JANEIRO 2005

Superávit de US$ 6,8 bi não diminui inquietação
Com exportações de US$ 13,8 bilhões e importações de US$ 7 bilhões, o setor automotivo - reúne autoveículos, máquinas agrícolas e rodoviárias, chassis/carrocerias e autopeças - teve saldo positivo de US$ 6,8 bilhões na balança comercial. Isso corresponde a cerca de 20% do superávit comercial do Brasil em 2004, de US$ 33,7 bilhões. O país que mais contribuiu para o saldo positivo do setor automotivo foi o México, com US$ 2 bilhões, seguido por Argentina (US$ 1,7 bilhão) e EUA, com US$ 1,6 bilhão. Em 2003, o saldo do setor (US$ 4,6 bilhões) representou 19% do superávit brasileiro, de US$ 24,8 bilhões. Em 2002, o saldo positivo foi de US$ 2,4 bilhões, 18%. Rogélio Golfarb, presidente da Anfavea, entidade que reúne a indústria de autoveículos, máquinas agrícolas e rodoviárias, apesar dos bons números de 2004 e da previsão de 7% de incremento nas exportações em 2005, mostra-se preocupado. "O cenário nos traz pelo menos três inquietações. A ata do Copom prevê novas altas nas taxas de juros nos próximos meses; paira a ameaça de alta nos preços do minério de ferro, risco adicional à escalada do preço do aço que aumentou 160% nos dois últimos anos, elevando seu custo no preço do carro de 15% para 33%; a taxa de câmbio não é das mais favoráveis". Com essas inquietações, ele desfecha: "Será que continuaremos tendo competitividade externa para garantir novos superávits nos próximos anos" (Gazeta Mercantil, 31 de janeiro).

Enquadre seu veículo na classificação de Alta Roda
O ano teve poucas novidades, mas nem por isso as disputas foram menores. O mercado, por sua vez, se encontra cada vez mais segmentado. O fenômeno de crescimento da oferta, com uma multiplicidade de produtos e derivados, foi apontado pela filial brasileira da EDAG (empresa alemã de projetos especiais) no último congresso anual da SAE Brasil, como simplesmente explosivo Leia mais...(Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de janeiro).

DaimerlChrysler aposta em microcarros nos EUA
Apesar dos reestudos que estão atrasando o projeto smart formore em Juiz de Fora, MG, a Mercedes ainda continua empenhada em colocar sua marca dedicada aos microcarros nos EUA, como anunciou no Salão de Detroit. O formore, utilitário esporte que nem é tão pequeno, pode ter algumas de suas características originais modificadas (Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de janeiro).

A estratégia da Ford para o novo compacto
Segundo nome na hierarquia mundial da Ford, James Padilla colocou México e China como concorrentes do Brasil na corrida para o compacto barato baseado no Ka. Mesma estratégia que a GM usou em relação ao Celta sedã para Gravataí, RS. Nem precisa dizer que é mais estratégia de negociação do que realidade técnico-econômica (Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de janeiro).

Acaba o gargalo no suprimento de pneus?
Pneus não faltarão este ano, garante Eugênio Deliberato, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, que trabalha 24 horas x 365 dias. Até 2007, investimentos de US$ 1,2 bilhão dão maior ênfase ao mercado interno. Exportações são 30%, mesmo porcentual da indústria de veículos (Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de janeiro).

New Holland reúne agora cinco marcas do grupo Fiat
O Grupo Fiat reuniu cinco de suas fabricantes de máquinas para construção em uma única marca. A CNH, uma das empresas do grupo, anunciou ao mundo a sua nova composição. A partir de amanhã, as marcas Fiatallis, O&K, Fiat Kobelco, Kobelco e New Holland Construction se unem para formar a New Holland, suportada por uma estrutura mundial de comercialização e pós-venda. Os investimentos para a nova composição somaram US$ 35 milhões em ações de marketing e na adaptação das antigas plantas. No Brasil, onde a companhia mantém uma fábrica em Contagem, Minas Gerais, os recursos aportados pela CNH são em torno de US$ 2,5 milhões na mudança da marca Fiatallis para New Holland (Gazeta Mercantil, 31 de janeiro).

Montadoras investem em veículos recicláveis - 1
Agora, as montadoras, seguindo orientação das matrizes, começam a produzir veículos ecologicamente corretos. A Mercedes-Benz e a Volkswagen investem em materiais naturais, a Ford usa garrafas PET, e as outras focam na reciclagem "tradicional". No Pará, as alemãs encontraram substitutos de produtos industrializados. A VW usa a fibra do carauá -que, em tupi, significa talo com espinho-- no forro do teto do Fox. O material amazônico, mais resistente, substitui com vantagem a fibra de vidro. Depois de seca, a fibra viaja em fardos até São José dos Pinhais (PR), onde funcionários da linha de montagem do Fox a picam e a misturam com polipropileno. O recheio do encosto de cabeça do Classe A é fibra de coco. E há um trabalho social por trás do projeto: a empresa fomentou uma cooperativa com famílias da ilha de Marajó para extrair a fibra. Enquanto a exploração sustentável não decola, grande parte das fábricas aposta mesmo na reciclagem (Folha Online, 31 de janeiro).

Montadoras investem em veículos recicláveis - 2
A Ford utiliza garrafas PET na fabricação de carpete e diz que 85% das peças de seus modelos podem ser reaproveitadas. Até 2010, a Renault pretende equipar seus carros com 95% de peças recicláveis. A marca diz também que vem diminuindo o uso de metais pesados, como o mercúrio e o chumbo. A Honda informa que aumentou a aplicação de plástico reciclado em seus veículos. A Chevrolet segue a concorrência: "Grande parte do plástico do acabamento interno é novamente utilizada", afirma Gerson Pagnotta, diretor de engenharia de carrocerias. A Fiat é a menos ativa. Não reutiliza materiais em seus modelos, apenas identifica peças plásticas com mais de 50 g. "Essa medida facilita o reaproveitamento", explica Carlos Henrique Ferreira, assessor técnico da fábrica. Em conjunto com a GM e a siderúrgica Gerdau, a Fiat estuda abrir uma usina de reciclagem. Para o projeto sair do papel, Pagnotta diz que é necessária a implementação da inspeção veicular. O objetivo é aproveitar a sucata dos "velhinhos" que, com um exame mais severo, deixariam as ruas (Folha Online, 31 de janeiro).

Pneus e peças com materiais menos poluentes
Visto como um dos vilões do ambiente, o plástico está mudando sua imagem. Seu lado ecológico aparece desde sua obtenção, pois o custo energético é menor que o de fazer metal. Além disso, o termoplástico, comum no acabamento interno dos carros, pode ser triturado e fundido inúmeras vezes. Ricardo Duarte Souza, gerente comercial de compostos da Polibrasil, aponta outra vantagem: "Como é menos denso, o plástico permite produzir peças mais leves. Assim, o carro pesa menos, e o consumo diminui". Mas o policarbonato, o novo "vidro" dos faróis, é difícil de ser aproveitado e resistente à fusão. Uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelece que os fabricantes e importadores de pneus são responsáveis pela destinação final do produto. Segundo o Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), 57% das 260 toneladas de carcaças jogadas fora por ano são usadas como "lenha" de fornos de cimento. Também é comum a transformação em tapetes de automóveis, borrachas de vedação e solas de sapato. A Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos) investiu R$ 20 milhões, em 2004, na coleta dos pneus. Segundo a instituição, o recolhimento pode ser feito por borracheiros, sucateiros, mecânicos e pelo serviço de limpeza pública (Folha Online, 31 de janeiro).

Veículos movidos a GNV atingem 1 milhão
A frota de veículos movidos a gás natural deverá chegar a 1 milhão ainda neste ano no Brasil, segundo estimativa do Instituto Brasileiro e Petróleo e Gás (IBP). Em 2004, o país registrou 827.958 carros movidos a gás natural veicular (GNV), alcançando recorde histórico de conversões em dezembro, quando mais de 22 mil automóveis passaram a circular com o combustível no país. O crescimento da frota foi de 28,7% em comparação a 2003 (Correio do Povo, 31 de janeiro).

Feisa reunirá segmento de som e acessórios automotivos
De 2 a 6 de março, o Expo Center Norte, em São Paulo, sediará a Feisa 2005 – I Feira Internacional do Setor Automotivo – que reunirá novidades em som, travas, alarmes, acessórios, tuning e insulfilm. A exposição, organizada pela USAC do Brasil, é inspirada em grandes feiras como a Consumer Eletronics Show, que acontece todos os anos em Las Vegas, nos EUA (Webtranspo, 31 de janeiro).

Saint-Gobain Sekurit avisa que não faltarão vidros
"Se depender da Saint-Gobain Sekurit, a indústria automobilística poderá produzir o volume necessário de veículos para atender aos mercados interno e de exportação, que não faltarão vidros para os 2,3 milhões de unidades previstas pelo setor para este ano". A informação é de Renato Holzheim, diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit, uma das principais fabricantes instaladas no País, ao fazer um balanço das atividades da empresa durante 2004. Com sede em Mauá, região do Grande ABC, registrou o crescimento de 18% nas vendas realizadas no ano passado e, de acordo com o executivo, está dimensionada para atender aos compromissos que assumir com as montadoras da região do Mercosul (Maxpress, 31 de janeiro).

Mercedes pode antecipar fim da produção do Classe A
Antes mesmo da decisão da matriz alemã sobre a produção do modelo Smart Formore na fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, MG, a empresa já anunciou a suspensão de compra de componentes para o Classe A, único veículo atualmente em linha na unidade. Este mês, vários fornecedores receberam comunicado informando que, a partir de março, não haverá mais encomendas de peças. A montadora pretendia manter a produção do Classe A inicialmente até abril, prazo que foi estendido para setembro após a decisão da matriz de rever o projeto Smart. A suspensão de compras pode antecipar esse prazo, o que preocupa os 1,1 mil trabalhadores, que atualmente já trabalham em jornada reduzida. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Geraldo Werneck, prefere acreditar que há estoques suficientes de peças para manter a agenda de produção de cerca de 6 mil unidades do Classe A. No ano passado, as vendas do modelo não passaram de 5 mil unidades. Quando a fábrica mineira foi inaugurada, em 1999, a projeção era produzir 70 mil unidades ao ano, mas o modelo nunca deslanchou no País. (Estadão, 28 de janeiro).

