
ABRIL/2002
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Scania
tem novo presidente
O novo presidente da Scania Latin
America, Hans-Christer Holgersson, afirmou que sua meta no comando da
montadora de origem sueca será primeiramente equilibrar as contas
da empresa eliminando as perdas dos últimos anos e depois recuperar
a lucratividade. "Este prejuízo foi provocado pela defasagem
nos preços dos veículos" disse, no encontro com a imprensa
na fábrica da Scania em São Bernardo do Campo, SP. Esta
defasagem teria sido o principal motivo para a adoção da
nova política comercial da montadora, que aumentou os preços
de seus modelos em 25%. "Nós chegamos a conclusão que
não podíamos mais bancar essas perdas e resolvemos tomar
uma decisão difícil, mas inevitável, que naturalmente
se refletiu de forma negativa nos volumes de venda do primeiro trimestre."
Nos primeiros três meses deste ano a Scania vendeu 701 unidades
no mercado brasileiro representando uma redução de 46% com
relação ao mesmo período do ano passado (AutoData,
30 abril)
Honda
traz o novo CR-V
A Honda iniciou a importação
do novo CR-V 2002. Em segunda geração, o utilitário-esportivo
japonês chega remodelado, com mudanças na plataforma, no
design, no motor e no acabamento interno. Com essas alterações,
o veículo ganhou maior espaço interno, mais conforto, versatilidade
e melhor desempenho. O preço sugerido é R$ 87.299,49 (Diário
de São Paulo, 2 de maio).
Marea
e Brava 2003 chegam mais baratos
De acordo com a Fiat, os preços
do Marea 2003, que está chegando às revendas, tiveram uma
sensível queda. A versão básica passou a custar R$
33.274 e a versão topo de linha, R$ 50.809. Os preços do
Marea Weekend variam entre R$ 36.481 e R$ 53.502. O Brava 2003 custa entre
R$ 32.032 (básico) e R$ 37.974 (topo de linha). (Diário
de São Paulo, 2 de maio).
O
Tupi existe, diz a VW
A Volkswagen confirmou o que todo
mundo já sabia - o Projeto Tupi vai mesmo em frente. Trata-se de
um automóvel derivado do Pólo, de menor porte, destinado
ao mercado interno e a exportações. A produção
será na fábrica de São José dos Pinhais a
partir de 2004. O presidente da VW assegura que o Tupi não substituirá
o Gol, que está na terceira geração e ainda receberia
remodelações. O investimento para a nova linha de produção
está incluída no programa de investir R$ 3,5 bilhões
entre 2000 e 2004. A unidade do Paraná passaria a operar em três
turnos, chegando às 500 unidades por dia, incluindo Golf, Audi
A3 e Tupi. O mercado especula que a produção do Golf poderia
ser transferida para o México e que o A3 seria apenas montado no
Brasil, com mais peças importadas. (Estadão, 30 de abril).
ALL-Delara
e TNT na Ford Camaçari
Falta só assinar o contrato.
A Ford já concluiu as negociações com os operadores
logísticos para a unidade de Camaçari. A América
Latina Logística - Delara e a TNT Logistics foram escolhidas para
a transferência das peças e componentes destinados à
montagem do novo carro da montadora. No auge da operação
haverá 140 caminhões em atividade. A TNT utilizará
a Transportadora Itapemirim. A coleta de peças programadas caberá
à Transportadora Grande ABC, que se encarregará também
da consolidação das cargas no centro de distribuição
em São Bernardo do Campo, SP (Gazeta Mercantil, 30 de abril).
Maria
Sílvia deixa a CSN
A diretora-presidente da Companhia
Siderúrgica Nacional, Maria Sílvia Bastos Marques, está
deixando a companhia e seu substituto poderá ser indicado ainda
hoje. Seu afastamento da empresa, segundo nota da assessoria de imprensa,
deve-se a razões estritamente pessoais (Gazeta Mercantil, 30 de
abril).
As
diferenças no IPI
Algumas montadoras, como a VW, tentam
convencer o governo a unificar ou aproximar as alíquotas do IPI,
que hoje são de 10% para carros populares e de 25% para os de porte
médio. As empresas alegam que não há mercado externo
para carros com motor de um litro e que os custos para o desenvolvimento
de um produto exclusivo para o país são elevados. No Brasil
mais de 70% das vendas equivalem a veículos 1.0 (Estadão,
30 de abril).
Jovens
operam robôs de montadora
Jogar videogame se transformou em
oportunidade no mercado de trabalho. Jovens habilidosos na prática
estão sendo aproveitados pela fábrica da VW em Taubaté,
SP, para garantir o funcionamento de 130 robôs e dezenas de dispositivos
automáticos da linha de produção dos veículos
Gol e Parati. Para a produção de 1.050 carros por dia, a
unidade emprega hoje 24 profissionais com idade de 16 a 21 anos. Todos
têm a missão de decifrar os comandos dos robôs e fazer
a manutenção das máquinas da linha de produção.
Os robôs são usados na Volkswagen em operações
que exigem precisão absoluta ou que devem ser evitadas pelo trabalho
humano por recomendação médica. Os jovens fazem manuseio
de peças metálicas, aplicação de pontos de
solda na carroceria e colocação de cola nos vidros. A área
mais automatizada é a de carrocerias, que faz a estrutura metálica
dos carros, onde 88% dos comandos são feitos por robôs.
