
FEVEREIRO/2002
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A
crise no setor de distribuição de veículos
- 1
Letícia
Costa, presidente da Booz-Allen Hamilton do Brasil, disse à revista
Abrac que é inevitável uma reestruturação
das concessionárias brasileiras. "Tudo mudou, menos a distribuição.
Por múltiplos motivos os concessionários vão ter
de mudar". Ele lembra que o mercado de caminhões já
fez uma consolidação das concessionárias, reduzindo
o número de grupos sem alterar o número de pontos-de-venda.
A
crise no setor de distribuição de veículos - 2
A tendência é que as redes de automóveis passem por
processo de enxugamento semelhante ao verificado nos caminhões.
A movimentação vai depender muito mais das montadoras. A
Fiat, por exemplo, sempre teve menor número de grupos atuando na
distribuição que a GM. Um caminho podem ser as parcerias.
Não precisa, por exemplo, ter uma oficina em cada ponto-de-venda.
A
crise no setor de distribuição de veículos - 3
Para Letícia o processo de enxugamento que já se verifica
na distribuição só não é mais rápido
por causa da Lei Renato Ferrari (que regulamenta a relação
entre montadora e distribuidor). "É um enxugamento por morte
lenta. E quem está morrendo vai estragando os demais.
A
crise no setor de distribuição de veículos - 4
Letícia Costa afirma que as novas marcas estão com o nível
de serviço bem razoável. Adotaram modelo de atuação
diferente, mais eficiente do que o das antigas. Para ela, no geral, o
importante é investir forte no pós-venda e trabalhar muito
a parte de F&I (financiamento e seguro), sem descuidar do negócio
de novos.
Fiat
do Brasil eleva a receita em 10%
A Fiat do Brasil faturou R$ 10,8 bilhões em 2001, 10% mais do que
em 2000. É menos do que projetava o presidente da holding do grupo
Fiat no país, o italiano Roberto Vedovato. Ele não revela
o tamanho do lucro, que ainda será consolidado no balanço
da Fiat S.p.A. a holding mundial. Mas diz que o lucro também foi
maior do que o de 2000. Só a divisão Fiat Automóveis,
que responde por cerca de 70% dos negócios do grupo no Brasil,
registrou um lucro de R$ 233,8 milhões em 2000 (Valor Econômico,
26 de fevereiro).
Wiedemann
revela estratégias da VW Caminhões
A única fábrica da Volkswagen que produz caminhões
e ônibus em todo o mundo, em Resende, RJ, abastecerá todos
os países que têm mercados com "cara de Brasil".
Este é o motivo da companhia investir R$ 1 bilhão nos próximos
cinco anos, revelou o presidente mundial da divisão de veículos
comercias da montadora, Bernd Wiedemann. Daqui a três anos, a Volks
começará a produzir caminhões com direção
do lado direito para poder entrar também na Austrália, Índia
e África do Sul. A montadora não produzirá caminhões
e ônibus em outra parte do mundo. A Volks também não
vai concorrer com caminhões e ônibus no Primeiro Mundo, contrariando
a expectativa do mercado mundial pelo fato de a Volks ter adquirido ações
da sueca Scania. As duas montadoras não vão compartilhar
projetos industriais porque seus produtos são diferentes (Valor
Econômico, 25 de fevereiro).
Fiesta
pode não ser o nome
Surgiram dúvidas na Ford sobre conveniência de manter nome
Fiesta no lançamento do novo modelo da fábrica de Camaçari,
BA. A decisão estava tomada, mas pode haver mudança até
o lançamento em maio. Depois do hatch chega pequeno utilitário-esporte
(sem tração 4x4), em 2003, com exportação
assegurada para Venezuela, México e até EUA (Coluna Alta
Roda, Fernando Calmon, 20 de fevereiro).
