DEZEMBRO/2002

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VW aumenta exportações para Argentina
A Volkswagen vai mais que quintuplicar suas exportações para a Argentina. Depois de enviar apenas 700 veículos para lá este ano, prevê vendas de 5 mil unidades em 2003, sendo e mil Gol. Mil unidades do novo Pólo também serão exportadas para a Argentina, além do Golf, Parati, Saveiro, caminhões e ônibus. Outras montadoras também apostam na retomada das exportações para o país vizinho, em ritmo lento (Estadão).

Retomada na Argentina? Só em 2004.
Para o presidente da DaimlerChrysler, Bem van Schaik, a retomada do mercado automotivo na Argentina ocorrerá a partir de 2004. "Vamos exportar para lá 500 a mil veículos, o que é pouco" - disse a Cleide Silva, do Estadão.

Financiamentos crescem na China
O setor automotivo é o pilar industrial da China, disse Lu Juntao, funcionário do Departamento de Empréstimo Pessoal do Banco Agrícola daquele país, ao jornalista Peter Goodman, do Washington Post. O governo chinês é a maior fonte de empréstimos para compra de veículos, com 34% dos financiamentos, que totalizaram US$ 6 bilhões nos primeiros nove meses de 2002. Analistas, no entanto, acreditam que os empréstimos são feitos com facilidades, sem garantia de que os clientes poderão pagar (Estadão).

Balsa promoverá a Audi no litoral
Uma balsa com restaurante japonês, discoteca e butique de produtos vai navegar pelos mares de Angra dos Reis (RJ) e Ilhabela (SP) a partir de 27 de dezembro e promete ser a grande novidade da temporada de verão. Com 700 metros quadrados e capacidade para 200 pessoas, também abrigará sete automóveis Audi, com preços entre R$ 46 mil e R$ 500 mil. A balsa Audi Al Mare percorrerá trajetos em Angra até 26 de janeiro, quando seguirá para Ilhabela. Oitenta pessoas vão trabalhar na embarcação (Agestado).

Autopeças têm defasagem de 28,27%
Os custos de produção de componentes para veículos subiram 74,46% este ano, segundo o Sindipeças, que chegou ao percentual em pesquisa com 60 empresas, que representam 33% do faturamento total do setor. Segundo a entidade, no mesmo período (janeiro a novembro), os preços das autopeças foram reajustados em 36,01%, o que resulta numa defasagem de 28,27%. Essa diferença se soma à dos anos anteriores - 14,98% em 2001; 11,27% em 2000; e 7,27% em 1999. Isso explica porque as negociações entre montadoras e fornecedores estão mais difíceis do que nunca. Aliado a isso, a oportunidade de exportar determinados insumos em razão da alta do dólar provocou desabastecimento no setor. Ninguém fala publicamente, mas executivos de três importantes fornecedores da indústria automobilística confirmam que suas linhas de produção pararam mais do que uma vez, nos últimos 60 dias, por falta de matérias-primas, como alumínio e aço (Marli Olmos, Valor, 20 de dezembro).

Desabastecimento provoca parada
Na maior parte dos casos, o desabastecimento ocorre como forma de pressão para forçar reajuste de preços. Há poucos dias, o superintendente da Fiat, Alberto Ghiglieno, deu ordens para que a produção de automóveis na fábrica de Betim fosse interrompida para evitar o estoque de carros incompletos. Segundo explicou o executivo, a medida foi adotada para preservar o controle de qualidade. Dependendo do componente que estiver faltando, explicou ele, não é aconselhável montá-lo no pátio. A indústria de autopeças prevê faturamento de US$ 10 bilhões neste ano, o que representará queda de 12,3% em comparação ao ano passado. Além da retração no mercado interno, o setor registrou queda também nas exportações. Segundo os dados fornecidos pelo Sindipeças, de janeiro a outubro o total de componentes embarcado ao exterior somou faturamento de US$ 3, 234 bilhões, 4% menos do que em igual período do ano passado. Como as montadoras e maiores fornecedores continuam dependendo de vários ítens importados, sobretudo em razão dos lançamentos, houve déficit de US$ 157 milhões na balança do setor. As compras no exterior totalizaram US$ 3,391 bilhões de janeiro a outubro (Marli Olmos, Valor, 20 de dezembro).

Embarque em Santos bate recorde no ano
Em meio a uma polêmica sobre ampliação de espaços para exportação de veículos (automóveis, caminhões e ônibus), o porto de Santos deve fechar o ano com o recorde histórico de 145 mil unidades embarcadas, ante 71,9 mil em 2001. Até setembro, último mês fechado pela Codesp, estatal que administra o porto, os embarques de veículos haviam crescido 115,7% sobre igual período do ano passado, para 98,5 mil unidades. O desempenho vai na contramão dos números registrados pelo setor automotivo. Segundo a Anfavea, no mesmo período as exportações brasileiras de veículos montados caiu 5,2%, para 280,4 mil unidades. Até novembro, a queda é de 0,1%, para 365,3 mil unidades (José Rodrigues, Valor, 20 de dezembro).

Os planos do governo Lula no setor automotivo
Em 2006, no terceiro ano de gestão do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil estará fabricando 3 milhões e 200 mil carros por ano, o setor automotivo terá pelo menos 320 mil empregados e estará exportando no mínimo 1 milhão de veículos, com um superávit de US$ 3,4 bilhões na balança comercial. Por mais que pareçam sonho, estes objetivos explícitos estão no Plano de 7 Metas para o setor automotivo no Brasil, que o futuro ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho, quando então coordenador político da campanha de Lula, apresentou ao presidente da Anfavea, Ricardo de Carvalho, antes do segundo turno, mostrando previamente as idéias e intenções do governo Lula com relação ao setor (AutoData, 20 de dezembro).

New Hubner aposta no mercado externo
Especialista na manufatura de componentes usinados de alta precisão para as montadoras de automóveis do Brasil e do exterior, a paranaense New Hübner Componentes Automotivos trabalhou duro como nunca em 2002 e está confirmando a tendência de crescimento verificada nos últimos três anos - expansão de 152,04% entre 1999 e 2001, calculada pela variação da receita operacional líquida. "Em 1999 a empresa contava com 500 funcionários, hoje temos mais de 800 e com tendência a aumentar, até porque não vamos parar a produção nem no Natal nem no Ano Novo", diz Sérgio Montenegro, diretor de negócios (Valor, 20 de dezembro).

Dynamics compra defesa da GM
A General Dynamics acertou a compra da divisão de defesa da General Motors por US$ 1,1 bilhão, o que a tornará líder no mercado de veículos blindados nos EUA. A GM Defense, que tem uma lista de encomenda de mais de US$ 1,5 bilhão, fabrica o veículo de combate Piranha e o transportador de tropas LAV (Estadão, 20 de dezembro).

WebMotors quer mais negócios com montadoras
Depois de atingir o equilíbrio financeiro e consolidar-se como loja virtual do setor automotivo no País, a WebMotors (www.webmotors.com.br) quer agora estreitar laços com as montadoras. Em 2003, ela estuda prestar serviços personalizados para empresas do setor automotivo. "As montadoras já reconhecem a WebMotors como um ambiente independente na web", afirma o CEO do portal, Sylvio Alves de Barros Netto. A idéia, segundo ele, é buscar clientes de acordo com o perfil desejado pela montadora, a partir do banco de dados da WebMotors (Estadão, 20 de dezembro).

Bancos de montadoras mantêm taxas de juros
Para o diretor-executivo da Anef - Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras José Romélio Ribeiro, mesmo que ocorra alguma alteração nos próximos dias, a perspectiva para o médio e longo prazos é de pouca flutuação. "O Banco Central acertou ao aumentar a Selic, pois era preciso combater a expectativa de alta da inflação", disse Ribeiro. A Ford, na contramão do mercado, baixou as taxas (no mês passado) para 24 meses de 2,99% para 2,85%. O banco Volkswagen vem mantendo as taxas desde o fim de outubro. Os índices variam de 2,59% (12 meses) a 3,25% (48 meses). (Cleide Silva, Estadão, 19 de dezembro).

Selic pode reduzir vendas de veículos
A Anfavea acredita que o aumento taxa básica de juros para 25% ao ano, definido pelo Copom, pode ter impacto negativo nas vendas de veículos. A instituição lembrou que 70% dos volumes comercializados dependem do financiamento e é influenciado pela alta da taxa básica de juros do País, a Selic. Por esta razão, pode haver também um aumento da participação dos negócios à vista nos próximos meses. A Anfavea ressalvou que a alta da Selic se justifica diante da pressão inflacionária. O setor automotivo espera, entretanto, que a medida seja temporária (Agestado, 19 de dezembro).

GM inaugura fábrica de US$ 100 milhões
A GM Daewoo inaugurou nova fábrica de motores em Changwon, Coréia do Sul, com investimento de US$ 99,7 milhões. Com uma capacidade anual de 220 mil unidades, a unidade industrial fabricará motores de 4 cilindros de 1.0 e 1.2 litros, além de um pequeno três cilindros de 800 cc (UOL, 19 de dezembro).

