
JULHO/2002
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Recall
da Ford nos Estados Unidos
A Ford convocou os proprietários de 250.283 minivans Windstar para
solucionar um problema no freio potencialmente perigoso. Também
vai reparar um problema na ventoinha de refrigeração do
motor de 25.876 carros da Volvo, conforme informação do
órgão regulador de segurança de veículos dos
Estados Unidos (Folha OnLine, 27 de junho).
GM
afeta faturamento da Delphi
A decisão da GM em remover certos itens de série em alguns
de seus modelos custará à Delphi uma redução
no faturamento de US$ 75 a US$ 150 por carro vendido pela montadora. A
ação da GM deverá se refletir em uma queda nas vendas
do maior sistemista mundial que poderá superar a US$ 300 milhões
e chegar até US$ 600 milhões. A notícia foi divulgada
dia 26 por agências internacionais (AutoData, 26 de junho).
Queda
de 40% nas vendas em junho
Os
resultados preliminares das vendas de veículos novos no varejo
das quatro maiores montadoras instaladas no País, em junho, já
apontam queda com relação a junho do ano passado. Concessionárias
consultadas pela Agência AutoData nos estados de São Paulo,
Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais e Paraná indicam que as vendas deverão sofrer
redução de 40% na média (AutoData, 25 de junho).
Neobus
aumenta em 32,5% produção
A San Marino Neobus, de Caxias do Sul, RS, uma das mais novatas empresas
do setor de carroçarias para ônibus, planeja fechar 2002
com a produção de 1400 unidades. Em 2001 foram montadas
1056 unidades (Gazeta Mercantil, 27 de junho).
Melhores
e piores na capotagem
O Explorer e a picape F-150, da Ford, o Land Rover Discovery e o GM Avalanche
foram os piores entre 32 veículos avaliados em testes de capotagem
da National Highway Traffic Safety Administration, nos Estados Unidos.
Os melhores foram o Ford Thunderbird, o GM Cadillac Deville e o Mitsubishi
Eclipse (Bloomberg News, 27 de junho).
Fiat
não mudará sua política no Brasil
O administrador delegado da Fiat, Giancarlo Boschetti, disse em Roma que
a Fiat Auto não mudará as estratégias das suas operações
internacionais no Brasil, China, Índia e Turquia. Mas ele advertiu
que os bons resultados alcançados nos mercados dos países
em desenvolvimento não bastarão para equilibrar a crise
da empresa na Europa e em outros países da América do Sul,
pelos próximos cinco anos. Boschetti - que substituiu Paolo Cantarella
na direção da Fiat Auto - reafirmou o pessimismo das perspectivas
da empresa na Itália também no curto prazo: "A demanda
continuará negativa durante 2002 e os dados de junho confirmam
essa tendência", disse o administrador temendo que o segundo
semestre deste ano possa ser ainda pior que o primeiro. Parte da crise
da Fiat foi atribuída ao escândalo da empresa americana Enron,
cujos danos teriam sido superiores aos causados pelos atentados de 11
de setembro, minando a confiança dos investidores na indústria.
Ainda este ano 35% das ações da Ferrari serão negociadas
na bolsa. O grupo detém 90% do total das ações da
fábrica de modelos esportivos (AutoData, 22 de junho).
Torneiras
fechadas na VW
Tornar a fábrica
da Anchieta enxuta é ponto de honra do austríaco Herbert
Demel, presidente da empresa. Até as torneiras estão sendo
fechadas. Em 1997, a Volks gastava 3,8 metros cúbicos de água
para produzir um único veículo. A quantidade já caiu
para 2,2 metros cúbicos e a meta é atingir 1,5 metro até
o próximo ano. Da mesma forma, a empresa gasta menos energia para
trabalhar. O consumo na produção de um veículo caiu
de 1.100 para 970 quilowatt/hora. A área destinada a guardar peças
também foi reduzida a um terço, somando hoje 70 mil metros
quadrados (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).
Sistemista
paga condomínio na VW
Num investimento de R$ 2 bilhões (R$ 800 milhões do BNDES)
a chamada nova Anchieta foi remodelada para receber a linha de montagem
do Polo, que está operando ao ritmo de 210 carros por dia. Com
três turnos de produção - ainda não necessários
em função do mercado em crise -, a linha poderá fazer
até 1.100 unidades do Polo. Ao remodelar a fábrica, a Volks
incluiu fornecedores, que operam na chamada montagem em módulos.
Para usar as instalações, essas empresas pagam uma taxa
de condomínio à Volks (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).
Sindipeças
defende programa popular
Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, Alemanha,
Detloff von Simson, vice-presidente do Sindipeças, defendeu o "programa
de poupança" para facilitar a aquisição de carros
populares no Brasil. Elaborado pelo sindicato, o programa propõe
a criação de condições de financiamento que
barateiam em pelo menos 30% o preço do veículo popular em
comparação a um consórcio de 60 meses. Os populares
dominam cerca de 70% do mercado brasileiro, que comercializa cerca de
1,5 milhão de carros. No programa de poupança, a prestação
de um automóvel seria de R$ 180 por mês, sendo que o consumidor
somente poderia retirar o veículo após 36 meses. Com o carro
na garagem, o comprador ainda desembolsaria mais 36 mensais de R$ 180.
O plano já foi visto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na próxima semana, deverá ser apreciado pelo secretário
da Receita Federal, Everardo Maciel, e pelo presidente do Banco Central
(BC), Armínio Fraga (Maurício Capela, Valor Econômico,
26 de junho).
Podem
sobrar só as quatro grandes?
Herbert Demel afirmou no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em
Hamburgo, que não há sinal de que 2002 será pior
que 2001. Mesmo assim, afirma que "as instabilidades começaram
a aparecer em maio, mas junho também não deu sinais de que
será um mês de fortes vendas". O presidente da Volkswagen
não esconde que está de olho na União Européia.
Além do México, onde há negociações
para o estabelecimento de um acordo bilateral, a montadora alemã
gostaria de exportar seus veículos para a Europa, mas reconhece
que a tarefa não é fácil (Maurício Capela,
Valor Econômico, 26 de junho). Demel não tem dúvidas
de que se as vendas não crescerem no Brasil, as montadoras continuarão
tendo dias difíceis. "É possível que somente
sobrevivam as quatro grandes companhias no Brasil. Não sei o que
aconteceria com as demais fabricantes de automóveis", diz
o executivo. Hoje, o Brasil conta com 17 montadoras (Maurício Capela,
Valor Econômico, 26 de junho).
Cresce
venda de tratores, caminhões e ônibus
As vendas de automóveis e comerciais leves registram quedas consecutivas
este ano, mas o mercado de máquinas agrícolas, ônibus
e caminhões está crescendo. Os volumes de produção
de 2002 devem superar o recorde histórico de 2001, de 44 mil máquinas
agrícolas. As vendas de ônibus já cresceram 17,5%
este ano e as de caminhões, apesar da queda em 2002 em relação
ao ano passado, estão entre os mais altos níveis da história
do setor.
"Nos segmentos que envolvem investimentos e têm ligação
com o andamento real da economia do País, os sinais são
bastantes positivos", destacou o presidente da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo
Carvalho. O setor que apresenta os resultados mais satisfatórios
é o de máquinas agrícolas. A produção,
de 19,3 mil máquinas, aumentou 16,1% de janeiro a maio, na comparação
com o mesmo período de 2001, enquanto as vendas subiram para 14,7
mil unidades, um crescimento de 21% (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).
Variabilidade
no mercado de caminhões
A expectativa das montadoras é de que o volume comercializado de
caminhões em 2002 seja de 3% a 5% maior do que o do ano passado.
Para o diretor da área automotiva da A.T. Kearney, Corrado Capellano,
entretanto, o mercado de caminhões apresenta uma "fortíssima
variabilidade" e já deveria apresentar volumes mais altos.
"Apesar de o nível de vendas ser semelhante aos maiores da
história, nossa realidade hoje nada tem a ver com o mercado de
20 anos atrás: os produtos e fábricas eram bem diferentes",
disse.
Em sua opinião, a saída para os fabricantes aumentarem os
volumes é buscar soluções mais sofisticadas, como
melhorias na cadeia logística e aumento da segmentação
do mercado, com a expansão dos negócios sob encomenda. "A
competitividade hoje é muito grande e a alternativa está
no desenvolvimento de produtos que atendem melhor o consumidor; o mercado
virou do lado de quem vende para o lado de quem compra", disse (Carla
Franco, Agestado, 26 de junho).
PDV
na GM em São José dos Campos
A GM anunciou ontem a abertura de um Plano de Demissões Voluntárias
para a fábrica de São José dos Campos, SP.. Em protesto
contra as demissões, que podem chegar a 300, os 5.000 trabalhadores
do primeiro turno não vão trabalhar hoje. O PDV visa atrair
os trabalhadores que pretendem se desligar da empresa e, com isso, adequar
o quadro de funcionários à crise enfrentada pelo setor automobilístico
(Folha On Line, 26 de junho).
Golf
bate recorde do Fusca
Houve comemoração ontem na fábrica da Volkswagen
em Wolfsburg, na Alemanha: o Golf, lançado em 1975, tornou-se o
modelo mais produzido na história da empresa com a montagem de
21.517.415 unidades. O Fusca, lançada na década de 40 e
ainda fabricado no México, ficou para trás. O carro mais
vendido no mundo é o Corolla, com mais de 30 milhões de
unidades colocadas no mercado desde o lançamento em 1966. O Corolla
está na nona geração e o Golf na quarta. O Golf é
produzido na Alemanha, Brasil, África do Sul, Bélgica e
Eslováquia (Estadão, 26 de junho).
Menos
Citroën, mais Peugeot
A partir de 2003 a produção da Citroën Picasso em Porto
Real, RJ, será reduzida de 17.500 unidades para 14.000 unidades.