Investimentos
em oficinas independentes
A rede de oficinas independentes, em forte concorrência às
concessionárias, crescerá bastante. A Bosch, maior fabricante
não-sistemista de autopeças, transformará postos
de serviços em oficinas generalistas, atendendo várias marcas.
Empresa aliou-se a outros produtores para oferecer manutenção
fora de sua especialidade. Rede Car Service terá 1.500 pontos até
2004 em todo o País. Mais briga, melhores preços... (Coluna
Alta Roda, Fernando Calmon, 20 de fevereiro).
Podem
nascer os populares Hyundai e Nissan
A
DaimlerChrysler deve anunciar em março acordo de operação
conjunta com a Hyundai para produzir em Juiz de fora um automóvel
pequeno que será lançado em junho na Coréia. No mercado
brasileiro ele deve ter motor 1.0 ou 1.4 litro e ter preço entre
R$ 15 mil e R$ 28 mil. A nacionalização ocorrerá
gradualmente. Por outro lado, Carlos Ghosn, presidente mundial da Nissan,
disse que o terceiro produto da marca a sair da fábrica brasileira
poderá ser um popular. A Nissan inaugurou em dezembro fábrica
conjunta com a Renault no Paraná para colocar em produção,
em maio, a picape Frontier. Em 2003 está prevista a fabricação
do utilitário esportivo Xterra (Estadão, 23 de fevereiro).
Crédito
fácil alimenta venda das montadoras
Crédito longo, com a oferta de prazos longos de pagamento, valor
de entrada reduzido e menor rigor na liberação de pagamento.
Esta é o motor do comércio de automóveis no país.
O crédito é responsável por 75% das vendas, mesmo
com juros na casa dos 25% a 28% ao ano. Nos Estados Unidos, com taxas
anuais de 8%, não se fecham negócios a vista (Cleide Silva,
Estadão, 24 de fevereiro).
Bosch
reforça a atuação em aftermarket
Luciano Reis, diretor executivo da Bosch, anunciou que a previsão
do grupo é investir este ano R$ 100 milhões em equipamentos
e novas tecnologias. Um quarto deste valor será destinado ao mercado
de reposição, que representou 28% do faturamento total do
grupo no Brasil (R$ 1,8 bilhão) e deverá crescer dois pontos
percentuais em 2002 (Gazeta Mercantil, 21 de fevereiro).
Demel
é contra perdão das multas
Herbert
Demel, presidente da VW, é contra a suspensão da cobrança
do Imposto de Importação integral para as montadoras que
ultrapassaram o limite de importação de veículos
da Argentina no ano passado. O governo acenou com a possibilidade de perdoar
essa cobrança aceitando o argumento das próprias montadoras
de que o mercado no país vizinho caiu drasticamente. "Isso
está errado", argumenta Demel. Segundo ele, a decisão
não leva em conta as empresas que seguiram as regras fixadas pelo
regime automotivo do Mercosul. A Volkswagen tem duas fábricas na
Argentina. "Uma que vai muito bem e outra que vai mal", lembra.
A que vai muito bem é a de transmissões, que já exporta
para México e para a fábrica brasileira instalada no Paraná.
Vai, ainda, abastecer a linha do Polo, em São Paulo (Valor Econômico,
21 de fevereiro).
VW
ganha incentivos no Rio de Janeiro
A VW poderá financiar até 60% do ICMS gerado com o investimento
de R$ 1 bilhão que fará em sua fábrica de Resende
(RJ) nos próximos cinco anos em tecnologia. O anúncio oficial
dos planos da empresa alemã para o Brasil foi feito pelo governador
do Rio, Anthony Garotinho, e pelo presidente mundial da Volkswagen Veículos
Comerciais, Bernd Wiedemann. O acordo de incentivo fiscal prevê
nove anos de carência e período igual de amortização
com juros de 6% ao ano, sem qualquer outro índice de correção.
