
JUNHO/2003
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Dana
concentra operações no país
A Dana decidiu concentrar suas atividades industriais em dois locais no
Brasil: Diadema, no ABC paulista, e em Gravataí, cidade gaúcha.
No pacote de mudanças, promoverá a transferência -
a partir do segundo semestre deste ano - da fábrica de juntas de
motores, divisão Victor Reinz (ex-Stevaux), hoje na via Anchieta
na divisa com São Bernardo do Campo (SP) para Gravataí,
a dois quilômetros da fábrica da GM. Para Gravataí,
onde já tem seis fábricas, que contribuem com 40% do faturamento
da companhia no Brasil - será transferida também uma linha
de montagem procedente da Europa e dos EUA. Com essa mudança da
produção de São Paulo para Gravataí os 150
funcionários serão transferidos para a fábrica de
Diadema - a Divisão Fluid Systems (ex-Echlin) -, que vai abrigar
até o final do ano toda a linha de bombas de óleo e de direção
hidráulica da Inglaterra. Diadema passará a empregar 950
pessoas. De Gravataí a Dana vai transferir para a fábrica
de Sorocaba, SP, que faz eixos diferenciais, a linha de montagem de eixos
cardans. "Os componentes continuam sendo fabricados na região
Sul", disse Ferreira.
VW
faz venda inédita para a Líbia
Um lote de 1.311 unidades da Parati embarcou no Porto de Santosrumo à
Líbia. Trata-se de um negócio de US$ 7 milhões, considerado
inédito para a Volkswagen do Brasil, que, pela primeira vez, fecha
um acordo de venda de carros para o governo líbio. "Participamos
de uma licitação pública junto com outras montadoras
do mundo inteiro e ganhamos com a Parati por ser um carro espaçoso
e com preço competitivo", diz Leonardo Juan Soloaga, gerente
de vendas e exportação da Volkswagen do Brasil. A venda
representa 6,5% de todos os carros comercializados na Líbia no
ano passado, que foi de aproximadamente 20 mil unidades. As Parati exportadas
são todas da cor branca, com motor 1.6, ar-condicionado, vidros
e travas elétricas, rádio, alarme e direção
hidráulica e foram produzidas na unidade VW de Taubaté.
Smart
mineiro vai para os EUA em 2006
A DaimlerChrysler AG anunciou em Stuttgart, Alemanha, que o novo smart
de quatro lugares, a ser fabricado em Juiz de Fora, MG, será exportado
para os Estados Unidos em 2006. O anúncio do lançamento
foi feito nesta semana pelo presidente da smart, Andreas Renschler, segundo
informaram as agências internacionais. De acordo com a nota, a fábrica
mineira será a única do grupo a produzir o modelo fora da
Europa. Lá já são fabricados Mercedes-Benz Classe
A e Classe C, este último somente para exportação
aos EUA (AutoData, 30 de junho).
Fiat
corta mais 12,3 mil empregos
A Fiat SpAcortará 12,3 mil empregos
em todo mundo e fechará fábricas em seus negócios
de caminhões e equipamentos agropecuários nos Estados Unidos,
em meio às iniciativas da montadora para acabar com dois anos consecutivos
de prejuízos. A empresa pretende levantar US$ 2 bilhões
para financiar o plano de resgate, vendendo ações para seus
atuais acionistas, informou o principal executivo Giuseppe Morchio, em
uma coletiva de imprensa em Turim, na Itália (Gazeta Mercantil,
27 de junho).
Investimentos
no Brasil serão mantidos
A direção do grupo confirma que serão fechadas 12
fábricas do setor automotivo em todo o mundo, em decorrência
do programa mundial de reestruturação, mas nenhuma delas
no Brasil. No caso brasileiro será mantido o programa de investimento
de US$ 1,1 bilhão nos próximos três anos, que inclui
a ampliação da fundição Teksid e o início
da produção de ônibus e caminhões pesados na
fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, já no próximo ano
(Gazeta Mercantil, 27 de junho).
Esforço
da GM para elevar exportações
Firmar novos contratos de exportação está, mais do
que nunca, em pauta na GM do Brasil. O presidente da montadora, Walter
Wieland, revelou que em agosto tem encontro marcado com o presidente mundial,
Richard Wagoner, para apresentar as condições da unidade
de Gravataí, PR, para sediar projeto de novo carro. China e México
também estão na disputa. Para isso a montadora negocia incentivos
fiscais com governo gaúcho. Wieland também conversará
com Frederick Henderson, responsável por toda operação
da montadora na Ásia e Pacífico, e garante: “aguardamos
aprovação de novo e grande contrato de exportação
que ainda não podemos revelar.” Outra forte possibilidade
de negociação, afirmou o executivo, é com a Austrália,
de onde é importado o Omega. “Existe potencial de exportarmos
modelos como Astra, Celta e Corsa.” Dentro de duas semanas executivos
da GM da China estarão no Brasil para avaliar produtos que podem
ser enviados para aquele mercado, no qual a unidade brasileira já
participa com Corsa e S10 (AutoData, 27 de junho).
Iveco
anuncia férias coletivas
A Iveco dará férias coletivas a mais de 300 operários
da fábrica de Sete Lagoas, 80% dos 420 funcionários da unidade.
O período de férias será de 21 de julho a 30 de julho.
Serão paralisadas as áreas de funilaria, pintura e montagem
dos caminhões leves, além do setor administrativo. A medida
deverá reduzir os estoques que estão altos em conseqüência
da retração no mercado. A produção atual da
empresa, pertencente à Fiat do Brasil, é de 40 veículos
por dia. A estimativa de produção para 2003 é de
10 mil unidades. Recentemente, a direção da Fiat anunciou
investimentos de R$ 25 milhões para ampliar a produção
em Sete Lagoas, passando a fabricar também caminhões médios,
pesados e ônibus. Com a expansão, a meta é passar
a produzir 12 mil veículos por ano (Valor, 27 de junho).
Ônibus
da Eletra recebe prêmio de tecnologia
A brasileira Eletra conquistou o segundo lugar na categoria Energia no
World Technology Awards, em São Francisco (EUA), pelo desenvolvimento
da tecnologia do ônibus híbrido, que combina motor a diesel,
gerador elétrico e banco de baterias. A empresa do ABC paulista,
única brasileira premiada, concorreu com as companhias DaimlerChrysler,
H2Gen e Uscar. O sistema permite a redução de até
90% na emissão de poluentes e economia de 20 a 30% no consumo de
combustível (Estadão, 27 de junho).
Consórcio
popular desagrada montadoras
Empresas reclamam medidas imediatas para
reduzir os estoques de 170 mil veículos. A indústria automobilística,
que acumula estoques de mais de 170 mil veículos nas fábricas
e está dando férias coletivas aos trabalhadores, não
acredita que a oferta de um sistema de consórcio popular, que será
criado pelo Banco do Brasil (BB), terá reflexos no setor no curto
prazo. Para o vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro
Neto, "a decisão é boa, mas a compra de cotas normalmente
se traduz em compra efetiva do carro depois de dois anos, o que não
resolve a necessidade imediata de baixar estoques" (Estadão,
26 de junho).
Crise faz Renault desistir de carro mundial
A estagnação no mercado brasileiro,
a crise generalizada em todo o Mercosul e a falta de perspectivas de exportação
para a Europa levaram a direção da Renault a desistir do
projeto de um novo automóvel no Brasil. A sucessão de prejuízos,
numa empresa que ainda depende muito de peças importadas para fabricar
carros no Brasil, levou a direção mundial da Renault a tomar
a iniciativa de produzir um novo modelo na sua fábrica no Paraná.
A idéia surgiu no segundo semestre de 2002. O novo modelo seria
voltado, sobretudo, à exportação. O projeto representava
a peça-chave para a operação brasileira deslanchar
(Valor, 26 de junho).
General
Motors negocia incentivos
Já a General Motors, veterana no país, mostra ter mais folga
para lançar-se a novos projetos, apesar da crise. O presidente
da GM no Brasil, Walter Wieland, disse ontem que estará com a direção
mundial da companhia em breve para que entre o fim de julho e início
de agosto seja definido o investimento para a fabricação
de um novo carro no país. O investimento previsto é de US$
240 milhões e a empresa está negociando incentivos com o
governo gaúcho (Valor, 26 de junho).
GM
lança fruto da redução de IPI
Todos os carros da nova linha do Corsa 1.8, da General Motors, sairão
da fábrica com motor movido a álcool ou gasolina. A alíquota
do IPI desse veículo é dois pontos percentuais menor que
o dos veículos movidos somente a gasolina. Durante a mobilização
das montadoras que levou o governo federal a reduzir o IPI dos carros
não populares, no ano passado, foi incluído o "flex
fuel", que pode ser abastecido com álcool, gasolina ou ambos
misturados. As alíquotas dos carros com motores flexíveis
seguiram as dos movidos a álcool. Isso significa que os modelos
com motores acima de 1.0 litro têm IPI de 13%, menor que os 15%
das versões a gasolina. A vantagem não vale para os modelos
populares, que recolhem IPI de 9%. Isso explica o motivo da indústria
não ter lançado nenhum flexível nessa categoria (Marli
Olmos, Valor, 26 de junho).
