
DEZEMBRO/2002
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VW
aumenta exportações para Argentina
A Volkswagen vai mais que quintuplicar suas exportações
para a Argentina. Depois de enviar apenas 700 veículos para lá
este ano, prevê vendas de 5 mil unidades em 2003, sendo e mil Gol.
Mil unidades do novo Pólo também serão exportadas
para a Argentina, além do Golf, Parati, Saveiro, caminhões
e ônibus. Outras montadoras também apostam na retomada das
exportações para o país vizinho, em ritmo lento (Estadão).
Retomada
na Argentina? Só em 2004.
Para o presidente da DaimlerChrysler, Bem van Schaik, a retomada do mercado
automotivo na Argentina ocorrerá a partir de 2004. "Vamos
exportar para lá 500 a mil veículos, o que é pouco"
- disse a Cleide Silva, do Estadão.
Financiamentos
crescem na China
O setor automotivo é o pilar industrial da China, disse Lu Juntao,
funcionário do Departamento de Empréstimo Pessoal do Banco
Agrícola daquele país, ao jornalista Peter Goodman, do Washington
Post. O governo chinês é a maior fonte de empréstimos
para compra de veículos, com 34% dos financiamentos, que totalizaram
US$ 6 bilhões nos primeiros nove meses de 2002. Analistas, no entanto,
acreditam que os empréstimos são feitos com facilidades,
sem garantia de que os clientes poderão pagar (Estadão).
Balsa
promoverá a Audi no litoral
Uma balsa com restaurante japonês,
discoteca e butique de produtos vai navegar pelos mares de Angra dos Reis
(RJ) e Ilhabela (SP) a partir de 27 de dezembro e promete ser a grande
novidade da temporada de verão. Com 700 metros quadrados e capacidade
para 200 pessoas, também abrigará sete automóveis
Audi, com preços entre R$ 46 mil e R$ 500 mil. A balsa Audi Al
Mare percorrerá trajetos em Angra até 26 de janeiro, quando
seguirá para Ilhabela. Oitenta pessoas vão trabalhar na
embarcação (Agestado).
Autopeças
têm defasagem de 28,27%
Os custos
de produção de componentes para veículos subiram
74,46% este ano, segundo o Sindipeças, que chegou ao percentual
em pesquisa com 60 empresas, que representam 33% do faturamento total
do setor. Segundo a entidade, no mesmo período (janeiro a novembro),
os preços das autopeças foram reajustados em 36,01%, o que
resulta numa defasagem de 28,27%. Essa diferença se soma à
dos anos anteriores - 14,98% em 2001; 11,27% em 2000; e 7,27% em 1999.
Isso explica porque as negociações entre montadoras e fornecedores
estão mais difíceis do que nunca. Aliado a isso, a oportunidade
de exportar determinados insumos em razão da alta do dólar
provocou desabastecimento no setor. Ninguém fala publicamente,
mas executivos de três importantes fornecedores da indústria
automobilística confirmam que suas linhas de produção
pararam mais do que uma vez, nos últimos 60 dias, por falta de
matérias-primas, como alumínio e aço (Marli Olmos,
Valor, 20 de dezembro).
Desabastecimento
provoca parada
Na maior parte dos casos, o desabastecimento ocorre como forma de pressão
para forçar reajuste de preços. Há poucos dias, o
superintendente da Fiat, Alberto Ghiglieno, deu ordens para que a produção
de automóveis na fábrica de Betim fosse interrompida para
evitar o estoque de carros incompletos. Segundo explicou o executivo,
a medida foi adotada para preservar o controle de qualidade. Dependendo
do componente que estiver faltando, explicou ele, não é
aconselhável montá-lo no pátio. A indústria
de autopeças prevê faturamento de US$ 10 bilhões neste
ano, o que representará queda de 12,3% em comparação
ao ano passado. Além da retração no mercado interno,
o setor registrou queda também nas exportações. Segundo
os dados fornecidos pelo Sindipeças, de janeiro a outubro o total
de componentes embarcado ao exterior somou faturamento de US$ 3, 234 bilhões,
4% menos do que em igual período do ano passado. Como as montadoras
e maiores fornecedores continuam dependendo de vários ítens
importados, sobretudo em razão dos lançamentos, houve déficit
de US$ 157 milhões na balança do setor. As compras no exterior
totalizaram US$ 3,391 bilhões de janeiro a outubro (Marli Olmos,
Valor, 20 de dezembro).
Embarque
em Santos bate recorde no ano
Em meio a uma polêmica sobre ampliação de espaços
para exportação de veículos (automóveis, caminhões
e ônibus), o porto de Santos deve fechar o ano com o recorde histórico
de 145 mil unidades embarcadas, ante 71,9 mil em 2001. Até setembro,
último mês fechado pela Codesp, estatal que administra o
porto, os embarques de veículos haviam crescido 115,7% sobre igual
período do ano passado, para 98,5 mil unidades. O desempenho vai
na contramão dos números registrados pelo setor automotivo.
Segundo a Anfavea, no mesmo período as exportações
brasileiras de veículos montados caiu 5,2%, para 280,4 mil unidades.
Até novembro, a queda é de 0,1%, para 365,3 mil unidades
(José Rodrigues, Valor, 20 de dezembro).
Os
planos do governo Lula no setor automotivo
Em 2006, no terceiro ano de gestão do Governo de Luiz Inácio
Lula da Silva, o Brasil estará fabricando 3 milhões e 200
mil carros por ano, o setor automotivo terá pelo menos 320 mil
empregados e estará exportando no mínimo 1 milhão
de veículos, com um superávit de US$ 3,4 bilhões
na balança comercial. Por mais que pareçam sonho, estes
objetivos explícitos estão no Plano de 7 Metas para o setor
automotivo no Brasil, que o futuro ministro da Fazenda Antonio Palocci
Filho, quando então coordenador político da campanha de
Lula, apresentou ao presidente da Anfavea, Ricardo de Carvalho, antes
do segundo turno, mostrando previamente as idéias e intenções
do governo Lula com relação ao setor (AutoData, 20 de dezembro).
New
Hubner aposta no mercado externo
Especialista na manufatura de componentes usinados de alta precisão
para as montadoras de automóveis do Brasil e do exterior, a paranaense
New Hübner Componentes Automotivos trabalhou duro como nunca em 2002
e está confirmando a tendência de crescimento verificada
nos últimos três anos - expansão de 152,04% entre
1999 e 2001, calculada pela variação da receita operacional
líquida. "Em 1999 a empresa contava com 500 funcionários,
hoje temos mais de 800 e com tendência a aumentar, até porque
não vamos parar a produção nem no Natal nem no Ano
Novo", diz Sérgio Montenegro, diretor de negócios (Valor,
20 de dezembro).
Dynamics
compra defesa da GM
A General Dynamics acertou a compra da divisão de defesa da General
Motors por US$ 1,1 bilhão, o que a tornará líder
no mercado de veículos blindados nos EUA. A GM Defense, que tem
uma lista de encomenda de mais de US$ 1,5 bilhão, fabrica o veículo
de combate Piranha e o transportador de tropas LAV (Estadão, 20
de dezembro).
WebMotors
quer mais negócios com montadoras
Depois de atingir o equilíbrio financeiro e consolidar-se como
loja virtual do setor automotivo no País, a WebMotors (www.webmotors.com.br)
quer agora estreitar laços com as montadoras. Em 2003, ela estuda
prestar serviços personalizados para empresas do setor automotivo.
"As montadoras já reconhecem a WebMotors como um ambiente
independente na web", afirma o CEO do portal, Sylvio Alves de Barros
Netto. A idéia, segundo ele, é buscar clientes de acordo
com o perfil desejado pela montadora, a partir do banco de dados da WebMotors
(Estadão, 20 de dezembro).
Bancos
de montadoras mantêm taxas de juros
Para o diretor-executivo
da Anef - Associação Nacional das Empresas Financeiras das
Montadoras José Romélio Ribeiro, mesmo que ocorra alguma
alteração nos próximos dias, a perspectiva para o
médio e longo prazos é de pouca flutuação.
"O Banco Central acertou ao aumentar a Selic, pois era preciso combater
a expectativa de alta da inflação", disse Ribeiro.
A Ford, na contramão do mercado, baixou as taxas (no mês
passado) para 24 meses de 2,99% para
2,85%. O banco Volkswagen vem mantendo as taxas desde o fim de outubro.
Os índices variam de 2,59% (12 meses) a 3,25% (48 meses). (Cleide
Silva, Estadão, 19 de dezembro).
Selic
pode reduzir vendas de veículos
A Anfavea acredita que o aumento taxa básica de juros para 25%
ao ano, definido pelo Copom, pode ter impacto negativo nas vendas de veículos.
A instituição lembrou que 70% dos volumes comercializados
dependem do financiamento e é influenciado pela alta da taxa básica
de juros do País, a Selic. Por esta razão, pode haver também
um aumento da participação dos negócios à
vista nos próximos meses. A Anfavea ressalvou que a alta da Selic
se justifica diante da pressão inflacionária. O setor automotivo
espera, entretanto, que a medida seja temporária (Agestado, 19
de dezembro).
GM
inaugura fábrica de US$ 100 milhões
A GM Daewoo inaugurou nova fábrica de motores em Changwon, Coréia
do Sul, com investimento de US$ 99,7 milhões. Com uma capacidade
anual de 220 mil unidades, a unidade industrial fabricará motores
de 4 cilindros de 1.0 e 1.2 litros, além de um pequeno três
cilindros de 800 cc (UOL, 19 de dezembro).
