AGOSTO/2002

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Em busca do IPI único
Um mês depois da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados nos carros não populares, representantes de uma parte da indústria ainda não deixaram os gabinetes de Brasília. A expectativa agora é pela unificação do IPI, idéia que já ganhou o apoio público do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. Estudo do Dieese mostra que isso poderá acarretar perda de vendas, arrecadação e empregos. O presidente da GM, Walter Wieland disse que, apesar das vantagens da redução do impostos para os carros médios, ele é favorável à criação de uma alíquota única para todos os carros fabricados no país. "O ideal seria um IPI único, mas ainda estamos digerindo a redução do imposto nos modelos com motores acima de 1.0 litro", disse também o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho, poucos dias depois das mudanças no imposto (Valor, 30 de agosto).

Demissão voluntária aceita na Mercedes
Os trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo (ABC paulista) da DaimlerChrysler (Mercedes-Benz) aprovaram nesta quinta-feira, em assembléia, a proposta da montadora para suspender as demissões de 628 funcionários da unidade em troca da abertura de um Programa de Demissões Voluntárias (PDV). A empresa comprometeu-se a não realizar cortes em massa até março de 2004, mantido o nível de produção - em torno de 35 mil unidades de caminhões e chassis de ônibus por ano, segundo informações não-oficiais. O PDV será aberto entre os dias 2 e 17 de setembro. A montadora prevê a adesão de 570 empregados, que receberão salários adicionais para se desligar da empresa (Carla Franco, Agestado, 30 de agosto).

Férias para adequar produção do Tupi
A Volkswagen/Audi, de São José dos Pinhais (PR), concederá dez dias de férias coletivas para os 2,6 mil empregados da unidade, de 28 de outubro a 6 de novembro, com retorno ao trabalho no dia 7 de novembro. Segundo nota divulgada ontem, a montadora realizará neste período ajustes técnicos para a construção da nova linha de produção de um modelo da família VW Polo, que começará a ser fabricado em 2004. Com a parada, cerca de 3.700 carros (Golf, Audi A3 e Saveiro) deixarão de ser produzidos. A paralisação também ajudará a reduzir o estoque de veículos no pátio da montadora, hoje com aproximadamente 5,2 mil automóveis (O Estado do Paraná, 30 de agosto).

NTU já tem novo anuário de transportes
A NTU - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos lançou o anuário 2001-2002, uma excelente fonte de informações sobre o setor. Nas comparações entre outubro de 1995 e outubro de 2001, algumas evidências: a idade média da frota passou de 4,55 anos para 5,07 anos; os passageiros transportados por veículo eram 6,27 e agora são 4,33; o preço do diesel avançou de R$ 0,70 para R$ 0,81; o custo por km evoluiu de R$ 2,12 para R$ 2,30 (Jornauto, agosto).

Acordo evita demissões na Mercedes
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Mercedes-Benz fecharam acordo para evitar 700 demissões nas unidades de São Bernardo e Campinas.
"Foi firmado um compromisso de não haver demissões até 31 de março de 2004", afirma o coordenador do comitê sindical da Mercedes,Valter Sanches. Em compensação, a empresa espera conseguir 570 adesões ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), que começa na próxima segunda-feira e vai até 17 de setembro. Quem aderir ao PDV vai receber, além dos direitos legais, entre 2,2 e 9 salários mínimos, dependendo da idade e tempo de empresa, e assistência médica por nove meses. Caso não sejam atingindo os 570 desligamentos, sindicato e empresa voltarão a se reunir para encontrar uma solução (Jornal da Tarde, 29 de agosto).

Cresce a participação do álcool
Estagnadas em 0,1% das vendas totais de veículos entre 1996 e 2000, as vendas de carros a álcool devem encerrar 2002 confirmando uma recuperação expressiva. As vendas atingiram 23 mil unidades (3% do total) até julho e devem ser ter novo impulso com a redução na alíquota do IPI autorizada pelo governo em agosto. Segundo a Anfavea os carros a álcool representam 20% da frota nacional. "Não existe a pretensão de elevar o porcentual da frota de carros a álcool para o patamar de 90% do passado, mas seria ideal que chegasse a 35%", afirmou o empresário Cícero Junqueira Franco, proprietário da Usina Vale do Rosário, no interior de São Paulo, considerado um dos fundadores do Proálcool (Agestado, 29 de agosto).

Multicombustível pode custar mais R$ 800
Um forte aliado para as vendas de álcool deve chegar ao mercado brasileiro no próximo ano. Trata-se do motor Flexible Fuel Vehicle, ou simplesmente veículo flexfuel: carros que podem ser abastecidos tanto com gasolina como com álcool, ou com diferentes misturas entre os dois combustíveis. O sistema funciona com um sensor acoplado ao sistema de abastecimento do carro, que faz a leitura do combustível e regula automaticamente o tempo de ignição do motor e a circulação de ar, a partir de sua identificação. Modelos similares circulam pelas estradas norte-americanas há pelo menos 20 anos, desenvolvidos pela Chrysler, Ford e GM. No Brasil, os testes começaram há três anos e o primeiro modelo deve ser lançado pela GM. Segundo técnicos do setor, o flexfuel pode representar um custo entre R$ 100 e R$ 800 no preço final do veículo (Agestado, 29 de agosto).

Adição de álcool ao diesel
A adição de álcool ao diesel vem sendo estudada. A experiência acontece com 20 ônibus no Paraná e pode contribuir para diminuir a importação de derivados e também de petróleo, se adotada em larga escala por frotas de ônibus nas grandes capitais, dizem técnicos do setor sucroalcooleiro. Hoje, o diesel é o que mais pesa na compra de petróleo, já que há "sobra" de gasolina. Em 2001, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo foram importados 6,6 bilhões de litros de óleo diesel, ao custo de US$ 1,2 bilhão (Agestado, 29 de agosto).

Ford tem novo diretor de finanças
A Ford América do Sul tem novo diretor de finanças desde o início de agosto. Edward D. Orsini, de 59 anos, foi nomeado para o cargo em substituição a Daniel Moran, que deixou a companhia no final de julho de 2002. Assim, Ed Orsini, que ocupava a mesma função na Ford México desde 1999, será responsável pelas operações de finanças da Ford na região, que incluem a Ford Motor Company Brasil, a Ford Argentina, a Ford Andina - Venezuela, Colômbia e Equador - e a Ford Chile (AutoData, 29 de agosto).

Daimler quer ampliar parceria com Mitsubishi
A DaimlerChrysler está considerando formar uma parceria com a Mitsubishi Motors na unidade de caminhões e ônibus da empresa japonesa, a Fuso, disse o membro da comissão executiva da Daimler, responsável por veículos comerciais, Eckhard Cordes, em entrevista ao jornal Boersen-Zeitung. A Daimler detém 37,3% da Mitsubishi, mas um acordo com a Fuso poderia aumentar a sinergia em veículos comerciais, afirmou Cordes. A companhia também deverá decidir sobre um acordo com a montadora chinesa FAW CarCo. Ltda. até o final de 2002, segundo o jornal (Estadão, 29 de agosto).

Paraná dá mais prazo para ICMS
O governo do Paraná prorrogou por mais 14 anos o prazo para as montadoras instaladas no estado (Renault, Nissan e VW-Audi) darem início ao pagamento de 75% do ICMS do ICMS gerado pela venda de veículos. Com a medida, essas indústrias, que na fase de instalação já haviam garantido quatro anos de carência, têm o prazo ampliado até 2016. O adiamento beneficia 69 indústrias, incluindo 23 grupos de capital internacional e 46 de capital nacional (Gazeta Mercantil, 29 de agosto).

Northrop negocia TRW automotiva
Dois grupos de investimentos americanos, Blackstone e Carlyle, estão negociando com a Northrop Grumman a compra do setor automotivo da TRW. Segundo fontes da própria sistemista o valor do negócio deverá ficar na casa de US$ 5 bilhões. No fim de julho, a Northrop já tinha repassado para o grupo Goodrich a área aeronáutica da TRW por US$ 1,5 bilhão (Agência AutoData, 28 de agosto)

Novo IPI ajuda exportações da GM
Com o novo comportamento de mercado, derivado da redução nas alíquotas do IPI, a fatia ocupada pelos veículos 1.0 no mix de produção da GM - hoje em 60% - deve diminuir gradualmente. A mudança ajudará a GM a exportar US$ 1,2 bilhão no ano que vem. A análise é do o vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto, que acredita que o percentual caia para 50% já no início do próximo ano. Pinheiro Neto informou que os veículos com motor 1.0 nada representam nas exportações da General Motors do Brasil, que neste ano irão superar os US$ 1 bilhão, conforme o previsto. Mas, com a produção de veículos com motor acima de 1.6 e 1.8 aumentando a General Motors ganha em escala e pode exportar mais gastando com menos custo (Cláudia Freiesleben, Agência AutoData, 28 de agosto).

As previsões de Pinheiro Neto
A General Motors compartilha a projeção com outras montadoras a opinião de que neste ano serão vendidos 1,5 milhão de veículos no País. Segundo o executivo, a montadora fecha o ano com 23% de participação no mercado. A GM deve fechar 2002 com a produção de 650 mil veículos. "E 400 mil deles atenderão ao mercado interno", acrescentou Pinheiro Neto. Pinheiro Neto admitiu que a General Motors perderá dinheiro no País pelo quinto ano consecutivo. Mesmo assim, as expectativas da montadora para o mercado brasileiro não mudaram. "Estes resultados negativos não alteram nossa estratégia para o País. Iremos manter investimentos de US$ 500 milhões ao ano". (Cláudia Freiesleben, Agência AutoData, 28 de agosto).

