MAIO/2002

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Compare na TV Polo e Fiesta
Volkswagen e Ford lançaram as campanhas publicitárias dos modelos Polo e novo Fiesta, que começam a ser vendidos em junho. Enquanto a Volks vai aproveitar a exibição pela Rede Globo do primeiro jogo da Copa, no início da manhã, para entrar com sua campanha, a Ford optou por introduzir seu produto em rede nacional às 20h15. Durante dois minutos, todos os canais abertos de TV mostrarão simultaneamente o presidente da montadora, Antonio Maciel Neto, apresentando o novo modelo com o qual a marca pretende deslanchar no País. "Sua próxima grande escolha" é o tema da campanha da Ford. Inicialmente o novo Fiesta será vendido apenas pela internet a R$ 18.990 (versão básica, com motor 1.0), R$ 22.990 (Supercharge 1.0) e R$ 24.979 (com motor 1.6), já incluído o frete. O prazo de entrega é de 10 dias. O Polo custará de R$ 28.990 (com motor 1.6) a R$ 32.990 (motor 2.0), ambos com ar condicionado e direção hidráulica (Estadão, 30 de maio).

A vez da distribuição na Ford
Depois de investir em nova fábrica, produtos e colocar no ar seguidas campanhas publicitárias, a Ford volta-se para a rede de distribuição, que andou mergulhada num inferno astral. Antonio Maciel Neto, presidente da montadora, quer chegar ao final do ano com 230 grupos de concessionárias e 425 pontos de venda. Hoje a Ford tem 234 grupos autorizados e 398 pontos de venda. O menor número de grupos segue uma tendência mundial no setor de distribuição, que é concentrar as concessionárias em grupos com maior poder aquisitivo (Gazeta Mercantil, 29 de maio).

Vem aí o Pajero made in Catalão
A Mitsubishi Motors do Brasil, representada pelo grupo Souza Ramos, importador oficial Mitsubishi desde 1991, prepara nova fase no Brasil. Depois de montar a picape L200 em Catalão, chegou a vez do Pajero TR4, substituto do Pajero iO. O novo veículo chega às revendas em agosto, com o novo motor de 2 litros, 16 válvulas, de 131 cv. O índice de nacionalização será de 60%, segundo a empresa, equivalente ao da L200. O grupo está investindo em Catalão, GO, R$ 200 milhões entre novembro de 2000 e maio de 2003. A unidade, do projeto Anhanguera, terá capacidade para montar 30 mil veículos por ano, com 41 mil m2 de área construída (Gazeta Mercantil, 30 de maio).

Mercedes-Benz pode demitir 700
A DaimlerChrysler pode anunciar um plano de cortes de 600 a 700 trabalhadores na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP). O motivo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, seria uma reestruturação para aumentar a competitividade da empresa, o que inclui o fechamento de alguns setores. A fábrica de caminhões e chassis de ônibus emprega cerca de 10 mil trabalhadores. O presidente do sindicato, Luiz Marinho, disse que tentará fazer um acordo que impeça dispensas (Estadão, 29 de maio).

Carro Próprio tem OK de Amaral
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, considerou interessante o "Programa Carro Próprio", apresentado pelo setor de autopeças e disse que vai agendar reunião entre representantes do Sindipeças e a Caixa Econômica Federal. O "Programa Carro Próprio" cria mecanismos para permitir a aquisição de automóveis pela população de baixa renda, por meio de Letras do Tesouro Nacional (Carla Franco, Agestado, 29 de maio).

Reforma tributária na exportação
Além do programa, representantes de cerca de 30 grandes empresas fornecedoras de autopeças reivindicaram ao ministro Sérgio Amaral medidas para desonerar as exportações do setor. Entre as medidas, está a compensação automática dos créditos tributários do exportador e melhorias nas condições de portos, como o de Santos. "Estamos fazendo um esforço para ampliar as exportações por meio da reforma tributária do setor", respondeu Amaral. Ele reconheceu a necessidade de cortar gastos de transporte e reduzir o custo das operações do porto de Santos (Carla Franco, Agestado, 29 de maio).

Renovação de frota vs. carro a álcool
Outra proposta apresentada pelos empresários foi a da renovação da frota brasileira de veículos. O ministro, entretanto, mostrou-se cético em relação à iniciativa. "Em vez de renovação, podemos pensar em um programa para incentivar a produção do carro a álcool", sustentou. A idéia, no entanto, não é muito bem vista pelas montadoras e fabricantes de autopeças, que alegam não haver demanda para este tipo de veículo (Carla Franco, Agestado, 29 de maio).

Palio Fire aposenta antiga carroçaria
A Fiat começa a fazer pequenas modificações em sua linha com o objetivo de manter as vendas. O Palio Fire chega para ocupar o lugar do Young e aposenta a antiga carroçaria da família Palio, após seis anos em produção.
O Palio Fire mantém a motorização 1.0 oito-válvulas de 55 cavalos de potência e 8,5 mkgf a 4.250 rpm de torque (força) do Young, mas traz a vantagem não só de ser mais moderno como também mais barato. Pela Internet (www.fiat.com.br), o Palio Fire de três portas parte de R$ 14.650,00 e o modelo de cinco portas, de R$ 15.583,00. (Jornal da Tarde, 29 de maio).

Meriva inaugura nova segmento
A minivan Meriva vem ocupar o espaço deixado pela extinta Corsa Wagon. As peruas estão se tornando "peças" raras nas ruas brasileiras, graças ao grande crescimento das minivans no país. Será vendida com duas opções de motorização com 1.8 litro de cilindrada: de oito válvulas que gera 101 cavalos e outra 16V de 122 cv. A produção começa em junho, em São José dos Campos, onde são fabricados os modelos Corsa e Zafira. Sua chegada marca a inauguração de um novo segmento no mercado nacional, abaixo do ocupado por Zafira, Scénic e Picasso. Seis centímetros (4,04 m) mais curta que o Astra, oferece mais espaço interno, com maior distância entre eixos (2,63 m). Na configuração completa, oferece os tradicionais três lugares na traseira, que podem ser convertidos em dois lugares mais espaçosos, com o rebatimento do assento central (Diário de São Paulo, 29 de maio).

Produção da Saveiro no Paraná
Fornecedores da Volkswagen comentaram a intenção da montadora de transferir a produção de seu modelo Saveiro, atualmente fabricado em São Bernardo do Campo, SP, para sua unidade de São José dos Pinhais, PR. A informação
circulou dia 28. A montadora não confirma a notícia. Segundo sua assessoria de imprensa a intenção existe, mas ainda está em fase de estudos. O objetivo da montadora seria suprir a capacidade ociosa daquela planta planejada para 100 mil unidades ano e que atualmente só aproveita 60% (AutoData, 28 de maio).

