
AGOSTO
2006
Greve
na VW mantida; sindicato terá estratégia surpresa
Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista,
prometem manter nesta quinta-feira, 31, a greve iniciada na terça-feira
à tarde, mas devem mudar a tática do movimento. Até
agora, os funcionários de todos os setores entram na fábrica,
mas não ligam as máquinas. A Volks confirma que, na primeira
quinzena de setembro, ocorrerá na sede do grupo em Wolfsburg, na
Alemanha, reunião estratégica para decisão de novos
investimentos para as operações da empresa no Brasil. Com
a greve, deixaram de ser fabricados até agora cerca de 1,4 mil
carros (Fox Europa, Polo, Gol, Kombi e Saveiro). A Anchieta também
fornece peças estampadas como capôs e portas para as fábricas
de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), que
ainda não foram prejudicadas. Na Europa, onde a Volkswagen pretende
eliminar 20 mil postos de trabalho, a empresa anunciou que 3,2 mil trabalhadores
da fábrica alemã já assinaram acordos para encerrar
sua relação de trabalho com a empresa. Desde junho, a montadora
oferece aos 85 mil funcionários pacotes de desligamento com valores
variando entre 41 mil euros (R$ 112 mil) e 250 mil (685 mil), dependendo
da renda do trabalhador e o tempo de serviço (Estadão, 31
de agosto).
China
vai encomendar mais mil jatos
A Embraer anunciou ontem a venda de 100 aviões ao Grupo HNA - quarta
maior empresa área da República Popular da China - por US$
2,7 bilhões. Trata-se do segundo maior contrato de aquisição
de jatos da história da companhia brasileira. São 50 aeronaves
do tipo ERJ 145 e 50 do modelo Embraer 190. O presidente do Conselho e
diretor-presidente da empresa aérea brasileira, Maurício
Botelho, disse que o contrato prevê ainda a venda de 100 aviões
em mercado de opções (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Volvo
contrata manutenção para seminovos
A Volvo do Brasil, que liderou a venda de caminhões pesados de
janeiro a julho, está preparando para lançar ainda neste
ano contrato de manutenção válido para os caminhões
seminovos que comercializa. Com isso a marca espera estimular o hábito
de contratos de manutenção junto às revendas. Os
contratos de manutenção da Volvo hoje só cobrem caminhões
novos. O Brasil tem hoje uma frota de cerca de 45 mil caminhões
Volvo (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
VW
pede que pessoal faça hora-extra no Paraná
Para fazer frente à greve dos metalúrgicos de São
Bernardo do Campo (SP), a Volkswagen está reforçando a operação
da sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). No último
final de semana, a montadora chegou a pedir aos funcionários do
terceiro turno que fizessem hora-extra no sábado à noite.
"Mas os metalúrgicos optaram por não atender o pedido,
já que isso só ajudaria a empresa a aumentar ainda mais
seus estoques. A fábrica de São José dos Pinhais
opera com 100% da capacidade. A produção é de 810
veículos, em três turnos. Desse total, dois terços
são do modelo Fox que é vendido no mercado interno. A fábrica
produz ainda 50% dos volumes do Fox Europa - que também é
montado na unidade de Anchieta -, o Fox exportado para a América
Latina, o Golf e o Audi A3. Esse último deve deixar de ser fabricado
até o final desta semana (Gazeta Mercantil, 31 de agosto).
Volkswagen
ameaça fechar (de novo)
Em meio ao movimento grevista dos metalúrgicos, a Volkswagen do
Brasil voltou quarta-feira a ameaçar as operações
da fábrica Anchieta, de São Bernardo. A direção
da empresa reiterou que, sem acordo, a planta perde condições
de atrair investimentos da matriz, o que inviabilizaria o futuro da unidade.
“A empresa está sendo absolutamente clara e transparente
ao indicar as graves conseqüências que ocorrerão caso
não haja um acordo trabalhista. Desta vez, a questão está
concentrada na existência ou não de futuro para a Anchieta”,
disse o vice-presidente de RH da Volks, Josef-Fidelis Senn (Diário
do Grande ABC, 31 de agosto).
Escapou
o nome da nova versão da 206 SW
A nova versão a que o diretor-superintendente da Peugeot do Brasil,
Bruno Grundeler, vinha se referindo a jornalistas como “206 SW `off-road´”
vai mesmo se chamar Escapade e tem data e local para ser lançada:
20 e 21 de setembro, em Porto de Galinhas, Pernambuco (Interpress Motor,
31 de agosto).
Kia
lançará minivan Carens no Brasil
A minivan Carens será o próximo lançamento da Kia
no mercado nacional. A apresentação do modelo para o público
brasileiro está marcada para o Salão do Automóvel,
entre os dias 19 e 29 de setembro, em São Paulo. O Carens é
um modelo desenvolvido pela Kia para o mercado europeu. Um de seus principais
atributos fica por conta dos sete assentos, dispostos em três fileiras.
Ele chegará para reforçar o segmento no qual atuam Chevrolet
Zafira, Citroën Picasso e Renault Scénic. Também no
salão, a Kia mostrará o Opirus com leve reestilização
e novo motor 3.8, de 266 cavalos (Carsale, 31 de agosto).
Fiat
contrata para atender crescimento do mercado
Um dia depois do início da greve na Volkswagen em protesto contra
o programa de demissões, a principal concorrente da montadora alemã
no Brasil, a Fiat, anunciou que vai abrir empregos em Betim (MG). Ao todo,
300 vagas serão abertas já em setembro para operadores de
produção na Fiat Automóveis, Magneti Marelli e Comau,
empresas do grupo Fiat. Com a produção de 2,2 mil carros
por dia, o grupo emprega hoje 9 mil trabalhadores (Valor, 31 de agosto).
China
é o segundo maior mercado
A China já é o segundo maior mercado de automóvel
do mundo, ultrapassando o Japão. Nos primeiros seis meses de 2006,
foram vendidos no mercado chinês 3,6 milhões de veículos
e, no japonês, 3 milhões. Os analistas do setor prevêem
que, em 2015, as vendas anuais chinesas atinjam os 14 milhões de
unidades (Terra, 31 de agosto).
Trabalhadores
da Volks em greve
Os trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo decretaram
nesta terça-feira greve por tempo indeterminado. A paralisação
foi aprovada em assembléia que reuniu cerca de 10 mil trabalhadores.
No início da tarde de ontem, a Volkswagen enviou 1.300 cartas a
funcionários da ativa informando que eles serão demitidos
a partir de 21 de novembro, quando termina o acordo trabalhista que dá
direito à estabilidade. Outros 500 funcionários que estão
afastados da produção desde 2003, e participam do Centro
de Formação e Estudos também serão demitidos,
num total de 1.800 cortes. Ao todo, a fábrica Anchieta emprega
12,4 mil trabalhadores. Os demitidos receberão apenas os direitos
previstos na lei, sem incentivos extras, conforme oferecido em acordos
anteriores (Cleide Silva, Estadão, 30 de agosto).
Nova motocicleta BMW Adventure
O mundo sofisticado das motocicletas ganhou uma novidade. A BMW R 1200
GS Adventure já está no Brasil. O veículo agrada
os consumidores quer curtem aventuras em longos percursos. A R 1200 enfrenta
tanto o asfalto como terrenos off-roads, assemelhando-se ao perfil de
produto que se requer no Brasil. O preço não é tão
agradável quanto sua dirigibilidade: R$ 92 mil. A R 1200 é
uma evolução da R 1150, por isso, os acessórios da
antecessora agora passam a ser itens de produção. O motor
é de respeito. A potência chega a 98 cavalos, a 7.000 rpm.
A caixa de câmbio de seis marchas reduziu os ruídos em relação
ao modelo anterior (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
Toyota aplica US$ 42 milhões no ABC
A Toyota do Brasil anunciou investimentos de US$ 42 milhões para
a unidade de São Bernardo de Campo (SP). A quantia, proveniente
de recursos próprios, será utilizada para ampliar a produção
de peças forjadas - virabrequins e bielas - que irão abastecer
exclusivamente, a partir de 2008, as fábricas da Toyota nos Estados
Unidos, a de Kentucky, onde é fabricado o modelo Camry e a de Virgínia,
onde faz o Corolla. "A Toyota do Brasil está se tornando uma
das subsidiárias mais importantes para o grupo Toyota", disse
Shozo Hasebe, presidente da Toyota Mercosul. A fábrica de São
Bernardo terá linhas de produção integradas, mais
compactas e assistida por robôs, e fará 1,1 milhão
de peças/ano. A unidade, que emprega 970 funcionários, vai
contratar 90 pessoas (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
Neobus
disputa segmento rodoviário
A San Marino Ônibus e Implementos - Neobus Ltda., de Caxias do Sul,
na serra gaúcha, prepara para o quarto trimestre seu ingresso no
segmento de ônibus rodoviários. O primeiro lançamento
é um modelo leve, projetado para curtas e médias distâncias,
fretamento e turismo receptivo. Os detalhes estão sendo mantidos
em sigilo (Gazeta Mercantil, 30 de agosto).
Novo
Corolla programado para 2008
A terceira geração do Toyota Corolla chegará ao mercado
brasileiro em março de 2008 e será produzida na fábrica
de Indaiatuba (SP), segundo um fornecedor da marca. O motor bicombustível
da montadora será apresentado no ano que vem e, dessa forma, a
nova geração já deve vir com a tecnologia flexível
(Diário do Grande ABC, 30 de agosto).
Nova
geração do Polo chegará mais cara
A Volkswagen vai apresentar o novo Polo neste mês. Totalmente reestilizado,
o modelo deverá chegar ao mercado até novembro com preço
mais elevado. Segundo uma concessionária da marca, o valor para
a versão com motor 1.6 bicombustível será de cerca
de R$ 45 mil. O veículo ostenta as mesmas linhas do modelo europeu,
com lanternas em uma peça única e vinco no capô, formando
um “V”. Por dentro, o Polo também recebeu novo revestimento
dos bancos e acabamento (Diário do Grande ABC, 30 de agosto).