Cai 13,7% receita das autopeças
A nova previsão para o faturamento das fabricantes de autopeças de US$ 9,840 bilhões é 13,68% menor que os US$ 11,4 bilhões registrados em 2001. Em razão da retração no setor automotivo, o Sindipeças reduziu em 20% a previsão inicial de US$ 12,3 bilhões para o faturamento do setor de autopeças para 2002. Segundo dados preliminares do sindicato, o setor registrou queda de 7,9% na receita de janeiro a julho deste ano. No primeiro semestre, o índice de retração foi de 8,6%. Só em julho, a baixa é de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2001 (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

Autopeças: menos emprego, ociosidade cai
A previsão de investimentos de US$ 720 milhões neste ano, que já estava 10% abaixo dos US$ 800 milhões aplicados em 2001, também deverá ser revista, embora o Sindipeças não tenha se posicionado sobre o assunto. O Sindipeças não revisou as perspectivas de resultados na balança comercial do setor, cujo déficit estimado é de US$ 86 milhões para o ano, com receita de US$ 789 milhões obtidas com exportações e US$ 875 milhões gastos com importações. Em 2001, o déficit do setor foi de US$ 529 milhões. Dados preliminares indicam ainda que a ociosidade média da capacidade nominal caiu de 38% em julho de 2001 para 37% no mês passado. Já o nível de emprego diminuiu. Em julho do ano passado, a indústria de autopeças empregava 173,3 mil funcionários. No mês passado, esse número caiu para 170 mil empregados (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 28 de agosto).

Mercado aguarda o GM Combo
O Fiat Doblò deverá ganhar um concorrente de peso antes do Salão do Automóvel caso se confirme a expectativa de concessionários Chevrolet que apostam na nacionalização do Combo, modelo para passageiros ou transporte de carga que já roda na Europa e usa a plataforma do novo Corsa. A GM faz mistério, embora tenha anunciado que sua linha será ampliada antes de outubro, "podendo ter uma ou duas novidades". Caso seja produzido aqui, o Combo deverá trazer os mesmos motores do Meriva, 1.8 de oito e dezesseis válvulas (Jornal da Tarde, 28 de agosto).

Serviço rápido na revenda GM
A GM lançou na semana passada o programa Serviço Rápido Chevrolet para agilizar o atendimento com os clientes da marca. A novidade oferece por meio da rede de concessionárias da marca serviços de manutenção básica e preventiva a serem executados em, no máximo, duas horas, atendendo ainda veículos que estejam fora da garantia. Troca de óleo, verificação de pneus, amortecedores, bateria, escapamento, componentes do motor e palhetas do pára-brisa, além de alinhamento, balanceamento e substituição de filtros são alguns dos serviços básicos. O cliente é atendido por quem vai cuidar do carro e pode acompanhar os serviços pessoalmente. Para saber quais oficinas estão habilitadas, o telefone é 0800-7024200 (Jornal do Carro, 28 de agosto).

GM retoma segundo turno em São Caetano
A GM decidiu retomar o segundo turno de trabalho na fábrica de São Caetano do Sul a partir do dia 16 de setembro. O turno havia sido suspenso no início deste mês em função da queda nas vendas e como alternativa para 700 demissões que a empresa pretendia fazer (Folha de S. Paulo, 28 de agosto).

Revolucionário, Hy-wire vai a Paris
O avançado carro-conceito GM Hy-wire é movido a células de combustível (transformando hidrogênio em eletricidade para mover o motor) e dispensa cabos. Seu nome vem exatamente desta combinação: hydrogen (hidrogênio) com a tecnologia de direção por fios (by-wire). O veículo não traz volante nem pedais e o motorista pode frear e acelerar com as mãos. Todos os comandos estão contidos em uma unidade chamada "X-Drive". O motorista tem a opção de sentar à direita ou à esquerda. Basta transportar essa unidade eletrônica para um dos lados. A potência do motor elétrico é de 126 cavalos. O protótipo será apresentado no Salão de Paris (França), em setembro (Diário de São Paulo, 28 de agosto).

Os automóveis de São Paulo em lançamento
Em 10 de setembro a Imprensa Oficial e o Arquivo do Estado lançarão o livro "Automóveis de São Paulo" - uma memória fotográfica de pessoas, automóveis e localidades do Estado de São Paulo. A obra, de autoria de Malcolm Forest, conta a chegada dos carros à cidade e as transformações ocorridas na sociedade paulista entre 1898 e 1954. O exemplar, disponível na livraria virtual da Imprensa Oficial (www.imprensaoficial.com.br) ou pelo telefone (0800) 123401, tem 206 páginas e custa R$ 47 (Diário de São Paulo, 28 de agosto).

As mulheres podem negociar melhor
A editora Sextante lançou o "Guia de Negociação para Mulheres". Escrito pelas jornalistas americanas Leslie Whitaker e Elizabeth Austin, a obra traz uma análise sobre como fazer negócios em um mercado tão masculino. As autoras ensinam, por exemplo, como deve ser feita a negociação da compra ou venda de um automóvel, novo ou usado, sem cair em armadilhas e sem pagar ou receber mais ou menos do que se pretendia. O guia, com 224 páginas, custa R$ 19,90 e pode ser encontrado nas principais livrarias do país (Diário de São Paulo, 28 de agosto).

Focus Sedan tem versão automática
A Ford acaba de lançar o Focus Sedan Ghia 2003 com câmbio automático. A versão traz bancos e revestimentos em couro, teto-solar elétrico, rádio com viva-voz para celular e ar-condicionado eletrônico. Inclui acabamento na cor preta, iluminação de assoalho e maçanetas e molduras na cor da carroceria. O preço é R$ 51.490. Até o final deste ano, a fábrica deve apresentar o Focus hatch com a mesma transmissão (Diário de São Paulo, 28 de agosto).

Escolha entre Pólo 1.6 e 2.0
A opção mais potente do Polo é ideal para consumidores exigentes. Além de não oferecer desempenho tão superior em relação à versão 1.6 (principalmente rodando na cidade), a 2.0 parte de R$ 30.656,00, cerca de R$ 3,7 mil a mais. Entretanto, pode surgir como alternativa ao Golf 1.6, que é vendido por valores próximos. Desde que passou a equipar o Polo, o propulsor de quatro cilindros com 1.984 cm3 de cilindrada rende potência máxima de 116 cv a 5.200 rpm e 17,3 mkgf de torque a 2.400 rpm. Pelas diferenças de desempenho e conforto, se comparado à versão 1.6, o modelo 2.0 é mais indicado a quem dirige com mais freqüência em estradas. Na cidade o 1.6 rende bem e consome menos (Lúcia Nunes, JT, 28 de agosto).

Demel, errado para a VW?
"Não sou o homem certo para a Volkswagen. Não sou uma pessoa política e nem quero ser" - disse Herbert Demel, presidente da Volkswagen, que está deixando o cargo em que permaneceu doze anos para assumir o comando da Magna Steyr, em Viena. Ele reconhece ter superdimensionado o mercado brasileiro ao investir bilhões de reais no país com novas linhas de produção. Ele acredita que com a mudança no IPI haverá migração no mix de vendas de veículos e não crescimento de volume. "O privilégio aos carros populares não trazia benefício algum ao país" - disse. Demel afirmou que sai da VW do Brasil, no final de setembro, com o sentimento de ter deixado a empresa melhor do que recebeu. "Sou um elefante branco da indústria e também preciso reciclar. Saindo da VW não iria para um competidor" - afirmou (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).

IPI menor provocará retração em autopeças
Enquanto o índice de nacionalização dos carros médios é de até 60%, o carro popular utiliza 90% de peças produzidas localmente. Como resultado, a redução do IPI poderá retrair o volume de produção do segmento de autopeças. A previsão é do Sindipeças, que num cenário otimista espera a produção de 1,8 milhão de veículos este anos, dos quais 1,5 milhão comercializados no mercado interno (Gazeta Mercantil, 27 de agosto).

Vale atenderá Ford na Bahia
A Companhia Vale do Rio Doce colocará em operação, no fim de setembro, um serviço ferroviário diário entre Campinas (SP) e Camaçari (BA) para o transporte de autopeças destinadas à fábrica da Ford. No início serão transportados, por dia, dez contêineres de 40 pés com partes e peças de veículos. A operação "porta a porta" para a Ford exigiu investimentos de R$ 10 milhões no terminal de Camaçari. O investimento em ramais ferroviários, garagens e equipamentos no Tercam foram feitos pela Vale em parceria com a Katoe Natie, encarregada da operação do armazém. A operação com a Ford faz parte do plano da Vale de crescer no transporte intermodal, que combina o uso de rodovias, ferrovias e portos. A estratégia permite agregar valor ao transporte, mas exige parcerias com outros operadores logísticos. No caso da Ford, a Vale contratou frotas rodoviárias para recolher as autopeças (Valor, 27 de agosto).

Ford duplica produção para exportar
A Ford vai praticamente dobrar a produção na fábrica da Bahia. Neste mês serão produzidas 12 mil unidades do Novo Fiesta. Perto de 25% desse volume extra de quase 6 mil veículos serão destinados à exportação. Em julho, 6,8 mil veículos saíram da nova fábrica de Camaçari. Segundo o presidente da Ford Brasil, Antonio Maciel Neto, além dos mercados externos, a empresa decidiu aumentar o volume de produção neste mês para atender a demanda doméstica. Neste mês serão exportadas 1,5 mil unidades do Novo Fiesta. A maior demanda vem do México, para onde a Ford está enviando 55,5% das suas exportações. A Argentina está agora em terceiro lugar, com 7% das exportações, atrás da Venezuela, que já ocupa fatia de 10,9% das vendas externas da Ford Brasil (Valor, 27 de agosto).