Ao mesmo tempo o volume de produção do 206 deverá
aumentar em 26,6%, de 36.500 unidades para 47.500 unidades. A nova estratégia
deve-se ao aumento da demanda pelo modelo popular. A redução
no volume da Picasso será compensanda com a do C3, novo modelo
Citroën que dever chegar ao mercado no início do próximo
ano (Sônia Moraes, Panorama Setorial, 27 de junho).
Greve
da Receita afeta indústria automobilística
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal está prejudicando
a linha de produção das principais montadoras instaladas
no País. A PSA Peugeot Citroën já deixou de produzir
cerca de 700 veículos em sua fábrica de Porto Real, no Rio
de Janeiro, desde a última sexta-feira, quando a linha de montagem
foi paralisada em razão de falta de peças. A Fiat teve de
reformular seu mix de produção em razão da falta
de peças. "Por enquanto, não paramos de produzir, mas
tivemos de mudar o mix, deixando de fabricar alguns modelos, como versões
do Doblò, e aumentando a produção de outros",
afirmou o diretor de logística da empresa, Paulo Tomazela. Segundo
o executivo responsável pela unidade de produção
do VW Polo, Ruy Benessiuti, três mil veículos aguardam a
chegada de peças importadas. No caso do modelo Polo, faltam componentes
dos bancos, que são fornecidos pela filial brasileira da Johnson
Controls (Carla Franco, Agestado, 25 de junho).
Autopeças
investem em manufatura enxuta
Mudanças nos processos e a adoção de novos conceitos
de produção que melhoraram substancialmente os resultados
em empresas fornecedoras de autopeças e sistemas automotivos nos
últimos anos. Leia mais... (25 de junho).
Nova
versão do Fiesta em 2003
A Ford tenta antecipar para o começo de 2003 o lançamento
do utilitário-esporte compacto sobre a plataforma do novo Fiesta,
em tempo de aproveitar as vendas de verão, estação
preferida para viagens. Exportações para os EUA, com motor
mais potente de 2 litros de cilindrada, estão certas para meados
do ano que vem. A empresa não quer confirmar para evitar reações
dos sindicatos norte-americanos (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25
de junho).
Ménard
próximo do Brasil
Luc Ménard vai dirigir Operações Internacionais do
Grupo Renault, na França. Desta forma não ficará
muito afastado do Brasil, onde atuou na presidência da subsidiária
por cinco anos e ajudou a implantar três fábricas: automóveis,
comerciais leves e de motores. Difícil será decidir o que
fazer com operações na Argentina. Pode servir de consolo
outros fabricantes terem o mesmo e imenso problema (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda, 25 de junho).
Ociosidade
na China é maior
Apesar da capacidade ociosa da indústria automobilística
nacional estar em torno de 40%, e no país vizinho 80%, outros mercados
emergentes também padecem do mal. Estudo da consultoria Roland
Berger aponta a China com 50% de ociosidade e perspectivas menores de
crescimento, numa projeção para 2010. Até lá
o Brasil poderá estar absorvendo entre 2,5 e 3 milhões de
unidade anuais, fora exportações (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda, 25 de junho).
GM
demite em São José dos Campos
A General Motors vai demitir 300 trabalhadores da fábrica de São
José dos Campos, SP. O comunicado foi feito ao Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos. A montadora alega que precisa cortar
300 dos 8.500 funcionários da unidade para adequar a produção
à queda nas vendas de veículos. A unidade de São
José dos Campos é responsável pela produção
do novo Corsa, recém-lançado este ano pela GM (Folha OnLine,
24 de junho).
Renault
quer vender 20% pela Internet
A
Renault quer 20% das vendas de seus veículos no mercado brasileiro
este ano geradas na Internet, gerando uma receita entre R$ 60 milhões
e R$ 80 milhões, valor entre três e quatro vezes maior que
o obtido pela montadora em 2001. O volume comercializado na Internet deverá
crescer para até 2 mil veículos por mês no segundo
semestre do ano. Para incrementar os negócios na web, a Renault
investiu R$ 800 mil na reformulação do site (www.renault.com.br)
que, além de vender o Clio Yahoo!, vai oferecer outros modelos
na rede ainda este ano, como o Kangoo e o Twingo, produzidos na Argentina
e no Uruguai, respectivamente (Estadão, 21 de junho).
Tupy
equipa carros da Audi
A Fundição Tupi, de Joinvile, SC, acaba de assinar contrato
com a Audi alemã para fornecer 250 mil blocos (ferro vermicular)
destinados à nova família de motores diesel de 2.5 litros
e 220 cv dos carros de luxo A4 e A6. O negócio soma US$ 37,6 milhões
e os embarques começam em 2004 (Gazeta Mercantil, 18 de junho).
China
aprova parceria com a BMW no país
A BMW AG recebeu aprovação do governo chinês para
estabelecer uma parceria naquele país. A companhia começou
a negociar com a fabricante de miniônibus local Brilliance China
Automotive Holdings Ltd. no final do ano 2000 com o intuito de construir,
em conjunto, uma fábrica de veículos da BMW. Se bem-sucedida,
a medida deverá levar a montadora alemã a se tornar a primeira
fabricante de automóveis de luxo a produzir veículos na
China.
A BMW espera controlar 50% da parceria. A Brilliance ficaria com 40% e
o restante caberia ao governo chinês. (Folha de S. Paulo, 21 de
junho).
GM
abre web site de e-procurement
A GM anunciou a criação do GM Dealer Supply Advantage, web-site
de e-procurement para seus distribuidores desenvolvido pelo Covisint,
que fará a hospedagem e habilitar os distribuidores (Gazeta Mercantil,
18 de junho).
Racionalização
do PIS-Cofins
A Câmara aprovou projeto de lei que impõe apenas uma fase
na cobrança de PIS e Cofins na cadeia de produção
e comercialização de automóveis. O projeto também
transforma as montadoras em substitutas tributárias, ou seja, as
indústrias ficarão responsáveis pelo recolhimento
dos impostos em toda a cadeia produtiva. O projeto será agora remetido
ao Senado. Com a mudança, a alíquota do PIS, que era de
0,75%, passa a 1,47%. Já a Cofins, que tinha alíquota de
3%, passa a 6,79%. O projeto foi elaborado de forma a preservar a atual
receita tributária com o setor. Na mensagem que encaminhou o projeto
do governo, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fez a ressalva de que,
em virtude da Lei de Responsabilidade Fiscal, se houver queda na arrecadação,
o governo deverá aumentar a taxação do IPI para fazer
a compensação. Hoje os automóveis populares são
taxados em 10% de IPI e os outros em 25% (Estadão, 20 de junho).
Sobram automóveis nos pátios
"Estamos em pânico", resumiu o diretor de uma grande concessionária
de São Paulo que neste mês só vendeu 24 veículos.
O presidente da Associação Brasileira de Concessionários
Chevrolet (Abrac), Arcélio Alceu dos Santos, diz que o consumidor
está receoso em assumir compromissos por causa das turbulências
no mercado. Cerca de 70% das vendas de carros novos são financiadas,
grande parte em prazos de 24 e 36 meses. "A economia não está
tão ruim, mas falta autoconfiança do consumidor." (Jornal
da Tarde, 20 de junho).
Metade
das montadoras daria conta
Se metade das 18 montadoras hoje instaladas no país fechasse as
portas da noite para o dia, não haveria falta de veículos
no mercado. Essa é a conclusão que se pode tirar de uma
realidade no setor automotivo nesse momento: a ociosidade nas montadoras
brasileiras é de 50%. Somada a capacidade produtiva de todas as
fábricas do setor, poderiam ser fabricados 3,4 milhões de
veículos por ano, mas a previsão para 2002 é a de
se fazer apenas 1,7 milhão, contra 1,8 milhão de 2001 (Jornal
da Tarde, 20 de junho).
Mais
duas montadoras poderiam sair
O presidente da Volks do Brasil, Herbert Demel, acredita que duas montadoras
poderão deixar o País, seguindo o caminho de outras duas
que se instalaram por aqui e desistiram no meio do caminho: Chrysler (picape
Dakota) e GM Caminhões. E o quadro para os próximos meses
é desalentador. Nervosismo no mercado por conta das eleições,
juros altos para o crédito e queda real no poder aquisitivo são
fatores que empurram as vendas para baixo. Hoje, há montadoras
com um mês de produção em seus estoques (Jornal da
Tarde, 20 de junho).
Só
Brasil quer o carro popular
"É esperar para ver quem aguenta", diz David Wong, consultor
do segmento automotivo. Uma saída seria exportar, mas há
entraves. O primeiro é o próprio cenário mundial.
Sobram carros em todo o planeta, a ociosidade é de 30% e a perspectiva
é de queda de 7,5% nas vendas globais este ano. Outro problema
é a preferência de nosso mercado por carros populares. Não
que o consumidor goste do carro 1.0, mas como o imposto sobre ele é
menor e o dinheiro anda curto, o popular domina 71% das vendas nacionais.
Só que o mercado externo não quer o 1.0 (Jornal da Tarde,
20 de junho).
Suzuki
quer parte da Daewoo
A
Suzuki está mantendo conversações para adquirir 15%
de participação na companhia que assumirá o controle
da falida sul-coreana Daewoo, na qual a General Motors será a acionista
majoritária, informou o jornal japonês Nihon Keizai Shimbum.
O investimento possibilitará à Suzuki unir forças
com a montadora sul-coreana para desenvolver carros subcompactos, motores
e outros componentes. O acordo permitirá que tanto a Suzuki quanto
a Daewoo se estabeleçam como empresas do grupo GM que produzem
carros subcompactos para o mercado asiático (Estadão, 19
de junho).
Frontier
já tem preço definido
A Nissan divulgou os preços de venda da picape Frontier, com a
qual faz estréia também como fabricante nacional. A versão
XE 4x2 2.8 turbodiesel parte de R$ 53.990,00. Já a Frontier 4x4
(com a mesma motorização) parte de R$ 59,6 mil (Jornal da
Tarde, 19 de junho).