Volvo fecha seu maior contrato de exportação
A Volvo do Brasil, fabricante de caminhões e ônibus em Curitiba, PR, fechou ontem o maior contrato de exportação de ônibus da história do grupo sueco. A empresa vai enviar, a partir de junho, 1.157 ônibus articulados para o Chile. A matriz da empresa, na Suécia, fornecerá 510 chassis de modelos menores, mas todos receberão carroceiras no Brasil. Ao todo, serão entregues 1.667 ônibus num prazo de nove meses, um contrato de US$ 400 milhões. (Estadão, 28 de janeiro).

Aço sobe 160% e puxa o preço final dos veículos
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que nos últimos dois anos o preço do aço para o setor automotivo aumentou 160%, gerando crescentes custos industriais para as montadoras e autopeças. Segundo a entidade, o aço é o insumo de maior participação na formação dos custos do setor. Em 2002, respondia por 15% do custo industrial médio de um veículo. Hoje, responde por 33% do custo (Correio do Povo, 28 de janeiro).

Consultoria vê chance de aumento das exportações - 1
A indústria automobilística brasileira terá uma boa oportunidade de elevar suas exportações a partir deste ano. Esta é, pelo menos, a expectativa dos principais executivos do setor, segundo Charles Krieck, sócio da consultoria KPMG, líder de mercado em projetos voltados para a indústria automotiva, com base em pesquisa anual realizada pela empresa junto a 110 executivos de companhias da América do Norte, Europa e Ásia. De acordo com o estudo, 91% dos entrevistados lembraram da qualidade dos produtos como o fator mais importante da indústria para os próximos cinco anos. "A indústria de autopeças no Brasil é de altíssima qualidade e devido a uma forte concorrência, tem preços excelentes. Os produtos finais fabricados aqui também estão cada vez melhores", afirma Krieck, lembrando que, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), dos 2,21 milhões de veículos produzidos no país em 2004, 642 mil foram exportados.

Consultoria vê chance de aumento das exportações - 2
No setor de autopeças, as exportações chegaram a US$ 5,7 bilhões no ano passado e a previsão para 2005 é de que alcancem os US$ 6 bilhões. "Há crescimento previsto e temos que levar em conta que, no ano passado, o crescimento mundial foi grande e o câmbio estava mais favorável", diz Krieck. Ele afirma ainda que o parque industrial brasileiro pode suportar um considerável aumento de demanda, pois as fábricas brasileiras ficam dentro da média de capacidade ociosa registrada no mundo, de 30% nas montadoras e de 16% no setor de autopeças. "Isso mostra que foram feitos investimentos no país à espera de um aquecimento. A pesquisa mostra também que os executivos esperam expressivo crescimento da atividade a partir de 2006 e as empresas brasileiras acompanham este movimento. Afinal, ninguém constrói fábricas baseado apenas nos resultados de dois anos. Definitivamente, o mundo espera aquecimento a partir de 2006 e eu não acredito num 2005 pior que 2004", aposta, lembrando que no ano passado a produção bateu o recorde registrado em 1997, mas manteve um percentual menor de negócios no mercado interno (Gazeta Mercantil, 28 de janeiro).

Marcopolo, Caio e Busscar começam embaladas
As fabricantes de carrocerias entraram 2005 embaladas com o projeto de transporte urbano coletivo no Chile. A Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), ficou com a maior parte da demanda da Volvo, com um total de 1006 carrocerias para os veículos. É o segundo maior contrato da história da empresa, só perdendo para o que foi fechado com a Tafeco, dos Emirados Árabes, que envolveu um total de 1.126 carrocerias para veículos que serão usados por peregrinos nas cidades de Meca e Medina. A Busscar, de Joinville (SC), foi outra que entrou o ano com o pé direito. A empresa, que já havia participado do projeto Transmilênio, de transporte coletivo em Bogotá, na Colômbia, ficou responsável por produzir 130 das 1.667 carrocerias que a Volvo vai adquirir para o Transantiago. As 530 restantes ficaram a cargo da Induscar/Caio (Gazeta Mercantil, 28 de janeiro).

Copesul começa a operar com óleo diesel em março
A Copesul vai iniciar em março suas operações com óleo diesel. É a primeira petroquímica do país a receber a homologação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para produzir, importar, armazenar, transportar e comercializar o produto. A meta é comercializar 10 mil metros cúbicos mensais. A companhia investiu 11 milhões de dólares na logística de armazenamento e comercialização de gasolina e óleo diesel (Correio do Povo, 28 de janeiro).

Novo recorde de velocidade com pneus Continental
O proprietário da empresa 9ff, Jan Fathauer, estabeleceu um novo recorde de velocidade de 388 km/h para veículos aprovados para uso em estrada utilizando um Porsche equipado com pneus Continental standard.
Com base no modelo Porsche GT3, desenvolvido pela 9ff, ele é composto por um motor de 3.8 litros bi-turbo com 840 cv e apenas 1 300 kg. O recorde foi alcançado no circuito de alta velocidade de Nardo, localizado no sul da Itália e, para o efeito, o modelo estava equipado com pneus ContiSportContact 2 Vmax, medida 235/35 ZR 19” na frente e 275/30 ZR 19” na traseira. Este pneu, o mais rápido do mundo na categoria standard, está aprovado para velocidades de até 360 km/h, mas utilizado com chassi transformado para as condições específicas da pista, pode suportar velocidades mais elevadas por períodos curtos. A 9ff planeja, num futuro próximo, uma nova tentativa para quebrar o seu próprio recorde, desta vez na casa dos 400 km/h, utilizando mais uma vez os pneus ContiSportContact 2 Vmax (Carro Online, 28 de janeiro).

Ford faz recall de 792 mil veículos: risco de incêndio
A Ford determinou nesta quinta-feira o recall de cerca de 792 mil pick-ups e veículos esportivos por conta do risco de incêndio por superaquecimento do dispositivo de controle de velocidade. O recall envolve alguns dos modelos mais lucrativos da Ford, as pick-ups F-150, os utilitários Expedition e Navigator, e as F-Series Supercrew, todos equipados com controle de velocidade. O superaquecimento do dispositivo pode causar incêndios sob o capô dos carros, disse a porta-voz da Ford, Kristen Kinley. No mês passado, a Ford fez um recall de mais de 600 mil utilitários Escape e Mazda, modelos 2002 a 2004. O pedido foi feito porque o cabo do acelerador podia impedir que o motor voltasse a ficar em ponto-morto, o que poderia aumentar o intervalo de freagem e resultar em uma colisão (UOL, 28 de janeiro).

Nova York vai ter posto de hidrogênio
A GM e a Shell Hydrogen LLC anunciaram nos Estados Unidos planos para levar a Nova York modelos movidos a hidrogênio. Em 2006, o grupo automobilístico norte-americano fornecerá à cidade treze veículos movidos pelo combustível gasoso. No mesmo ano, a Shell vai um posto de hidrogênio. Os modelos GM que deverão estar na cidade vão utilizar o mesmo motor do protótipo Sequel, mostrado em janeiro no Salão de Detroit (EUA), com tecnologia de célula a combustível (Carsale, 28 de janeiro).

SAE norte-americana comemora 100 anos
A Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE) norte-americana vai comemorar 100 anos de existência esse ano. Mas o tradicional congresso da entidade, realizado no mesmo espaço do Salão de Detroit (EUA), terá início no dia 11 de abril, um mês depois do que vinha acontecendo nos últimos anos. A organização do evento decidiu pelo adiamento porque em abril o clima estará mais ameno e vai facilitar a vida de expositores e visitantes (Carsale, 28 de janeiro).

Concessionárias de caminhões mais otimistas
As concessionárias de caminhões estão mais otimistas do que os revendedores que atuam nos outros segmentos da indústria automotiva para 2005. Foi o que apurou a Pesquisa de Conformidade nas Relações com o Mercado, divulgada ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), com dados de 2004. O índice de valor da pesquisa, que embute a expectativa de crescimento nos próximos 12 meses, apurou 77,9 pontos para as concessionárias de caminhões. Na pesquisa de 2003, carros e comerciais leves ficaram com 62 pontos, atrás de caminhões (74,2). Segundo o presidente da Fenabrave, Hugo Maia, a boa avaliação dos concessionários de caminhões é feita em cima de pelo menos dois fatos: o lançamento do motor eletrônico e o aumento da atividade industrial do País que, conseqüentemente, acelera a necessidade do escoamento da produção (Gazeta Mercantil, 27 de janeiro).

Mitsubishi pode vender participações
Na tentativa de obter a segunda operação de socorro financeiro dos últimos nove meses, a Mitsubishi Motors Corp. poderá usar suas participações no capital da Mitsubishi Fuso Truck & Bus Corp. e na Netherlands Car BV como parte dos pagamentos devidos à DaimlerChrysler, que podem totalizar pelo menos 50 bilhões de ienes (US$ 480 milhões), informaram fontes ligadas ao mercado (Gazeta Mercantil, 27 de janeiro).

Elring Klinger: produção acelerada e nova fábrica
27 de Janeiro de 2005 - "Chegamos ao final de 2004 com um aumento de faturamento de 51% em relação ao do ano anterior e a demanda continua elevada", informa o diretor da Elring Klinger, Hans Eckert por meio de comunicado. Fornecedor de juntas de cabeçote, com produção de 11 milhões juntas automotivas e 600 mil chapas defletoras em 2004, a Elring Klinger tem novidades para junho 2005: uma nova fábrica, também, em Piracicaba, no interior de São Paulo. A unidade, que receberá investimentos de R$ 20 milhões, permitirá a transferência para o Brasil da linha de matéria-prima Ferroflex, utilizada na fabricação de autopeças. Atualmente, este produto é importado da matriz na Alemanha. A Elring Klinger estuda também a produção de tampa plástica para válvulas de motor (Gazeta Mercantil, 27 de janeiro).