GM
afinal compra a Daewoo
A GM assinou hoje os contratos de
compra da Daewoo Motors, apesar dos protestos dos trabalhadores que boicotaram
o ato. A nova companhia terá receita de US$ 5 bilhões e
será proprietária e administrará certos ativos da
Daewoo Motors na Coréia e outros países. A GM investirá
US$ 251 milhões para ter 42,1% nessa nova companhia, enquanto os
credores atuais da Daewoo manterão 33%, e outros sócios
da GM, os 24,9% restantes (Folha de S. Paulo, 30 de abril).
Carlos
Ghosn assume Renault em 2005
O principal executivo da Renault,
Louis Schweitzer, informou que deixará o cargo em 2005 e que será
substituído por Carlos Ghosn, transferido da segunda maior montadora
francesa para comandar a recuperação da Nissan (Bloomberg
News, 29 de abril).
Estímulo
à inspeção veicular
Parece brincadeira, mas incidente
com caminhões brasileiros barrados na fronteira do Uruguai por
não exibir certificado de inspeção veicular pode
apressar decisão do governo federal em relação ao
tema. Faz mais de oito anos que se estuda a implantação
das vistorias de segurança e antipoluição. Uruguai
e Argentina já iniciaram seus programas apesar de possuírem
frotas de veículos muito menores (Fernando Calmon, Alta Roda, 29
de abril).
Plástico
avança no automóvel
Protetor de cárter fabricado
em plástico é outra prova da criatividade brasileira contra
lamentável proliferação sem critérios de lombadas
e outros obstáculos. O CarWin utiliza polipropileno, mesmo material
de tanques de combustível, mais leve e imune a corrosão.
Inicialmente pode equipar Ka, Fiesta, Gol, Celta e Palio (Fernando Calmon,
Alta Roda, 29 de abril).
Internet
mostra posição do carro
Serviço de reastreamento
por radiofreqüência permite que veículos sejam localizados
de qualquer computador, via Internet. A novidade é da Ituran (0800-105556,
www.ituran.com.br) como um sistema adicional ao da Unidade de Localização
Veicular instalada no carro, composto por antena e unidade de rastreamento.
É possível checar no mapa da região metropolitana
a posição do veículo, enquanto pelo sistema tradiconal
é preciso solicitar o rastreamento à central da Ituran (Estadão,
28 de abril).
Serviços
rápidos na rede Fiat
Doze concessionárias já
testam o projeto piloto de estruturação de um programa de
serviços rápidos na rede Fiat. Para o diretor comercial
da montadora, Lélio Ramos, trata-se de uma grande mudança
conceitual de serviço, principalmente na questão preço.
Já Rubens Fonseca, da Abracaf, entidade que reúne os revendedores
da marca, o Fiat Auto Centro será a solução para
o problema da demora no serviço, permitindo ao cliente acompanhar
a troca de componentes e conhecer o orçamento antecipadamente (Gazeta
Mercantil, 24 de abril).
Shopping
de motos em São Paulo
Dia 8 de agosto deve ser inaugurado
o Shopping Moto e Aventura no prédio onde ficava o Mappin na Avenida
São João, em São Paulo, com entrada também
pela Alameda Barão de Limeira. Serão 7.400 m2 em quatro
pisos abertos para noventa lojas. Haverá quatorze boxes para instalação
de acessórios adquiridos no shopping, serviços mecânicos,
pintura e troca de pneus (Estadão, 28 de abril).
Pneus
usados viram energia
A Votorantim resolveu usar a queima
de pneus como combustível na produção de cimento.
A Cimento Rio Branco, do grupo, fechou contrato com a Jabur Pneus para
incinerar 500 mil toneladas por mês, correspondentes a cem mil pneus
usados (Gazeta Mercantil, 25 de abril).
Entrave
com aço especial
O presidente do Sindipeças,
Paulo Butori, afirmou que as empresas do setor estão com dificuldades
para liberar os aços especiais importados, usados na fbricação
de alguns componentes. Teriam aumentado as restrições para
o desembaraço das guias de importação. De todo o
aço usado em um veículo apenas 10% são especiais,
importados. Para que onerar um bem se ele nãotem produção
local? - pergunta o setor (25 de abril).
Gol
só com motor de um litro
O Polo já provoca mudanças
nas linhas da VW, para evitar coincidência de preços entre
modelos. O Gol 2.0 já deixou de ser produzido há meses e
o Gol 1.8 agora deixa de ser montado, segundo os revendedores. Com direção
hidráulica e ar condicionado, o Gol 1.8 fica mais caro que o Pólo,
que custa R$ 28 990 e já traz estes itens de série (Estadão,
25 de abril).
Veículos
com chips contra roubo
O Contran vai aprovar em 45 dias
resolução obrigando as montadoras a instalar microchips
(US$ 5) nos veículos fabricados no país. Os carros deverão
sair de fábricas com os dispositivos em agosto, facilitando a fiscalização
e o pagamento de multas e taxas de licenciamento. A instalação
será optativa para carros usados. Os chips terão o número
do chassi, a cor e o modelo do veículo registrado por criptografia
e serão conectados a uma central de dados para identificação
quando se aproximarem de barreiras policiais (Estadão, 25 de abril).