Competência brasileira em lonas de freio
A TMD Friction do Brasil, dona da marca Cobreq, foi eleita centro mundial de competência para a produção de lonas e pastilhas de freios para veículos comerciais. As exportações da fábrica em Indaiatuba, SP, aumentarão 50% a partir de janeiro de 2003 em função da escolha do Grupo. Fabricar no Brasil, diz Feres Macul Neto, presidente da empresa, é 20% mais barato do que na Europa (Gazeta Mercantil, 28 de maio).

Bancos credores da Fiat querem a Ferrari
Três dos principais bancos credores da holding Fiat chegaram a acordo para recapitalizar a montadora italiana. Os bancos IntesaBCI, Banca di Roma e Sanpaolo IMI não tentarão acelerar a venda da deficitária divisão Fiat Automóveis, que é a maior operação da companhia. No entanto, os bancos obterão participações na Ferrari antes de uma planejada oferta pública inicial, programada para ser realizada até o fim do ano. (Jornal da Tarde, 28 de maio).

GM avalia participação na Fiat
A General Motors Corp. informou estar estudando vários cenários relativos ao acordo feito com a Fiat, porém não disse se permitirá que a montadora italiana venda os 80% restantes da unidade de automóveis antes do planejado. A gigante norte-americana detém 20% da Fiat Auto, sendo que a Fiat tem uma opção, que pode ser exercida a partir de 2004, para vender o restante (Jornal da Tarde, 28 de maio).

Caminhões Volkswagen para o Peru
A Volkswagen Caminhões negociou a venda de 60 caminhões (US$ 2 milhões) para o Grupo San Bartolomé, de Lima, no Peru. O negócio representa a maior exportação da montadora para aquele país desde 1995. De acordo com o diretor-superintendente da Volks Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, os veículos, do modelo VW 17.210, serão utilizados pelo grupo peruano para a distribuição de cervejas da marca Backus, uma das maiores do país. Os caminhões, produzidos na fábrica de Resende (RJ), sofreram modificações para trafegar nas condições de altitude do Peru. Os motores foram especialmente calibrados para operar em alturas de até 4 mil metros. (Estadão, 28 de maio).

Os planos de exportação da VW Caminhões
A VW Caminhões pretende comercializar 2 mil caminhões e ônibus para o mercado latino-americano, África e Oriente Médio este ano. A meta é aumentar as exportações para 25% da produção anual até 2005. Em 2001, o total comercializado pela empresa no mercado externo alcançou US$ 60 milhões, o equivalente a 1.450 unidades de um volume produzido de 24 mil caminhões e ônibus, recorde em 20 anos de atuação no País. A unidade de Resende faz parte da Volkswagen Nutzfahrzeuge, com sede em Hannover, na Alemanha, é a única fábrica de caminhões e ônibus do grupo no mundo. A divisão atua há 20 anos no País e iniciou sua produção na antiga fábrica da Chrysler, em São Bernardo do Campo (ABC paulista).(Carla Franco, Agestado, 28 de maio).

Mini faz sucesso nos EUA
As vendas do novo Mini superaram todas as expectativas nos Estados Unidos, onde um fornecimento anual de dez mil carros foi vendido em apenas oito semanas. A volta do Mini aos EUA depois de 35 anos provocou uma procura tão grande que as vendas já ultrapassaram o número de encomendas feitas nos anos 60 - quando celebridades como Clint Eastwood e Paul Newman se alinhavam entre seus donos (Jornal da Tarde, 28 de maio).

Recall da BMW para Série 7
A BMW anunciou um recall de 15.000 carros do novo modelo Série 7 devido a possíveis problemas nos sistemas eletrônicos dos veículos. A companhia investigará os sistemas eletrônicos que regulam os níveis de combustíveis dos modelos 745i e 735i. Segundo a BMW, no pior dos casos, os carros podem ficar sem combustível (Folha OnLine, 28 de maio).

2002, uma evolução imprevisível
Após dez horas de palestras e debates no seminário AutoData "A Revisão das Perspectivas 2002", dia 20 de maio, não se chegou a consenso sobre como terminará este imprevisível ano de 2002. A Anfavea e o Sindipeças continuam apostando em crescimento de 3% do mercado interno, 10% nas exportações e 5% na produção. Fiat reconheceu que em abril e em maio as vendas estiveram abaixo de suas previsões, mas se alinha com a Volkswagen, DaimlerChrysler e a Ford quanto àqueles números de crescimento.A GM, ao contrário, acha muito difícil uma evolução em relação a 2001, à exceção de exportações, que mesmo assim ficariam limitadas a mais 5% (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de maio).

Sinais positivos nos financiamentos
De fato há sinais contraditórios. É ano de eleições gerais e de copa do mundo de futebol, existe ameaça de aumento do IOF que encareceria as prestações e as contínuas promoções vêm onerando em até 25% os custos de vendas. Por outro lado, a ANEF, associação de bancos controlados pelos fabricantes que respondem por mais de 60% de todos os financiamentos de veículos, detectou um aumento de 8% no valor médio financiado e de 26 meses para 29 meses nos prazos médios em relação a 2001. Sinal de pouco abalo no índice de confiança do consumidor. (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de maio).

Mercado espera para ver?
Nunca na história da indústria ocorreu um acúmulo de lançamentos em tão curto espaço de tempo num segmento que responde por cerca de 70% das vendas totais. Depois do Corsa, Polo e Fiesta foram apresentados mas não colocados logo à venda e as intensas campanhas publicitárias só vão explodir em junho. E há ainda mais novidades por vir, como o monovolume Meriva sobre a plataforma do Corsa e o Polo sedã, sem contar o Corolla e o Stilo num patamar superior. (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de maio).

Pornografia na Internet: GM readmite
A GM decidiu no dia 23 readmitir 18 dos 33 funcionários das fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, SP, que tinham sido demitidos por utilizarem computadores da montadora para troca de fotos pornográficas. Os 18 funcionários têm alto grau de especialização e a GM entendeu que não podia abrir mão deles. A empresa temia que eles também pudessem vazar informações confidenciais. (Folha OnLine, 24 de maio).

Comil exporta para o México
A Comil Carrocerias e Ônibus, de Erechim, RS, fechou contrato com a Volvo Bus de México para fornecer carroçarias prontas sem chassis. O fornecimento inclui mais de mil carroçarias no prazo de três anos (Gazeta Mercantil, 22 de maio).

Grupo SS lança shopping de veículos
A PanAmericana de Seguros, divisão financeira do grupo Sílvio Santos, lançou o Auto Moto Shopping, nas instalações da antiga concessionária Vimave, na Vila Maria. com investimento de R$ 12 milhões. (Gazeta Mercantil, 22 de maio).

Corsa, Fiesta e Polo lado a lado
No seminário AutoData, organizado pela All Right! dia 20 de maio no Hotel Gran Meliá, em São Paulo, Fiesta, Polo e Novo Corsa estavam expostos lado a lado. As opiniões se dividiram, mas sobrou uma certeza: o preço do Fiesta vai fazer diferença na briga com o Polo. Os lançamentos da indústria, em um patamar de preços significativamente acima dos carros populares, vão ganhar espaço com a esperada alteração nas alíquotas do IPI. Enquanto isso não acontece, 70% do mercado continuará no segmento das mil cilindradas (24 de maio).

