
DEZEMBRO
2005
Ações da General Motors voltam a cair
As ações do grupo General Motors registraram seu menor valor nos últimos 20 anos. Segundo as agências internacionais, os papéis da empresa fecharam o dia a US$ 18,33. No acumulado do ano, o valor das ações da GM já caiu 54%. Segundo o jornal Financial Times, com a desvalorização das ações da GM, o valor de mercado do grupo está, hoje, inferior ao da Fiat. Enquanto o da empresa italiana é US$ 10,7 bilhões, o do conglomerado norte-americano fica em US$ 10,6 bilhões. Este ano, a GM deve acumular prejuízo de mais de US$ 5 bilhões, informa o Financial Times. O plano de reestruturação do grupo, já anunciado, prevê o fechamento de 12 fábricas nos Estados Unidos e Canadá. Enquanto isso, a Fiat passa por um período de recuperação, coordenada por seu CEO, Sergio Marchionne. Até o terceiro trimestre do ano, o lucro global do grupo italiano já era 1,3 bilhão de euros. Entretanto, boa parte do resultado veio do montante de 857 milhões de euros pago pela GM, para desfazer seu vínculo com a Fiat (Carsale, 31 de dezembro).
FJ Cruiser chegará em março aos EUA
Um ano depois da apresentação do FJ Cruiser, na edição deste ano do Salão de Chicago (EUA), a Toyota começará a vender o modelo no mercado norte-americano. O jipinho com visual retrô chega em março de 2006. As linhas do modelo definitivo são inspiradas no FJ40, jipe comercializado nos Estados Unidos entre 1960 e 1983. Por isso, as linhas do futuro modelo buscam inspiração no passado e trazem ar retrô. O chassi conta com formato quadrado e a dianteira é ressaltada pelos faróis redondos, integrados à grade do radiador. Na traseira, o estepe fica na parte de fora, junto ao porta-malas, característica apreciada pelos consumidores de modelos com visual "off-road". O FJ Cruiser herdou o mesmo sistema de suspensão do Land Cruiser Prado, utilitário esportivo de luxo da Toyota. O novo modelo estará disponível com tração 4x2 e 4x4, esta última com controle de diferencial. A princípio, haverá apenas uma versão de motorização, a 4.0 V6, de 24 válvulas e 245 cavalos. No interior, o destaque fica por conta do assento do motorista, que apresenta oito opções de ajustes. Freios ABS com EBD, sistema eletrônico de estabilidade (VSC) e controle de tração integram a lista de equipamentos de segurança do FJ Cruiser (Carsale, 31 de dezembro).
Porsche produz Carrera GT nº 1111
A Porsche acaba de produzir a unidade número 1111 do seu modelo de maior desempenho, o Carrera GT. Em abril de 2006, o veículo especial será entregue a um cliente preferencial da Porsche nos Emirados Árabes Unidos, no Oriente Médio. O Carrera GT é um dos modelos mais tradicionais da montadora alemã, com 57 anos de história. Segundo informações do fabricante, o principal mercado para o carro é o norte-americano, que absorve 50% de sua produção. O modelo da Porsche traz sob o capô o motor 5.7 V10, que rende 612 cavalos e brutais 60,2 kgfm de torque. Segundo o fabricante, os números são suficientes para que o carro acelere de
0 a
100 km/h
em 4 segundos e atinja velocidade máxima de
330 km/h
. O Carrera GT número 1111 tem acabamento exterior em amarelo, uma das cores mais tradicionais da Porsche. Sua linha de produção está instalada na planta da marca em Leipzig (Alemanha). Segundo a montadora, além de ser o modelo mais forte, o Carrera GT é um dos que garante maior margem de lucro em toda a linha (Carsale, 31 de dezembro).
3ª Expedição Troller
Em janeiro de
2006 a
Troller fará sua terceira Expedição Internacional Troller Civilizações. O ponto de encontro será no dia 4 de janeiro no Hotel Nacional em Corumbá no estado do Mato Grosso. Antes de sair para a aventura será feito um Briefing da Expedição no salão social do hotel e depois ocorrerá a distribuição de camisetas, planilha da expedição e adesivos. Durante a viajem os participantes poderão ver lindas paisagens, animais típicos da região, desertos picos nevados e além da companhia da imponente Cordilheira dos Andes. A expedição passará pela Bolívia, Chile e Argentina. Para quem se interessar, as inscrições custam para 1 pessoa R$ 7.320,00 e para 2 pessoas R$ 8.834,00. Estarão incluso a preparação do roteiro; guia; organização; supervisão e monitores de viagem; equipe de apoio; hospedagem e alimentação (café da manha, almoço e jantar); kits de lanches para as trilhas. Só não serão incluso despesas com veículos e documentação (Terra. 31 de dezembro).
Oferta de autopeças se normaliza
Com o aumento da produção de veículos em mais de 10% em 2005, muitas empresas de autopeças tiveram que investir em projetos de expansão industrial para eliminar os gargalos que marcaram a virada dos anos 2004/2005, com a falta de diversos componentes no mercado. Nenhuma montadora se queixa mais da falta de peças. A francesa Valeo, uma das principais fornecedoras mundiais da indústria automobilística, está em fase de conclusão de um programa que previu a abertura de uma nova fábrica de sistemas de segurança e a ampliação de outra que abrigará as linhas de motores de partida e sistemas de limpadores de pára-brisas. Graças às ampliações, o grupo abriu 500 empregos neste ano e registrará aumento de receitas de 14%, num total de R$ 1,2 bilhão (Valor, 29 de dezembro).
Valeo conclui expansão e elimina gargalos
Grande número de fabricantes de autopeças passou o ano de 2005 eliminando gargalos que, no final do ano passado, haviam sido responsáveis pela falta de suprimento nas linhas de montagem. O problema terminou para muitos deles. A Valeo, empresa de origem francesa na lista dos maiores fornecedores da indústria automobilística, está na fase de conclusão dessa expansão. Mas a possibilidade de que agora haja um excesso de oferta aflige o setor. "O ano foi positivo, mas estamos preocupados com o ritmo de 2006. Boa parte das montadoras começou a diminuir as exportações por causa do câmbio", afirma o presidente da empresa na América do Sul, Alain Keruzoré. Mesmo assim, a empresa mantém o cronograma de expansão, ainda
em curso. Nas
próximas semanas, estará concluída a transferência das linhas de uma antiga fábrica instalada na região da Cantareira,
em São Paulo
, para uma nova instalação, em Guarulhos (SP), investimento que consumiu US$ 15 milhões. A nova fábrica produzirá maçanetas, fechaduras e outros itens de segurança. Também para eliminar gargalos, o grupo francês aumentou a área construída da fábrica de Campinas (SP) de 5 mil para 9 mil metros quadrados. Com isso, conseguirá elevar em 40% a capacidade de produção de alternadores, motores de partida e de sistemas de limpadores de pára-brisas (Valor, 29 de dezembro).
Mercado interno cresce e fica dentro do previsto
A três dias do fim do ano, as vendas de carros de passeio e de comerciais leves já estava 8% acima do total de 2004. De 1º de janeiro até terça-feira, foram licenciados 1,599 milhão de veículos. Esse volume exclui caminhões e ônibus. Um dos motivos que explica esse crescimento é que o brasileiro se endividou mais com a compra de automóvel zero-quilômetro em 2005 porque sentiu mais segurança, segundo afirmam os vendedores de carros. As taxas de juros não ajudaram, mas a estabilidade econômica abriu as portas para a venda de automóveis. A Fiat fecha o ano na liderança desse mercado. Produtora de dois dos modelos mais vendidos, Uno Mille e Palio, o desempenho da montadora italiana mostra que a oferta de carros mais simples ainda representa a melhor maneira de o mercado brasileiro de veículos se expandir. Os carros com motor 1.0 fecham 2005 com 56% das vendas. Depois de perder a liderança para a General Motors em
2004, a
Fiat retomou o primeiro lugar com facilidade neste ano. A quantidade de carros zero-quilômetro licenciados durante este ano garantiu à montadora italiana uma participação de 25%. A General Motors, no segundo lugar, ficou com 22,5% no acumulado até o dia 27, seguida pela Volkswagen, com 21,6%. O segundo lugar tem mostrado uma briga mais acirrada. Nas vendas de dezembro, a Volks assumiu a segunda colocação, com 23%. No acumulado do ano, a Ford está em quarto, com 12%, seguida por Toyota (3,7%), Honda (3,5%), Peugeot (3,3%), Renault (2,9%), Citroën (1,7%) e Mitsubishi (1,4%). As vendas em dezembro estão bem mais aceleradas do que
em novembro. Com
um volume de emplacamentos médio de 8.013 veículos, o acumulado até o dia 27 mostrou um crescimento de 8,3% em comparação com igual período do mês passado, num total de 152.240 unidades. A Associação dos Fabricantes de Veículos calcula que fechará o ano com a venda de 1,7 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus. Isso representará incremento de 7,7% em comparação com 2004. O setor se prepara para bater novos recordes em 2006 (Valor, 29 de dezembro).
Mégane terá câmbio de seis marchas
O novo Mégane Sedan, da Renault, será o primeiro modelo do segmento médio produzido no Brasil a contar com câmbio de seis marchas. A transmissão manual, disponível para a versão de motorização 2.0 16V, é denominada ND0. O recurso, que pesa apenas 48 quilos, foi desenvolvido pela Nissan especialmente para propulsores de desempenho superior. O Mégane Sedan 2.0 16V também contará com uma opção de câmbio automático, denominada Proactive. O recurso permite ao motorista realizar trocas seqüenciais de marchas. Além do propulsor 2.0, o futuro sedã da Renault terá uma unidade mais fraca, a 1.6 16V. O lançamento do modelo, a ser produzido na planta de São José dos Pinhais (PR), acontecerá em março do ano que vem (Carsale, 29 de dezembro).