A companhia alemã contará ainda com incentivo fiscal na
importação de máquinas e equipamentos através
do porto do Rio de Janeiro. Está em estudo a redução
da alíquota média de 18% para até 7%. (Valor Econômico,
21 de fevereiro).
Real
ABN Amro compra portal WebMotors
"Fizemos a aquisição para sempre. Não se trata
de um investimento financeiro" - disse Marcos Matioli, diretor executivo
do Real ABN Amro, após anunciar a compra do portal WebMotors. Os
fundadores Sylvio Alves de Barros Neto, Helder Siqueira e Danton Velloso
continuarão à frente do empreendimento Entre os recursos
disponíveis no portal estão a compra e venda de carros,
peças e acessórios, consórcios, seguros, financiamentos,
serviços e notícias (Estadão, 20 de fevereiro).
O
recorde da Volvo com Júlio Simões
O empresário Júlio Simões, 74 anos, proprietário
da Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda., realizou
a maior compra de caminhões Volvo desde a instalação
da montadora no Brasil, há duas décadas e meia. A transação,
de R$ 20 milhões (20% com recursos próprios e o restante
Finame), envolve cem cavalos-mecânicos e carretas Randon, elevando
para 800 caminhões a frota de caminhões da empresa. Júlio
Simões desembarcou em Santos, há 50 anos, vindo de Portugal,
e iniciou sua trajetória no setor no volante de um Ford Big Job
F8 em 1951 (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 19 de fevereiro).

Gianni Coda |
A
trajetória ascendente de Coda
Gianni Coda, superintendente da Fiat Automóveis, segue o curso
de outros dirigentes de multinacionais do setor automotivo promovidos
depois de passar pelo Brasil. O caso mais recente é o do atual
presidente mundial da General Motors, Richard Wagoner, que foi presidente
e diretor financeiro da subsidiária brasileira da GM. Um italiano
que não gosta de queijo, Coda é defensor do livre comércio
e do fortalecimento do Mercosul. Ele deverá deixar o Brasil
antes de a indústria automobilística encerrar a polêmica
em torno do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis.
Foi na sua gestão que a Fiat deu o salto de passar à
frente da Volkswagen, tornando-se a líder do mercado de automóveis
e comerciais leves no ano passado. Também foi Coda que renovou
a família Palio (Marli Olmos, Valor Econômico, 19 de
fevereiro). |
Lucro
recorde da Kia Motors
A Kia Motors (27% do mercado da Coréia do Sul) anunciou lucro líquido
recorde de US$ 421,4 milhões em 2001, 67% superior ao de 2000.
No ano passado, as vendas foram 14% maiores, alcançando US$ 9,4
bilhões. O número de carros comercializados pela segunda
maior montadora da Coréia do Sul foi 902.409. As ações
da Kia Motors fecharam em alta de 6,93%. Foi o melhor resultado alcançado
pela Kia Motors. Os ganhos da Kia seguem a tendência dos resultados
obtidos pela Hyundai Motor, que teve lucro líquido crescendo 75%.
Apesar do desaquecimento econômico, a indústria automobilística
da Coréia do Sul cresceu por conta da demanda doméstica.
Para 2002, os analistas projetam outro ano de ganhos.
Começa
a produção de motores na PSA
Jean-Martin Folz, presidente mundial da PSA Peugeot Citroën, anunciará
em 7 de março o início de produção da primeira
fábrica de motores do grupo no país, em Porto Real (RJ).
A unidade recebeu investimentos de R$ 50 milhões e produzirá
os motores 1.6 e 16V de última geração, que equiparão
os modelos fabricados pelo grupo no Mercosul.
Todos
de olho na distribuição - 1
Há ainda um setor para atacar:
o da distribuição e comercialização de peças
para o mercado de reposição, uma terra de ninguém
que negocia direto com o consumidor final, que questiona preços
mas que não pressiona como a área e compras de uma montadora.