Dana
entre as melhores no PPQG
Duas divisões
do grupo Dana estão entre as três empresas que receberam
os reconhecimentos máximos do Prêmio Paulista de Qualidade
da Gestão, PPQG. A distribuidora de autopeças Pellegrino
e a divisão de Tecnologia em Tração, que produz eixos
diferenciais em Sorocaba, SP, foram reconhecidas, junto com a Transportadora
Americana, como empresas que possuem excelência no sistema de gestão
no Estado de São Paulo. O PPQG é concedido pelo Instituto
Paulista de Excelência da Gestão, IPEG (Agência AutoData,
18 de dezembro).
Venda de carro cai 8,7%
As vendas de automóveis e veículos
comerciais leves no varejo registraram queda de 8,7% na primeira quinzena
de dezembro, em relação ao mesmo período do mês
passado. De acordo com a Fenabrave, o volume comercializado somou 57.582
unidades. Os dados divulgados baseiam-se no número de carros emplacados
(Renavam). Apesar da redução, a Fenabrave ainda acredita
em um aumento de 9,6% no fechamento do mês em comparação
a novembro. A expectativa leva em conta o fato de que as vendas na primeira
quinzena de dezembro subiram em relação à segunda
metade do mês anterior (Estadão, 18 de dezembro).
O
avanço dos veículos 4x4
Há dez anos eles eram apenas 11 modelos. Este ano os veículos
com tração nas quatro rodas à venda no País
somam 33 e a expectativa é de pelo menos mais 10 novos modelos
para 2003. Em 1992 figuravam Ford Pampa, Toyota Bandeirante e Lada Niva,
entre outros. Uma década depois a Mitsubishi produz o Pajero TR4
no País e até as luxuosas Porsche e Volvo preparam o lançamento
de seus utilitários esportivos no Brasil. A Land Rover fecha o
ano de 2002 festejando o melhor resultado desde 1991: até novembro
acumula a venda de 1.443 veículos, crescimento de 46% em relação
a 2001. O carro-chefe é o jipe nacional Defender, responsável
por 88% das vendas (Jornal da Tarde, 18 de dezembro).
EcoSport
chega primeiro em 4x2
Para 2003 uma das maiores novidades será o Ford EcoSport, feito
na Bahia. A versão 4x2 chega em março. O modelo com opção
de tração nas quatro rodas deverá vir no final do
primeiro semestre em versões 2.0 e 1.0 Supercharger. A expectativa
é de que será o 4x4 mais acessível do mercado - atualmente
os modelos Suzuki Ignis e Jimny, importados do Japão por R$ 45,8
mil, são os mais em conta no País. Outra novidade nacional
será o X-Terra, da Nissan. O utilitário esportivo baseado
na Frontier chega às revendas em junho. A Mitsubishi lançará
mais um produto nacional em julho, provavelmente a versão Full
da Pajero, feita em Catalão (GO). O jipe Jalapão, produzido
pela Fabral, em Tocantins, também estréia em meados de 2003.
Os importados serão maioria entre os lançamentos no primeiro
semestre: Land Rover Freelander e Range Rover (reestilizado), Mitsubishi
Airtrek (maio), Kia Sorento, SsanYong Pick-up Musso e Ford Explorer (reestilizado).
Entre os luxuosos, a Porsche lançará em fevereiro o Cayenne
(por preços entre US$ 115 mil e US$ 179 mil) e a Volvo, o XC90.
No segundo semestre será a vez do Volkswagen Touareg.
Fiat
renegocia acordo de venda para GM
A Fiat e a GM estão discutindo mudanças em um acordo de
opção de venda que permite que o grupo italiano venda sua
subsidiária de automóveis à GM a partir de 2004,
publicou ontem a revista especializada ''Automotive News Europe''. A Fiat
tem uma opção de venda que permite que ela transfira à
GM os 80% remanescentes de sua deficitária divisão automotiva
a partir de 2004. A GM já controla 20% da Fiat Auto. ''Esqueçam
a opção de venda tal como vocês a conhecem'', teria
dito um executivo não identificado da Fiat Auto, segundo a ''Automotive
News''. ''Estamos atualmente discutindo com a GM uma integração
progressiva de nossas atividades em uma perspectiva mais amistosa e em
prazo mais longo'', teria dito o executivo. Alguns analistas consideram
que assumir a problemática Fiat Auto seria mau negócio para
a GM, que luta por voltar ao lucro em suas operações européias,
em um mercado difícil e com cerca de 30% de excesso de capacidade.
A Automotive News disse que a GM gostaria de cancelar a opção,
e que estava disposta a fazer algumas concessões (Folha de S. Paulo,
18 de dezembro).
VW
contrata designer da rival Mercedes-Benz
A partir de abril do ano que vem, o novo diretor de design das marcas
Volkswagen, Skoda e Bentley será Murat Günak, de 44 anos,
atual responsável pelo desenho dos modelos de passeio da rival
DaimlerChrysler. Foi ele quem supervisionou, por exemplo, a criação
do roadster Mercedes SLK e da suntuosa limousine Maybach. Günak se
tornou chefe de design na francesa Peugeot, em 1994. Essa nomeação
é um importante passo na nova estratégia da Volks: convencer
os novos e potenciais consumidores que também sabe fazer carros
de luxo. A área de design das marcas esportivas do grupo VW (Audi,
Seat e Lamborghini) continuará nas mãos de Walter de'Silva
(Diário de S. Paulo, 18 de dezembro).
IBGE
mostra participação na produção
Em outubro, a indústria automobilística registrou o quarto
melhor resultado em produção desde meados de 1998. Foram
produzidos 169,9 mil veículos, 12,9% a mais que no mês anterior
e 30,1% acima do volume de igual mês do ano passado. O Estado de
São Paulo contribuiu com 57% da produção do setor,
que foi o principal responsável pelo bom desempenho da indústria
paulista como um todo, conforme divulgou IBGE. Em 1990, São Paulo
era responsável por 74,8% da produção nacional de
veículos, participação reduzida com a descentralização
das indústrias. Em meados da década de 90, tanto as novas
montadoras que se instalaram no País como as que já atuavam
no mercado e abriram filiais optaram por Estados como Paraná, Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. A participação do
Paraná, por exemplo, passou de 0,5% para 9,8%.
Honda
prevê aumento de vendas
A Honda, segunda maior montadora do Japão, pretende vender 3,1
milhões de carros em todo o mundo em 2003, uma alta de 10% em relação
à estimativa de 2,82 milhões de unidades em 2002. Por comparação,
a Toyota Motor Corp., maior montadora do Japão, está projetando
vendas globais em 2003 de 5,79 milhões de unidades, um crescimento
de 5% (Estadão, 18 de dezembro).
Honda
aposta no mercado interno - I
Apostando
no mercado interno a Honda lança o Fit, carro compacto que terá
motor 1.4 e deverá custar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. A estratégia
para 2003, de dedicar-se quase integralmente ao mercado interno, é
oposta à de vários concorrentes, que vêem nas exportações
a principal alternativa pra reduzir ociosidade. A montadora prevê
a partir de janeiro a contratação de 300 trabalhadores para
a fábrica de Sumaré, SP, onde será produzido o Fit
com 70% de nacionalização. Enquanto isso, a concorrência
vai iniciar o ano com quadro de pessoal mais enxuto (Cleide Silva, Estadão,
17 de dezembro).
Honda
aposta no mercado interno - II
Em cinco anos de operação a Honda ainda não conseguiu
resultados positivos no Brasil com a unidade de automóveis. A montadora
está investindo US$ 120 milhões para iniciar a produção
do Fit. O diretor comercial da Honda, Kazuo Nozawa, afirma que todo o
aporte vem da unidade de motocicletas, que já está no país
há mais de 30 anos, sendo líder no mercado com mais de 80%
das vendas, registrando lucros consecutivos. Segundo Nozawa, a matriz
não gastou nada com a operação, nem com a construção
da fábrica, que consumiu US$ 150 milhões. A fábrica
emprega hoje 800 funcionários (Cleide Silva, Estadão, 17
de dezembro).
MWM
espera recuperar vendas em 2003
A queda
nas vendas de veículos no mercado brasileiro deve reduzir em 10%
a produção da MWM Motores Diesel este ano. Com sede na capital
paulista, a empresa prevê encerrar 2002 com 70 mil motores fabricados,
ante um volume de 80 mil unidades no ano passado. Apesar da redução
projetada, a MWM bateu o recorde de participação de mercado
no segmento de ônibus em novembro, com 53,4%. No acumulado do ano,
a empresa detém 40% de market share, o equivalente a mais de 8
mil unidades do total de 20,1 mil ônibus produzidos pela indústria
brasileira no período. No Mercosul, a fabricante acumula participação
de 30% até novembro, o que equivale a 45.980 veículos equipados
com motores MWM, de um total de 153.894 unidades produzidas na região
(Carla Franco, Estadão, 17 de dezembro).
Bancos
de montadoras financiam menos
As incertezas pré-eleitorais e o aumento dos juros afugentaram
o consumidor dos financiamentos de veículos. A participação
da venda financiada no total comercializado caiu de 70% no início
do ano para pouco mais de 50% nos últimos meses. Diante desse quadro,
os recursos disponibilizados pelos bancos das montadoras tiveram redução
de 21% no acumulado até novembro. O índice superou a quedas
nas vendas de veículos no período, em torno de 7% (AE Setorial,
17 de dezembro).
