JUNHO/2003

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Dana concentra operações no país
A Dana decidiu concentrar suas atividades industriais em dois locais no Brasil: Diadema, no ABC paulista, e em Gravataí, cidade gaúcha. No pacote de mudanças, promoverá a transferência - a partir do segundo semestre deste ano - da fábrica de juntas de motores, divisão Victor Reinz (ex-Stevaux), hoje na via Anchieta na divisa com São Bernardo do Campo (SP) para Gravataí, a dois quilômetros da fábrica da GM. Para Gravataí, onde já tem seis fábricas, que contribuem com 40% do faturamento da companhia no Brasil - será transferida também uma linha de montagem procedente da Europa e dos EUA. Com essa mudança da produção de São Paulo para Gravataí os 150 funcionários serão transferidos para a fábrica de Diadema - a Divisão Fluid Systems (ex-Echlin) -, que vai abrigar até o final do ano toda a linha de bombas de óleo e de direção hidráulica da Inglaterra. Diadema passará a empregar 950 pessoas. De Gravataí a Dana vai transferir para a fábrica de Sorocaba, SP, que faz eixos diferenciais, a linha de montagem de eixos cardans. "Os componentes continuam sendo fabricados na região Sul", disse Ferreira.

VW faz venda inédita para a Líbia
Um lote de 1.311 unidades da Parati embarcou no Porto de Santosrumo à Líbia. Trata-se de um negócio de US$ 7 milhões, considerado inédito para a Volkswagen do Brasil, que, pela primeira vez, fecha um acordo de venda de carros para o governo líbio. "Participamos de uma licitação pública junto com outras montadoras do mundo inteiro e ganhamos com a Parati por ser um carro espaçoso e com preço competitivo", diz Leonardo Juan Soloaga, gerente de vendas e exportação da Volkswagen do Brasil. A venda representa 6,5% de todos os carros comercializados na Líbia no ano passado, que foi de aproximadamente 20 mil unidades. As Parati exportadas são todas da cor branca, com motor 1.6, ar-condicionado, vidros e travas elétricas, rádio, alarme e direção hidráulica e foram produzidas na unidade VW de Taubaté.

Smart mineiro vai para os EUA em 2006
A DaimlerChrysler AG anunciou em Stuttgart, Alemanha, que o novo smart de quatro lugares, a ser fabricado em Juiz de Fora, MG, será exportado para os Estados Unidos em 2006. O anúncio do lançamento foi feito nesta semana pelo presidente da smart, Andreas Renschler, segundo informaram as agências internacionais. De acordo com a nota, a fábrica mineira será a única do grupo a produzir o modelo fora da Europa. Lá já são fabricados Mercedes-Benz Classe A e Classe C, este último somente para exportação aos EUA (AutoData, 30 de junho).

Fiat corta mais 12,3 mil empregos
A Fiat SpAcortará 12,3 mil empregos em todo mundo e fechará fábricas em seus negócios de caminhões e equipamentos agropecuários nos Estados Unidos, em meio às iniciativas da montadora para acabar com dois anos consecutivos de prejuízos. A empresa pretende levantar US$ 2 bilhões para financiar o plano de resgate, vendendo ações para seus atuais acionistas, informou o principal executivo Giuseppe Morchio, em uma coletiva de imprensa em Turim, na Itália (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Investimentos no Brasil serão mantidos
A direção do grupo confirma que serão fechadas 12 fábricas do setor automotivo em todo o mundo, em decorrência do programa mundial de reestruturação, mas nenhuma delas no Brasil. No caso brasileiro será mantido o programa de investimento de US$ 1,1 bilhão nos próximos três anos, que inclui a ampliação da fundição Teksid e o início da produção de ônibus e caminhões pesados na fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, já no próximo ano (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Esforço da GM para elevar exportações
Firmar novos contratos de exportação está, mais do que nunca, em pauta na GM do Brasil. O presidente da montadora, Walter Wieland, revelou que em agosto tem encontro marcado com o presidente mundial, Richard Wagoner, para apresentar as condições da unidade de Gravataí, PR, para sediar projeto de novo carro. China e México também estão na disputa. Para isso a montadora negocia incentivos fiscais com governo gaúcho. Wieland também conversará com Frederick Henderson, responsável por toda operação da montadora na Ásia e Pacífico, e garante: “aguardamos aprovação de novo e grande contrato de exportação que ainda não podemos revelar.” Outra forte possibilidade de negociação, afirmou o executivo, é com a Austrália, de onde é importado o Omega. “Existe potencial de exportarmos modelos como Astra, Celta e Corsa.” Dentro de duas semanas executivos da GM da China estarão no Brasil para avaliar produtos que podem ser enviados para aquele mercado, no qual a unidade brasileira já participa com Corsa e S10 (AutoData, 27 de junho).

Iveco anuncia férias coletivas
A Iveco dará férias coletivas a mais de 300 operários da fábrica de Sete Lagoas, 80% dos 420 funcionários da unidade. O período de férias será de 21 de julho a 30 de julho. Serão paralisadas as áreas de funilaria, pintura e montagem dos caminhões leves, além do setor administrativo. A medida deverá reduzir os estoques que estão altos em conseqüência da retração no mercado. A produção atual da empresa, pertencente à Fiat do Brasil, é de 40 veículos por dia. A estimativa de produção para 2003 é de 10 mil unidades. Recentemente, a direção da Fiat anunciou investimentos de R$ 25 milhões para ampliar a produção em Sete Lagoas, passando a fabricar também caminhões médios, pesados e ônibus. Com a expansão, a meta é passar a produzir 12 mil veículos por ano (Valor, 27 de junho).

Ônibus da Eletra recebe prêmio de tecnologia
A brasileira Eletra conquistou o segundo lugar na categoria Energia no World Technology Awards, em São Francisco (EUA), pelo desenvolvimento da tecnologia do ônibus híbrido, que combina motor a diesel, gerador elétrico e banco de baterias. A empresa do ABC paulista, única brasileira premiada, concorreu com as companhias DaimlerChrysler, H2Gen e Uscar. O sistema permite a redução de até 90% na emissão de poluentes e economia de 20 a 30% no consumo de combustível (Estadão, 27 de junho).

Consórcio popular desagrada montadoras
Empresas reclamam medidas imediatas para reduzir os estoques de 170 mil veículos. A indústria automobilística, que acumula estoques de mais de 170 mil veículos nas fábricas e está dando férias coletivas aos trabalhadores, não acredita que a oferta de um sistema de consórcio popular, que será criado pelo Banco do Brasil (BB), terá reflexos no setor no curto prazo. Para o vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, "a decisão é boa, mas a compra de cotas normalmente se traduz em compra efetiva do carro depois de dois anos, o que não resolve a necessidade imediata de baixar estoques" (Estadão, 26 de junho).

Crise faz Renault desistir de carro mundial
A estagnação no mercado brasileiro, a crise generalizada em todo o Mercosul e a falta de perspectivas de exportação para a Europa levaram a direção da Renault a desistir do projeto de um novo automóvel no Brasil. A sucessão de prejuízos, numa empresa que ainda depende muito de peças importadas para fabricar carros no Brasil, levou a direção mundial da Renault a tomar a iniciativa de produzir um novo modelo na sua fábrica no Paraná. A idéia surgiu no segundo semestre de 2002. O novo modelo seria voltado, sobretudo, à exportação. O projeto representava a peça-chave para a operação brasileira deslanchar (Valor, 26 de junho).

General Motors negocia incentivos
Já a General Motors, veterana no país, mostra ter mais folga para lançar-se a novos projetos, apesar da crise. O presidente da GM no Brasil, Walter Wieland, disse ontem que estará com a direção mundial da companhia em breve para que entre o fim de julho e início de agosto seja definido o investimento para a fabricação de um novo carro no país. O investimento previsto é de US$ 240 milhões e a empresa está negociando incentivos com o governo gaúcho (Valor, 26 de junho).

GM lança fruto da redução de IPI
Todos os carros da nova linha do Corsa 1.8, da General Motors, sairão da fábrica com motor movido a álcool ou gasolina. A alíquota do IPI desse veículo é dois pontos percentuais menor que o dos veículos movidos somente a gasolina. Durante a mobilização das montadoras que levou o governo federal a reduzir o IPI dos carros não populares, no ano passado, foi incluído o "flex fuel", que pode ser abastecido com álcool, gasolina ou ambos misturados. As alíquotas dos carros com motores flexíveis seguiram as dos movidos a álcool. Isso significa que os modelos com motores acima de 1.0 litro têm IPI de 13%, menor que os 15% das versões a gasolina. A vantagem não vale para os modelos populares, que recolhem IPI de 9%. Isso explica o motivo da indústria não ter lançado nenhum flexível nessa categoria (Marli Olmos, Valor, 26 de junho).

