JULHO/2002

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Recall da Ford nos Estados Unidos
A Ford convocou os proprietários de 250.283 minivans Windstar para solucionar um problema no freio potencialmente perigoso. Também vai reparar um problema na ventoinha de refrigeração do motor de 25.876 carros da Volvo, conforme informação do órgão regulador de segurança de veículos dos Estados Unidos (Folha OnLine, 27 de junho).

GM afeta faturamento da Delphi
A decisão da GM em remover certos itens de série em alguns de seus modelos custará à Delphi uma redução no faturamento de US$ 75 a US$ 150 por carro vendido pela montadora. A ação da GM deverá se refletir em uma queda nas vendas do maior sistemista mundial que poderá superar a US$ 300 milhões e chegar até US$ 600 milhões. A notícia foi divulgada dia 26 por agências internacionais (AutoData, 26 de junho).

Queda de 40% nas vendas em junho
Os resultados preliminares das vendas de veículos novos no varejo das quatro maiores montadoras instaladas no País, em junho, já apontam queda com relação a junho do ano passado. Concessionárias consultadas pela Agência AutoData nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná indicam que as vendas deverão sofrer redução de 40% na média (AutoData, 25 de junho).

Neobus aumenta em 32,5% produção
A San Marino Neobus, de Caxias do Sul, RS, uma das mais novatas empresas do setor de carroçarias para ônibus, planeja fechar 2002 com a produção de 1400 unidades. Em 2001 foram montadas 1056 unidades (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Melhores e piores na capotagem
O Explorer e a picape F-150, da Ford, o Land Rover Discovery e o GM Avalanche foram os piores entre 32 veículos avaliados em testes de capotagem da National Highway Traffic Safety Administration, nos Estados Unidos. Os melhores foram o Ford Thunderbird, o GM Cadillac Deville e o Mitsubishi Eclipse (Bloomberg News, 27 de junho).

Fiat não mudará sua política no Brasil
O administrador delegado da Fiat, Giancarlo Boschetti, disse em Roma que a Fiat Auto não mudará as estratégias das suas operações internacionais no Brasil, China, Índia e Turquia. Mas ele advertiu que os bons resultados alcançados nos mercados dos países em desenvolvimento não bastarão para equilibrar a crise da empresa na Europa e em outros países da América do Sul, pelos próximos cinco anos. Boschetti - que substituiu Paolo Cantarella na direção da Fiat Auto - reafirmou o pessimismo das perspectivas da empresa na Itália também no curto prazo: "A demanda continuará negativa durante 2002 e os dados de junho confirmam essa tendência", disse o administrador temendo que o segundo semestre deste ano possa ser ainda pior que o primeiro. Parte da crise da Fiat foi atribuída ao escândalo da empresa americana Enron, cujos danos teriam sido superiores aos causados pelos atentados de 11 de setembro, minando a confiança dos investidores na indústria. Ainda este ano 35% das ações da Ferrari serão negociadas na bolsa. O grupo detém 90% do total das ações da fábrica de modelos esportivos (AutoData, 22 de junho).

Torneiras fechadas na VW
Tornar a fábrica da Anchieta enxuta é ponto de honra do austríaco Herbert Demel, presidente da empresa. Até as torneiras estão sendo fechadas. Em 1997, a Volks gastava 3,8 metros cúbicos de água para produzir um único veículo. A quantidade já caiu para 2,2 metros cúbicos e a meta é atingir 1,5 metro até o próximo ano. Da mesma forma, a empresa gasta menos energia para trabalhar. O consumo na produção de um veículo caiu de 1.100 para 970 quilowatt/hora. A área destinada a guardar peças também foi reduzida a um terço, somando hoje 70 mil metros quadrados (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).

Sistemista paga condomínio na VW
Num investimento de R$ 2 bilhões (R$ 800 milhões do BNDES) a chamada nova Anchieta foi remodelada para receber a linha de montagem do Polo, que está operando ao ritmo de 210 carros por dia. Com três turnos de produção - ainda não necessários em função do mercado em crise -, a linha poderá fazer até 1.100 unidades do Polo. Ao remodelar a fábrica, a Volks incluiu fornecedores, que operam na chamada montagem em módulos. Para usar as instalações, essas empresas pagam uma taxa de condomínio à Volks (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).

Sindipeças defende programa popular
Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, Alemanha, Detloff von Simson, vice-presidente do Sindipeças, defendeu o "programa de poupança" para facilitar a aquisição de carros populares no Brasil. Elaborado pelo sindicato, o programa propõe a criação de condições de financiamento que barateiam em pelo menos 30% o preço do veículo popular em comparação a um consórcio de 60 meses. Os populares dominam cerca de 70% do mercado brasileiro, que comercializa cerca de 1,5 milhão de carros. No programa de poupança, a prestação de um automóvel seria de R$ 180 por mês, sendo que o consumidor somente poderia retirar o veículo após 36 meses. Com o carro na garagem, o comprador ainda desembolsaria mais 36 mensais de R$ 180. O plano já foi visto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Na próxima semana, deverá ser apreciado pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, e pelo presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho).

Podem sobrar só as quatro grandes?
Herbert Demel afirmou no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, que não há sinal de que 2002 será pior que 2001. Mesmo assim, afirma que "as instabilidades começaram a aparecer em maio, mas junho também não deu sinais de que será um mês de fortes vendas". O presidente da Volkswagen não esconde que está de olho na União Européia. Além do México, onde há negociações para o estabelecimento de um acordo bilateral, a montadora alemã gostaria de exportar seus veículos para a Europa, mas reconhece que a tarefa não é fácil (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho). Demel não tem dúvidas de que se as vendas não crescerem no Brasil, as montadoras continuarão tendo dias difíceis. "É possível que somente sobrevivam as quatro grandes companhias no Brasil. Não sei o que aconteceria com as demais fabricantes de automóveis", diz o executivo. Hoje, o Brasil conta com 17 montadoras (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho).

Cresce venda de tratores, caminhões e ônibus
As vendas de automóveis e comerciais leves registram quedas consecutivas este ano, mas o mercado de máquinas agrícolas, ônibus e caminhões está crescendo. Os volumes de produção de 2002 devem superar o recorde histórico de 2001, de 44 mil máquinas agrícolas. As vendas de ônibus já cresceram 17,5% este ano e as de caminhões, apesar da queda em 2002 em relação ao ano passado, estão entre os mais altos níveis da história do setor.
"Nos segmentos que envolvem investimentos e têm ligação com o andamento real da economia do País, os sinais são bastantes positivos", destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho. O setor que apresenta os resultados mais satisfatórios é o de máquinas agrícolas. A produção, de 19,3 mil máquinas, aumentou 16,1% de janeiro a maio, na comparação com o mesmo período de 2001, enquanto as vendas subiram para 14,7 mil unidades, um crescimento de 21% (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).

Variabilidade no mercado de caminhões
A expectativa das montadoras é de que o volume comercializado de caminhões em 2002 seja de 3% a 5% maior do que o do ano passado. Para o diretor da área automotiva da A.T. Kearney, Corrado Capellano, entretanto, o mercado de caminhões apresenta uma "fortíssima variabilidade" e já deveria apresentar volumes mais altos. "Apesar de o nível de vendas ser semelhante aos maiores da história, nossa realidade hoje nada tem a ver com o mercado de 20 anos atrás: os produtos e fábricas eram bem diferentes", disse.
Em sua opinião, a saída para os fabricantes aumentarem os volumes é buscar soluções mais sofisticadas, como melhorias na cadeia logística e aumento da segmentação do mercado, com a expansão dos negócios sob encomenda. "A competitividade hoje é muito grande e a alternativa está no desenvolvimento de produtos que atendem melhor o consumidor; o mercado virou do lado de quem vende para o lado de quem compra", disse (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).

PDV na GM em São José dos Campos
A GM anunciou ontem a abertura de um Plano de Demissões Voluntárias para a fábrica de São José dos Campos, SP.. Em protesto contra as demissões, que podem chegar a 300, os 5.000 trabalhadores do primeiro turno não vão trabalhar hoje. O PDV visa atrair os trabalhadores que pretendem se desligar da empresa e, com isso, adequar o quadro de funcionários à crise enfrentada pelo setor automobilístico (Folha On Line, 26 de junho).

Golf bate recorde do Fusca
Houve comemoração ontem na fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha: o Golf, lançado em 1975, tornou-se o modelo mais produzido na história da empresa com a montagem de 21.517.415 unidades. O Fusca, lançada na década de 40 e ainda fabricado no México, ficou para trás. O carro mais vendido no mundo é o Corolla, com mais de 30 milhões de unidades colocadas no mercado desde o lançamento em 1966. O Corolla está na nona geração e o Golf na quarta. O Golf é produzido na Alemanha, Brasil, África do Sul, Bélgica e Eslováquia (Estadão, 26 de junho).

Menos Citroën, mais Peugeot
A partir de 2003 a produção da Citroën Picasso em Porto Real, RJ, será reduzida de 17.500 unidades para 14.000 unidades. Ao mesmo tempo o volume de produção do 206 deverá aumentar em 26,6%, de 36.500 unidades para 47.500 unidades. A nova estratégia deve-se ao aumento da demanda pelo modelo popular. A redução no volume da Picasso será compensanda com a do C3, novo modelo Citroën que dever chegar ao mercado no início do próximo ano (Sônia Moraes, Panorama Setorial, 27 de junho).