Peugeot
desenvolve Concessionárias Online
A Peugeot
do Brasil, em parceria com a Plug In Soluções Integradas
(empresa associada ao Centro Incubador de Empresas Tecnológicas
da USP), desenvolveu o sistema Concessionárias Online. Segundo
Jean Sylvain, gerente de organização de projetos e informática
da montadora, "o sistema permite que o cliente veja on line todos
os procedimentos feitos da maneira tradicional, por telefone ou pessoalmente,
como orçamentos, vendas de novos e seminovos". Eduardo Bassi,
diretor executivo da Plug In afirma que esse sistema "é uma
ferramenta de CRM que auxilia tanto a concessionária quanto a montadora
a conhecer o perfil e os hábitos de consumo de seus clientes"
(Estadão, 16 de dezembro).
Populares de luxo entram em extinção
São poucas as unidades dos carros 1.0
16V mais equipados disponíveis atualmente nas lojas. Os chamados
"populares de luxo" estão praticamente extintos. A queda
do IPI, que beneficiou as vendas dos modelos acima de 1 litro até
2.0, em agosto, faz o consumidor pensar duas vezes antes de fechar negócio.
Dependendo do nível de equipamentos, é possível até
achar modelos 1.6 mais baratos que 1.0 (Juliana Sih, Estadão, 15
de dezembro).
Fiesta
Supercharger é a exceção
Mas há exceções. Um exemplo de 1.0 mais caro que
prospera é o novo Fiesta Supercharger, cerca de R$ 3 mil mais em
conta que o modelo 1.6. Essa diferença acaba sendo suficiente para
o consumidor não mudar de idéia e optar pelo carro de 1
litro sobrealimentado, apenas 3 cv menos potente que o 1.6. "Outro
fator que dá vantagem ao Supercharger é por ter consumo
menor, já que o combustível está muito caro atualmente",
diz um revendedor (Juliana Sih, Estadão, 15 de dezembro).
Recorde
nas negociações da VW com a China
A GM levou
dois anos para concluir com o mercado chinês um contrato de US$
1,5 bilhão para o envio em CKD de modelos Corsa, Blazer e S10,
também desmontados. A VW, no entanto, concluiu em tempo recorde,
a partir do início deste ano, o negócio de meio bilhão
de dólares para venda do Gol à China. As negociações
foram concluídas por meio de teleconferências, quase sempre
de madrugada. A Volkswagen tem duas fábricas em Xangai, em parceria
com empresas locais, e é líder do mercado de automóveis,
com 40% das vendas. O mercado é similar ao brasileiro em termos
de volume, mas vem crescendo rapidamente. As vendas neste ano devem somar
cerca de 1,2 milhão de unidades. Por causa dessa aproximação,
os executivos da filial brasileira não precisaram fazer muitas
viagens ao país, e a negociação foi quase toda via
telefone ou videoconferência. Já os chineses vieram várias
vezes ao Brasil para testar o Gol, o carro escolhido para suprir o segmento
de modelos mais baratos, aqui chamados de populares (AB/Cleide Silva,
Estadão, 16 de dezembro).
O
futuro do carro popular - 1
A nomeação da equipe econômica do novo governo cria
a expectativa sobre qual será o futuro do assim chamado carro popular.
Criado em 1993, foi o grande responsável pelo salto de vendas no
mercado brasileiro que culminou no recorde de quase 2 milhões de
unidades em 1997. Ao mesmo tempo atraiu um grande número de fabricantes
ao país: 15 diferentes marcas de automóveis, pickups e utilitários
esporte (SUV, em inglês). O advento do carro popular dobrou a escala
de produção da indústria automobilística brasileira
e assim definiu investimentos de US$ 20 bilhões em cinco anos.
O incentivo para a fabricação de modelos econômicos,
principalmente nos países em crescimento, está correto (Fernando
Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).
O
futuro do carro popular - 2
á existe uma tendência nítida: motores 1.000 sofisticados
(multiválvulas) tendem a desaparecer de vez. E está ocorrendo
com todas as marcas. A Volkswagen trouxe de volta o Gol 1.600, a Fiat
partiu para o motor 1.240, a GMB vai ressuscitar o 1.400. A Ford pode
aumentar a produção do 1.600 como alternativa ao 1.000 com
compressor. Renault e Peugeot, pegas no contrapé, estudam alternativas
desde aumentar a produção do 1.000 convencional até
oferecer um 1.400. As idéias do governo entrante quanto ao "popular"
passarão a ser influenciadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC paulista. O conceito, agora, centra-se no valor e não mais
na cilindrada (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).
O
Brasil no caminho do board
Pela primeira vez um executivo que comandou uma fábrica no Brasil
chega ao cargo máximo na matriz. Richard Wagoner acumulará,
em maio de 2003, as presidências executiva e do conselho administrativo
da GM, maior corporação industrial do mundo. Houve casos
de promoção a presidente, depois de passagem pelo país,
mas longe de um cargo tão alto e de empresa desse porte (Fernando
Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).
Mais
imbróglio no caso GM-Fiat
Novos desdobramentos no imbróglio Fiat-GM em relação
ao acordo original. A marca americana não será mais obrigada
a comprar os 80% restantes do capital, se a Fiat assim o decidir. Em compensação
a GM perde a prioridade, no caso dos italianos decidirem vender a partir
de 2004. Há planos de transferir a Alfa Romeo para o Grupo Ferrari-Maserati,
mas bancos credores não concordam (Fernando Calmon, Alta Roda,
16 de dezembro).
VW
também entra no vespeiro
Para aumentar a confusão, a imprensa italiana especula sobre o
interesse do Grupo Volkswagen em comprar 49% da possível futura
sociedade das três marcas italianas de prestígio. Os rumores
aumentaram porque haveria conversas entre Audi e Maserati sobre "cooperação
técnica". Sob o manto da Audi já estão Bugatti
e Lamborghini, esta rival direta da Ferrari (Fernando Calmon, Alta Roda,
16 de dezembro).
Cross
Lander chega 80% nacional
Está chegando ao mercado o utilitário-esportivo CL-244 (R$
52 mil a R$ 55 mil), produzido por nova montadora brasileira, a Cross
Lander, com unidade fabril em Manaus. O CL-244 tem o motor HS 2.8 turbodiesel
intercooler, de quatro cilindros, 132 cv de potência a 3.800 rpm
e torque de 36,2 mkgf a 1.600 rpm, da International Engines. A transmissão
Eaton FSO-2405D é 4x4 selecionável (traseira no modo 4x2),
com cinco marchas mais uma reduzida sincronizadas. O utilitário
tem 4.325 mm de comprimento, 1.835 mm de largura e vão livre do
solo de 200 mm. As principais mudanças em relação
ao veículo original romeno e já realizadas no carro brasileiro,
que tem 80% de índice de nacionalização, ficaram
por conta da troca do motor, transmissão, caixa de direção,
bloco do radiador, sistema de ar-condicionado, todas as mangueiras, filtro
de ar, escapamento, bancos, forrações internas, espelhos
retrovisores, entre outros componentes e partes. A Cross Lander recebe
da ARO romena somente a carroceria parcialmente montada e o chassi (Estadão,
16 de dezembro).
Alfândega
virtual automotiva - 1
Montadoras e fabricantes de autopeças já podem importar
componentes e insumos destinados principalmente à produção
para exportação, com suspensão do recolhimento de
tributos, como o II e o IPI. A Receita Federal instituiu o Recof Automotivo,
um regime especial que foi apelidado de alfândega virtual. A medida,
instituída pela Instrução Normativa 254, é
resultado das negociações entre Anfavea e a Receita Federal.
De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Carvalho, o novo regime
vai desburocratizar as importações, agilizando e desonerando
a aquisição de componentes, o que proporcionará aumento
da competitividade às empresas exportadoras do setor automotivo
(Carla Franco, Agestado, 14 de dezembro).
Alfândega
virtual automotiva - 2
Segundo o diretor institucional da Anfavea, Ademar Cantero, antes, a empresa
precisava recolher os impostos das peças importadas para, só
depois, deduzir os valores pagos, no momento da exportação.
Agora, as montadoras e autopeças informam antecipadamente o que
será usado em produtos exportados, deixando de recolher os impostos
no momento da importação. Para se beneficiar do Recof Automotivo,
a empresa deve manifestar seus interesse à Receita, aderindo ao
programa por meio de um software. O setor automotivo é o terceiro
segmento beneficiado com um regime aduaneiro especial para empresas com
potencial para alavancar exportações. Os outros foram os
setores de informática e aeronáutico. As montadoras e fornecedores
de autopeças estão entre os maiores exportadores brasileiros,
com vendas externas de US$ 7,5 bilhões anuais. Os fabricantes de
veículos exportam 18% de sua produção, hoje em torno
de 1,8 milhão de unidades/ano, e o objetivo é elevar essa
participação para 35% nos próximos anos (Carla Franco,
Agestado, 14 de novembro).
Acordo
com Argentina em vigor - 1
O acordo automotivo entre Brasil e Argentina, concluído em meados
deste ano, entrou em vigor formalmente ontem. Um decreto do presidente
Fernando Henrique Cardoso implementando o acordo foi publicado no Diário
Oficial da União. Até 31 de dezembro de 2005, o comércio
entre Brasil e Argentina será isento de tarifa, desde que cumpridas
as regras de origem e as relações comerciais fixadas. Para
cada dois veículos exportados pela Argentina para o Brasil, um
terá que ser importado do País. Essa relação
crescerá progressivamente nos próximos três anos,
até a entrada em vigor do livre comércio entre os dois países.
A partir de 1º de janeiro de 2006, o comércio automotivo bilateral
não terá mais tarifas nem limitações quantitativas
(Agestado, 14 de novembro).