PSA reduzirá prejuízo em 20% este ano
A filial brasileira do Grupo PSA Peugeot Citroën instalada em Porto Real, RJ, projeta fechar este ano com prejuízo 20% inferior ao registrado em 2002. No ano passado a montadora faturou R$ 1 bilhão 720 milhões com prejuízo de 200 milhões de euros. Para este ano espera diminuir esse número para 140 milhões de euros. Segundo Rodrigo Junqueira, diretor de relações corporativas, algumas medidas serão tomadas para diminuir as perdas. “Estamos colocando em prática plano de redução de custos de produção e aumentaremos o índice de nacionalização de nossos veículos.” De acordo com o executivo, o volume de produção previsto para este ano, que inicialmente era de 65 mil unidades, foi reduzido para 55 mil veículos. Na fábrica fluminense são produzidos o 206, C3 e Picasso, com índice de nacionalização de 75%, 50% e 60%, respectivamente (AutoData, 26 de junho).

Regras de reciclagem preocupam montadoras
As novas regras ecologicamente corretas que movimentaram o setor automotivo da Europa ainda não chegaram ao Brasil, mas preocupam as montadoras instaladas no País. De acordo com diretrizes aprovadas na Europa em 2002, os fabricantes serão obrigados a criar projetos de automóveis com a identificação de todos os materiais recicláveis, além de desmontar os veículos quando chegarem ao fim de sua vida útil, reaproveitando as peças. Daqui a três anos, 80% dos veículos devem ser recicláveis na Europa. Até 2015, essa marca se estenderá a 85%. Não há expectativa de quando uma regulamentação semelhante seria criada no Brasil, mas as montadoras já seguem essas práticas. Afinal, os veículos exportados para a Europa deverão ser produzidos conforme as novas diretrizes. A coordenadora do Comitê de Reciclagem de Materiais da AEA, Sirley Faga, calcula que 75% dos veículos fabricados no Brasil já são recicláveis. Isso ocorre por causa do alto nível de reaproveitamento do aço, que compõe 70% de um veículo. "Praticamente 100% do aço é reciclado no Brasil. Faltam outros materiais, como plásticos" (Estadão, 26 de junho).

Volks desmente fim da produção do Gol
A Volkswagen desmentiu que pretende substituir o automóvel Gol pelo futuro modelo Tupi. A empresa divulgou nota negando a troca ontem, mesmo dia em que o jornal Diário de S. Paulo publicou que o Tupi irá tomar o lugar do Gol. Chamado dentro da montadora de projeto VW 249 - Tupi não é o nome confirmado pela empresa - os detalhes do modelo já são conhecidos. Segundo a nota da Volks "o VW 249 é um carro diferente do Gol, montado sobre uma plataforma diferente e endereçado a outro tipo de consumidor. Como já dissemos várias vezes, o lugar que ele ocupará no mercado fica entre o Gol e o Polo, e ambos continuarão suas trajetórias" (Jornal da Tarde, 26 de junho).

Mercedes Classe A volta à berlinda
A possibilidade de acabar com a produção do Mercedes Classe A está sendo considerada pela direção da DaimlerChrysler. A informação é do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Geraldo Werneck. "Essa discussão está pautada " , afirmou. Os prejuízos que a montadora enfrenta com o excesso de ociosidade em Juiz de Fora se agravaram nos últimos dias com a queda de vendas de carros ao mesmo tempo em que novos modelos da faixa de preço do Classe A foram lançados por General Motors, Honda e Citroën. O que mais preocupa os dirigentes sindicais é a redução no nível de produção. Até a semana passada, o ritmo da linha de montagem do Classe A era de 36 veículos por semana. Nesta semana, no entanto, serão fabricados apenas 29 carros. " É uma situação crítica " , diz Werneck (Valor Econômico, 25 de junho).

Versão da DaimlerChrysler é diferente
A direção da DaimlerChrysler contestou informações veiculadas na edição de ontem do informativo "Relatório Reservado", dando o fim da produção como certa. A empresa ressaltou, ainda, que a a linha 2004 do Classe A já está nas concessionárias. Nenhum fabricante de veículo jamais anunciou a desativação da produção de um modelo na véspera. Essas decisões são tomadas com base em resultados de vendas. No caso do automóvel que a Mercedes Benz decidiu fabricar no Brasil, o resultado de vendas apresenta quedas sucessivas (Valor Econômico, 25 de junho).

A concorrência no segmento do Classe A
Segundo o Renavan, de janeiro a maio foram comercializadas 2.690 unidades do Classe A, o que representou uma queda de 29% na comparação com o mesmo período do ano passado. A fábrica foi projetada para produzir 70 mil unidades do modelo e ficou em 9 mil no ano passado. Na mesma faixa de preços do Classe A, a GM lançou o Meriva, no primeiro semestre. Em maio, a japonesa Honda entrou no segmento com o início da produção do Fit, em sua fábrica instalada em Sumaré, no interior de São Paulo. E há menos de 30 dias, foi a vez da francesa Citroën lançar o C3 (Valor Econômico, 25 de junho).

Arcelor deve investir US$ 1,4 bilhão no Brasil
A siderúrgica européia Arcelor pretende investir US$ 1,4 bilhão no Brasil, segundo o presidente da companhia, Guy Dollé, que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com 104 mil empregados e 26,6 bilhões de euros de faturamento anual, a Arcelor é a maior produtora de aço do mundo. No Brasil, a Arcelor é dona de 69% da Vega do Sul, de 30% da CST, Companhia Siderúrgica de Tubarão, de 30% da Acesita e de 56% da Belgo-Mineira (Folha Online, 24 de junho).

Programa gaúcho de qualidade exporta tecnologia
O Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade, que já conseguiu a adesão de mais de 6 mil empresas e órgãos públicos e privados a processos estruturados de gestão pela qualidade total no Rio Grande do Sul, começa agora a exportar sua tecnologia para o Chile e pode chegar ao México no segundo semestre deste ano. Criado em 1992 como resultado de uma parceria entre governo do Estado e as empresas Gerdau, Randon, Dana, GKN, Springer e Still, o PGQP motiva, avalia, treina e premia as organizações que decidem implantar ferramentas de qualidade (Valor, 24 de junho).

Não haverá demissão na fábrica de Betim
A Fiat informou na Itália que os trabalhadores brasileiros não devem ser atingidos pelos cortes que a montadora italiana deve anunciar nesta semana. Segundo o presidente da Fiat/Lancia, Gianni Coda, os operários da unidade de Betim, que fica próxima à Belo Horizonte, não devem ser atingidos pelo plano de reestruturação a ser divulgado pela empresa na quinta-feira. "Não acredito que haverá problemas", disse Coda, que já comandou a Fiat do Brasil. Segundo jornais italianos, o plano prevê a emissão de ações no valor de 3 bilhões de euros e um corte de custos no valor de 800 milhões de euros. Também deve ser anunciado o corte de 8 mil a 10 mil trabalhadores das unidades da Fiat fora da Itália (Folha de S. Paulo, 23 de junho).

Setor de motos crescerá só 17%
O mercado de motos reviu sua previsão para o ano de crescimento nas vendas. Segundo dados da Abraciclo com a redução tímida nas taxas de juros o aumento na comercialização de motos deverá ser de 17% frente uma perspectiva original de 25% de crescimento. A perspectiva inicial era que o mercado interno brasileiro consumisse no ano 990 mil motos, agora com a nova previsão de mercado deve chegar no máximo em 920 mil unidades. A entidade explicou que cerca de 30% das vendas são feitas por financiamento e com a atual taxa de juros esse tipo de contrato tem apresentado desaceleração. O restante das vendas é quase todo a base de consórcio (Folha de S. Paulo, 23 de junho).

VW prepara ônibus rodoviário
A VW vai disputar, a partir de 2004, o mercado de chassis para ônibus rodoviários, segmento em que até agora não participa e que é dominado por Mercedes-Benz, Scania e Volvo. A montadora já começou a produzir em Resende (RJ) as pré-séries do novo chassi, que terá motor traseiro com 310 cavalos. A meta é lançar o produto no primeiro trimestre de 2004.O modelo deverá ser vendido por preço inferior ao da concorrência, antecipou Antonio Roberto Cortes, vice-presidente mundial de caminhões e ônibus da Volkswagen (Valor Econômico, 23 de junho).