O nome do Fiesta em questão
O projeto se chama Amazon e todo mundo pergunta porque a família de produtos que nasce na Ford Camaçari recebe o nome Fiesta. Afinal, o Fiesta não chegou a emplacar por aqui. Sabe-se que o presidente Antonio Maciel defendeu a mudança de nome junto à matriz, mas houve resistência. Segundo a empresa, pesquisas teriam indicado que o nome Fiesta é forte. Você concorda? (24 de maio).

O produto, melhor que a marca
Flávio Padovan, responsável pelas operações de caminhões da Ford, saiu em defesa do Fiesta. Para ele, o produto é tão bom que o nome não vai fazer diferença. No geral, os profissionais da Ford compartilham de seu otimismo (24 de maio).

Está na hora de refazer contas?
A General Motors já deu o alarma: as vendas estão caindo no varejo. Na prática, os preços sugeridos pelas montadoras foram rebaixados (veja o Estadão do dia 23, no caderno Autos), com descontos expressivos. Embora na Anfavea as projeções estejam mantidas, executivos do setor olham com pouco otimismo as indicações oficiais. No setor de autopeças empresas já estão revendo os números de produção para baixo. A meta agora parece ser um empate com os resultados do ano passado, sem crescimento (24 de maio).

Ex-distribuidores em ação contra a Ford
A Associação Brasileira dos ex-Distribuidores Ford (Abedif) ingressou na Justiça, em nome de 39 sócios, com ação de reparação e indenização de danos contra a montadora por abuso de poder econômico e concorrência desleal. Os advogados da associação, presidida pelo senador Lindberg Cury (PFL-DF), argumentam que a Ford causou inúmeros prejuízos às suas concessionárias ao associar-se com a VW, entre 1987 e 1994, período no qual a participação da marca no mercado caiu de 20,9% para 8,6% (Estadão,l 23 de maio).

Pornografia leva a demissão no ABC
Há duas semanas, uma pacata funcionária da General Motors dos Estados Unidos recebeu, via correio eletrônico, uma foto pornográfica. Ela procurou sua chefia, que determinou uma investigação para descobrir a procedência da foto. A bomba virtual estourou terça-feira na filial do grupo em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Ao todo, 33 funcionários foram demitidos e 111 receberam advertência por escrito. A GM do Brasil, com apoio da EDS, sua prestadora de serviços de Internet, rastreou os terminais dos funcionários e identificou o envolvimento de alguns deles com a produção, aquisição, distribuição e retenção de material pornográfico, obsceno ou considerado violento. A direção da montadora não quis comentar o assunto ontem, limitando-se a informar que o assunto é interno (Jornal da Tarde, 23 de maio)

Mercedes exporta para o Equador
A DaimlerChrysler do Brasil está exportando 125 caminhões leves Mercedes-Benz 710, o campeão de vendas no mercado brasileiro no ano passado, para a Polícia Nacional do Equador, por meio da Silex Trading S.A. No ano passado a DaimlerChrysler do Brasil, líder em vendas de veículos comerciais no mercado doméstico, exportou 6,3 mil caminhões e ônibus. Em 2002 a previsão é repetir o resultado de 2001, apesar na queda para as vendas à Argentina. De janeiro a abril, as vendas externas da montadora alcançaram 1.537 unidades (Agestado, 22 de maio)

GM investirá US$ 250 milhões no RS
A GM do Brasil vai investir US$ 250 milhões entre 2002 e 2004 no complexo industrial de Gravataí, RS, onde produz o Celta. Os recursos serão destinados a investimentos em produtos e instalações industriais. O diretor de assuntos institucionais da montadora, Luiz Moan, reiterou que o Celta cinco portas será lançado em três meses. Desde março de 1997, quando decidiu se instalar no Rio Grande do Sul, a GM já aplicou perto de US$ 500 milhões no projeto de Gravataí (Agestado, 22 de maio).

Mais lançamentos na área de furgões
Continuam as apostas no segmento dos furgões. Mercedes-Benz, Renault e agora Iveco e Agrale estão com novos produtos em oferta no mercado, que ganhará ainda o Citroën Jumper nacionalizado. Nos próximos dias estarão nas lojas modelos para o transporte de carga: o Daily City 35.10 da Iveco e o Furgovan Agrale. No começo do mês, a Renault apresentou o nacional Master, depois da Mercedes renovar a linha Sprinter, que está também com modelos para o transporte de passageiros. Subiu para 18 o número de modelos que disputam esse segmento de carga (Jornal do Carro, 22 de maio).

Novo Corolla está chegando
Mantido em segredo, o novo Corolla, em produção em Indaiatuba, SP, deve vir com linhas mais arredondadas, a exemplo do que já ocorre na Europa e Estados Unidos. O novo Toyota Corolla chega às concessionárias em 14 de junho, com preço a partir de R$ 44 mil. As últimas unidades da versão atual têm preço atrativo. A versão intermediária XEi completa custa cerca de R$ 37,8 mil, já com frete incluso (Jornal do Carro, 22 de maio).

Salão internacional em Madri
O Salão de Madri, na Espanha, de 24 de maio a 2 de junho, reunirá 47 marcas e poderá receber mais de um milhão de pessoas. O evento acontece a cada dois anos (Diário de São Paulo).

Financiamento de bancos das montadoras cai
O financiamento de veículos pelos bancos das montadoras caiu 8% nos quatro primeiros meses de 2002. Foram financiadas 185 mil unidades, incluindo operações de crédito direto ao consumidor e leasing, contra 228 mil veículos financiados no mesmo período do ano anterior. Os dados são da Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras. De acordo com o diretor executivo da entidade, José Romélio Brasil Ribeiro, deve-se considerar que no período de janeiro-abril de 2001 o desempenho do mercado brasileiro foi atípico, muito acima das expectativas. "As vendas de veículos nos quatro primeiros meses de 2001 estavam bastante aquecidas". A projeção da Anef é fechar este ano com 720 mil veículos financiados, com crescimento de 5,6% sobre 2001, quando foram vendidas 682 mil unidades com financiamento.

Um carro ainda mais popular
O setor de autopeças vai apresentar ao governo federal "Programa Carro Próprio" para facilitar a compra de veículos pela população de baixa renda. O objetivo é aumentar as vendas e ativar a capacidade instalada da indústria automotiva nacional, cuja ociosidade beira os 40%. Seriam criados mecanismos para permitir a compra por meio da isenção de impostos. Em contrapartida, o setor assumiria o compromisso de contratar novos trabalhadores. Segundo o presidente do Sindipeças, Paulo Butori, o consumidor pagaria uma prestação média de R$ 179,00 por 36 meses - para um veículo de R$ 15 mil. Haveria um mercado de 8,2 milhões de potenciais compradores que hoje não têm acesso ao carro próprio. No mínimo, diz Butori, haverá adesão de 7% desses potenciais compradores nos primeiros anos - correspondendo a 250 mil veículos por ano. Seriam necessários pelo menos 27 mil novos trabalhadores no setor. (Jornal da Tarde, 21 de maio).