Gatilho para compensar alta do dólar

A indústria de autopeças quer negociar com as montadoras a criação de um gatilho do dólar. O índice pleiteado é de 10% e serviria para repassar a alta da moeda estrangeira aos custos de produção de componentes. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, afirma que as negociações já começaram. Segundo ele, a idéia é aplicar o gatilho tanto para repassar custos ou suprimir ajustes, no caso de queda da moeda americana. Depois de uma apresentação em que Butori defendeu uma mudança nos padrões de negociação e criticou a pressão dos fabricantes de veículos, o diretor de compras da DaimlerChrysler, Frithjof Punke, disse que discordava de Butori porque "muitos fornecedores ganham muito dinheiro" (Marli Olmos, Valor, 27 de agosto).

DaimlerChrysler quer reduzir custo de suprimentos
A DaimlerChrysler prepara um programa para que os fornecedores baixem em 20% os preços até 2004. Segundo Frithjof Punke, diretor de compras, aqueles que não se adequarem aos padrões de competitividade serão cortados. Ele explicou que a montadora vai contratar uma consultoria para realizar o trabalho, que inclui cortes internos de despesa de 30% também até 2004 (Marli Olmos, Valor, 27 de agosto).

Montadoras divergem sobre expectativas para 2003
O setor automotivo não chegou a um consenso sobre as projeções de crescimento de produção e vendas de veículos para 2003. O mercado interno ainda é uma incógnita. Há apenas uma certeza, por enquanto: o esperado aumento das exportações. "Não prevemos crescimento importante para 2003", afirmou o vice-presidente da Volkswagen do Brasil, Carlos Alberto Salin. "Estamos bem conservadores", disse. Já o diretor de Assuntos Institucionais da General Motors do Brasil, Luiz Moan, aposta num crescimento de 10% na produção brasileira de veículos em 2003. "Devemos recuperar os volumes perdidos este ano e ter um aumento residual", sustentou (Carla Franco, Agestado, 27 de agosto).

Amadurece acordo com a China
As montadoras esperam que em breve o governo chinês comece a negociar com o Brasil o que pode ser o primeiro acordo de intercâmbio comercial com impostos reduzidos. A VW vai iniciar embarques do Gol desmontado ao país asiático e a PSA enviará componentes do Xsara Picasso para a fábrica de Wuhan. A China já era um dos principais destinos dos carros produzidos no Brasil, situação que ficou melhor ainda com o ingresso do país na Organização Mundial do Comércio, reduzindo o imposto de importação a 35% (Valor Econômico, 27 de agosto).

BMW troca presidente. Carioba deixa Abeiva
André Müller Carioba deixará a presidência da BMW do Brasil e da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, Abeiva. O executivo deixará o cargo na importadora no próximo dia primeiro de janeiro de 2002. Não se sabe se Carioba continuará na empresa. No Brasil ele será substituído por Johannes Seibert, que desde julho de 2000 é o gerente geral da BMW Latinoamerica, sediado no Panamá. Seibert, 41 anos, já trabalha há 17 anos na BMW e está há sete na região latino americana. O executivo assumiu várias posições relacionadas a vendas e marketing no BMW Group. Carioba está há 22 anos no BMW Group, dirigindo as operações da marca no Brasil desde 1998. Ele foi o responsável pela liderança da marca no segmento dos importados de luxo no País. (Agência AutoData, 26 de agosto).

Stilo já tem data para chegar
Dia 14 de setembro chega às concessionárias o Fiat Stilo, um hatchback de porte médio. Seu interior lembra o de um monovolume. O motorista poderá personalizar várias funções do carro de acordo com suas preferências. Haverá três versões: Stilo, com motor 1.8 8V; Stilo 16V, com motor 1.8 16V; e Stilo Abarth, com motorização 2.4 de 5 cilindros e 20 válvulas (25 de agosto).

Dono personaliza o Stilo
O Fiat Stilo é o primeiro carro produzido no Brasil a oferecer itens como: teto solar com cinco lâminas de vidro que se estendem até a parte traseira do teto; oito air bags; ar-condicionado com regulagem de temperaturas distintas para o lado direito e o esquerdo; sistema de direção com função que reduz em 50% o esforço em manobras; e o My Car Stilo, para personalizar várias funções do carro, como o display do quadro de instrumentos, a abertura das portas, entre outras (25 de agosto).

Anfavea não foi à Fenabrave
No recente XII Congresso da Fenabrave, realizado na capital paulista e reunindo mais de 3.000 pessoas ao longo de três dias, nenhum represente da Anfavea compareceu. Os discursos da cerimônia de abertura mantiveram um tom radical e pouco construtivo. A entidade tem razão ao reclamar da baixa ou até mesmo nenhuma rentabilidade atual do negócio, embora no passado não muito distante ganhassem dinheiro a rodo, à custa de práticas comerciais condenáveis. Problema espinhoso exige serenidade e diagnóstico correto. É preciso manter a calma, mesmo contabilizando a baixa de quase 1.000 concessionárias de 1997 até hoje (eram 5.235, fora as de motocicletas e máquinas agrícolas) (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Vem aí a peça genérica - 1
Visando o consumidor, começa agora em setembro uma experiência interessante envolvendo de início apenas 100 concessionárias de alguns Estados. Trata-se do projeto Peça Genérica. A intenção é atrair quem abandona as oficinas após o período de garantia, fugindo do preço alto. Existem 6,5 milhões de proprietários de veículos com até 5 anos de uso (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Vem aí a peça genérica - 2
Comprando peças de alto giro diretamente de fornecedores das montadoras, sem estampar marcas, pode-se revendê-las por preço até 50% inferior. A garantia é do fornecedor com aval da concessionária. Outra vantagem está na legitimidade das peças, contornando os graves problemas de falsificação, pirataria ou compra de componentes em desmanches em sua maioria de carros roubados. O investimento no projeto não é grande, mantendo-se a comercialização normal dos produtos originais. A Peça Genérica deve enfrentar uma certa resistência das montadoras quanto a aspectos de segurança e imagem dos seus produtos, mas do fundo afloram questões comerciais. Juntos, concessionárias e montadoras já conseguiram rebaixar preços de peças e mão-de-obra para enfrentar a forte concorrência de centros automotivos e reparadores independentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Compra pela Internet perde vantagem
Parte da vantagem de compra via Internet desaparece a partir de 1 de novembro próximo, ao começar substituição tributária do PIS/Cofins. Em teoria, modelos comercializados por este canal podem aumentar cerca de 4%. Celta e Fiesta, principalmente, serão mais afetados. GMB e Ford acreditam que haverá pouca migração para sistemas convencionais de vendas porque permanecerá um diferencial no preço (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de agosto).

Ford aumenta fatia no mercado
A meta da Ford de obter 15% do mercado brasileiro de veículos em 2004 já está mais perto de ser atingida. Depois de crescimentos consecutivos mensais, a montadora recuperou parte de sua fatia no bolo - o market share foi de 10,6% nas vendas no atacado em julho - e já prevê participação de 13% no fim do ano. "A meta para 2002 pode até ser alcançada antes", afirmou o novo presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (Abradif), João Carlos Felix Ferreira, em sua primeira entrevista à imprensa. O crescimento das vendas e exportações da empresa vai na contramão do mercado. O volume das montadoras caiu 17% no atacado de janeiro a julho - enquanto o da Ford, embora 11% menor, tem aumentado nos últimos meses, principalmente depois do lançamento do novo Fiesta, em junho (Carla Franco, Agestado, 23 de agosto).

Rede Ford recupera auto-estima
Para o presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, o distribuidor da marca está "recuperando sua auto-estima". A estratégia da empresa para o mercado interno, segundo ele, é baseada num tripé: novos produtos, reestruturação da rede de revendedores e rejuvenescimento da marca. "Estamos começando a colher os primeiros frutos de um plano traçado para o Brasil em julho de 1999 pela Ford mundial", ressaltou. De lá para cá, a empresa apresentou produtos como o Focus, a nova Ranger, o Fiesta Sedan, o novo Mondeo, a nova linha de caminhões Cargo e seu mais importante lançamento: o novo Fiesta, primeiro veículo fabricado na nova unidade de Camaçari, na Bahia (Carla Franco, Agestado, 23 de agosto).

Gol: fim do desconto de 10%
A Gol, primeira empresa aérea brasileira a operar no conceito de baixo custo e baixa tarifa, anunciou que fará a partir de amanhã um ajuste de preços, reduzindo os descontos de 10% oferecidos para as tarifas cheias. Segundo a empresa , a medida não se caracteriza "como uma elevação de preços", e sim uma retirada de descontos. A alta do querosene de aviação e a flutuação do dólar causaram a medida, que atinge todas as rotas. A companhia já havia anunciado a retirada de descontos na ponte aérea. A Gol transportou 339.148 passageiros por quilômetro em julho, 142% a mais do que em igual mês de 2001 (ano de sua estréia). A companhia teve 12,19% de participação no mercado no mês passado (Estadão, 23 de agosto).

'Quem é Quem' mostra potencial do ABC
O lançamento oficial da revista Quem é Quem no Grande ABC - publicação anual do Diário que traz o levantamento econômico de parte significativa das empresas da região - ocorreu nesta quinta pela manhã na Mansão Padoveze, em Santo André, com a presença de aproximadamente 500 empresários e representantes de vários setores públicos e privados do Grande ABC. A revista sairá encartada na edição deste domingo e também estará disponível na Internet, no endereço www.dgabc.com.br (Diário do Grande ABC, 23 de agosto).

Volta o Gol 1.6 a gasolina
A Volkswagen voltará a produzir o Gol 1.6 a gasolina, modelo que deixou de ser fabricado há um ano e, no lugar, estava sendo montado apenas o modelo 1.0, para aproveitar os incentivos fiscais dos populares. A retomada do modelo deve-se à redução maior do IPI para os veículos acima de 1.0 até 2.0. A Fiat também prepara o lançamento de uma versão 8 válvulas do seu motor 1.3, que equipa a linha Palio. Só há a versão 16 válvulas atualmente (Valor Econômico, 23 de agosto).