Nissan
contrata 4 mil funcionários
A Nissan vai aumentar sua força
de trabalho em 4 mil funcionários no mundo durante o atual ano
fiscal, que termina em março de 2003. Esta é a primeira
vez que a empresa investe em contratações desde que iniciou
sua reestruturação, há três anos, informou
o jornal Asahi Shimbun pela Internet. 2.500 empregos será para
as áreas de produção e desenvolvimento de tecnologia
da informação nos Estados Unidos (Estadão, 25 de
abril).
Anfavea
não quer sobretaxa no aço
A Anfavea voltou a criticar eventual
aumento da alíquota de importação do aço para
30%, em estudo pelo governo brasileiro. O volume importado pelo País
não justificARIA a adoção de tarifas protecionistas.
A sobretaxa é uma reivindicação das siderúrgicas
brasileiras como forma de defesa a um possível desvio do fluxo
mundial de comércio do aço por conta das barreiras impostas
pelos Estados Unidos. "As importações brasileiras de
aço em março foram de 65 mil toneladas, com queda de 9%
em relação à média mensal de 71 mil toneladas
importadas em 2001, com base em dados da Secex", informou nota distribuída
hoje pela entidade. "Ou seja, em plena crise internacional do aço,
as importações estão caindo e não há
como alegar aumento de oferta - via aquisições no exterior-
no mercado brasileiro como razão para a adoção de
elevação tarifária" (Estadão, 24 de abril).
Ford
cresce nos caminhões
A Ford apresentou um crescimento
de 62,8% em vendas no mercado de caminhões em março. A indústria
cresceu 26,9%. De acordo com a montadora, foram comercializadas 1.407
unidades no mês passado, o segundo melhor resultado de sua história,
o que representou um aumento de 5,2% na participação de
mercado - de 18,1% em fevereiro, para 23,3% em março. "Com
esse resultado, atingimos um patamar de vendas que é compatível
com a importância da marca Ford", afirma Flávio Padovan,
diretor de Operações da Ford Caminhões (24 de abril).
Brasil
é o 10º fabricante de carros
O Brasil conseguiu voltar ao grupo
dos dez maiores produtores mundiais de veículos em 2001. Segundo
a Oica, organização internacional das montadoras, com os
1.798.472 veículos fabricados no ano passado, o Brasil ocupou o
décimo lugar no ranking mundial. Em 2000, o País tinha ficado
em 12º lugar (www.autoz.com.br).
Acordo
trabalhista para o VW 249
A Volkswagen fechou acordo trabalhista
antecipado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba para a
produção do VW 249, modelo de grande volume de produção
voltado para o mercado interno. A família do novo veículo
teria ainda uma versão voltada para a exportação,
que pode ser produzida em outra planta. Considerada a fábrica mais
moderna da VW no mundo, a unidade do Paraná opera com ociosidade
de 42,8%. São montados 400 carros por dia, embora a capacidade
seja para 700 unidades (Gazeta Mercantil, 24 de abril).
Picape
Nissan Frontier em produção
A primeira fábrica de veículos
comerciais leves da Aliança Renault-Nissan deu início à
produção da picape Nissan Frontier. O primeiro veículo
a ser fabricado nesta nova unidade, que fica ao lado da fábrica
da Renault, foi o furgão Master, com a marca Renault. Este ano
devem ser produzidos 2,5 mil Master e 4,5 mil Frontier. A fábrica
tem capacidade para 40 mil unidades/ano, metade de cada tipo de veículo
(Gazeta Mercantil, 24 de abril).
Scania
perde participação no Brasil
A Scania informou que seu lucro
mundial no primeiro trimestre recuou um terço em razão da
queda na demanda por veículos novos. A empresa pretende eliminar
600 empregos. As perdas no Brasil foram expressivas. De terceiro maior
mercado mundkal da Scania no primeiro trimestre do ano passado, o Brasil
caiu para a sexta colocação, depois que as vendas de caminhões
recuaram 45%, para 703 veículos (Gazeta Mercantil, 24 de abril).
Inspeção
Veicular nem em 2003?
Possivelmente nem em 2003 a Inspeção
Técnica Veicular vinga no Brasil. Para isso seria necessário
que o Contran, presidido pelo ministro da Justiça, tivesse estabelecido
a forma e as condições de implantação deste
programa previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Entre as tempestades no horizonte está a possibilidade de acontecer,
separadamente, a checagem de segurança e de emissões com
grande desperdício de tempo e dinheiro. O Ministério do
Meio Ambiente, membro do Contran, criou um absurdo cronograma de implantação
descasado. Já existe o mau exemplo do Estado do Rio de Janeiro,
onde se cobra R$ 51,29 pela avaliação de gases, seguida
por visualização superficial dos itens de segurança.
Esta operação (estatizada) pelo Detran com ajuda de estagiários
deveria custar, quando muito, R$ 20,00. Suspeita-se que a "diferença"
serviu para reequipar a polícia à custa do bolso dos motoristas.
