mil rpm. Além de uma melhor performance, a Ford garante que ele é mais econômico do que a versão anterior, a gasolina, que deixa de ser fabricada. O novo motor flex não vai encarecer o carro. A fabricante afirma que o modelo hactch custará a partir de R$ 29.320,00, enquanto o sedã será vendido a partir de R$ 31.390,00. Comparado ao modelo anterior, a gasolina, o Fiesta 1.0 flex dará um ganho ao consumidor de 10% a mais em potência com álcool e 7% com gasolina. Quanto ao torque, a eficiência é 5% maior com álcool e 3% a mais com gasolina (Webmotors, 22 de agosto).

Chineses preparam invasão de carros com benefícios
Motoristas de todo o mundo, preparai-vos para o carro chinês. O ministro do Comércio da China, Bo Xilai, anunciou a criação de oito zonas especiais de exportação de veículos, onde serão instaladas 160 montadoras e fabricantes de autopeças que já operam na China, dos quais 61 parcerias com empresas estrangeiras. No ano passado, a China exportou US$ 10,9 bilhões em carros e autopeças, crescimento de 34% em relação a 2004. Porém, o valor ainda é considerado pouco expressivo, daí a iniciativa do governo. Além dos benefícios normais oferecidos às empresas, como redução tributária e facilidade de infra-estrutura para construção das fábricas, uma aliança entre 17 montadoras, a trading China Ocean e a seguradora China Export & Credit Insurance garantirá um pacote de soluções de logística que incluirá embarques mais rápidos em navios nos portos chineses e financiamento de seguros de exportação e importação (Webtranspo, 22 de agosto).

Venda recorde da Mercedes, para a Zappellini
A um mês de completar 50 anos no Brasil, a Mercedes-Benz cravou a venda de 172 caminhões Axor 2540. É o maior negócio de 3exterapesados da montadora nos últimos 5 anos para um único frotista, O comprador é a Transporte Rodoviário de Cargas Zappellini, de Lages, SC (Gazeta Mercantil, 21 de agosto).

A Mercedes no ranking dos caminhões
Brasil está a 100 mil unidades de completar 3 milhões de caminhões produzidos. No ritmo dos últimos anos, de 10 mil caminhões mensais, em maio próximo a indústria brasileira completará o terceiro milionésimo. Dos 2,9 milhões de caminhões feitos pelo Brasil desde 1957 (quando começam as estatísticas da Anfavea) até julho último, a Mercedes-Benz respondeu por 1,1 milhão, 38%. A empresa é a líder também em vendas e exportações. Do total comercializado no período, em torno de 2,5 caminhões, a Mercedes-Benz colocou cerca de 900 mil unidades (36%). E de tudo que o Brasil exportou de caminhões (aproximadamente 370 mil unidades), a empresa embarcou 165 mil unidades (45%) (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 21 de agosto).

Michelin terá linha especial no país

A Michelin Brasil foi escolhida dentro do grupo para produzir pneus de alta performance que equipam carros de passeio de grande potência, como Porsche, Mercedes-Benz e Audi. Em processo decisório interno o Brasil levou vantagem sobre a França e, a partir do primeiro trimestre de 2007, passará a produzir em larga escala pneus entre 17 e 19 polegadas de diâmetro para carros esporte e conforto na fábrica de Itatiaia (RJ), um dos maiores e mais modernos complexos industriais do conglomerado no mundo. O projeto exigirá investimentos de US$ 50 milhões. "Só a França, os Estados Unidos e o Brasil vão produzir o pneu de alta performance dentro do grupo", diz Luis Roberto Anastácio, diretor geral de pneus de passeio, caminhonete e moto da Michelin para a América do Sul. Ele disse que a fábrica de pneus para carros de passeio, que hoje produz 1,4 milhão de pneus por ano, passará a produzir 2,5 milhões de unidades a partir de 2008, um aumento de quase 80%, dos quais 1,8 milhão corresponderão a pneus de alta performance. O objetivo da Michelin é exportar 80% da produção destes pneus, que tem um preço de referência no mercado doméstico de cerca de R$ 1 mil por unidade (Valor, 21 de agosto).