Toyota versus GM: quem vence a guerra da produção?
O Salão de Detroit, que encerrou sua atividades no último domingo, foi uma síntese das contradições, dos avanços e dos possíveis caminhos a serem seguidos pelas grandes marcas num futuro próximo. Depois dos EUA, encontra-se o mercado europeu, estagnado, e o mercado chinês, que pode ser o eldorado para as montadoras até o ano de 2010. Em Detroit, as estratégias das montadoras se evidenciaram, por exemplo, na obsessão das norte-americanas em se aproximar ou mesmo superar as tecnologias de produção dos fabricantes japoneses, principalmente da Toyota. O presidente mundial da Toyota, Fujio Ho, não foi modesto ao afirmar que a empresa será a primeira do mundo em 2010. A resposta veio por intermédio de Rick Wagoner, presidente mundial da General Motors, que afirmou que a flexibilidade de produção e a qualidade dos veículos da GM permitirão uma hegemonia por décadas. Correndo por fora, a Chrysler, por meio de seu presidente, Dieter Zwestche, anunciou investimentos milionários. 'Superaremos os japoneses até 2007', assegurou (Correio do Povo, 27 de janeiro).

GM continua a ampliar unidade de Gravataí
Ampliação é a palavra de ordem no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí da General Motors do Brasil, a primeira unidade fora de São Paulo. O investimento de 240 milhões de dólares deve aumentar para 210 mil unidades anuais a produção de carros da linha Celta, hoje de 120 mil veículos por ano. O investimento deve acrescentar 1.500 empregos diretos aos atuais 3,5 mil. A opção pela expansão da capacidade produtiva da fábrica de Gravataí se deu principalmente pela modernidade de seus equipamentos e do seu sistema de montagem de veículos e pela sua alta capacidade de produção. A unidade abriga 16 de seus 17 fornecedores, o que garante agilidade para entrega de materiais e uma integração acentuada. Graças a isso, a fabricação de automóveis Celta registrou no ano passado recorde de 136.114 unidades (Correio do Povo, 27 de janeiro).

Grupo Mercedes anuncia corte de custos
O Grupo Mercedes reconheceu que pretende reduzir custos em 650 milhões de dólares (500 milhões de euros), com o intuito de impulsionar os lucros. Ainda conforme o fabricante alemão, a redução de custos e a melhoria dos padrões de qualidade são as suas principais prioridades. O enfraquecimento do dólar em relação ao euro, que penaliza as exportações para os Estados Unidos, é o principal fator pelos planos de contenção. A redução de custos será aplicada a todas as áreas do Grupo (Carsale, 27 de janeiro).

Renault encerra operações nos Estados Unidos
A francesa Renault anunciou que encerrará atividades nos Estados Unidos. O construtor revelou que fechará seu único escritório em atividade no momento naquele país, localizado em Detroit, em março e que não tem planos de comercializar nada mais em solo norte-americano até pelo menos o ano de 2010. Apesar de ter sido bem representada por seu modelo Renault 5 (que era designado localmente por Le Car), a marca européia decidiu abandonar os Estados Unidos e até agora não deu grandes explicações dos reais motivos. Mas ainda sim a empresa continuará sendo representada por sua parceira comercial, a japonesa Nissan, e por sua divisão de luxo Infiniti, montadora que vem obtendo excelente desempenho e expandindo seus negócios pelos Estados Unidos (Terra Online, 27 de janeiro).

As vantagens do Brasil, segundo a General Motors
Em entrevista à Gazeta Mercantil, Ray Young, presidente da General Motors do Brasil, afirmou que “Falar em longo prazo no Brasil é complicado, mas tenho certeza que continuaremos a ter uma vantagem em manufatura e custos de mão-de-obra. Os custos na Ásia hoje, que são competitivos, mas certamente irão subir e a GM Corporation já está preocupada com a elevação desses custos, principalmente na Coréia. Na China, um outro exemplo: lá o câmbio é muito baixo e vai subir no futuro. É por isso que a GM quer ter uma presença global. Estamos falando com Detroit - a matriz - para trazermos outros produtos para construir aqui e enviar para outros mercados. Temos cinco centros de desenvolvimento de produtos no mundo. Em Detroit, Alemanha, nos quais os custos são altíssimos; na Coréia, com custo médio e Austrália, com custo baixo. O quinto é o Brasil, com o menor custo de engenharia entre todos os centros” (Gazeta Mercantil, 26 de janeiro).

Ford prevê lucro menor com juros altos
A Ford Motor Company informou ontem que seus lucros cairão em 2005 e atribuiu a causa ao fraco desempenho de sua unidade de serviços financeiros, que deve ser afetada pelas crescentes taxas de juros nos Estados Unidos. A segunda maior montadora norte-americana garante ainda estar no caminho para atingir, por volta de 2006, a meta de lucro anual de US$ 7 bilhões antes de impostos. Além disso, prevê aumento dos lucros com a fabricação de automóveis, que é o principal negócio da empresa. A meta de lucrar US$ 7 bilhões é essencial no plano de recuperação da companhia em cinco anos, lançado em janeiro de 2002, quando o grupo estava muito perto de um colapso financeiro. (Gazeta Mercantil, 26 de janeiro).

Lobini chega em abril e custará R$ 157 mil
Desde 2001 se fala no Lobini H1, um pequeno esportivo que promete ser o carro mais veloz do Brasil. E, apesar de vários adiamentos, parece que, desta vez, o lançamento está marcado. O diretor-presidente da Lobini, José Orlando Lobo, confirmou que a primeira unidade será entregue em abril. A produção começará no mês que vem, numa fábrica própria, em Cotia (SP). A idéia de montar o carro dentro da Chamonix, produtora de réplicas de Porsche, de Jarinu (SP), não vingou. “Todo o investimento feito no desenvolvimento teve de ser desviado para a nossa fábrica”, diz Lobo. A Chamonix continua a cargo da construção da carroceria, de fibra de vidro. O chassis tubular é de aço. O H1 terá o mesmo motor 1.8 turbo dos Volkswagen Golf e Audi A3, de 180 cavalos. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6 segundos, de acordo com a Lobini. As cerca de 40 pessoas que fizeram reservas terão prioridade. O esportivo custará R$ 157 mil (Diário de São Paulo, 26 de janeiro).

Eaton pode investir no Rio Grande do Sul
O governador Germano Rigotto recebe hoje no Palácio Piratini a diretoria da Eaton Corporation para discutir um possível investimento no Estado. A empresa, fundada em 1911, em Cleveland (EUA), atua na área de energia elétrica em 50 países, com fábricas em 26. Desde 1959 no Brasil, a Eaton está estabelecida em Valinhos e Mogi Mirim (SP), com mais de 3,2 mil empregados e faturamento de R$ 1,1 bilhão (Correio do Povo, 26 de janeiro).

BR Petrobras apresenta lucro de R$ 525 milhões
A BR, subsidiária da Petrobras na distribuição de combustíveis, obteve lucro líquido de R$ 525 milhões até novembro de 2004. O resultado foi atribuído à alta de 14,3% nas vendas e superou o crescimento do mercado de combustíveis, de 6,5% ante 2003. Segundo o presidente da BR, Rodolfo Landim, o desempenho pode ter sido ainda melhor, porque os dados não incluem a incorporação dos postos da Agip, adquiridos em agosto de 2004 (Correio do Povo, 26 de janeiro).

Grupo PSA e Mitsubishi negociam parceria
O Grupo PSA, que engloba as marcas Peugeot e Citroën, confirmou que negocia com a Mitsubishi o desenvolvimento conjunto de novos modelos. O anúncio foi feito pelo próprio presidente do Grupo francês, Jean-Martin Folz, que salientou, no entanto, que a empresa não tem qualquer intenção de avançar para uma fusão ou compra do fabricante japonês. Caso o acordo venha a ser fechado, a PSA poderia explorar a experiência da Mitsubishi ao nível dos sistemas de tração integral para finalmente lançar um modelo dotado com esta tecnologia. Folz não confirmou esta hipótese, mas reconheceu que só lançará um modelo com tração nas quatro rodas com a ajuda de um parceiro (Carsale, 26 de janeiro).

Michelin: pneu do futuro poderá não ter ar
A Michelin acaba de apresentar um protótipo que poderá vir a ser o pneu do futuro. Conhecida como "Tweel", a invenção está em fase de testes em modelos de peso reduzido e baixa velocidade. Ao contrário de um pneu convencional, a nova proposta dispensa o ar, substituindo-o por raios deformáveis que absorvem as irregularidades do piso. Com a vantagem de ser à prova de furos, este sistema inovador permite diferentes graus de rigidez dos raios, aumentando a resistência a esforços laterais e verticais, conforme as características do veículo. Segundo os responsáveis da Michelin, o Tweel proporciona níveis de conforto e eficácia dinâmica semelhantes aos dos pneus convencionais (Carsale, 26 de janeiro).

Carros a hidrogênio devem chegar só em 2030
A produção em larga escala de carros movidos a hidrogênio, equipados com célula a combustível, vai começar apenas dentro de 25 anos, informa o site norte-americano Autoweek. Até mesmo a GM, que tem fabricado vários protótipos do gênero há mais de uma década, está adiando o início da fabricação em série das versões definitivas que emitem apenas vapor d´água pelo escapamento. O principal entrave é o custo de produção, que chega a ser 10 vezes maior que o dos modelos convencionais com motor a combustão. Outro problema é o funcionamento do sistema das células a combustível em temperaturas muito baixas, bem como o nível de durabilidade. De acordo com testes realizados até agora, foi possível constatar que não duraria mais de dez anos (Carsale, 26 de janeiro).

Anúncio falso preocupa a Volkswagen
Um polêmico clipe em formato de anúncio está circulando na internet com se fosse produzido pela Volkswagen. Na propaganda, um terrorista suicida circula pelas ruas de Jerusalém a bordo de um Pólo. Ele carrega bombas amarradas ao corpo e, quando está em frente a um restaurante, pressiona o detonador, mas a explosão é contida pelo carro. Em seguida, aparece o logotipo da Volkswagen e o slogan “Pólo: pequeno, porém durão”. A mortadora alemã, no entanto, nega ter criado o vídeo, ou mesmo ter autorizado sua produção. Num comunicado, a empresa diz que processará o suposto autor do comercial (Carro Online, 26 de janeiro).