No fundo, um imposto disfarçado. A cidade de São Paulo criou
um programa específico de controle ambiental previsto para 2003.
Quer começar justamente pela frota de carros mais novos, isto é,
que quase não poluem, mas podem rechear os cofres da Prefeitura.
O governo paulista tenciona, corretamente, fazer a ITV unificada, embora
dependa da regulamentação federal (Fernando Calmon, Coluna
Alta Roda, 22 abril).
O mercado, segundo os metalúrgicos
O Sindicato dos metalúrgicos do ABC paulista fez análise
pragmática da indústria nos próximos anos. Em 2006,
prevê produção de 3,2 milhões de unidades,
sendo 2,2 milhões para mercado interno (30% de crescimento) e 1
milhão para exportação (120% de expansão).
Conta para isso com um programa de ITV e de renovação da
frota. Nível de emprego nas fábricas ficaria constante,
aumentando entre fornecedores (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 abril).
GM quer redefinir conceito do popular
José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, afirma
que o conceito do carro popular precisa ser redefinido. "Temos carros
de quase R$ 30 mil que só faltam voar de tantos equipamentos agregados
a eles", analisou. O executivo ponderou que o carro popular precisa
sofrer limitações, que deveriam ser discutidas pelas montadoras.
Ele lembrou que a GM tem uma fábrica em Gravataí, RS, destinada
à produção de carros populares (Celta), para ressaltar
que as possíveis limitações também atingiriam
a empresa (Estadão, 19 de abril).
O
difícil consenso sobre o IPI
Em relação à
incidência do IPI sobre os automóveis, Pinheiro Neto disse
que como não há consenso entre as montadoras: cada uma está
defendendo um ponto de vista junto ao governo. O executivo disse, ainda,
que mudança no IPI poderia atingir a escala produtiva, que passaria
a considerar as unidades exportadas, e a capacidade ociosa. (Estadão,
19 de abril).
Polo
vai custar até R$ 32.990
A Volkswagen promoveu no Guarujá,
litoral de São Paulo, o lançamento do Polo. O modelo chegará
às lojas no início do próximo mês, com preço
a partir de R$ 28.990, para a versão 1.6 e de R$ 32.990, para a
2.0. Característica marcante do veículo são seus
duplos faróis redondos, diferentes de qualquer modelo da marca
conhecido por aqui. A parte traseira lembra um pouco o Golf, mas as formas
redondas das luzes na lanterna dão o toque especial. O automóvel
sairá de fábrica equipado com direção hidráulica
e ar-condicionado de série. O Polo conta com regulagem de profundidade
e altura do volante e ajuste do banco do motorista (Jornal da Tarde, 19
de abril).
Trabalhadores
aceitam proposta da Ford
Os 1.200 trabalhadores da Ford de
Taubaté aceitaram proposta da montadora de pagar R$ 2.500 de Participação
nos Lucros e Resultados referente a este ano. De acordo com o Sindicato
dos Metalúrgicos de Taubaté, o valor negociado é
superior ao pago pela empresa em 2001, quando os trabalhadores receberam
R$ 2.200 de PLR. Segundo o sindicato, o benefício será pago
se a unidade Taubaté atingir 100% das metas de produção
estabelecidas pela empresa. (Folha S. Paulo, 19 de abril).
O
seguro do carro vai subir
Atualmente, a maior alíquota
de IOF é cobrada sobre os seguros - para residência, automóvel,
plantas industriais e vida em grupo, feito geralmente por empresas. A
tributação de 7% já é considerada exagerada
pelo setor. Com o aumento da alíquota, quem pagará mais
será o consumidor. "O tributo é cobrado sobre o valor
total do serviço", justifica o presidente da Federação
Nacional das Seguradoras, João Elísio Ferraz de Campos (Jornal
da Tarde, 18 de abril)
Zafira
levará oito pessoas
Para diferenciar a Zafira dos concorrentes,
a Opel, marca que desenvolve o veículo na Europa, pretende lançar
uma nova versão com espaço para até oito ocupantes.
Para isso, será feita a inclusão de mais um banco entre
o motorista e o passageiro da frente. Atualmente, a Zafira transporta
sete pessoas. Para viabilizar a nova disposição interna,
a caixa de câmbio será colocada no painel e a alavanca do
freio de mão deverá desaparecer em favor de um freio de
estacionamento com acionamento elétrico (www.autohoje.com, 18 de
abril)
Iveco
continua na Argentina
A Iveco congelou o plano de transferir
a linha de caminhões pesados da marca de Córdoba, Argentina,
para a fábrica de Sete Lagoas, MG. Em setembro do ano passado a
empresa chegou a anunciar a mudança e os investimentos mas logo
depois assumiu a presidência da Iveco América Latina o engenheiro
Pier Luigi Zanframundo, que preferiu esperar o rumo das mudanças
implementadas no país vizinho (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil,
17 de abril).
Brasileiro
comanda qualidade da VW
Paulo Guino, engenheiro brasileiro,
vai assumir o cargo de gerente mundial do departamento de fomento da qualidade
dos carros mais vendidos da Volkswagen. Até julho do ano passado
ele gerenciava o setor da Qualidade Assegurada na fábrica da VW
em Taubaté, SP, e já havia sido indicado pela montadora
para coordenar uma equipe de especialistas em qualidade na Alemanha nos
últimos oito meses (Virginia Silveira, Gazeta Mercantil, 17 de
abril).