Pneus: multinacionais investiram US$ 1 bilhão
A Bahia tornou-se o centro da maioria dos investimentos em novas unidades de fabricação de pneus no país. Nos últimos três anos, com um maior aquecimento do setor e a crescente demanda, os aportes para a instalação de unidades produtivas no Brasil atingiram cerca de US$ 1 bilhão. A Pirelli iniciou a onda de grandes investimentos do setor no Estado. Presente na Bahia desde 1986, a companhia desembolsou US$ 120 milhões para remodelar sua fábrica localizada em Feira de Santana, a 110 quilômetros de Salvador. A obra foi concluída em 2003. Em abril deste ano, a alemã Continental inaugurou sua primeira fábrica brasileira, localizada em Camaçari, a 45 quilômetros da capital. O projeto consumiu US$ 270 milhões e prevê produzir 6 milhões de unidades em 2008. Ainda em 2006 deve entrar em operação, também em Camaçari, a fábrica da Bridgestone Firestone, na qual estão sendo investidos US$ 160 milhões. O pólo de pneus baiano atraiu outros empreendimentos ligados a essa indústria. A Columbian Chemicals está investindo US$ 67 milhões em uma fábrica de negro-de-fumo em Camaçari. A gaúcha Vipal vai instalar em Feira de Santana uma unidade para produção, inicialmente, de mistura de borrachas. O investimento será de R$ 113 milhões (Valor, 21 de agosto).

México condiciona ingresso de veículos chineses
Empresários do setor automotivo mexicano pretendem importar automóveis chineses de baixo custo para o país, informou a publicação La Guia del Motor. No entanto, o governo local advertiu os empreendedores que, para a chegada desses modelos, terão que cumprir com a lei de proteção de propriedade intelectual, dentre outras disposições. Humberto Torres, diretor geral de indústrias pesadas e de alta tecnologia, órgão vinculado à secretaria de economia mexicana, observou: “Exigimos que se cumpram as normas ambientais do país, paguem 50% de imposto correspondente e estejam em conformidade com as condições de altura e de combustível para o mercado mexicano” (AutoData , 21 de agosto).

Adventure Sports na Bienal de 23 a 27 de agosto
A Adventure Sports Fair, maior feira de esportes e turismo de aventura da América Latina, terá o primeiro dia reservado a lojistas e empresários, e os demais, abertos ao público. Dos 25 mil m² destinados à exposição, que acontece no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, 3 mil m² são destinados ao setor de veículos, que reúne fabricantes de automóveis, motos, acessórios, pneus e combustíveis, além de oferecer cursos de treinamento e publicações do setor (Interpress Motor, 21 de agosto).

Embraer reúne potenciais clientes
A Embraer convidou oitenta empresários mineiros - potenciais compradores - para conhecer em primeira mão o jato Phenom 100, que chegará ao mercado em 2008 com um custo previsto de US$ 2,85 milhões. Depois de Minas Gerais, usará a mesma estratégia com executivos e empresários em Goiânia, Brasília, Angra dos Reis e São Paulo. A Embraer investiu US$ 235 milhões no desenvolvimento dos novos jatos que têm design interno assinado pela BMW Group (Webtranspo, 21 de agosto).

Empresários querem o Ministério da Logística
Um diagnóstico elaborado por dez associações de empresários e profissionais de transportes de carga chegou à conclusão de que o Brasil necessita de US$ 40 bilhões de investimentos anuais em infra-estrutura nos próximos cinco anos para eliminar os gargalos à sua competitividade internacional. O documento será entregue aos presidenciáveis na I Conferência Nacional de Infra-Estrutura Logística, que acontece na próxima quinta-feira (24/8), a partir das 8 horas, no Hotel Transamérica, em São Paulo. Uma das recomendações do documento é que o atual Ministério dos Transportes passe a ser uma secretaria de um futuro Ministério da Infra-Estrutura Logística, comandado por um técnico indicado pelo próprio presidente da República e não mais nomeado por aliados políticos (Webtranspo, 21 de agosto).