C3 1.4 Flex chega por R$ 39,5 mil
A Citroën inicia em janeiro a comercialização do C3 com motor 1.4 bicombustível. O modelo “flex” já pode ser encomendado nas concessionárias de São Paulo (SP), com preço sugerido de R$ 39,5 mil para pintura em cor sólida. O prazo de entrega varia de
10 a
15 dias, dependendo da revenda. O valor inclui ar-condicionado e direção hidráulica, além de vidros e travas elétricas. O preço é R$ 2 mil superior ao da versão com propulsor a gasolina, que ainda tem algumas unidades disponíveis. O C3 1.4 Flex vem equipado com o mesmo propulsor bicombustível do Peugeot 206, cujas vendas começam também
em janeiro. O
propulsor rende 82 cavalos com 100% de álcool, 7 cv a mais do que o 1.4 anterior, que bebia apenas gasolina. Quando usa exclusivamente o derivado do petróleo, a potência cai para 80 cv (Carsale, 29 de dezembro).
Embraer ganha com conversão de motores
O custo de cada conversão, segundo a Embraer, é de US$ 27 mil. O Ipanema tem suas vendas voltadas para o mercado nacional, onde o modelo está presente em 80% da frota em operação no país. A redução nas entregas este ano, de acordo com a empresa, se deve à desvalorização cambial e à queda no preço das culturas, principalmente do arroz e do algodão, que tiveram um forte impacto nos custos dos produtores, inibindo a venda de aeronaves agrícolas. Além disso, houve a quebra da safra, especialmente de soja no Sul do país, devido a problemas climáticos. A versão a álcool do Ipanema, o primeiro avião a álcool de série do mundo, começou a ser entregue em março deste ano (Gazeta Mercantil, 29 de dezembro).
O IPVA pode ser pago em 11 bancos
O pagamento pode ser feito nas agências bancárias, via internet ou nos terminais de auto-atendimento. O desconto é de 3,5% para quem pagar à vista. Os proprietários de veículos já podem pagar o IPVA em 11 bancos. As opções de pagamento são as agências bancárias, os terminais de auto-atendimento ou via internet com o número do Renavam. Segundo a Secretaria de Fazenda, a única exceção é o banco Schain, que vai receber o imposto apenas nos seus correspondentes bancários (Diário de São Paulo, 29 de dezembro).
ABC produz o último Land Rover
Após sete anos no país, a Land Rover – marca inglesa do grupo Ford no segmento premier – encerrou nesta semana a produção do utilitário esportivo de luxo Defender, montado nas instalações da Karmann-Ghia,
em São Bernardo. Com
o fim das atividades, todos os 57 funcionários responsáveis pela montagem do modelo foram demitidos. O modelo passa a ser importado a partir do próximo mês para abastecer o mercado interno. A decisão de acabar com a produção brasileira do Defender foi tomada porque a Land Rover seria obrigada a investir na alteração do motor usado no veículo para atender à nova legislação sobre a emissão de poluentes em carros movidos a diesel, que entra em vigor em 2006. O volume de produção não compensaria o valor a ser aplicado nas alterações. Na região, eram produzidos 800 veículos por ano (Diário do Grande ABC, 29 de dezembro).
Brasil e Argentina voltam a negociar
"A Argentina não está preparada para o livre comércio porque há um superávit brasileiro muito grande no setor e abrir o comércio neste momento não é aconselhável", disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Rogelio Golfarb. No acumulado de janeiro até novembro as exportações de carros para o país vizinho atingiram US$ 3,3 bilhões e as importações totalizaram US$ 1,4 bilhão, segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com a prorrogação do prazo para 60 dias ficou decidido entre os governos do Brasil e da Argentina pela manutenção do regime de "trade-flex" setorial entre os dois países (hoje o "flex" é de US$ 2,6 de exportação para cada US$ 1 de importação), informou Golfarb. Com o livre comércio, a partir de janeiro, esse sistema seria eliminado no comércio de veículos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e a ministra da economia Argentina, Felisa Miceli, já vinham mantendo contato e decidiram pela prorrogação do acordo esta semana. A partir do dia 9 de janeiro os dois países irão continuar as negociações. O temor do governo brasileiro e dos empresários de que o Mercosul perca mercados tem sua razão de ser. O bloco sul-americano já está perdendo investimentos significativos para China e Leste Europeu, conforme números do ministério argentino da Indústria. Em 1997, o Mercosul era responsável por 4,7% dos veículos produzidos no mundo. Em 2004, essa participação caiu para 3,9%. Já a fatia da China saltou de 3% para 7,9%. E a dos países do Leste Europeu, de 1,9% para 2,5% (Gazeta Mercantil, 28 de dezembro).
IPVA de carro bicombustível pode ser menor
Quem tem um carro bicombustível poderá pagar menos Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2006. Os deputados estaduais aprovaram um projeto de lei, na madrugada de sexta-feira, que reduz de 4% para 3% a alíquota para os carros flex (Diário de São Paulo, 28 de dezembro).
Radar identificará motorista devedor
Até o dia 5 de março a Polícia Rodoviária Estadual irá utilizar nas estradas de São Paulo radares com tecnologia OCR (sigla que, em português, significa reconhecimento óptico de caracteres). O equipamento pode identificar se o carro é roubado, sem tem multa e se está com o licenciamento e o Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA) devidamente pagos. Caso seja identificada alguma irregularidade, um posto da Polícia Rodoviária se encarregará de parar o veículo. Os motoristas que forem flagrados pelo equipamento poderão quitar suas dívidas no local, se houver um caixa eletrônico capacitado para receber o pagamento. Do contrário, os veículos serão apreendidos. Além disso, se for aprovado neste período, os radares OCR serão instalados permanentemente nas estradas do país (Diário de São Paulo, 28 de dezembro).
Rodízio municipal só volta em 30 de janeiro
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos na Capital. A medida, que começou a valer na última segunda-feira, só volta a vigorar no dia 30 de janeiro. De acordo com nota divulgada pela Secretaria Municipal dos Transportes, a decisão foi tomada devido à previsão de redução no número de veículos em circulação na cidade durante as férias escolares (Diário de São Paulo, 28 de dezembro).
GM foi lenta para reagir à nova realidade
A impressionante derrocada da General Motors em 2005 resulta de uma combinação de fatores - condições de mercado desfavoráveis, forte elevação de custos (matéria-prima e, principalmente, gastos trabalhistas) e a complicada concordata de seu principal fornecedor, a Delphi. Ex-controladora da Delphi, a GM está sendo obrigada a envolver-se nas negociações com os sindicatos para evitar que uma eventual greve afete suas operações. Eventuais prejuízos bilionários só seriam somados ao buraco atual. Do lado da receita, a GM foi excessivamente lenta na adaptação à alta de preços de petróleo. Nos últimos anos, continuou apostando nos grandes veículos utilitários, com maior consumo de combustível, acreditando que o americano manteria a sede pelos "carrões". Mas a resistência à mudança foi quebrada este ano, e a demanda pelos maiores utilitários - nicho que gerava lucro à GM - desabou. "Com a forte queda de demanda por utilitários, é duvidoso que os modelos que serão lançados em 2006 possam ajudar as operações americanas a retornar à lucratividade", diz o analista Robert Schulz, da Standard & Poor´s. A GM também demorou para apostar nos carros híbridos a gasolina e eletricidade, que estouraram no mercado americano, especialmente depois da disparada de preços da gasolina com os furacões na região do Golfo do México. O híbrido Prius, da Toyota, chega a ter ágio nas concessionárias. A GM deve lançar o primeiro híbrido só no fim de 2007 (Valor, 28 de dezembro)
Analista diz que Mercosul pode ser afetado pela crise
De uma forma ou outra, a subsidiária brasileira pode ser afetada pela crise na matriz da General Motors, segundo o economista Richard Dubois, pesquisador do setor automotivo e sócio da Trevisan Consultores. O primeiro argumento do analista é que fica mais difícil para a empresa decidir se o dinheiro gerado no Brasil, a partir de agora, vai para a matriz para investimento local. "A decisão de investimento é prejudicada à medida em que é preciso optar entre imobilizar um grande volume de recursos ou usar o dinheiro para melhorar a liquidez da companhia", diz. Para o analista, os novos projetos, "têm de ser muito bons para garantir geração de caixa". E a GM precisa começar a investir na renovação da linha no Brasil. Dubois diz que, embora a GM ofereça ampla gama de modelos , a concorrência aumentou ultimamente. No segmento dos modelos mais sofisticados, como o Vectra, chegaram os carros da Toyota e Honda. Entre os populares, a GM tem um modelo forte, o Celta. Mas Fiat e Volkswagen ainda dominam a maior fatia desse mercado. "O Brasil não está no olho do furacão, mas está dentro dele", diz Dubois. "A operação brasileira pode até ficar meio escondida, mas não poderá deixar de contribuir com a matriz". (Marli Olmos, Valor, 28 de dezembro).
Aos 98 anos, GM luta para chegar aos 100
A dois anos de completar um século de existência, a General Motors, um dos símbolos do capitalismo americano, definha. Enquanto ainda tenta escapar da concordata nos Estados Unidos, a maior montadora do mundo luta para que a debilidade da matriz não contagie as operações ainda saudáveis no restante do mundo. Filiais fortes como a do Brasil estão proibidas de dar prejuízo. O presidente da GM do Brasil, Ray Young, já se prepara para voltar para a matriz. Segundo explicou, em entrevista exclusiva ao Valor, em 2007 ele deixará a operação brasileira, cumprindo os tradicionais quatro anos no cargo. A ascensão a cargos mais altos dependerá da sua gestão em 2006, último ano do teste pelo qual passaram Rick Wagoner, atual principal executivo e presidente do conselho da GM, e Frederick Henderson, que acaba de ocupar a vice-presidência de finanças. Ambos chefiaram a subsidiária brasileira. Além de todo o emaranhado de situações recentes que levaram a uma crise sem precedentes, a história da empresa, fundada em 1908, ajuda a explicar como, ao longo de décadas a GM se afundou no gigantismo e na ânsia de ser cada vez mais um império (Valor, 28 de dezembro).
Toyota revela fotos do Yaris Sedan
A Toyota iniciará a comercialização do Yaris nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2006. Nas terras do Tio Sam, o modelo contará com as configurações sedã e hatchback de três portas. Já na Europa, onde foi apresentado no Salão de Frankfurt (Alemanha), em setembro último, o carro é oferecido apenas com carroceria hatch. A estréia da linha Yaris nos Estados Unidos deverá acontecer durante o Salão de Detroit (EUA), em meados de janeiro. Sua missão no maior mercado de automóveis do mundo será substituir o ECHO. Segundo a Toyota, haverá apenas uma versão de motorização, a 1.5 VVT-i, com comando de válvulas variável. O propulsor rende 106 cavalos (Carsale, 28 de dezembro).