Cresce
produção do Peugeot 206
A PSA Peugeot-Citroën iniciou
o segundo turno de trabalho na linha de montagem do 206. O modelo já
é o sexto mais vendido no país entre os carros de passeio.
A fábrica de Porto Real, RJ, também produz a minivan Picasso
e um ano e dois meses após sua inauguração já
opera no limite de sua capacidade para dois turnos de trabalho, que é
de 280 unidades ao dia, ou 70 mil ao ano. No início do ano, a empresa
também retomou o segundo turno para a linha do Picasso, suspensa
no segundo semestre do ano passado por causa da queda das vendas com o
racionamento de energia e os atentados nos Estados Unidos. Na ocasião,
foram demitidas cerca de 80 pessoas, que agora tiveram prioridade na recontratação
de igual número de funcionários. O grupo emprega 1,6 mil
trabalhadores. Segundo o presidente da PSA do Brasil, Pierre Michel Fauconnier,
a empresa prioriza o mercado interno e, por enquanto, não têm
planos ambiciosos de exportar seus modelos (Jornal da Tarde, 17 de abril).
Megarecall
da Chrysler nos Estados Unidos
O Grupo DaimlerChrysler anunciou
nos Estados Unidos um megarecall de três de seus modelos da marca
Jeep de motor V6 4.0, a gasolina. Devem passar por revisão um total
de 182.044 Wranglers, produzidos entre 2000 e 2002; 296.968 Cherokees,
feitos entre 2000 e 2001; e 639.310 Grand Cherokees, de 1999 a 2001. No
total, são 1.118.322 veículos convocados. Com esse novo
chamado, sobe para quase três milhões os Chrysler que necessitam
reparo só neste ano nos EUA, número superior à previsão
total de vendas da marca para 2002 naquele país. No Brasil, a montadora
informou que está em contato com a matriz e deve divulgar hoje
uma posição sobre o recall no País (Jornal da Tarde,
17 de abril).
Os
termos do acordo com o México
Sindipeças e Anfavea têm
grande interesse na prorrogação do acordo automotivo com
o México firmado em 1999, que permite o embarque recíproco
de 50 mil veículos com tarifa reduzida. Acima desse limite é
aplicada alíquota oficial, de 23% no México e 35% no Brasil.
A nova etapa valerá a partir de maio e estipula cota de 150 mil
unidades com tarifa de 1%. O encontro entre governos ocorrerá em
25 e 26 de abril, na Cidade do México (Estadão, 16 de abril).
Autopeças
contra nova alíquota para o aço
O protecionismo no comércio
exterior volta à pauta, desta vez agitando o setor de autopeças,
preocupado com eventual elevação de tarifas na compra de
aço no Exterior como resultado das pressões do segmento
de matérias primas. O pedido das usinas siderúrgicas teria
o objetivo de evitar uma invasão do mercado brasileiro por concorrentes
barrados pelas salvaguardas impostas pelos Estados Unidos e União
Européia (Estadão, 16 de abril).
Novo
estímulo ao carro a álcool?
O ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, solicitou às
montadoras que analisem a possibilidade de ampliar a produção
de veículos e motores a álcool para o mercado nacional e
principalmente para exportação. O pedido ocorreu durante
encontro com Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea, e oito representantes
de montadoras e autopeças (Estadão, 16 de abril).
Smart
polui menos
O Smart, da DaimlerChrysler, é
o veículo movido a gasolina menos poluente comercializado na França.
O modelo consome apenas 4,9 litros por 100 km e emite 118 gramas de CO2
por cada quilômetro percorrido. O resultado faz parte de um estudo
que acaba de ser concluído pela agência francesa de Meio
Ambiente e Controle de Energia (Ademe), com a classificação
dos níveis de poluição emitidos por cada um dos 3.643
modelos à venda no mercado francês em 2001. A segunda posição
ficou com o Toyota Prius, veículo com um motor a gasolina e outro
elétrico. (www.autohoje.com)
Exportação
de componentes do Polo
A produção do Polo
no Brasil vai abrir exportações para empresas locais. A
Kautex, fabricante de tanques de combustível, e a Rütgers,
responsável pela parte frontal do carro, já fecharam contratos
de abastecimento para a Espanha e a China, onde a produção
do Polo teve início recentemente. A Eslováquia abrigará
a quarta linha de montagem do veículo. No Brasil, chega com altos
índices de nacionalização de peças, tendo
72% de componentes fabricados no País. Em seis meses, esse porcentual
deve chegar a 90%, diz o diretor de Qualidade da Volkswagen do Brasil,
Stefan Ketter. O Golf, até então o último lançamento
da montadora, começou a ser fabricado em 1999 com 35% de componentes
nacionais. Hoje tem 70%. Nos dois casos, a maior parte do que se importa
é de componente eletrônico. De acordo com Ketter, normalmente
são equipamentos sem produção local. A demanda, em
muitos casos, não justifica o alto investimento necessário
para a nacionalização. As peças importadas equivalem
a 30% do custo dos componentes do Golf. No Polo, a participação
cai para 9%. Ketter diz que a Volks aumentou em 26% as compras internas
no ano passado (Cleide Silva, Estadão, 16 de abril).