Mercedes tenta barrar concorrência
A Mercedes-Benz, o mais antigo fabricante de ônibus do país, reage ao aumento do número de concorrentes também no setor de mini e microônibus. No ano passado, lançou um chassi que pode ser adaptado tanto para 21 como para 24 passageiros e neste ano também renova outra parte da linha. Para o diretor adjunto de vendas de veículos comerciais, Gilson Mansur, apenas a licitação de São Paulo deverá representar uma demanda de 3 mil a até 4 mil mini e microônibus neste ano. No segundo lugar desse mercado, a Mercedes, marca do grupo DaimlerChrysler, já produz veículos desse tipo com motor eletrônico que, segundo Mansur, oferece maior economia de combustível (Marli Olmos, Valor, 23 de junho).

A linha de produção simulada do Tupi - 1
A Volkswagen criou programa de treinamento simulando uma linha de montagem para preparar os empregados da planta de São José dos Pinhais (PR) para o início da produção do novo carro mundial da marca, conhecido no mercado pelo nome de Tupi. A Volks está investindo R$ 800 mil no projeto, inédito no grupo no Brasil, que até o final do ano terá capacitado todos os 2,5 mil empregados da unidade industrial (Gazeta Mercantil, 23 de junho).

A linha de produção simulada do Tupi - 2
Os funcionários são submetidos a uma maratona de produção, em que são montados carros em miniatura, feitos de chapas de 30x10 cm. A primeira etapa é individual, em que cada empregado tem 20 minutos para montar o veículo. Em seguida, são formadas equipes de 16 pessoas, divididas em dois subgrupos, cada um com oito pessoas. O Concept Car simula seis postos de trabalho, um posto de retrabalho e um posto de checagem de qualidade, que reproduzem os que funcionam na realidade. Cada grupo tem que montar 15 minicarros em 20 minutos, respeitando todos os conceitos da linha de produção, como o sistema de abastecimento just in time de manufatura e gestão de estoques Kanban (Gazeta Mercantil, 23 de junho).

US$ 5/dia na linha de montagem
O centenário da Ford, comemorado pela empresa esta semana em 200 países, relembra fatos marcantes. Henry Ford introduziu o salário de US$ 5 por dia para seus operários, há 90 anos, e encontrou forte reação de outros industriais. Significa hoje cerca de US$ 2.500/mês, aproximadamente o que recebe um funcionário de linha de montagem nos países ricos (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).

As inovações que se destacaram
Entre as inovações ao longo de 100 anos destacam-se: produção em larga escala, a preço acessível, dos motores V8 (1932) e sistema de suspensão McPherson (1949), encontrado hoje em cerca de 60% dos carros produzidos no mundo. Earle McPherson trabalhou para a GM, mas seu projeto não foi aceito. Terminou no Vedette, carro produzido na Ford França.

Férias para diminuir os estoques
Dificuldade de vendas continua a se aprofundar em junho. Sete empresas anunciam férias coletivas parciais e a GM acrescenta um plano de demissões voluntárias em duas de suas três fábricas. Objetivo é diminuição de estoques que trazem forte custo adicional. Há também um limite econômico para cortes na produção. Assim, promoções continuam indefinidamente (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).

Vem aí o Carro do Trabalhador?
Volta a circular a idéia de renovação de frota para enfrentar desânimo do mercado. Programa rebatizado de Carro do Trabalhador pretende contemplar veículos com mais de 10 anos de uso e pessoas ainda não-motorizadas. Discussões ainda estão nos bastidores e seriam concluídas, provavelmente, no próximo mês. Se demorar, atrapalha ainda mais as vendas, pois se cria expectativa (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).

Gasolina argentina, 14% mais barata
Estudo do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura indica que gasolina importada da Argentina custaria 14% menos nas bombas de São Paulo e Rio, incluindo frete e impostos. Nos Estados do Sul o preço seria ainda mais baixo. Não é à toa que as primeiras cargas de importação já começam a chegar. Finalmente, parece que refinarias da Petrobrás passam a sofrer verdadeira concorrência (Fernando Calmon, Alta Roda, 23 de junho).

Ecosport em quarto no México
A Ford comemora o sucesso de vendas do EcoSport no México. Segundo o presidente da montadora na América do Sul, Richard Canny, o mercado absorveu, em duas semanas, 1,5 mil unidades do modelo importado do Brasil – volume previsto inicialmente para três meses de vendas. O carro foi lançado em maio com preço equivalente a R$ 47,6 mil. Os números colocam a Ford no quarto lugar do ranking por marcas com 16% de participação (AutoData, 20 de junho).

Renault pára e VW quer trabalhar mais
A Renault do Brasil, de São José dos Pinhais (PR), vai dar férias para 1.000 empregados. A fábrica de automóveis pára de 14 a 23 de julho e deixará de produzir 300 unidades por dia. A unidade de motores vai fazer duas paradas. De 9 a 18 de julho e de 14 a 23 de julho e deixará de produzir 900 unidades por dia. Na VW as férias coletivas estão programadas de 30 de junho a 20 de julho para 1.500 funcionários da fábrica Anchieta, de São Bernardo do Campo. Na unidade de Taubaté, onde 6.500 funcionários trabalham com semana reduzida de quatro dias, a montadora quer que 1.000 empregados voltem a trabalhar às sextas-feiras para atender as exportações (Gazeta Mercantil, 20 de junho).

O dia do fico de Carlos Ghosn
O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da montadora Nissan, tranqüilizou os acionistas da empresa ao anunciar que vai acumular o comando da Nissan com a presidência da francesa Renault em 2005. Após as declarações de Ghosn, as ações da Nissan fecharam em alta de 2,47% (Estadão, 20 de junho).

As primeiras férias na linha do Celta
Só reação do mercado pode cancelar plano da GM, de parar por uma semana a fábrica gaúcha. A General Motors do Brasil (GMB) prevê, pela primeira vez, ser obrigada a programar férias coletivas para os funcionários da fábrica de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, onde é produzido o modelo popular Celta. A decisãoserá revertida apenas se a indústria automobilística tiver um reaquecimento nas vendas. A parada, planejada inicialmente para se estender por sete a oito dias, deverá ocorrer na última semana do mês de julho próximo (Gazeta Mercantil, 20 de junho).

Montadoras preparam reivindicações ao governo
Numa das mobilizações mais discretas da história recente do setor, a indústria automobilística se prepara para levar ao governo federal reivindicações de estímulos para aumentar a venda de veículos no país. A cautela é motivada por dois fatores. Primeiro, os fabricantes de veículos e revendedores querem evitar que o vazamento das propostas provoque queda ainda maior de vendas num já estagnado mercado, que parou por conta não apenas da perda do poder aquisitivo do consumidor, mas também da expectativa generalizada de queda nos juros. Além disso, a questão é também delicada porque, embora a mobilização envolva um setor poderoso e já habituado a pedir estímulos ao governo federal, desta vez o interlocutor é uma equipe formada por um partido que surgiu do movimento sindical (Marli Olmos, Valor, 18 de junho).

Setor automotivo busca solução para crise
Montadoras, fabricantes de autopeças, revendedores e trabalhadores querem um pacote de medidas temporárias, que possam ser adotadas até que um acordo setorial mais amplo entre efetivamente na agenda do governo Lula. Dos vários segmentos envolvidos no setor automobilístico, pelo menos três - montadoras, autopeças e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - já entregaram propostas ao governo para aumentar a produção e as vendas de automóveis. A idéia agora é tentar chegar a um consenso entre as propostas, que vão desde a redução de impostos até incentivos às exportações, passando pela garantia de empregos (Estadão, 18 de junho).

Sindipeças faz apelo contra cortes no setor
O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, decidiu apelar para que as empresas do setor evitem demissões neste momento. No entanto, à esteira das montadoras, os fornecedores de peças vão dar férias coletivas e a expectativa de Butori é de a produção menor representar uma queda de 8% no faturamento do setor neste ano. O ritmo está lento e a capacidade ociosa do setor gira em torno de 45%. "É ociosidade suficiente para pintar parede de fábrica o dia inteiro", destaca Butori. "Colocamos (fornecedores e montadoras) US$ 30 bilhões em investimentos no país para hoje produzir nos níveis de 1993", completa. Segundo ele, os investimentos, daqui para a frente, se limitarão aos novos modelos de automóveis. Com base no ritmo das encomendas, o Sindipeças calcula que o total de vendas de veículos no Brasil será de 1,350 milhão de unidades, o que significa 150 mil unidades menos do que no ano passado. O faturamento global da indústria de autopeças somou US$ 10,5 bilhões em 2002 (Marli Olmos, Valor, 18 de junho).

Triumph deve montar em Manaus
Depois de pouco mais de uma década no Brasil, a inglesa Triumph muda de mãos. O representante oficial da marca agora é o Grupo Izzo, o mesmo que detém a distribuição e importação exclusiva da norte-americana Harley-Davidson. A boa notícia é que a partir de setembro desse ano, a Triumph terá uma linha de montagem operando em Manaus (AM). Inicialmente, as motos terão um índice de nacionalização baixo, de apenas 5%. Nos primeiros seis meses, os motores virão montados (Gazeta Mercantil, 18 de junho).