Estas, aliás, sabem que reposição é um bom
negócio e afinaram seus acertos com as redes de concessionárias
para trazer de volta aquele consumidor que fugira assustado com os preços
altos (Fred Carvalho, Revista AutoData de fevereiro).
Todos
de olho na distribuição - 2
Segundo o Sindipeças o setor de autopeças fatura por ano
algo em torno de R$ 22 bilhões. A reposição está
estimada em torno de 18% a 20% deste total, cerca de R$ 4,5 bilhões.
É um valor considerável tanto na geração de
impostos como de empregos. Mas entendemos que ainda não temos na
Andap toda a representatividade que gostaríamos de ter. Estamos
realizando trabalho para mostrar que não representamos somente
os atacadistas de peças, mas todo o setor (Pedro Molina, presidente
da Andap, em entrevista a AutoData de fevereiro).
ZF
sobe no ranking de fornecedores
Com a compra da Sachs, a ZF torna-se o terceiro maior grupo fornecedor
da indústria automobilística na Alemanha e o décimo-quinto
maior do mundo. Os negócios estão concentrados em quatro
divisões de negócios: powertrain, chassis, metal-borracha
e mercado de reposição (AutoData, fevereiro).
Pólo
tem lançamento previsto para abril
Na Volkswagen, o Polo está em produção desde 1º
de fevereiro com lançamento previsto para abril. Até 2003,
com ajuda de 300 robôs, a automatização de processos
atingirá 60% contra 20% atualmente. A fábrica está
testando motor de 1 litro, mas não decidiu se vai utilizá-lo
além dos de 1,6 e 2 litros. (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda,
13 de fevereiro).
Corsa
sedã fica; o novo chega em março
O sedã atual, graças às exportações,
é único modelo do Corsa que deverá conviver ainda
uns tempos com nova linha Corsa, à venda em um mês. Celta
toma logo lugar da versão hatch de três portas. Lançado
o Celta cinco-portas, em meados do ano, saem de linha o antigo hatch de
cinco portas e station wagon. Esta será substituída pelo
inédito monovolume totalmente desenvolvido no Brasil (Fernando
Calmon, Coluna Alta Roda, 13 de fevereiro).
As
alternativas para a navegação de bordo
Navegação de bordo revela outro campo importante. Neste
aspecto o Brasil está bem atrasado. Na Europa, EUA e Japão,
a navegação por satélite com ajuda de bússola
eletrônica e mapas digitalizados em CD-ROM tornou-se realidade.
Ainda é caro, em torno de R$ 5.000,00. A Delphi enxerga outra solução
para o país, pois digitalização e atualização
de ruas e estradas custam bastante. A idéia é utilizar computador
de bolso, telefone celular e modem para acesso por Internet de alta velocidade
a uma central de armazenamento de mapas, além de uma antena para
localização estática por satélite (Fernando
Calmon, Coluna Alta Roda, 13 de fevereiro).
GM
investe mais US$ 1 bilhão em veículos
A General Motors vai investir US$ 1 bilhão de 2002 a 2004. A maior
parte do dinheiro será usada em novos produtos, provavelmente os
veículos que vão substituir os carros médios e luxuosos,
como Astra e Vectra. Para os consumidores de modelos mais simples, a empresa
vai lançar quatro tipos diferentes de veículos este ano
- três versões do novo Corsa e mais uma do Celta (Valor Econômico,
15 de fevereiro).
Bons
ventos no mercado norte-americano
O ano terminou bem melhor do que as expectativas nas vendas de veículos
nos Estados Unidos. Com um total de 17,18 milhões de unidades comercializadas,
o ano passado só perde para 2000, quando foi batido o recorde de
vendas com 17,4 milhões de unidades (AutoData de fevereiro).