Em
busca de tecnologia
A fase de apenas copiar projetos
acabou, afirmou José Hélio Contador Filho, vice-presidente
de tecnologia do Sindipeças,. Para ele, é hora de usar tecnologias
avançadas e viabilizá-las com criatividade e acessibilidade
para mercados emergentes, tornando o país uma plataforma exportadora
importante. Ganhos de escala acabariam por beneficiar também o
consumidor nacional (Coluna Alta Roda, Fernando Calmon, 15 de abril).
Escolha
gasolina ou álcool
O uso flexível de injeção
eletrônica para álcool ou gasolina, já utilizado nos
EUA, estará disponível dentro de 15 meses no Brasil, adiantou
Carlos Damasceno, da Magneti Marelli, no seminário As Novas Tecnologias
Automotivas. Com álcool nas bombas custando até menos da
metade da gasolina em várias cidades, pode ser impulso que afastaria
temores quanto ao abastecimento. Falta, ainda, entusiasmo maior por parte
dos fabricantes (Coluna Alta Roda, Fernando Calmon, 15 de abril).
A
boa fase da Volvo no Brasil
Peter Karlsten, presidente da Volvo
do Brasil, não tem do que reclamar. Há pouco mais de um
ano no comando da companhia sueca fabricante de caminhões e ônibus
reduziu custos em 10%, faturou R$ 1 bilhão em 2001 (9,2% mais do
que em 2000) e distribuiu a maior participação nos lucros
e resultados da história da empresa no país (1,6 a 3 salários
por funcionário). Tudo isso graças a um programa de reestruturação
que enxugou quadros, agrupou cinco cargos de direção e terceirizou
setores administrativos (Cristina Rios, Gazeta Mercantil, 15 de abril).
Conflitos
em Camaçari
O Sindicato dos Metalúrgicos
da Bahia, ligado à CUT, pedirá esta semana ao Ministério
Público do Trabalho que apure o conflito entre sindicalistas e
policiais militares ocorrido na porta da fábrica da Ford de Camaçari,
quinta-feira, resultando em pelo menos 16 feridos. Dois sindicalistas
feridos no confronto, Aurino Pedreira (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos)
e Emanuel Caldas Brandão (técnico em eletrônica da
Ford), querem processar o Estado pelas agressões. Representantes
do sindicato pedirão hoje um encontro com diretores da Ford para
discutir a pauta de reivindicações encaminhada pela entidade
há um ano e meio. Os principais pontos a serem discutidos são
o baixo salário pago na unidade e a jornada de trabalho, a maior
entre todas as montadoras do País: 44 horas semanais (Jornal da
Tarde, 15 de abril).
Receita
cobra imposto das montadoras
O secretário-adjunto da Receita
Federal, Ricardo Pinheiro, informou que as montadoras ainda não
recolheram o Imposto de Importação que devem à Receita
pelo "excesso" de importação de carros da Argentina.
De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, esse valor é de cerca de R$ 900 milhões
(Estadão, 12 de abril).
Quem
compra nossas autopeças
Não há números
conclusivos, mas o Sindipeças estima que o México tenha
comprado do Brasil, em 2001, um volume superior a US$ 200 milhões
em autopeças, soma sem precedentes na história do comércio
entre os dois países (Revista Sincopeças, março de
2002).
Ainda
a questão da liderança nas vendas
A Volkswagen tenta passar para o
mercado a imagem de que não está preocupada com a perda
da liderança nas vendas de automóveis e comerciais leves.
Herbert Demel, o presidente, quer mostrar que a Volks "apenas deixou
as outras se aproximarem bastante". Com base em números do
Renavan, órgão que registra o licenciamento de carros novos,
Demel mostrou que a Volks vendeu 83.370 unidades no primeiro trimestre
(sem incluir a Audi), 506 a menos que a Fiat. Mas, em termos de participação
no mercado, deixou claro que só perdeu 0,1 ponto em relação
ao ano passado, encerrando o período com 26,5% das vendas. Já
a principal concorrente, que ficou com fatia de 27,2%, perdeu 1,3 ponto
na comparação com o desempenho de 2001. Foi a maior baixa
entre as montadoras (Marli Olmos, Valor, 11 de abril).
Marcha lenta nas vendas on-line
Dois anos depois do estardalhaço criado em torno da venda
de veículos pela internet, o consumidor continua comprando carros
da maneira tradicional: indo à concessionária. O objetivo
maior da GM não é fazer o consumidor navegar em casa, mas
usar a internet para o faturamento direto, excluindo uma das etapas de
cobrança de PIS e Cofins - a que incide do concessionário
para o consumidor. Isso representa 3,67% menos no preço. À
frente do movimento pela venda direta, a GM traçou na internet
o sistema de vendas do Celta e parou por aí. A Fiat só vende
dois modelos pela internet: Palio Young e Mille Fire. O sistema funciona
da mesma forma que o da GM com o Celta: o consumidor não precisa
nem ter computador; vai à concessionária e pede o carro.