BFGoodrich começa a produzir na AL
Depois de ficar por muito tempo como apenas mais uma marca dentro do Grupo Michelin, a BFGoodrich quer entrar na briga para valer com os adversários Goodyear, Pirelli e BridgestoneFirestone. O primeiro movimento forte é um investimento de US$ 5 milhões para a ampliação da planta de Cali, na Colômbia, onde serão produzidos, no segundo semestre, pneus da marca BFGoodrich para veículos de passeio e 4x4. Atualmente a unidade produz somente pneus da marca Uniroyal, divisão de entrada do Grupo Michelin, que são importados para o Brasil (Gazeta Mercantil, 18 de junho).

Caem as vendas. Assovesp culpa juros
O mercado de veículos usados registrou venda de 40.506 unidades em maio, 14,14% a menos do que em maio de 2002. Em relação ao mês de abril deste ano, houve aumento de 2,57% - número positivo pelo segundo mês consecutivo. Os dados foram divulgados hoje e fazem parte da pesquisa da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp) e do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos Automotores Usados no Estado de São Paulo (Sindiauto), entidades que representam as revendas independentes de veículos. Em comunicado, o presidente da Assovesp e do Sindiauto, George Assad Chahade, culpa as taxas de juros pela situação, já que o número de veículos financiados caiu pela metade em relação à média histórica do setor (Estadão, 17 de junho).

DaimlerChrysler contrata 126 trabalhadores
Em meio à crise que se abate sobre o setor automobilístico, com a maioria das montadoras de automóveis dando férias coletivas e abrindo programas de demissões voluntárias, a DaimlerChrysler anunciou a contratação de 126 trabalhadores para a fábrica de caminhões da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, SP, para atender exportações de motores de caminhões para os Estados Unidos. As contratações são temporárias, até março do próximo ano.
A montadora de caminhões e ônibus emprega hoje 9,3 mil trabalhadores e projeta um crescimento de 80% em suas vendas externas, que neste ano devem totalizar R$ 1,1 bilhão. As exportações de motores para Estados Unidos e Europa devem responder por boa parte desse desempenho. Em unidades, o grupo espera ampliar as exportações de 3,2 mil motores no ano passado para 7 mil neste ano (Estadão, 17 de junho).

Programa de demissões e férias
A General Motors anunciou a abertura de um programa de demissões voluntárias (PDV) nas fábricas de São Caetano do Sul, no ABC, e São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A montadora não informou o número de adesões pretendido. A empresa oferece entre três a seis salários extras e seis meses de assistência médica. A fábrica do interior paulista, onde são produzidos o novo Corsa, Zafira, Meriva e S10, emprega cerca de 8,5 mil trabalhadores. Pelo menos 800 deles entrarão em férias coletivas por 10 dias a partir do dia 22. Volkswagen, Ford e Fiat e também vão dar férias coletivas aos trabalhadores na próxima semana. A PSA Peugeot Citroën dará 35 dias não consecutivos de folgas aos funcionários durante o ano. As vendas de veículos em maio caíram 13,4% na comparação com igual mês de 2002 e o setor não vê sinais de recuperação neste mês (Estadão, 17 de junho).

Balança vira termômetro de saúde da Ford
Antonio Maciel Neto foi contratado para ajudar na reestruturação da Ford no Brasil em 1999. Na época, a companhia estava em um processo de retração no mercado interno sofrendo a falta de novos produtos após sair da parceria com a Volkswagen na Autolatina, 1996. Provavelmente o executivo não imaginava o trabalho que teria, intermediando uma matriz cansada de consecutivas perdas no Brasil e mais disposta a reduzir as operações no país, além de um mercado nacional em retração e demandando novos produtos da marca. Resultado: Maciel Neto engordou mais de 5 quilos desde então. Fontes próximas da empresa informaram que o nervosismo do cotidiano era descontado pelo executivo em doces. Mas, recentemente, o nervosismo tem diminuído e já se percebe redução no peso do executivo nas várias aparições na imprensa ou mesmo em campanhas publicitárias da Ford (Folha OnLine).

Toyota abastece rede just in time
Com a estratégia de garantir fidelidade à marca no mercado brasileiro, registrar aumento de participação nas vendas de veículos no País e obter uma fatia de 10% no Mercosul em 2010, a Toyota do Brasil adota um sistema rigoroso de controle de peças em seu Centro de Distribuição de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde era produzido o jipe Bandeirantes. "A operação aqui no Brasil é em just in time, que garante o fornecimento de peças em 24 horas, sem nunca reduzir o volume no estoque" diz Maurício Gouveia, chefe do departamento comercial e pós-venda da empresa. "A preocupação da Toyota não é atingir meta de vendas, mas ter excelência no processo de controle de peças", afirma(Gazeta Mercantil, 17 de junho).

Ford aposta no Brasil e Argentina
Brasil e Argentina estão na lista das seis regiões em que a Ford mundial apostará suas fichas nos próximos oito anos. Relatório interno preparado pela montadora com análises de mais de 50 países indica que, além dos dois latino-americanos, o mercado de veículos deve apresentar crescimento na China, Índia, Turquia e na região composta por Malásia, Tailândia e vizinhança. “Dos seis tops de mercado classificados pela direção mundial, dois são da região”, diz o presidente da Ford América do Sul, Richard Canny. Segundo ele, os cálculos são de que, somente no Mercosul, as vendas possam atingir 3,2 milhões de veículos em 2011, período levado em conta no estudo da matriz. “A situação na região hoje é difícil, mas o grupo tem grandes expectativas para o futuro.” (Cleide Silva, Estadão, 16 de junho).

E por que o mercado não deslancha?
Resposta de Antonio Maciel, presidente da Ford, a Carlos Franco e Cleide Silva: “Tem o problema dos juros, pois entre 65% e 70% das vendas da indústria são financiadas. Quando o juro é alto, isso cai violentamente. Um aumento de R$ 100 na prestação tem um impacto muito grande. Há também os impostos incidentes sobre os automóveis que, comparados aos de outros países, são muito altos. É preciso reduzir juros, impostos e adotar medidas de inspeção veicular no longo prazo para reduzir o número de veículos velhos que rodam pelas ruas e estradas e, com isso, também diminuir o número de acidentes e a emissão de poluentes na atmosfera. Outro problema que precisa ser analisado é o sério repasse de preços que está sendo promovido pelos fornecedores de matérias-primas, aumentando os custos de produção. De julho de 2002 a abril de 2003 o aço subiu 76%, o plástico 73% e a borracha 60%. O IGP-M no período ficou em 27,3% e os preços dos veículos subiram 14,6% (Estadão, 16 de junho).

Quanto a Ford investiu no Brasil?
Resposta de Antonio Maciel, presidente da Ford: De 1995 para cá, após a separação da Autolatina, a Ford investiu US$ 2,7 bilhões, sendo US$ 1,2 bilhão na fábrica de São Bernardo do Campo. Nesse período, o grupo foi o maior investidor industrial no Estado de São Paulo. Adicionando os gastos na fábrica da Bahia, somos o maior investidor industrial no Brasil, contando investimentos diretos em expansão e produtos (Estadão, 16 de junho).

O consumidor vai ficar na retranca
Expectativas sobre mercado este ano sofrem rápida deterioração. Mesmo a Anfavea, sempre cautelosa, reviu os números para baixo. De abril a maio, estoques subiram de 45 para 48 dias. Antes, previsões da entidade apontavam empate com volumes de 2002. Agora, se espera queda de 5%. Euforia no mercado financeiro com os bons indicadores do País não tira o consumidor da retranca (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).

Palio ganha inspiração no Punto
Espiões postados em Betim, MG contam que reestilização do Palio, no final do ano, terá inspiração direta no novo Punto, recém-lançado na Europa. Embora os dois modelos usem plataformas mecânicas bem diferentes, a opção da Fiat seria manter semelhança de desenho em relação ao compacto italiano e não ao Stilo (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).

Nova agenda nos lançamentos da Ford
Confirmado atraso nos dois próximos lançamentos da família Fiesta. Fornecedores indicam que versão sedã só deverá chegar ao mercado em abril do próximo ano e pickup, quatro meses depois. Em maio último, a Ford experimentou migração de vendas do Fiesta hatch para o EcoSport, utilitário esporte da linha, um dos raros modelos com fila de espera nas lojas (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).