Rio é o novo carro popular da Kia
Quem visitou o Salão do Automóvel de Detroit teve a oportunidade de conferir de perto o novo sedã subcompacto Kia Rio, da Kia Motors. De quatro portas, o modelo irá concorrer no segmento de carros populares e traz um estilo característico, com maior distância entreeixos e rodas, além de maior potência em relação ao seu antecessor. Ele foi fabricado sobre um novo chassi com maior distância entreeixos (2,48 m) e uma expansão geral na largura e altura. O Rio oferece um interior espaçoso, comparado ao seu antecessor e à maioria dos seus concorrentes. O modelo é equipado com motor 1.6 litro DOHC que produz 110 HP (Carro Online, 26 de janeiro).

A disputa pelo ranking mundial de produção
O Salão Internacional da América do Norte, conhecido como Salão de Detroit, mostrou menos novidades do que em anos anteriores, mas alguns temas foram discutidos com mais profundidade, como a propulsão híbrida — motor térmico convencional em conjunto com um motor elétrico. O cenário para o show foi a disputa entre fabricantes norte-americanos e japoneses pelas primeiras posições no ranking de produção automotiva mundial (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de janeiro). Leia mais...

Honda Fit pode ganhar motor com mais 20 CV
Provavelmente no segundo semestre a Honda oferecerá motor 1.500 VTI, de 100 cv, para o Fit. Continua o atual motor de 1.400/80 cv. Motor flex álcool-gasolina ainda não sai este ano, mais por excesso de cautela. A marca está satisfeita com o desempenho de vendas e será a próxima a trabalhar em três turnos na fábrica de Sumaré, SP (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de janeiro).

Nossas motocicletas avançam no Exterior
Quem se impressionou com crescimento de 52% das exportações de veículos no ano passado, precisa saber que setor de motos aumentou em 57% as vendas ao exterior. Além de romper a barreira anual de um milhão de unidades produzidas. Em 2005, o mercado interno também deve passar de um milhão de motos, o que deve atrair novos fabricantes da China e Índia (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de janeiro).

Espírito Santo estimula compra do carro novo
Experiência interessante no Espírito Santo: 50% de desconto no IPVA no primeiro licenciamento para estimular a compra de carros novos. Alíquota de 4% é muito pesada, só amenizada a partir do segundo ano com a forte desvalorização normal do bem. Governo espera não perder arrecadação, compensada pelo ICMS, já que as vendas devem subir (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de janeiro).

Mais alertas sobre os novos extintores veiculares
Outras vozes contra “novos” extintores de princípio de incêndio. Jair Roveri e Rolando Costa, do Jornal do Engenheiro, alertam: além de custar o dobro, o monofosfato de amônia libera, em contato com o fogo, gases tóxicos com danos respiratórios agudos. O pó, ao se transformar em líquido, causa queimaduras e irritações na pele (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de janeiro).

VW utilizará também o porto do Rio
No próximo dia 28 um navio roll-on/roll-off do armador italiano Grimaldi Lines fará o primeiro embarque de automóveis da Volkswagen do Brasil pelo Porto do Rio (a montadora já utilizava o terminal para exportar caminhões e ônibus e carros desmontados). A informação foi dada sexta-feira por Richard Schües, diretor da Volkswagen Transport, braço de transporte do Grupo Volkswagen. O navio levará um total de 220 automóveis Gol com destino à Rússia. "Embarcávamos, por exemplo, veículos para Rússia e Abdjan, na Costa do Marfim, na África, pelo Porto de Santos, com o inconveniente de deslocar os carros rodando por alguns quilômetros até o ponto de atracação do navio da Grimaldi. A avenida que beira o cais é muito movimentada, causando riscos aos veículos. Agora, os carros sairão da fábrica de Taubaté, SP, em cima de cegonha, desembarcando direto junto ao cais no Porto do Rio", diz Schües. (Gazeta Mercantil, 24 de janeiro).

Ford lucra sete vezes mais em 2004

O grupo Ford, segundo maior conglomerado automobilístico mundial, encerrou 2004 com lucro líquido de US$ 3,5 bilhões, sete vezes mais que o montante obtido no ano anterior. As operações da América do Sul, onde o Brasil responde por 63,5% das vendas, deram sua parcela de contribuição ao registrar ganhos de US$ 140 milhões. Em 2003, a região teve prejuízos de US$ 129 milhões. O vice-presidente mundial e principal dirigente financeiro da Ford, Don Leclair, disse que o desempenho da América do Sul é resultado de amplo plano de redução de custos e do lançamento de produtos “como EcoSport e Fiesta hach e seda produzidos no Brasil”. Ele lembrou que a fábrica da Bahia opera com plena capacidade, em três turnos. (Estadão, 21 de janeiro).

Mais caminhões
O total de caminhões licenciados na primeira quinzena de janeiro foi de 3.348 unidades, um crescimento de 18,6% quando comparada com mesmo período de 2004, de 2.823 veículos de cargas. Nos chassis de ônibus, ainda de acordo com números divulgados pela Fenabrave, foram emplacadas 373 unidades, queda de 10,12% sobre a primeira quinzena do ano passado, quando foram licenciados 415 chassis. (Gazeta Mercantil, 21 de janeiro).

Menos automóveis
O licenciamento de automóveis e comerciais leves na primeira quinzena de janeiro, segundo dados divulgados pela Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) foi de 49,8 mil unidades, uma queda de 4,6% sobre igual período de 2003, quando foram licenciados 52,2 mil veículos. A previsão da Fenabrave para o mês de janeiro como um todo é de emplacamento de 109.779 unidades. (Gazeta Mercantil, 21 de janeiro).

General Motors realiza o 'dia do muito obrigado'

Executivos de todas as áreas da General Motors (GM) do Brasil estarão reunidos hoje com suas equipes de trabalho para celebrar as realizações de 2004. O objetivo do chamado 'dia do muito obrigado' é reconhecer o esforço dos 19 mil empregados para a conquista da liderança do mercado nacional de veículos. O presidente da GM do Brasil, Ray Young, destacou entre os resultados de 2004 a redução pela metade do prejuízo da empresa. (Correio do Povo, 21 de janeiro).

Ao longo deste ano, SAE irá comemorar seu centenário
Neste ano, para comemorar seu centenário, a SAE (Society of Automotive Engineers – Sociedade de Engenheiros Automobilísticos) planejou eventos especiais em sua conferências e exposições que acontecerão no decorrer deste ano, para comemorar seus 100 anos de serviço contínuo para a comunidade de mobilidade. Estão programados eventos de gala, trabalho de arte e até uma exposição em movimento e interativa. "Alcançamos um marco referencial na nossa história como uma organização", disse Ray Morris, vice presidente executivo/COO da SAE International. "Com atividades abrangendo todas as áreas da indústria de mobilidade -- automóveis, aeroespacial, veículos comerciais e esportes motorizados -- os nossos membros têm agora acesso à um nível de informação avançada, desconhecida há um século atrás". O SAE 2005 World – Congresso Mundial SAE 2005 – que acontece de 11 a 15 de abril, no Cobo Center, Detroit, Michigan, apresentará uma série de destaques relacionado com o centenário, incluindo a companhia patrocinadora, General Motors, que irá lançar um veículos de integração de tecnologia. Haverá ainda eventos de encontros de intercâmbio, incluindo a Cerimônia Centenária de Apreciação de Parceiro SAE no dia 10 de abril, no Marriott Renaissance Center e uma exposição interativa do 100o. aniversário que incorpora um teatro para apresentar um vídeo, documentando os primeiros 100 anos da SAE, além de um "livro para exposição", ricamente ilustrado. (WebTrasnpo, 21 de janeiro).

Scania abre o ano acelerando 420 cavalos
A Scania Latin America abre o ano acelerando. A partir de agora seus caminhões com potência de 420 cavalos passam a contar com novo motor eletrônico modelo DC12 01, que atende à norma Conama 5, ou Euro 3, também com relação aos 80 decibéis de emissão de ruídos. Trata-se de evolução do DSC12 05, seu antecessor eletrônico da fase Euro 2, que tem como principal diferencial sistema de injeção do tipo PDE, ou seja, com bicos injetores reparáveis. O modelo, além disso, possui 2000 Nm de torque, ou 50 Nm mais que o 420 anterior, novo turbo Holset e ainda compressor de ar com maior capacidade (AutoData, 20 de janeiro).

Produção de motocicletas no país bate recorde

A indústria brasileira de motocicletas bateu, em 2004, recorde de produção, totalizando 1,057 milhão de unidades. O volume é 10,7% superior às 954.620 motos fabricadas em 2003. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Somente em dezembro passado, foram produzidas no país 68,589 mil motocicletas, ante as 49,994 mil unidades do mesmo mês em 2003. Em todo o ano de 2004, o setor vendeu no mercado interno 911,717 mil motocicletas, com avanço de 7,5% ante as 848,377 mil unidades comercializadas no exercício anterior. As exportações, por sua vez, chegaram a 157,4 mil unidades no ano passado. Isso representa crescimento de 56,7% na comparação com a quantidade de motos enviada ao exterior em 2003. Para 2005, a previsão da entidade é de que a produção no país suba para 1,146 milhão de unidades, com vendas internas de 976 mil motocicletas e 170 mil unidades para exportação (UOL Economia, 19 de janeiro).

Delphi anuncia mudança organizacional
A Delphi Corporation anunciou na terça-feira, 18, a nomeação, pelo seu conselho de administração, de Rodney O'Neal para presidente e diretor executivo de operações, COO, chief operating officer, e de David B. Wohleen para vice-chairman. JT Battenberg 3º permanece como CEO, chief executive officer, e chairman. Tanto O'Neal com Wohleen reportam-se a Battenberg. O'Neal será o responsável pelas três operações regionais da companhia, na Europa, Oriente Médio e África, na América do Sul e na região da Ásia-Pacífico, dirigidas por Volker Barth, Gábor Deák e Choon T. Chon. E também por fornecimento global e vendas, e marketing. Wohleen terá responsabilidades sobre as áreas envolvidas com motores, inclusive para veículos comerciais, e pelo grupo de pesquisa e desenvolvimento. É a primeira vez que um diretor, além do próprio Battenberg, torna-se responsável global por todas as unidades de negócios Delphi. De acordo com fontes do setor, esta é uma mudança organizacional que deverá melhorar a vida interna da companhia e tornar mais rápidos negócios e decisões (Vicente Alessi Filho, AutoData, 19 de janeiro).