Acordo
com Argentina em vigor - 2
A regra de origem em vigor estabelece um índice de conteúdo
local de 60% (porcentual de peças e serviços produzidos
nos quatro países do Mercosul, a ser utilizado pelas montadoras).
O acordo prevê ainda descontos na Tarifa Externa Comum (TEC) para
a importação de autopeças destinadas à produção
que não sejam originárias da Argentina e do Brasil. Os descontos,
que são maiores para a Argentina, acabam em 2005. O acordo automotivo
com a Argentina vigorará até a conclusão de uma Política
Automotiva do Mercosul (PAM). O bloco já havia assinado um acordo
setorial em dezembro de 2000 mas não foi implementado em função
da crise econômica enfrentada pela Argentina. Foram negociados,
então, acordos bilaterais entre Brasil, Argentina e Uruguai. O
acordo entre Brasil e Uruguai foi publicado no Diário Oficial em
outubro passado. Os países do Mercosul estão trabalhando
na montagem de uma nova PAM, que englobará os acordos bilaterais
vigentes e o Paraguai (Agestado, 14 de novembro).
Brasil
tem produção recorde de aço
A produção de aço no País acumula um recorde
histórico de janeiro a novembro deste ano, com 27,015 milhões
de toneladas, 10,9% superior a igual período de 2001. Os dados
de novembro divulgados pelo IBS reafirmam a prioridade do setor no atendimento
ao mercado doméstico. Foram vendidas internamente 1,390 milhão
de toneladas, ante 1,189 milhão, no mesmo mês de 2001, o
que representa um crescimento de 16,9% (Agestado, 14 de dezembro).
Montadoras
rejuvenescem o marketing
As montadoras tradicionais lutam para mudar o relacionamento com o consumidor.
Além do esforço para modernizar as marcas, em uma corrida
pela "fonte da juventude", 2003 deve representar o momento da
consolidação das ações de marketing iniciadas
em 2002. Das quatro "grandes", apenas a GM não fez modificações
recentes no comando de marketing. O mais "veterano" entre os
novos executivos é o americano Barry Engle, da Ford, que assumiu
a direção de marketing e vendas em abril de 2001, disposto
a eliminar a imagem envelhecida da marca no Brasil. Para dar novo fôlego
à Ford, a estratégia foi ortodoxa. "Apostamos no básico
e melhoramos eficiência", diz. "Passamos a gastar menos
o dinheiro com mídia, mas aumentando a resposta das campanhas".
A Ford terminará o ano com verba de mídia pouco inferior
aos R$ 50 milhões gastos em 2001 e crescimento na fatia de mercado
de 8% para perto de 12%. Em 2003, o investimento publicitário não
aumentará (Arnaldo Comin, Valor, 13 de dezembro).
GM
exportou US$ 1 bilhão em 2002
A GM do Brasil exportou este ano, US$ 1 bilhão, quase 20% a mais
que os US$ 840 milhões de 2001. "E nosso desafio em 2003,
é exportar US$ 1,2 bilhão", disse ontem José
Carlos Pinheiro Neto, da GM. As exportações estão
compensando a queda das vendas internas? "Nós vendemos em
2002 o mesmo que em 2001". Ele diz que vender carro hoje no Brasil
está custando caro: promoções, financiamentos com
juros negativos, propaganda maciça etc. Para onde cresceram as
exportações da GM? Segundo Pinheiro Neto, sobretudo para
a China. Há três anos, a montadora fechou venda de US$ 1
bilhão para lá, contrato de dez anos que começa a
fazer efeito. Um ano depois, fechou outro contrato de US$ 450 milhões.
No ano que vem, segundo o executivo, o crescimento das exportações
vai se dar via México (Agestado, 13 de dezembro).
Fiat
exporta 30 mil para o México
A Fiat iniciará no primeiro semestre de 2003 os embarques da família
Palio para o mercado mexicano. A expectativa inicial é exportar
30 mil unidades até 2005. Este novo mercado -- além dos
recém-conquistados Peru e Bolívia -- deverá elevar
as exportações da montadora das atuais 40 mil unidades/ano
para 100 mil unidades/ano até 2005. A Fiat ainda não definiu
qual volume será exportado no primeiro ano e, justamente para medir
a receptividade de seus veículos, fabricados em Betim, MG, participa
do Auto Show Mundial no México, que acontece de 12 a 20 de dezembro
na capital do país (AutoData, 12 de dezembro).
Otimismo
com exportações na DaimlerChrysler
O próximo
ano deverá ser um dos mais lucrativos em exportações
para a DaimlerChrysler, o maior fabricante de caminhões e ônibus
do mundo. Com o aumento de 50% no volume de veículos vendidos no
exterior, a unidade brasileira conseguirá um crescimento de 70%
nas divisas, num total que deve superar R$ 1 bilhão. O cenário
externo é tão positivo que o presidente da subsidiária
brasileira do grupo, Ben van Schaik, não parece muito preocupado
com a estagnação do mercado interno de caminhões,
que deverá afetar toda a indústria no próximo ano.
A perspectiva de aumentar o volume de veículos exportados em 50%
não apenas indica a Schaik a possibilidade de elevar, em 70% o
faturamento, com vendas externas de R$ 600 milhões neste ano, como
também sustenta a previsão da montadora de o faturamento
total crescer 11%, somando R$ 5,2 bilhões (Marli Olmos, Valor,
12 de dezembro).
Transformações
na Bosch do Brasil
A Robert Bosch brasileira está realizando a maior transformação
ocorrida no grupo como parte de uma reestruturaçâo que atinge
a companhia no mundo inteiro. "Agora, falamos em regiões e
não mais em países", diz o gaúcho Edgard Silva
Garbade, admitido no grupo há 26 anos, na Alemanha, e desde maio
vice-presidente da subsidiária com sede em Campinas, SP. Essa reestruturação,
na prática, significa que o Brasil - como maior mercado latino-americano
- se torna responsável por todas as filiais da área. Antes,
cada país respondia para a Alemanha. A unidade brasileira vai fechar
2002 com faturamento de R$ 1,9 bilhão - 65% derivados da área
automotiva e 35% da divisão de bens de consumo. "Temos aqui
preços e qualidade internacionais e produtos capacitados para exportação",
afirma Klaus Neidhard, presidente da subsidiária (Agestado, 12
de dezembro).
DC
lucra com carros em 2005
Com 34% do mercado brasileiro de caminhões e 15,5% das vendas de
ônibus no país, o desempenho da DaimlerChrysler em veículos
comerciais ainda contrasta muito com o de automóveis. Neste ano,
a alta do dólar prejudicou a importação, que totalizou
1.200 carros da marca Mercedes e mais 400 Chrysler. A empresa está
usando cotação de R$ 2,90 para o dólar, segundo o
diretor de vendas de automóveis, Luiz Fernando Beréia, que
prevê queda de 15% em 2003. A produção de automóveis
Classe A somou 8.500 unidades neste ano. Mas a empresa se prepara para
lucrar também com carros a partir de 2005, quando começará
a ser produzido no Brasil um modelo Smart, a linha de compactos do grupo.
"Como o Brasil será o centro produtor do modelo teremos todas
as chances do mundo para exportá-lo", diz Schaik (Marli Olmos,
Valor, 12 de dezembro).
Nova
fábrica da GM na China
A GM vai assinar um acordo na semana que vem para investir em sua quarta
fábrica na China, tornando-se a última montadora multinacional
a ampliar sua capacidade de produção no mercado automotivo
que mais cresce no mundo. A GM, cuja fábrica em Xangai opera atualmente
próxima à capacidade máxima de produção,
vai juntar-se com a parceira chinesa para adquirir uma fábrica
avaliada US$ 109 milhões. A empresa norte-americana e a Shanghai
Automotive Industry (Group) Corp (SAIC) vão controlar efetivamente
cada metade da estatal Yantai Bodyshop Corp, que pode impulsionar a capacidade
de produção de carros na China em cerca de 50 por cento,
afirmaram as fontes. A primeira parceria da GM e da SAIC é a fábrica
da GM em Xangai avaliada em US$ 1,5 bilhão. A unidade é
a terceira maior da China, com 8,6 por cento de participação
no mercado e vem atrás das duas fábricas da alemã
Volkswagen, líder no país, com 40 por cento do mercado (Agestado,
12 de dezembro).
2003
começa com novos reajustes
A indústria automobilística iniciará 2003 com nova
onda de reajustes. Em janeiro, os carros terão outro aumento de
até 5%, índice já aplicado em novembro e dezembro.
O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, disse que promover aumentos
em conta gotas é uma alternativa que as empresas estão adotando
para repassar parte dos custos acumulados nos últimos meses. Nos
últimos meses, os preços de atacado (tabela) dos automóveis
subiram em média 10% mas, no varejo, o aumento ficou entre 5% e
7% por conta de descontos que fábricas e lojas oferecem. "Os
repasses só não são maiores porque ainda apostamos
na queda do dólar no primeiro trimestre", disse Maciel, que
participou ontem da entrega da 7ª Edição do Prêmio
Ford Motor Company de Conservação Ambiental (Cleide Silva,
Agestado, 12 de dezembro).
Mercado
estável, mas Ford cresce
O mercado de veículos está em queda, mas a indústria
afirma não ter como absorver todo o aumento de custo da produção.
A previsão dos fabricantes é de encerrar o ano com vendas
de 1,5 milhão de unidades, uma queda de 6% ante 2001. A previsão
para 2003 é de estagnação A Ford, entretanto, registra
crescimento de 15% nas vendas. A participação no mercado
aumentou de 7,4% para 9,2% e, para 2003, a expectativa é ganhar
novos pontos, disse o presidente da Ford América do Sul, Richard
Canny. (Cleide Silva, Agestado, 12 de dezembro).