GM investirá US$
400 mi
na América Latina
A subsidiária LAAM (América Latina, África e Oriente Médio) da General Motors, com sede em Miami (EUA), acaba de anunciar investimento de US$ 400 milhões na América Latina em 2006. Segundo comunicado da empresa, o montante será consumido no desenvolvimento e produção de 14 novos modelos da marca Chevrolet no Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Colômbia e Chile. A maior parte dos produtos terá lançamento durante o primeiro trimestre do ano que vem. Ainda segundo o comunicado da GM LAAM, a lista de novos modelos inclui o Chevrolet Captiva, utilitário esportivo compacto cuja estréia mundial está marcada para o Salão de Detroit (EUA),
em janeiro. Entretanto
, a empresa não especificou em quais mercados da América Latina o veículo será vendido. Além disso, não se sabe qual planta será responsável pela produção do Captiva a ser comercializado em território latino-americano. A GM do Brasil não confirma a informação de que o Captiva, inspirado no protótipo S3X, será produzido e vendido no Brasil (Carsale, 28 de dezembro).
Autopeças vão contratar até 6 mil em 2006
A indústria de autopeças pretende abrir entre 5 mil e 6 mil vagas para atender a demanda das fábricas de automóveis em 2006. Pela projeção, cada ponto porcentual de crescimento na produção de carros deve representar mil novos postos de trabalho nas fornecedoras de componentes. As montadoras devem fabricar cerca de 2,58 milhões de veículos, entre 5% e 6% acima do volume deste ano, que chegará a 2,44 milhões de unidades, 10% mais que em 2004. As autopeças geraram este ano 10 mil postos de trabalho e têm hoje 197 mil empregados (40 mil no Grande ABC), maior quadro de pessoal em dez anos.. Naquele ano, o setor empregava 214,2 mil pessoas. As empresas do setor investiram cerca de US$ 800 milhões neste ano e a previsão é de montante parecido em 2006. O faturamento total do setor de autopeças passou de US$ 16 bilhões em 2004 para US$ 22 bilhões. “O resultado foi bom mas, descontada a perda cambial, o crescimento real fica em 8% e não em 30%”, informa Butori. As exportações saltaram de US$ 4,5 bilhões para US$ 7,2 bilhões, número que também inclui a valorização do real, argumenta o executivo (Diário do Grande ABC, 27 de dezembro).
Carro de até 10 anos pode ganhar seguro
A Superintendência de Seguros Privados pretende estimular as companhias do setor a lançarem, já em 2006, apólices mais simplificadas para carros que tenham de seis a 10 anos de uso. O superintendente da Susep, Renê Garcia, disse que o objetivo é baratear o custo, já que 99% da população que têm automóvel com mais de seis anos não contrataram seguro. Ele estimou que há 28 milhões de carros sem cobertura no Brasil. A idéia é que o pagamento de sinistro ou no caso de perda total chegue a 70% do valor do carro. Segundo Garcia, o Banco do Brasil mantém um projeto em fase experimental. Para ele, o preço do seguro deverá equivaler a 8% ou 9% do valor do automóvel, ante os atuais 30% (Correio do Povo, 27 de dezembro).
Gás boliviano terá aumento
em janeiro
A Petrobras
comunicou às distribuidoras de gás que estuda um aumento de 14,02% no gás boliviano
em janeiro. Neste
ano foram aplicados dois reajustes, ficando o acumulado em 24,3%. De acordo com o comissário-chefe da agência reguladora de gás do estado de São Paulo, Zevi Kann, a estatal brasileira está propondo uma nova metodologia para pagamento das faturas. A idéia é fixar um câmbio por três meses e fazer a média ponderada para definir o valor. A medida tem a finalidade de evitar a especulação com o aumento da cotação do dólar no dia do pagamento, quando é feita a conversão para o real. A Petrobras também estuda fazer reajustes trimestrais a partir de 2006 (Correio do Povo, 27 de dezembro).
Santos projeta crescer até 11% em 2006
O porto de Santos entra em 2006 com a perspectiva de movimentar 81 milhões de toneladas de cargas, quase 11% a mais do que em 2005, ano em que a Companhia Docas do Estado de São Paulo estima fechar com 73 milhões de toneladas, ou 8% superiores ao ano passado. Se a estimativa estiver correta, o volume de carga praticamente dobrou de
1996 a
2005. O destaque é o avanço, bem acima da média, dos embarques de carga geral. Apenas nos últimos seis anos, enquanto o movimento do porto cresceu o equivalente a 70%, os embarques de carga geral, que acumulam maior valor por unidade, cresceram 166%. Para ampliar ainda mais a cabotagem, a Codesp implanta, a partir de janeiro, uma redução de 50% nos valores de uma de suas principais tarifas, a de infra-estrutura portuária, válida para cargas conteinerizadas ou não. Com essa medida, o porto espera um aumento de 172 mil contêineres, ou mais 10,9% sobre o volume de 2005, com a peculiaridade de abranger também as cargas de transbordo. medida faz parte de uma estratégia da administradora do porto para transformá-lo em porto concentrador de cargas (Valor, 27 de dezembro).
Volkswagen Touareg ganha motor FSI
O Volkswagen Touareg acaba de receber nova motorização. Trata-se do 3.6 V6 FSI, o primeiro propulsor do segmento com sistema de injeção direta de gasolina. O motor, que substitui o 3.2 V6, rende 280 cavalos, ante 241 cv de seu predecessor. O torque, de 36,4 kgfm a apenas 2.500 rpm, é 15% superior ao da antiga unidade 3.2. Segundo a Volkswagen, os números são suficientes para levar o Touareg de
0 a
100 km/h
em 8,7 segundos e atingir velocidade máxima de
215 km/h
. Com esta motorização, há apenas uma opção de câmbio disponível, o Tiptronic, automático de seis marchas, que permite trocas manuais (Carsale, 27 de dezembro).
Mini terá carro conceito em Detroit
Assim como fez nas mostras automotivas de Frankfurt, em agosto, e Tóquio, em outubro, a Mini apresentará um protótipo no Salão de Detroit (EUA),
em janeiro. O
modelo, que será uma versão mais esportiva do Traveller, receberá o nome de Mini Concept Detroit. A marca registrada do modelo conceitual é a ausência de coluna B. Além disso, o Mini Concept Detroit contará com amplo espaço para instalação de equipamentos para atividades externas. A montadora inglesa revelará mais detalhes sobre seu protótipo no dia 9 de janeiro, durante coletiva de imprensa no Salão de Detroit (Carsale, 27 de dezembro).
Toyota transforma bB
em carro-balada
O
novo compacto da Toyota, o bB, foi apresentado nesta segunda-feira no Japão. Incrementado pela montadora para oferecer um ar "jovem" e se tornar um "carro-balada", o modelo deve custar entre US$ 10,955 mil e US$ 15,228 mil. O novo bB é uma versão atualizada do carro lançado em 2000. Entre as novidades desta edição está um sistema de som com tecnologia acústica moderna e nove alto-falantes - decorados com luzes coloridas. Para garantir um clima de "show musical" dentro do bB, a Toyota instalou ainda onze pontos de iluminação na cabine. O bB também encurtou: perdeu
60 centímetros
e ficou com um total de
4,9 metros
de comprimento. A montadora espera vendas de 5 mil unidades do modelo por ano (Terra, 27 de dezembro).
Pressão dos pneus: prejuízo por descuido
Pressão dos pneus abaixo da recomendada é um problema mundial. Por preguiça, falta de tempo ou de conscientização, até 90% rodam assim. Consumo de combustível 12% maior, durabilidade dos pneus 30% inferior e causa de até 6% de acidentes fatais em estradas também aparecem em pesquisas feitas no exterior (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de dezembro).
Livro conta a história do automóvel no país
Leitura imperdível o livro “Alguns Aspectos da História do Automóvel no Brasil”, da editora Tempo&Memória. Lançado semana passada (a foto acima foi feita no evento de lançamento do livro,
em São Paulo
, SP), conta ainda com edição
em inglês. O
colecionador de veículos e empresário Fábio Steinbruch foi modesto no título, pois a publicação tem 406 páginas, 700 fotos e abrangência significativa. Revisão e tradução de Bob Sharp. R$ 120,00 nas livrarias (Fernando Calmon, Alta Roda, 27 de dezembro).
Volkswagen lança linha 2006 do Bora
Após o anúncio de sua entrada na Stock Car com o Bora – na verdade, com a “carcaça” do Bora, já que chassi e motor (V8 de 450 cv) dos carros de corrida são os mesmos para todos os participantes – a Volkswagen lança a linha 2006 do sedã. Seu maior apelo para brigar com o Chevrolet Vectra está no preço: R$ 55.980,00 (versão com câmbio manual) e R$ 59.885,00 (automático). O motor é o mesmo para ambas as versões –
2 litros
de 116 cv e 17,3 kgfm de torque máximo a 2.400 rpm. Segundo a VW, com esse motor o Bora atinge
195 km/h
de velocidade máxima e faz 0-
100 km/h
em 11 segundos. O Bora é produzido na fábrica da Volkswagen em Puebla, no México, o que explica o preço competitivo, já que a fábrica não paga imposto de importação graças ao acordo comercial entre os países. De série, o sedã traz ar-condicionado digital, faróis de neblina, rodas de liga-leve de
15 polegadas
, airbag duplo e freios a disco nas quatro rodas com sistema ABS. Na aparência o Bora é o mesmo já conhecido, sem grandes alterações. Foram introduzidos pequenos detalhes, como cromados nos pára-choques, frisos laterais e na grade do radiador e maçanetas e carcaças dos retrovisores pintadas na cor da carroceria (Webmotors, 27 de dezembro).
Argentina
não quer prorrogar acordo automotivo
O governo argentino voltou atrás no compromisso assumido com o Brasil
de prorrogar por seis meses o regime especial de comércio de automóveis
entre os dois países. Em tese, o regime automotivo acaba no próximo
dia 31 e, a partir daí, começaria a vigorar o livre comércio.
Ao longo deste ano a Argentina pressionou o Brasil para não abrir o mercado
para os carros brasileiros. Pelo contrário, queria restringir ainda mais
o comércio. O Brasil propôs, então, prorrogar o atual regime
por seis meses, enquanto se discutiria um novo acordo. O “limbo jurídico” que
se estabelecerá a partir de janeiro preocupa os negociadores brasileiros.