Dana entre as melhores no PPQG
Duas divisões do grupo Dana estão entre as três empresas que receberam os reconhecimentos máximos do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, PPQG. A distribuidora de autopeças Pellegrino e a divisão de Tecnologia em Tração, que produz eixos diferenciais em Sorocaba, SP, foram reconhecidas, junto com a Transportadora Americana, como empresas que possuem excelência no sistema de gestão no Estado de São Paulo. O PPQG é concedido pelo Instituto Paulista de Excelência da Gestão, IPEG (Agência AutoData, 18 de dezembro).

Venda de carro cai 8,7%
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves no varejo registraram queda de 8,7% na primeira quinzena de dezembro, em relação ao mesmo período do mês passado. De acordo com a Fenabrave, o volume comercializado somou 57.582 unidades. Os dados divulgados baseiam-se no número de carros emplacados (Renavam). Apesar da redução, a Fenabrave ainda acredita em um aumento de 9,6% no fechamento do mês em comparação a novembro. A expectativa leva em conta o fato de que as vendas na primeira quinzena de dezembro subiram em relação à segunda metade do mês anterior (Estadão, 18 de dezembro).

O avanço dos veículos 4x4
Há dez anos eles eram apenas 11 modelos. Este ano os veículos com tração nas quatro rodas à venda no País somam 33 e a expectativa é de pelo menos mais 10 novos modelos para 2003. Em 1992 figuravam Ford Pampa, Toyota Bandeirante e Lada Niva, entre outros. Uma década depois a Mitsubishi produz o Pajero TR4 no País e até as luxuosas Porsche e Volvo preparam o lançamento de seus utilitários esportivos no Brasil. A Land Rover fecha o ano de 2002 festejando o melhor resultado desde 1991: até novembro acumula a venda de 1.443 veículos, crescimento de 46% em relação a 2001. O carro-chefe é o jipe nacional Defender, responsável por 88% das vendas (Jornal da Tarde, 18 de dezembro).

EcoSport chega primeiro em 4x2
Para 2003 uma das maiores novidades será o Ford EcoSport, feito na Bahia. A versão 4x2 chega em março. O modelo com opção de tração nas quatro rodas deverá vir no final do primeiro semestre em versões 2.0 e 1.0 Supercharger. A expectativa é de que será o 4x4 mais acessível do mercado - atualmente os modelos Suzuki Ignis e Jimny, importados do Japão por R$ 45,8 mil, são os mais em conta no País. Outra novidade nacional será o X-Terra, da Nissan. O utilitário esportivo baseado na Frontier chega às revendas em junho. A Mitsubishi lançará mais um produto nacional em julho, provavelmente a versão Full da Pajero, feita em Catalão (GO). O jipe Jalapão, produzido pela Fabral, em Tocantins, também estréia em meados de 2003. Os importados serão maioria entre os lançamentos no primeiro semestre: Land Rover Freelander e Range Rover (reestilizado), Mitsubishi Airtrek (maio), Kia Sorento, SsanYong Pick-up Musso e Ford Explorer (reestilizado). Entre os luxuosos, a Porsche lançará em fevereiro o Cayenne (por preços entre US$ 115 mil e US$ 179 mil) e a Volvo, o XC90. No segundo semestre será a vez do Volkswagen Touareg.

Fiat renegocia acordo de venda para GM
A Fiat e a GM estão discutindo mudanças em um acordo de opção de venda que permite que o grupo italiano venda sua subsidiária de automóveis à GM a partir de 2004, publicou ontem a revista especializada ''Automotive News Europe''. A Fiat tem uma opção de venda que permite que ela transfira à GM os 80% remanescentes de sua deficitária divisão automotiva a partir de 2004. A GM já controla 20% da Fiat Auto. ''Esqueçam a opção de venda tal como vocês a conhecem'', teria dito um executivo não identificado da Fiat Auto, segundo a ''Automotive News''. ''Estamos atualmente discutindo com a GM uma integração progressiva de nossas atividades em uma perspectiva mais amistosa e em prazo mais longo'', teria dito o executivo. Alguns analistas consideram que assumir a problemática Fiat Auto seria mau negócio para a GM, que luta por voltar ao lucro em suas operações européias, em um mercado difícil e com cerca de 30% de excesso de capacidade. A Automotive News disse que a GM gostaria de cancelar a opção, e que estava disposta a fazer algumas concessões (Folha de S. Paulo, 18 de dezembro).

VW contrata designer da rival Mercedes-Benz
A partir de abril do ano que vem, o novo diretor de design das marcas Volkswagen, Skoda e Bentley será Murat Günak, de 44 anos, atual responsável pelo desenho dos modelos de passeio da rival DaimlerChrysler. Foi ele quem supervisionou, por exemplo, a criação do roadster Mercedes SLK e da suntuosa limousine Maybach. Günak se tornou chefe de design na francesa Peugeot, em 1994. Essa nomeação é um importante passo na nova estratégia da Volks: convencer os novos e potenciais consumidores que também sabe fazer carros de luxo. A área de design das marcas esportivas do grupo VW (Audi, Seat e Lamborghini) continuará nas mãos de Walter de'Silva (Diário de S. Paulo, 18 de dezembro).

IBGE mostra participação na produção
Em outubro, a indústria automobilística registrou o quarto melhor resultado em produção desde meados de 1998. Foram produzidos 169,9 mil veículos, 12,9% a mais que no mês anterior e 30,1% acima do volume de igual mês do ano passado. O Estado de São Paulo contribuiu com 57% da produção do setor, que foi o principal responsável pelo bom desempenho da indústria paulista como um todo, conforme divulgou IBGE. Em 1990, São Paulo era responsável por 74,8% da produção nacional de veículos, participação reduzida com a descentralização das indústrias. Em meados da década de 90, tanto as novas montadoras que se instalaram no País como as que já atuavam no mercado e abriram filiais optaram por Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. A participação do Paraná, por exemplo, passou de 0,5% para 9,8%.

Honda prevê aumento de vendas
A Honda, segunda maior montadora do Japão, pretende vender 3,1 milhões de carros em todo o mundo em 2003, uma alta de 10% em relação à estimativa de 2,82 milhões de unidades em 2002. Por comparação, a Toyota Motor Corp., maior montadora do Japão, está projetando vendas globais em 2003 de 5,79 milhões de unidades, um crescimento de 5% (Estadão, 18 de dezembro).

Honda aposta no mercado interno - I
Apostando no mercado interno a Honda lança o Fit, carro compacto que terá motor 1.4 e deverá custar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. A estratégia para 2003, de dedicar-se quase integralmente ao mercado interno, é oposta à de vários concorrentes, que vêem nas exportações a principal alternativa pra reduzir ociosidade. A montadora prevê a partir de janeiro a contratação de 300 trabalhadores para a fábrica de Sumaré, SP, onde será produzido o Fit com 70% de nacionalização. Enquanto isso, a concorrência vai iniciar o ano com quadro de pessoal mais enxuto (Cleide Silva, Estadão, 17 de dezembro).

Honda aposta no mercado interno - II
Em cinco anos de operação a Honda ainda não conseguiu resultados positivos no Brasil com a unidade de automóveis. A montadora está investindo US$ 120 milhões para iniciar a produção do Fit. O diretor comercial da Honda, Kazuo Nozawa, afirma que todo o aporte vem da unidade de motocicletas, que já está no país há mais de 30 anos, sendo líder no mercado com mais de 80% das vendas, registrando lucros consecutivos. Segundo Nozawa, a matriz não gastou nada com a operação, nem com a construção da fábrica, que consumiu US$ 150 milhões. A fábrica emprega hoje 800 funcionários (Cleide Silva, Estadão, 17 de dezembro).

MWM espera recuperar vendas em 2003
A queda nas vendas de veículos no mercado brasileiro deve reduzir em 10% a produção da MWM Motores Diesel este ano. Com sede na capital paulista, a empresa prevê encerrar 2002 com 70 mil motores fabricados, ante um volume de 80 mil unidades no ano passado. Apesar da redução projetada, a MWM bateu o recorde de participação de mercado no segmento de ônibus em novembro, com 53,4%. No acumulado do ano, a empresa detém 40% de market share, o equivalente a mais de 8 mil unidades do total de 20,1 mil ônibus produzidos pela indústria brasileira no período. No Mercosul, a fabricante acumula participação de 30% até novembro, o que equivale a 45.980 veículos equipados com motores MWM, de um total de 153.894 unidades produzidas na região (Carla Franco, Estadão, 17 de dezembro).

Bancos de montadoras financiam menos
As incertezas pré-eleitorais e o aumento dos juros afugentaram o consumidor dos financiamentos de veículos. A participação da venda financiada no total comercializado caiu de 70% no início do ano para pouco mais de 50% nos últimos meses. Diante desse quadro, os recursos disponibilizados pelos bancos das montadoras tiveram redução de 21% no acumulado até novembro. O índice superou a quedas nas vendas de veículos no período, em torno de 7% (AE Setorial, 17 de dezembro).