A Ford restringe a venda on-line aos modelos Fiesta e F-250 e a participação
é pequena: 1% do total. A VW começou com a venda direta
do Passat e Beetle e começou a fazer experiências com o Gol
no Nordeste. (Marli Olmos, Valor, 8 de abril).
Juro
zero reduz vantagens na compra
Mais uma vez o consumidor será
induzido a acreditar que vai fazer um bom negócio. VW, Ford, Fiat
e GM lançaram financiamentos sem juros. Desta vez, porém,
a indústria tratou de aumentar os preços antes. Os juros
zero chegaram um dia depois de reajustes de preços que beiraram
1%. Além disso, o consumidor deve ficar atento porque sem juros
ele perde descontos. Segundo as montadoras, haverá descontos. Mas,
a taxa zero é subsidiada de alguma forma. Em alguns casos, se reduz
margem do concessionário, que acaba diminuindo os descontos que
daria ao cliente em planos de financiamento com juros. Além disso,
para não pagar com juros, o consumidor tem que dar uma entrada
elevada - de 50% a 65%. E os prazos são curtos - 12 meses em média,
com poucos casos de 24 prestações. (Marli Olmos, Valor).
Mitsubishi
em Juiz de Fora?
A Mitsubishi voltou a ser alternativa à Hyundai para solução
da enorme capacidade ociosa da fábrica de automóveis Mercedes-Benz,
em Juiz de Fora, MG. Fontes bem próximas às negociações
indicam: estaria inviabilizado acordo entre DaimlerChrysler e a marca
coreana associada, possuidora de um compacto moderno a ser lançado
em breve no mercado mundial e que iria bem no Brasil (Fernando Calmon,
Alta Roda, 8 de abril).
Altos
e baixos do Civic
O Civic continua com boa trajetória
de vendas. Não é à toa. A nova geração
acertou no estilo e na ampliação de espaço interno.
Assoalho plano traseiro, inédito em sedãs atuais, é
recurso que todos deveriam ter para aumento do conforto. Câmbio
automático, no entanto, faz trocas bruscas; para buscar desempenho,
o motor torna-se mais ruidoso do que o ideal; suspensão ficou um
pouco menos eficiente e áspera em relação ao modelo
anterior (Fernando Calmon, Alta Roda, 8 de abril).
R$
200 milhões do BNDES para a Toyota
O BNDES liberou R$ 200 milhões
para a Toyota do Brasil concluir plano de investimento de R$ 667 milhões
direcionado à produção da nova versão do Corolla,
que passará a ser mais brasileira que a atual. Hoje 40% das peças
são importadas, índice que cairá para 20%. A fábrica
de Indaiatuba terá capacidade para 57 mil Corolas/ano, incluindo
exportações CKD. No ano passado a capacidade era de 15 mil
unidades (Cleide Silva, Estadão, 6 de abril).
Chega
o Clio 2002/2002
Com atraso de três meses em
relação à maioria dos concorrentes, a linha 2002/2002
do Renault Clio começa a chegar às concessionárias
com redução de 2,2% no preço. O hatch foi o 11º
colocado no ranking dos mais vendidos em 2001 no atacado e o sedan ficou
apenas como 20º (Estadão, 4 de abril).
Marcopolo
produz no México para os EUA
Líder na fabricação de carrocerias para
ônibus rodoviários, urbanos e microônibus no Brasil,
a Marcopolo vai exportar ônibus rodoviários para os Estados
Unidos e Canadá em 2003. Os veículos serão montados
na unidade da empresa no México, com partes fornecidas pelo Brasil.
Os ônibus terão chassi Mercedes-Benz. Segundo Carlos Zignani,
diretor comercial, a meta da empresa é obter de 10% a 15% do mercado
norte-americano de ônibus rodoviários, que representa 3 mil
unidades por ano. A fábrica da Marcopolo no México foi responsável
por faturamento de R$ 199,5 milhões em 2001, com 1.423 unidades
produzidas. A meta é um aumento de 20% na produção
este ano (Carla Franco, Agestado, 6 de abril).
Começa
a retomada para as montadoras
A tendência é de melhora
daqui para frente. A frase é de Ricardo Carvalho, presidente da
Anfavea, durante a reunião da entidade com os jornalistas para
análise da performance da indústria automobilística
no primeiro trimestre do ano. Embora os resultados acumulados mostrem
um recuo de 14% em relação ao mesmo período de 2001,
houve em março um avanço sobre a produção
e as vendas em janeiro e fevereiro. Foram fabricados 155,4 mil veículos
em março, mesmo número de agosto de 2001. A Anfavea projeta
produção no ano de 1,9 milhão de unidades (crescimento
de 5%) e vendas de 1,65 milhão (aumento de 3% sobre 2001). As exportações
devem crescer 10% e atingir US$ 4,5 bilhões (Cleide Silva, Estadão,
5 de abril).
GM
vende mais que a VW
Depois de perder a liderança
do mercado para a Fiat no ano passado, a VW perdeu a segunda colocação
neste primeiro trimestre para a GM. Com 84.179 automóveis e comerciais
leves vendidos no atacado (da fábrica para as concessionárias),
a GM assumiu a segunda posição no acumulado do ano, passando
à frente da Volks, que vendeu 83.833 unidades. A liderança
continua com a Fiat, que faturou 85.925 carros de janeiro a março.