Renault
lança a linha 2007 do Master
A linha 2007 do utilitário Master (Furgão, Chassi Cabine
e Minibus) chega às concessionárias Renault. Os preços
começam em R$ 75.990 (versão Chassi Cabine). Os conjuntos
óticos dianteiro e traseiro mudaram para aumentar a segurança
dos passageiros. Novas cores também foram adicionadas à
linha e, no interior, todas as versões de acabamento contam com
novo revestimento nos bancos dianteiros e traseiros (Diário do
Grande ABC, 30 de agosto).
Siderurgia: demanda no país cresce, produção cai
O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) prevê uma queda de 1,8%
na produção de aço das usinas brasileiras neste ano.
Segundo o instituto, a produção deve somar 31 milhões
de toneladas. A projeção, de acordo com o presidente do
IBS, Luiz André Rico Vicente, foi influenciada pela parada do alto
forno número 3 da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) durante
cinco meses, até junho. De janeiro a julho, o setor registrou retração
de 6,6% na produção, comparado a igual período de
2005. Em contrapartida, as vendas internas subiram 4,2% no período,
impulsionadas pelo maior aquecimento econômico do país. No
caso das exportações, o IBS apurou uma diminuição
de 2,9% em volume e de 12,2% em valores. O IBS prevê uma alta de
66,7% em valor das importações de produtos siderúrgicos
e de 176,5% em volume, passando de 756 mil de toneladas em 2005 para 2,09
milhões de toneladas neste ano. A projeção para exportações
deste exercício é de queda de 7,7% em valores e de 1,6%
em volume (Valor, 30 de agosto).
Fabricante de autopeça deve melhorar
eficiência
Donos dos melhores índices de retorno do capital investido e de
margens de lucro do mundo, os fabricantes de autopeças brasileiros
devem centrar esforços para ganhar mais competitividade, eficiência
e agregar valor aos seus produtos, para não perder sua saudável
posição para as indústrias chinesas e indianas. Os
baixos custos de produção e a grande demanda desses países
são atrativos para a instalação de novas unidades,
deixando o Brasil fora do mapa dos investimentos. Essa é a conclusão
de um estudo realizado pela Alix Partners, consultoria especializada em
reestruturação e melhoria de processos. "As empresa
brasileiras têm no máximo três anos para se adequar
à nova realidade mundial, ou perderão espaço",
afirmou Stefano Aversa, diretor da consultoria. "Há um redesenho
no setor de autopeças e o Brasil deve lutar para continuar figurando
entre os principais fornecedores globais" (Valor, 30 de agosto).
Picape Strada ganha visual atualizado
A picape Strada, da Fiat, ganhou na versão de entrada o design
externo dos modelos da família Palio – renovada entre 2003
e 2004. A versão Fire 1.4 Flex, que desenvolve 80 cv (cavalos)
com gasolina e 81 cv com álcool, pode ser encontrada como cabine
simples ou estendida. O modelo ganhou a dianteira com o conjunto óptico
de uma única peça que integra os três canhões
refletores: farol baixo, farol alto e luz de direção. Sua
dianteira traz ainda faróis com interno cromado e máscara
negra, grade dianteira na cor preta e maçanetas mais ergonômicas.
A versão com cabine estendida traz ainda calotas de 14 polegadas.
Preços: R$ 29.790 (cabine simples) e R$ 33.770 (cabine estendida)
(Interpress Motor, 30 de agosto).
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Kia
Picanto chega por R$ 34.900
Azul, verde, laranja... Várias cores berrantes fazem parte
da gama do compacto Picanto, que a Kia Motors do Brasil acaba de apresentar
em Itu (SP). “A gama de cores faz parte do carro, do estilo
a que ele se propõe”, afirma José Luiz Gandini,
presidente da empresa, durante a conferência de imprensa. O
modelo chega com motor 1.1 de 64 cv (cavalos) e opção
de câmbio mecânico (R$ 34.900) e automático (R$
39.900). Traz ainda ar-condicionado, trio elétrico, direção
hidráulica, toca-MP3 e rodas de 14 polegadas, entre outros
itens. Concorrente de modelos como Citroën C3, Honda Fit e Fiat
Idea, é o menor compacto do mercado – mede 3,49 metros
de comprimento, 1,59 metro de largura, 1,48 metro de altura e 2,37
metros de entreeixos (Luís Perez, Interpress Motor, 30 de agosto). |
Lexus
lançará híbrido no Salão de Paris
A Lexus, divisão de carros de luxo do grupo Toyota, exibirá
uma versão híbrida do sedã LS 600 no Salão
de Paris, na França. O modelo, denominado LS 600h, tem tração
nas quatro rodas e um motor 5.0 V8, capaz de desenvolver 444 cavalos de
potência. De acordo com a Lexus, o sistema híbrido que equipa
o sedã é o mesmo usado no Toyota Prius, no Lexus RX 400h
e no GS 450h (Carsale, 30 de agosto).
Volkswagen
diz que iniciará os cortes
Ao mesmo tempo em que seu representante estava em Brasília com
ministros, a direção da Volkswagen informava ontem aos trabalhadores
de São Bernardo do Campo que não conseguiu chegar a um acordo
com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Diante disso, iniciará
o envio de cartas para um grupo de trabalhadores que será demitido
em novembro, sem pacote de incentivos. Hoje, os trabalhadores fazem assembléia
para aprovar a reação aos cortes. Em nota distribuída
aos empregados ontem, a Volks afirmava que, "considerando não
ter sido possível chegar a um entendimento, nos próximos
dias será dado início ao processo de comunicação
aos empregados que serão desligados após 21 de novembro",
período em que vence o acordo de estabilidade feito em 2001. Nessa
primeira leva estão previstas 1,8 mil demissões. A Volkswagen
falava inicialmente em demitir 3,6 mil funcionários até
2008. Na semana passada disse que, sem um acordo para o plano de reestruturação,
6,1 mil vagas seriam eliminadas, metade do quadro atual, de 12 mil pessoas.
Também ameaçou fechar a fábrica (Cleide Silva, Estadão,
29 de agosto).
BNDES
suspende empréstimo à Volks
Está suspensa a liberação do financiamento de R$
497 milhões à Volkswagen para que o BNDES possa verificar
se o plano original de investimento da montadora está sendo seguido.
O governo chama de "fato novo" a possibilidade de fechamento
da unidade de São Bernardo do Campo, SP, com a demissão
de milhares de operários. O sinal verde para a liberação
depende, agora, da negociação entre a Volks e o Sindicato
dos Metalúrgicos do ABC. Ontem, reuniram-se no Palácio do
Planalto, por mais de duas horas, representantes do governo e da montadora.
Discutiram a possibilidade de fechamento da unidade do ABC os ministros
Luiz Marinho (Trabalho), Dilma Rousseff (Casa Civil) e o presidente do
BNDES, Demian Fiocca. Pela Volks, estavam, entre outros representantes,
o vice-presidente de Recursos Humanos, Josef-Fidelis Senn. Marinho afirmou
que, enquanto a negociação não for consolidada, o
BNDES vai "suspender e aguardar". "A possibilidade de desmobilização
das atividades em uma das fábricas não tinha sido colocada
num primeiro momento", disse Fiocca. O banco informou que o último
financiamento de R$ 497 milhões, aprovado recentemente, está
vinculado a investimentos em várias fábricas (Valor, 29
de agosto).
Citroën
multada por propaganda enganosa
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério
da Justiça multou, ontem, em R$ 287,7 mil, a montadora Citröen
por "publicidade enganosa". Segundo o Ministério da Justiça,
a montadora veiculou, em 2000, promoção em que oferecia
duas passagens aéreas para Paris aos consumidores que comprassem
um veículo Xsara. O problema, de acordo com o DPDC, é que
a empresa não informou nas peças da campanha que a passagem
seria para apenas para viagens feitas a partir de São Paulo e do
Rio de Janeiro. O texto da promoção dizia: "Compre
um Citröen 0 km e ganhe duas passagens para Paris. Não é
sorteio. Comprou, ganhou". O DPDC concluiu que não havia ressalvas
sobre as restrições de partida dos trechos aéreos.
Havia apenas a menção: "Consulte o regulamento junto
a uma concessionária Citröen" (Valor, 29 de agosto).
Frota
de flex chegará a 2,5 milhões em 2006
Hoje sete montadoras produzem 41 modelos de veículos flex no mercado
brasileiro e novos fabricantes irão entrar neste mercado com a
oferta de novas opções de modelos, diz Henry Joseph Jr.,
presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, entidade
que reúne as montadoras de veículos automotores. Com isso
a participação dos carros com motorização
flexível, hoje de 76%, deverá subir para 85%. Segundo a
Anfavea, até o final de 2006, a frota de veículos flex atingirá
2,5 milhões. Em 2010, este número poderá chegar a
7,9 milhões (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
Álcool recebe US$ 10 bilhões
até 2010
No Seminário Fenabrave sobre Biocombustível realizado ontem
em São Paulo, Antonio Sérgio Martins Mello, secretário
de Desenvolvimento da Produção, disse que o setor de álcool
deve receber investimentos de US$ 10 bilhões até 2010, quando
a produção chegará a 25 bilhões de litros/ano.
A previsão é de que, até 2014, estes números
subam para 31 bilhões litros/ano (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
México deve ter nova fábrica
da VW
Está perto a definição sobre novos investimentos
mundiais do Grupo VW. O México deverá receber nova fábrica,
onde o Passat poderá ser produzido e exportado para EUA e América
do Sul (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de agosto).
O fôlego da Ford no lançamento
do Fiesta
A demora no lançamento do motor de 1.000 cm³ flex no Fiesta
pegou a Ford no melhor do seu fôlego financeiro. O carro está
à venda por preço igual ao do motor a gasolina. Usando álcool
o custo/km rodado é cerca de 10% mais alto do que os flex concorrentes
(Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de agosto).