Vendas
da VW Caminhões crescem 25%
A fábrica da VW Caminhões e Ônibus em Resende (RJ)
terminou o ano com recordes de vendas e participação de
mercado. Nem mesmo a instabilidade do setor de veículos em 2002
e a crise na economia nos últimos meses estragaram os planos da
montadora. Com aumento de 25% no faturamento bruto, para R$ 1,5 bilhão,
a Volks Caminhões e Ônibus confirmou investimentos de US$
404 28 milhões para os próximos anos. "A operação
de Resende é lucrativa, tem custos fixos pequenos e pode seguir
com os altos e baixos do mercado", afirmou o presidente mundial da
Volkswagen Veículos Comerciais, Bernd Wiedemann, que esteve no
Brasil para apresentar os resultados. Apesar de ter participação
de 10% no faturamento global da operação de veículos
comerciais da Volks - outras fábricas na Europa produzem vans e
furgões - a unidade brasileira tem importância estratégica
para o grupo. O Brasil é a base exportadora da companhia para o
Hemisfério Sul. As exportações da fábrica
de Resende cresceram 6% este ano, para 1.450 unidades de caminhões
e chassis de ônibus, apesar da queda de 90% nas encomendas argentinas.
Para 2003, a previsão é de um aumento de 37,9%, para 2 mil
unidades (Carla Franco, Agestado, 12 de dezembro).
Nissan
testa carros com célula de combustível
A Nissan Motor Co. recebeu aprovação do governo para testar
seu carro movido a célula de combustível em estradas públicas
no Japão. A célula de combustível é uma alternativa
energética, com motores elétricos alimentados por hidrogênio.
A única desvantagem é que esse tipo de veículo possui
uma aceleração mais fraca e velocidades máximas reduzidas.
Ao lançar o seu veículo esportivo "X-Trail FCV"
à mídia para um "test drive", a terceira maior
montadora do Japão enfatizou sua confiança em comercializar
o automóvel em 2003, conforme planejado. No início deste
mês, a Toyota e a Honda tornaram-se pioneiras oficiais no mercado
japonês de carro movido a célula de combustível, cada
uma delas entregando seu veículo de passeio com célula de
combustível ao governo japonês para leasing (Dow Jones, 12
de dezembro).
UE
concede US$ 366,0 milhões à BMW
A comissão da União Européia (UE) concedeu um pacote
de ajuda de 363 milhões de euros (US$ 366,0 milhões) à
BMW para construir uma fábrica em Leipzig, Alemanha, porém
rejeitou um adicional de 55 milhões de euros (US$ 55,4 milhões).
A BMW estava esperando receber 418,6 milhões de euros (US$ 422
milhões), como parte de sua fábrica de 1,2 bilhão
de euros (US$ 1,2 bilhão) na região leste da Saxônia,
onde as taxas de desemprego ficam ao redor de 20%. A BMW pretende produzir
seu modelo Série 3 em Leipzig a partir de 2005. A fábrica
emprega cerca de 5.500 pessoas (Agestado, 12 de dezembro).
Menos
importações do México
Mais um desistiu
de importar produtos do México dentro do recente acordo que derrubou
alíquotas para zero (1,1%, no primeiro ano), no comércio
bilateral por cotas, com o Mercosul. Agora é a Nissan. Ela produz
lá o Sentra, que já foi importado do Japão. Além
de estar na faixa menos atrativa dos médio-compactos, o valor do
dólar retira qualquer chance de competição no mercado
brasileiro (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).
GM
cresce no mercado de táxis
Este ano a GMB desbancou a Volkswagen da sua tradicional liderança
no negócio de táxis. Além de ter seis modelos a oferecer
contra dois do concorrente, investiu no atendimento e em promoções.
Ranking do ano, até outubro: GM, 48%; VW, 36%; Fiat, 15%; Ford,
1%. Motoristas profissionais já não influenciam tanto, mas
mantêm certa importância como formadores de opinião
(Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).
VW
investe em design local
Design parece ser um bom caminho para o Brasil. A VW anualmente organiza
um concurso para estudantes universitários. Os três melhores
ganham um estágio remunerado na fábrica. Tema deste ano:
pequenos carros urbanos. Pela primeira vez, os vitoriosos em 2001 vão
para a Alemanha continuar o estágio. Em 2002, venceram Márcio
Sartori (RJ), Daniel Lelis (SP) e Pedro Guarinon (SP) V
Corporativismo
das entidades de classe
Certas entidades de classe extrapolam seu corporativismo. Caso da Associação
Nacional do Transporte de Cargas (NTC), em nota recente sobre novo preço
do óleo diesel. Discurso mofado, político em demasia e com
números inexatos apenas compromete a imagem de um setor, hoje em
reconhecida dificuldade. Historicamente, o transporte rodoviário
sempre se beneficiou de benesses oficiais e equívocos de governo,
que abandonou outros modais (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).
Setor
automotivo vai exigir mais atenção
Para a indústria
automotiva brasileira ganhar a batalha do livre comércio nas negociações
com Alca e União Européia (UE) terá de, desde já,
antecipar algumas estratégias para impedir a avalanche de importações
de veículos e autopeças que virá com a redução
a zero da tarifa de importação. Hoje a indústria
aqui instalada está protegida por uma alíquota de 35%, enquanto
nos Estados Unidos é de 2,5% e na Europa 6,5%. A vulnerabilidade
do Brasil é maior em relação à Europa, de
onde vem a maior parte dos carros importados e que levou o Brasil acumular
um déficit comercial de US$ 8,056 bilhões entre 1996 e 2001.
O acordo com a Alca ameaça bem menos. O comércio com o bloco
do Nafta registrou um saldo de US$ 5,56 bilhões a favor do Brasil
no mesmo período. Uma das estratégias, recomenda o estudo
do governo, é fortalecer a atual estrutura de demanda do País,
concentrada em veículos de pequeno porte (os chamados carros populares
com motor 1.0), marca brasileira incomum nos países concorrentes
e que funciona como proteção natural para o mercado doméstico,
além de viabilizar uma escala de produção em padrões
internacionais. Além disso, nas negociações com a
UE, onde a posição brasileira é claramente desfavorável,
o estudo recomenda incluir todos os itens de autopeças na lista
de produtos sensíveis, pela qual a alíquota de importação
é reduzida gradativamente (Suely Caldas, Estadão, 9 de dezembro).
Carros novos mais baratos é a nova proposta da Fiat
O superintendente da Fiat Automóveis,
Alberto Ghiglieno, afirma que indústria automobilística
e governo podem, juntos, criar condições para produzir no
país automóveis de baixo custo. Isso abriria no mercado
dos zero quilômetro espaço para quem hoje só tem acesso
aos modelos usados, aumentaria produção, vendas e impostos
e ainda resolver o problema da ociosidade nas montadoras. O que ele sugere
é baixar a prestação de um carro zero quilômetro
da média atual de R$ 400 para R$ 300. Isso significaria integrar
famílias com renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000 no mundo dos
carros novos (Marli Olmos, Valor Econômico, 9 de dezembro).
AAM triplica capacidade e investe R$ 100 milhões em nova unidade
no PR
O setor de autopeças vai receber investimentos de R$ 100 milhões
no Paraná. A AAM do Brasil pretende triplicar a produção
atual, de 1,5 milhão de peças por ano, num prazo de cinco
anos. Para isso, está transferindo suas instalações
de Curitiba para Araucária (PR). A empresa chegou ao país
em 1998 com uma joint venture com a Hübner Indústria Mecânica,
de Curitiba (Miriam Karam, Valor Econômico, 9 de dezembro).
Volvo vende 60 ônibus à prefeitura
de Manaus
A Volvo do Brasil entregou ontem 60 ônibus articulados, como parte
do sistema de transporte urbano integrado de médio porte, inaugurado
também ontem em Manaus. O sistema envolve investimentos de R$ 112
milhões em infra-estrutura e tecnologia, dos quais cerca de R$
30 milhões correspondem aos veículos. O projeto completo,
segundo o gerente de vendas de ônibus para o Brasil, Bernardo Fedalto,
prevê o uso de 120 ônibus. Os outros 60 devem ser entregues
até a metade do próximo ano (Miriam Karam, Valor Econômico,
9 de dezembro).
VW
vende Gol para a China: US$ 500 milhões
A VW do Brasil
oficializou ontem contrato de exportação de modelos Gol
para a China, um negócio de US$ 500 milhões em cinco anos.
É o maior contrato fechado pela montadora desde a década
de 90, envolvendo 230 mil unidades desmontadas. A fábrica brasileira
enviará subconjuntos equivalentes a 60% do carro, como laterais,
portas, chassi e bancos. A Volks chinesa vai somar os outros 40% de componentes
e finalizar a montagem. O negócio dará uma sobrevida ao
Gol, modelo que está no mercado há 22 anos. O Gol chinês
terá motor 1.6 e será vendido a US$ 12,5 mil. A Volks já
produz Passat, Polo e Santana em Xangai. Em 2001, a marca vendeu 359 mil
veículos, volume que deve crescer 40% neste ano (Agestado, 6 de
dezembro).
Desaceleração
na produção automotiva
Depois de bons resultados em outubro, a indústria automobilística
voltou a apresentar desaceleração. O setor produziu 158
mil veículos em novembro, 7,6% a menos que no mês anterior.