Mitsubishi pede ajuda no valor de US$ 4,9 bi
A Mitsubishi Motors Corp., a quinta maior montadora do Japão, pedirá a outras empresas do grupo Mitsubishi e a bancos 500 bilhões de ienes (US$ 4,9 bilhões) a título de socorro financeiro. Isso acontece pela segunda vez em nove meses, informaram executivos familiarizados com o plano. A Mitsubishi Motors pretende vender pelo menos 200 bilhões de ienes de ações preferenciais e bônus subordinados para três empresas do grupo Mitsubishi, informaram os executivos, que pediram para não terem seus nomes divulgados. Outros 50 bilhões de ienes virão do Banco de Desenvolvimento do Japão, estatal, e o restante de divisões da Mitsubishi Tokyo Financial Inc., que fornecerão crédito e trocarão títulos por ações (Gazeta Mercantil, 20 de janeiro).

Scania preparada para manter a liderança
Fechar os números de vendas na condição de líder é sempre relevante. E o pódio, dentro dos caminhões pesados em 2004 coube a Scania ao colocar no atacado um total de 6.093 unidades, alta de 48,4% sobre o ano anterior, enquanto o mercado de pesados cresceu 41,1%. Mas, se a dianteira é gratificante, tê-la reconquistado traz sabor especial. A Scania entre 1989 e 2004 em apenas duas ocasiões (2002 e 2003) não ocupou a frente, fato atribuído à decisão, adotada em 2002, de reajustar, de uma só vez, em 25%, os preços de seus veículos como forma de conter prejuízos. A atitude, que custou a dianteira do mercado brasileiro, trouxe a recompensa da volta à rentabilidade. A retomada da dianteira em ambiente de lucratividade é a consolidação das expectativas. E a meta da Scania, em 2005, é manter a frente da comercialização de caminhões pesados no Brasil, como ocorreu em 2004. Para isso, em primeiro lugar, conta com a estabilização do mercado no patamar do ano passado, recorde de todos os tempos nos pesados, com mais de 25 mil caminhões vendidos por todos competidores. Além dos usos convencionais, a marca de origem sueca aposta na ampliação de nichos que estão se abrindo para os veículos pesados, entre eles a mineração e a cana, mercados onde a aplicação dos veículos se dá mais fora das estradas oficiais (Gazeta Mercantil, 20 de janeiro).

SUVs e picapes terão motorizações híbridas
Para os os analistas da indústria automobilística há uma nova tsunami se aproximando do mercado automobilístico norte-americano. Uma onda impiedosa e malvada que varrerá do mercado aquelas marcas que não tiverem desenvolvido a tecnologia híbrida para suas picapes e SUVs. De repente os norte-americanos descobriram que um SUV híbrido faz mais de 15 quilômetros com um litro de gasolina, enquanto um SUV convencional não faz mais de quatro a cinco quilômetros por litro. Então, trata-se de uma aritmética elementar, primitiva, que soma-se à preocupação ambiental que toma conta da América. 'O mercado pende para os híbridos', afirmava no Salão de Detroit o diretor mundial de Criação da GM, Bob Lutz. Ele foi mais longe ao afirmar que a GMC corria atrás do tempo perdido, por não ter investido na década passada na tecnologia híbrida. 'Agora, há uma distância que temos que percorrer num curto espaço de tempo'. completou, referindo-se aos veículos híbridos da Toyota (Correio do Povo, 20 de janeiro).

VW produz 500 mil veículos no Paraná
A planta da Volkswagen/Audi em São José dos Pinhais (PR) completou ontem seis anos de operação. A comemoração do aniversário da fábrica coincide com a produção de meio milhão de veículos desde sua inauguração. O carro número 500 mil, que acaba de sair da linha de montagem, é um VW Fox Sportline, vermelho, motor 1.6, quatro portas. A planta produz também Golf, Audi A3 e prepara para o primeiro trimestre deste ano a o início da produção do pequeno utilitário esportivo CrossFox. Hoje a fábrica paranaense opera com sua capacidade total, que é de 810 veículos por dia. Em 2004, São José dos Pinhais fabricou 132,5 mil automóveis, acréscimo de quase 48 mil (ou 36%) na comparação com 2003, quando foram produzidas 84,8 mil unidades. Este grande aumento é resultado do início da fabricação do compacto Fox, que hoje é o sétimo carro mais vendido do país. Os três modelos da planta paranaense abastecem, além do mercado nacional, a demanda dos Estados Unidos, Canadá, México e países da América Latina (Carsale, 19 de janeiro).

Fiat lança linha 2005 do Stilo
Chega às revendas Fiat a linha 2005 do hatch Stilo. Mas ainda não foi desta vez que o modelo ficou igualzinho ao europeu. Aqui, o carro recebeu apenas alguns retoques estéticos e ganhou novos equipamentos de série. Agora, todas as versões do veículo possuem a nova logomarca Fiat — a mesma utilizada na família Palio — na parte central da tampa traseira. Já a versão de entrada passa a ter de série maçanetas externas pintadas na cor da carroceria, pára-brisa degradê e quadro de instrumentos com fundo cinza escuro. Além disso, ganhou teto solar sky window com cinco lâminas de vidro que se estendem até a parte traseira do teto, toca-CDs com MP3 e rodas de liga leve aro 16, como opcionais. O Stilo 16V ganhou maçanetas internas, saídas de ar e pomo da alavanca de câmbio em tom prateado, como itens de série. Na lista de opcionais entram rodas de liga leve aro 17 (Diário de São Paulo, 19 de janeiro).

Novo Subaru Legacy chega ao Brasil
Chegou ao mercado brasileiro o novo Subaru Legacy, o primeiro sedã a levar a assinatura do premiado designer grego Andréas Zapatinas, atual chefe de desenvolvimento da marca japonesa e ex-desenhista da Alfa Romeo. O veículo traz sob o capô o motor boxer (cilindros contrapostos) H6 3.0 de 245 cv, o mesmo propulsor seis cilindros de alumínio em forma de “H” que equipa a perua Outback. O novo Legacy conta com painel eletrônico computadorizado, sistema de som de última geração, teto solar e air bag duplo e cortina (protege os ocupantes de uma possível colisão lateral). O interior do carro é revestido em couro na cor marfim. O preço sugerido do novo Legacy é de R$ 223 mil e a garantia é de cinco anos sem limite de quilometragem (Diário de São Paulo, 19 de janeiro).

Vendas caem 4,5% na primeira quinzena
As vendas de automóveis e comerciais leves na primeira quinzena de janeiro somaram 49.790 unidades, volume 4,5% inferior ao registrado em igual período do ano passado (52.163 unidades), apontam os dados divulgados hoje (17) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com os primeiros quinze dias de dezembro último, quando foram emplacados 75.631 veículos leves, houve queda de 34,2%. Considerando apenas automóveis de passeio, as vendas da quinzena totalizaram 41.586 unidades, 7,6% menos que o consolidado nos primeiros quinze dias de janeiro de 2003 (44.997 unidades). Com relação à primeira metade de dezembro último, quando o mercado absorveu 64.063 automóveis, houve baixa de 35%. O segmento de comerciais leves respondeu na quinzena com 8.204 unidades emplacadas, resultado 14,5% superior ao assinalado nos primeiros quinze dias de janeiro do ano anterior (7.166 unidades). Na comparação com a primeira metade de dezembro, período em que as vendas atingiram 11.568 unidades, houve retração de 29% (Carsale, 19 de janeiro).

Volvo produzirá carro menor que o S40
A Volvo revelou que vai produzir, até o final de 2006, um modelo menor do que o sedã compacto S40. A montadora adiantou que o veículo será um cupê esportivo de duas portas, com design inspirado nos concept cars SCC (Safety Concept Car) e 3CC. O nome escolhido para batizá-lo é C30 e a Volvo garante que, mesmo com tamanho menor, ele será tão seguro quanto os modelos maiores. A novidade será montada na fábrica de Ghent, na Bélgica (Diário de São Paulo, 19 de janeiro).

Frota de bicicletas é três vezes maior que a de carros
A frota brasileira de bicicletas é três vezes maior que a de automóveis. São 60 milhões de “magrelas”, como são chamadas pelos ciclistas, ante pouco mais de 20 milhões de carros. Das unidades em circulação, 53% são usadas para fins de transporte, especialmente em áreas rurais e litorâneas, enquanto 17% são para o lazer. Com 5 milhões de unidades produzidas em 2004, o País é o terceiro maior fabricante mundial de bicicletas, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Bicicletas (Abraciclo). O mercado só não é maior por causa da falta de infra-estrutura para a circulação, afirmam produtores. (Estadão, 19 de janeiro).

Oracle anuncia vida nova com a Peoplesoft
Depois de 18 meses de disputas, a Oracle começou ontem vida nova com a Peoplesoft, uma aquisição com a qual fortalece sua posição como a número dois mundial na fabricação de software, somente atrás da alemã SAP. A empresa tem um plano voltado para assegurar a lealdade da carteira de clientes de Peoplesoft, cerca de 12 mil companhias que se converteram numa das principais motivações para adquirir a ex-rival. “Com a retenção de mais de 90% do desenvolvimento e da manutenção da Peoplesoft, podemos assegurar nosso compromisso como nossos clientes”, disse Larry Ellison, diretor executivo da Oracle. (Estadão, 19 de janeiro).

Transportes Grecco triplica o faturamento
A incorporação de etapas logísticas ao seu portfólio de serviços, a abertura de filiais para acompanhar a demanda dos embarcadores e a forte expansão do Pólo Petroquímico de Mauá (SP) estão fazendo a Transportes Grecco crescer como nunca. Sua previsão para 2005 é faturar R$ 33,6 milhões, quase três vezes mais que a receita obtida em 2003, de R$ 12,25 milhões. "Estamos crescendo consideravelmente pois estamos em Mauá, que tem recebido muitos investimentos no setor petroquímico nestes últimos anos" diz o diretor financeiro da empresa, José Carlos Tonelotti Grecco (Gazeta Mercantil, 18 de janeiro).