Greve da Receita afeta indústria automobilística
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal está prejudicando a linha de produção das principais montadoras instaladas no País. A PSA Peugeot Citroën já deixou de produzir cerca de 700 veículos em sua fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, desde a última sexta-feira, quando a linha de montagem foi paralisada em razão de falta de peças. A Fiat teve de reformular seu mix de produção em razão da falta de peças. "Por enquanto, não paramos de produzir, mas tivemos de mudar o mix, deixando de fabricar alguns modelos, como versões do Doblò, e aumentando a produção de outros", afirmou o diretor de logística da empresa, Paulo Tomazela. Segundo o executivo responsável pela unidade de produção do VW Polo, Ruy Benessiuti, três mil veículos aguardam a chegada de peças importadas. No caso do modelo Polo, faltam componentes dos bancos, que são fornecidos pela filial brasileira da Johnson Controls (Carla Franco, Agestado, 25 de junho).

Autopeças investem em manufatura enxuta
Mudanças nos processos e a adoção de novos conceitos de produção que melhoraram substancialmente os resultados em empresas fornecedoras de autopeças e sistemas automotivos nos últimos anos. Leia mais... (25 de junho).

Nova versão do Fiesta em 2003
A Ford tenta antecipar para o começo de 2003 o lançamento do utilitário-esporte compacto sobre a plataforma do novo Fiesta, em tempo de aproveitar as vendas de verão, estação preferida para viagens. Exportações para os EUA, com motor mais potente de 2 litros de cilindrada, estão certas para meados do ano que vem. A empresa não quer confirmar para evitar reações dos sindicatos norte-americanos (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

Ménard próximo do Brasil
Luc Ménard vai dirigir Operações Internacionais do Grupo Renault, na França. Desta forma não ficará muito afastado do Brasil, onde atuou na presidência da subsidiária por cinco anos e ajudou a implantar três fábricas: automóveis, comerciais leves e de motores. Difícil será decidir o que fazer com operações na Argentina. Pode servir de consolo outros fabricantes terem o mesmo e imenso problema (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

Ociosidade na China é maior
Apesar da capacidade ociosa da indústria automobilística nacional estar em torno de 40%, e no país vizinho 80%, outros mercados emergentes também padecem do mal. Estudo da consultoria Roland Berger aponta a China com 50% de ociosidade e perspectivas menores de crescimento, numa projeção para 2010. Até lá o Brasil poderá estar absorvendo entre 2,5 e 3 milhões de unidade anuais, fora exportações (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

GM demite em São José dos Campos
A General Motors vai demitir 300 trabalhadores da fábrica de São José dos Campos, SP. O comunicado foi feito ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A montadora alega que precisa cortar 300 dos 8.500 funcionários da unidade para adequar a produção à queda nas vendas de veículos. A unidade de São José dos Campos é responsável pela produção do novo Corsa, recém-lançado este ano pela GM (Folha OnLine, 24 de junho).

Renault quer vender 20% pela Internet
A Renault quer 20% das vendas de seus veículos no mercado brasileiro este ano geradas na Internet, gerando uma receita entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões, valor entre três e quatro vezes maior que o obtido pela montadora em 2001. O volume comercializado na Internet deverá crescer para até 2 mil veículos por mês no segundo semestre do ano. Para incrementar os negócios na web, a Renault investiu R$ 800 mil na reformulação do site (www.renault.com.br) que, além de vender o Clio Yahoo!, vai oferecer outros modelos na rede ainda este ano, como o Kangoo e o Twingo, produzidos na Argentina e no Uruguai, respectivamente (Estadão, 21 de junho).

Tupy equipa carros da Audi
A Fundição Tupi, de Joinvile, SC, acaba de assinar contrato com a Audi alemã para fornecer 250 mil blocos (ferro vermicular) destinados à nova família de motores diesel de 2.5 litros e 220 cv dos carros de luxo A4 e A6. O negócio soma US$ 37,6 milhões e os embarques começam em 2004 (Gazeta Mercantil, 18 de junho).

China aprova parceria com a BMW no país
A BMW AG recebeu aprovação do governo chinês para estabelecer uma parceria naquele país. A companhia começou a negociar com a fabricante de miniônibus local Brilliance China Automotive Holdings Ltd. no final do ano 2000 com o intuito de construir, em conjunto, uma fábrica de veículos da BMW. Se bem-sucedida, a medida deverá levar a montadora alemã a se tornar a primeira fabricante de automóveis de luxo a produzir veículos na China.
A BMW espera controlar 50% da parceria. A Brilliance ficaria com 40% e o restante caberia ao governo chinês. (Folha de S. Paulo, 21 de junho).

GM abre web site de e-procurement
A GM anunciou a criação do GM Dealer Supply Advantage, web-site de e-procurement para seus distribuidores desenvolvido pelo Covisint, que fará a hospedagem e habilitar os distribuidores (Gazeta Mercantil, 18 de junho).

Racionalização do PIS-Cofins
A Câmara aprovou projeto de lei que impõe apenas uma fase na cobrança de PIS e Cofins na cadeia de produção e comercialização de automóveis. O projeto também transforma as montadoras em substitutas tributárias, ou seja, as indústrias ficarão responsáveis pelo recolhimento dos impostos em toda a cadeia produtiva. O projeto será agora remetido ao Senado. Com a mudança, a alíquota do PIS, que era de 0,75%, passa a 1,47%. Já a Cofins, que tinha alíquota de 3%, passa a 6,79%. O projeto foi elaborado de forma a preservar a atual receita tributária com o setor. Na mensagem que encaminhou o projeto do governo, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fez a ressalva de que, em virtude da Lei de Responsabilidade Fiscal, se houver queda na arrecadação, o governo deverá aumentar a taxação do IPI para fazer a compensação. Hoje os automóveis populares são taxados em 10% de IPI e os outros em 25% (Estadão, 20 de junho).

Sobram automóveis nos pátios
"Estamos em pânico", resumiu o diretor de uma grande concessionária de São Paulo que neste mês só vendeu 24 veículos. O presidente da Associação Brasileira de Concessionários Chevrolet (Abrac), Arcélio Alceu dos Santos, diz que o consumidor está receoso em assumir compromissos por causa das turbulências no mercado. Cerca de 70% das vendas de carros novos são financiadas, grande parte em prazos de 24 e 36 meses. "A economia não está tão ruim, mas falta autoconfiança do consumidor." (Jornal da Tarde, 20 de junho).

Metade das montadoras daria conta
Se metade das 18 montadoras hoje instaladas no país fechasse as portas da noite para o dia, não haveria falta de veículos no mercado. Essa é a conclusão que se pode tirar de uma realidade no setor automotivo nesse momento: a ociosidade nas montadoras brasileiras é de 50%. Somada a capacidade produtiva de todas as fábricas do setor, poderiam ser fabricados 3,4 milhões de veículos por ano, mas a previsão para 2002 é a de se fazer apenas 1,7 milhão, contra 1,8 milhão de 2001 (Jornal da Tarde, 20 de junho).

Mais duas montadoras poderiam sair
O presidente da Volks do Brasil, Herbert Demel, acredita que duas montadoras poderão deixar o País, seguindo o caminho de outras duas que se instalaram por aqui e desistiram no meio do caminho: Chrysler (picape Dakota) e GM Caminhões. E o quadro para os próximos meses é desalentador. Nervosismo no mercado por conta das eleições, juros altos para o crédito e queda real no poder aquisitivo são fatores que empurram as vendas para baixo. Hoje, há montadoras com um mês de produção em seus estoques (Jornal da Tarde, 20 de junho).

Só Brasil quer o carro popular
"É esperar para ver quem aguenta", diz David Wong, consultor do segmento automotivo. Uma saída seria exportar, mas há entraves. O primeiro é o próprio cenário mundial. Sobram carros em todo o planeta, a ociosidade é de 30% e a perspectiva é de queda de 7,5% nas vendas globais este ano. Outro problema é a preferência de nosso mercado por carros populares. Não que o consumidor goste do carro 1.0, mas como o imposto sobre ele é menor e o dinheiro anda curto, o popular domina 71% das vendas nacionais. Só que o mercado externo não quer o 1.0 (Jornal da Tarde, 20 de junho).

Suzuki quer parte da Daewoo
A Suzuki está mantendo conversações para adquirir 15% de participação na companhia que assumirá o controle da falida sul-coreana Daewoo, na qual a General Motors será a acionista majoritária, informou o jornal japonês Nihon Keizai Shimbum. O investimento possibilitará à Suzuki unir forças com a montadora sul-coreana para desenvolver carros subcompactos, motores e outros componentes. O acordo permitirá que tanto a Suzuki quanto a Daewoo se estabeleçam como empresas do grupo GM que produzem carros subcompactos para o mercado asiático (Estadão, 19 de junho).

Frontier já tem preço definido
A Nissan divulgou os preços de venda da picape Frontier, com a qual faz estréia também como fabricante nacional. A versão XE 4x2 2.8 turbodiesel parte de R$ 53.990,00. Já a Frontier 4x4 (com a mesma motorização) parte de R$ 59,6 mil (Jornal da Tarde, 19 de junho).