Peugeot desenvolve Concessionárias Online
A Peugeot do Brasil, em parceria com a Plug In Soluções Integradas (empresa associada ao Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da USP), desenvolveu o sistema Concessionárias Online. Segundo Jean Sylvain, gerente de organização de projetos e informática da montadora, "o sistema permite que o cliente veja on line todos os procedimentos feitos da maneira tradicional, por telefone ou pessoalmente, como orçamentos, vendas de novos e seminovos". Eduardo Bassi, diretor executivo da Plug In afirma que esse sistema "é uma ferramenta de CRM que auxilia tanto a concessionária quanto a montadora a conhecer o perfil e os hábitos de consumo de seus clientes" (Estadão, 16 de dezembro).

Populares de luxo entram em extinção
São poucas as unidades dos carros 1.0 16V mais equipados disponíveis atualmente nas lojas. Os chamados "populares de luxo" estão praticamente extintos. A queda do IPI, que beneficiou as vendas dos modelos acima de 1 litro até 2.0, em agosto, faz o consumidor pensar duas vezes antes de fechar negócio. Dependendo do nível de equipamentos, é possível até achar modelos 1.6 mais baratos que 1.0 (Juliana Sih, Estadão, 15 de dezembro).

Fiesta Supercharger é a exceção
Mas há exceções. Um exemplo de 1.0 mais caro que prospera é o novo Fiesta Supercharger, cerca de R$ 3 mil mais em conta que o modelo 1.6. Essa diferença acaba sendo suficiente para o consumidor não mudar de idéia e optar pelo carro de 1 litro sobrealimentado, apenas 3 cv menos potente que o 1.6. "Outro fator que dá vantagem ao Supercharger é por ter consumo menor, já que o combustível está muito caro atualmente", diz um revendedor (Juliana Sih, Estadão, 15 de dezembro).

Recorde nas negociações da VW com a China
A GM levou dois anos para concluir com o mercado chinês um contrato de US$ 1,5 bilhão para o envio em CKD de modelos Corsa, Blazer e S10, também desmontados. A VW, no entanto, concluiu em tempo recorde, a partir do início deste ano, o negócio de meio bilhão de dólares para venda do Gol à China. As negociações foram concluídas por meio de teleconferências, quase sempre de madrugada. A Volkswagen tem duas fábricas em Xangai, em parceria com empresas locais, e é líder do mercado de automóveis, com 40% das vendas. O mercado é similar ao brasileiro em termos de volume, mas vem crescendo rapidamente. As vendas neste ano devem somar cerca de 1,2 milhão de unidades. Por causa dessa aproximação, os executivos da filial brasileira não precisaram fazer muitas viagens ao país, e a negociação foi quase toda via telefone ou videoconferência. Já os chineses vieram várias vezes ao Brasil para testar o Gol, o carro escolhido para suprir o segmento de modelos mais baratos, aqui chamados de populares (AB/Cleide Silva, Estadão, 16 de dezembro).

O futuro do carro popular - 1
A nomeação da equipe econômica do novo governo cria a expectativa sobre qual será o futuro do assim chamado carro popular. Criado em 1993, foi o grande responsável pelo salto de vendas no mercado brasileiro que culminou no recorde de quase 2 milhões de unidades em 1997. Ao mesmo tempo atraiu um grande número de fabricantes ao país: 15 diferentes marcas de automóveis, pickups e utilitários esporte (SUV, em inglês). O advento do carro popular dobrou a escala de produção da indústria automobilística brasileira e assim definiu investimentos de US$ 20 bilhões em cinco anos. O incentivo para a fabricação de modelos econômicos, principalmente nos países em crescimento, está correto (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).

O futuro do carro popular - 2
á existe uma tendência nítida: motores 1.000 sofisticados (multiválvulas) tendem a desaparecer de vez. E está ocorrendo com todas as marcas. A Volkswagen trouxe de volta o Gol 1.600, a Fiat partiu para o motor 1.240, a GMB vai ressuscitar o 1.400. A Ford pode aumentar a produção do 1.600 como alternativa ao 1.000 com compressor. Renault e Peugeot, pegas no contrapé, estudam alternativas desde aumentar a produção do 1.000 convencional até oferecer um 1.400. As idéias do governo entrante quanto ao "popular" passarão a ser influenciadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. O conceito, agora, centra-se no valor e não mais na cilindrada (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).

O Brasil no caminho do board
Pela primeira vez um executivo que comandou uma fábrica no Brasil chega ao cargo máximo na matriz. Richard Wagoner acumulará, em maio de 2003, as presidências executiva e do conselho administrativo da GM, maior corporação industrial do mundo. Houve casos de promoção a presidente, depois de passagem pelo país, mas longe de um cargo tão alto e de empresa desse porte (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).

Mais imbróglio no caso GM-Fiat
Novos desdobramentos no imbróglio Fiat-GM em relação ao acordo original. A marca americana não será mais obrigada a comprar os 80% restantes do capital, se a Fiat assim o decidir. Em compensação a GM perde a prioridade, no caso dos italianos decidirem vender a partir de 2004. Há planos de transferir a Alfa Romeo para o Grupo Ferrari-Maserati, mas bancos credores não concordam (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).

VW também entra no vespeiro
Para aumentar a confusão, a imprensa italiana especula sobre o interesse do Grupo Volkswagen em comprar 49% da possível futura sociedade das três marcas italianas de prestígio. Os rumores aumentaram porque haveria conversas entre Audi e Maserati sobre "cooperação técnica". Sob o manto da Audi já estão Bugatti e Lamborghini, esta rival direta da Ferrari (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de dezembro).

Cross Lander chega 80% nacional
Está chegando ao mercado o utilitário-esportivo CL-244 (R$ 52 mil a R$ 55 mil), produzido por nova montadora brasileira, a Cross Lander, com unidade fabril em Manaus. O CL-244 tem o motor HS 2.8 turbodiesel intercooler, de quatro cilindros, 132 cv de potência a 3.800 rpm e torque de 36,2 mkgf a 1.600 rpm, da International Engines. A transmissão Eaton FSO-2405D é 4x4 selecionável (traseira no modo 4x2), com cinco marchas mais uma reduzida sincronizadas. O utilitário tem 4.325 mm de comprimento, 1.835 mm de largura e vão livre do solo de 200 mm. As principais mudanças em relação ao veículo original romeno e já realizadas no carro brasileiro, que tem 80% de índice de nacionalização, ficaram por conta da troca do motor, transmissão, caixa de direção, bloco do radiador, sistema de ar-condicionado, todas as mangueiras, filtro de ar, escapamento, bancos, forrações internas, espelhos retrovisores, entre outros componentes e partes. A Cross Lander recebe da ARO romena somente a carroceria parcialmente montada e o chassi (Estadão, 16 de dezembro).

Alfândega virtual automotiva - 1
Montadoras e fabricantes de autopeças já podem importar componentes e insumos destinados principalmente à produção para exportação, com suspensão do recolhimento de tributos, como o II e o IPI. A Receita Federal instituiu o Recof Automotivo, um regime especial que foi apelidado de alfândega virtual. A medida, instituída pela Instrução Normativa 254, é resultado das negociações entre Anfavea e a Receita Federal. De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Carvalho, o novo regime vai desburocratizar as importações, agilizando e desonerando a aquisição de componentes, o que proporcionará aumento da competitividade às empresas exportadoras do setor automotivo (Carla Franco, Agestado, 14 de dezembro).

Alfândega virtual automotiva - 2
Segundo o diretor institucional da Anfavea, Ademar Cantero, antes, a empresa precisava recolher os impostos das peças importadas para, só depois, deduzir os valores pagos, no momento da exportação. Agora, as montadoras e autopeças informam antecipadamente o que será usado em produtos exportados, deixando de recolher os impostos no momento da importação. Para se beneficiar do Recof Automotivo, a empresa deve manifestar seus interesse à Receita, aderindo ao programa por meio de um software. O setor automotivo é o terceiro segmento beneficiado com um regime aduaneiro especial para empresas com potencial para alavancar exportações. Os outros foram os setores de informática e aeronáutico. As montadoras e fornecedores de autopeças estão entre os maiores exportadores brasileiros, com vendas externas de US$ 7,5 bilhões anuais. Os fabricantes de veículos exportam 18% de sua produção, hoje em torno de 1,8 milhão de unidades/ano, e o objetivo é elevar essa participação para 35% nos próximos anos (Carla Franco, Agestado, 14 de novembro).

Acordo com Argentina em vigor - 1
O acordo automotivo entre Brasil e Argentina, concluído em meados deste ano, entrou em vigor formalmente ontem. Um decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso implementando o acordo foi publicado no Diário Oficial da União. Até 31 de dezembro de 2005, o comércio entre Brasil e Argentina será isento de tarifa, desde que cumpridas as regras de origem e as relações comerciais fixadas. Para cada dois veículos exportados pela Argentina para o Brasil, um terá que ser importado do País. Essa relação crescerá progressivamente nos próximos três anos, até a entrada em vigor do livre comércio entre os dois países. A partir de 1º de janeiro de 2006, o comércio automotivo bilateral não terá mais tarifas nem limitações quantitativas (Agestado, 14 de novembro).