Atualmente as regras estabelecem que, para cada US$ 2,6 exportados pelo Brasil
para a Argentina, o Brasil é obrigado a importar US$ 1 de produtos automotivos
argentinos. A Argentina tem dificuldade em vender seus produtos no Brasil porque
os brasileiros privilegiam modelos pequenos (que também são bicombustíveis),
em vez dos médios e esportivos produzidos no país vizinho (Estadão,
23 de dezembro).
Exportações
automotivas brasileiras ameaçadas
O Brasil não é mais base de exportação de veículos.
O alerta de Corrado Capellano, diretor e consultor da Roland Berger Strategy
Consultants, difere-se das projeções divulgadas no início
deste mês pela Anfavea, unicamente pelo tempo do verbo que já aparece
no presente. Para Capellano a indústria perdeu o compasso mundial, não
aproveitou a vantagem cambial verificada nos últimos cinco anos e, agora,
amarga estrutura de custos não competitiva em âmbito mundial: “No
Brasil a estrutura da indústria automotiva em termos de custos e escala é ineficiente.
O número de modelos fabricados é 170% maior do que em 1998, porém
o volume produzido por plataforma está abaixo das 100 mil unidades anuais.
Como comparação, nos Estados Unidos são mais de 250 mil
veículos por ano”. Na opinião de Rogelio Golfarb, presidente
da Anfavea, as exportações estão, sem dúvida, ameaçadas,
mas para 2006 a perspectiva da entidade é que a indústria ainda
deva bater novo recorde e m valor, chegando a US$ 11,5 bilhões, 2,7%
mais do que em 2005. A drástica redução no ritmo das operações – de
2004 para 2005 a expectativa é de incremento de 33,6% -- é sinal
de que a partir de 2007 a indústria pode registrar números negativos.
Em unidades, a entidade espera alguma redução já no ano
que vem, embora não divulgue números (Lana Pinheiro, AutoData,
23 de dezembro).
DHB
anuncia mudanças na direção
Com objetivo de dobrar a receita atual nos próximos trinta meses, a
diretoria da DHB Componentes Automotivos S.A., de Porto Alegre, RS, anunciou
na quinta-feira, 22, profundo plano de reestruturação no quadro
diretivo. A principal é a contratação de Victor Gorsten
para o cargo de diretor-superintendente (AutoData, 23 de dezembro).
Honda
cortará em 1/3 o preço do Civic híbrido
A Honda Motor Co., segunda maior fabricante mundial de automóveis elétricos
e a gasolina, informou que dentro de cinco anos vai reduzir em um terço
o custo excedente do sistema híbrido, que equipa seu modelo Civic, num
momento em que deixa gradativamente de vender a versão a gasolina do
veículo em alguns mercados, como japonês. O custo adicional do
sistema híbrido de propulsão do Civic da Honda vai cair em um
terço, para 200 mil ienes (US$ 1.702) por veículo, uma vez que
os custos de desenvolvimento estão sendo reduzidos à metade,
disse ontem o presidente da Honda, Takeo Fukui. O Civic Hybrid, que gerou uma
lista de espera de quatro meses no Japão, é adquirido por um
valor que vai de 2,2 milhões a 2,4 milhões de ienes (Gazeta Mercantil,
23 de dezembro).
Sindicato
aceita reduzir custo da Ford com saúde
Os empregados da Ford Motor, representados pelo sindicato United Auto Workers
(UAW), ratificaram por estreita margem de aprovação o acordo
sobre assistência à saúde que direciona aumentos de salários
para ajudar a reduzir as despesas da companhia com assistência médica
em estimados US$ 850 milhões anualmente. A votação foi
de 51% a favor, informou o sindicato, com sede em Detroit, em e-mail distribuído
ontem. Representantes da Ford e do UAW chegaram a esse acordo em 9 de dezembro.
Trabalhadores da ativa vão direcionar 99 centavos de dólar por
hora de futuros aumentos salariais para o fundo de assistência à saúde,
e os aposentados vão pagar US$ 752 por ano por família para a
cobertura de assistência médica (Gazeta Mercantil, 23 de dezembro).
Fabricantes
de Detroit perdem mercado
Os quatro fabricantes de Detroit, GM, Hyundai, Ford e DaimlerChrysler, perderam
participação no mercado norte-americano durante os 11 primeiros
dias de dezembro. A informação é da Power Information
Network, subsidiária da J.D. Power e Associates. A participação
da DaimlerChrysler caiu de 13,3%, no mesmo período do ano passado, para
12,6%. A da Ford, que era de 17,9%, ficou em 15,8%, enquanto a GM registrou
recuo de 0,7 ponto porcentual, para 21,7%. A Hyundai, que nos 12 primeiros
dias de dezembro de 2004 tinha 4,1%, agora registra 3,8%. Enquanto isso, a
participação da Toyota no mercado norte-americano subiu 1,6 pontos
porcentuais, para 17,1%. A Honda, que no ano passado registrou 10,5%, agora
conta com 11,8%. A participação da Nissan ficou estável,
7,4% (Carsale, 23 de dezembro).
Honda
Accord 2006 já é o melhor na categoria
A Car and Driver Magazine elegeu o Honda Accord 2006 um dos vencedores do prestigiado
prêmio ’10 Best Cars’. Trata-se do mesmo veículo recém-lançado
no mercado brasileiro, produzido pela fábrica da Honda em Jalisco, México.
Eleito ‘O Melhor Sedã Familiar’, o Honda Accord recebe o
status de um dos ’10 Best’ pela 20ª vez nos 24 anos de existência
do prêmio, mais que qualquer outro modelo no histórico da classificação
(E Agora, 23 de dezembro).
Nova
versão do Vectra até maio
O novo Vectra terá mais uma versão até o começo de
abril ou maio do próximo ano. Como a GM detectou que o modelo alcançaria
logo boa aceitação está oferecendo, de início, apenas
as versões intermediária (Elegance) e de topo (Elite), 50% para
cada uma. A opção mais em conta deve ser batizada de Comfort, também
como resposta ao Mégane II e ao novo Civic.
Peugeot
explora a troca de motores
A Peugeot explorou bem a troca do motor de 1 litro/16 válvulas (mais
caro), antes comprado da Renault, por um flex de 1,4 litro/8 válvulas
(mais barato) de fabricação própria, sem aumento de preço.
Indica consumo de combustível praticamente igual, apesar de potência
e torque maiores. Motor flex de 1 litro não tem redução
de imposto que compense o pequeno aumento de custo, encurtando a diferença
de preço para o de maior cilindrada (Fernando Calmon, Alta Roda, 22
de dezembro).
Para
a Abeiva mercado cresceu 50%
Embora nem todos os importadores tenham repassado as quedas substanciais do
dólar (um pouco menos do euro) frente ao real, o mercado respondeu com
aumento da procura em cerca de 50% em 2005, segundo a Abeiva, associação
de seis marcas. Em 2006, novo acréscimo de até 40%, “mesmo
em ano eleitoral”, destaca André Carioba, que está voltando
para a Alemanha (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de dezembro).
Vem
aí a nova geração de óleos minerais
A formação de borra no cárter e tampa de válvulas
devem diminuir com a chegada dos óleos lubrificantes minerais de última
geração, classificação API SM. Mobil é a
primeira marca a fabricá-lo no País. Preço do litro aumentará um
pouco, porém pode valer a pena se conseguir controlar o problema que
tem diferentes causas e atinge muitos países, sem diagnóstico único
(Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de dezembro).
Questões
em pauta na ANIP aos 45 anos
A ANIP, associação de fabricantes de pneus, completou 45 anos. É dos
poucos setores da indústria brasileira que trabalha em três turnos,
exportando 35% da produção. Já detectou queda no mercado
de reposição pela importação irregular de pneus
usados e produção de remoldados vendidos como se fossem pneus
novos (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de dezembro).
Volkswagen
e Siemens vendem unidades de TI
A Volkswagen, que em setembro já havia divulgado sua decisão de
procurar compradores para a Gedas, sua empresa de tecnologia da informação
(TI), anunciou, ontem, a transferência do controle da companhia para a
T-Systems, cujo principal acionista é a Deutsche Telekom. As empresas
não divulgaram o valor da transação, mas a estimativa é de
algo entre 400 milhões de euros e 450 milhões de euros. Na página
eletrônica da Gedas, a Volkswagen informa que, diante das difíceis
condições de mercado, iniciou, em 2004, um programa de eficiência
de desempenho para reduzir seus gastos de TI, entre outras metas. A Gedas obteve
uma receita líquida de 567 milhões de euros em 2004, dos quais
cerca de 5% - 29 milhões de euros - no Brasil. O país responde
por algo como 8% dos funcionários da companhia, com 407 dos 5 mil empregados.
Além da Volkswagen, outra empresa alemã - a Siemens - decidiu se
desfazer de seu braço de TI. Ontem, a empresa anunciou a venda da problemática
unidade PRS, para a Fujitsu Siemens, uma joint venture na qual detém 50%
de participação. O negócio, segundo avaliação
de mercado, varia entre 200 milhões de euros e 300 milhões de euros
(Valor, 22 de dezembro).
Receita líquida da Marcopolo cresce 9,8%
A Marcopolo S.A., um dos maiores fabricantes de carrocerias para ônibus
do mundo, com matriz em Caxias do Sul (RS) encaminhou à Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa) o resultado referente ao desempenho do período
janeiro-novembro de 2005, cuja receita bruta consolidada atingiu o montante de
R$ 1,8 bilhão. Já a receita líquida no período acumulou
R$ 1,56 bilhão, correspondendo a um crescimento de 9,8% em relação
a idêntico intervalo de 2004. A receita acumulada dos negócios com
e no exterior foi de R$ 879,5 milhões, representando 56,1% da receita
líquida consolidada. No mesmo período de 2004, a participação
foi de 51,5%, com negócios de R$ 735,8 milhões. "O indicativo é que
vamos fechar esse ano com participação dos negócios no exterior
mais as exportações entre 55% e 56%", informa o diretor de
relações com investidores, Carlos Zignani, lembrando que o pico
foi em 2002, quando a representatividade foi de 62,9%. "Época em
que o dólar bateu na casa dos R$ 4". A Marcopolo acumulou a montagem
de 15.163 carroçarias em onze meses de 2005, em suas unidades no Brasil
e no exterior. Esse volume corresponde a um crescimento de 3,47% em relação
a 2004, quando, em igual período, a produção foi de 14.654
unidades. Considerando apenas a produção no Brasil, Marcopolo/Ciferal,
incluindo o miniônibus Volare, o desempenho da empresa atingiu 13.192 unidades
(Gazeta Mercantil, 22 de dezembro).