As vendas no atacado (das fábricas para as lojas) e no varejo (das
lojas aos consumidores) tiveram recuo de 16%. As fábricas entregaram
124 mil unidades às revendas, que desovaram 115,3 mil no mercado.
Lojas e fábricas encerraram o mês com estoques de 142 mil
veículos (37 dias de vendas). Na comparação com novembro
de 2001, houve aumento de 15,8% na produção e queda de 4,5%
nas vendas no atacado (Cleide Silva, Estadão, 6 de dezembro).
GM,
marca mais vendida no atacado
A GM obteve pelo segundo mês consecutivo a liderança das
vendas no atacado em novembro, ultrapassando a Fiat e a VW. Foram comercializadas
30.506 unidades, contra 30.158 da Fiat e 25.965 da Volks. A Ford ficou
em quarto lugar, com 12.685 automóveis e comerciais leves. A Renault
vendeu 4.480 unidades em novembro e a Peugeot 3.427. No acumulado do ano
até outubro, a Fiat está com a liderança, com 328.566
veículos. A VW é a segunda mais vendida, com 316.559. A
GM comercializou 310.575; a Ford, 117.648; a Renault, 56.466; e a Peugeot,
41.311 (Carla Franco, Agestado, 6 de novembro).
Novas
tabelas inibem as vendas
Os reajustes de preços anunciados pelas montadoras e a alta dos
juros foram os principais inibidores das vendas, analisa o presidente
da Anfavea, Ricardo Carvalho. A Ford terá nova tabela de preços
a partir de segunda-feira, com reajustes médios de 3%. VW e GM
também já anunciaram aumentos de até 5% nesta semana.
As empresas alegam necessidade de repasse de custos, principalmente do
aço. As siderúrgicas reajustaram seus preços em cerca
de 40% neste ano, e novo aumento de 17% está sendo reivindicado
neste mês (Cleide Silva, Estadão, 6 de dezembro).
Fiat
está à frente no varejo
Em novembro, a Fiat liderou o mercado de automóveis e comerciais
leves no varejo, com 27,3 mil unidades vendidas. A General Motors foi
a segunda colocada, com 26,2 mil unidades e a Volkswagen ficou em terceiro,
com 25,8 mil. A Ford manteve-se na quarta colocação, com
11,2 mil veículos vendidos. O setor encerrou o mês com 92.156
funcionários, 311 a menos que em outubro. Há um ano, as
montadoras empregavam 95 mil trabalhadores (Cleide Silva, Estadão,
6 de dezembro).
Venda
de carros na Argentina cai 35%
Na Argentina a venda de veículos caiu 45,6% em novembro, ante o
mesmo mês do ano passado. Foram vendidas apenas 7.230 unidades (no
ano, até agora, foram 75.246 unidades, 35,2% menos na comparação
com os primeiros onze meses de 2001). As vendas neste ano dificilmente
passarão de 90 mil unidades. Os especialistas consideram que o
setor retrocedeu quatro décadas em volume de produção
e lembram que em meados dos anos 90 a média de venda anual era
de 400 mil unidades. Para os analistas, se vier a estabilidade com as
eleições presidenciaisas vendas poderão chegar a
120 mil unidades em 2003 (Agestado, 6 de dezembro).
Reposição
e exportações, alvo da Goodyear
Nos últimos três anos, a Goodyear fechou as fábricas
da Argentina e do México, deixando para a operação
brasileira a responsabilidade pelo abastecimento dos mercados da América
Latina e EUA. A empresa já embarca para outros países 40%
de sua produção, que chegará neste ano a 13 milhões
de pneus. A Goodyear vai se concentrar agora no mercado de reposição,
onde a fidelidade do consumidor sempre foi um ponto fraco. O potencial
desse mercado é alto: as vendas de pneus no mercado de reposição
representam o dobro do que compram as montadoras. Vão somar 20
milhões de unidades neste ano e podem crescer 10% em um ano e meio,
segundo projeções do presidente da Goodyear no Brasil, Eduardo
Fortunato (Valor, 6 de dezembro).
Chegam
as demissões na Fiat
A Fiat informou que vai demitir 5.600 funcionários na segunda-feira,
o que marca o fim de semanas de negociações com o governo
italiano. O número total de cortes a serem feitos, 8.100, foi mantido.
O diretor-geral da companhia, Alessandro Barberis, disse que a empresa
chegou a um acordo com o governo que permite "financiamentos para
demissões temporárias e permanentes, uma ajuda para pesquisa
e uma extensão do programa de incentivo a vendas de carros"
(Agestado, 6 de dezembro).
Itaú
cresce no setor automotivo
A compra do Banco
Fiat coloca o Itaú entre os três maiores bancos no financiamento
de veículos, afirmou ontem o presidente da instituição,
Roberto Setubal. Não há estatísticas públicas
sobre o ranking desse tipo de crédito, mas outros bancos bastante
atuantes no segmento são ABN Amro, por meio da Aymoré, e
Bradesco, além dos bancos de montadora que sobraram - General Motors
e Volkswagen. A compra do Fiat "recupera o atraso" do Itaú
no segmento, segundo seu presidente. Antes da aquisição
da Fináustria, que pertencia ao BBA, a carteira de financiamento
de veículos do Itaú era muito pequena (Valor, 5 de dezembro).
Humor
vence os preconceitos
"A estratégia de comunicação teve papel fundamental
para reverter uma imagem de preconceito em relação à
Fiat, que era vista como uma montadora de qualidade inferior, de assistência
técnica cara", conta Marco Antonio Lage, diretor de comunicação
da Fiat Automóveis. Segundo ele, as pesquisas têm mostrado
que o preconceito em relação à marca é cada
vez menor, resultado da eficácia das ações de comunicação.
Neste ano, a Fiat recebeu também prêmio da Sociedade Afro-Brasileira
de Desenvolvimento Sócio-Cultural. Foi eleita "Empresa Cidadã
Amiga da Comunidade Negra" . Também ganhou o título
de "Empresa Amiga da Comunidade Gay". Os dois prêmios
foram conseqüência da campanha "Está na hora de
rever seus conceitos", que aborda temas polêmicos - como preconceito
racial e homossexualismo - para discutir o preconceito contra a própria
marca (Valor, 5 de dezembro).
O
novo papel do BNDES
Se prevalecerem as propostas do senador José Alencar, vice-presidente
eleito, um das mudanças mais importantes no BNDES será uma
postura dura em relação às empresas estrangeiras.
"O BNDES deve se reservar às empresas nacionais", disse
Alencar, que considera o BNDES uma das instituições mais
importantes criadas por Getúlio Vargas. Ele propõe que 50%
do orçamento do banco, da ordem de R$ 30 bilhões no próximo
ano, sejam destinados a projetos de investimentos que usem mão-de-obra
de forma intensiva, com destaque para as pequenas e médias empresas.
"As multinacionais têm recursos lá fora e precisamos
que elas venham crescer conosco, não às nossas custas".
As montadoras foram grandes beneficiárias do BNDES nos últimos
anos. Ford, Peugeot e Volkswagen contaram com empréstimos de longo
prazo para instalar suas fábricas no país. A Ford levou
o maior empréstimo, de R$ 900 milhões de um investimento
de R$ 2 bilhões, para implantar sua unidade na Bahia (Valor, 5
de dezembro).
Sindicato
dos Metalúrgicos faz 70 anos
Os 70 anos do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São
Paulo serão marcados por uma grande festa amanhã, no Palácio
dos Trabalhadores. Segundo o secretário-geral do sindicato, Eleno
José Bezerra, a confraternização, que terá
como objetivo mostrar aos trabalhadores todos os benefícios conquistados
pela entidade, é o ponto de partida do cronograma de definição
de um plano de luta que será apresentado ao novo governo federal,
em março do ano que vem. "Todos esperam que o futuro governo
dê ênfase à questão social. Por isso vamos lutar
para estender os direitos já garantidos aos metalúrgicos
para os trabalhadores terceirizados, cooperados e temporários",
diz Bezerra, acrescentando que 280 mil pessoas trabalham hoje nas empresas
metalúrgicas, mas pelo menos 30 mil ganham salários menores
e estão sujeitas a piores condições de trabalho.
"Queremos que todos sejam considerados metalúrgicos."
(Estadão, 5 de dezembro).
Abimaq
pede novas políticas ao governo
A Abimaq divulgou o documento "Rumos da Competitividade - Uma Política
Industrial para o Setor de Máquinas e Equipamentos", que será
encaminhado à equipe de transição do presidente eleito,
Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, produzido em parceria com
a Consultrend, sugere a implementação de políticas
de infra-estrutura, com a ampliação da articulação
entre governo e representantes do setor de máquinas e equipamentos;
e de políticas de informação, já que ficou
constatado que os empresários carecem de informações
sobre mercados potenciais, especialmente mercados de exportação
e tecnologias (Estadão, 5 de dezembro).
VW
Caminhões no Oriente Médio e África
Disposta a exportar mais em 2003, a VW Caminhões e Ônibus
abrirá seus primeiros escritórios no Oriente Médio
e na África. Para isso, executivos brasileiros serão indicados
para atuar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em um país
africano ainda a escolher. Hoje cerca de 10% da produção
na fábrica de Resende são destinados a 20 países
em todo o mundo - os maiores volumes seguem para o Chile e para a Arábia
Saudita (Jornal do Brasil, 5 de dezembro).