Acordo com Argentina em vigor - 2
A regra de origem em vigor estabelece um índice de conteúdo local de 60% (porcentual de peças e serviços produzidos nos quatro países do Mercosul, a ser utilizado pelas montadoras). O acordo prevê ainda descontos na Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de autopeças destinadas à produção que não sejam originárias da Argentina e do Brasil. Os descontos, que são maiores para a Argentina, acabam em 2005. O acordo automotivo com a Argentina vigorará até a conclusão de uma Política Automotiva do Mercosul (PAM). O bloco já havia assinado um acordo setorial em dezembro de 2000 mas não foi implementado em função da crise econômica enfrentada pela Argentina. Foram negociados, então, acordos bilaterais entre Brasil, Argentina e Uruguai. O acordo entre Brasil e Uruguai foi publicado no Diário Oficial em outubro passado. Os países do Mercosul estão trabalhando na montagem de uma nova PAM, que englobará os acordos bilaterais vigentes e o Paraguai (Agestado, 14 de novembro).

Brasil tem produção recorde de aço
A produção de aço no País acumula um recorde histórico de janeiro a novembro deste ano, com 27,015 milhões de toneladas, 10,9% superior a igual período de 2001. Os dados de novembro divulgados pelo IBS reafirmam a prioridade do setor no atendimento ao mercado doméstico. Foram vendidas internamente 1,390 milhão de toneladas, ante 1,189 milhão, no mesmo mês de 2001, o que representa um crescimento de 16,9% (Agestado, 14 de dezembro).

Montadoras rejuvenescem o marketing
As montadoras tradicionais lutam para mudar o relacionamento com o consumidor. Além do esforço para modernizar as marcas, em uma corrida pela "fonte da juventude", 2003 deve representar o momento da consolidação das ações de marketing iniciadas em 2002. Das quatro "grandes", apenas a GM não fez modificações recentes no comando de marketing. O mais "veterano" entre os novos executivos é o americano Barry Engle, da Ford, que assumiu a direção de marketing e vendas em abril de 2001, disposto a eliminar a imagem envelhecida da marca no Brasil. Para dar novo fôlego à Ford, a estratégia foi ortodoxa. "Apostamos no básico e melhoramos eficiência", diz. "Passamos a gastar menos o dinheiro com mídia, mas aumentando a resposta das campanhas". A Ford terminará o ano com verba de mídia pouco inferior aos R$ 50 milhões gastos em 2001 e crescimento na fatia de mercado de 8% para perto de 12%. Em 2003, o investimento publicitário não aumentará (Arnaldo Comin, Valor, 13 de dezembro).

GM exportou US$ 1 bilhão em 2002
A GM do Brasil exportou este ano, US$ 1 bilhão, quase 20% a mais que os US$ 840 milhões de 2001. "E nosso desafio em 2003, é exportar US$ 1,2 bilhão", disse ontem José Carlos Pinheiro Neto, da GM. As exportações estão compensando a queda das vendas internas? "Nós vendemos em 2002 o mesmo que em 2001". Ele diz que vender carro hoje no Brasil está custando caro: promoções, financiamentos com juros negativos, propaganda maciça etc. Para onde cresceram as exportações da GM? Segundo Pinheiro Neto, sobretudo para a China. Há três anos, a montadora fechou venda de US$ 1 bilhão para lá, contrato de dez anos que começa a fazer efeito. Um ano depois, fechou outro contrato de US$ 450 milhões. No ano que vem, segundo o executivo, o crescimento das exportações vai se dar via México (Agestado, 13 de dezembro).

Fiat exporta 30 mil para o México
A Fiat iniciará no primeiro semestre de 2003 os embarques da família Palio para o mercado mexicano. A expectativa inicial é exportar 30 mil unidades até 2005. Este novo mercado -- além dos recém-conquistados Peru e Bolívia -- deverá elevar as exportações da montadora das atuais 40 mil unidades/ano para 100 mil unidades/ano até 2005. A Fiat ainda não definiu qual volume será exportado no primeiro ano e, justamente para medir a receptividade de seus veículos, fabricados em Betim, MG, participa do Auto Show Mundial no México, que acontece de 12 a 20 de dezembro na capital do país (AutoData, 12 de dezembro).

Otimismo com exportações na DaimlerChrysler
O próximo ano deverá ser um dos mais lucrativos em exportações para a DaimlerChrysler, o maior fabricante de caminhões e ônibus do mundo. Com o aumento de 50% no volume de veículos vendidos no exterior, a unidade brasileira conseguirá um crescimento de 70% nas divisas, num total que deve superar R$ 1 bilhão. O cenário externo é tão positivo que o presidente da subsidiária brasileira do grupo, Ben van Schaik, não parece muito preocupado com a estagnação do mercado interno de caminhões, que deverá afetar toda a indústria no próximo ano. A perspectiva de aumentar o volume de veículos exportados em 50% não apenas indica a Schaik a possibilidade de elevar, em 70% o faturamento, com vendas externas de R$ 600 milhões neste ano, como também sustenta a previsão da montadora de o faturamento total crescer 11%, somando R$ 5,2 bilhões (Marli Olmos, Valor, 12 de dezembro).

Transformações na Bosch do Brasil
A Robert Bosch brasileira está realizando a maior transformação ocorrida no grupo como parte de uma reestruturaçâo que atinge a companhia no mundo inteiro. "Agora, falamos em regiões e não mais em países", diz o gaúcho Edgard Silva Garbade, admitido no grupo há 26 anos, na Alemanha, e desde maio vice-presidente da subsidiária com sede em Campinas, SP. Essa reestruturação, na prática, significa que o Brasil - como maior mercado latino-americano - se torna responsável por todas as filiais da área. Antes, cada país respondia para a Alemanha. A unidade brasileira vai fechar 2002 com faturamento de R$ 1,9 bilhão - 65% derivados da área automotiva e 35% da divisão de bens de consumo. "Temos aqui preços e qualidade internacionais e produtos capacitados para exportação", afirma Klaus Neidhard, presidente da subsidiária (Agestado, 12 de dezembro).

DC lucra com carros em 2005
Com 34% do mercado brasileiro de caminhões e 15,5% das vendas de ônibus no país, o desempenho da DaimlerChrysler em veículos comerciais ainda contrasta muito com o de automóveis. Neste ano, a alta do dólar prejudicou a importação, que totalizou 1.200 carros da marca Mercedes e mais 400 Chrysler. A empresa está usando cotação de R$ 2,90 para o dólar, segundo o diretor de vendas de automóveis, Luiz Fernando Beréia, que prevê queda de 15% em 2003. A produção de automóveis Classe A somou 8.500 unidades neste ano. Mas a empresa se prepara para lucrar também com carros a partir de 2005, quando começará a ser produzido no Brasil um modelo Smart, a linha de compactos do grupo. "Como o Brasil será o centro produtor do modelo teremos todas as chances do mundo para exportá-lo", diz Schaik (Marli Olmos, Valor, 12 de dezembro).

Nova fábrica da GM na China
A GM vai assinar um acordo na semana que vem para investir em sua quarta fábrica na China, tornando-se a última montadora multinacional a ampliar sua capacidade de produção no mercado automotivo que mais cresce no mundo. A GM, cuja fábrica em Xangai opera atualmente próxima à capacidade máxima de produção, vai juntar-se com a parceira chinesa para adquirir uma fábrica avaliada US$ 109 milhões. A empresa norte-americana e a Shanghai Automotive Industry (Group) Corp (SAIC) vão controlar efetivamente cada metade da estatal Yantai Bodyshop Corp, que pode impulsionar a capacidade de produção de carros na China em cerca de 50 por cento, afirmaram as fontes. A primeira parceria da GM e da SAIC é a fábrica da GM em Xangai avaliada em US$ 1,5 bilhão. A unidade é a terceira maior da China, com 8,6 por cento de participação no mercado e vem atrás das duas fábricas da alemã Volkswagen, líder no país, com 40 por cento do mercado (Agestado, 12 de dezembro).

2003 começa com novos reajustes
A indústria automobilística iniciará 2003 com nova onda de reajustes. Em janeiro, os carros terão outro aumento de até 5%, índice já aplicado em novembro e dezembro. O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, disse que promover aumentos em conta gotas é uma alternativa que as empresas estão adotando para repassar parte dos custos acumulados nos últimos meses. Nos últimos meses, os preços de atacado (tabela) dos automóveis subiram em média 10% mas, no varejo, o aumento ficou entre 5% e 7% por conta de descontos que fábricas e lojas oferecem. "Os repasses só não são maiores porque ainda apostamos na queda do dólar no primeiro trimestre", disse Maciel, que participou ontem da entrega da 7ª Edição do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental (Cleide Silva, Agestado, 12 de dezembro).

Mercado estável, mas Ford cresce
O mercado de veículos está em queda, mas a indústria afirma não ter como absorver todo o aumento de custo da produção. A previsão dos fabricantes é de encerrar o ano com vendas de 1,5 milhão de unidades, uma queda de 6% ante 2001. A previsão para 2003 é de estagnação A Ford, entretanto, registra crescimento de 15% nas vendas. A participação no mercado aumentou de 7,4% para 9,2% e, para 2003, a expectativa é ganhar novos pontos, disse o presidente da Ford América do Sul, Richard Canny. (Cleide Silva, Agestado, 12 de dezembro).