Latécoère acelera construção de fábrica para suprir Embraer
A empresa francesa Latécoère, parceira de risco da Embraer no programa dos aviões regionais 170/190, de 70 a 108 assentos, decidiu instalar sua primeira fábrica no Brasil no município de Jacareí (SP). As atividades da empresa foram iniciadas em 2004 dentro da unidade industrial da Sobraer, empresa do grupo belga Sonaca, que também fornece peças para os jatos da Embraer. A Sobraer foi subcontratada pela Latécoère para fornecer serviços de acabamento nas fuselagens dos jatos da Embraer produzidas pela empresa na França. O objetivo da Latécoère, no entanto, é ter uma produção própria no Brasil até 2006, quando está previsto o início da operação de sua nova fábrica, em Jacareí. A unidade industrial da Latécoère terá inicialmente 5 mil metros quadrados e será instalada em terreno de 30 mil metros quadrados. Até o final deste ano pretende contratar um total de 50 funcionários (Gazeta Mercantil, 18 de janeiro).

Airbus mostra maior avião do mundo
A Airbus Industrie apresenta hoje a cinco mil convidados de todo o mundo o maior avião comercial já construído. A gigantesca aeronave, capaz de transportar 555 passageiros em três classes distribuídas em dois andares, ou 880 pessoas em classe única, exigiu soluções técnicas que envolveram 800 engenheiros, especialistas de 20 grandes empresas aéreas e técnicos de 16 fábricas em quatro complexos industriais da Airbus, na França, Espanha, Inglaterra e Alemanha. As quatro unidades do avião apresentadas hoje, na linha de montagem de Toulouse, no Sul da França, são destinadas aos vôos de homologação. Um quinto avião, que pode ser visto ainda com a pintura verde de base, num dos boxes do prédio de 490 metros de comprimento e 46 metros de altura inaugurado em maio de 2004 especialmente para o A380, será o primeiro produto de linha e vai entrar em operação no primeiro semestre de 2006 (Gazeta Mercantil, 18 de janeiro).

Feira de som e acessórios será em SP
Consumidores e lojistas de som e acessórios automotivos terão em março uma exposição exclusiva de fabricantes e importadores. É a Feisa 2005 - I Feira Internacional do Setor Automotivo, evento que reunirá, entre os dias 2 e 6 de março, no Expo Center Norte, em São Paulo, as últimas novidades em som, travas, alarmes, acessórios, tuning e insulfim. Organizada pela USAC do Brasil, a exposição é inspirada em grandes feiras como a CES (Consumer Eletronics Show), realizada anualmente em Las Vegas/EUA (Carsale, 18 de janeiro).

Desmanches, reciclagem e sucateamento em debate
No apagar das luzes do ano legislativo de 2004 saiu o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as graves irregularidades envolvendo os desmanches de veículos. Durante mais de um ano se investigou a atuação de quadrilhas que adquirem carros sinistrados com perda total e conseguem “recuperá-lo” por meio de uma remontagem com peças de outros veículos furtados ou roubados. Apesar dos indícios de envolvimento de funcionários dos departamentos estaduais de trânsito ninguém foi formalmente acusado (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de janeiro). Leia mais...

Anfavea mantém previsões conservadoras para 2005
Apesar do inesperado aumento das vendas ao mercado interno em dezembro último — quase 180.000 unidades ou 2,1 milhões na projeção anualizada — a Anfavea preferiu manter suas previsões conservadoras para 2005. Algo como 4% de crescimento contra 10% do ano passado. Dizem, mas não provam, que se trata de estratégia para segurar pleitos de reajustes por parte de fornecedores (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de janeiro).

O aumento explosivo da frota de veículos
A frota brasileira real de veículos (não os números descontrolados do Denatran) deve ter chegado perto de 23 milhões de unidades, sem incluir motociclos, no final de 2004. Em 1960, com pouco mais de três anos de produção nacional, o País possuía apenas 300.000 veículos. Esta é a frota, hoje, de um bairro de renda médio-alta da capital paulista. Aumento explosivo em menos de meio século (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de janeiro).

A melhor maneira de lavar o seu veículo
Leitores da coluna Alta Roda escrevem perguntando a melhor maneira de lavar o carro, a propósito da coluna que preconizou mais cuidado na preservação. A lavagem tradicional correta é com água e detergente neutro, de preferência na sombra e seguida de secagem completa da carroceria. Nos manuais do proprietário costuma haver mais informações sobre os cuidados com a pintura (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de janeiro).

O avanço dos sistemas de ar condicionado
A aceitação crescente de aparelhos de ar-condicionado vem se firmando ao longo dos anos. Em 1998, apenas 25% dos modelos vinham com tal equipamento instalado de fábrica. Este ano já deve chegar perto de 60% e, em 2010, pode atingir 76%. Na Europa, EUA e Japão em quase 100% dos carros é equipamento de série, salvo em modelos muito básicos (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de janeiro).

Dólar desvalorizado afeta as alemãs
A Volkswagen AG, a Bayerische Motoren Werke (BMW) e a divisão Mercedes-Benz, da DaimlerChrysler AG, as maiores montadoras européias presentes no mercado norte-americano, estão se preparando para mais uma sangria em seus lucros, imposta pela desvalorização do dólar em relação ao euro. A moeda norte-americana caiu 32% nos três últimos anos, desvalorizando-se para um recorde de US$ 1,367 por euro no último dia 30 de dezembro. O dólar é a maior ameaça aos lucros da Volkswagen este ano, disse quarta-feira seu diretor financeiro, Hans Dieter Poetsch. As três montadoras vendem veículos de fabricação alemã principalmente nos Estados Unidos, contabilizando seus custos, na maioria dos casos, em euros. "Os problemas que comprometeram as margens de lucro em 2004 não serão reparados em 2005", disse David Healy, analista da Burnham Securities, com sede em Nova York. "Mas eles também estão empregando o câmbio como desculpa parcial para outros problemas." (Gazeta Mercantil, 14 de janeiro).

Kia Motors cresce no Brasil
A Kia Motors do Brasil informa que encerrou o ano de 2004 com a comercialização de 2.221 veículos, volume 11,8% superior à 2003, quando vendeu 1.986 unidades. A importadora colocou no mercado brasileiro 1.590 vans Besta (71,6%), 327 caminhões leves Bongo (14,7%), 193 sport-utilities Sorento (8,7%), 58 minivans Carnival (2,6%), 52 Sportage (2,34%) e 1 Carens. Segundo José Luiz Gandini, presidente da empresa, a Kia Motors do Brasil volta a obter índice de crescimento em suas vendas, logo após o período de mudança de modelos e a introdução de novos produtos. "A Kia Motors renovou praticamente todas as linhas de veículos. E, felizmente, os consumidores brasileiros corresponderam às expectativas, traduzidas em resultados quantitativos". (Gazeta Mercantil, 14 de janeiro).

Scania retoma liderança
A marca Scania reconquistou o primeiro lugar na venda de caminhões pesados em 2004 com 6.093 unidades. A subsidiária brasileira da empresa sueca perdeu por dois anos - 2002 e 2003 - uma liderança que manteve de 1989 a 2001. "Em 2004, recuperamos o fôlego e superamos os volumes de 2003 em quase 50%, quando vendemos 4.106 unidades. Voltamos à liderança no acumulado das vendas de pesados e, ainda, conseguimos manter nosso foco na rentabilidade da empresa e da rede de concessionárias. Foi um ano de ascensão do agronegócio e de recuperação da indústria nacional", disse por meio de comunicado à imprensa Christopher Podgorski, diretor geral da Scania Unidade de Vendas e Serviços Brasil. O mercado total de caminhões pesados encerrou 2004, segundo a Anfavea, entidade que reúne as montadoras, com 25.194 unidades vendidas, resultado 41,1% superior ao ano passado. O segmento reúne veículos com capacidade máxima de tração maior que 45 toneladas ou pbtc maior ou igual a 40 toneladas. (Gazeta Mercantil, 14 de janeiro).

Montadoras pagam prêmio de mais de R$ 5 mil a metalúrgicos

Os prêmios de participação nos lucros ou resultados (PLR) pagos pelas montadoras aos metalúrgicos do estado de São Paulo foram os maiores da história em 2004. Nas fábricas do Grande ABC, Taubaté e de São José dos Campos, os valores totais das PLRs variaram de R$ 3.800 a R$ 5.162,82 (veja tabela ao lado) independentemente da faixa salarial. E não é para menos. Em 2004, o setor automotivo bateu recordes de produção de veículos, de exportações e de vendas para o mercado interno, segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea). (Diário de SP, 14 de janeiro).

Fabricante chinês deve entrar na Europa
A Chery Automobile, fabricante chinês de veículos, informou que planeja, a partir de 2007, iniciar suas exportações para a Europa, noticiou o site norte-americano Automotive News. Segundo a nota, a empresa também tem planos de construir uma fábrica por lá em 2010. O anúncio vem na esteira de informações veiculadas na última semana, de que a companhia também estaria interessada em iniciar embarques para os Estados Unidos. De acordo com a publicação, a Chery já teria firmado contrato com um importador situado em Madri (Espanha), por meio do qual teria acertado a exportação de 80 mil veículos/ano. Entretanto, um porta voz da companhia, apesar de confirmar os planos de produzir automóveis baratos no mercado europeu em 2010, afirmou que a empresa ainda não definiu em qual local instalará sua unidade fabril. A Chery estuda construir sua planta na Romênia, Polônia ou em algum país do leste europeu. (Carsale, 14 de janeiro).