GM projeta vendas em baixa
Para a General Motors a expectativa de vendas totais no mercado brasileiro caiu de 1,7 milhão para um volume entre 1,5 milhão a 1,6 milhão de unidades. A produção estimada passou de 1,9 milhão para 1,8 milhão de veículos. A aposta de 10% de crescimento nas exportações também caiu por terra. "O mercado não está reagindo", afirmou o vice-presidente José Carlos Pinheiro Neto, durante o seminário "Setor Automotivo Revisão das Perspectivas 2002", promovido pela Autodata, no Hotel Meliá, em São Paulo. O executivo disse que, diante do movimento fraco nas concessionárias, a montadora pretende tomar medidas para adequar a produção à demanda. Pinheiro Neto não adiantou que ações serão adotadas, mas deu a entender que a empresa poderá conceder férias coletivas em algumas de suas fábricas brasileiras (Carla Franco, Agestado, 21 de maio).

Fiat mantém as projeções
O diretor comercial da Fiat Automóveis, Lélio Ramos, também está hesitante em relação ao crescimento das vendas. Segundo ele, os primeiros 20 dias de maio indicam uma queda entre 7% a 10% no volume comercializado pela marca. Mas, por enquanto, ele manteve a previsão de vendas internas de 1,550 milhão de automóveis e comerciais leves este ano (Carla Franco, Agestado, 21 de maio).

A saúde da Fiat a descoberto
Demolidora, a matéria de capa da revista Business Week sobre saúde financeira da Fiat mostra evidentes exageros. Aborda, porém, pontos objetivos como dificuldade na aceitação do novo Stilo, baixo investimento em engenharia, queda acentuada de participação de mercado na Itália e Europa e atraso na venda de outras empresas do grupo (Ferrari, Alfa, Marelli). A revista afirma ser difícil a GM exercer sua opção de compra da Fiat em 2004 por faltar dinheiro para um mau negócio (Fernando Calmon, 20 de maio).

Citroën cresce, mercado não
Para Sérgio Habib, presidente da Citroën, será difícil o mercado brasileiro crescer este ano. Ainda assim está satisfeito com desempenho da marca. Conquistou 14% da faixa acima de R$ 35.000, que responde por apenas 11% das vendas totais. Xsara Picasso está quase empatado com Scénic e Zafira, mesmo fora do mercado de táxis, locadoras e sem versão com câmbio automático (prevista para 2004) (Fernando Calmon, 20 de maio).

VW abre fábrica para visita
Mais de dez mil funcionários visitaram a fábrica Nova Anchieta no Pólo Day, levando junto os familiares. "Trabalho há 13 anos na empresa mas minha família ainda não conhecia meu local de trabalho" - disse Rosivaldo Viana, da Montagem Final, que levou a mulher e dois filhos (Estadão, 19 de maio).

As inovações no automóvel
Cleide Silva dedica uma página do Estadão de domingo às inovações que fazer surgir o automóvel do futuro. No Brasil, onde 70% das vendas são de populares, o avanço vai demorar um pouco mais. Mas lá fora... (20 de maio).

Iveco lança novos veículos
A Iveco do Brasil lançou quatro novos modelos da linha Daily, veículos de 3,5 a 6 toneladas. Os furgões Daily City têm agora a opção de rodado traseiro simples seguindo as normas estipuladas para os VUC - Veículo Urbano de Carga -, que possibilita a circulação em todos centros urbanos do País. Depois de cinco anos de atuação no mercado brasileiro (nos três primeiros só comercializou produtos importados), a Iveco detém 37% no segmento de veículos de carga leves. Para o presidente da Iveco para América Latina, Pier Luigi Zanframundo, "Este resultado é fruto de uma política de crescimento firme e contínuo e a meta é crescer ainda mais, de forma consistente". Em abril a Iveco comercializou 227 unidades no mercado brasileiro, 14% a mais se comparado ao mesmo período de 2001 quando foram comercializadas 199 unidades (AutoData, 14 de maio).

A expansão dos operadores logísticos
Os braços logísticos das montadoras, desenvolvidos para suprir as próprias necessidades, passaram a operar também para terceiros. A Catlog, da Renault, a Gefco, da PSA Peugeot Citroën, a TKL da Toyota e a Volkswagen Transport, da montadora alemã, têm-se empenhado em conseguir novos clientes para manter ocupados seus meios de transporte e armazéns. A Catlog faturou R$ 37,5 milhões em 2001 - 25% do total - transportando isqueiros e canetas para a Bic e distribuindo gases industriais da White Martins. A Gefco, que é a maior operadora privada de logística na França, com faturamento anual de 2,6 bilhões de euros, pretende crescer no Brasil utilizando uma estratégia amparada em três pilares: logística para veículos, transporte de carga geral para o Mercosul e terceirização de áreas de comércio exterior. O mercado de logística expande-se num ritmo de 20% ao ano. (Gazeta Mercantil, 14 de maio).

Montadoras querem acordo com União Européia
A exportação pode ser a saída para a ociosidade nas fábricas da indústria automobilística brasileira. Por isso existe um grande esforço da Anfavea, com apoio do governo, para expandir os acordos bilaterais de exportação de veículos. O alvo principal é o México. No momento ocorrem encontros de dirigentes das entidades européias dos fabricantes de veículos tendo em vista acordos de exportação. No ano passado as empresas brasileiras importaram US$ 2,3 bilhões em automóveis, componentes e máquinas agrícolas e exportaram US$ 1 bilhão. Os carros brasileiros pagam 6,5% de alíquota de importaçã (Estadão, 16 de maio).

Man teve prejuízo no primeiro trimestre
A Man AG, segunda maior montadora de caminhões da Alemanha e sétima do mundo, contrariou as previsões e registrou prejuízo de US$ 39 milhões no primeiro trimestre. O resultado foi atribuído à queda nas vendas de veículos e ao colapso da Fairchild Donier, além das perdas da Arianespace, dois dos principais clientes da Man (Bloomberg News, 16 de maio).

Fiat vai bem aqui, mas lá fora...
O Grupo Fiat anunciou prejuízo líquido de US$ 480 milhões em suas operações mundiais no primeiro trimestre, ante um lucro líquido de US$ 175 milhões em igual período do ano passado. O desempenho negativo, um dos piores da história da montadora, não teve qualquer reflexo na Fiat do Brasil, hoje a mais importante filial da empresa e uma das poucas a registrar lucro no balanço financeiro. Já Fiat do Brasil vive uma de suas melhores fases e não vai alterar o plano de investimento de R$ 500 milhões previsto para este ano e o lançamento, em setembro, do Stilo, carro de médio porte que será uma das armas para manter-se no alto do pódio. No ano passado, a filial brasileira teve lucro de R$ 172 milhões, dos quais R$ 132 milhões obtidos com o Banco Fiat (Estadão, 15 de maio).