Missão empresarial ao México
Uma missão de 170 empresários de 31 setores, chefiada pelo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, desembarca no México na próxima quarta-feira para dar mais um passo na integração comercial entre os dois países. Os empresários discutirão possibilidades de joint ventures e identificar segmentos industriais que podem se incorporar ao acordo comercial assinado no mês passado. As parcerias também dariam acesso aos 32 países com os quais o México tem acordos de livre comércio (Valor Econômico, 23 de agosto).

Fenabrave: vendas podem crescer 10%
A Fenabrave prevê que as vendas de automóveis no varejo em agosto atinjam 105.810 unidades, crescendo 10% em relação a julho. No mês passado, as vendas totalizaram 96.199 unidades. Nos primeiros 15 dias de agosto, as vendas de automóveis ficaram 0,98% abaixo da primeira quinzena de julho. O volume foi reduzido de 43.505 para 43.078 unidades. Os populares tiveram uma redução de 9,14% nas suas vendas, com 30.857 unidades. Nos primeiros 15 dias de julho, as vendas dos carros 1.0 totalizaram 33.960 unidades. O veículos comerciais devem fechar este mês com a venda de 23.190 unidades no varejo. Volume 10% superior a julho deste ano, quando as vendas atingiram 21.080 unidades. Na primeira quinzena de agosto, as vendas de veículos comerciais foram 0,42% maiores que de igual período de julho. O volume aumentou de 10.198 para 10.241 unidades. Já as vendas de caminhões caíram 5,68% nos primeiros 15 dias, de 2.199 para 2.074 unidades. As de ônibus declinaram 14,17%, de 734 para 630 unidades. (Panorama Setorial, 22 de agosto).

GM cria site para falar com clientes
A General Motors do Brasil anunciou o lançamento, na próxima terça-feira (27), do projeto "Meu Chevrolet", o mais novo web site da empresa. Depois de lançar no último dia 30 de julho, o novo site www.chevrolet.com.br , agora a empresa colocará no ar um site específico focado no relacionamento com o proprietário de veículo Chevrolet. (DCI, 22 de agosto).

Abradif: vendas aumentarão 15%
João Carlos Felix Teixeira, presidente da Abradif, associação dos distribuidores Ford estima um aumento de 15% nas vendas de veículos para os próximos meses. A melhora será resultado da redução do IPI e dos lançamentos da montadora (Painel, Folha de S. Paulo, 22 de agosto).

Renault não terá demissões
A Renault comprometeu-se a suspender o plano de demissões voluntárias para o desligamento de 140 dos 810 funcionários da unidade de carros de passeio de São José dos Pinhais (PR). O compromisso teria sido assumido em reunião com o sindicato dos metalúrgicos local, com participação do governo estadual (Valor Econômico, 22 de agosto).

Proálcool só funciona se imposto baixar
O governo FHC fala em ressuscitar o Proálcool antes do fim do mandato. Mas o programa só tem chance de sobreviver se houver redução de impostos, garantia de qualidade e de abastecimento nacional. Os grandes distribuidores de combustíveis reunidos no Sindicom apóiam, mas alertam: a sonegação de impostos sobre o álcool é altíssima; 45% do mercado é clandestino. Estima-se que governos estaduais e a União deixem de arrecadar R$ 1 bilhão por ano. São Paulo é o maior produtor e consumidor de álcool anidro no País. O governo do Estado pretende aprovar ainda neste ano a redução do ICMS sobre o álcool anidro de 25% para 12% (Valor Econômico, 22 de agosto).

International usa avião para exportar
A International, de Caxias do Sul, RS, está utilizando transporte aéreo para entregar 37 caminhões no Equador. Um lote com seis veículos modelo 4700 será embarcado dia 6 de setembro no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, rumo a Latacunga, próximo da capital Quito. O contrato de exportação chega a R$ 5 milhões. Em dois embarques anteriores já foram enviados 12 veículos. . A viagem em Boeing 747-400 da Cargolux demora cinco horas; via marítima, seriam necessários 45 dias (Valor Econômico, 22 de agosto).

Mercedes: greve para 2.ª-feira
A decisão sobre uma greve contra a demissão de 628 funcionários na unidade da Mercedes-Benz, em São Bernardo, ficou para segunda-feira, quando termina o período de férias coletivas. Segundo Valter Sanches, membro da comissão de fábrica e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a possibilidade de os empregados entrarem em greve por tempo indeterminado não está descartada. "Tudo vai depender de como a empresa for reagindo aos nossos protestos", diz o sindicalista (Jornal da Tarde, 22 de agosto).

Volks estende semana de 4 dias
Pressionada pela retração nas vendas de veículos para o mercado interno, a Volkswagen vai estender para setembro a jornada flexível de trabalho, adotada a partir de agosto na unidade Anchieta, localizada em São Bernardo, no ABC paulista. A "Semana Volkswagen" prevê quatro dias de trabalho e um de folga. No caso de São Bernardo, os trabalhadores optarem pela folga às sextas-feiras. Para setembro, a montadora já programou folga em três das quatro sextas-feiras do mês. Os funcionários terão uma semana de quatro dias de trabalho, com folga nos dias 6, 13 e 27. No dia 20, a produção será normal na fábrica de São Bernardo (Folha OnLine, 22 de setembro).

Importação de veículos: US$ 15,203 milhões/dia
As importações de veículos, automóveis e partes registraram na terceira semana de agosto (de 12 a 18) média diária de US$ 15,203 milhões. Com esse resultado a média diária acumulada foi de US$ 11,644 milhões, ficando 15,1% abaixo da média diária de agosto de 2001, quando atingiu US$ 13,707 milhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em julho deste a média diária de compras externas desses produtos foi de US$ 11,466 milhões. Já as importações das empresas brasileiras registraram média diária de US$ 204,4 milhões na terceira semana deste mês (Sônia Moraes, Panorama Setorial, 21 de agosto).

BMW mostra carro a hidrogênio
Após 20 anos de pesquisas a BMW apresentará no próximo dia 5 de setembro, no Rio de Janeiro, para toda a imprensa latino-americana, seu primeiro veículo movido a hidrogênio, o BMW 745h série 7. O modelo é o único automóvel do mundo equipado com motor de oito cilindros em V movido a hidrogênio. A apresentação do BMW 745h acontecerá durante evento da montadora intitulado de Clean Energy. Trata-se de turnê mundial da BMW para promover o uso do hidrogênio como alternativa de combustível, parte das estratégias do Grupo com relação a questões ambientais (AutoData, 21 de agosto).

Continental: recall para 595 mil pneus
A Continental norte-americana anunciou o recall de 595 mil pneus. A substituição envolve os modelos Continental P275/60R17 ContiTrac AW e General Grabber AW P275/60R17, entre eles alguns usados nos utilitário-esportivos Expedition e Lincoln Navigator 2000 e 2001 da Ford. A empresa, que não cobrará pela troca, não forneceu detalhes do problema com os pneus que estão sendo substituídos. No Brasil, a Ford informou por meio de sua assessoria de imprensa, que o recall não envolve modelos vendidos no mercado local (Valor Econômico, 21 de agosto).

Carros médios crescem 28%
A redução do IPI dos veículos com motor entre 1.0 litro e 2.0 litros, de 25% para 16%, em 1º de agosto, já provocou reflexos nas vendas de automóveis "não populares" este mês. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o volume comercializado de automóveis com motor 1.0 caiu 9,1% na primeira quinzena de agosto em relação a igual período de julho, alcançando 30.857 unidades. As vendas de carros médios, "não populares", por outro lado, aumentaram 28% no período, para 12,2 mil unidades. Os dados divulgados baseiam-se no total de veículos emplacados (Renavam). A migração de um segmento de mercado para outro, entretanto, não foi acompanhada do crescimento nos volumes nos primeiros quinze dias do mês (Carla Franco, Agestado, 21 de agosto).

O ranking da Fenabrave
A Fiat liderou as vendas de automóveis e veículos comerciais leves na primeira quinzena do mês, com participação de 27,5% no volume total; seguida pela Volkswagen, com 24,5%; pela General Motors, com 18,9% e pela Ford, com 11,9%. As vendas totais de veículos, incluindo caminhões, ônibus e motocicletas, somaram 87,3 mil unidades nos primeiros quinze dias de agosto, volume 0,62% maior que o registrado no mesmo período de julho, de acordo com a Fenabrave (Carla Franco, Agestado, 21 de agosto).

Mercedes inicia demissões
A DaimlerChrysler do Brasil iniciou as demissões dos 628 trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que devem ser dispensados até o fim de setembro. De acordo com CUT a montadora está convocando os funcionários sujeitos ao corte para aderirem a um programa de incentivos, aberto com o objetivo de reduzir os efeitos das demissões. Um funcionário da fábrica de caminhões e ônibus de São Bernardo informou que cerca de 300 dos 628 trabalhadores passíveis de serem demitidos já foram comunicados sobre as dispensas. Outros 96 trabalhadores da fábrica de Campinas, no interior paulista, estão sujeitos a cortes (Agestado, 21 de agosto).

Carro conceito da GM Brasil no Salão
O Salão do Automóvel de São Paulo, entre 10 e 20 de outubro, mostrará o carro-conceito Journey, da GM, em estréia mundial. O Journey foi desenvolvido por projetistas e engenheiros brasileiros e poderá substituir a Blazer já no ano que vem. Por enquanto, a GM americana só divulgou esboços do modelo, que combina atributos de utilitário-esportivo 4x4 com minivan e espaço para sete pessoas, em três fileiras de bancos (Jornal da Tarde, 20 de agosto).