Land
Cruiser é o que o Bandeirante deveria ser
O Toyota Land Cruiser, carro que o atacante Ronaldo ganhou anteontem no
Japão e depois doou para uma instituição de caridade,
na verdade poderia ser o nosso jipe Bandeirante atualizado. Fora da linha
de produção desde novembro de 2001, o Bandeirante deixou
de ser produzido ao completar 40 anos. O Land Cruiser atual, como o de
Ronaldo, pode ser considerado uma grande evolução do velho
jipe. Traz motor 4.7 de 235 cv, câmbio automático de cinco
velocidades e tração 4x4 permanente. O Land Cruiser ainda
vem equipado com controle de tração, freios antitravamento
(ABS) e controlador de velocidade. Até um DVD é oferecido
como opcional para o banco traseiro (Estadão, 5 de dezembro).
Vendas
nos EUA em queda há 3 meses
O mercado de veículos nos Estados Unidos caiu pelo terceiro mês
consecutivo. Em novembro foram vendidas 1 milhão 205 mil 243 unidades
contra 1 milhão 326 mil 252 registradas no mesmo mês de 2001,
desempenho negativo em 9,1%. No período acumulado de janeiro a
novembro deste ano foram comercializados 15 milhões 402 mil 132
veículos no mercado americano, baixa de 2,9% frente ao total vendido
no mesmo período do ano passado, 15 milhões 861 mil 427.
Em novembro a GM, primeira colocada, registrou queda de 15,1% das vendas
com relação a novembro de 2001, com 306 mil 140 veículos
vendidos. A Ford, na segunda posição, comercializou 262
mil e 36, registrando baixa de 16,3%. A DaimlerChrysler, em terceiro lugar,
com 178 mil 243 unidades, teve queda de 6,9% (AutoData, 5 de dezembro).
Ford
abre novo PDV em SBC
A Ford inicia
hoje programa de demissões voluntárias (PDV) na fábrica
de São Bernardo do Campo, SP, para reduzir o quadro de pessoal
da produção que envolve cerca de 2,7 mil dos 4 mil funcionários.
A redução faz parte da reestruturação da unidade,
onde há ociosidade na linha de montagem dos modelos Ka, Fiesta,
e de picapes e caminhões. O número de adesões pode
passar de 200, segundo funcionários. O pacote de incentivos é
considerado um dos mais vantajosos oferecidos pela montadora, que no ano
passado também abriu um PDV para 300 trabalhadores. A empresa oferece
1,4 salário extra por ano trabalhado (normalmente a média
é de 40% a 60% do salário). Quem é portador das chamadas
doenças profissionais tem direito ainda a um adicional de R$ 15
mil (Agestado, 3 de dezembro).
Wagoner
será o principal executivo da GM
O diretor-presidente
da General Motors Corporation, Richard Wagoner, que já dirigiu
a subsidiária do grupo no Brasil, passa a ser o principal executivo
da maior montadora do mundo. Ontem, a empresa informou que ele também
acumulará o cargo de presidente do Conselho Administrativo, em
substituição a Jack Smith, que vai se aposentar em 1º
de maio. A partir dessa data, além das questões operacionais
ele também passará a responder por toda a estratégia
da companhia americana. Wagoner preside a GM mundial desde junho de 2000.
Antes, ocupou diversos cargos na empresa nos Estados Unidos. No grupo
desde 1977, trabalhou em filiais de vários países, mas a
primeira em que ocupou o cargo de presidente foi a do Brasil, entre 1991
e 1992. Antes, havia trabalhado na empresa nos cargos de tesoureiro e
diretor-financeiro por seis anos a partir de 1981 (Cleide Silva, Estadão,
4 de dezembro).
As
dificuldades para pagar o 13º
A Tecnopertil Taurus e a Heral Indústria Metalúrgica, autopeças
do ABC paulista, vão pagar o 13º salário a seus 260
funcionários com empréstimos tomados em bancos. As empresas
recorreram a esse expediente porque tiveram dificuldade em repassar aos
produtos a alta do aço. A situação foi apresentada
em reunião ontem da Agência de Desenvolvimento Econômico
do Grande ABC que discutiu a cadeia automotiva. O setor foi afetado por
reestruturação, quando foram desenvolvidos veículos
globais sem participação brasileira nos projetos, descreveu
o economista Jefferson José da Conceição, do Dieese
(Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).
Itaú
compra o Banco Fiat
O Itaú anunciou ontem ao mercado a compra de 99,99% do maior banco
de montadora do país, o Banco Fiat, por R$ 897 milhões.
O ágio sobre o patrimônio líquido da instituição
foi de R$ 462 milhões. Segundo a Fiat, o pagamento será
feito integralmente em dinheiro. A aquisição praticamente
dobra a carteira de financiamento de veículos do Itaú, que
passa de R$ 2,89 bilhões (já incluindo a carteira da financeira
Fináustria, comprada do BBA) para R$ 5,24 bilhões. É
o segundo banco de montadora vendido neste ano - a Ford vendeu o dela
em janeiro. Entretanto, nem todo o ativo do Banco Fiat, de R$ 4,9 bilhões
em setembro (segundo o ranking do Banco Central), será transferido
ao Itaú. No comunicado divulgado ontem ao mercado, o Itaú
informa que o total de ativos assumidos será de R$ 3,23 bilhões.
O negócio ainda precisa de aprovação do BC (Valor,
4 de dezembro).
Nem
tudo vai para o Itaú
A partir de agora o Itaú fará o financiamento e leasing
de veículos, além da administração do consórcio
Fiat. Devem ficar nas mãos da montadora financiamentos de estoques
das concessionárias ("floor plan") e de fornecedores.
Essas atividades serão concentradas no Banco Fidis de Investimento,
que continua sendo controlado pela montadora italiana. No mercado de consórcios,
onde o Itaú acaba de entrar, a compra dá ao banco participação
de mercado de 11,27%, com 92.918 clientes. Para contornar eventuais mudanças
futuras no controle da Fiat na Itália, foi fechado um acordo de
exclusividade de financiamentos com o Itaú pelo período
de 10 anos. Nesse acordo estão incluídos exclusividade de
financiamento e leasing nas promoções feitas pela Fiat,
venda de cotas de consórcio e uso da marca Fiat nessas operações.
Durante este período, a montadora terá direito a indicar
um representante no conselho de administração do banco (Valor,
4 de dezembro).
Abeiva
aponta trajetória de queda
A Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos,
confirma que as vendas de seus associados estão em queda. De janeiro
a outubro, na comparação com igual período de 2001,
as vendas caíram 37%. a variação cambial não
é a única culpada. "Pior que isso, é a alíquota
de importação de 35%, porque cria uma base expandida, que
faz com que a alta do dólar seja exponencial", disse Luiz
Carlos Mello, diretor-executivo da entidade (Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).
Juros
e preços derrubam vendas de carros
Os recentes aumentos dos preços impostos pelas montadoras e a alta
dos juros para financiamento derrubaram as vendas de automóveis
e comerciais leves em novembro. De acordo com a Fenabrave, o volume comercializado
no varejo caiu 14,7% em relação a outubro, para 111.561
unidades. Na comparação com novembro de 2001, a queda foi
de 7,1%. No acumulado dos primeiros 11 meses do ano, as vendas alcançaram
1,271 milhão de automóveis e comerciais leves, volume 8,4%
menor que o obtido no mesmo período de 2001. A redução
de novembro ocorreu na segunda metade do mês, uma vez que, nos primeiros
quinze dias, as vendas haviam registrado o mesmo índice de crescimento:
14,7% em relação ao mesmo período de outubro (Carla
Franco, Agestado, 4 de dezembro).
Fiat
mantém liderança no ano
A Fiat Automóveis liderou as vendas de automóveis em novembro,
com 27,73% do mercado, de acordo com a Fenabrave. A montadora também
foi a que mais comercializou automóveis entre janeiro e novembro,
com 25,72% de participação. Em segundo lugar nas vendas
do mês passado está a GM, com 26,84% de participação;
em terceiro está a Volkswagen, com 22,97% de mercado. A Ford fica
com 10,96%; a Peugeot, 2,88%; Renault, 2,79%; Toyota, 2,21%; Honda, 2,17%.
As outras marcas ficam com 1,45% restante do mercado. No acumulado entre
janeiro e novembro, a Volkswagen mantém a segunda colocação,
com 24,88%, poucos pontos percentuais à frente da GM, com 23,83%.
A Ford fica na quarta colocação, com 9,13%; Renault, 4,35%;
Peugeot, 3,21%; Toyota, 1,76%; Honda, 1,5%; Citroën 1,46%; Mitsubishi,
1%. As outras montadoras ficam com 3,15% de participação
(Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).
Negócios caem, mas fábricas reajustam
O número de veículos licenciados no país caiu 12%
em novembro na comparação com outubro. Ontem, Volkswagen
e General Motors anunciaram mais reajustes de preços, entre 2%
e 4%. E a Ford abriu um programa de demissões voluntárias.
Com os sucessivos aumentos de preços, há poucas chances
de que a situação se reverta no curto prazo. O número
de veículos licenciados no mês passado, 123,3 mil unidades,
representou ainda queda de 2% em relação ao mesmo mês
de 2001. Em novembro de 2001, o mercado estava em retração
por conta do impacto dos ataques terroristas nos Estados Unidos e da crise
energética no Brasil (Marli Olmos, Valor, 4 de dezembro).