Brasil vai instalar 220 novas balanças
Depois de o Exército ter mapeado os principais pontos de descontrole
do excesso do peso no transporte rodoviário de cargas no Brasil,
o governo federal decidiu investir R$ 1,5 bilhão na instalação
de 220 novas balanças em todo o território nacional. Atualmente,
existem apenas 15 balanças em operação, todas em
condições precárias de uso e funcionamento. Os equipamentos
a serem instalados têm moderna tecnologia. Fornecedores de todo
o mundo estiveram reunidos com o pessoal do Centro de Excelência
na Engenharia de Transportes (Centran), órgão controlado
pelo Exército e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).
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Citroën
lança C2 na China
A Citroën, em parceria com a montadora chinesa Dongfeng, anuncia
a produção do hatch compacto C2 no país asiático.
O modelo da China, entretanto, terá estilo diferente do já
comercializado na Europa. A dianteira utiliza componentes da nova
geração de veículos da marca, como C4, C5 e C6.
O C2 chinês utiliza a mesma plataforma do 206, da Peugeot e
terá motores 1.4 ou 1.6, acompanhados por câmbio automático
de quatro marchas (Carsale, 29 de agosto). |
Marcopolo
aumenta capital para R$ 450 milhões
A Marcopolo vai aumentar seu capital social em R$ 224 milhões,
para R$ 450 milhões, anunciou o fabricante brasileiro de ônibus,
que tem uma unidade de produção em Portugal. Do aumento
de capital fazem parte R$ 34,5 milhões de reserva legal, R$ 135,2
milhões de parte da reserva para aumento de capital, R$ 22,6 milhões
de reserva para compra das próprias ações, R$ 31,6
milhões de reserva para reinvestimento com emissão de 111,8
milhões de novas ações (Webtranspo, 29 de agosto).
Jaguar
e Land Rover estão à venda
A Ford Motor Co., que passa por um processo de reestruturação
após ter registrado prejuízo de US$ 1,44 bilhão no
primeiro semestre deste ano, deverá vender algumas marcas de automóveis
de luxo para um grupo de investimentos encabeçado por seu ex-principal
executivo, Jacques Nasser, disseram quatro pessoas familiarizadas com
o andamento das negociações. As discussões contam
com a participação da One Equity Partners LLC, controlada
pelo JPMorgan Chase (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).
A última das grandes a lançar
o 1.0 flex
Após dois anos do surgimento do motor 1.0 bicombustível,
a Ford apresentou o Fiesta 1.0 flex, nas versões hatch e sedã.
O modelo era o único, entre os que utilizam motor de mil cilindradas,
que ainda não oferecia ao consumidor a tecnologia que permite o
abastecimento com álcool, gasolina ou os dois combustíveis
na mesma proporção. Só o Ka continuará com
motor a gasolina, mas o carro deixará de ser produzido no ano que
vem. Uma das versões oficiais da montadora para a demora no lançamento
do 1.0 flex é que a tecnologia é melhor aproveitada em seus
modelos que usam motor 1.6 (Gazeta Mercantil, 28 de agosto).
GM
amplia em 40% a produção em Rosário
A General Motors Argentina vai aumentar em cerca 40% a produção
de veículos na fábrica de Rosario, na Argentina, de 250
para 390 veículos por dia a partir de setembro. Dos vários
mercados que a General Motors Argentina exporta os principais compradores
são o Brasil, México e Chile. A montadora também
envia seus veículos para o Uruguai e a Bolívia. Para o Brasil
a subsidiária argentina envia de 1,1 mil a 1,5 mil carros por mês.
Projetada para produzir 100 mil carros por ano, a fábrica da Argentina
produz em dois turnos 68 mil unidades anualmente. Com o incremento da
produção o volume subirá para 78 mil unidades anuais.
Na fábrica da Argentina a GM produz a família Corsa, inclusive
o modelo Classic 1.0 Flex e o jipe Gran Vitara, em parceria com a Suzuki
(Gazeta Mercantil, 28 de agosto).
Carros
custam o equivalente a 77 Fiat Mille
Falta uma semana para o novo 911 Turbo chegar às revendas da Porsche.
O lançamento de um dos carros mais caros do país (R$ 764
mil) levanta uma questão: por que alguns automóveis são
tão caros? Além de nome e sobrenome, tecnologia de ponta
e muito luxo fazem as cifras passarem de R$ 1 milhão. O Porsche
é equipado com motor 3.6 V6. Há duas turbinas, que inauguram
a tecnologia TGV (geometria variável) em motores a gasolina. Mas
os 480 cv (cavalos) de pouco adiantariam sem bons sistemas de freio e
de suspensão. Os discos são de cerâmica, como os de
Fórmula 1, e, segundo a Porsche, duram mais de 300 mil quilômetros.
Os amortecedores eletromagnéticos usam, no lugar de óleo,
um fluido especial com partículas metálicas. Assim, sob
a força de um campo magnético, ficam rígidos ou macios,
conforme a pilotagem. O Ferrari 612 Scaglietti, mesmo sem os amortecedores
eletromagnéticos --o 599 GTB já os usa--, custa o dobro
do 911. A razão para o cupê italiano sair por R$ 1,6 milhão,
além do fato de ser um Ferrari, está no motor 6.0 V12 de
540 cv. Ele é capaz até de corrigir amadorismos fortuitos.
No modo Sport, indicado para autódromos, um sistema eletrônico
acerta o giro do motor nas reduções de marcha. Sem tanta
pressa, o Rolls-Royce Phantom apela para o conforto e para a exclusividade.
No carro mais caro do Brasil (pelo menos, R$ 1,7 milhão) tudo pode
ser personalizado. O couro dos bancos vem de bois confinados em fazendas
sem cerca de arame. Segundo a marca, isso evita riscos (Folha de SPaulo,
28 de agosto).
Volks
- Ou demite ou vai embora
Após reunião com dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, a Volks estabeleceu até sexta-feira como prazo máximo
para o fim das negociações sobre o plano de reestruturação.
Na terça-feira, os trabalhadores terão a dura tarefa de
definir o futuro da unidade. Ou aceitam as propostas da empresa, com a
demissão de 3,7 mil empregados até 2008, ou correm o risco
de serem alvos de ação ainda mais rigorosa, com cortes de
até 6,1 mil trabalhadores. Ainda abrem espaço para o pior
dos cenários: o fechamento da fábrica. Com essa medida,
12 mil metalúrgicos perderiam o emprego direto na Volks e 94,6
mil seriam cortados indiretamente na cadeia produtiva. Isso implicaria
menos R$ 2,3 bilhões em salários na economia do Estado de
São Paulo por ano, dos quais R$ 1,38 bilhão somente no Grande
ABC. Somam-se também o custo social do fechamento da fábrica,
da ordem de R$ 13,8 bilhões ao ano (Diário do Grande ABC,
28 de agosto).
Família
continua no controle da Ford
Desde que o presidente do conselho de administração e executivo-chefe
da Ford, William Clay "Bill" Ford Jr., assumiu o cargo há
quase cinco anos a empresa acumula US$ 9 bilhões em prejuízos
e custos de reestruturação, cortes de 73 mil empregos nos
Estados Unidos e perdas de US$ 18 bilhões em valor no mercado acionário.
Apenas no primeiro semestre, a Ford perdeu US$ 1,4 bilhão e a previsão
é de prejuízos mais pesados depois de a montadora ter anunciado
plano para reduzir em 21% a produção do quarto trimestre
- o maior corte em 25 anos - para lidar com o declínio na demanda
por suas rentáveis picapes e utilitários-esportivos. O executivo-chefe
provavelmente anunciará em poucas semanas um cronograma acelerando
o fechamento de fábricas e ampliando o pacote de desligamento voluntário
de funcionários. Em meio a um clima tão hostil, Bill admitiu
pela primeira vez, em entrevista exclusiva, que a empresa está
disposta a vender algumas das marcas e que avalia alianças estratégicas
com outras montadoras. Também insistiu que sua família não
cogita ceder o controle da empresa tão cedo (Business Week/Valor,
28 de agosto).
Rodízio
aplicou mais de 6 milhões de multas
Nos dez anos completados no dia 5 deste mês, o rodízio paulistano
já aplicou 6.175.540 multas, de acordo com dados da Companhia de
Engenharia de Tráfego e da Cetesb, órgão que foi
responsável pela fiscalização em 1996, primeiro ano
da medida. Há um ano o número de autuações
dava um salto. Era o chamado “choque de fiscalização”,
de acordo com Adauto Martinez Filho, diretor de operações
da CET (Interpress Motors, 28 de agosto).
VW
inicia vendas do Passat Turbo
A Volkswagen já oferece a versão 2.0 FSI turbo para o Passat,
nas versões sedã e perua. O propulsor, com sistema de injeção
direta de combustível, rende 200 cavalos de potência. O torque,
de 28,4 kgfm, é alcançado a 1.800 rpm. Segundo o fabricante,
os números são suficientes para levar o veículo de
0 a 100 km/h em 7,8 segundos e à velocidade máxima de 230
km/h. Os números de desempenho são referentes às
duas configurações da carroceria. Em ambas, também,
o câmbio é automático de seis marchas, com função
seqüencial. Os preços ficam em R$ 151.650 para o sedã
e R$ 156.723 para a perua (Carsale, 28 de agosto).
Embraer
entrega maior jato fabricado no país
A Embraer, em São José dos Campos, realiza no dia 1º
de setembro, a cerimônia de entrega do primeiro jato Embraer 195,
a maior aeronave já fabricada no Brasil. O primeiro avião
será entregue para a companhia aérea do Reino Unido Flybe.
Em junho do ano passado, a Embraer anunciou o contrato de venda de 14
jatos Embraer 195, no valor de US$ 470 milhões, para a Flybe. A
empresa aérea é uma das principais operadoras de tarifas
econômicas na Europa (Webmotors, 28 de agosto).
Marinho
vai se reunir com diretoria da Volks
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reúne-se na segunda-feira,
28, em Brasília, com a diretoria da Volkswagen. Também participarão
do encontro a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente do
BNDES, Demian Fiocca. Marinho disse que, no seu entendimento, não
cabe financiamento do BNDES para uma empresa que vai fechar uma unidade.
Ele classificou de chantagem de negociação com os trabalhadores
a ameaça da direção de fechar uma fábrica
(Estadão, 25 de agosto).