Flexfluel conquista espaço na linha GM
Preço igual e oferta única de motores de uso flexível álcool/gasolina é o que GM prepara para o fim do mês. Powerflex 1.800 substitui tanto o motor a gasolina como a álcool nos novos Corsas hatch/sedã. Com previsível ganho de potência e torque, no primeiro caso, e diminuição marginal de desempenho em relação ao segundo combustível. Simplificação da produção e imposto menor são as razões (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).

Reparo em busca dos segredos eletrônicos
O setor de oficinas prepara-se para novos tempos de negociação com indústria automobilística e seus segredos eletrônicos. Sem informação aberta, fica difícil fazer manutenção confiável. Por isso se fundou Associação Latino-Americana para Desenvolvimento da Reparação de Veículos formada por Brasil, Argentina, México, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Colômbia. O comando é do brasileiro Geraldo Santo Mauro (Fernando Calmon, Alta Roda, 16 de junho).

A ameaça ao emprego na reposição
Existe um segmento no setor automobilístico que pode ter pouco charme, mas merece muito respeito. No Brasil existem 240 distribuidores de autopeças no mercado de reposição empregando 5.000 funcionários, 30.000 lojas com 150.000 empregados, além de 150.000 oficinas e retíficas que são serviço a um milhão de pessoas. Uma cadeia de negócios que gira R$ 6 bilhões anuais. A tecnologia, no entanto, pode ceifar milhares de postos de trabalho nos próximos anos. É um movimento inexorável e exigirá uma rápida adaptação ou mesmo mudança de ramo (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho)

Cai o investimento com manutenção
O fenômeno já ocorre com clareza no aumento dos intervalos de manutenção. Nos anos 50, eram comuns as revisões a cada 2.500 km, contra os 40.000 km atuais no caso de modelos das marcas recém-chegadas ao País. Em 1997, cada motorista gastava, em média, R$ 800,00/ano para cuidar do carro e, dentro de três a quatro anos, aplicará metade desse valor. Uma esperança seria ter mais gente menos negligente, por razões financeiras, na conservação do veículo. Ainda assim, metade das oficinas terá pouca chance de sobrevivência (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).

Os avanços na área de manutenção
Reparar um automóvel se tornará uma operação prática e confiável. O tempo da adivinhação começa a acabar. A experiência pura e simples, também. Contarão muito o conhecimento técnico e os anos de estudo do novo reparador que vem aí. Computadores de mão e poderosos programas reduzem o tempo de diagnóstico de 2,5 horas para apenas 20 minutos, segundo a Delphi. Analisadores de baterias e de fluido de freio, por exemplo, já fornecem resultados quase imediatos na frente do freguês. Sistemas agora disponíveis de alinhamento de rodas computadorizado praticamente acabam com a possibilidade de falha humana – de boa ou má fé – em comparação aos equipamentos óticos atuais. Um pouco mais adiante haverá comunicação em tempo real entre a oficina e os computadores de bordo nos veículos com possibilidade de ações interativas (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).

O papel do GPE somando esforços
Enquanto a modernidade não se instala de vez, entidades do segmento de reparação e o Sindipeças, que reúne os fabricantes, criaram há dois anos o Grupo de Planejamento Estratégico com uma agenda ampla. As prioridades são estimular o treinamento técnico e gerencial das lojas e oficinas independentes, o apoio à implantação da inspeção técnica veicular e despertar o hábito da manutenção preventiva que sempre sairá mais barata do que a corretiva, em qualquer nível de tecnologia (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).

Agora só pensam em Camaçari?
Ainda não se viabilizou um novo produto para a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP. A visita do presidente Lula à empresa na semana passada, para receber apoio ao seu principal programa social, serviu também para sinalizar por uma decisão favorável. Já se falou no Ka de 4 portas. Mesmo esse projeto vem sendo analisado com cautela, enquanto o mercado não reagir (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).

As feiras apostam no automóvel
Feiras automobilísticas estão em alta. Somente a Alcântara Machado terá sete eventos em São Paulo, SP em 2004, incluindo o Salão Internacional do Automóvel. Esse tipo de exposição também está se descentralizando. Este mês, de 24 a 29 de junho, será a vez de Brasília ver o Salão Nacional do Automóvel, no pavilhão Parque da Cidade (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de junho).

Preço do carro zero cai pela primeira vez
O carro zero ficou mais barato em maio, segundo a Agência AutoInforme. Depois de oito meses consecutivos de alta foi registrada uma queda de 0,6% no preço, isso apesar dos aumentos promovidos pelas montadoras nas tabelas de preço. No acumulado do ano, no entanto, o preço do carro zero ainda está acima da inflação. A pesquisa registra alta de 6,2% de janeiro a maio, diante do IPC medido pela Fipe de 5,5%. Os veículos importados foram os que mais caíram de preço (-1,12%). Os carros fabricados no Brasil tiveram queda de 0,54% e os carros com motor de 1.000cc ficaram 0,88% mais baratos (AutoInforme, 13 de junho).

Ford vai lançar novo Focus em Genebra
A Ford vai apresentar a nova geração do médio Focus no próximo Salão de Genebra (Suíça), em março do ano que vem, informa o jornal europeu Automotive News Europe. Ainda conforme a publicação, a produção do novo modelo começará apenas em agosto de 2004. As primeiras versões a serem vendidas no mercado europeu serão as de cinco e três portas. A perua chegará às lojas a partir de abril de 2005 (Carsale, 13 de junho).

Ford reduz custo com linha de montagem
A Ford está se saindo melhor do que o esperado em seu plano de reestruturação de US$ 9 bilhões, que começou há 18 meses com a adoção de um sistema de produção mais avançado. O novo esquema foi implantado no início do ano em 17 fábricas dos Estados Unidos. Há seis meses, a Ford esperava economizar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões até o final da década, por meio da instalação de linhas de montagem flexíveis, caracterizadas pela possibilidade de fabricar até oito modelos diferentes sobre apenas duas plataformas (AE Setorial, 13 de junho).

GM aumenta vendas para o México
O Meriva, produzido em São José dos Campos, SP, já circula no México. Até o fim de maio, as remessas do modelo brasileiro haviam somado 1,8 mil unidades, que vão disputar mercado com o Scénic, o Classe e o EcoSport no México. O Meriva para exportação é equipado com motor 1.8 de oito válvulas e embarcado pelo Porto de Santos. O México é hoje um dos principais clientes das fábricas da GM do Brasil e da Argentina. De janeiro a abril, foram enviados para aquele mercado 16,8 mil veículos fabricados nos dois países (AE Setorial, 13 de junho).

Importados ainda em baixo astral
A permanência do dólar no patamar de R$ 2,90 não foi suficiente para reaquecer as vendas de veículos importados no País. As empresas filiadas à Abeiva venderam em maio 260 unidades no atacado, volume 66,15% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Com relação a abril a queda foi de 10,9%. André Müller Carioba, presidente da associação, informou que maio foi considerado mês atípico. Os importadores, segundo ele, reduziram drasticamente seus pedidos no fim do ano passado e início de 2003, provocando falta de vários produtos (Cláudia Freiesleben, AutoData, 13 de junho)

Reajustes vão superar a inflação
Nos próximos dois a três anos, os reajustes de preços dos carros deverão superar a inflação. A previsão é do presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib. Segundo ele, por pressão das matrizes, as montadoras devem tentar recompor as perdas dos últimos dois anos. Isso resultará na desaceleração dos programas de lançamentos de automóveis. Com receio de perder terreno num momento em que a concorrência se acirrava, com a instalação de fábricas de novas montadoras, os fabricantes de veículos não repassaram todos os custos nos últimos dois anos, que aumentaram, sobretudo, por conta da alta do dólar. Mas, o atual ritmo de reajustes já indica que a indústria automobilística tenta recuperar essa defasagem. A própria Citroën já elevou os preços em 8% neste ano, período em que o IPC acumula alta de 5,45%. As montadoras veteranas têm aplicado aumentos pequenos, mas freqüentes (Marli Olmos, Valor, 13 de junho).

Mercado automotivo em retração
Como o poder aquisitivo de quem compra automóveis novos no Brasil não consegue acompanhar esse ritmo, o mercado tende a encolher muito mais. A prevalecer a velocidade de vendas que o executivo acompanhou nos oito primeiros dias de venda do mês, em junho o mercado de automóveis de passeio e comerciais leves não deverá exceder 90 mil unidades, um dos resultados mais baixos da história do setor. Seria uma queda de 28,5% na comparação com junho de 2002. Diante desse cenário, o presidente da Citroën espera um mercado de 1,350 milhão em 2003, incluindo caminhões, o que representará retração em torno de 8% na comparação com 2002. "Todo o mundo perdeu dinheiro e continuará perdendo neste ano", afirma Habib. Agora, com a conclusão dos investimentos e fim da safra de lançamentos de modelos inéditos no Brasil, a indústria deve partir para aumento no ritmo de reajustes. Mesmo que isso signifique perda de vendas (Marli Olmos, Valor, 13 de junho).