PSA
reduzirá prejuízo em 20% este ano
A filial brasileira do Grupo PSA Peugeot Citroën instalada em Porto
Real, RJ, projeta fechar este ano com prejuízo 20% inferior ao
registrado em 2002. No ano passado a montadora faturou R$ 1 bilhão
720 milhões com prejuízo de 200 milhões de euros.
Para este ano espera diminuir esse número para 140 milhões
de euros. Segundo Rodrigo Junqueira, diretor de relações
corporativas, algumas medidas serão tomadas para diminuir as perdas.
“Estamos colocando em prática plano de redução
de custos de produção e aumentaremos o índice de
nacionalização de nossos veículos.” De acordo
com o executivo, o volume de produção previsto para este
ano, que inicialmente era de 65 mil unidades, foi reduzido para 55 mil
veículos. Na fábrica fluminense são produzidos o
206, C3 e Picasso, com índice de nacionalização de
75%, 50% e 60%, respectivamente (AutoData, 26 de junho).
Regras
de reciclagem preocupam montadoras
As novas regras ecologicamente corretas que movimentaram o setor automotivo
da Europa ainda não chegaram ao Brasil, mas preocupam as montadoras
instaladas no País. De acordo com diretrizes aprovadas na Europa
em 2002, os fabricantes serão obrigados a criar projetos de automóveis
com a identificação de todos os materiais recicláveis,
além de desmontar os veículos quando chegarem ao fim de
sua vida útil, reaproveitando as peças. Daqui a três
anos, 80% dos veículos devem ser recicláveis na Europa.
Até 2015, essa marca se estenderá a 85%. Não há
expectativa de quando uma regulamentação semelhante seria
criada no Brasil, mas as montadoras já seguem essas práticas.
Afinal, os veículos exportados para a Europa deverão ser
produzidos conforme as novas diretrizes. A coordenadora do Comitê
de Reciclagem de Materiais da AEA, Sirley Faga, calcula que 75% dos veículos
fabricados no Brasil já são recicláveis. Isso ocorre
por causa do alto nível de reaproveitamento do aço, que
compõe 70% de um veículo. "Praticamente 100% do aço
é reciclado no Brasil. Faltam outros materiais, como plásticos"
(Estadão, 26 de junho).
Volks
desmente fim da produção do Gol
A Volkswagen desmentiu que pretende substituir o automóvel Gol
pelo futuro modelo Tupi. A empresa divulgou nota negando a troca ontem,
mesmo dia em que o jornal Diário de S. Paulo publicou que o Tupi
irá tomar o lugar do Gol. Chamado dentro da montadora de projeto
VW 249 - Tupi não é o nome confirmado pela empresa - os
detalhes do modelo já são conhecidos. Segundo a nota da
Volks "o VW 249 é um carro diferente do Gol, montado sobre
uma plataforma diferente e endereçado a outro tipo de consumidor.
Como já dissemos várias vezes, o lugar que ele ocupará
no mercado fica entre o Gol e o Polo, e ambos continuarão suas
trajetórias" (Jornal da Tarde, 26 de junho).
Mercedes
Classe A volta à berlinda
A possibilidade de acabar com a produção
do Mercedes Classe A está sendo considerada pela direção
da DaimlerChrysler. A informação é do diretor do
Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Geraldo Werneck. "Essa
discussão está pautada " , afirmou. Os prejuízos
que a montadora enfrenta com o excesso de ociosidade em Juiz de Fora se
agravaram nos últimos dias com a queda de vendas de carros ao mesmo
tempo em que novos modelos da faixa de preço do Classe A foram
lançados por General Motors, Honda e Citroën. O que mais preocupa
os dirigentes sindicais é a redução no nível
de produção. Até a semana passada, o ritmo da linha
de montagem do Classe A era de 36 veículos por semana. Nesta semana,
no entanto, serão fabricados apenas 29 carros. " É
uma situação crítica " , diz Werneck (Valor
Econômico, 25 de junho).
Versão
da DaimlerChrysler é diferente
A direção da DaimlerChrysler contestou informações
veiculadas na edição de ontem do informativo "Relatório
Reservado", dando o fim da produção como certa. A empresa
ressaltou, ainda, que a a linha 2004 do Classe A já está
nas concessionárias. Nenhum fabricante de veículo jamais
anunciou a desativação da produção de um modelo
na véspera. Essas decisões são tomadas com base em
resultados de vendas. No caso do automóvel que a Mercedes Benz
decidiu fabricar no Brasil, o resultado de vendas apresenta quedas sucessivas
(Valor Econômico, 25 de junho).
A
concorrência no segmento do Classe A
Segundo o Renavan, de janeiro a maio foram comercializadas 2.690 unidades
do Classe A, o que representou uma queda de 29% na comparação
com o mesmo período do ano passado. A fábrica foi projetada
para produzir 70 mil unidades do modelo e ficou em 9 mil no ano passado.
Na mesma faixa de preços do Classe A, a GM lançou o Meriva,
no primeiro semestre. Em maio, a japonesa Honda entrou no segmento com
o início da produção do Fit, em sua fábrica
instalada em Sumaré, no interior de São Paulo. E há
menos de 30 dias, foi a vez da francesa Citroën lançar o C3
(Valor Econômico, 25 de junho).
Arcelor
deve investir US$ 1,4 bilhão no Brasil
A siderúrgica européia Arcelor pretende investir US$ 1,4
bilhão no Brasil, segundo o presidente da companhia, Guy Dollé,
que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com 104
mil empregados e 26,6 bilhões de euros de faturamento anual, a
Arcelor é a maior produtora de aço do mundo. No Brasil,
a Arcelor é dona de 69% da Vega do Sul, de 30% da CST, Companhia
Siderúrgica de Tubarão, de 30% da Acesita e de 56% da Belgo-Mineira
(Folha Online, 24 de junho).
Programa
gaúcho de qualidade exporta tecnologia
O Programa Gaúcho de Qualidade e
Produtividade, que já conseguiu a adesão de mais de 6 mil
empresas e órgãos públicos e privados a processos
estruturados de gestão pela qualidade total no Rio Grande do Sul,
começa agora a exportar sua tecnologia para o Chile e pode chegar
ao México no segundo semestre deste ano. Criado em 1992 como resultado
de uma parceria entre governo do Estado e as empresas Gerdau, Randon,
Dana, GKN, Springer e Still, o PGQP motiva, avalia, treina e premia as
organizações que decidem implantar ferramentas de qualidade
(Valor, 24 de junho).
Não
haverá demissão na fábrica de Betim
A Fiat informou na Itália que os trabalhadores brasileiros não
devem ser atingidos pelos cortes que a montadora italiana deve anunciar
nesta semana. Segundo o presidente da Fiat/Lancia, Gianni Coda, os operários
da unidade de Betim, que fica próxima à Belo Horizonte,
não devem ser atingidos pelo plano de reestruturação
a ser divulgado pela empresa na quinta-feira. "Não acredito
que haverá problemas", disse Coda, que já comandou
a Fiat do Brasil. Segundo jornais italianos, o plano prevê a emissão
de ações no valor de 3 bilhões de euros e um corte
de custos no valor de 800 milhões de euros. Também deve
ser anunciado o corte de 8 mil a 10 mil trabalhadores das unidades da
Fiat fora da Itália (Folha de S. Paulo, 23 de junho).
Setor
de motos crescerá só 17%
O mercado de motos reviu sua previsão para o ano de crescimento
nas vendas. Segundo dados da Abraciclo com a redução tímida
nas taxas de juros o aumento na comercialização de motos
deverá ser de 17% frente uma perspectiva original de 25% de crescimento.
A perspectiva inicial era que o mercado interno brasileiro consumisse
no ano 990 mil motos, agora com a nova previsão de mercado deve
chegar no máximo em 920 mil unidades. A entidade explicou que cerca
de 30% das vendas são feitas por financiamento e com a atual taxa
de juros esse tipo de contrato tem apresentado desaceleração.
O restante das vendas é quase todo a base de consórcio (Folha
de S. Paulo, 23 de junho).
VW
prepara ônibus rodoviário
A VW vai disputar, a partir de 2004, o
mercado de chassis para ônibus rodoviários, segmento em que
até agora não participa e que é dominado por Mercedes-Benz,
Scania e Volvo. A montadora já começou a produzir em Resende
(RJ) as pré-séries do novo chassi, que terá motor
traseiro com 310 cavalos. A meta é lançar o produto no primeiro
trimestre de 2004.O modelo deverá ser vendido por preço
inferior ao da concorrência, antecipou Antonio Roberto Cortes, vice-presidente
mundial de caminhões e ônibus da Volkswagen (Valor Econômico,
23 de junho).