Nissan
prepara popular brasileiro
O March, compacto lançado em março deste ano pela Nissan
no Japão, pode ser será montado no Paraná, onde a
marca produz a picape média Frontier. O veículo seria lançado
no mercado brasileiro em 2004, segundo previsão do fabricante.
O March mede 3,69 metros de comprimento (apenas sete centímetros
maior que o Ford Ka) e tem linhas bastante ousadas. O novo compacto seria
equipado com motor 1.0 nacional da Renault, o mesmo que hoje é
fornecido para o Clio e também para o Peugeot 206 (Diário
de São Paulo, 19 de junho).
As
melhores marcas de automóveis
A luxuosa Rolls-Royce foi considerada a melhor marca britânica de
todos os tempos - mesmo sendo controlada pela alemã Volkswagen.
A Jaguar, outro ícone inglês, mas que pertence à norte-americana
Ford, ficou em quarto lugar, segundo um estudo feito para a revista Marketing.
A tradicional Mini, hoje nas mãos da também alemã
BMW, apareceu na oitava posição (Diário de São
Paulo, 19 de junho).
Financiamento
de veículos cai
As vendas de veículos financiados pelos bancos das montadoras em
maio caíram 21% em relação a abril. Os juros médios
passaram de 2,1% para 2,4%, aumento de 14%, informou o presidente da Associação
Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Flávio
Croppo. Para ele, o impacto de 0,20 ponto porcentual não é
significativo a ponto de inibir o consumo. Pesquisa da Agência Estado
confirmou a elevação das taxas médias, em comparação
ao que era praticado na última quinzena do mês passado, não
só em bancos de montadoras, mas também nas demais instituições
financeiras. Entre os fatores que contribuíram para a elevação
da taxa de juros, o presidente da Anef destaca as turbulências econômicas
dos últimos meses, as incertezas no cenário político,
a elevação dos juros futuros e a taxa Selic mantida em 18,5%
ao ano há dois meses (Agência Estado, 18 de junho).
C5
lidera vendas entre médios de luxo
O modelo importado C5, da Citroën, liderou as vendas no País
no segmento de automóveis médios de luxo no mês de
maio. O carro obteve 45,5% de participação, com 220 unidades
vendidas. O modelo também é líder no acumulado do
ano, com 755 unidades comercializadas e 29,35% de market share. Os outros
concorrentes do segmento, que totaliza pouco menos de 500 unidades por
mês, são o Vectra CD (General Motors), o Passat (Volkswagen),
o Mondeo (Ford), o Laguna (Renault), o Marea Turbo (Fiat), o 156 (Alfa
Romeo) e o 406 (Peugeot) (Agência Estado, 18 de junho).
Inovação
na DaimlerChrysler
O 2002 Innovation Symposium, realizado na semana passada na fábrica
da Mercedes Benz, em Stuttgart, procurou jogar novo foco sobre o futuro
da indústria automotiva mundial. Foram 24 palestras em dois dias
de trabalho. "A liderança tecnológica é um dos
pilares da nossa estratégia na busca da liderança global".
Na opinião do chairman Jürgen Schrempp, de nada adianta ter
equipes de estudos, engenheiros, técnicos e cientistas, se não
existir uma visão clara dos conceitos sobre quais os problemas
tecnológicos que realmente precisam ser resolvidos para o futuro.
E esta é a função do simpósio bienal. (Fred
Carvalho, AutoData, 17 de junho).
Mas
como será o automóvel do futuro?
O automóvel nos próximos quinze anos sofrerá evolução
muito maior que nos últimos 50 anos. A eletrônica, que já
representa 30% dos custos de produção de um veículo,
será uma das responsáveis por este salto. Nos próximos
quinze anos, o automóvel poderá mudar tanto que devem sobrar
apenas as 4 rodas. Se sobrarem. A interface entre fornecedores e construtores
também deverá ser cada vez mais integrada, para dominarmos
com perfeição as tecnologias eletrônicas. Schrempp
também acredita que o principal desafio da indústria no
futuro é de garantir ao motorista maior segurança para evitar
acidentes e até mesmo eliminar a possibilidade destes. Ele também
se mostrou preocupado com o combustível do futuro. E sua aposta
está na célula de combustível, movida a hidrogênio,
que poderá ser tirado do metanol, etanol e gasolina (Fred Carvalho,
AutoData, 17 de junho).
Inspeção
veicular em São Paulo
No ano que vem, segundo Stela Goldenstein, secretária municipal
do Meio Ambiente de São Paulo, será dada partida à
inspeção veicular no município. Serão inspecionados
apenas veículos fabricados a partir de 1992, que somam 2,7 milhões
de unidades. No ano seguinte o programa terá alcançado a
frota integral da capital, de 5,5 milhões de autos (Revista Sincopeças,
junho).
A
briga pela liderança dos populares
Apesar de manter a liderança, a Fiat perdeu participação
no segmento de carros populares e hoje tem 31,64% das vendas, ante 36%
nos primeiros cinco meses de 2001. A Volkswagen também caiu, passando
de 29,17% para 27,8%, enquanto a Ford manteve-se estável em 7,12%.
A GM subiu de 23,87% para 26,4%. A Renault passou de 2,84% para 3,43%.
A Peugeot iniciou a produção do 206 no ano passado e conquistou
3,59% do mercado, ante 0,94% há um ano. A pesquisa por faixa de
preços foi feita pela Citroën do Brasil (Jornal da Tarde,
17 de junho).
VW lidera entre os médios
Já no segmento de médios (entre R$ 25 mil e R$ 35 mil),
a VW manteve a liderança, com 33,74%, e continua apostando na categoria,
com o lançamento do novo Polo. Na faixa dos mais luxuosos, acima
de R$ 35 mil, o mercado é mais pulverizado. A GM tem 20,47%, seguida
pela Honda, com 16,41%. O destaque é para a terceira colocada,
a Citroën, que passou de 5,37%, há um ano, para 15,24%. A
Picasso, que começou a ser fabricada no País no ano passado,
lidera o mercado de minivans - Scénic, da Renault, tem 27,78% das
vendas, e a Zafira, da GM, 27,58%. O Mercedes-Benz Classe A acumula no
ano 15,94% de participação (Jornal da Tarde, 17 de junho).
Doblò
na frente das multivans
O segmento de multivans (Fiat Doblò, o Renault Kangoo e o Citroën
Berlingo) contabiliza 0,9% das vendas totais de veículos neste
ano, ou 8% do mercado de comerciais leves, com 10,7 mil unidades para
transporte de passageiros e de cargas. O Doblò lidera, com 3,5
mil unidades vendidas (Jornal da Tarde, 17 de junho).
Venda de usados sofre retração de 24,3%
Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de usados no mercado paulista
já caíram 24,3% em relação ao mesmo período
de 2001. As revendas multimarcas venderam 237,4 mil veículos, ante
313,8 mil unidades de janeiro a maio do ano passado, de acordo com a Associação
dos Revendedores de Veículos Automotores de São Paulo (Assovesp).
O Estado de São Paulo é responsável por cerca de
metade das vendas de veículos usados no País. O mercado
de usados está voltando aos dias difíceis de 1995 a 1997,
quando o problema era inverso: havia crédito farto e o cliente
preferia o carro zero financiado ao usado (Jornal da Tarde, 17 de junho).
Tecnoauto
apontou tendências em reparação
A TecnoAuto, primeira feira dedicada ao setor de reparação,
recém-encerrada em São Paulo, SP, serviu para aproximar
profissionais aos fornecedores de equipamentos, serviços e peças,
reunindo 60 expositores. Patrocinada pelo Sindirepa/SP e Abrive, entidades
setoriais estadual e nacional, atraiu representantes até do México
e Chile (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 17 de junho).
Diferença
na hora de consertar
Apesar da nítida preferência do brasileiro pelos produtos
europeus e japoneses, com mais de 90% de participação, o
modelo seguido, quando se pensa em conserto, é o americano. Lá,
como aqui, 80% da frota é mantida por oficinas independentes, enquanto
na Europa não chega a 50% e no Japão, apenas 20%. A figura
do mecânico de confiança ainda está arraigada no Brasil.
Mas as coisas estão mudando, numa era em que oficina mecânica
se tornou "reparadora". O próprio mecânico virou
um reparador em função dos sistemas eletrônicos e
de diagnose que superaram os métodos de tentativa-e-erro e de regulagem
por sensibilidade. Conhecimento teórico em mecatrônica e,
claro, competência se sobrepõem ao afinador de motores. Acima
de tudo, equipamento moderno e caro. (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda,
17 de junho).
Clone
da Doblò não sai
Abortada, no nascedouro idéia de lançar clone do Doblò
com gravatinha Chevrolet. Pelo jeito, alguém resolveu pensar em
voz alta na Fiat. Afinal, GMB estuda furgãozinho derivado do novo
Corsa, na Europa chamado Combo. Há outro plano. Criar uma pickup
média para a Fiat, baseada diretamente na S10, líder de
mercado. Este projeto parece ter recebido sinal verde. (Fernando Calmon,
Coluna Alta Roda, 17 de junho).
Toyota
do Brasil é base de exportação
O Brasil será base de exportação do Novo Corolla,
da Toyota, para a América Latina e países do Caribe. O modelo
foi lançado dia 13 de junho pela montadora japonesa, que pretende
exportar para a região o equivalente a mais de 35% da capacidade
de produção da fábrica de Indaiatuba, no interior
de São Paulo, de 57 mil unidades por ano. "O Brasil será
a base de exportação do modelo para a América Latina
e Caribe", afirmou o presidente da Toyota do Brasil, Hiroyuki Okabe,
durante solenidade de inauguração da ampliação
da fábrica, que contou com a presença do presidente Fernando
Henrique Cardoso (Estadão, 14 de junho).