Estímulo para o carro a álcool
Brasil e Alemanha podem concluir acordo pelo qual a fabricação de carros a álcool no País pode ganhar um incremento de 100 mil veículos e a produção do combustível, de 430 milhões de litros por ano. Pelo acordo, o governo brasileiro dará isenção de IPI na forma de bônus emitidos pela Casa da Moeda para compra de veículos por taxistas, frotistas e locadores. Os bônus, no valor total de R$ 100 milhões, seriam pagos pelo governo alemão com a aquisição de créditos de carbono. O acordo teria a duração de dez anos, tempo de vida útil médio do carro a álcool. Além dos dois governos, estão envolvidos nas discussões a VW, a Anfavea, a Copersucar, a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Gazeta Mercantil, 21 de agosto).

GM pode elevar produção em São Caetano
Embora a GM não confirme, representantes dos empregados da unidade de São Caetano afirmam que a empresa estuda aumento do volume de montagem de veículos e a volta do segundo turno de produção a partir de setembro. O motivo seria o aquecimento das vendas de veículos médios depois da redução do IPI. Os pátios alugados pela empresa em São Caetano para acumular os altos estoques na virada do semestre já estão quase vazios. A empresa também teria fechado dois grandes contratos de exportação, para México e Egito. A GM de São Caetano produz os modelos Corsa Classic, picape Corsa e Astra. Os sindicalistas disseram que a produção do Vectra ficou temporariamente suspensa e deverá voltar com nova motorização. (Diário do Grande ABC).

Vendas aumentam 8,2% nos EUA
As vendas de carros e caminhões nos Estados Unidos cresceram 8,2% em julho, em comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionadas pelo financiamento de juro zero, incentivo do combustível e por uma onda de refinanciamento de casa que liberou dinheiro de milhares de famílias. Com o incremento das vendas, os fabricantes acreditam que a comercialização total de automóveis e caminhões alcancem 17 milhões de unidades este ano, resultado que faria de 2002 o melhor de vendas do seto (AutoZ, 20 de agosto).

Scania 2003 recebe 400 modificações
A partir de outubro, a Scania começa a comercializar sua nova linha de caminhões 2003, cujos caminhões receberam 400 mudanças técnicas e visuais. Desde 1998 os caminhões Scania já receberam 3,5 mil aperfeiçoamentos. Das 400 modificações aplicadas neste ano, 142 foram alterações no chassi, 104 no motor, 83 na cabina, 61 na caixa de câmbio e 34 nos eixos, afirma o diretor. A Scania oferecerá financiamento com taxas reduzidas e prazo de até 60 meses para todos os veículos da linha 2003 adquiridos até o final deste ano (Agência AutoData, 20 de agosto).

Covisint cresce entre montadoras
No Brasil há um ano, o Covisint, maior portal de compras automotivo, está avançando a passos largos. O site já realizou diversas compras para a General Motors e está negociando com a Ford e com a DaimlerChrysler para fazer o mesmo. As três companhias detêm 81% das ações do site e, em conjunto com a Renault e a Nissan, pretendem comprar em 2005 US$ 240 bilhões em pneus, parafusos e uniformes no mundo inteiro, através do Covisint. No ano passado esse total foi de US$ 45 bilhões, dos quais apenas US$ 150 milhões no Brasil (Isto É Dinheiro).

Recall para 78,5 mil Kas
A Ford Motor Co. decidiu convocar 78,5 mil modelos Ka em todo o mundo por causa de uma falha no sistema de freios do veículo. Os carros foram produzidos no primeiro semestre do ano passado. De acordo com a assessoria da segunda maior montadora do mundo, o problema dos carros está na mangueira por onde passa o fluido de freio. (Agestado, 20 de agosto).

Fantasma de Campo Largo em Pinhais
As dificuldades na Renault assustam os moradores de São José dos Pinhais. Este foi o investimento do setor automotivo no Paraná que mais avançou: a montadora francesa ampliou sua presença no Estado implantando mais três unidades, em apenas quatro anos, muito além da proposta inicial. O comércio local perdeu entre 25% e 30% de seu movimento desde julho ou agosto do ano passado. O temor que se espalha em São José dos Pinhais ressuscita o fantasma da Chrysler, que baixou sobre a vizinha Campo Largo. Com 16 mil carros em estoque e prevendo reduzir sua produção diária de 325 para 275 carros, a Renault voltou ontem de um período de férias coletivas que durou uma semana (Valor, 20 de agosto).

Moura venda para Europa e EUA
Pressionada pela queda nas vendas na Argentina, a Acumuladores Moura, maior fabricante de baterias automotivas do país, vai aproveitar a conjuntura do real desvalorizado para realizar um antigo projeto: exportar para a Europa e Estados Unidos. As vendas começam em um ou dois meses. A meta é elevar em quase 50% a receita com exportações em 2003, passando de US$ 4,6 milhões neste ano para US$ 6,7 milhões (Valor, 20 de agosto).

Versão 2003 para a moto preferida
A Honda lançou o modelo 2003 da CG 125 Titan, a motocicleta mais vendida no mercado brasileiro. Houve algumas modificações no painel de instrumentos e o azul metálico tornou-se opção de cor, além do vermelho, prata e verde metálico. De janeiro a julho, o volume comercializado do modelo superou 218 mil unidades, quase 50% de todas as vendas de motos no país. Visualmente, o modelo 2003 recebeu. A moto é equipada com motor de 12,5 cv. O tanque tem capacidade para 13 litros. Os preços em São Paulo são de R$ 3.781,00 a R$ 4.332,00 excluídos o frete, despesas de óleo e seguro (Carla Franco, Agestado, 20 de agosto).

Câmbio atrapalha os importados
"Estamos aguardando um 'boom' nos preços das peças importadas. A situação vai ficar bem complicada para a manutenção de quem tem carro estrangeiro", diz Valter Nishimoto, sócio da oficina Frison. Os primeiros a sentir serão os donos de carros importados de segunda mão. "Os importados usados ficam mais baratos, mas o preço das peças continua alto. Um jogo de pastilhas de freio dianteiras do Golf mexicano, por exemplo, custa R$ 450. Quando o carro valia R$ 35 mil, esse valor era aceitável, mas para a pessoa que compra ele hoje, por R$ 23 mil, fica muito pesado", conta Nishimoto (Diário de São Paulo, 20 de agosto).

Recall da GM pára 720 mil veículos
A GM dos EUA anunciou recall de 720 mil veículos para reparar o funcionamento dos airbags. Parte do recall envolve 570 mil picapes, Silverado, da marca Chevrolet, e Sierra, da GMC, entre outros modelos, todos fabricados entre fevereiro de 1999 e fevereiro do ano passado. A outra parte do recall envolve 150 mil veículos, de 13 modelos, entre carros e minivans, cujos airbags podem não inflar de maneira adequada em caso de acidente. Todos foram fabricados entre maio e junho deste ano (Folha On Line, 19 de agosto).

Renault Midlum circula no Brasil
Jornalistas da revista AutoData flagraram o caminhão médio Renault Midlum nas ruas de Caxias do Sul, RS. Ou seja, o "segredo" da vinda da linha Renault Midlum para o Brasil - pelas vias da Volvo - começa a se tornar público. Os veículos (7,5 a 16 toneladas) deverão chegar aos Brasil no final do ano de 2003 (Agência AutoData, 19 de agosto).

O lançamento mais importante do ano
O Meriva pode ser considerado um dos mais importantes lançamentos do ano. A boa idéia nasceu no Brasil e foi apoiada pela Opel, braço alemão da GM. As duas subsidiárias acabaram por desenvolver em conjunto o modelo derivado do novo Corsa, que não estava previsto nos planos originais. A produção na Europa só começa em janeiro de 2003. O estilo do veículo é marcante, ousado em relação ao Zafira. A frente impõe respeito e sugere dimensões maiores. Transmissão automática virá em breve. Surpreende o comportamento correto em curvas. Apesar do centro de gravidade alto, a carroceria inclina relativamente pouco, passando sensação de segurança. (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de agosto).

O destino do Pólo 1000
A Volkswagen não vai insistir na manutenção da recém-lançada versão 1.000 do Polo, totalmente fora de preço depois do novo IPI, garante fonte desta coluna. Tal desvantagem atinge todos os motores pequenos multiválvulas ou superalimentados. A Parati Turbo, por exemplo, ficou mais cara que a 1.800. A station compacta terá boas alterações estilísticas antes de outubro. Ela muda mais que o Gol (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de agosto).

O pé esquerdo no Fiesta
O Fiesta com compressor parecia ser solução definitiva para motores 1.000. Tanto que versão 1.600 nem é disponível ainda. Isto deve mudar, apesar das qualidades dinâmicas do carro. Excetuando pequena demora de resposta em baixas rotações, o novo Fiesta mostrou impressionante agilidade. Senões: falta apoio para pé esquerdo do motorista e limpador do lado direito descansa para fora do pára-brisa (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de agosto).

A chave de ignição de volta ao painel
A trave de direção na coluna tende a ser dispensada com advento dos modernos imobilizadores eletrônicos de motor. Pode dar impressão de economia vulgar, em modelos básicos, mas ela perdeu função como proteção antifurto. Quem sabe, a chave de ignição possa voltar para o painel dos veículos, numa posição mais ergonômica, ou até ser substituída por simples botões ou cartões magnéticos (Fernando Calmon, Alta Roda, 19 de agosto).