Mercedes
tenta barrar concorrência
A Mercedes-Benz, o mais antigo fabricante de ônibus do país,
reage ao aumento do número de concorrentes também no setor
de mini e microônibus. No ano passado, lançou um chassi que
pode ser adaptado tanto para 21 como para 24 passageiros e neste ano também
renova outra parte da linha. Para o diretor adjunto de vendas de veículos
comerciais, Gilson Mansur, apenas a licitação de São
Paulo deverá representar uma demanda de 3 mil a até 4 mil
mini e microônibus neste ano. No segundo lugar desse mercado, a
Mercedes, marca do grupo DaimlerChrysler, já produz veículos
desse tipo com motor eletrônico que, segundo Mansur, oferece maior
economia de combustível (Marli Olmos, Valor, 23 de junho).
A
linha de produção simulada do Tupi - 1
A Volkswagen criou programa de treinamento simulando uma linha de montagem
para preparar os empregados da planta de São José dos Pinhais
(PR) para o início da produção do novo carro mundial
da marca, conhecido no mercado pelo nome de Tupi. A Volks está
investindo R$ 800 mil no projeto, inédito no grupo no Brasil, que
até o final do ano terá capacitado todos os 2,5 mil empregados
da unidade industrial (Gazeta Mercantil, 23 de junho).
A
linha de produção simulada do Tupi - 2
Os funcionários são submetidos a uma maratona de produção,
em que são montados carros em miniatura, feitos de chapas de 30x10
cm. A primeira etapa é individual, em que cada empregado tem 20
minutos para montar o veículo. Em seguida, são formadas
equipes de 16 pessoas, divididas em dois subgrupos, cada um com oito pessoas.
O Concept Car simula seis postos de trabalho, um posto de retrabalho e
um posto de checagem de qualidade, que reproduzem os que funcionam na
realidade. Cada grupo tem que montar 15 minicarros em 20 minutos, respeitando
todos os conceitos da linha de produção, como o sistema
de abastecimento just in time de manufatura e gestão de estoques
Kanban (Gazeta Mercantil, 23 de junho).
US$ 5/dia na linha de montagem
O centenário da Ford, comemorado pela empresa esta semana em 200
países, relembra fatos marcantes. Henry Ford introduziu o salário
de US$ 5 por dia para seus operários, há 90 anos, e encontrou
forte reação de outros industriais. Significa hoje cerca
de US$ 2.500/mês, aproximadamente o que recebe um funcionário
de linha de montagem nos países ricos (Fernando Calmon, Alta Roda,
23 de junho).
As
inovações que se destacaram
Entre as inovações ao longo de 100 anos destacam-se: produção
em larga escala, a preço acessível, dos motores V8 (1932)
e sistema de suspensão McPherson (1949), encontrado hoje em cerca
de 60% dos carros produzidos no mundo. Earle McPherson trabalhou para
a GM, mas seu projeto não foi aceito. Terminou no Vedette, carro
produzido na Ford França.
Férias
para diminuir os estoques
Dificuldade de vendas continua a se aprofundar em junho. Sete empresas
anunciam férias coletivas parciais e a GM acrescenta um plano de
demissões voluntárias em duas de suas três fábricas.
Objetivo é diminuição de estoques que trazem forte
custo adicional. Há também um limite econômico para
cortes na produção. Assim, promoções continuam
indefinidamente (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).
Vem
aí o Carro do Trabalhador?
Volta a circular a idéia de renovação de frota para
enfrentar desânimo do mercado. Programa rebatizado de Carro do Trabalhador
pretende contemplar veículos com mais de 10 anos de uso e pessoas
ainda não-motorizadas. Discussões ainda estão nos
bastidores e seriam concluídas, provavelmente, no próximo
mês. Se demorar, atrapalha ainda mais as vendas, pois se cria expectativa
(Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).
Gasolina
argentina, 14% mais barata
Estudo do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura indica que gasolina importada
da Argentina custaria 14% menos nas bombas de São Paulo e Rio,
incluindo frete e impostos. Nos Estados do Sul o preço seria ainda
mais baixo. Não é à toa que as primeiras cargas de
importação já começam a chegar. Finalmente,
parece que refinarias da Petrobrás passam a sofrer verdadeira concorrência
(Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).
Ecosport
em quarto no México
A Ford comemora o sucesso de vendas do
EcoSport no México. Segundo o presidente da montadora na América
do Sul, Richard Canny, o mercado absorveu, em duas semanas, 1,5 mil unidades
do modelo importado do Brasil – volume previsto inicialmente para
três meses de vendas. O carro foi lançado em maio com preço
equivalente a R$ 47,6 mil. Os números colocam a Ford no quarto
lugar do ranking por marcas com 16% de participação (AutoData,
20 de junho).
Renault
pára e VW quer trabalhar mais
A Renault do Brasil, de São José dos Pinhais (PR), vai dar
férias para 1.000 empregados. A fábrica de automóveis
pára de 14 a 23 de julho e deixará de produzir 300 unidades
por dia. A unidade de motores vai fazer duas paradas. De 9 a 18 de julho
e de 14 a 23 de julho e deixará de produzir 900 unidades por dia.
Na VW as férias coletivas estão programadas de 30 de junho
a 20 de julho para 1.500 funcionários da fábrica Anchieta,
de São Bernardo do Campo. Na unidade de Taubaté, onde 6.500
funcionários trabalham com semana reduzida de quatro dias, a montadora
quer que 1.000 empregados voltem a trabalhar às sextas-feiras para
atender as exportações (Gazeta Mercantil, 20 de junho).
O
dia do fico de Carlos Ghosn
O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da montadora Nissan, tranqüilizou
os acionistas da empresa ao anunciar que vai acumular o comando da Nissan
com a presidência da francesa Renault em 2005. Após as declarações
de Ghosn, as ações da Nissan fecharam em alta de 2,47% (Estadão,
20 de junho).
As
primeiras férias na linha do Celta
Só reação do mercado pode cancelar plano da GM, de
parar por uma semana a fábrica gaúcha. A General Motors
do Brasil (GMB) prevê, pela primeira vez, ser obrigada a programar
férias coletivas para os funcionários da fábrica
de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, onde
é produzido o modelo popular Celta. A decisãoserá
revertida apenas se a indústria automobilística tiver um
reaquecimento nas vendas. A parada, planejada inicialmente para se estender
por sete a oito dias, deverá ocorrer na última semana do
mês de julho próximo (Gazeta Mercantil, 20 de junho).
Montadoras
preparam reivindicações ao governo
Numa das mobilizações mais
discretas da história recente do setor, a indústria automobilística
se prepara para levar ao governo federal reivindicações
de estímulos para aumentar a venda de veículos no país.
A cautela é motivada por dois fatores. Primeiro, os fabricantes
de veículos e revendedores querem evitar que o vazamento das propostas
provoque queda ainda maior de vendas num já estagnado mercado,
que parou por conta não apenas da perda do poder aquisitivo do
consumidor, mas também da expectativa generalizada de queda nos
juros. Além disso, a questão é também delicada
porque, embora a mobilização envolva um setor poderoso e
já habituado a pedir estímulos ao governo federal, desta
vez o interlocutor é uma equipe formada por um partido que surgiu
do movimento sindical (Marli Olmos, Valor, 18 de junho).
Setor
automotivo busca solução para crise
Montadoras, fabricantes de autopeças, revendedores e trabalhadores
querem um pacote de medidas temporárias, que possam ser adotadas
até que um acordo setorial mais amplo entre efetivamente na agenda
do governo Lula. Dos vários segmentos envolvidos no setor automobilístico,
pelo menos três - montadoras, autopeças e Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC - já entregaram propostas ao governo para aumentar a produção
e as vendas de automóveis. A idéia agora é tentar
chegar a um consenso entre as propostas, que vão desde a redução
de impostos até incentivos às exportações,
passando pela garantia de empregos (Estadão, 18 de junho).
Sindipeças
faz apelo contra cortes no setor
O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, decidiu apelar para que
as empresas do setor evitem demissões neste momento. No entanto,
à esteira das montadoras, os fornecedores de peças vão
dar férias coletivas e a expectativa de Butori é de a produção
menor representar uma queda de 8% no faturamento do setor neste ano. O
ritmo está lento e a capacidade ociosa do setor gira em torno de
45%. "É ociosidade suficiente para pintar parede de fábrica
o dia inteiro", destaca Butori. "Colocamos (fornecedores e montadoras)
US$ 30 bilhões em investimentos no país para hoje produzir
nos níveis de 1993", completa. Segundo ele, os investimentos,
daqui para a frente, se limitarão aos novos modelos de automóveis.
Com base no ritmo das encomendas, o Sindipeças calcula que o total
de vendas de veículos no Brasil será de 1,350 milhão
de unidades, o que significa 150 mil unidades menos do que no ano passado.
O faturamento global da indústria de autopeças somou US$
10,5 bilhões em 2002 (Marli Olmos, Valor, 18 de junho).
Triumph
deve montar em Manaus
Depois de pouco mais de uma década no Brasil, a inglesa Triumph
muda de mãos. O representante oficial da marca agora é o
Grupo Izzo, o mesmo que detém a distribuição e importação
exclusiva da norte-americana Harley-Davidson. A boa notícia é
que a partir de setembro desse ano, a Triumph terá uma linha de
montagem operando em Manaus (AM). Inicialmente, as motos terão
um índice de nacionalização baixo, de apenas 5%.
Nos primeiros seis meses, os motores virão montados (Gazeta Mercantil,
18 de junho).