Nissan prepara popular brasileiro
O March, compacto lançado em março deste ano pela Nissan no Japão, pode ser será montado no Paraná, onde a marca produz a picape média Frontier. O veículo seria lançado no mercado brasileiro em 2004, segundo previsão do fabricante. O March mede 3,69 metros de comprimento (apenas sete centímetros maior que o Ford Ka) e tem linhas bastante ousadas. O novo compacto seria equipado com motor 1.0 nacional da Renault, o mesmo que hoje é fornecido para o Clio e também para o Peugeot 206 (Diário de São Paulo, 19 de junho).

As melhores marcas de automóveis
A luxuosa Rolls-Royce foi considerada a melhor marca britânica de todos os tempos - mesmo sendo controlada pela alemã Volkswagen. A Jaguar, outro ícone inglês, mas que pertence à norte-americana Ford, ficou em quarto lugar, segundo um estudo feito para a revista Marketing. A tradicional Mini, hoje nas mãos da também alemã BMW, apareceu na oitava posição (Diário de São Paulo, 19 de junho).

Financiamento de veículos cai
As vendas de veículos financiados pelos bancos das montadoras em maio caíram 21% em relação a abril. Os juros médios passaram de 2,1% para 2,4%, aumento de 14%, informou o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Flávio Croppo. Para ele, o impacto de 0,20 ponto porcentual não é significativo a ponto de inibir o consumo. Pesquisa da Agência Estado confirmou a elevação das taxas médias, em comparação ao que era praticado na última quinzena do mês passado, não só em bancos de montadoras, mas também nas demais instituições financeiras. Entre os fatores que contribuíram para a elevação da taxa de juros, o presidente da Anef destaca as turbulências econômicas dos últimos meses, as incertezas no cenário político, a elevação dos juros futuros e a taxa Selic mantida em 18,5% ao ano há dois meses (Agência Estado, 18 de junho).

C5 lidera vendas entre médios de luxo
O modelo importado C5, da Citroën, liderou as vendas no País no segmento de automóveis médios de luxo no mês de maio. O carro obteve 45,5% de participação, com 220 unidades vendidas. O modelo também é líder no acumulado do ano, com 755 unidades comercializadas e 29,35% de market share. Os outros concorrentes do segmento, que totaliza pouco menos de 500 unidades por mês, são o Vectra CD (General Motors), o Passat (Volkswagen), o Mondeo (Ford), o Laguna (Renault), o Marea Turbo (Fiat), o 156 (Alfa Romeo) e o 406 (Peugeot) (Agência Estado, 18 de junho).

Inovação na DaimlerChrysler
O 2002 Innovation Symposium, realizado na semana passada na fábrica da Mercedes Benz, em Stuttgart, procurou jogar novo foco sobre o futuro da indústria automotiva mundial. Foram 24 palestras em dois dias de trabalho. "A liderança tecnológica é um dos pilares da nossa estratégia na busca da liderança global". Na opinião do chairman Jürgen Schrempp, de nada adianta ter equipes de estudos, engenheiros, técnicos e cientistas, se não existir uma visão clara dos conceitos sobre quais os problemas tecnológicos que realmente precisam ser resolvidos para o futuro. E esta é a função do simpósio bienal. (Fred Carvalho, AutoData, 17 de junho).

Mas como será o automóvel do futuro?
O automóvel nos próximos quinze anos sofrerá evolução muito maior que nos últimos 50 anos. A eletrônica, que já representa 30% dos custos de produção de um veículo, será uma das responsáveis por este salto. Nos próximos quinze anos, o automóvel poderá mudar tanto que devem sobrar apenas as 4 rodas. Se sobrarem. A interface entre fornecedores e construtores também deverá ser cada vez mais integrada, para dominarmos com perfeição as tecnologias eletrônicas. Schrempp também acredita que o principal desafio da indústria no futuro é de garantir ao motorista maior segurança para evitar acidentes e até mesmo eliminar a possibilidade destes. Ele também se mostrou preocupado com o combustível do futuro. E sua aposta está na célula de combustível, movida a hidrogênio, que poderá ser tirado do metanol, etanol e gasolina (Fred Carvalho, AutoData, 17 de junho).

Inspeção veicular em São Paulo
No ano que vem, segundo Stela Goldenstein, secretária municipal do Meio Ambiente de São Paulo, será dada partida à inspeção veicular no município. Serão inspecionados apenas veículos fabricados a partir de 1992, que somam 2,7 milhões de unidades. No ano seguinte o programa terá alcançado a frota integral da capital, de 5,5 milhões de autos (Revista Sincopeças, junho).

A briga pela liderança dos populares
Apesar de manter a liderança, a Fiat perdeu participação no segmento de carros populares e hoje tem 31,64% das vendas, ante 36% nos primeiros cinco meses de 2001. A Volkswagen também caiu, passando de 29,17% para 27,8%, enquanto a Ford manteve-se estável em 7,12%. A GM subiu de 23,87% para 26,4%. A Renault passou de 2,84% para 3,43%. A Peugeot iniciou a produção do 206 no ano passado e conquistou 3,59% do mercado, ante 0,94% há um ano. A pesquisa por faixa de preços foi feita pela Citroën do Brasil (Jornal da Tarde, 17 de junho).

VW lidera entre os médios
Já no segmento de médios (entre R$ 25 mil e R$ 35 mil), a VW manteve a liderança, com 33,74%, e continua apostando na categoria, com o lançamento do novo Polo. Na faixa dos mais luxuosos, acima de R$ 35 mil, o mercado é mais pulverizado. A GM tem 20,47%, seguida pela Honda, com 16,41%. O destaque é para a terceira colocada, a Citroën, que passou de 5,37%, há um ano, para 15,24%. A Picasso, que começou a ser fabricada no País no ano passado, lidera o mercado de minivans - Scénic, da Renault, tem 27,78% das vendas, e a Zafira, da GM, 27,58%. O Mercedes-Benz Classe A acumula no ano 15,94% de participação (Jornal da Tarde, 17 de junho).

Doblò na frente das multivans
O segmento de multivans (Fiat Doblò, o Renault Kangoo e o Citroën Berlingo) contabiliza 0,9% das vendas totais de veículos neste ano, ou 8% do mercado de comerciais leves, com 10,7 mil unidades para transporte de passageiros e de cargas. O Doblò lidera, com 3,5 mil unidades vendidas (Jornal da Tarde, 17 de junho).

Venda de usados sofre retração de 24,3%
Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de usados no mercado paulista já caíram 24,3% em relação ao mesmo período de 2001. As revendas multimarcas venderam 237,4 mil veículos, ante 313,8 mil unidades de janeiro a maio do ano passado, de acordo com a Associação dos Revendedores de Veículos Automotores de São Paulo (Assovesp). O Estado de São Paulo é responsável por cerca de metade das vendas de veículos usados no País. O mercado de usados está voltando aos dias difíceis de 1995 a 1997, quando o problema era inverso: havia crédito farto e o cliente preferia o carro zero financiado ao usado (Jornal da Tarde, 17 de junho).

Tecnoauto apontou tendências em reparação
A TecnoAuto, primeira feira dedicada ao setor de reparação, recém-encerrada em São Paulo, SP, serviu para aproximar profissionais aos fornecedores de equipamentos, serviços e peças, reunindo 60 expositores. Patrocinada pelo Sindirepa/SP e Abrive, entidades setoriais estadual e nacional, atraiu representantes até do México e Chile (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 17 de junho).

Diferença na hora de consertar
Apesar da nítida preferência do brasileiro pelos produtos europeus e japoneses, com mais de 90% de participação, o modelo seguido, quando se pensa em conserto, é o americano. Lá, como aqui, 80% da frota é mantida por oficinas independentes, enquanto na Europa não chega a 50% e no Japão, apenas 20%. A figura do mecânico de confiança ainda está arraigada no Brasil. Mas as coisas estão mudando, numa era em que oficina mecânica se tornou "reparadora". O próprio mecânico virou um reparador em função dos sistemas eletrônicos e de diagnose que superaram os métodos de tentativa-e-erro e de regulagem por sensibilidade. Conhecimento teórico em mecatrônica e, claro, competência se sobrepõem ao afinador de motores. Acima de tudo, equipamento moderno e caro. (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 17 de junho).

Clone da Doblò não sai
Abortada, no nascedouro idéia de lançar clone do Doblò com gravatinha Chevrolet. Pelo jeito, alguém resolveu pensar em voz alta na Fiat. Afinal, GMB estuda furgãozinho derivado do novo Corsa, na Europa chamado Combo. Há outro plano. Criar uma pickup média para a Fiat, baseada diretamente na S10, líder de mercado. Este projeto parece ter recebido sinal verde. (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 17 de junho).

Toyota do Brasil é base de exportação
O Brasil será base de exportação do Novo Corolla, da Toyota, para a América Latina e países do Caribe. O modelo foi lançado dia 13 de junho pela montadora japonesa, que pretende exportar para a região o equivalente a mais de 35% da capacidade de produção da fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo, de 57 mil unidades por ano. "O Brasil será a base de exportação do modelo para a América Latina e Caribe", afirmou o presidente da Toyota do Brasil, Hiroyuki Okabe, durante solenidade de inauguração da ampliação da fábrica, que contou com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso (Estadão, 14 de junho).