Toyota
pode desacelerar expansão
Atingida por uma onda de recalls e problemas de qualidade, a Toyota Motor
Corp. está pensando em frear seus ambiciosos planos de crescimento,
retardando o lançamento de alguns modelos novos em até seis
meses, dizem pessoas familiarizadas com o assunto. A Toyota vem acelerando
seu crescimento em todo o mundo para superar a General Motors Corp. como
maior montadora do planeta. Mas a acelerada expansão veio com um
preço: um número maior de problemas de qualidade no Japão,
na América do Norte e em outros mercados, ameaçando manchar
sua imagem de alta qualidade. Segundo altos executivos e engenheiros familiarizados
com o assunto, a companhia está considerando acrescentar de três
a seis meses a projetos que normalmente requerem coisa de dois ou três
anos de desenvolvimento, para barrar a crescente onda de problemas de
qualidade. Essas pessoas dizem que alguns programas serão poupados,
mas atrasos devem afetar um número relativamente grande de projetos.
Entre os modelos de alto volume que poderiam ser afetados estão
a próxima minivan Sienna, o cupê esportivo Solara e o sedã
Avalon (The Wall Street Journal, 25 de agosto).
TMD
triplicará remessas de lonas para os EUA
A TMD Friction do Brasil, dona da marca Cobreq, fechou contrato com a
Bendix Spicer, segundo maior fabricante de sistemas de freios dos Estados
Unidos, para fornecer lonas para veículos pesados. O novo negócio
faz parte das estratégias da companhia alemã de expandir
os negócios nos Estados Unidos. "A meta é elevar de
3% para 10% a participação da empresa no mercado americano
até o final de 2007", disse Feres Macul Neto, diretor-presidente
da empresa (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).
Secretário
desaprova mudança de ministério
O Secretário de Política Nacional de Transportes,
José Augusto Valente, manifestou ontem discordância quanto
à proposta de entidades do setor de transporte e logística
de substituir o Ministério dos Transportes pelo Ministério
de Infra-Estrutura Logística. "Isso já existiu na época
do presidente Collor e não funcionou porque é difícil
que um único ministério articule assuntos tão diversos",
afirmou (Gazeta Mercantil, 25 de agosto).
Ministro diz que fechamento de fábrica
é blefe
O ministro Luiz Marinho (Trabalho) disse que solicitou uma reunião
com a Volkswagen para tratar do anúncio da empresa de demissão
de funcionários e ameaça de fechamento da unidade Anchieta
(ABC). A Volkswagen confirmou o encontro para a próxima segunda-feira.
Funcionário licenciado da Volks, Marinho acredita que, com o crescimento
do mercado interno previsto para 7,1% para o ano e com as medidas cambiais
e de apoio a financiamento com spread reduzido, a empresa não deveria
ameaçar demissão. "Nos parece que a Volkswagen continua
blefando", disse o ministro (Folha de SPaulo, 25 de agosto).
GM
promove expedição pelo país
A General Motors do Brasil promoverá o Flexpedition-ABS Experience,
que percorrerá vários estados do Brasil, da região
Sul ao Norte do país. Cem jornalistas especializados no setor automobilístico
participarão do evento, cuja largada acontece nesta sexta-feira
(25), em Gravataí (RS), cidade onde está localizada uma
das fábricas da GM. Seis modelos da linha bicombustível
da marca percorrerão 12 mil quilômetros de estradas, cujo
trajeto está dividido em cinco etapas (Carsale, 25 de agosto).
Novo
Corsa é mais seguro, diz Euro NCAP
Submetido a crash-tests, o novo Opel Corsa recentemente apresentado ao
mercado europeu melhorou consideravelmente suas notas, de acordo com avaliação
da European New Car Assessment Programme. O novo modelo da GM recebeu
5 estrelas no item “proteção para ocupantes adultos”,
nota máxima. A geração anterior, lançada em
2002, havia recebido 4 estrelas. O Corsa recebeu ainda 3 estrelas (de
quatro possíveis) na segurança para crianças, item
que não foi avaliado em 2002. Quando o assunto é proteção
para pedestres em caso de atropelamento, a nota subiu de uma estrela para
3 (de 4 possíveis) (Interpress Motor, 25 de agosto).
Renovação
dos carros exige estrutura enxuta
A direção de recursos humanos da Volkswagen do Brasil e
os representantes dos empregados do ABC passaram todo o dia de ontem reunidos
sem conseguir solucionar a difícil equação que é
evitar demissões numa fábrica que já se esvaziou
por falta de investimentos. Três especialistas no assunto concordam
que cada dia mais o ciclo de vida dos carros diminui. Isso obriga a indústria
automobilística a concentrar a produção em estruturas
cada vez mais flexíveis e enxutas. Para Glauco Arbix, estudioso
no assunto que recentemente deixou a presidência do Instituto de
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) para retornar à pesquisa
na Universidade de São Paulo, a localização dos investimentos
não é mais importante para nenhuma montadora. "Os recursos
podem vir para o Brasil ou não, como podem sair do ABC para qualquer
outra cidade próxima", diz. "Veja o caso da Toyota, que
se instalou em Sumaré, no interior de São Paulo", afirma.
A necessidade de enfrentar a concorrência passou a exigir dos fabricantes
de veículos mais velocidade na renovação dos projetos.
Isso os leva a buscar soluções de manufatura enxutas, a
custos mais baixos. E também representa o esvaziamento das fábricas
antigas (Marli Olmos, Valor, 24 de agosto).
Caloi quer fazer 1 milhão de bicicletas
Apesar dos problemas que cercam o mercado de bicicletas, como roubo e
falta de ciclovias, a Caloi pretende aumentar sua produção
para um milhão de unidades ao ano até 2010. Se a previsão
for concretizada, o crescimento em volumes será de 50% em relação
a 2005, quando a empresa fabricou 650 mil unidades. O carro-chefe desse
crescimento será o modelo Terra, lançado no mês passado
para disputar o segmento de bicicletas para transporte, nicho que representa
48% do faturamento do mercado, mas no qual a Caloi tem o desempenho mais
fraco, com 10% de participação (Gazeta Mercantil, 24 de
agosto).
Ford também quer parceria com Ghosn
William Clay Ford Jr., principal executivo da Ford Motor Co., telefonou
para Carlos Ghosn em julho propondo parceria caso o principal executivo
da Renault/Nissan não faça aliança com a General
Motors Corp., disseram três fontes que acompanham a questão.
Ele e o comandante da GM devem apresentar relatório sobre a aliança
até outubro (Gazeta Mercantil, 24 de agosto).
Land
Rover apresenta Defender reestilizado
A Land Rover realizará algumas modificações no Defender
para 2007. O veículo terá um novo painel, mais funcional,
com sistema de entretenimento e adaptado para o nível de exigência
hoje em dia. Os bancos da frente serão redesenhados e mais altos.
Para permitir o transporte de mais passageiros a marca disponibilizará
como opção uma terceira fila de bancos. O modelo ganhará
um novo motor 2.4 litros a diesel com uma transmissão manual de
6 velocidades que atingirá velocidade máxima de 130 km/h
(Terra, 24 de agosto).
Hyundai
desistiu de comprar a Jaguar
A Jaguar não será da Hyundai. A empresa sul-coreana desistiu
de adquirir a marca de luxo da Ford, que passa por graves problemas financeiros.
A Hyundai está investindo em uma fábrica na República
Tcheca, no Leste Europeu, enquanto a Kia, uma de suas subsidiárias,
já está montando veículos nos Estados Unidos (Terra,
24 de agosto).
JCB
Dieselmax é o diesel mais veloz do mundo
Pontualidade não é a única qualidade prezada pelos
britânicos. Além dela, honrar a palavra é fundamental
e a JCB cumpriu a sua, a de criar o veículo a diesel mais rápido
do mundo. No dia 22 de agosto, o Dieselmax bateu os 526,027 km/h no deserto
de Bonneville, em Utah, nos EUA, onde, na semana passada, ele também
havia se tornado o diesel mais rápido a cruzar as planícies
de sal que tornaram o local tão popular entre os amantes de velocidade
(Webmotors, 24 de agosto).
Metalúrgicos
da Volks rejeitam proposta da empresa
Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista,
decidiram em assembléia nesta terça-feira que não
vão negociar com a empresa qualquer plano que implique em demissões
de trabalhadores e corte de direitos trabalhistas. O Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, que comandou a assembléia, está disposto a negociar
medidas para redução de custos de produção
na fábrica, mas acham ser possível encontrar alternativas
diferentes daquelas propostas pela fábrica. "Não vamos
aceitar nenhum acordo que signifique redução de direitos
ou dispensa de trabalhadores", disse José Lopez Feijoó,
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Estadão, 23 de
agosto).
Tenneco
fornecerá para novo carro VW
Em sua visita ao Brasil o vice-presidente executivo da Tenneco, Hari Nair,
e diretor executivo para a Europa e América do Sul, disse que a
Tenneco vai participar do projeto de um carro pequeno que uma montadora
está desenvolvendo no Brasil. “Para esse veículo que
será produzido também na China, Rússia, Índia
e África do Sul, vamos fornecer amortecedores e sistema de escapamento",
afirmou o executivo. Uma fonte do setor de autopeças confirmou
que o novo veículo, com motor transversal, é o projeto NF
(Nachfolger, sucessor em alemão) que está sendo desenvolvido
pela Volkswagen do Brasil para ser produzido em Taubaté (SP) (Gazeta
Mercantil, 23 de agosto).
Salão
mostra EcoSport com câmbio automático
Atender o mercado crescente de câmbios automáticos está
por trás da decisão da Ford de lançar em outubro,
no Salão do Automóvel de São Paulo, o EcoSport com
opção desse equipamento, na versão 4x2. Fábrica
visa também às exportações, em especial ao
México, onde já existe Fiesta brasileiro rodando com esse
tipo de câmbio. Engenheiros mexicanos desenvolveram a aplicação
(Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).