BFGoodrich
começa a produzir na AL
Depois de ficar por muito tempo como apenas mais uma marca dentro do Grupo
Michelin, a BFGoodrich quer entrar na briga para valer com os adversários
Goodyear, Pirelli e BridgestoneFirestone. O primeiro movimento forte é
um investimento de US$ 5 milhões para a ampliação
da planta de Cali, na Colômbia, onde serão produzidos, no
segundo semestre, pneus da marca BFGoodrich para veículos de passeio
e 4x4. Atualmente a unidade produz somente pneus da marca Uniroyal, divisão
de entrada do Grupo Michelin, que são importados para o Brasil
(Gazeta Mercantil, 18 de junho).
Caem
as vendas. Assovesp culpa juros
O mercado de veículos usados registrou
venda de 40.506 unidades em maio, 14,14% a menos do que em maio de 2002.
Em relação ao mês de abril deste ano, houve aumento
de 2,57% - número positivo pelo segundo mês consecutivo.
Os dados foram divulgados hoje e fazem parte da pesquisa da Associação
dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São
Paulo (Assovesp) e do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos
Automotores Usados no Estado de São Paulo (Sindiauto), entidades
que representam as revendas independentes de veículos. Em comunicado,
o presidente da Assovesp e do Sindiauto, George Assad Chahade, culpa as
taxas de juros pela situação, já que o número
de veículos financiados caiu pela metade em relação
à média histórica do setor (Estadão, 17 de
junho).
DaimlerChrysler
contrata 126 trabalhadores
Em meio à crise que se abate sobre o setor automobilístico,
com a maioria das montadoras de automóveis dando férias
coletivas e abrindo programas de demissões voluntárias,
a DaimlerChrysler anunciou a contratação de 126 trabalhadores
para a fábrica de caminhões da Mercedes-Benz de São
Bernardo do Campo, SP, para atender exportações de motores
de caminhões para os Estados Unidos. As contratações
são temporárias, até março do próximo
ano.
A montadora de caminhões e ônibus emprega hoje 9,3 mil trabalhadores
e projeta um crescimento de 80% em suas vendas externas, que neste ano
devem totalizar R$ 1,1 bilhão. As exportações de
motores para Estados Unidos e Europa devem responder por boa parte desse
desempenho. Em unidades, o grupo espera ampliar as exportações
de 3,2 mil motores no ano passado para 7 mil neste ano (Estadão,
17 de junho).
Programa
de demissões e férias
A General Motors anunciou a abertura de um programa de demissões
voluntárias (PDV) nas fábricas de São Caetano do
Sul, no ABC, e São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
A montadora não informou o número de adesões pretendido.
A empresa oferece entre três a seis salários extras e seis
meses de assistência médica. A fábrica do interior
paulista, onde são produzidos o novo Corsa, Zafira, Meriva e S10,
emprega cerca de 8,5 mil trabalhadores. Pelo menos 800 deles entrarão
em férias coletivas por 10 dias a partir do dia 22. Volkswagen,
Ford e Fiat e também vão dar férias coletivas aos
trabalhadores na próxima semana. A PSA Peugeot Citroën dará
35 dias não consecutivos de folgas aos funcionários durante
o ano. As vendas de veículos em maio caíram 13,4% na comparação
com igual mês de 2002 e o setor não vê sinais de recuperação
neste mês (Estadão, 17 de junho).
Balança
vira termômetro de saúde da Ford
Antonio Maciel Neto foi contratado para ajudar na reestruturação
da Ford no Brasil em 1999. Na época, a companhia estava em um processo
de retração no mercado interno sofrendo a falta de novos
produtos após sair da parceria com a Volkswagen na Autolatina,
1996. Provavelmente o executivo não imaginava o trabalho que teria,
intermediando uma matriz cansada de consecutivas perdas no Brasil e mais
disposta a reduzir as operações no país, além
de um mercado nacional em retração e demandando novos produtos
da marca. Resultado: Maciel Neto engordou mais de 5 quilos desde então.
Fontes próximas da empresa informaram que o nervosismo do cotidiano
era descontado pelo executivo em doces. Mas, recentemente, o nervosismo
tem diminuído e já se percebe redução no peso
do executivo nas várias aparições na imprensa ou
mesmo em campanhas publicitárias da Ford (Folha OnLine).
Toyota
abastece rede just in time
Com a estratégia de garantir fidelidade à marca no mercado
brasileiro, registrar aumento de participação nas vendas
de veículos no País e obter uma fatia de 10% no Mercosul
em 2010, a Toyota do Brasil adota um sistema rigoroso de controle de peças
em seu Centro de Distribuição de São Bernardo do
Campo, na Grande São Paulo, onde era produzido o jipe Bandeirantes.
"A operação aqui no Brasil é em just in time,
que garante o fornecimento de peças em 24 horas, sem nunca reduzir
o volume no estoque" diz Maurício Gouveia, chefe do departamento
comercial e pós-venda da empresa. "A preocupação
da Toyota não é atingir meta de vendas, mas ter excelência
no processo de controle de peças", afirma(Gazeta Mercantil,
17 de junho).
Ford
aposta no Brasil e Argentina
Brasil e Argentina estão na lista
das seis regiões em que a Ford mundial apostará suas fichas
nos próximos oito anos. Relatório interno preparado pela
montadora com análises de mais de 50 países indica que,
além dos dois latino-americanos, o mercado de veículos deve
apresentar crescimento na China, Índia, Turquia e na região
composta por Malásia, Tailândia e vizinhança. “Dos
seis tops de mercado classificados pela direção mundial,
dois são da região”, diz o presidente da Ford América
do Sul, Richard Canny. Segundo ele, os cálculos são de que,
somente no Mercosul, as vendas possam atingir 3,2 milhões de veículos
em 2011, período levado em conta no estudo da matriz. “A
situação na região hoje é difícil,
mas o grupo tem grandes expectativas para o futuro.” (Cleide Silva,
Estadão, 16 de junho).
E
por que o mercado não deslancha?
Resposta de Antonio Maciel, presidente da Ford, a Carlos Franco e Cleide
Silva: “Tem o problema dos juros, pois entre 65% e 70% das vendas
da indústria são financiadas. Quando o juro é alto,
isso cai violentamente. Um aumento de R$ 100 na prestação
tem um impacto muito grande. Há também os impostos incidentes
sobre os automóveis que, comparados aos de outros países,
são muito altos. É preciso reduzir juros, impostos e adotar
medidas de inspeção veicular no longo prazo para reduzir
o número de veículos velhos que rodam pelas ruas e estradas
e, com isso, também diminuir o número de acidentes e a emissão
de poluentes na atmosfera. Outro problema que precisa ser analisado é
o sério repasse de preços que está sendo promovido
pelos fornecedores de matérias-primas, aumentando os custos de
produção. De julho de 2002 a abril de 2003 o aço
subiu 76%, o plástico 73% e a borracha 60%. O IGP-M no período
ficou em 27,3% e os preços dos veículos subiram 14,6% (Estadão,
16 de junho).
Quanto
a Ford investiu no Brasil?
Resposta de Antonio Maciel, presidente da Ford: De 1995 para cá,
após a separação da Autolatina, a Ford investiu US$
2,7 bilhões, sendo US$ 1,2 bilhão na fábrica de São
Bernardo do Campo. Nesse período, o grupo foi o maior investidor
industrial no Estado de São Paulo. Adicionando os gastos na fábrica
da Bahia, somos o maior investidor industrial no Brasil, contando investimentos
diretos em expansão e produtos (Estadão, 16 de junho).
O
consumidor vai ficar na retranca
Expectativas sobre mercado este ano sofrem rápida deterioração.
Mesmo a Anfavea, sempre cautelosa, reviu os números para baixo.
De abril a maio, estoques subiram de 45 para 48 dias. Antes, previsões
da entidade apontavam empate com volumes de 2002. Agora, se espera queda
de 5%. Euforia no mercado financeiro com os bons indicadores do País
não tira o consumidor da retranca (Fernando Calmon, Alta Roda,
16 de junho).
Palio
ganha inspiração no Punto
Espiões postados em Betim, MG contam que reestilização
do Palio, no final do ano, terá inspiração direta
no novo Punto, recém-lançado na Europa. Embora os dois modelos
usem plataformas mecânicas bem diferentes, a opção
da Fiat seria manter semelhança de desenho em relação
ao compacto italiano e não ao Stilo (Fernando Calmon, Alta Roda,
16 de junho).
Nova
agenda nos lançamentos da Ford
Confirmado atraso nos dois próximos lançamentos da família
Fiesta. Fornecedores indicam que versão sedã só deverá
chegar ao mercado em abril do próximo ano e pickup, quatro meses
depois. Em maio último, a Ford experimentou migração
de vendas do Fiesta hatch para o EcoSport, utilitário esporte da
linha, um dos raros modelos com fila de espera nas lojas (Fernando Calmon,
Alta Roda, 16 de junho).
Flexfluel
conquista espaço na linha GM
Preço igual e oferta única de motores de uso flexível
álcool/gasolina é o que GM prepara para o fim do mês.