Toyota quer 10% do mercado até 2010
A fábrica de Indaiatuba ampliada deve implantar o segundo turno
de produção a partir do próximo ano, o que poderá
elevar a capacidade para 5 mil veículos por mês e agregará
mil empregos diretos à unidade. Hoje, a fábrica opera em
um turno de produção com capacidade para 2,5 mil unidades
do Corolla por mês. A Toyota quer obter uma participação
de 10% no mercado brasileiro em 2010. Para isso, deve produzir um novo
modelo na fábrica de Indaiatuba. A montadora informou, entretanto,
que ainda não tomou nenhuma decisão sobre essa possibilidade,
que demandaria investimentos adicionais (Carla Franco, Agestado, 14 de
junho).
Programa
de expansão em Indaiatuba
Um aporte de US$ 300 milhões ampliará a capacidade de produção
da unidade da Toyota em Indaiatuba para 57 mil carros por ano. A empresa,
no entanto, estima um mercado entre 2,5 e 3 milhões de unidade
por ano em 2010, o que a obrigaria a ampliar ainda a capacidade de produção
no Brasil para mais 190 a 240 mil carros. Pelo que ficou evidente no lançamento
do novo Corolla, o modelo terá de mostrar resultados mais expressivos
que o anterior para justificar novos passos por aqui (Gazeta Mercantil,
14 de junho).
Produção
do Celta pára dois dias
A redução nas vendas do subcompacto Celta levou a General
Motors decidir por parar a linha de montagem do modelo durante dois dias
na fábrica de Gravataí. A unidade não funcionará
nos dias 21 e 24 deste mês, deixando de produzir 860 veículos.
Segundo a direção da empresa, essa quantidade é suficiente
para adequar o estoque ao mercado comprador. A GM não informa a
quantidade estocada do modelo popular (Folha de S. Paulo, 14 de junho).
Nova Anchieta dá folga a 15 mil
Os 15 mil funcionários da unidade Anchieta da Volkswagen, em São
Bernardo do Campo (ABC paulista, Grande São Paulo), vão
ficar de folga entre os dias 4 e 9 de julho. Durante esses sete dias,
não haverá produção na unidade Anchieta, responsável
pela fabricação do novo Polo, que acaba de ser lançado
no mercado. A produção será retomada no dia 10 de
julho. A montadora justifica as folgas de julho como uma medida para adequar
a produção de veículos à retração
de mercado verificada em maio e mantida em junho (Folha de S. Paulo, 14
de junho).
Nissan
quer avançar nos EUA
A Nissan pretende aumentar suas vendas globais em 1 milhão de unidades
ao longo dos próximos três anos, segundo o jornal Nihon Keizai
Shimbun. No ano fiscal terminado em março, a companhia registrou
um total de 2,6 milhões de veículos vendidos. A intenção
da Nissan é focar suas atividades nos Estados Unidos, onde pretende
comercializar 300 mil unidades extras no mesmo período. A montadora
planeja lançar 28 novos modelos em todo o mundo nos próximos
três anos. Com as vendas no mercado norte-americano já superando
os volumes registrados no Japão, a Nissan pretende lançar
novos modelos rapidamente naquele país. Para o ano que vem, a companhia
pretende entrar no mercado norte-americano de grande picapes (Estadão,
14 de junho).
Saiu
o acordo automotivo com o México
Brasil
e México fecharam acordo para redução de tarifas
no comércio automotivo bilateral. O acordo anterior, que reduzia
tarifas de importação para 8% e estabelecia quota de 50
mil veículos por ano, havia expirado em 29 de maio. As novas regras
ampliam a preferência aos automóveis brasileiros no mercado
mexicano (e vice-versa) e prevêem livro comércio de produtos
do setor a partir de meados de 2006 (Denise Marin, Estadão, 12
de junho).
Brasil-México:
tarifa zero, quotas crescentes
Para o primeiro ano do acordo haverá redução das
tarifas atuais (35% no Brasil e 23% no México) para 1,10% para
até 140 mil automóveis e comerciais leves de cada lado.
No segundo ano a tarifa cairá para zero, com expansão gradual
da quota, que passará de 165 mil para 185 mil no terceiro ano e
210 mil no quarto. Está prevista também a expansão
das vendas de autopeças brasileiras para o México (Denise
Marin, Estadão, 12 de junho).
Lobby
para apressar assinatura do acordo
Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea, e Paulo Butori, presidente do
Sindipeças, estiveram em Brasília para reforçar,
junto ao presidente Fernando Henrique Cardoso, pedido para que o documento
final do acordo com os mexicanos seja assinado durante a visita ao Brasil,
dia 3 de julho, do presidente do México, Vicente Fox. As montadoras
brasileiras estão com cerca de 40% de capacidade ociosa e estão
empenhadas em exportar. (Estadão, 12 de junho).
Acordo
automotivo também com o Chile
Anfavea e governo estão também empenhados em finalizar acordo
com o Chile similar ao estabelecido com o México, com livre comércio
em 2006. O potencial de exportação é de 200 mil veículos
nos próximos três anos. (Estadão, 12 de junho).
Ford
supera Fiat em exportações
Otimista com o lançamento do Fiesta, a Ford espera faturar em 2002
US$ 510 milhões com venda ao Exterior, com um crescimento de 15%
sobre o ano anterior, segundo Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos.
No acumulado de janeiro a abril a For (US$ 121,8 milhões) passou
a Fiat (US$ 94,1 milhões) e ficou em terceiro lugar no ranking
de exportações das montadoras, atrás da Volkswagen
(337,4 milhões) e General Motors (US$ 163,1 milhões). (Gazeta
Mercantil, 12 de junho).
Fresco
assume comando do Grupo Fiat
Paulo Cantarella, principal executivo do Grupo Fiat, deixou o cargo depois
de ficar no vermelho em sete dos últimos oito anos. "Renunciei
para que o chairman e os acionistas façam o que for melhor para
a companhia" - afirmou em nota distribuída à Bolsa
Italiana. Em seu lugar assume Paolo Fresco, chairman da Fiat. A Fiat caiu
da sétima posição, em 2000, para a décima-primeira
em 2001 no ranking de vendas mundiais (Gazeta Mercantil, 11 de junho).
Otimismo
para o Stilo no Brasil
Na Europa a Fiat foi forçada a reduzir a previsão de vendas
do Stilo de 350 mil para 226 mil. Até o final de abril, 67.319
modelos haviam sido vendidos. Apesar das notícias sobre os problemas
que a matriz enfrenta, no Brasil a expectativa para o lançamento
do novo modelo continua otimista. A montadora mineira afirma que mantém
os planos para a produção do Stilo, sem nenhuma alteração
estética para o Brasil (Jornal da Tarde, 12 de junho).
Boas
vendas do 206. Quiksilver vem aí.
A Peugeot prepara para o próximo julho o lançamento da versão
esportiva do 206 (Quiksilver). O modelo será vendido nas versões
1.0 e 1.6 16V, produzidas em Porto Real (RJ) - a 1.6 faz estréia
como produto nacional, uma vez que era importada da Argentina. A Peugeot
comemora o oitavo lugar do 206 no ranking dos mais vendidos em maio, a
melhor posição de um modelo da marca até então.
Pelos números do atacado, o 206 foi um dos poucos a não
mostrar queda em relação a abril, a exemplo de Citroën
Picasso, Ford Ka e Mercedes Classe A (Jornal da Tarde, 12 de junho).
Caíram
as vendas de motos em maio
Depois do recorde histórico de abril, as vendas de motocicletas
no País apresentaram queda em maio, insuficiente para deter a alta
acumulada no ano. De acordo com a Abraciclo, em maio as vendas alcançaram
72.385 unidades, volume 12,8% maior que o do mesmo mês do ano passado.
O resultado de maio, apesar de ser 7,9% inferior ao registrado no mês
anterior, representa a segunda melhor marca mensal de comercialização
do setor. Foram comercializadas 334.688 unidades de janeiro a maio, ante
298.133 motos no mesmo período de 2001, um crescimento de 12,3%.
Iquejiri considerou o desempenho de maio dentro das previsões para
o ano, de alcançar um volume de 780 mil motos comercializadas no
mercado brasileiro, volume 13% superior ao registrado no ano passado.
A Honda contina sendo a marca de motos mais vendida no País, com
293,4 mil unidades comercializadas de janeiro a maio
Pronto
o sedã BMW-Rolls-Royce
A nova fábrica da Rolls-Royce em Goodwood (Inglaterra) já
começou a produzir o primeiro modelo da era BMW - que só
começa de fato no dia 1º de janeiro de 2003 quando o Grupo
Volkswagen, que hoje controla a marca britânica, perde os direitos
para a concorrente alemã. "A produção dessa
primeira unidade marca um novo capítulo na história dos
carros de maior prestígio do mundo", diz o diretor do projeto
do novo Rolls-Royce, Tony Gott (Diário de São Paulo, 12
de junho).
Demissões
na GM atingem 220, diz sindicato
As demissões na GM alcançaram 220 trabalhadores da fábrica
da montadora em São Caetano do Sul (ABC paulista) e do Campo de
Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, SP. As informações são
de trabalhadores da GM. A empresa não confirmou o número
de demissões. Segundo o funcionário Marcelo Toledo, membro
da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)
e dirigente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos,
filiada à CUT, foram dispensados 200 funcionários das áreas
de engenharia de produto e de processo além de 20 trabalhadores
do campo de provas (Estadão, 11 de junho).
Honda
compra fábrica de veículos em Taiwan
A Honda anunciou a compra de uma unidade de produção de
veículos em Taiwan da Ta Ching Motors, parceria entre a Fuji Heavy
Industries e a Taiwan Vespa. A fábrica, com capacidade de produção
anual de 30 mil unidades, produz o Subaru Impreza, da Fuji Heavy. (Dow
Jones, 11 de junho).