Preço
de ferro e aço deve entrar em baixa
Previsões de Letícia Costa, da consultoria Booz Allen Hamilton,
no seminário Budget 2007, da Autodata: preços de ferro e
aço encerraram o ciclo de aumentos. Tendem a começar a cair
já no próximo ano. Espera-se que fabricantes de veículos
recuperem o fôlego e mantenham a profusão de promoções
encadeadas, nos últimos tempos. Para alegria dos compradores (Fernando
Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).
Visibilidade
traseira, estepe e custo do seguro
Testes de visibilidade traseira, boa iniciativa do Centro de Experimentação
e Sgurança Viária (Cesvi), deixaram mal os veículos
que utilizam estepes externos pendurados na tampa. Cesvi trabalha para
seguradoras. Pode ser indicativo de que, cedo ou tarde, apólices
para modelos ostentando o discutível apêndice, por simples
modismo, acabem ficando mais caras. Idea Adventure também vai nessa
onda (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).
EUA:
preço do combustível muda perfil das vendas
Continua em forte queda a venda de pickups e utilitários nos EUA
por razão dos aumentos de preço da gasolina. Marcas americanas
colhem o resultado de pressões, em tempos passados, sobre regulamentos
de consumo. Automóveis tiveram agudos apertos e prazos muito mais
curtos para economizar combustível, enquanto os demais —
e lucrativos — modelos continuavam na farra. Resultado: alto prejuízo
e desgaste de imagem (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de agosto).
DNI
lança sensor de estacionamento
A DNI lança o sensor de distância DNI 8701 e 8702. A fabricante
nacional de fios, cabos e produtos eletroeletrônicos desenvolveu
um módulo eletrônico de controle com dois sensores para serem
acoplados na parte traseira do veículo e um sinalizador acústico
(buzzer) para ser instalado no painel. Quando o motorista engata a marcha
à ré, o aparelho detecta, automaticamente, obstáculos
a menos de dois metros. O buzzer emite avisos sonoros, alertando o motorista
que uma pessoa ou um objeto está próximo. Custa R$ 300 (Diário
do Grande ABC, 23 de agosto).
Fábrica
da Volks pode fechar em três anos
O acordo que a Volkswagen quer fechar com o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC é capaz apenas de garantir um tempo de sobrevida à
maior fábrica de carros da América do Sul. Com essa negociação,
uma espécie de aval dos sindicalistas à demissão
de um terço do quadro de empregados, a empresa conseguirá
manter as linhas de São Bernardo do Campo somente até o
final da vida útil dos veículos produzidos ali. Mas a fábrica
está mesmo fadada ao fechamento - o que pode acontecer daqui dois
ou três anos - porque a Volks não tem nenhum projeto que
garanta a atividade da unidade. Os carros que a Volks produz no ABC estão
a caminho do final da linha. Mas ainda não chegaram lá.
Isso inclui um contrato de exportação para a Europa. É
por isso que, por enquanto, a companhia quer evitar reviver um clima de
guerra com o sindicato, ligado à Central Única dos Trabalhadores
(CUT). Quer fechar um acordo com o sindicato e, assim, pode fechar, sem
qualquer resistência, 3,6 mil postos de trabalho. Com a fábrica
mais enxuta, conseguiria continuar produzindo naquela unidade o Fox para
exportação para a Europa, a Kombi, o Polo e parte do Gol
(Valor, 23 de agosto).
Chicolelis
lança o livro “Para Fora, Rex!”
O jornalista Chicolelis, que trabalha na área automotiva há
33 anos (foi gerente de imprensa da General Motors e hoje é editor
de veículos do “Diário do Comércio”),
está lançando o livro infantil “Pra Fora, Rex!”.
Na última semana a publicação foi distribuída
para 260 crianças de 7 a 14 anos da comunidade de Heliópolis
que fazem parte do projeto Parceiros da Criança, inaugurado em
1998, em parceria do Instituto General Motors. A história foi inspirada
em um cachorro de verdade chamado Rex, de um casal de amigos. Com 12 páginas,
o livro foi editado pela Alis Editora, com ilustrações de
Carlos Maia e direção de arte de Gabriela Miranda. Quem
quiser adquirir o livro pode entrar em contato com a editora pelo e-mail
aliseditora@twi.com.br. Preço: R$ 17 (Interpress Motor, 23 de agosto).
Fenabrave
tem seminário sobre a tecnologia flex
A Fenabrave - Federação Nacional da Distribuição
de Veículos Automotores promove segunda-feira, 28, o seminário
“Fenabrave Biocombustível”, para discutir a evolução
da tecnologia flex, o desenvolvimento de novos combustíveis e os
resultados já obtidos no investimento de energias renováveis.
Aberto pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, o evento terá a participação
ainda de nomes como José Roberto Mendonça de Barros, sócio
da MB Associados, e Marco Antonio Saltini, presidente da AEA - Associação
de Engenharia Automotiva. Será no Milenium Centro de Convenções
(rua Dr. Bacelar, 1.043, Vila Clementino, zona sul de São Paulo),
das 8h30 às 17h30 (Interpress Motor, 23 de agosto).
Novo Camaro será produzido no Canadá
A nova geração do Chevrolet Camaro será produzida
na planta da General Motors de Oshawa, no Canadá. Para adequar
a linha de produção de Oshawa ao novo produto, a GM investirá
US$ 660 milhões, totalizando US$ 2,67 bilhões que vem sendo
aplicados no local desde março de 2005, quando foi anunciado o
projeto de ampliação da capacidade da fábrica. O
novo Camaro é baseado na versão conceitual do modelo revelado
em janeiro durante a última edição do Salão
de Detroit, nos Estados Unidos. Ele virá equipado motor dianteiro,
de oito ou seis cilindros em V, tração traseira e opções
de câmbio manual ou automático (Carsale, 23 de agosto).
Seminário
sobre aço ultra-resistente nos automóveis
A SSAB Brasil, filial do Grupo SSAB Swedish Steel, siderúrgica
sueca de aços especiais voltados ao segmento de transporte, realiza
nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, SP, o seminário
técnico para a indústria automobilística 'Open Your
Mind', com objetivo de mostrar exemplos dos benefícios da utilização
do aço de extra e ultra alta resistência no setor. O encontro
é destinado principalmente a profissionais de departamentos técnicos
de produção, desenho e desenvolvimento de produtos, além
de compradores. As inscrições estão abertas e podem
ser feitas pelo telefone (41) 3014-9070. O seminário tem duração
de um dia. A inscrição custa R$ 300,00 (Webtranspo, 23 de
agosto).
Volks
ameaça fechar fábrica Anchieta
A direção da Volkswagen do Brasil deu um ultimato aos trabalhadores
da unidade de São Bernardo do Campo: ou aceitam o plano de reestruturação
ou a fábrica pode fechar. O Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC tem até sexta-feira para chegar a um entendimento com a montadora.
A empresa alega que em setembro haverá reunião na matriz
para definir novos investimentos. Sem o acerto, a unidade mais antiga
do grupo, inaugurada há 47 anos, ficará de fora dos planos
da companhia e "o risco da operação ser encerrada é
real", informa a direção brasileira. A empresa também
informa que iniciará demissões a partir de 21 de novembro,
quando termina o acordo de estabilidade na fábrica e que o número
de cortes será superior ao previsto na reestruturação
(Cleide Silva, Estadão, 22 de agosto).
Fábrica
da Volks no ABC pode ser fechada
A fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), símbolo
da chegada da indústria automobilística no Brasil e onde
se concentra o foco da crise da montadora no país, viveu ontem
o dia mais dramático da sua história de mais de cinco décadas.
A empresa ameaçou fechar a unidade em razão da perspectiva
de uma drástica queda no ritmo de produção. "O
risco da operação ser encerrada é real", disse
o vice presidente de recursos humanos, Josef-Fidelis Senn, em comunicado
distribuído pela montadora no início da noite. A empresa
ameaça demitir mais do que planejou. A Volks quer forçar
uma negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC e ter respaldo dos sindicalistas para seu plano de enxugamento, que
prevê eliminação de empregos. O sindicato convocou
assembléia dos empregados na troca de turnos hoje à tarde.
A montadora alemã quer que os sindicalistas do ABC aceitem um acordo
semelhante ao que foi fechado no mês passado na fábrica de
Taubaté, interior de São Paulo, que permitiu cortes sem
qualquer resistência (Folha de SPaulo, 22 de agosto).
Volks
inaugurou fábrica Anchieta com JK
Presente há mais de 50 anos no Brasil, a montadora alemã
Volkswagen já produziu mais de 15 milhões de veículos
no país. Cerca de 9,5% de suas vendas em todo o mundo são
fechadas no Brasil. A empresa decidiu que o país deveria abrigar
sua primeira fábrica fora da Alemanha em 1949. A Volkswagen do
Brasil só nasceu em 1953, quando começou a produzir os primeiros
Fuscas em um armazém alugado no bairro do Ipiranga (São
Paulo). Nessa época, os veículos utilizavam apenas peças
importadas. Até 1957, 2.820 unidades foram montadas no Ipiranga
(2.268 Fuscas Sedan 1.200cc e 552 Kombi). A escolha de São Bernardo
do Campo (SP) para abrigar a fábrica ocorreu em 1956. No ano seguinte,
o primeiro veículo com 50% de peças nacionais era produzido
na unidade, uma Kombi. A fábrica só foi oficialmente inaugurada
em 18 de novembro de 1959 com a presença de JK (Folha de SPaulo,
22 de agosto).
Livro
traz curiosidades sobre o Fusca
A editora Ediouro lança no Brasil o Almanaque do Fusca, de autoria
da dupla Fábio Kataoka e Portuga Tavares. O livro (158 páginas,
R$ 39,90) conta histórias e passagens curiosas sobre o modelo,
um dos ícones da indústria automobilística nacional.
Os autores têm ligações com o mundo dos automóveis
clássicos, atuando em revistas especializadas no setor. Eles narram
fatos que marcaram a trajetória do carro (Carsale, 22 de agosto).