Powerflex 1.800 substitui tanto o motor a gasolina como a álcool
nos novos Corsas hatch/sedã. Com previsível ganho de potência
e torque, no primeiro caso, e diminuição marginal de desempenho
em relação ao segundo combustível. Simplificação
da produção e imposto menor são as razões
(Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).
Reparo
em busca dos segredos eletrônicos
O setor de oficinas prepara-se para novos tempos de negociação
com indústria automobilística e seus segredos eletrônicos.
Sem informação aberta, fica difícil fazer manutenção
confiável. Por isso se fundou Associação Latino-Americana
para Desenvolvimento da Reparação de Veículos formada
por Brasil, Argentina, México, Uruguai, Venezuela, Bolívia
e Colômbia. O comando é do brasileiro Geraldo Santo Mauro
(Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).
A
ameaça ao emprego na reposição
Existe um segmento no setor automobilístico que pode ter pouco
charme, mas merece muito respeito. No Brasil existem 240 distribuidores
de autopeças no mercado de reposição empregando 5.000
funcionários, 30.000 lojas com 150.000 empregados, além
de 150.000 oficinas e retíficas que são serviço a
um milhão de pessoas. Uma cadeia de negócios que gira R$
6 bilhões anuais. A tecnologia, no entanto, pode ceifar milhares
de postos de trabalho nos próximos anos. É um movimento
inexorável e exigirá uma rápida adaptação
ou mesmo mudança de ramo (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho)
Cai
o investimento com manutenção
O fenômeno já ocorre com clareza no aumento dos intervalos
de manutenção. Nos anos 50, eram comuns as revisões
a cada 2.500 km, contra os 40.000 km atuais no caso de modelos das marcas
recém-chegadas ao País. Em 1997, cada motorista gastava,
em média, R$ 800,00/ano para cuidar do carro e, dentro de três
a quatro anos, aplicará metade desse valor. Uma esperança
seria ter mais gente menos negligente, por razões financeiras,
na conservação do veículo. Ainda assim, metade das
oficinas terá pouca chance de sobrevivência (Fernando Calmon,
Alta Roda, 14 de junho).
Os
avanços na área de manutenção
Reparar um automóvel se tornará uma operação
prática e confiável. O tempo da adivinhação
começa a acabar. A experiência pura e simples, também.
Contarão muito o conhecimento técnico e os anos de estudo
do novo reparador que vem aí. Computadores de mão e poderosos
programas reduzem o tempo de diagnóstico de 2,5 horas para apenas
20 minutos, segundo a Delphi. Analisadores de baterias e de fluido de
freio, por exemplo, já fornecem resultados quase imediatos na frente
do freguês. Sistemas agora disponíveis de alinhamento de
rodas computadorizado praticamente acabam com a possibilidade de falha
humana – de boa ou má fé – em comparação
aos equipamentos óticos atuais. Um pouco mais adiante haverá
comunicação em tempo real entre a oficina e os computadores
de bordo nos veículos com possibilidade de ações
interativas (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).
O
papel do GPE somando esforços
Enquanto a modernidade não se instala de vez, entidades do segmento
de reparação e o Sindipeças, que reúne os
fabricantes, criaram há dois anos o Grupo de Planejamento Estratégico
com uma agenda ampla. As prioridades são estimular o treinamento
técnico e gerencial das lojas e oficinas independentes, o apoio
à implantação da inspeção técnica
veicular e despertar o hábito da manutenção preventiva
que sempre sairá mais barata do que a corretiva, em qualquer nível
de tecnologia (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).
Agora
só pensam em Camaçari?
Ainda não se viabilizou um novo produto para a fábrica da
Ford em São Bernardo do Campo, SP. A visita do presidente Lula
à empresa na semana passada, para receber apoio ao seu principal
programa social, serviu também para sinalizar por uma decisão
favorável. Já se falou no Ka de 4 portas. Mesmo esse projeto
vem sendo analisado com cautela, enquanto o mercado não reagir
(Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).
As
feiras apostam no automóvel
Feiras automobilísticas estão em alta. Somente a Alcântara
Machado terá sete eventos em São Paulo, SP em 2004, incluindo
o Salão Internacional do Automóvel. Esse tipo de exposição
também está se descentralizando. Este mês, de 24 a
29 de junho, será a vez de Brasília ver o Salão Nacional
do Automóvel, no pavilhão Parque da Cidade (Fernando Calmon,
Alta Roda, 14 de junho).
Preço do carro zero cai pela primeira
vez
O carro zero ficou mais barato em maio,
segundo a Agência AutoInforme. Depois de oito meses consecutivos
de alta foi registrada uma queda de 0,6% no preço, isso apesar
dos aumentos promovidos pelas montadoras nas tabelas de preço.
No acumulado do ano, no entanto, o preço do carro zero ainda está
acima da inflação. A pesquisa registra alta de 6,2% de janeiro
a maio, diante do IPC medido pela Fipe de 5,5%. Os veículos importados
foram os que mais caíram de preço (-1,12%). Os carros fabricados
no Brasil tiveram queda de 0,54% e os carros com motor de 1.000cc ficaram
0,88% mais baratos (AutoInforme, 13 de junho).
Ford
vai lançar novo Focus em Genebra
A Ford vai apresentar a nova geração do médio Focus
no próximo Salão de Genebra (Suíça), em março
do ano que vem, informa o jornal europeu Automotive News Europe. Ainda
conforme a publicação, a produção do novo
modelo começará apenas em agosto de 2004. As primeiras versões
a serem vendidas no mercado europeu serão as de cinco e três
portas. A perua chegará às lojas a partir de abril de 2005
(Carsale, 13 de junho).
Ford
reduz custo com linha de montagem
A Ford está se saindo melhor do que o esperado em seu plano de
reestruturação de US$ 9 bilhões, que começou
há 18 meses com a adoção de um sistema de produção
mais avançado. O novo esquema foi implantado no início do
ano em 17 fábricas dos Estados Unidos. Há seis meses, a
Ford esperava economizar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões
até o final da década, por meio da instalação
de linhas de montagem flexíveis, caracterizadas pela possibilidade
de fabricar até oito modelos diferentes sobre apenas duas plataformas
(AE Setorial, 13 de junho).
GM
aumenta vendas para o México
O Meriva, produzido em São José dos Campos, SP, já
circula no México. Até o fim de maio, as remessas do modelo
brasileiro haviam somado 1,8 mil unidades, que vão disputar mercado
com o Scénic, o Classe e o EcoSport no México. O Meriva
para exportação é equipado com motor 1.8 de oito
válvulas e embarcado pelo Porto de Santos. O México é
hoje um dos principais clientes das fábricas da GM do Brasil e
da Argentina. De janeiro a abril, foram enviados para aquele mercado 16,8
mil veículos fabricados nos dois países (AE Setorial, 13
de junho).
Importados
ainda em baixo astral
A permanência do dólar no
patamar de R$ 2,90 não foi suficiente para reaquecer as vendas
de veículos importados no País. As empresas filiadas à
Abeiva venderam em maio 260 unidades no atacado, volume 66,15% inferior
ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Com relação
a abril a queda foi de 10,9%. André Müller Carioba, presidente
da associação, informou que maio foi considerado mês
atípico. Os importadores, segundo ele, reduziram drasticamente
seus pedidos no fim do ano passado e início de 2003, provocando
falta de vários produtos (Cláudia Freiesleben, AutoData,
13 de junho)
Reajustes
vão superar a inflação
Nos próximos dois a três anos, os reajustes de preços
dos carros deverão superar a inflação. A previsão
é do presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib.
Segundo ele, por pressão das matrizes, as montadoras devem tentar
recompor as perdas dos últimos dois anos. Isso resultará
na desaceleração dos programas de lançamentos de
automóveis. Com receio de perder terreno num momento em que a concorrência
se acirrava, com a instalação de fábricas de novas
montadoras, os fabricantes de veículos não repassaram todos
os custos nos últimos dois anos, que aumentaram, sobretudo, por
conta da alta do dólar. Mas, o atual ritmo de reajustes já
indica que a indústria automobilística tenta recuperar essa
defasagem. A própria Citroën já elevou os preços
em 8% neste ano, período em que o IPC acumula alta de 5,45%. As
montadoras veteranas têm aplicado aumentos pequenos, mas freqüentes
(Marli Olmos, Valor, 13 de junho).
Mercado
automotivo em retração
Como o poder aquisitivo de quem compra automóveis novos no Brasil
não consegue acompanhar esse ritmo, o mercado tende a encolher
muito mais. A prevalecer a velocidade de vendas que o executivo acompanhou
nos oito primeiros dias de venda do mês, em junho o mercado de automóveis
de passeio e comerciais leves não deverá exceder 90 mil
unidades, um dos resultados mais baixos da história do setor. Seria
uma queda de 28,5% na comparação com junho de 2002. Diante
desse cenário, o presidente da Citroën espera um mercado de
1,350 milhão em 2003, incluindo caminhões, o que representará
retração em torno de 8% na comparação com
2002. "Todo o mundo perdeu dinheiro e continuará perdendo
neste ano", afirma Habib. Agora, com a conclusão dos investimentos
e fim da safra de lançamentos de modelos inéditos no Brasil,
a indústria deve partir para aumento no ritmo de reajustes. Mesmo
que isso signifique perda de vendas (Marli Olmos, Valor, 13 de junho).