Autoridade federal multa GM por atrasos em informação de defeitos
A maior fabricante de automóveis do mundo, a General Motors (GM), foi multada com um milhão de dólares pelas autoridades americanas em 2004 por não informar a tempo dos defeitos de segurança descobertos em seus veículos. O Centro para a Segurança no Automóvel, uma organização de defesa dos consumidores, publicou na quarta-feira documentos que mostram que a GM pagou a multa em junho, fato que a Administração Nacional de Segurança na Estrada (NHTSA, em inglês) não revelou até o último 29 de dezembro. A NHTSA considerou que a General Motors tinha esperado muito tempo para informar sobre um problema nos limpadores de pára-brisas de dezenas de milhares de 4x4 montados entre 2002 e 2003 e que pode provocar que deixem de funcionar. Os documentos do Centro para a Segurança de Automóveis revelam que a NHTSA estabeleceu em um primeiro momento a multa a GM em 3 milhões de dólares, quantidade que rebaixou posteriormente a um terço. (Uol Economia, 14 de janeiro).

Gaúcha Comil bate recorde de produção
A Comil Carrocerias e Ônibus Ltda. fechou 2004 com uma produção de 2,2 mil unidades, um novo recorde para a empresa fundada em 1986, na cidade de Erechim, norte do Rio Grande do Sul, superando por quase 8% os 2,046 ônibus fabricados em 2003. A receita, de R$ 242 milhões, foi 34% acima dos R$ 180 milhões do ano anterior. O forte destaque foi o crescimento de 82% na produção dos modelos rodoviários, passando de 534 unidades em 2003 para 974 ano passado (Gazeta Mercantil, 13 de janeiro).

Airbus continua líder em grandes jatos
A Airbus divulgou em Paris que manteve-se à frente da sua grande rival, a Boeing, como maior fabricante mundial de aviões em 2004, com entregas de 320 unidades e uma fatia de 53% do disputado mercado mundial de jatos de passageiros de grande porte. A Airbus deveria entregar entre 350 e 360 aviões em 2005. A empresa também espera obter entre 300 e 350 novas encomendas este ano, segundo seu vice-presidente comercial, John Leahy. (Gazeta Mercantil, 13 de janeiro).

Venda de importados sobe 15% em 2004
As vendas de veículos importados no atacado, em 2004, somaram 3.797 unidades, resultado 15% superior ao registrado no ano anterior (3.302 unidades). Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). De acordo com a entidade, dezembro último foi o melhor mês de 2004. No mês passado foram comercializados 472 carros importados, volume 65,6% superior ao assinalado no mesmo mês de 2003 e 21,6% maior que o consolidado em novembro. Apesar do desempenho satisfatório no ano passado, a direção da Abeiva demonstra preocupação com o não fechamento do acordo bilateral Mercosul-União Européia, que deveria ter sido assinado em outubro último. Sem o acordo, as empresas importadoras continuam sofrendo com a altíssima alíquota de importação de 35% (Carsale, 13 de janeiro).

SsangYoung investe em expansão da rede
A SsangYong, montadora coreana com atuação no segmento de utilitários esportivos, representada no Brasil pela Districar, do grupo português Tricos, investe na ampliação de sua rede de revendas, passando de 15 para 25 até fevereiro de 2005. Nos seus 4 anos de atuação no Brasil, o foco da montadora estava voltado às capitais brasileiras. Entre janeiro e dezembro de 2004, foram vendidos 110 unidades da marca, cujos preços variam entre R$ 85 mil (Musso Pickup) e R$ 155 mil (Rexton 3.2). Circulam hoje no território nacional cerca de 450 veículos SsangYong (Carsale, 13 de janeiro).

Mercado automotivo italiano mostra estabilidade
As vendas de veículos no mercado italiano, em 2004, totalizaram 2.258.861 unidades, resultado estável (apenas 0,5% maior) frente ao consolidado em 2003 (2.247.043 unidades), segundo a Anfia, que representa os fabricantes no país. No ranking por marcas de 2004, a Fiat manteve a liderança com a comercialização de 462.906 veículos, volume 0,8% superior ao assinalado no ano anterior. Na segunda colocação vem a Ford com 181.882 unidades emplacadas, resultado 8,1% inferior ao registrado em 2003. O terceiro lugar ficou com Opel, que entregou 167.032 veículos e assinalou crescimento de 1,5%. Com o licenciamento de 157.946 unidades, a Renault conquistou a quarta posição, mas viu suas vendas caírem 5,7%. A quinta posição ficou com a Citroën, que emplacou 146.127 veículos e registrou alta de 11,6% (Carsale, 13 de janeiro).

GM não cede à concorrência asiática
No encontro com os jornalistas brasileiros presentes ao Salão Internacional de Detroit, o presidente mundial da General Motors Corporation, Rick Wagoner, admitiu que a concorrência sem freios dos japoneses é um dos motivos para que a GM reveja todo seu esquema de produção em nível global. Nos EUA, por exemplo, deve reduzir o ciclo de produção e vida de um veículo para cinco anos. É o menor tempo em mais de um século de produção automobilística, mas, segundo o executivo, 'novos produtos atraentes e com qualidade superior são a única maneira de a GMC manter a liderança mundial'. Segundo Wagoner, a GM está cada vez mais ameaçada pela Toyota, além de outras marcas japonesas e fabricantes coreanas, como Nissan, Honda, Subaru, Mitsubishi, Hyundai e Kia, que resolveram participar do mercado mais lucrativo para as montadoras norte-americanas, que é o dos ligth trucks - as picapes médias e suvs. Esses modelos, nos meados dos anos 90, geravam lucro unitário de até 10 mil dólares para a Ford e a General Motors. 'Em termos de tecnologia de produção, já somos tão eficientes quanto a Toyota', afirmou Wagoner. Segundo pesquisa de mercado da mais importante empresa de consultoria dos EUA, a JD Power, é justamente no quesito qualidade percebida a longo prazo que as marcas japonesas ficam à frente. 'É um ponto que temos que abordar com coragem', disse Wagoner. Ele admite que os fornecedores de autopeças japoneses e coreanos são 'terrivelmente eficientes' e desenvolvem laços de fidelidade por décadas com as montadoras (Correio do Povo, 13 de janeiro).

GM concentrará a criação em 3 centros
A General Motors Corporation anunciou em Detroit que terá, já no primeiro semestre deste ano, apenas três centros de engenharia em todo o mundo, responsáveis pela criação de veículos para EUA, Europa, Ásia Pacífico, América Latina, África e Oriente Médio. O objetivo, de acordo com o diretor de Engenharia Pedro Mauchakian, 'não é retirar a autonomia dos centros regionais, como da General Motors do Brasil. Ao contrário, as trocas de informações entre eles se intensificará, reunindo o melhor dos recursos humanos e tecnológicos de cada um nos novos projetos da GMC', explicou. A partir deste ano, serão utilizadas somente cinco arquiteturas - Gama, Delta, Ipsilon, Theta e Zeta. A arquitetura, salientou o engenheiro, transcende a plataforma e significa uma nova maneira mais rápida e eficiente de produzir veículos (Correio do Povo, 13 de janeiro).

Os riscos e desafios para 2005, segundo a Anfavea - 1
O Brasil terá muitos desafios este ano. Para evoluir na produção, vendas para o mercado interno e exportação, a indústria automobilística enumera vários deles. Os destaques são problemas com infra-estrutura e logística, câmbio e taxa de juros. Ontem, durante o Salão de Detroit, Rogelio Golfarb, presidente da Anfavea, entidade que reúne as montadoras, revelou as expectativas para 2005 e fez questão de destacar os prováveis riscos que afetam um provável crescimento. Segundo o executivo, a produção de veículos, que foi de 2,2 milhões em 2004, crescera 5,4%, para 2,3 milhões. O mercado interno evoluirá 4%, para 1,64 milhão, frente ao volume de 1,58 milhão de veículos comercializados ano passado. Já as exportações saltarão 7%, para US$ 8,9 bilhões (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 12 de janeiro).

Os riscos e desafios para 2005, segundo a Anfavea - 2
"Vamos ter um crescimento muito menor em 2005 na comparação com 2004, mas ainda, assim, cresceremos. A exportação, de 642 mil veículos em 2004 nos colocou em posição de importância para todo o mundo. Estamos inseridos no contexto mundial e disputamos investimentos com várias outras regiões - 20% do superávit da balança comercial foi garantido pela indústria automotiva e nesse ano temos que trabalhar para a sustentação do setor a longo prazo, o que nunca foi feito. Só a indústria gerou 11 mil empregos no ano passado e avalio que em 2004 o carro da indústria, que estava parado, começou novamente a andar", diz Golfarb. Os riscos maiores que o executivo enumera capazes de frear o crescimento são a desvalorização do dólar, que nos torna menos atrativos no mercado interno, e a taxa de juros e commodities que dificultam as vendas, corroem as margens de lucro e fazem os preços ao consumidor ficarem mais elevados (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 12 de janeiro).

MACIEL: CRESCIMENTO EM 2005, APOSTA EM 2006
"Precisamos melhorar a imagem do Brasil com relação a nossa logística e infra-estrutura. Não sei de nenhum contrato novo de exportação que a nossa indústria tenha fechado no ano passado e sabe por que? Porque o Brasil tem problema que os países desenvolvidos não aceitam, como 17% de flutuação da moeda em 2004, burocracia nos órgãos governamentais e falhas na infra-estrutura. A primeira coisa que o importador quer ao fechar um contrato é que o produto seja entregue na data certa. E por causa de greves nos portos, por exemplo, não há tanta certeza", afirma o presidente da Ford Motor Company do Brasil e da América Latina, Antônio Maciel Neto. O executivo, ainda assim, acredita que em 2005 a Ford do Brasil irá exportar mais que em 2004. O executivo da Ford, no entanto, prefere acreditar mais em 2006. "O bom de 2006 será a estabilização, pelo menos, em commodities como pneus e aço, setores que estão investindo muito em ampliação." (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 12 de janeiro).

Garantia estendida para motocicletas
Repetindo o que já é oferecido aos automóveis e utilitários-esportivos BMW desde abril do ano passado, a marca alemã passa agora a contar também com o serviço de extensão de garantia também para as suas motocicletas. O programa denominado BMW Service Cover oferece cobertura para as partes mecânica e elétrica para as motos da marca, pelo período de 12, 24 ou 36 meses, sem limite de quilometragem, além do serviço de assistência 24 horas. Para o programa são elegíveis as motocicletas BMW com até seis anos ou 100 mil quilômetros rodados, depois de uma revisão técnica realizada nas concessionárias da marca (Gazeta Mercantil, 12 de janeiro).