Centrais
de compras para melhor desempenho
Os conglomerados automobilísticos esperam melhorar sua rentabilidade
por meio de centrais de compra, como a Covisint, que reúne GM,
Ford, DC, Renault-Nissan e Peugeot-Citroën numa grande rede mundial
pela Internet com os fornecedores. As chamadas Três Grandes norte-americanas
também estão unindo forças para desenvolver uma plataforma
em comum de análises de crédito que permitirá diminuição
de riscos e, especialmente, agilizará a aprovação
de financiamentos ao consumidor (Coluna Alta Roda, Fernando Calmon, 6
de fevereiro).
Mais
um passo para a inspeção veicular
A Inspeção Técnica Veicular (ITV) pode ser anunciada
pelo Governo Federal a qualquer momento. Na realidade sairá apenas
a regulamentação a ser seguida pelos Estados. No Paraná
o processo está mais adiantado, embora congelado. Só em
2003, após resultado das concorrências, se concluirão
estações de ITV. Programa sofreu atraso de "meros"
oito anos (Coluna Alta Roda, Fernando Calmon, 6 de fevereiro).

|
Para
compensar a bateria sem carga
Como movimentar veículos em pátios de oficinas e concessionárias
quando a bateria pifou? A Ferrari bolou um sistema prático
para dar a partida em veículos com baterias de 12 V descarregadas
ou em pane, com acumulador de tensão lacrado. Fácil
de transportar, é adequado principalmente no inverno, quando
as baterias se descarregam com maior freqüência.O fabricante
assegura que o aparelho já foi aprovado e usado pela Renault,
Toyota, Porto Seguro, Senai, GM, Volks e concessionárias de
todo o país. O recarregamento do aparelho é feito por
meio de fonte ligada à tomada ou cabo conectado na saída
do acendedor do veículo, com o motor em funcionamento. Completam
o sistema uma lâmpada de 6W, compressor de ar e voltímetro.
Informações: Carlos Guazzelli, tel. 11 3871-3699, ramal
143, ou guazeliferrari@bol.com.br. |

VW-Robos-Solda-Pólo |
Anchieta,
renovada, abre linha do Pólo
A Volkswagen inaugura hoje, 13 de fevereiro, com a presença
de fornecedores, a linha de produção do Pólo,
em São Bernardo do Campo, depois de investir R$ 2 bilhões
na renovação da fábrica Anchieta. Para a cerimônia
a montadora aproveitou a visita do chanceler da Alemanha Gerhard Schröder,
acompanhado pelo presidente mundial da Volkswagen, Ferdinand Piëch,
que está prestes a ser substituído por Bernd Pischetsrieder.
A companhia, que no Brasil obteve lucro de US$ 500 milhões
em 2001, lançará o novo Pólo este ano. Em São
Bernardo a montadora tem cerca de 15 mil empregados. Os outros 11
mil estão em Taubaté (SP), Resende (RJ), São
Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). O mercado brasileiro
representa 9,5% dos negócios do grupo, atrás do europeu
e do norte-americano. A montadora faturou R$ 10,2 bilhões em
2001. Segundo informações dos trabalhadores, o Polo
está sendo produzido a um ritmo de oito unidades por dia, em
fase experimental. No mercado comenta-se que o modelo não poderá
chegar muito depois do projeto Amazon, da Ford, confirmado para maio.
No setor de armação de carrocerias, o número
de robôs aumentou de 50 para 300, o que garante automação
de 60%. A linha de pintura também foi automatizada (Valor Econômico). |
Metade
dos autos 2002 em recall
50 mil automóveis da VW, Fiat, GM e Ford fabricados este ano podem
apresentar defeito no sistema de freios fornecido pela multinacional alemã
Continental Tevês, do grupo Continental, que também produz
pneus. A GM levou o maior prejuízo, com 23.854 automóveis.
A Volks anunciou que 11 mil dos 37 mil veículos produzidos entre
janeiro e a primeira semana de fevereiro estão envolvidos no recall.