VW
Caminhões dobra exportações
A VW Caminhões e Ônibus comemora
bons resultados com as exportações. De janeiro a maio deste
ano o volume de veículos comerciais enviados a outros países
aumentou em duas vezes e meia em comparação com o mesmo
período do ano passado. Seguiram para o mercado externo 919 veículos
contra 356 no mesmo período de 2002. O crescimento garantiu à
marca a vice-liderança nas exportações brasileiras
de seu segmento – veículos de 7 a 42 toneladas de peso bruto
total. Segundo Marcos Forgioni, gerente executivo de exportações
de caminhões e ônibus da montadora, a Argentina foi grande
responsável pelo alavancamento das vendas externas. Do total comercializado
lá fora, quase 40% foram destinados ao país vizinho, que
absorveu 351 unidades em maio ante as 44 do mesmo mês do ano anterior
(AutoData, 12 de junho).
PSA
adotará paralisação parcial no Rio
A PSA Peugeot Citroën do Brasil deverá parar a fábrica
em Porto Real, RJ, por 35 dias não consecutivos até o fim
do ano. A próxima parada será nos dias 25, 26 e 27 deste
mês. A medida faz parte de acordo coletivo fechado com os trabalhadores,
que prevê uma série de paralisações com desconto
parcial dos dias não trabalhados. O acordo permitiu poupar cerca
de 350 empregos, número equivalente a um turno de trabalho. O acordo,
assinado entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta
Redonda e do Sul Fluminense, é válido até o fim do
ano. Ele resulta da retração da economia, que está
levando as montadoras a reduzirem suas projeções de vendas
para o mercado interno, além de negociarem férias coletivas,
como a GM, Fiat e Ford (Globo, 11 de junho).
Locação
de blindados cresce e aparece
O aluguel de carros blindados é uma atividade que cresce nas principais
capitais do Brasil, principalmente, em São Paulo e no Rio de Janeiro,
onde a criminalidade alcança índices elevados. A novidade
que surge agora é uma van de passageiros blindada, também
para a locação direcionada para o transporte do staff de
uma grande empresa para eventos, reuniões "fora de casa".
A Maxiauto, por exemplo, ampliou sua frota de 11 carros em 2002 para 17
veículos esse ano. Além de Chevrolet Omega, a empresa também
optou pelos modelos Citroën C5 e Chevrolet Vectra. Do total, 12 ficam
baseados em São Paulo e 5 no Rio de Janeiro (Gazeta Mercantil,
11 de junho).
Ford
dobrará uso do trem para Camaçari
A Ford se prepara para colocar nos trilhos metade dos componentes que
compra na região Sudeste para a fábrica de Camaçari,
na Bahia. Hoje, motores e transmissões, feitos pela própria
montadora, e rodas já seguem de São Paulo por ferrovia,
o que soma 25% do que é transportado para Bahia. Até dezembro,
algumas peças estampadas serão incluídas no transporte
ferroviário. No próximo ano será a vez das bobinas
de aço, fornecidas por Usiminas e CSN. Isso significa que o trajeto
incluirá São Paulo, Minas Gerais e Rio. Com a inclusão
de novos materiais, a participação da ferrovia nos meios
de transporte da Ford para a fábrica nordestina dobrará.
"Hoje representa 25% e passará a 50%", destaca o gerente
executivo de logística da Ford, Edson Molina. Mais do que reduzir
custos, o objetivo da montadora é estratégico (Valor, 11
de junho)
Fiat
e GM terão motores iguais
No fim de 2004 o motor da maior parte dos carros produzidos por Fiat e
GM serão iguais. Até lá, a Fiat-GM Powertrain, joint
venture entre as duas montadoras, terá concluído no Brasil
a sinergia da família de motores que vai da versão 1.000
a 1.800 cilindradas - que equipa a grande maioria dos automóveis
produzidos no País. Outras sinergias já foram aprovadas
pelas matrizes das duas montadoras e serão concluídas em
três anos. Dois anos depois da criação da Powertrain,
Fiat e GM colhem os frutos da cooperação no Brasil, onde
está instalado um dos sete centros de desenvolvimento mundiais
da nova empresa. Com capacidade para produzir anualmente 1 milhão
265 mil motores e 1 milhão e 50 mil transmissões, as fábricas
brasileiras conseguiram redução de 15% no custo médio
de manufatura por peça e a utilização da capacidade
instalada aumentou 7% desde 2001 (Valor, 11 de junho).
Fabricantes
de caminhões esperam Modercarga -1
A indústria automobilística
aguarda para julho ou agosto o pacote de incentivos às vendas de
caminhões, batizado pelo governo de Modercarga. Enquanto esperam
as medidas, que devem resultar em aumento de 10% nos negócios,
as fabricantes estão adotando ações inéditas
para desovar estoques. O Modercarga será dirigido a pequenos operadores
do transporte de cargas com recurso anual de R$ 2 bilhões, por
seis anos. O objetivo é a renovação da frota, calculada
em 1,8 milhão de caminhões com idade média de 18
anos. Ao contrário das montadoras de carros, que estão dando
férias coletivas para enfrentar a queda da demanda, a maioria das
empresas de caminhões não pensa em paralisar as linhas de
montagem. Mercedes-Benz, Scania e Volvo estão mantendo a jornada
normal de trabalho (Cleide Silva, Estadão, 11 de junho).
Fabricantes
de caminhões esperam Modercarga -2
“O mercado de caminhões é menos volátil aos
fatores macroeconômicos de curto prazo”, diz o vice-presidente
de Caminhões das Volkswagen, Antonio Roberto Cortes. Entre janeiro
e maio, as vendas de automóveis e comerciais leves caíram
8,6% na comparação com igual período de 2002, somando
547,5 mil unidades. Os negócios com caminhões tiveram retração
de 4,8%, com 25,8 mil unidades vendidas. Embora a situação
momentânea pareça menos preocupante, o setor opera com 50%
de ociosidade. A capacidade é de 190 mil caminhões/ano,
mas a previsão é de 100 mil unidades em 2003. Para várias
marcas, as exportações estão garantindo a operação.
A Scania exporta hoje metade da produção de São Bernardo.
Nos últimos anos essa participação não passava
de 12% diz o diretor Sidney Basso. “Passamos a produzir caminhões
mundiais e conquistamos mercados com Ásia, Oriente Médio
e África”. A briga no mercado interno também aumentou.
Nos cinco primeiros meses do ano a Volks vendeu 8.671 caminhões,
encostando na líder Mercedes, que vendeu 8.746 unidades (Cleide
Silva, Estadão, 11 de junho).
Iveco:
a solução agora é mais ampla
A renovada decisão da Iveco de
fabricar chassis de ônibus e caminhões médios e pesados
em Sete Lagoas incorpora estratégia diferente do plano original
arquitetado em 2001 e congelado devido às turbulências econômicas
tanto aqui como na Argentina. “Aguardamos a acomodação
da situação econômica dos dois países e decidimos
adotar solução diferente daquela inicialmente prevista”,
garante Flávio Ferraris, presidente da Iveco Latin America. A diferença
fundamental é que a solução é mais ampla e
envolve toda a operação da América Latina. “A
partir de agora seremos responsáveis pelas exportações
de caminhões médios e pesados, antes feitas pela matriz,
para a região e também para a África.” (Marco
Souto Maior, AutoData, 11 de junho).
Ferraris
detalha produção da Iveco
Segundo o presidente da Iveco Latin America, Flavio Ferraris, a produção
em Sete Lagoas será iniciada nos primeiros meses de 2004. Serão
montados caminhões pesados EuroTech, com peso bruto total combinado
entre 41 e 74 toneladas, o médio EuroCargo Tector, com motor eletrônico
e peso bruto de 16 e 23 toneladas e uma linha de ônibus com motor
dianteiro, para até 50 passageiros. "Produzir no Brasil dá
à Iveco a grande vantagem de termos acesso ao Finame, linha de
financiamento do BNDES. Vamos nos colocar em pé de igualdade com
os demais fabricantes de caminhões do País." A produção
será iniciada com índice de nacionalização
de 35%. O objetivo é alcançar 60%. Até chegar a 60%,
a Iveco terá benefícios apenas parciais da linha Finame.
"Mas, já ajuda, pois, hoje, sem Finame, não temos poder
de competir no mercado", disse o diretor financeiro Ricardo Silveira
(Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 11 de junho).
O
papel da Argentina para a Iveco
A fábrica de Cordoba, na Argentina, que abastece o Brasil, será
mantida. "Vamos utilizar Cordoba para abastecer o mercado local e
para exportação", informou Ferraris. "Fomos lógicos
no início, dedicando Cordoba a caminhões médios e
pesados e Sete Lagoas a caminhões leves. Mas, o Mercosul é
ilógico. Assim, agora, teremos unidades nos dois países,
com objetivo de ter flexibilidade diante das oscilações
de mercado." Mesmo produzindo no Brasil, a Iveco terá uma
complexa logística a cumprir. As cabines virão montadas
da Argentina. O motor do caminhão pesado virá da França
e o do médio da Itália. No primeiro ano a expectativa é
produzir mil caminhões e 300 ônibus. A nova linha terá
capacidade, num turno, para 2 mil caminhões e ônibus. "Poderemos
chegar até 4 mil unidades", disse Ferraris (Ariverson Feltrin,
Gazeta Mercantil, 11 de junho).