Fábrica de kits para gás natural
A White Martins está formalizando joint venture com ETM, por meio da BRC, para a produção de kits de conversão de motores para gás natural. Uma fábrica será construída em Manaus (US$ 7 milhões, 10 mil kits por ano) e a comercialização deverá ter início em janeiro. O governo isentou do imposto de importação a aquisição de peças e componentes para a montagem de kits na Zona Franca. Atualmente 90% dos kits usados no país são importados da Itália, Alemanha e Argentina (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

O crescimento do gás para veículos
A White Martins acredita que o mercado de kits para conversão de motores para gás natural vai crescer de forma expressiva. No ano que vem poderão ser feitas 200 mil conversões, diante das 145 mil esperadas para 2002. Em 2004 o número esperado é de 240 mil (Gazeta Mercantil, 19 de agosto).

Receita da Marcopolo cresce 40%
A correção cambial das receitas das controladas no exterior mais a exportação de ônibus completos (incluindo chassis) para a Arábia Saudita permitiram à Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), elevar em 40,1% a receita líquida consolidada de janeiro a julho na comparação ao mesmo período do ano passado, para R$ 808,6 milhões. Na controladora, o crescimento foi de 26,5%, para R$ 522,7 milhões (Valor, 16 de agosto).

Aliança automotiva com a China
O Brasil tem planos de desenvolver uma indústria automobilística em conjunto com a China, disse o secretário do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Reginaldo Braga Arcuri. O Brasil quer aproveitar a entrada da China na Organização Mundial do Comércio para combinar as forças das indústrias automobilísticas dos dois países e criar um nicho de mercado. A China já é o maior parceiro asiático do Brasil, com as exportações em 2001 tendo alcançado US$ 1,9 bilhão. O país espera alcançar uma cooperação com a China no setor automobilístico, com a especialização do Brasil em tecnologia de motores e álcool combustível (Agestado, 16 de agosto).

Célula de combustível no Brasil
Reginaldo Arcuri disse que as perspectivas da indústria de álcool combustível vão se intensificar no próximo mês quando o Brasil assinar um acordo de joint venture com a Ballard Power Systems Inc., DaimlerChrysler AG e Ford Motor Co. para produzir o primeiro veículo do mundo que utilizará o álcool (etanol) como célula de combustível, dentro de cinco anos (Agestado, 16 de agosto).

Novos materiais para carros mais leves
A produção de veículos mais leves e mais econômicos é o grande desafio das montadoras. A fase mais intensa de substituição de componentes automotivos por peças plásticas já ocorreu, e o setor agora encontra-se em uma segunda etapa, na qual plásticos de nova geração concorrem com os veteranos com base em critérios como preço, durabilidade e inovação. O alumínio, que também conta pontos nos quesitos de peso e flexibilidade, vem ganhando espaço principalmente nos carros de luxo. Mas as siderúrgicas já reagiram: o projeto ULSAB (Ultra Light Steel Autobody) movimenta 150 pessoas de 33 empresas instaladas em 20 países para provar que os novos aços não deixam nada a dever aos seus concorrentes quando a questão é o peso do veículo. O projeto resultou num protótipo de carroceria de aço de alta resistência pesando 218 quilos, 15% a menos do que o registrado por um veículo do mesmo porte construído com aço tradicional (Agestado, 16 de agosto).

Punto, concorrente do Meriva
A Fiat prepara, na Europa, sua resposta à minivan Meriva, recém lançada pela Chevrolet exclusivamente no Brasil (os europeus só vão conhecer esse modelo no Salão de Paris, em setembro). Trata-se de um monovolume compacto - provisoriamente chamado B-MPV (Multi-Purpose-Vehicle) - baseado no Punto, modelo com o qual vai compartilhar chassi e mecânica. O comprimento total do novo modelo da Fiat, será de aproximadamente 3,90 metros, pouco menor do que a Meriva, que tem 4,04 metros de comprimento (WebMotors, 16 de agosto).

VW baixa preço do Polo
A Volkswagen decidiu baixar o preço do recém-lançado Polo 1.0 16v em 6,97%, nível equivalente à redução do IPI para carros não populares. O novo preço é promocional e vale para o veículo equipado com ar-condicionado.
O preço do carro baixou de R$ 26.336 para R$ 24.500. A promoção é por tempo limitado. Mas o preço do carro com motor 1.0, menos potente, encostou no preço do automóvel, com motor 1.6 que, depois da queda de IPI passou de R$ 29.280 para R$ 26.946. Em breve, os modelos usados estarão mais acessíveis, como conseqüência da redução de IPI nos modelos zero-quilômetro. A previsão é da associação dos revendedores de veículos automotores de São Paulo (Assovesp), que representa os lojistas independentes do Estado de São Paulo (Marli Olmos, Valor, 16 de agosto).

Corte na Mercedes em debate
Trabalhadores e diretores da DaimlerChrysler devem se reunir na próxima semana em busca de soluções para o corte de 724 funcionários anunciado pela empresa no fim de maio. As demissões, programadas para ocorrer até 30 de setembro, fazem parte de um plano de competitividade da montadora. Os funcionários recusaram em assembléia a proposta da montadora de abrir um Programa de Demissões Voluntárias em troca de garantia de estabilidade até maio de 2004. Se não houver entendimento entre empresa e trabalhadores, os cortes vão atingir 628 funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, SP. Outros 96 trabalhadores da unidade de Campinas, SP, também devem ser demitidos (Estadão, 16 de agosto).

Resultado positivo da Randon
A Randon Participações, controladora da Fra-le e Randon Veículos, registrou lucro líquido de R$ 1,391 milhão no primeiro semestre deste ano. O resultado é 86,71% menor que em igual período do ano passado (Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

A indústria do test drive
Campos do Jordão, SP, virou campo de provas de carros nacionais e importados. Moças e rapazes convidam para passeios experimentais, alimentando a indústria do test drive, que cresce em proporções geométricas. Segundo Paulo Kakinoff, gerente executivo de marketing da VW, este tipo de ação tornou-se ferramenta decisória. A perua Dobló passou por 74 mil testes em apenas quatro meses. Hoje 70% dos clientes fazem test drive antes de compras, assegura Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat Automóveis (AB/Gazeta Mercantil, 16 de agosto).

O recall branco da DaimlerChrysler
Após ter pedido a prisão de Ben van Schaik, presidente da DaimlerChrysler do Brasil, acusando-o de "recall branco", o deputado federal Luiz Ribeiro (PSDB) participará de audiência no Ministério da Justiça, em Brasília, em 27 de agosto, para tentar provar suas acusações contra a montadora. Ribeiro diz que apresentará 40 comunicados, em papel timbrado, enviados pela montadora a seus concessionários, comprovando a presença de peças de segurança no que a montadora chama de Ações de Saneamento, mas que, na sua opinião se trata de um "recall branco" (Agência AutoData, 15 de agosto)

GM anuncia o carro sem motor
A General Motors anunciou a criação de um carro sem motor, volante ou pedais. O GM Hy-wire combina propulsão de células de combustível hidrogênio e tecnologia eletrônica ''by-wire''. Veículos semelhantes podem estar disponíveis no mercado em 10 anos. O conceito será exibido no Paris Motor Show em setembro e será o primeiro carro funcional a combinar as duas tecnologias. Tudo que faz o carro se mover, parar e ser dirigido está contido em um chassis em forma de skate com 11 polegadas de espessura. Todos os controles estão contidos em uma unidade simples de operar chamada ''X-drive''. Os motoristas têm a opção de sentar na direita ou na esquerda, além de poderem freiar e acelerar com apenas uma das mãos. (Globonews.com.br, 15 de agosto)

Frete: ação contra a GM
O Ministério Público Federal, MPF, do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil pública contra a General Motors do Brasil, a Associação Nacional dos Transportadores de Veículos, ANTV, o Sindicato Nacional dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos, Sindican, e Luís Moan Yabiku Júnior, diretor de Assuntos Institucionais da GM. Os procuradores da República Lafayete Josué Petter e Waldir Alves pedem que a General Motors altere a forma de contratação das empresas que transportam os automóveis produzidos na fábrica de Gravataí. O Ministério Público quer que a GM seja impedida de contratar somente transportadoras afiliadas à ANTV, o que estaria "causando grandes prejuízos aos consumidores" (Investnews, 15 de agosto).

CSN reajustará produtos em 10%
O diretor da CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, Vasco Dias Junior, disse que a companhia aplicará um reajuste de 10% em todos os seus produtos em setembro. No primeiro semestre deste ano, a média dos preços da companhia cresceu 8%, na comparação com igual período do ano passado. Em fevereiro, a companhia já havia aplicado um aumento entre 8% e 10%. Ele disse que a recuperação dos preços tende a prosseguir nos próximos meses - tanto no mercado interno como externo (Folha Online, 15 de agosto).

Ranking das empresas do ABC
O Diário do Grande ABC apresentará dia 22 de agosto o anuário "Quem É Quem no Grande ABC". A Volkswagen aparece disparada como líder no ano de 2001, com receita líquida de R$ 8,5 bilhões. Em segundo lugar aparece a General Motors, com R$ 6,5 bilhões, seguida da Scania, com R$ 3,5 bilhões. O dado só reforça a importância crucial que a indústria automobilística ainda tem na economia região, mostrando que ainda é a maior fonte de riqueza e de geração de empregos (Gazeta Mercantil, 15 de agosto).

Jazz, carro do ano da AutoExpress
O Honda Jazz conquistou o título de Carro do Ano 2002, concedido pela revista inglesa AutoExpress, com base na escolha de jornalistas especializados e em testes feitos com 100 modelos comercializados na Inglaterra, um dos mercados mais disputados da Europa. O compacto será o segundo automóvel da marca produzido no Brasil a partir de 2003, recebendo o nome de Honda Fit. Na avaliação da revista, o Honda Jazz mereceu o prêmio pelo design e inovação. O modelo possui assoalho plano (AutoZ, 15 de agosto).