Abeiva
mostra queda expressiva
Foram comercializados 768 veículos importados pelos associados
da Abeiva em maio, ante 983 veículos em abril, com retração
de 22%. Em relação a maio de 2001 (1.369 unidades), a redução
foi de 44%. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas caíram
48,1%. As dez importadoras da associação comercializaram
4.374 unidades de janeiro a maio, ante 8.427 veículos vendidos
no mesmo período do ano passado. A Kia Motors voltou a obter a
primeira colocação no ranking de maio, com 501 unidades.
Foi seguida pela BMW, com 150, e pela Suzuki, com 71. A Kia Besta foi
o mais vendido, com 223 unidades, seguida pelo Sportage (167), e pela
BMW Série 3 (124) (Carla Franco, Agestado, 11 de junho).
Picasso
lidera entre minivans
A minivan Citroën Xsara Picasso liderou as vendas no segmento de
monovolumes nos cinco primeiros meses do ano, com 28,7% de participação.
Foram comercializadas 5.892 unidades do modelo, ante 5.703 unidades do
Renault Scénic, 5.661 do GM Zafira e 3.272 do Mercedes Classe A.
A Citroën possui 47 concessionárias, ante 177 da Renault e
430 da GM. Segundo a montadora o comprador do Xsara Picasso é predominantemente
masculino (61%), com idade média de 42 anos, casado e com dois
filhos (Carla Franco, Agestado, 11 de junho).
Demissões
pendentes na DaimlerChrysler
A DaimlerChrysler congelou por tempo indeterminado a decisão de
demitir 700 trabalhadores, a maior parte deles (620) da unidade de São
Bernardo, no ABC paulista. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, Luiz Marinho, a empresa prometeu olhar mais "devagar"
para o processo de redução de mão-de-obra. A DaimlerChrysler,
no entanto, informou que o "congelamento" das demissões
não pode ser encarado como uma trégua dada pela montadora
aos trabalhadores. (Folha de S. Paulo, 10 de junho).
Férias
coletivas e menos encomendas
Hoje
mil empregados da fábrica da Fiat em Betim entram em férias
coletivas por vinte dias. A GM já colocou em férias parte
dos funcionários da fábrica de São José dos
Campos, SP. Trata-se, nos dois casos, de uma resposta à queda nas
vendas de veículos registrada em maio. A TRW estima uma queda de
7% nas encomendas da Fiat, GM e Renault para os próximos três
meses. Héctor Bottai, diretor regional da ArvinMeritor na área
de escapamentos, disse que as vendas de escapamentos ficaram 8% abaixo
das previsões do início do ano (Gazeta Mercantil, 10 de
junho).
Marcopolo
contrata para atender exportação
A Marcopolo está contratando 450 funcionários para as fábricas
de Caxias do Sul, RS, tendo em vista acelerar o ritmo das exportações.
O alvo principal é um contrato com a Taseco, da Arábia Saudita,
que antecipa um cronograma para entrega de 1500 carroçarias (Gazeta
Mercantil, 10 de junho).
Ainda
a crise na Fiat
Continuam fortes os rumores sobre futuro próximo da Fiat Auto.
A crise financeira na Itália estaria antecipando a opção
inicial, prevista para 2004, de venda à GM. Fala-se de comitê
interno na Europa em estudos adiantados. Dois obstáculos adicionais:
compra recente da Daewoo estressou executivos da empresa americana e contratos
de longo prazo com fornecedores, que Fiat negociou mal, de difícil
rompimento (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de junho).
C3
pode chegar mais cedo
Não seria surpresa se o Citroën C3, segundo compacto premium
nacional, chegasse ao mercado ainda no final do ano. Protótipos
já produzidos em Porto Real, RJ rodam aceleradamente, sem disfarces.
Foi confirmado oficialmente apenas apresentação no Salão
do Automóvel, em outubro, e utilização de motor 1.600
cm3, sem possibilidade de motor de 1.000 cm3 (Fernando Calmon, Alta Roda,
10 de junho).
Controle
de emissões tem associação
Foi fundada a Associação dos Fabricantes de Equipamentos
para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul com
sede em Brasília, DF. São dez empresas do setor que pretendem
dar suporte à nova legislação ambiental, inclusive
para motocicletas (poluem 20 vezes mais que automóveis modernos),
apoiar inspeção veicular e organizar, em outubro, workshop
sobre tecnologia.
Tritec
ganha com o Mini
O estouro nas vendas do novo Mini nos EUA repete grande sucesso do Beetle,
na onda de reviver sucessos do passado. Como aquele modelo inglês
nunca vendeu tão bem como Fusca, acredita-se em espécie
de gratidão à solidariedade política entre dois povos.
Quem lucra são alemães da BMW, que fabricam, e brasileiros
da Tritec, no Paraná, (joint venture BMW-DC) fornecedora de 100%
dos motores (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de junho).
FHC
no lançamento do Corolla
O presidente Fernando Henrique Cardoso estará no dia 13
de junho em Indaiatuba, SP, na fábrica da Toyota, participando
do lançamento do novo Corolla, carro que passou por uma reestilização
e será apresentado ao público na próxima semana (Agência
Estado, 8 de junho).
Corolla,
enfim, renovado
Um novo Corolla estréia dia 14 de junho. Totalmente modificado
em relação ao modelo atual, chega maior, com linhas arredondadas,
mais itens de série e duas novas opções de motor:
1.6 16V de 115 cavalos de potência ou 1.8 também 16V de 135
cv. Terá linhas baseadas na versão americana, mas com diversas
pequenas modificações, ao gosto do brasileiro - como novas
lanternas traseiras, por exemplo. "Mais bonito, o carro ganha em
desempenho", garante um concessionário. A versão atual
tem motor 1.8 16V de 116 cv. A expectativa dos revendedores é de
que o preço de tabela atual seja mantido para a nova versão
(Eduardo Cerioni, Estadão, 8 de junho).
GM
demite para se adequar ao mercado
A General Motors do Brasil decidiu demitir funcionários de
sua fábrica em São Caetano do Sul (SP). A empresa alegou
que está reduzindo a estrutura para se adequar aos níveis
atuais da realidade do mercado. Segundo a Anfavea, associação
que congrega as montadoras instaladas no País, até maio
as indústrias fabricaram 8,9% menos veículos do que nos
cinco primeiros meses de 2001. As vendas para as concessionárias
encolheram 17,3% na mesma comparação. A GM não especificou
o número de cortes, mas o funcionário Marcelo Toledo, ligado
à Confederação Nacional dos Metalúrgicos,
da CUT, disse que a empresa demitiu 105 funcionários do setor de
engenharia. Ele informou ainda que a empresa abriu um Programa de Demissões
Voluntárias (PDV) destinado aos trabalhadores das áreas
de produção (Estadão, 7 de junho).
Mercedes
vai se desnacionalizar?
Representantes dos trabalhadores da Mercedes discutem com diretores da
empresa as demissões e o plano de reestruturação
que, na visão dos funcionários, vai 'desnacionalizar' a
empresa, pois os projetos de novos veículos e alguns componentes
passarão a ser fornecidos pela matriz ou pela filial americana
do grupo. "Dependendo do resultado dessa reunião, poderemos
recorrer ao presidente Fernando Henrique Cardoso para que ele interceda",
disse o coordenador da Comissão de Fábrica, Valter Sanches.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luis Marinho,
disse na assembléia que, se necessário, ele irá para
a Alemanha discutir o assunto com a matriz. A direção da
Mercedes preferiu aguardar o resultado da reunião de hoje e não
quis comentar a decisão dos funcionários (Jornal da Tarde,
7 de junho).
Fiat
lidera vendas de veículos
A Fiat voltou a liderar as vendas de veículos no atacado e no varejo
em maio. A montadora comercializou 30.035 automóveis e comerciais
leves para as concessionárias, seguida pela Volkswagen, com 28.409
unidades, de acordo com a Anfavea. Os números não incluem
vendas da Alfa Romeo, Seat e Audi - o que, de qualquer maneira, não
alteraria o ranking. Em terceiro no ranking ficou a GM, com 24.545 automóveis
e comerciais leves, e em quarto, a Ford, com 10.076 unidades. No acumulado
de janeiro a maio, a Fiat também manteve a liderança obtida
no ano passado, com 151,1 mil automóveis e comerciais leves vendidos
no atacado. A Volkswagen ficou na segunda posição, com 145,3
mil unidades. A GM foi a terceira, com 138,4 mil automóveis e comerciais
leves, seguida pela Ford, com 43,6 mil unidades. As francesas Peugeot-Citroën
e Renault venderam 27,6 mil e 27,7 mil unidades, respectivamente, nos
primeiros cinco meses do ano (Carla Franco, Agestado, 7 de junho).
Agrale
lança o Furgovan
A Agrale, fabricante brasileira de caminhões, chassis, máquinas
agrícolas, motores e motos, começou a vender também
furgões de carga. O Furgovan, com chassis Agrale, é encarroçado
pela Marcopolo. A meta da empresa é obter nos próximos 12
meses 5% de participação no segmento, que comercializa sete
mil unidades. Cem por cento nacional, o veículo custará
R$ 59,2 mil, com motor MWM de 131 cv e capacidade de carga para 2400 quilos
(Gazeta Mercantil, 7 de junho).
Email
dá mais demissão
O email era um pouco picante, mas a demissão foi um exagero,
segundo Rafael Marques, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC. Ele recorreu ao presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, que não
voltou atrás na demissão de dois profissionais da Ford,
por justa causa. O email com uma espécie de jogo mostra uma pessoa,
do busto para cima, e permite que o usuário advinhe se é
mulher ou travesti. Dependendo da escolha o resto do corpo, nu, aparece
na tela (Estadão, 6 de junho).