Carros têm aumento de até 5% neste mês
Quem esperou para comprar o carro zero nesse ano vai pagar mais caro. A DaimlerChrysler anunciou ontem aumento de até 5% em alguns modelos. Desde o início do mês outras três montadoras — Honda, Ford e Volkswagen — subiram os preços. Os reajustes vão de 1,3% a 5%. O motivo para o aumento é o repasse da alta nos custos com aço e borracha (Diário de São Paulo, 12 de janeiro).

Exposição Sena Experience termina hoje
Hoje é o último dia para os fãs do piloto Ayrton Senna conferirem a exposição Senna Experience. O evento, que foi aberto no dia 16 de outubro do ano passado, já recebeu mais de 55 mil visitantes. Em 2.000 m², divididos em 15 salas, estão reunidas atrações como simuladores, games e três veículos utilizados pelo piloto nas provas de F-1. A exposição Senna Experience, uma iniciativa do Instituto Ayrton Senna, pode ser conferida no Shopping Eldorado (Avenida Rebouças, 3.970, 2º piso, Pinheiros). Hoje, o horário de funcionamento é das 13h às 22h e o ingresso custa R$ 10 (estudantes, pessoas acima de 60 anos e crianças até 12 anos pagam meia-entrada). O ingresso está à venda apenas no local e o pagamento deve ser feito em dinheiro ou com cartão de crédito (Visa ou Mastercard). Informações pelo tel. 11 6950-8899 (Diário de São Paulo, 12 de janeiro).

Mercado argentino cresce 98,5% em 2004
As vendas de automóveis e comerciais leves na Argentina no atacado, em 2004, totalizaram 295.146 unidades, volume 98,5% superior ao consolidado no ano anterior (148.658 unidades), apontam os dados divulgados pela Adefa, associação que representa os fabricantes instalados no país. Em dezembro foram comercializados 27.464 veículos leves, 53,8% a mais que o registrado no mesmo mês de 2003 (17.855 unidades). Na comparação com novembro, período em que as vendas atingiram 25.356 unidades, houve alta de 8,3%. Considerando apenas automóveis de passeio, as vendas em 2004 ficaram em 223.466 unidades, volume 111,7% maior que o assinalado no ano anterior (105.550 unidades). O segmento de comerciais leves respondeu, em 2004, com 71.680 unidades vendidas, resultado 66,3% maior que o consolidado no ano anterior (43.108 unidades) (Carsale, 12 de janeiro).

BMW supera Mercedes no mercado mundial
O grupo BMW, que abrange as marcas BMW, Mini e Rolls-Royce, alcançou o Mercedes Car Group (Mercedes-Benz, Smart e Maybach) em vendas mundiais em 2004. Pela primeira vez, o grupo BMW comercializou ao redor do mundo total de 1,209 milhão de unidades, alta de 9,4% na comparação com 2003. Enquanto isso, o grupo Mercedes vendeu 1,20 milhão, o que representa uma queda 0,76% em relação ao ano anterior. Entretanto, a marca Mercedes-Benz manteve em 2004 a posição de marca líder no segmento de carros de luxo, com 1,06 milhão de modelos comercializados (queda de 3,11% na comparação com 2003). Enquanto isso, a BMW vendeu 1,02 milhão de modelos, mas cresceu 10,3% no mercado mundial. (Carsale, 12 de janeiro).

Especialista critica resolução do Detran
Especialista na área de trânsito há mais de 30 anos, o Dr. Salomão Rabinovitch, também psicólogo, questiona a nova resolução do Detran que obriga os condutores que tiverem que renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a partir de março, a realizar novos cursos teóricos, entre os quais de direção defensiva e primeiros socorros. Na sua opinião esses cursos não despertam a consciência e a responsabilidade do condutor. Ele acredita que deveria haver a obrigatoriedade de um novo exame psicotécnico na hora da renovação da carteira de habilitação.

Produção e exportação de caminhões batem recorde

O país bateu recorde em 2004 na produção de caminhões (106.947), 35,5% a mais que 2003, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. A marca anterior era de 1980, com 102.017 unidades. Mas foram as exportações (25.368), especialmente novos mercados (Ásia e Oriente Médio), e a recuperação das economias de Argentina e Venezuela que contribuíram para o bom desempenho (97,5% ante 2003) (Correio do Povo, 12 de janeiro).

Carros híbridos, as estrelas do Salão de Detroit - 1
No domingo, dia de abertura do Salão de Detroit, as grandes montadoras pareciam ter combinado o discurso. Diferentemente de cavalos e mais cavalos, a tônica das apresentações girava em torno de economia de combustível, meio ambiente e tecnologia. Sim, o anúncio do desenvolvimento de carros híbridos - que utilizam dois motores, um a gasolina e outro elétrico - e a pilhas de combustível (fuel cells) rechearam os anúncios nas coletivas de imprensa. Richard Wagoner, presidente e CEO da General Motors, por exemplo, anunciou uma parceria com a DaimlerChrysler para desenvolverem em conjunto um sistema híbrido versátil, capaz de equipar vários veículos, a gasolina ou diesel, tração dianteira ou nas quatro rodas, de ambas as marcas (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 11 de janeiro).

Carros híbridos, as estrelas do Salão de Detroit - 2
O sistema chamado de Two-mode Full Hybrid, garante dois modos de pilotagem ao motorista. No primeiro, para baixas velocidades, nos grandes centros, e o segundo para estradas, que demandam velocidades mais altas e maior potência. Será o primeiro sistema com essa divisão de atuação de acordo com a necessidade do motorista. A GM prevê que os primeiros veículos com essa tecnologia saiam da linha de montagem no final de 2007, nos utilitários-esportivos Chevrolet Tahoe e GMC Yukon. Já a Chrysler equipará o Dodge Durango com o Two-mode Full Hybrid. A Ford não quis ficar atrás e assumiu compromisso público de expandir sua gama de veículos híbridos para cinco modelos nos próximos três anos. Atualmente, a montadora já comercializa desde o ano passado o Ford Escape Hybrid - o primeiro SUV híbrido no mundo - e prepara a chegada do Mercury Mariner até o final deste ano. A Ford também anunciou que no ano que vem lançará seu primeiro veículo movido a hidrogênio, sistema mais conhecido como Fuel Cell, ou pilha de combustível. A GM ficou mais na retaguarda com relação aos fuel cells, com a apresentação do carro conceito Sequel, um utilitário-esportivo grande movido a hidrogênio que tem uma autonomia de 450 quilômetros e capaz de acelerar de zero a 100 km/h em menos de 10 segundos (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 11 de janeiro).

As dúvidas sobre a produção do Formore no Brasil
Se a viabilidade e produção do Formore ainda é uma incógnita, os detalhes do produto que pode sair das linhas da ociosa fábrica de Juiz de Fora - produz atualmente apenas o Mercedes-Benz Classe A - também confundem a cabeça dos jornalistas. Tudo porque, inicialmente, o Formore, pelas informações extra-oficiais, seria construído na mesma plataforma do Smart Forfour, com motorização e transmissão do Mitsubishi Colt. Parece que a saída da DaimlerChrysler como acionista da Mitsubishi fez o grupo teuto-americano rever os planos. "O Smart Formore será construído na mesma plataforma do Mercedes-Benz Classe C", afirmou Ulrich Walker, presidente da divisão Smart. No press-release da Smart, em Detroit, a marca diz que o protótipo do modelo, que seria apresentado no salão norte-americano neste mês, sofreu adiamento. Relata ainda, que o Formore terá 40% de pecas vindas do Mercedes Car Group, 35% do Smart Forfour - outros 25% são de componentes exclusivos do novo modelo. Chegou-se a cogitar até mesmo que o modelo deixaria de ser um Smart e se transformaria em um Mercedes, justamente para concorrer com o utilitário-esportivo compacto X3, da adversária alemã BMW, já que as dimensões seriam bem parecidas. Pelo jeito, confundir está sendo uma das estratégias da DaimlerChrysler para despistar jornalistas e, consequentemente, a concorrência (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 11 de janeiro).

Bicombustíveis atingem 26% do mercado
O ano de 2004 foi o ano do motor bicombustível. Para se ter uma idéia, o segmento representou no ano passado 25,9% do mercado nacional, exatamente 19 pontos porcentuais a mais do que a participação registrada em 2003 (6,9%). Em unidades, os modelos flexíveis somaram 379.328 unidades comercializadas em 2004, volume 348,6% maior que o assinalado no ano anterior (84.558 unidades). Em dezembro, as vendas de modelos equipados com motor bicombustível atingiram 48.911 unidades, 182,1% a mais que o registrado no mesmo mês de 2003 (17.339 unidades). A participação cresceu 18,9 pontos porcentuais, para 33,2%. Na comparação com novembro, período em que o mercado absorveu 40.709 bicombustíveis, houve alta de 20,1%. A participação também cresceu: subiu dos 30,8% para os 33,2%, ganho de 2,4 pontos porcentuais (Carsale, 11 de janeiro).

Exportações automotivas cresceram 51,8%
As exportações de veículos, incluindo máquinas agrícolas, em atingiram US$ 8,3 bilhões em 2004, resultado 51,8% superior ao registrado no ano anterior (US$ 5,5 bilhões), apontam os dados divulgados pela Associação Nacional dos fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em dezembro, os embarques somaram US$ 777,6 milhões, 58,1% a mais que o obtido no mesmo mês de 2003 (US$ 491,7 milhões). Na comparação com novembro, período em que as exportações totalizaram US$ 740,9 milhões, houve alta de 5%. Em volume, os embarques de veículos – excluindo máquinas agrícolas –, em 2004, somaram 642.274 unidades, volume 20,1% maior que o assinalado no ano anterior (534.745 unidades). Em dezembro, os embarques chegaram às 55.556 unidades, 35,9% a mais que o consolidado no mesmo mês de 2003 (40.871 unidades). Com relação a novembro, quando foram exportados 58.395 veículos, houve queda de 4,9% (Carsale, 11 de janeiro).

Cresce a procura por carros usados
A venda de carros usados aumentou 17,56% no ano passado na comparação com 2003, segundo dados divulgados pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo. Ao todo, a entidade contou 549.423 ne