Alunos
da FEI desenvolvem conceito de moto
Como projeto de conclusão do curso de Engenharia Mecânica Automobilística
da FEI (Fundação Educacional Inaciana), os alunos Daniel Reketis,
Marcos de Santos Souza, Richard Schwabe e Rogério Santos Souza desenvolveram
a Safety Motorcycle. O veículo, uma moto com cinto de segurança,
banco com encosto de cabeça, pára-brisa e freios dianteiro e
traseiro com acionamento único, surgiu da preocupação
em minimizar os efeitos de um acidente de trânsito, além de tornar
a moto um meio de locomoção mais confortável. A Safety
Motorcycle possui partida elétrica e freios a disco com acionamento único
para a traseira e dianteira, além de ABS como opcional. O reservatório
de combustível tem capacidade para 12 litros e a velocidade máxima
atingida é de 120 km/h. A moto comporta um ocupante (Diário do
Grande ABC, 22 de dezembro).
Porsche Cayman S chega ao país
A Porsche lançou o Cayman S, novo cupê esportivo de dois lugares
baseado no roadster Boxster. O modelo, equipado com motor central traseiro
de 3,4 litros, tem preço sugerido de US$ 169.600. Na linha da montadora,
o Cayman S está situado entre o Boxster S e o 911 Carrera. Na dianteira,
os detalhes que diferenciam o veículo ficam por conta dos faróis
de neblina integrados às tomadas de ar localizadas nas extremidades.
O motor boxer de seis cilindros do esportivo desenvolve 295 cavalos de potência
a 6.250 rpm. O torque máximo, registrado entre 4.400 e 6.000 giros, é de
34,6 mkgf. O Cayman S acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e chega à velocidade
máxima de 275 km/h (Diário do Grande ABC, 22 de dezembro).
Fabricantes de moto antecipam recorde
Os fabricantes de motocicletas estão se preparando para bater um recorde
histórico na indústria nacional. A previsão do setor é fechar
o ano com uma produção de 1.180 milhão de unidades. Deste
total, 995 mil são para o mercado interno. Se confirmado, o resultado
ficará 2% acima das estimativas traçadas no final do ano passado
e 10% maior que as 1.057 milhão de unidades fabricadas no ano passado
(Correio do Povo, 22 de dezembro).
Venda da Hertz contribui para lucro da Ford
A Ford anunciou que vai obter um lucro antes de impostos no valor de pelo menos
US$ 1,1 bilhão neste trimestre com a venda da locadora de carros Hertz,
segundo informações da Bloomberg. A Ford está se desfazendo
do último de seus negócios que não estão estritamente
relacionados à produção e financiamento de automóveis.
A venda da Hertz no valor de US$ 15 bilhões foi completada ontem. No
terceiro trimestre deste ano, a Ford teve prejuízo de US$ 284 milhões,
o primeiro em dois anos (Valor, 22 de dezembro).
Expansão da rede estimula investimentos
em tecnologia
Produtividade, segurança e redução de custos são
os focos dos investimentos que as operadoras do setor ferroviário brasileiro
começam a fazer na modernização tecnológica de
trens, malha ferroviária e sistemas de controle das operações.
Os gastos já são pesados e incluem a adoção de
sistemas integrados com tecnologia RFID (radio frequency identification) para
identificação, rastreabilidade e controle de movimentação
de produtos e cargas, sensores e computadores de bordo em locomotivas e vias
férreas, software de suporte à decisão e gestão
das operações, e sistemas sofisticados de comunicações
via satélite e rádio digital. A MRS Logística, por exemplo,
vai desembolsar cerca de R$ 80 milhões na troca de toda a sinalização
de sua malha ferroviária, cuja tecnologia data dos anos 70, e em novo
sistema de telecomunicações, que eliminará a estrutura
atual de cabeamento em troca de um novo sistema baseado em fibra ótica,
conexões via satélite e transmissão de informações
por rádio digital. O projeto será executado pela subsidiária
(Valor, 22 de dezembro).
Europa
aprova projeto de lei da Euro 5
A Comissão Européia aprovou o projeto de lei que prevê a
redução de gases poluentes em automóveis de passeio, denominado
Euro5. O conjunto de medidas atingirá todos os países integrantes
da União Européia. Para o vice-presidente da CE, Günter
Verheugen, a novas regras farão com que os veículos a diesel
diminuam emissões de resíduos poluentes de 25 para 5 miligramas
por quilômetro rodado, ou seja, uma redução de 80% em relação
aos níveis atuais. Para isso, os proprietários de carros a diesel
serão obrigados a instalar filtros de partículas em seus veículos.
Os novos motores a diesel diminuirão em 20% a emissão de óxido
de nitrogênio (NOx) e os movidos a gasolina irão reduzir sua emissão
em 25%. A redução de emissões de hidrocarbonetos (HC)
nos novos propulsores a gasolina cairá de 100 para 75 miligramas por
quilômetro rodado, ou seja, uma queda de 25% (Carsale, 22 de dezembro).
Hyundai
terá carro a célula de combustível
A Hyundai colocará no mercado seu primeiro veículo movido a célula
de combustível em 2010. Os testes em estrada com o modelo escolhido
para acolher a tecnologia, uma versão do SUV Tucson, já estão
marcados para 2009, nos Estados Unidos (Carsale, 22 de dezembro).
Novo
VW Bora chega a partir de R$ 55.980
Assim como ocorreu com a linha 2005, o novo Volkswagen Bora 2006 desembarca
no mercado brasileiro trazendo apenas novidades na parte estética. Os
preços sugeridos do sedã partem de R$ 55.980 (câmbio manual)
e R$ 59.885 (automático). O motor 2.0 8V, capaz de gerar 116 cv de potência
e 17,3 kgfm de torque máximo a 2.400 rpm, continua. Equipado com esse
propulsor, o Bora leva 11 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e atinge velocidade
máxima de 195 km/h (Carsale, 22 de dezembro).
Iveco
quer chegar a 100 pontos-de-venda
A Iveco Latin America irá investir € 3 milhões nos próximos
três anos no Brasil para aumentar a rede de concessionárias da marca.
A meta da montadora é chegar em 2008 com 100 pontos-de-venda no País.
Em 2005, a empresa chegou a 66 revendas. Segundo o presidente da montadora, Jorge
Vicente Garcia, a expectativa é que em 2008 a empresa tenha participação
no mercado brasileiro de caminhões e ônibus de 10%. Em 2005 a Iveco
fechará com market share de 6%, com 11,9 mil unidades vendidas, ante 9,7
mil de 2004, crescimento de 22,6% no período (Gazeta Mercantil, 21 de
dezembro).
Toyota
faz aposta no mercado de idosos
Para se ter idéia do que a Toyota Motor Corp.
vê para o futuro, dê uma olhada na TAO Light II, novo modelo
em desenvolvimento cuja velocidade máxima é de pouco mais
de 6 quilômetros por hora. Pode parecer pouco, mas a TAO Light
II não é um carro. É uma cadeira de rodas feita
de peças de carros, desenvolvida pela Aisin Seiki Co., que fornece
transmissões e conjuntos mecânicos para a Toyota. A TAO
faz parte de uma série de novos produtos da Toyota e de suas centenas
de fornecedores destinados ao mercado de idosos japoneses e às
famílias que cuidam deles. Os engenheiros estão usando
tecnologias de automóveis a fim de criar esses produtos, transformando
amortecedores, por exemplo, em elevadores hidráulicos domésticos.
Os carros também são parte importante dessa iniciativa.
No Japão, a Toyota oferece 37 tipos de Welcabs, modelos convertidos
que vêm com opções como assentos rotativos e rampas
para cadeiras de roda, facilitando o acesso para deficientes físicos
(The Wall Street Journal, 21 de dezembro).
Cai
vantagem do álcool sobre a gasolina
O álcool está perdendo a vantagem em relação a
gasolina em vários estados do País, segundo pesquisa realizada
pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP.
Alguns especialistas em motor indicam que o limite para a relação
de preços gasolina/álcool hidratado estaria no intervalo de 60%
a 70%, dependendo da marca e modelo de carro. No RJ a relação
está em 67,8%, no MT e DF em 67% e na BA em 65,3%. No RS o limite já foi
ultrapassado, com o álcool equivalendo 77,5% do valor da gasolina. Já em
São Paulo o álcool ainda oferece vantagem, com valor 57,7% inferior
ao preço da. Gasolina (Gazeta Mercantil, 21 de dezembro).
Ação
da GM atinge menor preço em 23 anos
As ações da General Motors recuaram 6,8% registrando a cotação
mínima dos 23 últimos anos no momento em que a concorrente Toyota
Motor prevê mais uma elevação das vendas globais no próximo
ano. Os papéis da GM caíram 77 centavos de dólar, tendo
sido cotados a US$ 20,28 no início da tarde de ontem no pregão
composto da Bolsa de Valores de Nova York. Anteriormente haviam caído
para US$ 19,63, cotação mais baixa desde outubro de 1982. A Toyota,
que está vencendo a GM como líder mundial de vendas de veículos,
projetou o aumento de 9% para 2006. As ações da GM perderam 49%
do seu valor neste ano por causa de quatro trimestres consecutivos de perdas,
do declínio das suas classificações de risco de crédito,
para o status de alto risco e devido à queda de 3,7% nas vendas de veículos
nos Estados Unidos. A Toyota projeta que suas vendas alcançarão
8,85 milhões de veículos em 2006, ante os 5,8 milhões
de cinco anos atrás. As vendas de GM cresceram para 8,99 milhões
ano passado em relação aos 8,6 milhões de cinco anos atrás.
A montadora não forneceu projeções de vendas para 2006.
Ontem, a GM anunciou o recall de 425.993 vans Chevrolet e picapes GMC por causa
de defeito do cinto de segurança (Gazeta Mercantil, 21 de dezembro).