Nissan
prepara lançamento da Frontier
O primeiro veículo nacional da Nissan estará nas revendas
dia 24 de junho, com 62% de nacionalização, cabina dupla
e duas opções de acabamento e tração (4x2
e 4x4). A picape média Frontier, produzida na mesma fábrica
onde a Renault faz o furgão Master, em São José dos
Pinhais, custará entre R$ 50 mil e R$ 70 mil. Robustez, design
e potência são os atributos que a diretora de assuntos corporativos
da Nissan do Brasil, Kátia da Costa, destaca em veículos
do gênero desejados pelo consumidor. Ela quer 15% de participação
no segmento em dois anos. Foram comercializadas 70 mil picapes médias
em 2001 (Gazeta Mercantil, 5 de junho).
Aprendizado
para fazer o Polo
Os investimentos da Volkswagen em tecnologia e na nova fábrica
Anchieta foram além dos R$ 2 bilhões. Para capacitar seu
pessoal a operar a linha de produção, que ganhou mais 400
robôs, a empresa recorreu ao Senai de São Paulo. A entidade
recebeu R$ 1,5 milhão da montadora e foi equipado com novos laboratórios,
entre eles um de robótica e outro de softwares avançados.
Os investimentos em capacitação do pessoal que atua no projeto
Pólo somaram R$ 8,15 milhões nos últimos dois anos
(Gazeta Mercantil, 5 de junho).
GM
pode apressar compra da Fiat
O diretor financeiro da General Motors, John Devine, discute estratégia
com bancos norte-americanos para adquirir os 80% restantes da Fiat Auto
o mais rápido possível, segundo informações
do Automotive News Europe. Após adquirir 20% da Fiat Auto em 2000
por US$ 2,4 bilhões, a GM comprometeu-se s comprar os 80% restantes
caso a Fiat optasse pela venda. A GM tem planos de incorporar a Fiat Auto
às suas operações na Europa. A Fiat poderá
forçar a GM a comprar o restante da Fiat Auto exercendo uma opção
de venda que vigorará em janeiro de 2004, porém fontes da
GM afirmam que a companhia pretende negociar agora, antes que a crise
na Fiat piore. (Estadão, 4 de junho).
Recall
do Pólo e Lupo não atinge Brasil
A Volkswagen do Brasil informou que o recall na Alemanha envolvendo o
Polo e o Lupo não atinge os veículos comercializados no
País. A montadora convocou proprietários de 950 mil veículos
dos dois modelos por problema nos freios. O recall representa cerca de
um quinto de toda a produção anual da Volkswagen, que totaliza
aproximadamente 275 mil veículos somente na Alemanha. Os modelos
Polo e Lupo envolvidos no recall foram fabricados em 1998 e 1999 e são
comercializados em vários países, mas nunca foram importados
pela empresa no Brasil, afirma nota divulgada pela montadora. (Estadão,
4 de junho).
Vendas
de veículos em baixa
As vendas de automóveis e comerciais leves no atacado em maio somaram
112 mil unidades, número 12% menor do que os 127,6 mil de abril.
Já em relação aos 153 mil automóveis comercializados
em maio de 2001, a queda foi de 27%. Esses dados foram transmitidos pelas
montadoras para a Anfavea e serão divulgados dia 6 de junho em
reunião com os jornalistas. Não estão incluídos
caminhões e ônibus. As montadoras consideraram as vendas
de maio uma ducha de água fria, já que em março e
em abril as vendas mostravam sinais de recuperação. Em março,
as vendas de automóveis somaram 125 mil, e, em abril, 127,6 mil.
As montadoras atribuem o resultado negativo de maio ao fato de o Banco
Central ter interrompido o processo de redução dos juros
nos últimos dois meses. As concessionárias preferiram dar
uma frear as encomendas de automóveis. Por marcas, os números
de maio mostraram a Fiat em primeiro lugar, com 30,1 mil carros vendidos.
Em segundo, a Volks, com 28,4 mil unidades vendidas. (Folha de S. Paulo,
4 de junho).
Kia
produz no Brasil como a Mitsubishi
José Luis Gandini, da Kia do Brasil, tem viagem programada à
Coréia para negociar com a Kia Motors, controlada pela Hyundai,
protocolo que o autorizará a produzir o modelo Bongo no Brasil.
Será um contrato semelhante ao assinado por Eduardo Souza Ramos
com a Mitsubishi: os coreanos transferem tecnologia de produção
e Gandini arca com as despesas de instalação da planta industrial.
O Bongo é um caminhão leve que inicialmente será
montado em regime de CKD. O nível de nacionalização
ainda não está definido, assim como o valor do investimento,
porque dependem justamente dos acertos finais que Gandini fará
com os coreanos em Ulsan, cidade-sede da empresa. O investimento será
de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. O Espírito Santo
deverá ser o estado escolhido para abrigar a linha de montagem
brasileira da Kia Motors, aproveitando o fato de ser no porto de Tubarão
que a Kia desembarca seus veículos no Brasil. A cidade, no entanto,
ainda não está definida (AutoData, 3 de junho).
Qualidade:
americanos ainda na rabeira
Estudo recente da J. D. Power mostra que, apesar dos esforços
das três principais montadoras norte-americanas, Toyota e Honda
continuam à frente no ranking da qualidade. A GM vem em terceiro
lugar, seguida da DaimlerChrysler e Ford. Os maiores avanços foram
obtidos pela Hyundai e Kia, embora continuem abaixo das médias
do setor (Gazeta Mercantil, 3 de junho).
Proposta
de consenso sobre IPI
A Anfavea entrega ao governo federal a proposta de consenso das nove marcas
diretamente interessadas na taxação do IPI. Abandonou-se
a idéia inicial de unificação de alíquotas
porque implicaria um aumento (marginal, diga-se) no preço dos chamados
carros "populares", algo impalatável em ano eleitoral.
O governo também estaria cauteloso em tomar partido numa discussão
que dividiu tradicionais (Volkswagen-GM x Fiat-Ford) e novos (Renault
x Peugeot-Citroën), além de descartar qualquer risco de queda
na arrecadação. A idéia é criar uma alíquota
intermediária do IPI de 15%, entre 10% dos motores 1.000 e 25%
dos demais. Os 15% se aplicariam até a faixa de 2.400 cm3, a maior
cilindrada atual de um modelo fabricado aqui, e incluiria também
veículos importados. Pelos cálculos, uma fórmula
neutra em termos de arrecadação (Fernando Calmon, Alta Roda,
3 de junho).
O
exemplo que vem de fora
Poucos países utilizam a cilindrada como meio de estimular motores
econômicos. O exemplo radical vem de Portugal, mas também
inclui Espanha, Itália e Japão. À exceção
deste, que criou os microcarros (30% das vendas) por falta de espaço
físico nas ruas, a tendência é o afrouxamento desta
política, como ocorreu na França. Aqueles países
já praticam preços bem elevados para a gasolina, forte limitador
ao desperdício e grande arrecadador de impostos. No Brasil, automóvel
com motor 1.000 não significa economia de combustível. Aqui,
circulam os motores mais potentes do mundo na classe (Fernando Calmon,
Alta Roda, 3 de junho).
A
defesa para o motor mil
Fernando Calmon defende o motor 1.000 para modelos na faixa de até
R$ 15.000,00 (preço sugerido). Algo verdadeiramente econômico,
sem opcionais caros, legitimo carro de entrada. Representaria, no mínimo,
30% das vendais totais e um mercado de capital importância para
a indústria.
O
Gol não tem sucessor?
O Projeto Tupi, da Volkswagen, na realidade é versão monovolume
do novo Polo e não futuro sucessor do Gol, como se imaginava. Informação
exclusiva de fonte ligada ao fabricante. Trata-se de criação
brasileira (daí tal codinome), preço contido, produção
no Paraná e de possível aceitação por outros
países emergentes. Quanto ao Gol, ainda com longa vida, quarta
"geração" chega em dois meses (Fernando Calmon,
Alta Roda, 3 de junho).
CEO
do Covisint renuncia
Kevin English, CEO do portal Covisint há 14 meses, renunciou e
será sucedido pelo executivo aposentado que comandava a área
de compras globais da GM, Harold Kutner. English anunciou o corte de cem
postos de trabalho na companhia, reduzindo o quadro de funcionários
para 300. Em abril a companhia já havia dispensado metade dos cem
trabalhadores nos Estados Unidos. Kutner afirmou que não acontecerão
grandes mudanças com o novo comando e reafirmou a promessa feita
por English de tornar os negócios do portal lucrativos até
o fim deste ano. "Eu acredito que o Covisint ainda comandará
as operações do setor automotivo." (Autodata, 28 de
junho).
Os
25 anos do carro a álcool
A data quase passou despercebida: 25 anos do carro a álcool. Na
realidade não existe consenso se 1977 pode ser considerado o marco
zero, pois naquele ano surgiu apenas um protótipo com tecnologia
muito crua para utilização em frotas cativas. Talvez mais
correto fosse 1979, quando explodiu a segunda crise do petróleo
e houve pressão da sociedade para oferta de motores a álcool
em automóveis novos. Hoje o álcool custa, sem subsídios,
metade da gasolina (ou menos) em várias cidades, principalmente
de Estados produtores. Há suspeita de que parte desta vantagem
venha da sonegação de impostos, muito pesados para um combustível
renovável e mais limpo (Fernando Calmon, Alta Roda, 1º de
julho).
Gasolina
de primeiro mundo
A nova gasolina premium da Petrobrás de 101 octanas (RON) e baixíssimo
teor de enxofre antecipa especificações ambientais a serem
exigidas nos EUA e Europa em 2005. Contém um quarto de álcool,
recebeu aditivação, mas sua formulação permite
menor nível de depósitos em válvulas. Só em
alguns motores há melhora de desempenho. Preço médio
de R$ 2,00 o litro. Representará 1% do mercado e pode ser encontrada
de início em 60 postos do Rio e São Paulo (Fernando Calmon,
Alta Roda, 1º de julho).