Vendas da VW Caminhões crescem 25%
A fábrica da VW Caminhões e Ônibus em Resende (RJ) terminou o ano com recordes de vendas e participação de mercado. Nem mesmo a instabilidade do setor de veículos em 2002 e a crise na economia nos últimos meses estragaram os planos da montadora. Com aumento de 25% no faturamento bruto, para R$ 1,5 bilhão, a Volks Caminhões e Ônibus confirmou investimentos de US$ 404 28 milhões para os próximos anos. "A operação de Resende é lucrativa, tem custos fixos pequenos e pode seguir com os altos e baixos do mercado", afirmou o presidente mundial da Volkswagen Veículos Comerciais, Bernd Wiedemann, que esteve no Brasil para apresentar os resultados. Apesar de ter participação de 10% no faturamento global da operação de veículos comerciais da Volks - outras fábricas na Europa produzem vans e furgões - a unidade brasileira tem importância estratégica para o grupo. O Brasil é a base exportadora da companhia para o Hemisfério Sul. As exportações da fábrica de Resende cresceram 6% este ano, para 1.450 unidades de caminhões e chassis de ônibus, apesar da queda de 90% nas encomendas argentinas. Para 2003, a previsão é de um aumento de 37,9%, para 2 mil unidades (Carla Franco, Agestado, 12 de dezembro).

Nissan testa carros com célula de combustível
A Nissan Motor Co. recebeu aprovação do governo para testar seu carro movido a célula de combustível em estradas públicas no Japão. A célula de combustível é uma alternativa energética, com motores elétricos alimentados por hidrogênio. A única desvantagem é que esse tipo de veículo possui uma aceleração mais fraca e velocidades máximas reduzidas. Ao lançar o seu veículo esportivo "X-Trail FCV" à mídia para um "test drive", a terceira maior montadora do Japão enfatizou sua confiança em comercializar o automóvel em 2003, conforme planejado. No início deste mês, a Toyota e a Honda tornaram-se pioneiras oficiais no mercado japonês de carro movido a célula de combustível, cada uma delas entregando seu veículo de passeio com célula de combustível ao governo japonês para leasing (Dow Jones, 12 de dezembro).

UE concede US$ 366,0 milhões à BMW
A comissão da União Européia (UE) concedeu um pacote de ajuda de 363 milhões de euros (US$ 366,0 milhões) à BMW para construir uma fábrica em Leipzig, Alemanha, porém rejeitou um adicional de 55 milhões de euros (US$ 55,4 milhões). A BMW estava esperando receber 418,6 milhões de euros (US$ 422 milhões), como parte de sua fábrica de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,2 bilhão) na região leste da Saxônia, onde as taxas de desemprego ficam ao redor de 20%. A BMW pretende produzir seu modelo Série 3 em Leipzig a partir de 2005. A fábrica emprega cerca de 5.500 pessoas (Agestado, 12 de dezembro).

Menos importações do México
Mais um desistiu de importar produtos do México dentro do recente acordo que derrubou alíquotas para zero (1,1%, no primeiro ano), no comércio bilateral por cotas, com o Mercosul. Agora é a Nissan. Ela produz lá o Sentra, que já foi importado do Japão. Além de estar na faixa menos atrativa dos médio-compactos, o valor do dólar retira qualquer chance de competição no mercado brasileiro (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).

GM cresce no mercado de táxis
Este ano a GMB desbancou a Volkswagen da sua tradicional liderança no negócio de táxis. Além de ter seis modelos a oferecer contra dois do concorrente, investiu no atendimento e em promoções. Ranking do ano, até outubro: GM, 48%; VW, 36%; Fiat, 15%; Ford, 1%. Motoristas profissionais já não influenciam tanto, mas mantêm certa importância como formadores de opinião (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).

VW investe em design local
Design parece ser um bom caminho para o Brasil. A VW anualmente organiza um concurso para estudantes universitários. Os três melhores ganham um estágio remunerado na fábrica. Tema deste ano: pequenos carros urbanos. Pela primeira vez, os vitoriosos em 2001 vão para a Alemanha continuar o estágio. Em 2002, venceram Márcio Sartori (RJ), Daniel Lelis (SP) e Pedro Guarinon (SP) V

Corporativismo das entidades de classe
Certas entidades de classe extrapolam seu corporativismo. Caso da Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC), em nota recente sobre novo preço do óleo diesel. Discurso mofado, político em demasia e com números inexatos apenas compromete a imagem de um setor, hoje em reconhecida dificuldade. Historicamente, o transporte rodoviário sempre se beneficiou de benesses oficiais e equívocos de governo, que abandonou outros modais (Fernando Calmon, Alta Roda, 10 de dezembro).

Setor automotivo vai exigir mais atenção
Para a indústria automotiva brasileira ganhar a batalha do livre comércio nas negociações com Alca e União Européia (UE) terá de, desde já, antecipar algumas estratégias para impedir a avalanche de importações de veículos e autopeças que virá com a redução a zero da tarifa de importação. Hoje a indústria aqui instalada está protegida por uma alíquota de 35%, enquanto nos Estados Unidos é de 2,5% e na Europa 6,5%. A vulnerabilidade do Brasil é maior em relação à Europa, de onde vem a maior parte dos carros importados e que levou o Brasil acumular um déficit comercial de US$ 8,056 bilhões entre 1996 e 2001. O acordo com a Alca ameaça bem menos. O comércio com o bloco do Nafta registrou um saldo de US$ 5,56 bilhões a favor do Brasil no mesmo período. Uma das estratégias, recomenda o estudo do governo, é fortalecer a atual estrutura de demanda do País, concentrada em veículos de pequeno porte (os chamados carros populares com motor 1.0), marca brasileira incomum nos países concorrentes e que funciona como proteção natural para o mercado doméstico, além de viabilizar uma escala de produção em padrões internacionais. Além disso, nas negociações com a UE, onde a posição brasileira é claramente desfavorável, o estudo recomenda incluir todos os itens de autopeças na lista de produtos sensíveis, pela qual a alíquota de importação é reduzida gradativamente (Suely Caldas, Estadão, 9 de dezembro).

Carros novos mais baratos é a nova proposta da Fiat
O superintendente da Fiat Automóveis, Alberto Ghiglieno, afirma que indústria automobilística e governo podem, juntos, criar condições para produzir no país automóveis de baixo custo. Isso abriria no mercado dos zero quilômetro espaço para quem hoje só tem acesso aos modelos usados, aumentaria produção, vendas e impostos e ainda resolver o problema da ociosidade nas montadoras. O que ele sugere é baixar a prestação de um carro zero quilômetro da média atual de R$ 400 para R$ 300. Isso significaria integrar famílias com renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000 no mundo dos carros novos (Marli Olmos, Valor Econômico, 9 de dezembro).

AAM triplica capacidade e investe R$ 100 milhões em nova unidade no PR
O setor de autopeças vai receber investimentos de R$ 100 milhões no Paraná. A AAM do Brasil pretende triplicar a produção atual, de 1,5 milhão de peças por ano, num prazo de cinco anos. Para isso, está transferindo suas instalações de Curitiba para Araucária (PR). A empresa chegou ao país em 1998 com uma joint venture com a Hübner Indústria Mecânica, de Curitiba (Miriam Karam, Valor Econômico, 9 de dezembro).

Volvo vende 60 ônibus à prefeitura de Manaus
A Volvo do Brasil entregou ontem 60 ônibus articulados, como parte do sistema de transporte urbano integrado de médio porte, inaugurado também ontem em Manaus. O sistema envolve investimentos de R$ 112 milhões em infra-estrutura e tecnologia, dos quais cerca de R$ 30 milhões correspondem aos veículos. O projeto completo, segundo o gerente de vendas de ônibus para o Brasil, Bernardo Fedalto, prevê o uso de 120 ônibus. Os outros 60 devem ser entregues até a metade do próximo ano (Miriam Karam, Valor Econômico, 9 de dezembro).

VW vende Gol para a China: US$ 500 milhões
A VW do Brasil oficializou ontem contrato de exportação de modelos Gol para a China, um negócio de US$ 500 milhões em cinco anos. É o maior contrato fechado pela montadora desde a década de 90, envolvendo 230 mil unidades desmontadas. A fábrica brasileira enviará subconjuntos equivalentes a 60% do carro, como laterais, portas, chassi e bancos. A Volks chinesa vai somar os outros 40% de componentes e finalizar a montagem. O negócio dará uma sobrevida ao Gol, modelo que está no mercado há 22 anos. O Gol chinês terá motor 1.6 e será vendido a US$ 12,5 mil. A Volks já produz Passat, Polo e Santana em Xangai. Em 2001, a marca vendeu 359 mil veículos, volume que deve crescer 40% neste ano (Agestado, 6 de dezembro).