Fiat e Ford não informaram o número exato. O problema está
na pinça dos freios a disco. Em algumas peças o processo
de cromação dos pistões pode levar à formação
de bolhas de gás e contaminar os circuitos hidráulicos dos
freios. Uma freada que deveria parar o veículo em 100 metros pode
exigir pelo menos mais 30 metros. O recall gigante envolve Gol, Parati,
Saveiro, Santana e Kombi, da Volks; Celta, Corsa, Vectra, Zafira e Astra,
da GM; Ka, Fiesta e Courier, da Ford; e Uno, Fiorino, Palio Young, Palio
Restyling, Palio Weekend, Siena, Strada e Dobló, da Fiat, fabricados
em 2002 (Valor Econômico, 13 de fevereiro).
Vendem-se
concessionárias de veículos
Hugo Maia, presidente da Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias
de veículos, calcula que há duzentas lojas à venda
no país. No segmento, quem não consegue se manter busca
parcerias ou vende a concessão, uma vez que é difícil
fechar as portas por conta do contrato com a montadora (Estadão,
10 de fevereiro).
Acordo
automotivo volta à pauta
Começaram
em Buenos Aires, dia 6 de fevereiro, as negociações para
flexibilizar as regras no comércio automotivo entre Brasil e Argentina.
O país vizinho propõe que as montadoras de cada lado exportem
até três vezes mais do que importam sem aplicação
de sanções. A decisão teria o efeito paralelo de
elevar as vendas de autopeças brasileiras para a Argentina (Estadão,
6 de fevereiro).
Fábricas
paradas na Argentina
A produção das montadoras argentinas está praticamente
paralisada. Em janeiro foram montados apenas 4.416 veículos. Em
comparação com janeiro de 2000, as vendas no mercado interno
caíram 80% -- apenas 3.646 unidades foram comercializadas, incluindo
caminhões. A capacidade de produção local é
de um milhão de veículos por ano (Marli Olmos, Valor, 6
de fevereiro).
Exportação
de carros para Argentina caiu à metade
As importações realizadas pela Argentina, incluindo autopeças
e motores brasileiros, caíram 30,6%, passando de US$ 910,8 milhões
em 2000 para US$ 632 milhões em 2001. O Brasil comprou US$ 1,073
bilhão desses itens em 2001, com aumento de 8,2%, em relação
a 2000, quando o País importou US$ 991,7 milhões da Argentina.
A Venezuela ultrapassou a Argentina nas compras de automóveis brasileiros
em 2001. O total de remessas das montadoras do País para o mercado
venezuelano somou US$ 238,1 milhões (FOB). Para o México
foram exportados US$ 521,2 milhões somente em automóveis
no ano passado, um aumento de 3,2% em relação a 2000. As
exportações de autopeças para o mercado mexicano
somaram US$ 118,2 milhões em 2001, valor 11% maior que no ano anterior
(Carla Franco, Agência Estado, 5 de fevereiro).
A
migração de autopeças para o Brasil
De 20 empresas de autopeças que encerraram operações
na Argentina nos últimos dois anos, 16 vieram para o Brasil, segundo
a consultoria americana DRI-WEFA. Essas empresas esperam seus clientes,
as montadoras, para decidir o que fazer. É o caso da Visteon, gigante
americana, cuja operação na Argentina depende quase exclusivamente
da Ford. A empresa tem três fábricas no país vizinho,
que produzem basicamente equipamentos de climatização para
a Ford (Valor, 6 de fevereiro).
Canny
é o novo presidente regional da Ford
Richard
Canny, presidente da Ford Argentina, passa a acumular o cargo de presidente
da Ford América do Sul, vago com a aposentadoria de Terry de Jonckheere.
O executivo, que terá escritório na sede da companhia em
São Bernardo do Campo, é australiano e iniciou a carreira
na Ford Austrália em 1983 na área de vendas e marketing.
Antes de assumir a presidência da Ford Argentina foi presidente
da Ford Malásia (Gazeta Mercantil, 5 de fevereiro).