Toyota quer 10% do mercado até 2010
A fábrica de Indaiatuba ampliada deve implantar o segundo turno de produção a partir do próximo ano, o que poderá elevar a capacidade para 5 mil veículos por mês e agregará mil empregos diretos à unidade. Hoje, a fábrica opera em um turno de produção com capacidade para 2,5 mil unidades do Corolla por mês. A Toyota quer obter uma participação de 10% no mercado brasileiro em 2010. Para isso, deve produzir um novo modelo na fábrica de Indaiatuba. A montadora informou, entretanto, que ainda não tomou nenhuma decisão sobre essa possibilidade, que demandaria investimentos adicionais (Carla Franco, Agestado, 14 de junho).

Programa de expansão em Indaiatuba
Um aporte de US$ 300 milhões ampliará a capacidade de produção da unidade da Toyota em Indaiatuba para 57 mil carros por ano. A empresa, no entanto, estima um mercado entre 2,5 e 3 milhões de unidade por ano em 2010, o que a obrigaria a ampliar ainda a capacidade de produção no Brasil para mais 190 a 240 mil carros. Pelo que ficou evidente no lançamento do novo Corolla, o modelo terá de mostrar resultados mais expressivos que o anterior para justificar novos passos por aqui (Gazeta Mercantil, 14 de junho).

Produção do Celta pára dois dias
A redução nas vendas do subcompacto Celta levou a General Motors decidir por parar a linha de montagem do modelo durante dois dias na fábrica de Gravataí. A unidade não funcionará nos dias 21 e 24 deste mês, deixando de produzir 860 veículos. Segundo a direção da empresa, essa quantidade é suficiente para adequar o estoque ao mercado comprador. A GM não informa a quantidade estocada do modelo popular (Folha de S. Paulo, 14 de junho).

Nova Anchieta dá folga a 15 mil
Os 15 mil funcionários da unidade Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (ABC paulista, Grande São Paulo), vão ficar de folga entre os dias 4 e 9 de julho. Durante esses sete dias, não haverá produção na unidade Anchieta, responsável pela fabricação do novo Polo, que acaba de ser lançado no mercado. A produção será retomada no dia 10 de julho. A montadora justifica as folgas de julho como uma medida para adequar a produção de veículos à retração de mercado verificada em maio e mantida em junho (Folha de S. Paulo, 14 de junho).

Nissan quer avançar nos EUA
A Nissan pretende aumentar suas vendas globais em 1 milhão de unidades ao longo dos próximos três anos, segundo o jornal Nihon Keizai Shimbun. No ano fiscal terminado em março, a companhia registrou um total de 2,6 milhões de veículos vendidos. A intenção da Nissan é focar suas atividades nos Estados Unidos, onde pretende comercializar 300 mil unidades extras no mesmo período. A montadora planeja lançar 28 novos modelos em todo o mundo nos próximos três anos. Com as vendas no mercado norte-americano já superando os volumes registrados no Japão, a Nissan pretende lançar novos modelos rapidamente naquele país. Para o ano que vem, a companhia pretende entrar no mercado norte-americano de grande picapes (Estadão, 14 de junho).

Saiu o acordo automotivo com o México
Brasil e México fecharam acordo para redução de tarifas no comércio automotivo bilateral. O acordo anterior, que reduzia tarifas de importação para 8% e estabelecia quota de 50 mil veículos por ano, havia expirado em 29 de maio. As novas regras ampliam a preferência aos automóveis brasileiros no mercado mexicano (e vice-versa) e prevêem livro comércio de produtos do setor a partir de meados de 2006 (Denise Marin, Estadão, 12 de junho).

Brasil-México: tarifa zero, quotas crescentes
Para o primeiro ano do acordo haverá redução das tarifas atuais (35% no Brasil e 23% no México) para 1,10% para até 140 mil automóveis e comerciais leves de cada lado. No segundo ano a tarifa cairá para zero, com expansão gradual da quota, que passará de 165 mil para 185 mil no terceiro ano e 210 mil no quarto. Está prevista também a expansão das vendas de autopeças brasileiras para o México (Denise Marin, Estadão, 12 de junho).

Lobby para apressar assinatura do acordo
Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea, e Paulo Butori, presidente do Sindipeças, estiveram em Brasília para reforçar, junto ao presidente Fernando Henrique Cardoso, pedido para que o documento final do acordo com os mexicanos seja assinado durante a visita ao Brasil, dia 3 de julho, do presidente do México, Vicente Fox. As montadoras brasileiras estão com cerca de 40% de capacidade ociosa e estão empenhadas em exportar. (Estadão, 12 de junho).

Acordo automotivo também com o Chile
Anfavea e governo estão também empenhados em finalizar acordo com o Chile similar ao estabelecido com o México, com livre comércio em 2006. O potencial de exportação é de 200 mil veículos nos próximos três anos. (Estadão, 12 de junho).

Ford supera Fiat em exportações
Otimista com o lançamento do Fiesta, a Ford espera faturar em 2002 US$ 510 milhões com venda ao Exterior, com um crescimento de 15% sobre o ano anterior, segundo Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos. No acumulado de janeiro a abril a For (US$ 121,8 milhões) passou a Fiat (US$ 94,1 milhões) e ficou em terceiro lugar no ranking de exportações das montadoras, atrás da Volkswagen (337,4 milhões) e General Motors (US$ 163,1 milhões). (Gazeta Mercantil, 12 de junho).

Fresco assume comando do Grupo Fiat
Paulo Cantarella, principal executivo do Grupo Fiat, deixou o cargo depois de ficar no vermelho em sete dos últimos oito anos. "Renunciei para que o chairman e os acionistas façam o que for melhor para a companhia" - afirmou em nota distribuída à Bolsa Italiana. Em seu lugar assume Paolo Fresco, chairman da Fiat. A Fiat caiu da sétima posição, em 2000, para a décima-primeira em 2001 no ranking de vendas mundiais (Gazeta Mercantil, 11 de junho).

Otimismo para o Stilo no Brasil
Na Europa a Fiat foi forçada a reduzir a previsão de vendas do Stilo de 350 mil para 226 mil. Até o final de abril, 67.319 modelos haviam sido vendidos. Apesar das notícias sobre os problemas que a matriz enfrenta, no Brasil a expectativa para o lançamento do novo modelo continua otimista. A montadora mineira afirma que mantém os planos para a produção do Stilo, sem nenhuma alteração estética para o Brasil (Jornal da Tarde, 12 de junho).

Boas vendas do 206. Quiksilver vem aí.
A Peugeot prepara para o próximo julho o lançamento da versão esportiva do 206 (Quiksilver). O modelo será vendido nas versões 1.0 e 1.6 16V, produzidas em Porto Real (RJ) - a 1.6 faz estréia como produto nacional, uma vez que era importada da Argentina. A Peugeot comemora o oitavo lugar do 206 no ranking dos mais vendidos em maio, a melhor posição de um modelo da marca até então. Pelos números do atacado, o 206 foi um dos poucos a não mostrar queda em relação a abril, a exemplo de Citroën Picasso, Ford Ka e Mercedes Classe A (Jornal da Tarde, 12 de junho).

Caíram as vendas de motos em maio
Depois do recorde histórico de abril, as vendas de motocicletas no País apresentaram queda em maio, insuficiente para deter a alta acumulada no ano. De acordo com a Abraciclo, em maio as vendas alcançaram 72.385 unidades, volume 12,8% maior que o do mesmo mês do ano passado. O resultado de maio, apesar de ser 7,9% inferior ao registrado no mês anterior, representa a segunda melhor marca mensal de comercialização do setor. Foram comercializadas 334.688 unidades de janeiro a maio, ante 298.133 motos no mesmo período de 2001, um crescimento de 12,3%. Iquejiri considerou o desempenho de maio dentro das previsões para o ano, de alcançar um volume de 780 mil motos comercializadas no mercado brasileiro, volume 13% superior ao registrado no ano passado. A Honda contina sendo a marca de motos mais vendida no País, com 293,4 mil unidades comercializadas de janeiro a maio

Pronto o sedã BMW-Rolls-Royce
A nova fábrica da Rolls-Royce em Goodwood (Inglaterra) já começou a produzir o primeiro modelo da era BMW - que só começa de fato no dia 1º de janeiro de 2003 quando o Grupo Volkswagen, que hoje controla a marca britânica, perde os direitos para a concorrente alemã. "A produção dessa primeira unidade marca um novo capítulo na história dos carros de maior prestígio do mundo", diz o diretor do projeto do novo Rolls-Royce, Tony Gott (Diário de São Paulo, 12 de junho).

Demissões na GM atingem 220, diz sindicato
As demissões na GM alcançaram 220 trabalhadores da fábrica da montadora em São Caetano do Sul (ABC paulista) e do Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, SP. As informações são de trabalhadores da GM. A empresa não confirmou o número de demissões. Segundo o funcionário Marcelo Toledo, membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e dirigente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, filiada à CUT, foram dispensados 200 funcionários das áreas de engenharia de produto e de processo além de 20 trabalhadores do campo de provas (Estadão, 11 de junho).

Honda compra fábrica de veículos em Taiwan
A Honda anunciou a compra de uma unidade de produção de veículos em Taiwan da Ta Ching Motors, parceria entre a Fuji Heavy Industries e a Taiwan Vespa. A fábrica, com capacidade de produção anual de 30 mil unidades, produz o Subaru Impreza, da Fuji Heavy. (Dow Jones, 11 de junho).