Fiat
na mira da DaimlerChrysler
Fiat e DaimlerChrysler estariam tratando de eventual operação
de compra, antes de 2004, pois continuam resistências internas na
GM, que tem preferência no negócio. É bom lembrar:
antes de fechar com GM o acordo de 2001, a DC quis adquirir todas as ações
da Fiat, mas esta preferiu estratégia mais flexível na esperança
de superar crise financeira. Italianos desmentem (Fernando Calmon, Alta
Roda, 1º de julho).
Interesse
pela Internet
O objetivo da Renault é chegar a 20% de comercialização
da produção via Internet, motivo de investir R$ 800 mil
na reformulação do site. Este canal de vendas e consultas
vem crescendo mais do que em outros países. GMB já alcançou
24% das vendas totais (80% do Celta) por este meio, mas recordista deverá
ser a Ford quando consolidar novo Fiesta no mercado (Fernando Calmon,
Alta Roda, 1º de julho).
Daimler
lança Classe A 2003
O Classe A 2003 está chegando com pequenas modificações
visuais e a versão esportiva Avanguarde 1.9, que custa a partir
de R$ 43.630. A renovação da linha resultou em aumento dos
preços. A nova versão só se dest5ingue das outras
por detalhes, como pára-brisa degradé, pisca-pisca e luz
de ré fume, grade frontal na cor do carro, ponteira de escape cromada
e rodas com design esportivo. O painel de instrumentos recebeu fundo branco
e há um novo revestimento de tecido dos bancos (Estadão,
30 de junho).
Incentivos
mudam panorama automotivo
O setor automobilístico foi um dos que tiveram participação
significativa no processo de desconcentração regional da
indústria brasileira nos últimos quinze anos. Como resultado
especialmente da guerra de incentivos fiscais entre Estados, São
Paulo perdeu 17,9% pontos percentuais de participação no
setor de 1985 (81,8%) a 2000 (63,9%). O principal ganho ocorreu em Minas
Gerais, com avanço de 6,4 pontos percentuais graças à
expansão da Fiat e à nova fábrica da Mercedes-Benz
(Estadão, 29 de junho).
Mercosul:
um para lá, 1,8 para cá
Dias 4 e 5 de julho em Buenos Aires, na reunião dos presidentes
dos quatro países que integram o Mercosul, estará em debate
a Política Automotiva Comum (PAC), que está em negociação
desde janeiro. Brasil e Argentina já chegaram a consenso sobre
a elevação da proporção de partes e peças
produzidas no Mercosul dos automóveis de 60% para 70%. Mas ainda
resta uma questão vinculada à capacidade máxima de
o Brasil absorver o deficit no comércio automotivo com seu principal
sócio. Trata-se das regras sobre as trocas administradas de veículos.
O governo argentino insiste que esse comércio tenha uma proporção
de 1 para 2,4. Se o Brasil enviar para a Argentina US$ 1 milhão
em veículos em um ano, o país vizinho poderá embarcar
para cá até US$ 2,4 milhões em automóveis.
Essa proporção não deverá ser aceita. O Brasil
aceitaria a proporção de 1 para 1,8 (Estadão, 30
de junho).
Exportações
das montadoras recuam
As vendas externas da VW, GM, Ford e Fiat repetiram em maio o desempenho
de abril (exportações de US$ 255 milhões FOB), segundo
a Secex. Até maio a queda nas exportações dessas
empresas em relação ao mesmo período de 2001 foi
de 19,5%, para US$ 971,9 milhões. A Ford voltou a ser a única
da quatro maiores montadoras a acumular desempenho positivo nas vendas
externas nos primeiros cinco meses do ano. A empresa, terceira maior exportadora
do setor e 15ª do ranking das empresas brasileiras registrou remessas
de US$ 168,6 milhões de janeiro a maio (Carla Franco, Agestado,
30 de junho).
Montadoras
vão recolher PIS-Cofins diretamente
O
Congresso Nacional aprovou projeto que estabelece a contribuição
monofásica do PIS-Cofins pelas montadoras, que passam a recolher
diretamente esses impostos, eliminando a cobrança em cascata nos
demais segmentos da cadeia produtiva e de distribuição.
A medida não altera os preços do veículos para os
consumidores. A indústria automobilística recolhe anualmente
R$ 3 bilhões em PIS e Cofins. O próximo passo é convencer
o governo, principalmente a Receita Federal, de que a carga tributária
incidente sobre os automóveis brasileiros é uma das mais
altas do mundo e sua redução ajudaria a incrementar as vendas
internas e as exportações (Cleide Silva, Estadão,
28 de junho).
Um
terço do carro em impostos
O preço do carro fabricado no Brasil agrega em média 33,3%
de impostos, índice que nos países europeus varia de 13,8%
a 16,7%. No Japão é de 9,1% e nos Estados Unidos de 6,6%
(Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).
Próximo
passo: menor IPI dos médios
Agora os esforços do setor vão se intensificar na aprovação
da redução do IPI dos carros médios para 15%. A alíquota
para o segmento é de 25%, enquanto para os modelos populares é
de 10%. O setor aguarda ainda a regulamentação de mudanças
no recolhimento do IPI dos fretes, também já aprovada (Cleide
Silva, Estadão, 28 de junho).
Recall
da Ford nos Estados Unidos
A Ford convocou os proprietários de 250.283 minivans Windstar para
solucionar um problema no freio potencialmente perigoso. Também
vai reparar um problema na ventoinha de refrigeração do
motor de 25.876 carros da Volvo, conforme informação do
órgão regulador de segurança de veículos dos
Estados Unidos (Folha OnLine, 27 de junho).
GM
afeta faturamento da Delphi
A decisão da GM em remover certos itens de série em alguns
de seus modelos custará à Delphi uma redução
no faturamento de US$ 75 a US$ 150 por carro vendido pela montadora. A
ação da GM deverá se refletir em uma queda nas vendas
do maior sistemista mundial que poderá superar a US$ 300 milhões
e chegar até US$ 600 milhões. A notícia foi divulgada
dia 26 por agências internacionais (AutoData, 26 de junho).
Queda
de 40% nas vendas em junho
Os
resultados preliminares das vendas de veículos novos no varejo
das quatro maiores montadoras instaladas no País, em junho, já
apontam queda com relação a junho do ano passado. Concessionárias
consultadas pela Agência AutoData nos estados de São Paulo,
Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais e Paraná indicam que as vendas deverão sofrer
redução de 40% na média (AutoData, 25 de junho).
Neobus
aumenta em 32,5% produção
A San Marino Neobus, de Caxias do Sul, RS, uma das mais novatas empresas
do setor de carroçarias para ônibus, planeja fechar 2002
com a produção de 1400 unidades. Em 2001 foram montadas
1056 unidades (Gazeta Mercantil, 27 de junho).
Melhores
e piores na capotagem
O Explorer e a picape F-150, da Ford, o Land Rover Discovery e o GM Avalanche
foram os piores entre 32 veículos avaliados em testes de capotagem
da National Highway Traffic Safety Administration, nos Estados Unidos.
Os melhores foram o Ford Thunderbird, o GM Cadillac Deville e o Mitsubishi
Eclipse (Bloomberg News, 27 de junho).
Fiat
não mudará sua política no Brasil
O administrador delegado da Fiat, Giancarlo Boschetti, disse em Roma que
a Fiat Auto não mudará as estratégias das suas operações
internacionais no Brasil, China, Índia e Turquia. Mas ele advertiu
que os bons resultados alcançados nos mercados dos países
em desenvolvimento não bastarão para equilibrar a crise
da empresa na Europa e em outros países da América do Sul,
pelos próximos cinco anos. Boschetti - que substituiu Paolo Cantarella
na direção da Fiat Auto - reafirmou o pessimismo das perspectivas
da empresa na Itália também no curto prazo: "A demanda
continuará negativa durante 2002 e os dados de junho confirmam
essa tendência", disse o administrador temendo que o segundo
semestre deste ano possa ser ainda pior que o primeiro. Parte da crise
da Fiat foi atribuída ao escândalo da empresa americana Enron,
cujos danos teriam sido superiores aos causados pelos atentados de 11
de setembro, minando a confiança dos investidores na indústria.
Ainda este ano 35% das ações da Ferrari serão negociadas
na bolsa. O grupo detém 90% do total das ações da
fábrica de modelos esportivos (AutoData, 22 de junho).
Torneiras
fechadas na VW
Tornar a fábrica
da Anchieta enxuta é ponto de honra do austríaco Herbert
Demel, presidente da empresa. Até as torneiras estão sendo
fechadas. Em 1997, a Volks gastava 3,8 metros cúbicos de água
para produzir um único veículo. A quantidade já caiu
para 2,2 metros cúbicos e a meta é atingir 1,5 metro até
o próximo ano. Da mesma forma, a empresa gasta menos energia para
trabalhar. O consumo na produção de um veículo caiu
de 1.100 para 970 quilowatt/hora. A área destinada a guardar peças
também foi reduzida a um terço, somando hoje 70 mil metros
quadrados (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).
Sistemista
paga condomínio na VW
Num investimento de R$ 2 bilhões (R$ 800 milhões do BNDES)
a chamada nova Anchieta foi remodelada para receber a linha de montagem
do Polo, que está operando ao ritmo de 210 carros por dia. Com
três turnos de produção - ainda não necessários
em função do mercado em crise -, a linha poderá fazer
até 1.100 unidades do Polo. Ao remodelar a fábrica, a Volks
incluiu fornecedores, que operam na chamada montagem em módulos.
Para usar as instalações, essas empresas pagam uma taxa
de condomínio à Volks (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).