Toyota
pode superar GM em 2006
Pela primeira vez em mais de 70 anos, a General Motors pode perder o título
de maior fabricante de automóveis do mundo. Isso porque a Toyota, segunda
colocada no ranking das montadoras, estimou nesta terça-feira (20) um
aumento de 10% em sua produção para o ano que vem. Com isso,
a marca japonesa alcançará a quantidade recorde de 9,06 milhões
de veículos produzidos. Enquanto a Toyota caminha a passos largos para
topo, as suas principais concorrentes, GM e Ford, atravessam uma das piores
crises de sua história. A Ford, que perdeu a segunda colocação
em 2003, anunciou o fechamento de cinco unidades que empregam cerca de 7,5
mil funcionários (6% da força de trabalho do grupo), nos Estados
Unidos e México. Já a atual líder teve um prejuízo
de quase 4 bilhões de dólares e também tem planos para
reduzir custos, com o corte de 30 mil postos de trabalho (Carsale, 21 de dezembro).
Agrale
investe na promoção do Marruá
Lançado em outubro de 2004, o Jeep Marruá terá forte impulso
na sua divulgação a partir de março do ano que vem. A
Agrale promoverá a Expedição Agrale Marruá, que
percorrerá aproximadamente 4 mil quilômetros de Caxias do Sul,
RS, sede da montadora, até Cuiabá, MT. O evento faz parte da
comemoração dos 40 anos da empresa, completados há dois
meses. O diretor-superintendente da montadora, Hugo Zattera, assinala que o
objetivo é promover atividade para apaixonados por aventura e mostrar
e explorar as características de robustez e versatilidade dos modelos.
O diretor de vendas e de marketing, Flávio Crosa, acrescenta que o projeto
envolverá as várias versões já existentes do veículo,
como o picape com capota de lona, o alongada, o de cabina rígida e o
destinado a cargas (AutoData, 21 de dezembro).
BMW
Mini: 200 mil unidades em 2005
O Grupo BMW anunciou, em Munique (Alemanha), a produção da unidade
200 mil do Mini, em 2005. Com isso, a fábrica de Oxford (Reino Unido)
estabeleceu um novo recorde anual de produção, desde que foi
inaugurada em abril de 2001. A unidade é um Mini Cooper S conversível
na cor branca. A montadora de Oxford emprega 4,5 mil funcionários. Em
2007, a expectativa é que sejam abertos 200 novos postos de trabalho
(Carsale, 21 de dezembro).
Europa
confia mais em marcas japonesas
Pesquisa realizada por associações de defesa dos consumidores
apontaram de países da Europa que as marcas japonesas são as
mais confiáveis para o público daquele continente. Estudo realizado
com 17 mil pessoas da Espanha, Bélgica, Portugal, Itália, França,
entre outros, colocou a Toyota em primeiro lugar na opinião dos europeus.
A segunda colocação ficou com a Mazda, seguida respectivamente
por Honda e Suzuki. Na lanterna da tabela ficaram duas marcas britânicas,
a MG Rover (comprada recentemente por um fabricante chinês) e a Land
Rover, do grupo Ford. Além de ser a marca mais confiável para
os europeus, a Toyota é também, segundo a pesquisa, a que tem
o custo de manutenção mais baixo. Neste quesito, os piores índices
ficaram com Audi, Mercedes-Benz e Volvo. Entretanto, as três montadoras
também conquistaram boas notas na categoria confiabilidade. A pesquisa
avaliou também a porcentagem de consumidores que são fiéis à mesma
marca na hora de trocar o carro. A França obteve o maior índice,
53,8%. (Carsale, 21 de dezembro).
Vendas
estão aquecidas em dezembro
A primeira quinzena de dezembro foi muito boa para o mercado interno de veículos.
A expectativa da Fenabrave de 80 mil veículos comercializados foi superada
em quase 10%. Os concessionários entregaram 87,8 mil unidades, 9,1% a
mais sobre os primeiros quinze dias de dezembro de 2004 e 4,4% acima das duas
primeiras semanas de novembro. A entidade projeta licenciamento de 159 mil veículos
até o fim do mês. Todos os segmentos, exceto o de caminhões,
tiveram variação positiva. Os 70,6 mil automóveis emplacados
na quinzena representaram acréscimos de 10,3% perante igual intervalo
do ano passado e de 3,2% diante de novembro. Nos primeiros quinze dias do mês
12,8 mil comerciais leves ganharam as ruas, volume 10,9% superior à quinzena
de 2004 e 12,7% maior perante os mesmos dias de novembro. As vendas de caminhões,
3,4 mil unidades, recuaram 14,7% com relação a 2004 e 1,6% ante
igual período do mês passado. Já os 904 ônibus vendidos
apresentaram incrementos, nas mesmas comparações, de 9,6% e de
21,7%, respectivamente (Erica Munhoz, AutoData, 20 de dezembro).
Ford comemora o melhor ano no Brasil
A Ford do Brasil vai fechar 2005 com 211 mil carros vendidos no mercado interno
e uma participação de 13,4%. "É o melhor ano de toda
a história da Ford no Brasil, perde somente para 1997, que foi um ano
bom para toda a indústria automobilística", disse Barry Engle,
presidente da Ford do Brasil. O faturamento da empresa vai chegar a US$ 1,4 bilhão,
7,69% superior a US$ 1,3 bilhão que havia sido estimado pela empresa no
início deste ano. Antonio Maciel Neto, presidente da Ford América
do Sul e vice-presidente corporativo da Ford Motor Company, atribuiu o resultado
positivo da empresa neste ano a diversas ações tomadas no passado, à aposta
na engenharia local e à confiança no Mercosul, que fez a empresa
manter suas operações na Argentina. Maciel Neto destacou também
que, com sete trimestres consecutivos de lucro a Ford é considerada pelos
bancos como a montadora mais lucrativa da América do Sul. Em 2004, o lucro
da companhia na América do Sul foi de US$ 140 milhões e até setembro
deste ano chegou a US$ 263 milhões (Gazeta Mercantil, 20 de dezembro).
Estimativas
para exportação não são otimistas
A previsão de Maciel é a indústria automobilística
feche este ano com uma produção de 2,8 milhões a 3 milhões
de unidades no Mercosul. "Na América do Sul todos os países
tinham base muito baixa e este ano a Venezuela deverá produzir 230 mil
veículos - o maior volume da história da indústria naquele
país. A produção dos três países - Venezuela,
Colômbia e Equador vão chegar a mais de 400 mil unidades neste
ano e a Argentina vai atingir 390 mil unidades. As estimativas da Ford para
exportações não são otimistas. Depois de embarcar
140 mil carros neste ano, 16,6% superior aos 120 mil carros exportados em 2004.
Maciel admitiu que as vendas externas no próximo ano vão se reduzir
mas não estimou em volume, em razão da alta valorização
do real. Atualmente a Ford exporta 40% de sua produção. "A
exportação é importante para viabilizar novos projetos
e para a empresa ter hedge natural, além de melhorar a qualidade do
produto" (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 20 de dezembro).
Fabricante chinesa de olho em ativos
da Delphi
A fabricante chinesa de autopeças Wanxiang Group está interessada
em comprar ativos de americana Delphi Corp., que está em concordata.
Mas o principal executivo da empresa nos Estados Unidos disse ser "muito
cedo ainda" para dizer se a Wanxiang seria capaz de comprar partes da
Delphi." Automotive News, revista especializada americana, publicou que
o presidente do conselho da Wanxiang, Lu Guanqiu, negociava com a Delphi a
aquisição de alguns dos ativos da empresa nos EUA (The Wall Street
Journal, 20 de dezembro).
Renault/Nissan quer ser segunda no mundo
O presidente mundial da aliança Renault/Nissan, Carlos Ghosn, evita
afirmar que trata-se de uma meta mas prevê que, em dois a três
anos, o grupo vai tornar-se o segundo maior fabricante de automóveis
do mundo. Ele diz que a japonesa Toyota já em 2006 ou 2007 será a
primeira no ranking das montadoras: "A DaimlerChrysler vai ficar em terceiro
e só depois vão entrar os americanos", afirmou, durante
almoço para 40 convidados, ontem, no Rio, quando recebeu do vice-prefeito,
Otávio Leite, o título de cidadão do Rio de Janeiro. Segundo
o executivo, a expansão da aliança Renault/Nissan se dará a
partir da Ásia. A Renault/Nissan é o quarto grupo mundial no
ranking das montadoras, com US$ 150 bilhões de receita e 350 mil empregados.
Ele antecipou pouco dos planos para o Brasil (Fernando Calmon, Alta Roda, 20
de dezembro).
Mercado
europeu cai 2,8% em novembro
As vendas de veículos na Europa em novembro totalizaram 1.168.628 unidades,
informa a ACEA, associação européia dos fabricantes de
veículos. O número representa queda de 2,8% na comparação
com o mesmo mês do ano passado, quando os licenciamentos ficaram em 1.202.868
modelos. Já em relação a outubro, houve recuo de 2,6%.
Entre os mercados considerados “os cinco grandes”, – Alemanha,
Inglaterra, Itália, França e Espanha – apenas o italiano
registrou crescimento (Carsale, 20 de dezembro).
Participação
de populares registra queda
Os modelos populares representaram 43,7% do total das vendas da indústria
automobilística durante a primeira quinzena de dezembro. Na comparação
com o mesmo período de novembro, houve queda de 0,4 ponto porcentual.
Já em relação aos quinze primeiros dias de novembro, a
participação dos modelos 1.0 caiu 1,7 ponto porcentual. Na primeira
metade útil de dezembro, foram vendidos 30.909 populares, ante 29.100
comercializados em igual período no ano passado, alta de 4,5%. Já em
relação aos mesmo período de novembro último, quando
os licenciamentos de populares totalizaram 30.178 unidades, o crescimento ficou
em 2,42% (Carsale, 20 de dezembro).
Associação
de fabricantes de pneus faz 45 anos
ANIP, associação de fabricantes de pneus, completou 45 anos. É dos
poucos setores da indústria brasileira que trabalha em três turnos,
exportando 35% da produção. Já detectou queda no mercado
de reposição pela importação irregular de pneus
usados e produção de remoldados vendidos como se fossem pneus
novos (Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de dezembro).