Abeiva mostra queda expressiva
Foram comercializados 768 veículos importados pelos associados da Abeiva em maio, ante 983 veículos em abril, com retração de 22%. Em relação a maio de 2001 (1.369 unidades), a redução foi de 44%. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas caíram 48,1%. As dez importadoras da associação comercializaram 4.374 unidades de janeiro a maio, ante 8.427 veículos vendidos no mesmo período do ano passado. A Kia Motors voltou a obter a primeira colocação no ranking de maio, com 501 unidades. Foi seguida pela BMW, com 150, e pela Suzuki, com 71. A Kia Besta foi o mais vendido, com 223 unidades, seguida pelo Sportage (167), e pela BMW Série 3 (124) (Carla Franco, Agestado, 11 de junho).

Picasso lidera entre minivans
A minivan Citroën Xsara Picasso liderou as vendas no segmento de monovolumes nos cinco primeiros meses do ano, com 28,7% de participação. Foram comercializadas 5.892 unidades do modelo, ante 5.703 unidades do Renault Scénic, 5.661 do GM Zafira e 3.272 do Mercedes Classe A. A Citroën possui 47 concessionárias, ante 177 da Renault e 430 da GM. Segundo a montadora o comprador do Xsara Picasso é predominantemente masculino (61%), com idade média de 42 anos, casado e com dois filhos (Carla Franco, Agestado, 11 de junho).

Demissões pendentes na DaimlerChrysler
A DaimlerChrysler congelou por tempo indeterminado a decisão de demitir 700 trabalhadores, a maior parte deles (620) da unidade de São Bernardo, no ABC paulista. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, a empresa prometeu olhar mais "devagar" para o processo de redução de mão-de-obra. A DaimlerChrysler, no entanto, informou que o "congelamento" das demissões não pode ser encarado como uma trégua dada pela montadora aos trabalhadores. (Folha de S. Paulo, 10 de junho).

Férias coletivas e menos encomendas
Hoje mil empregados da fábrica da Fiat em Betim entram em férias coletivas por vinte dias. A GM já colocou em férias parte dos funcionários da fábrica de São José dos Campos, SP. Trata-se, nos dois casos, de uma resposta à queda nas vendas de veículos registrada em maio. A TRW estima uma queda de 7% nas encomendas da Fiat, GM e Renault para os próximos três meses. Héctor Bottai, diretor regional da ArvinMeritor na área de escapamentos, disse que as vendas de escapamentos ficaram 8% abaixo das previsões do início do ano (Gazeta Mercantil, 10 de junho).

Marcopolo contrata para atender exportação
A Marcopolo está contratando 450 funcionários para as fábricas de Caxias do Sul, RS, tendo em vista acelerar o ritmo das exportações. O alvo principal é um contrato com a Taseco, da Arábia Saudita, que antecipa um cronograma para entrega de 1500 carroçarias (Gazeta Mercantil, 10 de junho).

Ainda a crise na Fiat
Continuam fortes os rumores sobre futuro próximo da Fiat Auto. A crise financeira na Itália estaria antecipando a opção inicial, prevista para 2004, de venda à GM. Fala-se de comitê interno na Europa em estudos adiantados. Dois obstáculos adicionais: compra recente da Daewoo estressou executivos da empresa americana e contratos de longo prazo com fornecedores, que Fiat negociou mal, de difícil rompimento (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de junho).

C3 pode chegar mais cedo
Não seria surpresa se o Citroën C3, segundo compacto premium nacional, chegasse ao mercado ainda no final do ano. Protótipos já produzidos em Porto Real, RJ rodam aceleradamente, sem disfarces. Foi confirmado oficialmente apenas apresentação no Salão do Automóvel, em outubro, e utilização de motor 1.600 cm3, sem possibilidade de motor de 1.000 cm3 (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de junho).

Controle de emissões tem associação
Foi fundada a Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul com sede em Brasília, DF. São dez empresas do setor que pretendem dar suporte à nova legislação ambiental, inclusive para motocicletas (poluem 20 vezes mais que automóveis modernos), apoiar inspeção veicular e organizar, em outubro, workshop sobre tecnologia.

Tritec ganha com o Mini
O estouro nas vendas do novo Mini nos EUA repete grande sucesso do Beetle, na onda de reviver sucessos do passado. Como aquele modelo inglês nunca vendeu tão bem como Fusca, acredita-se em espécie de gratidão à solidariedade política entre dois povos. Quem lucra são alemães da BMW, que fabricam, e brasileiros da Tritec, no Paraná, (joint venture BMW-DC) fornecedora de 100% dos motores (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de junho).

FHC no lançamento do Corolla
O presidente Fernando Henrique Cardoso estará no dia 13 de junho em Indaiatuba, SP, na fábrica da Toyota, participando do lançamento do novo Corolla, carro que passou por uma reestilização e será apresentado ao público na próxima semana (Agência Estado, 8 de junho).

Corolla, enfim, renovado
Um novo Corolla estréia dia 14 de junho. Totalmente modificado em relação ao modelo atual, chega maior, com linhas arredondadas, mais itens de série e duas novas opções de motor: 1.6 16V de 115 cavalos de potência ou 1.8 também 16V de 135 cv. Terá linhas baseadas na versão americana, mas com diversas pequenas modificações, ao gosto do brasileiro - como novas lanternas traseiras, por exemplo. "Mais bonito, o carro ganha em desempenho", garante um concessionário. A versão atual tem motor 1.8 16V de 116 cv. A expectativa dos revendedores é de que o preço de tabela atual seja mantido para a nova versão (Eduardo Cerioni, Estadão, 8 de junho).

GM demite para se adequar ao mercado
A General Motors do Brasil decidiu demitir funcionários de sua fábrica em São Caetano do Sul (SP). A empresa alegou que está reduzindo a estrutura para se adequar aos níveis atuais da realidade do mercado. Segundo a Anfavea, associação que congrega as montadoras instaladas no País, até maio as indústrias fabricaram 8,9% menos veículos do que nos cinco primeiros meses de 2001. As vendas para as concessionárias encolheram 17,3% na mesma comparação. A GM não especificou o número de cortes, mas o funcionário Marcelo Toledo, ligado à Confederação Nacional dos Metalúrgicos, da CUT, disse que a empresa demitiu 105 funcionários do setor de engenharia. Ele informou ainda que a empresa abriu um Programa de Demissões Voluntárias (PDV) destinado aos trabalhadores das áreas de produção (Estadão, 7 de junho).

Mercedes vai se desnacionalizar?
Representantes dos trabalhadores da Mercedes discutem com diretores da empresa as demissões e o plano de reestruturação que, na visão dos funcionários, vai 'desnacionalizar' a empresa, pois os projetos de novos veículos e alguns componentes passarão a ser fornecidos pela matriz ou pela filial americana do grupo. "Dependendo do resultado dessa reunião, poderemos recorrer ao presidente Fernando Henrique Cardoso para que ele interceda", disse o coordenador da Comissão de Fábrica, Valter Sanches. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luis Marinho, disse na assembléia que, se necessário, ele irá para a Alemanha discutir o assunto com a matriz. A direção da Mercedes preferiu aguardar o resultado da reunião de hoje e não quis comentar a decisão dos funcionários (Jornal da Tarde, 7 de junho).

Fiat lidera vendas de veículos
A Fiat voltou a liderar as vendas de veículos no atacado e no varejo em maio. A montadora comercializou 30.035 automóveis e comerciais leves para as concessionárias, seguida pela Volkswagen, com 28.409 unidades, de acordo com a Anfavea. Os números não incluem vendas da Alfa Romeo, Seat e Audi - o que, de qualquer maneira, não alteraria o ranking. Em terceiro no ranking ficou a GM, com 24.545 automóveis e comerciais leves, e em quarto, a Ford, com 10.076 unidades. No acumulado de janeiro a maio, a Fiat também manteve a liderança obtida no ano passado, com 151,1 mil automóveis e comerciais leves vendidos no atacado. A Volkswagen ficou na segunda posição, com 145,3 mil unidades. A GM foi a terceira, com 138,4 mil automóveis e comerciais leves, seguida pela Ford, com 43,6 mil unidades. As francesas Peugeot-Citroën e Renault venderam 27,6 mil e 27,7 mil unidades, respectivamente, nos primeiros cinco meses do ano (Carla Franco, Agestado, 7 de junho).

Agrale lança o Furgovan
A Agrale, fabricante brasileira de caminhões, chassis, máquinas agrícolas, motores e motos, começou a vender também furgões de carga. O Furgovan, com chassis Agrale, é encarroçado pela Marcopolo. A meta da empresa é obter nos próximos 12 meses 5% de participação no segmento, que comercializa sete mil unidades. Cem por cento nacional, o veículo custará R$ 59,2 mil, com motor MWM de 131 cv e capacidade de carga para 2400 quilos (Gazeta Mercantil, 7 de junho).

Email dá mais demissão
O email era um pouco picante, mas a demissão foi um exagero, segundo Rafael Marques, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ele recorreu ao presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, que não voltou atrás na demissão de dois profissionais da Ford, por justa causa. O email com uma espécie de jogo mostra uma pessoa, do busto para cima, e permite que o usuário advinhe se é mulher ou travesti. Dependendo da escolha o resto do corpo, nu, aparece na tela (Estadão, 6 de junho).