Audi
pode lançar dois veículos compactos
A Audi poderá desenvolver duas novas propostas para os segmentos
inferiores, uma nova geração do A2 e um automóvel
menor para concorrer com o Mini, provavelmente designado A1. Este novo
membro da família de Ingolstad poderá nascer com base na
plataforma da próxima geração do Volkswagen Polo,
disponibilizando carroçerias copê e roadster. O novo modelo
deverá chegar ao mercado por volta de 2010. A segunda geração
do A2, poderá ser um monovolume, com baixos custos de fabricação
para poder competir com a concorrência. A Audi não confirma
essas duas opções, mas é certo que a marca pretende
ampliar suas ofertas em segmentos não explorados (Terra, 22 de
agosto).
Fiesta 1.0 flex chega para brigar pela liderança
Os consumidores de carros populares agora têm mais uma opção,
que será mostrada na quarta-feira, 23, à imprensa: o Fiesta
1.0 flex. O motor RoCam equipará os modelos hatch e sedã.
Segundo a fabricante, o novo Fiesta 1.0 tem potência máxima
de 73 cv com álcool e 71 cv com gasolina, ambos a 6 mil rpm. Além
de uma melhor performance, a Ford garante que ele é mais econômico
do que a versão anterior, a gasolina, que deixa de ser fabricada.
O novo motor flex não vai encarecer o carro. A fabricante afirma
que o modelo hactch custará a partir de R$ 29.320,00, enquanto
o sedã será vendido a partir de R$ 31.390,00. Comparado
ao modelo anterior, a gasolina, o Fiesta 1.0 flex dará um ganho
ao consumidor de 10% a mais em potência com álcool e 7% com
gasolina. Quanto ao torque, a eficiência é 5% maior com álcool
e 3% a mais com gasolina (Webmotors, 22 de agosto).
Chineses
preparam invasão de carros com benefícios
Motoristas de todo o mundo, preparai-vos para o carro chinês. O
ministro do Comércio da China, Bo Xilai, anunciou a criação
de oito zonas especiais de exportação de veículos,
onde serão instaladas 160 montadoras e fabricantes de autopeças
que já operam na China, dos quais 61 parcerias com empresas estrangeiras.
No ano passado, a China exportou US$ 10,9 bilhões em carros e autopeças,
crescimento de 34% em relação a 2004. Porém, o valor
ainda é considerado pouco expressivo, daí a iniciativa do
governo. Além dos benefícios normais oferecidos às
empresas, como redução tributária e facilidade de
infra-estrutura para construção das fábricas, uma
aliança entre 17 montadoras, a trading China Ocean e a seguradora
China Export & Credit Insurance garantirá um pacote de soluções
de logística que incluirá embarques mais rápidos
em navios nos portos chineses e financiamento de seguros de exportação
e importação (Webtranspo, 22 de agosto).
Venda
recorde da Mercedes, para a Zappellini
A um mês de completar 50 anos no Brasil, a Mercedes-Benz cravou
a venda de 172 caminhões Axor 2540. É o maior negócio
de 3exterapesados da montadora nos últimos 5 anos para um único
frotista, O comprador é a Transporte Rodoviário de Cargas
Zappellini, de Lages, SC (Gazeta Mercantil, 21 de agosto).
A
Mercedes no ranking dos caminhões
Brasil está a 100 mil unidades de completar 3 milhões de
caminhões produzidos. No ritmo dos últimos anos, de 10 mil
caminhões mensais, em maio próximo a indústria brasileira
completará o terceiro milionésimo. Dos 2,9 milhões
de caminhões feitos pelo Brasil desde 1957 (quando começam
as estatísticas da Anfavea) até julho último, a Mercedes-Benz
respondeu por 1,1 milhão, 38%. A empresa é a líder
também em vendas e exportações. Do total comercializado
no período, em torno de 2,5 caminhões, a Mercedes-Benz colocou
cerca de 900 mil unidades (36%). E de tudo que o Brasil exportou de caminhões
(aproximadamente 370 mil unidades), a empresa embarcou 165 mil unidades
(45%) (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 21 de agosto).
Michelin terá linha especial no país
A Michelin Brasil foi escolhida dentro do grupo para produzir pneus de
alta performance que equipam carros de passeio de grande potência,
como Porsche, Mercedes-Benz e Audi. Em processo decisório interno
o Brasil levou vantagem sobre a França e, a partir do primeiro
trimestre de 2007, passará a produzir em larga escala pneus entre
17 e 19 polegadas de diâmetro para carros esporte e conforto na
fábrica de Itatiaia (RJ), um dos maiores e mais modernos complexos
industriais do conglomerado no mundo. O projeto exigirá investimentos
de US$ 50 milhões. "Só a França, os Estados
Unidos e o Brasil vão produzir o pneu de alta performance dentro
do grupo", diz Luis Roberto Anastácio, diretor geral de pneus
de passeio, caminhonete e moto da Michelin para a América do Sul.
Ele disse que a fábrica de pneus para carros de passeio, que hoje
produz 1,4 milhão de pneus por ano, passará a produzir 2,5
milhões de unidades a partir de 2008, um aumento de quase 80%,
dos quais 1,8 milhão corresponderão a pneus de alta performance.
O objetivo da Michelin é exportar 80% da produção
destes pneus, que tem um preço de referência no mercado doméstico
de cerca de R$ 1 mil por unidade (Valor, 21 de agosto).
Pneus:
multinacionais investiram US$ 1 bilhão
A Bahia tornou-se o centro da maioria dos investimentos em novas unidades
de fabricação de pneus no país. Nos últimos
três anos, com um maior aquecimento do setor e a crescente demanda,
os aportes para a instalação de unidades produtivas no Brasil
atingiram cerca de US$ 1 bilhão. A Pirelli iniciou a onda de grandes
investimentos do setor no Estado. Presente na Bahia desde 1986, a companhia
desembolsou US$ 120 milhões para remodelar sua fábrica localizada
em Feira de Santana, a 110 quilômetros de Salvador. A obra foi concluída
em 2003. Em abril deste ano, a alemã Continental inaugurou sua
primeira fábrica brasileira, localizada em Camaçari, a 45
quilômetros da capital. O projeto consumiu US$ 270 milhões
e prevê produzir 6 milhões de unidades em 2008. Ainda em
2006 deve entrar em operação, também em Camaçari,
a fábrica da Bridgestone Firestone, na qual estão sendo
investidos US$ 160 milhões. O pólo de pneus baiano atraiu
outros empreendimentos ligados a essa indústria. A Columbian Chemicals
está investindo US$ 67 milhões em uma fábrica de
negro-de-fumo em Camaçari. A gaúcha Vipal vai instalar em
Feira de Santana uma unidade para produção, inicialmente,
de mistura de borrachas. O investimento será de R$ 113 milhões
(Valor, 21 de agosto).
México condiciona ingresso de veículos
chineses
Empresários do setor automotivo mexicano pretendem importar automóveis
chineses de baixo custo para o país, informou a publicação
La Guia del Motor. No entanto, o governo local advertiu os empreendedores
que, para a chegada desses modelos, terão que cumprir com a lei
de proteção de propriedade intelectual, dentre outras disposições.
Humberto Torres, diretor geral de indústrias pesadas e de alta
tecnologia, órgão vinculado à secretaria de economia
mexicana, observou: “Exigimos que se cumpram as normas ambientais
do país, paguem 50% de imposto correspondente e estejam em conformidade
com as condições de altura e de combustível para
o mercado mexicano” (AutoData , 21 de agosto).
Adventure Sports na Bienal de 23 a 27 de
agosto
A Adventure Sports Fair, maior feira de esportes e turismo de aventura
da América Latina, terá o primeiro dia reservado a lojistas
e empresários, e os demais, abertos ao público. Dos 25 mil
m² destinados à exposição, que acontece no Pavilhão
da Bienal do Ibirapuera, 3 mil m² são destinados ao setor
de veículos, que reúne fabricantes de automóveis,
motos, acessórios, pneus e combustíveis, além de
oferecer cursos de treinamento e publicações do setor (Interpress
Motor, 21 de agosto).
Embraer
reúne potenciais clientes
A Embraer convidou oitenta empresários mineiros - potenciais compradores
- para conhecer em primeira mão o jato Phenom 100, que chegará
ao mercado em 2008 com um custo previsto de US$ 2,85 milhões. Depois
de Minas Gerais, usará a mesma estratégia com executivos
e empresários em Goiânia, Brasília, Angra dos Reis
e São Paulo. A Embraer investiu US$ 235 milhões no desenvolvimento
dos novos jatos que têm design interno assinado pela BMW Group (Webtranspo,
21 de agosto).
Empresários
querem o Ministério da Logística
Um diagnóstico elaborado por dez associações de empresários
e profissionais de transportes de carga chegou à conclusão
de que o Brasil necessita de US$ 40 bilhões de investimentos anuais
em infra-estrutura nos próximos cinco anos para eliminar os gargalos
à sua competitividade internacional. O documento será entregue
aos presidenciáveis na I Conferência Nacional de Infra-Estrutura
Logística, que acontece na próxima quinta-feira (24/8),
a partir das 8 horas, no Hotel Transamérica, em São Paulo.
Uma das recomendações do documento é que o atual
Ministério dos Transportes passe a ser uma secretaria de um futuro
Ministério da Infra-Estrutura Logística, comandado por um
técnico indicado pelo próprio presidente da República
e não mais nomeado por aliados políticos (Webtranspo, 21
de agosto).
Montadoras
produziram 2 milhões de veículos flex
As montadoras brasileiras atingiram hoje a marca de 2 milhões de
veículos bicombustíveis produzidos, segundo a Anfavea. Lançados
em março de 2003, os veículos que funcionam com álcool
ou gasolina já representam 77% das vendas de automóveis
leves no Brasil. As vendas acumuladas de carros flex evoluíram
de 48,2 mil unidades em 2003 para 376,6 mil no biênio 2003-04, 1,2
milhão no triênio 2003-05 e chegaram hoje aos 2 milhões.
Para a Anfavea, o biodiesel e o H.Bio (óleo vegetal para adição
ao óleo diesel) também são novas possibilidades de
viabilização de outras cadeias econômicas de combustíveis
alternativos, a exemplo do álcool (Folha de SP, 18 de agosto).