Desaceleração na produção automotiva
Depois de bons resultados em outubro, a indústria automobilística voltou a apresentar desaceleração. O setor produziu 158 mil veículos em novembro, 7,6% a menos que no mês anterior. As vendas no atacado (das fábricas para as lojas) e no varejo (das lojas aos consumidores) tiveram recuo de 16%. As fábricas entregaram 124 mil unidades às revendas, que desovaram 115,3 mil no mercado. Lojas e fábricas encerraram o mês com estoques de 142 mil veículos (37 dias de vendas). Na comparação com novembro de 2001, houve aumento de 15,8% na produção e queda de 4,5% nas vendas no atacado (Cleide Silva, Estadão, 6 de dezembro).

GM, marca mais vendida no atacado
A GM obteve pelo segundo mês consecutivo a liderança das vendas no atacado em novembro, ultrapassando a Fiat e a VW. Foram comercializadas 30.506 unidades, contra 30.158 da Fiat e 25.965 da Volks. A Ford ficou em quarto lugar, com 12.685 automóveis e comerciais leves. A Renault vendeu 4.480 unidades em novembro e a Peugeot 3.427. No acumulado do ano até outubro, a Fiat está com a liderança, com 328.566 veículos. A VW é a segunda mais vendida, com 316.559. A GM comercializou 310.575; a Ford, 117.648; a Renault, 56.466; e a Peugeot, 41.311 (Carla Franco, Agestado, 6 de novembro).

Novas tabelas inibem as vendas
Os reajustes de preços anunciados pelas montadoras e a alta dos juros foram os principais inibidores das vendas, analisa o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. A Ford terá nova tabela de preços a partir de segunda-feira, com reajustes médios de 3%. VW e GM também já anunciaram aumentos de até 5% nesta semana. As empresas alegam necessidade de repasse de custos, principalmente do aço. As siderúrgicas reajustaram seus preços em cerca de 40% neste ano, e novo aumento de 17% está sendo reivindicado neste mês (Cleide Silva, Estadão, 6 de dezembro).

Fiat está à frente no varejo
Em novembro, a Fiat liderou o mercado de automóveis e comerciais leves no varejo, com 27,3 mil unidades vendidas. A General Motors foi a segunda colocada, com 26,2 mil unidades e a Volkswagen ficou em terceiro, com 25,8 mil. A Ford manteve-se na quarta colocação, com 11,2 mil veículos vendidos. O setor encerrou o mês com 92.156 funcionários, 311 a menos que em outubro. Há um ano, as montadoras empregavam 95 mil trabalhadores (Cleide Silva, Estadão, 6 de dezembro).

Venda de carros na Argentina cai 35%
Na Argentina a venda de veículos caiu 45,6% em novembro, ante o mesmo mês do ano passado. Foram vendidas apenas 7.230 unidades (no ano, até agora, foram 75.246 unidades, 35,2% menos na comparação com os primeiros onze meses de 2001). As vendas neste ano dificilmente passarão de 90 mil unidades. Os especialistas consideram que o setor retrocedeu quatro décadas em volume de produção e lembram que em meados dos anos 90 a média de venda anual era de 400 mil unidades. Para os analistas, se vier a estabilidade com as eleições presidenciaisas vendas poderão chegar a 120 mil unidades em 2003 (Agestado, 6 de dezembro).

Reposição e exportações, alvo da Goodyear
Nos últimos três anos, a Goodyear fechou as fábricas da Argentina e do México, deixando para a operação brasileira a responsabilidade pelo abastecimento dos mercados da América Latina e EUA. A empresa já embarca para outros países 40% de sua produção, que chegará neste ano a 13 milhões de pneus. A Goodyear vai se concentrar agora no mercado de reposição, onde a fidelidade do consumidor sempre foi um ponto fraco. O potencial desse mercado é alto: as vendas de pneus no mercado de reposição representam o dobro do que compram as montadoras. Vão somar 20 milhões de unidades neste ano e podem crescer 10% em um ano e meio, segundo projeções do presidente da Goodyear no Brasil, Eduardo Fortunato (Valor, 6 de dezembro).

Chegam as demissões na Fiat
A Fiat informou que vai demitir 5.600 funcionários na segunda-feira, o que marca o fim de semanas de negociações com o governo italiano. O número total de cortes a serem feitos, 8.100, foi mantido. O diretor-geral da companhia, Alessandro Barberis, disse que a empresa chegou a um acordo com o governo que permite "financiamentos para demissões temporárias e permanentes, uma ajuda para pesquisa e uma extensão do programa de incentivo a vendas de carros" (Agestado, 6 de dezembro).

Itaú cresce no setor automotivo
A compra do Banco Fiat coloca o Itaú entre os três maiores bancos no financiamento de veículos, afirmou ontem o presidente da instituição, Roberto Setubal. Não há estatísticas públicas sobre o ranking desse tipo de crédito, mas outros bancos bastante atuantes no segmento são ABN Amro, por meio da Aymoré, e Bradesco, além dos bancos de montadora que sobraram - General Motors e Volkswagen. A compra do Fiat "recupera o atraso" do Itaú no segmento, segundo seu presidente. Antes da aquisição da Fináustria, que pertencia ao BBA, a carteira de financiamento de veículos do Itaú era muito pequena (Valor, 5 de dezembro).

Humor vence os preconceitos
"A estratégia de comunicação teve papel fundamental para reverter uma imagem de preconceito em relação à Fiat, que era vista como uma montadora de qualidade inferior, de assistência técnica cara", conta Marco Antonio Lage, diretor de comunicação da Fiat Automóveis. Segundo ele, as pesquisas têm mostrado que o preconceito em relação à marca é cada vez menor, resultado da eficácia das ações de comunicação. Neste ano, a Fiat recebeu também prêmio da Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sócio-Cultural. Foi eleita "Empresa Cidadã Amiga da Comunidade Negra" . Também ganhou o título de "Empresa Amiga da Comunidade Gay". Os dois prêmios foram conseqüência da campanha "Está na hora de rever seus conceitos", que aborda temas polêmicos - como preconceito racial e homossexualismo - para discutir o preconceito contra a própria marca (Valor, 5 de dezembro).

O novo papel do BNDES
Se prevalecerem as propostas do senador José Alencar, vice-presidente eleito, um das mudanças mais importantes no BNDES será uma postura dura em relação às empresas estrangeiras. "O BNDES deve se reservar às empresas nacionais", disse Alencar, que considera o BNDES uma das instituições mais importantes criadas por Getúlio Vargas. Ele propõe que 50% do orçamento do banco, da ordem de R$ 30 bilhões no próximo ano, sejam destinados a projetos de investimentos que usem mão-de-obra de forma intensiva, com destaque para as pequenas e médias empresas. "As multinacionais têm recursos lá fora e precisamos que elas venham crescer conosco, não às nossas custas". As montadoras foram grandes beneficiárias do BNDES nos últimos anos. Ford, Peugeot e Volkswagen contaram com empréstimos de longo prazo para instalar suas fábricas no país. A Ford levou o maior empréstimo, de R$ 900 milhões de um investimento de R$ 2 bilhões, para implantar sua unidade na Bahia (Valor, 5 de dezembro).

Sindicato dos Metalúrgicos faz 70 anos
Os 70 anos do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Paulo serão marcados por uma grande festa amanhã, no Palácio dos Trabalhadores. Segundo o secretário-geral do sindicato, Eleno José Bezerra, a confraternização, que terá como objetivo mostrar aos trabalhadores todos os benefícios conquistados pela entidade, é o ponto de partida do cronograma de definição de um plano de luta que será apresentado ao novo governo federal, em março do ano que vem. "Todos esperam que o futuro governo dê ênfase à questão social. Por isso vamos lutar para estender os direitos já garantidos aos metalúrgicos para os trabalhadores terceirizados, cooperados e temporários", diz Bezerra, acrescentando que 280 mil pessoas trabalham hoje nas empresas metalúrgicas, mas pelo menos 30 mil ganham salários menores e estão sujeitas a piores condições de trabalho. "Queremos que todos sejam considerados metalúrgicos." (Estadão, 5 de dezembro).

Abimaq pede novas políticas ao governo
A Abimaq divulgou o documento "Rumos da Competitividade - Uma Política Industrial para o Setor de Máquinas e Equipamentos", que será encaminhado à equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, produzido em parceria com a Consultrend, sugere a implementação de políticas de infra-estrutura, com a ampliação da articulação entre governo e representantes do setor de máquinas e equipamentos; e de políticas de informação, já que ficou constatado que os empresários carecem de informações sobre mercados potenciais, especialmente mercados de exportação e tecnologias (Estadão, 5 de dezembro).

VW Caminhões no Oriente Médio e África
Disposta a exportar mais em 2003, a VW Caminhões e Ônibus abrirá seus primeiros escritórios no Oriente Médio e na África. Para isso, executivos brasileiros serão indicados para atuar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em um país africano ainda a escolher. Hoje cerca de 10% da produção na fábrica de Resende são destinados a 20 países em todo o mundo - os maiores volumes seguem para o Chile e para a Arábia Saudita (Jornal do Brasil, 5 de dezembro).