As opções do Grupo Fiat
Especula-se que a Fiat dificilmente terá condições de permanecer sozinha do mercado mundial. Além disso, já estuda desfazer-se de empresas como a Ferrari e a Magnetti Marelli. A empresa informou não haver negociação para alterar o acordo feito com a General Motors no início de 2000. Pelo entendimento, a Fiat tem a opção de vender os 80% restantes de suas ações à GM a partir de 2004. Analistas do mercado avaliam que um eventual afastamento de Gianni Agnelli do comando da maior montadora italiana possa acelerar um processo de venda. O grupo pretende reduzir sua dívida para US$ 2,7 bilhões neste ano (Cleide Silva, Estadão, 15 de maio).

Uma nova Daewoo com a GM
O acordo é definitivo: General Motors, a Daewoo e o Korea Development Bank vão criar uma nova companhia automotiva. A união deve ser concluída em três meses, dependendo da aprovação das autoridades governamentais e da Justiça. A GM investirá US$ 251 milhões pela participação de 42,1% na nova empresa. Alguns parceiros comerciais da General Motor pagarão US$ 149 milhões por uma parcela de 24,9%, enquanto os credores da Daewoo gastarão US$ 197 milhões pelos 33% restantes, segundo o informe (Dow Jones, 15 de maio).

Habib confirma C3 em Porto Real
A Citroën do Brasil vai investir R$ 200 milhões para produzir o C3 na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, em 2003. O novo modelo (R$ 30 mil a R$ 35 mil) será lançado em abril tendo como principais concorrentes o Astra e o Golf. "Será um carro para o público jovem", disse o presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib. Segundo ele, o automóvel terá motor 1.6, de 16 válvulas e 110 cavalos, produzido na fábrica de motores do Grupo PSA Peugeot Citroën em Porto Real (Carla Franco, Agestado, 15 de maio).

Palio Fire substitui Young
Sem produto novo para enfrentar os lançamentos da concorrência, a Fiat começa a fazer pequenas modificações em sua linha com o objetivo de manter as vendas. E a primeira novidade é o lançamento do Palio Fire para ocupar o lugar do Young e dizer adeus ao mercado a antiga carroceria da família Palio, após seis anos em produção. O Palio Fire mantém a motorização 1.0 oito-válvulas de 55 cavalos de potência e 8,5 mkgf a 4.250 rpm de torque (força) do Young, mas traz a vantagem não só de ser mais moderno como também mais barato. Pela Internet (www.fiat.com.br), o Palio Fire de três portas parte de R$ 14.650,00 e o modelo de cinco portas, de R$ 15.583,00 (Jornal da Tarde, 15 de maio).

Novidades no Troller 2002
O jipe Troller (vendas de 85 unidades ao mês) ganha novos equipamentos de série e o modelo T4 está 4% mais caro em sua linha 2002., custando a partir de R$ 47.870,00 com capota de lona e R$ 56.960,00 com capota rígida de resina reforçada por fibra de vidro, como toda a carroceria. As novidades do jipe cearense são roda livre e freios a disco nas quatro rodas, ventilados na frente. O veículo traz o sistema blocante do eixo traseiro, um aliado para superar aventuras mais radicais (Eduardo Cerioni, Jornal da Tarde, 15 de maio).

Induscar-Caio entra na estrada
A Induscar arrendou por seis anos a massa falida da Caio e até agora opera apenas na produção de carroçarias para ônibus urbanos convencionais e micros. Ainda não tem produto no nicho rodoviário, que representa 26,4% do volume produzidos pelos associados da Fabus, a entidade dos fabricantes de carroçarias para ônibus. Em agosto as coisas podem mudar. A Induscar está produzindo dois protótipos de modelos rodoviários que serão lançados em 2003. Paulo Ruas, diretor comercial, pretende fabricar 4 mil carroçarias este ano e faturar R$ 200 milhões, o que pode representar crescimento de 48% e 74% sobre 2001. (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 15 de maio).

Mais um recorde das motos
O setor de motocicletas teve novo recorde histórico de vendas com 78.587 unidades em abril - 27,2% maior que no mesmo mês de 2001. A Abraciclo, entidade do setor, mantém a previsão de se comercializarem 780 mil motocicletas este ano (Gazeta Mercantil, 15 de maio).

Prejuízo da Marcopolo vem da Argentina
A Marcopolo informou que o prejuízo líquido consolidado de R$ 16,3 milhões no primeiro trimestre decorre de perdas de R$ 25,8 milhões nas operações na Argentina (Gazeta Mercantil, 15 de maio).

Vendas de 17 milhões de veículos nos EUA
As vendas de automóveis de passageiros e comerciais leves nos Estados Unidos devem crescer em maio pelo segundo mês consecutivo, em comparação com o mesmo período do ano passado, mantendo o ritmo de 17 milhões de unidades anualizadas registrado em abril, segundo informa o site americano WardsAuto.com. O Ward's também prevê que o crescimento do mercado se estenderá até o final de junho (AutoData, 13 de maio).

BMW e Toyota fecham acordo para motores a diesel
BMW e Toyota anunciaram a assinatura de um acordo pelo qual a Toyota vai fornecer motores a diesel para os novos modelos Mini, da BMW, a partir de 2003. O acordo prevê o fornecimento de um volume entre 10 mil e 20 mil motores por ano, segundo o porta-voz da BMW, Michael Rebstock. A BMW pretende começar a comercializar modelos Mini equipados com motores a diesel no próximo ano. As duas montadoras vêm mantendo conversações há mais de um ano. Desde que vendeu a deficitária Rover, em 2000, a estratégia da BMW tem sido buscar alianças que lhe permitam crescer, mantendo-se independente. Ao mesmo tempo, as montadoras japonesas vêm aumentando a produção de motores a diesel em função do crescimento de sua popularidade na Europa nos últimos anos (Estadão, 14 de maio).

Microônibus Mercedes tem recall
A DaimlerChrysler convoca proprietários do microônibus modelo LO 610 para a troca da mangueira do sistema de freio dianteiro. O recall envolve 167 veículos fabricados a partir de janeiro deste ano, volume equivalente a 23% das vendas de microônibus da marca realizadas neste ano. Em testes realizados pela própria montadora no fim do mês passado foi constatada a possibilidade de desgaste do material do anel de vedação do tubo do freio, o que pode reduzir a capacidade de frenagem do veículo. De acordo com a empresa, não há riscos de segurança pois, mesmo que os freios dianteiros falhem, haverá compensação nos freios traseiros. As 180 concessionárias da marca já estão preparadas para realizar a substituição gratuita das peças (Estadão, 14 de maio).