Nissan prepara lançamento da Frontier
O primeiro veículo nacional da Nissan estará nas revendas dia 24 de junho, com 62% de nacionalização, cabina dupla e duas opções de acabamento e tração (4x2 e 4x4). A picape média Frontier, produzida na mesma fábrica onde a Renault faz o furgão Master, em São José dos Pinhais, custará entre R$ 50 mil e R$ 70 mil. Robustez, design e potência são os atributos que a diretora de assuntos corporativos da Nissan do Brasil, Kátia da Costa, destaca em veículos do gênero desejados pelo consumidor. Ela quer 15% de participação no segmento em dois anos. Foram comercializadas 70 mil picapes médias em 2001 (Gazeta Mercantil, 5 de junho).

Aprendizado para fazer o Polo
Os investimentos da Volkswagen em tecnologia e na nova fábrica Anchieta foram além dos R$ 2 bilhões. Para capacitar seu pessoal a operar a linha de produção, que ganhou mais 400 robôs, a empresa recorreu ao Senai de São Paulo. A entidade recebeu R$ 1,5 milhão da montadora e foi equipado com novos laboratórios, entre eles um de robótica e outro de softwares avançados. Os investimentos em capacitação do pessoal que atua no projeto Pólo somaram R$ 8,15 milhões nos últimos dois anos (Gazeta Mercantil, 5 de junho).

GM pode apressar compra da Fiat
O diretor financeiro da General Motors, John Devine, discute estratégia com bancos norte-americanos para adquirir os 80% restantes da Fiat Auto o mais rápido possível, segundo informações do Automotive News Europe. Após adquirir 20% da Fiat Auto em 2000 por US$ 2,4 bilhões, a GM comprometeu-se s comprar os 80% restantes caso a Fiat optasse pela venda. A GM tem planos de incorporar a Fiat Auto às suas operações na Europa. A Fiat poderá forçar a GM a comprar o restante da Fiat Auto exercendo uma opção de venda que vigorará em janeiro de 2004, porém fontes da GM afirmam que a companhia pretende negociar agora, antes que a crise na Fiat piore. (Estadão, 4 de junho).

Recall do Pólo e Lupo não atinge Brasil
A Volkswagen do Brasil informou que o recall na Alemanha envolvendo o Polo e o Lupo não atinge os veículos comercializados no País. A montadora convocou proprietários de 950 mil veículos dos dois modelos por problema nos freios. O recall representa cerca de um quinto de toda a produção anual da Volkswagen, que totaliza aproximadamente 275 mil veículos somente na Alemanha. Os modelos Polo e Lupo envolvidos no recall foram fabricados em 1998 e 1999 e são comercializados em vários países, mas nunca foram importados pela empresa no Brasil, afirma nota divulgada pela montadora. (Estadão, 4 de junho).

Vendas de veículos em baixa
As vendas de automóveis e comerciais leves no atacado em maio somaram 112 mil unidades, número 12% menor do que os 127,6 mil de abril. Já em relação aos 153 mil automóveis comercializados em maio de 2001, a queda foi de 27%. Esses dados foram transmitidos pelas montadoras para a Anfavea e serão divulgados dia 6 de junho em reunião com os jornalistas. Não estão incluídos caminhões e ônibus. As montadoras consideraram as vendas de maio uma ducha de água fria, já que em março e em abril as vendas mostravam sinais de recuperação. Em março, as vendas de automóveis somaram 125 mil, e, em abril, 127,6 mil. As montadoras atribuem o resultado negativo de maio ao fato de o Banco Central ter interrompido o processo de redução dos juros nos últimos dois meses. As concessionárias preferiram dar uma frear as encomendas de automóveis. Por marcas, os números de maio mostraram a Fiat em primeiro lugar, com 30,1 mil carros vendidos. Em segundo, a Volks, com 28,4 mil unidades vendidas. (Folha de S. Paulo, 4 de junho).

Kia produz no Brasil como a Mitsubishi
José Luis Gandini, da Kia do Brasil, tem viagem programada à Coréia para negociar com a Kia Motors, controlada pela Hyundai, protocolo que o autorizará a produzir o modelo Bongo no Brasil. Será um contrato semelhante ao assinado por Eduardo Souza Ramos com a Mitsubishi: os coreanos transferem tecnologia de produção e Gandini arca com as despesas de instalação da planta industrial. O Bongo é um caminhão leve que inicialmente será montado em regime de CKD. O nível de nacionalização ainda não está definido, assim como o valor do investimento, porque dependem justamente dos acertos finais que Gandini fará com os coreanos em Ulsan, cidade-sede da empresa. O investimento será de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. O Espírito Santo deverá ser o estado escolhido para abrigar a linha de montagem brasileira da Kia Motors, aproveitando o fato de ser no porto de Tubarão que a Kia desembarca seus veículos no Brasil. A cidade, no entanto, ainda não está definida (AutoData, 3 de junho).

Qualidade: americanos ainda na rabeira
Estudo recente da J. D. Power mostra que, apesar dos esforços das três principais montadoras norte-americanas, Toyota e Honda continuam à frente no ranking da qualidade. A GM vem em terceiro lugar, seguida da DaimlerChrysler e Ford. Os maiores avanços foram obtidos pela Hyundai e Kia, embora continuem abaixo das médias do setor (Gazeta Mercantil, 3 de junho).

Proposta de consenso sobre IPI
A Anfavea entrega ao governo federal a proposta de consenso das nove marcas diretamente interessadas na taxação do IPI. Abandonou-se a idéia inicial de unificação de alíquotas porque implicaria um aumento (marginal, diga-se) no preço dos chamados carros "populares", algo impalatável em ano eleitoral. O governo também estaria cauteloso em tomar partido numa discussão que dividiu tradicionais (Volkswagen-GM x Fiat-Ford) e novos (Renault x Peugeot-Citroën), além de descartar qualquer risco de queda na arrecadação. A idéia é criar uma alíquota intermediária do IPI de 15%, entre 10% dos motores 1.000 e 25% dos demais. Os 15% se aplicariam até a faixa de 2.400 cm3, a maior cilindrada atual de um modelo fabricado aqui, e incluiria também veículos importados. Pelos cálculos, uma fórmula neutra em termos de arrecadação (Fernando Calmon, Alta Roda, 3 de junho).

O exemplo que vem de fora
Poucos países utilizam a cilindrada como meio de estimular motores econômicos. O exemplo radical vem de Portugal, mas também inclui Espanha, Itália e Japão. À exceção deste, que criou os microcarros (30% das vendas) por falta de espaço físico nas ruas, a tendência é o afrouxamento desta política, como ocorreu na França. Aqueles países já praticam preços bem elevados para a gasolina, forte limitador ao desperdício e grande arrecadador de impostos. No Brasil, automóvel com motor 1.000 não significa economia de combustível. Aqui, circulam os motores mais potentes do mundo na classe (Fernando Calmon, Alta Roda, 3 de junho).

A defesa para o motor mil
Fernando Calmon defende o motor 1.000 para modelos na faixa de até R$ 15.000,00 (preço sugerido). Algo verdadeiramente econômico, sem opcionais caros, legitimo carro de entrada. Representaria, no mínimo, 30% das vendais totais e um mercado de capital importância para a indústria.

O Gol não tem sucessor?
O Projeto Tupi, da Volkswagen, na realidade é versão monovolume do novo Polo e não futuro sucessor do Gol, como se imaginava. Informação exclusiva de fonte ligada ao fabricante. Trata-se de criação brasileira (daí tal codinome), preço contido, produção no Paraná e de possível aceitação por outros países emergentes. Quanto ao Gol, ainda com longa vida, quarta "geração" chega em dois meses (Fernando Calmon, Alta Roda, 3 de junho).

CEO do Covisint renuncia
Kevin English, CEO do portal Covisint há 14 meses, renunciou e será sucedido pelo executivo aposentado que comandava a área de compras globais da GM, Harold Kutner. English anunciou o corte de cem postos de trabalho na companhia, reduzindo o quadro de funcionários para 300. Em abril a companhia já havia dispensado metade dos cem trabalhadores nos Estados Unidos. Kutner afirmou que não acontecerão grandes mudanças com o novo comando e reafirmou a promessa feita por English de tornar os negócios do portal lucrativos até o fim deste ano. "Eu acredito que o Covisint ainda comandará as operações do setor automotivo." (Autodata, 28 de junho).

Os 25 anos do carro a álcool
A data quase passou despercebida: 25 anos do carro a álcool. Na realidade não existe consenso se 1977 pode ser considerado o marco zero, pois naquele ano surgiu apenas um protótipo com tecnologia muito crua para utilização em frotas cativas. Talvez mais correto fosse 1979, quando explodiu a segunda crise do petróleo e houve pressão da sociedade para oferta de motores a álcool em automóveis novos. Hoje o álcool custa, sem subsídios, metade da gasolina (ou menos) em várias cidades, principalmente de Estados produtores. Há suspeita de que parte desta vantagem venha da sonegação de impostos, muito pesados para um combustível renovável e mais limpo (Fernando Calmon, Alta Roda, 1º de julho).