Montadoras produziram 2 milhões de veículos flex
As montadoras brasileiras atingiram hoje a marca de 2 milhões de veículos bicombustíveis produzidos, segundo a Anfavea. Lançados em março de 2003, os veículos que funcionam com álcool ou gasolina já representam 77% das vendas de automóveis leves no Brasil. As vendas acumuladas de carros flex evoluíram de 48,2 mil unidades em 2003 para 376,6 mil no biênio 2003-04, 1,2 milhão no triênio 2003-05 e chegaram hoje aos 2 milhões. Para a Anfavea, o biodiesel e o H.Bio (óleo vegetal para adição ao óleo diesel) também são novas possibilidades de viabilização de outras cadeias econômicas de combustíveis alternativos, a exemplo do álcool (Folha de SP, 18 de agosto).

Plascar está otimista com o futuro
A rápida recuperação vivenciada nos últimos dois anos, com investimentos em melhoria de processo, na capacitação dos colaboradores e na valorização do corpo de engenheiros, permite à Plascar olhar com bastante otimismo para o futuro. “Em dois anos esperamos quadruplicar o faturamento”, estima André Nascimento, presidente da empresa. A projeção de receita para este ano é de US$ 260 milhões (AutoData, 18 de agosto).

Shopping reúne colecionadores de miniaturas
Dia 26 de agosto, a partir das 14h, acontece o 2º Encontro de Colecionadores Hot Wheels PBKids, no shopping Eldorado, em São Paulo. Cerca de 35 colecionadores devem participar do evento, expondo 3 mil carros em miniatura (Interpress Motor, 18 de agosto).

Livro sobre a história do DKW será lançado no dia 2
Será lançado no dia 2 de setembro, a partir das 16h, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o livro “DKW - A Grande História da Pequena Maravilha”, de Paulo Cesar Sandler. O segundo livro da série “História Sobre Rodas” (o primeiro foi sobre o Simca), da editora Alaúde, conta a saga do DKW e sua trajetória da Alemanha ao Brasil, proporcionando ao leitor uma viagem no tempo e no heróico universo dos pioneiros da indústria automobilística brasileira. No lançamento haverá exposição de DKW. O livro tem 384 páginas e custará R$ 120 (Interpress Motor, 18 de agosto).

Sindipeças questiona futuro do setor
Embora as projeções sobre vendas internas de veículos já apontem crescimento até 2007, a indústria automobilística sente a falta de investimentos em função das reformas estruturantes não implementadas e da apreciação cambial. A avaliação é do presidente do Sindipeças, Paulo Butori, para quem o capital do setor está migrando para a China e mercados no Leste Europeu. "Mesmo a Argentina já atrai mais investimentos do que o Brasil", disse. De acordo com Butori, de 2003 para cá as montadoras e as fabricantes de autopeças deixaram de investir entre US$ 10 bilhões e US$12 bilhões. Segundo ele, essa é a lista das plataformas que não foram renovadas e os modelos que deixaram de ser fabricados no Brasil: Golf (VW), Audi (VW) e Corsa X4400 (GM) não foram atualizados. E os modelos Punto 199 (Fiat), Astra Europeu (GM), Vectra Europeu (GM), Smart (DaimlerChrysler) e GMT355 (GM, que substituiria S-10) não vieram para o País. "Os novos investimentos que deveriam vir não vieram", ressaltou o presidente do Sindipeças (Paulo de Araújo, Gazeta Mercantil, 17 de agosto).

Para a Tendências, 2007 é o ano do recorde
Levantamento da Tendências Consultoria prevê que o crescimento das vendas internas de automóveis em 2006 será de 8,2%, seguido por novo incremento de 7,7% em 2007, quando deverão ser vendidos 1,89 milhão de carros e comerciais leves. Esse volume quebra o recorde histórico de 1997, ano em que foram emplacadas 1,87 milhão de unidades. Para Butori, no entanto, esse bom momento do mercado interno pode estar ameaçado. Em cinco anos, diz, caso o governo não apresse as reformas fiscal e tributária, o setor poderá ver uma desaceleração. "Hoje, colhemos os bons frutos plantados em 2001 e 2002. Mas não estamos plantando mais nada. Se continuarmos assim, não teremos futuro", afirmou (Paulo de Araújo, Gazeta Mercantil, 17 de agosto).