Megavenda
para JetBlue alavanca Embraer
As vendas da nova família de jatos da Embraer, com capacidade para
transportar entre 70 e 108 passageiros, tiveram um grande impulso nas
últimas quatro semanas com o anúncio de contratos importantes
que já ultrapassam a cifra de US$ 5 bilhões. O mais recente
deles, anunciado ontem, envolve encomenda de 100 aeronaves do modelo Embraer
190, feita pela companhia aérea JetBlue, uma das maiores representantes
do conceito de aviação de baixo custo nos Estados Unidos.
"O modelo Embraer 190 (98 passageiros) está completamente
alinhado com os novos tempos da aviação comercial",
ressaltou o vice-presidente Executivo de Comunicação Empresarial,
da Embraer, Horácio Forjaz. Os novos jatos encomendados da Embraer,
a um custo estimado em US$ 3 bilhões, começam a ser entregues
a partir de 2005, o que faz da JetBlue o cliente lançador do novo
modelo da empresa no mercado internacional. O contrato com a JetBlue também
contempla a opção de compra de outras 100 aeronaves do Embraer
190 (Gazeta Mercantil, 11 de junho).
Exportações
alavancam a produção
A produção de veículos
cresceu 10,3% de abril para maio, totalizando 165,3 mil unidades, o maior
volume desde novembro do ano passado. Os dados são da Anfavea.
Já o licenciamento de veículos alcançou 106,6 mil
unidades em maio, volume 1,7% menor que o de abril e 13,4% inferior ao
do mesmo mês de 2002. De janeiro a maio, a produção
de veículos cresceu 4,1% em relação ao mesmo intervalo
do ano passado, para 760,6 mil unidades. O licenciamento de veículos
nacionais e importados nesse mesmo período de comparação,
entretanto, caiu 8,5%, totalizando 547,5 mil unidades As exportações
de veículos continuam alavancando a produção das
montadoras, que enfrentam a estagnação das vendas no mercado
doméstico. (Agestado, 6 de junho).
Exportações
crescem mês a mês
O volume de exportação de autoveículos em maio, de
50,4 mil unidades, foi o melhor mês de toda a história do
setor. O segundo melhor período foi abril deste ano, com 46,4 mil
unidades exportadas. As vendas externas do setor têm crescido mês
a mês neste ano - em janeiro foram de 28,6 mil veículos;
35,5 mil em fevereiro e 42 mil unidades em março (Sonia Moraes,
Gazeta Mercantil, 6 de maio).
Anfavea revê as projeções
Com a estagnação das vendas no mercado brasileiro nos últimos
meses, a Anfavea reduziu a meta de licenciamento de veículos para
este ano. A entidade projetava anteriormente um total de 1,5 milhão
de unidades licenciadas em 2003, resultado que repetiria o volume de 2002.
Diante da retração das vendas, a estimativa caiu para 1,4
milhão de veículos emplacados, total que, se confirmado,
será 5% inferior ao obtido no ano passado. A associação
prevê para este ano 1,850 milhão de unidades fabricadas,
total 3% maior que o do ano passado, e exportações de US$
4,8 bilhões, valor 20% superior ao de 2002
Estoque
recorde leva montadoras às férias
"Março, abril e maio foram os piores meses dos últimos
dez anos", destacou o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. Para
ele, a alternativa de reduzir o ritmo de produção por meio
de férias coletivas é a forma que o setor tem de reduzir
custos. "O estoque custa muito dinheiro", ressalva. Os concessionários
da Ford, por exemplo, pagam CDI mais 0,5% pelos carros parados em seus
pátios. Não mais do que dois meses é o fôlego
que as férias coletivas permitem ao setor. O nível de estoque,
entre carros parados nas fábricas e nos pátios dos concessionários,
somou 170.717 unidades ao final de maio. Somente os concessionários
têm um mês de vendas em carros estacionados (Marli Olmos,
Valor, 6 de junho).
VW
pede R$ 600 milhões ao BNDES para Tupi
A Volkswagen entregou ao BNDES pedido de
financiamento de R$ 600 milhões para investir na produção
de seu novo carro, batizado de "Tupi". O investimento total
da Volks será de R$ 1,3 bilhão, e o carro deverá
começar a ser produzido em 2005. Trata-se do primeiro grande pedido
de empréstimo de uma multinacional que chega ao BNDES na gestão
Lula. De acordo com o que a Folha apurou, o pedido de financiamento da
Volks foi encarado pelo BNDES como o primeiro passo para a recuperação
do investimento no país (Folha de S. Paulo, 5 de junho).
Carros
deverão subir mais que a inflação
Aumentar os preços dos carros acima do índice de inflação
é o que deverão fazer as montadoras instaladas no Brasil
nos próximos dois ou três anos, afirma o presidente da Citroën
do Brasil, Sérgio Habib. Segundo ele, essa deverá ser a
iniciativa adotada pela Citroën e por toda a indústria para
tentar recompor as margens de lucro do setor. "O aumento deverá
ser de cinco ou seis pontos percentuais acima do índice da inflação.
Hoje não tem uma montadora que ganhe dinheiro nesse País",
diz Habib. Para ele, a marca de 2,5 milhões de carros vendidos
no Brasil que o mercado esperava para 2003 está muito longe de
acontecer (Gazeta Mercantil, 5 de junho).
Carga
Pesada volta em agosto com Volks
A Volkswagen acaba de assinar um novo contrato com a Rede Globo para o
patrocínio de mais oito episódios do "Carga Pesada",
série que voltará ao ar a partir de agosto. Embora se recuse
a dar qualquer informação a respeito do valor, a montadora
confirmou ontem, por meio de porta-voz, que este será o maior investimento
em mídia eletrônica durante os 22 anos de história
da divisão de caminhões da Volks no Brasil (Valor, 5 de
junho).
Iveco
produzirá ônibus e caminhão em Minas - 1
A Fiat do Brasil anunciou a decisão
de fabricar ônibus e caminhões médios e pesados da
marca Iveco na fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais. A indústria,
inaugurada em 2000, produz modelos de caminhões leves e médios.
O grupo italiano investirá R$ 25 milhões na nova linha de
produção. Com a medida, a fábrica da Iveco no Brasil
será a única do mundo a produzir a linha completa da marca.
A nova linha terá capacidade de produção de 2 mil
unidades por ano (Valor, 4 de junho).
Iveco
produzirá ônibus e caminhão em Minas - 2
O presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, explicou ontem que a
produção de caminhões será mantida na Argentina.
Os novos modelos de veículos serão apenas montados no Brasil.
"Aguardamos a acomodação da situação
econômica dos dois países e decidimos adotar uma solução
de diferente daquela inicialmente prevista", afirmou Vedovato. "A
decisão demorou, mas o país saiu ganhando." A fábrica
da Iveco em Sete Lagoas produz atualmente os caminhões leves Iveco
Daily e também as vans Fiat Ducato. Ao todo, a Fiat já investiu
R$ 820 milhões na fábrica e produziu 20 mil veículos
desde a inauguração (Valor, 4 de junho).
Iveco
produzirá ônibus e caminhão em Minas - 3
Segundo o presidente da Iveco Latin America, Flavio Ferraris, uma das
principais vantagens da produção dos ônibus e caminhões
médios e pesados no Brasil será o acesso às linhas
de financiamento do BNDES, como o Finame ou o programa de modernização
de frota de caminhões que está em análise pelo governo.
"O Finame hoje é fundamental no mercado de caminhões
brasileiro", explicou Ferraris. "Vamos nos colocar em pé
de igualdade com os demais fabricantes de caminhões do país."
(Valor, 4 de junho).
Iveco
produzirá ônibus e caminhão em Minas - 4
Disputando o mercado com modelos importados, a Iveco conquistou 6% no
mercado de caminhões pesados em 2002. Serão produzidos em
Sete Lagoas os modelos EuroTech (pesado), EuroCargo (médio) e uma
linha de ônibus com motores dianteiro para 40 e 50 passageiros.
A empresa informou que os veículos montados no Brasil terão
35% de índice de nacionalização porque muitos itens
brasileiros já eram utilizados na Argentina (Valor, 4 de junho).
Nissan
investe R$ 5 milhões em Xterra
Brotas, a 247 km de São Paulo, foi escolhida pela Nissan para o
lançamento do Xterra, o novo utilitário esportivo da companhia.
Com investimentos de R$ 5 milhões em marketing, a montadora espera
negociar cerca de mil carros até o fim deste ano. "Em um ano,
acreditamos em uma venda de 1,8 mil unidades", diz Nélio Bilate,
diretor comercial da companhia no país, sem divulgar o faturamento
no Brasil. A empresa também planeja exportar cerca de 100 unidades
para a Argentina (Valor, 4 de junho).