Montadora romena montará utilitários no Brasil
A Cross Lander do Brasil, parceria entre o grupo brasileiro Samabaia e a Lacaro, e representante da montadora romena de veículos off-road Aro, inicia em julho a montagem de utilitários esportivos e picapes no País. Os veículos serão produzidos em Manaus, com investimento de US$ 32 milhões até 2003. Haverá 200 empregos diretos e 700 indiretos. O CL-244 recebe o motor HS 2.8 Turbodiesel Intercooler, de 132 cavalos, da International Engines. A transmissão é da Eaton do Brasil. As outras partes do veículo são importadas da Romênia. De acordo com o diretor-comercial da Cross Lander, José Francisco de Oliveira Neto, a expectativa da empresa é montar cerca de 800 unidades este ano (400 para o mercado norte-americano) e instalar 16 concessionárias até agosto. A picape 4x4 CL-300 será apresentada no Salão do Automóvel, em outubro (Carla Franco, Agestado, 14 de maio).

O lucro dos bancos das montadoras
Somando o resultado dos doze bancos ligados a montadoras e fbricantes de motocicletas no país, o lucro líquido do setor foi de R$ 309,2 milhões no ano passado, 87% superior ao de 2000. Os bancos privados ganharam R$ 12,9 bilhões no período, 64% a mais que no ano anterior. "2001 foi melhor porque houve aumento de 46% nas operações de crédito direto ao consumidor e de 9% nas vendas de quotas de consórcio" - disse Flávio Croppo, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (ANEF) (Cleide Silva, Estadão, 13 de maio).

Banco Ford, com prejuízo, transfere carteira
Ao contrário do que aconteceu no setor, o Banco Ford teve prejuízo de R$ 3,3 milhões e acabou se desfazendo do negócio, transferindo sua carteira de financiamentos para o Bradesco e a de consórcios para o Unibanco. A iniciativa pode ser seguida por outras entidades do segmento (Cleide Silva, Estadão, 13 de maio).

Os investimentos da Ford no Nordeste
O investimento no complexo Ford em Camaçari é de US$ 1,2 bilhão e mais US$ 0,7 bilhão de 33 fornecedores do sistema produtivo de montagem modular seqüenciada. A Ford já tinha sido pioneira na região com uma pequena linha de montagem do Jeep Willys, em Jaboatão, PE, nos anos 60.
(Alta Roda, Fernando Calmon, 13 de maio).

A versatilidade da família Fiesta
Haverá quatro modelos do novo Fiesta. Depois do hatch, virão o utilitário-esporte em março de 2003, o pickup no primeiro semestre de 2004 e o sedã no segundo semestre do mesmo ano. A fábrica poderá produzir um monovolume e até uma station graças à extrema flexibilidade e os avançados métodos de produção e logística aplicados no Projeto Amazon (Alta Roda, Fernando Calmon, 13 de maio).

Fiesta pela Internet
O novo Fiesta será vendido exclusivamente sob encomenda pela Internet, com frete único nacional incluído e prazo médio de entrega de 12 dias (7 dias em grandes centros). O preço começa em R$ 19.000,00 com motor 1.000/66 cv e vai a R$ 25.000,00 com motor 1.600/98 cv. E a grande novidade, o Supercharger, motor 1.000 com compressor volumétrico, ao preço de R$ 23.000,00 custa pouco mais do que os rivais com motores de 16 válvulas oferecendo até 35% mais de potência (95 cv) (Alta Roda, Fernando Calmon, 13 de maio).

As novidades na motorização da Ford
O motor com compressor, único no mundo nesta categoria, tem desempenho e elasticidade ótimos, bem superior aos motores aspirados de 8 ou 16 válvulas, apesar de uma certa aspereza que a fábrica, garante, vai superar. O motor 1.600, no entanto, permite usar uma transmissão mais longa e, por conseqüência, rotações menores no uso de cruzeiro em estrada, além de ser mais ágil e suave. Também surpreendeu ao apresentar três protótipos que utilizam o Flex Fuel álcool/gasolina (105 cv), álcool/gás (109/97 cv) e álcool puro (109 cv) apenas com motor 1.600. Não existe versão 1.000 e nem previsão de produção regular. Como afirmou Antônio Maciel, presidente da empresa, a Ford está polindo o seu oval. No caminho para a volta por cima (Alta Roda, Fernando Calmon, 13 de maio).

Paraná ganha Tupi e perde geração do Golf
Já foi anunciada a produção do futuro carro de entrada da Volkswagen na fábrica do Paraná. Internamente chamado de Tupi será derivação simplificada da plataforma Polo. Projeto é brasileiro e chega no final de 2003. Má notícia é perda da quinta geração do Golf para fábrica mexicana. Modelo atual continuará no Paraná, por vários anos, atendendo mercados internos e de exportação a países emergentes (Alta Roda, Fernando Calmon, 13 de maio).

Renault Boticário só para mulheres
A Renault do Brasil lançou 2,2 mil unidades exclusivas para mulheres do Clio Sedan "O Boticário", Estima-se que o público feminino é responsável pela aquisição de metade do volume de sedãs pequenos e tem participação, direta ou indireta, em 70% dos negócios envolvendo veículos novos no país. O veículo tem motor 1.0, de 16 válvulas, e 70 cv de potência. O porta-malas é o maior da categoria, com 510 litros. Por R$ 23.990,00, vem equipado com air bag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas das portas e do porta-malas com acionamento elétrico e volante com regulagem de altura. O carro traz bancos com revestimento em tecido que não desfia roupas ou meias finas e de espelho no pára-sol do lado da motorista. (Carla Franco, Agestado, 10 de maio).

Muito carro, pouco emprego
Um exemplo da retração de empregos é a fábrica da VW de São Bernardo do Campo. Na década de 70, a unidade chegou a empregar 44 mil pessoas. Hoje, são 16 mil. No ano passado, a empresa tentou demitir 3,5 mil metalúrgicos, mas após intensa negociação com sindicalistas, desistiu. A unidade ainda conta com um maquinário antigo e excedente de funcionários, mas prometeu uma nova linha de montagem para tentar reduzir a ociosidade. Empresas recém-inauguradas têm a folha de pagamento bem reduzida. A Ford de Camaçari (BA) conta com 800 metalúrgicos e tem uma produção elevada por causa dos equipamentos avançados (Folha de S. Paulo, 10 de maio).

O Trabant ainda existe
O Trabant, sensação na Alemanha Oriental, acabou junto com o socialismo. O modelo foi produzido pela Sachzering entre 1957 e 1991. Foram mais de 3 milhões de unidades vendidas para os países socialistas e alguns para a Holanda e Bélgica. A carroceria era toda feita de plástico - mas com material barato. O motor não era potente e o veículo acabou virando um grande problema atualmente. A carcaça não era reciclável e não se sabia o que fazer com ela na década de 90. A solução foi encontrada - depois de muita pesquisa - com um fungo capaz de consumir um material. Estima-se que 200 mil Trabants ainda circulem pela Europa (Folha de S. Paulo, 10 de maio).