Estados perdem US$ 15 bi com elisão fiscal
Os estados brasileiros perdem uma média de US$ 15 bilhões por ano com a elisão fiscal no transporte de cargas. Equivalente a 5% do PIB industrial brasileiro, que somou US$ 250 bilhões no ano passado, as perdas decorrem de uma prática batizada por especialistas de logística tributária. Diretor do Centro de Estudos de Logística da Coppead-UFRJ - a escola de administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro - o professor Paulo Fleury adverte que tal prática, além de reduzir a eficiência da economia, produz efeitos colaterais, a longo prazo, como o aumento da carga tributária e o encarecimento dos custos de pedágio nas rodovias. O planejamento tributário, segundo Fleury, foi identificado a partir de um estudo promovido pelo Centro de Logística da Coppead, junto a uma amostra de 111 das maiores empresas do País (Gazeta Mercantil, 17 de agosto).

Shanghai Automotive fica com Rover
A alemã BMW decidiu vender a marca inglesa Rover para a montadora chinesa Shanghai Automotive Industry (SAIC). Os chineses vão pagar apenas U$ 21 milhões pelo nome do falido fabricante de veículos, diz o "Financial Times" com base em informações de pessoas próximas à negociação. Junto com os cerca de US$ 34 milhões pagos pelo direito de uso do desenho de modelos Rover, o acordo deu à SAIC tudo o que a empresa queria por uma fração do custo que estava em discussão com a MG Rover antes da falência do fabricante inglês em abril de 2000 (Valor, 17 de agosto).

Considerações sobre o comando da Ford
A sensação dominante nas redondezas de Dearborn é que o executivo-chefe Bill Ford teria sido demitido pelos conselhos de administração da maioria das empresas se seu sobrenome fosse Smith. De fato, há até apostas sobre quanto tempo Ford continuará como executivo-chefe, diz outro habitante da Casa de Vidro. Longe de estar acomodado no papel, Bill Ford admite que tentou recrutar o presidente do conselho de administração da DaimlerChrysler, Dieter Zetsche, e o executivo-chefe da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, para ocupar seu cargo. Ele ainda procura um substituto (Valor, 17 de agosto).

PT Cruiser ganha série especial
A Chrysler apresentará no sábado (19), durante o tradicional encontro de clássicos "Woodward Dream Cruise", em Michigan (EUA), a série especial PT Cruiser "Pacific Coast Highway". O nome da edição limitada é homenagem à tradicional rodovia da Califórnia (EUA), que passa por cidades como San Diego, São Francisco e Los Angeles. Seu lançamento coincide com a recente marca alcançada pelo PT Cruiser, de 1 milhão de unidades vendidas. O PT Cruiser "Pacific Coast Highway" vem com motor 2.4, de 150 cavalos e 22,3 kgfm de torque. (Carsale, 17 de agosto).

As melhores empresas para trabalhar
A revista Exame Você S. A. apresenta o ranking das melhores empresas para se trabalhar. Dentre as eleitas ArvinMeritor, Fras-le e TRW Automotive. As premiações foram entregues em 15 de agosto, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo (AutoData, 17 de agosto).

As novas estratégias em relação ao Focus
Fontes da Argentina confirmam que a Ford também vai procurar mais competitividade no segmento dos médios compactos. Focus fabricado em Buenos Aires ficará igual ao novo europeu, a ser lançado em 2007. Até agora, estratégia era alinhar o modelo brasileiro ao americano, mas isso não tem se mostrado suficiente. Carro novo só deve chegar ao Brasil no final de 2008 (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).