GM
vai dar férias coletivas
Por conta da queda nas vendas de veículos nos últimos meses,
a GM vai conceder férias coletivas aos seus funcionários,
entre 23 de junho e 2 de julho. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos
de São Caetano, a montadora já informou sobre as férias,
mas ainda não disse quando será realizada a nova reunião
para discutir o valor da Participação nos Lucros e Resultados
deste ano. O Sindicato quer que a primeira parcela seja paga dia 16 (Jornal
da Tarde, 4 de junho).
Cor
prata domina mercado
O carro prata metálico é o que tem maior oferta nas revendas.
Mesmo com um custo adicional de preço, ele caiu nas graças
dos consumidores, apesar de ser extensa a lista de oferta de cores hoje
em dia. Só o VW Polo, por exemplo, conta com 12 opções
de pintura da carroceria, entre lisas, metálicas e perolizadas.
O prata responde por quase 40% de todas as vendas entre os novos, deixando
para trás até o branco, sucesso antigamente (Jornal da Tarde,
4 de março).
GM
surpreende mercado e reduz preços
A GM resolveu reduzir os preços
sugeridos de tabela para Astra e S10 a diesel em até 9,85%. Os
demais modelos Chevrolet terão reajustes de 1,3% a partir de hoje.
O Astra de entrada, a versão hatch de três portas, passa
a ter preço de tabela a partir de R$ 31.107,00, ante os R$ 34.307,00
até então. Tanto Astra quanto S10 acabaram de ganhar mais
concorrência. Citroën C3 e Honda Fit competem em preço
com o Astra. A indústria automobilística parece estar em
uma encruzilhada. Há pressões para aumentos, por causa dos
reajustes do aço e autopeças, mas faltam compradores –
a meta de vender 1,65 milhão de carros este ano está sendo
revista para cerca de 1,45 milhão (Estadão, 3 de junho).
Mesmo
com prejuízo, Nissan fica
A direção da Nissan admitiu que está perdendo dinheiro
no Brasil, mas sustenta que não pretende rever seus planos pelo
menos até 2005, prazo estabelecido pela matriz para que a filial
comece a inverter esse indicativo. No ano passado, a operação
brasileira teve resultado negativo de R$ 20 milhões. Desse total,
28% teriam sido provocados pelo impacto da variação cambial
sobre seus custos. A Nissan investiu US$ 100 milhões na instalação
de fábrica em parceria com a Renault, sua controladora, em São
José dos Pinhais, PR. (Folha de S. Paulo, 3 de junho).
Queda
nas vendas de carros atinge 12%
As vendas de automóveis no varejo caíram 12,35% em maio
em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume foi
reduzido de 93.805 para 82.212 unidades, segundo dados da Fenabrave. Na
comparação com abril deste ano, quando foram emplacados
85.056 unidades, a retração foi de 3,34%. No acumulado de
janeiro a maio as vendas atingiram 437.067 unidades, uma retração
de 3,92% sobre idêntico período de 2002, quando foram emplacados
454.920 unidades (Gazeta Mercantil, 3 de junho).
Comerciais
leves também vendem menos
Os veículos comerciais leves venderam 17.837 unidades no mês
passado, volume 18,67% menor que as 21.932 unidades vendidas em igual
mês de 2002. Em relação a abril deste ano, quando
as vendas atingiram 17.357 unidades, houve uma alta de 2,76%. No acumulado
de janeiro a maio as vendas atingiram 86.239 unidades, 15,40% menor que
igual período de 2002, quando somou 101.946 unidades (Gazeta Mercantil,
3 de junho).
Balanço
negativo para os pesados
As vendas de caminhões alcançaram 5.193 unidades, volume
9,92% menor que as 5.765 unidades vendidas no mesmo mês de 2002.
Em relação a abril deste ano, quando o volume chegou a 4.836
unidades, houve uma expansão de 7,38%. Nos cinco primeiros meses
deste ano, as vendas atingiram 23.618 unidades, 3,63% abaixo das 24.508
unidades vendidas no mesmo período de 2002. Já no segmento
de ônibus, as vendas apresentaram redução de 8,91%
em maio em relação ao mesmo mês de 2002. O volume
caiu de 1.470 unidades para 1.339 unidades. Sobre abril, quando foram
vendidas 1.171 unidade, a alta foi de 14,34% (Gazeta Mercantil, 3 de junho).
Nova
fábrica da Volkswagen na China
O Grupo VW está prestes a decidir pela construção
de uma nova fábrica na China, informa o jornal europeu Automotive
News Europe. A empresa precisa aumentar sua capacidade de produção,
que está próxima de não suprir a demanda do mercado
chinês atual. Segundo o presidente da VW Asia Pacific, Bernd Leissner,
no primeiro quadrimestre de 2003 as vendas da empresa na China aumentaram
quase 90% (Carsale, 3 de junho).
Marcopolo
nomeia novos diretores
A Marcopolo realizou mudanças no seu quadro diretivo, com a nomeação
de mais três diretores executivos. José Valiati assumiu a
direção administrativa financeira. Jorge Rodrigues é
o novo diretor de aquisição e logística e Paulo Ricardo
Smidt de recursos humanos. Os demais cargos permanecem com os mesmos titulares.
O diretor-geral é José Rubens De La Rosa. Ruben Bisi é
diretor de negócios internacionais e Moacir Moroni responde pela
área comercial Brasil. Nelson Gehrke comanda a área comercial
exportações e James Bellini a institucional da Marcopolo
(AutoData, 3 de junho).
Automec,
a feira que deu certo
Entre iniciativas que deram certo nos
últimos tempos, sem dúvida se destaca a Automec —
Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços
—, organizada pela Alcântara Machado com apoio de seis entidades
setoriais. Em apenas dez anos, o número de participantes triplicou,
tornando-se a quinta maior exposição em nível mundial.
Os quase 80.000 m² do Parque Anhembi, na capital paulista, ficaram
pequenos para mais de 1.200 expositores, de 29 países. Trata-se
de um salão de cunho profissional e de curta duração
(25 a 29 de maio), abrangendo 23 segmentos com capacidade de alavancar
negócios (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).
Difícil
a integração com a Europa
A integração automobilística entre Mercosul e União
Européia, incluindo imposto de importação civilizado,
parece mais distante do que o esperado. Bernd Gottschalk, presidente da
VDA, a poderosa entidade conjunta das indústrias alemãs
de veículos e autopeças, em entrevista na Automec, foi reticente
quanto a um acerto setorial, à parte do acordo geral. Com o México,
deu certo (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).
O
nome Tupi não vai emplacar
Apesar da torcida da rede de concessionárias, o nome Tupi (como
se chama, internamente, o projeto) está descartado no monovolume
compacto sobre plataforma do Polo, a ser lançado em novembro próximo.
Ele trará banco traseiro correndo sobre trilhos e motor flex (álcool/gasolina),
sendo bem diferente de qualquer outro Volkswagen produzido até
hoje (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).
Chegam
as pastilhas para durar mais
Pastilhas de freios a disco com duração mínima de
70.000 quilômetros vão equipar vários modelos 2004
no próximo semestre. Material de atrito e superfície das
pastilhas melhoraram muito nos últimos anos, garantindo no mínimo
o dobro de durabilidade. Por puro conservadorismo, fabricantes de veículos,
só agora, recomendarão a extensão da troca (Fernando
Calmon, Alta Roda, 2 de junho).
Preparando
os fornecedores de amanhã
Montadoras e empresas de autopeças deram as mãos no fórum
“Preparando o fornecedor da cadeia automotiva de amanhã”,
realizado durante a Automec. O objetivo foi melhorar a qualidade na cadeia
automotiva brasileira. O programa teve início oficialmente no dia
28 de maio, data do fórum, e terá três formas de ser
seguido. Osvaldo Costa, coordenador da ação e diretor de
relacionamento com fornecedores da Dana, explica que foram criados três
grupos de ensino e consultoria. O primeiro para empresas que estão
atualizando seus certificados e, portanto possuem cultura de qualidade,
dura seis meses. O segundo, com duração de um ano, é
voltado para as companhias com menos estruturas de qualidade. E o terceiro,
de 24 meses, para as que nunca buscaram certificação alguma
(AutoData, 1 de junho).
Todos
apostam na jornada da qualidade
A entidade certificadora será o Instituto da Qualidade Automotiva,
IQA, que cobrará 50% do valor de mercado pelos serviços
prestados. As dezesseis consultorias selecionadas para fazer o treinamento
e acompanhamento nas empresas também participam do esforço
e concordaram em baixar a tabela de hora/aula para R$ 50, ante os preços
de mercado que podem chegar a R$ 150. Montadoras e sistemistas cederão
infra-estrutura para os cursos. Pelo menos 430 empresas de autopeças
mostraram interesse em participar da jornada de certificação.
Presenciar Anfavea e Sindipeças concordando com algo só
foi possível porque, segundo Mário Guitti, superintendente
do IQA, a busca de mais qualidade é comum para todas as empresas
(AutoData, 1 de junho).
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