Gianni Coda |
Fiat/Lancia
à espera de Gianni Coda
O presidente mundial da Fiat, Giancarlo Boschetti, pode anunciar
até o fim de fevereiro a nomeação de Gianni
Coda, atual diretor superintendente da Fiat Automóveis no
Brasil, como principal executivo da Fiat/Lancia, uma das quatro
divisões que a companhia italiana vai criar. O novo cargo
seria um reconhecimento ao trabalho de Coda no Brasil, levando a
empresa ao lucro e à liderança nas vendas de veículos.
Embora tenha bons resultados no Brasil, o grupo passar por dificuldades
no resto do mundo. Com altas dívidas, anunciou em dezembro
o fechamento de dezoito fábricas e a demissão de seis
mil funcionários (Cleide Silva, Estadão, 5 de fevereiro). |
Fiat
lidera vendas em janeiro
Em janeiro as vendas no atacado (montadoras para revendedoras) de carros
de passeio e comerciais leves foram de 103.920 unidades, 13,5% menores
do que em dezembro e 7% inferiores ao resultado de janeiro de 2001. A
Fiat manteve a liderança com quase 27 mil automóveis e utilitários
leves vendidos em janeiro. A GM ficou em segundo lugar, passando à
frente da Volkswagen por 133 veículos. A Ford é a quarta
e a Renault a quinta.
Doblò
dá carona no carnaval
Amigos de Gilberto Gil e vips em geral vão pegar carona no Doblò
para ir até o camarote do compositor baiano. A montadora italiana
já confirmou também a compra de cota no programa "Casa
dos Artistas 2", do SBT. As ações de marketing e merchandising
do Doblò em programas de televisão, filmes publicitários
e no Carnaval baiano somam R$ 10 milhões. Além de aparecer
na primeira "Casa dos Artistas", o Doblò entrou no "Big
Brother Brasil", da Rede Globo. A Fiat desembolsou US$ 600 mil pelos
direitos autorais da música "Like a Virgin" (Valor Econômico,
5 de fevereiro).
PSA
comemora resultados do primeiro ano
A
PSA Peugeot Citroën fez as contas do primeiro ano de atuação
no Brasil como fabricante de veículos, celebrado em 1º de
fevereiro. A empresa comercializou 33.279 unidades Peugeot e 15.334 Citroën,
com um crescimento de 58% em relação a 2000. O grupo prepara-se
para inaugurar a fábrica de motores em abril (50 mil unidades/ano),
que utilizará 50% de componentes nacionais no primeiro ano, quando
a planta ocupará metade da capacidade de montagem. No final do
ano poderá ter início a fabricação do modelo
C3 da Citroën (Gazeta Mercantil, 1 de fevereiro).
Melhorar
a qualidade do diesel
A área de engenharia de produtos diesel da Bosch de Curitiba, no
Paraná, trabalha em parceria com o Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT), a Agência Nacional do Petróleo (ANP),
o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), a Petrobrás, a
Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e a
Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE) no desenvolvimento de ações
de conscientização para melhorar a qualidade do diesel na
região do Mercosul. A idéia é reduzir o teor máximo
de enxofre do diesel de 0,2% para 0,05% em 2005 e para 0,005% em 2009
(Diário de S. Paulo, 1 de fevereiro).
Gott
de volta à Rolls-Royce
Tony Gott, ex-presidente da Rolls-Royce, foi nomeado para comandar novamente
a empresa a partir de 2003, quando a marca passará das mãos
da Volkswagen para a BMW (AutoZ, 1 de fevereiro).