Venda recorde na China
A comissão estatal de planejamento e desenvolvimento da China, State Development Planning Commission, anunciou que as vendas de veículos de passageiros no mercado chinês, em julho, bateram o recorde e foram de mais de 100 mil unidades, número de vendas 10,75% superior ao volume de automóveis produzidos no país, 94,9 mil unidades (AutoData, 15 de agosto).

Exportação recorde da Scania
A unidade do Brasil que integra a Scania Latin América vai exportar 700 caminhões para a Europa. As remessas serão feitas entre agosto e dezembro. Maior venda externa para o mercado europeu, representa US$ 30 milhões, cerca de 50% do total das vendas externas previstas para 2002. A empresa exportará também 100 chassis de ônibus para o mercado asiático (Gazeta Mercantil, 15 de agosto).

Outra ação contra a Bridgestone
Uma ação no condado de Riverside, nos arredores de Los Angeles, Califórnia, pretende que a Bridgestone-Firestone recolha 27,5 milhões de pneus Steeltex, o que representaria um desembolso de US$ 2,7 bilhões (Bloomberg News, 15 de agosto)

IPI pode favorecer os usados
As vendas de veículos usados caíram 21,9% nos primeiros sete meses do ano, em relação ao mesmo período de 2001. De acordo com a Associação dos Revendedores de Veículos Automotores de São Paulo (Assovesp), foram comercializadas 328,2 mil unidades, ante 420 mil veículos de janeiro a julho do ano passado. O presidente da entidade, George Chahade, acredita que as mudanças no IPI devem favorecer o segmento de usados. Ele acredita que a queda nos preços dos carros novos, provocada pela redução do imposto, terá um efeito cascata nos preços dos veículos usados (Carla Franco, Agestado, 15 de agosto).

Scania fala em novo aumento
Pressionada pela alta do dólar - que nesta quarta-feira, 14, chegou a R$ 3,20 - a Scania, que aumentou seus preços em 25% em janeiro passado, já cogita em corrigir novamente os valores dos seus caminhões entre 5% até 9%. A informação foi revelada à Agência AutoData nesta quarta feira, pelo diretor geral da montadora, Antonio Flávio Mermejo, durante a apresentação à imprensa da linha Scania 2003, na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Mas, segundo Mermejo, ainda que necessária, a correção de preços não tem data marcada e poderá ficar para depois das eleições presidenciais (AutoData, 14 de agosto).

Trans-Am deixa espaço para a Nova Veículos
Mauri Missaglia não é, mais, concessionário Chevrolet: a passagem da bandeira, que era da Trans-Am, no bairro do Itaim-Bibi, em São Paulo, já foi formalizada. Quem assume a região, agora, é a Nova Veículos, de Mauro Salerno (AutoData, 14 de agosto).

Salão do Automóvel estimula importados
A Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, espera que o Salão Internacional do Automóvel (10 a 20 outubro, Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo) possa estimular as vendas de veículos importados no último trimestre do ano. Segundo o presidente da Abeiva, André Müller Carioba, tradicionalmente o mercado depois do salão é mais aquecido. "Além disso, o carro importado sempre foi um dos principais atrativos do evento." Carioba ressaltou, na última semana, durante encontro com a imprensa, que as empresas importadoras de veículos estão sacrificando margens e operando praticamente com prejuízos na tentativa de manter as vendas diante da alta do dólar (AutoData, 14 de agosto).

Kia Motors tem lucro dobrado
O lucro operacional da Kia Motors Corp. mais do que dobrou no segundo trimestre, depois de um corte de impostos do governo ter ajudado a afiliada da sul-coreana Hyundai Motor Co. a elevar as vendas domésticas de carros com preços mais baratos. A montadora indicou que seu lucro operacional subiu para US$ 155 milhões no segundo trimestre (Gazeta Mercantil, 14 de agosto).

Alto astral da Ford se estende à rede
Com 401 revendas no país, a Ford já abriu 49 lojas este ano e planeja outras 24 unidades até dezembro. O programa de expansão da rede pode levar a montadora a elevar dos atuais 10,6% para 15% sua participação de mercado nos próximos três anos (Gazeta Mercantil, 14 de agosto).

Ford inova com o jipe Amazon - 1
Amazon foi o nome usado pela Ford para identificar o projeto de seu utilitário-esportivo começa a ser comercializado no país provavelmente até dezembro deste ano. O fato de lançar um jipe chega a ser uma surpresa para o mercado, pois muitos esperavam um monovolume compacto parecido com o Fusion, recém-lançado no mercado europeu, que viria para brigar com o Meriva, Honda Fit e o Citroën C3. Pela primeira vez o consumidor terá acesso a um jipe pequeno, confortável para o uso na cidade, com preço acessível e opção de motor 1.0 (Glauco Lucena, Diário de São Paulo, 14 de agosto).

Ford inova com o jipe Amazon - 2
Sim, a montadora vai colocar na versão básica do Amazon o novo 1.0 Supercharger de 95 cavalos que equipa o Fiesta. Por isso, é possível esperar um preço próximo de R$ 30 mil para a versão de entrada - o Fiesta com esse motor custa R$ 24,5 mil. O Amazon terá também motor Zetec 2.0 de 130 cv. Outros dois motores equiparão o 4x4, mas só para exportação: o Rocam 1.6 para o mercado argentino e um turbodiesel para os Estados Unidos. Por sinal, o Amazon foi projetado em conjunto com a engenharia da Ford norte-americana. Lá, onde é apelidado de Baby-Explorer, será lançado em janeiro, durante o Salão de Detroit (Glauco Lucena, Diário de São Paulo, 14 de agosto).

GM tem novo centro de pesquisa
A General Motors inaugurou novo centro de pesquisa e desenvolvimento de células de combustível em Nova York. A montadora pretende iniciar a produção em série de seu primeiro modelo movido a hidrogênio em 2008 (Diário de São Paulo, 14 de agosto).

Mais um empurrão nos importados
A redução do IPI para os carros com motorização de até 2 litros aumentou ainda mais o fosso que separa os modelos nacionais dos importados, esses últimos em sua maioria equipados com propulsores maiores. Enquanto as novas tabelas de quase todos os carros feitos aqui mostram preços menores aos que vinham sendo anunciados mês passado, os que vêm de fora seguem praticamente sem mudanças. Dos 34 veículos de passeio feitos atualmente no Brasil - picapes e comerciais leves não tiveram mudança de IPI -, somente três modelos não foram contemplados com a medida e mantiveram os preços de tabela: Vectra 2.2, Blazer e Marea (Eduardo Cerioni, Jornal da Tarde, 14 de agosto).

As pedras no caminho da PSA
O segundo ano de operações industriais do grupo PSA no Brasil tem sido bastante tumultuado. O pior, lembra o presidente Pierre Michel Fauconnier, foi a recente greve dos fiscais da Receita Federal, a falta de peças e a venda de 2 mil a 3 mil carros a menos neste ano. O dólar ainda castiga a companhia, cuja produção de modelos mais sofisticados, como o Citroën Picasso, depende de componentes importados. A empresa se viu obrigada a absorver parte da redução do IPI para compensar a pressão de custos. O melhor efeito da redução do imposto será sentido no próximo ano, quando o grupo começará a fabricar o modelo compacto Citroën C3 (Marli Olmos, Valor, 14 de agosto).

Versatilidade do Meriva custa caro
O Meriva chega no final do mês com preço a partir de R$ 28,2 mil. Mas é na cara versão que traz o pacote Luxo que o modelo se mostra muito mais versátil que os concorrentes. Por R$ 7,4 mil para o modelo de motor 1.8 oito-válvulas e R$ 8,2 mil para o 16V, esse pacote traz 30 itens diferenciados de acabamento e conforto, entre eles o inédito e prático banco traseiro com o sistema FlexSpace. Não há oferta de bolsas infláveis ou sistema antitravamento dos freios (ABS), previstos para o final do ano. Na versão básica o Meriva traz de série banco traseiro bipartido, que pode ser dobrado e rebatido até o assoalho, ampliando a capacidade de carga de 292 para 1.380 litros. Há lugar para cinco pessoas com relativo conforto, pois o túnel central é baixo (Jornal da Tarde, 14 de agosto).

Ford apresenta Fiesta 3 portas
A Ford européia apresentou a versão de três portas do novo Fiesta, com sutis diferenças na curva da carroceria que o fazem parecer menor e com aspecto mais esportivo em relação ao de cinco portas, embora a novidade preserve as dimensões do hatchback - exceto no teto, que teve a altura no banco de trás diminuída em 8 mm, e o tamanho das portas, que são maiores (Jornal da Tarde, 14 de agosto).

Além do IPI, juros precisam cair
A redução do IPI para veículos poderia fazer aumentar as vendas entre 3% e 5% se o quadro macroeconômico fosse de estabilidade. Mas diante da turbulência no mercado é difícil prever o tamanho do impacto das novas alíquotas nas vendas de automóveis. A avaliação é do presidente da Ford do Brasil, Antônio Maciel Neto. "A redução do IPI é importante, é muito bem-vinda", disse ele. "Mas taxa de juros também é importante", completou, lembrando que 70% das vendas são feitas com financiamento (Valor Econômico, 13 de agosto).

Fila de espera para superluxuosos
Enquanto as montadoras anunciavam preços mais baixos por conta da queda do IPI, a Volvo Car soltou sua tabela, com 4% de aumento. Reflexo da alta do dólar, o novo preço não afugentou o seleto grupo de consumidores de alto luxo, que compram 7 mil carros por ano, menos de 0,5% do mercado brasileiro. Esse segmento, que só tem modelos importados, vive num mundo diferente daquele que na semana passada mostrou as desesperadas ações de marketing dos fabricantes locais para tentar desovar estoques. Somente a Volvo tem uma lista de espera com 200 clientes - 140 só em São Paulo - para um carro que vai lançar no primeiro trimestre de 2003 a preços entre R$ 200 mil e R$ 240 mil (Marli Olmos, Valor Econômico, 13 de agosto).