Cursos
para evitar acidentes e assaltos no trânsito
Aprender a usar os freios corretamente, a rodar com um pneu furado e até
mesmo a lidar com uma situação de assalto. Orientações
como essas fazem parte de cursos de direção preventiva,
cada vez mais recomendáveis à medida que o trânsito
fica mais pesado e a criminalidade aumenta. Neles, o motorista aprende
a evitar situações de risco - habituando-se, por exemplo,
a reduzir a velocidade antes de chegar a um sinal vermelho, "em vez
de insistir em ser o primeiro a ficar parado na esquina", como diz
Roberto Manzini, dono do centro de pilotagem que leva seu nome. O curso
de Roberto Manzini custa R$ 780,00, incluídos café da manhã
e refeição leve. Mais informações podem ser
obtidas pelo telefone (0--11) 5667-4343. No de Luiz Fonseca, as seis aulas
teóricas custam R$ 90,00 e a prática, a partir de R$ 180,00.
O telefone é (0--11) 5561-4599 (Jornal da Tarde, 4 de dezembro).
Os
melhores em design para a VW
A VW elegeu os vencedores do Concurso de Design 2002, que teve como tema
a criação de um City Car, com propostas de soluções
para os problemas de trânsito das grandes cidades. Os três
primeiros colocados ganharam um ano de estágio remunerado no Centro
de Design da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, SP. Daniel Vicentini
Lelis, da Universidade Mackenzie, de São Paulo, Márcio Rangel
Sartori, da UniverCidade, do Rio de Janeiro, e Pedro Mario Alberto Guarinon,
da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. O presidente da Volkswagen
do Brasil, Paul Fleming, anunciou que os universitários que ganharam
o prêmio no ano passado - Arnaldo Cruzeiro Silva Jr., de Minas Gerais,
Fernando Morita, de São Paulo, e Gabriel Clemente, do Rio de Janeiro
- serão transferidos para a matriz da Volkswagen, na Alemanha (Dimalice
Nunes, AutoData, 4 de dezembro).
Fiat
prepara 14 lançamentos para 2003
A Fiat promete fazer 14 lançamentos em 2003, a maioria de modelos
com novas motorizações e versões. A empresa garante,
porém, que terá também novos veículos. O que
pode ser um prenúncio da nova geração do Palio e
da chegada da versão perua do Stilo. Além disso, a Fiat
do Brasil vai investir R$ 400 milhões até 2006 para criar
um Centro de Estilo em Betim, com laboratórios e departamento para
desenvolvimento de protótipos (Auto Z, 3 de dezembro).
Morre
Pierre Peugeot, presidente do conselho da PSA
Pierre Peugeot, sobrinho-neto do fundador da Peugeot, faleceu no último
domingo,1, em Paris, depois de uma carreira de 45 anos à frente
da empresa de bicicletas que passou a fabricar automóveis em 1885.
Pierre era o presidente do conselho administrativo da PSA Peugeot-Citroën.
Descendente do fundador Armand Peugeot, Pierre nasceu em 1932 e entrou
para a empresa em 1957, desempenhando um papel importante na expansão
da companhia na era do pós-guerra, que incluiu a aquisição
da rival Citroën na década de 70 (Agência AutoData,
3 de dezembro).
Ilha
robotizada na VW Taubaté
Para produzir a Parati 2003, que será reestilizada, a Volkswagen
instalou em sua fábrica de Taubaté, SP, uma ilha robotizada
de última geração que usa a mesma tecnologia aplicada
à produção do Audi A3, em São José
dos Pinhais, PR. A ilha conta com cinco robôs e é 100% automatizada.
Os novos robôs serão usados na montagem da nova tampa traseira
da Parati (Agência AutoData, 3 de dezembro).
Troller
comemora crescimento de 28%
A Troller está festejando. A empresa cearense espera fechar este
ano com 1.180 unidades comercializadas, o que representaria crescimento
de 28% em comparação às 920 unidades vendidas em
2001. Isso apesar de a empresa só contar com 15 revendas e ter
um modelo único: o jipe T4. Já para o próximo ano,
a Troller espera manter a mesma taxa de crescimento e, para isso, fez
alguns retoques no T4. Os jipes da Troller são fabricados na cidade
de Horizonte, no Ceará. A empresa foi fundada em 1995 e desenvolveu
o primeiro protótipo em 1996 (Auto Z, 3 de dezembro).
Porto
Seguro mantém liderança do ranking
A disputa na venda
de seguro de automóveis, por enquanto a maior carteira do mercado,
com prêmios totais acumulados em R$ 6,8 bilhões nos dez primeiros
meses do ano, só deverá ser definida em dezembro. A Porto
Seguro Seguros continua liderando o ranking, com prêmios de R$ 1,071
bilhão na carteira de autos. A Bradesco Seguros e a Sul América
Seguros têm vendas de R$ 1,067 bilhão e de R$ 981 milhões,
respectivamente (Gazeta Mercantil, 2 de dezembro).
Fiat
lança revista de luxo para clientes
Nesta semana, começa a circular a revista mensal "Stilo",
publicação da Fiat que acompanha o maior lançamento
de produto da montadora no ano, feita pela editora 4Capas. Trata-se de
edição requintada, diagramação moderna e matéria-prima
de primeira linha. Em conteúdo, prevalecem matérias de cultura,
comportamento, moda, com uma pitada de assuntos de interesse de cada empresa.
"A revista terá uma tiragem inicial prevista de 8 mil exemplares,
entregues aos compradores do Stilo neste ano", explica João
Batista Ciaco, diretor de marketing da Fiat. Na ponta da língua,
o executivo diz a palavra mágica de toda a estratégia: "relacionamento"
(Arnaldo Comin, Valor, 2 de dezembro).
Carro
reserva para atrair seguros
Contratar um seguro para automóvel sem a opção de
carro reserva pode virar um mau negócio. Ficar sem o veículo
próprio, mesmo que por apenas alguns dias, significa um risco de
perder negócios, além de dificuldades para levar os filhos
para a escola e fazer compras. Por causa disso, boa parte das seguradoras
já oferece ao cliente a possibilidade de ter um carro reserva em
caso de colisão, roubo ou furto. O sistema, também conhecido
no mercado de seguros por "replacement", já virou benefício
em cerca de 5% a 12% dos contratos de seguros automotivos, dependendo
da seguradora (Valor, 2 de dezembro).
Escort
e Brava no fim da linha
Fim de linha mesmo
para Escort e Brava, apesar dos desmentidos das duas fábricas.
Tudo se resume à impossibilidade de continuar se abastecendo de
partes fabricadas no exterior porque os modelos já foram descontinuados
nos países de origem. O que sobra só dá para uma
produção residual e atender as últimas encomendas
(Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).
Tecnologias
em evidência no Congresso SAE
Algumas das novas tecnologias mostradas no Congresso SAE-Brasil 2002:
sistema de identificação por impressão digital para
abrir portas e dar partida (Visteon), sensores de luz e de chuva integrados
(Bosch), terminais de direção em plástico (Dana).
A Delphi também entrou na "corrida" duofuel, exibindo
sua versão para álcool/gasolina, disponível em meados
de 2003 (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).
Motor
da Strada abre novos caminhos
O novo motor de 1,8 litro/103 cv do pickup Strada, igual ao do Meriva
e do Stilo, pode abrir caminho para vôos mais altos neste segmento.
Sistema de tração 4x4 seria a opção escolhida.
A Fiat tem a tecnologia originada do Panda italiano. Tudo vai depender
da situação final da companhia italiana, mergulhada em atribulações
financeiras e cada vez mais pressionada pelos bancos (Fernando Calmon,
Alta Roda, 2 de dezembro).
União
diabólica no Porsche Cayenne
Embasbacante. É o mínimo que se pode opinar sobre o Porsche
Cayenne, um verdadeiro misto de GT e utilitário esporte, avaliado
dinamicamente pela primeira vez em Jerez, Espanha, semana passada. Nenhum
traço de insegurança, lerdeza em curvas e retas ou de freios
raquíticos. No fora de estrada, para quem conseguir conferir, é
o novo paradigma do segmento graças à união diabólica
da eletrônica com a mecânica (Fernando Calmon, Alta Roda,
2 de dezembro).
Em
evidência as falhas dos fornecedores
Começa a mudar a estratégia de anúncio de recalls
de alguns fabricantes de veículos. Quando se comprovar de forma
inequívoca a culpa exclusiva de um fornecedor, ele também
será citado no aviso oficial obrigatório nos meios de comunicação.
Haverá, entretanto, avaliação caso a caso. Um produtor
de autopeças de pequeno porte poderá ser poupado porque
uma mancha na imagem poderia ser fatal à sua saúde financeira,
desinteressante às partes (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).
Veículos
estão saindo do mercado à francesa
Diversos veículos nacionais constam das tabelas de preços
mas praticamente saíram de linha, embora as montadoras não
admitam. É o caso do novo VW Pólo com motor 1.0, dezesseis
válvulas, da picape Ford Ranger SuperCab (cabina estendida) e do
Fiat Brava. Modelos a álcool da Fiat também fazem parte
desse grupo de "fantasmas de mercado". O consumidor que tentar
adquirir um Ford Escort vai ser desencorajado pelos revendedores, que
vão informar da interrupção da importação
da Argentina, fato que a Ford reluta em tornar oficial (Eduardo Cerioni,
Estadão, 1 de dezembro).
Rentabilidade
das exportações é a maior
A rentabilidade das exportações alcançou em outubro
o valor mais elevado desde janeiro de 1991, de acordo com a Fundação
Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A desvalorização
do real e a estabilidade dos preços de exportação
fizeram com que o ganho no índice de rentabilidade das exportações
atingisse 6,8% em relação a setembro e 30,4% no acumulado
desde dezembro do ano passado. O volume de exportações deve
crescer 10% este ano, pouco acima do aumento médio anual de 9,2%
registrada de 1999 a 2001 e acima da média de 5,2% dos 20 anos
anteriores (Agestado, 1 de dezembro).
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