VW Caminhões dobra exportações
A VW Caminhões e Ônibus comemora bons resultados com as exportações. De janeiro a maio deste ano o volume de veículos comerciais enviados a outros países aumentou em duas vezes e meia em comparação com o mesmo período do ano passado. Seguiram para o mercado externo 919 veículos contra 356 no mesmo período de 2002. O crescimento garantiu à marca a vice-liderança nas exportações brasileiras de seu segmento – veículos de 7 a 42 toneladas de peso bruto total. Segundo Marcos Forgioni, gerente executivo de exportações de caminhões e ônibus da montadora, a Argentina foi grande responsável pelo alavancamento das vendas externas. Do total comercializado lá fora, quase 40% foram destinados ao país vizinho, que absorveu 351 unidades em maio ante as 44 do mesmo mês do ano anterior (AutoData, 12 de junho).

PSA adotará paralisação parcial no Rio
A PSA Peugeot Citroën do Brasil deverá parar a fábrica em Porto Real, RJ, por 35 dias não consecutivos até o fim do ano. A próxima parada será nos dias 25, 26 e 27 deste mês. A medida faz parte de acordo coletivo fechado com os trabalhadores, que prevê uma série de paralisações com desconto parcial dos dias não trabalhados. O acordo permitiu poupar cerca de 350 empregos, número equivalente a um turno de trabalho. O acordo, assinado entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e do Sul Fluminense, é válido até o fim do ano. Ele resulta da retração da economia, que está levando as montadoras a reduzirem suas projeções de vendas para o mercado interno, além de negociarem férias coletivas, como a GM, Fiat e Ford (Globo, 11 de junho).

Locação de blindados cresce e aparece
O aluguel de carros blindados é uma atividade que cresce nas principais capitais do Brasil, principalmente, em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde a criminalidade alcança índices elevados. A novidade que surge agora é uma van de passageiros blindada, também para a locação direcionada para o transporte do staff de uma grande empresa para eventos, reuniões "fora de casa". A Maxiauto, por exemplo, ampliou sua frota de 11 carros em 2002 para 17 veículos esse ano. Além de Chevrolet Omega, a empresa também optou pelos modelos Citroën C5 e Chevrolet Vectra. Do total, 12 ficam baseados em São Paulo e 5 no Rio de Janeiro (Gazeta Mercantil, 11 de junho).

Ford dobrará uso do trem para Camaçari
A Ford se prepara para colocar nos trilhos metade dos componentes que compra na região Sudeste para a fábrica de Camaçari, na Bahia. Hoje, motores e transmissões, feitos pela própria montadora, e rodas já seguem de São Paulo por ferrovia, o que soma 25% do que é transportado para Bahia. Até dezembro, algumas peças estampadas serão incluídas no transporte ferroviário. No próximo ano será a vez das bobinas de aço, fornecidas por Usiminas e CSN. Isso significa que o trajeto incluirá São Paulo, Minas Gerais e Rio. Com a inclusão de novos materiais, a participação da ferrovia nos meios de transporte da Ford para a fábrica nordestina dobrará. "Hoje representa 25% e passará a 50%", destaca o gerente executivo de logística da Ford, Edson Molina. Mais do que reduzir custos, o objetivo da montadora é estratégico (Valor, 11 de junho)

Fiat e GM terão motores iguais
No fim de 2004 o motor da maior parte dos carros produzidos por Fiat e GM serão iguais. Até lá, a Fiat-GM Powertrain, joint venture entre as duas montadoras, terá concluído no Brasil a sinergia da família de motores que vai da versão 1.000 a 1.800 cilindradas - que equipa a grande maioria dos automóveis produzidos no País. Outras sinergias já foram aprovadas pelas matrizes das duas montadoras e serão concluídas em três anos. Dois anos depois da criação da Powertrain, Fiat e GM colhem os frutos da cooperação no Brasil, onde está instalado um dos sete centros de desenvolvimento mundiais da nova empresa. Com capacidade para produzir anualmente 1 milhão 265 mil motores e 1 milhão e 50 mil transmissões, as fábricas brasileiras conseguiram redução de 15% no custo médio de manufatura por peça e a utilização da capacidade instalada aumentou 7% desde 2001 (Valor, 11 de junho).

Fabricantes de caminhões esperam Modercarga -1
A indústria automobilística aguarda para julho ou agosto o pacote de incentivos às vendas de caminhões, batizado pelo governo de Modercarga. Enquanto esperam as medidas, que devem resultar em aumento de 10% nos negócios, as fabricantes estão adotando ações inéditas para desovar estoques. O Modercarga será dirigido a pequenos operadores do transporte de cargas com recurso anual de R$ 2 bilhões, por seis anos. O objetivo é a renovação da frota, calculada em 1,8 milhão de caminhões com idade média de 18 anos. Ao contrário das montadoras de carros, que estão dando férias coletivas para enfrentar a queda da demanda, a maioria das empresas de caminhões não pensa em paralisar as linhas de montagem. Mercedes-Benz, Scania e Volvo estão mantendo a jornada normal de trabalho (Cleide Silva, Estadão, 11 de junho).

Fabricantes de caminhões esperam Modercarga -2
“O mercado de caminhões é menos volátil aos fatores macroeconômicos de curto prazo”, diz o vice-presidente de Caminhões das Volkswagen, Antonio Roberto Cortes. Entre janeiro e maio, as vendas de automóveis e comerciais leves caíram 8,6% na comparação com igual período de 2002, somando 547,5 mil unidades. Os negócios com caminhões tiveram retração de 4,8%, com 25,8 mil unidades vendidas. Embora a situação momentânea pareça menos preocupante, o setor opera com 50% de ociosidade. A capacidade é de 190 mil caminhões/ano, mas a previsão é de 100 mil unidades em 2003. Para várias marcas, as exportações estão garantindo a operação. A Scania exporta hoje metade da produção de São Bernardo. Nos últimos anos essa participação não passava de 12% diz o diretor Sidney Basso. “Passamos a produzir caminhões mundiais e conquistamos mercados com Ásia, Oriente Médio e África”. A briga no mercado interno também aumentou. Nos cinco primeiros meses do ano a Volks vendeu 8.671 caminhões, encostando na líder Mercedes, que vendeu 8.746 unidades (Cleide Silva, Estadão, 11 de junho).

Iveco: a solução agora é mais ampla
A renovada decisão da Iveco de fabricar chassis de ônibus e caminhões médios e pesados em Sete Lagoas incorpora estratégia diferente do plano original arquitetado em 2001 e congelado devido às turbulências econômicas tanto aqui como na Argentina. “Aguardamos a acomodação da situação econômica dos dois países e decidimos adotar solução diferente daquela inicialmente prevista”, garante Flávio Ferraris, presidente da Iveco Latin America. A diferença fundamental é que a solução é mais ampla e envolve toda a operação da América Latina. “A partir de agora seremos responsáveis pelas exportações de caminhões médios e pesados, antes feitas pela matriz, para a região e também para a África.” (Marco Souto Maior, AutoData, 11 de junho).

Ferraris detalha produção da Iveco
Segundo o presidente da Iveco Latin America, Flavio Ferraris, a produção em Sete Lagoas será iniciada nos primeiros meses de 2004. Serão montados caminhões pesados EuroTech, com peso bruto total combinado entre 41 e 74 toneladas, o médio EuroCargo Tector, com motor eletrônico e peso bruto de 16 e 23 toneladas e uma linha de ônibus com motor dianteiro, para até 50 passageiros. "Produzir no Brasil dá à Iveco a grande vantagem de termos acesso ao Finame, linha de financiamento do BNDES. Vamos nos colocar em pé de igualdade com os demais fabricantes de caminhões do País." A produção será iniciada com índice de nacionalização de 35%. O objetivo é alcançar 60%. Até chegar a 60%, a Iveco terá benefícios apenas parciais da linha Finame. "Mas, já ajuda, pois, hoje, sem Finame, não temos poder de competir no mercado", disse o diretor financeiro Ricardo Silveira (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 11 de junho).

O papel da Argentina para a Iveco
A fábrica de Cordoba, na Argentina, que abastece o Brasil, será mantida. "Vamos utilizar Cordoba para abastecer o mercado local e para exportação", informou Ferraris. "Fomos lógicos no início, dedicando Cordoba a caminhões médios e pesados e Sete Lagoas a caminhões leves. Mas, o Mercosul é ilógico. Assim, agora, teremos unidades nos dois países, com objetivo de ter flexibilidade diante das oscilações de mercado." Mesmo produzindo no Brasil, a Iveco terá uma complexa logística a cumprir. As cabines virão montadas da Argentina. O motor do caminhão pesado virá da França e o do médio da Itália. No primeiro ano a expectativa é produzir mil caminhões e 300 ônibus. A nova linha terá capacidade, num turno, para 2 mil caminhões e ônibus. "Poderemos chegar até 4 mil unidades", disse Ferraris (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 11 de junho).