Carro para escapar do corralito
O primeiro é a decisão do ministro da Economia, Roberto Lavagna, Para o mercado de automóveis, que registra quedas históricas nas vendas neste ano, a novidade na Argentina foi o anúncio do ministro da Economia, Roberto Lavagna, de permitir a venda de automóveis zero quilômetro com bônus em dólares de dez anos de prazo para aqueles que têm dinheiro preso no corralito. A medida valerá por 60 dias, mas ainda gera dúvidas entre as montadoras. Os fabricantes não são tão otimistas quanto o ministro que estima um salto dos atuais cinco mil carros para 16 mil carros vendidos. O presidente da Adefa (a Anfavea daqui), Luis Ureta Saenz Peña, considera que já seria "muito bom" se as vendas no ano atingissem 12 mil veículos (13 de agosto

Países e montadoras no ranking dos maiores
Quais são as cem maiores economias do mundo? A resposta a esta pergunta indica que 29 das cem maiores economias não são países, mas empresas multinacionais. De acordo com estudo publicado em Genebra, pela Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad, da sigla em inglês), a General Motors, por exemplo, é maior do que a economia do Peru e a da Ford supera a Nigéria. As economias do Uruguai e da Guatemala, juntas, são equivalente à Toyota, enquanto Cuba e a Volkswagen são praticamente do mesmo tamanho. Os Estados Unidos ocupam a primeira colocação entre as maiores economias do mundo, com US$ 9,810 trilhões, seguidos pelo Japão (US$ 4,765 trilhões) e Alemanha (US$ 1,866 trilhão). O Brasil está na 9ª posição, com uma economia cujo valor adicionado era de US$ 595 bilhões em 2000, seguido pelo México, com US$ 575 bilhões (Jornal da Tarde, 13 de agosto).

Só Internet no atacado da Fiat
Hoje 100% das vendas feitas pela Fiat para as concessionárias se dá através da Internet. Para isso, a montadora fechou contrato com a Embratel no valor de R$ 5,6 milhões anuais, estabelecendo uma infra-estrutura de comunicação entre concessionária e fábrica baseada na Internet (13 de agosto).

Montadoras querem 80% de nacionalização
Na busca pela redução dos custos e menor exposição às variações cambiais, as montadoras instaladas no Brasil estão apostando na ampliação do número de componentes nacionais utilizados nos novos modelos. Toyota, Renault e Peugeot querem chegar a 80% de nacionalização em médio prazo. Segundo a Toyota, o modelo Corolla tinha em 2001 apenas 60% dos componentes nacionalizados. O índice já se elevou para a marca dos 70%. Até o ano passado os componentes nacionais da Renault não passavam de 60% do total e hoje representam 73% do modelo. O Peugeot 206 1.0 chegou aos 70% esse ano, contra 60% em 2001. Para a Toyota, é difícil dizer quais componentes importados foram substituídos por nacionais porque o projeto do novo modelo é completamente diferente (DCI, 12 de agosto).

O etanol na China e na Ìndia
A tecnologia do carro a álcool e o programa brasileiro do álcool serão apresentados esta semana na Índia e China por empresários brasileiros que vão integrar a comitiva do secretário de desenvolvimento da produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Reginaldo Arcuri. Dois estados indianos estão utilizando até 5% de álcool misturado à gasolina e ao diesel. No país, o objetivo do governo brasileiro é acertar termos relativos a um memorando de entendimento sobre etanol. Na China, a intenção é elaborar um cronograma para implantação de um acordo de livre comércio. Um acordo automotivo com os chineses também faz parte da pauta. Em ambos países será promovido seminário sobre o etanol. (Gazeta Mercantil, 12 de agosto).

Argentina: só 66 mil carros neste ano
A recessão de quatro anos levou a indústria automotiva argentina a um retrocesso nas vendas. Na Associação de Fabricantes de Automóveis (Adefa) calcula-se que as vendas do setor no segundo semestre serão de apenas 20 mil unidades. Desde o início do ano foram comercializados 66.532 veículos no país (Estadão, 12 de agosto).

Fiat lança novo website
A Fiat lança hoje seu novo website como parte da estratégia da empresa para incrementar os negócios pela Internet. Foram dois meses de trabalho e R$ 15 milhões de investimentos, com mais de 80 pessoas da companhia envolvidas no projeto. Outros 28 empregados da BHTech dedicam-se à tarefa (Gazeta Mercantil, 12 de agosto).

Manutenção de veículos via Internet
A capa do caderno de Informática do Estadão, na segunda-feira, 12 de agosto, dedica artigo de Cibele Gandolpho e Katia Arima à contribuição da web na manutenção de veículos. Para elas, o tradicional mecânico de confiança, com pequena oficina e talento para pegar defeitos de ouvido, está com os dias contados. Mesmo em pequenas oficinas já é comum o emprego de diagnóstico eletrônico de veículos. O caderno de Informática analisa os sistemas de diagnose local da Audi e BMW e destaca o serviço via web da Fiat (Estadão, 12 de agosto).

Fiat examina carro via web
A conexão, feita pela porta USB de um micro, a partir de uma concessionária, permite aos engenheiros da Fiat Automóveis, remotamente, avaliar os defeitos de um veículo. A novidade é fruto de parceria da Fiat Automóveis com a Actia do Brasil, que desenvolveu o programa Inteligent Diagnostic Software Interpretator. O conector é colocado em apenas um ponto do carro, que dá acesso a todos os sistemas do veículo, como motor, freios ABS, quadro de instrumentos, ar condicionado, air bags, controle de vidros elétricos (Estadão, 12 de agosto).

O efeito do IPI no mercado - 1
Quem ganha e quem perde com o novo IPI? Em princípio, VW e GM por terem maior número de opções na faixa 1.000 a 2.000 cm3. A Fiat possui uma unidade moderna de apenas 1.250 cm3 e a Ford pára no 1.600. Os italianos podem voltar com o antigo 1.500 nos Palios ou apressar, além do novo Stilo, a adaptação dos motores de origem GM. Propulsores importados, no atual nível do dólar, tornaram-se quase proibitivos e até a Citroën deve lançar um 1.600 no Picasso. Renault e Peugeot estão bem servidas. O Honda Fit, em abril de 2003, ficará mais competitivo pois só terá motor 1.400 (Fernando Calmon, Alta Roda, 12 de agosto).

O efeito do IPI no mercado - 2
Versões 1.000 com 16 válvulas, compressor ou turbocompressor perderão grande parte da atratividade do preço e tendem a ofertas de nicho. Os motores pequenos ficarão nas convencionais 8-válvulas e, de médio a longo prazo, devem responder por 40% das vendas totais (70%, hoje). Motores gasalc chegarão logo, já no final do ano com modelos da VW, subindo rapidamente a proporção de combustível alternativo (4,5% do total, em julho). Exportações também se beneficiarão com aumento da escala de produção. No final, parece ser mesmo um jogo de ganha-ganha, até na arrecadação final de impostos do governo (Fernando Calmon, Alta Roda, 12 de agosto).

Aditivada para quem quiser
Gasolina aditivada ainda não é unanimidade. Fiat, na contramão das demais, continua recomendando gasolina comum, ao contrário do informado pelo representante da Anfavea em seminários. Fábrica ressalva, porém, que se trata mais de decisão econômica. Quem quiser, pode usar aditivada (Fernando Calmon, Alta Roda, 12 de agosto).

Os automóveis de São Paulo
Está sendo comercializado pelo autor e pela Livraria Cultura o livro Automóveis de São Paulo, recheado de poesias sobre a história paulista, vista por intermétido dos meios de transporte. A publicação, de 203 páginas, ilustrada com fotos raras de carros em locais marcantes, custa R$ 47,50. O telefone do autor é 11 6952-7063 (Estadão, 11 de agosto).

Desaparece o carro 1.6
A redução da alíquota do IPI, na semana passada, diminuiu a diferença de preços de tabela entre os carros 1.0 mais luxuosos e seus similares de motorização maior. Isso significaria, a princípio, uma corrida aos carros 1.6. Mas eles simplesmente não são encontrados. Embora as montadoras reivindicassem mudanças no IPI há dois anos, quase todas foram pegas de surpresa. Se ainda há dúvidas sobre a manutenção de bônus ou oferta de descontos, as tabelas já sinalizam para profundas mudanças na disputa das cilindradas - embora a tabela só sirva de referência, longe da realidade das lojas. O que as tabelas indicam é que vários carros 1.3, 1.6 e até 1.8 ganharam condições de disputar com os 1.0 mais potentes e completos (Jornal da Tarde, 9 de agosto).

Carro a álcool tem espera
As montadoras e as concessionárias estão esperando uma explosão na venda de carros a álcool nos próximos meses. O principal motivo é que o automóvel a álcool vai ficar mais barato do que o similar a gasolina. E o responsável é a redução na alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Quem quiser comprar um carro a álcool tem de esperar cerca de 40 dias, porque as concessionárias não têm estoque e as montadoras demoram para entregar. "Quem vai até uma concessionária com o objetivo de comprar um carro a álcool não troca por um movido a gasolina. Eles preferem esperar até que a montadora entregue", diz o consultor de vendas Jack Tamman, da Fiat Amazonas, de São Paulo (Jornal da Tarde, 9 de agosto).

GM quer menos populares e mais exportação
A GM quer ter uma cara nova no mercado brasileiro, segundo o seu presidente, Walter Wieland, e pretende tornar-se uma grande base de exportação. A empresa tem como objetivo reduzir a participação dos modelos populares a menos da metade de sua produção. Hoje está em 65% do mix de produtos. Em dois anos 35% da produção local poderá ser exportada, diante dos 25% atuais. No plano externo o maior mercado da GM do Br