Sindipeças
defende programa popular
Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, Alemanha,
Detloff von Simson, vice-presidente do Sindipeças, defendeu o "programa
de poupança" para facilitar a aquisição de carros
populares no Brasil. Elaborado pelo sindicato, o programa propõe
a criação de condições de financiamento que
barateiam em pelo menos 30% o preço do veículo popular em
comparação a um consórcio de 60 meses. Os populares
dominam cerca de 70% do mercado brasileiro, que comercializa cerca de
1,5 milhão de carros. No programa de poupança, a prestação
de um automóvel seria de R$ 180 por mês, sendo que o consumidor
somente poderia retirar o veículo após 36 meses. Com o carro
na garagem, o comprador ainda desembolsaria mais 36 mensais de R$ 180.
O plano já foi visto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na próxima semana, deverá ser apreciado pelo secretário
da Receita Federal, Everardo Maciel, e pelo presidente do Banco Central
(BC), Armínio Fraga (Maurício Capela, Valor Econômico,
26 de junho).
Podem
sobrar só as quatro grandes?
Herbert Demel afirmou no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em
Hamburgo, que não há sinal de que 2002 será pior
que 2001. Mesmo assim, afirma que "as instabilidades começaram
a aparecer em maio, mas junho também não deu sinais de que
será um mês de fortes vendas". O presidente da Volkswagen
não esconde que está de olho na União Européia.
Além do México, onde há negociações
para o estabelecimento de um acordo bilateral, a montadora alemã
gostaria de exportar seus veículos para a Europa, mas reconhece
que a tarefa não é fácil (Maurício Capela,
Valor Econômico, 26 de junho). Demel não tem dúvidas
de que se as vendas não crescerem no Brasil, as montadoras continuarão
tendo dias difíceis. "É possível que somente
sobrevivam as quatro grandes companhias no Brasil. Não sei o que
aconteceria com as demais fabricantes de automóveis", diz
o executivo. Hoje, o Brasil conta com 17 montadoras (Maurício Capela,
Valor Econômico, 26 de junho).
Cresce
venda de tratores, caminhões e ônibus
As vendas de automóveis e comerciais leves registram quedas consecutivas
este ano, mas o mercado de máquinas agrícolas, ônibus
e caminhões está crescendo. Os volumes de produção
de 2002 devem superar o recorde histórico de 2001, de 44 mil máquinas
agrícolas. As vendas de ônibus já cresceram 17,5%
este ano e as de caminhões, apesar da queda em 2002 em relação
ao ano passado, estão entre os mais altos níveis da história
do setor.
"Nos segmentos que envolvem investimentos e têm ligação
com o andamento real da economia do País, os sinais são
bastantes positivos", destacou o presidente da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo
Carvalho. O setor que apresenta os resultados mais satisfatórios
é o de máquinas agrícolas. A produção,
de 19,3 mil máquinas, aumentou 16,1% de janeiro a maio, na comparação
com o mesmo período de 2001, enquanto as vendas subiram para 14,7
mil unidades, um crescimento de 21% (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).
Variabilidade
no mercado de caminhões
A expectativa das montadoras é de que o volume comercializado de
caminhões em 2002 seja de 3% a 5% maior do que o do ano passado.
Para o diretor da área automotiva da A.T. Kearney, Corrado Capellano,
entretanto, o mercado de caminhões apresenta uma "fortíssima
variabilidade" e já deveria apresentar volumes mais altos.
"Apesar de o nível de vendas ser semelhante aos maiores da
história, nossa realidade hoje nada tem a ver com o mercado de
20 anos atrás: os produtos e fábricas eram bem diferentes",
disse.
Em sua opinião, a saída para os fabricantes aumentarem os
volumes é buscar soluções mais sofisticadas, como
melhorias na cadeia logística e aumento da segmentação
do mercado, com a expansão dos negócios sob encomenda. "A
competitividade hoje é muito grande e a alternativa está
no desenvolvimento de produtos que atendem melhor o consumidor; o mercado
virou do lado de quem vende para o lado de quem compra", disse (Carla
Franco, Agestado, 26 de junho).
PDV
na GM em São José dos Campos
A GM anunciou ontem a abertura de um Plano de Demissões Voluntárias
para a fábrica de São José dos Campos, SP.. Em protesto
contra as demissões, que podem chegar a 300, os 5.000 trabalhadores
do primeiro turno não vão trabalhar hoje. O PDV visa atrair
os trabalhadores que pretendem se desligar da empresa e, com isso, adequar
o quadro de funcionários à crise enfrentada pelo setor automobilístico
(Folha On Line, 26 de junho).
Golf
bate recorde do Fusca
Houve comemoração ontem na fábrica da Volkswagen
em Wolfsburg, na Alemanha: o Golf, lançado em 1975, tornou-se o
modelo mais produzido na história da empresa com a montagem de
21.517.415 unidades. O Fusca, lançada na década de 40 e
ainda fabricado no México, ficou para trás. O carro mais
vendido no mundo é o Corolla, com mais de 30 milhões de
unidades colocadas no mercado desde o lançamento em 1966. O Corolla
está na nona geração e o Golf na quarta. O Golf é
produzido na Alemanha, Brasil, África do Sul, Bélgica e
Eslováquia (Estadão, 26 de junho).
Menos
Citroën, mais Peugeot
A partir de 2003 a produção da Citroën Picasso em Porto
Real, RJ, será reduzida de 17.500 unidades para 14.000 unidades.
Ao mesmo tempo o volume de produção do 206 deverá
aumentar em 26,6%, de 36.500 unidades para 47.500 unidades. A nova estratégia
deve-se ao aumento da demanda pelo modelo popular. A redução
no volume da Picasso será compensanda com a do C3, novo modelo
Citroën que dever chegar ao mercado no início do próximo
ano (Sônia Moraes, Panorama Setorial, 27 de junho).
Greve
da Receita afeta indústria automobilística
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal está prejudicando
a linha de produção das principais montadoras instaladas
no País. A PSA Peugeot Citroën já deixou de produzir
cerca de 700 veículos em sua fábrica de Porto Real, no Rio
de Janeiro, desde a última sexta-feira, quando a linha de montagem
foi paralisada em razão de falta de peças. A Fiat teve de
reformular seu mix de produção em razão da falta
de peças. "Por enquanto, não paramos de produzir, mas
tivemos de mudar o mix, deixando de fabricar alguns modelos, como versões
do Doblò, e aumentando a produção de outros",
afirmou o diretor de logística da empresa, Paulo Tomazela. Segundo
o executivo responsável pela unidade de produção
do VW Polo, Ruy Benessiuti, três mil veículos aguardam a
chegada de peças importadas. No caso do modelo Polo, faltam componentes
dos bancos, que são fornecidos pela filial brasileira da Johnson
Controls (Carla Franco, Agestado, 25 de junho).
Autopeças
investem em manufatura enxuta
Mudanças nos processos e a adoção de novos conceitos
de produção que melhoraram substancialmente os resultados
em empresas fornecedoras de autopeças e sistemas automotivos nos
últimos anos. Leia mais... (25 de junho).
Nova
versão do Fiesta em 2003
A Ford tenta antecipar para o começo de 2003 o lançamento
do utilitário-esporte compacto sobre a plataforma do novo Fiesta,
em tempo de aproveitar as vendas de verão, estação
preferida para viagens. Exportações para os EUA, com motor
mais potente de 2 litros de cilindrada, estão certas para meados
do ano que vem. A empresa não quer confirmar para evitar reações
dos sindicatos norte-americanos (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25
de junho).
Ménard
próximo do Brasil
Luc Ménard vai dirigir Operações Internacionais do
Grupo Renault, na França. Desta forma não ficará
muito afastado do Brasil, onde atuou na presidência da subsidiária
por cinco anos e ajudou a implantar três fábricas: automóveis,
comerciais leves e de motores. Difícil será decidir o que
fazer com operações na Argentina. Pode servir de consolo
outros fabricantes terem o mesmo e imenso problema (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda, 25 de junho).
Ociosidade
na China é maior
Apesar da capacidade ociosa da indústria automobilística
nacional estar em torno de 40%, e no país vizinho 80%, outros mercados
emergentes também padecem do mal. Estudo da consultoria Roland
Berger aponta a China com 50% de ociosidade e perspectivas menores de
crescimento, numa projeção para 2010. Até lá
o Brasil poderá estar absorvendo entre 2,5 e 3 milhões de
unidade anuais, fora exportações (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda, 25 de junho).
GM
demite em São José dos Campos
A General Motors vai demitir 300 trabalhadores da fábrica de São
José dos Campos, SP. O comunicado foi feito ao Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos. A montadora alega que precisa cortar
300 dos 8.500 funcionários da unidade para adequar a produção
à queda nas vendas de veículos. A unidade de São
José dos Campos é responsável pela produção
do novo Corsa, recém-lançado este ano pela GM (Folha OnLine,
24 de junho).
Renault
quer vender 20% pela Internet
A
Renault quer 20% das vendas de seus veículos no mercado brasileiro
este ano geradas na Internet, gerando uma receita entre R$ 60 milhões
e R$ 80 milhões, valor entre três e quatro vezes maior que
o obtido pela montadora em 2001. O volume comercializado na Internet deverá
crescer para até 2 mil veículos por mês no segundo
semestre do ano. Para incrementar os negócios na web, a Renault
investiu R$ 800 mil na reformulação do site (www.renault.com.br)
que, além de vender o Clio Yahoo!, vai oferecer outros modelos
na rede ainda este ano, como o Kangoo e o Twingo, produzidos na Argentina
e no Uruguai, respectivamente (Estadão, 21 de junho).
Tupy
equipa carros da Audi
A Fundição Tupi, de Joinvile, SC, acaba de assinar contrato
com a Audi alemã para fornecer 250 mil blocos (ferro vermicular)
destinados à nova família de motores diesel de 2.5 litros
e 220 cv dos carros de luxo A4 e A6. O neg&oacut |