Caltabiano com bandeira GM
Depois de adotar a bandeira Chrysler em 1997 e trocar a Ford pela Toyota, em 1998, o grupo Caltabiano vai ingressar na rede Chevrolet, da GM. A primeira loja da marca, em São Paulo, será um antigo ponto de venda da Convel, que já foi revendedor GM (Gazeta Mercantil, 10 de maio).

BNDES financia investimento no Exterior
A Marcopolo deverá fazer parte do projeto piloto da nova linha de financiamento do BNDES para investimentos de empresas brasileiras no Exterior, adiantou o diretor de produtos de exportação, Isac Zagury. A linha é um projeto inédito, já que o banco não opera com investimentos fora do país (Estadão, 10 de maio)
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Indústria automotiva ensaia retomada
As vendas não foram lá muito bem. Foram comercializados em abril 135,4 mil veículos, com um crescimento de apenas 1,7% sobre março e queda de 12,5% sobre abril do ano passado. No entanto, o esforço de produção das montadoras indica que o setor espera uma retomada das vendas. Foram fabricados 576,3 mil veículos de janeiro a abril, com um crescimento de 11,7% sobre o último quadrimestre de 2001. A produção de abril foi de 169,8 mil unidades, ou 9,3% maior que a de março (8 de março, Lílian Satomi, Gazeta Mercantil).

Colóquios da SAE em Caxias do Sul
A SAE Brasil promoverá dias 16 e 17 de maio, no Centro de Convenções do Intercity Hotel, em Caxias do Sul, RS, o 2º Colóquio Internacional de Suspensões, o 1º Colóquio de Implementos Rodoviários e a Mostra de Engenharia, uma vitrina de novas tecnologias da indústria. O evento terá a participação da Ford, Haldex, Ingepal, Pirelli, Randon, ZF Lemforder, Mater, Fras-Le, Jost, Suspensys, PTC, Atofina, Aspock, Fag, Shculz, T-Systems, Cindumel e Michelin. A convenção terá 17 palestras técnicas. As inscrições devem ser feitas pelo telefax 54 223-8644 (Gazeta Mercantil, 8 de maio).

SsangYong lança Rexton
A SsangYong prepara o lançamento do Rexton, utilitário esportivo para sete passageiros, com motores Mercedes de 2.9 litros (turbodiesel, 120 cv) e 3.2 litros (gasolina, 220 cv). O preço poderá chegar a R$ 100 mil. A empresa, que comercializa o Musso e Korando, entre outros veículos, está em busca de revendedores (Gazeta Mercantil, 8 de maio).

Fiesta em 12 dias pela Internet
O novo Fiesta só será comercializado pela Internet (www.forddirect.com.br), com preço único para todo o Brasil. Além do frete já estar incluso, o faturamento direto da fábrica isenta o consumidor de pagar 3,5% do PIS e do Cofins. Mais bonito e maior, o Fiesta também ficou mais caro. Ainda assim, é o mais acessível da nova geração dos carros de velhos nomes, entre eles também o Volkswagen Polo. Somente na versão de cinco portas, o modelo de entrada 1.0 de 66 cavalos de potência parte de R$ 18.990,00. Já o Supercharger 1.0 de 95 cv custa a partir de R$ 22.990,00 e o 1.6 de 98 cv, R$ 24.990,00. Sem pronta entrega nas concessionárias, o prazo de entrega do novo Fiesta será de 12 dias.

Peças para Lada, Ásia e Mazda
A Asia Motors vendeu 71.638 veículos nos seis em que esteve no mercado brasileiro e parou de trazer Towner e Topic em 1999, mas ainda tem representante no País que garante ter peças para todos os modelos. A marca também é responsável pela reposição de peças do Galloper, da extinta Hyundai Precision e comercializado no País pela Asia. A Lada é atendida por estabelecimentos que operavam como concessionárias e ainda realizam serviços de reparo e fornecimento de peças, como a Bomer, de São Bernardo do Campo, SP. A Mazda tem um serviço gratuito de atendimento ao consumidor e um representante da marca em São Paulo, a Frison. Lá, porém, as peças têm um custo alto. A fábrica mineira JPX não deixou de fazer componentes. As peças são comercializadas pela Alpina 4x4, empresa de Petrópolis (RJ). Os proprietários de modelos Gurgel também têm a quem recorrer, ainda que a fábrica tenha fechado suas portas em setembro de 1993. Roberto Proença, do jipe clube Gurgel Guerreiro, indica onde se pode comprar peças e despacha componentes para os modelos BR 800 e Supermini. (Agência Estado, 8 de maio).

Rastreamento do carro via Internet
O serviço de rastreamento por radiofreqüência da Ituran permite que o veículo seja localizado de qualquer computador, via Internet, graças ao sistema adicional ao da Unidade de Localização Veicular (ULV) instalada no carro. Por meio de um mapa da região metropolitana de São Paulo, exibido pelo site da empresa, é possível saber o local exato em que o veículo se encontra. No sistema convencional, o motorista assaltado aciona uma tecla de emergência, que envia um sinal para a central de controle da Ituran rastrear pelo computador a movimentação do carro no mapa. A ULV custa R$ 999,00 e a instalação, que pode ser feita em lojas especializadas. A mensalidade varia entre R$ 40 e R$ 50 (Jornal da Tarde, 8 de maio).

Ar frio e vibrador contra cochilo
Carros Mercedes e Fiat estão sendo usados para testar 22 diferentes monitores para checar se um motorista está adormecendo ao volante e acionar dispositivos para acordá-los com um jato de ar frio ou vibrações no assento. O sistema de alerta usa câmaras infravermelhas que monitoram o movimento dos olhos, monitores de chassis que detectam mudanças de direção e sensores que medem a firmeza das mãos do motorista no volante. O projeto é financiado pela União Européia com 4 milhões de libras (Estadão, 8 de maio).

Lucro da BMW cresce 3,8%
A BMW anunciou aumento de 3,8% em seu lucro do primeiro trimestre, que ficou acima do esperado, puxado pelas vendas do novo modelo Mini de carros compactos e pelos carros Série 7. De janeiro a março, o lucro líquido da empresa cresceu para US$ 581 milhões. A venda de automóveis cresceu 17%, para 260.462 unidades no trimestre. A venda dos modelos Série 7 aumentou 52%, para 11.461 carros, enquanto foram vendidos 27.691 modelos Mini, um acréscimo de 35% (Folha OnLine).