Citroën traz C4 VTS cupê como opção ao A3
A pretensão da Citroën ao importar o C4 VTS cupê, a partir do próximo mês, é se tornar possível opção aos compradores do Audi A3 nacional, que pára agora, mas terá algum estoque até novembro ou dezembro. Pelo preço, o modelo feito no Paraná não abria espaço para carros europeus com imposto de importação de 35%. Claro, haverá A3 alemão para tentar barrar rivais audaciosos (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).

Mercado aquecido, mas recorde fica de pé
O mês de julho confirmou que o mercado interno continua aquecido. Média diária de vendas está bem perto de 8.000 unidades/dia, ritmo próximo ao ano recorde de 1997. Alongamento dos prazos de financiamento tem trazido prestações a valores mais acessíveis. Entretanto, só em 2007 haverá chance de superação do recorde, depois de uma década praticamente perdida (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).

Motor de dois litros pode impulsionar o Mégane II
O motor de dois litros trouxe desempenho que o mercado exigia do Mégane II. Reflexo nas vendas ainda tem sido lento, mas novo propulsor de 138 cv forma um conjunto interessante com o câmbio automático de última geração, apesar de apenas quatro marchas. Uma vantagem é gerenciar bem o freio-motor, ajudando a diminuir o consumo excessivo de pastilhas e discos, típico de câmbios antiquados (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).

Aprendendo a dirigir melhor nas estradas
Alunos de auto-escolas terão que receber mais instruções de como dirigir em estradas. Projeto do deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR), ainda em discussões na Câmara Federal, previa exames de direção também em trechos de rodovia. Proposta não vingou por possíveis riscos envolvidos. Exames continuarão em vias urbanas (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).

Irwin terceiriza gestão e planejamento
Diante da concorrência acirrada com produtos chineses no Brasil, a fabricante de ferramentas Irwin Ferramentas do Brasil firmou contrato com a subsidiária brasileira da francesa Gefco - empresa de logística do grupo PSA - para terceirizar a gestão e o planejamento de sua divisão de logística. Com uma meta de cortar custos equivalentes a 5% da receita, a Irwin já contabiliza, em apenas um mês de contrato, resultados como redução de 20% do estoque de granéis e diminuição em dois dias do prazo de entrega dos produtos para os clientes. Também já foi alcançada redução do valor do frete equivalente a 1% da receita líquida da empresa (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

Delphi confirma prejuízo no semestre
A situação financeira da Delphi no mundo continua complicada. A empresa anunciou prejuízo de US$ 2,6 bilhões no primeiro semestre de 2006. No mesmo período do ano passado acumulava perdas de US$ 741 milhões, antes de a empresa entrar com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Nova York. O faturamento do primeiro semestre de 2006 totalizou US$ 14 bilhões, sendo que os contratos com empresas excluindo a General Motors foram responsáveis por 50% desse valor, apresentando 7,7% de crescimento com relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2005 o faturamento da Delphi foi de US$ 13,9 bilhões. A Delphi afirmou que no prejuízo está incluído US$ 1,9 bilhão referente às indenizações dos trabalhadores ligados ao UAW, United Auto Workers, sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística dos Estados Unidos (AutoData, 16 de agosto).

Vendas seguirão aquecidas até 2007

Cenário otimista à frente para a indústria automotiva. Projeção realizada pela Tendências Consultoria Integrada, empresa comandada pelo ex-ministro Mailson da Nóbrega, indica para este ano crescimento de 8,2% em relação a 2005. Assim, as vendas internas de automóveis e comerciais leves deverão atingir 1,75 milhão unidades. Para o ano que vem, a previsão também é favorável. O mercado interno deverá absorver 1,89 milhão de carros e comerciais leves (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