Gasolina de primeiro mundo
A nova gasolina premium da Petrobrás de 101 octanas (RON) e baixíssimo teor de enxofre antecipa especificações ambientais a serem exigidas nos EUA e Europa em 2005. Contém um quarto de álcool, recebeu aditivação, mas sua formulação permite menor nível de depósitos em válvulas. Só em alguns motores há melhora de desempenho. Preço médio de R$ 2,00 o litro. Representará 1% do mercado e pode ser encontrada de início em 60 postos do Rio e São Paulo (Fernando Calmon, Alta Roda, 1º de julho).

Fiat na mira da DaimlerChrysler
Fiat e DaimlerChrysler estariam tratando de eventual operação de compra, antes de 2004, pois continuam resistências internas na GM, que tem preferência no negócio. É bom lembrar: antes de fechar com GM o acordo de 2001, a DC quis adquirir todas as ações da Fiat, mas esta preferiu estratégia mais flexível na esperança de superar crise financeira. Italianos desmentem (Fernando Calmon, Alta Roda, 1º de julho).

Interesse pela Internet
O objetivo da Renault é chegar a 20% de comercialização da produção via Internet, motivo de investir R$ 800 mil na reformulação do site. Este canal de vendas e consultas vem crescendo mais do que em outros países. GMB já alcançou 24% das vendas totais (80% do Celta) por este meio, mas recordista deverá ser a Ford quando consolidar novo Fiesta no mercado (Fernando Calmon, Alta Roda, 1º de julho).

Daimler lança Classe A 2003
O Classe A 2003 está chegando com pequenas modificações visuais e a versão esportiva Avanguarde 1.9, que custa a partir de R$ 43.630. A renovação da linha resultou em aumento dos preços. A nova versão só se dest5ingue das outras por detalhes, como pára-brisa degradé, pisca-pisca e luz de ré fume, grade frontal na cor do carro, ponteira de escape cromada e rodas com design esportivo. O painel de instrumentos recebeu fundo branco e há um novo revestimento de tecido dos bancos (Estadão, 30 de junho).

Incentivos mudam panorama automotivo
O setor automobilístico foi um dos que tiveram participação significativa no processo de desconcentração regional da indústria brasileira nos últimos quinze anos. Como resultado especialmente da guerra de incentivos fiscais entre Estados, São Paulo perdeu 17,9% pontos percentuais de participação no setor de 1985 (81,8%) a 2000 (63,9%). O principal ganho ocorreu em Minas Gerais, com avanço de 6,4 pontos percentuais graças à expansão da Fiat e à nova fábrica da Mercedes-Benz (Estadão, 29 de junho).

Mercosul: um para lá, 1,8 para cá
Dias 4 e 5 de julho em Buenos Aires, na reunião dos presidentes dos quatro países que integram o Mercosul, estará em debate a Política Automotiva Comum (PAC), que está em negociação desde janeiro. Brasil e Argentina já chegaram a consenso sobre a elevação da proporção de partes e peças produzidas no Mercosul dos automóveis de 60% para 70%. Mas ainda resta uma questão vinculada à capacidade máxima de o Brasil absorver o deficit no comércio automotivo com seu principal sócio. Trata-se das regras sobre as trocas administradas de veículos. O governo argentino insiste que esse comércio tenha uma proporção de 1 para 2,4. Se o Brasil enviar para a Argentina US$ 1 milhão em veículos em um ano, o país vizinho poderá embarcar para cá até US$ 2,4 milhões em automóveis. Essa proporção não deverá ser aceita. O Brasil aceitaria a proporção de 1 para 1,8 (Estadão, 30 de junho).

Exportações das montadoras recuam
As vendas externas da VW, GM, Ford e Fiat repetiram em maio o desempenho de abril (exportações de US$ 255 milhões FOB), segundo a Secex. Até maio a queda nas exportações dessas empresas em relação ao mesmo período de 2001 foi de 19,5%, para US$ 971,9 milhões. A Ford voltou a ser a única da quatro maiores montadoras a acumular desempenho positivo nas vendas externas nos primeiros cinco meses do ano. A empresa, terceira maior exportadora do setor e 15ª do ranking das empresas brasileiras registrou remessas de US$ 168,6 milhões de janeiro a maio (Carla Franco, Agestado, 30 de junho).

Montadoras vão recolher PIS-Cofins diretamente
O Congresso Nacional aprovou projeto que estabelece a contribuição monofásica do PIS-Cofins pelas montadoras, que passam a recolher diretamente esses impostos, eliminando a cobrança em cascata nos demais segmentos da cadeia produtiva e de distribuição. A medida não altera os preços do veículos para os consumidores. A indústria automobilística recolhe anualmente R$ 3 bilhões em PIS e Cofins. O próximo passo é convencer o governo, principalmente a Receita Federal, de que a carga tributária incidente sobre os automóveis brasileiros é uma das mais altas do mundo e sua redução ajudaria a incrementar as vendas internas e as exportações (Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).

Um terço do carro em impostos
O preço do carro fabricado no Brasil agrega em média 33,3% de impostos, índice que nos países europeus varia de 13,8% a 16,7%. No Japão é de 9,1% e nos Estados Unidos de 6,6% (Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).

Próximo passo: menor IPI dos médios
Agora os esforços do setor vão se intensificar na aprovação da redução do IPI dos carros médios para 15%. A alíquota para o segmento é de 25%, enquanto para os modelos populares é de 10%. O setor aguarda ainda a regulamentação de mudanças no recolhimento do IPI dos fretes, também já aprovada (Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).

Recall da Ford nos Estados Unidos
A Ford convocou os proprietários de 250.283 minivans Windstar para solucionar um problema no freio potencialmente perigoso. Também vai reparar um problema na ventoinha de refrigeração do motor de 25.876 carros da Volvo, conforme informação do órgão regulador de segurança de veículos dos Estados Unidos (Folha OnLine, 27 de junho).

GM afeta faturamento da Delphi
A decisão da GM em remover certos itens de série em alguns de seus modelos custará à Delphi uma redução no faturamento de US$ 75 a US$ 150 por carro vendido pela montadora. A ação da GM deverá se refletir em uma queda nas vendas do maior sistemista mundial que poderá superar a US$ 300 milhões e chegar até US$ 600 milhões. A notícia foi divulgada dia 26 por agências internacionais (AutoData, 26 de junho).

Queda de 40% nas vendas em junho
Os resultados preliminares das vendas de veículos novos no varejo das quatro maiores montadoras instaladas no País, em junho, já apontam queda com relação a junho do ano passado. Concessionárias consultadas pela Agência AutoData nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná indicam que as vendas deverão sofrer redução de 40% na média (AutoData, 25 de junho).

Neobus aumenta em 32,5% produção
A San Marino Neobus, de Caxias do Sul, RS, uma das mais novatas empresas do setor de carroçarias para ônibus, planeja fechar 2002 com a produção de 1400 unidades. Em 2001 foram montadas 1056 unidades (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Melhores e piores na capotagem
O Explorer e a picape F-150, da Ford, o Land Rover Discovery e o GM Avalanche foram os piores entre 32 veículos avaliados em testes de capotagem da National Highway Traffic Safety Administration, nos Estados Unidos. Os melhores foram o Ford Thunderbird, o GM Cadillac Deville e o Mitsubishi Eclipse (Bloomberg News, 27 de junho).

Fiat não mudará sua política no Brasil
O administrador delegado da Fiat, Giancarlo Boschetti, disse em Roma que a Fiat Auto não mudará as estratégias das suas operações internacionais no Brasil, China, Índia e Turquia. Mas ele advertiu que os bons resultados alcançados nos mercados dos países em desenvolvimento não bastarão para equilibrar a crise da empresa na Europa e em outros países da América do Sul, pelos próximos cinco anos. Boschetti - que substituiu Paolo Cantarella na direção da Fiat Auto - reafirmou o pessimismo das perspectivas da empresa na Itália também no curto prazo: "A demanda continuará negativa durante 2002 e os dados de junho confirmam essa tendência", disse o administrador temendo que o segundo semestre deste ano possa ser ainda pior que o primeiro. Parte da crise da Fiat foi atribuída ao escândalo da empresa americana Enron, cujos danos teriam sido superiores aos causados pelos atentados de 11 de setembro, minando a confiança dos investidores na indústria. Ainda este ano 35% das ações da Ferrari serão negociadas na bolsa. O grupo detém 90% do total das ações da fábrica de modelos esportivos (AutoData, 22 de junho).

Torneiras fechadas na VW
Tornar a fábrica da Anchieta enxuta é ponto de honra do austríaco Herbert Demel, presidente da empresa. Até as torneiras estão sendo fechadas. Em 1997, a Volks gastava 3,8 metros cúbicos de água para produzir um único veículo. A quantidade já caiu para 2,2 metros cúbicos e a meta é atingir 1,5 metro até o próximo ano. Da mesma forma, a empresa gasta menos energia para trabalhar. O consumo na produção de um veículo caiu de 1.100 para 970 quilowatt/hora. A área destinada a guardar peças também foi reduzida a um terço, somando hoje 70 mil metros quadrados (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).

Sistemista paga condomínio na VW
Num investimento de R$ 2 bilhões (R$ 800 milhões do BNDES) a chamada nova Anchieta foi remodelada para receber a linha de montagem do Polo, que está operando ao ritmo de 210 carros por dia. Com três turnos de produção - ainda não necessários em função do mercado em crise -, a linha poderá fazer até 1.100 unidades do Polo. Ao remodelar a fábrica, a Volks incluiu fornecedores, que operam na chamada montagem em módulos. Para usar as instalações, essas empresas pagam uma taxa de condomínio à Volks (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).