Plascar
está otimista com o futuro
A rápida recuperação vivenciada nos últimos
dois anos, com investimentos em melhoria de processo, na capacitação
dos colaboradores e na valorização do corpo de engenheiros,
permite à Plascar olhar com bastante otimismo para o futuro. “Em
dois anos esperamos quadruplicar o faturamento”, estima André
Nascimento, presidente da empresa. A projeção de receita
para este ano é de US$ 260 milhões (AutoData, 18 de agosto).
Shopping
reúne colecionadores de miniaturas
Dia 26 de agosto, a partir das 14h, acontece o 2º Encontro de Colecionadores
Hot Wheels PBKids, no shopping Eldorado, em São Paulo. Cerca de
35 colecionadores devem participar do evento, expondo 3 mil carros em
miniatura (Interpress Motor, 18 de agosto).
Livro
sobre a história do DKW será lançado no dia 2
Será lançado no dia 2 de setembro, a partir das 16h, no
Memorial da América Latina, em São Paulo, o livro “DKW
- A Grande História da Pequena Maravilha”, de Paulo Cesar
Sandler. O segundo livro da série “História Sobre
Rodas” (o primeiro foi sobre o Simca), da editora Alaúde,
conta a saga do DKW e sua trajetória da Alemanha ao Brasil, proporcionando
ao leitor uma viagem no tempo e no heróico universo dos pioneiros
da indústria automobilística brasileira. No lançamento
haverá exposição de DKW. O livro tem 384 páginas
e custará R$ 120 (Interpress Motor, 18 de agosto).
Sindipeças
questiona futuro do setor
Embora as projeções sobre vendas internas de veículos
já apontem crescimento até 2007, a indústria automobilística
sente a falta de investimentos em função das reformas estruturantes
não implementadas e da apreciação cambial. A avaliação
é do presidente do Sindipeças, Paulo Butori, para quem o
capital do setor está migrando para a China e mercados no Leste
Europeu. "Mesmo a Argentina já atrai mais investimentos do
que o Brasil", disse. De acordo com Butori, de 2003 para cá
as montadoras e as fabricantes de autopeças deixaram de investir
entre US$ 10 bilhões e US$12 bilhões. Segundo ele, essa
é a lista das plataformas que não foram renovadas e os modelos
que deixaram de ser fabricados no Brasil: Golf (VW), Audi (VW) e Corsa
X4400 (GM) não foram atualizados. E os modelos Punto 199 (Fiat),
Astra Europeu (GM), Vectra Europeu (GM), Smart (DaimlerChrysler) e GMT355
(GM, que substituiria S-10) não vieram para o País. "Os
novos investimentos que deveriam vir não vieram", ressaltou
o presidente do Sindipeças (Paulo de Araújo, Gazeta Mercantil,
17 de agosto).
Para
a Tendências, 2007 é o ano do recorde
Levantamento da Tendências Consultoria prevê que o crescimento
das vendas internas de automóveis em 2006 será de 8,2%,
seguido por novo incremento de 7,7% em 2007, quando deverão ser
vendidos 1,89 milhão de carros e comerciais leves. Esse volume
quebra o recorde histórico de 1997, ano em que foram emplacadas
1,87 milhão de unidades. Para Butori, no entanto, esse bom momento
do mercado interno pode estar ameaçado. Em cinco anos, diz, caso
o governo não apresse as reformas fiscal e tributária, o
setor poderá ver uma desaceleração. "Hoje, colhemos
os bons frutos plantados em 2001 e 2002. Mas não estamos plantando
mais nada. Se continuarmos assim, não teremos futuro", afirmou
(Paulo de Araújo, Gazeta Mercantil, 17 de agosto).
Estados
perdem US$ 15 bi com elisão fiscal
Os estados brasileiros perdem uma média de US$ 15 bilhões
por ano com a elisão fiscal no transporte de cargas. Equivalente
a 5% do PIB industrial brasileiro, que somou US$ 250 bilhões no
ano passado, as perdas decorrem de uma prática batizada por especialistas
de logística tributária. Diretor do Centro de Estudos de
Logística da Coppead-UFRJ - a escola de administração
da Universidade Federal do Rio de Janeiro - o professor Paulo Fleury adverte
que tal prática, além de reduzir a eficiência da economia,
produz efeitos colaterais, a longo prazo, como o aumento da carga tributária
e o encarecimento dos custos de pedágio nas rodovias. O planejamento
tributário, segundo Fleury, foi identificado a partir de um estudo
promovido pelo Centro de Logística da Coppead, junto a uma amostra
de 111 das maiores empresas do País (Gazeta Mercantil, 17 de agosto).
Shanghai
Automotive fica com Rover
A alemã BMW decidiu vender a marca inglesa Rover para a montadora
chinesa Shanghai Automotive Industry (SAIC). Os chineses vão pagar
apenas U$ 21 milhões pelo nome do falido fabricante de veículos,
diz o "Financial Times" com base em informações
de pessoas próximas à negociação. Junto com
os cerca de US$ 34 milhões pagos pelo direito de uso do desenho
de modelos Rover, o acordo deu à SAIC tudo o que a empresa queria
por uma fração do custo que estava em discussão com
a MG Rover antes da falência do fabricante inglês em abril
de 2000 (Valor, 17 de agosto).
Considerações
sobre o comando da Ford
A sensação dominante nas redondezas de Dearborn é
que o executivo-chefe Bill Ford teria sido demitido pelos conselhos de
administração da maioria das empresas se seu sobrenome fosse
Smith. De fato, há até apostas sobre quanto tempo Ford continuará
como executivo-chefe, diz outro habitante da Casa de Vidro. Longe de estar
acomodado no papel, Bill Ford admite que tentou recrutar o presidente
do conselho de administração da DaimlerChrysler, Dieter
Zetsche, e o executivo-chefe da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, para ocupar
seu cargo. Ele ainda procura um substituto (Valor, 17 de agosto).
PT
Cruiser ganha série especial
A Chrysler apresentará no sábado (19), durante o tradicional
encontro de clássicos "Woodward Dream Cruise", em Michigan
(EUA), a série especial PT Cruiser "Pacific Coast Highway".
O nome da edição limitada é homenagem à tradicional
rodovia da Califórnia (EUA), que passa por cidades como San Diego,
São Francisco e Los Angeles. Seu lançamento coincide com
a recente marca alcançada pelo PT Cruiser, de 1 milhão de
unidades vendidas. O PT Cruiser "Pacific Coast Highway" vem
com motor 2.4, de 150 cavalos e 22,3 kgfm de torque. (Carsale, 17 de agosto).
As
melhores empresas para trabalhar
A revista Exame Você S. A. apresenta o ranking das melhores empresas
para se trabalhar. Dentre as eleitas ArvinMeritor, Fras-le e TRW Automotive.
As premiações foram entregues em 15 de agosto, no Palácio
dos Bandeirantes, em São Paulo (AutoData, 17 de agosto).
As
novas estratégias em relação ao Focus
Fontes da Argentina confirmam que a Ford também vai procurar mais
competitividade no segmento dos médios compactos. Focus fabricado
em Buenos Aires ficará igual ao novo europeu, a ser lançado
em 2007. Até agora, estratégia era alinhar o modelo brasileiro
ao americano, mas isso não tem se mostrado suficiente. Carro novo
só deve chegar ao Brasil no final de 2008 (Fernando Calmon, Alta
Roda, 16 de agosto).
Citroën
traz C4 VTS cupê como opção ao A3
A pretensão da Citroën ao importar o C4 VTS cupê, a
partir do próximo mês, é se tornar possível
opção aos compradores do Audi A3 nacional, que pára
agora, mas terá algum estoque até novembro ou dezembro.
Pelo preço, o modelo feito no Paraná não abria espaço
para carros europeus com imposto de importação de 35%. Claro,
haverá A3 alemão para tentar barrar rivais audaciosos (Fernando
Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).
Mercado
aquecido, mas recorde fica de pé
O mês de julho confirmou que o mercado interno continua aquecido.
Média diária de vendas está bem perto de 8.000 unidades/dia,
ritmo próximo ao ano recorde de 1997. Alongamento dos prazos de
financiamento tem trazido prestações a valores mais acessíveis.
Entretanto, só em 2007 haverá chance de superação
do recorde, depois de uma década praticamente perdida (Fernando
Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).
Motor
de dois litros pode impulsionar o Mégane II
O motor de dois litros trouxe desempenho que o mercado exigia do Mégane
II. Reflexo nas vendas ainda tem sido lento, mas novo propulsor de 138
cv forma um conjunto interessante com o câmbio automático
de última geração, apesar de apenas quatro marchas.
Uma vantagem é gerenciar bem o freio-motor, ajudando a diminuir
o consumo excessivo de pastilhas e discos, típico de câmbios
antiquados (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).
Aprendendo
a dirigir melhor nas estradas
Alunos de auto-escolas terão que receber mais instruções
de como dirigir em estradas. Projeto do deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR),
ainda em discussões na Câmara Federal, previa exames de direção
também em trechos de rodovia. Proposta não vingou por possíveis
riscos envolvidos. Exames continuarão em vias urbanas (Fernando
Calmon, Alta Roda, 16 de agosto).
Irwin
terceiriza gestão e planejamento
Diante da concorrência acirrada com produtos chineses no Brasil,
a fabricante de ferramentas Irwin Ferramentas do Brasil firmou contrato
com a subsidiária brasileira da francesa Gefco - empresa de logística
do grupo PSA - para terceirizar a gestão e o planejamento de sua
divisão de logística. Com uma meta de cortar custos equivalentes
a 5% da receita, a Irwin já contabiliza, em apenas um mês
de contrato, resultados como redução de 20% do estoque de
granéis e diminuição em dois dias do prazo de entrega
dos produtos para os clientes. Também já foi alcançada
redução do valor do frete equivalente a 1% da receita líquida
da empresa (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).
Delphi
confirma prejuízo no semestre
A situação financeira da Delphi no mundo continua complicada.