Seguradores afetam reparadoras
As oficinas de reparo de colisão enfrentam problemas que transformam o cotidiano no palco de uma tragédia. Os atores principais são os proprietários de oficinas, obrigados a enfrentar uma concorrência cada vez mais acirrada e a investir pesado em maquinário de última geração, para brilhar sob a luz dos holofotes dos clientes. No desenrolar da tragédia, oficinas trabalhando no vermelho ou mesmo fechando as suas portas. Nesse enredo não faltam candidatos a vilão, como a conjuntura econômica, grande responsável pelo esvaziamento das garagens, e as seguradoras, que ajudaram a encher as oficinas de clientes na década de 80 e hoje mantêm um relacionamento de franco desequilíbrio com as empresas de reparação (Oficina Brasil, 7 de maio).

Liberdade na escolha da oficina
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 1.614/99, de autoria do deputado federal por São Paulo Wagner Salustiano, resgatando uma antiga reivindicação do consumidor: a liberdade de escolha nos contratos de seguros de automóveis pela oficina ou local que desejar, e de sua confiança, para fazer os serviços de reparo do veículo sinistrado. O Projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e depois para o Plenário da Casa, antes de virar lei e ser publicada (Oficina Brasil, 7 de maio).

Anísio Campo e Porsche no Obvio
A Óbvio! Automotoveículos, do Rio de Janeiro, desenvolveu um veículo compacto com carroçaria de plástico e busca investidores para viabilizar a fábrica. O projeto foi realizado em parceria com a Porsche Engineering, braço da Porsche, de Stuttgart, Alemanha. A idéia é produzir dez mil veículos por ano, com ¾ do tamanho do Ford Ka e peso de 500 quilos, motor alemão de alumínio de 50 cv ou turbo com 90 a 130 cv, espaço para três passageiros. O design é de Anísio Campos, que já assinou o Puma. "Já investimos US$ 1,6 milhão em dezoito meses de trabalho. Estamos buscando US$ 30 milhões para a construção de sete protótipos e instalação da fábrica" - disse Ricardo Machado, dono da Obvio! (Gazeta Mercantil, 6 de maio).

Flex Fuel combina álcool e gasolina
O grande passo para a redenção do álcool é chamado sistema de combustível flexível ou Flex Fuel. As primeiras experiências foram da Bosch há sete anos, com um sensor que identificava fisicamente o combustível. Agora tanto Bosch quanto Magneti Marelli revelaram nova tecnologia de detecção eletrônica da proporção entre álcool e gasolina no tanque por meio da análise dos gases de escapamento da tradicional sonda lambda, aliada a softwares e processadores em tempo real. O Flex Fuel é a solução ideal para ajustar a demanda e a oferta de álcool. Evitaria as constantes mudanças na adição à gasolina e a tentação de misturá-lo ao diesel (Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de maio).

Fiesta com gasolina, álcool ou gás
A Ford informou ter desenvolvido dois tipos de motores, capazes de funcionar com gasolina e/ou álcool e álcool e/ou gás natural. Cerca de quatrocentos protótipos do Fiesta baiano foram montados com os novos motores. Os protótipos são uma demonstração de que a empresa está preparada para eventual alteração no perfil das fontes energéticas no mercado, segundo Luc de Ferran, vice-presidente da Ford (Gazeta Mercantil, 6 de maio).

Cresce interesse por rastreadores
Continua aumentando número de seguradoras a oferecer desconto entre 15% e 20% para carros com rastreadores. Mesmo sistemas mais caros por radiofreqüência como o da Graber, que custa de R$ 250,00 a R$ 350,00 fixos por mês, podem ser rentáveis financeiramente dependendo do valor do carro e custo do seguro. Além, é óbvio, da grande chance de recuperar veículo furtado ou roubado (Fernando Calmon, Alta Roda, 6 de maio).

Trem para Camaçari
Metade do volume de transferência de peças e materiais dos estados do Sudeste para a for em Camaçari, BA, serão feitos pela Ferrovia Centro Atlântica, ao custo de R$ 20 milhões/ano, segundo estima o mercado. Os outros 50% serão movimentados por rodovia por meio da América Latina Logística-Delara, TNT Logistics e Transportadora Grande ABC, que colocarão 140 caminhões a cada 24 horas nas estradas (Gazeta Mercantil, 6 de maio).
Em Camaçari a FCA vai implantar um terminal de carga seca com investimento de R$ 10 milhões (Gazeta Mercantil, 6 de maio).

Frontier já está em produção
A Nissan iniciou, um mês antes do previsto, a produção da picape cabine dupla Frontier na fábrica da Renault, em São José dos Pinhais, PR. Trata-se do primeiro veículo Nissan montado em uma fábrica da Renault, que detém parte do controle acionário da fabricante japonesa. Com lançamento previsto para julho , a picape Frontier - será equipada com motor 2.5 litros, turbodiesel de 104 cv. Na mesma linha industrial também é fabricado o furgão Renault Master. De acordo com a Renault-Nissan 7 mil veículos serão montados neste ano na Fábrica de Veículos Comerciais Leves - sendo 2.500 furgões Renault Master e 4.500 picapes Nissan Frontier (Diário de São Paulo, 6 de maio).

A aposta de Maciel no Amazon
"O futuro vai mostrar que teremos a Ford antes e depois do novo Fiesta e do Projeto Amazon", afirmou o presidente da empresa no Brasil, Antonio Maciel Neto, durante a apresentação do automóvel que chegará ao mercado no final de maio. Ele quer 15% do mercado brasileiro em 2005, quase o dobro do que tem hoje. A carroceria do novo Fiesta é 174% mais resistente à flexão que o modelo anterior do veículo. Cerca de 180 engenheiros brasileiros trabalharam na tropicalização do automóvel. A fábrica de Camaçari recebeu US$ 1,9 bilhão e tem capacidade para 250 mil unidades por ano, com 512 robôs e 33 fornecedores integrados no site.Segundo Maciel, 95% do custo do veículo está atrelado ao real, num alto índice de nacionalização para um carro recém-lançado. (Estadão, 3 de maio).

Ford pode voltar ao lucro
Depois de um ano de prejuízo recorde (US$ 5,45 bilhões, o primeiro desde 1992), a Ford Motor Company deve terminar 2002 em equilíbrio financeiro, ou até lucro. A expectativa é do presidente mundial da montadora, Nick Scheele. Segundo ele, os resultados deste ano estão acima das previsões iniciais, que indicavam um equilíbrio para este ano, mas os analistas já falam num lucro entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. Scheele espera um lucro de US$ 7 bilhões na metade desta década (Estadão, 3 de maio).

Mais modelos para Gravataí
O presidente da General Motors do Brasil, Walter Wieland, disse que a fábrica da montadora em Gravataí (RS) poderá produzir no futuro outros modelos, além do Celta. Wieland observou que a GM já definiu a localização dos cinco modelos previstos para 2002 e de um lançamento de 2003, mas depois disso irá analisar a possibilidade de introduzir um novo veículo em Gravataí. O modelo Celta com cinco portas deverá ser lançado nos próximos 90 dias (Estadão, 3 de maio).

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