Land Cruiser é o que o Bandeirante deveria ser
O Toyota Land Cruiser, carro que o atacante Ronaldo ganhou anteontem no Japão e depois doou para uma instituição de caridade, na verdade poderia ser o nosso jipe Bandeirante atualizado. Fora da linha de produção desde novembro de 2001, o Bandeirante deixou de ser produzido ao completar 40 anos. O Land Cruiser atual, como o de Ronaldo, pode ser considerado uma grande evolução do velho jipe. Traz motor 4.7 de 235 cv, câmbio automático de cinco velocidades e tração 4x4 permanente. O Land Cruiser ainda vem equipado com controle de tração, freios antitravamento (ABS) e controlador de velocidade. Até um DVD é oferecido como opcional para o banco traseiro (Estadão, 5 de dezembro).

Vendas nos EUA em queda há 3 meses
O mercado de veículos nos Estados Unidos caiu pelo terceiro mês consecutivo. Em novembro foram vendidas 1 milhão 205 mil 243 unidades contra 1 milhão 326 mil 252 registradas no mesmo mês de 2001, desempenho negativo em 9,1%. No período acumulado de janeiro a novembro deste ano foram comercializados 15 milhões 402 mil 132 veículos no mercado americano, baixa de 2,9% frente ao total vendido no mesmo período do ano passado, 15 milhões 861 mil 427. Em novembro a GM, primeira colocada, registrou queda de 15,1% das vendas com relação a novembro de 2001, com 306 mil 140 veículos vendidos. A Ford, na segunda posição, comercializou 262 mil e 36, registrando baixa de 16,3%. A DaimlerChrysler, em terceiro lugar, com 178 mil 243 unidades, teve queda de 6,9% (AutoData, 5 de dezembro).

Ford abre novo PDV em SBC
A Ford inicia hoje programa de demissões voluntárias (PDV) na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, para reduzir o quadro de pessoal da produção que envolve cerca de 2,7 mil dos 4 mil funcionários. A redução faz parte da reestruturação da unidade, onde há ociosidade na linha de montagem dos modelos Ka, Fiesta, e de picapes e caminhões. O número de adesões pode passar de 200, segundo funcionários. O pacote de incentivos é considerado um dos mais vantajosos oferecidos pela montadora, que no ano passado também abriu um PDV para 300 trabalhadores. A empresa oferece 1,4 salário extra por ano trabalhado (normalmente a média é de 40% a 60% do salário). Quem é portador das chamadas doenças profissionais tem direito ainda a um adicional de R$ 15 mil (Agestado, 3 de dezembro).

Wagoner será o principal executivo da GM
O diretor-presidente da General Motors Corporation, Richard Wagoner, que já dirigiu a subsidiária do grupo no Brasil, passa a ser o principal executivo da maior montadora do mundo. Ontem, a empresa informou que ele também acumulará o cargo de presidente do Conselho Administrativo, em substituição a Jack Smith, que vai se aposentar em 1º de maio. A partir dessa data, além das questões operacionais ele também passará a responder por toda a estratégia da companhia americana. Wagoner preside a GM mundial desde junho de 2000. Antes, ocupou diversos cargos na empresa nos Estados Unidos. No grupo desde 1977, trabalhou em filiais de vários países, mas a primeira em que ocupou o cargo de presidente foi a do Brasil, entre 1991 e 1992. Antes, havia trabalhado na empresa nos cargos de tesoureiro e diretor-financeiro por seis anos a partir de 1981 (Cleide Silva, Estadão, 4 de dezembro).

As dificuldades para pagar o 13º
A Tecnopertil Taurus e a Heral Indústria Metalúrgica, autopeças do ABC paulista, vão pagar o 13º salário a seus 260 funcionários com empréstimos tomados em bancos. As empresas recorreram a esse expediente porque tiveram dificuldade em repassar aos produtos a alta do aço. A situação foi apresentada em reunião ontem da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC que discutiu a cadeia automotiva. O setor foi afetado por reestruturação, quando foram desenvolvidos veículos globais sem participação brasileira nos projetos, descreveu o economista Jefferson José da Conceição, do Dieese (Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).

Itaú compra o Banco Fiat
O Itaú anunciou ontem ao mercado a compra de 99,99% do maior banco de montadora do país, o Banco Fiat, por R$ 897 milhões. O ágio sobre o patrimônio líquido da instituição foi de R$ 462 milhões. Segundo a Fiat, o pagamento será feito integralmente em dinheiro. A aquisição praticamente dobra a carteira de financiamento de veículos do Itaú, que passa de R$ 2,89 bilhões (já incluindo a carteira da financeira Fináustria, comprada do BBA) para R$ 5,24 bilhões. É o segundo banco de montadora vendido neste ano - a Ford vendeu o dela em janeiro. Entretanto, nem todo o ativo do Banco Fiat, de R$ 4,9 bilhões em setembro (segundo o ranking do Banco Central), será transferido ao Itaú. No comunicado divulgado ontem ao mercado, o Itaú informa que o total de ativos assumidos será de R$ 3,23 bilhões. O negócio ainda precisa de aprovação do BC (Valor, 4 de dezembro).

Nem tudo vai para o Itaú
A partir de agora o Itaú fará o financiamento e leasing de veículos, além da administração do consórcio Fiat. Devem ficar nas mãos da montadora financiamentos de estoques das concessionárias ("floor plan") e de fornecedores. Essas atividades serão concentradas no Banco Fidis de Investimento, que continua sendo controlado pela montadora italiana. No mercado de consórcios, onde o Itaú acaba de entrar, a compra dá ao banco participação de mercado de 11,27%, com 92.918 clientes. Para contornar eventuais mudanças futuras no controle da Fiat na Itália, foi fechado um acordo de exclusividade de financiamentos com o Itaú pelo período de 10 anos. Nesse acordo estão incluídos exclusividade de financiamento e leasing nas promoções feitas pela Fiat, venda de cotas de consórcio e uso da marca Fiat nessas operações. Durante este período, a montadora terá direito a indicar um representante no conselho de administração do banco (Valor, 4 de dezembro).

Abeiva aponta trajetória de queda
A Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos, confirma que as vendas de seus associados estão em queda. De janeiro a outubro, na comparação com igual período de 2001, as vendas caíram 37%. a variação cambial não é a única culpada. "Pior que isso, é a alíquota de importação de 35%, porque cria uma base expandida, que faz com que a alta do dólar seja exponencial", disse Luiz Carlos Mello, diretor-executivo da entidade (Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).

Juros e preços derrubam vendas de carros
Os recentes aumentos dos preços impostos pelas montadoras e a alta dos juros para financiamento derrubaram as vendas de automóveis e comerciais leves em novembro. De acordo com a Fenabrave, o volume comercializado no varejo caiu 14,7% em relação a outubro, para 111.561 unidades. Na comparação com novembro de 2001, a queda foi de 7,1%. No acumulado dos primeiros 11 meses do ano, as vendas alcançaram 1,271 milhão de automóveis e comerciais leves, volume 8,4% menor que o obtido no mesmo período de 2001. A redução de novembro ocorreu na segunda metade do mês, uma vez que, nos primeiros quinze dias, as vendas haviam registrado o mesmo índice de crescimento: 14,7% em relação ao mesmo período de outubro (Carla Franco, Agestado, 4 de dezembro).

Fiat mantém liderança no ano
A Fiat Automóveis liderou as vendas de automóveis em novembro, com 27,73% do mercado, de acordo com a Fenabrave. A montadora também foi a que mais comercializou automóveis entre janeiro e novembro, com 25,72% de participação. Em segundo lugar nas vendas do mês passado está a GM, com 26,84% de participação; em terceiro está a Volkswagen, com 22,97% de mercado. A Ford fica com 10,96%; a Peugeot, 2,88%; Renault, 2,79%; Toyota, 2,21%; Honda, 2,17%. As outras marcas ficam com 1,45% restante do mercado. No acumulado entre janeiro e novembro, a Volkswagen mantém a segunda colocação, com 24,88%, poucos pontos percentuais à frente da GM, com 23,83%. A Ford fica na quarta colocação, com 9,13%; Renault, 4,35%; Peugeot, 3,21%; Toyota, 1,76%; Honda, 1,5%; Citroën 1,46%; Mitsubishi, 1%. As outras montadoras ficam com 3,15% de participação (Gazeta Mercantil, 4 de dezembro).

Negócios caem, mas fábricas reajustam
O número de veículos licenciados no país caiu 12% em novembro na comparação com outubro. Ontem, Volkswagen e General Motors anunciaram mais reajustes de preços, entre 2% e 4%. E a Ford abriu um programa de demissões voluntárias. Com os sucessivos aumentos de preços, há poucas chances de que a situação se reverta no curto prazo. O número de veículos licenciados no mês passado, 123,3 mil unidades, representou ainda queda de 2% em relação ao mesmo mês de 2001. Em novembro de 2001, o mercado estava em retração por conta do impacto dos ataques terroristas nos Estados Unidos e da crise energética no Brasil (Marli Olmos, Valor, 4 de dezembro).