Vectra
terá uma versão mais barata
Novo Vectra terá mais uma versão até o começo de
abril ou maio do próximo ano. Como a GM detectou que o modelo alcançaria
logo boa aceitação está oferecendo, de início,
apenas as versões intermediária (Elegance, equipada com motor
de 2 litros e opção de câmbio manual ou automático)
e de topo (Elite, motor 2,4-litros e câmbio automático), 50% para
cada uma. A opção mais em conta deve ser batizada de Comfort,
também como resposta ao Renault Mégane II e ao novo Honda Civic
(Fernando Calmon, Alta Roda, 20 de dezembro).
Sindipeças
também está em Santa Catarina
Em novembro o Sindipeças abriu escritório regional em Joinville,
cidade que abriga o maior número de empresas do setor automotivo no
Estado. A estrutura foi montada para oferecer aos associados os mesmos serviços
prestados pela matriz da entidade, como assistência jurídica e
tributária, questões de logística, apoio para participação
em feiras internacionais e ações para aumentar a sinergia dos
associados catarinenses com outros escritórios do país. A participação
de Santa Catarina tem evoluído anualmente no setor nacional de autopeças.
Em 2004 respondeu por 5%, com faturamento de US$ 800 milhões, para o
total global de US$ 16,5 bilhões. Neste ano a projeção é de
6% da receita estimada em US$ 22,5 bilhões (AutoData, 20 de dezembro).
Honda
quer projetar motos no Brasil
Aos 35 anos de atuação no mercado brasileiros, em 2006 a Honda
vai buscar autonomia junto à matriz no Japão para desenvolver produtos
nacionais. Os veículos da marca fabricados em Manaus são todos
criados pela matriz. A operação do Brasil, quinta maior do grupo
japonês, recegbe os projetos prontos e apenas faz a adaptação
nas cores e faixas de modelos. A Honda suspendeu, por enquanto, o projeto de
construção de uma nova fábrica, prevista para quando a empresa
atingisse a produção de um milhão de motos. “Optamos
por ampliar a atual fábrica, que hoje tem capacidade para 1,2 milhão
de unidades e pode chegar a 1,3 milhão, apenas com investimento em maquinário” – diz
o diretor de vendas Marcos Fermanian (Estadão, 19 de dezembro).
Ônibus:
mercado externo maior que o interno
Pela primeira vez, as exportações de ônibus do Brasil ultrapassarão
o volume das vendas internas. As montadoras devem embarcar quase 20 mil veículos
para outros países, enquanto o mercado doméstico prevê consumir
perto de 15,6 mil chassis de ônibus (queda de 11% ante 2004). Até novembro,
a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea) registrou exportações de 17,6 mil unidades, 56,4% a
mais que em igual período de 2004. A produção acumulada
chegou a 33,4 mil veículos, 24,4% acima do verificado em 2004. O Brasil
deve passar à frente dos Estados Unidos em volume de produção,
encerrando 2005 como o segundo maior fabricante mundial (mais de 12%), atrás
da China (33%) (Correio do Povo, 19 de dezembro).
Retração
nas vendas de grãos afeta caminhões
A crise que atingiu os produtores de grãos já afetou as vendas
de caminhões. Depois de um ano e meio de crescimento, os volumes começaram
a despencar nos seis últimos meses, período em que o campo sofreu
com a seca e a queda do dólar. Nos estados que concentram a plantação
de grãos, as vendas dos veículos de carga, no acumulado do ano,
registram queda entre 20% e 40%. Os fabricantes começaram o ano prevendo
um mercado de 82 mil veículos no Brasil em 2005. Mas as novas projeções
não indicam mais do que 74 mil (Valor, 19 de dezembro).
GM
e Daimler juntas na produção de híbridos
A General Motors e a DaimlerChrysler compartilharão de uma fábrica
para a construção conjunta de seu sistema a gasolina e eletricidade,
na tentativa de competir com concorrentes como a Toyota na tecnologia que proporciona
economia de combustível. A GM, a maior fabricante de automóveis
do mundo, e a DaimlerChrysler, a quinta maior, planejam instalar o sistema
híbrido nos seus carros a partir de 2007. A Bayerische Motoren Werke
(BMW) também participa da associação, anunciada um ano
atrás. A Toyota foi a pioneira na tecnologia a gasolina e eletricidade,
com seu carro Prius lançado em 1997, e é a maior vendedora de
automóveis híbridos (Gazeta Mercantil, 19 de dezembro).
Produção
automotiva acelerada no final do ano
Baixo estoque, demanda aquecida e compromissos externos impõem o maior
ritmo. Com baixo volume de carros no estoque e aquecimento do mercado interno
as montadoras vão reduzir as férias coletivas no final deste
ano. A VW do Brasil vai ter produção normal nas suas fábricas
de São Bernardo do Campo, no ABC paulista; em Taubaté, no interior
de São Paulo; e em São José dos Pinhais (PR). A Volkswagen
exporta atualmente 40% de sua produção - neste ano está embarcando
260 mil veículos. A General Motors informou que a fábrica de
São Caetano do Sul, no ABC paulista, não vai interromper a produção
no final deste ano. Na fábrica de São José dos Campos,
somente a linha de produção do Novo Corsa, da picape Montana,
Meriva e do Classic terão férias coletivas do dia 19 deste mês
até 4 de janeiro. A linha da S-10, Blazer e motores não vão
ter paradas neste ano. Já na fábrica de Gravataí (RS),
onde a GM produz o Celta, as férias coletivas dos 1,6 mil empregados
da produção começarão dia 23 deste mês e
se estenderão até 8 de janeiro. Na fábrica da Fiat Automóveis,
em Betim (MG), as férias coletivas vão de 28 deste mês
até 9 de janeiro.
Produção
automotiva acelerada no final do ano - 2
A Ford vai dar férias coletivas de 19 deste mês até 2 janeiro
somente para os empregados da fábrica de São Bernardo do Campo
e de Taubaté, onde faz motores e transmissões. Em Camaçari
(BA), onde produz o EcoSport e o Novo Fiesta, não haverá parada
de produção. Entre as montadoras francesas somente a Renault
dará férias para seus empregados. A fábrica de São
José dos Pinhais pára entre os dias 16 de dezembro a 9 de janeiro.
A de utilitários pára de 24 a 8 de janeiro e a de motores não
terá férias coletivas. A Peugeot e Citroën terão
produção ininterrupta em Porto Real (RJ). Os motivos são
a chegada do 206 1.4 com motor flex e o C3 1.4 flex, que será lançado
em janeiro de 2006, segundo informou a assessoria de imprensa do grupo PSA.
A Honda vai parar a produção na fábrica de Sumaré (SP)
de 26 deste mês até 9 de janeiro (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil,
19 de dezembro).
ANP
abre guerra contra gasolina adulterada
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis
assinou sexta-feira dois convênios de cooperação técnica
para intensificar a fiscalização a postos de combustíveis
no Estado. O primeiro – firmado com a Secretaria Estadual da Fazenda
e endossado pelo governador Geraldo Alckmin – tem como alvo principal
o combate a sonegação fiscal, causado pela adulteração
de álcool e gasolina. O segundo transfere para fiscais da Prefeitura
de São Paulo poderes punitivos em casos comprovados de adulteração.
Agentes municipais também serão parceiros em blitze do órgão
federal (Diário do Grande ABC, 19 de dezembro).
GM
acredita em recuperação em 2006
O presidente da GM, Rick Wagoner, espera que a empresa registre aumento de
receita em 2006. Segundo ele, a produção e vendas da nova picape
Chevy Tahoe fará com que a montadora tenha um bom início de ano.
Wagoner afirmou estar otimista com a linha de veículos utilitários
esportivos da série GMT-900 - família de utilitários esportivos
com visual renovado e menor consumo de combustível que está prestes
a ser lançada. A GM, que registra prejuízo de quase US$ 4 bilhões,
prevê a redução de 30 mil empregos e fechamento de 12 fábricas
na América do Norte. A montadora também negocia com sindicatos
um acordo para economizar US$ 1 bilhão anuais em custos com seguro-saúde
(Carsale, 19 de dezembro).
GM
parará de contribuir com planos de aposentadoria
A GM anunciou que parará de contribuir com os planos de aposentadoria
privada de seus funcionários administrativos nos EUA. A deficitária
montadora americana acrescentava 20% à contribuição dos
funcionários para o plano (The Wall Street Journal, 16 de dezembro).
Pilkington recusa oferta da Nippon
A Pilkington, fabricante de vidros britânica, disse que recusou oferta
da japonesa Nippon Sheet Glass que avalia a Pilkington em US$ 3,7 bilhões,
dizendo que é muito baixa. Essa oferta já era 5,3% maior que a
original. A Nippon tem 20% da Pilkington (The Wall Street Journal, 16 de dezembro).
Iveco fará 40 mil caminhões
na China
A Iveco vai criar uma joint venture para produzir caminhões pesados e
motores diesel na China para atender às necessidades do país em
equipamentos para a construção civil antes dos Jogos Olímpicos
de 2008. A Iveco e a SAIC Motor, maior montadora do país, vão comprar
juntas 67% da Chongqing Heavy Vehicle Group e utilizar a sua fábrica para
fazer 40 mil caminhões por ano até 2008. As três companhias
vão produzir anualmente 30 mil motores diesel para caminhões em
uma joint venture separada no sudoeste da cidade de Chongqing, na China. A Chongqing
foi a sexta maior fabricante de caminhões acima de 8 toneladas para cargas
pesadas da China no ano passado, com o total de vendas de 17.029 unidades e 3,4%
de participação de mercado. A Iveco tem joint venture para veículos
comerciais leves na cidade de Nanquim, no leste da China. As montadoras estrangeiras
podem manter apenas até duas parcerias locais, tanto na fabricação
de carros de passeio como de veículos comerciais leves, segundo as normas
chinesas. A joint venture com a SAIC suprirá demanda do país em
veículos para a construção civil antes dos Jogos Olímpicos
de 2008 (Gazeta Mercantil, 16 de dezembro).