A Ford ficou em quarto lugar, com 24.460 unidades. Em março, as
posições se mantiveram: Fiat (32.408 unidades vendidas),
GM (32.258), VW (31.675) e Ford (8.785). Os números não
consideram os veículos vendidos pelas subsidiárias das montadoras
- Alfa Romeo (Fiat), Audi e Seat (VW). (Jornal da Tarde, 5 de abril).
Polo
sai na frente do Amazon
A Volkswagen marcou o lançamento
do Polo para os próximos dias 18, 19 e 20. Assim, a montadora apresentará
seu carro cerca de dez dias antes da concorrente, a Ford, que lançará
a versão brasileira do novo Fiesta no início de maio. Em
meio a essa guerra, estão sendo lançadas várias séries
limitadas de modelos já existentes, como a Renault, que acaba de
apresentar o Clio Jovem Pan. A idéia geral é ganhar espaço
na mídia e atrapalhar ao máximo o concorrente. Apesar de
se tratar de um setor aparentemente coeso, o mercado está em baixa.
Para confundir as outras marcas, a Volks reservou duas datas na agenda
de eventos do setor - abril e junho. O mercado aguardava a chegada do
Polo em junho. Mas a empresa decidiu apresentar o carro em abril (Valor,
5 de abril).
GM
abre PDV em São José e São Bernardo
A GM anunciou a abertura de um plano
de demissões voluntárias para os trabalhadores das unidades
de São José dos Campos e São Bernardo do Campo. O
plano deve atingir os funcionários que não trabalham diretamente
na linha de produção da montadora. Segundo o Sindicato dos
Metalúrgicos de São José, a medida foi aberta aos
1.200 trabalhadores dos setores de mecânica, elétrica e funilaria.
A adesão ao PDV não deve afetar a cadeia produtiva da GM,
que chegou a aumentar a jornada para produzir o novo Corsa. Quem aderir
ao PDV terá quatro meses de convênio médico e o pagamento
de salários adicionais que variam de três a seis, dependendo
do tempo de serviço do metalúrgico. Quem trabalha há
quatro anos na empresa terá direito a três salários
a mais. O funcionário com até 23 anos na GM recebe seis
salários se aderir ao PDV (Folha de S. Paulo, 5 de abril).
Perda
na Argentina reduz lucro da Fiat
A Fiat Automóveis fechou
2001 com lucro de R$ 171,7 milhões. O resultado seria melhor se
a empresa não tivesse acusado perdas na Argentina da ordem de R$
141 milhões. O lucro foi 26,23% inferior ao lucro apurado em 2000
(R$ 232,8 milhões) (Gazeta Mercantil, 3 de abril).
Banco
Fiat, o bom negócio
Um dos melhores negócios
do grupo Fiat no Brasil é o Banco Fiat, que teve lucro líquido
de R$ 132,3 milhões em 2001. Em dezembro o controle do banco foi
transferido da montadora brasileira à Fiat Auto, de Turim. (Gazeta
Mercantil, 3 de abril).
Volkswagen
vai investir US$ 440 milhões no Brasil
A Volkswagen vai investir US$ 440
milhões nos próximos cinco anos na unidade de veículos
comerciais no Brasil. A informação foi dada pelo diretor
da divisão de veículos comerciais do grupo alemão,
Bernd Wiedemann, em entrevista ao jornal Financial Times Deutschland.
As vendas de veículos comerciais da Volskswagen no país
duplicaram nos últimos dois anos e os investimentos têm o
objetivo de reforçar a sua fatia do mercado, que é de cerca
de 33%. Wiedermann frisou que o segmento de veículos comerciais
no Brasil cresceu 5,4% no ano passado. A queda das exportações
de veículos comerciais para a Argentina foi compensada pelo crescimento
das vendas para outros países da região. A montadora alemã
pretende aumentar as suas exportações de veículos
fabricados no Brasil dos atuais 10% para 25% nos próximos três
anos (Estadão, 2 de abril).
Kasinski ataca de novo
Abraham Kasinski, 84 anos, é capa da revista Isto É
desta semana. Depois de criar a indústria de autopeças brasileira
e lançar-se ao mercado de motocicletas e triciclos, ele agora vai
fazer carros populares, que custem no máximo R$ 10 mil. "O
Brasil é um país de criadores e eu sempre inventei coisas
nova" - disse o empresário (1 de abril).
HP
quer desenvolver mercado para telemática
A HP, fornecedora mundial de soluções
em telemática, está investindo na conquista de novos mercados
e trouxe ao Brasil Enric Bernal, responsável pela área nas
Américas, com uma missão básica: fazer contato com
montadoras, sistemistas e empresas de comunicação para divulgar
e iniciar o desenvolvimento de aplicações do conceito, que
envolve comunicação sem fio. A empresa, que já implantou
o sistema no Japão, Europa e Estados Unidos, escolheu o Brasil
como o primeiro país emergente para desenvolver esse conceito tecnológico.
A idéia da HP é desenvolver soluções específicas
na aplicação da telemática nos veículos brasileiros
(Agência AutoData, 28 de março).
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