A empresa anunciou prejuízo de US$ 2,6 bilhões no primeiro
semestre de 2006. No mesmo período do ano passado acumulava perdas
de US$ 741 milhões, antes de a empresa entrar com pedido de recuperação
judicial no Tribunal de Nova York. O faturamento do primeiro semestre
de 2006 totalizou US$ 14 bilhões, sendo que os contratos com empresas
excluindo a General Motors foram responsáveis por 50% desse valor,
apresentando 7,7% de crescimento com relação ao mesmo período
do ano passado. No primeiro semestre de 2005 o faturamento da Delphi foi
de US$ 13,9 bilhões. A Delphi afirmou que no prejuízo está
incluído US$ 1,9 bilhão referente às indenizações
dos trabalhadores ligados ao UAW, United Auto Workers, sindicato dos trabalhadores
da indústria automobilística dos Estados Unidos (AutoData,
16 de agosto).
Vendas seguirão aquecidas até 2007
Cenário otimista à frente para a indústria automotiva.
Projeção realizada pela Tendências Consultoria Integrada,
empresa comandada pelo ex-ministro Mailson da Nóbrega, indica para
este ano crescimento de 8,2% em relação a 2005. Assim, as
vendas internas de automóveis e comerciais leves deverão
atingir 1,75 milhão unidades. Para o ano que vem, a previsão
também é favorável. O mercado interno deverá
absorver 1,89 milhão de carros e comerciais leves (Gazeta Mercantil,
16 de agosto).
Venda
de importado fica estável mesmo com real valorizado
O crescimento da importação de veículos no Brasil
é muito mais amparada pelos acordos de intercâmbio comercial
com outros países do que pela vantagem cambial. A venda de importados
nesse setor ainda é limitada e equivale a 6% do mercado. A participação
dos carros da Argentina e México, que não recolhem Imposto
de Importação, responde por mais de 70% do total de veículos
vindos do exterior. A tendência é crescer mais. A alíquota
de Imposto de Importação para carros, de 35%, ainda serve
como proteção à indústria nacional. É
por isso que o mercado dos modelos estrangeiros, que não vêm
da Argentina ou México, continua predominantemente formado por
luxuosos ou os chamados nichos, que sofrem pouca concorrência do
produto nacional. O próximo acordo de intercâmbio comercial
com o exterior deverá ser com a Europa. As negociações
devem começar em setembro. É por isso que os importadores
independentes se preparam para disputar com as montadoras as cotas com
isenção de imposto que deverão ser negociadas com
a Europa, de onde vem grande parte dos carros estrangeiros (Valor, 16
de agosto).
Kia
disputará faixa mais popular com carro coreano
A coreana Kia Motors vai começar a importar um carro compacto,
o Picanto, com o qual pretende concorrer na categoria em que as montadoras
com fábricas no Brasil mais atuam. O Picanto, um carro que está
sendo bem vendido na Europa, será lançado no dia 29. O preço
do modelo ficará em torno de R$ 35 mil. A direção
da Kia estima que esse carro vai disputar o espaço ocupado por
modelos nacionais compactos mais luxuosos, como o C3, da Citroën.
O presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, afirma
que trazer um carro como esse só foi possível depois da
valorização do real. "Essa importação
seria inviável quando o dólar estava encostando nos R$ 4",
afirma o empresário (Valor, 16 de agosto).
Volks anuncia recall para 40,8 mil veículos
A Volkswagen anunciou de 40,8 mil veículos dos modelos 1.6 e 1.4
do Fox, CrossFox, Polo, Polo Sedan, Golf, Space Fox e Kombi. A montadora
detectou um problema na galeria de combustível. Segundo a Volks,
a peça, onde ficam montados os bicos injetores dos motores, pode
apresentar uma fissura. O recall tem como objetivo verificar a possibilidade
de ocorrência de vazamento de combustível, que envolve lotes
do componente produzidos entre janeiro e março de 2006. NA Volks
aconselha aos proprietários que façam o agendamento de seu
comparecimento à Rede Autorizada. A medida é gratuita para
o cliente. Mais informações pelo telefone 0800-0195775 (Diário
do Grande ABC, 16 de agosto).
Acidente
com cargas gera perda de R$ 7 bilhões
Os 200 mil acidentes com caminhões de carga registrados ano passado
provocaram prejuízos de R$ 7,35 bilhões e resultaram na
morte de 34 mil pessoas. Segundo estudo do diretor do Centro de Estudos
em Logística do Coppead/UFRJ, Paulo Fleury, há 13 vezes
mais chances de ocorrer um acidente em rodovias com caminhões de
carga do que com carros de passeio. "Fala-se em responsabilidade
social o tempo todo, mas o que está sendo feito em relação
a essa quantidade de mortes? Nada. São quase cem pessoas por dia.
É o equivalente a um Boeing com 150 passageiros caindo a cada 36
horas e ninguém faz nada", disse Fleury. Dos mais de R$ 7
bilhões perdidos com acidentes em 2005, R$ 2,15 bilhões
foram com perdas materiais - perdas de carga somaram R$ 1,74 bilhão
e R$ 410 milhões foram em danos aos caminhões. Os maiores
gastos foram com perdas humanas (R$ 4,75 bilhões) -R$ 3,6 bilhões
com perdas de rendimento e R$ 1,15 bilhão com gastos hospitalares.
Em outros custos, como processos judiciais, o gasto foi de R$ 450 milhões
(Webtranspo, 16 de agosto).
Montadoras
retomam aposta na Argentina
A filial da Fiat na Argentina espera fechar, até outubro, o plano
de negócios de uma associação no país com
a indiana Tata Motors. As duas empresas anunciaram, na primeira semana
de agosto, que pretendem investir cerca de US$ 100 milhões na parceria
que envolve a produção conjunta de veículos utilitários
e picapes na Argentina. "Os mercados argentino e brasileiro estão
excelentes, então temos um enorme potencial de vendas na parceria
com a Tata", comentou ao Valor Cristiano Ratazzi, presidente da Fiat
Argentina. "A indústria argentina mostrou uma forte capacidade
de adaptação (depois da crise), hoje exporta para mais de
70 países e está buscando mercados fora do Mercosul",
comentou o brasileiro Felipe Rovera, presidente da filial local da General
Motors e também da Adefa, entidade que reúne as montadoras
de automóveis do país. A indústria automobilística
argentina ainda não voltou aos números de seu período
áureo, de 1996 a 1998, mas está chegando perto e, a continuar
no ritmo atual, ano que vem pode ultrapassar. Segundo dados da consultoria
Abeceb.com, do fundo do poço em 2002, quando baixou a 159,4 mil
unidades (menos da metade do período 96/98), a produção
de automóveis na Argentina subiu para 400 mil unidades em 2005
e as estimativas são de ultrapassar 410 mil em 2006 Valor, 15 de
agosto).
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Tendência
de estabilidade no curto prazo
Para os próximos três anos as projeções
indicam manutenção do quadro atual, sem mudanças
abruptas na economia mundial. Já no médio e longo prazos,
por influência de vários fatores, a expectativa é
de desaceleração do crescimento econômico. O quadro
foi exposto por Letícia Costa (foto), presidente da consultoria
Booz Allen Hamilton, na palestra Tendências internacionais e
commodities industriais, que abriu o seminário AutoData Budget
2007, realizado segunda-feira, 14, em São Paulo (AutoData,
15 de agosto). |
Programas
para trainees e estagiários.
A Robert Bosch abre, em setembro, o Programa de Trainee 2007. As inscrições
poderão ser feitas pelo do site www.bosch.com.br. As vagas são
para as fábricas de Campinas e Curitiba para estudantes de Engenharia
(Mecânica, Elétrica e Mecatrônica), Administração
de Empresas, Direito e Economia. Estão abertas as inscrições
para o Programa de Estágios 2007 da Bridgestone Firestone para
a fábrica de Santo André/SP. As vagas são para estudantes
de nível superior e técnico que estejam cursando a partir
do 2º ano em 2006, nas áreas de Administração,
Comunicação Social, Desenho Industrial, Letras, Direito
e Engenharia Química. As inscrições podem ser feitas
até o dia 15 de setembro pelo site www.vagas.com.br/firestone (Gazeta
Mercantil, 15 de agosto).
Ford
oferece test drive comparativo
Na acirrada disputa para atrair compradores, a Ford decidiu correr um
risco pouco usual no mercado automotivo. A empresa está oferecendo
para testes comparativos seu modelo Fiesta e os três principais
concorrentes – o Volkswagen Fox, o Fiat Palio e o Chevrolet Corsa.
Durante todo este mês, os quatro modelos estarão disponíveis
nas concessionárias da marca para quem quiser dar uma volta em
cada um deles antes de fechar negócio. A campanha publicitária
que foi ao ar no fim de semana mostra os quatro carros, em tempos iguais
de exposição (Diário do Grande ABC, 15 de agosto).
Honda produz 300 mil carros no Brasil
A Honda Automóveis do Brasil atingiu, neste mês, a produção
de 300 mil veículos na fábrica de Sumaré, no interior
de São Paulo. No primeiro ano de atividade da fábrica, em
1997, o investimento total era de US$ 100 milhões, e a capacidade
produtiva chegava a 15 mil unidades por ano. Em 2006, a produz já
acumulou um investimento de US$ 300 milhões, com capacidade para
produzir 70 mil veículos anualmente (Carsale, 15 de agosto).
Hyundai
batiza novo modelo de Veracruz
A Hyundai já escolheu o nome que usará no seu primeiro crossover
para o mercado norte-americano. O novo modelo, que irá se juntar
a linha 2007 da marca, se chamará Veracruz. O veículo terá
um design arrojado com um volume de carga de um Mercedes-Benz GL, e com
a terceira fila de bancos. Como seu irmão Santa Fe, o Veracruz
surgirá equipado com um V6 a gasolina de 3.8 l, acoplado a uma
transmissão automática de seis velocidades. A tração
integral permanente e o controle eletrônico de estabilidade também
fazem parte da sua lista de equipamentos (Terra, 15 de agosto).
Híbrido
da GM, Daimler e BMW exige US$ 1 bilhão
A GM, a DaimlerChrysler e a BMW investirão juntas um mais de US$
1 bilhão para des |