Exportações
aceleradas em dezembro
A área de transporte e logística da Volkswagen do Brasil maior
exportadora de carros do País, vai operar plenamente em dezembro, inclusive
no dia 31, quando estão previstos saídas de dois navios levando
carros brasileiros. Richard Schües, diretor da Volkswagen Transport, braço
de logística da montadora, informa que para dezembro estão programados
embarques de 26 mil carros e comerciais leves - 11 mil mais que em igual mês
do ano passado. De janeiro a outubro deste ano a Volkswagen embarcou 212 mil
carros - 4% mais que nos 12 meses de 2004, com 204 mil unidades. Um dos mercados
mais pujantes da subsidiária brasileira é a Alemanha, para onde
manda o Fox. O veículo, desenvolvido no Brasil, é vendido a € 9
mil (Gazeta Mercantil, 16 de dezembro).
Locadoras ampliam frotas em 2006
Unidas e Avis vão comprar 8 mil carros cada para atender, principalmente,
nicho de terceirização. A Unidas, locadora de veículos pertencente
ao grupo português SAG, investirá US$ 40 milhões na aquisição
de 8 mil automóveis em 2006. Já o Grupo Dallas, que opera a franquia
da locadora americana Avis no Brasil, também investirá na compra
de 8 mil carros, sendo 70% do volume de veículos populares. Segundo o
diretor-executivo da Unidas no Brasil, Régis Távora, 25% dos recursos
serão destinados para a ampliação de frota, que hoje está em
16,5 mil unidades (Gazeta Mercantil, 16 de dezembro).
Toyota
venderá Prius híbridos
A Toyota Motor, maior fabricante mundial de veículos híbridos
a gasolina e elétricos, vai colocar à venda 3 mil unidades do
híbrido Prius na China, em 2006. A Sichuan FAW Toyota Motor, venture
da Toyota com o China FAW Group, vai comercializar o Prius por preço
entre US$ 34,7 mil e US$ 37,4 mil cada, disse a empresa ontem. A montadora
também receberá pedidos via Internet (Gazeta Mercantil, 16 de
dezembro).
VW
quer ter vendas recorde em 2005
A Volkswagen espera vender neste ano 100 mil veículos a mais que em
2004, anunciou o presidente-executivo do grupo alemão, Bernd Pischetsrieder.
O executivo acredita que a companhia terá recorde de vendas unitárias
em 2005. O grupo entregou 5,08 milhões de veículos em 2004 e,
com 5,18 milhões, superará o recorde anterior, obtido em 2001,
de 5,083 milhões de unidades. As marcas da empresa incluem Audi, Seat
e Skoda. Os mercados de automóveis não terão grandes avanços
em 2006, segundo Pischetsrieder, que participou de cerimônia que marcou
a aquisição de veículos da empresa pelo serviço
postal da Alemanha. O esperado crescimento de participação ocorrerá apesar
da contínua valorização do euro, que está valendo
quase US$ 1,20 e tem prejudicado os negócios da Volkswagen em regiões
como América do Norte e China (Gazeta Mercantil, 16 de dezembro).
Série limitada da S600 acaba em
7 minutos
As 20 unidades da série especial da Classe S, S600 "Signature",
foram comercializadas em menos de 7 minutos. A informação é da
Saks Fifth Avenue, loja de artigos de luxo de Nova York (EUA) na qual a edição
limitada do sedã foi oferecida, por R$ 145 mil (cerca de R$ 350 mil).
Ainda segundo a Saks, 700 clientes, interessados em adquirir o modelo, ficaram
na lista de espera. Os clientes preferenciais da loja foram os primeiros a
receber um exemplar da Classe S. Equipado com motor 5.5 V12 biturbo, de 510
cavalos e 84,6 kgfm, o S600 "Signature" traz acabamento exterior
em um único tom, preto metálico. O interior do carro conta com
bege como cor dominante, mas a madeira presente no console e nas portas é preta.
A lista de itens de conforto inclui bancos com massageadores, DVD e teto solar
panorâmico (Carsale, 16 de dezembro).
BMW
quer construir fábrica na Índia
O grupo BMW assinou um acordo com o governo da Índia para construir
uma fábrica no estado de Tamil Nadu, ao sul do país. Será a
primeira unidade da marca alemã na Índia. Ela será reponsável
pela produção de modelos da montadora em regime de CKD, destinado
ao mercado local. No ano passado a BMW deu início à fabricação
das séries 3 e 5 na China para suprir a demanda de consumidores asiáticos.
De acordo com a imprensa indiana, a nova unidade fabril da BMW será instalada
no distrito industrial Mahindra World City, na cidade de Maraimalai Nagar,
próximo de Chennai, capital de Tamil Nadu. Ela custará US$ 39
milhões aos cofres da empresa alemã e ficará pronta dentro
cinco anos. A Ford e a Hyundai também mantém fábricas
no mesmo local (Carsale, 16 de dezembro).
Caminhões
serão leiloados
A SuperBid, empresa especializada na avaliação e venda de ativos
físicos por meio de leilões oficiais presenciais e via internet,
realizará hoje leilão compartilhado, onde colocará à disposição
mais de 120 lotes de equipamentos, veículos pesados e de passeio, máquinas
pesadas, material de escritório e contratos futuros de geração
de sucata. Destacam-se entre os lotes, 18 pás carregadeiras Caterpillar
e nove cavalos mecânicos Volvo, veículos de passeio Volvo S60
e Omega CD 3.8. Além desses, serão leiloados também veículos
Corsa, Fiorino e Gol assim como uma lancha Le Baron II, que tem lance inicial
de R$ 55 mil. Entre os equipamentos pesados destacam-se os guindastes (ao todo
são nove) e máquinas de jateamento (duas). Máquinas operatrizes
e motores elétricos complementam o leilão. Interessados já podem
iniciar seus lances pela internet – www.superbid.net. Para participar, é necessário
cadastrar-se pelo site via internet ou pelo call center da empresa, pelo telefone
(11) 3887 7801, pedindo a habilitação para o leilão (Webtranspo,
16 de dezembro).
Ford
investirá US$ 1 bilhão na Ásia-Pacífico
A Ford Motor investirá US$ 1 bilhão nos próximos anos em
produtos e fábricas na região da Ásia-Pacífico para
manter presença competitiva nos mercados em crescimento. Em matéria
publicada pela Automotive News na quarta-feira, 13, Jim Padilla, COO da empresa,
afirmou que China, Índia e Tailândia são mercados preferenciais: “Investiremos
em novos modelos e fábricas para aumentar nossa participação
nesses países”. Segundo o executivo o plano de reestruturação
da Ford a ser divulgado em janeiro, e que deve envolver fechamento de dez fábricas
nos Estados Unidos e corte de 25 mil a 30 mi l pessoas, segundo agências
internacionais, não terão impacto na Ásia-Pacífico
(AutoData, 15 de dezembro).
Novo RH da VW quer cortar custos trabalhistas
O novo chefe de pessoal da Volkswagen, Horst Neumann, defendeu corte dos custos
trabalhistas do grupo, ao afirmar que uma companhia que não ganha dinheiro
não pode se permitir pagar salários 20% superiores aos do acordo
coletivo setorial. Em publicação interna, Neumann acrescentou que "também
não é possível" que se mantenha a totalidade da equipe
com o grau de aproveitamento atual das capacidades das fábricas. Em sua
opinião, a VW precisa "urgentemente de custos competitivos, qualidade
convincente e produtos inovadores". Caso contrário, "a concorrência
se livrará" da companhia. Neumann destacou que a VW não está em
crise, mas deverá se empenhar em aumentar a competitividade. O executivo é chefe
de pessoal da companhia desde 1º de dezembro e foi eleito pelo conselho
de segurança com o apoio dos sindicatos e do presidente Ferdinand Piech
(Gazeta Mercantil, 15 de dezembro).
Europa licencia menos veículos
As vendas de carros novos caíram 2,8% na Europa em novembro, para 1,17
milhão. No mesmo mês de 2004, foram vendidos 1,2 milhão de
unidades. A comercialização foi reduzida pela queda vertical da
demanda por modelos como o Mégane e a van Modus da Renault, segundo dados
da Associação Européia dos Fabricantes de Automóveis
divulgados ontem (Gazeta Mercantil, 15 de dezembro).
Equipamento
da G7 ganha prêmio ambiental
A G7 Business Consulting recebe amanhã, em evento na Assembléia
Legislativa, o prêmio e o selo Responsabilidade Ambiental, concedido
pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e promovido pela Associação
Riograndense Imprensa (ARI). A empresa distribui o Supertech, dispositivo que,
acoplado ao tanque de combustível, reduz o consumo de combustíveis
e a emissão dos gases que causam o efeito estufa. O equipamento tem
laudo positivo do Ibama e é instalado sem qualquer conexão elétrica,
hidráulica ou mecânica. Com o uso do utilitário, parte
do combustível, antes eliminada sob forma de fumaça, passa a
ser queimada, aumentando a eficácia de todo o processo de combustão
(Correio do Povo, 15 de dezembro).
Imprensa argentina premia o Fiat Idea
Recém-lançado no mercado argentino, o Fiat Idea conquistou o
título de 'Mejor Auto Mercosur 2005', instituído pela revista
Auto Test e que tem como jurados jornalistas especializados dos principais
veículos de comunicação da Argentina, como os jornais
Clarín e La Nación e as revistas Parabrisas e MegaAutos. O prêmio
foi entregue recentemente ao presidente da Fiat Auto Argentina, Cristiano Ratazzi.
Este foi o quarto título conquistado pelo Fiat Idea, que foi lançado
no mercado brasileiro em setembro. A nova minivan da Fiat foi eleita também
o 'Carro do Ano 2006', pela revista Auto Esporte; recebeu o prêmio 'Top
Car TV', na categoria 'Melhor Carro Nacional acima de 1.001 cc', e foi escolhido
o 'Melhor do Ano', votação dos jornalistas especializados dos
Associados Minas (Correio do Povo, 15 de dezembro).
Aprovada anistia de dívida de
IPVA
A Assembléia Legislativa aprovou na noite de terça-feira o perdão
da dívida dos motoristas com o IPVA. Pelo projeto original encaminhado
pelo governador Geraldo Alckmin no ano passado, a anistia valeria para dívidas
pendentes até 31 de dezembro de 1999, mas os deputados aprovaram uma
emenda que estende o benefício para os donos de carro que têm
débito pendente até o dia 31 de dezembro de 2000 (Diário
de São Paulo, 15 de dezembro).
BMW pode tirar liderança da Mercedes
Depois de um ano de problemas de qualidade, cortes de empregos e mudança
na diretoria, a divisão Mercedes-Benz d |