Cursos para evitar acidentes e assaltos no trânsito
Aprender a usar os freios corretamente, a rodar com um pneu furado e até mesmo a lidar com uma situação de assalto. Orientações como essas fazem parte de cursos de direção preventiva, cada vez mais recomendáveis à medida que o trânsito fica mais pesado e a criminalidade aumenta. Neles, o motorista aprende a evitar situações de risco - habituando-se, por exemplo, a reduzir a velocidade antes de chegar a um sinal vermelho, "em vez de insistir em ser o primeiro a ficar parado na esquina", como diz Roberto Manzini, dono do centro de pilotagem que leva seu nome. O curso de Roberto Manzini custa R$ 780,00, incluídos café da manhã e refeição leve. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (0--11) 5667-4343. No de Luiz Fonseca, as seis aulas teóricas custam R$ 90,00 e a prática, a partir de R$ 180,00. O telefone é (0--11) 5561-4599 (Jornal da Tarde, 4 de dezembro).

Os melhores em design para a VW
A VW elegeu os vencedores do Concurso de Design 2002, que teve como tema a criação de um City Car, com propostas de soluções para os problemas de trânsito das grandes cidades. Os três primeiros colocados ganharam um ano de estágio remunerado no Centro de Design da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, SP. Daniel Vicentini Lelis, da Universidade Mackenzie, de São Paulo, Márcio Rangel Sartori, da UniverCidade, do Rio de Janeiro, e Pedro Mario Alberto Guarinon, da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. O presidente da Volkswagen do Brasil, Paul Fleming, anunciou que os universitários que ganharam o prêmio no ano passado - Arnaldo Cruzeiro Silva Jr., de Minas Gerais, Fernando Morita, de São Paulo, e Gabriel Clemente, do Rio de Janeiro - serão transferidos para a matriz da Volkswagen, na Alemanha (Dimalice Nunes, AutoData, 4 de dezembro).

Fiat prepara 14 lançamentos para 2003
A Fiat promete fazer 14 lançamentos em 2003, a maioria de modelos com novas motorizações e versões. A empresa garante, porém, que terá também novos veículos. O que pode ser um prenúncio da nova geração do Palio e da chegada da versão perua do Stilo. Além disso, a Fiat do Brasil vai investir R$ 400 milhões até 2006 para criar um Centro de Estilo em Betim, com laboratórios e departamento para desenvolvimento de protótipos (Auto Z, 3 de dezembro).

Morre Pierre Peugeot, presidente do conselho da PSA
Pierre Peugeot, sobrinho-neto do fundador da Peugeot, faleceu no último domingo,1, em Paris, depois de uma carreira de 45 anos à frente da empresa de bicicletas que passou a fabricar automóveis em 1885. Pierre era o presidente do conselho administrativo da PSA Peugeot-Citroën. Descendente do fundador Armand Peugeot, Pierre nasceu em 1932 e entrou para a empresa em 1957, desempenhando um papel importante na expansão da companhia na era do pós-guerra, que incluiu a aquisição da rival Citroën na década de 70 (Agência AutoData, 3 de dezembro).

Ilha robotizada na VW Taubaté
Para produzir a Parati 2003, que será reestilizada, a Volkswagen instalou em sua fábrica de Taubaté, SP, uma ilha robotizada de última geração que usa a mesma tecnologia aplicada à produção do Audi A3, em São José dos Pinhais, PR. A ilha conta com cinco robôs e é 100% automatizada. Os novos robôs serão usados na montagem da nova tampa traseira da Parati (Agência AutoData, 3 de dezembro).

Troller comemora crescimento de 28%
A Troller está festejando. A empresa cearense espera fechar este ano com 1.180 unidades comercializadas, o que representaria crescimento de 28% em comparação às 920 unidades vendidas em 2001. Isso apesar de a empresa só contar com 15 revendas e ter um modelo único: o jipe T4. Já para o próximo ano, a Troller espera manter a mesma taxa de crescimento e, para isso, fez alguns retoques no T4. Os jipes da Troller são fabricados na cidade de Horizonte, no Ceará. A empresa foi fundada em 1995 e desenvolveu o primeiro protótipo em 1996 (Auto Z, 3 de dezembro).

Porto Seguro mantém liderança do ranking
A disputa na venda de seguro de automóveis, por enquanto a maior carteira do mercado, com prêmios totais acumulados em R$ 6,8 bilhões nos dez primeiros meses do ano, só deverá ser definida em dezembro. A Porto Seguro Seguros continua liderando o ranking, com prêmios de R$ 1,071 bilhão na carteira de autos. A Bradesco Seguros e a Sul América Seguros têm vendas de R$ 1,067 bilhão e de R$ 981 milhões, respectivamente (Gazeta Mercantil, 2 de dezembro).

Fiat lança revista de luxo para clientes
Nesta semana, começa a circular a revista mensal "Stilo", publicação da Fiat que acompanha o maior lançamento de produto da montadora no ano, feita pela editora 4Capas. Trata-se de edição requintada, diagramação moderna e matéria-prima de primeira linha. Em conteúdo, prevalecem matérias de cultura, comportamento, moda, com uma pitada de assuntos de interesse de cada empresa. "A revista terá uma tiragem inicial prevista de 8 mil exemplares, entregues aos compradores do Stilo neste ano", explica João Batista Ciaco, diretor de marketing da Fiat. Na ponta da língua, o executivo diz a palavra mágica de toda a estratégia: "relacionamento" (Arnaldo Comin, Valor, 2 de dezembro).

Carro reserva para atrair seguros
Contratar um seguro para automóvel sem a opção de carro reserva pode virar um mau negócio. Ficar sem o veículo próprio, mesmo que por apenas alguns dias, significa um risco de perder negócios, além de dificuldades para levar os filhos para a escola e fazer compras. Por causa disso, boa parte das seguradoras já oferece ao cliente a possibilidade de ter um carro reserva em caso de colisão, roubo ou furto. O sistema, também conhecido no mercado de seguros por "replacement", já virou benefício em cerca de 5% a 12% dos contratos de seguros automotivos, dependendo da seguradora (Valor, 2 de dezembro).

Escort e Brava no fim da linha
Fim de linha mesmo para Escort e Brava, apesar dos desmentidos das duas fábricas. Tudo se resume à impossibilidade de continuar se abastecendo de partes fabricadas no exterior porque os modelos já foram descontinuados nos países de origem. O que sobra só dá para uma produção residual e atender as últimas encomendas (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).

Tecnologias em evidência no Congresso SAE
Algumas das novas tecnologias mostradas no Congresso SAE-Brasil 2002: sistema de identificação por impressão digital para abrir portas e dar partida (Visteon), sensores de luz e de chuva integrados (Bosch), terminais de direção em plástico (Dana). A Delphi também entrou na "corrida" duofuel, exibindo sua versão para álcool/gasolina, disponível em meados de 2003 (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).

Motor da Strada abre novos caminhos
O novo motor de 1,8 litro/103 cv do pickup Strada, igual ao do Meriva e do Stilo, pode abrir caminho para vôos mais altos neste segmento. Sistema de tração 4x4 seria a opção escolhida. A Fiat tem a tecnologia originada do Panda italiano. Tudo vai depender da situação final da companhia italiana, mergulhada em atribulações financeiras e cada vez mais pressionada pelos bancos (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).

União diabólica no Porsche Cayenne
Embasbacante. É o mínimo que se pode opinar sobre o Porsche Cayenne, um verdadeiro misto de GT e utilitário esporte, avaliado dinamicamente pela primeira vez em Jerez, Espanha, semana passada. Nenhum traço de insegurança, lerdeza em curvas e retas ou de freios raquíticos. No fora de estrada, para quem conseguir conferir, é o novo paradigma do segmento graças à união diabólica da eletrônica com a mecânica (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).

Em evidência as falhas dos fornecedores
Começa a mudar a estratégia de anúncio de recalls de alguns fabricantes de veículos. Quando se comprovar de forma inequívoca a culpa exclusiva de um fornecedor, ele também será citado no aviso oficial obrigatório nos meios de comunicação. Haverá, entretanto, avaliação caso a caso. Um produtor de autopeças de pequeno porte poderá ser poupado porque uma mancha na imagem poderia ser fatal à sua saúde financeira, desinteressante às partes (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de dezembro).

Veículos estão saindo do mercado à francesa
Diversos veículos nacionais constam das tabelas de preços mas praticamente saíram de linha, embora as montadoras não admitam. É o caso do novo VW Pólo com motor 1.0, dezesseis válvulas, da picape Ford Ranger SuperCab (cabina estendida) e do Fiat Brava. Modelos a álcool da Fiat também fazem parte desse grupo de "fantasmas de mercado". O consumidor que tentar adquirir um Ford Escort vai ser desencorajado pelos revendedores, que vão informar da interrupção da importação da Argentina, fato que a Ford reluta em tornar oficial (Eduardo Cerioni, Estadão, 1 de dezembro).

Rentabilidade das exportações é a maior
A rentabilidade das exportações alcançou em outubro o valor mais elevado desde janeiro de 1991, de acordo com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A desvalorização do real e a estabilidade dos preços de exportação fizeram com que o ganho no índice de rentabilidade das exportações atingisse 6,8% em relação a setembro e 30,4% no acumulado desde dezembro do ano passado. O volume de exportações deve crescer 10% este ano, pouco acima do aumento médio anual de 9,2% registrada de 1999 a 2001 e acima da média de 5,2% dos 20 anos anteriores (Agestado, 1 de dezembro).

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