Venda de importado fica estável mesmo com real valorizado
O crescimento da importação de veículos no Brasil é muito mais amparada pelos acordos de intercâmbio comercial com outros países do que pela vantagem cambial. A venda de importados nesse setor ainda é limitada e equivale a 6% do mercado. A participação dos carros da Argentina e México, que não recolhem Imposto de Importação, responde por mais de 70% do total de veículos vindos do exterior. A tendência é crescer mais. A alíquota de Imposto de Importação para carros, de 35%, ainda serve como proteção à indústria nacional. É por isso que o mercado dos modelos estrangeiros, que não vêm da Argentina ou México, continua predominantemente formado por luxuosos ou os chamados nichos, que sofrem pouca concorrência do produto nacional. O próximo acordo de intercâmbio comercial com o exterior deverá ser com a Europa. As negociações devem começar em setembro. É por isso que os importadores independentes se preparam para disputar com as montadoras as cotas com isenção de imposto que deverão ser negociadas com a Europa, de onde vem grande parte dos carros estrangeiros (Valor, 16 de agosto).

Kia disputará faixa mais popular com carro coreano
A coreana Kia Motors vai começar a importar um carro compacto, o Picanto, com o qual pretende concorrer na categoria em que as montadoras com fábricas no Brasil mais atuam. O Picanto, um carro que está sendo bem vendido na Europa, será lançado no dia 29. O preço do modelo ficará em torno de R$ 35 mil. A direção da Kia estima que esse carro vai disputar o espaço ocupado por modelos nacionais compactos mais luxuosos, como o C3, da Citroën. O presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, afirma que trazer um carro como esse só foi possível depois da valorização do real. "Essa importação seria inviável quando o dólar estava encostando nos R$ 4", afirma o empresário (Valor, 16 de agosto).

Volks anuncia recall para 40,8 mil veículos

A Volkswagen anunciou de 40,8 mil veículos dos modelos 1.6 e 1.4 do Fox, CrossFox, Polo, Polo Sedan, Golf, Space Fox e Kombi. A montadora detectou um problema na galeria de combustível. Segundo a Volks, a peça, onde ficam montados os bicos injetores dos motores, pode apresentar uma fissura. O recall tem como objetivo verificar a possibilidade de ocorrência de vazamento de combustível, que envolve lotes do componente produzidos entre janeiro e março de 2006. NA Volks aconselha aos proprietários que façam o agendamento de seu comparecimento à Rede Autorizada. A medida é gratuita para o cliente. Mais informações pelo telefone 0800-0195775 (Diário do Grande ABC, 16 de agosto).

Acidente com cargas gera perda de R$ 7 bilhões
Os 200 mil acidentes com caminhões de carga registrados ano passado provocaram prejuízos de R$ 7,35 bilhões e resultaram na morte de 34 mil pessoas. Segundo estudo do diretor do Centro de Estudos em Logística do Coppead/UFRJ, Paulo Fleury, há 13 vezes mais chances de ocorrer um acidente em rodovias com caminhões de carga do que com carros de passeio. "Fala-se em responsabilidade social o tempo todo, mas o que está sendo feito em relação a essa quantidade de mortes? Nada. São quase cem pessoas por dia. É o equivalente a um Boeing com 150 passageiros caindo a cada 36 horas e ninguém faz nada", disse Fleury. Dos mais de R$ 7 bilhões perdidos com acidentes em 2005, R$ 2,15 bilhões foram com perdas materiais - perdas de carga somaram R$ 1,74 bilhão e R$ 410 milhões foram em danos aos caminhões. Os maiores gastos foram com perdas humanas (R$ 4,75 bilhões) -R$ 3,6 bilhões com perdas de rendimento e R$ 1,15 bilhão com gastos hospitalares. Em outros custos, como processos judiciais, o gasto foi de R$ 450 milhões (Webtranspo, 16 de agosto).