Megavenda para JetBlue alavanca Embraer
As vendas da nova família de jatos da Embraer, com capacidade para transportar entre 70 e 108 passageiros, tiveram um grande impulso nas últimas quatro semanas com o anúncio de contratos importantes que já ultrapassam a cifra de US$ 5 bilhões. O mais recente deles, anunciado ontem, envolve encomenda de 100 aeronaves do modelo Embraer 190, feita pela companhia aérea JetBlue, uma das maiores representantes do conceito de aviação de baixo custo nos Estados Unidos. "O modelo Embraer 190 (98 passageiros) está completamente alinhado com os novos tempos da aviação comercial", ressaltou o vice-presidente Executivo de Comunicação Empresarial, da Embraer, Horácio Forjaz. Os novos jatos encomendados da Embraer, a um custo estimado em US$ 3 bilhões, começam a ser entregues a partir de 2005, o que faz da JetBlue o cliente lançador do novo modelo da empresa no mercado internacional. O contrato com a JetBlue também contempla a opção de compra de outras 100 aeronaves do Embraer 190 (Gazeta Mercantil, 11 de junho).

Exportações alavancam a produção
A produção de veículos cresceu 10,3% de abril para maio, totalizando 165,3 mil unidades, o maior volume desde novembro do ano passado. Os dados são da Anfavea. Já o licenciamento de veículos alcançou 106,6 mil unidades em maio, volume 1,7% menor que o de abril e 13,4% inferior ao do mesmo mês de 2002. De janeiro a maio, a produção de veículos cresceu 4,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, para 760,6 mil unidades. O licenciamento de veículos nacionais e importados nesse mesmo período de comparação, entretanto, caiu 8,5%, totalizando 547,5 mil unidades As exportações de veículos continuam alavancando a produção das montadoras, que enfrentam a estagnação das vendas no mercado doméstico. (Agestado, 6 de junho).

Exportações crescem mês a mês
O volume de exportação de autoveículos em maio, de 50,4 mil unidades, foi o melhor mês de toda a história do setor. O segundo melhor período foi abril deste ano, com 46,4 mil unidades exportadas. As vendas externas do setor têm crescido mês a mês neste ano - em janeiro foram de 28,6 mil veículos; 35,5 mil em fevereiro e 42 mil unidades em março (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 6 de maio).

Anfavea revê as projeções
Com a estagnação das vendas no mercado brasileiro nos últimos meses, a Anfavea reduziu a meta de licenciamento de veículos para este ano. A entidade projetava anteriormente um total de 1,5 milhão de unidades licenciadas em 2003, resultado que repetiria o volume de 2002. Diante da retração das vendas, a estimativa caiu para 1,4 milhão de veículos emplacados, total que, se confirmado, será 5% inferior ao obtido no ano passado. A associação prevê para este ano 1,850 milhão de unidades fabricadas, total 3% maior que o do ano passado, e exportações de US$ 4,8 bilhões, valor 20% superior ao de 2002

Estoque recorde leva montadoras às férias
"Março, abril e maio foram os piores meses dos últimos dez anos", destacou o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. Para ele, a alternativa de reduzir o ritmo de produção por meio de férias coletivas é a forma que o setor tem de reduzir custos. "O estoque custa muito dinheiro", ressalva. Os concessionários da Ford, por exemplo, pagam CDI mais 0,5% pelos carros parados em seus pátios. Não mais do que dois meses é o fôlego que as férias coletivas permitem ao setor. O nível de estoque, entre carros parados nas fábricas e nos pátios dos concessionários, somou 170.717 unidades ao final de maio. Somente os concessionários têm um mês de vendas em carros estacionados (Marli Olmos, Valor, 6 de junho).

VW pede R$ 600 milhões ao BNDES para Tupi
A Volkswagen entregou ao BNDES pedido de financiamento de R$ 600 milhões para investir na produção de seu novo carro, batizado de "Tupi". O investimento total da Volks será de R$ 1,3 bilhão, e o carro deverá começar a ser produzido em 2005. Trata-se do primeiro grande pedido de empréstimo de uma multinacional que chega ao BNDES na gestão Lula. De acordo com o que a Folha apurou, o pedido de financiamento da Volks foi encarado pelo BNDES como o primeiro passo para a recuperação do investimento no país (Folha de S. Paulo, 5 de junho).

Carros deverão subir mais que a inflação
Aumentar os preços dos carros acima do índice de inflação é o que deverão fazer as montadoras instaladas no Brasil nos próximos dois ou três anos, afirma o presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib. Segundo ele, essa deverá ser a iniciativa adotada pela Citroën e por toda a indústria para tentar recompor as margens de lucro do setor. "O aumento deverá ser de cinco ou seis pontos percentuais acima do índice da inflação. Hoje não tem uma montadora que ganhe dinheiro nesse País", diz Habib. Para ele, a marca de 2,5 milhões de carros vendidos no Brasil que o mercado esperava para 2003 está muito longe de acontecer (Gazeta Mercantil, 5 de junho).

Carga Pesada volta em agosto com Volks
A Volkswagen acaba de assinar um novo contrato com a Rede Globo para o patrocínio de mais oito episódios do "Carga Pesada", série que voltará ao ar a partir de agosto. Embora se recuse a dar qualquer informação a respeito do valor, a montadora confirmou ontem, por meio de porta-voz, que este será o maior investimento em mídia eletrônica durante os 22 anos de história da divisão de caminhões da Volks no Brasil (Valor, 5 de junho).

Iveco produzirá ônibus e caminhão em Minas - 1
A Fiat do Brasil anunciou a decisão de fabricar ônibus e caminhões médios e pesados da marca Iveco na fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais. A indústria, inaugurada em 2000, produz modelos de caminhões leves e médios. O grupo italiano investirá R$ 25 milhões na nova linha de produção. Com a medida, a fábrica da Iveco no Brasil será a única do mundo a produzir a linha completa da marca. A nova linha terá capacidade de produção de 2 mil unidades por ano (Valor, 4 de junho).

Iveco produzirá ônibus e caminhão em Minas - 2
O presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, explicou ontem que a produção de caminhões será mantida na Argentina. Os novos modelos de veículos serão apenas montados no Brasil. "Aguardamos a acomodação da situação econômica dos dois países e decidimos adotar uma solução de diferente daquela inicialmente prevista", afirmou Vedovato. "A decisão demorou, mas o país saiu ganhando." A fábrica da Iveco em Sete Lagoas produz atualmente os caminhões leves Iveco Daily e também as vans Fiat Ducato. Ao todo, a Fiat já investiu R$ 820 milhões na fábrica e produziu 20 mil veículos desde a inauguração (Valor, 4 de junho).

Iveco produzirá ônibus e caminhão em Minas - 3
Segundo o presidente da Iveco Latin America, Flavio Ferraris, uma das principais vantagens da produção dos ônibus e caminhões médios e pesados no Brasil será o acesso às linhas de financiamento do BNDES, como o Finame ou o programa de modernização de frota de caminhões que está em análise pelo governo. "O Finame hoje é fundamental no mercado de caminhões brasileiro", explicou Ferraris. "Vamos nos colocar em pé de igualdade com os demais fabricantes de caminhões do país." (Valor, 4 de junho).

Iveco produzirá ônibus e caminhão em Minas - 4
Disputando o mercado com modelos importados, a Iveco conquistou 6% no mercado de caminhões pesados em 2002. Serão produzidos em Sete Lagoas os modelos EuroTech (pesado), EuroCargo (médio) e uma linha de ônibus com motores dianteiro para 40 e 50 passageiros. A empresa informou que os veículos montados no Brasil terão 35% de índice de nacionalização porque muitos itens brasileiros já eram utilizados na Argentina (Valor, 4 de junho).

Nissan investe R$ 5 milhões em Xterra
Brotas, a 247 km de São Paulo, foi escolhida pela Nissan para o lançamento do Xterra, o novo utilitário esportivo da companhia. Com investimentos de R$ 5 milhões em marketing, a montadora espera negociar cerca de mil carros até o fim deste ano. "Em um ano, acreditamos em uma venda de 1,8 mil unidades", diz Nélio Bilate, diretor comercial da companhia no país, sem divulgar o faturamento no Brasil. A empresa também planeja exportar cerca de 100 unidades para a Argentina (Valor, 4 de junho).