Sindipeças defende programa popular
Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, Alemanha, Detloff von Simson, vice-presidente do Sindipeças, defendeu o "programa de poupança" para facilitar a aquisição de carros populares no Brasil. Elaborado pelo sindicato, o programa propõe a criação de condições de financiamento que barateiam em pelo menos 30% o preço do veículo popular em comparação a um consórcio de 60 meses. Os populares dominam cerca de 70% do mercado brasileiro, que comercializa cerca de 1,5 milhão de carros. No programa de poupança, a prestação de um automóvel seria de R$ 180 por mês, sendo que o consumidor somente poderia retirar o veículo após 36 meses. Com o carro na garagem, o comprador ainda desembolsaria mais 36 mensais de R$ 180. O plano já foi visto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Na próxima semana, deverá ser apreciado pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, e pelo presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho).

Podem sobrar só as quatro grandes?
Herbert Demel afirmou no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, que não há sinal de que 2002 será pior que 2001. Mesmo assim, afirma que "as instabilidades começaram a aparecer em maio, mas junho também não deu sinais de que será um mês de fortes vendas". O presidente da Volkswagen não esconde que está de olho na União Européia. Além do México, onde há negociações para o estabelecimento de um acordo bilateral, a montadora alemã gostaria de exportar seus veículos para a Europa, mas reconhece que a tarefa não é fácil (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho). Demel não tem dúvidas de que se as vendas não crescerem no Brasil, as montadoras continuarão tendo dias difíceis. "É possível que somente sobrevivam as quatro grandes companhias no Brasil. Não sei o que aconteceria com as demais fabricantes de automóveis", diz o executivo. Hoje, o Brasil conta com 17 montadoras (Maurício Capela, Valor Econômico, 26 de junho).

Cresce venda de tratores, caminhões e ônibus
As vendas de automóveis e comerciais leves registram quedas consecutivas este ano, mas o mercado de máquinas agrícolas, ônibus e caminhões está crescendo. Os volumes de produção de 2002 devem superar o recorde histórico de 2001, de 44 mil máquinas agrícolas. As vendas de ônibus já cresceram 17,5% este ano e as de caminhões, apesar da queda em 2002 em relação ao ano passado, estão entre os mais altos níveis da história do setor.
"Nos segmentos que envolvem investimentos e têm ligação com o andamento real da economia do País, os sinais são bastantes positivos", destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho. O setor que apresenta os resultados mais satisfatórios é o de máquinas agrícolas. A produção, de 19,3 mil máquinas, aumentou 16,1% de janeiro a maio, na comparação com o mesmo período de 2001, enquanto as vendas subiram para 14,7 mil unidades, um crescimento de 21% (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).

Variabilidade no mercado de caminhões
A expectativa das montadoras é de que o volume comercializado de caminhões em 2002 seja de 3% a 5% maior do que o do ano passado. Para o diretor da área automotiva da A.T. Kearney, Corrado Capellano, entretanto, o mercado de caminhões apresenta uma "fortíssima variabilidade" e já deveria apresentar volumes mais altos. "Apesar de o nível de vendas ser semelhante aos maiores da história, nossa realidade hoje nada tem a ver com o mercado de 20 anos atrás: os produtos e fábricas eram bem diferentes", disse.
Em sua opinião, a saída para os fabricantes aumentarem os volumes é buscar soluções mais sofisticadas, como melhorias na cadeia logística e aumento da segmentação do mercado, com a expansão dos negócios sob encomenda. "A competitividade hoje é muito grande e a alternativa está no desenvolvimento de produtos que atendem melhor o consumidor; o mercado virou do lado de quem vende para o lado de quem compra", disse (Carla Franco, Agestado, 26 de junho).

PDV na GM em São José dos Campos
A GM anunciou ontem a abertura de um Plano de Demissões Voluntárias para a fábrica de São José dos Campos, SP.. Em protesto contra as demissões, que podem chegar a 300, os 5.000 trabalhadores do primeiro turno não vão trabalhar hoje. O PDV visa atrair os trabalhadores que pretendem se desligar da empresa e, com isso, adequar o quadro de funcionários à crise enfrentada pelo setor automobilístico (Folha On Line, 26 de junho).

Golf bate recorde do Fusca
Houve comemoração ontem na fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha: o Golf, lançado em 1975, tornou-se o modelo mais produzido na história da empresa com a montagem de 21.517.415 unidades. O Fusca, lançada na década de 40 e ainda fabricado no México, ficou para trás. O carro mais vendido no mundo é o Corolla, com mais de 30 milhões de unidades colocadas no mercado desde o lançamento em 1966. O Corolla está na nona geração e o Golf na quarta. O Golf é produzido na Alemanha, Brasil, África do Sul, Bélgica e Eslováquia (Estadão, 26 de junho).

Menos Citroën, mais Peugeot
A partir de 2003 a produção da Citroën Picasso em Porto Real, RJ, será reduzida de 17.500 unidades para 14.000 unidades. Ao mesmo tempo o volume de produção do 206 deverá aumentar em 26,6%, de 36.500 unidades para 47.500 unidades. A nova estratégia deve-se ao aumento da demanda pelo modelo popular. A redução no volume da Picasso será compensanda com a do C3, novo modelo Citroën que dever chegar ao mercado no início do próximo ano (Sônia Moraes, Panorama Setorial, 27 de junho).

Greve da Receita afeta indústria automobilística
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal está prejudicando a linha de produção das principais montadoras instaladas no País. A PSA Peugeot Citroën já deixou de produzir cerca de 700 veículos em sua fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, desde a última sexta-feira, quando a linha de montagem foi paralisada em razão de falta de peças. A Fiat teve de reformular seu mix de produção em razão da falta de peças. "Por enquanto, não paramos de produzir, mas tivemos de mudar o mix, deixando de fabricar alguns modelos, como versões do Doblò, e aumentando a produção de outros", afirmou o diretor de logística da empresa, Paulo Tomazela. Segundo o executivo responsável pela unidade de produção do VW Polo, Ruy Benessiuti, três mil veículos aguardam a chegada de peças importadas. No caso do modelo Polo, faltam componentes dos bancos, que são fornecidos pela filial brasileira da Johnson Controls (Carla Franco, Agestado, 25 de junho).

Autopeças investem em manufatura enxuta
Mudanças nos processos e a adoção de novos conceitos de produção que melhoraram substancialmente os resultados em empresas fornecedoras de autopeças e sistemas automotivos nos últimos anos. Leia mais... (25 de junho).

Nova versão do Fiesta em 2003
A Ford tenta antecipar para o começo de 2003 o lançamento do utilitário-esporte compacto sobre a plataforma do novo Fiesta, em tempo de aproveitar as vendas de verão, estação preferida para viagens. Exportações para os EUA, com motor mais potente de 2 litros de cilindrada, estão certas para meados do ano que vem. A empresa não quer confirmar para evitar reações dos sindicatos norte-americanos (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

Ménard próximo do Brasil
Luc Ménard vai dirigir Operações Internacionais do Grupo Renault, na França. Desta forma não ficará muito afastado do Brasil, onde atuou na presidência da subsidiária por cinco anos e ajudou a implantar três fábricas: automóveis, comerciais leves e de motores. Difícil será decidir o que fazer com operações na Argentina. Pode servir de consolo outros fabricantes terem o mesmo e imenso problema (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

Ociosidade na China é maior
Apesar da capacidade ociosa da indústria automobilística nacional estar em torno de 40%, e no país vizinho 80%, outros mercados emergentes também padecem do mal. Estudo da consultoria Roland Berger aponta a China com 50% de ociosidade e perspectivas menores de crescimento, numa projeção para 2010. Até lá o Brasil poderá estar absorvendo entre 2,5 e 3 milhões de unidade anuais, fora exportações (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 25 de junho).

GM demite em São José dos Campos
A General Motors vai demitir 300 trabalhadores da fábrica de São José dos Campos, SP. O comunicado foi feito ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A montadora alega que precisa cortar 300 dos 8.500 funcionários da unidade para adequar a produção à queda nas vendas de veículos. A unidade de São José dos Campos é responsável pela produção do novo Corsa, recém-lançado este ano pela GM (Folha OnLine, 24 de junho).

Renault quer vender 20% pela Internet
A Renault quer 20% das vendas de seus veículos no mercado brasileiro este ano geradas na Internet, gerando uma receita entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões, valor entre três e quatro vezes maior que o obtido pela montadora em 2001. O volume comercializado na Internet deverá crescer para até 2 mil veículos por mês no segundo semestre do ano. Para incrementar os negócios na web, a Renault investiu R$ 800 mil na reformulação do site (www.renault.com.br) que, além de vender o Clio Yahoo!, vai oferecer outros modelos na rede ainda este ano, como o Kangoo e o Twingo, produzidos na Argentina e no Uruguai, respectivamente (Estadão, 21 de junho).

Tupy equipa carros da Audi
A Fundição Tupi, de Joinvile, SC, acaba de assinar contrato com a Audi alemã para fornecer 250 mil blocos (ferro vermicular) destinados à nova família de motores diesel de 2.5 litros e 220 cv dos carros de luxo A4 e A6. O neg&oacut