Montadoras retomam aposta na Argentina
A filial da Fiat na Argentina espera fechar, até outubro, o plano de negócios de uma associação no país com a indiana Tata Motors. As duas empresas anunciaram, na primeira semana de agosto, que pretendem investir cerca de US$ 100 milhões na parceria que envolve a produção conjunta de veículos utilitários e picapes na Argentina. "Os mercados argentino e brasileiro estão excelentes, então temos um enorme potencial de vendas na parceria com a Tata", comentou ao Valor Cristiano Ratazzi, presidente da Fiat Argentina. "A indústria argentina mostrou uma forte capacidade de adaptação (depois da crise), hoje exporta para mais de 70 países e está buscando mercados fora do Mercosul", comentou o brasileiro Felipe Rovera, presidente da filial local da General Motors e também da Adefa, entidade que reúne as montadoras de automóveis do país. A indústria automobilística argentina ainda não voltou aos números de seu período áureo, de 1996 a 1998, mas está chegando perto e, a continuar no ritmo atual, ano que vem pode ultrapassar. Segundo dados da consultoria Abeceb.com, do fundo do poço em 2002, quando baixou a 159,4 mil unidades (menos da metade do período 96/98), a produção de automóveis na Argentina subiu para 400 mil unidades em 2005 e as estimativas são de ultrapassar 410 mil em 2006 Valor, 15 de agosto).

Tendência de estabilidade no curto prazo
Para os próximos três anos as projeções indicam manutenção do quadro atual, sem mudanças abruptas na economia mundial. Já no médio e longo prazos, por influência de vários fatores, a expectativa é de desaceleração do crescimento econômico. O quadro foi exposto por Letícia Costa (foto), presidente da consultoria Booz Allen Hamilton, na palestra Tendências internacionais e commodities industriais, que abriu o seminário AutoData Budget 2007, realizado segunda-feira, 14, em São Paulo (AutoData, 15 de agosto).

Programas para trainees e estagiários.
A Robert Bosch abre, em setembro, o Programa de Trainee 2007. As inscrições poderão ser feitas pelo do site www.bosch.com.br. As vagas são para as fábricas de Campinas e Curitiba para estudantes de Engenharia (Mecânica, Elétrica e Mecatrônica), Administração de Empresas, Direito e Economia. Estão abertas as inscrições para o Programa de Estágios 2007 da Bridgestone Firestone para a fábrica de Santo André/SP. As vagas são para estudantes de nível superior e técnico que estejam cursando a partir do 2º ano em 2006, nas áreas de Administração, Comunicação Social, Desenho Industrial, Letras, Direito e Engenharia Química. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro pelo site www.vagas.com.br/firestone (Gazeta Mercantil, 15 de agosto).

Ford oferece test drive comparativo
Na acirrada disputa para atrair compradores, a Ford decidiu correr um risco pouco usual no mercado automotivo. A empresa está oferecendo para testes comparativos seu modelo Fiesta e os três principais concorrentes – o Volkswagen Fox, o Fiat Palio e o Chevrolet Corsa. Durante todo este mês, os quatro modelos estarão disponíveis nas concessionárias da marca para quem quiser dar uma volta em cada um deles antes de fechar negócio. A campanha publicitária que foi ao ar no fim de semana mostra os quatro carros, em tempos iguais de exposição (Diário do Grande ABC, 15 de agosto).

Honda produz 300 mil carros no Brasil
A Honda Automóveis do Brasil atingiu, neste mês, a produção de 300 mil veículos na fábrica de Sumaré, no interior de São Paulo. No primeiro ano de atividade da fábrica, em 1997, o investimento total era de US$ 100 milhões, e a capacidade produtiva chegava a 15 mil unidades por ano. Em 2006, a produz já acumulou um investimento de US$ 300 milhões, com capacidade para produzir 70 mil veículos anualmente (Carsale, 15 de agosto).

Hyundai batiza novo modelo de Veracruz
A Hyundai já escolheu o nome que usará no seu primeiro crossover para o mercado norte-americano. O novo modelo, que irá se juntar a linha 2007 da marca, se chamará Veracruz. O veículo terá um design arrojado com um volume de carga de um Mercedes-Benz GL, e com a terceira fila de bancos. Como seu irmão Santa Fe, o Veracruz surgirá equipado com um V6 a gasolina de 3.8 l, acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades. A tração integral permanente e o controle eletrônico de estabilidade também fazem parte da sua lista de equipamentos (Terra, 15 de agosto).

Híbrido da GM, Daimler e BMW exige US$ 1 bilhão
A GM, a DaimlerChrysler e a BMW investirão juntas um mais de US$ 1 bilhão para des