Iveco
entre Brasil e Argentina
Há
poucos meses o grupo Fiat parecia totalmente decidido a transferir a fábrica
de caminhões Iveco da Argentina para o Brasil ainda este ano, como
parte do plano de reestruturação mundial do grupo, que incluiu
o fechamento de 18 fábricas, corte de 6 mil empregos e também
venda de ativos. A desvalorização do peso pode mudar o rumo
dos planos. A transferência para o Brasil não sairia cara:
custaria em torno de R$ 50 milhões, já que seria possível
aproveitar algumas facilidades existentes em Sete Lagoas, como a cabine
de pintura. A empresa nada deve decidir antes de três meses (Marli
Olmos, Valor Econômico, 31 de janeiro).
Iveco
avança no mercado da Mercedes
Em 2001 a Iveco passou Mercedes-Benz no mercado brasileiro de transporte
de carga de 3,5 a 6 toneladas, obtendo fatia de 30%. Para este ano, a
empresa projeta produção de 7 mil unidades da Daily em Minas
Gerais, volume ligeiramente superior ao do ano passado. Desse total, 1.500
deverão ser exportadas (Marli Olmos, Valor Econômico, 31
de janeiro).
Honda
amplia fábrica para produzir o Fit
A Honda está investindo US$ 100 milhões para elevar a capacidade
de produção na fábrica de Sumaré até
55 mil veículos por ano. Praticamente metade das linhas de montagem
estará reservada à produção do Fit, a partir
de abril de 2003. O índice de nacionalização inicial
será de 70% (Gazeta Mercantil, 31 de janeiro).
Competições
promovem autopeças
A Autosports Mundial, que será realizada no Expo Center, em São
Paulo, de 23 a 27 de março, é mais um evento voltado para
as empresas de autopeças interessadas em promover a marca no ambiente
de competições. Os organizadores esperam 140 expositores
e 150 mil visitantes (30 de janeiro, Gazeta Mercantil).
A
Scania só pensa nos caminhões
A Scania vendeu para a VW os 50% de participação que tinha
na Svenskas Volkswagen, empresa que passou a importar os automóveis
VW, Audi, Seat, Skoda e Porsche para o mercado sueco em 1948, obtendo18,7%
de participação em 2001. Segundo a empresa, a decisão
faz parte da estratégia de concentrar os negócios no segmento
de caminhões (30 de janeiro, Gazeta Mercantil).
Exportar
é a solução -1
Estudo da consultoria
Booz Allen&Hamilton mostra que as montadoras da América do
Sul operam com 51% da sua capacidade. Na África e Oriente Médio
o índice é 57%. Na Ásia a utilização
é 64% e na Europa e América do Norte 72% e 79% respectivamente.
No Brasil as montadoras podem produzir até 3,2 milhões de
unidades, mas fabricaram apenas 1,78 milhão em 2001, incluindo
caminhões e ônibus (Estadão, 28 de janeiro).
Exportar
é a solução - 2
Para David Wong, consultor-gerente da Booz Allen, a alternativa para reduzir
a ociosidade nas montadoras locais é o mercado externo, mas essa
é uma discussão que envolve as matrizes das empresas. As
companhias estão redividindo a produção por fábricas,
com o objetivo de reduzir custos, e cada uma está se especializando
em determinados produtos. Na opinião dele, é preciso repensar
a questão tributária. "Ainda exportamos muitos impostos
junto com os carros", afirma. Para aumentar as vendas no mercado
interno seria preciso que os preços dos carros baixassem muito
ou que a renda do brasileiro aumentasse, hipóteses descartadas
a curto prazo (Estadão, 28 de janeiro).
Exportar
é a solução - 3
Para nós, exportar se transformou em core business, independente
dos resultados do mercado local. A frase é de José Carlos
da Silveira Pinheiro Neto, em entrevista ao Estadão. Ele lembra,
porém, que os modelos populares produzidos no Brasil não
emplacam nos mercados de exportação (28 de janeiro). Os
modelos mais procurados da Fiat são o Palio 1.3 e 1.6. O principal
produto da VW vendido na América do Norte é o Golf. O Corsa
1.6 foi o maior sucesso da GM.
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