GM vai dar férias coletivas
Por conta da queda nas vendas de veículos nos últimos meses, a GM vai conceder férias coletivas aos seus funcionários, entre 23 de junho e 2 de julho. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a montadora já informou sobre as férias, mas ainda não disse quando será realizada a nova reunião para discutir o valor da Participação nos Lucros e Resultados deste ano. O Sindicato quer que a primeira parcela seja paga dia 16 (Jornal da Tarde, 4 de junho).

Cor prata domina mercado
O carro prata metálico é o que tem maior oferta nas revendas. Mesmo com um custo adicional de preço, ele caiu nas graças dos consumidores, apesar de ser extensa a lista de oferta de cores hoje em dia. Só o VW Polo, por exemplo, conta com 12 opções de pintura da carroceria, entre lisas, metálicas e perolizadas. O prata responde por quase 40% de todas as vendas entre os novos, deixando para trás até o branco, sucesso antigamente (Jornal da Tarde, 4 de março).

GM surpreende mercado e reduz preços
A GM resolveu reduzir os preços sugeridos de tabela para Astra e S10 a diesel em até 9,85%. Os demais modelos Chevrolet terão reajustes de 1,3% a partir de hoje. O Astra de entrada, a versão hatch de três portas, passa a ter preço de tabela a partir de R$ 31.107,00, ante os R$ 34.307,00 até então. Tanto Astra quanto S10 acabaram de ganhar mais concorrência. Citroën C3 e Honda Fit competem em preço com o Astra. A indústria automobilística parece estar em uma encruzilhada. Há pressões para aumentos, por causa dos reajustes do aço e autopeças, mas faltam compradores – a meta de vender 1,65 milhão de carros este ano está sendo revista para cerca de 1,45 milhão (Estadão, 3 de junho).

Mesmo com prejuízo, Nissan fica
A direção da Nissan admitiu que está perdendo dinheiro no Brasil, mas sustenta que não pretende rever seus planos pelo menos até 2005, prazo estabelecido pela matriz para que a filial comece a inverter esse indicativo. No ano passado, a operação brasileira teve resultado negativo de R$ 20 milhões. Desse total, 28% teriam sido provocados pelo impacto da variação cambial sobre seus custos. A Nissan investiu US$ 100 milhões na instalação de fábrica em parceria com a Renault, sua controladora, em São José dos Pinhais, PR. (Folha de S. Paulo, 3 de junho).

Queda nas vendas de carros atinge 12%
As vendas de automóveis no varejo caíram 12,35% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume foi reduzido de 93.805 para 82.212 unidades, segundo dados da Fenabrave. Na comparação com abril deste ano, quando foram emplacados 85.056 unidades, a retração foi de 3,34%. No acumulado de janeiro a maio as vendas atingiram 437.067 unidades, uma retração de 3,92% sobre idêntico período de 2002, quando foram emplacados 454.920 unidades (Gazeta Mercantil, 3 de junho).

Comerciais leves também vendem menos
Os veículos comerciais leves venderam 17.837 unidades no mês passado, volume 18,67% menor que as 21.932 unidades vendidas em igual mês de 2002. Em relação a abril deste ano, quando as vendas atingiram 17.357 unidades, houve uma alta de 2,76%. No acumulado de janeiro a maio as vendas atingiram 86.239 unidades, 15,40% menor que igual período de 2002, quando somou 101.946 unidades (Gazeta Mercantil, 3 de junho).

Balanço negativo para os pesados
As vendas de caminhões alcançaram 5.193 unidades, volume 9,92% menor que as 5.765 unidades vendidas no mesmo mês de 2002. Em relação a abril deste ano, quando o volume chegou a 4.836 unidades, houve uma expansão de 7,38%. Nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas atingiram 23.618 unidades, 3,63% abaixo das 24.508 unidades vendidas no mesmo período de 2002. Já no segmento de ônibus, as vendas apresentaram redução de 8,91% em maio em relação ao mesmo mês de 2002. O volume caiu de 1.470 unidades para 1.339 unidades. Sobre abril, quando foram vendidas 1.171 unidade, a alta foi de 14,34% (Gazeta Mercantil, 3 de junho).

Nova fábrica da Volkswagen na China
O Grupo VW está prestes a decidir pela construção de uma nova fábrica na China, informa o jornal europeu Automotive News Europe. A empresa precisa aumentar sua capacidade de produção, que está próxima de não suprir a demanda do mercado chinês atual. Segundo o presidente da VW Asia Pacific, Bernd Leissner, no primeiro quadrimestre de 2003 as vendas da empresa na China aumentaram quase 90% (Carsale, 3 de junho).

Marcopolo nomeia novos diretores
A Marcopolo realizou mudanças no seu quadro diretivo, com a nomeação de mais três diretores executivos. José Valiati assumiu a direção administrativa financeira. Jorge Rodrigues é o novo diretor de aquisição e logística e Paulo Ricardo Smidt de recursos humanos. Os demais cargos permanecem com os mesmos titulares. O diretor-geral é José Rubens De La Rosa. Ruben Bisi é diretor de negócios internacionais e Moacir Moroni responde pela área comercial Brasil. Nelson Gehrke comanda a área comercial exportações e James Bellini a institucional da Marcopolo (AutoData, 3 de junho).

Automec, a feira que deu certo
Entre iniciativas que deram certo nos últimos tempos, sem dúvida se destaca a Automec — Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços —, organizada pela Alcântara Machado com apoio de seis entidades setoriais. Em apenas dez anos, o número de participantes triplicou, tornando-se a quinta maior exposição em nível mundial. Os quase 80.000 m² do Parque Anhembi, na capital paulista, ficaram pequenos para mais de 1.200 expositores, de 29 países. Trata-se de um salão de cunho profissional e de curta duração (25 a 29 de maio), abrangendo 23 segmentos com capacidade de alavancar negócios (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).

Difícil a integração com a Europa
A integração automobilística entre Mercosul e União Européia, incluindo imposto de importação civilizado, parece mais distante do que o esperado. Bernd Gottschalk, presidente da VDA, a poderosa entidade conjunta das indústrias alemãs de veículos e autopeças, em entrevista na Automec, foi reticente quanto a um acerto setorial, à parte do acordo geral. Com o México, deu certo (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).

O nome Tupi não vai emplacar
Apesar da torcida da rede de concessionárias, o nome Tupi (como se chama, internamente, o projeto) está descartado no monovolume compacto sobre plataforma do Polo, a ser lançado em novembro próximo. Ele trará banco traseiro correndo sobre trilhos e motor flex (álcool/gasolina), sendo bem diferente de qualquer outro Volkswagen produzido até hoje (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).

Chegam as pastilhas para durar mais
Pastilhas de freios a disco com duração mínima de 70.000 quilômetros vão equipar vários modelos 2004 no próximo semestre. Material de atrito e superfície das pastilhas melhoraram muito nos últimos anos, garantindo no mínimo o dobro de durabilidade. Por puro conservadorismo, fabricantes de veículos, só agora, recomendarão a extensão da troca (Fernando Calmon, Alta Roda, 2 de junho).

Preparando os fornecedores de amanhã
Montadoras e empresas de autopeças deram as mãos no fórum “Preparando o fornecedor da cadeia automotiva de amanhã”, realizado durante a Automec. O objetivo foi melhorar a qualidade na cadeia automotiva brasileira. O programa teve início oficialmente no dia 28 de maio, data do fórum, e terá três formas de ser seguido. Osvaldo Costa, coordenador da ação e diretor de relacionamento com fornecedores da Dana, explica que foram criados três grupos de ensino e consultoria. O primeiro para empresas que estão atualizando seus certificados e, portanto possuem cultura de qualidade, dura seis meses. O segundo, com duração de um ano, é voltado para as companhias com menos estruturas de qualidade. E o terceiro, de 24 meses, para as que nunca buscaram certificação alguma (AutoData, 1 de junho).

Todos apostam na jornada da qualidade
A entidade certificadora será o Instituto da Qualidade Automotiva, IQA, que cobrará 50% do valor de mercado pelos serviços prestados. As dezesseis consultorias selecionadas para fazer o treinamento e acompanhamento nas empresas também participam do esforço e concordaram em baixar a tabela de hora/aula para R$ 50, ante os preços de mercado que podem chegar a R$ 150. Montadoras e sistemistas cederão infra-estrutura para os cursos. Pelo menos 430 empresas de autopeças mostraram interesse em participar da jornada de certificação. Presenciar Anfavea e Sindipeças concordando com algo só foi possível porque, segundo Mário Guitti, superintendente do IQA, a busca de mais qualidade é comum para todas as empresas (AutoData, 1 de junho).

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